VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Muito obrigado pela deferência. Eu nunca uso este espaço, então, hoje... Eu queria, na verdade, fazer um voto de pesar pelo falecimento do Seu Orlando Rizzi, um amigo, filiado no MDB, foi subprefeito no nosso governo e que teve um papel importantíssimo no desenvolvimento do interior da cidade. Então, faço questão aqui de utilizar esse momento em nome da bancada do MDB e deixar os nossos mais profundos sentimentos a toda a família do Seu Orlando, a todas as pessoas que têm um contato muito próximo com ele por tudo aquilo que ele representou na cidade de Caxias do Sul, principalmente para o interior da nossa cidade. Então, fica aqui os nossos mais sinceros sentimentos.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte, vereador?
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Quem pediu primeiro? Vereador Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Felipe. Eu gostaria aqui de também fazer esse voto de pesar, e nesse momento tão difícil, a gente só tem a lamentar. Foi uma pessoa que eu conheci e também convivi bastante junto com ele, e sempre a gente lembra de Salete, onde ele vivia, nos eventos, enfim. Era uma pessoa de extremo respeito lá naquela comunidade. Também foi subprefeito. Então a gente se solidariza com toda a família. Que Deus conforte o coração de todos. Obrigado.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Obrigado, vereador Bressan. Vereadora Tati.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Vereador Felipe, é importante; inclusive também quero me informar a este voto de pesar. Ontem, durante a inauguração da Escola Aurora Milesi, escola essa que leva o nome da mãe dele, não é, nós realmente tivemos esse anúncio, foi feito ainda durante aquele momento a passagem do Seu Orlando Rizzi. Deixar um fraterno abraço à esposa, aos três filhos, a toda a comunidade de Salete, que ele sempre foi uma liderança muito atuante, como você falou, foi subprefeito na época do governo Sartori. Era uma pessoa que tinha uma liderança nata, que conseguia agregar, que conseguia trabalhar pela sua comunidade. Então, certamente deixou um grande legado e a gente se solidariza com todos os familiares e amigos.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Muito obrigado, vereadora Tati. O veneno Uez lembrava fora do microfone aqui, os ex-subprefeitos se reúne quase que mensalmente porque criaram um vínculo muito próximo, e o Seu Orlando era um dos organizadores desses encontros. Então fica aqui o nosso mais profundo sentimento. Mudando um pouco a chave, deixar aqui um feliz aniversário à vereadora Marisol, uma pessoa que eu tive a alegria de conhecer e conhecer mais aqui. Somos amigos, e a senhora é uma referência para todos nós, continue seu caminho dessa forma que a gente aprende muito com o convívio diário que a gente tem com a senhora. Então, deixar aqui o meu mais profundo feliz aniversário e que tenha uma vida de muitas alegrias.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Zé Dambrós. Bom dia, presidente; colegas vereadoras e vereadores. Votos aqui de congratulação hoje. A Escola Melvin Jones comemora 64 anos. Eu e meus irmãos estudamos na Escola Melvin Jones. Para quem conhece a região Planalto, a antiga Nicola se estabeleceu lá e, logo depois, veio o Melvin. Inicialmente, o Melvin ficava atrás da minha casa, onde hoje é a escola de educação infantil. O crescimento da região Planalto passa pela Marcopolo e pelo Melvin que formou gerações de pessoas, professores se forjaram lá. Lembro uma liderança muito importante da nossa comunidade, à década de 70 e 80, que era a professora, à época, Justina Onzi, que trabalhou no Melvin Jones e desenvolveu lá a mudança da sede da escolinha para o atual prédio. E também o aniversário da diretora, da Raquel Magi, que, casualmente, foi ontem e se coaduna com o Melvin. Vida longa a essa escola! E que nós possamos juntos aqui, a partir do esforço, realizar o sonho da comunidade escolar, que é o tão falado e tão lutado ginásio de esportes dessa escola que tem mais de 60 anos e que há décadas a gente fala sobre isso. Então vida longa ao Melvin, aos professores, aos alunos, aos profissionais de educação e à direção da escola. Obrigado, presidente Dambrós.
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VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Senhor presidente e caros colegas vereadores. Eu, como colega de bancada da Marisol e participamos da Mesa, faço meu voto de congratulações pelo seu aniversário. A Marisol sempre foi essa pessoa querida, maravilhosa, no sentido de cordialidade, e hoje ela completa mais um ano. Então... (Manifestação sem uso do microfone.) Então eu, representando a Mesa, desejo a ela, muitas felicidades, muitos anos de vida. E avocando o que o Bressan falou, então, vamos cantar. Parabéns para ela. (Segue Parabéns) (Palmas) Valeu, Marisol. Um grande abraço.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, primeiramente, parabenizar a vereadora Marisol pelo dia dela, dia da Marisol. Porque hoje é Dia do Índio também e hoje é Dia do Exército Brasileiro. Então parabenizar também... (Manifestação sem uso do microfone.) No dia de ontem, tivemos a passagem de comando do 12º Batalhão de Polícia Militar aqui da cidade de Caxias do Sul. Ontem, o tenente-coronel Ubirajara, que ficou dois anos a frente do comando da nossa cidade aqui, agradecer os relevantes serviços prestados, a redução dos índices de criminalidade no nosso município e desejar sucesso, boa sorte e muito trabalho ao tenente-coronel que chega, que é o tenente-coronel Ricardo Vargas. Obrigado, presidente.
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Senhor presidente e nobres pares. Bom, eu quero me somar ao voto de congratulações pela passagem, pelo aniversário da nossa colega, vereadora Marisol Santos. Dizer o quanto para mim é motivo de orgulho e de alegria estarmos na maior bancada feminina desta Casa Legislativa, mas, principalmente, nós termos mulheres com coerência, com competência e que vêm aqui para esse espaço, para somar. Então, em meu nome, em nome de todos da bancada do PSDB, tenho certeza que é o desejo de todos te desejar muita saúde, paz, alegrias e tenho certeza que todos os colegas aqui da Casa te desejam um dia muito caloroso e um abraço muito apertado. Parabéns.
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VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Bom dia senhor presidente, caros colegas. Marisol, parabéns, feliz aniversário. O meu voto é de congratulações hoje ao CDL pelo “Homens na Cozinha”. Esse final de semana teve esse evento. Foi a primeira vez que fui no evento e achei magnífico. Mais de duas mil pessoas nos pavilhões da Festa da Uva, mais de 40 cozinhas, se não me engano, e lá encontramos os grandes players da nossa cidade. Não posso aqui citar todos, mas Sicredi, Unimed, Prefeitura, enfim, as cozinhas estavam maravilhosas. E toda renda, toda arrecadação vai para as entidades beneficentes da nossa cidade. Deixar um voto aqui de elogio a cozinha da prefeitura, estive visitando lá, muito bacana, com o secretário Ricardo Daneluz e o secretário Cristiano Becker. Parabéns pela atitude do “Homens na Cozinha”, por este evento, que já está sendo copiado por outras cidades, outros municípios porque é sensacional, um evento muito bacana e recomendo a todos que participem.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Um aparte, rapidinho.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Pois não.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Só para complementar também, o vereador Diel estava numa cozinha também, muito boa a comida feita pela equipe dele. Era isso.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, presidente, ontem à noite foi um dia de extrema alegria. Dizer que o resultado de muito trabalho, de muita luta... Recordo no ano de 2018 quando eu e o presidente do Senalba, o Claiton, estivemos visitando a escola de Forqueta, de educação infantil, Aurora Milesi Rizzi, onde azulejos estavam caindo nas crianças, a questão sanitária estava precária. E aí então a gente, naquela época, agosto de 2019, ia vencer o seguro da escola e por vezes nós temos diversas falas aqui na Câmara, notificamos indicações ao município e nada foi feito. Perdemos o seguro, foram investidos 800 mil reais nessa escola e agora nós temos definitivamente aquele prédio acolhedor para toda a comunidade escolar, mais de 170 crianças e a vereadora Tatiane Frizzo, uma representante também de Forqueta, estava lá presente e nós, o vereador Lucas, a vereadora Gladis, e nós fizemos esse voto aqui para todas as pessoas em nome da equipe da comunidade escolar. Em nome da coordenadora Keila Vanni, também faço a saudação a Andressa Gambim, Emanuelly Palhano, Angela Godói, Marcia Bertin, Simone Rodrigues, Vanessa Azambuja, Lucinele Soares, Lucia Helena, Gabriela Kusse, Adriana Eberz, e Graziela Boeira e também a professora Luci Helena Magalhães e a Rosane Goulart. Então momento de grande alegria para que essa comunidade lá de Forqueta, eles vão ter de volta um prédio que era deles que mais um dinheiro investido no município que não precisaria ser gasto se naquela época tivessem feito e uma denúncia que nós fizemos no Ministério Público. Então graças a uma união de esforços nós temos a Escola Aurora Milesi Rizzi de volta. E quero agradecer a secretária de Educação pela aula que ela deu ontem lá. A secretária falou muito sobre a questão da segurança nas escolas, a importância da família. E também ao prefeito Adiló aonde fez um anúncio de 35 escolas, numa conversa que teve com o BNDES, que está muito próximo dessas 35 escolas se tornarem realidade nos próximos meses todos os projetos. Então minha saudação a todas as professoras e quem faz a vida da comunidade da educação infantil ser o que é. Obrigado.
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Não houve manifestação

VEREADOR CLOVIS XUXA (PTB): Colegas vereadores, bom dia a você que nos assiste, através da TV Câmara; bom dia, pessoal dos bairros, trabalhadores da cidade de Caxias do Sul. Muito bom dia! Ontem à tarde, na Sala Vereadora Geni Peteffi, estivemos reunidos com os nossos amigos vereadores para constituir a Frente Parlamentar em Defesa das Melhorias da Rota do Sol e BR-116. A frente parlamentar ficou constituída pelo vereador Xuxa. Eu sou este vereador e fiquei como presidente da frente parlamentar. O vereador Bressan ficou como secretário da frente parlamentar e os demais vereadores que compõem essa frente, Edi Carlos, PSB; vereador Camillis, PSB; Lucas Diel, PDT; Rafael Bueno, PDT; Renato de Oliveira. O grande amigo Renato de Oliveira, do PCdoB. (Manifestação sem uso do microfone.) Isso. A vereadora Estela também do PT; o Lucas Caregnato, do PT; a Rose Frigeri, do PT; o Velocino Uez, do PTB; a Gladis Frizzo, do MDB; o Alexandre Bortoluz, do PP; e o nosso grande amigo Fantinel. Essa foi a constituição da Frente Parlamentar em Defesa das Melhorias da Rota do Sol e BR-116. Eu lembro quando eu cheguei nesta Casa, quando o Cassina assumiu como prefeito, eu vinha descendo a BR-116, e a BR-116 estava com o mato alto, ali próximo ao Imigrante, na calçada, a gente via o mato alto e me chamou muito a atenção. E, desde aquele dia, eu comecei a trabalhar em prol da BR-116 sozinho, só eu, e eu cheguei aqui nesta Casa devagarzinho. Fomos conversando, conversando com os demais colegas vereadores, que também começaram a me ajudar na discussão. Tivemos pequenos avanços na BR-116 e agora estou muito feliz que nós temos uma Frente Parlamentar em Defesa da Rota do Sol e da BR-116. Fiquei muito contente ontem de agora nós termos uma família grande de vereadores, vereadores que compõem esta Casa, vereadores que têm conhecimento sobre a Rota do Sol na BR-116. Ontem, o vereador Edi Carlos fez uma explanação muito... Ele contribuiu muito para a nossa sociedade porque ele tem um conhecimento grande aqui dessa intersecção do bairro para a BR-116. Ele explanou assim de uma maneira, com um conhecimento que me chamou a atenção. Então ele vai somar muito conosco junto a frente parlamentar, vai poder nos ajudar muito, vereador Edi Carlos, pelo seu conhecimento, que ontem eu vi que o senhor conhece toda a BR-116, a necessidade dessa intersecção que intercede o bairro, a BR-116. Também ontem o vereador Fantinel fez uma explanação muito linda. Ele falou que o escoamento da safra dos nossos agricultores passam por cima da BR-116. Por isso, que é necessário ter melhorias na BR-116. Parabéns, Fantinel, por trazer essa pauta dessa necessidade que tem que estar com a BR-116 bem, com reparos, fácil de trafegar para dar mais escoamento a nossa safra. O vereador Lucas Diel falou uma coisa que me chamou muita atenção, que a BR-116 é de grande importância para a nossa cidade, ela que trouxe, que alavancou a nossa cidade na economia. Ela trazia a matéria-prima, não é? Ali passou a matéria-prima que trazia para as nossas empresas, onde alavancou a Marcopolo, que trazia para BR-116 a sua matéria-prima. O Eberle, o nosso Eberle aqui de Caxias do Sul, que também essa matéria-prima entrou pela BR-116, o Gazolla também. E o vereador Bressan fez uma explanação também que me chamou muito a atenção, preocupado com os transportes coletivos, preocupado com o transporte das empresas, preocupado com o transporte das escolas. Também fez a explanação com a BR-116. É de grande necessidade para a nossa frente parlamentar estar discutindo sobre a melhoria. A frente parlamentar surge numa época boa para nós trabalharmos e tracemos então... Vamos traçar uma grande meta juntos para que nós possamos fazer a melhoria aí na Rota do Sol e na BR-116. Eu já vou convocar a frente para nós fazermos a primeira reunião aí com o secretário de Trânsito para nós vermos a ideia de um vereador, que eu não sei qual foi que falou ontem, para nós vermos o que nós podemos... O que já temos em andamento para a BR-116. Também estaremos fazendo uma indicação com frente parlamentar sobre a iluminação de LED no perímetro urbano da BR-116. Também vamos estar juntos fazendo um pedido, uma indicação para nós vermos a possibilidade, que já que está vindo já uma camada asfáltica na BR-116 de Gramado em direção a Caxias do Sul, se essa camada asfáltica vai poder ser feita no perímetro urbano também de Caxias do Sul, que ficará bem melhor para nossa região. Então fico feliz de estar reunido com essas pessoas para nós podermos fortalecer mais, de trazer melhoria para a BR-116 e Rota do Sol, para que fique melhor. Também vamos cobrar das nossas autoridades o andamento da Rota do Sol que tem um perímetro urbano que é bem dificultoso para as pessoas frequentarem. A gente vai cobrar, a gente vai buscar através de emenda para os nossos deputados federais e estaduais para nós fazermos a melhoria ali na entrada do Bairro Serrano, que é Rota do Sol e Travessão Leopoldina. Quando o Bairro Serrano acessa a Rota do Sol, dá muito acidente e estaremos com a frente parlamentar também buscando essas melhorias para esses acessos. Vamos trabalhar muito, tenho certeza, muitos trabalhos virão pela frente. A gente vai poder aproveitar muito essa frente parlamentar onde vamos trazer melhorias para o bem-estar dos nossos caxienses aqui dos bairros de Caxias do Sul. Com a palavra, vereador Adriano Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, Xuxa. Bem ligeirinho, só para nós comentarmos, é uma frente muito importante. Agora a pouco já recebi aqui, vereador Xuxa, que fora do perímetro urbano, principalmente, a BR-116 está sempre em obras. Então, a gente tem que parabenizar que a BR-116, dificilmente, tu vê um buraco, dificilmente tu vê sabe sem sinalização, fora, eu estou dizendo, da zona urbana. Claro que, no perímetro urbano, a gente tem que ter um cuidado maior e tenho certeza absoluta que o maior gargalo, que é próximo ao Planalto, onde o vereador Edi Carlos ontem colocou a situação, a gente com certeza vai fazer uma grande diferença agora com uma frente unida em prol desse projeto. Obrigado, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Se possível, um aparte, vereador.
VEREADOR CLOVIS XUXA (PTB): Obrigado, vereador Bressan. Seu aparte, vereador Lucas. VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Clóvis Xuxa. Parabéns pela instalação da frente. O senhor que tem se mostrado muito ativo e preocupado com esse tema. De fato, já falamos várias vezes – não é, vereador Bressan? – da diferença que nós temos entre a BR-116, no que se refere à qualidade do asfalto, e, das vezes em que conversei com prefeito Adiló, que é um conhecedor do tema, ele falava da questão do solo, da base, de ter pedra, o que dificulta o fato de buracos, por exemplo, se nós comparamos a Rota do Sol ou até a ficar abaulado. Ali na região Planalto, eu tenho 38 anos e eu não me lembro de ter buraco, por exemplo. Do que vem de São Romédio até a UCS são raríssimos os buraco, então dada essa base, dada a qualidade do asfalto. Mas, para finalizar, acho que a gente tem um fato muito importante para festejar, que é a obra de acesso da região Planalto, que a informação do prefeito que eu tenho é que o processo está pronto e que está para ser licitada. Então uma das conquistas que já entra na sua frente parlamentar, no bojo das lutas e tantas outras que a gente tem que ter, a entrada do Serrano, da UCS e do Diamantino.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, vereador Xuxa.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Parabéns, vereador Clóvis Xuxa. Conte com nosso mandato.
VEREADOR CLOVIS XUXA (PTB): Desculpa, vereador Juliano. Sei que o senhor está bem preocupado também com essa situação da BR-116. Agradecemos a todos por fazer parte da frente parlamentar onde iremos conversar com as diversas autoridades responsáveis e cobrar, através da frente parlamentar. Obrigado, vereador. Obrigado, presidente.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Presidente Dambrós, colegas da Mesa, colegas vereadores, quero só começar, aproveitando esse tempo, para agradecer muito as felicitações de todos. Muito obrigada. Eu tenho aprendido muito neste espaço, nesta nossa Casa Legislativa. Tenho certeza que isso é a convivência, com a convivência com cada um de vocês. Obrigada pelas palavras, pelos abraços, pelo carinho e pela convivência diária também. Eu quero usar hoje o meu Grande Expediente, colegas, não para falar do mandato, mas sim para ocupar este espaço para falar da minha função a frente da Escola do Legislativo, como diretora da Escola do Legislativo. Quero compartilhar aqui com os colegas e também com a comunidade, com todos que nos acompanham, um evento que, com certeza, presidente Dambrós, engrandeceu ainda mais o trabalho e o nome desta nossa Casa Legislativa. Na última sexta-feira, no dia 14, nós realizamos neste plenário em parceria com a Escola de Gestão Pública da Prefeitura de Caxias do Sul, e quem nos acompanha consegue ver agora também por essa imagem, por essa foto, o 2º Encontro das Escolas de Governo do Rio Grande do Sul. E aí algumas pessoas podem até estar questionando que evento é esse, Encontro das Escolas de Governo? Então me deixa explicar para vocês. É um encontro que reúne Escolas do Legislativo, ou seja, de Câmaras Municipais e da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e também escolas de gestão ou administração pública dos executivos, que quer dizer das prefeituras, além da Escola de Contas do Tribunal de Contas do Rio Grande do Sul.  Nós aqui da Escola do Legislativo de Caxias, da Câmara de Vereadores de Caxias, participamos o ano passado do primeiro encontro que foi realizado na cidade de Novo Hamburgo, na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo. Aí, no fim do evento do ano passado, nós voltamos com essa incumbência, com essa missão de realizarmos o segundo encontro aqui em Caxias do Sul. E, quando eu falo nós, eu falo a Escola do Legislativo da Câmara de Vereadores e também a Escola de Gestão da Prefeitura de Caxias, a EGP. E aí eu preciso compartilhar com vocês, vocês estão vendo aí alguns registros, que este evento foi um grande sucesso. Para que os colegas vereadores e para que a comunidade tenha alguma ideia disso, nós recebemos na sexta-feira, aqui neste plenário, as escolas de Alegrete, de Bagé, de Esteio, de Gramado, de Guaíba, de Novo Hamburgo, de Porto Alegre, de São Borja, de São Gabriel, de São Leopoldo, de Teutônia e de Uruguaiana. Participaram ainda representantes da Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Rio do Sul e também do Tribunal de Contas do nosso Estado. Além disso, o presidente da ABEL, da Associação Brasileira de Escolas do Legislativo, o Dr. Florian Madruga, veio de Brasília para também participar desse encontro conosco. Foi um evento muito importante em que se debateu a inovação na administração pública, se falou muito sobre o papel das escolas de governo. Alguns municípios, inclusive, que haviam se inscrito de forma antecipada puderam, tiveram a oportunidade de apresentar aqui, compartilhar com os colegas algumas iniciativas inovadoras que vêm sendo realizadas nos seus municípios. Eu quero agradecer aqui publicamente, já fiz pessoalmente, mas quero agradecer também aqui nesta tribuna a presença no evento, da vice-prefeita de Caxias do Sul, representando o Executivo, a vice-prefeita Paula Ioris; do secretário de Recursos Humanos e Logística, o secretário Ronaldo Boniatti. Eles estiveram conosco na abertura do evento, assim como os colegas vereadores: vereador Lucas Diel, que participou aqui conosco; vereadora Tatiane Frizzo, que também esteve conosco aqui acompanhando parte dos debates deste encontro. No final do encontro, já se definiu inclusive a sede para o evento do ano que vem, para o terceiro encontro estadual, que será na minha cidade natal, será em São Leopoldo, que o ano que vem faz aniversário. Em 2023, a Escola de Gestão, então, sedia esse encontro e nós, com certeza, a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, a Escola de Gestão da Prefeitura também estarão presentes. E aí, para finalizar, sobre esse tema que eu tinha que trazer de forma muito especial aqui para vocês, para que vocês possam compreender a importância e a relevância da nossa Câmara de Vereadores para todo estado. Mas eu queria agradecer aqui a todos os envolvidos na organização do 2º Encontro das Escolas de Governo do Rio Grande do Sul. Então, muito obrigada aqueles diretamente envolvidos pela Escola do Legislativo e eu começo citando a minha assessoria, o Samuel é a Milena, sempre envolvidos, e aqui da Casa a Edivania, a Eliana e toda a equipe de comunicação que sempre está diretamente ligada aos eventos da escola. Então a essa equipe comandada pelo Tales, que sempre pega junto conosco, sempre assume as tarefas com muita dedicação, o nosso agradecimento. Da Escola de Gestão da Prefeitura, a diretora-geral da Secretaria de RH e Logística, a Daniela, e também ao Edelvan, a Geruza, o Mateus, a Suzane, a Gabriela e a Vânia, muito obrigada, e muito obrigada pela parceria. Foram algumas reuniões desde a definição, no ano passado até agora, foram muitas conversas e com certeza a dedicação e a realização de um evento como esse precisa realmente desse envolvimento. Essa dedicação fez com que nós mostrássemos para todo o estado a força de Caxias do Sul. Então muito obrigada a todos os envolvidos. E eu quero, só para finalizar a minha participação aqui hoje e ainda como diretora da Escola do Legislativo, contar aos colegas e já está nas redes sociais, eu vi que vários colegas que são muito preocupados aqui com a Casa, que bom, já compartilharam até nas suas redes sociais que já estão abertas as inscrições para o “Vereador Por Um Dia”. Elas abriram na última segunda-feira e ficam abertas até o dia 24 e mais uma vez, como foi no ano passado, a gente definiu o limite de 23 inscrições, mesmo número de vereadores desta Casa. O “Vereador Por Um Dia” é um projeto que é organizado, um programa, na verdade, pela Escola do Legislativo e pela Comissão de Educação aqui da nossa Casa, então pelo nosso presidente, vereador Adriano Bressan. Podem participar estudantes de 5º ao 9º ano e muitos estudantes têm nos procurado individualmente: Eu gostaria de participar, como é que eu faço? Então a gente sempre alerta que essa participação é via escola. Então que converse também na escola, com a professora, com a direção para que possam encaminhar essa inscrição para o e-mail da Escola do Legislativo, está nas redes sociais da Câmara, nas nossas redes sociais aqui, nas minhas, nas do vereador Bressan e na de vários vereadores, como eu falei, a quem eu também agradeço. E as escolas que se escreverem depois das vagas serem preenchidas elas acabam ficando numa lista de espera caso algumas das inscritas acabem cancelando, desistindo da participação. O evento vai ser realizado, como sempre, em outubro, mas uma série de ações anteriores já estão programadas, como foi feito no ano passado. Tem reunião preparatória para os professores, tem oficina de produção legislativa, a Edivania e a Eliana contribuem também orientando na forma dos documentos, como é que funciona, enfim. E foi muito legal. Se no ano passado nós tivemos um feedback bem importante de professores – a gente está vendo fotos aí do ano passado que foi sensacional – dos estudantes, das famílias que vieram aqui acompanhar. E nos trouxeram algumas dicas até daquilo que foi positivo, que gostariam que repetisse, e outras sugestões que nós já agregamos também para esse ano.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Então se todos os colegas aqui também puderem compartilhar, quem está nos acompanhando. As inscrições estão abertas e ficam só até o dia 24. Vereadora Tatiane.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Parabéns vereadora. Esse “Vereador Por Um Dia” é algo fantástico. E às vezes a gente tem atividades nas escolas e sempre me chama atenção o fato de que quando a gente questiona para os alunos o que eles querem ser quando crescer é muito raro. Eu nunca ouvi alguém dizer: Gostaria de ser vereador. Então acho que a gente tem que fomentar isso nessas crianças porque eles são o nosso futuro e a gente precisa de pessoas aqui comprometidas, pessoas que entendam o que faz um vereador, até porque eles são futuros eleitores. Então essa oportunidade deles estarem aqui ocupando esses espaços, fazendo discussões, propondo projetos, ações, campanhas, é muito positiva. Eu já divulguei nas minhas redes sociais e vou intensificar a divulgação porque a gente precisa sim fomentar que a juventude queira fazer parte desta Casa Legislativa. Parabéns novamente, certamente vamos divulgar bastante esse projeto para que a gente estimule as pessoas a quererem estar aqui também.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Muito bem, muito obrigada. É exatamente o que eu acredito. Por que muitas vezes nenhum tem interesse? Porque, provavelmente, saibam um pouco do que se faz, inclusive, não é? Não compreendam. É a partir da informação que a gente tem esse interesse ou não. Então, a gente tem certeza que o Vereador por Um Dia, mais uma vez, vai ser um sucesso e eu convido a todos os colegas vereadores, as assessorias interessadas em participar que venham conosco. Porque, a escola, são as pessoas voluntárias que se propõe a essa tarefa. Muito obrigada.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia a todas e a todos e a quem nos assiste de casa. Hoje eu vou fazer algo que eu não tenho muito costume: eu vou ler o que eu vim aqui falar, para não perder nenhum ponto do meu assunto pela importância que ele tem. Eu venho falar do Campos da Serra, um lugar ao qual eu tenho muito carinho e que está enfrentando uma situação muito complexa, muito complicada e que eu acredito que precise da atenção de todos nós. Por isso que eu vou dividir esse tema para que a gente possa pensar nele coletivamente.
 
Já mencionei em muitas oportunidades aqui nesta tribuna, o carinho que tenho pelo Loteamento Campos da Serra. Um local de pessoas com histórias incríveis de vida. Um local de gente trabalhadora, sonhadora, honesta. Um local que, com todos os seus problemas, é lugar ou foi lugar de esperança para milhares de pessoas.
Recentemente, como já fiz muitas e muitas vezes, retornei ao Campos da Serra. Dessa vez porque fui convidada por uma parcela dos moradores para tratar de um assunto que me deixou muito preocupada. Seguramente um dos mais graves assuntos que já chegou até mim desde que me tornei vereadora desta Casa. 
Fui chamada para uma reunião cuja pauta se tratava de uma série de ordens de despejo que mais de 150 famílias poderão sofrer por conta de dívidas em cotas condominiais, que foram adquiridas no último período. O último período, lembremos, foi o período da pandemia, onde muitas pessoas tiveram sua renda comprometida. 
Fiquei absolutamente abismada e até hoje não consigo sossegar ao perceber a possibilidade de 150 famílias de um Loteamento Popular se encontrar hoje em uma condição de despejo iminente. Essa situação é um absurdo por várias razões.
Primeiro, pelo impacto do número de famílias. São 154 famílias! Parem para pensar em quantas pessoas estamos falando! Quantas crianças e adolescentes? Muitos daqueles apartamentos são habitados por mães solos com mais de dois, três filhos. Seguramente em um universo de 150 famílias, estamos falando de 200 a 300 crianças e/ou adolescentes, chutando baixo. Estamos falando de uma média de 600 pessoas aproximadamente que ficarão, da noite para o dia, sem suas casas.
Então isso não é pouca coisa. 
Segundo, é preciso observar o perfil socioeconômico dessas famílias. 
Trata-se de um conjunto habitacional de moradia popular do Programa Minha Casa, Minha Vida da Faixa 1. É a faixa destinada para as pessoas de mais baixa renda possível do programa.
Aqueles apartamentos foram 90% custeados com recurso público. Então, podemos admitir que cerca de 600 pessoas, boa parte crianças seja despejada de um apartamento próprio, cujo valor do empreendimento foi aproximadamente 90% custeado com recurso público? Onde moravam essas pessoas? Boa parte dessas pessoas moravam em ocupações ou moravam em locais de risco. Então elas foram transferidas para o Campos da Serra. Então elas já não moravam em moradias adequadas e foram transferidas para uma moradia adequada, para uma moradia própria e gora, reforço mais uma vez: estão correndo o risco de perder a sua casa própria.
O terceiro ponto, que pra mim é um dos mais graves.  
Quem está adquirindo esses imóveis? Pessoas de alto poder aquisitivo. Tenho notícias de que duas unidades, só pra dar um exemplo, que foram adquiridas por um advogado, aqui da nossa cidade, e agora está ALUGANDO o imóvel para as famílias que até então eram PROPRIETÁRIAS! 
Diga-se de passagem, com cláusulas contratuais absolutamente abusivas e CRIMINOSAS, até para padrões normais. Só para vocês terem uma ideia, ele colocou em um dos contratos que, se a mulher tivesse mais um filho, ele aumentaria o contrato, se ela casasse novamente, ele aumentaria o valor do aluguel. Então, ela não pode ter filho, ela não pode casar.
 
 
É um absurdo imaginar que isso está no contrato de um aluguel, do aluguel de uma casa que era dela, que foi leiloada, uma pessoa de um valor aquisitivo maior comprou e ele alugou colocando essas cláusulas. E uma pessoa sem entendimento, sem conhecimento, assinou. Ela não tinha conhecimento de que aquilo não era algo que ela poderiam ou não assinar. Então ela assinou.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): No momento oportuno um aparte, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Claro, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Permite um aparte, vereadora?
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte?
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Já concedo.
 
A locadora essa que já era DONA do apartamento. É um insulto à dignidade humana sem precedentes! 
Como pode um conjunto habitacional construído com o propósito de garantir dignidade, ser de uma hora para outra transformado em um espaço de tanto desrespeito? 
Digo tudo isso para deixar público o que está acontecendo no Campos da Serra. Digo para publicizar e para pedir ajuda de meus pares, pois essas pessoas, compreensivelmente desesperadas, estão me mandando mensagem, com medo do que o futuro lhes reserva. E digo isso, fundamentalmente, para alertar o prefeito. Se ele supõe que esse problema todo não lhe diz respeito, se supõe que não é problema seu, eu gostaria de alertá-lo sobre algumas coisas: Primeiro, na cidade que ele governa que mais de 150 famílias, aproximadamente 600 pessoas e umas 200 ou 300 crianças irão da noite para o dia para o desalento. O impacto social que isso irá causar, ali na frente, irá virar um problema da gestão, queira o prefeito ou não. Essas pessoas irão procurar o programa da assistência, o programa da habitação, essas crianças não terão onde dormir.
Isso é ou não é um problema da nossa prefeitura? Ou seja, também um problema do nosso Legislativo.
(Texto fornecido pela oradora.)
 
A sugestão do Executivo nas reuniões que nós tivemos no Campos da Serra, no meu entendimento, ela foi insuficiente. Ela é da criação de um grupo de negociação composta pelos moradores, pelos representantes do Legislativo, do Executivo, para que se discuta com as administradoras que estão cobrando. Mas as administradoras já ganharam algumas ações, algumas ordens de despejo já foram realizadas, algumas famílias já perderam o seu imóvel. É evidente que nesse cenário a administradora não irá negociar. Quando se judicializa um processo como esse, é nítido que não há mais possibilidade de negociação entre as partes. Para finalizar, gostaria de sugerir que a prefeitura adotasse outro método, se acha que agora não tem recurso para despender nesse sentido, que reflita e que perceba que ali na frente essa conta irá chegar de uma forma ou de outra, que o impacto social dessa situação chegará aos cofres da prefeitura tornando-se não mais um problema específico do Campos da Serra, mas um problema da cidade toda. Por fim, eu gostaria de suplicar. Não se pode fingir que algo assim não está acontecendo em nossa cidade. Nos próximos dias informo que eu estarei procurando o senhor prefeito para gente conversar sobre essa situação seriamente, pensar alternativas. Eu também procurei um advogado, Cláudio Libardi, aqui da nossa cidade, que topou fazer um pro bono para entrar com o pedido de suspensão dos pedidos de leilão dos 154 imóveis. Esse pedido foi entrado hoje. Então já foi pedida a suspensão dos leilões e a gente espera que o Judiciário acate esse pedido de suspensão para que a gente ganhe tempo para que junto com a Prefeitura a gente consiga pensar a melhor forma de resolver essa situação para que essas moradias sejam mantidas, para que essas pessoas tenham a sua dignidade humana mantida e principalmente para que o Campos da Serra, que é de moradia popular, fique nas mãos das pessoas que ganharam esse direito por serem pessoas que merecem e que não vá para pessoas que são abonadas e que não tem o direito de estarem ocupando aquele espaço. Infelizmente eu não vou poder dar os apartes. Muito obrigada.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador Bressan, por favor, se possível para não atrapalhar o seu tema.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): De imediato porque o meu tema não é esse.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Bressan, a vereadora Estela falou duas palavras que me chamou a atenção: suplicar e que o prefeito não pode fingir. Olha, vereadora, eu quero lhe dizer o seguinte, eu também suplico para a senhora e peço que a senhora não finja que esse problema na existe, porque essas 150 famílias que estão ali, 154 famílias, 600 pessoas, primeiro elas não cumpriram as regras dos contratos, que hoje nós temos mais de 11 mil pessoas também aguardando o Minha Casa, Minha Vida, que estão em situação de vulnerabilidade. As pessoas têm que entender que é dinheiro público, de todos nó, e que elas têm que cumprir regras. Outra situação, vereadora, é um problema do governo federal não é problema do governo municipal isso. Aqui nós temos dois secretários, o secretário Renato Oliveira e o secretário Fiuza. A Caixa Econômica Federal é responsabilidade, a Prefeitura faz todo o processo. Então a senhora está sendo desonesta na sua fala e querer empurrar o pepino para o prefeito. A senhora pode pegar um avião, vai lá para Brasília e tentar resolver essa situação. Agora, não joga um problema que não é do Wagner Petrini, não é do secretário municipal da Habitação que está fazendo em excelente trabalho e dizer que é problema do prefeito. Nós temos que o prefeito tenha a tarefa de não deixar essas pessoas desassistidas. Agora, eu suplico e peço para a senhora não fingir. Obrigado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado. Bom dia senhor presidente, bom dia senhores vereadores, bom dia senhoras vereadoras. Hoje venho a esta tribuna para mim poder trazer aqui uma visita que que eu fiz a Florianópolis. Foi a primeira visita fora do estado do Rio Grande do Sul que a gente fez através aqui do Legislativo e gostaria de apresentar para os nobres colegas que eu tenho certeza absoluta, vereador Fantinel, vereador Rafael, que vai ser um, assim, vamos dizer, revolucionário se nós trouxermos para Caxias do Sul. Se nós trouxermos essa empresa para Caxias do Sul eu tenho certeza absoluta que nós vamos resolver o problema de vagas e os problemas principalmente na área dos deslocamentos dos alunos, enfim. Então tivemos uma agenda...
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Bom dia, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, àqueles que nos acompanham pela TV Câmara, pelas nossas redes sociais. É um prazer enorme poder fazer uso deste Grande Expediente com um tema que não é novidade, vereadora Marisol, vereador Cadore e nobres vereadores e vereadoras. Mas é um tema que nos chama muito a atenção, da preocupação com a saúde pública no que se refere à situação da dengue na nossa região da Serra Gaúcha e também aqui na nossa cidade de Caxias do Sul. Preocupação essa que nós, como pessoas públicas, como pessoas que temos contatos com diversas pessoas da nossa sociedade, é bom a gente explicitar, conversar com as pessoas, demonstrando também às pessoas a importância de a gente ter este cuidado com a situação da dengue. Bom, eu vou trazer aqui algumas informações da Secretaria Municipal da Saúde, a qual faz algum relato do que tem acontecido na nossa cidade de Caxias do Sul, a qual fala que, atualizando então a situação da dengue no município, mantém um alerta para a população. O número de focos deste mosquito transmissor chegou a 453, todos identificados e também bloqueados, vereador Zanchin.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Esse número é mais da metade do total de todo o ano passado, quando foram encontrados 728 focos. Casos esses da dengue importados, ou seja, de pessoas que viajaram para outras localidades e voltaram para Caxias do Sul com a doença, também aumentaram. Neste ano de 2023, são 14, mas não há pacientes internados. Isso refere-se e demonstra o quanto nós necessitamos de, cada vez mais, prestar atenção, principalmente as senhoras que gostam de fazer um plantio de flores. Enfim, ter esse cuidado de não ter lá os potinhos com água. Enfim, vários quesitos em que é preciso ter o cuidado. Não foram também registrados casos de dengue contraídos no próprio município. Mesmo assim a Secretaria da Saúde alerta que há circulação da doença na cidade, uma vez que pode haver transmissão no local, pois ela ocorre pela picada do mosquito aedes aegypti. Sintomas, que é importante nós aqui salientarmos, de quando acontece a picada do mosquito quais são os sintomas que trazem ao organismo humano. Pessoas então com febre por 2 a 7 dias, de 39º a 40º, dor de cabeça constante, dor nas articulações ou dor atrás dos olhos, devem buscar atendimento médico. É bom salientar aqui também e informar a população de Caxias do Sul que todas as UBSs estão capacitados para o atendimento do mesmo. E aqui eu quero ler uma informação que nós tiramos aqui, da importância do que fala esta situação da picada do mosquito aedes aegypti, que gera incômodo nos humanos, mas pode culminar também em sintomas mais complicados dentro de 10 dias. Apenas a fêmea pica as pessoas e isso ocorre praticamente apenas durante o dia. Existem quatro vírus de dengue capazes de infectar as pessoas, DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4, responsáveis por causar essa doença às espécies de mosquitos que carregam esses sópticos são menores do que os pernilongos convencionais. E ao contrair a dengue a pessoa também fica imunizada permanentemente para aquele sorotipo do vírus, mas não para outros da mesma lista. Ou seja, nós precisamos ter o entendimento e o conhecimento de quanto é importante nos mantermos esse cuidado e também a zeladoria das nossas residências e também a zeladoria do próprio município para que a gente tenha o cuidado com esse mosquito. E é bom aqui ressaltar de uma ação que a Secretaria da Saúde juntamente com a Companhia de Desenvolvimento aqui do nosso município, a Codeca, que no dia 27 de abril, vereador Dambrós, lá no Bairro Reolon, vai haver um mutirão para que as pessoas que tenham, enfim, em situações de descarte de algo que elas queiram fazer, ali no bairro, elas vão poder descartar e a Codeca vai recolher então esses lixos, enfim, esses materiais justamente para que nós venhamos ter, então, o combate contra a dengue. É importante que nós não deixamos de falar e de salientar a respeito desse problema de saúde que acontece na nossa cidade porque é um dever de cada um de nós, cidadãos e cidadãs, em defender o bem maior que é a vida, que é a saúde. Seu parte, vereador Cadore.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Vereador Fiuza, importante o tema relacionada a Comissão de Saúde, relacionada a saúde do município, e o senhor explicou muito bem, passou dados científicos. Mas o que eu gostaria de me associar e de chamar atenção no sentido da prevenção. Como o senhor disse muito bem, eu já tinha dito ontem, a Prefeitura vai fazer o Bota Fora no dia 27, no Reolon, juntamente com a Codeca, que é uma das formas de fazer com que as famílias se preocupem, que tenham os cuidados nas suas residências. Não pode ter água depositada em pneus, em folhagens, como o senhor colocou muito bem, e outros locais. Então a prevenção é importante e esse apelo tem que ser feito
à população. Precisamos da parceria das famílias, das pessoas de um modo geral para que cuidem da sua propriedade, cuidem das suas casas que é uma das formas de nós fazermos uma prevenção e que essa doença que está aí, é uma realidade no estado, aconteça com menos números, com menos frequência. Parabéns pelo tema.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Cadore. Inclusive, eu quero aqui até registrar alguns focos que a secretaria de Saúde registrou em alguns bairros da nossa cidade: no Cruzeiro foram 53 focos; Charqueadas 40 focos; Pio X 27 focos; Nossa Senhora de Fátima 23 focos; Colina Sorriso e Pioneiro 20 focos; Mariane 15 focos; Cidade Nova e Floresta e Reolon 19 focos; Planalto 12 focos; Nossa Senhora de Lourdes, Santa Lúcia e Sagrada Família 11 focos. Enfim, vários bairros que, infelizmente, tem obtido esses focos e por isso essa nossa fala aqui hoje, que podemos até dizer, de utilidade pública para que nós, toda a população de Caxias do Sul, venha fazer uma reflexão e termos um cuidado, sim, com a nossa saúde, com este problema de dengue. Seu aparte, vereador Zanchin.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Parabéns, vereador Fuiza. O assunto é silencioso, mas é perigoso, a situação da dengue no município. E quero lhe parabenizar por trazer esse assunto aqui na Casa, mas, principalmente, reforçar que a dengue começa na falta de cuidado, não é? De pneus e de valas. Acho que a gente deve trabalhar bastante esta Casa, numa campanha pelas redes sociais, principalmente pelas redes sociais, para que conscientize as pessoas. A dengue começa por nós mesmos, ou seja, esse acúmulo de pneus, acúmulos de baldes cheios de água parada. A melhor maneira de combater, acredito, que era uma bela campanha de conscientização. Parabéns pelo tema, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Zanchin. Esse é o objetivo de nós aqui nos somarmos, de cada um de nós aqui, na maneira do possível, é claro, replicarmos esta preocupação com os nossos munícipes, onde nós temos ali o envolvimento com as pessoas porque nós precisamos cuidar da nossa cidade. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Presidente, colegas vereadores, vereadoras, depois de muitas falas aqui na Câmara, nas últimas semanas, principalmente do vereador Xuxa, ontem do vereador Velocino Uez, matéria do Jornal Pioneiro, eu me obrigo a fazer aqui uma fala de forma que a gente possa fazer uma reflexão, em Caxias, mas também uma homenagem. Uma homenagem a um jornalista que está aqui conosco no plenário desde as 8h30 da manhã, o Joao Pulita... (Manifestação fora do microfone) o Guilherme Pulita, só para ver se estava atenta, vereadora. O Guilherme Pulita que há 20 anos, exatamente 20 anos atrás, após um feriado de Páscoa, de Tiradentes, ele sentiu na pele o que as pessoas em situação de rua passam, há 20 anos atrás. Quem quiser... depois eu vou compartilhar esta matéria no grupo dos vereadores. Então no mês de 12 de maio de 2003 foi publicado essa matéria, mas ele viveu essa situação na terça-feira do dia 22 de abril até o dia 24 de abril. Foram três dias peregrinando nas ruas centrais em alguns bairros da nossa cidade. O João Pulita está aqui conosco. O Guilherme Pulita. Desculpa. Mas a página inicial aqui, Vida da Rua. “Eu, um João Ninguém”, ele retrata a vida de centenas de pessoas que vivem nessa situação. E o tema tem se agravado a cada dia, de 20 anos para cá. A pobreza aumentou, as necessidades também. A rede de apoio ao invés de diminuir cada vez parece que está mais distante dessa população. Reformas trabalhistas que empurraram a pessoa também para a pobreza. Reforma da Previdência da mesma forma. O custo de vida elevado. Então o Pulita começa a matéria dizendo o seguinte, que o seu patrimônio totalizava naquele momento um conjunto de calça, camisa, blusão, jaqueta estropiados, um cobertor cinza do tipo cortado, muito usado em mudanças, e R$ 10. Essa é a realidade de muitas dessas pessoas. Foram 55 horas ininterruptas, entre a manhã de dia 22 até o dia 24. Começou o seu dia lá na rodoviária, onde uma senhora Maria, estendeu a mão para ele, deu uma esmola de R$ 5, um alimento, mas, no outro momento, o segurança disse: “Não, aqui nós não podemos aceitar pessoas desse tipo”. Já meio que fui escorraçado de lá. Foi a maior esmola que ele recebeu neste período de R$ 5. Peregrinou pela rodoviária, esteve em diversos lugares, em padarias, no barbeiro. O barbeiro foi o que mais me chamou a atenção, Pulita. Eu estava na beira da praia lendo essa matéria, eu chorava. O barbeiro, ele tinha apenas, e eu vou ler aqui a matéria:
 
 - Oi! Quanto custa para barba e cabelo? Perguntei ao profissional que atendia um cliente.
 - Tudo fica por R$ 10. Dinheiro que não possuía, mas, naquela altura, o Guilherme perguntou:
 - Mas nem para Guilherme tem desconto? Porque o Guilherme era o barbeiro, o nome do barbeiro.
 - Sou de Lagoa Vermelha e não tenho dinheiro. Apelei. O barbeiro Guilherme respondeu:
 - Senta aí que vamos dar um jeito. O homem que cortava a barba levantou da cadeira, pagou pelo serviço e foi embora. Guilherme limpou e arrumou o seu equipamento enquanto me convidava para sentar na cadeira. Reforcei que não tinha dinheiro e, como se não tivesse ouvido, o barbeiro questionou-me qual o número da máquina para raspar a cabeça. O rádio sintonizado numa estação evangélica transmitia mensagem de um pastor e Guilherme começou a contar a sua história, sua história de vida. O profissional cortou meu cabelo, lavou a minha cabeça e raspou a minha barba. Durante todo o tempo falou-me sobre as atitudes de Jesus. Ao final do corte, perguntei quanto custou. E ele disse:
- Nada, meu amigo! Eu retirei R$ 2 do bolso e entreguei a Guilherme. Ele olhou e me devolveu uma das notas. Emocionado, estendia novamente a cédula amaçada e disse para ele: “Dá no ofertório da igreja”.
 
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Então essa história emocionante de doações, de busca de uma refeição, lugares que ele passou, e aqui eu faço um relato da praça. A praça, passagem para a maioria, é para muitos um lar ou uma extensão dele. Crianças, índias com barriga d'água circulam com roupas sujas e ranho escorrendo enquanto oferecem canetas enfeitadas ao que passam. Vendedores comercializam sabonetes e pomadas com propriedades ditas terapêuticas e milagrosas. Prostitutas chegam por volta das 10 horas e esperam nos bancos. Muitos, dos cerca dos 12 alcoolistas que passam os dias entre cigarros baratos e garrafas de cachaça ou álcool de cozinha, dormem nos passeios públicos. O que tem de diferente essa matéria de 20 anos atrás para hoje? Continua a mesma situação. A dificuldade de procurar uma cama para dormir, se refugiar. Aí, o Pulita continua, e aqui eu faço uma fala dele quando ele procurou as igrejas. Ele procurou albergue, procurou o Postão para ver o atendimento das pessoas em situação de rua. E aqui eu faço uma fala, eu sou católico, mas é bom a gente ver, vereador Velocino Uez...
 
Aqueles que ensinam a gente a dividir o pão.
Muitas vezes não fazem como exemplo do barbeiro, de forma anônima, mandou ele sentar, cortar o cabelo e pregar as palavras de Jesus. Também visitei algumas igrejas.
No bispado, onde fui na manhã de quarta-feira, a mulher que me recebeu falou comigo pela vidraça. Disse que não tinha nada para dar, nem mesmo copo de leite que foi pedido. Os padres estariam no período de oração naquele momento.
No dia seguinte fui a Igreja Universal do Reino de Deus, na Rua Sinimbu, cheguei no final do culto quando obreiros e auxiliares passavam sacos de veludo para recolher donativos. O pastor, de nome William, escutou a minha história e disse que a igreja passava por dificuldades e que não poderia me ajudar com uma passagem para Lagoa Vermelha, mas deu-me uma benção com a imposição das mãos e um pedaço de bolo.
Na Sociedade Espírita Abrigo da Esperança, no Bairro Cristo Redentor, o senhor que me recebeu ouviu pacientemente, pedi por um pouco de comida, ele mandou entrar numa sala com mais duas mulheres, sentei no canto de uma pequena peça e fiquei esperando: “Mentalizem todos seus desejos”, sugeriu o senhor. Em menos de cinco minutos retornou e disse para sairmos da sala, me esperava com pão de sanduíche, levou-me até a porta onde por alguns instantes falou sobre a doutrina. Então foi passado por diversos lugares, me surpreendeu que o bispado não foi uma acolhida, que a praça central onde essas pessoas passam seus dias.
 
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte quando possível.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Já lhe concedo, vereador. O Pulita, no final, ele diz o seguinte, uma observação que ele fez:
 
Exploração da tristeza: A certeza de que em três dias tudo iria acabar me confortava. Em muitos momentos, principalmente à noite, quando recém planejava produzir esse tipo de reportagem tentava imaginar o que se passa no coração das pessoas que vivem na rua. A alegria aparente esconde a depressão, a falta de perspectiva, a amargura e o rancor. Majoritariamente mendigos brigaram com suas famílias, foram abandonados ou expulsos de casa.
 
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Declaração de Líder para a bancada do PT.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT):
 
 Histórias de tristeza que se arrastaram por muito tempo até explodir. A rua acolhe a todos, não vê diferença entre seus habitantes, ao contrário de parte da sociedade. Se está na rua, sem lar e de estômago vazio, é favelado, marginal, vagabundo e drogado. Mas quantos se perguntam que condições foram oferecidas a sua família? Qual a história daquela pessoa? A quem detectar hipocrisia nesse sentido de concessão, meu conselho é simples, abdiquem do conforto de suas vidas por um dia, invertam as posições com quem lhe estende a mão pedindo um pedaço de pão.
Guilherme Pulita.
 
(Texto fornecido pelo orador)
 
 Eu, vereador, eu vou terminar meu tempo, mas eu quero... Essa reflexão que continua atual e a gente discute, vereador Velocino Uez, o senhor diz: “Ah, eu não posso mais passear com o cachorro na rua.” O outro tem medo de insegurança. Mas colegas vereadores, eu só quero trazer um dado. Aqui em Caxias do Sul nós temos 744 pessoas, num levantamento para a FAS, em situação de rua que tentam apenas sobreviver. E aí na matéria do Jornal Pioneiro, muito bem elaborada, diz o seguinte, nessa semana: Há quem usa a droga, faça barulho, sujeira, incomode vizinho e há entre eles quem procura serviços oferecidos pela Fundação de Assistência Social. A entidade diz que tem 744. Eu fui ao Banrisul sacar e tem um senhor que está há quatro meses em situação de rua. Conversem com ele, está procurando emprego. Ele não é usuário de drogas, está procurando emprego e não tem onde ficar. Aí colegas... Eu já vou concluir, presidente: A inexistência de trabalho, agravada pela pandemia, e o rompimento de vínculos familiares, são apontados pelos especialistas como o principal motivo que leva as pessoas a morarem na rua, mas o uso de substâncias psicoativas e problemas de saúde mental acomete a maioria da população. Então é um problema de saúde mental e que as pessoas estão vivendo. E cadê à saúde para estar junto com essas pessoas? Nós não podemos tratar elas como um processo de expurgar da nossa sociedade, um processo de higienização. E aí colegas, a gente está encontrando, vereador Renato Oliveira, e eu já estou concluindo, presidente, que esse é um tema que a gente precisa ter um olhar especial, nós tivemos um período recente da nossa cidade que foram fechados dois abrigos, albergues e muitos vivem em situação de rua, vereador Velocino Uez, porque eles não podem levar os cachorrinhos deles. Então, aquele que o senhor citou, que ele fica pedindo dinheiro com cachorro, ele não pode ir para o albergue porque o cachorro não pode ir junto. Então, eu peço, eu faço um apelo a todos que olhem com outros olhos essas pessoas que buscam sobreviver, porque no Brasil hoje, e são dados de 2012 a 2022, houve um aumento de 211% da situação de pessoas em rua. 206 mil pessoas em situação de rua. Sete, a cada dez, população negra. Para concluir, fiz um voto de congratulações ao Guilherme Augusto Zatti Pulita. Parabéns, Guilherme! Essa tua matéria está mais atual como nunca. E faço uma recomendação aos colegas vereadores da leitura desse livro: A Filha do Reverendo. Quem puder fazer essa leitura, fala sobre o diagnóstico das pessoas em situação de rua no século passado, na década de 30. Obrigado.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): De imediato.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu só queria aproveitar a fala do Rafael Bueno, do vereador. Hoje à tarde, nós temos reunião do Pop Rua, que eu faço parte do comitê por estar na presidência da Comissão de Direitos Humanos. E realmente é muito grave. Te parabenizo por trazer esse assunto. Porque a gente não tem muito claro, muito nítida essa questão, não é? Às vezes nós pensamos que são loucos, pejorativamente que se fala; usuários de drogas que estão perambulando pelas ruas. Se tem disso também. Mas qual é a discussão que se faz? O município tem em torno de 120 vagas para moradores de rua, mas não tem, depois que ele é tirado da rua, uma readaptação. Na última reunião, um usuário foi à reunião e falou. Não tem uma readaptação para ele não voltar para as ruas. Então isso é uma coisa que nós precisamos muito ampliar do ponto de vista dos direitos humanos, porque realmente é uma situação que não dá simplesmente para tirar da rua e botar em qual lugar. Ou fazer aqueles muros, esconder, tirar do centro para que ninguém enxergue, não é? É necessário que se tenha uma política para tratar com moradores e moradoras de rua. Que, nesse caso, as mulheres são ainda mais prejudicadas. Obrigada, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Rose. Quatro pontos que eu quero abordar neste espaço da Declaração de Líder. O primeiro, caros colegas, que nós não podemos deixar passar esquecido, hoje é o Dia dos Povos Indígenas, Dia dos Povos Indígenas. E a nossa cidade, antes da chegada dos imigrantes europeus, era uma cidade povoada por indígenas.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Os primeiros agrimensores que chegaram aqui, antes dos imigrantes, eles se depararam, se encontraram com essas populações. E para a nossa Mesa, para o vereador Dambrós, para os próximos presidentes ou presidentas, e vereadores do Legislativo, saber que a Universidade de Caxias do Sul tem o Lepar, que é um laboratório de arqueologia que tem toda a história material desses indígenas que aqui viviam. À década de 50, veio um arqueólogo para cá, La Salvia, fez o recolhimento de todos esses artefatos: Vila Seca, de Fazenda Souza, de Vila Oliva. E estão lá. A Universidade não tem arqueólogos. Então eu quero dizer que tem um monte de história para ser estudada. E os povos indígenas precisam ser valorizados, porque são os que realmente iniciaram o povoamento na nossa cidade. Um aparte rapidinho, porque tenho outros temas.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, hoje realmente é o Dia dos Povos Indígenas. Mas assim, ontem o vereador Velocino Uez fez uma fala... E eu não estou lhe criticando, vereador Velocino, porque é o entendimento de sociedade de cada um. Mas assim, a gente não tem medo dos índios que estão ali na praça. Porque, desde a nossa colonização aqui na América, dos povos, os índios foram tratados como coitados, como inocentes. Então a gente não os vê... Não, porque, coitadinhos, estão ali só pedindo dinheiro. Agora, se é uma pessoa negra, cabelo e barba, meio esfarrapado, meu Deus do céu. Vamos atravessar rua, porque esse realmente... Então a gente não tem esse olhar para as demais pessoas. Então só aproveitar esse gancho aí que o senhor falou.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Rafael. Então é importante valorizar os povos indígenas; lembrar, do ponto de vista da história, que, antes da chegada dos imigrantes, os primeiros habitantes da nossa região eram indígenas. Segundo, eu conversei com alguns colegas vereadores. Coloquei no nosso grupo, amanhã é dia 20 de abril. O dia 20 de abril é um dia em que ocorreu um fato histórico muito triste e se disseminaram várias fake news na nossa cidade. Conversei com a secretária Grégora. A Prefeitura, me parece que os secretários municipais também entraram nessa atividade, visitarão as escolas, farão a abertura das escolas. Os portões das escolas, em geral, abrem às 7 horas. E aí eu queria estender o convite aos colegas vereadores. Eu coloquei ali no grupo, alguns já se disponibilizaram, de que às 7 horas da manhã nós estivéssemos à frente de algumas das nossas escolas municipais. A Grégora depois vai passar essa informação para a secretária Sandra, que vai informar os diretores. Como forma de apoiar. Acho que a gente precisa apoiar, pacificar. Amanhã vai ser o dia do “sem mochila”. Então a secretaria está convidando os alunos que vão para as escolas sem mochila, junto com os professores, entendendo a importância que a escola tem, o reforço da paz, das políticas públicas de saúde mental. Então gostaria de fazer esse apelo aos colegas vereadores que a partir do seu critério geográfico, enfim, que se disponibilizem, se puderem colocar ali no grupo qual escola eles podem ir, depois a gente passa para Secretaria Municipal de Educação que avisa os diretores. Ainda, ao encontro do que a vereadora Estela, falou sobre o tema do Campos da Serra. Eu estive lá junto no Campos da Serra em duas reuniões com a vereadora Estela, com o vereador Renato e o nosso secretário municipal de Habitação. O Campos da Serra é um programa habitacional para pessoas de baixa renda que quando foi constituído, assim como o Rota Nova e outros, simplesmente se colocou a população lá sem ter escola, sem ter UBS. Um problema é que a gente precisa discutir também... Não é só a moradia, mas são todos os equipamentos necessários. E o que nós temos lá hoje são problemas graves relacionados, por exemplo, a questão da taxa de administração. Vereador Zanchin, o senhor que é economista, não dá para a pessoa que paga valor hipotético, eu não sei o valor real, mas enfim, vamos supor que a pessoa pague R$ 80 de prestação do apartamento por mês, em se tratando de um programa habitacional de pessoas de baixa renda e que ela pague uma taxa de administração, para essas empresas que administram, de R$ 280. É inadmissível isso, especialmente se essa empresa que administra não garante os serviços básicos daquela comunidade, que é o que gente percebe lá. Tem o problema de taxa de administração, tem a falta desses equipamentos que agora estão sendo estabelecidos. As pessoas, muitas vezes, quando não conseguem pagar a taxa de administração, porque estamos falando de pessoas de baixa renda, se judicializa e essas pessoas perdem a sua casa porque a negociação dessas empresas picaretas, porque algumas são picaretas, que administram. Sei lá, o cara deve 20 mil de taxa de administração, para ele negociar ele tem que dar uma entrada de 12 mil. Aí vocês pensem, uma família que tem três filhos, o cara trabalha numa empresa metalúrgica que ganha dois salários mínimos, como é que ele... daí ele não come? Então assim, acordos absolutamente inacessíveis e inviáveis para as pessoas, além desses leilões em que pessoas de alta renda estão adquirindo esses apartamentos e locando a preços absurdos para as pessoa que moravam lá. Eu sei que o secretário Petrini informou que teria uma reunião com o Ministério Público, com a Caixa, e no frigir dos ovos o problema vai acabar no município porque se essa pessoa for despejada, como bem disse a vereadora Estela, ela não vai para Brasília, ela não vai morar na Caixa, ela ficar na rua do município. Então por mais que não seja responsabilidade direta do município, é uma questão com a Caixa... mas que bom que o vereador Petrini, secretário da Habitação, está participando e que a gente consiga intermediar via Ministério Público e com a Caixa Econômica Federal impedir que esses absurdos e contrassensos ocorram. Por fim, eu quero destacar a audiência pública ocorrida nessa Casa ontem, da Comissão de Legislação Participativa e Comunitária. A maior audiência pública em duração desta legislatura, foram mais de três horas, várias entidades, vários colegas vereadores, o secretário Matheus, secretário de Parceiras Estratégicas estava aí, onde foi apresentada uma proposta alternativa ao modelo da Maesa. Então é importante deixar registrado nos Anais, até agora se falava que não uma proposta alternativa. Há uma proposta alternativa, que é a criação de uma fundação de caráter privado para fazer a gestão da Maesa e que posteriormente se crie parceria público-privada, concessões patrocinadas para as diferentes funções e serviços que a Maesa venha oferecer. Isso foi repercutido pela imprensa e nós solicitamos, das entidades que estavam aqui, uma reunião com o senhor prefeito...
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Para apresentar um relatório dessa reunião e a proposta que foi aqui levantada pelas pessoas que participaram dessa reunião. Quem apresentou essa proposta foi o ex-vereador, ex-presidente, ex-vice-prefeito do PSB, Edio Elói Frizzo, junto com várias outras pessoas que aqui estavam. Seu aparte, vereador Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigado, vereador. Gostaria de, na sua pessoa, parabenizar a Comissão de Participação Legislativa pela audiência pública realizada no dia de ontem. Foi muito importante ver tantas pessoas de diferentes lugares da nossa cidade podendo falar sobre um tema que tem sido tão discutido nesta Casa Legislativa. E eu reforço algo que a gente disse no dia de ontem e que eu quero dizer aqui nesta Casa para ficar registrado nos Anais, que o que está sendo dito nas audiências públicas seja levado em conta pelo poder público. Se as audiências públicas são, de fato, para que o que a população está dizendo seja levado em consideração, que o projeto seja revisto. Porque todo, majoritariamente, as pessoas são contrárias a esse projeto. O que nós ouvimos ontem, o que eu ouvi sexta, o que eu ouvi na primeira audiência pública é que as pessoas não concordam com esse modelo proposto. Então que as pessoas sejam ouvidas, que a opinião das pessoas seja levada em consideração. Muito obrigada.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Bom dia, presidente. Obrigado. Gostaria de ressaltar aqui hoje, como bem falado, o Dia dos Povos Indígenas, mas também é Dia de Santo Expedito, Dia do Exército Brasileiro e o dia também do nascimento de Getúlio Vargas. Importante lembrar essas datas, mas também hoje é dia de uma homenagem especial aqui na nossa Câmara de Vereadores e eu gostaria de ressaltar e reiterar o convite feito ontem para a Sessão Solene de Outorga de Título de Cidadão Emérito ao Senhor Wilson Sachett, que nós propomos esta homenagem. Então convidar novamente a todos os colegas vereadores a se fazerem presentes nesta homenagem. Era isso, presidente. Obrigado.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): (Risos) Calma! É um agradecimento à Secretaria de Obras. Ontem, nós... Eu levantei o problema do buraco da Rua Natal Idalino Fadanelli, na avenida que desce lá para o Coesp, e hoje, eu recebi fotos agora de que a equipe da Secretaria de Obras está fechando aquele buraco que estava fazendo “mêsversário”. Obrigado, vereador Lucas Diel. Eu não sei se o senhor intermediou, mas, enfim, agradecer aos servidores e a Secretaria de Obras que atendeu essa demanda, que era urgente e que colocava em risco ali os carros e as pessoas que circulavam naquela região. Era isso presidente. Obrigado.
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VEREADOR GILFREDO DE CAMILLIS (PSB): Senhor presidente, eu vi que a data de 19 de abril tem muitos festejos, comemorações, inclusive da nossa colega Marisol, mas nós não poderíamos deixar de falar que dia 19 de abril de 1987, o Bairro Mariani foi fundado. Então hoje está comemorando 26 anos o Bairro Mariani. Gostaria de cumprimentar toda a comunidade e o presidente Diego Góes por esta data. Vinte e seis anos do Bairro Mariani. Muito obrigado.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom dia. Eu também quero fazer uma referência, além da colega Marisol, um dia importante hoje do Dia dos Povos Indígenas. Antigamente, até recentemente na verdade se chamava Dia do Índio e numa, um projeto de lei ainda de 2019, que foi sancionado mais recentemente se mudou para dia dos Povos Indígenas. Porque o Dia do Índio, aquele que muitas vezes é transmitido na escola, de cocar, de tanga, que mora na oca e que corre atrás da fogueira, isso é um estereótipo. Eu costumo dizer que é quase que nem comemorar o Natal, mostrando o Papai Noel, e na Páscoa o coelhinho da Páscoa, porque aquele índio não existe. O que nós temos e tivemos no Brasil são diversos povos indígenas. Inclusive, na época da chegada dos exploradores portugueses aqui eram mais de três milhões de indígenas no Brasil e hoje nós temos cerca de, não chega a 900 mil. O que significa um massacre da cultura e dessa população. Na época da chegada dos portugueses havia em torno de 800 tribos ou aldeias ou grupos diferentes no país, com costumes diferentes, com hábitos diferentes, com vestimentas diferentes. Então nós não podemos caracterizar o índio só como aquele do Dia do Índio. E hoje, infelizmente, com toda essa exploração que tem, nós temos cerca de 580 mil índios nas zonas rurais, mas nós temos 323 mil nas zonas urbanas. Inclusive, aqui em Caxias existem núcleos, hoje no jornal tem uma matéria extensa sobre Canela. Mas nós temos indígenas estudando nas universidades que realmente usam computadores, porque eles têm direito também a se incluir na nossa sociedade, não é? Nós temos hoje em torno de 270 línguas, que, infelizmente, a maioria está acabando. Se a gente pensar na linguística ou mesmo no estudo da História é muito difícil se construir uma língua. No ano passado, nós tivermos uma oportunidade, eu estava aqui quando o João Tonus falado o talian, acho que teve uma proposta, não é? De continuar sendo estudada essa língua, porque é uma língua que nós criamos na nossa região. Não dá para deixar morrer e esses mais de 200 idiomas que já existiam aqui no Brasil há mais de 500 anos, muito mais de 500 anos, porque é muito errado do ponto de vista histórico e social dizer que o Brasil tem 500 e poucos anos. Nós podemos ter a partir da chegada do colonizador 500 e poucos anos, mas o Brasil já existia há muitos anos; na pré-história existia. Então nós precisamos hoje valorizar esses povos que continuam lutando pela justiça, pela demarcação das terras, pela paz, por alimento, por direito à saúde, à educação, à preservação da sua cultura e do seu idioma. Então, nesse sentido, eu quero parabenizar esse dia especial, Dia dos Povos Indígenas. E, para concluir, um minuto que me falta, eu quero dizer que eu sou solidária também com a luta da comunidade dos Campos da Serra. Eu tenho pessoas conhecidas lá, todo mundo tem, é um povo que está lá lutando, que tem muita dificuldade de acesso à educação, à saúde. Nós precisamos sim pensar como esse bairro, essa região de Caxias, uma região importante para nossa cidade e todo apoio que a gente puder dar, a gente precisa dar. Eu assisti algumas reuniões, foi até o secretário da Habitação que me passou o convite para estar lá, eu não podia, mas eu sei que habitação foi para lá, o presidente da UAB foi lá, colegas vereadores foram. Então a prefeitura, de alguma forma, está envolvida e precisa estar envolvida porque são cidadãos e cidadãs caxienses. Muito obrigada.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Senhor presidente, senhora e senhores vereadores. Na verdade, eu quero aproveitar e fazer a fala aqui ia pedir um aparte para a vereadora Rose, mas por conta do tempo... Já dando continuidade ao assunto da preocupação com os nossos munícipes, moradores do Campos da Serra. Nós também prezamos e pautamos pelas pessoas que passam por dificuldades de vulnerabilidade social. É um tema social que nós traçamos como bandeira também no exercício do nosso mandato. Mas nós precisamos também, vereadora Rose, ter uma discussão bem ampla a respeito do programa Casa Amarela. Hoje voltou, retornou o Minha Casa, Minha Vida; o Bolsa Família. Nós precisamos rever, através de políticas públicas nacionais, do governo federal, algumas mudanças de distensionar muitas vezes situações jurídicas e também de um formato de responsabilização dessas pessoas. Por mais que nós sabemos, por mais que nós preservamos e prezamos pelas pessoas em vulnerabilidade social, nós precisamos ter um entendimento que este programa, em um formato da forma que se encontra, vereador Renato, ele infelizmente não traz a dignidade como essas pessoas realmente merecem. Nós trazemos a dignidade de ela possuir a moradia. Mas, após o possuir a moradia, é preciso que haja uma situação de uma mudança desse formato do governo federal, dando garantia a essas famílias, potencializando-as no seguinte detalhe. Um exemplo aqui fictício, de que, nesse programa, as pessoas tenham ali uma contrapartida no momento que elas possam, através do governo federal, serem inseridas em cursos; de elas poderem ter o direito de poder ter conhecimento técnico, escolar; de elas também terem, através do programa federal, um incentivo para o emprego. Enfim, para poder fazer com que essas pessoas possam garantir de fato a sua moradia. Porque não basta ela apenas ter a dignidade da moradia e, em contrapartida, não ter ela também a função de poder também, de uma certa forma, se ajudar e se inserir no mercado de trabalho, o qual ela necessita também. Tanto do poder público, como também da iniciativa privada. De ela poder se manter. Como foi o exemplo, vereador Zanchin, que aconteceu no sábado, aqui, nesse Feirão de Empregos. Então é uma rede que precisa ser construída para que essas famílias possam manter a sua dignidade. E outra coisa, em outro momento nós falávamos desse assunto, vereador Renato, a respeito de moradias. Já ficou mais do que provado que uma situação de ambientes habitacionais acima de 500 unidades já começa a ficar uma situação complexa, por conta de que nós não podemos ter apenas as 500 unidades habitacionais, precisamos ter todos os serviços de redes em volta dessas habitacionais para não acontecer, vereador Lucas, o que infelizmente acontece no Campos da Serra. Então é uma discussão muito ampla que nós podemos fazer aqui. E poder traçar também metas através do secretário, hoje o Petrini, com esse projeto que nós temos aqui de excelência, que é o Funcap. Nós precisamos trabalhar também o Funcap para fomentar a moradia popular na nossa cidade de Caxias do Sul. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Senhor presidente, gostaria de voltar a esse tema aí do vereador Fiuza, da vereadora Estela e do vereador Rafael, a questão da habitação. Eu sei a dificuldade que teve para se trazer essas moradias para Caxias. Com muito sacrifício, vereador Fiuza, 10 anos atrás nós estávamos à frente da Secretaria da Habitação. Aquelas pessoas que tinham bastante dificuldade, que tiveram dificuldade no começo, de uma forma ou de outra, sempre a mãe responsável por tudo da casa, mãe chefe de família... Isso já está na lei, não é? Mas aquelas pessoas que se atrasaram... Porque a gente ter problemas com uma conta da gente, até entendo. Porque quero ver quem não passou ainda, não é? Mas depois...
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Já lhe concedo, vereador. Mas depois, aquelas pessoas que se esforçaram um pouquinho mais, que puderam, que conseguiram dar a volta, hoje, vereador Fiuza, eu conheço pessoas hoje que estão vendendo o apartamento lá. E vendendo o apartamento de que forma? Dando um passo adiante, dando um passo melhor. “Eu estou vendendo o meu apartamento porque eu estou dando entrada num... eu quero comprar um terreno.” Olha, dentro da lei, tudo dentro da lei, tudo dentro da lei. Ela estava toda em dia. A Caixa já está mandando para eles, já está mandando para eles a documentação. A minha família aumentou. Estou com dificuldade. Mas eu quero comprar um terreninho para mim, já apareceu um terreninho para mim um pouco mais distante. E o Campos da Serra, a gente pode dizer o seguinte, quando foi feito o Campos da Serra, lá no começo, e até agora a gente pode dizer, tinha verba a fundo perdido para construir toda a infraestrutura, a gente tem que dizer isso. Se nós também aí, o executivo, conseguimos com algumas dificuldades não conseguir fazer creche, fazer escola, a própria UBS, que foi feito um esforço muito grande prefeito Alceu para sair a escola, senão não tinha saído nem a escola, a UBS. Não tinha saído nem a UBS. E a comunidade fez uma pressão muito grande também. Então vejo algumas coisas assim. E, vereador Fiuza, deixa eu ver como está meu tempo para poder ceder um aparte ao vereador Diel. Quando nós concentramos quero dizer que nós concentramos assim moradias do Programa do Governo Federal na época que a gente estava porque, por que nós concentramos? Agora há poucos dias, ontem, ainda o vereador Bressan falou e outros vereadores estiveram lá no Monte Carmelo, nós praticamente não gastamos zero, zero o dinheiro do Funcap. Praticamente zero gastamos no período que nós tivemos ali em frente à secretaria, por quê? Nós estávamos priorizando o programa federal. Agora, esses R$ 4 milhões que vieram, que está sendo, que foi direcionado do Funcap para o Monte Carmelo, a gente sabe que, de uma forma ou de outra, a gente teve uma partezinha também. Seu aparte, vereador Diel.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Obrigado, vereador. Essa questão trazida pela vereadora Estela é muito grave. Situações ali que é um assunto de uma grande repercussão social e eu acho que vai ter, com certeza, terá a sensibilidade e o olhar da Secretaria da Habitação. Ela trouxe casos aqui, inclusive, de contratos absolutamente nulos, com cláusulas abusivas, que inclusive deve haver a denunciação à Caixa, que inclusive a Caixa deve tomar conhecimento disso e anular atos praticados e também até em defesa daquelas famílias. Mas vai ter o olhar sensível do poder público que acaba sendo um problema de Caxias e afeta toda a nossa comunidade. Então parabenizar por trazer esse tema à baila, porque é de grande relevância social. Obrigado.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador Diel. O seu aparte, vereador Cadore.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Vereador Renato, um tema importante, a moradia é prioridade sem dúvida e o senhor citou muito bem. É uma ajuda que a gente dá às pessoas mais vulneráveis para ela, como o senhor disse um tempo e depois progredir, ir para outro apartamento. Agora, ocorre muito a inadimplência aí. A inadimplência acaba gerando que esse programa perpetue, dê sequência. Na medida em que tem a inadimplência não tem caixa para financiar outros moradores. Então eu gostaria de chamar a atenção nesse sentido. Sei que o secretário Petrini está debruçado nisso, para reduzir a inadimplência, para que as pessoas que moram, porque são valores vis, R$ 30, R$ 40. E um conjunto de mil pessoas pagando dá um valor razoável para que outras pessoas sejam atendidas. Parabéns pelo tema.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado. Obrigado pelos apartes. Sabendo que isso, como toda dificuldade passou... (Esgotado o tempo regimental.) Só para encerrar, presidente. Todos passamos pela pandemia e no Campos da Serra não foi diferente, passam por dificuldade também. Por isso que também... E continuam passando, esses atrasos que eles têm. Então eu estou dizendo o Campos da Serra específico que foi um contrato que eles fizeram com a Caixa Federal. Esse contrato que foi feito com o Funcap, normalmente o secretário... Seja o secretário ou a secretária estiver a frente da pasta, ele procura negociar o máximo possível para que não haja o despejo. Não é, vereador Fiuza? (Manifestação sem uso do microfone.) Exatamente. Faz uma outra proposta, faz o Refis. Obrigado pelos apartes.
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