VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Senhor presidente, antes de entrar no meu assunto que me traz aqui, que também queria lhe parabenizar. O colega já falou aqui na tribuna e nós nos conhecemos mesmo foi num domingo de tarde, minha prima me convidou para fazer campanha e vejam aonde? Lá o Bailão Guarani. Cheguei lá e o Zé Dambrós tocando com o conjunto dele, autorizou fazer campanha, acho que não consegui nenhum, mas mesmo ele sendo candidato. Então além de tudo que os meus colegas já pontuaram aqui só este fato já mostra o tamanho do coração do colega Dambrós. Parente também porque a minha mulher é Dambrós. Dizem que é gente boa porque me aguenta há 40 anos. E colegas, a pressão em conjunto funcionou, parece que depois da sessão temos uma surpresa na sala da presidência. Então quem quiser conhecer a surpresa vá à sala e espera no final da nossa sessão. Colegas vereadores, diante... todos os dias a gente debate aqui, Felipe está ouvindo atentamente, vários problemas que mudam a vida das pessoas que consiste a nossa cidade e eu ando muito no interior, sou muito demandado, colega Felipe, tem vários problemas ainda que me deixam muito preocupado, é claro nunca terminarão. Ao longo dos anos o interior melhorou muito o acesso, diante lá atrás, desde o primeiro plano de infraestrutura, de asfaltamento no interior, que ainda precisaria avançar e muito. Acredito que independente de partido todos têm vontade de fazer um pouco mais. Me lembro muito bem na época o Sartori tinha muito a ambição de levar acesso de asfalto para todas as comunidades e muitas ainda não foram alcançadas. Eu acredito, sim, que a maioria dos nossos colegas aqui dentro são procurados. Cito também o Fantinel, lá no Carapiaí, pelo asfaltamento de alguns acessos e na minha comunidade não é diferente. Na semana retrasada fomos lá na Don Bonifácio inaugurar a rede de água e depois, por trás disso, vem o asfalto. E aí me deixa muito preocupado, enquanto o município está ali encontrando alternativa para aquelas obras que ainda não foram finalizadas, que após isso, eu entendo que sim. O povo cobra muito e a gente mostra a dificuldade, que tudo passa por recurso. A gente fala diariamente aqui dentro, diante de problemas, que sempre a saúde em primeiro lugar. Há dificuldade, mas, sim, de preparar os projetos, para que logo que haja um alento, a gente busque novos espaços. Mas me deixa muito preocupado, se com todo esse problema que a gente tem, todo, que envolve recursos, vereador Gladis, que já foi subprefeita e muitos asfaltos já se deteriorando. Eu cito só lá na minha comunidade, colega, tudo puxa, várias caretas, a média de 10 carretas acessam Galópolis a 4ª Légua. Mais de 15 lugares já o asfalto cedeu muito, muito mais de 15. Até comentei tempos atrás com o prefeito Adiló o que vai acontecer ali na frente. Enquanto a gente está lutando para buscar, para terminar aquelas obras já iniciadas, buscar novos trechos para atender e de onde virá o recurso para poder fazer esses remendos dentro que deve ser feito. Não é ir lá e jogar com uma pá, como a gente mostra aqui diante de situações nas nossas BRs. Precisa de um recorte muito grande, inclusive, comentei no final de semana, o Soletti estava lá, que ele cuida do pai dele que está lá de cadeira de rodas, eu disse: “Soletti, não dá. Eu sei que não tem recurso. Mas não dá para esperar ele deteriorar muito mais, porque, se hoje é difícil arrumar 1, 2, 5 buracos, remendo. Quem dirá quase um todo do asfalto, eu acredito, vereador Sandro, me olha atentamente, que no lado de lá não é diferente. Muitos asfaltados, eu entendo, porque não são em todos os trechos, que talvez eu já falei aqui dentro que a Lei das Licitações teria que mudar, teria que avaliar melhor, aquelas empresas, ela vem de cima para baixo, que em muitos lugares o asfalto não foi a altura daquilo que era, que foi pago. Talvez faltou uma fiscalização mais rígida e hoje as consequências vêm. Agora, de onde o município irá buscar esses recursos para poder fazer esses remendos, são 170 km além do que já tinha. Então vamos ter aqui dentro problemas, que vai ter um município, independente de partido, vai ter que buscar uma empresa, licitar, tipo modelo, que nem o Xuxa que tem agora ali, que estão cuidando muito bem da BR, sempre tem gente ali lidando, do DNIT, para poder atender, arrumar os asfaltos do interior. Então quando se luta para remendar uma roupa, como se diz, quem dirá buscar recursos para novos trechos. É uma preocupação que me deixa muito... E isso quando sou solicitado por demandas que, se der tempo, depois vou pontuar, mais indo a caminho do interior me deparo diariamente em situações assim, e eu acredito que não é diferente. De onde virá o recurso para poder atender essa demanda de remendo dos asfaltos que muito grandes em nossa cidade. Eles começaram a se estragar muito rapidamente. Eu vejo ali que enquanto chovia menos, pouco se notava. Agora que choveu um pouquinho mais, logo, logo, fica um buracão. Então essa é uma das preocupações que eu tenho quando estou a caminho das demandas, indo lá para o interior. Então quando a gente se depara aqui diariamente com vários problemas da cidade para melhorar a vida das pessoas, não podemos esquecer de lá. Quando a gente se depara aqui, luta por saúde, por médico, lá vem o alimento para cá e não existe uma boa saúde sem um [ininteligível], um excesso de alimento com qualidade. Então tudo isso faz parte da vida das pessoas, do dia a dia das pessoas. Então eu me deparo diariamente. Esses dias pontuei aqui, estava me empenhando muito em situações de rede de água. Agora, a estiagem diminuiu. Não resolvido o problema porque as chuvas não voltaram como deveriam. Então a gente está se empenhando em cima disso sim, mas sempre não esquecendo dos outros problemas. Seu aparte, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Velocino. Mais do que nunca parabenizar o senhor por essa bandeira que o senhor tem levantado sempre em defesa dos nossos agricultores, do pessoal que trabalha no interior, da importância que tem, das melhorias na infraestrutura, principalmente, onde há o escoamento da matéria-prima, dos alimentos, para que possa chegar à nossa mesa, na cidade, e também outras localidades. Então é importante, quando o senhor defende e coloca, o quanto o poder público também precisa, diante do seu planejamento, diante até mesmo dos seus recursos escassos...
VEREADOR SANDRO FANTINEL (SEM PARTIDO): Peço um aparte.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): ...De nunca deixar de também ter um planejamento para que o nosso interior também, de fato, tenha obras para que então eles possam ter o seu trabalho da melhor maneira possível. Mais uma vez, parabéns pelo seu trabalho.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Com certeza, Fiuza, é isso mesmo. Vereador Sandro.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Vereador Velocino, o que o senhor traz é o grande, enorme problema que a gente tem no nosso interior e até em alguns bairros também. Mas a questão toda é a seguinte: eu estive... como eu sempre, em toda a minha vida, estive envolvido na área da construção civil, eu estive conversando com alguns engenheiros, e a gente esteve analisando as estradas do interior, aquelas estradas mais antigas. Onde, na realidade, a base da estrada já está feita; ela não vai afundar, ela não vai ceder mais, porque ela está ali há anos, há décadas. Então seria, simplesmente, alinhar aquilo ali com a máquina e depois fazer a camada de pinche. Isso faria com que hoje um quilômetro de asfalto, que custa 1,5 milhão, custasse 500 mil. E nós, com esse pouco dinheiro que a Prefeitura tem, ela poderia resolver. “Ah, mas talvez dure menos.” Bom, eu faço a pergunta: vai durar menos esse serviço ou vai demorar mais eles fazerem aquilo que eles querem fazer? Essa é a pergunta que eu deixo. Obrigado, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Correto. É uma sugestão muito positiva, vereador Sandro. Tudo é construtivo. Mas como eu já estava falando aqui, estava me empenhando muito forte em redes de água. O Samae está fazendo a sua parte. Mais de 100 quilômetros de rede de água já no interior. Tem capacidade e quer fazer muito mais, vai fazer muito mais. Mas como já citei ao longo dessa caminhada, essas demandas que eu sou solicitado no interior, eu me deparo com esse tipo de problema... Depois, no momento oportuno, uma Declaração de Líder para eu dar continuidade, ao PTB, senhor presidente.
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Segue em Declaração de Líder.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): E aí, até chegar a isso... Porque quando eu me deparo no dia a dia... Eu já fui subprefeito, a Gladis também. Naquela época lá, em que nós éramos subprefeitos, também tínhamos problemas de brita. Porém, tinha aquele britador antigo, velho, o modelo antigo, que quando ele estava em funcionamento, ele produzia bastante. Produzia bastante. Então, em momentos a gente tinha dificuldade. O governo Adiló... Naquela época, o prefeito era secretário de Obras. Preparou, enfim, aquele britador menor para substituir, enquanto o antigo estivesse estragado, para poder atender um paliativo. E hoje, com a desativação daquele antigo, com aquele novo agora em funcionamento com menos capacidade de produzir brita... Mas mais do que isso, quando nos deparamos todos os dias aqui dentro com assuntos que envolvem recursos, e a Secretaria de Obra, se já tinha dificuldade no ano passado, agora com 20% a menos do que tinha no ano passado, aí eu me pergunto, eu, como subprefeito: como subprefeitos poderão dar conta de poder atender lá na ponta, além dos asfaltos que eu já citei, realmente aquilo que é a necessidade do agricultor? Porque quando a gente fala aqui dentro, ontem também, “ah, aumentar a capacidade do mercado público”, tudo certo dentro dessa linha. Mas até quando terão aqueles agricultores aguerridos lá, que pouco cobram diante daquilo que contribuem ao nosso país, que se não fosse a agricultura, muito lá atrás tinha quebrado, para poder ter esses alimentos e as mudanças? É o Ponto de Safra, é a Troca Solidária, é a Feira do Agricultor, é o mercado público, são as ofertas no supermercado. Vão lá ao Andreazza do lado do minha casa hoje. Quem é a noiva do mercado? Os hortifruti. Então precisamos, sim, cada vez mais, melhorou muito, para poder atender aquelas demandas. A gente se depara diariamente. Temos o problema burocrático também de poder depositar água nos açudes, que a gente se depara muito. Temos vários problemas no interior. Mas como eu citei há pouco: como poderia buscar, independente de partido, o Município mais recursos? Para poder atender melhor. Porque a gente aprovou aqui a lei no ano passado que substituiu a 7.546, que a 8.778, de poder atender a infraestrutura dentro da propriedade do agricultor, mas o município tem essa vontade e vai adquirir muitas máquinas. Em poucos dias elas virão, as roçadeiras, quando está funcionando, duas estão boas, vão ser adquiridas mais três, mas aí vai ter as máquinas e não vai ter a brita suficiente. Eu sei que o município está se empenhando muito forte, vereador Edi Carlos. Por exemplo, lá no aterro sanitário, quando prepara lá o terreno para o aterro, muitas pedras de lá poderia ser reutilizadas e viraria brita. Eu sei que o município está se empenhando em buscar alternativas, porque quando virão essas máquinas e se pode atender mais, atender aquela lei já aprovada, que é uma promessa que o governo Adiló tem e quer cumprir de poder atender realmente como é a necessidade lá do interior. Senão, quando eu chego lá, muitas vezes: “Uez, como é que está a situação financeira?” Está ruim, está escasso, tu não vê o... Ou é a saúde, é isso ou é aquilo que tem que ter prioridade, mas também, volto a dizer, o alimento faz parte da vida e da saúde, de uma boa saúde do dia a dia. E me deparo também, eu e a minha assessora, muito sou demandado, vereador Fiuza, que ali eu citei esses problemas ao longo das minhas idas, com a situação... Hoje, os agricultores, além de todas essas, depósito de água, após isso, adquire lá, um exemplo, uma bomba trifásica para poder irrigar a sua lavoura. Mas aí a energia elétrica, que está lá instalada ao longo dos anos, muitos, na maioria dos lugares, não é trifásica. Então gostariam de poder produzir mais, ser orgulho da nossa cidade como o maior produtor do Estado, mas te amarra, porque tem uma bomba nova ali e a burocracia é muito grande. Tem uma vontade muito grande de Rafael que nos ajuda muito, enfim, na recondução, mas tem casos que nós temos, a Adriana já encaminhou, de um ano e meio e eu se conseguiu ainda, naquele programa Luz Para Todos, vereador Lucas, implantado lá atrás, que tem direito de um medidor para cada matrícula. Então, temos muitas... É muito burocrático. E eu não tiro a razão da RGE, porque eu conheço casos de quando iniciou esse programa, que era muito mais fácil, de situações de gente que conquistou lá um transformador, uma luz trifásica e depois de muitos anos abandonou e está lá abandonado sem uso.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Então, a RGE hoje cobra muito porque ela precisa ver diante daquilo que podem contribuir junto com o agricultor o quanto, e a outra parte fica com o agricultor, para poder ver o retorno que ela tem. Só que isso é muito demorado e tem situações que é um ano, dois. Estufas lá que querem ampliar lá no Volnei e na Andreia Basso e a gente não consegue atender, chegar lá para poder atender essa demanda. Não é, não é falta de vontade. Se não fosse o Rafael, nós estaríamos praticamente num beco sem saída, mas nós precisamos atender. Eu tenho, no mínimo, 10 produtores que gostariam de produzir com qualidade. Eu já perdi muito, enquanto agricultor, por não ter irrigação. Então vejam bem, aqui nós debatemos todos os dias problemas, tudo envolve recurso. Não podemos esquecer de lá, senão não adianta eu vir aqui: eu vou lutar, que nem lá falamos na Família Agrícola, e vou defender vocês, é o futuro de vocês a infraestrutura. Mas, dentro dessa infraestrutura que vai até a propriedade, tudo tem que acompanhar: uma boa estrada, um bom acesso dentro da propriedade, como temos lei aprovada aqui. Mas uma das demandas também, eu misturei tudo aqui, mas são problemas que existem lá fora dessa energia elétrica que não é satisfatória, não é trifásica e aí de pouco adianta ter a bomba, de pouco adianta ter o açude daqueles que conseguiram ter isso. Vereador Dambrós.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereador Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu reconheço o seu empenho. E é só lembrarmos que, em 2021, o senhor, na devolução, destinou recursos para comprar cascalho. Quero dizer que no sábado de manhã fui visitar Santa Lúcia do Piaí, e o padre Adriano; e hoje o interior não cobra mais só asfalto, cobra creche, porque precisam, as mães, trabalhar, cobra médico, por exemplo, Santa Luz do Piaí está sem médico. Eu quero aproveitar este espaço para dizer que nós temos a lei que funciona desde 2008, onde o morador ajuda a pagar a mão de obra e o pó de brita no paralelepípedo e que nós, a bancada, através deste vereador, nós desenvolvemos o projeto do asfalto comunitário. Então nós, a cidade, os munícipes estão pagando o financiamento de 178 km do Sartori, ainda estamos pagando, e também os quais 80km do governo Alceu. Quero dizer que o caminho, por exemplo, a Rúbia tem me procurado sobre esse asfalto que liga Santa Lúcia do Piaí a Caravaggio, que custa mais de 50 milhões. Não existe outra saída, a não ser da forma comunitária, onde o morador também possa ajudar a pagar a base. E o Município, são outros tempos, não tem mais recursos. Então, por exemplo, essa estrada que liga Caxias a Flores da Cunha, a estrada velha, em Flores da Cunha, os moradores já pagaram a sua parte. E os 900 metros que faltam a Caxias, tem que fazer o programa piloto. Tenho falado com o prefeito Adiló, programa piloto, 900 metros, os moradores ajudar a pagar a base, e a Codeca faz o asfalto. Então o caminho dos interiores, na minha concepção, não tem mais como asfalto de graça. Não existem mais formas. Nós precisamos que eles também ajudem com a sua frente, que reúnam todos que são beneficiados, enfim, que se faça num pacote, que se dividam os moradores, porque serve a todos e melhora a vida de todos. Obrigado. Parabéns pelo tema.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Obrigado. Como se diz, é uma construção coletiva que a gente pode buscar. Só que eu digo: não podemos esquecer que aqui a gente se depara diariamente com problemas das pessoas daqui, mas as pessoas de lá também vêm usar aqui os hospitais, os médicos daqui. São problemas consequentes. Agora, tudo depende também de lá. Cada vez mais, o jovem, infelizmente, quando se depara da dificuldade que tem lá, é estiagem, é intempérie, é incerteza se a produção dá ou não dá. Então nós temos que ter orgulho, mas, para ter orgulho, temos que não só falar, ver os resultados. E este vereador, junto com os colegas vereadores, com certeza, vai lutar para que se debatam os problemas da cidade, sim. Mas lembrando que aquelas pessoas que estão lá no interior, que muito bem nos representam e fazem parte da nossa cidade, da nossa construção, produzindo alimentos que vão no dia a dia de quem está aqui, eu sempre digo, enquanto o outro teve oportunidade de estudar, eu estava lá produzido o alimento. E os meus colegas que estão lá, os nossos conterrâneos agricultores, é isso que estão fazendo. Então nunca podemos deixar de lado e sempre segurar ativos esses problemas que ocasionam o dia a dia da vida dos agricultores, das pessoas que moram nas comunidades. Era isso, senhor presidente.