SR. RICARDO PERES: Bom dia a todos. Obrigado, senhor presidente e vereadores pelo convite para que a CSG, ou a Caminhos da Serra Gaúcha, que é a concessionária de rodovias, possa expor um pouco do seu trabalho aqui, na Serra Gaúcha e também no Vale do Caí. Este é um momento importante, porque a gente começa, neste momento, a fazer obras que estão no nosso contrato. Então, a interação passa a ser mais constante com a sociedade, com a comunidade lindeira à rodovia. Gostaria só de falar um pouco a respeito de uma concessionária, especificamente a CSG. Uma concessionária de rodovias tem por função zelar pelo trecho de rodovia que foi concessionado. Nesse zelo, existe a questão de você fazer a restauração da rodovia, conservar a rodovia e também você fazer o aumento de capacidade, que significa duplicar rodovia, faixas adicionais, etc. Que é o que está no nosso contrato. Especificamente, o contrato da CSG é um contrato de concessão que chamamos de pura. Não existe contrapartida do governo do Estado na concessionária. Então, toda a concessão, tudo que existe, tudo que fazemos aqui na concessionária, ou na concessão, ou na rodovia que nós trafegamos aqui, toda ela é em função da arrecadação da tarifa do pedágio. Então não existe dinheiro do caixa do governo do Estado aqui na nossa concessão. Logicamente, existe uma série de obrigações. A concessionária é uma empresa privada, como tantas outras. Responsabilidade sobre a questão de recolhimento de impostos. Ela recolhe impostos, tanto federais como municipais também. Então, boa parte da tarifa se reverte também em prol, vamos dizer, da sociedade como um todo, em forma de ISS, seja o ISS da arrecadação do pedágio, seja o ISS das obras. Também o governo federal, por meio do PIS e Cofins, imposto de renda e contribuição social. Então, ao mesmo tempo em que ela presta um serviço público, ela também tem as suas obrigações privadas, como uma empresa privada, como qualquer outra. Especificamente, a CSG tem... Isso está, vamos dizer, nas suas missões, ou na sua missão principal, que é zelar pelo cliente da CSG, que é quem passa pela rodovia. E, logicamente, a segurança está sempre em primeiro lugar. Muitas vezes confunde-se uma concessionária com uma empreiteira. Ou seja, uma empresa que faz obras. O que não é o caso de uma concessionária, muito menos da CSG. A CSG contrata obras, contrata projetistas, contrata profissionais, empresas especializadas, de maneira a fazer aquilo que está no contrato dela. Então, o recado que eu quero passar é o seguinte. A gente não vem aqui executar uma obra e vai embora. Não é assim que funciona. O nosso contrato de concessão é de 30 anos, então as obras que nós fazemos, a gente tem a responsabilidade sobre a obra e, depois, as consequências dessa obra. Então não é simplesmente fazer a obra e acabou o contrato. O projeto que a gente tem por obrigação executar passa por uma série de aprovações, uma série de validações para que ele possa se tornar um projeto exequível, que é o que está acontecendo hoje, ali no contorno norte de Caxias. As obras que fazem parte do contrato não é a concessionária que define. Isso vem do contrato de concessão, que, por meio do... Nós chamamos de poder concedente, mas, na verdade, é o Estado do Rio Grande do Sul. Essas obras passam antes da concessão, antes do leilão da concessão, por audiências públicas, que são realizadas pelo o governo do Estado. Após essa fase, elabora-se qual é o plano de... O modelo econômico de uma concessão. Isso vai ao mercado, e as empresas que se interessam participam de um leilão público. A que oferecer a menor... (Manifestação nas galerias.) Eu devo responder, senhor presidente?
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Pessoal, a gente não pode interagir com o plenário. Peço desculpas, mas a gente já enxerga a manifestação daqui. Pode continuar com a palavra.
SR. RICARDO PERES: Desculpa, minha senhora, eu vou continuar.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Pessoal, então deixa eu suspender a sessão um minuto. (Sessão suspensa.)
SR. RICADO PERES: Então, retomando o raciocínio. Os projetos que nós executamos não são puramente feitos pela CSG sozinha. Passa por uma série de verificações junto ao poder concedente, que é o governo do Estado do Rio Grande do Sul. Todos os projetos passam por uma certificadora, que é uma certificadora independente. O objetivo dessa certificadora é verificar se nós estamos seguindo as normas de engenharia, que são necessárias para um projeto ser executado. E o projeto do contorno de Caxias passou por todas essas etapas. Então, a gente atende o que tem no contrato e a gente atende as normas de engenharia, inclusive de segurança. Então, eu gostaria de mostrar aqui, a todos, como funcionaria o projeto de duplicação do contorno norte de Caxias. Ali, basicamente são 10,6 quilômetros de duplicação, são três quilômetros de vias marginais, 5.200 metros de calçadas, dois viadutos, uma ponte, três passarelas, oito pontos de ônibus e nove interseções. Esta é a seção típica de duplicação após a obra executada. Serão quatro faixas de rolamento, duas em cada sentido, de 3,60 metros cada uma, e um acostamento em cada lado da rodovia de dois metros e meio, além de uma barreira New Jersey, que vai separar os dois sentidos da rodovia. Esta é a configuração em que existiria uma marginal. Em alguns pontos da rodovia serão construídas marginais com calçadas para passeio, além da duplicação da rodovia. Aqui existem algumas interseções que são as principais. A primeira é na região daquela Mundial Foods, próximo ao Viaduto Torto, no Km 69,62. Ali vai existir uma rotatória alongada para fazer os movimentos necessários de cruzamento, que já existem hoje lá. No Km 70.95, na Hyva ou Matanna Iveco, vai ser construída uma passagem inferior, que é a configuração que está sendo mostrada aqui. A ideia do fluxo de veículos que estão na rodovia, na 122, é que eles passem por cima dessa intersecção e, por baixo, é feita uma trincheira para que haja comunicação dos bairros dos dois lados da rodovia. Seria esta configuração como está ali. Haveria uma altura livre de cinco metros e meio, que esse é o padrão que existe em toda a rodovia. Teria 14,10 metros de comprimento e 23,10 metros de largura. Logicamente, ainda com um passeio para pedestres, seguro, de um metro e meio de largura. Alguém conseguiria, também, fazer o cruzamento da rodovia juntamente com essa passagem inferior. A próxima fica aqui na Fundação Marcopolo, no Km 72.10. Hoje, é uma rotatória simples, mas ela vai se transformar em uma rotatória alongada, também com uma passarela para poder fazer a passagem dos pedestres. A rotatória alongada, a função dela é que as rotações e os movimentos aconteçam em movimento. Ali não existe parada para você fazer o cruzamento. A ideia é que você entre na rotatória, você acelere, consiga desacelerar, cruzar a rodovia e seguir no sentido oposto. Aqui é a ponte do Rio Tega, que vocês devem estar observando a evolução dessa ponte. A ideia é que a gente entregue essa ponte agora no mês de junho deste ano. Ela faz parte do contorno de Caxias, então essa obra de arte é a maior que nós temos na nossa concessão. Ela é um gargalo, hoje, nas obras de duplicação. Por isso a gente começou essa ponte em janeiro de 2025. Como ela não tem influência no trânsito, então a gente está executando ela. Agora, na metade do ano, deve concluir e aí se encaixar com as demais obras de duplicação do contorno de Caxias. A próxima, que seria no 75,5, que é a do Monte Bérico, hoje, o cruzamento que existe ali é uma rotatória simples, uma rotatória pequena. A ideia é que a gente transforme isso aqui em uma rotatória alongada. Esta seria a rotatória alongada que vai ser implantada no Monte Bérico. Ao fundo, a imagem não mostra muito bem, mas ao fundo consegue-se perceber onde está hoje a rotatória que existe. Ali dá para se ter uma noção do tamanho da rotatória que existe hoje e qual é o tamanho que vai ficar essa rotatória alongada, depois de pronta. Então, essa rotatória vai conseguir dar todos os movimentos necessários na rodovia, de maneira que a pessoa não pare na rodovia. Essa é a ideia. A gente tem um fluxo da rodovia constante. Aqui, é só para demonstrar como é feito um estudo ou um projeto de uma interseção. Toda interseção que existe na rodovia passa por um estudo de tráfego. Estudo de tráfego significa você contar o que existe hoje em cada sentido da rodovia. Essa contagem é o que vai subsidiar qual vai ser a obra no futuro. Existe, por obrigação contratual, que a gente tem que fazer um dispositivo que suporte 20 anos de tráfego, sem ter nenhum tipo de... O nível de serviço dessa rotatória ou dessa interseção permaneça válido. Então, esta aqui é uma demonstração que é feita. Esta é uma contagem que foi feita recentemente. Essas contagens seguem uma norma, seguem uma diretriz. Todos os movimentos que existem hoje são contados, então a gente consegue saber quem está em Caxias e vai para Flores da Cunha ou vai sentido Farroupilha. Então, todos os movimentos são considerados nesse estudo. Então, cada movimento é estudado. Com esses movimentos e com esses dados a gente consegue projetar isso 20 anos para frente. A gente coloca um crescimento médio de dois, 2,5% ao ano. E, durante 20 anos, essa rotatória tem que se manter suficiente para poder fazer o escoamento do tráfego. A gente tem aqui algumas animações. Primeiramente, eu peço desculpas aqui, porque não saiu... Aqui tem uma restrição do que a gente consegue demonstrar. Mas aqui tem uma demonstração do fluxo da rodovia, de como ela é hoje. Ali a gente vai passar por onde hoje é o Monte Bérico, a rotatória simples que existe ali. Ali os veículos param para poder fazer o cruzamento no semáforo. Esse é o movimento ou é a animação daqueles dados que foram coletados. Esses dados que são coletados são coletados durante o horário de pico. Ele não é coletado em qualquer horário. Então, o que demonstra é o horário mais intenso de tráfego na atualidade. Então, aqui é só para demonstrar como é que fica, ou como é que é hoje, em termos de tráfego, e aquilo que a gente apontou e estudou para poder projetar o futuro. Na sequência, tem a mesma animação, porém com a solução nova. Esta seria a nova configuração de uma rotatória alongada, só que esse tráfego que está mostrando mostrado não é o tráfego atual, como o do outro. Ele é o tráfego de 2046. Então, aqui tem uma projeção de tráfego atual. Como eu falei, é um crescimento exponencial de dois, 2,5% ao ano, que se chega a essa simulação de tráfego que está se passando hoje. Então, como está sendo mostrada aqui, essa interseção é suficiente e adequada para 20 anos de concessão. Está mostrado ali que ela dá conta de fazer o escoamento. Ok, então aqui é o Monte Bérico, já foi mostrado. Esta é a passarela que vai estar ali no Monte Bérico. Ela vai dar toda a condição de travessia da rodovia pelos pedestres. Isso faz parte do projeto. Além da rotatória alongada, vai ter esta passarela que vai dar condição de transposição da rodovia. As duas próximas interseções, no km 76,6 e no 78, que é próximo à Brasdiesel. Ali são dois retornos em nível. Que seria como se fosse uma rotatória alongada, porém mais distante, porque você consegue fazer ali os retornos nos dois sentidos de tráfego. O próximo, no km 78,4, que é também chamado o viaduto do Nossa Senhora da Saúde, ele está em construção neste momento. Ali vocês se lembram que que havia uma trincheira de 3,60 metros de altura. Era insuficiente para fazer o cruzamento de caminhões. Hoje, o viaduto que vai ser construído ali vai ser de uma dimensão muito maior do que o que existia ali. Ele vai ser um viaduto de 5,5 metros de altura. Então os veículos vão conseguir passar pelo viaduto sem nenhum tipo de restrição. Vai ter 57 metros de comprimento, 22,72 metros de largura e também um passeio de pedestres sob o viaduto Nossa Senhora da Saúde. Nessa obra vão ser investidos R$ 230 milhões, que é o custo dela. A nossa intenção é entregar essa obra em janeiro de 2027. E existem 250 pessoas trabalhando na obra, para executar essa obra no prazo que foi colocado. Agora tem um vídeo que demonstra o projeto, isso que eu falei aqui, de uma maneira um pouco mais didática. É uma enquete eletrônica. (Apresentação de vídeo.) Bom, esse é o projeto que vai ser executado. Ele está em execução neste momento. Eu só queria deixar um recado aqui. Na verdade, o Monte Bérico parece que é o assunto mais comentado neste momento. Ali não se trata de retirar semáforo. O que se trata ali é de uma obra nova, é uma obra diferente, é uma obra que não comporta semáforo. No que foi projetado aqui está demonstrado que o semáforo ali não faz nenhum sentido. Vai ser uma rodovia de pista dupla e ali você vai ter todos os retornos possíveis. Então, não é a questão de retirar semáforo. Essa não é a ideia, não é assim que funciona. É uma obra totalmente nova. Como eu expliquei, a CSG vai ficar aqui por 30 anos. Então, não é só executar essa obra, terminou e pronto, vai embora. A gente vai estar observando tudo que vai estar acontecendo na rodovia. Qualquer ajuste que seja necessário vai ser feito, logicamente, sempre preservando o máximo possível a segurança da rodovia. Muito obrigado.