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A deputada estadual e titular da Procuradoria Especial da Mulher (PEM) estadual, Bruna Rodrigues/PCdoB, ocupou a tribuna na sessão desta quinta-feira (05), para apresentar um resumo de algumas iniciativas realizadas pelo grupo no último ano de mandato. A deputada esteve presente na posse da vereadora Andressa Marques/PCdoB na titularidade da PEM da Câmara Municipal, em sessão solene na noite da última quarta-feira (04),
Bruna apontou que o trabalho da PEM na Assembleia Legislativa baseia-se na criação de instrumentos para a construção de políticas públicas voltadas ao combate da violência contra a mulher. Ela lembrou que foi uma das lideranças políticas que estiveram à frente da mobilização pela retomada dos trabalhos da Secretaria de Políticas para as Mulheres. A secretaria havia sido extinta em 2015 e foi retomada no ano passado, após 47 parlamentares assinarem uma moção indicando ao Governo do Estado o retorno da secretaria.
Segundo a deputada, o elevado número de casos de feminicídios e de violência contra as mulheres no estado e no país é uma chaga que deve ser combatida incessantemente pelo poder público. Contudo, ela destacou que Caxias do Sul é uma exceção à regra, uma vez que está há 14 meses sem o registro de novos casos de feminicídio.
“Caxias tem sido um alento, 14 meses sem feminicídios coloca a cidade em um ponto de luz no estado. Quando a violência ocupa o estado, quando é o sangue que derrama no estado inteiro, quando uma mulher morre com 127 facadas, Caxias é um farol para todos nós. Caxias tem dito: ‘aqui nós estamos resistindo”, ressaltou Bruna.
A deputada ressaltou ainda que a AL deve votar na próxima terça (10) um pacote de projetos contra os feminicídios e convidou as vereadoras da Câmara caxiense a acompanhar a votação. Os projetos contam com o apoio das 11 parlamentares do Legislativo estadual, de diferentes tendências ideológicas. “Nunca na Assembleia tivemos esse momento de unidade. São movimentos que ocupam o debate da ordem do dia, mas da reunião de líderes, da Comissão de Constituição e Justiça, isso demonstra o quanto o Parlamento é sensível às pautas sociais”, afirmou a parlamentar.
Somente neste ano, já foram registrados 20 casos de mulheres mortas em função do gênero no estado. Isso corresponde a um aumento de 53% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas 13 mortes.