VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Senhora presidente, senhoras e senhores vereadores. Primeiramente, parabenizar o vereador Daniel Santos. Cadê? Fugiu? Está ali. Parabenizar pela posse ao cargo de vereador e aqui valorizar também que no dia 02/07 foi o Dia Nacional do Bombeiro Militar e no dia de ontem, dia 03/07, se completou, e nós homenageamos aqui nesta Casa Legislativa, os 60 anos do 5º Batalhão de Bombeiro Militar. Foi uma cerimônia, uma homenagem muito bacana que valorizou. A gente sabe que nesse momento eles até gostariam de comemorar mais, fazer de repente um baile ou alguma coisa nesse gênero, mas não cabe ao momento que o Estado passa atualmente. Então partiu desta Casa Legislativa, com o apoio de todos os vereadores, essa singela homenagem que pôde trazer um pouco de conforto e agradecimento não somente desta Casa Legislativa, mas da população caxiense aos bombeiros que tanto se dedicam em prol da comunidade caxiense do Estado do Rio Grande do Sul. Obrigado, presidente.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Obrigado, presidente e nobres colegas. Também gostaria de parabenizar aqui e dar as boas-vindas ao vereador Daniel Santos. Seja muito bem-vindo. Mas quero fazer um voto de congratulações à querida amiga Marisete Boff Ribeiro pela passagem de seu aniversário, mais conhecida por Ziza. Ela que foi presidente da Amob do São Gabriel e faz um belo trabalho naquela comunidade. É uma liderança comunitária. Então na passagem do seu aniversário, desejar muita saúde, muitas felicidades. Parabéns, Iza, e continue fazendo esse belo trabalho que realiza no movimento comunitário. Era isso, presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhora presidente, em nome da bancada do PSB, desejar boas-vindas ao novo colega. Também saudar aqui a presença do João Uez e também do nosso sempre secretário Edson da Rosa por tudo que fez na educação. Mas não poderia deixar de valorizar a homenagem de ontem aqui aos 60 anos dos bombeiros. Olha, os vídeos que nós assistimos aqui ontem foram emocionantes. A fala do colega Bortola foi fantástica também dando todo o reconhecimento a esses homens que se dedicam ao amor ao próximo, dão a vida ao próximo.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Peço a palavra, presidente.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Então, esta Casa tem dado muitas emoções pra nós aqui, e ontem foi mais uma noite que merece nosso reconhecimento. Então parabéns também ao Bortola por sua fala de ontem, e aos 60 anos dos bombeiros, reconhecimento que esta cidade precisa ter. Obrigado.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom dia, presidente Marisol Santos e colegas vereadores e vereadoras, as pessoas que nos acompanham. Visitas ilustres hoje, Edson da Rosa, ex-presidente; o secretário João Uez, bem-vindo a esta Casa. De forma especial destacar que ontem foi o Dia nacional de Combate à Discriminação Racial. Infelizmente, o país, o Brasil ainda é um país que tem essa chaga muito presente na nossa sociedade e o Parlamento é um espaço também para combater todas as discriminações e preconceitos, inclusive a discriminação racial. Nesta Legislatura aprovamos várias leis nesse sentido. Enfim, é um compromisso de todos e todas vivermos em uma sociedade que combata a discriminação racial. Obrigado, presidente.
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VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Senhora presidente, nobres colegas, vereadores e vereadoras. O meu bom dia a todos os senhores e as senhoras aqui presentes. Também aos que nos acompanham através das redes sociais, meu bom dia. Eu volto aqui hoje talvez um pouco mais calma do que ontem para falar sobre a obra do Rizzo. O meu sentimento é o mesmo dos moradores. A gente fica indignado com a incompetência desse governo Adiló. Bem, nós temos um movimento lá no Desvio Rizzo que o pessoal está querendo paralisar, segunda-feira, a avenida. Nós estamos tentando desmobilizar porque nós não queremos prejudicar ainda mais os trabalhadores, os que vão para as escolas, os alunos, os pais e assim por diante. Mas nós teremos, no domingo, a Festa dos Caminhoneiros, a Festa de São Cristóvão. Eu acho que a maioria dos senhores e as senhoras, que já foram nessa festa ou já participaram, sabem que é a maior festa daquela região e aonde os caminhoneiros, que nós temos muitos lá na região do Rizzo, fazem a procissão. A nossa pergunta é: como será essa procissão no estado daquela Av. Alexandre Rizzo? Eu acredito que cabe aí o protesto nesse dia. Hoje de manhã, alguém me falou que ouviu na Rádio Viva que segunda-feira começarão as obras no Desvio Rizzo, na revitalização da Alexandre Rizzo. Tomara, não é. Mas nós tivemos também, tempos atrás ou dias atrás, o anúncio do prefeito de que a obra do Planalto iria começar no dia 24. O dia 24 também já passou e não começou. Então eu quero deixar aqui registrado nos Anais de que nós estamos torcendo realmente que a obra inicie na segunda-feira de manhã pela Codeca; mas também quero deixar aqui registrado que a gente não tem como confiar plenamente num governo que promete e não cumpre. Eu gostaria realmente que fosse passado algumas fotos aí no telão para que os senhores e as senhoras pudessem observar. (Explanação com auxílio de material visual.) Esses buracos aí eu tenho passado. Logo depois, claro, consertaram e choveu, consertaram. Como é que a gente diz, foi feito uma meia sola, não é, uma tapeação. Correto. Então quem passa aí... Olha, olha a estação do Rizzo como é que está. Está destruída, não é? Quantas vezes nós pedimos para que tomassem providência. Agora aqui eu quero dizer que, se tem um morador que tem uma casa de 50 anos e ele tenta trocar uma tábua que não esteja de acordo com a fachada ou com a época que ela seja tombada, ele vai ser multado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Permite um aparte, vereadora?
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): E nós temos que chamar acho que o Ministério Público, porque conversa, e parla, e parla, e parla e nada acontece. Eu vou lhe passar de imediato.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Permite um aparte, vereadora?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Obrigado, vereadora Gladis. Pois é, vereadora Gladis, eu fui chamado por alguns moradores ali da região do Planalto; inclusive ontem mais uma vez um comerciante pediu para eu dar uma passadinha hoje ali.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereadora.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Eu, infelizmente, vou ter que ou desmentir o que eu falei... Eu não sei ainda o que eu vou fazer, porque quando eu estive lá, acho que foi no dia 15, se eu não me engano, eu liguei para o secretário de Obras, eu liguei para a chefe de gabinete, liguei pra quem a gente pede informação.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Permite um aparte, vereadora?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): A informação era: a empresa retorna dia 24. Mas eu confirmei: “a empresa retorna, gente, dia 24. Fiquem tranquilos! Calma que vai dar tudo certo. Dia 24 a empresa vem aqui, começa a colocar o asfalto e vai acabar o barro, a poeira, os buracos, esse transtorno todo.” Não aconteceu! Dia 24 já passou, faz quase 10 dias já, já faz 10 dias e não aconteceu nada. Então vou voltar hoje lá e falar com esse comerciante que eu tenho que dar satisfação, porque eu não vou mentir, mas eu vou passar para ele até a mensagem que eu recebi, porque aí a gente prova que quem falou não fui eu. Eu repassei a informação. Então, assim, está desse tipo, tu pede a informação, eles te dão a informação, a informação é incorreta, é mentirosa e acaba que a gente mente para a população. Então está difícil de ser atendido corretamente. Obrigado, vereadora.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Sim, inclusive nessa manifestação do Rizzo, eu quero deixar bem claro porque podem dizer que a vereadora que está promovendo. Nós temos um... Eu recebi a informação através de um grupo de divulgação do Desvio Rizzo, e eu passei essa informação inclusive para a chefe de gabinete, Grégora, para a Maria do Rosário, que é a presidente da Codeca, para que solucionasse antes que isso... Maria de Lourdes, desculpa. Antes que acontecesse. Então não é que a gente está querendo tumultuar; a gente quer ajudar, a gente está tentando ajudar, mas está difícil. Eu estranhei ontem também, o prefeito não tem mais feito o vídeo, está mandando agora engenheiro Reinaldo, que dá impressão de que o cara envelheceu 10 anos. É ele quem está se comprometendo. Não tem mais o vídeo do prefeito falando de mais uma obra importante que está parada. Quem pediu aparte, o senhor Cadore?
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Vereadora Gladis, essa obra do Desvio Rizzo é uma obra que, a senhora sabe, vem se sendo solicitada há muitos e muitos anos. Então, a gente parabenizou no momento que o prefeito municipal e o governo do estado resolveram fazer essa obra. Mas tem que pontuar que o tempo tem sido um grande inimigo.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Além da empresa que assumiu o compromisso, ela não fez.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereadora.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Eu falava com o prefeito ontem. Veio uma comitiva de Brasília, do Ministério da Agricultura, 20, 30 dias atrás. Foi feita uma análise, uma avaliação do prejuízo que a agricultura teve. Quinhentas propriedades, foram em torno de 108 milhões. Foi uma avaliação feita pela Secretaria da Agricultura, pelo sindicato, pela Emater.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereadora.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Cento e oito milhões. E o que veio de Brasília até hoje? Nada! Absolutamente nada. Então, temos que pontuar essas situações. Existe a boa vontade do governo municipal, e talvez exista boa vontade do governo federal. Agora, o governo municipal está enrolado, está envolvido na enchente diretamente. E os problemas são muitos. Como a gente está vendo, a chuva é constante. Se a senhora conhece um pintor ou vários pintores que trabalham, nesses últimos oito meses com certeza eles tiveram prejuízo, não conseguem trabalhar. Então também tem que reconhecer isso, a dificuldade em executar o trabalho. E pior, com a chuva os problemas vão aumentando. Então não é uma crítica, é uma avaliação do que nós, como pessoas que conhecemos, temos que pontuar. Era isso. Meu muito obrigado.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Sim. Eu agradeço a sua contribuição. Mas só para lhe dizer que de boas intenções até o céu está cheio. E dizer que, hoje em dia, nós temos tecnologia, vereador Cadore. Como o senhor deve ter acompanhado toda a imprensa, o próprio governador foi avisado de que aconteceriam essas tragédias. Então não foi pego de surpresa. Tanto o governo estadual, quanto o governo municipal. Então não me venha com essa conversa de que tudo é a chuva, de que tudo é o temporal. Eu lembro quando eu fui subprefeita do Desvio Rizzo, o seu Adiló era o meu secretário. Ele um dia me disse: “Nós nunca, Gladis, pegamos tanta chuva como agora.” Então isso não é de hoje, as chuvas acontecem. O que nós temos aqui é uma incompetência municipal. (Esgotado o tempo regimental.) Eu vou pedir uma Declaração de Líder no momento oportuno. O seu aparte, vereador Lucas Caregnato.
PRESIDENTE ADRIANO BRESSAN (PP): Declaração de Líder da bancada do PP.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Gladis. Então vamos aos fatos. Vereador Bressan, eu gosto que agora... Eu ia brincar. Tem um termo que diz “ninguém é de ninguém”. Nenhum bairro é de nenhum vereador. E é verdade. Porque está todo mundo falando do Planalto. Coisa boa, é isso aí. Eu não estou achando ruim. Acho bom, porque muita gente se preocupa. Se o poder público municipal se preocupasse com os bairros como a gente se preocupa, as coisas estariam melhores. Sobre o Planalto, eu falei com o prefeito. O prefeito tinha me dito, acompanhei isso desde o início, que a empresa era uma empresa que faz reforma de escola, que ia dar não sei o quê. Assumiram capenga. Eu estava lá na ordem de início. Acho que o vereador Bressan estava, outros colegas estavam. Estava lá na ordem de assinatura, vereadora Gladis. No final da assinatura, chegou uma máquina. Final da ordem. Os moradores disseram: “Bah, Lucas, agora vai.” O filho do seu Kempf lá, quem conhece, pai da Denise Kempf, o alemão das galinhas. O saudoso seu Alemão Kempf.  O Norberto estava lá, disse: “Agora vai. Chegou até a máquina aqui, no primeiro dia.” Foi devagar, parando, parando, estamos aí. Conversei com o prefeito Adiló, disse que estavam tentando cobrar da empresa. Em resumo, a preocupação é essa. Há de se encontrar uma forma, eu concordo quando a senhora fala, há de se encontrar uma forma de contratar empresas menos picaretas ou mais competentes. É isso! Agora, o problema é que para os moradores... Eu volto a dizer, vão lá ao Planalto hoje. Para entrar no Planalto tem que entrar pelo Bela Vista ou pelo Vila Verde. Para sair do Planalto eles tiveram a capacidade de fazer, colocar aquela... Enfim, proibir a rótula no meio da BR, que era uma coisa importante, mas não sei se agora. Então, tem que sair de helicóptero ou de bondinho. Então é um problema grande, os moradores estão sofrendo. Tem fazer um paliativo urgente. Porque, do contrário, não tem como a gente sair ou entrar no bairro. Obrigado, vereadora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereadora.
PRESIDENTE MARISOL SANTOS (PSDB): Peço só um instante para informar que a vereadora Gladis Frizzo segue da tribuna, em Declaração de Líder da bancada do PL. Perdão. Progressistas. Perdão, perdão.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Obrigada, presidente. Seu aparte, vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Vereadora Gladis, eu quero trazer também, porque foram muitas reclamações, ligações dos moradores do Planalto, como o vereador de Lucas disse, da dificuldade de entrar, de acesso. É interessante que, se a Prefeitura vai demorar para fazer a obra, que bote aquela raspadinha de asfalto, ao menos para liberar o acesso de forma provisória, porque senão a volta é muito grande e a reclamação ali é constante. Agora uma observação que eu acho muito estranha, a mesma empresa que foi contratada para fazer a rótula ali, a entrada do Planalto, é a mesma empresa que está trabalhando para o Dnit, fazendo o canteiro do meio. Então, para o Dnit eles trabalham, para a Prefeitura é rescisão amigável. O que está acontecendo? Por que não trabalha para a Prefeitura e trabalha para o Dnit? Se é a mesma empresa que está trabalhando praticamente na frente da mesma obra? Por que para a Prefeitura não faz o serviço e para o Dnit faz o serviço? É estranho, né?
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Muito.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): É muito estranho. Será que tem um problema de diálogo entre Prefeitura e empresa? Houve algum confronto particular? Eu não sei, porque está fazendo a obra na frente para o Dnit, e para a Prefeitura simplesmente rescisão amigável. Não entendo o que está acontecendo. Quanto ao Rizzo, uma vergonha, né? Quantas vezes até fui com a senhora lá. É difícil explicar para os moradores o que está acontecendo. Não tem mais explicação. É muita incompetência. Então, eu me somo à sua reclamação aqui, porque a gente não tem mais o que falar para os moradores. São promessas, promessas, promessas, promessas, prazos que não cumprem. A população quer respostas que sejam efetivas, não promessas. Então, parabéns pelo tema, vereadora.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Muito obrigada. E dizer assim, talvez, vereador Lucas, que não é que nós vereadores somos de apenas um bairro, nós somos da cidade. Talvez a referência do Planalto seja o senhor. Talvez a referência do Rizzo seja eu. As pessoas já não acreditam mais em nós, nem no senhor, nem em mim, então procuram todos os vereadores para ver se existe algum salvador da pátria. É isso que está acontecendo. Então eles batem de gabinete em gabinete. Se o Lucas não resolveu, o Bressan pode resolver, o Renato, meu Deus! O Felipe, alguém, a Gladis. As pessoas não sabem mais nem para quem ligar! É a vereadora Rose agora? Vereadora Rose, a senhora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): É porque eu falo bem menos, então garanto meu aparte. (Risos.) Vereadora Gladis, eu vou falar um minutinho do Rizzo. Essa questão da entrada, tudo bem, está todo esse problema, todo mundo já tem falado, não vou comentar disso. Agora a minha pergunta é sobre o resto, então, do Rizzo. Semana passada, eu estive na Escola Nandi, onde eu trabalhei também, e a grande reivindicação da direção, das professoras, da comunidade escolar, é aquela rua que ficou mão dupla. Sem melhorar a sinalização, fizeram mão dupla em função das obras. Antes entrava na...
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): A Domingos Bianco?
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Não a Domingos Bianco. A da frente mesmo da escola, agora me escapou o nome. Ela passou a ser mão dupla. Ali as crianças passam, os estudantes passam. Ficou bem perigoso. Então, se estão paradas as obras, eu acho que não precisa esperar o governo federal para voltar a ser como era na frente da escola, porque ali está muito perigoso. E a Domingos Bianco também, que, em princípio, não tem relação com as obras, não tem espaço para os estudantes caminharem. Não tem espaço...
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): E caiu um pedaço, né?
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Não tem. É buraco na rua. É um perigo. Eu estou falando não só dos transtornos, mas estou falando da segurança neste momento. Porque eles não conseguem caminhar na calçada, que é um acostamento. Não tem nada ali. Está muito perigosa essa região no entorno da escola.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Muito bem colocado. Eu lembro uma vez que o Rafael Bueno esteve em uma reunião lá no Rizzo, que era sobre educação, Rafael. Naquele dia eu fiquei muito triste contigo, e hoje eu vejo que tu tem razão. Porque o Rafael chegou à reunião e disse assim: “Mas esse Rizzo, aqui, é o Caminho das Índias. É vaca, é carro, não sei como é que se entendem nesse trânsito.” Pois o Rizzo está, hoje, o Caminho das Índias. Não é só a Avenida Alexandre Rizzo. Nós temos a outra entrada do Desvio Rizzo, que é a João Lain, Alexandre Luciano, está intransitável. Então, se estão fazendo uma obra na Alexandre, deem atenção para as outras ruas, cuidem das outras ruas. Não é assim que se faz, porque estão fazendo obra o povo do Desvio Rizzo só tem que agradecer. Não, não, não, não é bem assim. Seu aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, vereadora, quem quer, faz; quem não quer, arruma desculpas. E agora tem o tempo, agora então qualquer desculpa é a chuva. Então, a chuva é a solução ou a desculpa para todos os problemas que estão acontecendo na nossa cidade, para tudo. A questão do Rizzo, vereadora, é muito mais complexa. Veja bem, nós temos um espaço que é o Caminho das Índias, que é o Rizzo, e o Planalto, que o povo está ilhado. São dois momentos diferentes que estão vivendo os moradores da nossa cidade. O Rizzo alagou, que é um cartão postal da nossa cidade, os moradores no entorno estão há três, quatro meses com os paralelepípedos em cima das calçadas, que eles não recolocam.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Por causa da obra do Samae.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Têm pessoas deficientes, têm bebês que precisam passar na calçada e não conseguem, porque a empresa, também, do Samae abandonou, na Lagoa, que é um cartão postal.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Isso. Isso aí.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Paralelo a isso tem aquela questão que a senhora abordou aqui agora. No Planalto, vereadora, a situação ainda é pior, porque o povo está ilhado, não tem nem como chegar para o outro lado da via. E a gente que mora ali no Cristo Redentor, que mora na Vila Ipiranga e trabalha do outro lado da BR, a gente está ilhados para ir para a UBS, para ir para a escola. Os pais têm que buscar no Melvin Jones, na escolinha, quem trabalha em outro lugar... Então, assim, olha, está um verdadeiro caos. Então, que o município busque uma alternativa. Isso que o senhor fala, vereador Scalco, é mais preocupante ainda, porque como é que a mesma empresa que não está trabalhando mais na obra, abandonou uma obra, está fazendo uma obra no mesmo lugar por só um CNPJ diferente? Então isso aqui é... E eu não tinha visto. Parabéns, vereador Scalco, pela sua observação. Agora, alguma coisa tem que ser feita, porque, vereadora, olha o caos que está isso daí. O problema não é a chuva; o problema é que a empresa abandonou. Bom, a empresa abandonou, o que vai ser feito paralelo a isso? Obrigado.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Obrigada pela contribuição. A empresa abandonou, mas nós... Eu como moro lá vinha acompanhando há muito tempo. E a gente toda semana avisava: “Olha, está acontecendo isso, está acontecendo isso. A empresa vai acabar abandonando, não está pagando os funcionários”. Nós sabemos porque muito dos contratados eram moradores do Desvio Rizzo. Agora, eu lhe digo, vereador Rafael, em nenhum momento eu vi preocupação, só me diziam: “Calma, vereadora; calma, vereadora, está tudo sob controle”. Eu estou vendo o controle que está. Quem é que está pagando pato? Quem é que paga o pato? E dizer mais, ali na Lagoa não é só os paralelepípedos, na frente dos prédios as pessoas não conseguem nem acessar as suas garagens. A vergonha daquele prédio que pegou fogo e até hoje não teve solução. Vai acabar esse mandato, vai acabar esse mandato e vai continuar tudo destruído. Então, não se vê benfeitorias, só destruição. E dizer aqui, eu lembro que o vereador Zé Dambrós disse que o Samae é o primo rico da prefeitura, então imagina o primo pobre o que vai fazer... Se o primo rico não resolve, muito menos o primo pobre. Muito obrigada, senhora presidente.
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VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Bom dia, pessoal. Hoje, eu acho que está muito cedo para entrar em alguma pauta da Casa. Então quero aproveitar esse momento para fazer um agradecimento a todas as pessoas que estão aqui, que saíram de casa hoje cedo para me prestigiar. Não vou citar todos os nomes para não faltar ninguém, mas, em especial, quero agradecer aos meus pais, que não puderam estar aqui; às minhas irmãs, hoje tem minha irmã Josi aqui, que pôde vir lá de Bento Gonçalves; em especial também ao Leandro, que veio de Garibaldi; o Volmar Giordani, que veio de Bento Gonçalves; mas, em especial, que eu não posso deixar de agradecer à minha esposa Amanda, ao meu filho Vicente e a Cecília, que está na escolinha, que sem eles eu não estaria aqui. E eles é que me motivam para sempre trabalhar. Eu sempre me pautei em ser produtivo, em contribuir de alguma forma para a sociedade, seja em forma de fazer as pessoas pensarem, entenderem que cada um tem o seu papel e é capaz de fazer a diferença, seja na sua vida pessoal ou no coletivo. E sempre procurei também produzir, seja a pauta mais polêmica ou não, mas sempre procurei produzir, ser uma pessoa efetiva. Sei que meu espaço vai ser curto aqui, de apenas 30 dias, mas quero ser o máximo útil, agregador e propositivo. Eu acho que justamente pelo espaço ser curto, esse meu espaço tem que ser útil, valer o voto daquelas pessoas que acreditaram em mim, que confiaram em mim e por elas eu estou aqui. Então contem comigo. Espero aprender bastante com os senhores, tirar proveito desse momento que eu estou aqui. E antes que eu me esqueça também, quero agradecer muito ao vereador Fiuza, que me oportunizou esse momento, se afastou para tratar das questões do nosso partido Republicanos. E graças a ele também eu posso estar aqui hoje. Então não vou me estender, não vou usar os 10 minutos. Então muito obrigado, pessoal. Obrigado, presidente; obrigado, colegas. Contem comigo e eu espero poder contar com vocês também, e o debate faz parte e espero ser produtivo junto com vocês. (Palmas)
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, presidente, colegas vereadoras e vereadores, eu trago um tema aqui que estava parado na pauta e eu quero compartilhar com todos colegas vereadores e vereadoras, que eu fiquei sabendo, vereador Velocino Uez, enquanto presidente da Frente Parlamentar a Maesa é Nossa, fiquei sabendo por terceiros ontem, e fiquei feliz, vereadora Rose. Agora, final de agosto, parece que será lançado o edital...
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Declaração de Líder do PL.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Para a concessão do mercado público na Maesa. Então é um passo importante que temos em Caxias do Sul, mesmo que seja em um período de campanha, vereador Zanchin, que vai ser lançado no final de agosto agora, então o edital para a concessão do mercado público da Maesa. Espero e eu faço essa fala aqui aberta que o governo possa chamar as entidades, possa chamar a UAB, possa chamar a Câmara de Vereadores e todos os integrantes que compõem o Conselho da Maesa, inclusive, um comitê feito pela prefeitura e a Câmara participa. É um momento importante na história desse processo, mesmo que nós estejamos envolvidos em um processo eleitoral que se avizinha, a Maesa será um grande complexo para que nós possamos, não somente dar um boom econômico na nossa cidade, mas também, vereador Zanchin, o senhor que recorda sempre seu pai quando o senhor fala sobre a questão da Maesa é poder valorizar os agricultores, os nossos agricultores, a economia local, que tanto sofrem e estão sofrendo com essas catástrofes que a gente está vivenciando. Então eu também ocupo pouco meu espaço, que eu não estou inscrito no Pequeno Expediente, vereadora, mas eu fico feliz que essa notícia tenha escutado por uma pessoa de confiança, mas escutado nos bastidores e não uma notícia oficial, que a gente não compartilhou com a grande maioria das pessoas envolvidas.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Um aparte, vereador
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Seu aparte, vereador.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Vereador Rafael, obrigado por levantar esse tema que para mim, pessoalmente, é muito caro...
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): E, neste sentido, tem-se informações que já está aberto, então tem a concessão. Tem alguns interessados, tem alguns interessados e isso se chama Family Office, são famílias de investidores que vão trabalhar na concessão. A concessão tem a parte que chama de Capex e Opex, ou seja, de obras e de custeio...
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Uma Declaração de Líder à bancada do PT.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): E apesar, vejam que interessante, apesar, vereador Felipe, de a tragédia do mês de maio, apesar do que aconteceu com a nossa economia, e o que está acontecendo com a nossa economia. Não é à toa que mais de 300.prefeitos ontem estiveram em Brasília, desesperados, e desesperados deu para ver as imagens como é que o pessoal está, mesmo assim estão interessados na Maesa e no mercado público. Então conta comigo nessa luta. Nós temos divergências políticas, mas essa luta é nossa e conta comigo para eu voltar a comer um pastel lá com meu pai, no mercado público.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Pois é, ontem era o momento inclusive de Caxias do Sul estar pleiteando recursos não somente para a questão das enchentes, mas para a Maesa e eu não vi a Prefeitura de Caxias nessa grande movimentação, eu não vi, ou de repente era por isso que a vereadora Gladis disse que daí o engenheiro estava dando entrevista, de repente o prefeito estava lá. Seu aparte, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Rafael, eu tenho certeza que é um grande momento e eu espero sinceramente que avance. Essa questão do mercado público pode ter um impacto muito forte na economia da cidade na geração de emprego, na geração de renda. Na questão do turismo que se debate tanto agora o impacto que a tragédia trouxe para o turismo do Rio Grande do Sul. Todas as campanhas que estão sendo feitas para a retomada do turismo, da importância que esse segmento tem. O turismo do Rio Grande do Sul teve um impacto de mais de 4 mil demissões nos últimos dias e isso é muito forte, é muito pesado e acredito que a Maesa é uma é uma grande oportunidade para logo ali na frente que Caxias do Sul contribui inclusive com a retomada de alguns empregos através da Maesa, que isso é certo na minha convicção. E também concordo com o senhor, eu acho que era uma grande oportunidade para a cidade estar lá ontem liderando inclusive, em Brasília. Na reunião-almoço da CIC, que o vice-governador esteve aqui, teria acontecido uma reunião da Amesne com todos os prefeitos e o vice-governador, só não aconteceu porque os prefeitos estavam mobilizados em Brasília, o que mostra a importância desse movimento e do Rio Grande do Sul estar unido buscando recursos porque muita coisa, muito do que foi prometido, ainda não veio para o estado para essa recuperação. E eu sinceramente espero que alguém de Caxias tenha ido a Brasília nessa mobilização porque é uma mobilização do estado do Rio Grande do Sul e as maiores cidades têm o dever de liderar os outros municípios e eu não tenho notícia de que Caixas do Sul esteja ajudando em liderar esses movimentos que são extremamente importantes e que eu refuto fundamentais para a retomada do estado nessa tragédia, na maior tragédia da história que nós já vivemos, estamos vivendo e viveremos por um bom tempo ainda. Então quero lhe cumprimentar e 2024 para o senhor está sendo um grande ano, está sendo um grande ano. Os últimos 20 dias, vereador Rafael, muitas das suas lutas estão saindo do papel literalmente e eu espero sinceramente que elas se tornem práticas em breve momento.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador Felipe.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Declaração de Líder da bancada do PSB.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Olha, essa história aí da não ida da Prefeitura de Caxias para Brasília eu acho que é vergonhoso, viu, porque nem que se tu vá para Brasília e tu consiga duas roçadeiras para roçar os matos da cidade ou uma máquina de asfalto já está valendo. Nós não temos máquina de asfalto na cidade. O vereador Veloccino estava me dizendo, a prefeitura contrata a Codeca, a Codeca contrata uma outra empresa, para a outra empresa poder... Até contratar... Já pensou quando vai ser terminado esse “buracaiedo” que está aí na cidade? Desculpa até a palavra, mas assim, ora, então vai para Brasília, vai liderar os outros prefeitos. Nem que consiga umas roçadeiras para roçar o mato, já está valendo. Agora, a gente ouve desculpa de tudo quanto é secretariado, aqui na Câmara. A Grégora, com todo respeito, veio aqui e falou, “ah, mas o cara me ligou, eu liguei para ele, eu falei com o cara”. Uma coisa é eu falar por telefone, outra coisa é tu conversar “tête-à-tête” com a pessoa e estar olhando para ela. Por exemplo, nós fomos a Brasília, vereador Felipe, em dezembro e fui este ano ainda com a questão do hospital Pompeia. Nós conseguimos aumentar o teto Mac de R$ 13 milhões por ano, o déficit do hospital Pompeia. Aí hoje era para ter uma reunião, a esse horário na prefeitura, foi desmarcado. Está o imbróglio do hospital Pompeia de novo e a prefeitura. Eu não estou trazendo esse tema à tona porque eu estou deixando nos bastidores ainda. Aí o senador Paim teve que intervir. A superintendente do Pompeia está indo porque conseguiu ontem essa agenda em Brasília. Não tem voo aqui em Caxias, ela está indo a Florianópolis no domingo, vai posar lá para pegar o avião na segunda para ir para Brasília para reunião na terça. Por quê? Porque aqui em Caxias não estão se acertando. Olha a despesa que está dando? Nós já fomos duas vezes para conseguir, conseguimos, e agora esses 13 milhões está aceito no Ministério da Saúde... 13 milhões por ano, por ano. Então se a gente não tem uma conversa com os gestores da saúde, com os gestores que movimentam a economia, eu não sei que rumo vai tomar a nossa cidade. Então, vereador Felipe, para concluir minha fala e voltando sobre o tema da Maesa, o senhor que é mestre em turismo, fez mestrado, uma pessoa visionária da nossa cidade, eu acredito que através do turismo nós vamos recuperar nossa região dessa tragédia. A gente tem que ter a consonância, nós temos que estar unidos, unidos. Se a gente não tiver unido nesse momento, a gente não vai para lugar nenhum. E o tema da Maesa passa por isso. Então eu sei que o Matheus que está liderando esse processo, a chefe de gabinete, conversem com as partes interessadas para não ter problema ali na frente, para não ter cabo de guerra, para não ter judicializações. Fico feliz com essa notícia que eu tive nos bastidores, mas nós precisamos avançar. Obrigado, presidente.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Senhora presidente e queridos colegas, nossa comunidade em geral. A motivação da minha fala de hoje é a título de informação para a comunidade, é muito importante essa informação, porque tem muita gente, muita gente, poderia dizer que a maioria não sabe, que houve uma mudança no Alô Caxias!. Hoje, por exemplo, as pessoas estavam ligando para o 156 para troca de lâmpadas. Eu sei por causa de toda região do interior ali que está com problema de iluminação, que tem lâmpada queimada, aquela coisa toda, que está sendo trocada. Agora não é mais o 156. Não adianta ligar para o 156 como era feito antes para fazer o protocolo de troca de iluminação. Agora é 0800 0004062. Vou repetir: 08000004062. É nesse número que se faz o protocolo agora para troca de iluminação de lâmpadas queimadas. E, assim, é dessa forma que eu estou conseguindo atender as pessoas que estão me chamando. Foi na luta que eu descobri que tinha tido essa mudança, ninguém tinha me dado informação nenhuma, mas eu descobri que teve essa mudança então me passaram isso e agora está funcionando. O pessoal está indo trocar as lâmpadas para quem liga para esse 0800 aqui. Então é muito importante essa informação. Outra coisa que eu queria dizer e aí essa questão, ela envolve uma questão que eu já trouxe nesta Casa, e gostaria, senhora presidente, que ficasse bem esclarecido, bem gravado o que eu vou falar para depois os meios de comunicações não dizerem outra coisa, porque é normal quando eu falo. Então, o que eu queria dizer aqui é o seguinte: o pessoal do interior está desesperado com a questão das notificações da RGE para retirada das árvores na beira da estrada, onde tem rede elétrica. Os agricultores não estão encontrando uma saída entre eles e a RGE para poderem retirar essas árvores. Alguns dizem que tem que ter também autorização da Semma, só que se não consegue autorização da Semma, dá um vento, cai os galhos em cima da rede, a RGE multa o agricultor, tem locais que existem árvores centenárias em cima da rede, árvores enormes, principalmente araucárias, onde o agricultor chamou, chamou por conta própria, uma madeireira para ir lá tirar a árvore por causa da notificação da RGE por medo de se incomodar. Chamou uma madeireira e a madeireira foi lá e disse: “Não. Eu não vou tirar essa árvore porque ela está muito próxima da rede. Se, quando nós estivermos derrubando, cair os galhos em cima da rede e der um problema, quem é que vai resolver? Quem é que vai assumir esse compromisso?” A madeireira disse: “Eu não vou assumir.” O proprietário disse: “Eu também não.” Mas a RGE disse: “Se cair o galho em cima, você vai pagar.” Como é que fica essa situação? Tem que se tomar uma providência, tem que botar essas pessoas sentar junto e tomar uma..., e resolver esse problema. Não pode continuar. Aí a RGE foi lá em um desses locais, o que ela disse para o agricultor? “Não, aqui a nossa cesta, o nosso caminhãozinho com a nossa cesta não alcança essa altura aí para cortar os galhos das árvores que estão em cima da rede. O senhor tem que contratar uma retroescavadeira enorme para que? Para que ela empurre a árvore para dentro quando for corta-la para que não caia em cima da rede.” Aí o agricultor vai ter que contratar uma máquina que vai custar lá um mil, dois mil reais para empurrar essa árvore? Mas quem é que quer que tire a árvore? A pergunta é essa. Quem é que está querendo que a árvore seja tirada? Está em cima da área do agricultor. O agricultor disse: “Por mim pode tirar a árvore, não tem problema nenhum.” Aí eu ouvi, e aqui eu não vou afirmar, porque quando a gente não tem 100% de certeza a gente não afirma, mas eu ouvi falar que não é só ir atrás da notificação da RGE, tem também que falar com a Semma. Como é que a RGE expede uma notificação dizendo “se você não tirar a árvore e cair o galho em cima da rede, você vai pagar” sem ela antes comunicar a Semma? O que está acontecendo? Não existe diálogo? Ou cada um faz as coisas por conta própria? E quem sofre? O cara lá da ponta, né? O agricultor que está preocupado. Porque ele disse: “Dá um vento, essa árvore cai em cima da rede. Quantas famílias vão ficar sem luz? E eu vou ter que arcar com a despesa.” Aí teve um louco aqui que, dias atrás, disse que seria necessário tirar algumas árvores da beira da estrada, foi parar na CNN. Como é que fica essa situação? Esses mesmos aí, que me expuseram, não poderiam vir aqui, agora, dar uma solução? Por que não apresentam uma solução agora? Quando é uma grande empresa, aí ninguém se mete, aí a coisa muda. É diferente, né? Pois é. Então eu peço encarecidamente que entrem em um acordo, porque esses agricultores estão apavorados. Eles querem, sim, colaborar; eles querem que tirem a árvore ou as árvores que estão correndo risco de cair em cima da rede. Mas eles não podem arcar com a consequência que, quando essa árvore esteja sendo tirada, caia em cima da rede, alguma coisa; ou, daqui a pouco, até mesmo um acidente. E as madeireiras estão se negando a ir lá cortar a árvore, com razão. Por que quem sabe, na hora da derrubada, se a árvore não faz um giro e, daqui a pouco, pega a rede? Quem é que vai responder? O agricultor? A madeireira? Ou quem deu a ordem para tirar? Porque, para o agricultor, ela pode ficar lá a árvore, não tem problema nenhum. Como é que fica essa situação? Eu quero uma solução, eu quero que apresentem uma solução nessa questão aqui. Se a RGE não tem o caminhãozinho com a cesta para alcançar aquela altura da árvore, ela que mande os técnicos dela lá, acompanhar a madeireira no momento de tirada da árvore. Porque, se cair alguma coisa, não é culpa de ninguém. Isso tem que ser expresso em documento. Porque: “Ah, mas eu não vi, eu não estava lá, eu não disse.” Sempre estoura no mais fraco; sempre foi assim. Então eu peço que essa situação seja resolvida, por favor. Por favor!
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Só para concluir, depois lhe passo. Queria dizer também, porque é um povo por quem eu tenho um carinho muito grande, que é o pessoal do Bairro Paraíso Cristal, do Loteamento Paraíso Cristal, que aquele povo humilde lá está fazendo sacrifícios enormes para pagar a regularização fundiária, que é o nosso amigo Rodrigo Balen que está fazendo. Mas eles estão fazendo porque são famílias humildes. Estão fazendo um sacrifício enorme para pagar a regularização e, na conta de luz deles, vem iluminação pública. Não tem uma lâmpada nos postes. Foram colocados os postes novos por causa do projeto que foi feito. Beleza, tudo certinho. Cumpriram com a meta, trocaram os postes velhos, botaram os postes novos, tudo. Mas não colocaram iluminação. De noite o bairro é um breu. Semana passada, uma senhora estava indo para casa de noite, do trabalho, um cachorro pegou ela. Ela nem viu de onde veio o cachorro, porque é uma escuridão tremenda. Mas na conta de luz vem iluminação pública. Como é que tu me cobra iluminação pública se eu não tenho? O Rodrigo Balen me disse que vão providenciar logo, logo a colocação das lâmpadas, que ele tem essa informação. Agradeço a ele. Então, tomara que coloquem o quanto antes. Seu aparte, vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Vereador Fantinel, interessante o tema que o senhor trouxe sobre a rede de alta tensão, que cruza muitas terras do interior. Eu imagino que aquela faixa de domínio, que já deve ter sido indenizada pelas companhias de rede elétrica, porque eles indenizam as terras, deveria ter uma autorização tácita na área de domínio, até tantos metros, sei lá se é 50, 60 metros, que esteja autorizado automaticamente a poda e corte de todas as árvores porque a gente sabe o risco que tem se cair na rede de alta tensão, uma árvore. Ao mesmo tempo o a FEPAM, IBAMA, Semma, quem for, deveria dar uma autorização até 60 metros, 40 metros, que tem uma legislação que é proibido construir próximo, seja permitido cortar todas as árvores porque as árvores vão crescer e vai dar problema. Isso é em toda a extensão das redes elétricas. Eu não entendo porque não tem uma lei que já dá uma autorização tácita sem tu precisar pegar uma autorização para cortar uma árvore porque é tão prático, lógico, de bom senso o negócio que já deveria existir isso aí, até temos que dar uma pesquisada se já não existe, porque senão lá na frente vai estourar no agricultor, como o senhor disse. Isso aí está errado, porque não pode ter vegetação alta próxima à rede de alta tensão. Obrigado.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador. E só para concluir, eu queria dizer que, deixar bem claro aqui, fazer um agradecimento ao engenheiro Rafael, da RGE, que é uma pessoa que se empenha, é uma pessoa que nos ajuda, sempre que eu chamo ele sempre responde, só que ele não tem braço para tudo, em primeiro lugar, e ele não tem uma autoridade acima para dizer “não, vai lá e faz isso.” Ele só pode ir nos locais, constatar a situação, fazer o protocolo e pedir para que seja feito. Esse é o trabalho dele, quase um trabalho parecido com o nosso, que a gente só pode indicar que tem aquele problema e que tem que ir lá resolver, mas daí? Mas os que os que têm o poder de resolver o problema, não resolvem. Então, é isso que a gente fica indignado! Tem que se resolver esse problema antes que dê um temporal. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Faz dias que eu não abordo o tema da educação, então, vou usar esse tempo para falar um pouco de questões que eu julgo pertinentes e importantes e que eu tenho acompanhado nessa nossa ação constante que é a de visitar as escolas e falar com os colegas professores e demais profissionais da educação. Bom, primeiro, acho que uma coisa que é muito importante e, infelizmente, paramos de falar, é escola de tempo integral. Com a alta demanda por vagas do nosso município e a falta de novas escolas a ideia de tempo integral se acaba. Então, nós temos algumas iniciativas muito pontuais de tempo integral, mas precisaríamos ampliar para que as crianças e os adolescentes possam ter escolas e estudar no turno inverso. Então, a primeira questão que eu queria abordar é essa. A segunda é o tema da inclusão, muitas vezes eu falei, aqui, nessa tribuna, de que nós temos uma política de inclusão na área da educação. O município dispõe de cuidadores para que os estudantes tenham a garantia da inclusão, da acessibilidade, por esses profissionais. Qual é o problema? Nós tínhamos uma empresa terceirizada que dispunha de cuidadores ao município, fazia a contratação, porém, o valor que é pago aos cuidadores é um valor, praticamente, irrisório. Meio turno são R$700,00 e as 40 horas semanais, dá um salário mínimo. O que isso significa? Que em vários casos nós não temos profissionais adequados para fazer essa tarefa tão importante, que é garantir o acesso, o deslocamento, a higiene, a alimentação. E eu vou dar o exemplo – vereador Felipe saiu, mas é um tema que ele tem dialogado que é o tema da diabetes. Eu visitei uma escola, colegas vereadores e vereadoras, que tem uma criança com problema grave de diabetes e que é necessário, então, fazer a medição, não sei se é esse o termo, da glicose no sangue, várias vezes, no tempo que essa criança está na escola. Ocorre que um cuidador sem enfermagem não poderia, do ponto de vista laboral, fazer isso e aí não se encontra um cuidador adequado porque se paga muito pouco. E aí o que ocorre? Essa criança vai para escola, quem tem que fazer essa medição são os professores e aí eu pergunto: se essa criança tiver um problema de saúde quem serão os responsáveis? Então, quando a gente fala de inclusão, aqui a necessidade e a angústia dos colegas professores, das coordenações e das direções nesse tema. Ainda, quando temos crianças, adolescentes, que se desorganizam, autismo ou alguma outra questão, enfim, tu precisa de alguém às vezes para ajudar essa criança a se organizar, conter esse adolescente. Quando não tem esse cuidador, quem faz isso?
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então, são questões complexas que, hoje, andam a passo de tartaruga. Aí vocês vão dizer: “Não, mas quem pede cuidador ganha.” Não, não é assim, porque só vai ter direito ao cuidador quem tiver o diagnóstico, e nós temos crianças aguardando até três anos o diagnóstico. Então, elemento para a gente pensar. Por fim, eu tenho recebido o clamor de vários colegas professores que têm sofrido situações de violência nas nossas escolas, falo das municipais. O problema da violência é um problema da sociedade, e ele se reproduz na escola. Mas aí eu fico me questionando. Quando um profissional da educação sofre uma violência na escola, qual é o procedimento da Secretaria Municipal da Educação no que se refere à questão laboral?
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): O cuidado desse profissional da educação e a saúde mental. Porque qualquer profissional...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Questão de Ordem, presidente. Só para uma conferência. Gostaria de solicitar verificação de quórum, se a senhora me permite, por favor.
PRESIDENTE MARISOL SANTOS (PSDB): Só um minutinho, por favor. Verificação de quórum, então. Pedimos aos vereadores que registrem suas presenças no terminal eletrônico, neste momento.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Presente, senhora presidente.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Presente.
PRESIDENTE MARISOL SANTOS (PSDB): Encerrado o registro de presenças. Estão presentes nesta sessão a presidente Marisol Santos e vereadores: Adriano Bressan, vereador Cadore, vereador Camillis, vereador Felipe Gremelmaier, vereadora Gladis Frizzo, vereador Lucas Caregnato, vereador Lucas Diel, vereador professor Zanchin, vereador Rafael Bueno, vereadora Rose Frigeri, vereador Scalco, vereadora Tatiane Frizzo, vereador Velocino Uez, vereador Wagner Petrini, vereador Zé Dambrós. Ausentes, vereadores: Bortola, Clóvis Xuxa, Daniel Santos, Estela Balardin, Renato Oliveira, Sandro Fantinel. Juliano Valim em representação. Temos quórum suficiente para seguir a sessão. Com a palavra ainda, neste momento de Declaração de Líder, vereador Lucas Caregnato.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, presidente. Para concluir o raciocínio, então. Eu falava da questão da saúde mental. Qualquer trabalhador que sofra algum tipo de violência, acidente de trabalho, ele precisa de cuidado. Aí eu pergunto para vocês. Me deparava com um colega, um amigo historiador, que teve uma situação difícil lá na escola e que relata isso à mantenedora. Então, o que é feito? Nós precisamos de uma política de atenção e de cuidado aos nossos profissionais da educação. Quando nós pensamos em Sobral, que é uma referência no Brasil em educação, lá o sucesso e os resultados produtivos dos estudantes passam muito pela valorização e pelo cuidado dos profissionais da educação. Não adianta só ir visitar Sobral e pensar, ler sobre. Se Caxias quer efetivamente ser uma cidade educadora, ela precisa cuidar dos profissionais da educação. Seu aparte, vereadora Tatiane.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Obrigada, vereador Lucas. Tema muito importante. Nós tínhamos uma situação bem complexa que a gente acompanhou bastante, até em razão da Frente do Autismo, com relação à cuidadoria, monitores e às diversas situações que envolviam as escolas do município. E, a partir disso, foram feitas uma série de reuniões, de encontros por regiões em vários bairros para ouvir os familiares, para ouvir os professores, a comunidade, a respeito desse assunto que culminou com uma notícia boa uma notícia importante, que foi a troca da empresa, se abriu um novo edital, o valor da bolsa aumentou... E uma coisa muito importante, vereador, é que não havia, digamos assim um treinamento, uma capacitação para que as pessoas tivessem esse cuidado com autistas, por exemplo, e hoje existe essa capacitação mínima. Não me lembro agora se é uma capacitação de 40 horas ou 60 horas/semanais, enfim, mas existe. Então houve avanços importantes e a gente sabe que a inclusão é um tema extremamente complexo e que a gente precisa continuar trabalhando e continuar avançando nisso, mas parabéns estamos juntos nessa, certamente, buscando melhorias, buscando proatividade e auxiliando, porque a gente sabe que o professor em sala de aula ele precisa, é uma necessidade, ele precisa. Ele tem lá 30, às vezes, 40 alunos e vai precisar de alguém que tenha um olhar mais apurado para quem de fato tem necessidades especiais.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Tati. Vereadora Rose.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu só queria falar um pouquinho dessa questão da violência nas escolas e às escolas. O ano passado, quando houve aquela tragédia, todo mundo se mobilizou, aqui na Câmara, na sociedade, foi um horror. Eu acho que a gente vaio ter que, ou simular, ou não sei o que vai ser necessário para alguma coisa ser feita. Eu lembro que naquele momento nós fizemos uma reunião aqui com todas entidades. Nós tiramos uma carta, foi entregue no dia 09 de maio ao prefeito, com várias medidas. Esta carta circulou em quase todas as escolas, juntando, não é, tem muitas assinaturas e até agora assim não foi feito absolutamente nada. Inclusive um projeto de lei que eu havia protocolado, que eu protocolei, também não andou em relação a essa questão da violência nas escolas e eu acho assim que parece que é notícia velha. Passa um dia, passa uma semana passa um mês, todo mundo esquece. Então acho que é importante, foi muito importante relembrar essa questão, tanto da inclusão, mas nesse caso, principalmente, da questão da segurança nas escolas que nós precisamos.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Rose. Antes de passar para o vereador Cadore, o tempo em que resta, a senhora foi precisa e cirúrgica. Violência “nas” e violência “às”, porque é isso que acontece. Como nós não temos muitas vezes uma... Faltam essas outras políticas, às vezes, a violência à escola, por trás dela, tem uma série de outros fatores. Nós precisamos ter esse cuidado, usar as equipes diretivas, por isso da relação, por exemplo, da patrulha escolar da Guarda Municipal. Quantos guardas municipais nós temos na patrulha? Se nós fortalecêssemos a Guarda na sua função preventiva e não punitiva, seria uma forma também de apoiar as escolas, além do fortalecimento de outras políticas. Seu aparte, vereador Cadore.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Rapidamente, vereador Lucas, parabéns pelo tema, sua abordagem é muito cirúrgica, é um tema complexo, mas atual e oportuno. A doença mental, a violência, temos que investir na educação. A educação é prioritária. A gente que convive com os autistas sabe que a dificuldade é da pessoa com o transtorno, mas especialmente dos familiares do entorno...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): De quem cuida, não é?
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Declaração de Líder à bancada do PRD.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): A necessidade de capacitação de profissionais. Parabéns pelo tema.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Cadore. Aos apartes, obrigado vereadora presidente Marisol.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhora presidente e nobres colegas, antes de entrar no tema da educação, eu quero registrar a presença de uma colega do PSB, vereadora de Taquara, a Carmen Fontoura. Ela que tem o mesmo caminho dos nossos aqui do PSB, vem de bairros, foi presidente lá da comunidade dela, ajudou a desenvolver, levando água, saneamento, pavimentação. Então nos orgulha muito ter uma vereadora mulher e que defenda as causas sociais. Então obrigado por sua visita aqui na Câmara de Caxias. Nós tivemos muitos temas durante a semana, inclusive sobre uma moção aí contra o Supremo. E nos corredores as pessoas cobram, “bah, tu não vai se manifestar, Dambrós?” Bom, eu estou preocupado  com o Supremo porque está cuidando do Magnabosco. Então acho que o Supremo tem que tratar bem. Então eu me preocupo muito com aquilo que está acontecendo na cidade, aquilo que está acontecendo no dia a dia das pessoas aqui. E o tema da educação é um tema que nos preocupa muito porque nós viemos num período sem construção de novas escolas, chegando gente todo dia, e o déficit é muito grande. E o mais triste da educação infantil é a perda de recurso do Fundeb. Eu tenho visitado a secretária, que ela é ótima, gosto muito da secretária Vergani, e o nosso problema, das 5 mil vagas que hoje o município compra, pagando R$ 1.031,00 por vaga, perde 35 milhões por ano. E aí o mais triste que está acontecendo é que nós não temos mais vagas nas particulares para comprar.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Declaração de Líder do partido NOVO.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Qual o caminho? Então eu quero saudar o novo edital onde temos mais uma compartilhada, que é o Mão Amiga. Hoje nós temos três.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Um aparte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Todos nós sabemos, a Ludovic, Jardelino e a Educaritá, cada uma pode, dentro da lei, 16 escolas infantis. Com o Mão Amiga nós já temos a PPP lá de Fazenda Souza funcionando porque é uma PPP, na verdade. Então conversando também com o secretário Matheus, que bom que nós temos um novo edital e eu sugiro aos colegas que a gente mapeie, na sua região, onde tem prédios que podem ser reformados para transformar em escolas infantis. Eu não vejo outro caminho, até chegar a PPP da educação que vai resolver o problema. Mas quando? Construir 32 escolas, na forma de PPP... eu acredito que a primeira nós vamos inaugurar em 2028. Bom, vamos resolver, vamos ter mais 7.200 crianças nas escolas, vão receber muito mais recursos do Fundeb. Sim, mas quando? O nosso problema é agora. Então eu até sugeri para a secretária: Secretária, salas ociosas de algumas escolas, mesmo que fosse estadual. Achar uma forma de transformar em escola infantil. Não sei, precisamos achar uma saída. Talvez um voucher, uma forma de fazer com que a mãe que se escreve e não consegue vaga tenha recurso para cuidar da criança em casa. Não sei qual o caminho, mas nós não temos mais vagas para comprar na particular e continua chegando gente, continua chegando famílias. Então com a chegada do Mão Amiga, que pode chegar a 16 escolas... eu também tenho trabalhado muito no Murialdo Santa Fé para que lá no Murialdo Santa Fé, que já foi no passado uma escola infantil, seja transformada numa escola Mão Amiga e aí a própria Mão Amiga pode reformar e abater no valor do aluguel. Então essa preocupação que eu trago, nesse dia, é que nós, que a gente busque saídas para tanta criança que precisa de vaga em escola infantil. Seu aparte, nobre colega Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Obrigado, vereador Zé Dambrós. É justamente aqui. É para ajudar. Eu faço os comentários, até porque sou presidente da Comissão da Educação, mas só naquele quesito que o senhor colocou, vereador, meu colega, da questão que não temos mais vaga na educação infantil particular. Isso não é verdade, porque temos. Temos porque eu recebo pela Comissão, diariamente, diversas escolas ofertando as vagas, mas eu acredito que, por falta de recurso, não consiga ser comprado. O meu entendimento é esse, porque eu já cobrei diversas vezes a SMED, porque os credenciamentos oferecem inúmeras vagas. Eu posso relatar diversas, aqui, escolas privadas que estão oferecendo vagas e não estão sendo contempladas pela SMED, acredito que seja por falta de recurso. Só para ajudar aqui, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Bom, eu estou trazendo informação da secretária. Segundo a secretária Vergani, praticamente, não se tem mais vagas em escolas particulares. Isso nos traz uma preocupação grande. Além da questão dos recursos, que é um poço sem fundo e que não volta recurso do Governo Federal. Então, o caminho é mesmo compartilhado. Compartilhadas até que a PPP da educação infantil seja concretizada porque, tenho certeza, que vai resolver o problema, mas vai ser em longo prazo e as famílias continuam chegando e nós precisamos achar saídas. Então, tenho muita esperança que lá no Murialdo seja dessa forma, a reforma como o Mão Amiga e seja transformada em uma escola infantil para aquela região. Era isso, senhora presidente.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Obrigado, presidente. Nobres colegas, todos que nos assistem pela TV Câmara. Eu quero ocupar esse espaço, aqui, para dizer que todos os assuntos que são trazidos aqui pelos vereadores são assuntos de relevância para a sociedade. Assuntos que a gente debate, hoje foram trazidos vários temas, a vereadora Gladis trouxe aqui o problema do Rizzo. Vereador Lucas trouxe sobre, o Caregnato, sobre a educação. Rafael falou sobre a Maesa. São assuntos que interessam. Nossa cidade é grande, tem diversos assuntos para gente tratar, de relevância. E nenhum desses assuntos é motivo de piada, que não deve ser levado em consideração, pois preocupa parte da sociedade, enfim, e eles devem ser tratados com o devido respeito. Em que pese, às vezes, gerar um debate ou até mesmo não se concordar com eventual posição de vereador ou não, o debate é, como a vereadora Gladis falou aqui, sobre o risco, realmente é uma obra muito importante, ela fala em competência, eu acho que tem a ver, não concordo com essa fala, e sim com a questão do tempo, são feitos investimentos, tem uma série de situações envolvidas. Mas é a função do vereador se fiscalizar e, enfim, trazer os assuntos à baila, que estão acontecendo na cidade. Como todos vocês sabem, choveu demais. Muitos problemas, danos em estradas, nas vias públicas, na iluminação pública, mas todos esses assuntos devem ser respeitados. E eu queria, aqui, hoje, falar sobre a questão das encostas. Terça-feira passada, vereador Bressan, eu trouxe o tema aqui e foi debatido, é algo que preocupa muito todos os vereadores. E engraçado, vereadora, recebi em redes sociais críticas a respeito disso, dizendo: “Ah, só o que falta isso; que piada isso aí agora, vocês quererem debater isso.” Um assunto que até causa estranheza porque é um assunto de extrema preocupação de toda a sociedade e, principalmente, o acesso às cidades. Eu não vejo motivo para se fazer piada sobre esse tema, até porque é algo que impacta a vida das pessoas, inclusive, as pessoas têm risco de vida. Eu acho que não deve ser tratado. E aqui comemorar até inclusive, este assunto foi hoje retratado no Pioneiro, no jornal Pioneiro: A promessa é reforçar as encostas da Serra. Justamente o tema que nós tratamos na terça-feira. Ações e estudos para soluções definitivas em trechos estaduais, inclusive a questão do monitoramento. Então, aqui foi colocado de forma muito responsável, e justamente o assunto que nós tínhamos trazido na sessão passada. Então, dizer que esse é um assunto prioritário, que deve ser tratado de forma prioritária pelo governo municipal, estadual e, inclusive, federal. Até porque essa recuperação das encostas, que vai começar a ser realizada, tem uma destinação de R$ 1,2 bilhões pelo governo federal. É algo que vai demandar projetos da cidade. Então algo importante, um assunto que deve ser debatido aqui, não só pelo governo municipal, mas aqui pelos prefeitos da região da Serra. O superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura, o Dnit, o Hiratan Pinheiro da Silva, ele inclusive fala: “Conforme Hiratan, após o trabalho de desobstrução e acesso das equipes aos pontos de deslizamento, teve início um levantamento para projetar reparos definitivos. Entre as medidas estão: muros de concreto, cortinas atirantadas...” Que foi o tema que eu trouxe aqui para justamente mostrar qual eram os tipos de contenção de fazer. Contenção em concreto fixada em rocha com barras metálicas, telas de proteção e concreto jateado, por exemplo. Então a solução ela varia de acordo com as características de cada encosta, de cada região. Então, isso eu eu vejo que é um assunto muito sério e não deve ser levado como piada ou como algo jocoso que colocam nas redes sociais. Então, não entendo as críticas que vieram, porque é. algo fundamental para a segurança de todas as pessoas. Um outro ponto que gostaria de levantar também é a questão não só dessas contenções e do investimento que deve ser feito nessas encostas, da contenção das encostas, mas o monitoramento que é importante fazer ao longo dos anos. Isso se reflete inclusive na questão da ponte, que foi agora detonada, essa ponte que liga Caxias do Sul a Nova Petrópolis. Pois era uma ponte de 80 anos, vereador Camillis, e muito pouco monitorada. Agora, claro, com essas enchentes, com as fortes chuvas, ela ruiu e teve que ser detonada. Mas vejam bem como o monitoramento dessas estruturas e também agora das encostas... Inclusive, vereador Uez, na questão ali de Galópolis, por exemplo, é algo que vai ter que ser, assim, monitorado constantemente.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Não se fazer agora esse levantamento e depois se esquecer. Seu aparte.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Obrigado, vereador Lucas. Ontem eu até não pude ficar na hora do Grande Expediente, mas eu já estava conversando com o vereador Velocino, que a gente sempre troca ideias. Mas a gente recebe muitas situações, principalmente lá de baixo, Sebastopol, Vila Cristina, enfim, que é uma preocupação muito grande. Nós dizíamos antes de fazer aquela contenção, e tenho certeza que vocês vão debater. Olha, o que foi feito lá para instalar a ponte provisória foi um absurdo. Assim, é jogar dinheiro fora, é brincar com as coisas. Porque se a ponta estivesse em cima naquele último episódio das chuvas agora, poucos dias atrás, tinha levado embora, porque não tem contenção de concreto lá. É inacreditável represar o rio. O rio tem 200 metros de largura, represaram para 30. Isso não existe. É óbvio que vai dar problema. Então assim, a gente enxerga, os técnico estão lá, e parece que é jogar dinheiro fora. Agora parou tudo, e as pessoas ficam preocupadas. Ainda bem que abriu a ponte do Bananal. Ainda bem. Porque a ponte de ferro lá de Feliz vai ser interditada. Então olha a situação que as pessoas passam. Obrigado, vereador.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Inclusive, agora o desassoreamento desses rios deve ser feito. Seu aparte, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Vereador Lucas, ontem ainda, eu subi aqui, às 11 horas, tinha um morador aí de Galópolis muito preocupado. Não sabem o que fazer. Tem água que corre da encosta. Estão pedindo ajuda. Mas vou me ater novamente à minha fala de ontem. Neste momento, a imprensa é muito importante. Funciona. E eu não vi uma palavrinha aqui no nosso jornal local, nos ajudando a cobrar. A comunidade caxiense e Nova Petrópolis, precisam do apoio da imprensa para poder pressionar qual é o órgão que tem que puxar a frente! Me desculpe, mas não vi uma palavrinha aqui. Nós precisamos de ajuda! O apoio da imprensa é muito importante nesse momento. Espero que nos ajudem. Juntos, imprensa, município, representante, somos mais fortes. Agora, se acalar, não vamos resolver nada.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): É evidente, a imprensa tem um papel fundamental. Mas, aqui, eu quero aproveitar e cumprimentar o repórter André Fiedler por essa matéria da questão do reforço das encostas e do monitoramento, que é fundamental, bem como as ações e estudos para soluções definitivas nesses trechos estaduais. Então, era isso. Obrigado, presidente.
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VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Senhora presidente, caros colegas. Se tem algo que eu tenho muita preocupação, muito respeito e foco é na educação, até porque meu nome político, aqui, é professor Zanchin, e eu estou, assim, muito decepcionado porque a educação é a base de tudo. A base de tudo. Sem ela a gente não vai ter educação, não vai ter saúde, não vai ter transporte, não vai ter uma série de coisas. E o Colégio Apolinário, no meu bairro, está fechado há muito tempo. E eu tinha uma esperança, clara, de que na virada do semestre - nós estamos agora começando a segunda metade do ano - houve um problema elétrico, são mais de 500 crianças que tem que sair do Apolinário até o Evaristo de Antoni, é aquela situação que a gente diz “é perto, mas é longe” porque, para quem conhece Caxias, tem que pegar a Perimetral, o Apolinário é ali na rótula da Randon, como a gente chama, até o Evaristo. Tive informações de que depois da pandemia, não, perdão, da tragédia que tivemos, parou tudo e, realmente, ficou tudo alagado. Só que me parece que tudo, agora, é culpa é da tragédia. E antes de maio? E janeiro? E fevereiro? E março? E abril? E agora tive notícias, conversando com a diretora, conversando com as pessoas da escola, os jovens estão desistindo das aulas. Hoje, o jovem está indo para o “jogo do tigrinho”, está indo para a aposta, está indo para uma série de outras opções e atrações que afasta ele do caderno, que afasta ele do livro, que afasta ele do estudo, da pesquisa, da biblioteca, algo que forma cidadãos. Eu não consigo me conformar! Por que uma escola... E eu passo por ali, seguidamente, e naquela rótula, pessoal.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Tem uma revenda de automóvel bonita, funcionando; tem um posto de combustível bonito, funcionando; tem uma revenda de automóveis multimarca, bonita e funcionando; e você vira o pescoço para o lado, tem uma escola destruída, abandonada, pichada, com mato. Não dá. Não me conformo.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Um aparte.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Não tem como. E o que mais está me preocupando, vereador Scalco, é que os jovens estão começando a desistir. Está chegando metade do ano, daqui a pouco chega, é rapidinho para chegar o Natal, e se perde o ano. Já perdemos alunos para a pandemia, e para aonde vão esses jovens? Seu aparte, vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Parabéns pelo tema, vereador Zanchin. A educação é a solução do nosso país, educar os nossos jovens, dar a possibilidade de eles terem uma profissão. Só que é triste de saber que uma escola lá está fechada, daí eles mandam os jovens, praticamente, a mais de um quilômetro de distância tentar estudar, para quebrar galho, e a gente não vê soluções, está abandonado. Uma região boa, com uma escola que, quem passa lá, parece que está às traças, abandonada, literalmente. E o ensino não pode esperar, a partir do momento que o jovem perde o interesse pelo estudo a gente não recupera mais ele, é difícil, ele tem outras prioridades. Tem que gerar um interesse pelo estudo. Então a gente tem que dar instalações adequadas, professores capacitados, fazer que o jovem tenha a percepção que o estudo é importante para ele. Mas o poder público, principalmente, está demonstrando o quê? Morosidade, descompromisso com ele. Isso ele sente, então ele vai abandonar a escola, vai abandonar. Nós temos que mudar isso, professor, não pode mais continuar assim. Eu peço ao prefeito municipal, que é do mesmo partido do governador, que façam esforço, que os jovens são de Caxias, vai dar um impacto lá na frente na prefeitura de Caxias. Então que se somem esforços. Eu não sei se há essa conversa, porque a gente tem o muro do Imigrante lá, já está fazendo nem aniversário, já dá para botar até uma estátua lá eu acho e fazer uma placa, porque aquilo lá já é permanente. E tomara que essa escola não aconteça exatamente o que aconteceu com muro do Imigrante, só promessas e nada de soluções. Obrigado, professor.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Obrigado, vereador Scalco. A informação é que de 800 alunos hoje, vereador, 480 ainda estão fazendo esse translado, o restante ou desistiram ou estão esparramados por escolas por aí. E não é concebível isso, não é concebível. Eu sei que teve o problema da tragédia que tivemos, mas as coisas não estão acontecendo, não estão acontecendo, está ficando feio ali o aspecto da escola e eu realmente fico muito preocupado, não consigo aceitar nós chegarmos aí em época de eleições ou em época de final de ano, vai passar rápido, depois de agosto passa muito rápido, e os jovens estão desistindo. Vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Zanchin. De fato, somos vários professores aqui na Casa e a educação ela nos compromete em vários temas que convergimos.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Conversando com o senhor, o problema da escola Apolinário não é um... Para retomar os trabalhos lá não tem que se colocar um reator nuclear, e eu falo reator nuclear porque envolveria um custo muito grande, tecnologia; não, é uma questão elétrica, relativamente simples e relativamente barata. O futuro do Apolinário vai ser o mesmo do Cristóvão, no que se refere a anos, anos, anos com medida judicial, o Ministério Público autuando o governo. Então eu quero dizer que em nome da professora Marili, diretora muito competente, querida, da Escola Apolinário Alves dos Santos, demonstrar a nossa solidariedade. Mas só a solidariedade não adianta, enquanto a escola está fechada; como bem disse o senhor, os estudantes estão evadindo; o Evaristo por sua vez, que acolheu os estudantes e a comunidade escolar da Apolinário, tem uma série de problemas, precisa de outras reformas, já é uma escola muito grande. Então nós precisamos de uma ação efetiva. Eu lhe convido, vereador Zanchin, já que o senhor está trazendo essa questão, vamos marcar... E o nosso presidente da comissão de Educação, e os vereadores que quiserem se somar. Vamos marcar uma reunião com a Dra. Simone Martini, promotora, vamos é conclamar o Ministério Público e ao mesmo tempo contar com a boa vontade política do governo do estado, que é inadmissível isso. Nós não vamos poder consentir que a comunidade escolar padeça pela incompetência do governo estadual, que pinta o estado do Rio Grande do Sul como as mil maravilhas e não consegue resolver um problema elétrico da escola Apolinária. Obrigado, vereador.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Obrigado pela contribuição, vereador Lucas. E eu ao menos perguntei do transporte. Antes de dar a palavra, vereador Bressan, o senhor que é da área de transporte, pedi do transporte. Bom, pelo menos nós temos um deslocamento para os jovens, então faz ali um ponto de recolhimento dos alunos do Apolinário e leva, mas ficou como diz o dialeto italiano [ininteligível]. Cada um dá um jeito e vai de Kombi, vai... Enfim. Vereador Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Obrigado, vereador Zanchin. Vou voltar um pouquinho para trás aqui. Ainda bem que tem um trabalho superimportante nesta Casa, que se chama taquigrafia, que tem os Anais da Casa de tudo que a gente fala aqui. Quando a gente debateu as PPPs da iluminação, existia uma revolta muito grande “mas o que os funcionários vão fazer?” Está aí. A falta de diálogo da Secretaria, da SMED, com a 4ª CRE, com a coordenadora da 4ª CRE para entender que nós temos os funcionários, está faltando o quê? Nós temos o pessoal da elétrica. Nós dizíamos: vão atender os prédios públicos, as UBS, os colégios, que tanto precisam. Por que não fizeram uma reunião lá atrás, vereador Lucas? Para eles ter um entendimento, assim, eu estou aqui com a mão de obra. E vamos fazer funcionar a escola. Qual que é o problema? Nós temos a mão de obra, não é culpa dos funcionários. Os funcionários precisam ser demandados. É culpa de quem não tem diálogo de gestão. É só dialogar, município com estado, é o mesmo partido, é a mesma situação e vamos botar a escola para funcionar! Nem isso não consegue. Está ali nos anais que nós debatíamos isso. Obrigado.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Perfeito. Obrigado, vereador Bressan. Por isso que para mim, cada vez mais, faz sentido o meu projeto aprovado, aqui, por esta Casa, “Adote uma escola”. Eu acho que é por aí que a gente vai agilizar e melhorar a nossa educação. O Colégio Apolinário, eu venho aqui nesta tribuna para dizer, pede socorro. Pede socorro para que a gente possa voltar a ter aulas e trazer os jovens de volta para o caderno, para o livro, para a sala de aula e assim por diante. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Muito obrigada, vereador. Colegas vereadores, é muito rápido, eu só quero, até porque regimentalmente, há uma necessidade de que a gente compartilhe, preste contas aqui com os colegas vereadores e também com a comunidade. Então, explicar um pouco da minha ausência na semana passada aqui nas nossas sessões, que foram presididas pelo colega vereador Adriano Bressan, com os colegas da Mesa Diretora aqui também. Nós estivemos no Summit Cidades, um evento que aconteceu em Florianópolis, em Santa Catarina, esse que é considerado o maior encontro de agentes públicos para discutir cidades no país. Então, queria compartilhar com vocês um pouco dessa experiência. Foram três dias, segunda, terça e quarta, em Florianópolis. Vários assuntos foram tratados: mudanças climáticas, mobilidade, saúde, educação, a gente colocou aqui alguns dos temas, tecnologia, inovação, se falou muito sobre cidades inteligentes, sobre cidades resilientes. Um tema que me encantou bastante também, e confesso que não tinha muito conhecimento sobre ele: cidades brincantes e cuidados com a infância, é um tema superimportante. Também neurociência, demandas sociais, a implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável. Junto com o evento... O Summit Cidades era o evento completo assim, mas havia muitas divisões de outros temas. Então, havia um espaço falando muito mais sobre comunicação política; um espaço que era o “LicitaSim”, falando mais sobre processos de licitação, sobre compras públicas. Mas sete mil pessoas é o público estimado nesse evento, que tinha 12 palcos simultâneos. Então, a gente acompanhava as palestras todas com um fone e colocando o canal do palco que tu queria assistir. Então foi sensacional. A gente teve várias pessoas que são experts nesses assuntos, de várias partes do país. Além de algumas palestras magnas, que eram para o público todo como nós tivemos Serginho Groisman; como tivemos Monja Coen, como ouvimos também Amyr Klink, o velejador, falando um pouco das experiências. Então, foi um evento muito importante e a gente traz muitas ideias, muitas iniciativas para várias pautas aqui da nossa cidade. Então, quero, nesse momento, prestar contas e agradecer a todos que mantiveram aqui os trabalhos da Casa ao longo dessa semana para que a gente também pudesse buscar mais conhecimento para as nossas pautas do dia a dia, para as nossas discussões aqui da Casa. A gente falou muito lá sobre essa questão e muito se focou inclusive o Rio Grande do Sul por causa das mudanças climáticas, da necessidade de cidades mais inteligentes, mais resilientes, de planejamento. Então todas essas questões também que são importantes para a gente discutir aqui a partir de agora. Então essa é a prestação de contas também que a gente faz da participação no Summit Cidades, esse o maior evento que debate cidades no Brasil. E só lembrando que na quinta-feira, último dia de estada, nós também estivemos na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, na Alesc, reencontrando algumas pessoas que têm sido importantes para a construção de projetos inclusive aqui da nossa Câmara e que já utilizaram projetos nossos aqui da Câmara também nos municípios lá de Santa Catarina, como “O Nosso Voto, Nossa Voz”, que foi usado lá. Então a gente visitou também a presidente da escola, ex-deputada Marlene Fengler, que é a presidente da Escola do Legislativo da Alesc. Então essa é a nossa prestação de contas. Só queria trazer porque regimentalmente além, é importante que os cidadãos sempre saibam disso, que além da nossa prestação de contas, como qualquer empresa se faz quando a gente volta, a gente tem que prestar contas dos nossos gastos todos, das nossas diárias, mas a gente também quer prestar contas daquilo que a gente trouxe efetivamente de bagagem, de mais conhecimento para poder tocar aqui o trabalho da nossa Casa, o nosso trabalho e o trabalho para a nossa cidade. Obrigada.
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VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Senhora presidente, caros colegas, também estive, semana passada, em Brasília, acho que é importante prestar contas. Me reuni com diversos deputados federais e por estar lá no momento certo, na hora certa, tinha o residual de uma emenda para compra de veículos para a Secretaria de Saúde e eu consegui lá dar uma chorada e já está sendo pago para Caxias do Sul R$ 239.188,00 para a Secretaria de Saúde para compra de outro veículo aqui em Caxias. Então já consegui, no final da fechada das emendas, mais uma emendinha do deputado Marcon para Caxias do Sul. E visitei lá o deputado Zucco, Marcon, visitei o deputado Sanderson, o Osmar Terra. Apresentei alguns projetos interessantes, umas ideias interessantes para Caxias e ficou um compromisso, porque eles já tinham direcionado todas as emendas esse ano. No seu cronograma para o ano que vem enviarem mais verbas para Caxias do Sul. Então é importante esse convívio, essa aproximação com os deputados federais porque é dinheiro novo que chega para Caxias do Sul e esse dinheiro faz falta já que o fluxo de caixa do nosso município está apertado, estamos sem dinheiro para investimento. Então toda emenda que vem é muito bem vinda. Mas eu quero trazer aqui hoje o Jornal Pioneiro, diz que a Serra fez 6,4 mil pedidos do auxílio reconstrução e somente 115 pessoas receberam. Eu fico um pouco preocupado porque já fazem 60 dias da nossa tragédia, as pessoas perderam tudo dentro das suas casas e esse auxílio reconstrução, apesar de ser um valor não muito alto, é muito importante para essas famílias porque tem que comprar a geladeira, o eletrodoméstico, os móveis que perderam. A água estragou tudo. E aqui diz que contudo... Como que está aqui? São 6.440 famílias que pediram o auxílio e somente 115 receberam porque tem que ser feita uma avaliação. Se somente 115 receberam eu fico preocupado porque para 6,4 mil pedidos serem avaliados... se for depender do mesmo prazo acho que a gente vai demorar uns 15 anos para que essas famílias recebam. Nós temos que dar celeridade porque é muita promessa, mas efetivar realmente no bolso das famílias a gente não está vendo. Então fica aqui o meu apelo pelas famílias que perderam tudo, que tem que dar uma atenção, tem que fazer uma força tarefa. Se faltam pessoas para avaliar os pedidos que se bote uma leva ali de funcionários públicos ou CCs, o que bem entenderem, mas que atendam essas famílias porque está demorando muito. Essas famílias não podem esperar, está fazendo falta na casa delas os eletrodomésticos, móveis. Então fica aqui o meu pedido. Eu tenho certeza que os vereadores do PT também ajudarão nessa cobrança com o governo federal para o quanto antes, para a gente poder ao menos atender com um pouco essas famílias que perderam tudo, principalmente de Galópolis. Eu acho que também são muitas que se inscreveram. (Manifestação sem uso do microfone.) Tá, isso. Obrigado, Rafael. Manda um Whattszinho para o Lula aí, vamos ver se até semana que vem a gente consegue pagar os caxienses que não receberam nada ainda, porque Caxias não recebeu nem um centavo ainda desse dinheiro. Obrigado.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Obrigado. Bom dia, senhora presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu falei pouco ali, porque o assunto é muito importante e as cobranças vêm, as pessoas têm preocupação e merecem ser atendidas, e que coloque o assunto aqui para ser debatido. Foi na fala do vereador Lucas Diel aqui que eu peguei um aparte, porque as pessoas de lá de baixo, da linha de Sebastopol, enfim, Vila Cristina, Nova Palmira, tenho bastante contato e a gente conversa diretamente. E falando que desde a primeira vez que veio aquele ministrozinho lá, não sei nem... O Renan Filho, acho que foi. Veio ali fazer fotinho, veio apertar a mão do prefeito, veio fazer propaganda, essa é a verdade, veio fazer fotos. Eu vou trazer aqui, eu posso trazer aqui terça-feira, que se apertavam as mãos, só faltou soltar uma bateria de foguete lá embaixo. Mas, efetividade eu não vi nada. Eu vi um serviço porco, um serviço que não merece respeito nenhum, que qualquer pessoa, que não precisa ser formado, professor Zanchin, o senhor que é professor, em engenharia para ver que não ia dar certo, porque tem que conhecer, tem que conhecer o rio. O rio lá é violento, ele tem uma correnteza, o Velocino conhece. Como que você vai ter um rio de 200, 300 metros de larguras e fazer ele ficar em 40, 50 metros jogando pedra para dentro do rio. Obviamente que todo mundo viu os vídeos que começou a levar, começou a levar e vai levar tudo, não precisa uma chuva forte que nem aquelas de maio. Não dá, tinha que ter uma contenção. O rio é diferente, cada rio tem a sua particularidade, tem um que não tem correnteza, tem um que tem mais correnteza, tem um que entra mais rios ali, tem um que entra menos. E aí, esse serviço é do DNIT Federal, que ficam brincando com nosso dinheiro. E aí, a ponte não está lá, que falaram que ia tá em 30 dias, ou menos de 30 dias a ponte estaria instalada. Mentira, vai fazer 60, dia 7, eu marquei, dia 7 vai fazer 60 dias. Mentira, não está pronta, as pessoas tão atravessando lá com um caiaquezinho. Aí a outra teve que demolir, óbvio. Aí, a do Bananal, ainda bem que conseguiram reconstruir, porque eu fui lá o dia que aumentou 14 metros lá, porque tem um amigo meu que mora bem do ladinho e quase foi a casa dele inteira. Conseguiram fazer ali uma limpeza, enfim, a estrada chegar, porque a ponta é bem baixinha, e graças a Deus que ela é baixinha, o rio passou por cima, e aí não levou embora. Porque a de ferro logo para frente, e a outra, que vai a Linha Nova, caiu, que ela foi embora; e a de ferro, da Feliz, vai ser interditada. Então, vocês imaginam que situação. Aí, menos de 30 dias foi anunciado, o bonzão do ministro chegou ali e disse que em menos de 30 dias ele vinha ali para fazer... tomar champanhe, sei lá o quê. Não aconteceu, aí nós vamos para 60, não aconteceu. E agora? As pessoas sabem onde tem que ir lá no Bananal e tem que pegar a estrada de chão, destruir o seu próprio carro, suspensão. É sempre quem tem que pagar, é o que tem menos. Essa é a verdade. Sempre quem paga o pato é quem não tem culpa da situação. E aí, eu vou pegar agora só no final aqui um problema, que eu estou cansado, mas a gente vai ter que cobrar cada vez mais. Hoje à tarde eu vou lá, eu vou fotografar os canos que estão ali no depósito ali na Av. Assis Antônio Mariani, próximo ao cemitério, estão lá os canos. Tem canos lá à vontade, tá? E a Dr. Oscar Serafini fazendo 60... Hoje acho que é dia sete, seis. Faz 66 dias, hoje, que eles não fazem a tubulação nova da Dr. Oscar Serafini, e está lá o buraco aberto. E os canos estão logo ali, 50 metros para baixo, ali na Dr. Assis Antônio Mariani, tem um depósito de canos. Estão lá os canos, tem brita. Tem tudo que precisa, só falta a vontade e a máquina. A máquina acho que não está estacionada lá, né? Senão seria um absurdo. Mas falta vir a máquina e ter vontade de fazer. Então, hoje à tarde vou lá, vou filmar, depois vou trazer para vocês. Porque tem que botar no telão, tem que fazer vídeo. Tem que tentar dessa forma, né? Porque 66 dias é brincadeira. E aí fica a minha revolta, aqui, contra o Dnit, que tem que ser cobrado. Nós temos nossos deputados federais aí. Por favor, que se manifestem. Obrigado.
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Senhora presidente, o Bressan falou há pouco, não na última fala, que os Anais falam. Se puxar minhas duas legislaturas, várias vezes eu falei. Ontem de manhã, eu estava ouvindo também um debate na Gaúcha, de obras e licitações, que mudou até uma lei, mas não mudou para melhor, infelizmente. Enquanto não mudar a lei... Eu disse ali várias vezes. Quando a empresa entra na licitação, pode ter um quesito ali que seja avaliada a empresa, a estrutura que tem de atender determinada demanda ou obra que a empresa entrou. A lei deixa entrar. Eu vinha debatendo ainda lá na época daquela obra do asfalto em Sebastobol, daquela empresa, vereador Lucas, que abandonou. Faltou fiscalização. Aquele asfalto entre Vila Cristina, que aquela empresa fez, e lá na ponte, lá embaixo, que liga a Santa Lúcia, a empresa fez uma base de pedra do rio. Não houve fiscalização, e hoje está lá. Não foi só a chuva. Muito antes de entregar a obra, professor, já tinha problema lá naquela obra. Então, enquanto não mudar a lei, que empresa tenha que ser avaliada pelo poder público também pela estrutura de poder atender, não vai mudar. Todo o país passa por isso. A lei deixa a empresa entrar, deixa, permite que ela adentre. Depois... Antes de começar a obra, ainda as empresas querem aditivo. Além de que em várias obras nem tem empresa que entre. Então, enquanto não mudar isso, está ali nos Anais, não vai mudar, não vai mudar. Entrou... Não sei o que que está acontecendo ali na Marcopolo. Talvez é uma dessas. Desvio Rizzo não é por falta de estrutura; tem um problema lá. Não é dessa obra, é de antes. Eu estava junto ali, professor, na assinatura. O cara tem estrutura, é bom. Tem problema antes, que eu não vou adentrar aqui, que mexe em assunto que é da empresa. O cara era bom ali para executar essa obra. Infelizmente, agora se a Prefeitura colocar dinheiro para aquela empresa, para a obra continuar, desde lá atrás a justiça come. Ali eu até acho que não houve incompetência. Não. O empresário tem estrutura e é forte. Eu ouvi ontem, aqui, quantas obras abandonadas. Lá na ponte, lá embaixo, Marisol, eu vi, era um cenário de guerra. Estava lá, estão lá ainda os caminhões. Ouvi, ontem de tarde, que, nos próximos dias, vai ser retomada. Começou errado, termina errado. A natureza mostrou. Material igual aquele que foi colocado lá não precisava nem comprar, tinha do lado. Era só pegar máquinas e puxar ele para cá. Precisam pedras grandes embaixo, senão o rio leva. Naquela obra que eu estava junto, lá embaixo, na ponte dos ribeiros, levou tudo de novo, porque não tinha material grosso perto. Então, quando se começa errado... Como eu disse, planta rosas, colhe rosas. E um outro assunto também que eu queria falar aqui, que eu ouvi, Tatiane, eu sei que a senhora se empenha muito, houve um abandono muito grande nos últimos dias de animais. Lá na minha comunidade, no final de semana, no final do asfalto, uma meia dúzia de cachorros novos. Ontem estavam me pedindo ajuda. Inclusive, um funcionário mecânico, que mora lá, o Joni Weber, que trabalha na Secretaria de Obras, mecânico de caminhão, pediu ajuda. Vários, Lucas, cachorros, novos, abandonados, os moradores estão dando comida. Para que pegar o bichinho se depois vai abandonar? É só olhar ali na rua, aqueles moradores de rua, gente, muitos têm um cachorro ali junto. O cachorro não abandona o seu dono ou sua pessoa próxima. E a humanidade,  a pessoa tem essa coragem de abandonar um bichinho. Eu, sinceramente, uma pessoa que tem essa capacidade de abandonar o seu bichinho tem também, é a minha visão, a capacidade de abandonar, talvez, um avô, alguma... Eu tenho essa visão. Então, para que ter o bichinho para depois abandonar? Houve um abandono muito grande. Quero ver até com a minha comunidade a possibilidade daquelas câmeras, só que talvez não tenha câmera lá no fundo, um abandono muito grande nos últimos dias. Talvez tenha gente se aproveitando, de pensar que as pessoas pensem que é por causa do acontecido ou, enfim, do meio ambiente. Não! Isso ali não tem nada a ver com o meio ambiente, a pessoa quis se desfazer. Infelizmente, a consciência funciona muito pouco.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, presidente. Bom, eu não gosto muito de fazer isso, mas vamos lá, tem que cobrar. Quero começar por esse áudio aqui. (Exibição de áudio.) Beleza, recebi essa solicitação, a comunidade escolar do Santa Maria Goretti, do São João Bosco, aí, meu amigo, vereador, do “zóio” azul, Dambrós, o que eu fiz? Eu fui falar com nosso secretário de Trânsito e Transporte, quinta-feira, fui virtualmente, mandei uma mensagem para o secretário Afonso: “Boa tarde, secretário. É possível verificar e realizar essa solicitação?” Mandei o áudio, foto, pedido. A resposta do secretário: “Boa tarde, vereador. Certamente é possível. Vou verificar o andamento e lhe retorno.” Segunda, “Vereador Lucas: Bom dia, secretário. Algum retorno?” Terça: “Bom dia, secretário. Algum retorno?” Quarta: “Bom dia, secretário. Algum retorno?” Quinta: “Bom dia, secretário. Algum retorno?” Então, nesse momento, eu estou encaminhando esse pedido, que não é analisar a situação física da represa Dal Bó. Porque se fosse para ver a questão da situação da represa Dal Bó é um estudo complexo, tem que vir uma empresa analisar se na próxima chuva vai ter risco, tem que abrir a comporta, fechar. Não. É uma pintura de meio fio que, inclusive, a comunidade quer ir lá fazer. Então, eu vou ter que mandar para o prefeito Adiló, que tem dois bilhões de orçamento para responder, porque o secretário de Trânsito e Transporte não conseguiu responder um ignóbil vereador. Seu aparte, vereador José Pascual Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Não, o senhor está bem, o senhor está tranquilo, o senhor pediu, solicitou essa semana? Semana passada?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Semana passada.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Cinco de junho. Cinco de junho, estou aguardando retorno do secretário. Sábado estive na Rua Antônio Andrighetti e um cidadão por pouco não me avançou, sobre a situação de um quebra-molas, na frente de uma igreja. Então, secretário de Trânsito, eu sei que o aeroporto é de extrema importância, eu sei que grandes obras, eu sei que estações de transbordo são importantes, eu sei que é... Mas nós precisamos do miúdo, o miúdo. A comunidade cobra do vereador. Eu vou ter que andar com o prefeito ali. Não, naquela rua não, outras porque naquela não. É impossível. Então, o miúdo, nós precisamos do miúdo. O miúdo, os quebra-molas, as pinturas, melhorar placas. Então tem que responder para o vereador, tem que responder para o vereador. Fica muito feio para o vereador, fica muito feio. Então obrigado. Mas o senhor está bem, só uma semana, eu estou desde o dia 5 de junho. Obrigado.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Pois é, achei que para mim estava ruim. Mas, enfim, é isso, eu vou ali na frente Escola Santa Maria Goretti... Para quem conhece ali, é estreito, é van, vereador Bressan deve ter algum relato, é um horror para entrar naquela ruazinha. Por isso da pintura, para não estacionar, garantindo mais segurança para o pessoal da escola. Tem uma escolinha de futebol ali no São João Bosco, para quem vai na igreja, para quem vai nas lojas ali ao lado, enfim. Eu vou remeter ao prefeito Adiló essa solicitação e espero, como é um algo relativamente simples, que é a pintura. Ou nós vamos ter que fazer um projeto aqui para permitir, vamos chegar a esse absurdo, vamos ter que aprovar um projeto na Câmara para permitir que quando não forem atendido, depois de anos solicitando, os moradores façam as pinturas. Só se for assim, porque uma pintura demora um ano. Enfim, vou pedir o prefeito Adiló e espero que ele me responda. Obrigado.
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Obrigada. Cuidado, “pau que dá em Chico dá em Francisco”. Eu começo a minha fala com esse ditado popular e esclarecendo porque o óbvio também precisa ser dito. Então, vamos lá, situação de obras paradas é lei federal. A prefeitura municipal é obrigada a fazer processos licitatórios. Então o que eu quero deixar claro é que não é uma vontade do prefeito “a”, “b” ou “c” que uma obra pare de ter sequência. Pelo contrário, por muitos anos diversas obras foram motivo de luta, de mobilização da comunidade. Eu estive, a senhora também esteve, vereadora Marisol, quando se anunciou a obra do Desvio Rizzo, uma requalificação importantíssima com recursos do governo do estado, com recurso municipal. E infelizmente o município não tem como obrigar uma empresa a continuar uma obra. E por que isso precisa ser dito? Porque hoje nós temos aqui nesta Câmara Municipal candidatos a prefeito, candidatos a vice-prefeito, que vem há algum tempo com a intenção de talvez desestruturar a Codeca, de privatizar a Codeca, de fechar a Codeca. E quando uma dessas empreiteiras deixa o município de Caxias na mão, quem é que assume a obra? É a Codeca. Aliás, a Codeca que faz um serviço de excelência...
VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Um aparte.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Veja os asfaltamentos que a Codeca assumiu, a qualidade que foi entregue, para aquilo que as empresas que são licitadas por legislação federal, que aí não é incompetência do prefeito Adiló, vai ser de qualquer prefeito, são abandonadas. Então a gente precisa aqui trazer o óbvio porque às vezes eu até fico um pouco impressionada, a gente ouve umas coisas e pensa: “Será que eu estou ouvindo certo mesmo?” Porque a demagogia é tão grande que, olha, é difícil. Ano eleitoral, assim, a gente tem que ter estômago para aguentar certas coisas. Mas vamos lá, a Codeca reassumiu a situação da obra do Desvio Rizzo e é natural que em um dia de chuva como hoje, por leis, inclusive, que protegem os trabalhadores, eles não possam estar lá fazendo o que é necessário e todos sabem, e a prefeitura é a maior interessada em que essa obra tenha andamento e aconteça. Mas eu quero... O senhor pedir um aparte, vereador? Seu aparte, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Vereadora Tatiane, eu esqueci primeiro quando questionei da estrutura. E eu fiquei triste ontem pela manhã quando que eu vi o debate questionando a qualidade do trabalho da Codeca. Quem conhece sabe que não se pode comparar um tapa-buraco, que contratam a Codeca, um tapa-buraco com a qualidade de uma obra. Se fossem esses buracos que tem na cidade, e está cheio, para dar qualidade mesmo teria que recortar todos, e aí não é tão simples assim porque para fazer esse trabalho a temperatura tem que ajudar. Fazer um recapeamento maior não pode ser abaixo de 10 graus, senão o dinheiro é botado fora. Então eu fiquei triste quando questionaram a qualidade da Codeca, comparando com empresas que licitam obras na nossa cidade, porque eu fui subprefeito e várias vezes precisei da Codeca. A Codeca, não pude entrar na lei das licitações ali atrás, porque o valor é maior, não existe milagre, trabalho bom, qualidade, é mais caro e a lei permite o mais barato e o resultado está ali em várias obras da nossa cidade.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Então a gente precisa deixar claro que, independente, de quem estiver do outro lado da administração, de quem for o prefeito, vai seguir o que diz a legislação federal, vai ter que licitar a obra e, se a empresa abandonar a obra, vai ter que lidar com essas situações e que bom, vereador Dambrós, que nós temos a Codeca que vai assumir essa obra porque a gente tem a certeza de que vai ser uma obra de qualidade. Era isso, senhora presidente. Obrigada.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhora presidente, esse tema da Codeca é um tema que, desde 2021, nós debatemos aqui. E olha nós temos áudios aí que... de alguns vereadores do passado aqui que tinham certeza que a Codeca... “Não sanear as dívidas pendentes e nós assumimos aí, o lixo, o DCC  fecha....” “Não, o DCC, os servidores passam para Secretaria de Obras”. Não! Não é assim, não é assim. Então olha eu quero dizer para os senhores que, se nós lembrarmos a situação das merendeiras, quem resolveu foi a Codeca. Era uma ação judicial atrás da outra. Se nós olharmos aí quantas e quantas obras uma licitação, duas licitações, três licitações e aí a Codeca, com pouca estrutura, locando, às vezes, máquinas, equipamentos, está fazendo as obras. Então lá no Rizzo, na entrada do Rizzo, eu falei para o prefeito, eu sou muito sincero. “Prefeito, o senhor deveria licitar essa obra.” Porque a Codeca vai trabalhar um ano e meio nessa obra. Eu dei a sugestão para o prefeito para licitar, não tem culpa, que culpa tem o prefeito? Vamos reconhecer. As empresas ganham, não tem estrutura, abandonam e daí? Eu sugeriria, sugeri, mas o prefeito achou melhor colocar Codeca, que a Codeca cuidasse das tantas ruas que nós temos problemas na cidade, e que lá fosse licitado. Mas tudo bem, foi uma opção do prefeito. A situação da entrada do Planalto como é que vai ficar? É outra situação, mas, enfim... Também acho um gesto muito interessante de comprar uma usina de asfalto, vai demorar aí uns 90 dias, porque tem toda a adequação elétrica, instalação, em um pavilhão que já é do município que nós lutamos, que esta Casa lutou para aquele pavilhão que na 453 era da Metroplan, passamos para o município, era para ser o Banco de Materiais de Construção, que bom que vai ser ali, que tem espaço e que se tem uma forma de  recuperar o pavilhão e ali a usina de asfalto. Então eu sempre digo, fácil achar que dá para fazer... Não é assim. Seu aparte, Rafael Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, vereadora Tatiane, eu sei que a senhora não falou para mim, a senhora falou para o postulante candidato e a vice. Mas uma coisa... E eu fiz campanha para o Adiló no segundo turno. Mas uma coisa eu digo, vereadora, o erro do Adiló, desde o primeiro dia de governo foi ter botado pessoas que se acham técnicas e não pessoas políticas. E políticas, eu digo que nem nós, que a gente entende o sofrimento, a dor do povo. Por exemplo, a questão do Lucas Caregnato, que ele falou de uma pintura de um cordão, parece, talvez, uma coisa que não é necessária, mas aquilo vai fazer a diferença para a segurança das pessoas no entorno, o secretário não atende. O Adiló é uma pessoa que atende telefone, sábado, domingo, feriado de madrugada, de manhã, de tarde, de noite. Então hoje existem 30 prefeituras dentro da prefeitura e o prefeito Adiló está sobrecarregado, com um peso no ombro que não consegue mais carregar. E ele também não consegue fazer com que os secretários dele, a grande maioria, resolvam as situações. Por isso que está essa esculhambação, vereador Dambrós. E quando a gente fala das obras do Rizzo e do Planalto... Eu falo do Planalto que eu todo dia passo por ali. É o problema, o caos que fica no entorno, que pelo menos se a obra parasse, que isso é da vida de acontecer, tem a questão jurídica, burocrática, mas que pelo menos deixasse limpo a área, deixasse a questão... Olha, eu vivi numa época, que até o final do governo Alceu, Dambrós, a prefeitura dava combustível para as viaturas da Brigada rodar. Era a prefeitura que bancava. Agora a prefeitura está mendigando o combustível para botar as máquina a funcionar no interior, para poder rodar. Olha que ponto que nós chegamos.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Só para finalizar, um momento feliz hoje para a Região Norte, a inauguração às 3 horas da nossa academia da melhor idade. Agradecendo mais uma vez a Codeca que fez o piso junto com os servidores da Smel. Agradecer ao deputado Dalciso que disponibilizou recursos para comprar os aparelhos. E assim, a vida é feita em muitas mãos. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Obrigado, presidente. Gostaria de dizer que este ano, de 2024, é um ano muito importante para todos que são de origem alemã, pois comemoramos neste ano então os 200 anos da imigração alemã no Brasil. Este ano uma série de atividades vão ser feitas em todo o estado do Rio Grande do Sul e aqui em Caxias nós também vamos comemorar. No dia 28 de julho teremos então o tradicional kerbfest no salão da comunidade de São Romédio, localizado ali na Rua Francisco Pezzi, no Bairro Panazollo, ali próximo da BR-116. Então uma festa tradicional da cultura alemã que vai ser também precedido às 10 horas, nesse dia, com culto ecumênico, na Igreja de São Romédio. Depois será servido um almoço. À 1h 30 da tarde o início da programação cultural com diversas atrações e a partir das 14 horas a banda, a bandinha, uma banda muito legal, a Banda 0800, que vai animar esta festa. Então eu deixei para cada vereador um convite também ali lembrando deste evento. Se puderem guardar esta data, dia 28 de julho, e participarem, mas também convidar toda a comunidade. Semana que vem nós teremos aqui a presença dos membros da associação germânica fazendo o convite oficial para a nossa comunidade caxiense. Mas dizer que todos serão bem vindos, como diz em alemão, herzlich willkommen, por essa festa dos 200 anos da imigração alemã no Rio Grande do Sul. Herzlich willkommen, muito bem vindo a esta festa, 200 Jahre deutsche Einwanderung in Brasilien, os 200 anos da imigração alemã no Rio Grande do Sul. Obrigado, presidente.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Um aparte.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): (Ininteligível). Não entendi nada.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Não entendeu nada, mas traduzindo, será bem vindo e é uma... a festa dos 200 anos da imigração que começou em 25 de julho de 1824, no Rio Grande do Sul. Era isso. Obrigado.
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VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Já vou lhe ceder um aparte. Eu acho que aqui nós vamos ter que fazer uns desenhos. Eu quero que vocês analisem comigo o seguinte, ninguém pediu para que a obra do Rizzo não fosse feita dentro da lei. Mas vocês acham que se precisasse de licitação a Prefeitura poderia contratar a codeca? Sem licitação? Eu já falei e vou repetir para quem não entendeu, para quem não entende, de que se a Codeca foi contratada, está sendo contratada para fazer a obra do Rizzo é porque essa obra tem dispensa de licitação. E que bom que vai ser a Codeca. Nós não estamos questionando Codeca. Vocês querem colocar palavras na nossa boca. Não há ninguém que fale mal da Codeca, porque o trabalho é de excelência, o que nós estamos dizendo é que esse governo é incompetente, que poderia ter feito de outras formas. Eu não sei como é que podem passar pano, estão enxergando ou estão cegos? Isso... é segura para mim, porque não é possível defender o indefensável. Seu aparte, vereador Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Obrigado, vereadora Gladis. Olha, eu gostaria que aqui dentro, quando se fizesse a defesa da líder de governo, que agora a gente não tem mais vice-líder, acredito eu... (Manifestação sem uso do microfone.) Ou o Xuxa, então, tá. E aí, líder, eu gostaria que você fizesse a defesa, mas justamente no que os vereadores aqui propõem, não adianta fazer só de uma parte. As grandes obras, a gente sabe e cobra a questão que no mínimo, vamos supor, a entrada do Planalto largue lá uma raspadinha para quê? Para as pessoas não pegarem aquele poeirão e para poder acessar o bairro. Agora vou falar das pequenas, que daí a senhora não discute com nós. É engraçado, subprefeito de Galópolis, eu não ia expor, vamos expor. Faz três dias que eu mandei para ele, tentei ligar, ele não me atende; mandei mensagem, ele não me responde, três dias, a comunidade está lá esperando. E aí, por que não me responde? O prefeito Adiló responde, ele não responde. Olha só, o chefe responde, o subordinado não responde. Aí, a Semma, eu fui lá diversas vezes, tem um pinheiro, acabou de chegar, vai cair em cima da casa do pessoal lá de São Paulo da 3ª Légua, por que não corta? Não foram cortar, faz mais de semanas. A entrada do Villa Lobos tem um eucalipto de mais de 20, 30 metros de altura, dona Maria não dorme. Eu fui lá pessoalmente: “Por favor, faça o corte”. Não cortam. A Estrada José Casal, na 9ª Légua em São Luiz, o pessoal não vai lá para patrolar para a carreta não cair lá embaixo. Então, assim, não é das grandes, é das pequenas que nós estamos pedindo, e vocês não discutem as pequenas, que tanto faz bem lá para a comunidade, por que o subprefeito de Galópolis não me responde? Por que são assim? É isso! É difícil entenderem? Obrigado.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Obrigado, vereador. Vereador Renato, seu aparte.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Vereadora Gladis, eu queria voltar ao Planalto. Planalto é o seguinte, tinha um projeto bom, que seria para resolver o problema, de fato, no Planalto. Essa administração chegou, passou um melzinho nos lábios de alguns colegas e vamos trocar o projeto, fazer uma coisa mais fácil, dentro de 90 dias está pronto. Ah, esses 90 dias, já passou três anos e nove meses quase, três anos e seis meses. Então, a gente não vai pelo tão fácil assim. Tinha um projeto feito. Bom, tem que ir no governo federal? Bate no governo federal, bate no governo do estado, faz uma coisa definitiva. Então, nem uma meia sola e nem nada, só... Bom, hoje está só atrapalhando a região Planalto. O Planalto está difícil mesmo. Tinha um projeto ótimo, ótimo. Vereador Rafael lembra bem, no final da administração, o projeto que tinha lá, a senhora também se lembra. Então muito obrigado.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Eu que agradeço.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PP): Não, é isso que eu não entendo, vereador Renato. Se esse nossos colegas que defendem tanto esse governo, se eles não entendem nada e só estão que nem papagaios falando aqui aquilo que os outros dizem para eles falar. Porque não tem, se... Eu já repeti, vou repetir de novo, a obra do Rizzo tem dispensa de licitação. Portanto, ela pode se contratada por qualquer empresa. Graças a Deus, vai ser a Codeca, que bom, mas não me venha com esse discurso de que não está respeitando a lei, estão respeitando a lei sim, porque não tem, não precisa. Eu acho que esse governo... Conhece a expressão... Eu conheço porque meu pai sempre falava isso, tão mais perdido do que cego em tiroteio, essa é a expressão que define esse Governo Adiló. Seu aparte, vereador... Ah não vai dar tempo, não é, Lucas, então era isso, senhora presidente. Muito obrigada.
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