VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Parabenizar o colega de partido, vereador Bortola, os demais colegas também assinaram a frente parlamentar e já fazendo eco a tudo o que foi dito aqui, e trazendo um ponto importante, o vereador Pedro, também, pela deferência, muito obrigado, a todas as igrejas. Acho que nós, como bem disse o vereador Elói Frizzo, é um dever moral, não é vereador Pedro? A gente se envolver com essas demandas, independente de ocupar uma posição pública ou não, mas em situações como essa, demanda um ajuntamento de toda a comunidade. Mas eu gostaria de dar uma ênfase, que inclusive matéria de dois dias atrás aqui na Folha de São Paulo, que é o seguinte: “Empresas destruídas por tragédia no Rio Grande do Sul mudam de lugar para fugir de inundações.” Então, vejam que quando nós falamos de reforçar a Defesa Civil na nossa cidade, nós estamos falando também de um fator econômico, de benefício econômico, de geração de emprego, geração e distribuição de renda, e tudo aquele arcabouço econômico e valorativo das pessoas passa justamente pela defesa de áreas. O capitão Ramon falou sobre a questão dos geólogos, e de fato, capitão Ramon, nós tivemos uma séria deficiência nesse sentido, principalmente em Galópolis, aquela região, ainda estão sendo feitos estudos lá, e ao mesmo tempo nós observamos a necessidade de colocar em prática esse plano e ter uma coordenação de informações para que as pessoas não venham a ficar apavoradas, não é vereadora Daiane? Porque às vezes o desconhecimento gera um apavoramento.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Já lhe concedo na sequência. Então, muitas vezes, além de tudo isso também, os momentos de crise são importantes porque nós podemos realinhar o nosso barco, a nossa embarcação, ajustar o leme para saber para onde nós estamos indo. Ninguém quer passar por uma situação de crise, mas foi a situação de crise, agora das enchentes, o fato de Caxias ser um corredor humanitário que permitiu nós termos um aeroporto adequado. E nós só estamos trazendo esse assunto do aeroporto, da Defesa Civil, com mais ênfase nesse momento, justamente por conta do fator econômico, climático, que nós tivemos aí nos últimos dias. Seu aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Calebe, obrigada. Na verdade, isso que o vereador Elói Frizzo falou, a gente tem conhecimento, porque de tarde, no dia 1º de maio, a gente ligou para o prefeito, eu liguei pessoalmente para o prefeito Adiló, e ele disse que estava tudo tranquilo e que estava 75% das comportas abertas no Fátima, na barragem do Fátima. E a gente foi para casa, os moradores estavam meio receosos, mas...
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço a palavra.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): E faltou muita informação. Faltou muita informação. E a gente sempre pegava a informação, ligava direto para o Gerson Panarotto, engenheiro do Samae, e ele falou que tinha perigo de rompimento da represa. Foi isso que chegou até nós. Porque senão parece que a gente fez um tumulto por uma coisa que não teve perigo. As pessoas, lá no Fátima, ficaram horrorizadas, de verdade. Eles vieram aqui à tribuna e deram uma explicação que ia tudo desmoronar. E depois até outras questões, a questão ali da Rota do Sol também. Foi feito isso. Então, tem que verificar realmente a questão da comunicação. Porque parece que a gente foi para a rua, assim, me dá a impressão que a gente foi para a rua porque a gente queria apavorar as pessoas. Não. Estava lá, o Samae estava dizendo que era para evacuar a área, porque tinha perigo de rompimento. Eu fui lá, e as casas, o vertedouro ultrapassou, e a água estava já no joelho das pessoas nas casas na frente da barragem. Lá embaixo, no Arroio Tega, onde a gente começa, ali no gás butano, a parte de terra foi tudo abaixo. Ali alagaram todas as casas. Então, espera lá. Então é mais perigoso ainda do que a gente pensa. A gente tem que repensar, então, a questão não só da Defesa Civil, mas estar organizada a prefeitura, o Samae, a Habitação, todas as secretarias envolvidas, para falar a linguagem do povo. Porque, senão, vai dar apavoramento de novo na comunidade. Obrigada, vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Disponha. Exatamente. Acho que é importante a gente frisar isso, que o momento de crise permitiu nós avaliarmos. De imediato, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador. Bem rapidamente. Só a questão que foi levantada duas, três vezes; a questão dos geólogos no município.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Peço a palavra, senhor presidente.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): A Habitação tem, sim, um monitoramento já de áreas de risco, onde famílias precisam ser removidas. Mas a gente sabe que é um trabalho, vereador Calebe, muito demorado, porque envolve recursos, muitas famílias não querem sair do local. Nós conseguimos, enquanto Habitação, lançar um programa, o Habita Caxias. O município comprou 140 lotes urbanizados; está pronto para começar a receber famílias. Tem uma área, tem geólogos em outras secretarias que fazem o trabalho para a Defesa Civil e Habitação, mas exige tempo, não adianta. Muito obrigado.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Exatamente. Demanda também a vontade das pessoas. Nós tivemos uma experiência, inclusive, ali em Galópolis, de um casal de idosos, que a família queria muito que eles saíssem, estavam resistindo. Bem no fim, se convenceram da importância de sair. Então, acho que é só importante levantar esse debate. São vários fatores. Quero dar ênfase na questão econômica aqui também, de nós nos atentarmos aqui, em Caxias do Sul. Obrigado, presidente.