VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhor presidente, colegas vereadores e vereadoras, hoje uso esta tribuna, ouvintes da TV Câmara, enfim, para esclarecer um pouco do Requerimento nº 111/2019, que se refere sobre o questionamento... Dito eu, vou provar aqui nessas respostas do fechamento da Escola Arlinda Manfro, da comunidade da 4ª Légua, como a gente já tem aí. Bom, quanto a várias perguntas que foram feitas, e este vereador já colocou aqui várias vezes que a comunidade se colocou à disposição, queria arcar uma maneira jurídica possível das reformas, da manutenção do Colégio Arlinda Manfro, na 4ª Légua. E várias vezes eu comentei aqui, enfim, por levantamento de técnicos, inclusive da Smed, que prova isso, que já mostrei várias vezes num orçamento feito que gastaria em torno de R$ 32 mil para reformas e atenderia todos os quesitos e manteria a Escola Arlinda Manfro na comunidade. Então documento esse é da Smed e este vereador sempre falava e mostrava tecnicamente, com técnicos, que com o mesmo valor o município iria gastar, ou mais, para inserir, enfim, ali em Galópolis, naquele espaço totalmente insalubre, que nem hoje pela manhã gostaria de ver as crianças... Não gostaria, mas era, sim, as crianças desembarcando próximo ao arroio Pinhal, indo a pé, chegando lá molhadas, até o colégio. Um local totalmente insalubre, o Conselho de Educação admite, o Ministério Público é parceiro, entrou com uma ação judicial, vários levantamentos num local totalmente insalubre e nas perguntas, uma das perguntas era, quanto o município gastaria para inserir naquele espaço, do Esporte de Galópolis, que o município prova, mostra somente a rubrica da Smed, 31.150, vereador Edson, mesmo valor que a gente falava, fora a rubrica do esporte... Eu não vou questionar porque eu sempre disse aqui que talvez alguma melhoria em benefício do esporte que depois permanece e seria usado. Porém, mostra, senhoras, senhores e ouvintes, que esses 31 mil não precisavam ser gastos ali, a comunidade ia gastar lá na 4ª Légua e o colégio permaneceria lá, vereador Edson, presidente da comissão, na sua originalidade e mesmo gastando os R$ 31 mil, como o município gastou ali, não atende e vocês podem ir olhando as fotos, diante de várias perguntas. Então o que deve ser levado em consideração? O município gastou o mesmo valor e isso ainda a comunidade iria... Ela contribuiu, na precisaria, está gastando muito mais em transporte. Quando questionada do gasto de cada aluno, a mais, diz aqui nas respostas que não obtêm essa informação, mas eu sei, eu conheço que o gasto é muito maior porque a distância praticamente dobrou. Quando questionada de quantos alunos ficam dentro, depois vou questionar sobre o parquinho, dentro de um transporte escolar... Eles colocam generalizado, 6h30. Tem criança que antes das seis horas fica esperando a van, de manhã. No verão não tem problema, no inverno... Então eles não respondem essa pergunta, não temos essa informação, mas a gente sabe que gasta muito mais. Quando na conclusão, no final, fala que atende de maneira, mas não atende como e tem 60 dias de obras... De prazo para, eles estão dizendo, para drenar aquela água, e não foi feito nada. Depois eu vou questionar mais, nos artigos da lei, que tem que ter parquinho, olha o parquinho que está lá agora. Infelizmente não tenho foto de onde ele estava lá na 4ª Légua. Olha lá, no meio do barro. Essa é a obra que foi feita para contemplar um dos artigos que depois vou debater. Está aí, no meio do barro. Hoje as crianças estão lá dentro da sala de aula, com corredores de meio metro, parece brete de vacinar gado, não atende também os artigos da lei, e lá fora gastando os 32 mil atenderia todos os quesitos. Então é gasto indevido de dinheiro público, vereador Edson. Olha ali, vê se tem condições de uma criança brincar ali? Nem capacidade, vereador Ricardo, que o senhor tem o projeto de atender pó em espaços, nem ali não tem capacidade de colocar um pouco de pó para as crianças não se sujarem. Olha ali. Está aí. A drenagem, que precisava 60 dias, já estão estourando os 60 dias. O que foi feito? Eles estão dizendo isso, o município está dizendo isso quando questionado. Então, quanto ao gasto, está aqui. Gastaram o mesmo valor. Não atende. Um lugar insalubre. As crianças duas já saíram. Felizmente tinha duas vagas no Ismael. Num primeiro momento tentaram bloquear o transporte. Não conseguiram, porque é de direito. Tem muito mais pais me procurando para dar apoio para sair dali. Infelizmente, fui ao colégio Ismael, no segundo e terceiro ano, ano que vem, não tem vaga. Eu quero ver o que vai acontecer. Quando o juiz expede um prazo para que o município apresente projeto de reforma ou de um colégio novo, a Prefeitura responde com deboche, vereador Felipe. Ela diz que talvez no final de 2022 é possível apresentar um projeto. Possibilidade de dois mil e vinte... É um deboche à população e ao juiz. Quando o juiz pede num prazo mais rápido possível que o município apresente projeto e vem com um deboche: possibilidade, sem previsão orçamentária nenhuma. Enquanto que, gastando o mesmo valor que a comunidade colocaria, se atenderiam todos os quesitos naquele colégio Arlinda Manfro, enquanto se melhora a situação financeira do nosso município, vereador Edson. Acredito, sim, que nos próximos dias, estava conversando com o advogado do CPM... Temos que munir o Ministério Público, foi parceiro com toda essa documentação. Porque o próprio município está dizendo isso: o fechamento. Quando dá essa resposta, 2022 para 2023, é um debate para a população, é fechamento do colégio. Estão aqui as respostas, aqui, está tudo guardadinho. Quando se questiona, vereador Edson, que conhece mais, quando se questiona se o local onde está atende a Lei 23.430/70, o próprio município faz um comparativo, Edson, de onde o colégio estava, que não estava atendendo alguns artigos, e faz um comparativo de onde está e ainda admite vários segmentos aqui. Sanitário para os professores não possui. Eles estão dizendo. Aqui, artigo 202, que teria que ter um lugar para eventos quando se reúnem os pais, não tem. Na 4ª Légua o salão paroquial estava ali, a porta do lado. Aí faz um comparativo aqui. Artigo da lei, 205, não atende, que é a largura dos corredores. Eu não estou questionando, mas só que com os 32 mil que gastava lá fora, vereador Edson, atenderia os quesitos sem precisar gastar. Quando se fala em altura, que também não seria o quesito mais importante, atende parcialmente. Não existe isso aí. Ou tem altura tudo igual ou não tem. Isso aqui então é uma resposta inadequada. Ou atende ou não atende. Estão aqui as respostas. Há um local para recreio. Tem as fotos aqui. Olha aqui. Este coberto, foi construído em parceria, colégio e comunidade, para que as crianças possam brincar ali. E ainda olha a porta do salão ali disponível. E lá dentro não tem nada disso, não tem nada disso. Eu falei já muitas vezes. E não vai ter. Imaginem até 2023.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Um aparte, vereador Velocino.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Isso aí é um deboche, o povo ficar lá dentro naquela unidade. Então está ali. Está dizendo, fazendo um comparativo. E nos outros colégios também não tem. Mas onde tem não se usa. Olha, quem está aqui no plenário, jovens estudantes, olha onde a escola Arlinda Manfro estava. Coberto, comunidade com salão disponível para 1.200 pessoas, tudo certinho. Foram lá fazer um vídeo, assim como na Xuxa, pula-pula para mostrar que balança. A comunidade ia fazer isso, se fosse esse o caso, para mostrar. Então é fechamento da escola Arlinda Manfro. Eles estão dizendo aqui. Seu aparte, vereador Périco. (Esgotado o tempo regimental.)
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Obrigado, vereador Velocino. Nós temos que entender, acredito eu, que essa alteração sem nenhuma lógica, como o senhor já vem há muito tempo aqui expondo para toda a comunidade é mais uma questão política do que propriamente educacional, porque você transportar as crianças de uma escola que já tinha determinações legais de configuração, como o senhor acabou de colocar, para um local que não tem absolutamente nada que possa comportar alunos, não tem altura, não tem pé direito, não tem saída de emergência, não tem sala dos professores, isto é, não tem auditório, se onde colocaram as crianças fosse tentar abrir uma escola do zero jamais passaria no Conselho Estadual de Educação, porque ela não tem nenhum critério aprovado pelo Conselho Estadual de Educação, absolutamente nenhum. O que na Manfro tinha, era uma questão só de arrumar o que era preciso com esse investimento. Portanto, se não existe lógica essa transferência, talvez a única lógica seja a intenção política de prejudicar a comunidade da 4ª Légua, porque não existe absolutamente nada que faça com que o poder público faça essa transferência. E essa transferência acarretou o quê? Muito mais problemas para a comunidade do que soluções. Então quando uma administração quer criar problemas e não soluções, isso é uma questão política, porque em sã consciência não pode existir isso, tem que ter alguma intenção por trás desse tipo de atitude que está tomando lá com a população de Galópolis. Obrigado, vereador Uez.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Vereador Périco, há dias, depois da última fala que eu fiz aqui na tribuna...
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Concede um aparte, vereador?
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Eu não saí, num Pequeno Expediente, eu falei ali, mostrei várias crianças que não estavam indo à escola, porque estavam doentes. Tinha um grupo ali que eu acessava, imediatamente eu fui cortado do grupo, por quê? Porque eu estava trazendo aqui para a população a verdade. Então nós vamos, Edson, a minha opinião, se eu for convidado para ir junto do CPM, ao Ministério Público, ver uma fórmula. Se é que na chamada, vereador Périco, existe ali o registro da chamada dos alunos, vamos fazer um comparativo do antes da frequência do aluno e de agora lá dentro, e se possível com laudos médicos, quantas crianças a mais ficaram doentes. Que eu alertava que ninguém estava preocupado com a saúde das crianças, que é o principal motivo. Quando o juiz expediu... enfim, pediu esclarecimento para o Município, que deve ter um prazo, e se eles forem com essas respostas, que não tem outras, é a ferramenta da sepultura deles, porque eles estão dizendo o fechamento. O juiz não expediu uma liminar favorável que o colégio continue lá. O juiz expediu uma nota, um esclarecimento pedindo, vou repetir, o mais breve possível que o Município apresente projeto de reforma ou de adequação. Quando nas reuniões, na 4ª Légua, que a secretária de Educação foi lá e a diretora Silvana, que eu estava junto, a secretária disse que precisava de, no mínimo, quatro meses para executar um projeto de possível um colégio novo ou, enfim, ali estava... Ela disse que o governo dela não faz reforma, enfim, retaliação; faz colégio novo, os verticais quem sabe lá na 4ª Légua, aí ela disse que em quatro meses tinha possibilidade de fornecer um projeto. E eu disse: a senhora tem que vir aqui com um projeto, mostrar para a comunidade que talvez, no ano que vem, vai sair um colégio novo. Aí ela disse: “A decisão já está tomada.” Agora o Município está dizendo que precisa três anos para apresentar um projeto. Antes eram quatro meses, agora são três anos. Então, vereador Fiuza, é fechamento. Eles disseram que precisavam quatro meses para fazer uso do solo, tudo. O senhor pediu aparte, vereador? Então eu já falei aqui várias vezes, eu estou usando a fala do poder público, muitas delas. Seu aparte.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Vereador Velocino Uez, no dia 27 passado, 27 de agosto, nós tivemos uma reunião sobre zoneamento no Ministério Público com a Dra. Simone, e esse assunto veio à baila de novo. Muito mais do que político, o vereador Périco falou, se for uma política de desencontro à comunidade, no mínimo, é uma política que precisa de um raciocínio melhor para a comunidade, porque isso aí é o cúmulo da teimosia, literalmente, não dá para entender. Porque também, até no Judiciário de acordo com os ditames da lei, nós fizemos de tudo e fornecemos de tudo, inclusive, com parecer favorável à situação da 4ª Légua, do Ministério Público, do Conselho Municipal de Educação, da Comissão de Educação, de todos. Poderia ter sido resolvido isso judicialmente e não foi porque o subsídio dado para que a decisão fosse favorável à 4ª Légua, dizendo todos esses artigos que o senhor fala de LDB que preconiza distância, espaço... Tudo, vereador. Não dá para entender essa situação. Setenta alunos que pertencem à comunidade, mais uma outra que nós estamos tentando verificar a viabilização, é o fechamento de uma escola do meio rural, que não é bem assim. Ele só não admite porque, para fechar uma escola do meio rural, aí a coisa é mais embaixo porque é uma lei federal. Mas, enfim, vereador, isso é um assunto que está no Ministério Público. Inclusive, a escola ali de São Virgilio, estadual, já se colocou também à disposição, mas aí tem toda uma implicação do aumento muito grande de quilometragem, de sair da 4ª Légua para chegar aqui quem vem a São Virgilio, enfim. Mas só para dizer a V. Exa. de novo, o senhor já tinha me passado esse assunto, nós já conversamos infinitas vezes, a Dra. Simone também está ao nosso lado, mas, infelizmente, enquanto o que foi dito pela justiça em certo mérito a ação da SMED, do Poder Executivo foi acatada. Agora, não existe juma explicação plausível... Porque as doenças, como o senhor falou, as doenças que atingem o nosso inverno estão aumento: crianças com a questão respiratória, crianças em estado de desleixo infelizmente. Não pelos profissionais da educação que estão fazendo, mas eu digo na situação como um todo. Ali, naquela região de Galópolis, não tem uma escola que consiga comportar esses alunos. Está aí um gargalo. Está aí uma situação colocada e é isso que o senhor faz. Nós temos que cada vez mais... Até hoje, na parte da tarde, vou falar com a promotora Simone falando sobre outros assuntos, e esse vai surgir na pauta novamente. Contem com a Comissão de Educação. O que nós podíamos fazer nós estamos fazendo junto com a comunidade. Mas quem tem o poder de definir, e já podia ter definido, inclusive não levando a escola para lá é a Secretaria Municipal de Educação que eu não entendo o porquê da teimosia. Eu não consegui entender ainda isso, vereador. E, se for uma questão política enquanto divergência com V. Exa. que já foi excluído do Whatsapp, eu vejo que... Eu não vou utilizar uma palavra chula aqui, mas no mínimo não tem uma questão lógica de entendimento de pensamento, é uma insanidade que não dá para entender. Obrigado pelo aparte.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado, vereador Edson. Sim, temos que ser parceiros porque nós somos aqui representantes de toda a comunidade. Só que acredito sim que, como o Ministério Público foi parceiro, tem que ser levado em consideração. Novamente, o juiz quando não expede uma liminar a favor, ele determina que o município, em um prazo mais breve, apresente projeto de reforma ou de um colégio novo. Quando o município mostra de três a quatro anos possibilidade talvez, isso tem que ser revisto. Eu acredito que a justiça não vá falhar. Então acredito que esse quesito é o mais forte, é um deboche para a população. O município praticamente não tem coragem de dizer: “Fechamos a Escola Arlinda Manfro!”. Mas está dizendo isso com respostas. Quando se diz: “Em 2022, 2023”, vai saber se este governo está aí; vai saber se tem recursos para fazer isso, vereador Adiló. Agora com esse caso Magnabosco vai saber. Enquanto que a comunidade iria arcar com aquela despesa foi gasto lá dentro. O mesmo valor gasto lá dentro adequaria lá fora por vários anos, talvez, cinco, dez. Um local bom. Não teria problema. Não tem um parquinho que nem esse aí. Isso daí é para gado não é para pessoas. Isso aí não é para pessoas, olha aí. Nem coragem de coragem de colocar um pó ali não tem. Então ali atrás tem um córrego de água. As enxurradas nem vieram ainda, ali na frente vai vir. Lá atrás eu vou mostrar os córregos que têm ali fora. Então eu acredito, Edson, ainda. A justiça, eu disse, ela às vezes demora, mas não falha. E esse quesito do deboche da população quanto ao prazo, que o município dizia que tem quatro meses, poderia oferecer um projeto, tem que ser levado em conta. O CPM a todo o momento está ligado, estava esperando essas respostas. A gente está aqui para ser a voz daquela comunidade, a voz do povo. Então vamos voltar lá, espero estar junto para poder contribuir. O que foi feito é o fechamento da Escola Arlinda Manfro, na região da 4ª Légua. Ali na frente vai ter consequência, mas a consequência agora, só para concluir, são as crianças que estão ficando doentes e não contempla aquilo que o município está dizendo que vários artigos e lá fora gastando esse valor contemplaria. Era isso.