VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Senhor presidente, volto a dizer que eu votarei contrário a esse veto do executivo, mas eu sou uma pessoa que quanto mais o povo diz...
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Peço a palavra.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): melhor, menos eles vão ocupar os serviços públicos de saúde, porque o povo é feliz. Menos pessoas com depressão, menos pessoas tristes, menos pessoas pensando maldade, menos pessoas ocupadas. Eu fico, cada vez que eu passo ali no Bairro Charqueadas principalmente no domingo à tarde, eu fico tão feliz, porque ali tem um bar que se chama Bar do Habilidoso. É bem na esquina, ali no Bairro Charqueadas. Tem uns fandangos no domingo à tarde, eu vejo aquelas pessoas trabalhadoras, humildes, no domingo à tarde, talvez elas fazem hora extra, serão em uma metalúrgica para dar o leite e o pão para o filho, trabalharam a vida inteira , muitos aposentados e vão lá no bar no final de semana dançar, se divertir, tem coisa melhor que isso. A pessoa trabalhar a semana alegre, feliz é isso que o projeto da bancada do PSB propõe. É justamente, dispõe sobre a apresentação de artistas de rua nos logradouros públicos do Município de Caxias do Sul. Colegas vereadores, o ano passado, aliás, no primeiro ano, vereador Fiuza, do mandato do prefeito Daniel Guerra, como nós estamos nas festas juninas ainda, ele se encarnou nas festas juninas das escolas. Não sei se os senhores e as senhoras estão lembrados. O prefeito queria proibir as festas juninas nas escolas municipais de Caxias do Sul. Ele disse não para as diretoras. Vocês não podem mais fazer festas juninas. Olha a obsessão do prefeito em proibir as festas juninas nas escolas. É o que integra toda a comunidade escolar. Vai se preocupar em melhorar as nossas escolas, vai se preocupar em melhorar as ruas, os buracos, para as pessoas poderem utilizar, para fazer atividades culturais, mas não. O ano passado então, eu faço parte do coletivo Abrace a Maesa e aqui na Câmara nós temos a Frente Parlamentar Abrace a Maesa. Nós propomos, vereador Périco, um abraço na Maesa e na sequência, nesse mesmo período, uma festa junina. Justamente em um domingo que é bloqueado, uma ideia e uma iniciativa que eu ainda tive no governo Alceu de fechar a Plácido de Castro no domingo justamente para não gerar um transtorno em um sábado, enfim, ou um dia da semana, aproveitar o domingo. Nós solicitamos o Carlinhos Santos que é o coordenador do coletivo Abrace Maesa, solicitou a intervenção da prefeitura, a ajuda a prefeitura para colocar bandas, nada, nenhum centavo de recursos públicos. O coletivo Abrace Maesa iria ajudar totalmente, financiar, custear tudo. A prefeitura fez a negativa. Negou, a realização do local. Só que nós já estávamos tudo programado, porque tinha programação anual. Nós realizamos na rua que é bloqueada. O que aconteceu? Levamos uma multa de aproximadamente de R$3 mil por ter feito sem a autorização da prefeitura. Naquele dia mais de 10 mil pessoas conforme reportagens dos jornais estiveram lá presentes, bandas, palestras, intervenção artística e cultural. O Jânio que estava lá presente naquele dia, que representa a cultura aqui neste momento e levamos uma multa. A vereadora Denise bem falou sobre a parada LGBT. Vereador Fiuza, o senhor que é evangélico e pastor, naquela mesma semana foi realizada a Marcha para Jesus. Parabéns! O município tem que ajudar e tem que intervir, mas na mesma proporção que o município ajuda e libera a realização da Marcha para Jesus, ele tem que liberar outros eventos, como a parada LGBT. Ou o Deus do Daniel Guerra é diferente do público LGBT que ele não liberou, que ele tem uma ojeriza a esse público. Então, vereador Fiuza, eu peço ao senhor, o senhor que tem ciência, entendimento, é a favor da cultura, que vote contrário a esse veto, porque o senhor, votando contrário a esse veto, o senhor se manifesta favorável à cultura. Quem votar contrário a esse veto aqui proposto pelo Daniel Guerra mostra que é favorável à censura, a retalhar as pessoas que se dedicam voluntariamente. Porque aqui está dito, aqui, quem votar favorável ao veto... Desculpa, vereador. Boa lembrança. Quem votar favorável ao veto. Porque aqui o projeto da bancada do PSB diz o seguinte em seu artigo 6º que para ser liberado não pode utilizar palco ou qualquer outra estrutura sem a prévia comunicação e autorização junto ao órgão competente do poder executivo conforme o caso. Ou seja, porque é o poder de polícia do poder executivo. Parabéns, está aqui a observação. Aí, vereador Renato, novo líder do governo, derruba por terra o seu argumento, porque aqui está regrado na legislação que realmente tem que pedir autorização para o executivo para a realização. A não ser... Não pode impedir a livre fluência do trânsito, respeitar a integridade das áreas verdes e demais instalações de logradouro, enfim, várias questões. Vou dar o exemplo. Me solicitou, aqui em meu gabinete, o pessoal da Umbanda que eles querem realizar um culto afro ali na Praça Dante, colocar uns tambores. A liberdade de culto está na nossa Constituição então eles podem realizar desde que não interfira a questão da livre circulação das pessoas ou a perturbação do sossego público em horários determinados. Mas agora, com esse novo decreto do Dom Daniel Guerra, tem que ir ali e pedir autorização, tem que pedir autorização na Secretaria do Meio Ambiente, na Secretaria de Segurança, na Secretaria de Urbanismo. Ou seja, até a pessoa... Que para nós vereadores e para a nossa assessoria é difícil a gente transitar em todas as secretarias até conseguir uma liberação demora dois, três meses, para a gente conseguir, talvez, uma ligação com o secretário, imagina aquela população que tenta fazer de forma voluntária um evento artístico e cultural para as nossas crianças da periferia. É isso que o projeto da bancada do PSB está dizendo: “Olha, por favor, já que o município não quer dar nem um centavo. Bom, beleza, mas então deixa as pessoas que querem de forma voluntária trabalhar. Então eu faço essa ressalva aqui para dizer que esse veto é uma censura à comunidade artística e cultural, mas principalmente a população que não em acesso à cultura. Volto também há 2016, o ano passado, aliás, 2018, no ano passado, onde nós estávamos iniciando nesse período a campanha eleitoral, vereador Edson, onde o Dom Daniel Guerra proibiu a realização de bandeiraços na Praça Dante, na Praça da Bandeira. Gente, algo histórico em nossa cidade, a realização e comícios, de pessoas importantes, de comemorações de times de futebol ser realizado em espaços públicos, principalmente na Praça Dante, e ele regrou até isso, dizendo que ele não podia, que a gente não podia fazer manifestação eleitoral nesses espaços. Botou lá para o estádio municipal, mas o que é isso, vereador Alberto Meneguzzi? Então eu quero parabenizar mais uma vez a bancada do PSB por esse projeto. Vamos votar não a este veto, não a cesura e, sim, que as pessoas possam desfrutar de momentos de lazer que estão escassos em nossa cidade. Os artistas já foram censurados com a redução de incentivo do Financiarte. Nós tivemos a Festa da Uva que está sendo ou foi, nesses quatro anos, o único momento cultural, deu R$ 70 mil de lucro – não é, vereador líder do governo? A Festa da Uva deu R$ 70 mil de lucro, não é, vereador líder de governo? A Festa da Uva deu 70 mil de lucro. As indenizações já passaram de 1,5 milhão de indenização somente daquele show da Anitta e do Zé Neto e Cristiano que as pessoas entraram na Justiça. O pedido de informação que não vem a resposta. Então eu só quero fazer essas ressalvas, dizer e pedir para vocês, colegas vereadores, votem não a esse veto. E vereador Beltrão, só para complementar essa questão dos procuradores, esses dias estava lá no Panela Velha dançando, num domingo, e tinha uma procuradora lá. Um amigo meu, que é influente na cidade, chegou e me disse: “Oh, Rafael, o que tu votou contra um projeto para ajudar os procuradores, para ajudar a nossa cidade”: Eu disse: Não estou sabendo: “Não, porque tem a procuradora tal ali que disse que tu votou contra”. Daí eu disse: Eu votei contra a regalia de uma casta, contra todas... De professores, arquitetos, enfermeiros, dentistas. Eu votei contra essas regalias, de pessoas que ficam no ar condicionado contra outros advogados que estão procurando causas, que estão procurando... e eles têm tudo na mão. Eu expliquei para essa pessoa e entendeu. Então essas pessoas estão difamando, realmente, alguns procuradores, não estou dizendo todos, mas essa procuradora tentou me difamar, mas não colou porque a verdade é uma só, é uma casta que queria regalias e a Câmara de Vereadores, por sua maioria, votou contrário a essas regalias, o senhor e eu votamos contrários a isso e me sinto feliz porque imagina uma pessoa por dez anos ficar recebendo sucumbência, vai estar aposentado dez anos e continuar recebendo o seu salário e enquanto isso os nossos aposentados ganhando um salário mínimo e os procuradores além de 10, 15 mil ainda ganhando sucumbência. Obrigado.