quinta-feira, 04/12/2025 - 127 Ordinária

Projeto de Lei nº 226/2025

VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Nascido na Rua João Costamilam, 165, Bairro de Lourdes. Bairro de Lourdes, isso. Senhor presidente, nobres pares, todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16, e pelas redes sociais. Uma saudação muito especial à presidente da Comissão dos Diretores que está aqui conosco, a Thaís Dedéa, da Escola Municipal de Educação de Ensino Fundamental Nova Esperança; a Suélen Binotto, da Escola Atiliano Pinguelo; A Ana Paula Santos, da Escola Paulo Freire; e o Fernando Sorgetz Da Rosa, — parente, Fernando? — Escola Fermino Ferronato. Obrigado pela presença de vocês, aqui, representando todos os outros integrantes da Comissão dos Diretores, que são um total de 16. Uma pequena história, um pequeno relato, senhor presidente: quando nós tivemos a oportunidade primeira de estar como secretário da Educação do município de Caxias, que nós éramos aqui na Rua Antônio Prado, hoje onde tem a sede da FSG, e eu lembro que, depois de uma reunião que tivemos com os diretores, com as equipes diretivas, daqui a pouco cheguei e tinha um grupo reunido lá e combinando para se reunirem, e era a comissão. Foi aí que eu conheci a Comissão dos Diretores. Estavam comentando e se organizando, vereador Lucas, V. Exa., que é professor, para irem em uma escola e discutir os assuntos da rede pública municipal. E eu disse: "Por que não fazem aqui, na Secretaria da Educação?" E eles não tinham, eles se reuniam de 15 em 15 dias em uma escola determinada, porque não tinha um ambiente para fazer essa discussão enquanto comissão na mantenedora. Pois bem, quando nós mudamos para o atual prédio, onde é a Secretaria Municipal da Educação, primeira coisa que fizemos, Thaís, foi fazer e deixar uma sala ao lado do gabinete, onde hoje é o jurídico da Smed, e lá nós colocamos a Comissão dos Diretores. E eu disse, à época, que diria o porquê do sim e o porquê do não, mas, inclusive, estaria presente com eles, que me chamassem e, depois, se a gente não conseguisse dirimir as dúvidas do ofício que iriam apresentar, colocaria e depois nós daríamos a resposta. Pois bem, esse é o ambiente que eu considero que é fundamental na rede sistema de ensino. Tanto que propusemos essa proposta, foi feita através de uma indicação nossa por considerar a importância que tem a Comissão dos Diretores no ambiente do município. E aqui eu quero colocar algumas características que são importantes nesse projeto do Executivo e aqui quero agradecer o prefeito Adiló por ter aceitado essa indicação e aqui está no projeto que a institucionalização por norma legal garante canal oficial de diálogo entre gestores e a Secretaria Municipal de Educação, segurança jurídica sobre a representatividade da comissão, por conta que, daqui a pouco, mudam os gestores da pasta e não tem esse reconhecimento da comissão e que ela seja perene. A institucionalização significa faz parte do sistema de ensino. Fortalecimento da gestão democrática nas decisões educacionais, a importância de participar e se discutir com todos os atores as principais decisões que se tomam para a rede pública municipal. Consultando, porque quem está na base, no território onde as escolas municipais abrangem, é que sabem verdadeiramente o que é necessário. Por óbvio, quando se está na gestão, se dá o seu tom, mas se discute com todos os atores, Conselho Municipal, se discute com a Comissão dos Diretores, levando aquilo que o governo necessita e precisa que seja feito. Valorização do trabalho coletivo e da escuta ativa das equipes escolares e apoio à formulação de políticas públicas mais sensíveis à realidade das escolas. Então, eu lembro muito bem que na época nós tínhamos muitas discussões, mas acima de tudo nós tínhamos esse sentido de respeitabilidade de participação. Então esse projeto que vem do Executivo, nós queríamos agradecer muito e Thaís, no teu nome; do Fernando, que está aqui; da Suelen e da Ana Paula, um abraço muito fraterno a todas as escolas da Rede Pública Municipal de Caxias do Sul. Dê um abraço a todos, porque isso foi uma luta nossa, Thaís. E eu quero dizer que, inclusive, na construção deste ofício nós fizemos, entregamos ao prefeito e hoje está aqui a materialização e o reconhecimento da importância que a Comissão dos Diretores tem para a nossa rede pública municipal. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Wagner. Bom dia, novamente, aos colegas, a todos e todas, as pessoas que nos acompanham aqui e de forma especial aos colegas, professores municipais da rede pública de Caxias do Sul, aqui representando o Nova Esperança, o Paulo Freire, o Firmino Ferronato e o Atiliano Pinguelo. Isso? Acertei? Bacana. Primeiro dizer que nós não temos concurso para diretor de escola. E acho que essa é a primeira questão. Nós não temos um concurso para diretor de escola. As pessoas no Município de Caxias do Sul, na rede pública municipal, investem por concurso público, com prova, há uma seleção, ninguém é agraciado, todo mundo entra pela sua competência técnica baseada no concurso, trabalha e depois de um tempo é eleito pela comunidade escolar. Então, isso é determinante. Enquanto muitos municípios, em Porto Alegre, o governo Melo, em Porto Alegre, está num processo de acabar com a eleição direta para diretor. E aqui, vereador Cláudio Libardi, com todas as diferenças que nós temos em Caxias, ideológicas e políticas, algumas coisas são muito caras e eu espero que continuem. Porque os colegas diretores passam por um processo democrático de eleição. E isso é muito importante da democracia, porque são avaliados e são avaliados no voto, pelos pares, pelos funcionários, pelos estudantes e pelos pais. Então, isso é muito importante, porque é no voto, é na democracia que eles ascendem a essa função, carregada de responsabilidade. O FG de um diretor de escola, para quem acha, as pessoas praticamente pagam para trabalhar, porque carregam. E eu fico pensando nos setores da prefeitura. Inclusive aqui, colegas professores, aqui na Casa, quando nós falamos de serviço público, não só... Eu sempre parto do meu lugar de fala, que é da vivência de um professor. Porque eu fico pensando que quando a gente compara as chefias do serviço público, os servidores públicos que tem mais responsabilidade, em termos de servidores de comunidades, em geral são professores. Eu penso no Paulo, meu ex-colega de Angelina, que é diretor do Luciano Corsetti, que deve ser a maior escola do município de Caxias do Sul, em número de estudantes. Então, é uma grande responsabilidade. E vereadora Sandra, aqui, a Comissão de Diretores que teve o seu início no governo Vanin, em 1992. Então, desde 1992, há mais de 30 anos, os colegas diretores e diretoras se reúnem, trazem as suas pautas, mas isso não estava estabelecido em lei. Então aqui é importante, e aqui está o vereador Edson, e eu lembro que quando nós deixamos o governo Pepe, o Sartori assumiu, acho que foi a secretária Mariza Abreu, e depois de um tempo o vereador Edson se tornou secretário de educação, e deu continuidade. O vereador Edson tem como característica ouvir as diferenças, não é? Tem as suas características, a sua forma de ser, mas de ouvir. E institucionalizar a Comissão de Diretores, é garantir que os diretores terão que ser ouvidos independentemente de governo, de secretário ou de secretária, isso é importante. E por fim, colegas diretores, é dizer que se tem alguém que conhece a rede municipal, as dores, os sabores e os dissabores, são os diretores. Que conhecem seus pares professores, as dificuldades estruturais das suas escolas, a demora ou a falta de resposta, a falta de intersetorialidade das outras Secretarias que, muitas vezes, desconsideram a realidade, as pautas apresentadas por esses diretores. Então é fundamental. Eu quero parabenizar o prefeito Adiló por ter recebido e encaminhado essa demanda da própria Comissão. Dizer que o diretor quando é responsável, altivo, contundente ou tido por alguns como chato, ele está cumprindo o seu papel. Porque quem vai ter que voltar lá para o Vila Amélia, quem vai ter que voltar lá para o Mariani, quem vai ter que voltar lá para o Reolon, no Machado, lá para o San Gennaro no Matioda, são os diretores. E encarar a realidade que, muitas vezes, é muito dura. É o diretor que abraça a criança quando falta, amor em casa; é o diretor que acolhe quando demora um diagnóstico de autismo; é o diretor que sabe a realidade da falta de um FG para coordenação pedagógica; é o diretor que sabe da realidade quando demora o cuidador a vir para a escola. Então para mim é um momento muito alegre, eu não voto por estar na presidência, mas, novamente, parabenizo o prefeito Adiló e parabenizo a Comissão de Diretores. Esse ano é a Thaís, querida, lá do Nova Esperança, que vive uma realidade muito complexa naquela escola, mas que faz um trabalho muito bonito, como no Atiliano Pinguelo, no Paulo Freire, no Fermino Ferronato, e em todas as escolas. Parabéns pelo projeto! Não voto, mas se votasse, votaria favorável. Vida longa à Comissão de Diretores de Caxias do Sul. Muito obrigado.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes, diretora Thaís, em seu nome eu cumprimento todos os diretores que estão presentes aqui. Eu não faço parte da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, gostaria de fazer parte, mas a gente não pode fazer parte de todas as Comissões, é dividido conforme a quantidade de parlamentares do partido. Mas muito me interessa visitar as escolas para ver como estão as condições daquela escola, em que condições que os professores conseguem ensinar os seus alunos e estes aprenderem. Então ao longo desse tempo eu já visitei 26 escolas, então eu acho que eu posso falar um pouquinho, presidente, vereador Edson da Rosa, o senhor que já foi secretário de educação do Município, obviamente, já conhece muito mais escolas do que eu. Mas de todas as escolas que eu visitei, dentre elas: Atiliano Pinguelo, São Vítor, entre outras, eu vejo o engajamento dos diretores. Eles querem fazer. Eles querem poder fazer mais. No entanto, eles têm uma limitação de poder fazer mais. Inclusive, eu já dei algumas ideias, inclusive, até para a secretária de Educação, porque hoje cerca de 30% a 50% do valor que é destinado para os diretores é gasto com material de limpeza. Eu já tinha falado para a secretária: “secretária, vamos fazer uma compra centralizada para reduzir esse custo de material de limpeza, a gente consegue reduzir e vamos dar mais autonomia para as escolas, para os diretores poderem fazer mais”. Tem diretor que consegue fazer obras incomensuráveis nas suas escolas. Tem outros que não conseguem. Porque este impacto do material de limpeza vai bater no orçamento, que é pequeno, o orçamento que os professores e diretores dispõem para gerir uma escola de 400, 600 alunos, depende a escola. Então, eu acredito que essa comissão de diretores vai dar mais autonomia e um pouco mais de poder decisório para estes diretores que estão lá vivendo diariamente, diuturnamente, desde as 7 horas da manhã, que é o horário que eles chegam, até as 18 horas. Eles sabem a especificidade de cada aluno, eles sabem os meandros daquelas escolas. Então, é importante a gente dar este poder para esses diretores que, como o vereador presidente falou, são eleitos pela comunidade. É o CPM que vota, são os outros professores que votam. Isso é importante para a democracia daquela região. É uma pequena eleição. É importante que a gente mantenha esse sistema porque isso dá voz à comunidade. Essa é a voz da comunidade. Aquele diretor que está ali, ele ouve, ele sabe que cada uma daquelas 600 crianças que estão ali tem uma vida diferente, tem necessidades diferentes. Então, quando a gente cria essa comissão, a gente melhora substancialmente a educação do Município de Caxias do Sul e, desde quando eu assumi o meu mandato, eu prometi que eu iria fazer uma oposição consciente, aquilo que está bom, eu vou elogiar e aquilo que não está bom, eu vou cobrar para que fique bom. E eu acho que todo mundo da cidade gostaria que fosse assim, né? A gente não faz uma oposição só para fazer. Não, a gente quer que a cidade esteja bem, que tudo ande corretamente porque nós moramos em Caxias do Sul, nós fazemos parte dessa cidade e nós gostamos muito de Caxias do Sul. Então, aqui eu gostaria de parabenizar o prefeito, parabenizar também aqueles que desenvolveram esse projeto de lei porque eu acredito, Taís, que com essa comissão os diretores poderão resolver os seus problemas de uma forma mais célere, que hoje demoram muito. E, para concluir, desde 2019 que eu fui visitar uma escola, a Governador Roberto Silveira e lá nós temos um problema estrutural desde o ano de 2019 e talvez se nós tivéssemos essa comissão já criada, nós já poderíamos ter uma solução para aquele problema e esse problema não se arrastasse ao longo desses sete anos, que isso impacta diretamente no desenvolvimento cognitivo, no desenvolvimento físico daquelas crianças que estudam naquela região e dentre outras regiões do nosso município. Era isso, muito obrigado.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, apenas queria abordar alguns aspectos fundamentais da fala do senhor, do vereador Edson, do vereador Ramon Teles também, aproveitando a presença da comissão de diretores, enfim. E dizer que parece algo simples, a proposição desse projeto. Porém, quando a gente passa a tratar as políticas como algo de estado e não de governo, não ações pontuais, que vão passar conforme o governo passa, nós estamos encarando os serviços e as políticas públicas de fato como elas precisam ser. E nós teremos um projeto de cidade que pense na educação como prioridade, quando nós passarmos a tratar a educação, a saúde, enfim, qualquer outra política pública central para nossa sociedade, para além do discurso, né? Quando a gente olhar para isso na prática, e a educação, a saúde não forem bandeiras, grandes bandeiras que todo mundo defende, mas quando a gente vai ver na prática mesmo, a gente vê diversas distorções acontecendo na nossa cidade. Nós temos tido, vereadora Sandra, o debate sobre os nonos anos, que ele persiste, nós estamos insistindo para que a gente possa votar aqui nesta Casa revogação de um decreto que nós consideramos importante, porque eu acredito que, se nós escutássemos mais os professores e as professoras, os diretores e as diretoras, os estudantes, as suas famílias, a comunidade escolar, se nós escutássemos mais as pessoas que são partícipes, de fato, da política pública e atingidos por ela, nós teríamos políticas muito mais avançadas na nossa sociedade. A gente não precisaria ficar aqui batendo cabeça, né? Então, que a gente possa escutar a Comissão de Diretores sobre a realidade da nossa educação, porque nós sabemos que é complexa. Tudo para na escola. A escola é o único serviço que todas as crianças, desde pequeninas, todo mundo passa pela escola, né? A maioria na educação pública. Queremos que a nossa educação pública seja de qualidade para que todo mundo acesse ela. Não queríamos que tivesse essa diferenciação entre escola pública e privada. Se existe, é porque tem alguns problemas na escola pública, e nós precisamos tratar, enquanto serviço público, enquanto poder público. Então, que a gente possa escutar os diretores e as diretoras das escolas sobre a realidade, porque eu tenho certeza que eles dão uma aula em qualquer um de nós aqui, né? Então, que a gente possa, também, pensar dentro dessa realidade. Ontem, conversava com o vereador Wagner, conversava com o líder do governo Daniel Santos, sobre a vinda do Galafassi, do secretário. Podemos discordar, vereador Libardi, mas a sua postura foi exemplar. Veio aqui, explicou, teve paciência, ficou até o final, trouxe as questões que nós perguntamos, se colocou à disposição. Bom, nós sabemos que o orçamento é limitado. Precisamos pensar em alternativas para que a gente possa fortalecer, construir mais escolas, ampliar, poder dar suporte para os professores e professoras, condições de trabalho. Então, é isso que nós queremos. Outro assunto que nós precisamos tratar, porque, quando a gente percebe diversas questões que acontecem nas escolas, esses dias eu comentei sobre uma situação que todo mundo viu, de um estudante que levou uma arma para dentro de uma escola, era privada. Se fosse pública, nós teríamos tido outra repercussão na nossa cidade, né? Nós teríamos esse plenário cheio, eu tenho certeza, para poder debater e muita gente opinando. Porque nessas horas todo mundo entende sobre educação, mas ninguém quer ouvir, de fato, quem faz ela lá na ponta. Então, nós precisamos tratar como prioridade. Tem uma pauta que eu tenho levantado como assistente social, que é mais, sim, assistentes sociais e psicólogos na educação. Eu acho que tem que ter em todo lugar, cada vez mais psicologia e serviço social. Os problemas sociais são complexos, né? Nós sabemos que a saúde mental tem relação direta com a saúde das pessoas e, se na escola é onde tudo respinga, nós não podemos mais colocar isso nas costas dos professores e das professoras, somente. Tenho certeza que quando acontece algum problema nas escolas, quem vai lá tentar resolver são os diretores, né? Que conversa com as famílias, que conversa com os estudantes, são conflitos de tudo que é tipo. Esses dias, estive na escola São Vitor, vereador Edson, conversando com as crianças. Conversei com as crianças dos quintos aos nonos anos, e, só nos períodos que eu fiquei lá, já apareceram questões de toda a ordem. E eu fico pensando para um professor que fica trabalhando na escola, para as direções que tem que lidar com tudo aquilo. Era problema de pais, era a criançada brigando. Teve um episódio, assim, muito emblemático para mim, que foi uma criança, não tinha nem 10 anos, que estava se cortando. Então, pensem como é para um diretor, uma diretora ter que lidar com isso, né? Sendo que, na verdade, o foco deveria ser o ensino e a aprendizagem. Mas a gente sabe que todas as questões sociais respingam na escola. Então, que a gente possa, sim, respeitar, que tenham mais políticas que não passem conforme os governos passam, porque nós precisamos ouvir as pessoas envolvidas e as pessoas que fazem, de fato, a educação acontecer. Seria isso, senhor presidente. Obrigada.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia, senhor presidente, colegas vereadoras, colegas vereadores. É muito bom nós estarmos votando um projeto que, de fato, é um projeto que eu acho que, unanimemente, nos deixa muito animados, muito felizes. Porque a gente, que tem uma proximidade grande com as escolas, com a educação pública do nosso município, sabemos da relevância e a importância que a Comissão de Diretores e Diretoras tem, para todos os debates que tangem as nossas escolas, que tangem a nossa educação. Formalizar, tornar isso um órgão consultivo é um passo muito importante para a gente qualificar a nossa educação. Porque, quando a gente fala dos diretores e diretoras das nossas escolas, a gente está falando daqueles profissionais que conhecem os nossos estudantes pelo nome. Eles sabem o nome de cada estudante, quem é a mãe, o pai, a família, qual é a estrutura familiar que aquela criança, que aquele adolescente vive. Quais são as condições de vida daquela criança para estar ali dentro daquele espaço. Também conhece muito a escola. Sabe a realidade de cada sala de aula, de cada espacinho, de cada cantinho. Mas é isso, quando a gente fala das nossas escolas e fala da educação, a gente está falando para questões que vão para muito além da estrutura. E eu acho que a vereadora Andressa coloca muito bem, na sua fala, toda essa questão social que precisa ser sempre trazida quando a gente trata e aborda sobre a questão de uma educação pública de qualidade que é feita, sim, pelos diretores e diretoras que estão à frente das nossas escolas, muitas vezes fazendo um trabalho que vai além dos seus limites para conseguir dar conta da quantidade de demandas estruturais, físicas, mentais que assolam toda a comunidade escolar. Mas é isso, que a gente possa dar esse passo para que a gente tenha a formalização desse órgão consultivo, para que a gente tenha formalização desse diálogo, para que a gente tenha essa abertura para de portas que independa de governo, independa da vontade do governo de dialogar ou não, será obrigatório, estará na lei e precisará ser cumprido e isso é importantíssimo. Já passamos por um momento nessa cidade onde a gente viu muita gente ser impedida de falar e a gente sabe que isso pode acontecer em uma democracia. Então, nós não podemos arriscar que coisas tão importantes quanto as opiniões, as ações, os projetos da Comissão de Diretores e Diretoras correm o risco de algum dia não serem ouvidos dentro do processo de construção do ensino da nossa cidade. O que se faz tão necessário esse projeto que estaremos aprovando hoje. Parabéns ao Executivo! Parabéns à Comissão de Educação, que tem feito um trabalho excelente no que diz respeito a gente ampliar esses espaços de diálogo e democratização do nosso ensino. Muito obrigada.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, pessoal que nos assiste, em especial a Comissão de Diretores. Eu faço parte da Comissão de Educação e não tem como a gente não falar dessa questão da importância da institucionalização da comissão. Por mais que ela já existisse, a gente precisa que essa política pública fique como política pública e não à mercê da decisão de um ou outro, da vontade política de um ou outro, sem depender de prefeito para prefeito, de secretário para secretário. Então acreditamos, sim, ser muito importante porque interpassa, então, todas essas vontades individuais e constitucionaliza, ela institui ali. E como a vereadora Estela trouxe que não fique apenas na legislação, vereador Edson da Rosa, o que a gente conversava antes também. Por quê? Porque a gente, além de ter a legislação, ter a lei, a gente parabeniza o Executivo por propor isso. Claro que foi uma construção de muitas pessoas, mas que isso seja, realmente, ouvido e que aconteçam as coisas também, que se ouça a comissão e que se coloque também essa opinião da comissão em todas as decisões. Porque os diretores das escolas sabem a realidade, os professores sabem, eles vivem todos os dias a realidade dos alunos da rede pública, em todos os bairros, sejam os mais próximos, sejam os mais longe, são eles que conhecem a real situação da rede municipal de ensino. Estivemos, essa semana, eu e a vereadora Estela, na Secretaria de Educação para levar um projeto que a gente acredita ser muito importante, que é o Banco de Materiais Escolares, estilo que tem o Banco de Materiais de Construção, a gente tinha proposto na Casa, vereador Edson, o Banco de Materiais Escolares. Porém, a gente, como iniciativa legislativa, não se consegue colocar isso em prática. Então, a gente juntou as nossas ideias, minhas e da vereadora Estela, de aspectos totalmente diferentes de política, mas fomos conversar com a secretária Marta, porque o propósito é melhorar a educação da nossa cidade. E assim que venha a ideia da Secretaria da Educação e coloque em prática e falamos da questão dos diretores e da comissão, porque isso tem que ser discutido com a Comissão de Diretores, com os diretores das escolas, porque quem vai colocar em prática, se vier esse projeto, são vocês. Então, a gente, pensando assim, a gente consegue construir uma cidade. Não é porque a gente é oposição que a gente não valoriza projetos bons e não sugere outros projetos bons, também, para nossa cidade. Então, obviamente, votarei favorável a este projeto. Vida longa a esta Comissão. Agora, sim, logo em seguida, institucionalizada no nosso município. Era isso, senhor presidente. Obrigada.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Senhor presidente, quando um projeto vem a baila, aqui na pauta, nós não podemos esquecer de quem nos ajudou a fazê-lo. Eu queria agradecer enormemente à bancada, em especial, ao Júlio e à Dani, que foram atrás. Porque não apresentamos esse projeto enquanto vereadores, uma vez que seria inconstitucional, porque estaríamos definindo uma atividade ao Executivo e ele seria inconstitucional na origem. Então, agradecer. Agradecer ao Bernardo e, na pessoa dele, todo o nosso gabinete que nos ajudou bastante, a Thaís, que está aqui com os professores. E, também, eu gostaria muito de lembrar de Rejane Vanoni, Ana Somacal, Cláudia Calloni, esse povo todo que nós aprendemos a entender o pertencimento que é necessário a todo o sistema de ensino. Porque, presidente, chega a um determinado momento, e o pessoal que está aqui sabe do que eu estou dizendo, que, daqui a pouco, chega um gestor lá e diz que não reconhece, porque não são institucionalizados. Então, isso acabou agora. A instituição está garantida. E o que todo mundo quer, os vereadores foram muito felizes nas suas falas, uma vez que, de vez em quando, vereadora Andressa Marques, o professor consegue dar aula. Esses dias eu fui a uma escola, que eu não vou dizer qual, tive que me colocar na frente de uma mãe e de uma avó que avançaram na secretária de escola. Quer dizer, isso é diário. É diário, infelizmente, não é? Às vezes, acontece nas escolas. Então, quem sabe da realidade é quem está na ponta. O diretor consegue resumir, estratificar e trazer mais “azeitado”. Então, mais uma vez, parabéns. Presidente, o senhor falou de FG, o último FG, o aumento que foi dado aos diretores, foi por este vereador, em 2010, se eu não me engano, a gente atualizou. Tenho certeza que é necessário mais, porque a função exige mais, e o diretor, cada vez, tira do seu bolso para fazer com que a escola ande. A gente sabe disso. Por isso é tão importante esse reconhecimento à Comissão dos Diretores. Por óbvio, votarei favorável.
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Votação: Não realizada

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