VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Senhor presidente e nobres colegas vereadores, falar sobre a Maesa é falar de povo, é falar de toda a sociedade e eu não entendo aqui se o vereador, nobre vereador Capitão Ramon, ou ele não entende ou ele se faz que não entende, porque eu falei com todas as letras...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Questão de Ordem, presidente.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Eu falei com todas as letras...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Só um minutinho, vereador Jack. Pois não, qual?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Artigo 136.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Pois não?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Eu não entendi o termo que ele falou, que eu faço que eu não me entendo quando eu não dirigi a palavra ao vereador. Eu estava falando de outro parlamentar. Obrigado.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Não é surpresa...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): O senhor... Só um minutinho, só um minutinho. O 136, vereador Capitão Ramon, é para retirar dos Anais. O senhor quer que ele retire dos Anais?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Sim, senhor.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): O senhor retira, vereador Jack?
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Não retiro [ininteligível]
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou pedir um aparte.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Pois não. Segue com a palavra, vereador José Abreu.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Assim, eu falei com todas as letras, dando continuidade aqui, que a gente defende que todas as classes sociais estejam ocupando a Maesa. Então, em nenhum momento, a gente tentou dividir alguém ou colocar alguém contra um contra o outro. Então, deixar bem claro isso e dizer que essa luta é de todos. Eu acho até chato a gente ficar fazendo essa discussão.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador?
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Não é para... Fazer uma votação de um projeto tão importante. Por gentileza, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): O vereador Capitão Ramon, se referiu a mim quando falou que eu defendia os pobres. E eu queria reafirmar, que eu estou aqui para defender os trabalhadores e os pobres. Não estou aqui para defender ricos. E sabe quando a gente fala de barulho, por que o pobre tem mais tolerância? Porque ele está o dia inteiro em uma firma a 120 decibéis batendo marreta para desentortar a porta de ônibus! E daí pode, daí a lei deixa. Está lá com uma tocha de solda, a 106 decibéis. Está lá a 110 decibéis baixando uma prensa para fazer pastilha de freio. Daí ele pode aguentar barulho! Os ricos ouviam 74 decibéis quando a legislação determina que pode 75, não pode. O pessoal aqui da subida da Avenida Brasil, ficar a madrugada inteira ouvindo a 110 decibéis? Podem. Pessoal de Ana Rech ficar o dia inteiro ouvindo 105 decibéis de uma metalúrgica? Pode. Pessoal do Pioneiro, Zé Dambrós, ficar o dia inteiro ouvindo fundição? Pode. O que não pode é o pessoal de Exposição. Esses aí não podem. A lei precisa ser a mesma para todo mundo. Essa é a definição que eu tenho de aplicação aqui. Eu não estou fazendo lei para rico ou para pobre, vereador Ramon. Mas eu tenho, como mártir da minha vida, defender sempre quem trabalha e seguirei defendendo quem trabalha. Embora o senhor tenha por intenção deturpar a fala dos outros, a minha o senhor não deturpa. Eu estou aqui para defender o povo pobre. Reafirmo o que falo. E V.Exa. não é ninguém para falar para a Associação da Maesa o que eles têm que fazer. Eles botam o palco onde querem. Está bem? O senhor foi eleito vereador, vota um de 23.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Presidente? Presidente.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Não é o pai de ninguém, é só vereador desta Casa.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Questão de Ordem.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Pois não, vereador. Só segura o tempo. Em Questão de Ordem, vereador Ramon Telles.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): O artigo 136, para retirar dos Anais.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Pois não.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Existe em nosso Regimento Interno, que os vereadores desta Casa, eles devem ter o devido respeito com os seus colegas parlamentares. E ao referir a frase, abre aspas: “O senhor não é ninguém”, fecha aspas. O vereador advogado, Cláudio Libardi, ele está infringindo uma lei, que este capitão Ramon é vereador e parlamentar da cidade de Caxias do Sul. Obrigado.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): O senhor solicita que ele retire dos Anais. O senhor retira, vereador Cláudio Libardi?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente, vou deixar a câmera cortar para mim porque eu reafirmo: o vereador capitão Ramon não é ninguém, está bem? Muito obrigado.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado. Segue com a palavra o orador inscrito, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Bem, dando continuidade. Eu, Dr. Cláudio, estou aqui para sempre defender quem mais precisa, defender os trabalhadores, defender o povo, e os super-ricos não precisam, eles sabem se defender sozinhos, se defendem sozinhos. Então, estou aqui para defender os trabalhadores, defender a Maesa, defender o povo, defender a população. Então, em hora oportuna, com certeza, vou votar sim. Muito obrigado, presidente.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Aparte, vereador?
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Vereadora Andressa, por gentileza.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Jack, eu queria dizer que nós sabemos quem a gente defende aqui. A gente defende a maioria da população que acorda cedo e vai dormir tarde todos os dias em busca do seu sustento. Eu defendo essa população. A minoria que, historicamente, foi privilegiada, sem dúvidas, nunca vou defender. E a lei é para todos. A Feira da Maesa acontece de dia. Incomoda-me muito, sim, vereador Ramon, porque nós enquanto vereadores temos que ouvir as demandas da população, mas eu não posso querer impor a vontade de meia dúzia, né? Eu gostaria muito de saber quem é que está se incomodando com a Feira da Maesa. Eu queria que o senhor trouxesse quem está se incomodando com a Feira da Maesa, porque não dá para eu, enquanto vereadora, querer dizer como alguém vai fazer uma feira, vai fazer uma ação. Quem sou eu para querer regrar uma ação tão importante para a nossa cidade? Então, quem se incomoda com a Feira da Maesa? Fica o questionamento, aqui. Se é uma pessoa, duas pessoas, três pessoas, vereador Jack, não é nem um quinto, um décimo das pessoas atingidas positivamente pela Feira da Maesa. Então, fica o questionamento. A gente tem que ter cuidado na nossa atuação parlamentar para não fazer com que o interesse de uma pessoa, vereador Libardi, prevaleça sobre ao interesse de centenas. Obrigada pelo aparte, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereadora. Obrigado, presidente. Parabéns, Zé Dambrós.