VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, pessoal que nos acompanha aqui do plenário, TV Câmara, redes sociais. O veto do senhor prefeito ele tem apenas um ponto que merece ser considerado, que o nosso projeto padece de vício de iniciativa porque isso já deveria ter vindo há muito tempo por parte do Executivo. Nisso nós concordamos. O problema é que como não vem do Executivo nós não podemos continuar penalizando os clubes e associações e impondo a equipe de fiscalização da Vigilância Sanitária todos os anos tem que ir lá notificar os clubes, os clubes terem que apresentar as suas defesas e não se faz os exames médicos há muito tempo em Caxias. Então ao contrário do que alega o veto do prefeito nós estamos aliviando despesa e não criando despesa. Então diz aqui: A proposta legislativa apresenta inconstitucionalidade por vício de iniciativa... Até aqui ok. Visto que cria atribuições e despesas ao Poder Executivo. Errado, diminui despesas e atribuições. Deixa de fazer com que os fiscais todo ano tenham que pagar o mico de ir lá notificar algo que não vai dar em nada porque a defesa do clube apresenta que eles têm um médico responsável, tem engenheiro químico que cuida do tratamento. Eles são responsáveis. Então o nosso projeto visa isso, e o pior de tudo, é isso que me assusta, é que para fundamentar o veto eles colocaram exemplos que não tem nada a ver uma coisa com a outra. Então citaram aqui uma Ação Direta de Inconstitucionalidade a um projeto de lei do município de Viamão onde se estabelecia o curso de pré-vestibular gratuito. Poxa, não estamos falando de educação e nem de aula, estamos falando de exame médico. Aí outro exemplo, Ação Direta de Inconstitucionalidade do município de Pelotas onde o Legislativo queria implantar a alimentação saudável nas escolas, na rede de ensino de Pelotas. E por aí afora. Quer dizer, um exemplo pior do que o outro para justificar o veto. De Gravataí, programa onde o Legislativo tentou implantar, nas escolas municipais, um programa obrigatório de educação específica contra as drogas. Aí sim está criando uma despesa. Tem que ter horas-aula e por aí afora. Então eu peço, senhoras e senhores, que os nobres pares nos acompanhem derrubando esse veto, para encerrar essa novela, tirar esse constrangimento da equipe de fiscalização e da direção dos clubes, que todo ano tem que receber a visita do fiscal, uma notificação, movimentar o departamento jurídico, fazer a sua defesa, já que os exames, há alguns anos, já não vêm sendo praticados, justamente por tudo aquilo que foi exposto no projeto de lei. E outros grandes municípios do Brasil já adotaram essa prática, inclusive aqui no Estado. E Caxias está atrasada nesse aspecto. Então, sem me alongar muito, peço que os nobres vereadores votem “não” a esse veto do prefeito para que a gente tenha esse projeto de lei promulgado, e aliviando assim esse constrangimento aos clubes de nossa cidade. Estamos no inverno, é o momento oportuno. Para o próximo verão já que tenhamos em prática essa nova legislação. É isso, senhor presidente. Muito obrigado.