VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Presidente, bom dia ao senhor, aos colegas vereadores, a quem nos acompanha aqui e também nos acompanhará posteriormente. Hoje eu quero fazer um voto de congratulações ao nosso colega Aldonei, aqui, ao colega que já está em licença-paternidade. Nós nos congratulamos com ele e a Fernanda pelo nascimento da Maria Júlia. De maneira especial, também eu quero parabenizar a Janete, que é a nossa assessora da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação aqui da Câmara, que agora se torna vovó em razão do nascimento da Maria Júlia. Então, que Deus possa abençoá-los. E para seguir, presidente, neste meu noticiário aqui de nascimentos na nossa cidade, eu quero também referenciar aqui um casal de amigos, o David Savaris e a Kaliandra Savaris pelo nascimento da Sara que, no último dia 4 de abril, também veio ao mundo e já está trazendo muita alegria aos seus pais. Então, meu desejo é que Deus possa abençoar também o David, junto com a Kaliandra e a Sara, que chega agora para completar, abrilhantar ainda mais esta família. Que Deus possa abençoar essas crianças com bastante saúde e bastante vigor. Obrigado, presidente.
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Meu voto de congratulações, hoje, é em consideração à nossa colega de trabalho.
 
VOTO DE CONGRATULAÇÕES
 
Homenageada
Vania Marta Espeiorin
 
Senhor Presidente, Senhoras Vereadoras e Senhores Vereadores,
 
O Vereador que o presente subscreve, observadas as normas regimentais, por meio deste, demonstrar nosso mais sincero reconhecimento e congratulações à jornalista Vania Marta Espeiorin, pela honrosa distinção de ser agraciada com a Medalha Alberto André, por ocasião da solenidade de lançamento do Prêmio Themis de Jornalismo 2026, que ocorrerá na data de 07/04/2026.
Tal homenagem evidencia não apenas a excelência de sua trajetória profissional, mas também o compromisso ético, a sensibilidade e a responsabilidade social que marcam sua atuação no jornalismo. Vânia destaca-se como uma profissional dedicada, cuja contribuição ultrapassa a informação, promovendo reflexão, cidadania e fortalecimento da democracia.
Além de sua reconhecida competência técnica, ressalta-se o ser humano admirável que é, pautado por valores como integridade, empatia e respeito ao próximo, qualidades que engrandecem ainda mais sua caminhada e inspiram todos ao seu redor.
[...]
 
Caxias do Sul, 06 de abril de 2026; 150º da Colonização e 135º da Emancipação Política.
 
JULIANO VALIM SOARES - PSD
 
(Ipsis litteris – Eprocleg)
 
Muito obrigado.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então bom dia, colegas vereadores e vereadoras. O nosso presidente João Uez está presidindo a sessão. Eu quero fazer um voto de pesar pelo passamento de uma tia, irmã da minha mãe, Elvira Frezza. Ia completar 80 anos quarta-feira desta semana. Com Alzheimer. Enfim, uma tia muito querida. Muitos natais, muitas praias, muitos bons momentos juntos. Eu, carinhosamente, chamava-a de tia preferida. Enfim, eu deixo aqui o meu voto de pesar ao Beto e à Carla, dessa minha tia, a Elvira Maria Frezza, que fez seu passamento. Que tenha luz e paz neste momento de passagem. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, senhor presidente João Uez, em exercício. Gostaria de fazer um voto de congratulações ao meu amigo, meu irmão de fé, Afonso, que está aqui hoje, nesta manhã, nos prestigiando. Uma pessoa que teve uma passagem muito importante na diretoria do Jornal Correio do Povo. Uma pessoa que conhece muito essa questão pública. É um prazer enorme estar aqui nos visitando, nos prestigiando. Parabéns, Afonso. Seja sempre bem-vindo.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom dia. Bom dia a quem nos acompanha em casa, aqui presente, aos colegas vereadores e vereadoras. Eu queria também fazer um voto de pesar pelo passamento de um amigo meu, colega da faculdade, o Carlos Alberto Mazzochi, que faleceu nessa última segunda-feira, aos 65 anos. Aos seus familiares, especialmente à esposa e aos filhos. E também quero saudar aqui a comissão dos aprovados no concurso de fiscais de trânsito aqui do município, presente, que vai fazer uso da tribuna logo mais. Fazer uma saudação especial e dizer que a gente está junto. A bancada do PT está junto nessa luta pelo nomeação dos fiscais do concurso que está por findar nos próximos meses, em junho já.
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VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Presidente e colegas, hoje eu quero parabenizar a minha assessora, amiga, advogada e advogada da ONG, a Sandra Royo, que está de aniversário. Desejar um dia incrível para ela, dizer o quanto ela é especial na minha vida, não só aqui nesta Casa, mas também na nossa ONG e no nosso dia a dia. Então, Sandra, um feliz aniversário para ti. Te amo muito como amiga e também como profissional. Seria isso, presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente. Nobres colegas, vereadores e vereadoras; as pessoas que nos acompanham daqui e de casa. Eu queria reiterar o voto realizado pelo vereador Julano Valim à nossa querida jornalista Vania. Dizer que é mais do que merecida a medalha que ela receberá devido ao seu importante trabalho prestado não só para esta Casa, mas para toda a comunidade caxiense. Então meus parabéns. Ficam aqui os votos da bancada do PCdoB. Mas hoje também, senhor presidente, eu queria aproveitar para fazer votos para a minha família. Eu tenho uma família grande, mais de sete irmãos. Tenho uma irmã, a Andréa Campanher, a que fez aniversário dia 28 de março; a Adriane Campanher, que fez aniversário dia 30 de março; ontem, dia 6 de abril, meu outro irmão, Adrian Campanher fez aniversário também; e hoje uma cunhada, minha cunhada querida, a Vanessa Perozz, está de aniversário. Eu tenho sete irmãos, por isso eu tenho cinco sobrinhos, cunhados. Enfim, minha família é bem grande. E mês de março e abril são meses de comemorações na minha casa devido aos aniversários. Então queria aqui deixar abraços aos meus irmãos e à minha cunhada pelos seus aniversários. Seria isso, senhor presidente. Obrigada.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes, hoje eu gostaria de fazer uma homenagem a toda a comunidade caxiense que realizou os festejos da Páscoa no último final de semana. É um momento de reflexão em que nós todos devemos pensar na morte e ressurreição de Jesus Cristo. Aqui, em especial, eu homenageio a Catedral Diocesana, que realizou um teatro muito especial, culminando com a missa de domingo, que foi muito especial para todos nós, católicos. Então, aqui vão os meus agradecimentos de parabéns a todas as equipes que organizaram esse evento. Para que esse evento ocorra, são diversas equipes que estão trabalhando, silenciosamente, para que tudo ocorra bem. E tudo ocorreu da mais absoluta maneira possível. Então, aqui vai o meu agradecimento a todos vocês. Obrigado.
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VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, presidente. Meus cumprimentos ao senhor, aos demais vereadores desta Casa Legislativa, a quem nos acompanha do Plenário, em especial ao senhor e à senhora que nos acompanha de casa pela TV Câmara ou pelas redes sociais da Câmara Caxias do Sul. Presidente, queria começar, nesta terça-feira, cumprimentando o meu grande amigo André Muniz da Costa que esteve de aniversário no último sábado. O André que é um amigo meu de longa data, um guerreiro, um excelente pai, um grande trabalhador e que eu tenho orgulho de, por tantas oportunidades, ter estado do lado em diversas lutas que travamos pelos direitos dos trabalhadores. Então, parabéns André, para mim é um prazer poder ter te conhecido e, mais do que isso, poder estar perto da tua família no último período. Queria também, presidente, cumprimentar a Agrale que promoveu a venda de 208 unidades do Marruá para a Indonésia, levando a nossa indústria para todo o planeta. E por fim, cumprimentar em meu nome e da vereadora Andressa Marques, o vereador Aldonei Machado que foi pai. Parabéns, Aldonei, que tua filha tenha muita alegria, muito carinho em casa e muita saúde. Tenho certeza que tu vai ser um excelente pai e a Fernanda vai ser uma excelente mãe. Seria isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Obrigado. Valeu. Só para agradecer a Angela. Hoje está me ajudando um monte aqui. Muito obrigado pelo trabalho. Junto a gente vai mais longe, senão sozinho a gente fica louco. Muito obrigado. Os servidores estão me ajudando sempre. Também chamei aqui o nosso... Como é que é teu nome mesmo? Gabriel. Me esqueci do nome dele. O Gabriel também me ajudou a mudar o logo antes. Sempre agradecer o pessoal que, se não fosse eles nos bastidores, a gente não consegue nem chegar aqui na tribuna, né, vereador Calebe? Agradecer ao vereador Calebe, ao Capitão Ramon, agradecer ao Bortola, todo mundo, o pessoal aí. Aqui eu vou começar o assunto, eu vou pedir para colocar uma foto da visita que eu fiz essa semana que passou. Se puderem colocar. A assessoria já está colocando a foto que a gente foi visitar a Guarda Municipal de Gravataí, que eu já vim aqui na tribuna e já falei sobre a Guarda. (Pronunciamento com recurso de material visual.) Esse é o modelo de como vai ficar a sede. Ela vai ter academia 24 horas para os guardas municipais, para os servidores. São 240 servidores, academia 24 horas, estande de tiro 24 horas, toda uma estrutura. E são 240, mas tem um concurso em andamento. Então, para nós, vereador Lucas, que a gente é de ideologias diferentes, lá o prefeito tem 240 servidores na Guarda e está com concurso em andamento. Aqui a gente não consegue chamar 30 servidores, vereador Capitão. Aqui dizem que não tem dinheiro para 30 servidores, vereadora Dai. E o problema é que lá o orçamento é um bilhão. É um bilhão o orçamento de Gravataí. Aqui são quatro. Só que lá, vereador Capitão, o que eles têm? Eles têm vontade, empenho e não têm desculpa. Essa é a diferença. E o vereador Bortola, Alexandre Bortoluz já me trouxe outro dia sobre uma questão de uma base da Guarda Municipal em outra cidade, da qual eu não vou lembrar agora, mas depois ele pode vir aqui falar até melhor. Mas é bem parecido, bem similar com essa, só que essa é no nosso estado aqui, Gravataí. Então, é aqui pertinho. A gente não vem trazer exemplo de países que deram certo, a gente está trazendo um exemplo de uma cidade que é aqui perto, que é Gravataí. Então, eu fico triste, porque enquanto algumas cidades servem de referência e modelo... E em Gravataí, vereador Bortola, a Guarda tem segurado muito o crime de avançar. Então, tem segurado a questão das facções, tem segurado um monte de crimes ali. Então, uma Guarda bem estruturada, com servidores atuantes e que tenham vontade, quem ganha com isso é a população. Se eles conseguiram vender meia dúzia de terrenos ou imóveis e fazer, por que aqui a gente não faz? Aqui eu direciono a pergunta, e aqui também vou agradecer ao Coronel Emílio, que é o comandante, o secretário que me recebeu muito bem. Também agradecer ao Gomes, que trabalha na Guarda Municipal e que foi um dos idealizadores, que ajudou a tirar do papel esse projeto tão importante. Então, eu acredito que, se a gente sonhar, primeiro começa no papel, mas depois trazer para a prática, basta querer e ter vontade, que assim vai ser feito. O que a gente não pode é ficar de picuinha, ficar de má vontade, às vezes, para idealizar ou ter coragem para deixar um legado, que é fazer um projeto tão importante de valorizar a Guarda Municipal como a gente viu em Gravataí, né? E isso me deixa triste, porque eu sou de Caxias do Sul, eu sou eleito por Caxias. Eu queria Caxias como uma referência, como um modelo. Mas eu acredito que um dia a gente vai ter isso. Então, a gente vai sonhando, cobrando, pedindo pelo chamamento dos guardas, que é o mínimo que a gente consegue. Enquanto a gente não tem uma sede desse tamanho, a gente vai cobrar o mínimo que uma sociedade precisa. Aqui, aproveitar que a vereadora Sandra me deu o espaço, o primeiro espaço que eu falo como vereador do NOVO, né? Gostaria de botar uma imagem, aquela mais antiga, pode colocar, de alguns anos atrás. Eu estava com uns amigos meus na frente da faculdade, da FSG. Eu acho que o vereador Calebe, não sei se ele me conheceu nessa época. Aqui, meu amigo Mauricio Marcon, eu lá. Eu já entreguei até panfleto, o panfletinho, a colinha do Marcon na chuva com a mulher dele, na campanha dele. E não me arrependo, faria tudo de novo. Eu estava tentando iniciar um projeto com eles do NOVO. Lá no fundo, eu era feio, agora além de feio, eu sou vereador. Mudou, eu estou feio, mas eu sou vereador pelo menos. Pode passar, pode colocar outra. Isso aí, alguns anos atrás. Mas agora com um padrinho político que é o Marcel van Hattem, espero que a gente esteja trilhando um caminho bom, né, vereadora Sandra? Aqui não podia deixar de agradecer, Nikolas Ferreira, Marcel van Hattem, Jeffrey Chiquini, Guilherme Kilter, Pedro Poncio, Deltan Dallagnol, que me adicionaram em um grupo ontem. Eu disse: esse grupo aqui, vereador Calebe, é mais do que um grupo, é uma Liga da Justiça, né? Então, independente de resultado de eleição, não estou nem aí, porque senão, se for só esperar por eleição, às vezes, a gente sabe que uma sigla vai dar mais voto que a outra, mas aqui a gente está preocupado com um projeto a longo prazo. E o Brasil é feito de longo prazo. São poucos na direita, poucos conservadores, vereador Calebe, que pensam a longo prazo. Nikolas é um deles, não analisa uma eleição por eleição e, sim, a longo prazo, como a esquerda fez por tanto tempo. E isso eles estão certo, analisar os jovens, as lideranças, a base e trabalhar a longo prazo. Isso é uma coisa que a esquerda faz bastante. Também dizer que fui bem recebido por todos do NOVO, muito mais do que eu esperava, vereadora Sandra. Cerca de umas 20, sei lá, 30 cidades entraram em contato comigo dando boas-vindas, isso eu não imaginava, não esperava. E também agradecer ao Slaviero, Marcelo Slaviero, nosso presidente estadual. Gostei da conversa com ele. Vereador Capitão, o Marcelo Slaviero, quando eu estava indo para o NOVO, ele falou assim... Acho que dá para contar que é de boa. Ele disse: "Bah, mas nós vamos receber o Hiago, que é uma kombi desenfreada vindo na minha direção, pegando fogo". Então, a gente é meio polêmico, a gente assusta. Falou, não é, vereadora Sandra? Foi bem difícil essa parte para eu ter o contato com ele, mas o pessoal lá de cima acabou ligando para ele, pedindo para ele fazer essa forcinha que era por um bom motivo e a gente está aqui no partido NOVO. E, vereadora Sandra, tudo na minha vida foi mais difícil, tudo, sempre, sempre em qualquer lugar que eu estive foi mais difícil, mas sempre o gostinho é melhor, sempre. Para vereador foi igual, foi igual. Vinha uma tempestade por semana, uma tempestade por dia. Daí, quando estava tudo calmo, quebraram o vidro do nosso comitê. Aí, quando estava tudo calmo, vinha uma fake News. Quando estava tudo calmo, vinha um cara roubar na frente do nosso comitê. E assim foi a vida inteira. E o pessoal sempre nos combatendo, às vezes, mesmo do nosso espectro político e toda essa guerra que a gente sabe que é a política. Mas quanto mais batalha, eu gosto de uma frase: “Se mede uma pessoa pela quantidade de inimigos que ela tem.”.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Se a pessoa não tem ninguém, não incomoda ninguém, também é óbvio que não vai ter problema. Mas quando a gente vem com um papel de fazer alguma coisa diferente e se propõe a isso, infelizmente, causa algumas polêmicas e tal. Mas estou sendo muito bem recebido. Agradecer também ao pessoal do PL que me liberou por livre e espontânea pressão. Não, mentira, brincadeiras à parte.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): O pessoal do PL me liberou. Agradecer ao Maurício Marcon que abonou a minha ficha, a minha saída também. Meu grande amigo Marcon. Seu aparte, vereadora Sandra.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Bom, Hiago, primeiramente, a gente gostaria de agradecer por ter vindo para o NOVO porque, afinal de contas, agora o NOVO, em Caxias do Sul, tem duas cadeiras. E certamente, a gente sabe que será o início de grandes conquistas juntos. Estaremos juntos. Algumas coisas a gente concorda, outras discordas. Isso é normal. E eu acho que tem que ser assim. Porque se a gente concordasse em tudo também não seria... Isso não é fazer política. Fazer política é a arte de discordar para a gente chegar a um objetivo. Então, bem vindo ao time NOVO. O NOVO lhe abraçou, como disse o Slaviero: “A kombi desgovernada pegando fogo.” Mas vamos lá que juntos a gente vai construir muita coisa. Tenho certeza disso. Obrigada.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Seu aparte, vereador Capitão.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Colega Hiago Morandi, eu gostaria de desejar boa sorte para o senhor. A caminhada não vai ser fácil, é uma caminhada árdua, mas eu tenho certeza de que o senhor tem competência para conseguir alcançar os êxitos que o senhor tem para o município e para o nosso Estado. Obrigado.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Muito obrigado. Contem sempre comigo. E, para finalizar, colocar uma foto do início que está começando um projeto a longo prazo que a gente está fazendo. Aí tem o Marco Antônio, que era comentarista da Jovem Pan, que tem mais de um milhão de seguidores, é um nome forte. Era para vir para o Senado, abriu mão, e vai ir a Federal. Pedro Poncio também com um milhão e quatrocentos seguidores, faz um trabalho... Em seis meses, vereador capitão, ele tinha 15 mil seguidores seis meses atrás. Agora ele está com um milhão e quatrocentos pelo belo trabalho. Guilherme Kilter, o melhor vereador do Brasil. Para mim, eu acredito que é o melhor vereador. Está caçando o Renato Freitas lá. Está tendo muita coragem e ímpeto para cassar um cara que é forte na esquerda, e alguns outros nomes que não deu tempo de colocar ele na foto, mas que estão vindo também ou já estão ali. Também falta ali, o Jeffrey Chiquini, Deltan Dallagnol nessa foto, mas um grupo novo e forte que está vindo, Sandra, que a gente vai fazer um trabalho a longo prazo, pode ter certeza. E é de formiguinha, não é de uma hora para outra. Eu acho que nessa eleição ainda vai ter gente ganhando eleição fazendo arminha, gritando mito e bajulando o Bolsonaro e não é isso que a gente precisa, a gente precisa de trabalho a longo prazo. A gente sabe o papel que o Bolsonaro teve e a importância que ele teve, isso é bom e aqui, antes de qualquer um, há 10 anos atrás a gente subia no caminhão fazer manifestação a favor do Bolsonaro, aqui. E trouxemos ele para Caxias, então na época com o vereador, sendo justo, vereador Daniel Santos, vereador Sandro Fantinel, a gente trouxe ele para cá. Então a gente entende a importância, mas a gente acha que tem que fazer muito mais que isso. Não só falar bem, mas tem que trabalhar pelo Brasil, não é vereadora Sandra? Eu acho que no NOVO eu encontrei isso, além de muita organização por parte do Slaviero e uma imparcialidade muito boa onde ele ajuda a tudo e a todos, não é? Então ali eu estou bem recebido, e por ti também, muito obrigado, vereadora Sandra, que a gente trilhe ali um caminho bom aí daqui pra frente. Muito obrigado, presidente, seria isso.
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VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado presidente, nobres colegas vereadores. Eu venho a essa tribuna hoje falar de uma pauta que tem tomado conta, hoje, de todos os lugares do nosso país. Eu vou na padaria tomar um café os trabalhadores estão conversando sobre isso, o dono da padaria. Vou no bar tomar minha cervejinha e os caras estão lá conversando sobre esse assunto, e a gente precisa fazer esse debate aqui nesta Casa que é a redução de jornada de trabalho, e o fim da escala 6x1. Acredito que este é um assunto que interessa a todos os nobres colegas vereadores e vereadoras desta Casa, como tem sido debatido em Brasília. Então... Mas eu quero falar aqui diretamente a você, trabalhador, trabalhadora, que acorda cedo, pega no pesado todos os dias para poder garantir o sustento da sua família e trabalha seis dias por semana e tem apenas um dia de folga, vereadora Rose, que não é folga. É um dia para a pessoa poder limpar a casa, lavar a roupa, cuidar dos filhos e ainda ter um tempo para se divertir. Então... E se for mulher, ainda, é bem diferente, porque a mulher cada dia é um dia de luta para as mulheres trabalhadoras. A escala 6x1 é uma escala que ela vem adoecendo os trabalhadores. Nós precisamos fazer esse debate quando a gente criou a frente parlamentar pelo fim da escala 6x1 e a redução de jornada de trabalho, vereador Cláudio. Quando a gente criou essa frente parlamentar aqui nesta Casa, era justamente para fazer o debate com trabalhadores, com empresários, e dia 23 a gente vai ter...
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Nós vamos ter a nossa audiência pública, aqui nesta Casa e vejam vocês, companheiros vereadores e vereadoras, nós temos hoje 30 lugares aqui já reservados pelos empresários para vir aqui fazer esse debate. Então significa que isso interessa muito a todos, principalmente aos trabalhadores, principalmente as mulheres que acordam todos os dias antes de clarear o dia, e tem que voltar para casa e ainda ter só um dia de folga, que não é folga. Seu aparte, vereador Cláudio.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Parabéns, vereador Jack. O senhor sabe que nós entendemos que nas lutas em sua integralidade os trabalhadores devem ter unidade. E essa é uma luta que estaremos unidos. O senhor trata da vida do trabalhador como poucos por ter permanecido tantos anos dentro de uma indústria metalúrgica e o senhor sabe que o empirismo é o maior das ciências. O cara que conhece a realidade de fazer hora extra, pega às sete e doze, sai de casa na feliz cinco e meia da manhã, vereador Cristiano. Pega às sete e doze, solda até cinco e dezoito. Depois de soldar até cinco e dezoito, faz 10 minutos de intervalo, mais duas horas de hora extra, chega em casa na feliz oito da noite, cara. Como é que um cara desse... Oito da noite quando está bom, né, Jack? Quando é bom chega às oito da noite. Então, é uma questão que nós precisamos melhorar a vida dos trabalhadores em várias questões. E eu vou aproveitar essa oportunidade, vereador Jack, que é uma luta minha e do senhor, que é a saída da Marcopolo. Mais do que mudar a legislação, nós precisamos mudar a realidade das pessoas. E o investimento público no viaduto na saída da Marcopolo mudaria a realidade de todos os trabalhadores de lá. São mais de sete mil trabalhadores, vereador José Abreu, que poderiam chegar 30 minutos antes em casa, vereador Cristiano, por um investimento público. Então, nós precisamos cobrar, vereador Jack. E essa escala... Nós vamos ter uma vitória pelo fim da escala 6x1 neste ano, e depois nós vamos converter essa frente parlamentar em outras lutas para que haja uma estruturação para o trabalhador chegar mais rápido em casa.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Cláudio. Seguindo na fala do senhor, a questão da Marcopolo, por exemplo, trabalhador que mora no Esplanada leva uma hora e vinte, uma hora e meia para chegar em casa. Então, é um absurdo a questão do trânsito em Caxias do Sul. E nós precisamos achar uma saída, inclusive não só com a questão do tempo, mas acabamos perdendo trabalhadores que perderam a vida na rotatória em frente à Marcopolo. E não foi uma pessoa, foi mais de uma. Então, temos que ter essa preocupação, sim, com os trabalhadores. Mas eu quero falar aqui, vereador Cristiano Becker, na questão dos empresários. Muitos empresários me procuraram: “Bah, mas tu à frente dessa frente parlamentar 6x1...” Principalmente os pequenos empresários, donos de bar, restaurante, padaria, achando que... E a principal pergunta: quem vai pagar essa conta? Eu digo para vocês aqui: o trabalhador não tem que pagar essa conta. O trabalhador não pode continuar pagando essa conta, o trabalhador pagou essa conta a vida toda. Então, agora está na hora de... Falei para alguns que eles têm tantos representantes em Brasília. Se a gente for ver, a maioria não é trabalhador, metalúrgico, que está lá representando o povo aqui, são empresários. Só perde para o agro, a bancada dos empresários em Brasília. Então, está na hora dele se sentar com essas pessoas. Nós vamos achar uma saída juntos, com certeza, para isso. Está aqui essa frente para a gente fazer esse debate. Um debate que vai ser muito bem qualificado, tenho certeza disso. No dia 23, então, convidar todos os empresários e trabalhadores para virem aqui para a gente fazer esse debate. Convidar os nobres vereadores aqui desta Casa para a gente fazer esse debate. Então, assim, quero falar diretamente para esses trabalhadores, para o Bar do Adão, no meu bairro, o Bar do Bigode, no Santa Fé. E o que acontece? O trabalhador, hoje, tem um dia de folga. O trabalhador não tem tempo para descansar, ele não tem tempo para ir tomar a cervejinha, comer uma picanhazinha no final de semana. O trabalhador não tem tempo. Agora, dá dois dias de folga. Exatamente, já vamos chegar lá, Capitão Ramon, na valorização do salário dos trabalhadores. O cara tendo dois dias de folga vai ter tempo para poder ir tomar a cervejinha dele, vai ter tempo para ir viajar, para ir a Gramado tomar um café com a família e fazer a economia girar. Nos países mais desenvolvidos, já existe a escala 4x3. Por exemplo, na França, são 35 horas de trabalho. Isso é uma realidade. Na Islândia, na Bélgica, Suécia, Nova Zelândia. Então, só o Brasil vai ficar para trás? Só o Brasil vai ficar atrasado?
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador?
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Por gentileza, vereadora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Não, queria lhe parabenizar por trazer, mais uma vez, esse debate aqui na nossa Casa. Esse do dia 23, acho que é importante. Essas frentes parlamentares, independente de concordar ou não com elas, e eu concordo com o fim da escala 6x1, mas elas são importantes exatamente para isso, para aprofundar o debate, para depois a gente ter mais conhecimento nas falas, no que defender e no que não defender. Mas, sim, essa redução, esse fim dessa escala é muito importante para os trabalhadores e para as trabalhadoras, porque além da cervejinha, de ir num jogo de futebol. Eu, por exemplo, gosto muito, as mulheres também podem ir. É importante para o descanso, para o convívio, para a saúde mental. Então, é uma série de coisas. Inclusive, eu fiz uma especialização há muito tempo sobre sociologia do trabalho, já naquela época quando se discutia a redução de 48 para 44 horas, existia uma dificuldade na sociedade de entender isso e é só com debate que nós vamos entender e poder defender de forma mais eficaz. Então, parabéns por trazer essa pauta aqui nesta Casa.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereadora. Quero seguir aqui falando ainda na questão dos empresários. Eu fico indignado quando vejo, como falou o capitão Ramon aqui, que o trabalhador não tem dinheiro para ir tomar a cervejinha. Quando eu vejo os empresários desta cidade, segundo polo metalmecânico, que hoje todo mundo fala aqui nesta Casa, segundo polo metalmecânico deste país, segunda maior cidade do estado e falam para mim, na maior cara de pau, eles chegam e falam para mim: "Ah, porque não tem mão de obra na cidade". Experimenta colocar uma faixa na frente da Randon, da Marcopolo, pagando R$ 5.000 para um soldador para ver se não tem uma fila de gente para trabalhar. O que não existe é valorização da mão de obra. Qual o trabalhador, qual o jovem que vai querer trabalhar por um salário mínimo hoje? Trabalhar numa escala seis por um por um salário mínimo? O que falta é valorização da mão de obra do trabalhador. É isso que falta. Sigo em Declaração de Líder, por gentileza.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Uma Declaração de Líder da bancada do PDT. Continua com a palavra o vereador Jack.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Um aparte, por gentileza.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): De imediato, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): O senhor sabe, vereador José de Abreu, que eu tenho me dedicado a estudar a divisão econômica do Brasil e o percentual do salário no PIB. E, incrivelmente, quando o salário tem maior percentual no PIB são sempre os governos progressistas que estão governando, vereador José de Abreu. Quando Bolsonaro assume o que aumenta no PIB é o percentual de aposentadoria de militares que são privilegiados neste Brasil. Nós estamos aqui não para defender casta, nós estamos aqui para defender quem produz a riqueza do Brasil.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Quem está batendo chapa todos os dias. E tem gente que gosta de fazer discurso, mas não abre mão de um privilégio, José de Abreu. Eu sou muito parceiro da sua luta e, mais do que isso, eu sou seu aliado para trazer essas verdades que parece que não chegam à realidade do povo. Nós precisamos conversar sobre isso. Como é que está o salário dentro das fábricas? E sabe o que aumenta salário? Não é dissídio, Jack. O que aumenta salário é reduzir desemprego. Que daí o cara pode sair de uma empresa, pegar na outra para ganhar mais. Se tem 15% de desemprego, não aumenta o salário. Está lá o vereador Pedro Rodrigues que é empregador. Quanto menos desemprego, mais aumenta o salário. Essa é a realidade econômica do Brasil. E quem é que joga o desemprego para baixo? A nossa política pública.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Cláudio. Vereador Lucas, por gentileza, seu aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Jack. Primeiro, parabenizar o senhor por essa luta. Somos companheiros e parceiros. Eu entendo que nós precisamos de responsabilidade e quero parabenizar o senhor por ter convidado o setor empresarial para fazer essa discussão também. Porque eu acho, vereador Cláudio, que nós temos que enfrentar essa discussão com seriedade, maturidade e conversando com os envolvidos. Mas, de fato, vereador Jack, com tudo que a ciência aponta hoje, com o diagnóstico cada vez maior de autismo, da necessidade da importância de que pais e mães convivam com os seus filhos para combater todos os problemas de saúde mental e tantos outros, é fundamental. A exemplo do que os países da Europa e países com um PIB maior que o nosso já fizeram que é de reduzir a jornada de trabalho. Precisamos encontrar as formas. Agora, não dá para nós naturalizarmos no couro do trabalhador que fica enfrentando jornada exaustiva, muitas vezes, em postos insalubres de que a vida não é só trabalhar. Então, parabéns. Nós estamos juntos nessa luta e em que pese ouvir todos os envolvidos, mas, prioritariamente, o trabalhador que está lá na fresa, que está lá soldando e, muitas vezes, com condições difíceis. Então, parabéns, estamos juntos nessa luta pela redução da jornada de trabalho. Parabéns.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Lucas. E falar sobre a saúde do trabalhador, vereador Lucas, que o senhor acabou de falar aqui, o Brasil cresceu 1.000 % na questão do burnout, 1.000 %. É muita coisa, gente. É muita gente adoecida. Eu falei para um empresário, semana passada, que me procurou, que os trabalhadores trabalham rindo, trabalham rindo, sim, de medo de perder o emprego, mas quando saem dali, saem chorando e ficam em casa sem saber o que fazer no final do mês, porque tem que decidir entre pagar o aluguel ou fazer o rancho para sua família. Então, precisamos, sim, ter muita responsabilidade aqui. Essa frente parlamentar, ela tem que ter muita responsabilidade, muita transparência aqui nesta Casa, conversando com todos. Faço muita questão, e não tenho medo de conversar, de fazer o debate, porque o debate é saudável, com os empresários. Está na hora de a gente fazer esse debate e entender por que só o Brasil não avança. Por que o Brasil não avança? Se nós queremos crescer, o trabalhador, tem que crescer junto.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): E enquanto eu estiver aqui nesta Casa, tenham certeza que vamos lutar, sim, por igualdade para todos os trabalhadores. Vereador Pedro, por gentileza, seu aparte.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado, vereador Jack. Eu que assinei junto, quando foi para o senhor criar essa frente, sou favorável a trazer essa discussão para Casa. Embora eu discorde com essa pauta em alguns pontos, eu acho que ela deve ser melhor aprimorada, porque a forma que está sendo posta aí, eu não vejo meios, não vejo, principalmente na minha realidade hoje, eu não vejo meios de ser colocado sem fazer um aprimoramento. E sabe, vereador Jack, às vezes, assim, chegou uma sobrinha minha outro dia e perguntou: “Tio, agora você é só vereador ou você trabalha também?”. Quando se ouve falar aqui dos empresários, é a sensação que eu sinto já que fui citado como empresário, como empregador, que o empresário, ele não faz nada. Gente, é um escravo, principalmente o médio. O médio, o pequeno. Ele é um escravo. Ele não dorme, ele atende a qualquer hora, ele abre a empresa, ele fecha a empresa, ele vende tudo o que tem para cobrir as contas da empresa e, muitas vezes, é levado tudo num arrastão assim a varrer como se fosse quem não faz nada, quem não gera riqueza para o Brasil. Quem gera riqueza é só quem trabalha. Então, nesse ponto a gente tem, eu acho que a gente tem que melhorar bastante, e por isso é importante a discussão sim. Muito obrigado, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Importante sua fala, vereador, porque a gente tem que fazer esse debate, sim. E nós do PDT, nós trabalhistas, nós defendemos uma indústria forte. Nós defendemos uma indústria forte, porque com indústria forte gera emprego, gira a economia. Então, nós defendemos uma nação independente, não uma nação submissa a outros países, como a gente vê, por aí, alguns políticos lambendo as botas dos Estados Unidos. Por favor.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Jack, quando a gente faz essa discussão, nós estamos falando sobre um país que é formado por pessoas que trabalham dia e noite. Eu cresci vendo a minha mãe e meu pai trabalhando todo dia, não é, todos os dias da semana, praticamente, para nos dar, poder fornecer o básico. E nós achamos que o trabalho ele é fundamental para movimentar a sociedade. O que não dá mais, é para a gente dizer que defende a família, mas não propiciar que as famílias tenham mais tempo para conviver, que os pais tenham mais tempo para ficar com seus filhos, não é? E o vereador Pedro comentou da questão dos empresários. Nós não somos contra a empresa. Eu particularmente me preocupo mais com quem não produz nada e ganha muito dinheiro às custas dos trabalhadores do Brasil, do que com as empresas que a gente sabe que, sim, têm dificuldades para se manterem abertas. Mais as pequenas e as médias do que as grandes, mas nós somos a favor de uma indústria forte, sim. Então não sei em que momento que se criou essa ideia de que, nós, da esquerda, somos contra empresas e empresários, sendo que hoje nós somos os que mais debatemos a desindustrialização do Brasil, não é? E a nossa cidade é um polo, porque tem indústria forte. Então, que tenham mais pessoas que produzam no Brasil, que tenham mais empresas que tenham sucesso para poder fornecer um salário digno e para poder fortalecer a nossa economia. Não precisa ser com escala 6x1 que a gente vai fazer isso, por isso somos a favor do fim da escala. Obrigada, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Se esse papo de que: "O fim da escala 6x1 vai quebrar as empresas. Porque se reduzir a jornada de trabalho vai quebrar as empresas". Esse papo vem desde quando eu nem estava aqui nesse mundo, de quando: “Ah, vamos criar o 13º, férias, e vai acabar com os empresários, vai quebrar o país”. Quem quebra esse país são os políticos, políticos que roubam, são políticos corruptos, que a gente vê todos os dias nos noticiários com dinheiro na cueca. Então isso é que quebra o país. São os políticos que vivem aí roubando. E não estou falando nem de esquerda e nem de direita, eu estou falando aqui de políticos que destroem esse país. E hoje existe um movimento, em Brasília, de deputados, principalmente deputados da direita, e eu posso trazer um top cinco para vocês desses deputados que mais faltaram ao trabalho e são contra o fim da escala 6x1. Eles querem que o trabalhador trabalhe todos os dias, mas eles não comparecem nas sessões. Então, assim, essa é uma pauta que é de ser humano, é de vida, é de dar dignidade aos trabalhadores. Então o momento é de mudança, a hora é de mudar, a hora é de ter coragem. Então, pelo fim da escala 6x1, pela redução da jornada de trabalho, pela dignidade da classe trabalhadora, a gente vai estar aqui dia 23 de abril fazendo esse debate com trabalhadores e empresários, para que a gente consiga achar uma saída, sim, e aprimorar o fim da escala 6x1 e a redução da jornada de trabalho, sem reduzir o salário do trabalhador, porque chega do trabalhador pagar a conta. Muito obrigado, presidente.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente, muito obrigado. Obrigado ao vereador Elisandro Fiuza, que nos propiciou a fala em razão do adiantar da hora. Mas eu queria tratar de um tema que eu tive a oportunidade de conversar com todos os vereadores nesta manhã, que é a questão do Hospital Saúde. Eu estudei o débito tributário do Hospital Saúde, a recuperação judicial do Hospital Saúde. Queria fazer um agradecimento à Rádio Caxias, que já divulgou a proposta minha e da vereadora Andressa, porque hoje, vereadora Daiane, o Hospital Saúde tem um débito tributário com a União de R$ 66 milhões. E ele não tem mais condição de prestar serviço como tinha condição de prestar anteriormente. Todo mundo que me procura, procura a vereadora Andressa, comenta nas redes sociais da Rádio Caxias, reclama que o atendimento está meramente ambulatorial. O número de trabalhadores reduz todas as vezes. Então, nós tínhamos que buscar alguma saída, porque a narrativa da falta de vagas, em especial para internação, se tornou uma realidade nesta Casa. E nós apresentamos, primeiramente, ao secretário Rafael Bueno, e ontem ao secretário Roneide Dornelles e ao procurador geral do município uma saída. A exemplo do que foi feito na Maesa, que o estado adjudicou em razão de uma dívida, nós estamos propondo que a união, vereadora Rose Frigeri, adjudique o Hospital Saúde e entregue o Hospital Saúde para o município. E muita gente tem uma preocupação significativa de quanto custaria manter esse hospital. E é sobre isso que eu gostaria de me manifestar nesta oportunidade. Quando nós visitamos o secretário Rafael Bueno, ele que é extremamente transparente em algumas pautas, nos comentou o seguinte, vereador Sandro Fantinel, que o senhor conseguia, por exemplo, R$ 2 milhões e encaminhava para um hospital filantrópico. Ele ia lá e falava: "Com esses R$ 2 milhões, nesse hospital filantrópico, nós queremos fazer cirurgia de catarata.” Se o município fosse comprar essas cirurgias de catarata, elas custariam R$ 400,00. Mas como a emenda foi encaminhada diretamente para o hospital filantrópico, o hospital filantrópico falava: "Se tu quiser fazer comigo com essa emenda, vai ser R$ 1 mil". Então, o município acabava se tornando refém do hospital filantrópico. Porque, bom, a emenda tinha sido encaminhada para eles, nós aqui todos atrás de emenda parlamentar para conseguir garantir esse atendimento, e eles cobravam o preço que queriam para o exercício dessa emenda e o exercício daquilo que o cidadão precisa. Então, nós procuramos uma alternativa que pudesse garantir que o município, vereadora Rose, executasse essas emendas parlamentares. Então, em vez de o encaminhamento ser para o hospital X ou para o hospital Y, alguns deles até devolvendo emendas parlamentares, que isso seja encaminhado a um hospital municipal. Nós temos capacidade de construir um hospital municipal hoje? Não temos. Mas nós temos capacidade da União, que tem um representante aqui, eu fiquei muito animado com a fala do procurador Tacca, que me advertiu que o responsável da União pelos imóveis do Rio Grande do Sul é um parceiro para isso. Pode adjudicar o imóvel do Hospital Saúde, entregar ao município e o município fazer os procedimentos de baixo risco imediatamente ali. E mais do que isso, nós buscamos essa saída porque, infelizmente, temos ouvido de alguns membros do governo que o governo não tem capacidade de montar policlínica, vereadora Daiane. Que não tem como dar contrapartida para a policlínica. Então, o que nós vamos fazer? Vamos ficar sem a policlínica, vereadora Rose? Nós não temos capacidade de ficar sem a policlínica porque hoje nós estamos necessitando dos diversos serviços que são oferecidos por essa. Então, a minha proposta e da vereadora Andressa é que nós busquemos o administrador judicial, busquemos a empresa em recuperação judicial, busquemos o juízo da vara especializada em direito empresarial, busquemos os advogados da união para que a união tenha a disposição em adjudicar o imóvel e passar o imóvel para o município. Nós não podemos perder a oportunidade de ter um hospital municipal, vereadora Andressa. Porque a grande questão que eu e todos aqui escutamos, vereadora Rose, é que nós precisamos ser referência para diversas cidades. Então, que tenhamos um hospital municipal para execução de emendas parlamentares, vereadora Daiane.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Que daí, nós pegamos a nossa lista e executamos a nossa lista. E queria agradecer, profundamente, o secretário Rafael Bueno. Porque ele, na oportunidade que esteve conosco, falou: "Eu sou a favor disso". Não titubeou. O Roneide Dornelles falou: "Eu acho a ideia interessante". Secretário-chefe da advocacia do município falou o seguinte: "Dá para fazer". Agora, eu e vocês aqui sabemos quem tem a caneta. Não é nem o secretário Rafael, nem o secretário Roneide Dornelles, nem o procurador Tacca. Quem tem a caneta é o Seu Adiló. Vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Libardi, é importante dizer que essa discussão vinha sendo feita pelo conselho municipal já há um tempo e o senhor teve esse trabalho de verificar as questões jurídicas e legais para que a gente possa de fato levantar essa bandeira com possibilidades concretas. Demonstramos ontem e o governo municipal, as pessoas que estavam lá representando pelo menos, foram abertos a essa discussão e se interessaram num primeiro momento.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): O secretário Rafael já havia nos comentado da sua percepção, porque, além disso, que o senhor está falando sobre os procedimentos que os hospitais acabam cobrando mais caro, também tem a questão dos leitos. Hoje, nós temos um problema grave em Caxias do Sul, nós não temos leitos para as pessoas que precisam.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Tem gente morrendo porque fica esperando leitos por dias nas UPAs e nós ficamos reféns dos hospitais dessa cidade que acabam chantageando o município de uma forma ou de outra para ganhar mais dinheiro as custas do poder público e as custas da população. Ter um hospital público significa que o município vai poder gerir conforme as nossas necessidades e vai poder tomar decisões com base na realidade da saúde da nossa cidade. Então para Caxias do Sul, seria um ganho gigantesco para a população. Por isso, nós insistiremos nessa pauta. Convidamos os colegas que queiram debater e encaminhar junto com a gente, e também a população, a gente poder trabalhar juntos por isso.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Peço um aparte.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): De imediato, vereador Hiago. Vou pedir para um minutinho cada um, para dar tempo de todo mundo.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Bem rápido, parabenizar. Eu acredito que é um ótimo projeto. Eu espero que ouçam o senhor. Eu tinha um chefe, porque tem sempre a diferença de chefe para líder, mas lá, ele era chefe. Foi o pior que eu tive. Que ele fazia reunião com a equipe e dizia: "Eu sempre vou ouvir todos vocês". Daí nós ficávamos felizes, “mas a opinião final é a minha e acabou.” Ele era assim. Então eu apresentei várias ideias ao Executivo. Eles dizem: "Um ótimo projeto. Obrigado, vereador. Deixa para mim. Vamos analisar aqui. O fulano vai analisar, o ciclano vai analisar". E nunca eles ouvem. Isso que eu tive uma votação expressiva. Então, eu te desejo sorte, estou otimista e contem com nós, porque qualquer coisa que for para ajudar na questão da saúde está acima de ideologia. Parabéns pelo projeto, é uma ótima iniciativa, basta eles quererem.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. Vereadora Rose.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Acho importante esse debate e que bom que o Poder Executivo sinalizou favorável, porque há algum tempo nós temos uma reunião, estava eu de vereadora e o deputado estadual Cláudio Branchieri, que fizemos essa conversa com o prefeito, enfim, e o secretário da Saúde também, e não nos pareceu que tinha - então acho que aprofundando esse debate, enquanto bancada nós iremos discutir ainda, a bancada do PT não discutiu, mas com certeza o que for para melhorar a saúde do nosso município, nós seremos favoráveis, que inclusive já tem boatos que tinha uma empresa querendo comprar aquele para fazer um shopping ali. Então nós achamos muito importante manter o Hospital Saúde, pena ou talvez não, que depois da nossa conversa, no dia seguinte trocaram as diretoras, lá e a gente não teve mais oportunidade para debater, mas parabéns pela proposta.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza, vereador Sandro Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Parabéns, vereador Libardi, pela proposta, mas eu vou dizer para o senhor assim que na outra legislação, nós já vínhamos discutindo aqui a necessidade de Caxias ter um hospital municipal. Na outra legislação, a gente discutiu muito, aqui, com os colegas que estavam junto naquela época, a extrema necessidade de Caxias ter o hospital dela, que ela não tem hoje, não é? A única questão que talvez eu fique um pouco pensativo é, o município terá condições de manter o hospital? Porque ganhar o hospital é fácil, manter é outro assunto. É a mesma coisa que dizer para o Fantinel: "Fantinel, eu vou te dar uma Ferrari de presente.” Será que eu vou ter dinheiro para pagar o IPVA? Não vou. Então, eu acho que nós vamos ter que de repente construir... fazer uma análise mais profunda, para ver se o município, aparte as emendas, se ele vai ter condição ou não de manter o hospital. Obrigado.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado eu, Santo Fantinel. Vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereador Libardi, em que pese as divergências. A sua ideia, ela vem em um bom momento, mas eu vou na linha do vereador Fantinel, acho que é preciso conversar melhor, amadurecer a ideia. O anúncio é muito bacana, muito bom, mas o longo prazo tem que se estudar a estruturação e manter isso, fazer a manutenção de um ambiente como esse, né? E também reforçar só, o senhor falou sobre - o governo não está viabilizando, pelo contrário, o governo tem buscado viabilizar a policlínica. Existe uma contrapartida que agora me foge o número, se são 11 ou 13 milhões, mas em torno disso. O prefeito tem feito das tripas o coração para conseguir cumprir com essa contrapartida para que sim, a policlínica esteja presente. Tanto é que o secretário do município, Rafael Bueno, secretário da Saúde, já anunciou isso inclusive em vídeo postado. Então, não existe uma falta de esforço por parte do governo. Pelo contrário, o governo tem se esforçado e deseja ressalvar a policlínica aqui, que é um instrumento importante e vai ser a primeira do Brasil de acordo com os dados. Obrigado.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado. Nada como investimento do governo federal. Vamos juntos, obrigado a todos.
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VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Lucas. Obrigado, senhoras e senhores vereadores. Primeiramente, o tema que me traz aqui, vereador Fiuza, ele é muito preocupante. Porque enquanto que a gente abre diariamente os jornais, não só da redondeza, dos municípios vizinhos, São Marcos, Farroupilha, Bento, Flores da Cunha, São Gabriel, recentemente Alegrete, vereador Libardi, li uma matéria ontem à noite, do péssimo trabalho executado pela empresa que ganhou a privatização de parte da Corsan no Estado do Rio Grande do Sul. E o que acontece, vereador Fantinel? Na última segunda-feira, sem nenhum representante desta Casa, muito menos da prefeitura municipal, o senhor governador reúne diversos municípios do estado, sorte que tinha representantes da Câmara de Indústria e Comércio lá, para falar de um segundo pacote de privatização, onde o Samae de Caxias vai ser incluído. Eu espero, e o prefeito Adiló sempre se manteve muito firme nesse assunto, e eu quando presidente do Samae também, que não aceite. Mas as informações que chegam, vereador Libardi é que não vai precisar o aval nem desta Casa, muito menos do senhor prefeito. Que eles vão fazer via Porto Alegre. Vão botar goela abaixo. O senhor acha, vereador Fantinel, que se o Samae privatizado, eles vão dar importância no PSA que a gente tanto batalhou e brigou nesta Casa pela aprovação da nova lei das águas com participação expressiva do senhor e dos demais vereadores? Vereadora Daiane, a senhora acha que sairia o pacotão do Canaliza Caxias que agora está saindo, começando as licitações para resolver o problema da Henrique Fracasso? Vocês acham que sairia 200 km de extensão de rede no interior? Vocês acham que teria investimentos em saneamento? Acredito que não. Porque a concessão feita algum tempo atrás, em nenhum município eu tenho visto a concessionária que ganhou a tal privatização, a tal terceirização investir em saneamento. Vão à Flores da Cunha para ver quantos metros foram feitos. Vão à Farroupilha. Não é por nada que os municípios estão revendo esses contratos. Farroupilha é exemplo, Lajeado é exemplo. Flores da Cunha logo, São Marcos aqui no lado. Por quê? Porque é um serviço de péssima qualidade. Enquanto o governador fica papagaiando em Porto Alegre, no palácio, fazendo reuniões às escuras sem representantes do município, porque eu estava de presidente do Samae na segunda-feira ainda, e não fui convidado. E nem o gabinete do senhor prefeito, porque senão teria designado representação. E quiser privatizar o Samae... Olha o trabalho que o Samae faz: Tem que melhorar muito? Sim, tem que melhorar muito. Nós temos servidores altamente qualificados nos quadros, que são exemplos não só em nível municipal, mas em nível estadual e em nível federal.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): A gente investe, e investe muito. Vocês acham, nobres colegas, que uma privatização e uma venda goela abaixo, que vai ser feito, que eles pretendem fazer, mas enquanto esse vereador tiver voz ativa aqui, vai ser difícil. Vocês podem ter certeza, que governador nenhum vai vir a Caxias privatizar um serviço de excelência de uma empresa, vereadora Rose, que tem 60 anos, que foi construída pública, é pública e tem que ficar pública. Vocês acham que o lucro que dá as contas de água todo mês e dá lucro? Vai para onde? Vai para meia dúzia de bolso de acionista que a gente não sabe nem quem é. Eu me coloco no lugar de vocês, até porque estou aqui. Vocês imaginam romper um cano no domingo? Para quem se liga? Agora se liga para o vereador Edson, esse que está lá de presidente, para o Soletti que é vice-presidente, para o servidor fulano ou beltrano. Prova disso, foi no domingo na Graciema Formolo, que em seguida, que o vereador Ramon e o vereador Aldonei estiveram lá, as máquinas já estavam lá. Se liga para quem? Vão à Flores da Cunha! Ligue em Flores da Cunha, veja o noticiário, escute a Rádio Viva de manhã cedo. Todo dia tem reclamação dessa empresa que não atende, que tem vazamento, que não está nem aí, por quê? Porque só é mais um usuário. E esse lucro mensal vai para onde? Anual? Para o bolso de meia dúzia de acionistas. Enquanto o Samae for público, este lucro, vereadora Daiane, vai para melhorias na cidade, vai para os 10 novos reservatórios que a gente deixou encaminhado, inclusive um já feito na Forqueta, para os 200 km de rede de água para o interior, para o PSA, e não vai para meia dúzia de acionistas. Então, antes de vir falar em privatizar o Samae, o governador que venha a Caxias e conheça a realidade do Samae, replique fora, no estado, pela qualidade e pela excelência do trabalho. Tem que melhorar muito, tem que melhorar muito. Mas não é goela abaixo que vai acontecer isso. Vereador Fiuza, seu aparte. Vereador Libardi, desculpa.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Um aparte, vereador João.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu queria lhe parabenizar, em especial, pela maneira efusiva que o senhor se manifesta, dá para ver que mais do que aparência, é essência que o senhor faz, é a defesa do Samae público. Agora, a gente tem que começar a conversar com o Neri, o Carteiro. Que o Neri, o Carteiro é para frente e para trás com o Eduardo Leite, para frente e para trás com o seu Adiló. Será que não conversaram? Não é possível. O Neri votou a favor da privatização da Corsan. Ele que vá para a Vacaria e explique. Ele que vá para a Farroupilha e explique. Porque aqui não vão se criar, João. A nossa bancada é aliada do senhor. Agora, eu lhe aconselho a imediatamente cobrar do Adiló que ligue para o Neri, o Carteiro, porque ele vive para cá e para lá com o nosso governador Eduardo Leite. E alguém que tem que saber é ele.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Libardi. Vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Parabenizar a V. Exa., vereador João, pela pauta e dizer que eu tive o privilégio de pouco tempo estar juntamente com a V. Exa. no Samae, fazendo algumas entregas de caixa d'água e também tendo o privilégio de estar em algumas extensões de rede de água, da importância que tem essa autarquia para nossa cidade. É de alguém que realmente não conhece essa estrutura ou se conhecem quer tratar ela de um jeito totalmente diferente que a sociedade caxiense jamais vai aceitar essa situação de privatização, jamais vai acontecer até porque a gente sabe qual é a postura do prefeito Adiló. Obrigado.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador. Vereadora Rose, a senhora pediu um aparte?
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Não, eu queria também lhe parabenizar por essa defesa dessa forma, quase lhe convidando para trocar de partido. Não, estou brincando. Mas eu sei que o Samae é um patrimônio muito importante. Quero lhe agradecer aqui publicamente que foi, sim, um dos secretários que eu liguei, diretores que eu liguei várias vezes, não só final de semana, como de noite para resolver problemas e sempre fui atendida. Então, parabéns pela fala e pela postura.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Rose. Vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador João. É simplesmente, simplesmente... Não tem palavra. Mas quem ele pensa que é? O Brasil é uma democracia, não é um império. E ele não é o imperador. Ele não é o imperador. Esse cara já levou um pé do Kassab, agora não sei de quem mais que precisa. Porque pelo amor de Deus gente, vem querer meter o bedelho aqui na nossa cidade em um serviço que é de extrema necessidade para nós e que é maravilhoso, que tem um funcionamento 100% e assim para lembrar para quem esquece. No ano passado, teve só um vereador nesta Casa aqui que fez um vídeo e publicou em todas as redes dizendo que defendia o Samae contra a privatização e fui eu. E continuo nessa luta. Conta com a gente, nós estamos junto. Isso é inaceitável. Nós não vamos aceitar. A gente tem que dizer o seguinte: “O que não funciona tem que ser privatizado.” O que não funciona, o que não atende bem a população, tem que ser privatizado. Agora o que funciona, como o Samae, que é a autarquia que melhor funciona em Caxias do Sul, isso é inadmissível. A gente ouviu uma conversa com... E sem nenhum representante aqui da nossa cidade. Então, olha, conta com a gente e nós não vamos se entregar, não.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Fantinel. Vereador Jack, seu aparte.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador João. Eu procuro fazer o meu trabalho enquanto representante do povo aqui com muita coerência. Eu não tive a oportunidade de falar aqui nesta Casa ainda mais sobre esse assunto. Parabenizar o senhor pelo trabalho que fez frente ao Samae. Isso prova que dá para fazer. Quando o secretário quer fazer, o presidente quer fazer, dá para fazer. Isso prova o que a gente fez em seis meses na habitação de Caxias do Sul. Mas dizer para o senhor que a gente é parceiro. Somos parceiros nessa questão de lutar contra a privatização. Parabéns pelo seu posicionamento. Eu já acompanhava o senhor há muito tempo nessa questão. Parabéns pelo posicionamento e dizer para o senhor que conte com a gente sempre nessa questão de lutar contra a privatização, porque o exemplo está aí, a CEEE Equatorial tem gente que fica 20 dias sem luz.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Jack. Obrigado pelos apartes. Dizer, vereador Fantinel, vereador Libardi, que a gente fará a propositura e de repente conto com o apoio e assinatura dos nobres vereadores para uma comissão temporária nesta Casa em defesa do Samae público. Porque muitas pessoas vão achar, vereador Fiuza, que o vereador João Uez está enlouquecido. Neste momento, está acontecendo uma reunião interna no Samae, com alguns servidores, pedindo levantamentos de dados, informações para serem repassadas, não sei para quem. Não sei para quem. E justamente essa comissão temporária, para finalizar, presidente, é para reunir aqui representantes do governo do estado, a população, mas principalmente aqueles que andam com o governador para um lado e para o outro, que são representantes dessa cidade, que são do mesmo partido e que já votaram a favor da privatização. Será que vão votar a favor da privatização do Samae contra os interesses de Caxias do Sul? Fica a minha pergunta. O Samae é nosso, o Samae é público e o Samae não será privatizado.
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Não houve manifestação

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