VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores.  Cumprimentar aqui a todos que se encontram no plenário, quem nos assiste pela TV Câmara, canal 16.  Bom dia. Senhor presidente, nós estamos protocolando um voto de pesar com o nosso conterrâneo Adelino Scopel, que foi enterrado domingo em Santa Lúcia do Piaí  e como a gente sempre diz. Ninguém quer, ninguém aceita isso, a morte, é difícil muitas vezes de aceitar, mas que Deus console a todos, os familiares. Uma pessoa muito querida, muitos amigos, a família muito... Todos eles próximos, então a gente percebeu lá que foi um momento simplíssimo. Que Deus abençoe a todos, console os amigos e familiares e que possamos a cada dia, senhor presidente, estar preparados para que um dia também cada um de nós aqui também, um dia Deus irá chamar lá no céu. Neste momento precisamos rezar por ele, com certeza ele está amando os amigos, os familiares e a todos que ele tanto amava e a todos os queridos que tinham por perto. Então iremos protocolar também esse voto de pesar que é importante aqui em nossa Câmara de Vereadores. Obrigado, senhor presidente. Era isso.
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VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Eu gostaria de registrar aqui a passagem de 60 anos da escola de Ana Rech, Hercília Petry, que tantos alunos formou e labutou todos esses anos aqui ensinando, enfim, a comunidade de Ana Rech. Então acho que neste momento, a gente só tem que parabenizar e dizer a  importância que foi o colégio dentro de Ana Rech, Hercília Petry, 60 anos. O vereador também é de lá, então a gente quer homenagear pelos 60 anos e esse tempo não foi em vão. Foi um colégio que muito ensinou e está de parabéns por todo esse tempo aí.
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VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Senhor presidente e nobres colegas, eu gostaria de deixar registrado aqui, então, que aconteceu no dia 30 de junho, às 10 horas da manhã, em Caxias do Sul, a cerimônia de transmissão de cargo de posse de Nelson Ângelo Tesser como governador do Distrito 4.700 do Rotary para o ano rotário de 2018 a 2019. Lembrar que esse trabalho desenvolvido pelos rotarianos é um trabalho voluntário, é um trabalho movido pelo ideal de dar de si antes de pensar em si. Então eu não podia deixar de registrar esse momento importante para o Rotary Club. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Senhor presidente e senhores vereadores. Eu também gostaria de registrar o falecimento da Luíza Mattioda Corso, a mãe da ex-vereadora Ana Corso, que faleceu aos 91 anos. Ela morava em Criúva. Estava hospitalizada há 10 dias. Então deixar a nossa solidariedade a toda família. Obrigada.
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Em primeiro lugar, quero agradecer ao vereador Felipe, mais uma vez, pela cedência do espaço. Mas hoje se trata de um dia de morte anunciada. Semana passada, quando a diretora-presidente da Codeca disse que estavam em negociação ainda, que o contrato não tinha encerrado, ontem de manhã, em nome da gestão... Em nome da gestão, demitem-se 36 funcionários. Então, infelizmente, isso tem uma gestão, como foi dito aqui pelo Claiton, eu quero dizer que é chato dizer que é em nome da gestão, é insistente dizer isso que a secretária, a diretora-presidente da Codeca disse: “Em nome da gestão”. O prefeito continua dizendo: “Em nome da gestão”. É gravado o que ele dizia: “A gestão não funciona”. O que ele dizia antes, ele diz agora. Mas não funciona mesmo. O que disse o Claiton aqui, em resumo, se fecha a Codeca e pronto, se fecha, é isso que eles querem fazer. O vereador Adiló tem falado desde os primeiros quatro meses, do ano passado, que essa administração ia fechar a Codeca. Então, o Adiló não é profeta nenhum. Ele tem feito, visto isso porque passou por dentro da Codeca, da forma que estava sendo administrada a Codeca, sabia que isso ia chegar a esse ponto. Então, vereador Adiló, essa sua visão, mais uma vez, parabéns! Porque quando não se tem essa visão mais longa, só em nome da gestão, se fecha o britador. “Não, foram só oito funcionários que foram demitidos. É oito? Bom, oito deixa”. Agora, são 36: “Deixa”. Ora, parabéns aos trabalhadores organizados, se não fosse vocês ir para a chuva, ir para o tempo de novo hoje, nem organização vocês não tinha aqui hoje. (Palmas) Então assim, a gente sabe que, se não tiver a força, como eu insisti ontem com vocês na reunião que vocês tiveram aqui na Casa, que vocês precisavam da representação, precisavam do sindicato junto. Se não tiver o sindicato forte, a gente sabe das dificuldades que tem. E assim, quando conversaram os sindicatos, os três representantes aí: o Henrique, o Lírio, o Tacimer, soube que tinha esse acordo para poder conversar. Porque, se tiver que entrar na justiça, precisa de alguém que dê o aparte para vocês, precisa do sindicato atrás disso. Não são vocês que vão perder duas vezes, tirar do bolso duas vezes se tiver que entrar na justiça. Porque, como falou o Claiton a questão das merendeiras, então, assim, não é... Isso é uma administração que veio para acabar com o que tem funcionando em Caxias. Em resumo, foi isso, o que está funcionado. Em nome da gestão, demitem-se médicos. Poucos dias depois, quem manda médicos para as UBSs é a justiça que manda; não é o prefeito, é a justiça, se reverte na justiça, se reverte na justiça e vêm médicos de novo para as UBSs, vêm médicos de novo para o Postão. Agora, se não for dessa forma, se os trabalhadores não estiverem organizados como estão, não volta para o trabalho. Então, parabéns aí também a Tatiane, porque foi uma guerreira, por que fez ontem junto com os trabalhadores, passou o dia, a parte da manhã aí, logo que soube, foi uma das que foi demitida há pouco tempo atrás, cinco ou seis meses, então, assim, em nome dela, quero saudar a todos os trabalhadores. E quero dizer que o Claiton vi trabalhar muitas vezes, vereador Adiló, lá no valão, no valão do Fátima Baixo, coisas que no fim de semana o que ele disse aqui na tribuna não é... Eu via. Como eu estava ali na gestão, um guerreiro, como são os demais colegas dele que estão aqui. Quando foi feita a contenção, ele e toda a equipe... Quando a administração passada teve alguma dificuldade? Sim. O que é que tinha que se fazer? Vamos construir o piscinão do Fátima baixo. Vereador Adiló, quantas reuniões houve para sair o piscinão? E quem fez o piscinão? Qual é a mão de obra caríssima? Não foi mão de obra caríssima nenhuma, não foi contratado... Fois a Codeca que fez, esses trabalhadores que estão aí, esses que estão aí, esses que estão aí, trabalhando final de semana, sábado, domingo porque eles sabiam que eles tinham responsabilidade, eles tinham sangue na veia, eles sabiam que se ele fizessem aquele trabalhando, ali na frente, não estava alagando pessoas do Fátima baixo, logo do São José, logo do Reolon, logo do Mattioda. Esse trabalho que eles fizeram, para mim, foi histórico, porque ali presenciei diariamente esse trabalho deles. Então, assim, companheiros... Se posso chamar vocês de companheiros, porque eu me considero ainda trabalhador da Mundial, enquanto licenciado. Vejo com muita tristeza uma gestão que só pensa nisso, uma gestão que só pensa em demitir, porque se demitiu aqueles oito em nome de... O que é mais fácil? Se o meu celular caiu... Esses dias a vereadora Gladis, caiu o celular dela na água; o que ela fez? “Vou levar no conserto.” Ela vai botar no lixo? Não. Aqui o que é que fez? Aconteceu o seguinte... Deu um probleminha no britador, não, não, esse britador não presta mais, vamos terceirizar, vamos vender, vamos entregar porque agora é mais fácil a gente comprar uma caçamba ou duas de cascalho de outra empresa. É isso que foi feito. Em nome de... Porque eu tive, posso dizer isso com muita honra na gestão passada quando foi apontado pelo pessoal da CIPA que tinha problema na nossa segurança para os trabalhadores lá na Secretaria da Habitação, no depósito: “Essas máquinas que não estão em boas condições”. Paga essas máquinas, vamos consertar essas máquinas. Vamos consertar ou vamos comprar outras. Vamos fazer o que tem que fazer. É prevenção para os trabalhadores. Nós precisamos fazer isso. Nós não vamos sucatear tudo e fazer com terceiros. Foi posta uma lona em cima das máquinas, foram lacradas as máquinas e não usamos as máquinas, e o britador era tão fácil fazer isso. O custo... Agora ficou mais fácil triplicar o valor. Se pagar mais caro e terceirizar e demitir os oito funcionários. É isso. Foram só oito que foram demitidos? Bom, ficamos de braços cruzados. Não. Não é isso, gente. São 36 de 1.400 funcionários. Amanhã ou depois veio para 700, veio para 800, depois se terceiriza por fatias maiores. Então é isso o que está acontecendo. Esses trabalhadores são trabalhadores do trecho, gente. Não são trabalhadores atrás do balcão. São trabalhadores que se tivesse hoje, eles estariam na rua, na chuva, eles estariam lá na chuva fazendo encanamento. (Palmas) Nós ontem aqui na Câmara, como foi dito pelo Cleiton, nós aqui na Câmara ontem, não estaríamos sem água, o banheiro estava entupido aqui da Casa, estava trancado por que, presidente? Por falta d’água. Por quê? Porque esses trabalhadores não estavam trabalhando. Se eles estivessem trabalhando, não teria acontecido. Profissionais que sabiam trabalhar, que sabem trabalhar. Como eu sempre disse, quando a gente não sabe é tão fácil a gente chegar num colega e dizer: “Me dá uma dica. O que eu faço?” Não. Primeiro demitiram todos, mais de dois terços da cidade ficou sem água, e, simplesmente, em nome da gestão, é uma gestão que infelizmente parece rabo de cavalo, só cresce para baixo. Infelizmente, é isso que tem acontecido com essa administração que não pensa no bem comum da nossa comunidade. Não é só vocês, porque quando faltou água em dois terços da cidade, foi em nome da gestão, é isso que é a palavra que eles sublinhavam que o prefeito sempre dizia isso. Infelizmente nós, neste momento, quando foi feito um aporte, vereador, posso lhe chamar de vereador, Henrique, nós questionamos por que não o aporte, se isso era a necessidade do aporte, se isso era a necessidade do aporte. Se tem necessidade do aporte... A Câmara fez isso já, chamou todo um aporte que o prefeito disse que não queria saber de aporte. Nós votamos no aporte da Festa da Uva. Votamos no aporte da Festa da Uva e agora, neste momento, foi um milhão e meio para a Festa da Uva. E nós, da Câmara de Vereadores, é solidária com vocês, é solidária  com Caxias, é solidária com essa administração, se tivesse que vir para cá,  pedir o aporte. Então com certeza, nós estaremos votando a favor do aporte, se vier esse aporte. Tem tempo ainda, porque não foi feito ainda nada, senhor presidente, para que faça algumas coisas diferentes. Presidente, eu quero encerrar, eu também pedi uma Declaração de Líder para poder continuar...
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Uma Declaração de Líder à bancada do PCdo B. Segue com a palavra o vereador Renato Oliveira.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Agradeço, presidente, pela Declaração de Líder.  O que a gente não pode é dizer assim. O que foi uma das perguntas minhas quando a diretora esteve aqui na Casa? É ter o aporte? Tem uma necessidade? Nós votamos, a Câmara votou o aporte para a Festa da Uva. Não, nós estamos... O contrato ainda está vigente, nós estamos negociando, logo após a direção do sindicato abordou. Não, o contrato está vigente. Nós estamos em negociação, mas isso sábado já terminava. Sábado já terminava e simplesmente o que fez? Segunda-feira como foi dito aqui demite e pronto. Se demite de dois a dois. Como fosse um boi para o  matadouro, como fosse um animal. Foi considerado os sete, oito, dez anos, quase 20 anos de trabalho de cada um aqui dentro, a desconsideração que teve de Codeca e assim. Eu ontem quando eles disseram e hoje repetiram um ano e meio a direção da Codeca não conhece a diretora-presidente da Codeca. Não conhecer a diretora-presidente. Não fazer nenhuma reunião com esse pessoal lá no pátio dizer estou me apresentando para vocês. Quero trabalhar em conjunto. Quero ser parceiro de vocês. Eu não entendo uma administração dessa que só pensa contra a população, porque não é pensar contra vocês é contra a população. Seu aparte, vereador.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): O que nos dá impressão é que os catadores de lixo que a gente tanto tem admiração, admira tanto pela limpeza da nossa cidade, dá a impressão, Renato, que foram jogados no lixo, não serviu mais como estão servindo pega-se e se joga no lixo  o que aconteceu, que me dá impressão aqui com esses servidores que tanto ajudam a nossa cidade na limpeza, enfim, em outros serviços. Foram usados? Não, agora pegamos e jogamos no lixo, porque não interessa mais. Então essa é a impressão, vereador, que a gente tem aí.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador Thomé. Porque também foi dito aqui pela diretora principalmente aqueles servidores que estavam sendo cedidos para a Secretaria de Obras, nós não precisamos mais, porque nós temos gente fazendo esse trabalho. É muito simples. É um papel, é descartar. Se joga ali no lixo e pronto. Qual é a humanidade que se tem dessas pessoas, desses burocratas que ficam atrás do balcão pensando contra a população. Essa... Não sei quando Caxias, quantos anos, Caxias vai voltar atrás e vai andar para trás ainda com essa administração. Se terceiriza o britador, porque  se custa sei lá quarenta pila o metro de cascalho, estou chutando, não quero, com certeza agora vai para o mínimo oitenta. É isso que vai custar para os cofres públicos. Então o que foi feito com a saúde lá atrás, com os médicos, se faz agora com a Codeca. Como eu disse, não é... Não surgiu agora essa administração. Essa administração sabendo que podia ser planejado. Será que é porque foi dito aqui pelo Claiton, que é bom a gente dizer. A questão da limpeza, quantos troféus, quantos... A administração aqui recebeu, independente do prefeito. Por quê? Pelos trabalhadores que tinha lá dentro. Recebeu premiação em nível nacional. E neste momento, logo ali, se continuar dessa forma, a terceirização vai vir, porque se for nesse raciocínio que eles estão dizendo, vai dar prejuízo. A Codeca é para dar lucro ou é para servir a comunidade? Eles estão dizendo que o contrato, quebraram o contrato, porque era para dar lucro. É para dar lucro a Codeca? Onde é que está dizendo, onde é que precisa dizer que é para dar lucro? Se mantiver esses funcionários... Não, parece que 20% tinha que dar lucro. Onde é que tem necessidade que precisa dizer que precisa dar lucro a Codeca? Se mantiver esses funcionários lá dentro? E não são esses. Manter só esses e organizar e pensar nos outros trabalhadores, porque pensar neles é pensar em Caxias. Porque esse pessoal... O quê tem aqui? É pedreiro, é encanador, é servente, é pessoal que vai para a rua, é pessoal que não tem tempo ruim para eles, é pessoal que não tem verão, que não tem inverno, pessoal que está na rua mesmo. E fim de semana não tem... Todos eles com celular no bolso, o patrão ligou, o chefe de setor: “Oh, vocês têm que se deslocar lá. Têm que passar lá na Codeca, pegar a máquina e ir para lá.” Estão se encontrando lá no serviço, cada um com seus carros. E assim, se tiver no fim de semana um plantão, pessoas que trabalharam todo esse tempo e agora, simplesmente, essa rasteira que foi dada. Mas assim, eu, como sindicalista que sou, confio nos sindicatos que estão aqui presentes, que abracem essa causa, que abracem essa causa, porque sem os sindicatos, sei que isso aí não vai longe, porque os trabalhadores sem a unidade não tem força nenhuma. E como fizeram hoje, de manhã, como os sindicatos estiveram lá na Codeca hoje, de manhã, essa causa tem que ser abraçada pelos sindicatos, porque sempre fez isso e agora não vai ser diferente, porque aí, nesse caso específico, esses trabalhadores pertencem à construção civil. Está aí o Olírio, presidente; o vice, Fadanelli; o Tacimer, que é dos rodoviários, que pode ser atingido logo aí, amanhã ou depois; o Henrique do Sindilimp, que pode ser atingido logo aí, amanhã ou depois. Então, presidente, esse momento é o momento de reflexão, é a hora de entrar na Justiça, que esses trabalhadores voltem a trabalhar. O que eles estão pedindo é o serviço de volta. Eles não estão pedindo favor nenhum. Não estão pedindo favor nenhum para a Codeca. Não estão pedindo favor nenhum. E [inintelegível] a diretora da Codeca. Se eles não conhecerem a diretora, também não tem problema. Eles sabem quem é o prefeito, quem está fazendo isso nessa gestão. Essa sacanagem quem está fazendo com o povo de Caxias é o prefeito Daniel Guerra. Não é... É isso aí, quem está fazendo isso, essa é a gestão do prefeito. Essa sacanagem que está feita com o povo sai daqui, é o prefeito Daniel Guerra. Não é... Ela está cumprindo ordem, está cumprindo ordem. Pessoas burocratas que fica muito fácil ficar atrás de um balcão e dizendo: “Faz isso. O prefeito mandou isso, vou fazer isso. Demite, demite, demite.” Então, em nome da gestão, em nome da economia, que se fosse a economia, será que se sentasse com o Samae... Nas outras administrações não aconteceu isso também? Não aconteceu isso de ter que negociar? Ter que conversar? Então, neste momento, a gente sabe que é difícil, é difícil para todos os trabalhadores, isso em nível nacional, até mesmo em nível mundial, mas quando não se tem gestão se fala em gestão. Quando não se tem gestão, se fala em gestão. Se tivesse gestão, esses trabalhadores não estariam aqui. Estariam com certeza no serviço. Eu não sei...
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Um aparte.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): De imediato, vereador Périco.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Vereador, acho que essa questão, ela é... Nós vamos, inclusive, hoje, continuar essa discussão em nome dos nossos colegas trabalhadores. Mas eu gostaria de alertar todos os senhores, quando o presidente Henrique nos trouxe esse documento, na qual ele colocou a alegria de que o Poder Público iria fazer uma subscrição, internalização da Codeca de 14 milhões para 25 milhões, gostaria de dizer que aportou à nossa Casa, na nossa Comissão de Constituição e Justiça, presidida pelo colega Cassina, um pedido de permissão para que o Samae devolva 38 milhões para o Município de Caxias do Sul em relação ao Marrecas. Então eu não estou entendendo, o Samae devolve 38 para a Prefeitura, e a Prefeitura vem e diz que botará 25 milhões na Codeca. Eu não sei o que está acontecendo em nível de gestão aqui, porque pede para o Samae e depois diz que bota... E depois bota os 14 na Codeca. Então, realmente, será que é essa... Qual é a estratégia disso daí? Quebra o Samae, quebra a Codeca e a gente vem alertando há quanto tempo aqui, vereador Renato? Todos os vereadores vêm dizendo isso desde o ano passado. E isso daqui é um questionamento que nós fazemos. Tira de um, bota no outro. Será que vai botar na Codeca? Será que vai botar na Codeca? Ou é mais uma mentira. Obrigado, vereador Renato.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador Périco. Eu sei que o senhor vai continuar no assunto, como o senhor disse, já pediu a Declaração de Líder. Mais uma vez, presidente, quero agradecer pelo espaço e quero dizer aos trabalhadores, para mim, são trabalhadores porque não foi rescindido ainda, minha solidariedade a vocês. Ontem à tarde, estive ali com vocês. Quero dizer que confio nos sindicatos que representam vocês, que entrem na justiça que eu quero ver vocês novamente no trecho. Muito obrigado. (Palmas)
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VEREADOR RENATO NUNES (PR): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, trabalhadores da Codeca que aqui estão, meu bom-dia a todos. E quero já falar aqui antecipadamente que sinto muito essa situação. Realmente, a gente não gostaria que acontecesse isso infelizmente. Acredito que nenhum prefeito, nenhum gestor, porque como vocês falam: “Este gestor”. Mas esse não é o primeiro que existiu. Sempre tiveram gestores e eu quero, nobres colegas... (Manifestação da plateia) Por favor, por gentileza, eu fiquei em silêncio. Gostaria de fazer só a minha fala neste momento. Eu queria repor a verdade aqui. Por exemplo, eu tenho os números aqui que mostram o seguinte, por que estão falando de agora, mas a situação que estão falando: “Ah, estão quebrando a Codeca, estão sucateando a Codeca. O plano é acabar e demitir todos os trabalhadores da Codeca”. Gente, se esse é o plano sempre foi então. Porque eu vou mostrar para os senhores aqui, comprovar com números que essa situação vem acontecendo e há muito tempo. Quer ver uma coisa, de 2005 a 2008, no primeiro mandato do Sartori, em épocas de vacas gordas, em épocas que não se falava em crise mundial, como nós estamos vivendo até hoje os reflexos da crise que começou em 2015 para cá, foram demitidos, eu não tenho aqui os números de 2005, faltou os números de 2005, foram demitidos 125 trabalhadores da Codeca. Primeiro mandato do Sartori. Veja bem, agora é o segundo mandato do Sartori, de 2009 a 2012, foram demitidos 318 trabalhadores da Codeca e somando essas duas gestões, de 2005 a 2008, aliás, de 2005 a 2012, quem estava à frente da Codeca é o nobre colega Adiló Didomenico. (Palmas) É muita honra, só que somando... (Manifestação da plateia) Posso recomeçar, senhor presidente? Somando os dois períodos que esteve à frente o nobre colega Adiló Didomenico, que vocês tanto elogiam e batem palma, ele demitiu nas suas duas gestões, o senhor demitiu 445 pessoas, 455 trabalhadores, fora 2005, que eu não tenho os números aqui, esse número é bem maior, gente. Chega aproximadamente a quase 500 pessoas (Manifestação na plateia.) São os números que a gente tem aqui. Então se é pra... O plano é sucatear a Codeca, então o Adiló tinha esse plano, o Sartori tinha esse plano, o Alceu tinha esse plano. Agora, no último mandato do pior prefeito que nós tivemos, Alceu Barbosa Velho, eu vou comprovar para vocês o porquê que ele é o pior. Porque de 2013 a 2016 foi demitido, na gestão Alceu Barbosa Velho, 355 pessoas, minha gente. Vamos repor a verdade. Vamos repor a verdade. Vocês estão olhando só para agora; e o que aconteceu? Eu sei que os senhores estão tristes, nós, infelizmente, chegamos a essa situação, mas foi falado aqui, foi falado aqui o seguinte, o vereador Adiló falou, aliás, o vereador Renato Oliveira falou: “O vereador Adiló parece que foi um profeta, ele profetizou que isso ia acontecer.” Gente, esses dois anos que vamos fechar agora com o mandato do prefeito Daniel Guerra, infelizmente eu digo para vocês, agora com a demissão dos senhores, está completando 108 pessoas, 108 trabalhadores. Por que talvez ele seja o profeta? Porque ele viveu isso  na pele, ele sentiu isso na pele. E eu duvido, vereador Adiló, que o senhor queria demitir essas pessoas, que o senhor tinha plano de sucatear a Codeca. Eu duvido que o senhor tinha plano de acabar com a Codeca. Não. O senhor fez isso contra a sua própria vontade, eu tenho certeza disso, minha gente. Qual é o gestor, qual é o prefeito que gosta de demitir pessoas? (Manifestação na plateia.) Qual é? Então, eu quero falar o seguinte, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores: o primeiro mandato do Sartori, repetindo, foram demitidas 127 pessoas; no segundo mandato do Sartori, 318 pessoas, 318 pessoas; no mandato do Alceu Barbosa Velho... (Manifestação na plateia.) Senhor presidente.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): A palavra está garantida, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Falar em pedir para sair, é engraçado, nos outros mandatos, nas outras administrações eram campeãs em números de CCs, tinham mais de 300 CCs e os senhores não falavam nada, agora que tem menos da metade, e essa metade que está lá, está cumprindo horário, cumprindo metas, trabalhando, menos da metade das outras administrações, e outra, foi retirado mais 50% de verba de representação, minha gente. Esse economia resultou na abertura da UPA Zona Norte que o prefeito Alceu Barbosa Velho tinha prometido desde 2014. (Manifestação na plateia.)
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): A palavra está com senhor, vereador Renato Nunes. Eu estou fazendo o controle manual aqui, o senhor pode...
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Posso começar?
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Pode confiar em mim aqui.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Eu confio. Confio no tempo. Então, nobres pares, só olham parar agora. E outra, estou vendo aqui: pré-candidata a deputada fazendo uma pré-campanha. Isso aí fica muito fácil, gente, isso é feio. Se aproveitar de uma situação dessas, da desgraça do povo, da desgraça do povo que é realmente uma desgraça, ninguém gostaria que acontecesse isso, para ficar fazendo média com a população, gente. Vão se enxergar. Vão enxergar essa pessoa que está fazendo isso. Querendo fazer o povo de trouxa, querendo fazer o povo de bobo, fazendo pré-campanha no meio do povo com a desgraça das pessoas. Então, assim, vamos respeitar a dor das pessoas e não vamos ficar fazendo campanha eleitoreira, campanha eleitoral antes do tempo. (Manifestação na plateia.) Tem pré-candidato a deputada federal, pré-candidato, pessoas partidárias, que estão ali se aproveitando dessa situação da desgraça, do sofrimento das pessoas. O cidadão estava aqui e eu me sensibilizo com ele, o Sr. Claiton Luiz Machado que falou, chegou a chorar aqui nessa tribuna. Gente, não vamos nos aproveitar dessa situação, eu vou falar aqui...   O vereador Renato Oliveira parece que estão levando o povo para brete, não é? Parece que estão levando o povo para o brete. Gente, só que se é assim, então sempre levaram o povo para o brete. O vereador, aí eu repito, o vereador  Adiló, depois ele vai falar e vai se justificar e eu vou ficar aqui só ouvindo e não vou interromper nenhum minuto. Na gestão do vereador Adiló, de 2005 a 2012, ele demitiu 445 trabalhadores da Codeca, minha gente. Os números foram colocados aqui. Os números foram colocados aqui, ele mesmo viu. Então, minha gente,  eu vou terminar de falar aqui os meus 10 minutos, depois eu tenho mais 10 minutos uma Declaração de Líder, nós podemos continuar falando, não tem problema. Eu gosto do debate, não fujo do debate. Não sou covarde. É olho no olho, respeito, respeito e me sensibilizo, mas vou trazer aqui os números sim. Vou trazer a verdade sim, não vai ficar só uma parte falando do momento agora sendo que eles foram campeões de demissões do passado. Eu não vou permitir que isso aconteça. Não vou permitir que isso aconteça. Foram demitidas algumas pessoas, infelizmente sim, mas eles foram campeões de demissões do passado.  Estão aqui os nomes nominalmente, minha gente. Então infelizmente essa situação, presidente, eu tenho certeza que nenhum prefeito, senhoras e senhores vereadores, se qualquer um dos senhores estivesse lá na frente da Codeca, na frente da prefeitura, eu duvido qual dos senhores ia gostar de fazer demissões, mas infelizmente aquela crise que começou em 2015 ainda reflete nos dias de hoje, gente, e não é só em Caxias é no mundo inteiro. Então por isso nós colocamos aqui é verdade para que os números... Os  números não mentem e essa é a situação infelizmente é a verdade o que está acontecendo, espero que daqui para a frente aconteça o menos possível, de preferência que não aconteça mais. Era isso,  muito obrigado.
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VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Cinco segundos, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): De imediato, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Vereador Rafael, depois nós vamos pegar uma Declaração de Líder à bancada do PMDB, mas só para ajudar na sua complementação.  O vereador Renato falou os últimos prefeitos foram campeões em demissão. Eu também quero dizer que foram super campeões em admissão. A Codeca passou de 700 para 1.200 funcionários nesse período. Então são 500 a mais e não a menos.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, bom dia a todos os trabalhadores e trabalhadores. Em nome do Claiton e da Tatiane Duarte, dois mobilizadores um bom dia a todos. E dizer, presidente, a quem nos assiste pelo canal 16, TV Câmara, semana passada curiosamente eu fui chamado de mentiroso aqui dessa tribuna. Fui chamado de sem conhecimento. Vocês se lembram? Vocês se lembram? Só buscar os Anais aqui desta Câmara. A pergunta que eu fiz no dia 27 de junho à Amarilda. Minha fala na semana passada está nos Anais da Câmara de Vereadores. Nós temos que falar das condições de trabalho precárias que estão os trabalhadores: a opressão, as perseguições aos trabalhadores. Por que se são contrários alguma coisa são demitidos. Os telefones dos vereadores aqui tocam diariamente, recebo ligações diárias. Se a senhora for convocada para estar aqui presente e esses oito questionamentos... Eram oito questionamentos feitos. Por exemplo, a senhora não falou em que fase está o contrato do Samae. Vai ser feito ou não vai ser feito esse contrato? Esses servidores serão demitidos ou não serão demitidos? a) estão planejando sim, mas daí amanhã não vai ser. E aí vai ser ou não? Vai ser feito? Eu quero sair daqui com essa garantia. Dai, eu segui ali no final. Aí, Amarilda, se a senhora observar obras em andamento, porque ela exibiu algumas obras no telão. Estrada dos Romeiros 6,7 milhões, Estrada João Edgar Jung, 17,4 milhões e o trevo da RSC-453 três milhões e trezentos. Totalizando R$ 27 milhões, obra do prefeito Alceu Barbosa Velho. Essas obras planejadas e conquistadas do governo Alceu Barbosa Velho. A única obra dessa gestão, três milhões e duzentos que é a recapagem da Perimetral. Porque nem as nossas praças e parques estão sendo limpas semanalmente, mensalmente como eram, porque reduziram o quadro do pessoal. E eu ainda perguntei para ela: Qual a marca? Qual o seu planejamento? É isso que nós queremos saber aqui. E é isso que a população de Caxias quer saber: Qual será a marca que a senhora deixará à frente da Codeca? Daí a Sra. Amarilda Bortolotto responde: “Temos um grupo bem carente na Codeca, porém, com salários excelentes, poderia dizer em relação ao privado. Digo isso, porque no privado a gente admite e demite. No nosso caso, não é tão simples assim. A gente avalia criteriosamente a questão do funcionário.” E daí ela diz o seguinte: “O vereador Rafael Bueno não está aqui não, né? – eu tinha saído, porque eu tinha compromisso no gabinete, que tinha que atender – então eu queria só perguntar para ele, nada é pessoal também, mas ele, quantas empresas de médio e grande porte esse vereador trabalhou? Não estou falando que ele não é sério. É sério. Então assim, não colocaríamos a empresa Codeca sobre risco de uma quebra. Então tudo o que está se fazendo é para a manutenção da Codeca, e de forma alguma é para destruir a Codeca. E o Município, o prefeito sabe muito bem da importância e ele, o prefeito, em todo o momento, em todas as reuniões que a gente esteve tratando de assuntos sérios e financeiro da empresa.” E ela disse o seguinte: “Diante, então, do que nos foi solicitado no Ofício 040, no ofício da Câmara de Vereadores, saliento então o item 1, contrato 040 de 2017, Samae. Prestação de serviços para conserto de redes: o referido contrato – isso na quarta-feira de manhã – o referido contrato está vigente e em negociação com vistas à renovação.” Estão aqui presentes os dirigentes sindicais dos três sindicatos da construção, da limpeza urbana e dos rodoviários. O Tacimer está aqui presente. Então os três sindicatos estão aqui representados, trabalhadores. E nenhum deles foi comunicado até a sexta-feira. Os relatos que nós tivemos, ontem, dos trabalhadores, é que na sexta-feira, vereador Adiló, eles tiveram um ótimo final de semana desejado pelos colegas. Na segunda-feira, eles foram para o seu local de trabalho e não conseguiram assumir seu posto, sua função. A maioria deles, a média, como já foi falado aqui da tribuna, sete anos. A tristeza, o semblante deles é o que o senhor está, vereador Adiló, desde ontem, que eu conversei com o senhor, o vereador Adiló estava chorando enquanto o Claiton estava falando aqui da tribuna. Sabem por quê? Porque quem conhece... – E está agora neste momento.  – Sabem por que, colegas vereadores? Porque talvez, vereador Renato Nunes, é fácil o senhor levantar números aqui, mas é difícil o senhor saber profundamente todas essas pessoas que o senhor falou, dessas 400 demissões. Porque a grande maioria delas passaram por concurso e estão na Prefeitura, na Samae, estão na Secretaria de Obras, a grande maioria deles. (Palmas) Então quando a gente fala, quando a gente fala alguma coisa, a gente tem que ter conhecimento daquilo que a gente fala, porque a grande maioria deles foi reinserida no mercado de trabalho, através do concurso público da Prefeitura. E outra, vereador, talvez o senhor esqueceu de falar qual é a função da sua esposa que é CC, porque na administração do prefeito Alceu Barbosa Velho não teve tal aberração. (Manifestação da plateia) Não teve tal aberração. E nem no governo José Ivo Sartori não teve aberração de vereador ter a sua esposa empregada. E se teve, o senhor pode trazer aqui, mas pelo menos ela geria, tinha administração. Coisa que talvez agora a sua esposa nem administrar, porque todos os funcionários estão sendo demitidos dos setores. (Palmas) Quanto tempo falta, presidente? Bom, e quero dizer então, colegas vereadores, que eu lamento muito que há um ano nós estávamos dizendo que a diretora da Codeca não conhecia os funcionários. E há um ano e sete meses, ela continua sem conhecer os funcionários. Eu perguntei para o Henrique Silva ali, que é presidente do Sindilimp, mas tem quantos? Tem dez mil funcionários lá? “Não. Tem mil funcionários na Codeca.” Mil funcionários. Ela demitiu... Aqui as fotos de ontem, na nossa reunião. Estavam presentes os vereadores: Wagner Petrini, o vereador Edi Carlos, o vereador Adiló esteve representado, o vereador Renato Oliveira. Nós conversamos a tarde inteira com os servidores, demitidos os 36. Talvez muitos de vocês estão na adrenalina e não se deram conta, mas muitos já começaram a cair a lágrima como do olho do Claiton, que vai chegar o final do mês e não vão ter o alimento para pôr na mesa. Essa é a tristeza. E a transparência, Adiló, se resume na fala da secretária, da diretora Amarilda, porque, além dela não conhecer os funcionários, além dela não conhecer os funcionários, ela vem aqui e fez um enrolation no discurso dela, porque ela leu aquilo lá que alguém passou para ela e ela ainda disse que o prefeito tinha conhecimento. O prefeito participa de todas as decisões da Codeca. Então não é a Amarilda a culpada. O culpado é o prefeito que é um rascunho, um pseudo de gestor, que se diz gestor, mas que em demissões de vocês têm as mãos e o aval dele. Está aqui dito pela Amarilda. Então, não é só a Amarilda. A Amarilda é um fantoche do prefeito Daniel Guerra, tem as mãos dele nessas demissões, dito por ela, que o prefeito Daniel Guerra sabe muito bem da importância e ele, em todo momento, em todas as reuniões que a gente esteve presente de assuntos sérios em relação ao cenário econômico e financeiro da Codeca... Então ele está ciente, ele deu anuência para demissão de cada um de vocês, Adiló. Eu mergulhava, quando eu era presidente de bairro, eu participava das reuniões da UAB e vocês enquanto, o senhor enquanto diretor da Codeca ia exibir para nós os números e os prêmios que nós ganhávamos, que a cidade de Caxias do Sul. Eu ficava tão orgulhoso quando os meus parentes de Santana do Livramento vinham para Caxias do Sul e diziam: “Que cidade mais limpa”. Eu ficava tão orgulhoso quando eu via a minha cidade no Fantástico, quando eu via a minha cidade em repercussão no Jornal Internacional. Graças a esses trabalhadores que debaixo de chuva, de sol se dedicavam para construir a nossa cidade, ajudavam a construir os corredores de ônibus. Agora que investimento, qual é o legado dessa administração perante os trabalhadores da Codeca? Quais serão os legados? Qual o legado. Poderiam aproveitar esses trabalhadores aqui e terminar ou iniciar a rótula em frente a própria Codeca, aproveitar esses trabalhadores ou, quem sabe, muito desses trabalhadores, vereador Périco, que estão lá na Codeca, e tem muitos que gostariam de ser demitidos e não pedem para sair, poderiam dar espaço de local de trabalho para esse pessoal. Ou muitos outros servidores que estão aposentados e estão recebendo outro salário que poderiam garantir que esses 36 trabalhares estivessem empregado. O senhor quer um aparte, vereador? O senhor tinha pedido um aparte? Bom, então, para encerrar, senhor presidente, quero também me solidarizar com a Câmara de Vereadores, que ontem a Câmara não pôde, nós não tivemos a descarga no nosso banheiro ontem, porque o próprio servidor da Codeca, o servidor, o motorista e o rapaz que segura a mangueira para abastecer o caminhão pipa, a cidade toda de Caxias do Sul, o Josias que está aqui presente, ele é um dos demitidos da Codeca, o Josias. Uma gestão que não se comunica se trumbica por isso que toda Caxias do Sul ficou sem água ontem porque não teve comunicação da falta de água e muito menos da questão da demissão de vocês desde sábado. Eu como vesti a luta do Sindiserv pela não redução e não terceirização dos servidores, eu visto hoje a camisa de vocês também, porque essa camisa é justa. (Palmas) O seu tempo esgotou. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Senhor presidente, senhoras vereadores, senhores vereadores e todo público aqui que nos assiste nesta sessão. A nossa solidariedade e apoio aos funcionários aqui da Codeca, que ainda a gente considera, sim, funcionários da Codeca exemplares, e que por muito tempo prestaram serviço no Samae de uma forma que garantia um serviço público de qualidade. E aí eu me pergunto, quando se começa a se falar em números, isso é um problema da gestão pública, quando começa a se falar em números. Porque se esquece que, por trás dos números, existem pessoas, e esses números são pessoas, são vidas. Aqui, o que o Claiton falou, traz um pouquinho do que está em jogo, porque o gestor público que olha a gestão através de números se torna um pouco desumano, um pouco frio e esquece de todas as vidas das pessoas que estão envolvidas nesse trabalho. Então, o nosso apoio e o nosso repúdio aqui à fala especialmente do Renato Nunes, do vereador Renato Nunes, que vem trazer números e tentaram justificar demissões pelo passado. (Palmas) Quem vive de passado, quem vive de passado é museu. E quem vive de passado também esquece do que o então vereador Guerra aqui no plenário defendia que tinha que ter serviço público de qualidade, que era contrário à terceirização. Eu me lembro que no debate sobre cuidadores, dizia que tinha que ter concurso público para cuidador, e agora, quando teve problema de cuidadora, ainda dizia que era mal feita a licitação. Agora eu fico me perguntando se não foi mal feita a licitação das merendeiras, porque se as merendeiras agora estão deixando de receber o vale-refeição que também é algo que garante a sua vida e garante a alimentação da sua família para receber uma marmita, e o prefeito simplesmente lavar as mãos e aceitar, é isso aí, não dá. Aqui eu quero também dizer ao senhor prefeito que talvez esteja assistindo esta sessão, lembrar a ele que a gestão pública, a prioridade e a finalidade da gestão pública não é o lucro, e sim fazer um serviço de qualidade, (Palmas) e um serviço de qualidade é fazer com que o Samae faça o básico. O Samae precisa garantir que a água chegue em todas as casas da cidade, se a gente não está fazendo isso, está tendo algum problema sério. Então, o Samae precisa garantir água, a Codeca precisa garantir obras e também a limpeza da cidade, e a Codeca tem serviço especializado para isso. Eu tive a oportunidade de trabalhar no setor de obras da Codeca por um período e sei do bom trabalho que existe fornecido pela Codeca. Aqui eu não vejo uma gestão pública responsável que não reconheça que duas empresas públicas não possam ser solidárias entre elas e garantir um bom trabalho, uma boa execução e um apoio entre as empresas garantindo que a Codeca também tenha um aumento de caixa, mas também garanta um trabalho qualificado no Samae. Então, fazer o contrário disso é repartir o setor público: cada ente público tem vida própria, cada setor tem vida própria. Não da. Ou existe um prefeito ou não existe. Se existe um prefeito, tem que ter responsabilidade para gerir toda a cidade, não ficar repetindo setorzinho porque a gente vai ter várias prefeiturinhas, e não é isso que a gente tem. Hoje a gente tem um prefeito ou a gente não tem; e se a gente não tem, como ele mesmo dizia: Prefeito, pede para sair. Se o senhor consegue administrar uma cidade, pede para sair, porque se o governo anterior era ruim, está ficando muito bom em comparação com o seu governo. O seu governo está fazendo uma grande façanha, fazendo com que qualquer governo anterior seja muito bom. Com todos os erros e acertos que possam ter ocorrido anteriormente, o seu governo está uma vergonha, está uma vergonha. (Palmas) Este governo, que só pensa em precarizar o trabalho, esquece das pessoas. E aqui eu lembro do discurso do prefeito quando assumiu, que dizia que a cidade de Caxias do Sul ia ter uma administração para as pessoas. Para as pessoas é que não é, porque a gente só ouve reclamação diariamente nesta cidade, a gente só ouve reclamação de que não existe política para as pessoas. O que existe aqui é uma tentativa de economizar com o suor das pessoas, com a exploração da mão de obra das pessoas, e isso não dá para admitir. Ou a gente respeita as pessoas, e aqui eu preciso dizer que num momento de crise, é o momento em que o poder público e os serviços públicos, as políticas públicas precisam ser fortes, e não é nesse momento que tem que se fazer demissões. Nesse momento, qualquer demissão é muito pior do que qualquer momento anterior, porque num momento de crise, as pessoas precisam de serviço público como nunca. Então, faltar água hoje é muito pior do que em qualquer outro momento. Então, por favor, mais seriedade na administração pública. Vereador Beltrão, tem o seu aparte.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Vereadora, primeiro lhe cumprimentar pela sua fala, que nos representa muito bem essa indignação. Manifestar a minha solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras da Codeca, E dizer que a fala do vereador Renato Nunes que ali exerceu a liderança do governo deixa claro que o governo está constrangido, não consegue fundamentar e o vereador disse que os números não metem, nas eles podem ser usados para mentir, para desviar o verdadeiro debate, que é uma crise de gestão. Não é a crise econômica, vereador Renato, é uma crise de gestão, de incompetência de pessoas que não tem estatura para gerir uma Codeca e por trás de tudo isso falta um prefeito. Quando foi para puxar saco de empresário, tipo o Luciano Hang, da Havan, fes selfie no gabinete e agora aonde é que está o prefeito para se manifestar? Quando é para fazer foto com a irmã candidata do bolo de Caxias aparece o prefeito. Nas boas, o prefeito está em todas, mas para assumir a sua gestão e fazer com que as duas empresas tenham uma sintonia, tenham uma fio condutor que é a visão do gestor, isso não acontece. Então é um momento de crise tão grande, que o nós precisamos neste momento é que o prefeito se manifeste. Então eu entendo que essa situação ela é reversível, basta uma decisão da gestão, mas a pressão tem que ser no prefeito, no prefeito e a gente é parceiro para isso, porque da forma que está nós temos 18 meses de gestão. Parece 18 anos, porque é um caos tão grande cada mês, que é um governo devastador. Obrigado, vereadora. (Palmas)
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Obrigado, vereador Rodrigo. Então o nosso apoio que os funcionários da Codeca também, as merendeiras que estão sendo prejudicadas por essa administração, pela forma como não tem não tem realizado uma gestão responsável com os seus compromissos com as pessoas e as merendeiras que inclusive não receberam a rescisão do último contrato. Aqui a gente sabe que o ex-vereador e presidente do Sindilimp Henrique  Silva esteve ontem também acompanhando essas servidoras, essas funcionárias. Essas funcionárias que já vem sofrendo com o antigo contrato que já foi precário e agora então passa a sofrer de uma hora para outra um corte no seu salário que a gente sabe que sim. O seu vale-refeição acaba fazendo parte do seu salário, isso faz diferença para a vida das pessoas. Dezesseis reais por dia faz diferença numa família e com certeza vai estar faltando alimento em mesa de várias pessoas da nossa cidade. Então não dá para a administração simplesmente lavar as mãos, não falar sobre isso, não tomar decisões, as decisões necessárias para garantir que essas pessoas tenham qualidade de vida. Então a gente pede que o prefeito realmente se manifeste e tome decisões e que reveja essa decisão. Se tem uma parte, mas pelo que a gente ouviu aqui da presidente da Codeca ela diz que tudo ela conversa com o prefeito. Então a gente pede que o prefeito reveja essas decisões que estão sendo feitas e que só prejudica a população. O vereador Rafael tem o seu aparte.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereadora Denise, ontem nós tivemos uma reunião. A secretária Marina Matiello e o Luiz Caetano nos receberam na Secretaria de Educação, o presidente do Sindilimp Henrique Silva, intermediou essa reunião, juntamente com a comissão de cinco trabalhadoras, cinco merendeiras e para a nossa felicidade ontem, Henrique, elas não tiveram a marmita. Então esta semana elas ainda receberam vale-alimentação em virtude da mobilização que foi feita ontem e quinta-feira então através da pressão do sindicato, juntamente com a Smed, a empresa virá de São Paulo. Tem uma reunião às duas e meia a qual a Câmara de Vereadores estará presente juntamente com as trabalhadora. Então nós estaremos fiscalizando para que o Daniel Guerra cumpra com as palavras dele quando ele era vereador aqui na Câmara e agora que ele tem o poder da caneta que ele faça acontecer. Obrigado.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Bom, obrigada, senhores vereadores, pelos apartes, infelizmente não vou ter tempo, mas o senhor tem Declaração de Líder depois o senhor pode ocupar. Fica no exemplo aí do que dá para gestão compartilhada tão pretendida pelo prefeito. É precarização dos trabalhos e exploração do ser humano.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Senhor presidente, senhoras vereadoras, senhores vereadores. Uma saudação ao amigo Henrique, o Henrique da Silva, ao Tacimer, na pessoa deles todos os sindicalistas que estão aqui, que vieram usar a tribuna, mas em especial, Cleiton, o que me motivou a vir à tribuna foi a tua fala, porque nós estamos acostumados com discursos políticos aqui. Mas quando a pessoa vem aqui e fala de coração, de um sentimento em função de uma decisão de gestão que nós temos que questionar, porque isso dá um impacto na tua vida e, como pai, eu me coloquei na tua situação. Porque eu fiz 54 anos dia 22, e o mercado para quem passou dos 50 se foi. Essa é a grande verdade. Mas mais ainda, o que não dá para justificar, nós podemos discordar. E tem aqui o Mancha que está aqui, nós nos conhecemos no tempo de gaúcho, não é, Mancha? Muitas campereadas, tempo de gaúcho e tal. E nós estávamos conversando, e ele disse: “Edson, eu fui um dos caras, por exemplo, que votei no atual governo.” E fez campanha do atual governo, divergindo inclusive... Ele disse: “Edson, eu fui e briguei em função da qualidade do trabalho do pessoal da Codeca. Fui eu que fui pedir para que eles permanecessem, porque não tem comparação com empresas terceirizadas.” Quer dizer, isso não é uma fala; é uma constatação dos serviços que eles fazem. Agora, o que não dá para justificarmos se nós não estamos conseguindo fazer aquilo que nós nos propusemos é desconstituir outro. Eu não sou advogado do vereador Adiló, mas não dá para desconstituir um trabalho de uma pessoa que botou os seus bens, ele e o Zechin, à disposição para comprar material quando a Codeca não tinha material. (Palmas) Não dá para aceitar isso. Me desculpa! Vem aqui falar de números, e eu vou falar do que eu vi e do que eu estou ouvindo. A diretora do Samae esteve aqui e nos disse números, da Codeca – perdão – nos disse números. Eu acatei aqueles números. E disse que não ia demitir e disse que ia continuar o contrato. Aí, em aberto de quinta para hoje, disse que m 60 dias. Quer dizer, não tem... É uma coisa que não tem lógica. E outra coisa, se nós pegarmos 700 para 1.200 dá 500 de superávit. Eu, quando fui secretário da Educação, uma das coisas que às vezes... E da Educação não tem muito CC para tu colocares, o que nós fazíamos? Nós aproveitávamos aquilo que já estava existente para completar o serviço. Utiliza a mão de obra existente. Vai me dizer que vai recontratar, vai reformular para qualificar o serviço, é uma falácia. Não tem como. Utiliza o que já está existente, porque conhece. E vereadora Denise, mesmo na questão do descartável, que a senhora disse que aqui o que vive de passado é museu, até nisso a nossa gestão à época valorizou o vereador Adiló Didomenico, na época, diretor, ele reformulou todo o Museu do Lixo. Quer dizer, se descarta aquilo que não pode em nenhum momento se utilizar. O que não é o caso aqui. Então, por favor, não consigo mais entender o que está acontecendo. Eu não consigo entender, porque não tem justificativa. E eu me solidarizo: Onde é que essas pessoas vão ser colocadas? Dá para recolocar. E nós sabemos, e o vereador Adiló, e falo dele, porque, desde o início, foi a pessoa que falou aqui da tribuna, se tu quiser terceirizar a Codeca não dá trabalho. E aí nós vimos no jornal hoje, o vereador Felipe nos alertou, os órgãos institucionais não conseguiram se acertar para fechar o contrato. Meu Jesus! (Manifestação da plateia) Bom, vereador Felipe Gremelmaier, seu aparte.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Vereador Edson, é uma situação extremamente complicada, e essa questão do diálogo entre os órgãos da administração é inacreditável. Vereador Adiló, essa convocação que foi proposta pela sua comissão e que a presidente da Codeca esteve aqui, a gente pode anulá-la. Porque nós fomos feitos de palhaços aqui. Nada aconteceu. Nada aconteceu. (Palmas) Anula, vamos anular das 10h30 em diante da quinta-feira, e fazer uma nova convocação, porque não existiu a quinta-feira. Eu me lembro, vereador Edson, quando estive na Smel, e aí vou dar, fazer justiça com quem teve a ideia, nós tínhamos uma dificuldade muito grande de manter as nossas áreas de lazer limpas da Smel, que eram sob nossa coordenação. Na época, o diretor da Smel, o Plein, teve a ideia de contratação da Codeca. Nós sentamos com a Codeca, com a Secretaria de Gestão e com o prefeito e definimos que era o melhor caminho. Além de ajudarmos a Codeca, a cidade receberia suas áreas de lazer limpas. Contratamos a Codeca e, em um ano, foram limpas mais de 150 áreas. Então é conversa, é diálogo. O que está se fazendo com a Codeca, vereador Edson, não é simplesmente demitir esses funcionários. Se for falar de números, nós vamos falar de números sim, que os últimos 12 anos tiveram tiveram 500 contratações a mais na Codeca. Agora, está se extinguindo, está se acabando com a Codeca, a implantação do Ecoponto, vereador Adiló; o sistema de coleta mecanizada; o Programa Troca Solidária; a cidade mais limpa do Brasil; o centro de armazenamento de pneus e inservíveis; o Programa Reciclar na escola. Enfim, são vários projetos que com o fim da Codeca vão deixar de existir dentro de Caxias do Sul. Então, vereador Edson, eu acho que nós temos que manter essa situação viva até porque quem vai pagar esse preço, e é muito caro, vai ser a cidade de Caxias do Sul e não vai ser hoje. A gente tem que tentar começar a entender daqui a cinco, dez anos, com o que está acontecendo com a Codeca hoje.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Vereador Périco e depois vereadora Paula.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Vereador Edson, em nome da nossa bancada, o senhor colocou muito bem a questão de que o senhor também não está entendendo e nós não estamos entendendo qual é o objetivo partindo do pressuposto de que naquela reunião que aqui tivemos com o presidente da Codeca, ela veio aqui e ela representou muito bem a atual administração de que tem um discurso muito bonito e tem uma prática completamente contrária ao discurso. Então nós aqui mais uma vez ouvimos mais um pouco de mentiras. E eu, se o Samae não renovou esse contrato com a Codeca, e eu citei aqui no dia que ela esteve aqui, eu cobrei dela, qual era a estratégia? Eu sempre uso a palavra estratégia que por trás tem uma estratégia de desmontar a Codeca. Estamos falando aqui há mais de um ano e desmontando a Codeca, quando você apresenta um preço para serviço ao Samae quase três vezes mais do que a concorrência, isso é intencional. Essa é a estratégia. É intencional para que não se contrate a Codeca e consequentemente se corrobore com as demissões. Isso é intenção estratégica. E é isso que nós temos que dizer aqui para a comunidade: Senhor prefeito, o senhor está nos assistindo. Muito obrigado pela audiência. Aprenda um pouco aqui com os vereadores e com os funcionários da Codeca. (Palmas) Aprenda! Só para terminar, vereador Edson, como eu muitas vezes tenho algumas colocações e exemplos, eu gostaria de pegar a sua colocação do vereador Renato quando ele falou que parece uma administração que nem rabo de cavalo que só cresce, só vai para baixo, eu colocaria que é uma administração que nem aquela velha propaganda de uma caminhonete é a administração dos pôneis malditos, essa administração: pequena e muito maldosa. (Palmas) Obrigado, vereador. (Palmas)
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Vereadora Paula, o seu aparte.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): O que está sendo falado aqui bastante: “Não estamos compreendendo”. Eu também quero falar, me referir a fala do Claiton, de tudo isso é muito emocionante, emocionou a todos nós aqui. Ninguém gosta de perder o emprego e na nossa cidade nós nunca vivemos essa realidade de 14 mil postos a menos, isso já está acontecendo há algum tempo. Mas o que eu gostaria de destacar na fala do Claiton é que na sexta à noite vocês tiveram uma reunião onde foi dito que o contrato seria mais 60 dias. Então o que eu entendo é que nunca a gente pode faltar com a transparência. Por pior que seja a dor, a transparência nos faz entender a situação. E, ao meu ver, o que está faltando é transparência da situação. Então se num dia dita uma coisa e no outro dia depois acontece outra, deixa a gente nessa confusão. Então eu acho que a gente precisa saber de fato qual é a estratégia e o que está acontecendo nessa situação.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Obrigado, vereadora Paula. Por mais que os números estejam certos ou errados. Se nós quisermos ter a transparência, faz como o vereador Adiló a época fazia, usava a Tribuna Livre e vinha aqui e mostrava os números de transparência da Codeca, ele pedia para vir e mostrar aos vereadores, não precisava ser convocado, não precisava ser chamado. Então neste sentido os olhos marejados do vereador, as lágrimas do Claiton, até porque o vereador Adiló, como trabalhou lá também, vereador, eu que fui mordido pela educação, mexe com a gente, porque a gente sabe o sentimento. E o que nós queremos justamente é que verdadeiramente essa atual administração haja com a transparência necessária para o momento. Nós aqui da Câmara de Vereadores, nenhum vereador, não é só o segmento da Codeca, nós não queremos demissão de nenhum segmento da sociedade. Agora, o que nós queremos sim é que venham aqui e nos digam o que é a verdade. Só isso. Porque não adianta vir aqui um secretário num dia e depois no dia seguinte os atos dele desfazem tudo aquilo que disseram para nós vereadores. E nós aqui representamos toda a população de Caxias do Sul. Então, somos solidários a vocês. O que nós podemos fazer e o que nós pudermos, eu tenho certeza de que nenhum gabinete de vereador aqui vai se negar a ser parceiro de vocês. Contem conosco. Muito obrigado, senhor presidente. (Palmas)
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. (Manifestação na plateia.) Pessoal que nos acompanha aqui do plenário, através da TV Câmara e também das redes sociais. A minha saudação aos três sindicatos na pessoa do Seu Olírio, do Tassimer, do Henrique, e a todos os trabalhadores. Eu vou procurar ver se eu consigo falar, mas a emoção me toma conta porque na sala do Claiton eu me lembro... (Pausa) (Palmas) (Manifestação na plateia.) eu me lembro de tantos rostos que nos abraçaram lá e abraçaram a Codeca e nos ajudaram a tirar ela do buraco. A Codeca viveu um momento muito difícil por uma administração que nos antecedeu equivocada, mas jamais nós vimos um gesto tão mal intencionado quanto esta administração de entregar o serviço da Codeca para terceiros. Vereador Renato Nunes, o senhor traga os números que vai ser um prazer. O senhor vai se meter em um atoleiro que o senhor não vai mais sair. (Palmas) O senhor não conhece a Codeca, o senhor não conhece a história da Codeca. Para cada funcionário que saiu, nós contratamos dois. A matemática não mente. Nós criamos o plano de cargos e salários e tivemos que tomar atitudes administrativas junto com o sindicato, nunca fechamos as portas para os sindicatos. (Palmas) Inclusive, inclusive as zeladoras e merendeiras que o Tribunal de Contas apontou e que nós fomos obrigados a demitir quase cem servidoras no início da nossa gestão, o fizemos com muito pesar e depois de esgotar todas as possibilidades jurídicas junto com o sindicato. O sindicato foi nosso parceiro. Jogávamos limpo com a comissão dos funcionários. Nunca traímos eles, por isso que eles têm essa confiança e esse respeito com as administrações passadas, porque nós jogamos limpo. Aos cem dias da administração eu vim aqui e denunciei que esta administração estava entregando a Codeca porque na campanha se dizia: “os amigos de alguns deputados eram donos de aterro sanitário neste País e isso passou despercebido”. Quando criticávamos esta administração, nós éramos criticados porque a gente só queria criticar o prefeito. Não. A gente estava vendo em curso uma armação contra o transporte público e contra a Codeca, porque nós somos o último município com mais de 10 mil habitantes que detém o controle absoluto sobre a cadeia do lixo, do esgoto e da água. Nós não nos entregamos para a máfia do lixo e não vai ser o seu prefeito que vai entregar esta cidade. (Palmas) Não vai ser. (Palmas) O senhor traga os números aqui e nós vamos debater em alto nível, mas o senhor o primeiro vá estudar a história da Codeca. Nós sabemos o esforço que a gente fez junto com esse povo, e o Claiton estava lá, o Claiton foi um dos rostos que nos ajudou. Eu me emociono, Claiton, ao te ouvir, porque eu sei o quanto vocês nos ajudaram, o quanto vocês foram sinceros conosco, e nós procuramos sempre retribuir essa sinceridade. Coisa que hoje não está acontecendo. Quando denunciamos nos cem dias, o prefeito se preocupou em dizer que eu estava com ciúmes, porque eles em 90 dias tinham feito mais do que nós em oito anos. Mas o que é isso, gente? E o pior a gente faz uma convocação séria porque esse parlamento queria debater com a presidente da Codeca ela veio aqui nos enrolar.  E eu disse naquele dia. Eu estava preocupado e agora estou muito mais preocupado, eu agora estou assustado, porque o que ela falou aqui ela não conseguiu cumprir 48 horas com a sua palavra. Quem manda nesse governo, quem manda, vereador Chico? O senhor é uma pessoa de boa índole. O senhor tem sido um parceiro. Agora quem manda neste governo não é o seu irmão? Tem algo por trás disso aí, gente? Vamos nos acordar. Essa cidade tem que acordar. Vai ser tarde. Eu sei o que a Codeca é capaz de fazer e quanto custa o serviço da Codeca e quanto é um preço justo por aquilo que se entrega para a população. Cadê a fiscalização das obras aí na rua, que eu venho denunciando há tempo? Serviços mal feitos. É isso que a população quer? É pagar esse preço? Então eu quero dizer, amigos trabalhadores da Codeca, eles podem demitir vocês, mas eles não vão conseguir apagar a nossa vontade de defender e de amar essa cidade, por que nós vamos fazer de tudo. Não vamos entregar essa cidade para a máfia do lixo,  nós vamos lutar e os sindicatos estão aí para nos ajudar. Nós vamos nos abraçar. Vereador Renato Nunes, o  senhor faça uma reflexão. O senhor não se preocupe vir aqui querer desmoralizar  a mim. Eu já passei pela Codeca. O senhor olhe para esses rostos, para essas famílias, não se preocupe comigo. Se preocupe com que está em curso, porque ontem...(Manifestação no plenário.) Ontem enquanto demitiram esses 36 servidores contratavam mais uma diretora. Três diretoras de gabinete vamos ter  agora, três diretoras. Então eu quero dizer que nós estamos em nome da CLPC e o Alexandre está aí que é o assessor do vereador Thomé, os vereadores que quiserem assinar junto, nós estaremos fazendo uma convocação ao presidente do Samae para que venha aqui, mas não nos enrolar, não nos se enrolar. Nós queremos fazer algumas perguntas básicas para ele. Qual o motivo da não renovação? Em que data o Samae comunicou à Codeca? Se houve interesse da Codeca em renovar o contrato. A partir dessa data, ou seja, da não renovação do contrato como será suprida a demanda de manutenção das redes? Com que equipe? Quais medidas serão adotadas pela administração para que a população não seja privada pelo abastecimento de água pelas três bicas: Tronco, São Pelegrino e Capuchinhos. Inclusive para a nossa surpresa, tentamos uma reunião... Inclusive o presidente  Meneguzzi e eu com a direção dos Capuchinhos semana passada, não obtivemos sucesso e coincidiu de deixar o povo do Rio Branco, São Pelegrino e tantos outros sem água neste fim de semana, coincidiu com esse incidente.  E aí também me preocupa, porque no passado a gente sempre cuidava melhor do rebanho pelo menos não deixava faltar água e aí duas comunidades fecham a torneira justamente no fim de semana que dá o incidente do Samae. Então nós queremos também ver o que o Samae poderá fazer para reverter essa situação. Quais os motivos da demora no conserto da adutora do Faxinal ocorrido na sexta-feira, 29 de junho e que ainda até ontem de manhã não havia sido regularizado. Qual o efetivo de pessoal que estava em regime de plantão no ato de rompimento da adutora do Faxinal, porque a informação que a gente tem é que se dá plantão apenas para engenheiro, não é dado para força de trabalho. Essa é a informação. Só que a gente ouve boatos e depois se concretiza. É o caso da Codeca. O boato que eles seriam demitidos. A presidente vem aqui negou. Estão aí eles hoje. Por que o Samae não faz cumprir a Lei 5.079 de autoria deste vereador que institui aqueles painéis com telefone, com o nome do responsável tanto da empresa contratada e de quem contratou, para que o cidadão possa fiscalizar. Essa lei foi sancionada pelo prefeito em janeiro de 2017, e até hoje o Samae não cumpre. Por quê? Por que não a transparência com a população? Por que o Samae está devolvendo os R$35 milhões à administração municipal, referente ao aporte financeiro realizado? E por que esses recursos não são investidos na implementação de rendas em pequenas comunidades do interior? Então, senhoras e senhores, para mim, ontem, foi um dia muito triste, mas está sendo já há 18 meses, porque, desde o primeiro movimento deste governo, nós estamos muito preocupados com o futuro da Codeca. E eu volto a dizer aqui: isso tudo não é acidental, porque se for incompetência. então a direção da Codeca tem que ser trocada urgentemente. Se ela não tem capacidade de sentar e negociar com o Samae. (Palmas) Mas se esta administração que está na Codeca, hoje, que não tem capacidade de diálogo, que os funcionários não conhecem, ela continuar é porque realmente, por trás, existe um plano de entrega do patrimônio público para a iniciativa privada. Não tenham dúvida. Então, vereador Renato Nunes, o senhor fique à vontade, use o seu tempo, eu vou lhe escutar com muito respeito. Agora, antes de vir aqui fazer essa defesa que o senhor fez, atacando a minha história, o meu passado, isso já foi, isso já foi, bem ou mal já foi. Vamos olhar para frente. E os números, se o senhor quiser, a gente traz ali e faz um belo de um debate um dia. Não vamos perder tempo com isso. Vamos correr e tentar salvar aquilo que ainda é possível salvar. É isso, senhor presidente. Muito obrigado. (Palmas)
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VEREADOR RENATO NUNES (PR): Posso começar, senhor presidente? Não. Pode deixar aqui, a gente não... (Manifestação da plateia) Não quer? Fique à vontade, por mim, pode deixar aqui a camiseta da Codeca. (Manifestação da plateia) Eu gostaria de falar... Senhor presidente.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Por gentileza. (Manifestação da plateia) Seu tempo está assegurado, vereador Renato.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Vestir a camiseta física para se promover ou se autopromover é muito fácil. Fazer discursinho para agradar as pessoas é muito fácil. Se aproveitar da desgraça alheia, do sofrimento das pessoas que estão sendo desempregadas para fazer uma pré-campanha é muito fácil. Eu quero ver encarar a realidade. E nós não podemos jogar aqui uma cortina de fumaça, dizer: “Ah, vamos olhar para frente sem esquecer tudo que aconteceu.” Não. Não vamos esquecer, e eu não tenho memória curta. E outra coisa, vereador Adiló Didomenico, respeito a sua pessoa enquanto cidadão, enquanto pessoa que o senhor é, mas o senhor também esteve no papel de gestor e, como gestor, o senhor enfrentou essa situação. Talvez esse choro que o senhor fez aqui nesta tribuna, me lembrou muito o crocodilo que também chora com a presa na boca, talvez porque o senhor se lembrou das 400... (Manifestação da plateia) Presidente. Talvez porque o senhor se lembrou, vereador Adiló, e isso eu falo para o senhor, enquanto pessoa política, agente político e gestor. Não enquanto pessoa, cidadão que eu tenho o maior carinho e respeito pela vossa pessoa. Mas talvez esse choro que o senhor fez aqui, talvez não tenha sido tanto comovido pela voz do Claiton, mas sim porque o senhor lembrou que, na sua gestão, o senhor demitiu 445 pessoas. “Ah, mas a gente demitiu e depois a gente admitiu.” Olha, gente, se é assim, também pode acontecer no nosso governo. Se foi demitido pode ser admitido também. Qual é o problema? “Ah, mas teve muitas pessoas que fizeram concursos, que estão empregadas.” Graças a Deus, que bom. Já pensou, porque se elas não tivessem conseguido, seriam 445 que estariam até hoje desempregadas, vereador Adiló. Então talvez o seu choro lhe remeteu às suas atitudes, que o senhor tomou no passado também como gestor, que o senhor não quis fazer. O senhor não quis fazer, mas o senhor foi obrigado. Isso, vereador Adiló, que o senhor, a sua gestão foi de 2005 a 2012 e, naquela época, não se falava em crise mundial. A crise mundial, minha gente, começou em 2015. Começou em 2015 para cá. O vereador Rodrigo fez uma fala ali também e eu quero dizer o seguinte, vereador Rodrigo Beltrão: os números justificam os gestores. Os números justificam os gestores sim. Os meios justificam os fins. Nós não podemos apagar o passado que aconteceu e começar... Engraçado, engraçado, dizem que a gente quer desfazer tudo e começar Caxias do Sul da gestão do Guerra para cá. Mas engraçado que os senhores também fazem a mesma coisa, nobres pares, vocês querem apagar todo o resto. Vocês querem apagar tudo o que aconteceu na gestão dos senhores e querem começar. Então, quer dizer, vocês estão sendo pegos pelas suas próprias palavras. Vocês estão se contradizendo, minha gente. E, outra coisa, a ditadura da maioria não é fácil enfrentar, sim, porque aqui neste plenário pelas falas a gente vê que mais são aqueles que estão aqui para criticar, para bater, para dar pau, do que aqueles para defender, para apoiar e para ajudar a resolver o problema. São dois, três, quatro, cinco vereadores aí que ajudam, que apoiam, que traz soluções. Então a ditadura da maioria não é fácil. E uma mentira repetida muitas vezes, nobres pares, vira verdade às vezes. Uma mentira repetida muitas vezes acaba virando verdade, mas nós estamos aqui para repor a verdade. Eu quero dizer, vereador... Deixa eu ver aqui, anotei algumas coisas. Os números, vereador Adiló, que eu trouxe aqui para o senhor. O senhor viu a presidente Amarilda colocar aqui no telão e o senhor nem, sequer, revidou, o senhor fez um questionário todo ali de A a Z, mas quando ela colocou aqui no telão os números, os números, os dados, os índices, o senhor não retrucou, não questionou. São exatamente os mesmos números que eu estou trazendo, vereador Adiló, então assim infelizmente está acontecendo essa situação. Infelizmente está acontecendo essa situação, mas, como foi dito pelo próprio vereador Adiló: “Ah, no nosso tempo...”. Engraçado, pouca coisa, “Demitimos...” Ele poderia ter dito, feito a seguinte frase: “Ah, eu demiti 445 pessoas só, quase 500 pessoas, mas depois [Inteligível] lá na frente”. Se é assim, vereador, para usar essa estratégia também pode acontecer a mesma coisa com o governo. Nós temos tempo hábil pela frente. Quem pode dizer que daqui a pouco, e eu assim torço, sinceramente torço, porque eu fico triste em ver um pai de família chegar aqui nessa tribuna e dizer: “Olha como é que eu vou fazer meu rancho agora este mês? A minha filha lá, a minha família”. A gente se sensibiliza. Então quantos CCs têm na Codeca hoje? Quantos? Vocês não queriam nenhum CC na Codeca então? No tempo das outras administrações tinham batalhões de CCs lá e ninguém falava nada, tinham batalhões de CC, não tinha lugar para tanto CC. Presidente?
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): O seu tempo está segurado, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Então, para continuar, nós vamos sim buscar a solução, vamos torcer para reverter essa situação, vamos torcer para que sejam muito mais pessoas admitidas. Talvez os senhores possam voltar, possam retornar, enfim. (Manifestação na plateia.) Mas eu não vou ficar aqui chorando, porque chorar não vai resolver nada. Chorar eu vi o Sartori chorando na propaganda política dele, eu vi o Alceu chorando na propaganda política dele, vi o Néspolo chorando na propaganda política dele. Isso é uma estratégia: “Eu estou triste, eu estou emocionado.” Isso não quer dizer nada. Choro até o crocodilo chora com a presa na boca, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Isso não quer dizer. Vamos buscar solução. Vamos buscar solução, vamos nos empenhar. (Manifestação na plateia.)
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Por gentileza, plateia. Segue com a palavra o vereador Renato Nunes. Eu só peço para a plateia garantir a palavra do vereador. Tem mais dois minutos, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Obrigado, senhor presidente. Então, a gente fica triste com essa situação, a gente não gostaria que chegasse esse momento. A gente sim se coloca no lugar dessas pessoas, acreditem alguns ou não, mas para isso, para tentar convencer as senhoras e os senhores eu não vou ficar aqui chorando nesta tribuna, fazendo teatro. A verdade é essa. Então, para finalizar a minha fala, senhor presidente, quero repetir, quero repetir: na gestão do vereador Adiló, que foi tão aplaudido pelos nobres senhoras e senhores que aqui estão, a gestão dele foi a gestão que mais demitiu pessoas, quase 500 na totalidade, porque eu não tenho os números de 2005, que foi o primeiro ano que ele estava na Codeca. De 2006 a 2012, 445 pessoas foram demitidas, 445 pessoas perderam emprego assim como os senhores, 455 pessoas também choraram, sentiram na pele o que era dizer para as suas famílias que perderam o emprego, que não tinham depois como fazer um rancho, como disse aqui o nosso amigo Claiton Machado. Não foram só os senhores que aqui estão hoje reclamando com tristeza no coração. A gente entende isso aí, porque outras pessoas também e muito mais que senhores, muito mais que os senhores. Só na gestão do pior prefeito que nós já tivemos, e eu comprovo aqui nos números, Alceu Barbosa Velho, demitiram na Codeca 352 pessoas.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): O seu tempo, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Então, a verdade tem que ser dita porque a mentira, muitas vezes repetida, tende a se tornar verdade, mas a verdade é verdade, e a mentira é mentira. Muito obrigado. (Manifestação na plateia.)
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VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Vou iniciar dando os apartes. Depois eu faço a minha fala. Vereador Adiló.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Bem rápido. Obrigado, vereadora Paula. Só dizer ao vereador Renato Nunes que a presidente Amarilda trouxe os números misturados. Tem demissões e ali tem muita gente que passou no concurso. Foi o período que o governo municipal mais empregou gente. Eu perdi muitos trabalhadores bons. Depois tive o prazer de encontrar muitos deles na Secretaria de Obras. Então o senhor não tente enrolar a população. Não é isso que a população espera dos senhores. Esses números... No nosso período, iniciamos com 700 funcionários e entregamos com mais 1.200, então o senhor fale que aumentou em 500 vagas e valorizados e considerados como pessoas humanas e não como meros objetos como está acontecendo hoje. Obrigado, vereadora Paula. (Palmas)
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereadora Paula, primeiro, vereador Adiló... Desculpa até falar isso, vereadora Paula, mas o meu pai tem um grande prestígio pelo vereador Adiló, tanto que ele disse, não é, vereador Adiló, para o senhor, que se eu não concorresse a vereador, o possível voto seria o senhor, mas por quê? Pelo trabalho que o senhor fez perante a administração da Codeca. Então as lágrimas do senhor não são de crocodilo. São lágrimas de trabalho, vereador Adiló, e quero dizer que o vereador Renato Nunes tem mesmo é que defender a Codeca. Ele tem que defender a Codeca neste momento, eu admiro a sua coragem, porque além de defender o cargo dele que ele está aqui, ele tem que defender o cargo da esposa dele, que é CC, então por isso que ele tem que subir na tribuna. (Palmas) Agora, vereador Adiló, falta muita sensibilidade, falta muita humildade no coração, por quê?  A diretora da Codeca diz que eu não sou gestor. Não, não sou gestor mesmo, mas eu tenho a humildade e a coragem de receber todos os trabalhadores no meu gabinete como tivemos ontem à tarde, diferente dela que em um ano e sete meses não conhece o rosto desses trabalhadores e não falou para eles: vocês vão ser demitidos amanhã ou semana que vem. Vereadora Paulo Ioris, eu não vi o líder do governo se manifestar até o presente momento. Eu não vi a manifestação dele que é importante. Eu não vi eles saírem desse plenário e ele dar um abraço nos trabalhadores  e dizer outra alternativa. Será que esse é o corretivo que eles estão dando para os trabalhadores? Será que é a lista negra que eles estão? Vereadora Paula, hoje se comemora no Brasil a Lei Afonso Arinos. A primeira legislação brasileira do tema da igualdade racial.  Eu já falei dessa tribuna aqui várias vezes que esse governo tem ojeriza a pobre. E os negros que estão aqui neste plenário, pai de família, como tu, Claiton, a dificuldade de ser readmitido por ser negro, por ser pobre e por ser de periferia. Esse governo tem ojeriza a pobre. Obrigado.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Tempo? Cassina. Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Vereadora Paula, vereador Adiló, com números realmente não tem como discordar.  Se o senhor pegou a Codeca com 700 funcionários e entregou ela com 1.200, simples assim. Algumas situações é preciso a gente recolocar algumas verdades. Na época que nós estávamos aqui em outras situações e eu não vi ninguém fazer teatro na tribuna até agora. Até porque o último que fez teatro na tribuna se elegeu prefeito e não é exemplo para ninguém. (Palmas) Essa situação de usar as pessoas no momento de crise, no momento de demissão, tem vereador aqui que trazia filhos de pessoas que morreram no Postão para fazer as pessoas chorarem aqui. Teve vereador que trouxe pessoas com câncer para fazer chorar dentro do plenário e eu estava aqui, ninguém me contou. Então não me venham com essa história de usar isso. O que é isso? A gente viveu isso aqui. Agora, ditadura da maioria, eu conheço por democracia, o que eu não entendo é a imposição da monarquia. A imposição da monarquia não. E a última situação. O pior prefeito de Caxias está em fase execução.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Quanto tempo eu tenho? Bem, bom dia a todos. Quando a gente fala vamos falar a verdade, vamos resgatar, vereador Renato, falou assim do que está sendo feito, é isso que a gente precisa. O que já passou, não vai... Já passou. Seja bem, seja mal. Eu acho que a gente pode ver o que já passou através de prêmios recebidos e assim por diante. Falando de forma serena e responsável. A gente sabe, a gente tem acompanhado as prestações de contas do município. A gente sabe que arrecadação diminuiu, que está tendo todo um cuidado de redução de custos. A gente vê pelo governo do Estado. Ontem foi capa da Zero Hora que 55% da arrecadação é pagamento de inativos, por isso foi necessário parcelar salários. A gente também sabe que na prefeitura de Porto Alegre isso  também está acontecendo. Durante um tempo o resultado de Porto Alegre era visto junto com o resultado do Dmae, hoje está tendo que parcelar salários. Então é responsabilidade de todos nós cuidarmos muito bem do recurso público e isso vale para todos. Quando a Amarilda esteve aqui, ela falou da redução de contratos e aí eu lembro que eu perguntei nós temos que entender o porquê dessa redução de contratos. A gente não pode cobrar da Amarilda que não é dela, porque os outros é que estão reduzindo contratos. Então na minha experiência como gestora eu já tive que fazer demissões das quais eu não concordava, mas eu fiz questão de fazer pessoalmente para poder explicar o que estava acontecendo. Então eu volto de novo à questão da transparência. É momento. Não tem mais tempo de o prefeito vir e explicar isso para nós. Quantas crises já estamos passando? A crise da saúde, bem falada pelo vereador Renato aqui no início. Agora essa crise. Se há necessidade de reduzir custos, porque a previsão que nós vimos é de 115 milhões de prejuízos, se há essa necessidade, nós temos o direito de receber essa informação na maior transparência possível. Então já passou da hora. Porque não dá mais, o vereador Renato veio aqui e explicou. Não veio o Chico. Veio a Amarilda. Nós precisamos da palavra do prefeito, para entender o que está acontecendo na nossa cidade. Com a transparência, todos nós poderemos crescer. Senão a gente fica num jogo de passado e presente e nós temos é que pensar da forma mais responsável possível no nosso futuro. Senão a gente fica com meias verdades. Nós precisamos saber o que, de fato, está acontecendo. Então, chega de meias verdades ou de meias mentiras. De fato, o que está acontecendo. E eu penso assim, a gente... Até vamos assinar a vinda do diretor do Samae para vir dar explicação, mas a gente está sendo... Parece que está sempre um teatro. Então passou da hora de o prefeito vir a público e explicar para nós o que, de fato, está acontecendo. É isso que eu... É isso que eu tenho a dizer. É isso que eu tenho a dizer. Muito obrigada. (Palmas)
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VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Bom dia, presidente. Bom dia, vereadores e vereadoras, quem está aqui presente, quem está nos assistindo. Todos sabem da minha conduta, que sou de falar pouco, sou de ficar mais quieto, mas tem momentos que não dá. Outro dia, quando me pronunciei sobre a reunião com a secretária da Saúde, pela manhã, significa que ela nos falou e tudo, à tarde, foi desmentido que ela foi exonerada. Agora vem a presidente da Codeca, fala e tudo dá ao contrário. Então eu estou me sentindo um vereador quase que inútil nessa administração. Tem alguns secretários, um, dois ou três que nos atendem. Nem vou citar o nome, com medo que eles possam ser retalhados, que nos atentem com toda educação, com toda vontade, querem trabalhar. Agora, nós terceirizar toda a Caxias do Sul é eximir daquilo que fomos eleitos. O prefeito foi eleito par administrar Caxias do Sul. Vamos passar para outras cidades. Nós temos a UPA, que é uma empresa do nordeste; nós temos as merendeiras, que é uma empresa de São Paulo, e que vai o lucro do nosso trabalhador para fora de Caxias do Sul. Vai o lucro das empresas que poderiam, aqui em Caxias do Sul, ficar em nosso município e vai para fora. Então isso é muito preocupante. Quando a gente fala no emocional, vereador Adiló, eu sempre falo para todo mundo, quando perguntam, como a sua família está? Com saúde e todos trabalhando. Entendeu? Quando a gente, a pessoa está trabalhando a vida segue, não importa o salário. Não importa o salário, a vida segue e segue normal para todos nós. É só saber administrar ou não às vezes. Mas também nesse mesmo... Só um pouquinho, vereador. Nesse mesmo assunto dessas informações, quando vêm secretários e vêm diretores aqui, não sei se participo mais, porque a gente não sabe se vêm falar a verdade, nós temos um projeto, hoje, aqui, de aporte de receita do Samae para o Município. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho em minhas mãos o pedido de informações que eu fiz de uma área do Bairro Serrano, que tinha decreto de utilidade pública... Que foi revogado o decreto e que diz assim – depois vou falar mais disso aí: entendemos que o momento econômico do município não favorece a realização de investimentos de porte da aquisição de áreas que não tenham necessidade de utilização imediata. Então diz que o município não favorece a seleção de investimentos pelo momento econômico, mas, ao mesmo tempo, mostra que o Samae teve um superávit de mais de 100 milhões e um milhão que aquela área não tem. Então não dá para entender. Inclusive documentos que nós, vereadores, pedimos informações também eles não vêm bem claros, vêm com algumas informações erradas. Eu não sei se é de propósito. Vereador Cassina, por favor.
VEREADOR FLAVIO CASSINA (PTB): Vereador, obrigado pelo aparte. Eu a respeito desses assuntos que estamos trabalhando hoje, eu diria que tanto da vinda da diretora da Codeca Amarilda e mais as informações do vereador Renato sobre as demissões, naquela mesma oportunidade, eu fiz um questionamento aqui sobre as admissões porque apresentar só demissões fica uma coisa capenga, fica uma coisa incompleta. E depois, ouvindo os que me antecederam hoje e principalmente o vereador Renato Nunes de que naquela época não havia crise, mas esse é o principal argumento que vem ao encontro daquilo que estamos falando: se não havia crise é porque o mercado estava bom. Então o mercado chamava mais gente. Os concursos se proliferavam em tudo que era segmento e as pessoas buscam sempre pelo melhor. Então era o momento que por não haver crise, justamente, é contra o seu argumento, vereador Renato. E eu diria o seguinte também: no tempo que estava na Secretaria da Habitação uma coisa que nos deixava extremamente tranquilo era o convênio que tínhamos com a Codeca. Quando havia um desabamento, um alagamento, um vendaval, um incêndio, nós tínhamos o contrato com a Codeca era só um telefone, um telefonema estava resolvido o assunto. Nós sabíamos que os entulhos seriam removidos de imediato de forma bem feita e rápida. Então era um trabalho coordenado que dava gosto de ver. Um telefonema resolvia a situação de calamidades públicas porque havia um contrato da Secretaria da Habitação com a Codeca. Vereador, como alguns já disseram aqui, a ditadura da maioria se chama democracia. Eu não tenho a menor dúvida. E outra coisa, os CCs sempre foram satanizados, a vida toda satanizados. Então do que adianta cortar meia dúzia de CCs e quebrar uma companhia. Qual é a relação de custo-benefício que temos disso daí? Qual é a vantagem? Se tiver meia dúzia de CCs a mais e não quebrar a companhia, o que é preferível? Então... Eu só diria o seguinte que para ter um número completo e já foi dito parcialmente aqui por alguns, nós temos que saber como faz o Caged – o Castro de Empregados e Desempregados – admissões e demissões. Aí sim nós vamos ter um perfil exatamente do que pode ser dito de forma responsável aqui nesta Casa. Obrigado.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Vereador Adiló. Ah não, foi o vereador Toigo, por favor.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Muito obrigado, vereador Kiko. Cumprimento-o por este espaço. Realmente nós, a nossa administração Alceu, quando estivemos na frente do governo, pegamos uma crise. Em 2014 e 15 foram anos de extrema crise e como é que nós saímos dela? Investindo. Nós somos referência em saneamento no país. Basta ver toda a expertise que a Codeca tem, o Samae, os investimentos robustos que fizemos em toda parte de abastecimento, do recolhimento do lixo, do saneamento. Agora foram três questionamentos que fizemos quando a diretora-presidente esteve aí, da Codeca, e um deles nós percebemos que realmente foi uma falácia o que ela veio dizer aqui. O primeiro, solicitamos a ela se a Codeca iria assumir a pavimentação da Luiz Michelon e da São Leopoldo. Não soube responder. A segunda situação, se a Codeca tinha planejamento estratégico de contingência para tocar a administração, também disse que estava em fase de elaboração. E o terceiro ponto, nós perguntamos, fomos muito claros, se ao fim e ao cabo iria existir um esforço dessa administração para renovação e manutenção dos contratos com o Samae e com a Secretaria Municipal. Durou menos de 48 horas. Estamos aí com 36 demissões, muitos desses servidores poderiam ser realocados para fazer serviços na Secretaria de Obras. Estamos aí com caminhões parados, um sucateamento de máquinas. Então o que se percebe, vereador Kiko, é que essa falta de sintonia que hoje presenciamos pontualmente entre o Samae e a Codeca é um sintoma de que realmente o governo está tratando com desleixo a nossa Codeca, que é um patrimônio do nosso município. E fazendo, não um contraponto, mas o que disse a vereadora Paula Ióris daquela tribuna, muitas vezes, se sai da crise investindo. E é isso que nós estamos percebendo que esse governo está falhando, não está se esforçando para buscar novos financiamentos, novas fontes de recurso, seja do orçamento da União, seja com investidores internacionais, com o BNDS, com Caixa, para nós ampliarmos principalmente essa questão do saneamento que nós deixamos um legado muito importante. Então é extremamente lamentável, vereador Kiko Girardi, o que estão fazendo com a nossa Codeca. Realmente parece que querem entregar, aniquilar ela e justamente o que é profundamente lamentável neste momento.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Me preocupa hoje na entrevista do diretor do Samae quando ele disse que não houve avanço das negociações com a Codeca. Vai ser uma empresa de fora, não é do mesmo grupo, não é da mesma cidade, não dá para entender. Agora, quanto também, só respondendo ao vereador, não é responder diretamente, vereador Renato Nunes, quando o senhor falou que tem pré-candidatos, então todos aqueles vereadores que são pré-candidatos não podem mais emitir opinião, não podem mais defender ou criticar alguma situação? Acho que não. Acho que pré-candidato... Nós estamos no exercício de vereadores, nós temos a obrigação de emitir opinião. Os outros dias o senhor cobrou a opinião de todos vereadores aqui sobre uma outra questão e nós estamos aqui para omitir a nossa opinião. Um parte ao senhor, o senhor... O que o senhor quiser. Pode...
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Vou deixar bem claro para o senhor, vereador Kiko. Lhe agradeço o aparte e a gentileza da sua parte. Dizer que eu estou aqui no exercício do meu mandato que me foi conferido. Não estou aqui como pré-candidato. Pré-candidato eu sou lá fora.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Foi o senhor que citou.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Quem está dizendo que eu sou pré-candidato é V. Exa. Eu estou fazendo o meu papel de vereador e colocando a verdade, aquilo que eu acredito, aquilo que eu vejo segundo os números que a gente tem. Muito obrigado, vereador Kiko.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Obrigado, vereador. Mas quem puxou isso de pré-candidato não fui eu. Vereador Adiló.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Kiko. Nós estamos diante de uma situação e ouvindo a vereadora Paula, ela tem muita razão em algumas colocações que ela faz, mas nós estamos pedindo um pacto por Caxias com este governo desde o ano passado, final do ano. Alguns: “Ah, mas só agora pediram.” Continuamos pedindo. Por que o prefeito não reúne todos os secretários e todos os vereadores para a gente fazer um debate a portas fechadas e entender o que tem por trás dessa dissintonia. Obras cancelou contrato de boca de lobo, Smel cancelou parte do contrato com a Codeca, Samae cancelou a limpeza das áreas do Samae e agora cancela manutenção, a Semma, desde o ano passado, não aceita o contrato de coleta da Codeca. Ora, precisa ir muito longe, precisa mais explicação para ver que há um desmonte da Codeca, vereador Renato Nunes? O senhor não use cortina de fumaça querendo desgastar este vereador, porque se tem alguém que conhece bem a mim é este povo da Codeca. Esses me conhecem, porque a gente esteve lá sete anos, ombro a ombro lutando junto com eles e eles foram estratégicos na reconstrução da Codeca. Agora eu sinto realmente junto com eles esse desmonte que está sendo e não é casual, porque o senhor em vez de nos ajudar a enfrentar a situação, o senhor vem aqui criar uma cortina de fumaça.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): O seu tempo esgotou, vereador.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Kiko. Desculpe me alongar.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Obrigado, vereador e presidente. Só também para terminar, presidente, nós temos a recolocação de calçadas que está um horror. Está há muito tempo, todo mundo reclama e como vereador eu não tenho mais resposta para dar para as pessoas. Dá vontade de nem atender mais o telefone, mas não posso fazer isso. Obrigado, senhor presidente.
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Não houve manifestação

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