VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, fico muito feliz por estarmos votando mais um projeto da nossa autoria nesta Câmara, e um projeto que tem todo o nosso carinho, até mesmo porque ele tem três emendas e tem pedido de vista. E olha, tinha tudo para não vir para pauta no dia de hoje. Mas conseguimos que ele viesse. Tem parecer da CCJ em todas as emendas. E eu digo para vocês: a única emenda que modifica alguma coisa é a primeira, que eu fiz uma emenda modificativa dando seis meses para o município como o prazo de implantação disso. As outras emendas já dizem no projeto de diversas maneiras sobre a Lei da Proteção de Dados e tudo mais. Mas eu é que não vou colocar isso em discussão, porque agora vamos provavelmente conseguir aprovar esse projeto. É um projeto de lei que acrescenta um dispositivo em uma lei já existente do município. A Lei é a nº 8.397. Existe já essa legislação que dispõe sobre a divulgação de listas de espera. É uma lei do vereador Edson da Rosa e do vereador Renato de Oliveira, à época, no caso, e que foi vetada pelo então prefeito, Daniel Guerra, e derrubada, inclusive, após isso, e promulgada pelo então vereador Flávio Cassina. Então é uma legislação que já existe no nosso município, mas eu acredito que ela ainda não está 100% funcionando. Como funciona essa legislação? Ela tem que colocar à disposição os dados das pessoas. Só que a pessoa, quando vai colocar no site da Prefeitura e entra na parte da saúde, ela coloca o nome dela e já começa que tem a parte do CNS que a pessoa normalmente, às vezes, não sabe o que é, que é o cartão do SUS. Quando ela vai colocar, tem um rol de procedimentos com nomes técnicos. As pessoas normalmente não sabem os termos técnicos dos exames, das cirurgias que elas precisam fazer. Então, normalmente fica ineficaz. E o que acontece cada vez que a gente coloca na rede social sobre procedimentos, sobre espera, sobre listas de espera? As pessoas comentam ali, chega até o nosso gabinete, e deve chegar a todos os gabinetes, situações assim: “Eu estou há dois anos na fila. Eu estou há três anos na fila. Eu nem sei se eu estou na fila.” Por quê? Porque ela não consegue pesquisar. Então, esse nosso projeto de lei é exatamente para isso, para dar à pessoa a informação correta. Então, isso é muito mais do que colocar a questão da transparência no site da prefeitura, sobre uma legislação de listas de espera de exames, consultas com especialistas ou cirurgias. É dar dignidade a todas as famílias, a pais e mães, a pessoas que precisam de procedimentos e, muitas vezes, não sabem como pesquisar. Então, a gente está falando de pais, de mães, de idosos, de crianças que estão aguardando há muito tempo ou daqui a pouco saíram dessa fila por algum motivo e não têm definida essa situação. E aqui a gente sabe, o Vini, que é assessor da Comissão de Saúde, da qual a vereadora Estela é a presidente, sabe de tantas demandas que a gente tem, no dia a dia, para saber como está a situação de um paciente. E, às vezes, é muito simples. Só dizer para o paciente que ele está na fila já dá uma garantia para essas pessoas. Então, ela sabe que ela está, ela sabe em que período ela está. E a gente tem noção que, se for alguma urgência, emergência, vai passar na frente. Mas ela tem certeza que ela está na fila. Aconteceu até antes de eu entrar na Câmara. Eu entrei no site da prefeitura e tinha uma informação: “Quem tem procedimento anterior a tal data, por favor, procurar o Dacra para atualizar, senão não vai estar na fila.” Então, muitas vezes essas pessoas saíram da fila e nem sabem que não estão mais na fila, porque não atualizaram uma questão de atualização no sistema. Então é exatamente para isso, é para melhorar uma lei já existente, uma lei desta Câmara de Vereadores, promulgada pelo então prefeito Flávio Cassina. A gente quer não só a aprovação, mas a gente quer também acontecendo. Porque a gente tem, inclusive, tanto pareceres da CCJ, a gente tem os pareceres da Comissão de Saúde, mas a gente tem pareceres inclusive da Secretaria da Saúde que o que falta ainda é a questão tecnológica. Então, em uma das emendas a gente dá o prazo de seis meses para o Município se atualizar e conseguir colocar em prática essa legislação. Hoje, para concluir, senhor presidente, eu peço que os nobres pares votem favoráveis e verifiquem realmente a importância dessa lei na vida das pessoas. Muito obrigada.