VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, apenas queria abordar alguns aspectos fundamentais da fala do senhor, do vereador Edson, do vereador Ramon Teles também, aproveitando a presença da comissão de diretores, enfim. E dizer que parece algo simples, a proposição desse projeto. Porém, quando a gente passa a tratar as políticas como algo de estado e não de governo, não ações pontuais, que vão passar conforme o governo passa, nós estamos encarando os serviços e as políticas públicas de fato como elas precisam ser. E nós teremos um projeto de cidade que pense na educação como prioridade, quando nós passarmos a tratar a educação, a saúde, enfim, qualquer outra política pública central para nossa sociedade, para além do discurso, né? Quando a gente olhar para isso na prática, e a educação, a saúde não forem bandeiras, grandes bandeiras que todo mundo defende, mas quando a gente vai ver na prática mesmo, a gente vê diversas distorções acontecendo na nossa cidade. Nós temos tido, vereadora Sandra, o debate sobre os nonos anos, que ele persiste, nós estamos insistindo para que a gente possa votar aqui nesta Casa revogação de um decreto que nós consideramos importante, porque eu acredito que, se nós escutássemos mais os professores e as professoras, os diretores e as diretoras, os estudantes, as suas famílias, a comunidade escolar, se nós escutássemos mais as pessoas que são partícipes, de fato, da política pública e atingidos por ela, nós teríamos políticas muito mais avançadas na nossa sociedade. A gente não precisaria ficar aqui batendo cabeça, né? Então, que a gente possa escutar a Comissão de Diretores sobre a realidade da nossa educação, porque nós sabemos que é complexa. Tudo para na escola. A escola é o único serviço que todas as crianças, desde pequeninas, todo mundo passa pela escola, né? A maioria na educação pública. Queremos que a nossa educação pública seja de qualidade para que todo mundo acesse ela. Não queríamos que tivesse essa diferenciação entre escola pública e privada. Se existe, é porque tem alguns problemas na escola pública, e nós precisamos tratar, enquanto serviço público, enquanto poder público. Então, que a gente possa escutar os diretores e as diretoras das escolas sobre a realidade, porque eu tenho certeza que eles dão uma aula em qualquer um de nós aqui, né? Então, que a gente possa, também, pensar dentro dessa realidade. Ontem, conversava com o vereador Wagner, conversava com o líder do governo Daniel Santos, sobre a vinda do Galafassi, do secretário. Podemos discordar, vereador Libardi, mas a sua postura foi exemplar. Veio aqui, explicou, teve paciência, ficou até o final, trouxe as questões que nós perguntamos, se colocou à disposição. Bom, nós sabemos que o orçamento é limitado. Precisamos pensar em alternativas para que a gente possa fortalecer, construir mais escolas, ampliar, poder dar suporte para os professores e professoras, condições de trabalho. Então, é isso que nós queremos. Outro assunto que nós precisamos tratar, porque, quando a gente percebe diversas questões que acontecem nas escolas, esses dias eu comentei sobre uma situação que todo mundo viu, de um estudante que levou uma arma para dentro de uma escola, era privada. Se fosse pública, nós teríamos tido outra repercussão na nossa cidade, né? Nós teríamos esse plenário cheio, eu tenho certeza, para poder debater e muita gente opinando. Porque nessas horas todo mundo entende sobre educação, mas ninguém quer ouvir, de fato, quem faz ela lá na ponta. Então, nós precisamos tratar como prioridade. Tem uma pauta que eu tenho levantado como assistente social, que é mais, sim, assistentes sociais e psicólogos na educação. Eu acho que tem que ter em todo lugar, cada vez mais psicologia e serviço social. Os problemas sociais são complexos, né? Nós sabemos que a saúde mental tem relação direta com a saúde das pessoas e, se na escola é onde tudo respinga, nós não podemos mais colocar isso nas costas dos professores e das professoras, somente. Tenho certeza que quando acontece algum problema nas escolas, quem vai lá tentar resolver são os diretores, né? Que conversa com as famílias, que conversa com os estudantes, são conflitos de tudo que é tipo. Esses dias, estive na escola São Vitor, vereador Edson, conversando com as crianças. Conversei com as crianças dos quintos aos nonos anos, e, só nos períodos que eu fiquei lá, já apareceram questões de toda a ordem. E eu fico pensando para um professor que fica trabalhando na escola, para as direções que tem que lidar com tudo aquilo. Era problema de pais, era a criançada brigando. Teve um episódio, assim, muito emblemático para mim, que foi uma criança, não tinha nem 10 anos, que estava se cortando. Então, pensem como é para um diretor, uma diretora ter que lidar com isso, né? Sendo que, na verdade, o foco deveria ser o ensino e a aprendizagem. Mas a gente sabe que todas as questões sociais respingam na escola. Então, que a gente possa, sim, respeitar, que tenham mais políticas que não passem conforme os governos passam, porque nós precisamos ouvir as pessoas envolvidas e as pessoas que fazem, de fato, a educação acontecer. Seria isso, senhor presidente. Obrigada.