VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Bom dia, senhor presidente, novamente, aos colegas vereadores. Eu vou tentar manter o tom da minha fala aqui, para não me exceder, e tentar ficar em uma racionalidade mínima e tentar ser coerente também na minha abordagem. Para isso eu vou me valer, aqui, dos dados. Porque a gente começa com narrativas, a gente começa falando do meio ambiente e termina falando da Palestina. Porque o assunto vai divagando, divagando, divagando, divagando, e o assunto que está em debate não se debate, muitas vezes. Mas meus cumprimentos ao senhor, vereador Sandro Fantinel, porque se tem alguém que tem autoridade para falar sobre a situação do agro é o senhor, o vereador Aldonei e outros vereadores que talvez, aqui, são produtores rurais, que sabem o que de fato essa classe enfrenta. Então, primeiramente acho que estão no lugar de fala e fazem jus à moção que a apresentaram aqui. Segundo, quem foi o partido e quem foi o espectro ideológico que governou o Brasil nos últimos 23 anos? Alguém saberia me responder? Por 17 anos foi o PT e toda a esquerda: PCdoB, PSOL, Partido Verde. Toda essa turma aí. E aí a gente se pergunta: Quando o Estado vai ser eficiente? Presidente, peço que assegure a palavra, presidente.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Por favor, colegas, temos um orador se manifestando. Nós temos garantir.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): E assegure o tempo também que está passando.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Por favor, o senhor tem 10 segundos a mais no final da sua fala. Segue com a palavra o vereador Calebe Garbin.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Sigo no mesmo tom que comecei a fala, porque eu percebi já que houve um incômodo aqui. Mas vejam, quem é que estava no poder nos últimos anos? E essa mesma turma está nos garantindo, há 17 anos, que vai tornar o Estado eficiente. E aí eu tenho que ouvir que para o Estado se tornar eficiente tem que colocar mais gente para dentro do Estado. A gente tem que tornar o processo cada vez mais redundante, burocrático, moroso, dúbio, subjetivo. Nós fugimos da objetividade. Aí a gente abre aqui matéria, por exemplo, do G1. Não é a matéria lá do Auriverde, Bolsonarista, radical, de direita. Olha só, em 2024, quem é que estava na presidência em 2024? Em 2024, a Amazônia registrou a maior área queimada de toda a série histórica, desde 85, quando foi começado a fazer as medições. E foi, de longe, o bioma que mais queimou no país. Foram aproximadamente 15,6 milhões de hectares queimados, que representam um valor 117% superior à média histórica. Essa área correspondeu a 52% de toda a área nacional afetada pelo fogo em 2024, tornando a Amazônia como o principal epicentro do fogo no Brasil, no ano passado. Então aí começam as incoerências. Alguém que nos promete que quer fazer um Estado mínimo e eficiente, que quer desburocratizar, mas está há 17 anos no poder e desmata, a cada ano que passa, cada vez mais. E agora a gente não viu ninguém trazer esse assunto à tribuna, vereador Hiago. Estão tão preocupados com o meio ambiente que ninguém menciona o assunto aqui. Resolveram se preocupar com a Amazônia, e aí citam povos originários, se valem de uma classe que é explorada politicamente há anos. Porque não querem essa classe podendo fazer as suas escolhas; querem uma classe presa no cabresto. Manter esse povo lá na idade da pedra, não permitir que o povo possa ter as suas escolhas, possa ter a sua livre iniciativa, possa empreender no ambiente onde está. Outra coisa, estão preocupados com o Rio Grande do Sul, porque vai desaparecer do mapa e etc. Por que os deputados do PT votaram contra a securitização do agronegócio? Se são tão favoráveis, se são tão a favor do Estado, por que não votaram a favor das linhas de crédito? Por que não votaram a favor da possibilidade de o agricultor poder se recuperar depois de duas para três enchentes que esse Estado teve, depois da pandemia que nós sofremos? Porque tudo isso foram impactos que aconteceram. Mas a culpa é de quem? Não, a culpa é do agro, que é fascista; da extrema-direita; dos bolsonaristas; porque etc, etc. Cadê o povo que cantava “salve a Amazônia”? A gente não encontra mais. A gente não ouve mais ninguém falar. Ninguém mais está com um cartazinho para salvar a Amazônia. Cadê a Greta gritando? Cadê o Leonardo DiCaprio gritando para salvar o Brasil? Sumiram! Sumiram por quê? Porque são incoerentes na sua abordagem. Aí nós vivemos, além de tudo isso, nós temos que conviver com o agricultor tendo que plantar e, além de torcer, tem que orar a Deus, vereador Pedro, e pedir “tomara que a terra produza”, porque existe uma incerteza constante. Aí tem que enfrentar licenciamento ambiental, que são extensos, são dificultosos, são morosos. Aí tem que conviver com uma situação como acontece aqui em Caxias. Por exemplo, eu tenho levantado o assunto sobre a destinação dos resíduos da construção civil. A Prefeitura, o Estado não tem onde colocar o lixo. Aí, quando o empreendedor vai lá e dá destinação para esse lixo, que é do Município, ele é multado. Quer dizer, ele faz a função do Estado, e o Estado vai lá e multa ele por fazer a função que caberia ao Estado, que não dá os meios para que a coisa ocorra. Então veja, do início ao fim é uma incoerência. Estão há 17 anos no poder e nos garantem que vão tirar o Brasil da miséria, nos garantem que vão transformar o país, nos garantem que vão fazer um Brasil diferente; mas você, cidadão caxiense, você, cidadão brasileiro, está vendo o que está acontecendo. A culpa de tudo que acontece no Brasil é dos seis anos: quatro anos de PL e dois anos de MDB, na mão do Michel Temer. Esse é o discurso desse povo. Mas eles garantem que vão transformar o Estado em eficiente. Como? Colocando mais gente para dentro, criando mais licença, criando mais taxa, criando mais multa e criando mais fiscalização idiota, redundante.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): A insegurança jurídica impera no Brasil. Era isso, presidente. Por isso votarei favorável a essa moção.