Não houve manifestação

Não houve manifestação

VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhora presidenta e nobres colegas. Nesta quarta-feira, no Dia do Amigo, estou muito feliz e agradeço muito a Deus por estar aqui, e dizer a todos os colegas que aqui vocês têm um amigo, aos servidores, a todo pessoal da Casa, pessoal. Eu gosto muitas frases do Papa Francisco, e tem uma que diz assim: “Felizes aqueles amigos que sabem se colocar no lugar do outro, que tem a capacidade de abraçar e perdoar.”. Então, nós temos quantas músicas que homenageiam os amigos, eu poderia cantar várias gaúchas aqui. Tem uma então que diz sim: “Amigo velho, bote a preguiça pro lado e vai lá em casa me fazer uma visita. Nós não devemos viver assim afastado, porque a amizade é a coisa mais bonita.” (Palmas) É uma das músicas. Eu tenho, graças a Deus, muitos amigos, os amigos que eu tenho sabem o time que eu torço, o carreteiro, muito inclusive não têm nem redes sociais. De ontem – os amigos me conhecem – teve um monte de postagem, mas eu quero dizer que as pessoas que me conhece sabem que eu gosto de trocar na casa de idosos, que eu fui presidente do CPM da escola dos meus filhos, que eu não apoio estuprador, que eu sou uma pessoa de família. Então não me preocupo com essas coisas. Estou muito tranquilo e sei que tenho crédito, e é bem tranquilo eu falar desse assunto, porque as pessoas que me conhecem sabem onde eu moro e sabem a minha procedência. Mas eu quero utilizar este espaço para dizer que tem algumas ações do governo que estão funcionando. Todas as ações que o governo está fazendo funcionar, têm a participação da comunidade. Todas as ações que o governo está desenvolvendo que está dando certo, têm a participação da UAB, dos líderes de todas as esferas. Então é bem importante, esses três assuntos que vou falar hoje, que está dando certo e o prefeito Adiló  é meu amigo, muito meu amigo. Acho que não teve ninguém aqui, mesmo tendo subprefeitos aqui, que andou tanto, em quatro anos, com o Adiló do que eu. Eu era coordenador do OC, nós calçamos quantas ruas? Então a franqueza é a melhor coisa do ser humano, a franqueza é a melhor coisa. Então tem muitas coisas boas que a gente precisa valorizar e tem outras que nós precisamos alertar o Executivo e o Executivo tem que escutar mais o Legislativo, mais. Então quero mostrar para os senhores sobre regularização diária. Então coloca o carro de som aí. (Segue vídeo) Bom, mas enfim. Eu quero dizer para os senhores que esse carro de som eu fiz três finais de tarde dentro do Centenário convidando as pessoas para que fossem lá o CAIC sábado de manhã. Então nesse áudio do carro de som eu convido em nome da AMOB, em nome da prefeitura, dizendo que o prefeito estaria presente. Eu digo para os moradores que é importante a presença para que tenham esclarecimento sobre a regularização do Centenário II. Eu não precisei falar do João Uez no carro de som, eu não precisei falar do vereador Zé Dambrós no carro de som porque as pessoas conhecem, sabem e até porque é o seguinte, eu tenho que reconhecer o trabalho do nobre colega Renato que foi secretário de Habitação, que trabalhou muito pela regularização do Centenário II. Então não posso gravar um carro de som falando do vereador, por quê? Não precisamos disso. E aí nós tivemos muita gente do Centenário no CAIC sábado, às 8h30. Aliás, o pessoal chegou às oito e foram abrir os portões, a Guarda não teve ter relógio ou deve ter acontecido algum problema porque deixou o pessoal na chuva quase meia hora. Tem que falar essas coisas, o pessoal queria fazer até um protesto: Bah, vamos... Calma, pessoal! Deu problema, a Guarda se atrasou. Mas enfim, olhem a esperança desse povo de ter o seu título há quase quarenta anos, uma cooperativa, muita gente ganhou dinheiro e eles vão ter o título de propriedade. De que forma? Foi distribuída as fichas, vai ter os dias. Então não preciso gravar no carro de som e falar do João Uez porque ele vai estar lá de noite. Ele estava no sábado de tarde ali entregando títulos. O que me surpreende é que não conseguir responder o colega o Renato que estava lá: Bah, Dambrós, mas e os outros secretários? Mas não sei. Ah, mas cobraram a sinalização de trânsito? O secretário de Trânsito não estava? Não, não estava. E o secretário de Obras? Não estava, o prefeito respondeu. A Secretaria da Saúde? Não tinha ninguém, o prefeito respondeu. É o momento que os secretários teriam que estar presentes com a comunidade. Estão perdendo a oportunidade e o prefeito mata tudo no peito. Então mais de 600 famílias, O Jamir lutou muito, tem WhatsApp no panfleto onde os moradores... eu tenho respondido muito: Olha, pergunta no WhatsApp, tu recebeu o panfleto: Ah, mas eu moro em duas famílias. Meu pai morreu e agora como é que eu faço? Bom, se informa que tem o WhatsApp da secretaria que está respondendo. Isso chama-se aproximação da comunidade com o poder público, coisa que nós aprendemos no governo Alceu. Coisa que nós aprendemos de destrancar rua com diálogo: Aqui passa o Samu, aqui pode morrer um familiar tue, destranque que é importante.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Um aparte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Então lembrar que lá o prefeito na fala lembrou do vereador Fantinel, agradeceu dele ter retirado o projeto. Isso é bonito, isso é um gesto bonito que tem que ser valorizado. Então é uma das questões que eu tenho que valorizar, porque está dando certo, está dando certo. Antes de eu passar para o próximo assunto, por favor, porque deve ser do mesmo assunto, depois eu vou passar para outro assunto que está dando certo também nesse governo.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, vereador Dambrós. Parabéns aí pelo trabalho, parabéns pela pauta que o senhor está trazendo. Eu fico muito feliz de ver essa comunidade contente não é. E eu queria aproveitar este momento tão importante para dizer o seguinte: está acontecendo outro golpe agora. Fiquei sabendo que está acontecendo outro golpe com o nosso povo mais humilde dos bairros. Qual é o golpe? O golpe é que tem aquele que, por exemplo, tem só o contrato, e o pai faleceu, então tem três irmãos, tem que fazer o inventário em teoria. Como não tem escritura, a gente sabe que não tem como fazer inventário se a área não é regularizada. Só que tem advogados indo lá e dizendo: “Não, não, mas eu consigo fazer o inventário, mesmo não estando regularizada a área. Aí essas pessoas humildes pegam e pagam este advogado que vai ficar enrolando eles até o dia que eles tiverem a matrícula da legalização fundiária. Então é só para dar esse aviso, que esse é outro golpe triste que está acontecendo na nossa cidade. Parabéns pelo seu trabalho! Obrigado.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Bom, quero agradecer também ao Cabral, que é presidente do bairro; ao Borba, que saiu comigo com o carro de som entregando nas casas; à minha assessoria, que foi de casa em casa (o Robinho e o Sartor). Então eu acredito que é assim que se constrói. O próximo assunto, eu gostaria que passasse, então, sobre hortas comunitárias. Consegue colocar o vídeo ou não? Não. Estouraram as caixas de som? Ricardo, licitar caixa de som aí que não estão funcionando. (Esgotado o tempo regimental.) Uma Declaração de Líder, se possível, nobre presidente.
PRESIDENTA DENISE PESSÔA (PT): Segue o vereador Dambrós em Declaração de Líder, pela bancada do PSB.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Mas tudo bem, não precisa passar o som. Eu quero mostrar para os senhores que aí também está a demonstração de que a gente tem que ter um cuidado muito quando fala com o secretário, porque principalmente, o Gilmar Santa Catharina nada dá, nada pode, nada tem dinheiro. Não, a vida não é assim. Se não dá para ir de Mitsubishi, nós vamos a pé ou a cavalo. Nós temos que pensar assim. Eu tenho esse pensamento. Então essa horta comunitária, muitas vezes, eu levei o secretário Rudimar e era um lixão. E aí tem muitas mãos, viu? Aí tem muitas mãos. E algumas até eu preciso agradecer aqui. Eu preciso agradecer em especial ao secretário; à direção do bairro; à Maurien Randon, que doou 30 mil para fazer o cercamento; ao Edson da Rosa; um agricultor que não sei quem é que doou calcário; à Aimoré, que doou oito metros cúbicos de adubo, o Araldi. E, olha, vamos fazer uma grande inauguração, viu, porque o que está acontecendo é algo que tem que tirar o chapéu. Sábado, de manhã, estava lá o servidor Sérgio trabalhando, preparando para fazer a calçada. Essa semana, vão fazer o cercamento. Olha, eu quero agradecer aqui todos os servidores da Secretaria da Agricultura: o Leandro da Rosa; Jerry da Silva; Sauro Bittencourt; o Paulo Lopes; o Matheus Sense; a Vera Lúcia; a Genilia Jesus; o Leandro Luiz Siota; o Airton Carlos; o Sérgio Fabiano Fiorio, que ganhou uma retro nova e estava lá trabalhando faceiro. Bom, e isso tem um significado muito grande para mim. Por quê? Liguei para o secretário: Como é que tu está hoje? “Mas vai chover hoje de tarde, Dambrós.” Rudimar, vamos lá ao Campos da Serra. “Vamos.” Sábado, de tarde, fomos lá ao Campos da Serra. Olhamos três áreas, ele que tem a noção da onde podem ser feitas hortas comunitárias, e a gente escolheu uma área lá que provavelmente nos próximos dias, que já fiz, inclusive, a indicação, nós teremos, então, no Campos da Serra uma horta comunitária. Gente, a fome está batendo na porta. Olha, e a alegria de ver as famílias. Eu tenho conversado com as famílias, a importância de se ocupar com a terra. Então nós aprovamos aqui o projeto. Tem dinheiro para tudo que é tipo de estudos. Então será que na LDO, nós não vamos conseguir colocar uns pilas para comprar adubo, para hora/máquina, será que não dá? Hortas comunitárias, hortas urbanas, é o futuro! E quanta área pública nós temos? Eu duvido que, se for no Rota Nova, não tenha área pública por ali que poderia ser feita uma grande horta comunitária. E quantos lugares... Eu sei no Diamantino, que tem uma baita de uma área comunitária, no Mariani. Então acho que é importante o governo mapear, a Secretaria da Habitação, enfim, que tenha o inventário das áreas públicas. Olha, aqui pode, aqui não pode, aqui... E trazer a comunidade para participar. Então é mais uma demonstração que aí deu certo e que com certeza nós teremos mais hortas comunitárias.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, vereador Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Pois não. Depois vou entrar para outro assunto. Por favor.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Dambrós, lhe parabenizo por essa atitude nobre. Porque aí mostra a teoria transformada em prática. Isso aí sim. Eu tenho uma frase que desde o meu início de campanha que foi fazer a diferença na vida das pessoas. Isso aí para mim é fazer a diferença na vida das pessoas, da sociedade. É só quem passa por essa questão de vulnerabilidade, eu conheço bem essa região e olha a iniciativa muito positiva, proativa e hoje se percebe o resultado positivo em benefício dessas famílias aí. Parabenizo, vereador Dambrós, e sucesso nesta caminhada.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. O próximo assunto... Quer colocar o vídeo, coloque, só para nós... Depois vou para outro assunto. (Segue apresentação de vídeo) Não quer de volta o lixão, não é? Está bem. Eu quero passar para o próximo assunto que é um espaço...
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Uma parte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Pois não, de imediato, que depois eu quero encerrar com outro assunto.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Eu só queria lhe parabenizar porque eu passei realmente esses dias aí e é linda essa horta comunitária. Dá vontade de ir ali colher mesmo essas verduras. Então parabéns!
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado, Gladis. Então, eu quero dizer o seguinte, outra etapa da nossa luta é a construção de duas capelas mortuárias. Uma vai ser no Pôr do Sol que vai servir ao Pioneiro, que vai servir ali em Nossa Senhora da Saúde, aquela região. Pois bem, essa estrutura foi construída pela comunidade há 15 anos. Era para ser a Casa dos Brigadianos, mas está abandonada. Aí não deu certo com os brigadianos e está lá o espaço. Pois bem, eu levei a Seplan lá e impossível. E até não discordo porque eles não vão assinar algo que não tem projeto da Seplan, mas a gente buscou a Mônica, que trabalha no Formolo, nós buscamos o Marachinho, nós estamos com o projeto pronto e com o convênio com a Amob e prefeitura, porque nós, a comunidade vai construir. O projeto está finalizado, o convênio já está adiantado e nós vamos construir uma capela mortuária. Vamos começar com a campanha do tijolo, salchipão, enfim, nós vamos passar o chapéu e a comunidade vai construir é numa área pública, vai servir a toda região essa capela mortuária. Então tem lá mestre de obras no bairro, tem gente já se oferecendo, tem gente oferecendo tijolo. Então nós vamos construir a capela mortuária que vai servir ao Pioneiro e ao Pôr do Sol. A do Vila Ipê, estamos aguardando há um ano e quatro meses o projeto. E quero dizer para os senhores que a semana retrasada tinha uma festinha no centro comunitário e foi velado no porão de uma casa, o morador. Então espero que o Executivo solicite no ano que vem.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Um aparte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Então eu espero muito. Seu aparte, por favor. Depois eu...
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Vereador Zé, parabéns pelo trabalho. Eu quero só pontuar sobre capelas, não é, eu e o vereador Scalco estivemos ali na Prefeitura há duas semanas, porque nós encontramos um problema no Plano Diretor do município, onde basicamente novas capelas com a licitação que esta Casa aprovou de novas funerárias em Caxias do Sul poderiam ser colocadas somente nos extremos da cidade. Quando foi feito o Plano Diretor, infelizmente, foi montado algum problema aí que não pudesse ser colocadas capelas nos nossos bairros; só nos extremos do município. Nós fizemos um estudo, entregamos. Como a secretária Margarete e o secretário Uez pediram, entregamos esse estudo de outras cinco cidades do Brasil, inclusive, Manaus, enfim, para que venha uma legislação nova do Executivo para nós mudarmos esse Plano Diretor, para que projetos tão bons como o seu possam ser feitos na nossa cidade. E aí também a gente vai conseguir, então, fazer a nova licitação para novas capelas. Então só pontuar isso aqui para os colegas que está acontecendo ali na Prefeitura. Obrigado.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Bom, eu quero dizer o seguinte: então nós estamos aguardando a capela mortuária do Vila Ipê, nós estamos aguardando o projeto. Eu até poderia ler aqui para vocês, nobre líder do governo, poderia ler aqui no meu celular quando... o dia que eu solicitei para o secretário de Obras, que é secretário da Seplan, que é secretário de projetos, sobre três projetos. Foi dia 6 de julho, até agora não me respondeu. Eu vou repetir para o senhor: Eu fiz uma solicitação para o secretário de Obras, que a Seplan está lá, dia 6, e até agora não me respondeu. Então, para finalizar, eu quero dizer o seguinte: estamos aguardando há oito meses o projeto do quartel dos bombeiros da zona norte. Tem recurso no Fiesp para reformar, tem o recurso no Piseg para fazer a estrutura, equipamentos, caminhão, e falta projeto. Então eu não vou dizer que o incêndio do Pioneiro de ontem demoraram, porque os bombeiros foram ágeis e chegaram rápido. Mas se estivessem mais próximos, nós teríamos, com certeza, mais agilidade. Então, pelo amor de Deus, não quero mais voltar nesta tribuna para dizer o seguinte: o projeto quartel dos bombeiros não sai. Oito meses, pelo amor de Deus! Então, por favor, secretário, agilidade nos projetos. Obrigado, nobre presidente.
 
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Senhora presidenta, nobres pares colegas vereadores, a todos aqueles que nos acompanham através das redes sociais e também dos canais oficiais da TV Câmara Caxias. Bom, hoje, eu quero compartilhar com vocês uma notícia muito boa, muito importante para a cidade de Caxias do Sul que é a assinatura que aconteceu ontem no gabinete do prefeito da ordem de início do Plano de Mobilidade Urbana. Esse Plano de Mobilidade Urbana, só para quem está em casa entender um pouquinho, ele projeta o futuro de como será a mobilidade em Caxias do Sul. E, quando a gente fala em mobilidade, a gente sempre pensa no amplo, não é, que vai desde o transporte público, pedestre, ciclistas, os veículos de automóveis, então, é um... Depois do Plano Diretor que organiza os espaços da cidade, eu diria que o Plano de Mobilidade Urbana é a principal pauta de uma cidade que precisa crescer e que precisa crescer de forma estruturada, de forma organizada. Então quero compartilhar um pouquinho algumas informações que eu acredito serem importantes. Essa empresa que venceu a licitação, ela vai ter, a partir do dia 5 de julho, o prazo de 365 dias, ou seja, um ano para entregar esse Plano de Mobilidade. E aí quem está em casa pode estar se perguntando, se questionando: mas de que forma isso vai ser feito? É importante dizer que nós teremos mais de 40 audiências públicas, reuniões, encontros onde a sociedade civil, as organizações poderão participar, dar as suas contribuições, ou seja, este plano é construído com a parceria de todos, não é.  A empresa que venceu foi a Urbtec Engenharia, Planejamento e Consultoria, e o custo estimado, então, foi de 2.8 milhões ao Município. É importante salientar também que o termo de referência ele foi construído todo através dos técnicos da Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade. Então já de antemão deixar um agradecimento aos técnicos porque trabalharam durante 15 meses na elaboração desse instrumento. Teve participação do Conselho de Mobilidade Urbana que a gente também precisa agradecer porque conselheiros são pessoas voluntárias que estão lá falando sobre um tema que eles compreendem, que lhes é importante. E o primeiro o trabalho dessa empresa contratada vai ser o de fazer o diagnóstico. Então aqui é interessante falar que nesse diagnóstico a gente recebe muitos questionamentos da população, especialmente com relação ao transporte público: Estações de transbordo, como agilizar, como melhorar isso. E esse diagnóstico vai poder dar essas respostas e projetar a cidade de Caxias do Sul para o futuro. Então eu acho que a gente precisa realmente fazer um agradecimento ao prefeito Adiló e a toda a equipe porque em menos de dois anos de governo eles já conseguiram fazer algo que não foi feito nos últimos 10 anos. A gente sabe que outras administrações entraram, passaram, não fizeram e Caxias do Sul chegou a perder o prazo para receber recursos do governo federal porque não conseguiu cumprir o planejamento. Então essa é uma pauta de fundamental importância. Eu não poderia deixar de falar que a gente, enquanto ciclistas e todo mundo sabe que é um hobby, uma paixão... eu brinco que é terapêutico pedalar, todo mundo precisa encontrar algo que goste de fazer. Eu comecei pedalando a lazer e depois descobri que existe sim uma possibilidade grande da gente incentivar as pessoas a utilizarem a bicicleta como meio de locomoção. Mas para isso é preciso infraestrutura, para isso são necessárias políticas públicas porque hoje para aquele ciclista que mora perto do seu local de trabalho até 5 km esse deslocamento na cidade poderia ser feito de bicicleta e muitas vezes ele não é feito porque não existe nenhuma segurança, nenhuma infraestrutura. Então ontem durante a assinatura do Plano de Mobilidade Urbana nós tivemos o Carlinhos Zignani representando o MobiCaxias. Nós tivemos também o arquiteto e urbanista Rodrigo Guidini, junto com André Busnello, que são da União de Ciclistas Caxienses que estiveram lá participando, dando a sua contribuição e são pessoas que vem há bastante tempo lutando em conjunto para que a gente possa ter uma cidade bem planejada e mais democrática porque as pessoas precisam poder escolher com segurança de que forma querem se locomover e hoje isso acaba não acontecendo. É importante lembrar ainda que durante a pandemia assim como aumentou a quantidade de pessoas trabalhando como Motoboy, de teleentrega, aumentou consideravelmente as pessoas que entregam comida, através de aplicativos, de bicicleta. E hoje, vereador, a gente tem uma dificuldade porque o ciclista não tem um local onde se locomover. A legislação fala que não havendo ciclovias e ciclofaixas o ciclista tem que estar na via, na via junto com os veículos. E aí a gente tem de tudo, tem aquele cidadão que dirige e dá aqueles gritos: Vai para calçada! O pedestre, por sua vez, é a pessoa mais frágil do cenário todo, nessa questão do trânsito, e lugar de ciclista não é em cima da calçada. Então a gente sempre fica nessa situação difícil, por vezes, e agora a gente tem a possibilidade de discutir um Plano de Mobilidade que seja inclusivo, que priorize pedestre, priorize veículos não motorizado. E essa empresa que ganhou a licitação ela fez a consultoria do município de Curitiba, o que para nós é um alívio porque aqui no Brasil eu diria que se não uma das melhores cidades, está entre as melhores cidades a questão de mobilidade de trânsito, de transporte, a cidade de Curitiba. Então a gente tem grandes expectativas de que em breve vamos ter boas notícias e a gente reforça a importância da comunidade participar dessas mais de 40 audiências, reuniões e encontros para que se possa contribuir porque nós estamos falando do futuro da cidade nos próximos 10, 20 anos. Então esse plano é muito e eu tenho a certeza de que é um dia para a gente celebrar. Mais um problema grande que a cidade vinha enfrentando há anos, que a gente vinha nessa tribuna cobrar, fizemos encontros, audiências públicas, o pessoal da bicicleta se mobilizou inúmeras vezes, teve passeatas, bicicletadas como alguns chamam, cobrando que o Plano de Mobilidade Urbana saísse do papel, e ontem, então, com essa assinatura realmente ele sai do papel. Era isso, senhores vereadores. Agradeço.
 
 
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VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Bom dia a todos e todas. Eu gostaria de ocupar então a tribuna para divulgar o evento que a Câmara de Vereadores está promovendo na semana que vem. A Câmara promove e sedia no dia 29 agora de julho, um seminário que discute a desinformação durante o período eleitoral. O objetivo então do seminário, o Seminário de Combate às fake News nas Eleições de 2022: Os desafios no enfrentamento à desinformação, é debater o ouvir especialistas na área. A abertura do evento será às 8h30 com a presença – e aqui a gente convida todos os vereadores para participarem desse evento que vai ocorrer durante todo o dia. Às 9 horas, a gente vai ter a presença da vice-presidente e Corregedora Regional Eleitoral, a desembargadora Vanderlei Teresinha Tremeia Kubiak; ela abordará o tema A atuação da Justiça Eleitoral no combate à Desinformação. Às 10 horas, então, o tema é A Segurança do Voto Eletrônico, com o coordenador da Comissão de Enfrentamento à Desinformação do TRE, Rio Grande do Sul, Luiz Fernando Schauren. Inclusive nessa, eu acho que essa é bem importante, todas são importantes, esses debates, mas nessa aqui a gente vê muitas fake News rolando na internet de que o voto eletrônico não é seguro, bom, tem até lideranças nacionais questionando o voto eletrônico. Então aqui ele vai mostrar dentro da estrutura da urna eletrônica inclusive, vai desmistificar todas as possibilidades que as pessoas dizem que muda o voto, e essas fake News que estão espalhadas por aí. Então vai ser inclusive desmontada uma urna eletrônica para as pessoas conhecerem internamente. Então acho que é bem importante que nós, enquanto agentes públicos, possamos estar vendo profundamente o tema para não ficar espalhando bobagens por aí, já que tem alguns políticos que gostam, não é. Na parte da tarde, a Câmara recebe, às 13h30, o professor de Direito Eleitoral e Digital do Mackenzie, Diogo Rais, membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, que trata sobre O Direito Eleitoral Digital; e o último painel debate: O papel da advocacia no combate à desinformação, com o advogado Frederico Cattani, da Comissão Pleitos Eleitorais da OAB de Caxias do Sul. Então o seminário, ele é promovido pela Câmara Municipal de Caxias em parceria com a Escola do Legislativo, obrigada, vereadora Marisol, pela parceria e já pelo trabalho que vem desenvolvendo, o TER do Rio Grande do Sul, a Ordem dos Advogados do Brasil seccional Caxias do Sul, a Escola Superior de Advocacia,  o Instituto Gaúcho de Direito Eleitoral, a ARI Serra Gaúcha, UCS, a FSG, a UNIFTEC e IDEAU. O evento terá transmissão pela TV Câmara e redes sociais do Legislativo. Então é uma atividade em que os estudantes também vão poder estar acompanhando, vai valer horas aula. Então o pessoal vai poder estar acompanhando este seminário. É um seminário bem importante, bem consistente, e nesse momento em que a gente está quase nas prévias de uma eleição a gente precisa ter a informação, acompanhar esse debate que acredito que vai ser bem profundo, uma abordagem bastante profunda. Aí eu me lembrava ontem, algumas pessoas falavam, e eu já estive em situações em que fui vítima de fake News, e não é uma nem duas, não é, e tem algumas que são inclusive construídas. Mas eu lembro de uma vez em que eu presidi a Comissão de Direitos Humanos, e eu lembrei ontem, quando resolvi falar sobre este tema, isso em 2013, se eu não estou enganada, naquele caso da menina Nayara, em que ela foi morta vítima de violência, estupro, e aí eu lembro que naquela ocasião... Tudo que envolve estupro, envolve os movimentos mais bárbaros das pessoas, os sentimentos mais agressivos das pessoas. E o que eu lembro, eu lembro que eu estava presidindo a Comissão de Direitos Humanos, a gente estava acompanhando a família da menina Nayara, e naquela ocasião a gente inclusive ajudava a distribuir cartazes procurando a menina e tal, pela cidade, e eu estava em uma reunião na prefeitura pelo Conselho da Juventude e quando eu saí de lá, o meu telefone não parava de tocar. As pessoas me mandando mensagens, me xingando, dizendo que eu merecia ser estuprada e um monte de situações..., e eu disse: meu Deus, o que está acontecendo? Quando eu fui ver, as pessoas dizendo: “Acharam o corpo da menina e tu já está na delegacia defendendo o estuprador”. Foi um áudio que vazou em algum lugar dizendo: A Comissão de Direitos Humanos já está defendendo estuprador. Porque adoram dizer isso, qualquer coisa que movimenta algo violento, se joga a Comissão de Direitos Humanos como se estivesse... E aí as pessoas estavam me ligando e dizendo  eu estava lá. Vocês imaginem as pessoas desejando que eu fosse estuprada, querendo que eu morresse. Essas foram as mensagens que eu recebi porque uma fake News rolou pela internet.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Permite um aparte, vereadora?
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Aí, rapidamente, para desmentir, eu abrir uma live e mostrei onde eu estava, que eu estava na prefeitura em uma reunião, para pelo menos conseguir estancar naquele momento. Mas o áudio, foi um áudio que vazou, e vocês imaginem depois sair na rua e as pessoas quase querendo te matar. Então não é brincadeira mexer com a vida das pessoas, e quando a gente brinca com coisas assim... E quando eu disse para alguns vereadores, e cansam de fazer referência, mas talvez não tenham a compreensão do que eu quis dizer, quando eu digo que nós somos seres humanos aqui, a gente não pode esquecer isso. Nós somos seres humanos, então a gente tem que ter cuidado e responsabilidade pelas coisas que a gente faz. Quando a gente já tira informações de uma forma irresponsável, a gente pode gerar violência e essa violência gerada por ações que muitas vezes a gente faz; e se a gente sabe que gera violência, a gente está gerando a violência, a gente não é: não tenho nada, as pessoas que receberam a informação fazem... Tu sabe, lá no teu inconsciente, a violência que está gerando e o que tu está ganhando com isso. Eu cansei... Eu já vi liderança que não tinha partido, que não tinha nenhum apoio, que não tinha grupo, que não tinha... E aí, para crescer, gerava ódio. Já vi isso.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, vereadora Denise.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Subiu rápido e desceu rápido. Não é um, não são dois. Eu estou aqui há 14 anos. Vi vários políticos chegarem a deputado federal, chegarem a prefeito, subir e descer rapidinho. Vereador que vem aqui com o nariz do palhaço aqui na tribuna eu já vi também. Já vi de tudo, gente. Mas esses aí que são mais atores do que políticos, sobem rápido e descem rápido. Só para deixar a dica. Vereador Lucas, tem seu aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Parabéns pela tema, vereadora Denise. Eu aqui quero me solidarizar, especialmente as quatro colegas vereadoras aqui, a senhora, a vereadora Marisol, a vereadora Tatiane Frizzo, que preside a sessão neste momento, e a vereadora Estela Balardin. Eu recebi vários prints, vários prints de comentários. Em inúmeras páginas e redes sociais tem coisas absurdas sobre a discussão que aconteceu ontem. Comentários esses que desejavam que as vereadoras fossem estupradas, de que as vereadoras não tem família, porque se tivessem a sua família, os seus filhos, isso é algo muito sério. A violência de gênero propagada e motivada em diversos momentos. Não foram apenas com vocês. Eu já vi print de vários de nós, de vários de nós ontem nessa votação falando absurdos, mas especialmente com vocês, mulheres, essa violência, ela se propaga e se perpetua. Eu, enquanto presidente da Frente Parlamentar de Combate às Intolerâncias, estou tentando contato com o delegado da polícia regional aqui de Caxias do Sul, e quero dizer que vou remeter esses prints à delegacia regional, porque isso é inconcebível. É inconcebível que uma inverdade, falando especificamente do tema de ontem, se estabeleça e de que vocês sejam agredidas. Nós falávamos do estupro e, nesse caso, falamos de violência contra as mulheres de quatro parlamentares democraticamente eleitas de partidos distintos, de ideologias distintas. E estou falando das quatro, porque são as quatro citadas que eu li em diversos comentários. Então aqui, em nome de nós, parlamentares, mas de todos cidadãos em Caxias do Sul, o pedido de desculpas às colegas vereadoras, especialmente às colegas vereadoras, por essa violência. (Esgotado o tempo regimental.) E de que, certamente, uma atividade como essa, ela ajuda a elucidar, e que os violentos sejam responsabilizados por tais atos.
PRESIDENTA DENISE PESSÔA (PT): Obrigada, vereador Lucas. Então, para finalizar, só dizer que tenham cuidado, não é, com a política do ódio, a política do ódio, ela vai e volta. Obrigada.
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VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Um aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Declaração de Líder do Patriota.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Bom dia, senhora presidente, senhoras e senhores vereadores. Seu aparte, vereador Marcon.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): De forma imediata, eu quero me somar, então, à fala do vereador Lucas e da vereadora Denise e dizer que eu também repudio quem quer estuprar algumas pessoas ou, enfim. Então a gente tem que pontuar. O vereador Lucas falou em prints, e, ontem, uma “ouvir dizer” acabou acontecendo uma situação que eu liguei para o vereador Muleke para entender o que tinha acontecido. Ele me disse: “Me falaram que tu me chamou de estuprador.” Eu disse: Cara... “nos teus grupos”. Eu disse: Aonde? Tu tens o print? “Não. Não tenho.” Eu disse: Muleke, nunca vou falar um negócio desse. “Não, mas então...” Eu disse: pede o print e me manda o print. Então, assim, fake News acontece com todo mundo. Aí o vereador Muleke me disse: “Bah, Marcon, então eu vou te pedir desculpa, porque realmente se tu não falou, eu acredito em ti.” Eu disse: Eu vou te mandar o print dos meus grupos, vereador Bressan, e está aqui tudo certo. Então o voto que a gente dá aqui, a gente tem que saber o que a gente vai repercutir nele. Em nenhum momento, falei que alguém defende estuprador e nem nada disso. E, vereador Lucas, se o senhor tem os prints, eu acho que o senhor deve comunicar a polícia, deve, porque nunca... podem tentar colar essa pecha aí, aliás, tudo é o Marcon não é. Outros vereadores publicaram o quadro de como cada um votou, mas o problema é o Marcon. Então tudo bem se a gente é alvo, não tem problema, agora não tentem colar pecha em mim que não é verdade. O texto eu li para o Muleke, inclusive, ontem, ele disse: “É, não tem nada demais ali, beleza.” E está tudo certo. Então a gente tem que ter... Sinto muito por quem votou contrário. Eu entendi, inclusive, coloquei na descrição os motivos e bola para frente. Agora quem faz ameaça tem que responder. Obrigado, vereador Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Marcon. Então, senhoras e senhores vereadores, hoje, subo a esta tribuna para a gente conversar um pouquinho do que a gente ouve aqui, vereador Cadore, sobre algumas situações dos governos, tanto federal, quanto estadual e municipal e que a gente, trabalhando aqui como agentes públicos, não é, a gente tem que transmitir a verdade, a realidade da situação do nosso país, do nosso estado e do nosso município. E, nessas palavras que hoje vou colocar aqui, sempre digo: Vereador aqui, vereador Juliano Valim, para criticar é fácil. Subir nesta tribuna e crítica e é isso, é aquilo, é fácil, não é, vereador Fantinel? Mas a gente, quando é eleito, a mesma responsabilidade que tem o prefeito, que tem o governador, que tem lá os senadores, os deputados, o presidente, nós também temos, porque nós somos pagos pelo povo. E, a partir do momento que nós somos pagos pelo povo, o povo não quer que só suba nesta tribuna para criticar. Então vamos entender o que nós podemos ajudar e solucionar. E aqui cada vereador que subir nessa tribuna e tiver a solução ou no mínimo indicar para o Poder Executivo, que seja, que lá executa, uma solução acho que eu me contemplaria e contemplaria a população caxiense porque infelizmente a gente sabe principalmente o que está acontecendo no nosso município de Caxias do Sul, as dificuldades financeiras que nós temos aqui, mas vi vereadores subindo nesta tribuna, principalmente ontem, para criticar a redução do ICMS, para dizer que o governo federal está fazendo campanha: Ah, porque está em ano eleitoral vai baixar, se não tivesse não ia. Ou agora todo a ação que o governo federal coloca para melhorar a vida das pessoas está errado. Não, tem que prejudicar. Então não dá para admitir gente que defende, que diz que defende o povo, sobe nesta tribuna e acaba querendo prejudicar o povo, é o contrário. Redução de ICMS, cobravam 31% em cima do valor do combustível, hoje baixou para 18%, tu dá poder de compra para as pessoas. Isso é errado, vereador Fantinel? Quem quebrou o estado, o município e o país não fui eu, não foi o senhor e não foi a sua comunidade de Fazenda Souza. Não, mas nós temos que pagar a conta. O correto é tributar as pessoas, aumentar impostos. Essa é a solução para quem não defende as pessoas. Essa é a verdade. Mais de 70% do valor do combustível é de tributos, mais de 70. Mas o correto é tributar mais, vamos arrecadar. Quem tem que pagar é o povo, eu sou incompetente, mas quem tem que pagar é o povo. Essa é a trajetória política que vimos na cidade de Caxias do Sul, que não é diferente praticamente de nenhum município do estado do Rio Grande do Sul e nem dos outros estados desse país.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): As dívidas, vereador Scalco, estão lá em cima, são bilhões e bilhões. Aqui vimos agora, 6,5 bilhões temos no Faps para tentar ajeitar, não sei de que forma, 6,5 bilhões. Por quem? Por incompetência de governos passados: Ah, como é que vamos resolver, vereador Cadore? Ah, vamos aumentar. Quem tem que pagar? A população. Que trabalhem mais, que paguem mais. Então não podemos admitir que quando um governo faz uma redução de carga tributária seja um problema para os administradores incompetentes. É só não roubar que dinheiro tem. Essa é a frase, é só não roubar. Como é que estamos conseguindo dar auxílio emergencial, baixar impostos? Carga tributária que tanto é pedido pelos políticos, revisão da carga tributária, se nós não sabemos administrar? Como é bom, vereador Fantinel, administrar com os cofres cheios. A gente já viu isso na cidade de Caxias do Sul, estava saltando dinheiro pelas portas, por debaixo das portas. Ali, nossa, os melhores prefeitos, os prefeitos foram... Nossa, exemplares. E não estou falando mal de nenhum prefeito aqui, o momento foi deles, tinha condições e trabalharam desta forma. Agora, nós criticar que a redução do ICMS, principalmente em cima dos combustíveis, que aonde vai impactar na vida das pessoas, na questão de alimentos, questão de qualidade de vida, tudo isso e ainda subir nessa tribuna para criticar não dá para entender quem defende a população e quem não defende. E quando a gente fala, vereador Fantinel, depois vou lhe passar a aparte, só para concluir o meu raciocínio, que nós vamos perder 40 milhões porque reduziram o ICMS e Caxias do Sul vai perder 40 milhões. Tem que saber se e reinventar. É assim quem tem CNPJ. Os vereadores que sobem a tribuna, e cada um fala o que quer, mas quem não teve e nunca terá o CNPJ talvez não pode falar de economia ou talvez vai até uma pessoa que entenda, enfim, e se explique junto com ela, entenda a situação econômica do país e o que é ter um CNPJ, porque é muito fácil quando tu tem um CNPJ e está pagando altos impostos e tachar sempre o empreendedor. Isso não pode acontecer. Nós temos que entender, quando eu falo em se reinventar, que eu disse que nós vamos perder em torno de R$ 40 milhões, vereador Fantinel, nós não podemos culpar o governo federal, o estadual ou quem está tentando ajudar a população. Nós temos que entender que nós podemos se reinventar. Como é que nós vamos nos reinventar? Tentando fazer a cidade, o município arrecadar cada vez mais. De que forma? Hoje, eu vou citar algumas formas que eu tenho, que esta Casa já discutiu e que eu tenho certeza de que se nós  implantarmos... E o governo sabe disso e o governo Adiló é parceiro para isso, nós vamos, em vez de baixar a arrecadação, nós vamos recuperar e vamos aumentar. Temos o exemplo do Parque Rural, que nós estamos discutindo, quanto não traz de benefício para Caxias do Sul em feiras agrícolas, feira do cavalo crioulo, rodeio. Tudo isso é investimento, principalmente na área do turismo, não é, vereador Felipe, que o senhor tanto luta. Centro Automotivo, que esta Casa estava cheia aqui quando o vereador Muleke fez a audiência pública que nós participamos, 20 mil pessoas que saem dos outros tipos e vão até o Velopark quando tem algum evento. Tudo isso são formas de arrecadações. PPP nos pavilhões da Festa da Uva, que é o que a gente está brigando tanto. Está lá os pavilhões, depois da Festa da Uva, quantos eventos tiveram? Não tem, não arrecada, está ali parado, só gasta. Aí quando chega o momento da Festa da Uva, que nós sabemos que é extremamente importante para o município de Caxias do Sul, a Câmara tem que votar para nós colocar dinheiro para reformar, para conseguir fazer a festa, por que? Porque a gente não consegue sozinhos administrar o tamanho daquele parque. PPP na iluminação pública, que vai vir para esta Casa logo, logo, está para ser apresentado. Isso vai nos trazer a questão das podas de árvore, que está dentro dessa PPP, trocas de lâmpadas com maior rapidez, cercamento eletrônico para a segurança das pessoas. Eu sei, vereador Dambrós, aqui que ele já foi para trás porque eu não falo na PPP da iluminação. (Esgotado o tempo regimental.) Uma Declaração de Líder de bancada do PTB, vereadora presidente.
PRESIDENTA DENISE PESSÔA (PT): Segue vereador Bressan em Declaração de Líder da bancada do PTB.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado. Eu entendo, vereador Dambrós, que o senhor é um defensor da questão da iluminação pública que funciona, eu também acho isso, mas nenhum daqueles servidores vai ficar desempregado; isso nós podemos ter certeza, tem muito serviço, tem mais de 40 UBSs, que tem que estar sempre trocando lâmpada, isso e aquilo, mais de 80 escolas municipais, nós temos as praças. Enfim, vai ter serviço para todo mundo e eu acho que nós vamos ser muito mais bem cuidados. PPP na educação pública, isso é diminuir gastos. Então nós temos que saber onde a gente pode arrecadar, para ter mais arrecadação para poder investir, principalmente na educação, saúde e segurança, e onde a gente pode economizar. Fazendo essa conta, vereador, é que nem lá na sua casa, não é, vereador Fantinel, economiza e ganhar mais, vai sobrar mais.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Regularização fundiária: quanta gente não paga sequer taxa de lixo e o caminhão passa lá. Então, muitas coisas que nós estamos debatendo há um ano e meio dentro desta Casa, que tenho certeza de que logo, logo a gente vai virar realidade. Quem me pediu aparte primeiro acho que foi o Fantinel, não é. Vereador Fantinel. Vou dar aparte para todos.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, vereador Bressan. Parabéns pela pauta que o senhor está trazendo, que é um conjunto, é um conjunto de soluções que podem realmente resolver os problemas da nossa cidade. Estamos trazendo aí, e logo, logo vai chegar nesta Casa, um projeto meu em parceria com o Executivo também, que é o projeto das concessões. Que esse também vai resolver uma grande gama dos problemas dos parques e áreas públicas, que hoje o município não tem condições de cuidar, e que, além de gerar arrecadação, vai trazer para a população uma situação melhor, uma qualidade de vida melhor para a população e uma despesa menor para o município. Eu só queria fazer um complementozinho bem rápido na questão dos combustíveis. Eu queria dizer que a gente toda a vida pensou, e eu também pensava, que o problema muitas vezes da Petrobrás era um problema de cargos políticos. Agora, por incrível que pareça, se demonstrou que o problema não é político, porque foi só o governo federal sugerir, ele só sugeriu, a possibilidade de fazer uma CPI dentro da Petrobrás, que uma semana depois a Petrobrás baixou 20 centavos o combustível, que vai chegar agora nas bombas.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): E vai baixar ainda mais.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): É. Vinte centavo. Por quê? Porque bateu o medo, bateu medo. Se bater uma CPI lá dentro, os bonitos que fazem parte de um determinado grupo, e que querem que a coisa quanto pior melhor, ficarão apavorados. “Se vier uma CPI para cá, nós estamos ferrados.” Então vamos baixar o combustível. Vamos diminuir a nossa comissão e quem sabe daí o governo não aplique essa CPI, porque, se aplicar, aí sim. Aí nós vamos saber quem são os ratos. Obrigado, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Parabéns, vereador Bressan, pelo tema. E é uma peça que a gente bate sempre, melhorar a eficiência da máquina pública. Isso que é importante. A gente precisa tornar o governo aqui de Caxias um governo digital. A gente não consegue tirar uma negativa pela internet. A gente está muito atrasada. Não tenho nada contra os funcionários públicos da cidade; muito pelo contrário. Eles são muito eficientes, mas a gente tem que dar ferramentas para eles poderem trabalhar de forma mais eficiente. Nós temos que comemorar a redução de impostos, como foi feito aqui na cidade na parte de informática, com a redução de 2%. A gente estava perdendo todas as empresas. Então a redução de impostos tem que ser sempre muito comemorada, independente se é federal, municipal ou o que for. Então criar o governo digital em Caxias seria uma solução que eu acho que auxiliaria muito abaixar a despesa, melhorar os processos, melhorar a eficiência da Prefeitura de Caxias e assim baixar a sua despesa. Muito obrigado, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado. Com certeza, vereador Scalco, é o que senhor diz, nós temos que saber trabalhar com o que temos. Mas a gente fez uma indicação para falar na questão digital, ainda no início do ano passado, para a questão das castrações dos animais. A gente, para fazer uma castração, precisa fazer cadastro online. Não, ainda tem que ir a UBS pegar um papel! Não dá para entender, não é! Vereador Cadore, seu aparte.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Vereador Bressan, nós temos que comemorar, o governo federal está fazendo a sua parte. Essa iniciativa da redução do ICMS é uma iniciativa que repercute na mesa do cidadão, a população quer a redução de impostos, a população sente a dificuldade no dia a dia. Nós pagávamos aqui no estado, 30% de ICMS do combustível. Reduziu para 25 e agora para 18. Quer dizer, o povo quer realmente isso. E o governo federal foi sensível. Não importa se em curto prazo ou em longo prazo, nós temos que viver o momento e o momento está sendo atendido. E na mesa com certeza o cidadão especialmente a pessoa mais vulnerável, aquela que mais precisa, vai ter o resultado. Então é uma pauta importante, tem o meu apoio com certeza tem o apoio de toda a população.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): É verdade, vereador Cadore. Aqui na tribuna é sempre quanto pior melhor. Essa é a frase, não é, vereador Fantinel? Quando o arroz estava R$ 30,00, subiam aqui e discursavam que não dava mais para comer arroz. Agora que está 14, ninguém fala. A carne, quando estava 150 ao kg, meu Deus do céu, “comi osso”. Agora que está 30, ninguém fala. É assim! É só quando está ruim. Mas, quando o governo federal decide que vai dar condições de maior poder aquisitivo para as pessoas poderem comprar, não daí está errado. Seu aparte, vereador Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Não. Depois o senhor me passa o endereço dessa carne de R$ 30,00, que eu vou querer fazer um churrasco.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Eu tenho. Eu vou fazer até propaganda do mercado.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu acho que o turismo regional, e um grande conhecedor que nós temos nesta Casa, que é nobre colega Felipe, eu escutei no Parlamento Regional que o turismo é algo que vem recursos sem custos para o município quase. Eu escutei também do executivo que logo vai vir para esta Casa o Refis para grandes devedores. Bom passo também. Acho interessante, não é? Agora eu acho interessante sempre que dinheiro para estudos sempre tem, para estudos, para a Maesa, para a mobilidade, sempre tem. E quanto a PPP da iluminação, estou até pensando em fazer um pedido de informações, quanto tem de recurso a mais no caixa depois que nós aprovamos o aumento da Cosip aqui, que pode ficar para o município estruturar e dar muito mais condições. Cuidado a PPP das merendeiras vai sobrar para nós pagarmos. Tem muitas ações na justiça que nós vamos pagar as PPPs das merendeiras que não deu certo no passado. Eu acho interessante que o governo se preocupe em fazer caixa até para resolver as 80 pessoas que estão morrendo nas UPAs, que nunca aconteceu isso, não é? De tanta, tanta, tanta gente sofrendo sem leitos. Então é importante que se trabalhe para que tenha mais recursos. Parabéns pelo tema.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Dambrós. Mas não podemos esquecer, vereador Dambrós, que houve uma pandemia, e acho que tem que lembrar aqui que quantas mil pessoas migraram do particular, de pagar um plano, para o SUS. Acho que é fácil falar que tem 85 pessoas lá na fila esperando, mas também tiveram 24 mil pessoas, vereador Dambrós, que de 40 mil consultas não foram. Então, acho que não é de 40 mil a fila, se 24 não foram é porque não precisavam. É 16. É ruim? É bastante? Claro que é, 16 mil pessoas enche o Estádio do Juventude, do Caxias. É muita gente. Mas talvez 24 mil que faltaram para botar a conta de 40 é muito longe, é mais do que o dobro.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Seu aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada. Então, sobre a questão de faltar às consultas, eu acredito que, sim, a gente precisa falar isso aqui, para que as pessoas, para que as comunidades tenham a responsabilidade, principalmente porque a gente enfrenta um problema muito difícil na questão da quantidade de gente. Mas também é inegável que diversos outros fatores podem contribuir para que a pessoa não consiga ir até essa consulta, inclusive, pelo próprio problema de saúde que origina a necessidade de a pessoa estar nesta consulta, o transporte público, a questão da família, falta de vagas nas creches para quando é o caso das mulheres não terem com quem deixar seus filhos. Então a gente precisa ter o cuidado e a responsabilidade nesse fator de entender que as 24 mil pessoas que faltaram, provavelmente, têm diversos fatores que contribuem para que isso ocorra, não é, vereador. Obrigada.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereadora Estela. Pois é, Caxias do Sul não é uma ilha na questão da saúde, não é. A gente atende um milhão de pessoas. E, na semana passada, quando estive numa reunião no Hospital Geral, e acho que vamos ter que rezar umas Ave Maria aí para que fique pronto esse hospital o quanto antes, porque eu não sei o que está acontecendo. São dez milhões, quinze milhões, trinta milhões, cinquenta milhões, e o hospital lá, a obra lá, a obra lá. Mas tenho certeza absoluta que o que nós questionamos lá... (Esgotado o tempo regimental.) Só para concluir, senhora presidente. O que nós questionamos lá, não é, vereador Uez, que o senhor estava junto comigo, é quem que vai pagar a conta depois de pronto, quem é que vai manter? Quem vai manter? Então ou Amesne, através do prefeito de Farroupilha, o quanto antes toma uma atitude para que nós tenhamos um consórcio intermunicipal ou vamos ter problema muito sério, vai ficar lá o hospital, e ninguém vai conseguir pagar a conta dos leitos. Muito obrigado, senhora presidente, senhoras e senhores vereadores.
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VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Senhora presidente e caros colegas, subo a esta tribuna hoje para falar não como vereador desta Casa, mas como cidadão brasileiro. Por isso que eu estou usando esse nariz de palhaço, reavivando aqui na Casa, como a presidente falou, já foi visto, então a gente está reavivando aqui. Eu quero falar hoje que a gente ouve muitas vezes falar de fome, de miséria, de pobreza, que falta dinheiro para isso, falta dinheiro para aquilo, mas para algumas coisas neste país tem dinheiro. E aí eu vou retransmite aqui uma reportagem do Estado de São Paulo, o Estadão. Então não é o Marcon que inventou dados, que fake News, que meu Deus do céu. Não, é o Estadão. Inclusive tem uma central lá de cheque notícias, não é, então eu acho que essas notícias a gente pode levar em consideração. O Brasil possui hoje, cidadão brasileiro que acompanha a nossa Casa, possui um fundo para financiamento de campanhas de R$ 4.9 bilhões. Não é mi; é bilhões de reais. Então, já adiantando aqui, para quem eventualmente vai concorrer e vai usar dinheiro público para a campanha, que o cidadão saiba que esse dinheiro saiu do seu bolso, cidadão, para financiar campanha política das beldades que querem concorrer com o teu dinheiro. Então esse é o primeiro ponto. Mas esse ponto do eleitoral a gente pode falar mais adiante. Hoje, eu quero falar do Fundo Partidário, vereador Valim, que todos os partidos recebem, inclusive o meu, ao qual eu já digo aqui, expresso publicamente que sou contra o uso, contra. Mas vamos lá, o que diz a reportagem? O fundo partidário, caros cidadãos que acompanham, caros colegas, ele engloba mais 1 bilhão de reais. Além dos 4.9, mais 1 bilhão de reais. Bilhão, gente, não é milhão, é bilhão. Bom, vamos lá, falando ali com o vereador Rafael Bueno ele me disse que concorda que isso aqui é um absurdo, mas vou ter que citar o que está na reportagem, vereador Rafael: PDT, gastou incríveis quase 30 mil reais em uma viagem do Encontro da Internacional Socialista... sabe aonde, vereador Fantinel? Encontro Socialista deveria ser ou na Coreia do Norte, ou em Cuba, ou na Venezuela, ou na Nicarágua, ou na Argentina. Mas não, sabe aonde que foi, vereador Bressan? No Caribe, no Caribe, vereador Cadore. Eles não quiseram visitar as maravilhas da Venezuela para fazer uma reuniãozinha paga pelo povo. Paga pelo povo. Carlos Lupi viajou. E olha o detalhe, vereador Bressan, chegaram, segundo a reportagem, olha só, vereador Valim, com dois dias de antecedência e saíram três dias depois do encontro, no Hotel Resort Golf & Spa, com comida e bebidas pagas pelo povo. Então, olha só, e aí eu me solidarizo tanto com o Daneluz quanto com o Bueno porque eu sei que vocês não concordam com isso e infelizmente hoje, no Brasil, todos somos obrigados a estar num partido político porque no Brasil a gente não pode ser independente. Então só para referência aqui o vereador Rafael inclusive me mostrou que contestou esses gastos no grupo do partido. Mas vamos mais à frente, reportagem do Estadão, não venham dizer que é fake News. Está ali na tela, vamos lá: Tour de Lula, na Europa, custou ao menos 312 mil aos pagadores de impostos no Brasil. Diário do poder, pai dos pobres. Número dois, em seis meses PT gastou quase meio milhão de reais em jatinhos para quem, vereador Bressan? O pai dos pobres, viajando de jantinho particular. Não, mas ele precisa viajar de jatinho porque... Próxima, Estado de Minas agora: Lula, o pai dos pobres, torra 12 mil nosso em hotel de luxo em Brasília. Vereador Xuxa, o senhor acha que precisa alguém ficar num hotel de luxo com R$ 6 mil a diária? Vamos dar uma olhadinha nas fotos do hotel que a beldade, o pai dos pobres ficou, vereador Bressan. Olha o que é a cama? Parece de cinema, mas a beldade precisa. Eu acho que passou muito tempo na cadeia e quer compensar o tempo. Próximo, olha... isso aí não é uma casa, vereador Fantinel, isso é um hotel, o mais caro de Brasília. Próxima foto, Túlio. Olha ali, até vela tem, olha que... bom, só aquele sofá acho que daria para comprar um monte de cesta básica se fosse o pai dos pobres. Próximo, ali, banheirinho bonito. Bah, a minha mulher ia ficar feliz com um banheirinho, infelizmente ainda não conseguimos. Bom, enfim, o que eu quero dizer, caros colegas, é que nós precisamos ter responsabilidade com o dinheiro público. Por quê? Porque esse dinheiro que é gasto numa diária do pai dos pobres, está bem mais para padrasto, poderia ou não poderia ser comprado cesta básica, vereador Bressan? Poderia, mas daí sobem aqui e falam em osso. Mas é claro que as pessoas vão comer osso, torram o dinheiro em jatinho, torram o dinheiro no Caribe, torram o dinheiro em hotel. Dinheiro tem, o problema é que esses políticos que dizem representar os pobres são justamente os que torram recurso público. Então reforço o meu compromisso, já colocado aqui há muito tempo, as pessoas desta cidade e da região saberão quanto cada um vai gastar do recurso público em campanha política e aí não vai ser fake news, vai ser dado da Justiça Eleitoral. Seu aparte, vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Obrigado, vereador Marcon, parabéns pelo tema e por trazer transparência de como está sendo usado o dinheiro público do fundo partidário. Eu só queria abrir um parênteses aqui dizendo que o partido NOVO é o único partido que devolveu o Fundo Partidário. Foram 87,7 milhões. Numa pesquisa foi feito que 96% dos brasileiros acham que esse dinheiro deveria ser melhor aplicado em saúde, segurança e educação, e 80% dos brasileiros acham errado que o Brasil é o maior financiamento do mundo em campanhas políticas. Então, o que eu tenho para dizer assim: coerência não tem preço. A gente sabe que o dinheiro público está escasso muito para ajudar os pobres, as famílias, mas os partidos políticos não estão nem aí com a população. Quando é para gastar o dinheiro fazem essa patacoada aí. Obrigado.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Obrigado, vereador Scalco. O seu aparte, vereador Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Marcon, hoje eu concordo com o senhor no que falou. Independente de estar do PDT ou não, e é uma briga que o senhor viu ontem no meu celular eu falando num grupo nacional do partido. Eu vou dar um exemplo: eu tenho 80% do meu gabinete que são mulheres de assessoria. Aí teve um evento em Gramado, em outubro do ano passado, no feriado, cem mulheres estavam presentes. Eu sou vereador da segunda maior cidade do Estado do Rio Grande do Sul e nenhuma assessora minha foi convidada. Tudo pago, à vista, antecipado com o Fundo Partidário. Teve pessoas aqui de Caxias, uma pessoa de Caxias representando as mulheres, que foi para a Coreia do Norte, dois, três anos atrás. Só que essas pessoas esquecem talvez de visitar as nossas periferias das nossas cidades, aqui da nossa cidade, do estado, do País. Eles poderia visitar as pessoas que estão passando fome e conhecer a realidade. Infelizmente... Eu nunca usei um centavo de Fundo Partidário, nunca usei, e mesmo se eu quisesse não ia chegar até mim, mas isso é realidade da maioria dos partidos, da maioria dos partidos. E o pior que ainda cobra contribuição partidária. Inclusive o vereador Ricardo Daneluz estava com um processo de expulsão do PDT, uma das questões é porque não pagava o Fundo Partidário. Então, quer dizer, quando a gente vereador quer ter uma base política para poder crescer, para poder criar base dentro do seu partido, a gente não recebe porque é só meia dúzia que recebe, e quando a gente não paga contribuição para a gente poder pagar uma gasolina para visitar os bairros, para ajudar as pessoas, paar ir nos almoços, jantas, a gente tem a cabeça cortada por causa que a gente não paga a contribuição partidária.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Então fica o meu desabafo aqui. Concordo com o senhor. Repudio essas ações, porque é só os reis e as rainhas que têm acesso ao Fundo Partidário e os seus escolhidos; os demais, que não seguem a mesma música, dança, ficam de fora do baile. Obrigado.
PRESIDENTA DENISE PESSÔA (PT): Segue em Declaração de Líder da bancada do Podemos.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Obrigado, presidente. Obrigado, vereador Bueno. É bem por aí. Inclusive tem uma pesquisa sobre o Fundo Eleitoral que mostra que quem recebe Fundo Eleitoral, as maiores partes, é os amigos do chefão.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Então dizer que Fundo Eleitoral democratiza as eleições é uma mentira, porque o senhor nunca recebeu, por exemplo. Talvez porque tu não é importante para o partido como o cara que é amigo do Lupi lá seja importante. Então, dizer que Fundo Eleitoral, democratiza as campanhas é uma mentira. O seu aparte, vereador Valim.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Marcon, excelente tema. Eu também sou prova disso, não usei um centavo de dinheiro público na minha campanha, abri mão, fiz os ofícios para a coligação que eram dois partidos, PSD e DEM. Então, assim, acho que a transparência é bem importante. Parabenizo pela altitude, vereador Rafael também, e reforço: também, não sei um centavo de dinheiro público, com recursos próprios, está lá no Portal da Transparência, apenas com apoio, mas não com dinheiro do povo. Show de bola. Parabéns!
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Parabéns vereador Valim. O senhor que trabalha tanto com a saúde de Caxias sabe, e talvez por isso o senhor não aceitou, porque o senhor sabe quantas pessoas poderiam ser atendidas. Daqui a pouco, se o senhor tivesse recebido 50, 60 mil... E o senhor, por exemplo, é uma prova: não precisa de dinheiro público para estar aqui. O senhor está aqui, está ali sentado na sua cadeira. Não precisou tirar de ninguém para estar aqui. É verdade ou não é? Está aí sentado, o vereador Rafael está ali sentado, o vereador Scalco, eu estou ali sentado. Então, nós precisamos começar a dar dignidade para esse dinheiro que as pessoas que estão em dificuldade trabalham para pagar seus impostos. O seu aparte, vereador Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Mais uma vez aqui, não é, vereador Marcon, a gente vê o pai dos pobres gastando, torrando dinheiro e nós tendo orgulho de falar do nosso governo Bolsonaro. Isso é verdade. E dizer que defende pobre, isso eu acho ridículo. Tu tem que defender as pessoas, para mim não interessa se é pobre, rico, branco, preto, feio, azul, não interessa. São pessoas. A gente tem que fazer política para que as pessoas tenham condições de sobreviver, de ter acesso à escola, ter acesso à educação, ter acesso à segurança pública e tudo que puderem para nós tentarmos mudar a vida das pessoas. Então cada vez mais eu vejo que votei certo, vereador Fantinel. Vou fazer campanha para o candidato que tenho certeza absoluta que não rouba. Graças a Deus, não vi nada de roubo até agora. E digo aí na tribuna, se tiver sou o primeiro a criticar, sou o primeiro a pedir a prisão. Porque ladrão, vereador Xuxa, do PT, do governo PT, que foram ladrões, que foram presos... E respeito os vereadores desta Casa aqui porque o PT desta Casa aqui é diferente do nacional. É diferente! A gente tem que saber tratar aqui as pessoas de forma diferente. Mas quem roubou foi preso. Está lá, já foi preso. Mas esse governo aqui trabalha honestamente e dinheiro tem. É só não roubar que dinheiro tem. Obrigado, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): E não torrar em hotel, não é, vereador Bressan? Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, vereador Marcon. Parabéns por trazer todas essas tristes cenas que fortalecem ainda mais o “faça o que eu digo, mas não o que eu faço”. Então esse é o lema, não é? “Eu sou o pai dos pobres e vivo como rei.” E, segundo a fala da esquerda, e quando falo da esquerda falo mais no âmbito nacional, o Bolsonaro é o candidato dos ricos. Só que aonde ele vai, ele fica em kitnet e come cachorro-quente ou x-burguer. Então essa talvez é a grande diferença que muita gente não está vendo muito. Voltando ao assunto que o senhor colocou no começo, eu, o dinheiro que eu usei na minha campanha veio do meu bolso e do bolso dos meus amigos que acreditam em mim. Não veio nem um centavo de dinheiro público e não vai vir, entende? Então assim, eu acho que esse é o caminho, eu acho que essa é uma demonstração que a gente pode sim, vereador Valim, chegar onde a gente quer trabalhando bem, porque o que a população está me pedindo hoje, vereador Marcon, lá fora, eles estão dizendo assim: “Neste pleito aqui o que nós queremos ver é o seguinte, não queremos candidatos que venham apresentar ideias do que eles vão fazer. Nós queremos que eles venham mostrar o que eles fizeram até agora, porque é através do que eles fizeram que nós vamos ou não dar esse voto de confiança”. Obrigado.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Obrigado, vereador Fantinel. Acho que o senhor foi feliz num detalhe que o senhor colocou: vive como um rei e diz defender os pobres. É igual com o Maduro na Venezuela, é igual com a turma do Fidel lá em Cuba. O povo morre de fome, mas o rei está bem gordinho em hotel caríssimo. Bom, maior exemplo do que os caras irem para uma Internacional Socialista no Caribe, ao invés de ir para Cuba. Eu acho que... Daí, acho que terminou o assunto, não é? Obrigado, senhora presidente.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigada, senhora presidente, queridos colegas, cidadãos de casa que nos acompanham. Bom, todo mundo sabe aqui, para ninguém é uma novidade que este vereador aqui desde o dia que assumiu essa cadeira aqui, vem aqui sempre pedir, implorar, explicar, mostrar a situação do nosso agricultor. O homem do campo, aquele que sofre, aquele que trabalha e aquele que paga imposto e não tem nada em troca. E eu vou continuar batendo nisso daqui sempre, sempre! Paga uma fortuna de imposto, senhoras e senhores e está aí. (Segue apresentação de vídeo) Uma fortuna de imposto para isso. Não ocupam nem o SUS porque tem plano de saúde e olha aí. Essa é a realidade do homem do campo, essa é a que nós temos... Eu vou dizer assim, muita gente, depois desta sessão vai dizer: “Bom, Fantinel, tu és vereador de Caxias do Sul. Tu não és vereador de São Francisco de Paula.” [ininteligível] Por que eu estou trazendo isso? Eu vou explicar o porquê, eu vou explicar. Porque esses agricultores aí que está acontecendo isso que vocês estão vendo, tá, esses aí são de São Brás de Fazenda Souza, eles são do Carapiaí de Fazenda Souza, eles são de Vila Oliva de Fazenda Souza, eles arrendaram terras lá, porque as terras são mais planas e dá para produzir mais, dá para plantar mais. Mas eles colhem lá, trazem para a sede aqui em Fazenda Souza, aqui no nosso interior, Vila Oliva, Santa Lúcia, onde o produto é processado e depois é vendido. Onde fica o imposto, vereador Dambrós? Em Caxias. O imposto fica onde o produto é embalado e vendido. E ele é embalado e vendido aqui. E eu quero dizer o seguinte: culpa da nossa administração? Não. A nossa administração não tem culpa nenhuma. Eu só trouxe o tema, por quê? Porque esses produtores aí, olhem bem para isso, gente, olhem bem para isso: capotar um caminhão por causa de buraco na estrada. Essa é a realidade. Olha isso, gente. Depois o pessoal diz: “Bah, a cenoura está cara!” Mas vai produzir. Vai enfrentar uma situação que nem essa. Uma vergonha absoluta! Onde é que estão os deputados estaduais desta cidade? Do nosso estado do Rio Grande? Cadê? Cadê aqueles que vão lá fazer videozinho e não resolvem nada? Fiquem em casa que fica mais bonito. Fica bem mais bonito. Eu, como venho da área, vereadora Xuxa, como venho da área da construção civil e tenho um pouco de conhecimento, eu fiz um levantamento da área que está pior dessa estrada aí, onde aconteceu isso aí. Alugar uma patrola, comprar 30 carga de cascalho e resolver essa faixa onde estão acontecendo esses acidentes custaria R$ 8 mil. Se eu fosse deputado, pagava do meu bolso. Isso é uma vergonha! Isso é uma vergonha! É uma vergonha! Agora, daqui a quatro, cinco dias, vão estar lá pedindo voto. Se enxerguem. É melhor vocês ficarem escondidos. E falo para todos, não estou falando para um. Aqui ninguém está falando de um só. Estou falando para todos. Daqui a dois, três dias, vão lá pagar janta para ganhar voto. Por quê? Porque vão usar o dinheiro público, vereador Rafael? Estão com o bolso cheio não é? Aí fazem janta, churrasco. Vamos pagar – o dinheiro não é meu. Vamos pagar as bandeirinhas.  Vamos pagar os caras que vão às casas convencer todo mundo. Por quê? Porque o dinheiro não é meu. É fácil! É fácil! Por que não pegaram esse dinheiro e não consertaram a estrada? Por que não foram ao partido e disseram: “Escuta, eu vou abrir mão do meu fundo eleitoral da minha campanha, mas eu preciso que vocês me arrumem aí dez, vinte mil para eu arrumar aquela estrada. Porque eu tenho certeza que aquele povo vai ser grato.” Por que não fizeram isso? Eu sinto vergonha de ver uma situação dessa e ter as mãos amarradas.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Sinto vergonha. O nosso agricultor só paga imposto, só trabalha, sofre, só tem perdas. E aí teve gente que veio me dizer a última vez: “É, a maioria dos agricultores não paga imposto.” Hoje, senhoras e senhores, tem a nota eletrônica, vereador Velocino, tem a nota eletrônica, e todos têm que ter, porque se não tiverem estão ferrados. Com a nota eletrônica, ninguém escapa de pagar multa. Ninguém escapa de pagar o imposto, melhor dizendo. A pergunta que eu faço para o Daer, para o governador: Vocês não têm vergonha na cara? Pergunto: Vocês não têm vergonha na cara? Se custasse um milhão, dois milhões, três milhões para consertar, eu até ficaria quieto, eu até não viria aqui nesta tribuna, porque eu não sou hipócrita, eu sei da situação do Estado, eu sei que tem pouco dinheiro. Como o nosso Município, o nosso prefeito quer fazer um monte de coisa e não tem dinheiro, a gente entende. Mas eu fiz um levantamento que com oito, dez pila resolvia aquele pedaço ali. E esse acidente que podia ter gerado morte não teria acontecido. E continua acontecendo, continua. Hoje, eu convido a todos para ir lá olhar que a situação é a mesma. Agora fotinho, não é, fotinho, videozinho, e pior de tudo, ainda são acompanhados pela RBS. “Opa, eu vou lá com a RBS. Opa, eu sou o cara. Olha aqui, ó, bah... Eu estou providenciando. Eu estou protocolando. Eu já pedi para o governo.” Isso há um ano não é. Estou falando de um ano atrás, não estou falando da semana passada. E aí? E aí? “Ah, mas do meu não dá, não é, tchê. Como é que eu vou pagar do meu? Fica ruim não é?” Mas era só fazer uma negociação com o partido, dizer: eu vou abrir mão da minha do meu fundo eleitoral, e daí vocês me dão ali uns dez, vinte mil, que eu vou lá e arrumo a estrada e faço um cartaz bonito e teria feito, e teria feito. O povo está cansado de fotinho; o povo está cansado de vídeo. O povo quer serviço; o povo quer ver as obras prontas; o povo quer ter o direito de pagar imposto e ter alguma coisa em troca. É isso que o povo quer. Chega de fotinho, chega de videozinho. Ah, 90% do pessoal que está pensando em concorrer vai nas redes sociais... a saúde, a educação, a segurança. É sempre a mesma fala e depois quando estão lá nem a saúde, nem a segurança, nem a educação e menos ainda as estradas. Então assim, gente, eu falo isso porque estou indignado, porque eu acompanho o homem do campo. Um caminhão de 70, 80 mil reais, porque é um velho, porque os caminhões novos custam 500, mas era tudo que esse agricultor tinha, era tudo que ele tinha e esse mesmo agricultor, senhoras e senhores, é um dos doadores do Agro Fraterno que leva comida para 500 famílias dessa cidade todo sábado, mesmo sofrendo desse jeito. Então, gente, eu peço que as autoridades, principalmente o Daer... eu nem sei mais nem qual é o substantivo que tem que usar, não sei. O governador também não sei. Eu espero realmente que apresente soluções e que os deputados estaduais parem de fazer fotinho e vídeo e resolvam o problema. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, eu achei que isso aí era a Transamazônica, lá no meio da Amazônia que atola os caminhões, que tem que ser puxado. É uma vergonha, vereador. Nós tivemos um secretário de Obras aqui em Caxias que ele era, inclusive o Mauro Pereira, a gente pode dizer, às vezes, que... muitos criticam, enfim, mas quando aconteciam situações similares a essa o problema era resolvido. Então está faltando situação tipo essa porque, vereador, acontecer isso em pleno 2022... estava escutando a Rádio Viva agora, quando estava vindo para a Câmara, e estava o pessoal dos comerciários que estão fazendo uma campanha de reajuste salarial e tal, e o presidente falou justamente isso, se nós temos os comerciários saudáveis é porque nós temos os produtores que alimentam os nossos comerciários, que alimentam a nossa cidade. Agora, se a gente não der infraestrutura para eles, vereador... agora, nós temos o muro do Colégio Imigrante que já foram lá e fizeram selfie, fizeram vídeos e tal e prometeram, um deputado estadual, que estava pronto em outubro de 2021e até agora também não fez nada. Até teve uma matéria no Leouve anteontem. Então o nosso amigo prefeito Adiló, que foi secretário de Obras, hoje um prefeito liderança, que toda sexta-feira faz um passeio com deputado estadual, sugiro que também faça para resolver esse problema que daí quem sabe a gente possa resolver e ter mais comida na mesa das pessoas que querem pagar e das pessoas que não tem o que comer e que esse agricultor leva gratuitamente para as pessoas. Obrigado.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): E só para concluir, senhora presidente, pasmem, queridos colegas, o que fiquei sabendo, que em Brasília, no Ministério da Infraestrutura, consta que essa estrada é asfaltada. Essa estrada, no Ministério da Infraestrutura, em Brasília, consta como asfaltada pelos governos anteriores. Então eu não preciso mais falar nada. Onde foi o dinheiro do asfalto? Não sei. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia a todas e a todos, à Mesa, quem nos assiste de casa. Então eu tenho dois assuntos que eles não são do âmbito municipal, mas que eles impactam na nossa sociedade, impactam no nosso dia a dia, na nossa cidade. Antes de começar com eles... Às vezes nos parece que tem vereadores que estão mais preocupados com os seus vídeos para a internet do que com os problemas reais do nosso município. Então só para deixar isso registrado nos Anais da Câmara, para demonstrar aqui a minha insatisfação nesse sentido. Eu trago duas notícias. A primeira é uma notícia do (Ininteligível) que fala sobre a convocação que o Bolsonaro fez aos embaixadores para falar sobre a questão eleitoral do nosso país. Infelizmente, o que nós vemos é que, mais uma vez, o Brasil é visto de forma vergonhosa para fora. O maior jornal do mundo, o New York Times, divulgou que embaixadores ficaram constrangidos após a fala do nosso presidente. Então é muito grave isso por vários fatores. Um deles é essa questão da preocupação que embaixadores mundialmente têm agora com o golpe que poderemos sofrer aqui em nosso país. Foi falado pelo presidente Jair Bolsonaro, que é necessário que militares estejam a postos para garantir a legalidade da eleição neste ano. Eu pergunto aqui para vocês: garantir a legalidade seria garantir que ele ganhe mesmo que ele perca, já que as pesquisas demonstram que outro presidente, sendo este o presidente Lula, está à frente? Porque falas como essa se tornam mais recorrentes justamente por causa disso, por causa do medo de uma derrota, uma derrota que é fruto de um desgoverno, de uma ineficiência de políticas públicas para a população mais carente, que acontecem só agora em ano eleitoral, ultrapassando o teto de gastos. Então a gente precisa parar para pensar que esse presidente está há 30 anos sendo leito, inclusive foi eleito presidente por este sistema eleitoral, um dos melhores sistemas eleitorais do mundo.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereadora?
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Já lhe concedo, vereador. E mesmo assim, tem a capacidade de chamar embaixadores para falar absurdos como esse. Um presidente que foi por 30 anos, não é pouca coisa, eu tenho menos que 30, é mais do que eu de vida, ele foi eleito por este sistema que agora ele julga, que agora ele disse que é fraudado.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Permite um aparte, vereadora?
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Ele inclusive alega que houve fraude nas eleições de 2018, eleições as quais ele se elegeu. É muito complicado para mim entender o que exatamente é a intenção do presidente Jair Bolsonaro, porque eu espero mesmo que a intenção todos desta Casa e de todos que nos assistem de casa seja a democracia acima de tudo, que a gente garanta uma democracia que a duras penas foi constituída no nosso país a partir de muitas mãos e muita luta, e agora é uma garantia de todos nós. Garantia de direitos, garantia de avanços. Então nós conseguirmos preservar a democracia é algo importantíssimo. A gente precisa, sim, falar que não há golpe no nosso sistema eleitoral, e que, se há golpe, ele admita que, por 30 anos, ele se elegeu de forma equivocada. O seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Pertinente a sua fala, vereadora Estela, e não surpreende porque o presidente, desde que tomou posse, ele se vale desse tipo de manifestação no receio, no medo, estimulando o ódio e a intolerância. Agora, mais do que tudo, no estado democrático de direito, o que nos faz estar aqui é a democracia, é a democracia, e é nesse sentido que nós, independente de partido e de ideologias, nós passaremos, mas esta Casa permanecerá, o Poder Legislativo, o Poder Executivo e o Poder Judiciário, e nós não podemos titubear com isso. O presidente anuncia um golpe eminente, e certamente as forças militares, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica, não cairão nesse prenúncio da cadela fascista que já esteve no Brasil. Aliás, este parlamento já teve um vereador cassado em 64 com um golpe. Percy Vargas de Abreu e Lima teve seu mandato cassado junto com os seus suplentes. A democracia precisa permanecer. E o receio de uma derrota fragorosa nas urnas, eu tenho certeza, o povo brasileiro não vai cair nesse canto da sereia, que seria certamente um golpe aos mais pobres, às políticas sociais, às instituições a duras penas consolidadas. Parabéns pela sua fala. Estaremos vigilantes e não será alguém que dilapidou a economia, que dilapidou o nosso país que vai acabar com o que nós temos de mais precioso na nossa nação, que é a democracia. Parabéns, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereador Lucas. Seu aparte, vereador Rafael Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereadora Estela, eu fico imaginando o pessoal sendo convocado, os representantes de vários países para uma reunião para falar sobre as urnas eletrônicas. O pessoal lá da China, de outros países lá que estavam participando, acho que nem estavam entendendo o que estava acontecendo. Seria tão bonito o Brasil ser protagonista para intermediar um fim de um conflito entre a Rússia e a Ucrânia. Daqui a pouco, chamar todos esses países e dizer: “Não, o Brasil que nunca se meteu em confusão alguma, nós queremos ser protagonistas disso. Nós queremos tratar da nossa Amazônia, parar com o desmatamento. Nós queremos falar sobre a fome na América Latina. E o Brasil quer começar essa luta para acabar com a fome!” Mas não. Às vezes eu fico pensando, eu até pensei: “Bom, será que tem fraude mesmo?”. Como é que eu estou aqui? Como é que o vereador Renato Oliveira está a seis mandatos sendo um comunista do PCdoB. Como é que vocês do PT estão aqui na Câmara. Será que tem... “Não, não, vamos deixar uma meia dúzia de petistas aí para não dizerem que a gente está roubando.” Não, às vezes, eu fico até pensando por que eu entro em... (Risos) Então, gente, por favor, a nossa urna eletrônica é exemplo para o mundo inteiro. Como é que nós vamos ficar contando 200 e poucos milhões de votos, nós vamos ficar cinco meses contando sem parar e nunca vamos terminar. Aí dá cinco, seis votos a menos ou a mais, vamos cancelar todo o processo eleitoral! (Manifestação da plateia.) É cada contagem vai dar... Isso daí. Se às vezes tem um rifão lá, tem 200 prêmios, sobram 50 lá por que as pessoas estão ali conferindo e não acertam. Estão vendo o seu número e chamam e as pessoas não escutam.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): É verdade.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Então imagina uma urna eletrônica com contagem dos votos manuais com 200 milhões de pessoas. Então, por favor, vamos ter respeito com a democracia. Obrigado.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada pelos apartes. Eu acredito que é justamente isso, eu peço aos apoiadores do Bolsonaro que estão eleitos nesta Casa, vocês concordam que estão eleitos através de fraude? Vocês estão aqui de forma fraudada fazendo parte das decisões importantíssimas para o Município de Caxias do Sul? Se não é isso que vocês concordam, vocês não deveriam apoiar o presidente.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Peço um aparte, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Já lhe concedo, vereador, se tiver tempo. Se vocês estão aqui e acreditam que não é de forma fraudada, a gente tem que ser contra anúncios de golpe. A favor da democracia, no debate da fome, no debate do desemprego, no debate da ampliação de direitos e da garantia desses direitos através das coisas constituídas que nós já temos em nosso país. Tenho bem pouquinho tempo para falar, mas eu quero deixar aqui o registro do caso que apareceu hoje no G1, da Samem dos Santos. Uma mulher negra gaúcha que mora no Rio de Janeiro e que foi assediada em São Paulo. Teve assédio sexual enquanto gravava um vídeo onde ela tinha ido para São Paulo a trabalho. Isso demonstra a nossa fala de ontem, poderia ser mais um caso esquecido, ignorado, foi noticiado pelo fato de estar gravando quando isso aconteceu. Estar gravando um vídeo para suas redes sociais. Então, que a gente, esta Casa como debateu fortemente ontem, possa acompanhar também. Eu não vou ter tempo de falar mais sobre ele. Muito obrigada. Desculpa, vereador Fantinel.
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VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Senhora presidente, senhores vereadores, agradeço a vereadora Gladis por ceder essa Declaração de Líder na sessão de hoje, mas eu vou retomar o assunto do Caxias do Sul Basquete, até porque o prazo está apertando. Eu faço questão de ler aqui uma correspondência que eles protocolaram nesta Casa para a presidência, protocolaram no Município e me encaminharam uma cópia ao gabinete, então eu faço questão de fazer a leitura, até para deixar registrado da importância e de uma sugestão, aquela que eu já havia comentado aqui na sessão no outro dia, que eu refuto de extrema importância, que é um processo que pode ser debatido e que eu acho que pode ser avançado aqui no município. Inclusive, eu conversei um pouco com o secretário Citton sobre isso ontem, então, vamos ver se esse processo avança.
 
O Caxias do Sul Basquete, ao cumprimentá-lo, vem por este documento SOLICITAR que seja promovida alteração no FIESPORTE - Financiamento Municipal de Desenvolvimento do Esporte e Lazer de Caxias do Sul, regido pela Lei nº 7.696, de 19 de novembro de 2013, que tem por finalidade prestar apoio financeiro para implementação e/ou ampliação de programas e projetos que fomentem e estimulem o desenvolvimento de atividades esportivas e de lazer no município.
 
Entendendo a demanda do esporte, o papel fundamental que ele exerce no desenvolvimento da nossa sociedade e a importante projeção que ele proporciona à nossa cidade, SOLICITAMOS a criação e inclusão de recursos para um novo segmento de fomento atendido pelo FIESPORTE, o ALTO RENDIMENTO ESPECIAL, destinados para entidades esportivas que atenderem aos critérios a serem criados pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer do município.
 
Para tanto, SUGERIMOS que seja destinado a esse novo segmento de fomento o valor de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais), valor este viabilizado pelo montante dos recursos destinados anualmente pelo município ao FIESPORTE, conforme os critérios estabelecidos por lei, e considerando, principalmente, que parte desses recursos são devolvidos para o município, por não serem utilizados em sua integralidade.
 
Estamos encaminhando cópia deste documento também à todas as entidades responsáveis pelo esporte na cidade de Caxias, a fim de mobilizarmos, em conjunto, pelo crescimento e desenvolvimento do esporte local.
 
Cordialmente,
 
Bruno Bedin Tronca
      Presidente
            Caxias do Sul Basquete
        (Texto fornecido pelo orador.)
 
Então, senhora presidente, senhores vereadores, faço questão de fazer a leitura dessa solicitação do Caxias do Sul Basquete. Eu sei que outras entidades que praticam o esporte de alto rendimento no município de Caxias do Sul têm esse anseio e que, como o Fiesporte tem parte do seu recurso devolvido todo ano, não teria o incremento de verbas no Fiesporte. Pelo contrário, se daria um destino maior e permaneceríamos com essas grandes equipes de modalidades que têm um cunho praticamente profissional de disputa, participando de competições nacionais e até internacionais, como é o caso do Caxias do Sul Basquete, e porque não o futsal. Tivemos aqui grandes exemplos da Enxuta; do Vasco; da UCS; do próprio Juventude; do handebol, quando teve uma participação muito interessante na Liga Nacional. Então eu acredito que a criação dentro da própria lei do Fiesporte do alto rendimento especial é algo possível hoje, porque não aumentaria a quantidade de recursos investidos, mas, sim, daria possibilidade de um outro destino que também acaba viabilizando essas grandes equipes e, consequentemente, fomentando a participação das categorias de base e aí a sequência lógica, não é, a criação de novas escolinhas esportivas e mais jovens participando. Então, deixo aqui o registro com relação à questão do Caxias do Sul Basquete, acho que é um ofício bem importante e interessante que pode dar uma nova cara e uma nova oportunidade, inclusive, para as equipes de alto rendimento da cidade. Porque, infelizmente, e hoje tem uma entrevista do treinador da equipe, o Rodrigo Barbosa, no Jornal Pioneiro, que demonstra a insatisfação com a forma de escolha e julgamento dos projetos protocolados na Secretaria de Esporte do Estado do Rio Grande do Sul. E que eu corroboro com essa crítica que ele faz, porque, na minha visão, os critérios não foram bem estabelecidos, e a forma de análise, inclusive, eu não sei se foi feita realmente análise do recurso apresentado pelo Caxias do Sul Basquete no momento cabível para que isso fosse feito. Então fica aqui um registro com relação a essa temática. E vou aproveitar esse tempo que me sobra para entrar um pouquinho na questão do fundo partidário, vereadora Marisol, acho que é um debate importante, a gente tem que fazer uma análise daqui a pouco até maior com relação a tudo isso e também entender o destino desses recursos do fundo partidário. Para onde vão esses recursos? Esses recursos servem para fazer ameaças as candidaturas dos estados? Serve para dizer: se tu não coligar com tal eu retiro o recurso; serve para trabalhar de que forma? Todos os deputados estaduais que concorrerão receberão os mesmos recursos? Os deputados receberão os recursos... os que estão no poder hoje receberão recurso dos que serão candidatos também? Que tipo de benefícios eles receberão para que tenha realmente uma igualdade nas candidaturas? De que forma está sendo feita essa distribuição de recursos do fundo partidário? Eu acho que esse momento nos permite fazer essa discussão porque a eleição está se avizinhando, está se aproximando. Diversas situações acontecerão, estão acontecendo. A perpetuação dos caciques eu acho que nesse momento ela tem sido potencializada pelos recursos do fundo partidário. Infelizmente isso está acontecendo. Talvez candidaturas bem interessantes aqui da Casa não receberão os recursos suficientes para que possa ter pé de igualdade com quem já tem milhões de reais através das emendas e aí se soma, vereador Scalco, a perpetuação dos caciques se soma com emendas e fundo partidário e aí a renovação vai ser praticamente zero, porque são dois recursos que estão entrando para o mesmo fim. Quem já tem emenda agora tem mais o recurso do fundo. Então tudo isso é preocupante porque a que ponto vai chegar essa forma de distribuição dos recursos do fundo partidário, a que ponto vai chegar as ameaças com possíveis coligações nos estado, de dizer: Se tu mantiver a candidatura em tal lugar tu não vai receber o recurso para que a tua candidatura se esvazie e tu apoia o candidato que eu quero. Então essas questões a gente tem que começar a fazer uma análise e entender... E não estou julgando aqui o sim ou o não ao fundo partidário, mas como é um sistema que existe hoje estou tentando fazer um pensamento daquilo que está acontecendo e que vai acontecer na eleição. Que chance terão de renovação os novos candidatos que estão se apresentando para concorrer a deputado federal ou até estadual se os recursos não vêm de forma igualitária? Soma-se a isso as emendas já destinadas e aí nem vou entrar na questão da medida provisória do orçamento secreto, desses recursos que estão... a emenda pix que agora surgiu no Congresso também, de todas essas questões que na minha visão trabalham somente na contramão da renovação na política, da oportunidade de novas pessoas surgirem, de tudo aquilo que a gente critica no sistema, mas que vem e vem muito bem embasado, infelizmente, para essa eleição com o somatório de todas essas questões. Os deputados federais eleitos já tem um valor absurdo de recursos através das emendas parlamentares e agora terão a preferência na divisão do bolo fundo partidário. Então em que condições os novos candidatos entrarão na disputa e também quero saber se os candidatos a deputado estadual receberão recursos do fundo partidário.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Declaração de Líder.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Em que quantia, em que pé de igualdade, d que formato receberão. Então é muita coisa que está para acontecer aí... Talvez candidaturas a governo, nos mais diferentes estados do país, serão proibidas em virtude da destinação de recurso ou não destinação de recursos do fundo partidário. Então é tudo muito nebuloso, tudo muito complicado e a gente precisa ficar muito atento a tudo isso porque infelizmente do jeito que se desenha, emendas parlamentares, emenda pix, orçamento secreto e fundo partidário não permitirão,  praticamente em nada, a renovação na política. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Peço um aparte, de imediato.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): De imediato, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, vereador Rafael. Eu só queria... eu não pedi para o vereador Felipe porque já estava no final do tempo, mas queria colaborar com ele na questão, qual é a situação? Eu me informou sobre essa questão do fundo partidário e o que nos foi passado? Foi passado que somente os deputados federais que têm esse direito. Se eles quiserem, se eles quiserem passar alguma coisa para os estaduais, tudo bem. E outra, estado que não tem um deputado federal daquele partido não recebe um centavo, por que? Porque o dinheiro vai só para os federais. Obrigado.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Olha, eu não vou meter pitaco no PT, vereadora Denise, mas eu acho que essa questão de organização de Fundo Partidário, a questão mais organizada que tem é o Partido dos Trabalhadores, porque, por exemplo, por tu ser mulher tu ganha um valor, por tu ser jovem outro valor, por ser negro outro valor. Então priorizam as candidaturas, e por isso que se tornam representativas e qualificadas. Não é uma chorna que só os mesmos de sempre, os milionários que ganham a eleição... Então, se todos os partidos fossem organizados, não teriam tantos cacos nos parlamentos, não é. Mas, enfim, o meu assunto, vereador Velocino Uez, é a questão da saúde que a gente tem tanto falado, tanto falado. Ontem, eu procurei a chefe de Gabinete, a Gregora. Eu disse: Gregora, eu falo 300 vezes na tribuna sobre a questão da saúde e parece que não é ecoado nos gabinetes aí o que a gente tem proposto aqui na nossa cidade. Ontem, 86 pessoas, o Pioneiro mostrou na página, na capa, parece que eram 73, 76 pessoas; O Jornal do Almoço já mostrou 86 pessoas; e hoje são 82 pessoas na lista de espera aguardando leitos nos hospitais. Dessas pessoas, trinta e poucas eram de municípios vizinhos; não eram da nossa cidade. Pessoas que vêm de outros municípios. Como não tem leitos, eles batem aonde? E ficam nas UPAs. A gente tem que parabenizar algumas iniciativas que estão sendo feitas pela Secretaria de Saúde. Por exemplo, duas crianças que estavam na iminência de vir a óbito, contrataram imediatamente com a Unimed dois leitos, contataram a Dilma, ex-secretária de Saúde do prefeito Alceu e superintendente da Unimed, e contrataram de urgência dois leitos da UTI da Unimed. Só que assim, a gente não pode botar uma régua na vida, porque todas as vidas são importantes, independente de cidades. Mas o que a gente tem que falar é que, enquanto o prefeito aqui, o Feltrin, presidente da Amesne, ele gosta de aparecer fazendo show como Elvis Presley, e ele está no direito dele, ele poderia aparecer como dizendo: “Pessoal, nós temos que colocar a saúde da região no foco como principal tema da região”. Nós estivemos lá com o Hospital Geral pedindo recursos para ele liderar essa campanha pela Amesne, e até agora não foi feito nada. Conseguimos os recursos para a ampliação de 118 leitos do Hospital Geral com deputados federais, com entidades privadas, doadores, Governo do Estado0 a prefeitura; mas a Amesne para que serve? De 30, de 48 municípios que nós visitamos, só um município.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, senhor vereador? 
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Então, assim, mais uma vez o município de Caxias do Sul teve que bancar dois leitos particulares na Unimed, e que bom que fez isso, parabéns porque senão essas crianças iriam morrer, mas, em contrapartida, esses outros municípios trazem as crianças dos seus municípios, superlotam as nossas UTIs, e quando eles são chamados então para dar a sua contrapartida, eles fogem da obrigação. Aí a gente assiste a TV RBS, as rádios, jornais, e só patrocínio: festa disso, festa daquilo, festa daquele outro e não sei o que lá. Eles plantam árvores, enfeitam a cidade e aí eles têm dinheiro. Para ajudar a saúde de Caxias do Sul, que as pessoas estão morrendo... Gente, é desesperador o que está acontecendo na nossa cidade. Eu afirmei aqui e afirmo mais uma vez, e me provem isso aqui que eu estou falando se eu estou falando alguma mentira: nem na época da pandemia tantas pessoas esperaram leitos nas UPAs por um leito hospitalar; e a gravidade está aumentando. E essas pessoas que estão na UPA, que aumentaram a gravidade do seu problema, vou usar um exemplo, elas estão furando a fila daquelas pessoas que estão lá na lista de esperas de exames e cirurgias, porque elas aumentaram a gravidade. Então, se elas estavam na lista de esperas, elas já pularam e a gravidade... E aquelas pessoas vão ficando para trás.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Permite um aparte, se possível, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): E a doença dessas pessoas está aumentando na mesma proporção. Então a gente não consegue desafogar. A gente não pode culpar porque a pessoa não foi numa consulta. Até porque essas consultas, a maioria é de clínico geral. Nós temos que fazer essas oncológicas. Cintilografia! A Cintilografia está há anos. Eles estão chamando agora de 2019, a cintilografia. Colonoscopia, mais de 60 meses uma colonoscopia para detectar se a pessoa tem câncer. A pessoa morreu, ressuscitou e não fez a colonoscopia. Seu aparte, Valim.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Rafael, excelente tema abordado. De fato, muitas vezes a gente recebe até certas críticas, ou, enfim, a gente tem que analisar que de fato o vereador aquele que se dedica, aquele político que de fato está comprometido com a população. Porque este vereador, Juliano Valim, não vive de discurso e nem de demagogia. Eu trabalho na prática. Estou fazendo! Então, vereador Rafael, eu lhe parabenizo pelo trabalho que o senhor está fazendo. Este vereador, eu consegui aí quase dois milhões, inclusive mais de um milhão de reais só para a área da Saúde de Caxias do Sul. E, no meu primeiro mês que assumi como presidente da Comissão de Direitos Humanos, eu não estava defendendo bandido não. Estava defendendo os usuários da UPA Central e não fui lá tirar foto. Eu fui lá fazer! Ingressei no Ministério Público e dois médicos foram contratados. Então este vereador aqui está fazendo junto com os demais colegas vereadores que estão comprometidos com a saúde, com a educação e com a segurança, com a questão da vulnerabilidade social do nosso Município de Caxias do Sul. Então temos sempre que cuidar com as palavras por que este vereador, que fique bem claro, não vive de discurso e de demagogia e não faz esparramo por aí. Trabalho e faço! Parabéns, vereador Rafael, que o senhor é um dos mais lutadores da cidade de Caxias do Sul, está fazendo; não está prometendo. E vive de  trabalho. Parabéns!
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. O senhor há um ano e meio vem visitando com frequência as UPAs, talvez, não consegue resolver nada, mas vai fazer sabe o quê? Ocupa o espaço da tribuna para dizer: “Prefeito, tem que fazer! Secretário, tem que fazer!”. A gente aponta caminhos. Eu fico feliz também, vereador, que o senhor protocolou, e eu peguei o seu cardzinho lá Facebook, e consegui três médicos essa semana. Foram contratados, foram nomeados. Eu pedi para Dani para ela dar prioridade. E foram médicos que vão ser disponibilizados nas nossas UPAs. Então cada um fazendo a sua parte de modo concreto, não só discurso como o senhor diz.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Nobre colega, eu quero ler uma mensagem aqui. Teria quatro mensagens, mas eu vou ler uma. Bom dia, desculpa incomodar. Conseguiu alguma informação nova? Eu sei que não é fácil, mas, por favor, não quero perder meu pai. Ele simplesmente está cada dia pior, pois devido ao sangramento no estômago ele não consegue comer nada. Está lá na UPA Zona Norte. Resposta do Dr. Dino é que está sem perspectiva de leito rápido. Então o meu amigo Natalício, com certeza, é mais um que vai perder a vida por não ter leitos. Tudo que ele trabalhou por essa cidade, vizinho. Então assim eu não quero passar na frente de ninguém, não é. O vereador, não é esse o papel. Nem o prefeito passa na frente. Tem a regulação médica e nós temos que respeitar. Agora 27% do nosso orçamento gasto em saúde e saber que de cada 10 milhões, dois milhões e trezentos vai para os 48 municípios. Falta algum drible, falta alguma questão política. Falta a Amesne, falta alguém bater na... “Olha, está aqui o consórcio. Veio dois de São Chico, está aqui o boleto. Veio dois, três de Gramado, está aqui o boleto para Gramado”. Tem que achar uma forma. Não é possível! Eu não consigo entender que não haja uma forma dos municípios ajudarem Caxias. Eu não consigo entender. É a Amesne. O nosso prefeito é vice da Amesne. Então alguma coisa tem que ser feita. Obrigado.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado. Vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): É ao encontro do que o vereador Dambrós acabou de falar e o senhor está tentando. Nós estamos na maior cidade da Amesne, na segunda maior cidade do Estado do Rio Grande do Sul, o prefeito é do mesmo partido do governador, temos que discutir gestão pactuada entre outras várias questões. Agora, eu tenho uma mensagem aqui de uma pessoa com câncer no pulmão, vereador Rafael, que está há seis dias numa poltrona. E a gente tem que falar, é isso! Seis dias na poltrona. Eu falei com o Mário Tadeucci e não tem perspectiva para a pessoa ir para a maca. Então ela, sequer, está na maca na UPA. Ela está na poltrona sem tomar banho, que não tem condições lá de fazer isso. Então assim: é o caos! E há de dar alguma resposta, a não ser a morte das pessoas que é o que vai continuar.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Eu estou concluindo, presidenta. Mas eu só quero terminar. Bom, vamos ler mais umas aqui.
 
Não sei se você consegue me ajudar, mas, enfim, estou com a minha avó internada na UPA Zona Norte, desde o dia 6. Ela está com suspeita de câncer no ovário, mas está se espalhando, só que ela precisa aguardar um leito no hospital para fazer exame. Ela está sofrendo, não aguenta mais. Já apelamos para todos os lados, mas não adianta.
 
Tenho vários desses depoimentos aqui de hoje, de ontem, como todos vereadores. Nós precisamos achar uma solução, gente. Nós precisamos, porque senão nós vamos só ver o obituário aumentar a cada dia. Obrigado.
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VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Senhora presidente, caros colegas vereadores. Vou me manifestar em dois pontos: um é um desabafo, e o outro é uma comemoração. Eu tenho andado, visitado as UBS e sentido as demandas e necessidade de muitas soluções físicas nas UBSs. Tenho conversado com funcionários, com médicos, com enfermeiros, com técnicas de enfermagem, com cirurgiões dentistas e tenho sentido uma dificuldade dentro da Secretaria de Saúde. Quanto aos aspectos físicos, eu apresentei para a secretária e para o Dr. Dino muitas reivindicações. Tive reuniões com a secretária, tive reuniões com o prefeito. Algumas estão sendo atendidas. Mas o que eu senti na convivência nessas visitas é uma dificuldade de relacionamento de alguns profissionais, de alguns diretores da Secretaria de Saúde. Eu não gostaria de fazer isso. Mas já participei para o prefeito essa minha posição e essa minha insatisfação. E eu, hoje, claramente, venho manifestar de público o meu desejo e a opinião que dei ao prefeito, a sugestão que dei ao prefeito que duas pessoas que, juntamente com a Secretaria de Saúde, comandam a saúde em Caxias do Sul, o Dr. Dino e a Dra. Vanusa sejam mudados, sejam modificados. Tenho sentido na convivência com os profissionais um entrave, uma dificuldade de relacionamento. E eu sinto, eu particularmente, quando eu me dirijo especialmente o Dr. Dino, e junto vem a Dra. Vanusa e por extensão a secretária, eu tenho recebido, como se diz na linguagem popular, com as pedras na mão. E a quantidade é grande, talvez fisicamente eu não tenha condições de segurar na mão. Mas essa posição é de retaliação, é de não aceitar. Ontem, particularmente, eu tive uma dúvida, mandei mensagem para o Dr. Dino, ele me disse que não poderia me atender que estava num consultório dentário e me passou o telefone da Ana, que é administradora. Liguei para ela duas vezes e não me atendeu. Liguei para a secretária de Saúde, ela não me deu retorno. E eu queria uma informação simples, que essa informação vinha culminar naquilo que eu vou falar positivamente que aconteceu. Então eu tenho esta posição, não gostaria de ter chegado a esse momento publicamente, mas eu demonstrei ao prefeito essa minha inconformidade, essa minha insatisfação. E eu estou respaldado por aquilo que eu senti in loco, por aquilo que eu senti no dia a dia, na convivência dos profissionais. Esses profissionais, para o bom andamento da saúde, eles têm que serem modificados e tem que outras posições assumirem esse comando. Acompanhando o meu tempo, ele está terminando e o aspecto positivo é que a demanda do Pioneiro, da cobertura da UBS do Pioneiro, em que eu presenciei os consultórios dentários com lona para cobrir a cadeira, um risco de contaminação e a impossibilidade de atendimento, a prefeitura vai assinar com uma empresa já escolhida, sem licitação, o conserto do telhado. E o outro aspecto positivo e a gente tem que aplaudir e eu estou aqui para isso, mas satisfeito por anunciar coisas boas, é que a UBS do Bairro Rio Branco, que também estava numa situação, no meu ponto de vista, inaceitável, ela só tinha uma porta de entrada onde entrava o ar, a ventilação, e as outras janelas e etc. totalmente fechada com vidro e agora mudou de dono, pelo que sei, e no final de semana passado já foram trocadas duas das portas e no final de semana agora vão ser trocadas as outras. Então esse aspecto positivo, mas eu não recebi, foram duas faltas que eu tratei juntamente com a secretária, o Dr. Dino e o prefeito, e não recebi deles a informação de que o meu pleito estava sendo atendido. E ontem, que eu precisava de uma informação, também procurei, liguei duas vezes para secretária, liguei para...
PRESIDENTA DENISE PESSÔA (PT): Para concluir, vereador.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Para a funcionária que o Dr. Dino indicou, não me atendeu. Então, só para concluir, essa minha insatisfação e sei que a comunidade, que os profissionais da área da saúde, estão esperando que esses profissionais não façam parte mais do quadro, juntamente com a secretária de Saúde. Era isso, meu muito obrigado.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom, bom dia colegas vereadoras, colegas vereadores. Depois dessa fala do vereador Cadore fica... mas acho que o vereador Cadore exprime a fala, o descontentamento de muitas pessoas da cidade sobre uma série de encaminhamentos e concordo quando o senhor fala de planejamento, vereador, porque parece um termo tão genérico aqui, mas eu encontro isso. Tenho vários amigos nas UBSs e que apontam reclamações de provavelmente questões que o senhor aborda. Então importante, pertinente a sua fala e precisamos melhorar e melhorar muito. Além das questões macro, que foram abordadas aqui pelo vereador Rafael Bueno, mas essas questões de planejamento, de trato com servidores, de encaminhamentos e tantas outras. Mas o meu assunto não é saúde, eu venho aqui para falar e queria pedir a atenção dos colegas vereadores porque esse assunto não é novo, o que eu vou tratar. Ao longo dessa legislatura inúmeros dos colegas trataram desse assunto. Recentemente teve aniversário da cidade e Caxias é conhecida com a pérola das colônias, era tida como a pérola das colônias, mas nós somos tratados como bijuteria no que se refere ao acesso das nossas cidades e vou começar pela Rio Grande do Sul-453. Gente, pelo amor de Deus, da saída do Iguatemi até o antigo pedágio... primeiro que é mata nativa. Para fazer a poda ali, a capina, é um problema, daqui a um tempo não tem como mais fazer. Depois os buracos... logo mais  nós vamos ter acidentes em razão dos buracos. A segunda via do Iguatemi até a entrada no Rizzo e do Cidade Nova não dá para trafegar na segunda pista em razão dos buracos e eu tenho acompanhado, porque faço esse trajeto todo dia, inúmeros acidentes. Então eu queria pedir, já que o governo do estado não trata Caxias como pérola das colônias e como bijuteria de quinta categoria, que os colegas que são da base, especialmente, e já escutei isso ao longo da manhã, aos deputados que são da Base do governo, que conversem com o Daer, com alguma entidade para que olhe com carinho a cidade, porque nós não temos isso. É uma vergonha a entrada da cidade, uma vergonha. Então a primeira questão é essa. Além de ficar feio, é um risco iminente de acidente. Com a serração, com a chuva, então precisamos. Tem o pleito eleitoral, tem o pleito eleitoral e o meu pré-candidato, que é o Edgar Pretto, nós vamos trazer ele a Caxias, vai estar aqui sábado, vou levar ele até a saída de Farroupilha e eu vou querer saber qual é o compromisso que o governo do pré-candidato vai ter; e dos demais também, mas tem que ter solução já que nós estamos abandonados. A primeira questão é essa. A segunda se refere a entrada da região Planalto. No ano passado, conversei com a secretária Margarete, o governo esteve aqui, o antigo projeto foi suprimido, a placa velha segue lá e nós seguimos sem ter uma... Na apresentação do projeto e uma definição do governo para o acesso da região Planalto. Recentemente tivemos acidente. Vereador Rafael, que conhece esse assunto antigamente, essa era uma pauta do ex-vereador Edi Carlos, nós temos risco de morte dos idosos que sobem na Avenida Ipiranga para o Planalto, dos alunos que saem do Melvin e vão para a Vila Ipiranga, e nós não temos a resposta. Vai sair ou não vai sair? O asfalto está caro; o material, impossível. Então eu só preciso que o governo diga que não vai sair esse projeto como tinha sido definido, e nós seguiremos com o risco de acidentes dos automóveis e, principalmente, de vítimas fatais na nossa região. Por favor, algo que compete ao governo do estado, na RS-453 e, nesse caso, a BR-116, com um projeto que está em vias de ser concluído, mas de decisão política e de recurso para dar conta dessa necessidade que é da região e que é da cidade. Era isso. Obrigado, presidente.
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VEREADOR GILFREDO DE CAMILLIS (PSB): Bom dia, senhora presidente e colegas vereadores. Gostaria de cumprimentar primeiro o colega Cadore pela coragem de falar o que falou, e lhe informar, porque ele foi um dos que batalhou também pela obra, futura obra do consultório odontológico do Bairro Pioneiro, que era uma luta desde 2017. Eu gostaria de agradecer a equipe da Selinc, da PGM, da secretária da Saúde, da Sra. Gregora e da gerente da Unidade Básica do Pioneiro, pela luta que tivemos. No dia 15, sexta-feira passada, foi publicado no Diário Oficial eletrônico, edição extra, que foi contratada a empresa Funiágil Soluções e Funilaria e aço inox LTDA., prestação de serviço de reparo do telhado da UBS Pioneiro, valor R$ 10.303,00. Uma luta de cinco anos. Espero que essa luta tenha terminado. Agradecer também a luta dos moradores da região do Bairro Pioneiro por mais essa conquista. Muito obrigado.

 

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VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Bom dia, senhoras e senhores, colegas. Dia do Amigo sim, vereadora Marisol. Muito fácil, muito fácil quando, quando você quer tirar proveito de uma situação que a responsabilidade é de todos nós. Vereador Rafael, eu fui eleito para ajudar a resolver os problemas das pessoas. Como líder do governo fica difícil, muitas vezes, porque qual o governo, independente de quem esteja ali, não quer resolver os problemas das pessoas? Muitas vezes, vereador Rafael, eu escuto na rua: “O Adiló me surpreendeu”. Cadê as obras na nossa cidade? Essas pessoas não têm esses problemas de saúde. E quando aqui eu escuto muito de vereadores apontando soluções como o senhor é um, eu acredito sim que, no outro final de semana ainda, a secretária me disse: “Velocino, se tivesse leito para comprar, eu compraria hoje”. Eu tenho o aval do prefeito Adiló. Aonde vamos buscar o dinheiro? Eu não sei. Hoje, no outro final de semana. Agora nós temos obrigação, pelo menos aqueles que acreditam no governo que eu acredito, independente de partido que todos que estão aqui querem resolver os problemas das pessoas, foram eleitos para isso. Quando uma pessoa está passando por dificuldade, nós temos que ajudar. Agora se tiver algum vereador aqui dentro que tenha uma solução mágica do nosso problema da saúde, por favor, se coloque à disposição que eu vou defender e vou levar lá no Gabinete do Adiló, “este cara tem a solução”. Está contratado na hora. Porque ninguém quer se omitir de resolver os problemas das pessoas, vereador Xuxa. Eu trabalho com a verdade, mesmo que ela doa. Tu acha que é fácil para mim que já tive o sogro e o pai com problemas de escaras, que nem tem um familiar no final de semana e não poder ajudar. Agora, temos muitos problemas e vai ter sempre mais se as pessoas que acreditam que com 125 leitos nós vamos resolver o problema da sociedade. Vão diminuir os problemas. De novo, de onde viram os recursos? Eu quero ver o prefeito, ali na frente, o próximo prefeito de onde vai buscar os recursos. Tem que mexer de cima para baixo. Tudo que foi falado aqui hoje de manhã, dos municípios ao redor ali, mil maravilhas e a cidade de Caxias que se rale. O Adiló está se ralando. O Adiló é o mesmo. O prefeito Adiló está tendo dificuldades. Agora, puxar a corda para ele se acabar, nós não vamos resolver o problema daquelas pessoas lá que têm o problema em casa, vereador Rafael. Foram contratados mais 12 médicos... Aquela situação, Lucas, das nossas agentes, o projeto já veio para casa na segunda-feira, porque agora o dinheiro está no município, não é possível colocar na folha do final deste mês, porque teria que aprová-lo até dia 20 e não é possível, presidente, que amanhã... Hoje! Mas tem a garantia do Governo Municipal que vão receber desde lá do início de março, na folha de agosto, retroativo, isso sim, isso é falar com a verdade. Agora é difícil estar no lugar daquelas pessoas que têm aquele problema lá em casa e não sou, são muitos. Agora onde vamos comprar os leitos, vereador Sandro, se não tem? Se não tem leitos para comprar em nossa cidade. Agora, se alguém tem um hospital escondido aqui em algum bairro que vai resolver o problema, que se coloque à disposição para ser secretário, vai ter o apoio. Se coloca à disposição. É muito fácil bater quando uma pessoa está em dificuldade, puxar a corda. Temos que trabalhar juntos, como muitos falam aqui, para resolver o problema, porque aquela vida daquela pessoa que está em risco lá é única, não vai ter uma segunda chance ali na frente. Então fica difícil, como líder de governo, quando a gente vê e falta com a verdade, reconhece que temos muitos problemas. A obra deixa lá para frente. Deixa lá. A vida da pessoa é que está em jogo. Prioridade do Governo Adiló que está colocando. Vinte e sete por cento; se colocasse 50, se tivesse leito, talvez colocasse 50, de onde virá? Ninguém sabe. Mágica ninguém faz. Fica difícil. Tu me desculpa, vereador Rafael, talvez alguém, mas fica difícil numa situação como essa. Eu não sei mais aqui dentro o que é resolver problema, o que é politicagem, sinceramente, colegas. Tirar proveito de situações difíceis que se trata da vida da pessoa, para mim, não é estar à frente da população é politicagem, tirar proveito de uma situação gravíssima que é da saúde e da vida das pessoas infelizmente. Não é do meu perfil de falar isso, mas temos que ver o que é politicagem, tirar proveito da situação e realmente, vereador Juliano, o que é resolver a vida das pessoas como o senhor muito bem fala. Porque senão fica difícil. Mas não é para isso que fomos eleitos.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu vou utilizar esse porque o nobre colega Lucas puxou o assunto do acesso da nossa cidade. Se eu conseguir me concentrar, eu vou continuar falando. Então, eu quero falar especificamente do acesso que nós temos da zona norte para a cidade. Então eu lembro que, em 2017, 2016, 2015, eu participei de muitas reuniões dos Coredes, representando o prefeito Alceu. Bah, era uma incumbência não é, mas eu ia. E já, na época, já na época se falava do acesso de quem vem de Flores da Cunha, Antônio Prado, Vacaria e vai a Porto Alegre, vai a Farroupilha, dessa alça tão esperada desse cruzamento ali da 453 com a RS-122. Pois bem, a EGR, que é a ordenadora, então está desenvolvendo, começa uma semana, outra semana para, começa outra semana, outra semana para, começa, mas nós temos a esperança que essa obra ande e ande rápido. Mais de 500 metros, um milhão e meio investido ali e que vai dar tranquilidade para quem vem de Flores da Cunha, pela alça, acesse a 453 e siga o caminho em direção a Farroupilha. Pois bem, pois bem, eu fiz um ofício para que também... Aliás, o governo municipal deveria ter um diálogo com essas obras executadas pelo Estado para talvez uma contrapartida e ajudasse também nos acessos. Que, por exemplo, quem vem da Codeca, quem vem do Santa Fé não consegue entrar em Caxias. É um absurdo aquele trevo na frente da aduaneira. Uns vão até o trevo da Brinox, do Pôr do Sol e é pior ainda. E daí, quando não conseguem entrar em Caxias, vão até o viaduto Nossa Senhora da Saúde, entram à direita, vão até a igreja, contornam e passam por baixo do viaduto. Então eu fiz um ofício para o Daer, solicitando que nesta obra de acesso já façam uma alça paralela se possível, um estudo técnico de quem passa por cima do viaduto vindo da Codeca contorne e saia embaixo do viaduto e venha para Caxias. Que não tenha que parar no trevo. Que não tenha que ficar 40 minutos. É muito acidente ali. Se os caminhões não param, se não dá para colocar uma sinaleira que tranca muito até o Posto São Luís, mas que nós tenhamos ali um acesso diferente do lado da alça. Quem passa por cima do viaduto que tenha a alça à direita, saia embaixo do viaduto e venha para Caxias. Será que é impossível? Então, eu sei que o Búrigo que trabalhou muito para que essa alça acontecesse e, inclusive, mandei uma cópia para ele, uma cópia para que ele também fale com o pessoal da EGR, troque uma ideia com o Daer. Hoje, o acesso de quem vem do Santa Fé, de quem vem do Posto São Luiz, da Codeca para Caxias é terrível, são 40 minutos, é meia hora. Não temos acesso em Caxias, meu Deus do céu! Se os caminhões não param, não se consegue acessar. Então que, já que está sendo executada essa alça, que do lado tenhamos uma alça de quem vem da Codeca passe por cima do viaduto, entre à direita e desça embaixo do viaduto e venha para Caxias. Porque parar no trevo da aduaneira é acidente seguido, é terrível. Se os caminhoneiros, se o pessoal não para, se o pessoal não tem respeito com quem está no trevo não consegue acessar nossa cidade. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Velocino Uez, eu entendi que esse xixi aí que o senhor deu publicamente não foi para mim, não é? Foi para o Cadore ali, não é? Porque eu, vereador... Não, mas é que daí o pessoal está em casa e não entende, não é? Porque eu falei antes da Saúde. Mas eu quero dizer uma coisa, vereador, eu nunca falei mal da equipe da Secretaria de Saúde, bem pelo contrário, parabenizei a secretária de Saúde, a Daniele, e os demais integrantes. Mas assim, vereador, o que eu quero dizer ao senhor que já esteve também em Brasília, que o senhor foi numa agenda que a gente organizou lá? Eu pergunto para o senhor, enquanto líder do governo, quantas vezes a secretária de Saúde esteve em Brasília? Quantas vezes nesse mandato? Protocolos? Tem uma infinidade de protocolos. Realmente ela está lutando, está fazendo protocolo para a questão das UPAs, para manter médicos, para fazer não se o que lá... Mas quantas vezes? Vocês sabem por que eu consigo dinheiro para saúde? É porque eu vou lá infernizar a vida dos ministros, vou lá infernizar a vida dos senadores. E não vou lá e só entrego um ofício. O senhor sabe, Velocino Uez.  Agora nós conseguimos liberar um recurso de 3 milhões e poucos  para Caxias do Sul, para o Hospital Geral, porque eu conversei com o coordenador da bancada gaúcha, o Cherini, nós abrimos o protocolo, estava o Sandro Junqueira, eu, nós fomos lá com o ministro da  Saúde e garantimos esse recurso e veio para Caxias. Com o senador Heinze, porque nós saímos aqui de Caxias, o senhor estava junto naquela vez, vereador, e conseguimos todo o maquinário para equipar o Hospital Geral. Não adianta só mandar ofício. O Búrigo quando foi secretário do Sartori e do Alceu, porque conseguia rios de dinheiro e empréstimo? Porque saia de Caxias e ia buscar dinheiro em Brasília, com projetos embaixo do braço. Não adianta só protocolar.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um dia... eu nunca me esqueço um dia que eu estava em Brasília... como é o nome daquele deputado estadual que entrou agora do MDB? Fantinel o nome dele inclusive. Beto Fantinel, do MDB! Ele era secretário executivo do Osmar Terra, Ministério da Cidadania, que o vereador Felipe conseguiu uma agenda para mim, ele e o deputado Búrigo, e estive lá no dia que o Terra caiu inclusive, que assumiu o Onyx de ministro da cidadania. Este vereador, agora estamos com um projeto aqui... a Apae de Caxias não está precisando de  um carro? Digo: Olha, não sei se está precisando de carro. Liguei para a Fátima e ela disse: Mas tem que ser hoje, tu enviar um ofício que vai vir um carro todo adaptado. Olha a sorte, porque eu estava lá naquele momento, de uma agenda que o vereador Felipe conseguiu para mim, e o carro está aí. Mas por quê? Porque eu não estava sentado aqui no meu gabinete. Eu disse assim: Eu preciso fazer essa viagem representando a Câmara e bater perna em Brasília e os resultados estão aí. Então, vereador Velocino Uez, o senhor que já foi e sabe como a gente trabalha e a gente consegue independente de partido. Inclusive tem um deputado que não deu dinheiro para o Lar da Velhice, que tirou nós do gabinete, o senhor estava junto, que eu chamei ele de mentiroso. É mentira ou não é vereador? É, deputado Sanderson, que ele não repassou recurso e disse: Saiam aqui da minha sala! Tirou eu e o vereador Velocino Uez. Eu disse: O senhor não repassou o dinheiro, prometeu e não repassou, deixou nós na expectativa. Tivemos que fazer vaquinha para comprar a caldeira. Então a gente trabalha independente de partido, a gente tem que trabalhar com resultados. Então eu só quero dizer que talvez se o governo não está se ajeitando ali, alguns integrantes, têm a Paula que ela é psicóloga e pode fazer uma Justiça Restaurativa e daí se ajeitar. Faz uma Justiça Restaurativa, chama o Leoberto Brancher e se ajeitem e parar com essa briga pública porque fica feio para quem está assistindo. Seu aparte.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Rafael, quero lhe cumprimentar pela fala e essa questão de articulação eu acho extremamente importante. Pelas informações que eu tenho o município perdeu outras duas grandes oportunidades e até acho que daqui pouco vale a Comissão de Saúde dar uma olhada nisso porque nós tivemos dois grandes congressos sendo realizados um em Gramado, dia 29 e 30 de junho, que foi o COSEMS/RS, e as informações que eu recebi é que o município de Caxias do Sul não estava representado. E tivemos um grande evento nacional e nos dois eventos a equipe do Ministério da Saúde estava presente, que foi o Conasems, em Campo Grande, de 12 a 15 de julho, onde trabalharam todos os problemas da saúde, a questão dos avanços, as judiciallizações, a atenção básica, enfim, toda a parte de organização do SUS e pelo que tenho informação também nesse nacional Caxias do Sul não esteve presente, inclusive foi chamado lá numa reunião dos secretários da região para avançar essas questões que o senhor tanto luta. Então eu acho importante a gente saber porque é importantíssimo o município participar desses grandes eventos nacionais e que ali se decidi muita coisa, inclusive com a presença do Ministério da Saúde.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Velocino Uez, meu líder do governo, eu já falei para a secretária, eu já falei para o prefeito que nós precisamos... A secretária precisar estar todo dia lá em Brasília. Deixa os diretores aqui trabalharem, a equipe técnica, ela precisa estar lá brigando, cobrando dos ministros, dos executivos, todo mundo e buscando recursos para a nossa cidade porque senão nós vamos ficar aqui cobrando articulação política, mas quem tem o poder da palavra e da caneta, que é a nossa secretária, uma pessoa inteligente e capacitada, não consegue desenvolver o seu trabalho porque não está lá em Brasília. A Câmara, a Comissão de Saúde está à disposição, continuará lutando por ampliação de cirurgias e de atendimento, mas sozinho a gente só ecoa a nossa voz e não consegue trabalhar com resultado. Obrigado, presidenta.
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Um pequeno apartezinho?
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): De imediato, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Vereadora Tati e Rafael, é muito pertinente sua fala, mas no meu entendimento, quem deveria ir para Brasília é um grupo formado por três ou quatro da região, toda a região com o objetivo de mudar isso aí. O Dr. Basso lá em Galópolis me falou que no tempo que ele foi secretário vinha junto com o paciente o formulário de pagamento. Se não mudar para esse lado, eu duvido que tenha um prefeito que vá resolver o problema da saúde na nossa cidade. Tem que haver o entendimento da região como um todo. Senão, ali na frente, o que está ruim, pode ficar pior. Infelizmente é duro de falar isso.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Gente, eu quero aproveitar este espaço para divulgar um programa de qualificação profissional com cursos gratuitos e que estão as inscrições abertas. Então, essa é uma notícia muito boa, muito importante. O programa vai possibilitar a qualificação de profissionais, de pessoas em situação de desemprego e que se declaram de baixa renda, ou Cadastro Único, perfil de Cadastro Único. Atendendo ao fim social e disponibilizando às empresas da categoria mão de obra capacitada. Os cursos têm turmas previstas para o cargo de ajustador mecânico, para iniciar agora então uma turma em 18 de julho, outra em 8 de agosto; e também de eletricista predial. Então será possível disponibilizar cestas básicas, transporte, por conta de uma parceria firmada com outras entidades: Simecs, Simplás, Sinduscon e Conselho Municipal do Trabalho, Emprego e Renda. As cestas, assim como o transporte, serão disponibilizadas com base na frequência dos alunos. Então, turmas previstas para Caxias, repetindo: montador de painéis elétricos, torneiro CNC e operador de injetoras para termoplásticas. Para quem tem interesse, que está nos acompanhando hoje, pode entrar em contato através do telefone da FAS no 3220.8700. Repetindo os contatos então: 3220.8700. Então, lembrando que esse programa de qualificação profissional, ele é gratuito. E falando mais, eu estive essa semana conversando com o pessoal da CIC e eles nos disseram que eles têm vagas de emprego abertas e está faltando gente, mas está faltando gente qualificada. Então é muito importante que essa notícia desses cursos gratuitos chegue à população, e eu peço aqui ajuda dos vereadores, especialmente do vereador Marcon que tem a Frente Parlamentar em Defesa dos Trabalhadores, para que ajude também através das suas redes sociais para que essa notícia chegue em quem realmente precisa. Porque, por vezes, a gente mostra Caxias como terra arrasada e não, não é essa a realidade da cidade que eu moro, tem muita coisa boa acontecendo, só que a gente costuma dar foco mais aquilo que é negativo, do que aquilo que é positivo. Então, peço a ajuda de todos para divulgar para que essa informação chegue às pessoas que estão nesse momento desempregadas, precisando de renda. Seu aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereadora Tatiane, parabéns por divulgar. A gente tem que fazer, e até acho que a Câmara, fazer uma grade de programação convidando a população para isso. É para isso que serve... Aliás, a TV Câmara é dos vereadores, não é particular de um, de outro ficar fazendo programa. A TV Câmara deveria ser para isso: utilidade pública. E por que eu digo, vereadora? Nós estamos com mais de cinco mil pessoas para serem contratadas nas empresas. A Marcopolo está distribuindo panfletos, mas não encontram pessoas qualificadas, mão de obra qualificada. As empresas... Eu só vejo cartaz, cartaz, cartaz. Então, que boa essa iniciativa. Muito boa. Eu tenho certeza de que muitas pessoas não vão procurar, não vai ter a procura. Eu espero que tenha, mas tem muitas pessoas que estão contentes só em receber o auxílio e não em procurar qualificação e também o emprego. Obrigado.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Obrigada, vereador Rafael. Sem dúvida a gente precisa que essa informação chegue ao maior número possível de pessoas. Por isso eu peço também aos colegas vereadores que nos ajudem a divulgar porque essa é uma informação importante e que de fato impacta positivamente na vida das pessoas. Então agradecer novamente as entidades parceiras que estão fazendo esse curso, agradecer também a Prefeitura Municipal de Caxias do Sul que vê a dificuldade pela qual as pessoas estão passando e toma providências. Obrigada.
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Senhores vereadores e você que está nos prestigiando pelas demais redes sociais. A saúde pública de Caxias do Sul, principalmente nas UPAs, está no fundo do poço, naufragando, está igual a um navio. Está caótica a situação. Citar um pequeno exemplo, a UBS de Ana Rech. Desde 2010, 2012, fiz parte do Conselho Municipal de Saúde cobrando. Tenho processos abertos. Vereador Daneluz, que é daquela região também sempre cobrando. Já fizemos várias visitas naquele espaço. O vereador Rafael Bueno também. O próprio vereador Fantinel, que há poucos dias também se engajou nesta causa também, porque é bom quando tem outras pessoas que se engajam nessas causas nobres. Então algo complexo que desde que eu assumi meu primeiro ano de mandato, o prefeito Adiló se comprometeu. “Sim, vai sair.” A gente foi lá, tirou fotos e hoje as pessoas criticam nas redes sociais porque não sai do papel. Espero que até 2024, pelo menos, se inicie a obra, que seja pelo menos alugado um espaço e que seja usufruído lá naquela região. Porque estamos cansados de promessas. Temos que ter atitude. Falando em relação à questão da secretária da Saúde de Caxias do Sul, parabenizo o vereador Cadore que fez aquele desabafo. Olha que o vereador Cadore é o ex-líder de governo desta Casa, da Câmara de Vereadores, e chegar a esse ponto de estar aqui fazendo um desabafo. E este, vereador, também já fez vários questionamentos à secretária da Saúde, Daniele, que visualizou e não me deu retorno. Mostra a ineficácia, a falta de administração, a falta de gestão. Eu, este vereador, Juliano Valim, vereador Daneluz, gastei só gasolina em vão, fui mais de 10 vezes a região de Ana Rech para olhar um espaço para aluguel. Sempre uma desculpa, “porque falta pé direito, porque aqui é muito grande o espaço, ou é muito pequeno”. Parece que é algo meio, digo, direcionado. É lamentável o que está acontecendo. Se não for construída uma UBS nova, não dá para fazer um aluguel, não dá para usar. As pessoas estão morrendo, não tem médico. Olha a situação da UPA Central e Norte, não há espaço físico, estrutura. Será que o prefeito não está enxergando, precisa levar pessoalmente, tem que ir lá trabalhar junto. Desde o início do mandato, primeiro dia de trabalho da secretária Daniele, me mostre, me prove, quais soluções eficazes ocorreram nas UBS e nos hospitais de Caxias do Sul que tem ligação direta com a secretária da Saúde? Me prove, me mostre, traga aqui e me diga. Os problemas continuam iguais e sempre uma desculpa, um mimimi, “por que não tem dinheiro”. Tenho um grande carinho pelo prefeito Adiló, mas hoje falta atitude, falta gestão. E também quero frisar esse problema. Temos que ter engajamento da população. Temos que cobrar. Vereadores, temos que estar juntos nessa causa. Temos que nos somar. Saúde não é brincadeira, é coisa séria. Quarta e quinta-feira passada, estava lá na UPA Zona Norte com a minha mãe que foi constatada que está com pneumonia, problema pulmonar. Este vereador também usa a UBS, o CES, que inclusive hoje de manhã, eu tinha que estar lá na fila do CES e devido a sessão vou ir agora. Eu pretenderia ir agora na parte da tarde, mas tenho que ir a Bento. Amanhã, vou estar lá, pela manhã, como usuário do SUS em busca de medicamentos especiais, porque faço tratamento de quimioterapia. Então temos que somar nessas causas nobres, trabalharmos juntos, menos discurso e mais prática. Solução tem, prefeito Adiló, é só ocorrer mudança. Quando um time não está bem, tira-se o jogador e bota e tenta achar uma solução. Então muda-se o secretário ou secretária se não está dando certo. Tem que haver iniciativa, proatividade, tem que dar resultado para a população. E essas retaliações, de fato, se de fato estão acontecendo tem que ser investigada, tem que, de repente, ver aí, vereador Rafael Bueno, junto da comissão, pelo menos, averiguar, porque essa atitude que o vereador Cadore trouxe aqui e trouxe aí para o plenário, no meu ponto de vista, é grave. Um forte abraço e sucesso e prosperidade a todos que nos acompanham pelas redes e TV Câmara.
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VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Vereador Valim, eu tenho uma coisa para lhe dizer, e o senhor vai concordar comigo. Nada é mais desrespeitoso, no meu ponto de vista, que um vereador indagar um secretário e o secretário não responder. Nada. Aconteceu com a Semma, vocês lembram? A mulher morreu. Ela não teve resposta dela, porque o secretário não foi capaz de abrir... É lamentável! Eu entendo, vereador Cadore, eu subi aqui semana passada e disse: eu não sei mais o que falar. Porque tu falas às vezes com a secretária, quando te responde, diz que não tem previsão. Aí a pessoa está lá morrendo e tu dizes: olha, não tem previsão. O vereador Cadore e o vereador Rafael falaram um negócio de organização. Bom, não tem previsão, mas existem métodos para a gente dizer: olha, daqui a três dias, provavelmente, vai liberar uma vaga, porque existe não é, as coisas se repetem, não é? Então para tu... porque tu mandares uma mensagem para a pessoa e tu dizer que não tem previsão. Cara, é muito complicado, é muito complicado. E a gente tem aqui, foi dito: “Ah, não trouxeram soluções.” O vereador Uez falou. Só um pouquinho, o vereador Felipe insiste aqui, vou insistir com a solução de Bento Gonçalves para os exames. Tem solução, vereador Felipe, tem solução. E, às vezes, como dito aqui pelo vereador Rafael, não é só dinheiro; é teimosia, sabe? Eu continuo recebendo problemas, por exemplo, vereador Rafael, de postinho que não atende telefone. Sugeri aqui, trouxe uma solução, contrata-se três, quatro estagiários, cria uma central de informações, e metade das pessoas talvez não vá ao postinho. Não deu, não conseguiram. Então, assim, a gente, eu entendo muito, vereador Cadore, eu acho que todos vereadores desta Casa entendem, não é, vereador Camillis? O senhor já deve ter recebido uma resposta: “Não tem previsão. Não consigo. Não vai dar.” Agora bons exemplos têm que ser ditos também. O secretário de Obras, tinha um buraco lá perto da sorveteria lá do Bairro Cruzeiro que eu passei, mandei uma foto para ele. Quando eu voltei no compromisso, estavam fechando. Então a gente tem que ser honesto também, ele me respondeu em dois minutos e resolveu o problema. Ah, é mais fácil fechar um buraco que um leito de UTI? É mais fácil, mas está fazendo o trabalho dele. Então, assim, isso, eu quero dizer o seguinte: o prefeito... eu sei que ninguém gosta de cortar na carne, vereador Valim, ninguém gosta de cortar suas secretárias, seus diretores, mas às vezes é necessário, às vezes é necessário. Então fica aqui o meu... Eu já tinha feito esse desabafo, e vocês podem ver, dia após dia, um vereador, dois ou três sobem a esta tribuna para falar da questão da saúde. Concordo com o vereador Uez, não vai ser... o cara que resolveu 100% ainda não nasceu, mas existem medidas paliativas e organizacionais que podem amenizar o problema.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Seu parte.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, ninguém vai solucionar, porque é um saco sem fundo a saúde. Agora, eu vi que tinha obra parada lá no Hospital Geral e disse, assim, olha, vamos montar uma frente parlamentar e vamos lutar. O Sandro Junqueira disse: “Mas como nós vamos fazer isso?” Eu disse: vamos bater perna. “Bah, mas eu nunca fui lá para Brasília pedir.” Vamos lá. E nós fomos e conseguimos recursos. Mobilizou o governo do estado, que repassou 15 milhões, a Prefeitura, enfim, estão ali os 118 leitos que, em breve, teremos inaugurado. Vereador, o que eu estou clamando e eu não vejo é uma mobilização de Caxias cobrar. Não adianta a gente falar: Ah, vem aqui e ajuda. Mas cadê a publicidade disso? Porque uma coisa é se eles estão indo e não estão usando, outra coisa é dar publicidade disso, que eles não estão ajudando. Por que o que acontece? Cadê a secretária de Saúde indo em Brasília? Eu nunca vi, em um ano e meio. Se tiver eu peço desculpa se foi, sabe. Então precisamos ter mais próatividade porque senão a gente vai ficar se lamentando, lamentando e realmente a saúde é um saco sem fundo, mas tem alternativas e nós estamos colocando na mesa algumas. Obrigado.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Obrigado, vereador Rafael. Só falar sobre outro assunto, rapidamente, a vereadora Estela fez alguns questionamentos sobre a questão eleitoral. Bom, eu volto a lembrar que a Câmara, o Senado, aprovaram por duas vezes o voto impresso, que quem derrubou foi o próprio STF dando uma curva jurisprudência, digamos assim, de entendimento. Então todo esse problema das urnas teria sido resolvido com a questão do voto impresso. Ao contrário do que o vereador... eu também tinha esse entendimento, vereador Rafael, que ia se contar os votos, mas não é, é uma forma só de conferência que bateu o que saiu da urna com o que chegou lá no sistema. Então é uma forma... e quando  se diz que a urna brasileira é exemplo para o mundo, eu volto a lembrar, ninguém usa a urna brasileira. Os Estados Unidos, o Japão sai o papelzinho. Então o Brasil está muito à frente do seu tempo muito me estranha que o STF tenha essa defesa enorme contra a questão da eleição. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Presidente Tatiane, colegas vereadores, uma pena que aqui seja um espaço realmente da gente falar e sair, fazer o seu discurso talvez para as suas postagens e sair. Tomara que tenha uma imagem... ah, está aí essa imagem mostrando que a gente já não tem praticamente ninguém nessa sessão, o que é o mais comum porque o que a gente não fala talvez com a comunidade a gente fala para si mesmo para depois divulgar por aí. Então vamos lá, uma série de coisas foram faladas hoje. Bom, gente saúde estamos todos, tenho certeza que todos recebem diariamente situações e a gente tem dificuldade de entender o que é mais urgente porque todas nos afetam, principalmente se é alguém muito próximo da gente que precisa desse leito, que depende desse leito. O vereador Dambrós falou bem ali, a gente não quer passar ninguém na frente, mas a gente sabe o quanto isso significa de repente ali para a família, pela proximidade. E aí eu só questiono, se a gente aqui recebe isso imaginem a demanda de uma secretária da Saúde ou da Secretaria da Saúde em relação a isso. Eu gostei também que o vereador Rafael, em algum momento, citou essa questão do empenho. Então é para a gente entender que não tem ninguém sentado pensando na vida ou não se preocupando com tudo isso. Do empenho do município inclusive nos últimos dias aí quando crianças estavam em situação bem grave, entubadas, precisavam de um leito e não tinha esse leito. O vereador Velocino falou muito bem, a gente não consegue inventar. Eu ouço aqui muito “achem um jeito, deem um jeito, ficam dando desculpinha”, que é a desculpinha que não tem dinheiro. Desculpinha de nada... Não tem, mas nesse caso não é só não ter dinheiro, nesse caso é não ter leitos efetivamente. Então esses dois leitos foram comprados ali na Unimed para crianças com a urgência, com o máximo que se pode fazer. Então a gente sabe disso. Eu ouço muito aqui dos problemas e isso também alivia um pouco porque eu vi aqui, eu ouço muito as pessoas falarem “lá em 2016, porque era assim em 2015, que foi assim, era assim há tanto tempo”. Então quando a gente vê que algumas soluções estão sendo tomadas, algumas questões estão sendo resolvidas, por menor que seja, eu acho que é motivo de comemoração. Isso que a gente falou do Pioneiro, por exemplo, lá da UBS, que é algo que vinha há tanto tempo sendo discutido e era uma coisa com recursos tão pequenos, bom, a gente tem que celebrar. Enfim, se de conta disso, enfim, está se fazendo alguma coisa. Mas é melhor, claro, só o criticado que também a gente entender dessa dificuldade. A gente fala muito sobre a questão de Bento, das sugestões de Bento, eu acho superimportante, mas também talvez seja interessante pegar justamente essa proximidade que a gente tem aí, eu não, mas que alguns vereadores têm com a secretária lá em Bento e insistir para ela, então que Bento nos ajude, afinal, com recursos já que a gente tem essa intimidade tão grande e já que eles estão resolvendo problemas lá que eles também nos ajudem, enfim, financeiramente. Talvez seja uma boa opção da gente pensar nesse sentido. Que nos ajudem porque quando a gente está falando de leitos, sim,é uma situação complicadíssima. Não é uma situação do governo Adiló, é uma situação que é difícil, que não é aqui. Mas a gente está falando de um município que desde 2015 não tinha adquirido novos leitos de UTI clínico. A gente está falando de um município que adquiriu 34 leitos, está mantendo esses 34 leitos depois da pandemia a duras penas, sem desculpinha porque não tem dinheiro, mas está achando jeito de mensalmente, e é quase um milhão de reais para dar conta, e não está dando conta. Então, assim, a gente precisa valorizar de outra forma. Eu entendo aqui que cada um tem as suas posições, o seu entendimento. Quando o vereador Rafael, por exemplo, fala que a secretária tem que estar em Brasília, se o prefeito Adiló estivesse aqui, ele iria dizer: “Eu defendi aqui e a Casa não aceitou o secretário-adjunto”. Ele ia dizer isso: “Eu defendi e a Casa não aceitou um secretário-adjunto, que poderia contribuir”. Porque a secretária... Tem gente que prefere a secretária em Brasília, mas se a secretária não está aqui em uma audiência pública: “Porque é absurdo, a secretária não dá atenção para a Câmara e não veio aqui”. Eu ouço isso direto. Teve uma audiência pública que se reclamou por que o prefeito não estava aqui. Estavam secretários. Aí quando vai num evento, o secretário que é afeto à discussão lá não tinha que estar ele, tinham que estar todos os secretários, estava o prefeito, mas o prefeito não vale, tinha que estar todos os secretário. A gente aqui, eu sei que tem que sugerir, que tem que conversar, mas tem que entender que as pessoas que tem que fazer gestão, estão fazendo a gestão. Eu não concordo com a fala do vereador Marcon no momento em que ele diz que nada é mais desrespeitoso do que não responder um vereador. Eu acho que nada é mais desrespeitoso do que não responder à comunidade efetivamente, de não estar atendendo a comunidade em algum momento e de não dar essa resposta para as pessoas. Nós somos o intermediário nesse caso, não é? Somos os representantes sim, mas a gente tem que colocar sempre a comunidade à frente disso. Eu sei que muita coisa está se fazendo quando a gente fala de nomeação de novos médicos; eu não ouvi hoje falar que as merendeiras e as auxiliares de limpeza já estão todas alocadas nas escolas em uma força-tarefa, em um esforço urgente, urgentíssimo, do nosso município. Então eu acho que criticar dá mais ibope do que a gente entender ás vezes algumas questões também. Obrigada.
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