VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Senhor presidente e caros colegas vereadores, faço um voto de congratulações. Aliás, tenho o privilégio de como vice-presidente da Mesa e como colega do nosso amigo vereador Dambrós, homenageá-lo hoje. Ele está de aniversário, mais um ano de vida. Todos nós sabemos do ser humano, do batalhador, do vereador que luta muito pelos menos favorecidos e por Caxias do Sul, que é o nosso colega vereador Zé Dambrós. Ele... Nós praticamente somos conterrâneos. Somos lá da região de São José do Ouro, Sananduva, São João da Urtiga, Maximiliano de Almeida, aquela região importante, boa do nosso Estado. Há quem diga que os bons saíram de lá! (Risos) E eu me incluo. Então neste dia tão importante, eu gostaria de desejar ao meu amigo Zé Dambrós muitas felicidades, muitos anos de vida.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Um aparte.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): E que continue sendo esse colega, esse ser maravilhoso.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Peço um aparte, vereador Cadore.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Que nós aprendemos a admirar. Aparte, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Vereador Zé Dambrós, nosso presidente, eu gostaria de lhe desejar feliz aniversário também.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Um aparte, vereador.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Como é bom a gente olhar para trás e ver que em um ano de vida, a gente passa tanta coisa, aprende tanta coisa, consegue superar, consegue transcender, consegue ter tanta saúde, consegue ter tanta felicidade, e é tudo isso que todos nós te desejamos.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): A gente sabe da pessoa bondosa, da pessoa alegre, da pessoa que traz tanto carinho, que traz tanto acolhimento para todos nós. Então é esse mesmo acolhimento que todos nós te desejamos. Com toda certeza, te conhecer neste ano de mandato é uma felicidade muito grande, é uma das pessoas que, independente de qualquer legislatura, eu quero levar para a vida. É um aprendizado muito grande dividir esta legislatura contigo.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (SEM PARTIDO): Peço um aparte, vereador.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Parabéns pelo teu trabalho, parabéns por mais um ano de vida. E que venham muitas alegrias.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereadora Estela. Vereador Bressan.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Sou eu!
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Vereador Lucas. Desculpe. É muita solicitação, dada a importância.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): É muita gente, não é? Obrigado, vereador Cadore. Parabéns pela sua colocação. Vereador Dambrós, lhe desejo vida longa. Que Deus lhe dê saúde, paz, amor. Quero lhe dizer que o senhor é uma figura aqui na Câmara, e me permita essa fala. O senhor me lembra muito um tio. A figura de um tio, eu tenho um carinho especial. O senhor me lembra de um tio querido, um tio... (Manifestação sem uso do microfone.) Esperem! Esperem!
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Calma, meu sobrinho. Calma!
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Eu já vou concluir. Tio no sentido do carinho. É um tio meu que toca gaita, vereador, e faz prosa e verso como o senhor, e é uma pessoa muito querida, de coração grande. Então é nesse sentido afetivo que eu fiz essa menção, não pela idade. Também, não é? Já que o senhor várias vezes me disse que tem filho quase da minha idade. Mas o senhor é uma pessoa de grande coração e certamente está conduzido bem a nossa Casa. Para concluir, vereador Cadore, com o coração grande que ele tem, eu tenho certeza que hoje, ao meio-dia, nós vamos ter um almoço, uma torta, ou lá no Pôr do Sol ou aqui na Câmara. Nós só aguardamos onde que vai ser para festejar, com uma gaita e um violão, o seu aniversário. Vida longa, vereador! E aguardamos o lugar aí do almoço. Obrigado.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereador Lucas. Vereador Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Cadore. Não podia deixar de pegar esse aparte para parabenizar meu amigo Zé Dambrós. Conheço há muitos e muitos anos. Acho que eu tinha uns 10, 12 anos de idade quando eu conheci o vereador Zé Dambrós. Não era vereador na época, mas já fazia muito pela região da zona norte e do Pôr do Sol. Então parabéns. Já que o Lucas lhe permitiu de o senhor ser o tio dele, o senhor podia ser meu vô pela idade. (Risos). Brincadeira. Parabéns, meu amigão! Tudo de bom! Obrigado.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, Bressan. (Manifestação sem o uso do microfone) Vereadora Gladis.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu pedi aparte também. (Manifestação sem o uso do microfone).
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Eu também gostaria de tomar essa homenagem ao Zé Dambrós. Dizer que eu tive o privilégio de trabalhar com ele no Orçamento Comunitário, lá em 2009, e o Dambrós sempre foi essa pessoa verdadeira, sorridente, alegre, sempre fazendo a gente... Alto astral com seu violão ou sem ele. Mas também eu recordo dele falando do irmão, o irmão que tem problemas de saúde. Ele foi a pessoa que cuidou do irmão, cuidou do irmão sempre com o maior carinho e atenção. Então uma pessoa que se dedica a alguém que precisa de cuidados constantes certamente é uma pessoa de um bom coração, é uma boa pessoa. Então, Dambrós, eu quero, neste dia do teu aniversário, te desejar muitas felicidades e muitas bênçãos de Deus. Parabéns.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereadora Gladis. Vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Cadore, eu quero, de forma breve, deixar um grande abraço para o meu amigo vereador Dambrós. Que o senhor continue sendo essa pessoa humilde e que pensa sempre nos mais necessitados em Caxias do Sul e que continue conduzindo tudo isso dessa forma alegre que o senhor é, porque isso é importante: passar confiança para as pessoas de forma leve.
VEREADOR CLOVIS XUXA (PTB): Um aparte, vereador. Vereador Cadore.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): E isso o senhor consegue fazer. Então nós temos uma amizade de bastante tempo já de fora aqui da Câmara e que o senhor continue nessa sua caminhada, pensando nas pessoas que mais precisam e fazendo essa sua função. Tenho certeza de que, neste ano de aniversário, é um dos anos que o senhor está aprendendo mais na sua vida, porque a função que o senhor está desenvolvendo e está desempenhando é de extrema responsabilidade, de extrema importância para Caxias, e o senhor vem cumprindo esse papel. Então te desejo muitas alegrias, muitas felicidades e que o senhor continue trabalhando com toda essa saúde que o senhor tem, levando a importância das pessoas mais humildes de Caxias sempre à frente do seu trabalho. Sucesso, vereador Dambrós.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereador Felipe. Vereadora Rose.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Também quero me somar às homenagens. Em que pese ter algumas divergências – não é, vereador Dambrós? – com a minha colega da bancada, que falou: “Ah, é bom. A gente voltar atrás, ver que é um humano, que a gente tem...”. Às vezes a gente não gosta tanto, não é? (Risos). Quando a gente não tem 20 e poucos anos, não é bem assim. Não, mas é brincadeira. Quero lhe dar os parabéns. Dizer que sempre é importante, sempre é uma data especial o aniversário, especialmente quando a gente comemora no nosso trabalho. Sempre, por mais que todo mundo já tenha falado, uma pessoa a mais é importante. E muito bom saber que, além de todas as suas qualidades, também é ariano, não é? Então meus parabéns por essa data.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereadora Rose. Vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Eu queria me somar, vereador Dambrós. Eu conheci o senhor, antes da política, da música, dos bailões e da sua profissionalidade no violão, tanto em cantar e tudo mais e alegrar as pessoas. Aqui o assunto é mais sério, mas o senhor se demonstrou ser uma pessoa que continua fazendo as pessoas se fascinarem, se alegrarem. Mesmo em momentos difíceis, o senhor consegue arrancar o sorriso da gente. Então eu quero lhe parabenizar pelo excelente trabalho que o senhor está fazendo como presidente, parabenizar o senhor pelo seu aniversário e que o senhor continue a luta que o senhor está tocando aqui dentro desta Casa e fora dela para que, no futuro, o que interessa é o exemplo que deixamos. Parabéns, vereador.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereador Fantinel. Vereador Lucas Diel.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Obrigado pelo aparte. Eu queria me somar a essa homenagem. Vereador Dambrós, lhe desejar um feliz aniversário e dizer que temos muita admiração pelo seu trabalho, uma pessoa com uma grande sensibilidade social, sempre preocupado com a população mais carente, um grande líder comunitário muito antes de ser vereador e também uma pessoa que leva alegria às pessoas, quer na rádio, quer na música. Então, vereador, parabéns pelo seu trabalho. Seja sempre muito feliz. Desejamos um feliz aniversário.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereador Lucas. Vereador Xuxa.
VEREADOR CLOVIS XUXA (PTB): Obrigado, vereador Cadore. Deus me aproximou dessa pessoa, lembro que muitos e muitos anos atrás, quando o senhor tocava baile nos Galponeiros, nós viajamos bastante juntos, não é? Aprendi a ver essa pessoa tão querida, uma pessoa trabalhadora, uma pessoa humilde, sempre defendendo a classe mais humilde dos bairros e trabalhei também no Orçamento Comunitário com essa pessoa, e sempre admirei a maneira que ele trata as pessoas e a maneira que ele trata as pessoas mais humildes aqui de Caxias do Sul e de toda a região. Quando nós viajávamos muito nos ônibus, os ônibus estragavam, nós tínhamos que ficar empenhados nas estradas, às vezes, e foi um momento muito lindo da nossa vida junto com o senhor, Zé Dambrós. Obrigado.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereador Xuxa. E vamos cantar parabéns para ele então, não é. Então está com a palavra. Fica à vontade.
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Mas eu não sei se canto ou se assovio igual a um canário, mas eu estou muito feliz com os colegas por me desejarem feliz aniversário. (Segue parabéns) Obrigado de coração e que Deus sempre nos ilumine para que a gente possa conduzir os trabalhos com seriedade, pensando em todos que esperam de nós o melhor. Então, que Deus nos dê saúde para que a gente tenha discernimento em conduzir esta Casa da melhor forma possível.
Parla Vox Taquigrafia

Não houve manifestação

VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Senhor presidente, antes de entrar no meu assunto que me traz aqui, que também queria lhe parabenizar. O colega já falou aqui na tribuna e nós nos conhecemos mesmo foi num domingo de tarde, minha prima me convidou para fazer campanha e vejam aonde? Lá o Bailão Guarani. Cheguei lá e o Zé Dambrós tocando com o conjunto dele, autorizou fazer campanha, acho que não consegui nenhum, mas mesmo ele sendo candidato. Então além de tudo que os meus colegas já pontuaram aqui só este fato já mostra o tamanho do coração do colega Dambrós. Parente também porque a minha mulher é Dambrós. Dizem que é gente boa porque me aguenta há 40 anos. E colegas, a pressão em conjunto funcionou, parece que depois da sessão temos uma surpresa na sala da presidência. Então quem quiser conhecer a surpresa vá à sala e espera no final da nossa sessão. Colegas vereadores, diante... todos os dias a gente debate aqui, Felipe está ouvindo atentamente, vários problemas que mudam a vida das pessoas que consiste a nossa cidade e eu ando muito no interior, sou muito demandado, colega Felipe, tem vários problemas ainda que me deixam muito preocupado, é claro nunca terminarão. Ao longo dos anos o interior melhorou muito o acesso, diante lá atrás, desde o primeiro plano de infraestrutura, de asfaltamento no interior, que ainda precisaria avançar e muito. Acredito que independente de partido todos têm vontade de fazer um pouco mais. Me lembro muito bem na época o Sartori tinha muito a ambição de levar acesso de asfalto para todas as comunidades e muitas ainda não foram alcançadas. Eu acredito, sim, que a maioria dos nossos colegas aqui dentro são procurados. Cito também o Fantinel, lá no Carapiaí, pelo asfaltamento de alguns acessos e na minha comunidade não é diferente. Na semana retrasada fomos lá na Don Bonifácio inaugurar a rede de água e depois, por trás disso, vem o asfalto. E aí me deixa muito preocupado, enquanto o município está ali encontrando alternativa para aquelas obras que ainda não foram finalizadas, que após isso, eu entendo que sim. O povo cobra muito e a gente mostra a dificuldade, que tudo passa por recurso. A gente fala diariamente aqui dentro, diante de problemas, que sempre a saúde em primeiro lugar. Há dificuldade, mas, sim, de preparar os projetos, para que logo que haja um alento, a gente busque novos espaços. Mas me deixa muito preocupado, se com todo esse problema que a gente tem, todo, que envolve recursos, vereador Gladis, que já foi subprefeita e muitos asfaltos já se deteriorando. Eu cito só lá na minha comunidade, colega, tudo puxa, várias caretas, a média de 10 carretas acessam Galópolis a 4ª Légua. Mais de 15 lugares já o asfalto cedeu muito, muito mais de 15. Até comentei tempos atrás com o prefeito Adiló o que vai acontecer ali na frente. Enquanto a gente está lutando para buscar, para terminar aquelas obras já iniciadas, buscar novos trechos para atender e de onde virá o recurso para poder fazer esses remendos dentro que deve ser feito. Não é ir lá e jogar com uma pá, como a gente mostra aqui diante de situações nas nossas BRs. Precisa de um recorte muito grande, inclusive, comentei no final de semana, o Soletti estava lá, que ele cuida do pai dele que está lá de cadeira de rodas, eu disse: “Soletti, não dá. Eu sei que não tem recurso. Mas não dá para esperar ele deteriorar muito mais, porque, se hoje é difícil arrumar 1, 2, 5 buracos, remendo. Quem dirá quase um todo do asfalto, eu acredito, vereador Sandro, me olha atentamente, que no lado de lá não é diferente. Muitos asfaltados, eu entendo, porque não são em todos os trechos, que talvez eu já falei aqui dentro que a Lei das Licitações teria que mudar, teria que avaliar melhor, aquelas empresas, ela vem de cima para baixo, que em muitos lugares o asfalto não foi a altura daquilo que era, que foi pago. Talvez faltou uma fiscalização mais rígida e hoje as consequências vêm. Agora, de onde o município irá buscar esses recursos para poder fazer esses remendos, são 170 km além do que já tinha. Então vamos ter aqui dentro problemas, que vai ter um município, independente de partido, vai ter que buscar uma empresa, licitar, tipo modelo, que nem o Xuxa que tem agora ali, que estão cuidando muito bem da BR, sempre tem gente ali lidando, do DNIT, para poder atender, arrumar os asfaltos do interior. Então quando se luta para remendar uma roupa, como se diz, quem dirá buscar recursos para novos trechos. É uma preocupação que me deixa muito... E isso quando sou solicitado por demandas que, se der tempo, depois vou pontuar, mais indo a caminho do interior me deparo diariamente em situações assim, e eu acredito que não é diferente. De onde virá o recurso para poder atender essa demanda de remendo dos asfaltos que muito grandes em nossa cidade. Eles começaram a se estragar muito rapidamente. Eu vejo ali que enquanto chovia menos, pouco se notava. Agora que choveu um pouquinho mais, logo, logo, fica um buracão. Então essa é uma das preocupações que eu tenho quando estou a caminho das demandas, indo lá para o interior. Então quando a gente se depara aqui diariamente com vários problemas da cidade para melhorar a vida das pessoas, não podemos esquecer de lá. Quando a gente se depara aqui, luta por saúde, por médico, lá vem o alimento para cá e não existe uma boa saúde sem um [ininteligível], um excesso de alimento com qualidade. Então tudo isso faz parte da vida das pessoas, do dia a dia das pessoas. Então eu me deparo diariamente. Esses dias pontuei aqui, estava me empenhando muito em situações de rede de água. Agora, a estiagem diminuiu. Não resolvido o problema porque as chuvas não voltaram como deveriam. Então a gente está se empenhando em cima disso sim, mas sempre não esquecendo dos outros problemas. Seu aparte, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Velocino. Mais do que nunca parabenizar o senhor por essa bandeira que o senhor tem levantado sempre em defesa dos nossos agricultores, do pessoal que trabalha no interior, da importância que tem, das melhorias na infraestrutura, principalmente, onde há o escoamento da matéria-prima, dos alimentos, para que possa chegar à nossa mesa, na cidade, e também outras localidades. Então é importante, quando o senhor defende e coloca, o quanto o poder público também precisa, diante do seu planejamento, diante até mesmo dos seus recursos escassos...
VEREADOR SANDRO FANTINEL (SEM PARTIDO): Peço um aparte.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): ...De nunca deixar de também ter um planejamento para que o nosso interior também, de fato, tenha obras para que então eles possam ter o seu trabalho da melhor maneira possível. Mais uma vez, parabéns pelo seu trabalho.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Com certeza, Fiuza, é isso mesmo. Vereador Sandro.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Vereador Velocino, o que o senhor traz é o grande, enorme problema que a gente tem no nosso interior e até em alguns bairros também. Mas a questão toda é a seguinte: eu estive... como eu sempre, em toda a minha vida, estive envolvido na área da construção civil, eu estive conversando com alguns engenheiros, e a gente esteve analisando as estradas do interior, aquelas estradas mais antigas. Onde, na realidade, a base da estrada já está feita; ela não vai afundar, ela não vai ceder mais, porque ela está ali há anos, há décadas. Então seria, simplesmente, alinhar aquilo ali com a máquina e depois fazer a camada de pinche. Isso faria com que hoje um quilômetro de asfalto, que custa 1,5 milhão, custasse 500 mil. E nós, com esse pouco dinheiro que a Prefeitura tem, ela poderia resolver. “Ah, mas talvez dure menos.” Bom, eu faço a pergunta: vai durar menos esse serviço ou vai demorar mais eles fazerem aquilo que eles querem fazer? Essa é a pergunta que eu deixo. Obrigado, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Correto. É uma sugestão muito positiva, vereador Sandro. Tudo é construtivo. Mas como eu já estava falando aqui, estava me empenhando muito forte em redes de água. O Samae está fazendo a sua parte. Mais de 100 quilômetros de rede de água já no interior. Tem capacidade e quer fazer muito mais, vai fazer muito mais. Mas como já citei ao longo dessa caminhada, essas demandas que eu sou solicitado no interior, eu me deparo com esse tipo de problema... Depois, no momento oportuno, uma Declaração de Líder para eu dar continuidade, ao PTB, senhor presidente.
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Segue em Declaração de Líder.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): E aí, até chegar a isso... Porque quando eu me deparo no dia a dia... Eu já fui subprefeito, a Gladis também. Naquela época lá, em que nós éramos subprefeitos, também tínhamos problemas de brita. Porém, tinha aquele britador antigo, velho, o modelo antigo, que quando ele estava em funcionamento, ele produzia bastante. Produzia bastante. Então, em momentos a gente tinha dificuldade. O governo Adiló... Naquela época, o prefeito era secretário de Obras. Preparou, enfim, aquele britador menor para substituir, enquanto o antigo estivesse estragado, para poder atender um paliativo. E hoje, com a desativação daquele antigo, com aquele novo agora em funcionamento com menos capacidade de produzir brita... Mas mais do que isso, quando nos deparamos todos os dias aqui dentro com assuntos que envolvem recursos, e a Secretaria de Obra, se já tinha dificuldade no ano passado, agora com 20% a menos do que tinha no ano passado, aí eu me pergunto, eu, como subprefeito: como subprefeitos poderão dar conta de poder atender lá na ponta, além dos asfaltos que eu já citei, realmente aquilo que é a necessidade do agricultor? Porque quando a gente fala aqui dentro, ontem também, “ah, aumentar a capacidade do mercado público”, tudo certo dentro dessa linha. Mas até quando terão aqueles agricultores aguerridos lá, que pouco cobram diante daquilo que contribuem ao nosso país, que se não fosse a agricultura, muito lá atrás tinha quebrado, para poder ter esses alimentos e as mudanças? É o Ponto de Safra, é a Troca Solidária, é a Feira do Agricultor, é o mercado público, são as ofertas no supermercado. Vão lá ao Andreazza do lado do minha casa hoje. Quem é a noiva do mercado? Os hortifruti. Então precisamos, sim, cada vez mais, melhorou muito, para poder atender aquelas demandas. A gente se depara diariamente. Temos o problema burocrático também de poder depositar água nos açudes, que a gente se depara muito. Temos vários problemas no interior. Mas como eu citei há pouco: como poderia buscar, independente de partido, o Município mais recursos? Para poder atender melhor. Porque a gente aprovou aqui a lei no ano passado que substituiu a 7.546, que a 8.778, de poder atender a infraestrutura dentro da propriedade do agricultor, mas o município tem essa vontade e vai adquirir muitas máquinas. Em poucos dias elas virão, as roçadeiras, quando está funcionando, duas estão boas, vão ser adquiridas mais três, mas aí vai ter as máquinas e não vai ter a brita suficiente. Eu sei que o município está se empenhando muito forte, vereador Edi Carlos. Por exemplo, lá no aterro sanitário, quando prepara lá o terreno para o aterro, muitas pedras de lá poderia ser reutilizadas e viraria brita. Eu sei que o município está se empenhando em buscar alternativas, porque quando virão essas máquinas e se pode atender mais, atender aquela lei já aprovada, que é uma promessa que o governo Adiló tem e quer cumprir de poder atender realmente como é a necessidade lá do interior. Senão, quando eu chego lá, muitas vezes: “Uez, como é que está a situação financeira?”  Está ruim, está escasso, tu não vê o... Ou é a saúde, é isso ou é aquilo que tem que ter prioridade, mas também, volto a dizer, o alimento faz parte da vida e da saúde, de uma boa saúde do dia a dia. E me deparo também, eu e a minha assessora, muito sou demandado, vereador Fiuza, que ali eu citei esses problemas ao longo das minhas idas, com a situação... Hoje, os agricultores, além de todas essas, depósito de água, após isso, adquire lá, um exemplo, uma bomba trifásica para poder irrigar a sua lavoura. Mas aí a energia elétrica, que está lá instalada ao longo dos anos, muitos, na maioria dos lugares, não é trifásica. Então gostariam de poder produzir mais, ser orgulho da nossa cidade como o maior produtor do Estado, mas te amarra, porque tem uma bomba nova ali e a burocracia é muito grande. Tem uma vontade muito grande de Rafael que nos ajuda muito, enfim, na recondução, mas tem casos que nós temos, a Adriana já encaminhou, de um ano e meio e eu se conseguiu ainda, naquele programa Luz Para Todos, vereador Lucas, implantado lá atrás, que tem direito de um medidor para cada matrícula. Então, temos muitas... É muito burocrático. E eu não tiro a razão da RGE, porque eu conheço casos de quando iniciou esse programa, que era muito mais fácil, de situações de gente que conquistou lá um transformador, uma luz trifásica e depois de muitos anos abandonou e está lá abandonado sem uso.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Então, a RGE hoje cobra muito porque ela precisa ver diante daquilo que podem contribuir junto com o agricultor o quanto, e a outra parte fica com o agricultor, para poder ver o retorno que ela tem. Só que isso é muito demorado e tem situações que é um ano, dois. Estufas lá que querem ampliar lá no Volnei e na Andreia Basso e a gente não consegue atender, chegar lá para poder atender essa demanda. Não é, não é falta de vontade. Se não fosse o Rafael, nós estaríamos praticamente num beco sem saída, mas nós precisamos atender. Eu tenho, no mínimo, 10 produtores que gostariam de produzir com qualidade. Eu já perdi muito, enquanto agricultor, por não ter irrigação. Então vejam bem, aqui nós debatemos todos os dias problemas, tudo envolve recurso. Não podemos esquecer de lá, senão não adianta eu vir aqui: eu vou lutar, que nem lá falamos na Família Agrícola, e vou defender vocês, é o futuro de vocês a infraestrutura. Mas, dentro dessa infraestrutura que vai até a propriedade, tudo tem que acompanhar: uma boa estrada, um bom acesso dentro da propriedade, como temos lei aprovada aqui. Mas uma das demandas também, eu misturei tudo aqui, mas são problemas que existem lá fora dessa energia elétrica que não é satisfatória, não é trifásica e aí de pouco adianta ter a bomba, de pouco adianta ter o açude daqueles que conseguiram ter isso. Vereador Dambrós.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereador Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu reconheço o seu empenho. E é só lembrarmos que, em 2021, o senhor, na devolução, destinou recursos para comprar cascalho. Quero dizer que no sábado de manhã fui visitar Santa Lúcia do Piaí, e o padre Adriano; e hoje o interior não cobra mais só asfalto, cobra creche, porque precisam, as mães, trabalhar, cobra médico, por exemplo, Santa Luz do Piaí está sem médico. Eu quero aproveitar este espaço para dizer que nós temos a lei que funciona desde 2008, onde o morador ajuda a pagar a mão de obra e o pó de brita no paralelepípedo e que nós, a bancada, através deste vereador, nós desenvolvemos o projeto do asfalto comunitário. Então nós, a cidade, os munícipes estão pagando o financiamento de 178 km do Sartori, ainda estamos pagando, e também os quais 80km do governo Alceu. Quero dizer que o caminho, por exemplo, a Rúbia tem me procurado sobre esse asfalto que liga Santa Lúcia do Piaí a Caravaggio, que custa mais de 50 milhões. Não existe outra saída, a não ser da forma comunitária, onde o morador também possa ajudar a pagar a base. E o Município, são outros tempos, não tem mais recursos. Então, por exemplo, essa estrada que liga Caxias a Flores da Cunha, a estrada velha, em Flores da Cunha, os moradores já pagaram a sua parte. E os 900 metros que faltam a Caxias, tem que fazer o programa piloto. Tenho falado com o prefeito Adiló, programa piloto, 900 metros, os moradores ajudar a pagar a base, e a Codeca faz o asfalto. Então o caminho dos interiores, na minha concepção, não tem mais como asfalto de graça. Não existem mais formas. Nós precisamos que eles também ajudem com a sua frente, que reúnam todos que são beneficiados, enfim, que se faça num pacote, que se dividam os moradores, porque serve a todos e melhora a vida de todos. Obrigado. Parabéns pelo tema.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Obrigado. Como se diz, é uma construção coletiva que a gente pode buscar. Só que eu digo: não podemos esquecer que aqui a gente se depara diariamente com problemas das pessoas daqui, mas as pessoas de lá também vêm usar aqui os hospitais, os médicos daqui. São problemas consequentes. Agora, tudo depende também de lá. Cada vez mais, o jovem, infelizmente, quando se depara da dificuldade que tem lá, é estiagem, é intempérie, é incerteza se a produção dá ou não dá. Então nós temos que ter orgulho, mas, para ter orgulho, temos que não só falar, ver os resultados. E este vereador, junto com os colegas vereadores, com certeza, vai lutar para que se debatam os problemas da cidade, sim. Mas lembrando que aquelas pessoas que estão lá no interior, que muito bem nos representam e fazem parte da nossa cidade, da nossa construção, produzindo alimentos que vão no dia a dia de quem está aqui, eu sempre digo, enquanto o outro teve oportunidade de estudar, eu estava lá produzido o alimento. E os meus colegas que estão lá, os nossos conterrâneos agricultores, é isso que estão fazendo. Então nunca podemos deixar de lado e sempre segurar ativos esses problemas que ocasionam o dia a dia da vida dos agricultores, das pessoas que moram nas comunidades. Era isso, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR SANDRO FANTINEL (SEM PARTIDO): Senhor presidente, colegas, pessoas que nos acompanham. Eu gostaria de ter podido fazer essa fala no dia de ontem, mas, infelizmente, como todo mundo sabe, não consegui o espaço. Então, hoje, agradeço muito a vereadora Gladis por essa oportunidade de poder fazer alguns esclarecimentos aqui e também trazer algumas boas novidades. Bom, em primeiro lugar, eu queria sanar um probleminha que aconteceu aí durante o final de semana e queria dizer que, no período que eu estive afastado, por questões de saúde, desta Casa, aconteceu uma reunião com o pessoal do Carapiaí e o prefeito Adiló a respeito do projeto do asfalto. E eu não pude comparecer a essa reunião, porque eu estava afastado por questões de saúde. Voltando ao trabalho, eu procurei o prefeito Adiló para conversar a respeito desse assunto do projeto de asfalto do Carapiaí. No meio dessa conversação, eu assumo aqui perante todos os colegas que eu disse para o prefeito: Prefeito, será que existe alguma possibilidade?  Será que tem alguma forma que o senhor poderia me ajudar na questão que eu estou enfrentando na Câmara de Vereadores? O prefeito olhou para mim e disse: “Fantinel, tudo aquilo que a gente tem condições legais de fazer, seja para você ou para qualquer outro cidadão que venha nos pedir, a gente falará, com certeza. Mas uma coisa é certa e você tem que colocar na tua cabeça, o Executivo não interfere, jamais, no Legislativo. Isso nunca aconteceu no meu governo e jamais vai acontecer. Se você precisar de apoio, explicações, opiniões e tantas outras coisas mais estamos abertos. Fora isso não podemos fazer absolutamente nada para ajudar porque é uma questão do Legislativo”. E a prova disso é que nós sabemos que todas as escolhas de mesa diretora dentro desta Casa alguns grupos foram pedir para o prefeito se ele podia interferir na escolha do presidente e todo mundo aqui é testemunha e sabe que o prefeito sempre usou a mesma palavra: “Eu não interfiro nas questões do Legislativo”. Então foi isso que o prefeito passou para mim. Qualquer outra coisa dita é coisa minha e não tem nada a ver com o prefeito porque o que o prefeito falou para mim foram exatamente essas palavras. Então eu queria só esclarecer esse assunto. Vamos para outro assunto. Hoje fiquei muito feliz, passei em Ana Rech e vi que o esquadro já foi feito e que está sendo iniciada a obra do posto de saúde de Ana Rech através de um trabalho que foi uma indicação minha na questão das concessões. Enfim, a obra tanto sonhada pelo povo de Ana Rech está tendo início e isso me deixou muito feliz. A terceira colocação que quero fazer aqui é que mesmo este vereador estando sofrendo uma das maiores pressões da sua vida, enfrentando um processo de cassação muito difícil, uma pressão muito grande, não significa que o Fantinel deixou de trabalhar. Fantinel continua trabalhando por Caxias do Sul e pela sua sociedade, tanto que o vereador ligou à Brasília pediu ajuda a um deputado e este deputado acaba de me enviar uma emenda de 400 mil reais liberada de imediato para saúde, aonde que ela será destinada as UBSs e não a Secretaria da Saúde. Então eu como indicação através do deputado e através de indicação minha eu estarei indicando ao prefeito esses 400 mil reais as UBSs do interior que estão completamente abandonadas, principalmente a UBS de Fazenda Souza que atende toda a região do interior que, aliás, não deveria ser uma UBS, deveria ser uma UPA porque atende todos os distritos do interior. Todos vão até lá por ela ser a maior UBS e por ela ter mais possibilidade de atendimento a toda essa população. Então trago essa boa notícia que entregarei essa emenda ao prefeito para as UBSs do interior. Acredito eu que seja a primeira vez que seja enviado dinheiro diretamente para essas UBSs. Já tenho a confirmação do deputado que logo ali na frente virão outras emendas que eu destinarei as UBSs dos bairros, aquelas que mais necessitam de ajuda nesse momento na nossa cidade e que estão em situações precárias. Trazer também mais uma novidade que está sendo encaminhada para ser assinado agora o contrato de concessão da creche de Fazenda Souza, uma luta minha de muitos anos aonde eu consegui a casa gratuitamente sem que a prefeitura pague um centavo de aluguel durante cinco anos, com mais cinco anos para serem renovados depois para uso como creche em Fazenda Souza. A primeira creche da história do interior de Caxias do Sul. Não existe creche em nenhum distrito de Caxias do Sul, essa será a primeira creche, uma luta que eu venho batalhando aqui desde o começo e que agora se encaminha para se tornar realidade. Se Deus quiser, até o final deste ano, Fazenda Souza terá uma creche infantil atendendo as mães, atendendo as crianças, para que as mães possam trabalhar, para que as mães possam também ter o seu espaço dentro da sociedade. E, para concluir a minha fala, peço desculpas aos colegas. Devido a minha situação, eu devido a minha situação, eu muitas vezes me embaralho um pouco, mas queria dizer que estou na luta também para conseguir verbas para pagar o projeto do asfalto do Carapiaí. Porque a prefeitura já deixou claro que ela não tem condições, pelo menos momentâneas, mão tem força física para fazer o projeto daquela área. Então o que acontece? Eu estou tentando, conversei com a secretária Grégora. Ela disse que existe legalmente essa possibilidade. Então estou tentando também conseguir uma verba, para quê? Para que com essa verba a prefeitura terceirize um escritório para que faça o projeto desse asfalto do Carapiaí, para que depois posteriormente, a gente possa então ir em busca de verbas para a conclusão do asfalto. Então eram essas as coisas que eu queria trazer hoje para esta Casa. O vereador está do jeito que está, e todo mundo sabe, não precisa ficar aqui explicando, mas ele continua trabalhando, ele não está parado esperando para ver o que vai acontecer. Ele está lutando pelas suas demandas, pelas suas comunidades, pelo povo que me procura e que busca ajuda dentro daquilo que está ao meu alcance. Deixaria aqui um último pedido, eu sei que tanto faz fazer como fazer de menos, mas, por favor, ouça quem estiver ouvindo. Tudo que há de acontecer comigo vai acontecer. Mas me deixem trabalhar enquanto isso não acontecer. Por favor, me deixe em respirar, para que eu possa trabalhar. Se eu respirar forte, “o Fantinel está preparando alguma”. Se eu respirar devagar, “ele está planejando alguma coisa”. Por favor, gente, eu sou um ser humano. Só me deixem trabalhar e deixem as coisas acontecerem do jeito que deve acontecer.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (SEM PARTIDO): Seu aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, eu, desde o início da sua fala, aquele dia que eu pedi para o senhor retirar dos Anais e depois o senhor fez, parte do sua fala, toda a situação, eu discordo 100% de tudo que o senhor falou. Eu sempre disse isso na sessão, nas redes sociais e para o senhor pessoalmente. Discordo muito, muito, muito. Agora, eu gostaria que outros problemas sociais fossem tratados da mesma maneira, crianças vítimas de abusos sexuais, pessoas que são torturadas, idosos abandonados. Eu gostaria que esses mesmos problemas fossem tratados no mesmo espetáculo que está sendo tratada a sua situação. Eu acho que o senhor vai ter que pagar por tudo isso que o senhor falou na situação. Mas eu acho que ninguém merece crucificar porque todo mundo é ser humano. Então parabéns! Continue trabalhando, vereador, que a cidade do interior lhe elegeu para isso, para trabalhar pelo bem de todos. Então respira fundo! Respira fundo!
VEREADOR SANDRO FANTINEL (SEM PARTIDO): Obrigado, vereador. Era isso, senhor presidente.
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VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Olá! Bom dia a todos; bom dia a todos. Senhor presidente, parabéns pelo aniversário. Colegas, o meu assunto hoje não poderia ser outro que não a Maesa. Hoje temos uma audiência pública importantíssima, eu ouvi atentamente a entrevista do vereador Rafael Bueno hoje para a Rádio Caxias. Percebi o seu entusiasmo, a sua dedicação. Parece ali que temos fibra, temos sangue, temos carinho, coração, nessa empreitada. Eu gostaria de passar um vídeo, se for possível. (Apresentação de vídeo). Então estive lá com o deputado estadual do Partido NOVO, Camozzato, e pretendo levar mais autoridades, colegas, para que esse empreendimento saia definitivamente. Nós teremos hoje, então, não é, vereador Rafael? Eu me refiro a você por ser presidente da Frente Parlamentar da Maesa. Eu peço que a sociedade, a comunidade, todos, que estejam envolvidos de uma maneira ou de outra, porque realmente vai mudar a cara da nossa cidade. Principalmente o que eu falei ontem, vereador Felipe, na questão do turismo, para que Caxias do Sul não seja só a cidade de passagem. Quando a gente vende Serra Gaúcha, eu estive naquele evento lá na vinícola... Agora me faltou o nome. Mas enfim, da CVC, na vinícola... Não, deu um branco em todo mundo. Chateau Lacave, perfeito. Obrigado. A gente vende muito Serra Gaúcha. É um selo já, a Serra Gaúcha. E Caxias do Sul precisa reter os turistas por aqui. Tem alguns slides também que eu gostaria de passar. Nessa visita, eu fiquei impressionado com o potencial de revitalização que esse ambiente tem. Mas, de qualquer forma, já tem o telhado caindo. Teve um momento em que a gente passou e o coordenador disse: “Olha, vamos passar rápido aqui, porque há risco de queda de telhas”. Então é muito bacana, é muito interessante. Foi uma bela de uma caminhada, porque do início até o laguinho lá ao fundo, deu uma bela de uma caminhada. Fomos muito bem atendidos. Eu acho que hoje também haverá visitação, não é, vereador Rafael Bueno? Às 6h30, a visitação. Então esse, eu poderia dizer, quando eu entrei no meio público, seria o projeto da minha vida. De tantas frentes que eu vejo aqui na Câmara, tantas frentes importantes e significativas que todos aqui, das mais diversas bancadas, trazem, conforme o seu viés... Porque não adianta, nós representamos um nicho da sociedade, por isso que se tem a “bancada da bala”, a “bancada da bola”, a “bancada do agro”, a “bancada do evangélico”. Nós representamos uma fatia da sociedade. Quando a gente olha para a cara de um vereador, já dá para ter uma ideia de qual é a sua bandeira. E eu, no dia em que meu pai me visitou aqui e eu lembrei sobre a situação do mercado público, ele olhou para mim e lembramos quando eu tinha oito anos de idade, ele pegava na minha mão e a gente ia comer um pastelzinho lá. E agora é a hora. Parece-me que teremos mais uma audiência pública, mais duas audiências públicas. Eu quero reforçar, senhores e senhoras vereadoras e vereadores, nos ajude, Caxias do Sul, para que isso saia.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Está muito além, vereador Lucas Diel, está muito além de um shopping. Não podemos abordar todo esse projeto só com o título de shopping. Está muito além e percebi que contempla todos os nichos da sociedade. Vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Parabéns, vereador Zanchin, por estar dedicado a esse tema, que dialoga com a sua formação em Economia, por estar trazendo autoridade estadual, por estar querendo promover um debate com os acadêmicos da universidade. Já tem essa programação. Vereador, ali, aquele lago que o senhor citou, no canto esquerdo do lago, tem a nascente do Arroio Pinhal ali dentro. É a nascente do Arroio Pinhal. Ele nasce limpo e sai dos prédios da Maesa poluído. Então veja bem a importância desse prédio. Quando o senhor fala em um tema importante, o senhor falou da “bancada da bala”, a “bancada do agro”, cada vereador participa do seu tema. Esse é um tema que está gerando discussão, um cabo de guerra na comunidade, infelizmente, mas é porque todo mundo quer participar, todo mundo quer se envolver, porque é o futuro da cidade, é o futuro econômico de geração de emprego, renda, turismo, lazer cultura, história. Então que bom que a sociedade está engajada nesse tema. Precisamos mais movimentar. Volto a dizer o que eu tenho dito em várias entrevistas, em vários momentos: a UAB, a União de Bairros, da qual eu fui diretor da região centro, fui presidente de bairro, o bairro que tem a Maesa, vereador Lucas, é a mãe dessa luta, mas ela não é mais a dona. A pauta da Maesa é a pauta da sociedade. Então quem vai definir o tema do que vai ser ou não vai ser a Maesa é a nossa comunidade. Por isso a importância da presença de todos nas audiências públicas. Obrigado.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Perfeito! Obrigado. Eu tenho mais uns slides finais para apresentar. (Procede-se à apresentação se slides.) Mercado Público de Belém, deem uma olhada, pessoal. Mercado Público de Belém!  Próxima: Mercado Público de Belo Horizonte; Mercado Público de Florianópolis; Mercado Público de Porto Alegre; Mercado Público de São Paulo; Mercado Público de Wochenmarkt, Suíça; Mercado Público de Santa Fé, Estados Unidos. Agora, a próxima foto que eu quero é o Mercado Público de Caxias do Sul. A próxima foto que eu quero aqui é o Mercado Público de Caxias do Sul. Caxias do Sul merece. Apresentei alguns mercados públicos aqui, vereador Scalco, alguns. Claro que nós passaríamos a manhã aqui com fotos. E veja, senhor presidente, que é na Suíça, nos Estados Unidos, Belém, Porto Alegre, Porto Alegre. Não podemos abrir mão, vereador Rafael, me ajude nisso e em breve eu quero voltar a comer um pastel no Mercado Público de Caxias do Sul. Obrigado.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Nobres colegas e também em especial ao primeiro-vice, Olmir Cadore, também o Renato Oliveira, o Bressan e a Marisol, eu trago aqui, hoje... Eu trago aqui, hoje, a importância do nosso foco da Mesa Diretora para que a gente mude o hábito do nosso povo e se torne mais solidário. A partir de uma visita que fizemos na Receita Federal, percebemos o quanto estamos deixando de ajudar as crianças, os adolescentes, os idosos da nossa cidade através de um gesto que é o gesto ao declarar o Imposto de Renda. Nobres colegas, eu gostaria que cada um dos senhores fizesse a sua parte, como também estou cobrando de todos os servidores, para que nós consigamos chegar no final do ano não com 12% da população, mas talvez 15 ou 20% da população destinando o percentual dos 6% na declaração de Imposto de Renda. Hoje, em torno de dois milhões e oitocentos que foram arrecadados em 2022, e nós deixamos de arrecadar 23 milhões, que estão indo embora e que não voltam. E, se nós olharmos, não temos uma vaga em casa de idosos em Caxias, não existe, não tem. Vejam que o Lar da Velhice tem 70 vagas, 40 o Município compra. Agora vai ser ampliado, mas não tem vagas. Nem no CCC, nem no Paz e Bem e nem nas 30 particulares. Aliás, nas 30 particulares têm para quem consegue pagar de R$ 2.800,00 a R$ 6.000,00. Então, nós estamos com toda a Comunicação, quero agradecer ao Tales, a toda a Comunicação, aos servidores da Casa. Nós estamos empenhados, e eu trago também, dividindo essa responsabilidade com todos os senhores e com a sociedade. Em todos os meios de comunicação, já estão circulando os áudios de uma criança, de um adolescente e de um idoso. Então é o momento que eu faço um apelo a todos os colegas que divulguem nas suas redes, que nos ajudem, porque nós, da Mesa Diretora, nós estamos fazendo a nossa parte. Nós queremos chegar ao final do ano com mais recursos nos fundos e vamos recordar que esta Casa fez a sua parte transferindo a coordenação numa extraordinária, a coordenação do Idoso, da FAS para a Secretaria de Proteção, para que ali, sim, nós tivéssemos um trabalho direcionado aos idosos. Eu estive visitando a CIC, e a CIC também está empenhada nos ajudando. Também nós tivemos a presença, nobres colegas, de toda a imprensa, toda a imprensa de Caxias esteve aqui, toda a imprensa de Caxias está empenhada, divulgando e fazendo a sua parte. Porque precisamos. Isso é um trabalho também que o Executivo está pensando firme, criar o cuidado subsidiado para o idoso. Isso só será possível se tivermos mais recursos nos fundos. Eu gostaria que passasse os áudios que estão circulando na imprensa. (Procede-se à execução dos áudios.) Eu quero dizer que eu fiz a minha parte, fiz a declaração do Imposto de Renda e, até o dia 31 de maio, vou pagar, vou contribuir, melhor dizendo, com 6%. Está aqui, como eu tenho a restituir eu vou pagar o boleto. Que bom que nós temos a credibilidade, a Câmara, de reunir sindicatos, a Administração Municipal, a Coordenadoria do Idoso, a Receita Federal, Câmara de Indústria e Comércio, Sindicato das Indústrias Metais Mecânicas, através do Sr. Mário Pontalti, Sindicato dos Metalúrgicos, através do Assis Melo, comércio varejista. Também nós tivemos dirigentes lojistas, integrantes do Sinduscon. Nós tivemos também a Microempa, os serviços contábeis da cidade nós trouxemos todos, o Sindicato dos Contadores. Também o presidente dos dirigentes cristãos.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu quero que passe o vídeo desse encontro onde todos se comprometeram a quebrar esse paradigma de todo ano perdermos muito dinheiro na cidade e não utilizarmos para criança e adolescente, para esporte e lazer, para idosos. Então antes do aparte gostaria que passasse o vídeo do nosso encontro que foi sexta-feira passada onde nós tivemos representantes de toda a sociedade e isto mostra credibilidade da nossa Casa. (Segue vídeo) Declaração de Líder. Nós teremos a 3ª etapa, que será nesta sexta-feira, dia 31, às 9 horas. Vamos reunir... Estarão presentes os representantes das maiores empresas de Caxias: Randon, Agrale, Unimed, Unimed Nordeste, Círculo, enfim. Os representantes das empresas virão, porque nós vamos precisar muito delas, vamos precisar muito delas, que elas também conscientizem os seus colaboradores. Primeiro aparte, nobre colega Fiuza.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Dambrós, nosso presidente. Parabenizar o senhor, juntamente com a Mesa Diretora e os servidores desta Casa, por essa grande iniciativa que, de certa forma, demonstra não apenas humanidade, mas também a respeitabilidade com as nossas crianças, adolescentes e os nossos idosos. Recurso esse importante, senhor presidente, para que essas casas possam ter ali condições de que, tanto as nossas crianças, adolescentes e idosos, possam ter um cuidado melhor, possam ampliar ali os serviços, possam ter condições até mesmo de poder trazer a estes, nesses serviços, profissionais que possam dar a eles o melhor cuidado possível. Então, mais uma vez, parabenizar vossa excelência e a todos que têm realmente construído essa grande iniciativa para que nós possamos, então, poder, no final de tudo, ter o recurso maior alcançado. Muito obrigado.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Seu aparte, Lucas Diel.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Obrigado, vereador. Olha de suma importância esse projeto. Quero lhe parabenizar por trazer esse tema. Nós tivemos na coletiva de imprensa aqui desta Casa, conversando com a Receita Federal e todas as outras entidades, mas é um projeto que faz a diferença. E quando os números são impressionantes, são mais de R$ 22 milhões que deixaram de ser arrecadados, que poderiam ficar aqui em Caxias. Então que bom que está sendo feita essa divulgação e que estão mobilizando as pessoas, mas, principalmente, porque está mobilizando os contadores. Quem realmente faz a contabilidade, é importante eles, no momento em que a pessoa, vai chegar a empresa, vai chegar para fazer a Declaração de Imposto de Renda, que o momento é agora, até maio. Então que se avise, que se diga às pessoas para que contribuam também, porque esses valores ficam aqui e ajudam as nossas entidades. Então obrigado por trazer à baila esse tema tão importante para a nossa cidade de Caxias do Sul. Obrigado.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Sabemos que nós temos a Guarda subsidiada que atende mais de 60 crianças. Então precisamos também criar o cuidado subsidiado para o idoso. E nós desenvolvemos aqui o “declare e destine”, e estamos... Vamos panfletear, inclusive, nos maiores restaurantes da cidade, das grandes empresas. E visitaremos, mais uma vez, toda a imprensa, no final da campanha, para que eles continuem até o final da Declaração, da data da Declaração. Então, quando nós temos a lista do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, a ENCA, a Beltrão de Queiroz, o Portal da Luz. Nós temos aqui o Centro Cultural Jardelino Ramos, o Mão Amiga. Tantas e tantas e tantas entidades que, através do fundo, nós poderemos melhorar a vida das crianças, dos adolescentes e também dos idosos. Não custa fazer a sua parte. Então eu peço aos servidores da Casa, aos vereadores, ao Executivo, também já estamos com o material distribuindo no Executivo, para que a gente engorde esse fundo e para que a gente...
VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Tem cidades do Brasil que já estão em 90% dos moradores que declaram já destinando para os fundos e Caxias ainda em 12%. É muito pouco. Seu aparte, nobre colega Edi Carlos.
VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Vereador Dambrós, presidente e aniversariante do dia de hoje, lhe parabenizo então mais uma vez. Já estive parabenizando o senhor. Quero dizer que é muito bonita essa iniciativa, vereador. Eu parabenizo o senhor com presidente, eu parabenizo todos os integrantes da Mesa Diretora. Também quero parabenizar a todas as entidades, todas as pessoas, todas as empresas que estão participando, como o senhor disse, que terão reunião novamente. Isso é uma iniciativa, vereador, que nós temos que engrandecer aqui. Prometo-lhe também, vereador, que na próxima semana irei fazer a minha Declaração, quero também fazer que nem o senhor. Quero dizer que precisamos de pautas que unam a nossa cidade e estou vendo que essa iniciativa de vocês está unindo a nossa cidade em todos os setores. Parabéns ao senhor. Parabéns à Mesa Diretora e todos os envolvidos.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Era isso, senhor presidente. Vamos destinar e vamos ajudar a nossa cidade, que o dinheiro fique na nossa cidade. Obrigado a todos. Obrigado também pelas felicitações do meu aniversário.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Senhor presidente. O tema não é cansativo, vereador professor Zanchin, mas a gente tem que reforçar. Hoje, o senhor fez uma fala bacana, legal, mostrou o vídeo da Maesa. Mais uma vez, faço convite a todos os vereadores, aos assessores, à imprensa, à comunidade, que é a principal interessada, para estar na nossa audiência pública, a primeira das três oficiais para a ocupação definitiva nos próximos anos do Complexo da Maesa. Serão 53 mil metros quadrados de espaços culturais, de lazer, o Mercado Público, gastronomia, enfim, secretarias municipais. Nós precisamos estar envolvidos com esse tema. Eu fiz uma fala hoje na Rádio Caxias e outra no Jornal Pioneiro. O prefeito é o Adiló Didomenico. No ano que vem, se eu concorrer a prefeito, e me eleger, eu faço um modelo econômico e tudo que eu quiser no meu mandato. Como o senhor, vereador Scalco, ou outro vereador. O modelo econômico proposto pelo Executivo neste momento é que nada de público, nada de privado, mas que seja um meio termo, uma parceria público-privada. Esses dias, o secretário João Uez, eu dei uma entrevista e ele meio que brigou comigo e puxou a minha orelha, porque eu fiz uma fala. Bom, querem a Maesa pública. Gente, a gente não consegue nem podar as árvores. Tem árvores lá há quase três anos sem serem podadas; a dificuldade que é trocar uma lâmpada – tanto é que estamos fazendo uma parceria público-privada. Imagina a Prefeitura ter que deixar de lado as escolas, ter que deixar de lado os leitos dos hospitais, para ter que cuidar de 53 mil metros quadrados. Privado? Nós termos que entregar um patrimônio que é nosso para o privado? Inadmissível. O meio termo, o que é? Uma parceria público-privada. Um parceiro faz a gestão do prédio, juntamente com a Prefeitura, e funciona. Mais ou menos como se fosse a UPA, mas para a área da economia. O que eu quero dizer com isso? Esse modelo já está superado, porque é o viável a curto, médio e longo prazo, a viabilidade econômica, dito pela gestão do prefeito Adiló Didomenico juntamente com seu secretariado. Aliás, eu discordo de quase 90% do que o secretário Maurício Batista, propôs ao município, mas ele foi um dos melhores secretários para o prefeito Adiló, porque ele colocou tudo na linha do gol só para marcar gol em diversas questões. A gente tem que aproveitar e extrair o melhor que ele fez para a gente dar um bum econômico na nossa cidade. Mas a questão da Maesa, alguns mercados públicos, o senhor colocou aqui, vereador Zanchin, eu conheço, e cada um com a sua característica. O Mercado Ver-o-Peso lá em Belém, ele tem no que é o seu melhor, mas ao lado do Mercado Ver-o-Peso, no mesmo pátio, eles têm as docas, que é um espaço nobre, um espaço cultural. O senhor conhece lá?
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Permite um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): E é uma concessão também, era um espaço totalmente... Onde tinha os depósitos foi concedido. Eu e o vereador Felipe estávamos falando também do Mercado Público ali do espaço de Manaus, quando tem uma gestão 100% pública, a gente vê a decadência dos espaços; quando a gente vê uma parceria público-privada, a gente vê que tem interesse de manutenção daquele espaço e do progresso. Então, esse modelo já está superado. O que nós temos que discutir agora, nesse momento, nessas audiências públicas, é o que nós queremos da Maesa. Bom, a prefeitura propôs esse modelo que dá viabilidade econômica de alguém se interessar. “Ah, mas eu não concordo com o estacionamento.” Bom, então vamos fazer o quê? Bicicletários? “Eu não concordo com bicicletários, vamos fazer estacionamento para moto?” Não, não tem que ser quatro mil metros o mercado público, tem que ser 10. Vamos lá discutir. Eu, por exemplo, vou insistir e vou bater na tecla até essa minha proposta ser aceita, que é da rua coberta na Plácido de Castro, que nós teremos 600 metros de tamanho da Plácido de Castro com uma rua coberta que poderá ser realizado desfile, outras feiras, enfim, movimentar a economia também na parte externa, de forma democrática. Mais um espaço público. Este é o momento de a gente decidir o que nós queremos ou não queremos dentro da Maesa, ou diminuir ou ampliar, o modelo econômico já superou. Nós queremos ou não queremos a Maesa? Isso é o que nós queremos e temos que debater agora. Bom, o modelo econômico proposto pelo Adiló não serve? Então nós não queremos a Maesa, daqui 40 anos a gente vai ver o prédio, hoje tombado como Patrimônio Histórico, nós vamos ver tombado pelo tempo que os telhados vão começar a cair todos mesmo. Então, seu aparte, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Parabéns, vereador Rafael. O senhor foi preciso, cirúrgico. E mais uma informação muito importante: esse projeto de Peço a palavra, senhor presidente., de parceria, é por 30 anos. Isso quer dizer o quê? Que daqui 30 anos o município pode pegar de volta e administrar, se ele tiver condições financeiras para fazer isso; mas se a gente tentar tombar ele de forma federal para vir obra, para vir dinheiro público, ele vai ficar 30 anos parado. A decisão da população hoje é assim: será feito uma PPP, que é o modelo que o prefeito apresentou, por 30 anos a população vai poder aproveitar o espaço, levar0 fazer cultura, fazer tudo que precisa, um mercado público, tudo o que a gente tanto sonha por 30 anos; depois, vai ser ou renovada a parceria ou a prefeitura pode assumir de volta. Então a gente está agora discutindo o quê? Ou o prédio fica 30 anos lá abandonado, caindo as paredes, sendo um risco para a população, ou, por 30 anos, vamos ter um centro de cultura, de história para a cidade, um mercado público, um centro de convivência, tudo gratuito. Então são duas opções, assim, que não tem nem comparação. Ou a gente pode aproveitar o espaço ou vai ficar abandonado. Muito obrigado, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Verdade, vereador. A gente tem que fisgar o turista e fazer ele gastar todo o dinheiro no complexo da Maesa, na gastronomia, na arte, na cultura, na alimentação. Nós temos que conhecer boas práticas. Por isso que a gente está propondo à frente conhecer dois lugares diferentes, três. O vereador Felipe tem buscado também uma experiência externa, que é parceria público-privada, a prefeitura fazendo a manutenção. E tem um projeto ambicioso no nosso país de ser o melhor mercado público, melhor e maior mercado público, que é o de Niterói, entregue uma parceria público-privada. Inclusive a prefeitura está financiando toda a revitalização do entorno. Agora, o que nós queremos é inviabilizar o projeto ou nós queremos ser parceiros do projeto para gerar emprego, para gerar renda? Imagina vereadores aqui do interior, os nossos produtores, nossos colonos ali produzindo, sabendo que vai levar para o mercado público... O pessoal lá do Campos da Serra podendo trabalhar no mercado público... O pessoal dos nossos loteamentos que não tem emprego poderem trabalhar na higienização, na venda no entorno...
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Olha quantos milhares de empregos diretos e indiretos nós iríamos movimentar. Seu aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Muito bem colocado, vereador Rafael. Muito bem colocado, vereador Zanchin...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Uma Declaração de Líder à bancada do PT, por favor.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): ...Por toda essa questão que vai movimentar nossa cidade. O momento é agora, realmente. Muito foi falado. Nós temos muito a ganhar, a cidade toda tem a ganhar com esse empreendimento grande que vamos ter em Caxias do Sul: o mercado público, as secretarias municipais, enfim, é um espaço democrático, um espaço plural. E a ida da Secretaria do Meio Ambiente, vereador Rafael, é emblemática para aquele local. Como bem falado, a nascente do arroio nasce ali e depois é poluída. Então, a Secretaria do Meio Ambiente indo para esse local que foi uma metalurgia também, uma metalúrgica, é emblemática. Hoje, nós tivemos a sugestão aqui, inclusive, do Centro Cenotécnico, interessante para a cidade, vai movimentar os artistas locais, a cultura local, a economia. Temos a possibilidade de todo o entorno da Maesa ser restaurado e ter uma vida, com a rua coberta, com a Praça Monteiro Lobato bem ocupada também. Então eu acho que a cidade toda tem a ganhar. O que estranha-se são movimentos, realmente, às vezes, eu li na imprensa tencionando um tombamento federal pelo Iphan[1] sendo que a Maesa já está tombada. Então nós vemos que isso vem inviabilizar qualquer, vamos dizer, ocupação da Maesa. Vai ficar parada aquela situação. Então, hoje, convidamos, reiteramos a comunidade a participar e levar as sugestões para ter a efetiva ocupação da Maesa.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Bom, até o colunista do Jornal Pioneiro, nosso Cidadão Caxiense Ciro Fabres, uma pessoa visionária na área da comunidade, fez um questionamento: “Tá, mas então não houve diálogo para o modelo econômico?” O prefeito é o Adiló Didomenico, ele que escolha o que mais é viável para a gente poder ocupar a Maesa. O público... (Esgotado o tempo regimental.) – Já estou encerrando, presidente – não consegue nem podar uma árvore, demora anos; o privado acha inviável. O que a gente tem que fazer nesse grande momento, presidente, é decidir o que nós queremos dentro da Maesa. E aí nós não podemos transformar num cabo de guerra. Quem vai sair perdendo é a economia de Caxias do Sul, é lazer, é cultura, é um monte de coisas. Eu vou insistir nesse projeto que é a rua coberta na Plácido de Castro. Transformar o nosso mercado público num local atrativo, a Maesa num espaço de gastronomia, lazer, cultura e também de secretarias municipais. Convido todos hoje, às sete horas da noite, na Plácido de Castro, a participarem dessa grande audiência pública. Obrigado. Presidente, um feliz e abençoado aniversário. Vamos lá domingo, no bailão lá do senhor, ingresso liberado. Vamos fazer a festa, cantar os parabéns. Tudo liberado lá. A comunidade pode participar também.
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Concluindo. (Risos)
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Comemorar o seu aniversário. Obrigado, presidente.
 

[1] Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Eu acho... Agora sim. Bom dia, antes de iniciar a minha pauta, vereador Rafael, eu tinha até um almoço esse final de semana, mas era no interior. Vou deixar o almoço para ir lá para o baile. É do São José, não é, vereador Dambrós? Vou com a minha família, para nós dançarmos o baile da Doralice cantada pelo senhor e tomar uma cerveja com umas batatinhas fritas lá. Tá bom? Vou estar lá. Mas eu vou retomar o tema da Maesa. Eu ouvi atentamente o vereador Rafael e o vereador Rafael é um dos colegas vereadores aí que abraça os temas e dá uma atenção, vai atrás. E esse tema da Maesa, há algum tempo já, o vereador, junto com o vereador Felipe e outros vereadores aqui da Casa, a vereadora Denise e outros têm tratado com a devida vênia na frente parlamentar, enfim, várias formas. Eu componho a frente parlamentar, estarei lá hoje, à noite, na Maesa, como estive já em várias oportunidades. Eu, como presidente da Comissão de Legislação Participativa e Comunitária, fui demandado. A UAB e a Associação Amigos da Maesa protocolaram um ofício aqui na Casa solicitando uma audiência pública e assim como os colegas que são presidentes das comissões acabam chamando e indo ao encontro dessas demandas da comunidade. Eu já participei de várias audiências e reuniões públicas que foram solicitadas pela comunidade. Então nesse sentido que a CLPC foi pauta inclusive da nossa reunião, da CLPC, na última semana, todos os vereadores que compõem a CLPC foram convidados e a participação foi de dois assessores de vereadores que são colegas da CLPC onde esse tema foi apresentado e discutido. Nesse sentido que nós chamaremos uma audiência pública proposta pela comunidade que tem o sentido de tornar nítido e abrir mais um canal de diálogo com essas entidades. Eu volto ao tema para falar da Maesa e eu quero dizer que nesta Casa, desde o início da legislatura, por exemplo, nós discutimos uma política de pedagiamento, por exemplo, do governo Leite, uma política de governo que vai permanecer por 30 anos. E logicamente que na democracia os governos têm esse poder de definir políticas, de definir ações e o governo Leite fez isso no que se refere ao pedagiamento das rodovias estaduais em que os nossos netos vão continuar pagando pedágio, por 30 anos. E aí, vereador Scalco, de fato, daqui 30 anos o governador que for, que estiver à frente do Executivo estadual pode fazer a mudança, daqui 30 anos. Já no governo Britto ele estabeleceu um modelo de pedagiamento que nós padecemos por 15 anos. Então eu só estou querendo dizer que essas decisões que são políticas, justificadas por questões econômicas, técnicas, administrativas, elas são de um governo, mas elas impactam vários, inclusive o do senhor. Neste caso o senhor tem acordo ou meu governo, ou de qualquer pessoa que democraticamente se candidate a prefeito ou prefeita e se eleja.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Declaração de Líder à bancada do Novo.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então eu quero começar por aí. Nesse sentido eu quero começar fazendo um alerta porque eu quero discutir o modelo. Por mais que já tenha sido anunciado que o modelo que está definido é esse, ponto e basta, mas como parlamentar desta Casa eu quero trazer à baila algumas questões desse modelo.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): No momento oportuno. A Prefeitura Municipal de Caxias do Sul ela desenvolveu um plano geral de ocupação da Maesa, plano este que é discutido a bastante tempo. Começou as reminiscência disso lá no governo Sartori, o Compahc, o DIPPAHC, passou pelo governo Alceu e se seguiu, em que a Seplan e servidores de carreira, técnicos, arquitetos, esboçaram a necessidade e com dados técnicos  a prefeitura contratou o Escritório Vazquez para construir o plano geral de ocupação da Maesa e seria importante que os colegas se debruçassem sobre o plano geral de ocupação. E dentro desse plano geral de ocupação existem prerrogativas importantes e básicas que qualquer modalidade precisa considerar para que essa ocupação seja realizada. E no modelo de gestão apresentado, esse plano geral de ocupação em que a prefeitura gastou quase 400 mil reais para construção desse plano geral e que resultou num livro de várias páginas, um livro bonito. Nós tivemos aqui numa reunião, vereador Rafael Bueno, acho que uma das primeiras, a primeira, eu acho, da frente parlamentar desta legislatura. Veio o pessoal da Seplan aqui, junto com o Vasques, e apresentaram esse Plano Geral de Ocupação. Eu retorno a dizer, esse Plano Geral de Ocupação foi aprovado pelo COMPHAC. Como eu disse, por técnico da prefeitura e pelo escritório contratado. Eu retorno, e nós vamos ampliar esse debate, o modelo desconsidera, ao menos no que se apresenta, ele considera o Plano Geral de Ocupação. Por exemplo, numa brecha que se abre para uma futura verticalização. E aí olhem no Plano Geral de Ocupação o que se estabelece, por exemplo, eu não sou arquiteto e nem engenheiro. Por isso não uso os dados técnicos precisos das categorias, mas, por exemplo, na metragem máxima para as edificações. E o Plano Geral não zela da forma como se estabelece. Os materiais que devem ser utilizados, como isso deve acontecer, isso está no Plano Geral de Ocupação, que está sendo desconsiderado pelo modelo apresentado e pela forma. Ainda, eu acho, sim, fundamental nós discutimos o projeto e a ocupação, e a ocupação de forma devida, porque acho que não é – e ouvi de vários colegas aqui – não é simplesmente entupir a Maesa de secretaria, não é isso! Mas quais secretarias que viabilizam, inclusive, por exemplo, um mercado público. No modelo e no projeto apresentado vai o Meio Ambiente e uma secretaria pequenininha para lá. Eu queria entender quais as justificativas. O que está sendo apresentado aqui é que há flexibilidade para o projeto, mas o meu questionamento é no modelo que desconsidera o Plano Geral de Ocupação da Maesa, em que o município despendeu vultuosos recursos. Ainda, no que o modelo apresenta, vejam as áreas públicas estão dentro da metragem do que é responsabilidade do município. Bom, lógico, não é? Só o que faltava. Alguém tem dúvida que as áreas públicas de circulação... Nós vamos cobrar também. Vamos criar, botar uma loja no meio da circulação? Então são temas complexos que nós precisamos discutir. Ainda, há uma unidade na importância do Mercado Público. Ninguém questiona isso, mas, pelo que se apresentou no modelo, ele fica sobre... Aí é uma responsabilidade do município. Eu entendo que existe uma série de dúvidas, inclusive minhas e de vários colegas. Causa-me muita preocupação uma decisão que vai colocar inúmeras gestões amarradas em função dessa decisão. Todos nós queremos que a Maesa da saia, e aqui eu faço uma fala, a ex-presidenta desta Casa e deputada federal, Denise Pessôa, e o Partido dos Trabalhadores, desde o Governo Tarso, ou antes disso, é um dos mais preocupados e comprometidos para que a Maesa saia. Mas de forma adequada, democrática e respeitando o que a legislação pressupõe. Por exemplo, como o Plano Geral de Ocupação. Mas nós vamos seguir nesta toada, discutindo e conversando em todos os momentos oportunos sobre o tema. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Senhor presidente, caros vereadores, população que nos assiste através das redes sociais e TV Câmara.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador? (Risos)
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Já lhe passo, vereador. Existe todo um planejamento para viabilizar a Maesa. Isso é questão de viabilidade. A gente sabe, quando eu entrei aqui há dois anos, me disseram: “a política é a arte do possível!”. E a economia também é – não é, professor? Se não há dinheiro, impossível se construir, se reformar, se entregar um novo aparelho público na cidade. Então são fatores que pesam muito. E agora o que mais pesa para a prefeitura municipal é ter dinheiro para viabilizar. Fui visitar Joinville, há uns meses atrás, uma cidade pujante, que existia... Era muito parecida com Caxias; hoje, eles estão um pouco à frente. Lá, tem caixa para fazer o que eles querem. Então eles conseguem reformar, fazer, criar aparelhos públicos novos, criar um centro de inovação, tudo com dinheiro público, muitas vezes também com parcerias, porque existe caixa. Caxias do Sul, hoje, não tem caixa para fazer isso. Então a gente tem uma opção: a gente está vendo uma Maesa, um patrimônio que está sendo perdido com o tempo, porque degrada, não tem telhado, aí as condições climáticas de Caxias são mais severas e vão cair as paredes, está caindo o telhado, está se perdendo a história de Caxias ali. Então, quando a gente fala que está vindo um projeto que pode viabilizar um sonho do caxiense, a menina dos olhos de Caxias do Sul, por 30 anos, em uma parceria público-privada, nós só temos que fazer essa comparação. Se o poder público não tem dinheiro para reformar e construir tudo o que é necessário naquele prédio, nós vamos ficar com ele 30 anos parado ali. É um sonho achar que vai aparecer dinheiro do nada e, daqui a 20 anos, a gente vai conseguir reformar. A população de Caxias está sedenta por um mercado público, sedenta por novidade, por turismo, por um centro de lazer aí que vai ser gratuito, e agora a gente tem oportunidade de ajudar a realizar esse sonho. Vai ser com a iniciativa privada? Sim, porque é a arte do possível. A gente não tem dinheiro e será por 30 anos; não é eternamente. Daqui a 30 anos, vai ter um local reformado, funcionando, que a Prefeitura pode pegar e, se ela tiver dinheiro em caixa, ela administra. Ou a gente tem um lugar abandonado por 30 anos, ou a gente tem um lugar para toda a população em breve.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Um aparte, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Então é muito fácil a escolha. Então agora a gente tem que ajudar. É que nem o vereador Rafael falou: vamos definir se a gente acha que tem que ser maior o estacionamento, menor; se no mercado público tem que ter mais metragem; se a gente quer ter, sei lá, outras coisas ali dentro, porque é muito grande o espaço, e a população precisa desse espaço para conviver, para nós incentivarmos o turismo, para a gente poder transformar Caxias em um polo regional de turismo. Ali, vai ser o ponto central do start do turismo em Caxias do Sul. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Eu também peço um aparte depois.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Peço um aparte, vereador, se possível.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Primeiro, vereador Scalco...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Peço um aparte, vereador, se for possível.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT):...O que o vereador Lucas Caregnato está olhando é no retrovisor. Ele está dando marcha ré. A gente tem que andar para frente, vereador. A questão do modelo de concessão já está superada. Vocês estão chovendo no molhado. Se o PT estivesse à frente da Prefeitura, poderia dar o modelo econômico, mas não está.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Eu clamei aqui, o vereador Felipe e outros vereadores à época por diálogo. Olha, o que mais está tendo nesse projeto da Maesa é diálogo, tanto é que nós temos já 10 encontros marcados com as entidades. Vereador Lucas Diel, o senhor que foi advogado, diretor de graça da UAB, defendeu os nossos centros comunitários, não pensa que nem a UAB neste momento, como eu não penso, a gente não presta mais. Se pensa como eles, presta; se não pensa, não presta. Foi feita uma reunião na Maesa, a Frente não foi convidada, a Prefeitura não foi convidada, vereador Lucas, para estar naquele momento. Porque o secretário podia estar lá apresentando, e ninguém de Executivo foi convidado. O que estão querendo é uma entidade usar do expediente da Câmara de Vereadores para chamar uma audiência pública. A Prefeitura está se propondo a ir a cada entidade explicar o projeto. Eu não sei, vereador Lucas, mas parece que os seus integrantes da Comissão de Legislação Participativa não comungam com essa audiência pública. O senhor está chamando, enquanto presidente, mas os quatro integrantes não comungam. Então, vereador, o que nós precisamos é olhar para frente. Não fazer reuniões paralelas, extraordinárias que não sejam oficiais. O que não temos hoje são três oficiais. Podemos abrir espaço para outras? Podemos. Porque senão daqui a pouco a Comissão de Cultura, porque tem o mercado público, vai chamar uma audiência pública; a Comissão de Urbanismo ali vai chamar outra audiência pública, e nós vamos ficar perdendo tempo e chover no molhado. O que nós precisamos, efetivamente, é ampliar o debate do que nós queremos na Maesa, lá dentro. Então nós precisamos, neste momento, é não ter um cabo de guerra, mas, sim, pensar o que nós queremos na Maesa. Obrigado.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Exatamente, Rafael. É pelo bem de Caxias. Tem, pelo jeito, dois partidos que estão puxando, de forma ideológica, para outro lado. A gente está pensando é Caxias do Sul. A gente está aqui para pensar Caxias. Então está ocorrendo uma ideologia partidária que está travando, está tentando travar o processo, mas não vai conseguir.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): A gente aqui está trabalhando sério para desenvolver Caxias. Seu aparte, vereador Zanchin.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Obrigado, vereador Scalco. Quando eu trouxe as imagens de outros mercados públicos, eu trouxe com certa inveja, com certa... eu não sei qual sentimento, vereador Scalco, de ver tantas cidades, algumas até menores que Caxias do Sul, que o assunto já está rolando, já está funcionando. Então, vereador Rafael, a gente precisa ser visionário. E, sejam 10, 20 ou 30 anos, esse exercício chama-se de perspectiva econômica. E eu já estou vendo aquela rua coberta, o mercado público, as entidades associativas. Mas eu só queria lembrar, vereador Scalco, a palavra sinergia. Sinergia é avançar, abrir mão, negociar, mas em prol do objetivo da cidade. Não é harmonia. Eu já falei isso.  Harmonia, todo mundo torce para o mesmo time, mesma religião, tudo é maravilhoso. Talvez a gente tenha isso no paraíso, mas aqui nós precisamos de sinergia, ou seja, negociar, ouvir. Acho importantes as colocações do vereador Lucas Caregnato, são significativas, mas nós temos um prazo chamado depreciação.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Exatamente. Por favor, seu aparte, vereadora Gladis.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Nessa linha, professor Zanchin, que eu queria deixar aqui o registro. Nós lá do Desvio Rizzo estamos esperando há 15 anos a união para a recuperação da estação férrea. E a gente sabe que ela, acho que nem tem mais recuperação. (Manifestação sem uso de microfone.) É, e a gente tem solicitado todo ano. Várias vezes por ano, a gente pede, por favor, restaurem. Então o que virou a estação férrea? Ela só tem algumas paredes. Ela virou dormitório de pessoas, de vândalos, drogadição, que é o que pode ocorrer na Maesa, uma cracolândia, não é. Então nós precisamos, realmente, pensar, se há 15 anos, nós tivéssemos feito alguma parceria, se tivéssemos podido ter feito, hoje aquela estação estaria revitalizada. E, para nós, é um patrimônio histórico da nossa região que acabou, acabou. Então parabéns por esse debate! E eu acho que precisa, sim, uma participação aí público-privada.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Parabéns, vereadora Gladis! É exatamente esse exemplo que eu estou trazendo: daqui 15 anos, vão cair aquelas paredes e vão ser ocupadas pelas pessoas que talvez não agreguem muito para a sociedade, para a cultura, para o lazer, porque eles vão roubar tudo não é? Seu aparte, vereador Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Scalco. Vereador Lucas, eu prestei atenção bastante na sua fala, que eu estava aqui do lado. Mas nós não podemos, vereador Lucas, de forma alguma e concordo que nós tivemos um debate no passado sobre os pedágios. Mas não pode se colocar na balança a questão dos pedágios dos 30 anos com a Maesa. Não é nada igual. Nada, nada igual. Vou dar duas situações: a questão dos pedágios, a gente tem imposto sobre o IPVA, imposto sobre os combustíveis, a questão de diversas impostos sobre os combustíveis que tu podes colocar, enfim, nas rodovias e tudo mais. E ali é um acesso que é obrigatório, se tu tiveres que ir até a capital. Agora, quando tu falas em Maesa, na questão dos 30 anos, a gente tem uma situação de trabalho, renda, emprego, fomento à economia, lazer para as pessoas que vai ser gratuito. O pedágio é cobrado para as pessoas passarem, onde deveria, sim, o Estado dar as condições necessárias. Mas, na Maesa, muda a situação. Ali, é trazer o público para dentro para ter todas essas condições sociais que só vai agregar. Então nós não podemos comparar jamais a questão dos 30 anos do pedágio com os 30 anos da concessão da Maesa, que esse, sim, é de extrema importância. Obrigado, vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Para terminar, senhor presidente. Vamos pensar a Caxias do futuro, vamos parar de olhar no retrovisor, que nem bem disse o vereador Rafael, e vamos olhar para frente. Caxias tem um potencial absurdo, e a gente tem que ajudar a fomentar esse potencial. Muito obrigado.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Obrigado. Vereador-presidente, esse debate da Maesa, ele é importante para a nossa cidade, para a nossa economia, para o turismo, para a cultura.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): A gente deve manter o debate em alto nível e não pessoalizar essas questões, não partidarizar a questão, não levá-la para outro ambiente. Ontem, aqui, presidente, eu quero dizer que eu fui aviltado aqui e recebi palavras, assim, que não deveria do outro colega vereador. Eu gostaria de dizer que a questão da Maesa é muito maior que todos nós. Inclusive, tinha solicitado para retirar dos Anais aquelas manifestações do vereador Lucas Caregnato, por achar ofensivas não só a mim, mas a todos os vereadores. Nós estávamos discutindo Maesa, e o assunto foi levado para outro local. Então eu pediria também que nós tivéssemos respeito a todos os colegas vereadores. Vamos manter o debate em alto nível. Vamos nos respeitar, até porque nós estamos aqui no Poder Legislativo, um ambiente austero, um ambiente onde deve permanecer o respeito e levar em consideração esse assunto tão importante que é Maesa, não personalizarmos essas questões. Ontem, o senhor me questionou sobre a Questão de Ordem, e eu cito aqui o art. 209, inciso II, pedindo que retirasse aquelas palavras dos Anais da Casa. Então novamente reitero, respeito todos, e vamos manter o debate em alto nível. Aproveito e convido todos a participarem da reunião, dessa reunião pública que nós teremos hoje da Maesa, às 19 horas. Muito obrigado.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Eu pedi um aparte, e o vereador Cadore.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): O aparte, então.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Eu pedi um aparte. Vereador Lucas, a Maesa, que bom, é um dos assuntos mais debatidos aqui na Casa. E eu tenho dito, ontem, inclusive, me manifestei que não pode partidarizar. Eu noto e disse ontem que a esquerda, liderada pelo vereador Lucas, a Estela, Lucas Caregnato, eles estão não contribuindo para que a Maesa, realmente, seja aproveitada. E não é só aqui dentro; é a UAB também, parece que está contaminada com o lado político. O projeto está aí, a estrutura existe, o tempo passa, e nós precisamos aproveitar essa estrutura. Foi dito aqui aos quatro cantos da importância da Maesa, o que ela representa culturalmente, para a gastronomia. O mercado público, todos, a unanimidade da importância dele. Nós precisamos fazer com que Caxias chame atenção da região, que a região venha até Caxias. Ganha o turismo, ganha o imposto e renda da cidade, cresce. E temos exemplos de Porto Alegre e tantas outras cidades que o mercado público, ele tem uma importância no desenvolvimento e no crescimento da cidade e região. Então repito o que disse: está sendo partidarizado, e o momento é ímpar, o momento é único. Existem audiências públicas e, nessas audiências públicas, todos os partidos, todas as pessoas têm a possibilidade de contribuir. O projeto não está definitivo, ele não é definitivo, ele não está pronto. Então o Executivo e todos nós estamos abertos para ouvirmos sugestões. E este é o momento. Não temos que voltar para trás. Nós temos que dar um passo à frente. Caxias clama por isso, a cidade clama por isso e a região também. Era isso. Meu muito obrigado.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Muito obrigado, vereador.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Uma Declaração do MDB.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Não devemos olhar para a esquerda ou para a direita e muito menos para trás. Caxias precisa avançar, olhar para frente de mãos unidas, atender os anseios da nossa comunidade caxiense. Era isso. Muito obrigado, presidente.
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VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Senhor presidente...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Peço um aparte, Cadore.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): ...Caros colegas vereadores. Senhor presidente e caros colegas vereadores, quero enaltecer mais uma iniciativa do Projeto Mão Amiga, que é a Páscoa Solidária. Começou a campanha Páscoa Solidária da DeCacau em parceria com a Mão Amiga. A ação busca beneficiar crianças de escolas atendidas pelo projeto fortalecendo famílias. Quem desejar, pode escolher a criança que irá presentear por meio de tags com nome, idade e escola que estarão dispostas no Coelho Solidário, um expositor em formato de coelho. Os presentes serão entregues na instituição de ensino na semana da Páscoa. Os ovos vendidos pela Campanha Mão Amiga também terão 15% do valor arrecadado destinado ao projeto. Então parabenizo essa iniciativa. É mais uma forma para acolher e ajudar crianças e adolescentes. Mais uma informação que eu gostaria de passar aqui, eu agendei com o secretário de Saúde de Bento Gonçalves para, próxima quarta-feira. Eu digo secretário, porque mudou. Em 1º de março, a gente sempre falava em secretária de Saúde em Bento Gonçalves, mudou em 1º de março, e o novo secretário de Saúde de Bento Gonçalves é o Sr. Gilberto Santo Souza de Souza Júnior. Então essa audiência, essa visita foi agendada para quarta-feira, às 14h30, e estamos enviando o convite oficial para a comissão, todos os membros da comissão, para nós fazermos essa visita para vermos, realmente, o modelo de saúde que tem dado certo em Bento Gonçalves. E tentaremos trazer e aplicar em Caxias do Sul. Era essa a minha informação. Aparte ao vereador Rafael Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, eu volto a falar na questão do... (Acho que tem algum microfone ligado.) Eu volto a falar na questão do diálogo. Esse projeto da Maesa, e eu falava que o debate estava sendo a portas fechadas, realmente, eu falei várias vezes que a gente não tinha o poder do debate, a frente não estava sendo chamada para debater. Mas agora, vereador, o que a gente não foi chamado foi para o modelo de concessão, se ia ser concedido, se ia ser próprio. Agora, para ocupação, nós estamos sendo chamados. A comunidade está sendo chamada. Tanto é que eu estou propondo a questão da rua coberta, outros vão propor outras questões ali dentro. O que nós não podemos admitir é que algumas propostas, por exemplo, fundação, sabe o que é uma fundação? É para depois ficarem brigando quem vai ser o presidente, quem vai ser o vice, quem vai ter cargo ou quem não vai ter. Mais ou menos tipo a Universidade de Caxias do Sul, a Fundação Universidade de Caxias do Sul, que a Mitra manda, a CIC manda, a Prefeitura manda, Virvi Ramos manda. Olha o bispo da nossa cidade, com todo respeito ao bispado da nossa cidade, que o bispo é uma pessoa gente boa, mas não tem nem padre nas nossas igrejas para rezar missa, agora, ele vai estar mandando na Fundação Universidade de Caxias do Sul. Será que não tem coisa para se preocupar do que mandar numa fundação? Então, assim, olha, e a Fundação é hospital, é Universidade, é um monte de coisa. Então o que nós não podemos admitir é mais uma carga pesada nos ombros do poder público. Mas nós temos que discutir o modelo que nós queremos, para que, da forma mais democrática possível, a população possa ocupar os espaços.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereador Rafael.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Eu gostaria de um aparte.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Com aparte, vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Exatamente. E a gente nota, pegando um gancho do Rafael, a gente nota que fundações a gente tem. É muita gente querendo mandar. Vamos deixar os especialistas tomarem conta, que sabem gerir o negócio que possa dar rentabilidade, que a população ganhe com isso. É gratuito? É o espaço. Então, se a gente tem uma forma de gerir o espaço que venha dar benefícios para toda a população, vamos deixar que o negócio aconteça. Porque senão vão acabar partidos políticos tomando conta também da Fundação e coisa assim. Vai ser que nem UAB e outros setores. Muito obrigado.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, vereador Scalco. Era isso, senhor presidente. Meu muito obrigado.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Vamos lá! Eu fico ouvindo as coisas aqui e refletindo. Ouvi aqui, do vereador Cadore, da esquerda, “a esquerda atrapalhando”, “fazendo política”. Aí eu não entendo, o espaço do Legislativo e do Executivo não é de política? Eu não consigo entender essa lógica de vocês de antipolítica. Porque, por exemplo, quando foi para trazer a Reforma da Previdência, que o senhor votou a favor, não era política isso? Aqui foi falado pelo vereador Scalco sobre os técnicos. Pois então, eu estou falando dos técnicos da Secretaria de Planejamento, que tem objeções em relação ao Plano Geral de Ocupação, que foi aprovado pelo Comphac, e que não é considerado pelo modelo. Então vamos lá, é para a gente discutir. Ainda, vamos parar de fazer essa discussão maniqueísta de que a esquerda é contra a iniciativa privada. Nós já falamos inúmeras vezes: não somos contra a iniciativa privada. E, é lógico que num espaço do tamanho da Maesa, nós não imaginamos que o governo tenha recurso para despender todas as centenas de milhões de reais. Desde o início da discussão, nós falamos disso. Então não nos “manequeízem” em relação a esse tema. Ainda sobre a comissão, bom, se é prerrogativa do prefeito na sua função de chefe do Executivo escolher o modelo, é prerrogativa de presidente de Comissão na Casa chamar audiência pública. E, aliás, mais que isso, a minha comissão reúne mensalmente e nas duas reuniões que a gente teve nenhum dos vereadores participou. Somente a assessoria da vereadora Gladis e a assessoria do vereador Camillis. O senhor, vereador Cadore, não participou, que compõe a comissão. Se tivesse participado e se a maioria dos vereadores tivesse colocado a sua opinião, eu me centralizo pela maioria, mas não participaram. Então não venham com o papinho de que a comissão... Não! Porque é só participar das reuniões. E eu me centralizo. Eu venho de uma formação em que eu me centralizo pela maioria. Agora, se as pessoas não participam, bueno! Aqui não o sobrenome do vereador. Mas é da vida! Porque eu vejo comissão fazendo reunião aqui, chamando acontecendo, de várias pautas. Eu não questiono, eu participo. É isso! Qual é o problema de fazer mais reunião? Não entendi. Que o governo faz, os vereadores de todos os partidos fazem, as frentes fazem. E a Casa do Povo é para isso, ou não? “Ah, porque é político, porque...” Eu não consigo entender. Então é isso. Nós temos uma opinião que não é de inviabilizar. E, vereador Lucas Diel, a vereadora Denise ontem estava com o prefeito com agenda em Brasília, tratando do tema do aeroporto. Eu presumo que o prefeito e a Denise, deputada federal, tenham conversado sobre o tema do tombamento. E a vereadora Denise, que é figura pública dessa, surge desta Casa, tem extrema responsabilidade com a cidade e não quer inviabilizar, mas quer dar a importância e a relevância nacional que a Maesa tem. Inclusive, no sentido de buscar recursos via governo federal para viabilizar. Porque, por mais que o modelo seja esse, diante da situação, os recursos vão ser vultosos para aplicar lá na Maesa. E, aliás, considerando o que o Plano Geral de Ocupação estabelece, o modelo apresentado precisa ser revisto, o que geraria mais recursos, já que não está sendo considerado. Então quero dizer, não nos coloquem essa pecha, porque não cabe. Eu estive e estarei em todas as discussões. Vou estar lá. Sou parceiro. Tenho uma relação republicana com a Administração Municipal. Por muitas vezes que a recíproca não seja verdadeira, e faz parte. A gente tem que se acostumar, não é? Porque este é um espaço da divergência e faz parte isso. Se a gente não está preparado... Precisamos ir construindo essas pedras do caminho que nós vamos atravessar. Agora, o que eu quero dizer e ressaltar que, nós vamos seguindo, expressando a nossa opinião, que é política, como absolutamente tudo que um governo, que um parlamentar, que um padre, que qualquer pessoa faz, com a devida vênia, tamanha é a importância que esse tema tem para Caxias, para o Rio Grande do Sul, para o país e para o futuro das próximas gerações, que virão aí na nossa cidade. Obrigado, presidente.
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VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Senhor presidente e senhores vereadores. Quero dizer que, a respeito da Maesa, vou participar hoje de noite também. Estarei lá ouvindo. É um assunto muito importante para nós, claro, para a nossa cidade. Principalmente, eu, o vereador Lucas, o vereador Rafael e tantos outros, eu acho, que são vizinhos, nós moramos ali próximo. Quero dizer que a Maesa, eu a conheço há muitos anos. Já estive trabalhando. Quando eu ainda trabalhava em obras, estive muitas vezes prestando trabalho dentro da Maesa. Então conheço todas aquelas paredes da Maesa e sei da situação que se encontra hoje, porque no último Dia das Crianças, no mês de outubro, estive fazendo uma visitação lá e verifiquei a situação terrível que se encontra hoje. Mas tudo bem, não é esse o meu assunto. Já foi falado bastante. Senhores vereadores, também eu quero voltar aqui a alguns assuntos que foram tratados durante esta semana. Quero dizer que, no dia de ontem, eu não pude me manifestar aqui quando a vereador Tatiane Frizzo falou ali sobre as obras, vereadora. Eu quero lhe parabenizar. Não deu ontem, porque todo mundo pediu um aparte e eu não quis, assim, utilizar mais o seu tempo. Porque nós aqui, o tempo é meio contado, não é? Mas quero dizer que todo o período que eu estive aqui dentro desta Casa, e hoje estou aqui, justamente é para nós podermos ajudar as pessoas, ajudar em todos os sentidos. Quero dizer que essa obra que a senhora falou ontem ali... Foi a ordem de início, que eu não pude estar presente. Foi no sábado, não é? (Manifestação sem uso do microfone.) Acho que foi sexta. Eu tinha outro compromisso e não pude, mas quero dizer que aquele trabalho que a senhora foi ali prestigiar junto com pessoal do Samae e da Administração, a Rua Atílio Andreazza e a Graciema Formolo, foram umas obras que eu ouvi falar muitas vezes aqui dentro desta Casa. Recordo-me que, na época, o vereador Kiko, lá do Serrano, já cobrava muito esse trabalho e tantos outros vereadores. Quero dizer também que acompanhei muito a Rua Atílio Andreazza na época que foi asfaltada, que foi melhorada, que foi feito todo aquele trabalho. Então, vereadora, eu te parabenizo por ter trazido esse assunto ontem. Certamente é um assunto que vai ajudar muitas famílias, muitas pessoas, e é para isso que nós estamos aqui. Sobre a Maesa, já vou participar então. Vereador Dambrós, quero lhe falar. O senhor falou do asfaltamento do interior, projeto que já foi aprovado. O senhor falou antes ali que tem que ser um projeto piloto aqui na nossa cidade. Eu acho que é isso que estamos precisando. Quando se fala em ajudar a vida das pessoas, é ajudar com asfaltamento. O senhor já disse que o Governo Sartori fez 178 quilômetros, se não me falha a memória, mais 80 e poucos do Alceu. Eu acho que o asfaltamento do interior, nesse sistema que o senhor falou ali, dos moradores ajudarem a pagar... O senhor deu o exemplo da Estrada Velha que vai a Flores da Cunha, onde os moradores do Município de Flores da Cunha ajudaram, pagaram para fazer o asfalto. E os 900 metros que faltam ali, eu não vou dizer que não seria justo. Não é isso que eu vou dizer. Mas seria bom que os moradores ajudassem a pagar. Não pode, “um morador ali ajudou e esse morador aqui não ajudou”. Isso são os calçamentos comunitários em que temos em todas as ruas. Lembrando que, no Governo Sartori, só no ano... Ou no Alceu, não me recordo. No Alceu. Só em um ano, só de uma vez, nós fizemos 22 ruas no Bairro Vitória, todos os moradores ajudaram e todos os moradores estão hoje tranquilos, felizes e numa boa lá, principalmente lá no Loteamento Vitória e tantas outras ruas – não é, vereador Rafael Bueno? Então acho que esse seu projeto, vereador Dambrós, que o senhor falou aí, é preciso um projeto piloto, sim. Eu acho que está na hora de nós usarmos esse projeto que foi aprovado por esta Casa. Também quero dizer que esta semana, acompanhado do vereador... O Rodrigo Webber, aqui desta Casa, nós estivemos... Como morador lá do Planalto, nós estivemos reivindicando lá melhorias, repintura, junto ao secretário Alfonso. Quero dizer que, nos últimos dias, eles estão lá nas ruas do Bairro Planalto, da região Planalto, fazendo repintura, colocação de placa e tantas outras. Então quero aqui deixar o agradecimento ao secretário e a todos os funcionários da secretaria. Estão lá fazendo um belo trabalho e, como eu disse, ajudando as pessoas. Nosso tempo aqui não é muito, mas eu quero voltar a falar sobre os transportes escolares, tanto no interior como aqui na cidade. Início de ano, início de aulas letivas, temos muitos problemas. Esta semana, vereadores aqui já disseram que participaram de reunião na Secretaria de Educação. Ainda temos alguns locais para nós verificarmos. E eu quero voltar a falar, em outra ocasião, por causa do meu tempo, é sobre a festa, a festa que a Administração fez nesse fim de semana, tanto no sábado como no domingo, aqui no Parque dos Macaquinhos junto com o Samae, a Secretaria de Meio Ambiente, Esporte e Lazer, Cultura e tantos outros. (Esgotado o tempo regimental.) Só para encerrar, senhor presidente. Quero falar dessa festa e também quero aproveitar noutra ocasião para falar sobre as feiras, sobre a Troca Solidária, sobre os Pontos de Safra, senhor presidente, o senhor tem falado muito aqui nesta Casa, que é uma festa ao público, que ajuda o público. Vereador Uez, hoje não tivemos tempo, mas vamos falar sobre as obras do interior e o transporte escolar no interior na cidade.
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Concluindo.
VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Era isso, senhor presidente.
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