VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom, vereador Calebe Garbin.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Peço um aparte, vereadora, se possível.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): O acordo foi com a bancada do PT também, tá? Ah, então o PT não tem acordo? Não teve acordo. (Manifestação sem uso do microfone). Calma, calma. É a minha palavra.
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Obrigado, obrigado. Não, eu...
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Permite um aparte, vereadora Rose?
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Lhe permito.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): O acordo, à época, foi feito exclusivamente com a bancada do PCdoB. Isso pode ser referendado pelo vereador Cláudio Libardi e pela líder da bancada, vereadora Andressa Marques. Nós estávamos no Plenarinho, aqui embaixo. E os colegas lembram perfeitamente quem estava aqui presente.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Está bom, obrigada. Não, o vereador Calebe hoje tirou o dia para enganar as pessoas, não é possível. Eu estava aqui, aqui, naquele dia, o vereador estava do meu lado, a vereadora Estela não estava. Quando ela chegou, eu comuniquei a ela que o senhor tinha me dito que nós teríamos um acordo. (Manifestação sem uso de microfone). Se nós não falássemos em todas as emendas. Não houve essa conversa, vereador Calebe? Se nós não falássemos todos, em todas as Emendas, a base aprovaria as nossas Emendas. Tanto que quando a vereadora Estela chegou, eu falei para ela, e ela me disse, agora vou lavar a roupa suja, fora de casa. “Não, mas ele fez esse acordo contigo? ”. Eu disse: "Não, tu não estava aqui, ele fez comigo e com o vereador presidente, que era presidente, então ele falou comigo. ” Fez acordo para votar, desde que nós falássemos cada um, em cada uma das Emendas. Então acho lamentável agora vir com essa aí, que a bancada do PT não estava no acordo. Não, hoje, hoje tirou o dia para faltar com a verdade. (Manifestação sem uso de microfone).
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Por favor, vamos manter, vamos manter, vamos manter...
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Presidente, presidente, só um pouquinho, só um pouquinho presidente, Questão de Ordem. Eu fui ofendido aqui, vereadora Estela pronunciou fora do microfone, vereadora Rose eu estou em Questão de Ordem. Eu fui ofendido, ela disse que eu sou um pastor e sou mentiroso. Ela acabou de deixar registrado aqui, quem está aqui é testemunha do que eu ouvi agora dela. Se isso não é intolerância religiosa, eu não sei mais o que é presidente.
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Ok.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Eu estou agindo no diálogo, estou conversando, estou apresentando os argumentos, dizendo que as Emendas serão derrubadas, nós derrubaremos o veto e apreciaremos as Emendas. Se a vereadora Estela, não tem equilíbrio para ocupar um espaço como vereadora, abre espaço para o suplente do Partido dos Trabalhadores.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Questão de Ordem, presidente. Questão de Ordem. Questão de Ordem. Questão de Ordem. Questão de Ordem.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Eu estou dialogando, estou dialogando e conversando aqui. Eu não aceito nenhum tipo de ofensa à minha religião e a minha postura.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Questão de Ordem, presidente. Não, eu pedi uma questão.
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Está suspensa a sessão. (Sessão suspensa.) Retomando os trabalhos da sessão. Vereador Calebe, dando a V. Exa. uma justificativa sobre a sua Questão de Ordem, como ela não foi feita no microfone, não fica registrado nos Anais. Portanto, regimentalmente, eu não tenho como deferi-la. Já conversamos antes e acho que é importante depois V. Exa. conversar. Acho que tudo pode se acertar. Ok?
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Questão de Ordem, senhor presidente.
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Questão de Ordem feita pela vereadora Estela Balardin. Qual o artigo vereadora? Por favor.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Artigo 209. Eu quero aproveitar este espaço da Questão de Ordem para dizer que eu sou diariamente atacada por não ter condições mentais de estar aqui dentro. E quando esse ataque ele vem no microfone, e quando esse ataque reforça essa ideia de que a gente tem que ser contra pessoas que admitem que têm problemas de saúde mental, é grave. Eu quero que a gente pegue as câmeras que focam os outros vereadores enquanto eu falava, porque teve vereador aqui dentro que ficou me chamando de louca durante toda a minha fala. Isso está comprovado, e eu quero as câmeras. Muito obrigada.
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Perfeito. Vereadora, da mesma forma que indeferi, a senhora também pode, como não está regimentalmente estabelecido, V. Exa. também pode procurar e solicitar isso. Agora não posso deferir a sua Questão de Ordem. Ok? Vereadora Rose Frigeri, V. Exa. está com a palavra, tem mais três minutos e um segundo.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom, eu estava falando que às vezes a gente pode não mentir, mas falta com a verdade aqui, infelizmente. Algumas coisas que não acontecem, acontecem, enfim. Nós, a bancada do PT fez quatro emendas, porque a gente não ia fazer mais do que isso. Nós fizemos emendas responsáveis, coerentes. Eram essas, e foram aprovadas. Cinco milhões para a construção da nova sede da Guarda Municipal, 50 mil para a defesa civil do município, três milhões para obras e equipamentos no ensino fundamental, escolas do ensino fundamental, e cinco milhões para manutenção de serviço de atenção básica de saúde, com ampliação estrutural e de profissionais. Votamos e achamos importante todas as outras emendas da bancada do PCdoB e das outras bancadas também. As nossas emendas foram aprovadas. E o acordo que tínhamos era que se nós falássemos que era tranquilo, que o governo ia aprovar, que todo mundo ia aprovar, desde que a gente falasse em cada uma das emendas. Tanto que nós nos dividimos para falar nas emendas. Eu lembro bem, a vereadora Estela falou na da saúde, eu falei na dos equipamentos e na da Guarda, ou da defesa civil, e o vereador Lucas também falou na outra emenda. Foi o nosso acordo. Nós não falamos todos em todas. Então, nós, sim, nós fizemos acordo. Todos os acordos. Podem acusar a bancada do PT do que quiser aqui nas votações. Agora, o que nós combinamos, lá atrás, a gente vota aqui. E, sim, acho que teve aquela discussão, que eu acabei de conversar agora com o vereador Ramon, que foi uma situação um pouco diferenciada lá da Mesa, mas que também não foi responsabilidade desta vereadora, da bancada, a questão da Mesa Diretora. Agora, todos os acordos que nós fizemos nós cumprimos. Então, tendo acordo ou não tendo, eu peço e agradeço, acho que de bom tamanho, que se derrube o veto. Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bem rápido. Eu não poderia deixar de falar sobre uma parte lá atrás, antes da discussão ali, que o Daniel falou que o prefeito não estava sabendo dessa questão dos vetos, dos acordos. Eu acho engraçado que ele nunca sabe de nada. Vereador Daniel, eu não sei o que o pessoal, vereador Calebe, o que vocês fazem nas reuniões da base, acho que é na segunda-feira, se vão lá para tomar café ou o que vão fazer. Porque o prefeito nunca sabe de nada. Ele só sabe o que beneficia ele ou quando é algum projeto aqui dentro desta Casa para beneficiar o Executivo. Aí ele sabe bem. Se não eles nunca sabem de nada. Acho que ele tem que começar a prestar mais atenção, então, no serviço dele. Obrigado.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Obrigada, vereador.