terça-feira, 24/03/2026 - 150 Ordinária

Requerimento Pedido de Informações ao Prefeito nº 5/2026

VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom, colegas vereadores e vereadoras, o tema da educação é um tema caro para mim, na medida em que sou professor da rede municipal, sou um pesquisador de educação, doutor em educação, único doutor desta legislatura no tema em que eu trabalho, em que eu estudo. E a rede pública municipal foi e é construída por milhares de trabalhadores, profissionais da educação, professores, secretários, os terceirizados, as equipes diretivas, os CPMs, os pais, os estudantes que estão na nossa escola. Diga-se de passagem, a nossa rede, a rede municipal de Caxias do Sul é a maior rede pública municipal do estado do Rio Grande do Sul. Há décadas, nós todos construímos a rede na sua qualidade, na sua excelência, avançando com trabalho e esforço de governos que foram se alternando no poder em razão do regime democrático. E causa preocupação e estranheza algumas medidas que têm sido tomadas no último período, desconsiderando a gestão democrática, desconsiderando a potência da nossa rede, dificultando a vida de estudantes, de profissionais de educação, de pais. Em razão disso que esses dados são fundamentais. Alguns colegas aqui me encontraram: “Nossa, é o maior Pedido de Informações que nós já aprovamos nas últimas legislaturas.” Bom, eu considero que ainda seja pequeno esse pedido tendo em vista a grandeza da nossa rede. E muitas perguntas, vereadora Sandra Bonetto, que não são respondidas. Ao menos não são de forma nítida, clara, evidente. E que nós, legisladores e legisladoras, temos como princípio basilar da nossa função legislar e fiscalizar. Me preocupa, vereadora Daiane, muito se no Ester Benvenutti e se no Castelo Branco serão mantidas as turmas de nono ano. Também me preocupa, vereador Jack, se no Basílio Tcacenco e se no Renato João Cesa nós teremos fechamento de novas turmas. Ou lá no Ítalo, vereadora Andressa Marques. Ou ainda, vereador Ramon Teles, lá na escola São Vitor, na escola Alberto Pasqualini. Ainda, vereador Juliano Valim, se lá na escola municipal José Protázio vão ser mantidos os cuidadores compartilhados. Eu tenho estado em várias escolas em que nós temos um cuidador para cuidar de três estudantes que exigem a troca de fraldas, por exemplo. Onde é absolutamente incompatível com a função de um cuidador com crianças de suporte dois e três que se revezem em atividades básicas, como a higiene e a locomoção. Ou ainda, vereadora Rose, temos falado sobre o tema da educação infantil. E aqui, nesse Pedido de Informações, o principal acaba sendo o ensino fundamental. E o governo traz as PPPs e a construção de novas escolas. E eu pergunto, vereadora: Qual é o planejamento da atual gestão, por exemplo, para a reforma na Frei Ambrósio? Que nós sabemos que é a maior escola da rede, num prédio que foi adaptado e que não dá conta da necessidade. Ou ainda, naquela escola do Parque Oasis, escola de educação infantil, indo para o Rosário. (Manifestação sem o uso do microfone.) Carolina Sutil. Obrigado. Que é uma escola que, desde a sua inauguração, tem problemas estruturais. O vereador Edson, que foi nosso colega, já foi secretário de governo em governos distintos. Na Governador Roberto Silveira, por exemplo, estive lá. Qual será a atitude do governo municipal, da gestão municipal em relação à resolução dos problemas da Governador Roberto Silveira? Que tem quase 500 estudantes e está com o seu ginásio interditado. São muitos os questionamentos, por isso um pedido amplo, com muitas questões, que trarão à luz informações para subsidiar a nossa discussão e a nossa fiscalização. Muito obrigado, presidente.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, pessoal que nos assiste também pela TV Câmara e pelas redes sociais. É pouquíssimo tempo, e a gente não sabe nem por onde começa. Esse é mais um Pedido de Informações, assim como a gente fez na semana passada, que eu acredito que cinco minutos é pouco para a gente discutir sobre esses assuntos. Eu tenho visitado muitas escolas, e o pedido me contempla em diversas perguntas, porque ultimamente a gente tem ido e tem feito mais do que simplesmente olhar a escola. A gente conversa com a equipe diretiva, a gente conversa com os professores, e o que impacta realmente na vida dessas escolas, muitas vezes, é o que? A falta de material humano, mas principalmente, quando a gente fala de inclusão, é a questão de uma inclusão disfarçada que acontece nas nossas escolas. O vereador Lucas trouxe a questão de um cuidador para cada três crianças. O que me impacta mais, vereador Lucas, é um cuidador para duas crianças em salas diferentes, primeiro e segundo ano. Só que são crianças – uma delas, ela é totalmente cega. Ela não tem visão. E como que um contrato é prorrogado com a empresa Troia, porque até antes do pedido de informação, eu tinha buscado algumas informações, porque a maior reclamação é a questão dos cuidadores nas escolas. E o contrato foi prorrogado por mais 12 meses. Recente, agora, gente. Foi recente, ele vai finalizar em 27 de março de 2027, daí, de novo, foi prorrogado por mais 12 meses. Mas a gente está com diversos problemas. Qual a dificuldade da Secretaria de Educação conversar com os diretores? Sem pito, sem pito, porque a gente sabe, nas últimas reuniões, os diretores estão sendo convidados a não falar. Então tem vários problemas que a gente precisa discutir. Principalmente, aqui, eu trago as escolas que tem até o nono ano, é a questão do SOE, também além do AEE. O SOE, o ano passado, foi disponibilizado nos últimos dois meses, equipe completa. Cinco períodos de manhã e cinco à tarde, nos cinco dias. Agora, o SOE foi simplesmente retirado. E a gente tem escolas que tem duas manhãs e três tardes, escolas com 600, 800, 900 alunos. E como que a gente vai resolver esses problemas? Se a diretora não consegue fazer o mínimo, ela não consegue fazer o seu planejamento, porque ela chega lá... A gente sabe os problemas que os nossos adolescentes têm, a questão da saúde mental, a questão da automutilação, e a gente não tem o SOE. Como que se explica isso? Daí a gente vai para o AEE, que é outra dificuldade. E aqui eu queria só complementar, por mais que ele seja um pedido extenso, vereador Lucas, eu colocaria mais uma pergunta, a número 20. A questão dos nonos anos. Quantos dos alunos, dos 915 alunos retirados da rede pública, realmente estão estudando? Porque a gente tem informações que o Neeja foi muito procurado para o pessoal fazer as provas para quê? Para essas escolas não irem para o ensino estadual, não irem para as escolas estaduais. Então eu perguntaria ainda: quantas dessas crianças que saíram do nono ano realmente estão estudando no nosso município? É uma pergunta interessante para se fazer, ainda mais quando não se garante que não serão retirados outros nonos anos. Então se essa pergunta, se essa afirmação não é falada pela SMED, ela não garante que não retirará os nonos anos, quantos dos nossos alunos continuarão estudando? Ou como será a evasão escolar em Caxias do Sul a partir dessas decisões? São muitas perguntas que nos deixam realmente muito preocupados com a situação. Tem audiência pública logo em seguida, mas esse pedido de informação nos embasa, sim, para os nossos olhares como vereadores da nossa cidade. Será que a educação está realmente sendo investida no nosso município? Será que a Secretaria da Educação está escutando os diretores e professores das nossas escolas? A Secretaria da Educação está atuando realmente como uma propulsora do nosso desenvolvimento, ou não? Essas são perguntas que ficam aí, além do pedido de informação, e que obviamente traremos na audiência pública que teremos logo em seguida. Era isso, senhor presidente, obrigado.
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VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom, talvez seja o maior pedido de informação, mas eu peço à Secretaria de Educação que não seja o maior retorno. Vereador Lucas, uma vez nós fizemos um pedido pela bancada, sobre a educação infantil na nossa cidade, e o retorno que veio chegou próximo a mil páginas. Porque nós pedimos a questão dos contratos e, simplesmente, foram anexados os contratos lá no meio. Tipo: “Se virem em descobrir as respostas.” Então, o pedido de informações está bem sistematizado. Acho que as respostas também poderão ser feitas dessa forma. Vereadora Daiane, eu também incluiria mais algumas questões. Aqui vou falar especificamente do nono ano, da transferência do nono ano. Porque as outras questões, de cuidadores. Nossa! Quanto tempo. A gente já vem falando há muito tempo. Mas a questão dos nonos anos eu faria mais um bloco sobre planejamento do governo municipal, da Secretaria da Educação, sobre o planejamento de transferência de mais alunos para as escolas estaduais. Por quê? Nós fomos pegos, pelo menos a grande maioria foi pega de surpresa. As famílias foram pegas de surpresa, faltando pouco tempo para acabarem as aulas no ano passado. E agora, terão mais escolas que vão perder os nonos anos? Terão escolas que perderão o oitavo ano? Como foi me dito pelo Executivo Municipal que a ideia é transferir do sétimo ano em diante até o fim deste mandato. Foi dito pelo prefeito isso para mim. Então, quais são as escolas? E mais, as escolas que receberão esses alunos. Vou citar, aqui, a última escola que eu dei aula em 2022, para depois assumir aqui na Câmara, que foi a Leonor Rosa. Tiveram estudantes mandados para a Alexandre Zattera. Mas a Alexandre Zattera acatou esses estudantes, só que fez uma negociação: os menores, a educação infantil, o primeiro ano vai ter que ir para o ensino fundamental municipal. Então, isso era mesmo a justificativa de espaço? Porque, se eu troco dois de nono ano por dois do primeiro ou segundo ano, eu estou trocando seis por meia dúzia. Então, para quê? É a minha questão. Para que mexer com as famílias neste final de ano? Mas têm várias outras coisas. Por exemplo, nessa mesma escola e em uma outra escola do Rizzo, na Nandi, que eu também fui professora lá, as pessoas não estão mais matriculando seus filhos lá, porque já perderam muitos estudantes que foram para outros lugares, para outras escolas para terminarem lá o ensino fundamental. Uma escola que tem até o nono ano, ou o ensino médio já. Então, como fica essa questão não só do SOE, mas de outros, do AEE? Porque daí, se tu tens menos alunos, tu não tem professores e professoras. O número que existia vai diminuir. Inclusive, essa história do SOE, do ano passado, foi meio que um engodo. Porque, sim, aumentaram o SOE em muitas escolas. E eu lembro de ter perguntado ingenuamente para a secretária Marta: “Tá, mas então vão ser nomeados novos professores? Como é que vão ficar esses novos?” “Não, a gente vai remanejar.” Ou seja, completaram em uma escola, mas tiraram de outra. Então, na verdade, nós estamos com muitos problemas ainda na educação. Com certeza a audiência pública do mês de abril vai nos auxiliar. Quero aqui lamentar publicamente a data. Quero dizer que, talvez, a gente teria que adequar isso, porque eu, a própria vereadora Daiane, não sei se outros vereadores, a vereadora Estela, a Sandra Bonetto, o Aldonei, temos um compromisso de debate com o Campos da Serra. Tem uma audiência que vem a Defensoria, vem o Ministério Público, vem a Caixa, vêm vários órgãos. Já estava agendada anteriormente, para o dia sete de abril. E agora a Comissão de Educação marcou também para o dia sete de abril, exatamente no mesmo horário. Duas audiências públicas, ambas de muito interesse de vários vereadores, quiçá de todos. Então, acho que é uma questão que nós vamos ter que adequar. Mas essa audiência pública da educação irá acontecer, e nós temos todos esses temas necessários para debater. Muito obrigada.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bom dia a todos, ao pessoal que nos assiste aqui ou vai assistir depois. Aqui a gente vem reforçar o que os vereadores colegas já falaram. Parabenizar aqui o Pedido de Informações do vereador Lucas Caregnato. Eu acho que é muito importante, vereadora Dai, que o negócio aqui seja bem explicado. Cada vez mais, né? Eu acho que, infelizmente, não precisava chegar até aqui; infelizmente, não precisava de audiência pública se a secretária tivesse sido mais solícita e nos ouvido. Não adianta fingir que ouve, que vai ouvir. Aqui a gente teve uma reunião pública, e eu falei para ela e para as assessoras dela, eu disse que elas iriam, infelizmente, parar no Paulo Guedes, porque eu não saberia como elas iam conseguir, vereadora Sandra, cuidar de toda essa logística e tantas mudanças. Aqui também eu faço um destaque, que ninguém da população clamou ou pediu por isso. Vocês viram alguma manifestação pedindo a questão dos nonos anos, a questão dos cuidadores para mudar, a questão de escolas para mudar, fechamento de escola? Eu não vi ninguém pedindo isso. Mas aí ela tirou da fonte “vozes da minha cabeça”, como esse governo faz bastante, baseado em achismos e coisas de como eles acham, sem construir com a comunidade, porque é difícil construir. Porque quando tu constrói, quando tu faz uma audiência pública para ouvir, ou tu ouve quem representa a comunidade, que são os vereadores, é mais difícil. Eu tenho que aceitar a ideia do Joãozinho, da fulaninha, do beltrano, que não é a ideia minha. Que é bem típico deste governo. Então, a gente teve aqui as reuniões, e nada. Eles não estiveram nem aí para a nossa opinião. Eu trago aqui, eu vou trazer só um caso para ser bem rápido, mas se ela quiser, tem centenas, mas agora eu não quero mais reunião com ela. Quero que a secretária venha à audiência pública. Mas como eu vou explicar para a Monique Oliveira, que tem um filho com autismo grau dois, aguardando um cuidador na Ilda Barazzetti? Como que eu vou explicar para os pais que a gente está com um cuidador, vereadora Dai, com a média de três pessoas para ele atender? E aí, como eu vou explicar, aqui, tantas outras promessas de mais cuidadores e não sei o quê, e para o transporte, que vão botar um por ônibus e não sei o quê? Tudo isso aí se eles não cumprem com o básico. Como eu vou acreditar? Imagina os pais, que já são céticos? E aqui lembrando o quanto é difícil para um pai que trabalha na Marcopolo, na Randon, o dia inteiro ele tem que estar se preocupando lá na empresa dele. Para a mãe, para o pai, que estão o dia inteiro trabalhando para pagar imposto, para sobreviver, para se manter neste país, tem que parar tudo porque a secretária tirou um negócio de fonte vereador “vozes da minha cabeça”. E ela tem autonomia, porque ela é apadrinhada, porque não sei o quê, porque é do PSDB, porque é do PSD, porque o Neri indicou, porque outros dizem que foi o governador, outros dizem que foi o prefeito, e não sei o quê, e costas quentes que ela tem. Deu entrevista lá no início. Todo mundo queria que ela caísse, e ela não caiu. Por muito menos outras caíram.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): E aí nós vamos indo, E eu não entendo. Às vezes, eu não sei, será que tem alguma ligação? Eu não sei o que acontece com os secretários, porque aqui eu já falei lá no início do mandato, vou repetir aqui, vereador Lucas, os secretários estão iguais ao Ronaldinho Gaúcho, com um contrato vitalício com a Nike. Parece que nada abala e nunca eles caem. Seu aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom, vereador Hiago, eu não sei o que está acontecendo, acho que tem uma reunião da base do governo acontecendo agora, porque estamos praticamente a maioria dos vereadores da oposição. Tem poucos vereadores. Eu não sei se é proposital para não votar o Pedido de Informações. Eu só quero comunicar que se por derrota ou por falta de quórum esse Pedido de Informações não for aceito... Para que todos os cidadãos saibam, qualquer pessoa pode protocolar Pedido de Informações, e o prazo é o mesmo, de 30 dias. Eu vou refazer o Pedido de informações com 500 perguntas. E protocolaremos, vereadora Daiane, todos nós um Pedido de Informações pelo sistema do portal de transparência de 500 perguntas sobre a educação. E amanhã farei sobre a cultura. Porque se alguém tem alguma coisa para esconder não somos nós, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Com certeza.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): É uma possibilidade que a oposição tem. E se hoje, por votos contrários ou por uma rasteira aqui no Plenário, de não quererem aprovar, vai ficar pior. Muito obrigado.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): E infelizmente, às vezes, eu vejo que este governo desconta coisa em nós, vereadora Sandra. O governo quer descontar em nós. Mas não é em nós que vai ser descontado. É na população, vereador Lucas, vereadora Dai. É isso que é triste. É a população que sofre com isso. Eu não consigo entender qual é a dificuldade ou o que tanto fazem nas reuniões de base, porque talvez não tenha alguém para dizer assim: "Não, prefeito, isso a gente tem que mudar e pronto. A secretária tem que ouvir os vereadores e pronto.” Eu acho que falta essa pessoa nas reuniões de base. Eu não sei se tem, se não tem. Eu desconheço. Mas eu acredito que colocar a mão na consciência e explicar eu acho que não seria difícil. Depois eu vou falar melhor, com mais tempo, sobre esse assunto. Muito obrigado.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, bastante oportuno esse debate. Vereador Lucas, comentava antes com o senhor que, na sexta-feira, fui visitar o Bairro Belo Horizonte, a partir das demandas apresentadas pela Associação de Moradores. Chegando lá, o presidente do bairro, o Paulinho, me comunicou que ele estaria na escola Tancredo Neves, porque ele foi chamado pela direção para desentupir um cano que havia entupido lá na escola. E aí o presidente do bairro, vereadora Daiane e vereadora Sandra, foi chamado para contribuir com a comunidade escolar. E ele, de pronto, atendeu ao pedido e foi lá auxiliar. Parabenizei o Paulinho, porque nós sabemos que é importante o envolvimento da comunidade na escola, apesar de que nós sabemos que esse envolvimento é necessário pela ausência do poder público. E aí o pessoal que estava lá, da escola, comentou que se aguardassem pela SMED provavelmente os canos da cozinha ficariam entupidos por sei lá sabe-se quanto tempo. E aí aproveitei para visitar a escola, conversei com a diretora, que aliás cheguei lá... E aí faço esta provocação aos colegas. Quem aqui visita escola? Quem visita UBS? Ela me apresentou todas as salas de aula, nosso presidente Edson, que já foi secretário da Educação. Eu, volta e meia, vou à escola, porque o pessoal convida para falar sobre temas específicos, trocar uma ideia com a gurizada, mas a Tancredo, quando eu fiz aquela visita mais para ver como estava a realidade da escola, me chocou um pouco a situação. Porque me deparava com salas de aula cheias, lotadas, os professores e professoras fazendo o máximo. E se percebe que naquela escola, assim como em todas as outras, o pessoal se puxa para poder se doar ao máximo para os estudantes que estão ali, mas muitas vezes não se tem o suporte básico para fazer o trabalho que precisa fazer dentro da sala de aula. Então, faltam professores, a questão dos cuidadores é uma situação grave. Nós vamos ter que ver, nobres colegas. Lá tinham três situações gravíssimas que não tinham cuidadores, e as professoras estavam tendo que cuidar sozinhas da situação.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Já lhe concedo, vereadora. As famílias, em sua maioria as mães, elas contando, na escola, que as mães têm que ir para a escola dar o suporte que os professores não conseguem dar. E aí as famílias trabalham, as famílias têm os seus afazeres. Depois a mãe não consegue trabalhar. A gente fala mal da mãe, a gente fala mal da família. É uma coisa que leva à outra. Seu aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Só para contribuir, vereadora Andressa. A Clea, a diretora do Tancredo, estava mordida semana passada. Ela nos ligou, que uma criança tinha avançado nela, e não tinham cuidadores naquele ambiente. Então é uma dificuldade muito grande para as equipes diretivas. E estão dando pito, né? Foi o que eu falei lá nas reuniões da Secretaria da Educação. Os diretores, quando eles começam a falar demais, eles são convidados até a se acalmarem e não comentarem situações das escolas nas reuniões. Isso é muito preocupante.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): É grave. Eu vou contatar - querendo - eu vou pedir para a diretora enviar o nome e o ano desses estudantes, os dados, porque eu quero ver essas três situações específicas. Qual foi a justificativa que eu recebi até agora em relação aos cuidadores? Que o contrato do município com a empresa já chegou ao limite de profissionais contratados. Eram 506 previstos, parece. E aí não tem mais como, porque não tem, está previsto na licitação esse número. Mas, gente, se renovaram, tem como fazer aditivo de contrato. Fazem aditivo para tudo. E aí para cuidador para criança na escola não tem como fazer aditivo? A gente deveria estar debatendo sobre educação de tempo integral. Ultimamente, as famílias têm me trazido muito a situação do que fazer com as crianças no contraturno. As famílias não sabem o que fazer. Não tem serviço de convivência para todo mundo, não tem contraturno escolar para todo mundo, não tem educação de tempo integral. E nós temos, aqui, que ficar solicitando o básico, o mínimo. Não é nem o básico. Que são cuidadores, professores. Então me preocupa, vereadores e vereadoras que falaram aqui, eu já falei aqui, no debate, sobre os nonos anos. A nossa educação era referência. Agora a nossa cidade está tomando medidas de fechar a escola, de fechar turma, de não contratar profissionais, de não atender o mínimo que tem nas escolas. Nós vamos acabar com a nossa rede de ensino municipal, assim como nós estamos acabando com os serviços públicos. Se nem a nossa educação pública é de qualidade, que futuro nós estamos construindo para nossa cidade? Nós temos que cobrar, sim, enquanto oposição. Essa questão dos cuidadores, a justificativa de que o contrato não atende mais o número necessário, nós não vamos engolir. E nós vamos questionar e cobrar para que a nossa educação seja levada a sério porque é sobre o nosso futuro, mas é sobre o nosso presente também. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, colegas vereadores aqui presentes, a comunidade que nos assiste. Primeiramente, eu gostaria de agradecer a você, professor, a você, colaborador e aos estudantes que tem me recebido carinhosamente em todas as escolas que eu tenho visitado. São cerca de 28 escolas que eu já visitei e é uma visita técnica. Aqui eu não vou entrar na pauta de educação porque não me cabe neste momento. Não tenho tanto conhecimento nessa causa, mas eu vou entrar na área estrutural, que é o tema principal das minhas visitas técnicas, e assim eu elenco quando eu visito as escolas. Então, meus amigos, sou formado em educação física, então eu sei que atividade física é importante para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças. E o que acontece na maioria das escolas é que não tem ginásio coberto. A maioria das escolas não tem ginásio coberto. E, pior ainda, as que têm estão cheias de goteiras. A drenagem não suporta quando chove. Ou seja, por vezes chove mais dentro da escola do que fora da escola. E aqui eu cito, principalmente, a EMEF Governador Roberto Silveira, que tem aquele seu ginásio interditado desde 2019. Já fui visitar e quando eu cheguei me deparei com aquele acontecimento. E, até o presente momento não foi feito nada por parte da Smed. Nós temos, também o Colégio Atiliano Pinguelo, que fica no De Zorzi. Pasmem, caros colegas, a obra foi entregue em 2024 e logo após a entrega a estrutura não atende: goteiras, infiltrações, a parte hidráulica não está adequada, entre outros. Falo também da Escola Alberto Pasqualini, que visitei há duas semanas. Não obstante de não possuir um ginásio coberto, a escola é pequena, então quando chove as crianças ficam dentro das salas de aula. O pátio que foi ampliado para ser feito o Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio, que é o PPCI, que muita gente fala, já apresenta problemas estruturais, como infiltração, a tinta está descascando, a parte hidráulica dos banheiros não funciona adequadamente, os bebedouros não tem a pressão adequada também. Então, a gente vê que diversos problemas estruturais mínimos das escolas não atende, sem falar no redimensionamento elétrico. Muitas escolas não conseguem colocar nem um ventilador sequer, nem um aquecedor na sala de aula por conta do dimensionamento elétrico que não é adequado. O ideal é colocar um ar-condicionado. Esse é o ideal. Mas a gente tem que trabalhar entre o real e o ideal. E o real é que elas não conseguem nem colocar um ventilador, porque não tem dimensionamento elétrico. Não conseguem colocar um aquecedor no inverno. Então, as crianças sofrem e isso impacta diretamente no aprendizado. Nós vamos ter uma criança que não vai aprender, que não vai prestar atenção na aula, sem falar no professor que, nessas condições de trabalho, também não tem o seu pleno desenvolvimento para ensinar. Então, é isso que a gente tem que pensar. E outro ponto, não menos importante: eu falo sobre o Plano de Prevenção e Combate a Incêndio. E todas as vezes que eu vou visitar as escolas eu falo com os diretores: “Diretor, isso é muito importante.” Nós temos um plano de evacuação das salas de aula em caso de incêndio? Eu sei que isso nunca aconteceu, mas a gente tem que estar preparado se acontecer. Então, nós temos que ter um plano de evacuação das escolas quando acontecer um incêndio para saber o que cada um faz, para onde corre, quem confere quantas crianças saíram da sala, para que isso? Para que quando chegue uma viatura dos bombeiros a gente consiga informar. Não tem nenhuma criança em nenhuma sala ou tem tantas crianças na sala tal. Isso é uma informação primordial que, pelo que eu tenho visto isso, não vem sendo implementado. Então, eu solicito para que a Secretaria de Educação, desde já, implemente um plano de evacuação em todas as escolas municipais para que a gente não tenha nenhum problema futuro. Muito obrigado.
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VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado presidente pela gentileza do senhor. O meu cumprimento a quem nos acompanha de casa e aos demais vereadores deste Plenário. Estava conversando com a vereadora Andressa, vereador Lucas, sobre o seu pedido de informação e eu acredito que não é falta de planejamento, é um planejamento sendo aplicado. Um planejamento de destruir a educação municipal, vereadora Daiane. E aqui nós perpassamos por governos de diferentes matizes e todos eles com um interesse comum na educação. É inegável o investimento feito pelo prefeito Pepe Vargas, inegável a manutenção da estratégia promovida pelo governo Sartori, a manutenção do governo Alceu e agora essa tragédia com o governo Adiló. E eu acho que, mais do que essa tragédia no governo Adiló, uma tragédia que é orquestrada pelo prefeito Adiló através dos seus prepostos como Edson Nespolo, que também tem direção nessa questão. Tem que ficar claro isso, vereadora Daiane. Não é só culpa do prefeito Adiló, é culpa da secretária Marta que poderia mudar os rumos. É culpa de todos aqueles que, infelizmente, aceitam estar nesse governo, mesmo discordando com a política de educação dele. Porque eu sou o vereador de oposição quando caminho nas repartições públicas, vereador Lucas. Escuto até mesmo dos cargos em comissão do prefeito Adiló, sabe o quê? Que o governo é ruim. Falam para mim e falam para os demais vereadores de oposição que o governo é ruim. Que na educação é uma tragédia. Agora, quem se dispôs a estar lá, tenho certeza que comunga de algum interesse para estar lá, vereadora Daiane. Quem trabalha comigo e acha que o meu gabinete é ruim, eu acho que tem que sair. E assim, os demais gabinetes desta Casa, vereadora Sandra Bonetto. Mas eu queria, e pedir a palavra por último, vereador Lucas Caregnato, para relatar uma situação relativa aos cuidadores. Minha tia é professora de educação especial no Colégio Santa Corona que nós homenageamos nesta Casa no ano passado. V. Exa. tem oportunidade de conhecê-la e ela tem mais de 25 anos de rede, vereadora Daiane. Tem uma aposentadoria já como professora e hoje mantém ainda outra matrícula ativa no Colégio Santa Corona. Lá precisaria de dois cuidadores porque nós temos crianças que estão classificadas como crianças que necessitam de um cuidador, mas podem dividi-lo, né, Lucas? Para ser simples na maneira de explicar. Só que a questão é a seguinte, um fica no quarto andar e o outro fica no térreo. Qual é a condição de atender ambos, se ambos não podem ir ao banheiro sozinhos, vereador Lucas? Eles podem ter a divisão do cuidador, vereadora Daiane, se estiverem na mesma sala de aula. É óbvio que eles podem ter se estiverem na mesma sala de aula. Não tendo dentro da mesma sala de aula não podem. E daí sabe o que acontece? Desloca a professora da educação especial que está ali para criar estratégia de emancipação, vereador Lucas, para criar estratégia de educação, não para atender diretamente a criança que é a função do cuidador, que recebe muitas vezes cinco, seis vezes mais, ela deixa de criar estratégia para exercer a função de cuidadora. Então, custa mais caro ainda ao nosso município. Eu tendo a acreditar que não é por mera incompetência que o exercício da gestão da educação seja tão ruim, vereador Andressa. Nós ouvimos aqui, vereador Lucas, que a supressão do transporte para aqueles que tinham mais de 14 anos para transferência para Visate era uma questão de custo. Então, bom, tendo tanta área para tirar dinheiro, um orçamento de R$ 4 bilhões, tirar logo da educação é um grande problema. Nós divergimos na aparência e na essência do prefeito Adiló, que infelizmente, durante o período eleitoral, utilizou os 45 dias de campanha para mentir para a população, e agora revela a sua verdadeira face. Aquele que não defende a educação, que não defende os professores e mais do que isso, vereadora Andressa, que não tem nenhum papel a jogar nessa cidade exclusivamente, vereador Andressa, ficar na cadeira do prefeito.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu nunca vi o prefeito Adiló como eu vi na Festa da Uva. Estava todo dia lá abanando e comendo polenta. Acabou a Festa da Uva, sumiu de novo o homem, tchê! Quando o governo é ruim, some o Néspolo também. Quando dá problema na educação, some a Marta. É um sumidouro de gente, tchê! Deve ter um ralo na prefeitura. Quando dá problema, todo mundo some. E daí quem vem dar explicação para nós são os funcionários de carreira. E quando eu vou conversar com o secretário: "É, eu avisei o seu Adiló que não era bem assim." Não é possível, tchê! Vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Libardi, o que nos preocupa de forma, assim, gigante é que... O que vai ser da nossa cidade se nós não investirmos em educação? O que vai ser das nossas crianças? Nós estamos criando uma sociedade de analfabetos funcionais, com uma educação precarizada, com escolas em que não tem investimento. Se nem na educação pública esse governo investe, que deve ser educação para todos, que todas as crianças devem ter acesso, imaginemos o resto. Então, como o senhor disse, isso não é falta de projeto, é um projeto que coloca os serviços públicos em último lugar e é um governo feito somente para os amigos do Adiló e do Néspolo. Obrigada pelo aparte.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado. Prefeito Adiló, então, para finalizar, eu vou lhe sugerir duas coisas imediatamente. Demita a secretária Marta e demita o secretário do Meio Ambiente, que todos sabemos que são grandes incompetentes. Muito obrigado.
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VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Bom, eu queria parabenizar o vereador Lucas Caregnato e declarar que meu voto será ‘sim’. Mas também eu acredito que a secretária Marta só tinha uma função ali, que o prefeito deve ter pedido para ela: para tentar fazer economia na Secretaria da Educação. Sabendo que a gente não faz economia na Secretaria da Educação, porque educação é investimento. Então, eu acho que a gente tem que rever algumas questões, né? Porque querer economizar tirando o transporte das pessoas do interior, tirar transporte das pessoas... De irmãos, né? Porque tem dois irmãos, um tem transporte, o outro não tem. E querer acabar com a educação no interior para fechar escolas não é economizar, é negligência e também é não investir em educação. Então, no momento oportuno, votarei ‘sim’. E parabenizo o vereador Lucas e os demais vereadores que contribuem com essa causa, com a causa da educação. Muito obrigada.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Eu vou parabenizar também o vereador Lucas pelo pedido de informações. Como eu disse, a gente estava discutindo várias situações da educação e achei muito propício a gente votar esse pedido de informações. Eu vou trazer novamente a questão do contrato com a Troia. Por quê? Porque nas escolas está sendo dito que vai ser avaliado e tudo mais. E é mentira, porque o contrato foi prorrogado, agora em março, neste mês de março. Ele foi prorrogado até o ano que vem. Então está sendo mentido, porque deveria ter sido analisado. Se todas as escolas estão nos trazendo as mesmas demandas sobre a empresa Troia, sobre a questão dos cuidadores e que o contrato não está mais atendendo a realidade, o que falta na Secretaria da Educação para escutar os verdadeiros agentes na área da educação, que são as equipes diretivas e os professores? Porque se os pais não estão sendo escutados, que é isso que a gente vê todos os dias, a população nos dizendo que está um caos a Secretaria da Educação, o que me dizer, então, se as escolas, professores e equipes diretivas estão reclamando e também não são ouvidos? Porque o contrato foi recém-prorrogado, agora no mês de março, prorrogado até março de 2027. Então, eu vou trazer isso novamente. E dizer que teríamos mais perguntas, principalmente sobre a questão da retirada do SOE em muitas escolas, em muitos períodos, foi retirado o SOE. E essas diretoras e as equipes precisam realmente, além do AEE, também, a questão do SOE. E relembrar a questão dos nonos anos e verificar quantos alunos ainda permanecem estudando, esses que foram retirados das escolas municipais e direcionados para as escolas estaduais. Isso nos preocupa muito, porque se o plano é que logo em seguida sejam retirados mais nonos anos, a gente precisa saber disso. Era isso. Obviamente, votarei favorável.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então, eu quero dizer que, na gestão de uma cidade, pode-se poupar dinheiro em cascalho, pode-se poupar dinheiro em viagem, pode-se poupar dinheiro em publicidade, mas, na vida das pessoas e considerando a educação uma das áreas primordiais para que essas crianças estudem, tenham alimentação no horário da aula, tenham profissionais, não se poupa dinheiro na educação. Se investe. A justificativa de que não tem dinheiro para pagar cuidador, a justificativa que tem que reduzir hora extra na educação, a justificativa que não tem projeto para reformar a escola porque não tem recurso, essa não pode imperar em uma cidade como a nossa, em que há arrecadação, em que o orçamento municipal dos últimos anos não caiu, aumentou. Então, é por isso que nós defendemos a educação pública. A nossa rede, que foi construída ao longo de décadas pelos governos que se sucederam, e em que pese divergências ideológicas, mas eu cito aqui o governo Sartori e o governo Alceu. Nós éramos oposição, mas foram governos que investiram. Cito aqui o secretário Edson, vereador, hoje colega, que foi secretário em um desses governos. Minha amiga Jaqueline Bernardes, do velho MDB, que foi secretária também. Temos divergências ideológicas, mas mantiveram o que era primordial da nossa rede municipal. Veja, eu não estou falando no governo Pepe, até porque para comparar com o governo Pepe é difícil, porque nós estamos falando de 30 anos atrás. Mas esses governos, governos de direita da cidade ou de centro que mantiveram as políticas. Por isso, defenderemos a educação pública, os investimentos necessários e o pedido de informações para trazer à luz questões que implicam na vida da nossa república municipal. Muito obrigado.
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado, senhor presidente. Eu quero falar aqui, por mim. Todos os pedidos em que as solicitações das famílias que chegaram para mim e eu procurei a secretária Marta estão sendo atendidos e estão sendo resolvidos. Quero parabenizar a secretária Marta pelo trabalho que ela tem feito em atendimento a todas as solicitações que eu tive. Vou falar por mim. E quero dizer, vereador Lucas, que eu votarei favorável. Eu acho que o pedido de informações é uma atribuição, é uma ferramenta que nós temos aqui. No mesmo tempo que ele é um pedido de informações também é um questionamento, é uma sugestão de melhoria. Eu acho importantíssimo, sim, e deve ter. A gente sabe que em várias áreas do município tem, sim, muitas melhorias a serem feitas. Mas ouvir aqui, gente, que não se acha o prefeito Adiló, isso é uma falácia. Eu tenho que dizer isso. Não por mim agora, mas pelo que a gente ouve, aqui, de cada colega dizendo assim: "Vocês têm que fazer que nem o Adiló. Porque o Adiló, a hora que a gente mandar uma mensagem para ele ou ligar, ele atende. Ele pode estar no meio do barulho, no meio de uma reunião ou no meio de um evento, mas ele atende”. Isso eu ouço direto aqui. Então, o que é tem que ser dito, gente. Tem melhorias para serem feitas? Tem melhorias para serem feitas. Sou a favor do pedido de informações? Sou a favor, votarei favorável. Mas a gente tem que, no mínimo, ser coerente com os assuntos, com os fatos. Quero dar os parabéns por aquilo que eu tenho acompanhado do trabalho da secretária Marta, que é uma secretária aguerrida, tem se forçado, ela responde. Às vezes, até comigo mesmo, ela foi meio incisiva, assim, meio rígida na resposta por algumas coisas, algumas cobranças que eu estava fazendo e que já estavam sendo atendidas. Meus parabéns. Porque só dizer que concorda com tudo, também, secretária Marta, e dizer que vai resolver e não resolver nada, também não resolve. Só estender um tapete quando chega a pessoa para ser atendida e depois não ir atrás e resolver as coisas. Seria isso, senhor presidente. Votarei favorável. Obrigado.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, eu queria dizer que eu voto sim a esse pedido de informações, obviamente. E queria dizer, concordar com o elemento que o senhor trouxe, vereador Pedro. Particularmente, falando individualmente, pessoalmente, eu não tenho problema nenhum com a secretária Marta enquanto pessoa. Converso com ela, a gente reúne, eu ligo, ela me responde. De fato, a relação interpessoal, não há o que reclamar. Meu problema, não só com a secretária Marta, mas com o prefeito Adiló, com o vice-prefeito Edson Nespolo e com todos os outros que fazem parte desse governo, é justamente o que a vereadora Sandra falou. Economizar dinheiro para quem então, vereadora Sandra? Dinheiro para quem? Se tu vai economizar com transporte na escola, com cuidadores, vereadora Daiane? Economizar com cuidadores? Então, é dinheiro para quê? E serviço público para quem, vereador Lucas? É esse questionamento que nós temos que fazer. A sociedade, a população está cansada de ver pessoas nos espaços de poder que só pensam em si e no seu grupo e no seu grupo de amigos, nas pessoas que apoiaram, nas pessoas que estão juntos no governo, porque de fato a gente não concorda com tudo, nem as pessoas que estão no governo concordam com tudo. Agora, se é um governo só para acomodar e ser cabide de emprego e atender as necessidades de quem está no governo, eu não concordo. Não tem como eu dizer amém para isso. Então, hoje há sim um projeto de sucateamento da educação pública de Caxias do Sul. Eu fui na escola Tancredo, como eu falei, vou fui na Giuseppe esses dias, fui na escola Ítalo João Balen; tenho visitado não só a escola, mas como outros serviços da nossa cidade. O que eu encontro são profissionais com muito trabalho e sem condições de exercer o básico do seu trabalho. Nós deveríamos estar debatendo sobre ter assistente social e psicólogo nas escolas; ter cuidador para todas as crianças com deficiência; escola de tempo integral, que no Tancredo tem três turmas, mas a gente tem que ficar aqui defendendo o básico porque o governo Adiló quer economizar com aquilo que é essencial para a população e querem tudo para ele e para os seus amigos. É sobre isso que nós estamos falando, por isso eu voto sim.
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VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom, da mesma forma, eu acho que a questão aqui não é a secretária Marta que sempre me atendeu. Eu vou ser sincera, não teve um momento que eu precisei, que eu chamei que não tinha momento, que não podia, pelo contrário, sempre foi solícita. O que a gente está cobrando aqui é do poder público municipal responsabilidade com a educação, Independente das pessoas que estão na administração, nós temos que cobrar aquilo que já tem sido dito aqui. Educação não é custo, não é gasto, é investimento, porque é muita hipocrisia todo mundo falar que educação é prioridade, educação é prioridade e na prática o que a gente vê? Nada de prioridade. Nem no transporte dos estudantes, nem no cuidado dos estudantes, nem na valorização dos profissionais da educação, que não são só os professores e as professoras, são higienizadoras, são as merendeiras. Aquilo de ter uma quadra coberta ou uma quadra cercada ter que ser... Eu consegui duas nesse último período, uma cobertura e um cercamento, mas graças a emendas de parlamentares. Eu quero saber o que o poder público municipal investe em educação. E outra coisa, se tem vereador aqui que é recebido e atendido na sua demanda, eu até lamento porque quando nós, a bancada do PT, dissemos que faríamos uma oposição responsável ao prefeito, nós fizemos uma oposição responsável. E eu gostaria do mesmo do prefeito, não é porque o vereador está na base, está no governo, que ele deva ser atendido e a vereadora, o vereador que não está, não tem atendimento na sua demanda. Então, isso é mais grave ainda de tudo que se está se falando aqui.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Presidente, eu quero, primeiramente, declarar voto. Salientar que votarei favorável a esse pedido de informações do vereador Lucas esse questionário, eu poderia dizer, dado o número de perguntas. Votei favorável à urgência, mas confesso que, depois até fiquei me questionando, eu acho que a urgência se nós tivéssemos falando sobre a questão do transporte escolar e outras temáticas que estão ali pontuadas, sim. Agora tem coisa que é um algarismo. Por exemplo, quantas escolas tem em Caxias do Sul? Poxa, isso é fato público, não é? Não sei se é o caso de estar ali no requerimento. Eu não me debrucei em todo ele, até porque também, ele entrou após as 4 horas da tarde na nossa pauta, foi assinado às 3h32m, mas votarei favorável. Agora, eu preciso lembrar para quem está em casa, e aos colegas vereadores que estão aqui, que a nossa função também é uma função de responsabilidade. E a gente cobra ensino integral, a gente cobra estruturação, a gente fala em educação e eu começo dizendo, sábado o governo municipal vai dar ordem nas primeiras 16 escolas da PPP de educação infantil. Um feito histórico na nossa cidade, que precisa, e agora da iniciativa privada, que é uma medida inclusive liberal, contar com as parcerias público-privadas para que possa conduzir espaços de educação infantil e espaços públicos da nossa cidade. E lembrar também, colegas, matéria aqui recente. Cortes drásticos na base educacional. De acordo com dados levantados, o governo federal reduziu 42% os gastos com alfabetização no último ano, caindo de 791 milhões para 459. No ensino em tempo integral, que os questionamentos vieram aqui nesse sentido, em que o investimento despencou de 2,5 bilhões, ele foi sabe para quanto? Para 75 milhões. Redução é vista como um abandono da possibilidade de manter crianças por mais tempo no ambiente escolar. Resumo: Caxias é uma cidade rica, próspera, arrecada? Sim. E o tanto que arrecada, proporcionalmente entrega e devolve para Brasília e para o governo do estado. Então tem muita coisa que não é feito na cidade, porque não tem investimento federal. Tem coisas que depende de dinheiro, gente. Tem coisas que não tem a ver com vontade política e emenda parlamentar. Tem coisas que a gente pode trazer emenda para cá, pode trazer recurso, mas tem coisas que precisa vir destinação do Ministério da Educação e o governo está em falta. Concordo com o pedido de informação. Vamos votar favorável, a orientação é para que se aprove. Acho que tem respostas ali que tem que ser feitas. Tem audiência pública, já para o dia 7, agora, de abril para nós debatermos alguns assuntos. Agora a gente tem que ser coerente também e lembrar que lá em cima a tarefa não está sendo feita, dever de casa está em falta. Obrigado, presidente.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, dizer que o PSB tem uma lei e que todo início de ano letivo a secretária vem para esta Casa e detalha todo o trabalho da secretaria, e ela esteve aqui. Talvez a gente tenha que mudar para março, que ela venha mais tarde, porque se não foi suficiente... Eu queria dizer que a secretaria já notificou a Troia, e que na quinta-feira tem reunião da secretária e que também será resolvido. E eu também sugeria aos colegas que estão achando a educação muito ruim da nossa cidade, que indiquem cuidadores, indiquem para a Troia... Porque há dificuldade de encontrar cuidadores. Então, indiquem cuidadores. Na quinta-feira tem a reunião e com certeza vai ser feito... Tomara que a Troia consiga regularizar a quantidade de atendentes para que não tenhamos que cancelar o contrato com ela. Mas eu tenho visitado as escolas da Zona Norte e tenho percebido, inclusive, que tem escola com 17%, 18% de crianças de outras nacionalidades. Então falar é muito fácil. Agora nós precisamos valorizar que a nossa educação anda muito bem. E a questão do transporte público, está sendo resolvido, caso a caso. Então, quero valorizar a secretaria, vou votar sim, mas parece que é uma terra arrasada, meu Deus do céu. Não! Não, nós temos a educação boa! Que se Deus quiser, ano que vem, o prefeito Adiló vai mandar para esta Casa para comprar mais uniformes para as crianças. Então voto sim, mas a nossa educação anda muito bem. Obrigado.
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VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Bom dia, presidente. Bom dia, nobres colegas. Parabéns, colega Lucas. Com certeza votaremos sim, a esse seu pedido de informações, mas algumas coisas, a gente tem que salientar. Colega Daiane, colega Jack, no dia 20 de fevereiro, nós tivemos, lá na Secretaria da Educação, com quase 50 pais ali da região de Altos de Galópolis, Santa Bárbara. E, logo após essa reunião, colega Daiane, foram quase que totalmente resolvidos aqueles problemas que nós tínhamos relacionados a Altos de Galópolis. Cem por cento. E Santa Bárbara ficou na pendência de alguns 10 alunos. Na sequência, em uma segunda rodada de reuniões, foi conseguido resolver desses outros alunos de Santa Bárbara, também, e mais alguns alunos que faltaram, que era a questão dos autistas de Altos de Galópolis. Então, importante dizer que nós fomos recebidos pela secretária Marta, e não foram só vereadores da base, foram vereadores da oposição, também, que estavam lá. Foram resolvidos tanto os problemas do vereador da base como dos vereadores de oposição. Então, eu acredito que a secretária Marta e toda a Secretaria de Educação estão atentos e não estão fazendo distinção se são vereadores de oposição ou de situação. Estão atendendo, estão dando respostas. Então, novamente, vereador Lucas, eu assino embaixo e dou o ok, aqui. Vamos pedir essas informações, mas a gente tem que deixar claro, também, que a verdade é uma só, e as coisas estão acontecendo. No Solar das Videiras, estava uma situação ruim de um ônibus com 44 lugares sentados e mais... Acho que cabe mais uns 40 em pé. Tinha questão de 86 alunos. No mesmo dia eu já conversei com a secretária Marta e, no outro dia, já tinha mais um ônibus para fazer aquela linha. Então, através da conversação, do diálogo, a gente está conseguindo resolver os problemas. E não são só vereadores da situação, mas, sim, da oposição também, estão recebendo essa ajuda. Obrigado, presidente.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente, muito obrigado. Queria falar que a primeira questão do Código Tributário Nacional vai criar fatos geradores. Então, por exemplo, fato gerador para pagar IPVA é ter um carro, vereador Edson da Rosa. Fato gerador para pagar IPTU é ter uma casa. E o fato gerador do caos da educação é o prefeito Adiló na cadeira de prefeito. Esse é o grande problema daqui. Eu, vereador Pedro, tenho muito respeito pelo senhor e fui eleito para comentar sobre o governo. E o senhor, ultimamente, parece que foi eleito para comentar a fala dos demais vereadores. Atacou a vereadora Daiane na última sessão, me atacou nesta sessão. O senhor tem que se concentrar em defender o governo, que é um governo muito ruim e o senhor optou por entrar. Eu vou lhe pedir respeito, porque aqui ninguém faltou com respeito ao senhor. A posição que eu tenho contra o prefeito Adiló é que ele é muito ruim. E é a posição que eu tenho e que a sociedade tem. Se o senhor optou adentrar o governo e colocar um secretário que também é muito ruim, é uma opção do senhor. Eu e a vereadora Daiane, nós optamos por não responder. Quem transformou a prefeitura em uma tragédia foi toda essa gente indicada pelo Adiló em uma grande repartição de acordão, vereadora Daiane. Nós temos um grande acordo no município, um pouco para uns, um pouco para outros. E, vereador Pedro, infelizmente, o senhor participa desse acordo e está aqui para defender. E eu e a vereadora Andressa optamos por não participar desse acordo! A vereadora Daiane optou por não participar desse acordo! Porque esse governo, vereadora Rose, é muito ruim, muito ruim, muito ruim. Eu não vou lhe atacar pessoalmente. Agora, o senhor precisa começar a respeitar os outros vereadores. Falo para a vereadora Daiane, que é da oposição e não é do meu partido, falo por mim e falo por todos, tá bem? Se o senhor optou por estar neste governo terrível, é um problema do senhor. Eu sigo, aqui, oposição ao governo Adiló, que é muito ruim, e não é por qualquer cargo. Ou melhor, nenhum cargo me faria entrar nessa tragédia, diferente do vereador Pedro, que ganhou um cargo e entrou. Obrigado.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Vamos lá. Segura meu tempo, presidente. Eu gosto, porque um dia sem treta é um dia perdido aqui na Casa. Está legal hoje. Está bem bacana. Primeiro, eu não vou esperar, vereador Cláudio, vereadora Dai, vereador Lucas, eu não vou esperar que a gente chegue igual Goiás ou Paraná nos índices de educação, vereador Capitão Ramon. Não vou esperar. Porque aí eu concordo com o Cláudio, é uma tragédia esse governo. Então, nunca vou esperar que eles cheguem nos melhores índices, que são do Ideb. Não vou esperar isso. E a questão das PPPs, vereador Calebe, a gente vai aguardar de perto. É um projeto que eu defendi, elogiei o governo e espero que fique pronto. E a gente vai estar ali acompanhando, beleza? É um baita projeto. Espero que saia do papel. Estamos aqui para isso. A questão que o vereador Lucas falou: "Ah, poupem no cascalho". Vereador Lucas, não vão poupar no cascalho, porque eles estão desviando, Eu denunciei no MP. Então, no cascalho eles também não conseguem poupar, lá está tendo um desvio de cascalho. O Abilio Brunini, com 79% de aprovação, para mim, é o melhor prefeito do Brasil. Sabe o que o Abilio faz, vereador Lucas? O senhor não vai gostar, porque ele é do PL. Mas sabe o que o Abilio, o prefeito faz, vereadora Rose? Ele vai a todas as audiências públicas, ele ouve os vereadores da oposição, da esquerda, questionam ele, ele dá explicação. Então, assim, é fácil. É só o prefeito vir. Quem disse e aonde que está no Regimento que o prefeito não pode vir dar explicação? Onde está aqui, vereador Rose, que tem que ser Marta? Onde está? Ela pode vir, sim, aqui pra ajudar nos termos técnicos porque ela está à frente da pasta. Mas cadê o prefeito para vir aqui? Então, quando eu acho que o vereador Cláudio — eu defendendo um membro do PCdoB — quando eu acho que ele fala que o Adiló não aparece, não é falar abobrinha pra nós ou atender o telefone, não, é botar a cara e vir aqui. Vereadora Rose, vereador Capitão, vereador Calebe, aqui eu nomeando o pessoal para o pessoal prestar atenção. Quando eu martelo a cabeça do prefeito que ele acha ruim, ele acha que isso é pessoalizar... Num buraco para chamar atenção e tamparem um buraco... Onde um motoqueiro, que a família dele entrou em contato comigo e diz que ele caiu no buraco e perdeu a vida por não estar sinalizado. Quando eu martelo a cabeça dele que ele acha isso ruim é para chamar atenção. Lá na prefeitura do Abílio fizeram o mesmo. Sabe o que ele fez, vereador Capitão? Chamou a pessoa de oposição gravou um vídeo junto, começou a tampar os buracos, lançou um aplicativo para saber onde tem o buraco e tampar. Esse é o gesto de um gestor. Aqui, infelizmente, a gente tem uma pessoa incapaz e incompetente, que é o prefeito. Por isso que a gente está aqui tanto tempo. Muito obrigado, presidente.
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Nobre presidente, eu voto ‘sim’ a esse pedido de informações. Mas quero deixar algumas observações. Eu diria que o Executivo, o prefeito, secretariados... Existe sempre alguns aperfeiçoamentos que tem que ser feitos, mas a gente tem que dizer que tem a questão das PPP que é as escolas de educação infantil que irá resolver esse problema de falta de escola para as crianças. E será entregue, nos próximos meses, várias escolinhas, inclusive na região Norte, tem uma no bairro Serrano que está em fase final. Acredito que, nos próximos dias, os vereadores serão comunicados, onde que irá beneficiar mais de 200 crianças. Uma demanda deste vereador há muitos anos, que inclusive parou a obra no meio devido à empresa que entrou em falência, mas foi reaberto o processo licitatório, em breve estará sendo entregue. Porque hoje Caxias, infelizmente, passa por problemas caóticos nessa questão da educação, mas aos poucos está sim sendo sanado e resolvido. E o prefeito, eu sou obrigado discordar em parte, porque tenho acompanhado, sim, aos finais de semana, geralmente, muitas entregas de obras nas comunidades, nos bairros e ele sempre está presente, sempre que possível. A gente está aí, inclusive, nosso nobre colega, presidente Wagner Petrini, geralmente está presente também nesses eventos, o nosso vice-líder de governo, o Dambrós, muito ativo nessas entregas. Então, está sempre fazendo a sua parte. Então, nesse quesito eu sou obrigado a defender, sim, o prefeito, mas estamos juntos. É uma corrente do bem, onde tem alguns espaços que tem que haver alguns aperfeiçoamentos, temos que trabalhar juntos, em conjunto, e agendar com os secretários, procurar achar um diálogo, procurar uma certa compreensão para que, de fato, em conjunto, a gente possa somar e haver um crescimento conjunto entre todos. Meu muito obrigado.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhor presidente, muito obrigado. Não poderia deixar de me manifestar muito rapidamente, visto que a base está toda aqui, praticamente, já tinha votado o pedido de urgência, vai votar também certamente que favorável para o pedido de informações que é justo, é justo. Porém, também temos que ter justiça na questão de trazer o que o prefeito Adiló faz no governo desde 2021 quando assumiu, no meio de uma forte pandemia no ápice da pandemia. E nós tivemos, até hoje, de 2021 até aqui, onde tivemos a secretária Sandra no ápice da pandemia trabalhando. Depois o secretário Edson, com muita habilidade, secretário Edson, eu tenho extrema admiração e respeito pelo senhor, pelo que o senhor faz aqui na Câmara de Vereadores, pelo que o senhor fez à frente da Secretaria da Educação. Hoje a adjunta Simone e a secretária Marta também, que não deixam de nos atender, estão sempre correndo atrás e tentando melhorar a qualidade de vida do nosso meio escolar. Com o aumento de vagas de educação infantil, de 2021 até aqui, onde foi o prefeito Adiló quem determinou, nomeação de professores, melhoria tecnológica com aperfeiçoamento para a equipe pedagógica. Então, eu acho que é quase injusto nós falarmos que o prefeito Adiló não aparece, não trabalha. O homem está sempre na rua. Inclusive quando fui chefe de gabinete, quando fui chefe de gabinete, o único camarada para quem eu perdi em carga horária de estar na rua trabalhando foi justamente para o prefeito Adiló. Não tem como acompanhar, não tem. E eu convido qualquer um a viver o dia a dia que vive o prefeito Adiló. É isso que eu faço. Então, a secretária Marta que busca diálogo com as famílias, eu desejo também muito sucesso, Marta, porque tu trabalha e corre junto ali. Mas como o prefeito Adiló, eu duvido que tenha alguém nesta Casa que faça 10% do que o senhor me faz e corre pela nossa Caxias do Sul. Era isso, senhor presidente.
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VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, presidente. Vereador Lucas, com certeza vou votar favorável a esse pedido de informações, porque eu acho justo todo pedido de informações que vem a esta Casa ser votado favorável e receber as informações. Quero falar aqui da secretária Marta, sempre que eu precisei da secretária, ela estava lá para me ajudar, me ouvir e tentar resolver os problemas da educação. Só não posso admitir aqui, crianças de 5 anos de idade, por exemplo, estar dentro de um ônibus duas horas sem cinto de segurança, sem nada, acabando dormindo e caindo, nos bancos dos ônibus. Então, esse tipo de coisa a gente precisa resolver, secretária. Porque eu não posso admitir, aqui, meninas de 10 anos de idade, de 8 anos de idade, caminhando pelo escuro, onde existe pessoas que estão ali esperando para fazer alguma coisa com essas crianças. Então, como é a questão do Vila Lobos. Por exemplo, a questão do Vila Lobos nós precisamos resolver onde os alunos tem que andar no meio do mato para pegar o ônibus. Então essa questão a gente precisa sentar, sim, secretária Marta, e resolver, acredito que vamos ter uma audiência pública aqui dia 7 para resolver essa questão. E mais uma vez, dizer aqui, sempre defendi a secretária, eu sei o quanto que é difícil ser secretário, não é como a gente pensa. Muitas vezes a gente não sabe como funciona, mas reitero, precisamos, sim, resolver alguns problemas que tem na questão do transporte escolar, que não podemos deixar crianças andar aí com fome e dormindo dentro dos ônibus, ficando duas horas dentro de um carro até chegar nas suas casas. Muito obrigado, presidente.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Senhor presidente, nobres pares, eu fui citado várias vezes, até por ter sido secretário de Educação. Primeiro, que pedido de informações, cada um está no seu papel. O papel do Legislativo é esse, o papel do Executivo é responder. E até comentei anteriormente, com o vereador Lucas, que a gente fica aqui do lado. Olha: comandar uma secretaria, ela da Educação, nós estamos falando de em torno de 50.000 pessoas, um orçamento de 700 milhões. Extremamente complexo. É uma instituição, a educação, que os profissionais do nosso município são sensacionais. A rede, ela óbvio, que por ter toda uma cidade - quantos municípios do nosso estado têm 50.000 pessoas envolvidas? Então, naturalmente, um pedido de informações ele... A gente só tem que fazer a nossa parte. Na minha modesta opinião, a gente às vezes nós divagamos um pouquinho, a ponto de dizer, por exemplo, que o prefeito não atende. Tem algumas coisas que nós discordamos frontalmente, não tem nada a ver com essa situação. O prefeito, se qualquer um de nós ligar agora aqui, ele vai atender. Eu não tenho dúvida disso. Aliás, eu já disse para ele: prefeito, às vezes o senhor deixa de conversar conosco por atender o telefone em determinados momentos, porque atende a todo mundo. Então, por quê? Porque a gente desvia do assunto às vezes e penso, óbvio, que nós falarmos da educação todo esse momento é muito bom, mas nós temos que falar da parte positiva da educação da cidade de Caxias do Sul. Que é muito boa. Nossa cidade, ela tem uma rede altamente capacitada, altamente qualificada e é natural que como nós temos todo esse corpo docente e discente envolvido, tem que ter alguns ajustes. E nós, simplesmente, temos que votar sim ou não. E dizer aqui, para trazer a justiça, o vereador Calebe, que é o nosso líder de governo, já tinha apontado para que nós votássemos a favor. Tanto que votamos o pedido de urgência e votamos a favor. Então, faz parte. Assim como falou o vereador Cláudio, faz parte do debate. Mas penso que, às vezes, a gente, para defender a nossa posição ou de outro, desvia um pouquinho do foco. Mas faz parte. Eu votarei favorável, senhor presidente, porque acho que o esclarecimento é o que essa Casa tem. Quando nós temos dúvida, faz o esclarecimento. Nós não temos, às vezes, a dimensão da repercussão que isso dá internamente lá, porque um pedido de informações é complexo, mas necessário, e vai envolver toda uma secretaria na sua gestão. Votarei favorável, senhor presidente.
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Votação: Não realizada

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