quinta-feira, 22/03/2018 - 149 Ordinária

Projeto de Lei n° 82/2017

VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Primeiramente, presidente, parabenizar o vereador Velocino Uez. É muito importante, sim. Talvez algum motociclista vá se oportunidade, porque vai ter gasto, vai ter que adquirir o material e tudo mais. Mas é de extrema importância, sim, o projeto, porque... Eu também sou motoqueiro e, volta e meia, estou sempre em cima de uma moto pilotando, até mesmo para vir para o trabalho. O problema do motoqueiro é que, dependendo a moto, ele pega muita confiança e aí, quanto mais forte for a moto, ele vai sempre no limite do motor. Ele sempre testa o máximo dela. No passado, eu tinha umas mais fortes, e era bem isso aí que acontecia. Até levar um susto grande e aí partir para uma de pouca potência, uma 125, de pouca potência. Mas, mesmo assim, o perigo é o mesmo. Porque bater de frente, a 40 por hora, em qualquer obstáculo, ali se foi e não tem... Se não ficar com bastante sequela, a pessoa acaba perdendo a vida aí. Mas o importante disso aí, vereador Uez, é que infelizmente muitos motoqueiros, principalmente os motoboys, quando a gente está circulando pelas ruas, eles fazem umas manobras que é de assustar. Não sei como eles não se assustam. Acabam cortando os veículos, e eles acreditam só neles. O mal do motoqueiro é que ele confia nele. Realmente, se depender só dele, não vai acontecer nada, mas ele nunca conta com o que o outro que está do lado dele pode fazer. Então, uma rápida puxada no volante, para pegar um motoqueiro desses é dois toques; e para jogar ele embaixo de um caminhão, fica muito simples, e aí se vai a vida. Então... Claro que não vai ser a solução também, não é. Mas eu acho que o que der para amenizar, o que der para ajudar... Porque quando tu estás no volante, só vê o motoqueiro quando ele já passou por ti. Aí, se tu pensar em botar o pisca e puxar para o lado, já passaram três, quatro por ti. Então, é muito rápido. Eles circulam muito rápido, e a visibilidade deles é muito difícil. Eu acho que sim. Conto também até a primeira preocupação minha, quando eu comecei a andar de moto, que foi botar no meu capacete a informação do grupo sanguíneo, porque quando dá – até o Bandeira também é motoqueiro –, quando dá o acidente, ali que o pessoal... Às vezes, o cara se arrebenta todo, precisa de sangue o quanto antes e, se tem a informação mais rápida, mais chance de vida ele vai ter. Então, parabenizar, vereador Uez, é muito importante esse projeto, mas já dizendo que facilita a visibilidade deles, mas ainda nós vamos ter dificuldade, porque eles andam que nem loucos. Realmente, o motoqueiro, ele facilita. Eu falo por mim mesmo, a gente acaba usando todo o motor. E se a pessoa não é responsável de buscar alguma coisa menor, porque às vezes tem a necessidade de ter que ter a moto em razão do volume de veículos na cidade, tem essa necessidade de ter, mas mesmo assim a pessoa tem que ter responsabilidade de andar no limite da velocidade que é permitido no trânsito. Então, mais uma vez, Uez, parabéns pelo...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Seu aparte vereador Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Chico, eu me lembro do projeto na Legislatura passada. Através desse projeto do senhor, vereador Uez, que o vereador Renato Nunes protocolou um projeto dos mototáxis. Nós passamos a discutir, no ano passado, aqui, a questão do Uber. Olha o avanço. Um dos projetos da vereadora do Rio de Janeiro aprovado foi justamente a regularização do mototaxi. Gente, olha como Caxias poderia evoluir. Esse projeto do senhor, vereador Uez – para concluir –, poderia ser útil. Eu não era vereador, eu era estagiário aqui da Câmara, os mototáxis fizeram protesto aqui na frente, estava sendo discutida a questão do uso dos coletes, que é para a segurança deles. Esse projeto do senhor, vereador, parece ser simples, é só identificar, mas isso a própria Brigada, os Bombeiros, as pessoas que lidam com a saúde já tem a identificação do tipo sanguíneo. É simples. É só fazer uma... Em uma costureira, enfim, porque é para salvar a vida deles. Então, se eles gerarem polêmica, é justamente para beneficiar eles para salvar a vida dos motoboys.
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Obrigado, vereador. É exatamente isso. É um detalhe, é uma coisinha simples, mas sabe que sempre que tem que botar alguma coisa a mais, o pessoal acaba reclamando. Desculpe me estender, presidente. Obrigado. Era isso.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhor presidente, nobres colegas, vereadores e vereadoras, confesso que nem ia fazer essa discussão na primeira discussão, mas já vi que, se está gerando dúvidas aqui dentro, entre nós vereadores, imaginem ali fora. E o projeto deixa bem claro que essa obrigatoriedade seria para, enfim, os motoqueiros, os motobys que prestam serviços. Então, no primeiro: “Oh, o vereador quer gerar custos para cima de nós”. A maioria deles já tem aquela roupa adequada, enfim, com aquelas faixas, alguns não, para incentivar que se coloque isso também no capacete, do tipo sanguíneo. Na hora, enfim, dos acidentes, que se provoca muito, por vários relatos. Inclusive, eu também já tive moto. O Chico está aqui e também concordou que usa praticamente toda a força da moto, enfim. A gente vive, a todo momento, no meio do trânsito e vê que os motoqueiros passam ali no meio a todo vapor, leva até um susto muitas vezes. Mas o objetivo único que é melhorar a qualidade na hora do atendimento quando isso ocorrer, se ocorrer. O único benéfico com isso, que ganha com isso, é o próprio motoqueiro, é benefício para ele. E se aquele cidadão que não tem a obrigatoriedade no uso do dia a dia, como o senhor falou, ou o Chico: “Bah, eu também vou ter que me adequar a isso”. Ver como isso é benéfico para ele próprio ali na frente. Talvez, muitas pessoas que não prestam serviço público, enfim, qualquer tipo de atividade de serviço, vão ver que o beneficio é exclusivamente do usuário. Que, muitas vezes, segundos, como falava também primeiro no outro projeto seu, segundos podem salvar a vida dele. Muitas vezes acontece isso. Mas se vê muito dessas motos que provocam acidentes, muitas vezes, pelo trabalho deles que precisa dessa agilidade, dessa rapidez, que leva isso, muitas vezes de noite, dia de chuva, esses motoqueiros, às vezes, vêm embaixo de uma chuva. Eu tenho até orgulho de ver a atividade que eles fazem. Muito perigosa. Entrega, às vezes, o lanche, pizza, enfim, a todo o vapor, neblina. Então isso facilita muito, essas faixas, enfim. Mas, além disso, novamente, identificação do tipo sanguíneo. Se isso vier a acontecer, é ele que pode se salvar, ele mesmo. No primeiro momento pode parecer: “Não, está gerando custo”. Mas o custo beneficio é para o próprio cidadão que ali está usando isso. Então, parece uma coisa simples, mas mais é sensibilizar cada dia mais. O que se vê é que aumenta muito motos, bicicletas, enfim, que se vê nessa cidade, pelo contexto de gasto, tudo; no uso do dia a dia, o trânsito mais fácil, facilita mais, que venha em beneficio do próprio cidadão. Então, o projeto, não iria discutir hoje. Bem rapidamente, não vou nem usar bem, praticamente todo, na segunda discussão, para que reflita quando os colegas vereadores, além de ali na frente contar com a aprovação, quando ali fora questionar: “Oh, o vereador está gerando custo”. Não, o beneficiado é o usuário. Então, que me ajudem nessa construção, porque, dias atrás, quando foi aprovado um projeto dos elevadores do uso obrigatório do som: “Não, mas gerou gasto em prédios”. Não, são prédios, são áreas comerciais. Aqui é o motoqueiro que presta qualquer serviço. Mas o usuário que queira aderir é bem-vindo. Por quê? Porque é benéfico para ele próprio. Então, seria isso as considerações para hoje, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Pois não, senhor presidente. Senhoras e senhores vereadores, vamos parlar mais um pouquinho, senhor presidente. E falando a respeito do projeto de iniciativa do nobre vereador Uez, o projeto é bom. O projeto tem, digamos assim, um excelente objetivo. (Manifestações sem uso do microfone) Exato porque é, no caso, salvar vidas, não é vereador? Salvar vidas. É evitar que muitas mortes, que muitos acidentes aconteçam. Se bem, na minha opinião, o que mata mais gente no trânsito, principalmente os motoqueiros, não só os motoqueiros, motoristas em geral, os condutores de veículos, em primeiro lugar a imprudência, a pessoa que sai em alta velocidade e não respeita a sinalização de trânsito. Aí não adianta estar com colete, não adiantar estar com capacete, não adianta... Que anda a 300 por hora dentro de uma via, aí não... Então a imprudência, o álcool, infelizmente o álcool. Hoje em dia mesmo com a Lei Seca mais rígida, doendo no bolso do camarada, correndo o risco de perder a carteira de habilitação, mesmo assim... É porque a Brigada, o pessoal de trânsito não faz mais barreiras. Se fizer mais barreiras em locais diferentes é a mesma coisa que jogar a rede, puxar e pegar a rede cheia. O pessoal não respeita. E uma coisa que mata muita gente, sabe o que é, vereador? A distração, a pessoa que anda no munda da lua, com a cabeça no mundo da lua, distraída. Isso aí é o que mais mata gente. Que às vezes tem gente que até corre um pouquinho mais, mas ela está atenta, ela está ligada. Tem muita gente que anda distraída. E falando dentro desse seu projeto... Eu também sou motoqueiro... Ah, falando no celular não é vereador? O vereador Cassina está mostrando o celular. Tem muita gente que anda direto falando no celular, digitando, pior, no WhatsApp ali digitando. Sem condições. Eu como motoqueiro que sou também, já tive moto e acho que para o conhecimento de algumas pessoas aqui, tempo atrás, eu tinha uma motinho... (Manifestação fora do microfone) Não, uma mais antiga, uma 250 e eu acabei sofrendo um acidente aqui na Sinimbu no tempo ainda que estavam o tapetão vermelho da Visate, sabe um corredor ali? Da Visate. E daí eu estava subindo a Sinimbu e um cidadão, um empresário, recém tinha comprado a camioneta, novinha, zero, estava levando para casa a camioneta dele. Eu acho que ele estava tão emocionado com o carro novo, zero, que estava levando para casa que ele não me viu. Ele estava lá na direita, do lado do corredor, tapetão vermelho da Visate, e eu estava lá na esquerda, ele atravessou a mundo para a esquerda e quase me jogou dentro de uma loja. E no fim eu acabei me assustando com aquilo ali e desisti. Desisti, vendi a moto, deixa eu de carro mesmo ou a pé, de ônibus, sei lá, mas de moto desisti porque é muito perigoso. Então tudo que a gente puder fazer, vereador Uez, para tentar salvar a vida das pessoas, principalmente dos motoqueiros... Como é que o senhor falou? Os motociclistas. Diz que tem diferença de motoqueiro para motociclista. Então eu como sou mais jovem... Para mim é motoqueiro. Então tudo que a gente puder fazer para tentar salvar vida, desse pessoal, é muito importante. Se bem que, para concluir, senhor presidente, muitos motociclistas, muitos motoqueiros eles querem respeito, mas eles não respeitam. Então aí que dá o acidente. Muito obrigado.
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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, eu também... A gente tem moto, sou motoqueiro desde jovem, com 18 anos, mais ou menos, de idade, 17, 18 anos já tinha as primeiras motos no interior. E graças a Deus, até hoje nunca aconteceu nada, mas... Porque, muitas vezes, Deus ilumina a gente porque, realmente, a gente, muitas vezes, se passa. E a moto, quando a gente vê, ela, vereadora Gladis... Quando o perigo está em cima, a gente não consegue segurar, porque são duas rodas. Por isso que tem que maneirar a velocidade, senhor presidente. Porque, no momento em que tem alguma barragem na frente, que barra o cara... Tu vais frear a moto, muitas vezes, tu não consegues segurar o tempo por causa que é uma roda só, podemos dizer. São duas, mas sempre tem que frear a traseira, porque se for puxar a dianteira também, muitas vezes, tu vais para o chão, quem não é piloto. Se puxar a dianteira... Muitas vezes você vai fazer uma curvinha de nada tu vais para o chão. Tem que sempre usar a traseira. E um pneu só segurando, aí não tem, muitas vezes, segurar e aí por isso que dá muitos acidentes, inclusive em nossa cidade – e graves, muitas vezes. Então tem que cuidar, sim, seja no interior, aqui na cidade. Muitas vezes, naquelas entradas e saídas do interior, as entradas vicinais. Não é porque é uma estrada larga que você tem que rodar, você tem que ter atenção a saídas de tratores, máquinas. Tem que estar sempre atento, ver se não sai lá um trator, não sai um caminhão, naquelas entradas e saídas; aqueles tuque-tuque são vagarosos. No momento em que está no meio da rua, você já vai segurar, em uma estrada de chão, seja no... Até no asfalto. Muitas vezes, tu não consegues mais segurar porque está perto do obstáculo que está aí na frente. E volto a dizer, aí que dá uns acidentes, na ocasião. E vejo como um projeto simples; votarei favorável nas... Agora, na primeira discussão, mas, principalmente, quando estiver ali na segunda discussão mais parlamentares irão falar. E vejo... (Manifestação sem uso do microfone) Também, o vereador Rafael está dizendo que também é um motoqueiro.
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Um aparte, vereador?
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): No momento. Então a gente percebe, vereador Rafael, que é um projeto simples, bem tranquilo, mas eu vejo como muito... Importantíssimo, de ter, sim, a identificação do nosso... Como a gente pode usar um projeto para ter nos motorista, nos ônibus da Visate. O meu projeto     aqui que era simples também, de fazer uma plaquinha, de botar o nome do motorista. “Ah...” O vereador aqui ou lá de fora, a população, muitas vezes, “Mas eles já têm o nome no crachá.” Mas o quê que acontece, você andando de ônibus? Você andando de ônibus, às vezes, você tem que ir lá na frente, se virar, olhar assim, ir lá na frente do capô, olhar o nome dele. Tem que estar visualizado aqui. E essa questão, digamos, de também, no próprio ônibus também. Porque ele também, o motorista, sofre acidente, muitas vezes. De ele ter lá a identificação do sangue, inclusive o nomezinho dele. Muitas vezes, a gente vê, percebe que, muitas vezes, projetos simples como este, mas de grande valia e de grande importância. O seu aparte, vereador.
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Bem rapidinho, vereador. E só para... Você fez me lembrar um momento na minha vida, que essa questão de atenção e a importância de uma faixa refletiva, que, em um desses momentos que eu estava pilotando, eu estava parado em rua e era noite e o trajeto de um carro que veio, até na... Ele veio pela Dom José Barea, eu estava indo para o Bairro Exposição. Pelo trajeto que ele veio, eu vi que ele ia passar por cima, e eu acabei saltando fora da moto, e ele, realmente, carregou a moto longe. E aí quando eu falei com ele, ele disse que ele estava, na cabeça, que ele tinha que chegar na rodoviária e ele não viu nada na frente. Eu acho que seria diferente se eu, realmente, estivesse com uma faixa refletiva, a luz ia bater na faixa e ia refletir. E mesmo ele desatento, com certeza, ele ia mudar o rumo. Mas, como eu estava com a roupa imprópria, aconteceu. Mas, graças a Deus, eu estava atento e consegui saltar fora. Diferente se eu não tivesse atento, capaz de eu não estar mais aqui também. Mas é bem isso aí mesmo: atenção total.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Chico Guerra. É isso aí. Então, sou parceiro desse projeto e votarei favorável, senhor presidente. Era isso, senhor presidente. Muito Obrigado.
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Votação: Não realizada

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