VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom dia, presidenta Denise, colegas vereadoras, colegas vereadores. Utilizo este tempo aqui de fala para fazer uma saudação especial, porque hoje, dia 2 de fevereiro, é dia de Nossa Senhora dos Navegantes aos católicos. Então, temos igrejas aqui de Nossa Senhora dos Navegantes. Na capital do nosso Estado, hoje uma festa religiosa muito importante. Na comunidade africanista, hoje é dia de Iemanjá. Iemanjá que é a orixá que cuida dos pensamentos, das cabeças das pessoas. Então a minha saudação aqui aos africanistas, muitas pessoas que não são de religião de matriz africana, mas que vão até a praia, fazem a sua saudação. Então, como presidente da Frente Parlamentar de Combate às Intolerâncias, saúdo aqui, na figura do meu amigo lá do Desvio Rizzo, o Pai Carlos de Iemanjá. A sua benção. Que Iemanjá nos dê muita paz, tranquilidade e serenidade para enfrentar os desafios que nós temos neste ano de 2022. Era isso, senhora presidenta. Muito obrigado.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, senhora presidente. Eu, neste dia especial, quero fazer uma homenagem a uma pessoa muito especial para mim, que é a minha esposa, por ter aguentado este cara aqui durante 20 anos. Então, hoje a gente completa 20 anos de casados. Naquele distante 2001, onde eu dei para ela, quando a conheci, um buquezinho de flores violetas e dentro um cartãozinho com o telefone. Graças àquelas violetas e àquele cartãozinho estamos juntos há 20 anos sem nunca ter brigado, sem nunca ter discutido, sem nunca ter ficado de mal. Sempre, como eu digo, sempre, como eu digo, onde existe o respeito as coisas funcionam. Mas o respeito é a gente entender os outros e os outros nos entenderem. Então, minha querida esposa, Cândida Luciane Fantinel, muito obrigado por esses 20 anos de alegria e pelo nosso maravilhoso filho Nicolas, que tanto nos traz felicidade. Obrigado e parabéns.
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Não houve manifestação

VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Bom dia, senhora presidenta e todos os nossos representantes da Mesa Diretora. Os nossos cumprimentos também aos senhores vereadores e vereadoras. Desejo desde já, antes da nossa fala, um ano de 2022 produtivo a todos nós. Sabemos dos nossos desafios, do quanto precisamos trabalhar em prol da nossa sociedade de Caxias do Sul. Mais uma vez, também os nossos cumprimentos ao Fernando Bertotto, à rainha Priscila, às princesas Bianca e Bruna, que estiveram presentes aqui nesta manhã. Estendo então o seu convite para a nossa Festa Nacional da Uva. Eu tenho dois assuntos a abordar aqui. Um primeiro deles que não é novidade, que é o volta às aulas. Aí, atenciosamente, lendo o Jornal Pioneiro de hoje, diz: Seu Bolso – preços de materiais escolares têm alta de até 20% em Caxias, mas apesar disso, o varejo prevê crescimento nas vendas. E diante dos relatos da matéria há uma comprovação de que de uma livraria para outra, às vezes, há um aumento de 1.000% de algum produto de utensílios escolares. Então nós sabemos a dificuldade que vai ser para os nossos professores, para o nosso corpo de professores, tanto do município quanto também do estado, para as atividades presenciais que, daqui a pouco, estarão sendo retomadas com toda a dificuldade também que enfrentam algumas escolas, de infraestrutura. Por mais que a gente saiba que estão sendo feitos investimentos em muitas questões neste sentido. Mas são problemas que não são decorrentes de hoje; é de vários anos que nós precisamos ter esses investimentos em infraestrutura de nossas escolas para poder ter então o aprendizado de uma maneira melhor aos nossos professores, às nossas crianças, enfim, para poderem exercer o seu trabalho. Mas eu quero falar de um assunto aqui, primeiramente, a nossa solidariedade aos nossos irmãos paulistas na dificuldade que estão enfrentando nessas chuvas torrenciais, deslizamentos de terras, casas invadidas por enxurradas de terras, de chuvas e também da situação que ocorreu através daquela cratera que se abriu naquela via principal em São Paulo. E o que nós temos observado? O quanto é importante nós fazermos essa discussão, por mais que pareça longe São Paulo aqui de Caxias do Sul, mas sabemos de uma forma coerente que, quanto maiores as nossas capitais, quanto maiores as nossas cidades, maiores serão os problemas, maiores serão os desafios, maiores serão os recursos, os investimentos para poder sanar, então, essas dificuldades que todas as cidades enfrentam. Mas o que eu queria falar é o quanto é importante nós termos como meta, principalmente os governos tanto estadual como municipal, a preocupação de haver projetos, plano de mobilidade urbana como haverá e a situação também do propósito sanitário de investimentos, principalmente nesses projetos para que possam decifrar locais aonde têm essas grandes enxurradas, quando acontecem essas grandes chuvas. E aí eu posso citar aqui o vereador Renato Oliveira que teve uma experiência que acontecia no Bairro São José, os alagamentos. E o quanto é importante quando foi feita aquela construção daquele piscinão, o quanto é importante ter esse trabalho, ter isso como meta, não como planejamento apenas de governo, mas projeto de Estado para o pensar no avanço e no crescimento da cidade. Que, quando nós tivermos situações como essa, a gente possa fazer com que isso venha a ser sanado, para não acontecerem essas grandes tragédias pré-anunciadas através dessas situações. E a gente sabe, e eu posso dar até como exemplo quando não há um trabalho nesse sentido, não há um projeto, um planejamento nesse sentido, eu fico pensando na situação de bairros como o Canyon. Aquela área, nós sabemos o quanto ela é uma área que nos sinaliza um ponto vermelho de alerta por conta de que cada chuva, vereador Renato, cada situação que acontecia a gente ficava preocupado no que poderia ocorrer diante daquela comunidade. E essa preocupação a gente precisa ter, porque, se nós não tivermos um trabalho pensando no presente e no futuro não adianta nós depois nos depararmos a essas situações infelizes por não ter feito um cronograma, uma análise diante dessa questão, diante dessas preocupações para poder sanar essa dificuldade. E ontem nós falávamos muito a respeito das situações habitacionais.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, senhor vereador, quando possível.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): E há preocupação de que nós temos que ter habitação de interesse social, mas nós temos que ter a preocupação também de pensar em bairros como esse, em situações como essa, de como nós podemos fazer um trabalho pragmático, um trabalho de médio e longo prazo visando, em locais como esse, em situações de risco como essa, como que o município se projetaria para que pudesse, então, de uma forma, de uma escala, que a gente sabe que não é do dia para a noite, mas de tirarem moradias que se colocarem em situações como essa, de risco. Vereador Dambrós, seu aparte.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Quero parabenizar pelo tema muito interessante. É importante que nós valorizemos o empenho do governo, principalmente nessa última obra que o Samae vai licitar. Claro, com a supervisão técnica da Secretaria de Obras. Que são 12 milhões. Ali na entrada da UCS, é histórico; lá no Paiol e também na pizzaria ali na Perimetral também é. Mas eu concordo plenamente com V. Sa. de que precisamos construir piscinões. O nobre colega Bortoluz trouxe aqui a questão do loteamento Pinheiros, que é histórico o problema. Nós temos o Cachoeirinha, no Pioneiro, que precisa ser resolvido. E o De Lazzari nem se fala, nem se fala. Foram construídos dois prédios, dois prédios ao lado de um campo de futebol, e o campo não se utiliza mais. Então, construção de piscinões, financiamentos para construção de piscinões. Tenho certeza que o governo está olhando isso com bons olhos. Parabéns pelo tema. É bom lembrar que são nossos irmãos que estão lá. Parabéns.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Não, e é uma visão que a gente tem que ter pensando que nós não estamos em uma ilha. Não é, vereador Dambrós? Nós sabemos que a cidade cada vez mais cresce, cada vez aumentam mais as demandas. E é uma preocupação latente que temos que ter para que possamos ter projetos para essa pauta. Vereador Renato.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Vereador Fiuza, é importante o senhor trazer esse tema novamente aqui na Casa. Ali no São José, no Santa Catarina, foi feito o quê? Lá na Mário Lopes aquele piscinão ajudou bastante, lá na entrada do Loteamento Victório Trez. Foi feito ali na Ricieri Piccoli, ali no São José. Lá no Pôr do Sol, vereador Dambrós. Então assim, agora o prefeito está anunciando aquele ali no Matteo Gianella o estrangulamento. Está estrangulado porque... Estavam fazendo a contenção, eu lembro que eu fui lá, ainda quando foi feito uma parte daquele trabalho, quando o secretário de Obras era o vereador, depois, posterior, era o Marcos Daneluz. Ainda que foi feito uma parte. E o serviço será concluído, pelo que eu vi, agora nesta Administração. Para a gente ver como o tempo demora, porque estrangulava tudo. Então assim, será feito um trabalho grande para aquela região, que foi anunciado aqui, ontem, pelo prefeito. Então para nós é importante essa continuação dessas obras. (Esgotado o tempo regimental.) Então parabéns pelo tema. Eu sei que o vereador Bortoluz tem feito um grande trabalho. Esses dias a Secretaria de Obras explanou para nós, ainda ano passado, o trabalho que será feito, alguns investimentos com planejamento, com investimento, com empréstimo. Então tem projeções boas para a nossa cidade nessa área.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Então uma Declaração de Líder só para ceder mais alguns apartes aos nobres vereadores.
PRESIDENTA DENISE PESSÔA (PT): Segue o vereador Fiuza em Declaração de Líder.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Então nós sabemos da importância, vereador Renato, do quanto é preciso que isso também seja visto pela nossa sociedade. Porque uma das lacunas que também infelizmente acontece essa situação, de quando há essas chuvas torrenciais, é o descarte incorreto dos nossos lixos. Muitas vezes as pessoas descartam seus lixos de uma forma irregular. E aqui eu não estou fazendo uma crítica, não estou fazendo algum julgamento. Não, bem pelo contrário. São situações que, às vezes, nós humanos nos colocamos por não termos a consciência correta daquilo que às vezes temos que fazer como responsabilidade. Então, querendo ou não, a natureza vai e faz com que a conta venha, no ditado popular. O que tem acontecido? Muitas vezes construções em locais indevidos, onde mexe com a vegetação, mexe com o solo e, querendo ou não, quando vêm essas fortes chuvas acaba com que essas pessoas, infelizmente, por fazerem construções sem, na maioria das vezes, uma orientação técnica de um engenheiro, de um arquiteto, colocam elas mesmas em risco. E aí não é novidade que vai sobrar para o poder público, que vai sobrar para que ele possa fazer então o seu trabalho para poder auxiliar aquelas famílias. Vereador Clovis, o seu aparte.
VEREADOR CLOVIS XUXA (PTB): Vereador Elisandro Fiuza, eu quero lhe cumprimentar e parabenizar por esse tema, um ótimo tema porque eu sou uma prova viva, já sofri muito com esses alagamentos, e o que veio trazer a solução para nós foi os piscinões. Ali no Bairro Serrano, o vereador Juliano também acompanha muito, nós estamos no Bairro Serrano, onde que veio... Alagava muito a parte de baixo do Serrano e as famílias perdiam tudo. Quando a família se recuperavam, logo vinha a grande chuva e alagava eu acho umas 30, 40 casas onde ficava com água quase um metro para cima. Aí, para o entendimento do poder público foi feito lá no Bairro Serrano, nós chamamos de bacia de contenção, mas é um piscinão onde veio trazer a solução. Então, o poder público está certo, está no caminho certo, o senhor também com esse tema especial hoje está certo e nos dá continuidade nessa discussão para que nós possamos despertar mais a população e o poder público para construir mais piscinões aqui em Caxias do Sul, porque nós sabemos que têm vários e vários locais que estão alagando. Que nem o vereador Zé Dambrós, está aqui atrás da Polícia Rodoviária, na BR-116, tinha um campo de futebol onde esse campo de futebol não está sendo mais usado por causa dos alagamentos; também temos em direção a Galópolis também que recebe uma grande quantidade de água. Então, parabéns pelo tema, e o senhor sempre trouxe tema para esta Casa, tema de grande produção para nossa comunidade. Parabéns, vereador Elisandro Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Na verdade, muito obrigado, vereador Clovis. Eu que agradeço a atenção de todos os nobres vereadores e daqueles que nos acompanham pelas redes sociais. Como eu falei: não que seja um tema novo, mas é um tema que nós estamos trazendo aqui em pauta para que a própria Secretaria da Habitação, enfim, e algumas Secretarias competentes possam visar a médio, a longo prazo, algum planejamento, algum projeto visando áreas de risco em situações quando houver fortes chuvas, qual seria a estratégia a ser tomada para que não haja essas catástrofes que têm acontecido em tantas grandes cidades. Era isso hoje, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Muito obrigado.
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VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Senhora presidente e senhores vereadores. Este é o meu primeiro Grande Expediente do ano, mas eu poderia tratar de assunto sobre Caxias do Sul até levando em conta o pronunciamento do prefeito de ontem, mas eu vou esperar agora, ele retornou de férias ontem, ele tem que botar a casa em ordem. Então vamos esperar mais uma semana, duas para a gente tocar em assuntos mais nevrálgicos. Por isso, eu trouxe para vocês uma reflexão sobre os últimos anos do nosso Brasil. Eu queria passar um vídeo, por favor. Tem que esperar? Está carregando? Só um minutinho, tem que segurar o tempo. (Pausa) Então eu vou passar um vídeo que eu trouxe para vocês que é uma reflexão sobre os últimos anos do nosso Brasil. Por favor, passem. (Apresentação de vídeo) Caros colegas, seríamos muito simplistas se achássemos que esse vídeo fala somente sobre Petrobras. Esse vídeo não é sobre a Petrobras; ele fala sobre caráter, fala sobre valores, fala também sobre persistir. Mas, principalmente, ele fala sobre esperança, porque os nossos erros do passado vão nos levar a acertar no futuro. Eu desejo que neste ano de eleições a gente lembre disso, que a nossa história é grandiosa e que nós não podemos desistir. Para finalizar, presidente, uma frase de um dos melhores deputados federais do Brasil, Marcel van Hattem: “Eu não quero viver em outro país, eu quero viver em outro Brasil”. Muito obrigado.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Parabéns, vereador, pela sua fala. É um debate assim que a gente precisa, um debate pedagógico, independente do ponto de vista. Mas o senhor forçou um pouquinho no melhor deputado do Brasil. Bah, daí forçou demais. (Risos). Aí forçou a barra. Estava indo tão bem. Bom, presidenta vereadora Denise, quero cumprimentar quem nos acompanha, através do canal 16, da TV Câmara, os colegas integrantes da Comissão de Saúde de 2022; também os do ano passado, onde fizemos um excelente trabalho à frente desta importante comissão. Os últimos dias do ano de 2021, nós tivemos uma reunião, uma reunião técnica com os diretores dos hospitais de Caxias, com a 5ª Coordenadoria de Saúde e também com toda a equipe da Secretaria Municipal de Saúde, para que a gente pudesse então fazer uma retrospectiva do cenário da saúde e o futuro para 2022. Eu faço uma observação, uma análise pessoal minha, que nós estamos com a saúde de Caxias na UTI, olhando para o precipício. Culpa do prefeito Adiló? Não, não é culpa. Essa carga que estamos enfrentando hoje não é culpa, mas chegou na vez dele e tem que ser enfrentado de frente esse problema. O prefeito Cassina infelizmente pegou uma época infeliz no momento mundial, que veio o covid, porque, senão, vereador Scalco, nós estaríamos que nem a Petrobras, andando de vento em popa. Infelizmente veio o covid e acabou com todos os projetos da nossa cidade. Aí muitos médicos, mais do que anteriormente, todo aquele caos da saúde, com os médicos, a crise que nós tivemos em Caxias, demissões, exonerações, milhares de pessoas morrendo, esperando uma consulta, aumentou ainda mais porque as pessoas estavam no lockdown, sem poder sair de casa, e também a saúde sobrecarregada cancelou todas as cirurgias, as consultas eletivas. Naquele momento, em 2021, nós tínhamos seis mil pessoas aguardando cirurgias eletivas. Hoje nós já chegamos há cerca de 9 mil pessoas, aguardando cirurgias eletivas, mas talvez as pessoas pensem: “Cirurgia eletiva é desencravar uma unha, é fazer uma simples cirurgia”. Não, são pessoas como caso que o vereador Fiuza apresentou hoje, de um senhor que está esperando uma cirurgia de urologia e eles estão chamando de 2019, e a pessoa não consegue nem fazer as suas necessidades e entrou este ano para a fila. Imagina, estão chamando de 2019. Pessoas que estão ficando cegas, que não conseguem sair de casa porque estão com problemas de catarata. E os problemas da saúde vão agravando a cada dia. Então nós estamos no precipício e precisamos que o nosso prefeito assuma a liderança, vereador Uez, novo líder do governo, vereadora Marisol, vice-líder do governo. A liderança, o prefeito tem que assumir essa liderança regional. É bonito os prefeitos da nossa região, que inclusive são presidentes da Amesne, aparecer em fotos, interpretando famosos, enfim, mas é importante, mesmo o prefeito desta cidade vizinha, que o prefeito Adiló cobre dele a responsabilidade regional. Porque é uma sobrecarga que Caxias do Sul não está mais aguentando. São 48 municípios da região que vêm para a nossa cidade. Aumentará ainda mais com a ampliação do Hospital Geral e Caxias do Sul não consegue mais suportar essa sobrecarga, porque nós estamos aplicando o quase o dobro do orçamento. Quinze por cento é o mínimo que Caxias do Sul, obrigatoriamente, tem que aplicar. Nós estamos aplicando 28% do orçamento de Caxias do Sul, que poderia ser destinado para a cultura, para o lazer, para o esporte, para a educação, que iria reverter em saúde também, mas o preventivo. Aí nós temos que estar complementando a saúde dos hospitais, porque pessoas de outros municípios vêm aqui utilizar a nossa saúde e a gente não está dando conta. Mas é preciso o prefeito Adiló bater em cima da mesa e chamar esses municípios vizinhos, chamar a Amesne para a responsabilidade porque senão a gente vai ficar discutindo, discursando e a gente não vai sair deste local. Eu venho falando reiteradamente. Quem participou da reunião, e aqui muitos vereadores participaram, era para janeiro já ter chamado 11 novos médicos do Mais Médicos. Lembra, vereador Cadore, que já era para ter agora em janeiro 11 novos médicos? Esses médicos não me vieram. O concurso? Não temos o concurso. Já era para ser nomeado em janeiro. A secretária confirmou isso aqui na nossa reunião. Não temos o concurso. Então nós estamos ainda aguardando, já estamos em fevereiro, e não estamos vendo isso. Precisamos conversar no Ministério da Saúde? Vamos bater na porta deles, pedir para o melhor vereador do Brasil – não é, vereador Scalco? – nos ajudar com isso. Nós precisamos unificar forças com os deputados estaduais aqui de Caxias, da região, os deputados federais que vêm buscar voto aqui em Caxias, como o seu que fez 17 mil votos e pouco esteve aqui em Caxias. Mas é preciso unificar forças para que a gente possa sair desse precipício que hoje Caxias do Sul está vivendo na área da saúde. Tem outros temas, a Codeca, tem outros temas que o vereador Fiuza apresentou aqui também a questão de esgoto, de saneamento básico é importante, mas a saúde, gente, quem está precisando de uma cirurgia, quem está sofrendo com uma dor e principalmente estratégia da saúde e da família. Hoje, se a UPA, se os senhores e as senhoras vereadoras estão recebendo reclamações de pacientes, de usuários que estão há dias na UPA, estão há dias aguardando leitos é porque está falhando lá nas UBSs, vereador Felipe. Nós estivemos antes de ontem vacinando nossos filhos na UBS de São Leopoldo, o senhor não tinha informação, que o senhor é vereador, que tinha que o senhor ir a uma UBS e o seu filho em outra. E aquela pessoa que conseguiu uma hora de folga para vacinar o seu filho e se vacinar a terceira dose e não vai conseguir outra hora de folga no mês e que não tem uma informação? E aí nas UBSs estão faltando médicos. Ontem, a UBS Cristo Redentor, no grupo do meu bairro, as pessoas brigando comigo...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): ...se queixando, porque não tinham testes na UBS do Cristo Redentor. Por quê? Porque tinham duas enfermeiras que estavam... Então falta muita comunicação na área da saúde.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte se possível.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): E nós não podemos admitir isso numa segunda maior cidade do estado do Rio Grande do Sul que se têm recursos para comunicação, tem uma equipe de comunicação, Secretaria de Comunicação, tem a TV Câmara que pode auxiliar isso, e que a presidente quer ampliar os canais de comunicação da Câmara, inclusive, para a gente poder se comunicar melhor com a comunidade, e as pessoas ainda carecerem de uma simples informação. Aí a estratégia da saúde da família está faltando, principalmente aqui eu falo nas zonas mais periféricas da nossa cidade, a zona norte, vereador Dambrós, onde os grupos de estratégia de saúde da família estão faltando.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Permite um aparte, Rafael?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): E aí essas pessoas ficam reféns, porque chegam à UBS, tem que chegar as cinco e meia da manhã, chegam lá e não tem médico, não tem consulta, vão para aonde? Para as UPAs. Daí aquela pessoa que tem uma média complexidade, que tem uma doença, que foi procurar a UPA de média complexidade vai ter que concorrer a uma vaga com aquela pessoa que talvez tem uma unha encravada, tem uma gripezinha, tem uma dor de cabeça, tem uma febre que não precisaria buscar o atendimento lá na UPA, que poderia ser resolvido lá na UBS, mas não tem, não consegue o amparo lá na ponta. Não tem os grupos de estratégia de saúde da família. Grupos de estratégia de saúde da família estão sendo fechados, da cidade e do interior. E esses grupos de estratégia de saúde da família, aquelas pessoas que batem de porta em porta, eles dizem: “Seu João, tem que tomar o remédio para o colesterol.” “Dona Maria, tem que tomar o remédio para diabetes.” “Menina, tem que usar camisinha senão tu vais engravidar na adolescência, tu podes contrair doença.” E, quando se tem grupo de estratégia de saúde da família, a gente poupa dinheiro lá na frente para as pessoas não precisarem ocupar alta complexidade nos hospitais da nossa cidade, a gente alivia o sistema. Mas é preciso fortificar, fortalecer lá na ponta, e a gente não está vendo isso. E isso passa, sim, pela valorização dos médicos, sim pela valorização dos grupos de estratégia de saúde da família, dos enfermeiros, mas principalmente, não é só valorizar a questão financeira; é garantir uma equipe fortalecida. Primeiro, o aparte ao vereador Lucas. Depois, na sequência, uma Declaração.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Primeiro, acho que destacar o seu trabalho à frente da comissão, vereador, o senhor sempre muito atento e conhecedor da realidade. O senhor toca num ponto fundamental que é a importância da atenção básica. Enquanto nós não tivermos uma decisão efetiva de investir na atenção básica, de despender esforços de pessoal e de recursos o custo vai ser muito maior em média e alta complexidade, a energia e a doença das pessoas que se agrava e, às vezes, as pessoas acabam evoluindo a óbito. Então, assim, é muito grave, é muito sério, e eu volto a dizer, já me manifestei aqui, quem governa tem responsabilidade e precisa de respostas, precisa dar respostas. Eu ia falar com o senhor antes, não deu tempo. Mas acabei de receber algo que me deixa muito preocupado, vereador Rafael Bueno, e depois vou lhe encaminhar essa informação. Uma funcionária da UPA Zona Norte mandou uma foto da alimentação. (Falha no áudio) Alimentação com larva, comida com larva. Então, há de se investigar o que está acontecendo e cobrar da instituição mantenedora a dignidade dos funcionários que trabalham naquele espaço, que têm receio inclusive de se manifestar, com medo de retaliação e demissão. Então eu deixo aqui para o senhor essa situação, que é urgente, que é inadmissível e que não pode se repetir. Obrigado, vereador.
PRESIDENTA DENISE PESSÔA (PT): Vereador Rafael segue em Declaração de Líder.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Aparte, vereador Fantinel. Depois o vereador Felipe.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, vereador Rafael. Parabenizo o senhor pela questão, pela colocação do tema, que é muito importante. Eu concordo plenamente em muitas das colocações que o senhor colocou aqui, porque agora é o seguinte: atenção, dinheiro, investimento, médicos, UPAs, UBSs, é só covid. Não existe mais outra coisa. É só covid, é tudo covid. Quem está com a perna lá com trombose não tem problema, pode perder a perna, está tudo tranquilo. Eu vou falar de coisas bem pequenininhas, bem simples. Até vou tocar no assunto da minha mãe. Minha mãe não tem plano de saúde, ela se trata no SUS. A minha mãe toma remédios controlados e ela precisa da receita, e quem dá a receita é o médico para ela poder comprar os remédios. Se ela não toma, ela vai a óbito. Só que é o seguinte: não tem médico nas UPAs. Quando tem, não tem como atender, porque é muita gente. Aí a minha mãe tem que pegar o dinheirinho da aposentadoria, um salário mínimo, e pagar R$ 250 para um médico para ele dar a receita, para ela poder comprar o remédio controlado. Por quê? Porque, por exemplo, vou falar como falei para o senhor ontem. Em Fazenda Souza, nós tínhamos médico a semana toda, todos os dias. Agora nós teremos médico só terça, quarta e quinta. Segunda e sexta não tem mais. Já colocaram a placa lá na porta. Já não dava conta antes de atender todo mundo, agora segunda e sexta não tem mais médico. Aí eu pergunto: todos aqueles que vêm... Porque, quando o Fantinel fala de Fazenda Souza, as pessoas dizem: “ah, ele diz isso, ele faz isso porque ele mora lá”. Não, Fazenda Souza atende Criúva, Vila Oliva, Vila Seca e Santa Lúcia. Basta ir lá, nos dias de coleta, e perguntar na fila de onde as pessoas são. Então é uma central que atende todo mundo. Agora, em vez de ter pelo menos, pelo menos um médico a semana toda, só vai ter três dias. Obrigado, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Ali, vereador, é um problema que o prefeito Sartori, à época de uma greve histórica que aconteceu em Caxias, tentou minimizar um problema e acabou indo na onda do sindicato, enfim, e acabou piorando a situação que nós estamos vendo hoje. Porque foi criado um concurso de 12 horas e uma parcela autônoma. Por quê? Porque muitos é a questão do vínculo, a importância do vínculo com os médicos. E aí os concursos que tinham de 20, 40, ninguém queria fazer. Todo mundo pediu demissão e foram para as 12 horas. Agora, o que nós estamos vendo... Eles tinham diluído durante a semana essa carga horária. Agora é uma estratégia da Secretaria da Saúde, e eu acho que foi muito bem feito o que eles fizeram, a secretária fez, para atender mais gente durante dois, três dias da semana, porque nós não temos médicos. Segundo o último depoimento da secretária aqui, que agora eu não atualizei os dados, 21 médicos estão faltando de especialistas, fora os de Estratégia Saúde da Família. Então é esse problema que veio lá de 2008, 2009, e agora o resultado foi aqui. Para tentar ajeitar uma coisa, o resultado foi infeliz. Seu aparte, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Rafael, eu não vou ficar repetindo tudo que foi falado. Eu concordo com o senhor.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Um pequeno aparte, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Se o senhor me permite, lhe fazer uma sugestão. Eu trouxe esse assunto ano passado, de forma bem breve o vereador Cadore trouxe ontem. Se o senhor me permite, como presidente da Comissão de Saúde, eu convidaria a secretaria da Saúde de Bento Gonçalves para vir aqui, à Câmara de Caxias, para explicar como é que está sendo feita a contratação de horas médicas. Essa foi a grande solução que Bento Gonçalves encontrou. Eu acredito, vereador Rafael, que nós temos uma possibilidade muito grande de solução com relação à dificuldade que é do chamamento de médicos. O objetivo principal é atender a população, é atender a comunidade; e isso Bento Gonçalves vem fazendo. O vereador Cadore esteve lá e sabe como está funcionando. Se eu posso lhe dar uma sugestão: eu convidaria a secretária de Saúde de Bento Gonçalves para vir a Caxias, a Tatiane Fiorio, para que ela viesse aqui expor o plano de atendimento de saúde de contratação de horas médicas, que está sendo feito e executado em Bento Gonçalves.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Então, é uma contratação de “x” horas mensais e que a população está sendo atendida, está tendo retorno e está tendo o resultado. Acredito que é uma solução. Estive conversando com ela em torno de meia hora, 40 minutos, e ela me apresentou alguns dados; e eu acho importante ela vir aqui detalhar tudo isso que está acontecendo. Daqui a pouco a gente pode usar isso aqui em Caxias do Sul.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Felipe, eu estou convencido, e estava conversando com o vereador Lucas e vou começar a defender isso aqui da tribuna: a terceirização dos médicos nas UBSs, porque aí não vai faltar nunca mais médicos, como acontece nas UPAs. É uma empresa terceirizada de médicos e que nunca mais falta. E a gente tem que parar de ficar melindrado em falar isso. Não vai mais faltar mais médico para a população se tiver uma empresa terceirizada assumindo as UBSs na questão dos médicos. O seu aparte, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, vereador Rafael.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Parabéns pelo tema. Ninguém pede para ficar doente. É o velho ditado: ninguém pede para ficar doente. Nós precisamos reconhecer o esforço dos servidores, precisamos reconhecer. Precisamos reconhecer também que o ambulatório de gestação de alto risco iniciou ontem com 30 consultas obstétricas aqui no CES. É importante também. Agora, nós continuarmos com a UPA Central sem creditação do governo federal? Falta representação política do município. Esse recurso de perto de três milhões investidos na UPA Central poderia fazer uma PPP dos médicos. Por que não? Uma PPP dos médicos, uma PPP da saúde. Isso eu concordaria porque aí não faltaria médico lá nas UBSs. Então falta, sim, representação política do município para que não negue mais a creditação da UPA Central. É uma vergonha. Foi apresentado três vezes, foi negado três vezes; recurso investido ali onde poderia contratar médicos. É muita reclamação. Eu nunca vi um janeiro igual na minha vida, é tanta reclamação de gente pedindo pelo amor de Deus, pelo amor de Deus preciso ser consultado nas UBSs. Obrigado.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado. Vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Obrigado, vereador Bueno. É muito importante esse tema, até parabenizo pelo tema e por trazerem à tona a parte de entregar para iniciativa privada parte do atendimento médico. Eu acho que, se o município não consegue fazer, que se contrate uma empresa que possa dar o suporte que a população precisa. A população não quer saber se é parte do governo ou parte de uma empresa terceirizada, ela quer o atendimento e merece esse atendimento. Também só como informação, vereador, vieram emendas para a saúde, sim, do vereador Marcel van Hattem, deputado federal, veio 300 mil para o Hospital Virvi Ramos em 2020, 200 mil para o Hospital Geral em 2020, e agora em 2021 já tem uma emenda direcionada de 170 mil para o Hospital Pompéia. Então está sendo feito, além de outras verbas que vem, a não ser para a saúde, em outras áreas também dele aqui para Caxias. Mas eu parabenizo novamente pela sua atitude e pela cobrança porque a gente sabe que a parte da saúde está temerária aqui em Caxias.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Eu acho que é um tema que a gente tem que se dedicar e avançar nisso aí, sem ficar melindrado nessa questão dos médicos. Fortalecer com médicos especializados em estratégia e saúde da família, e, no mais, para não faltar nas UBSs a terceirização do corpo médico. O seu aparte, vereador Uez.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Vereador Rafael, mesmo com o tempo um pouco esgotado, eu, como líder do governo, muitas vezes não vou trazer aqui aquilo que a pessoa que tem o problema vai querer ouvir; eu vou trazer aqui o que o município está fazendo. O Mais Médicos está aguardando, era já para ter sido neste mês a liberação do Governo Federal, que não liberou ainda. Do concurso público todos os médicos foram chamados, entrei em contato agora com Tadeucci, que está respondendo pela Pasta. Todos os médicos foram chamados, não assumiram; vai abrir agora ainda até semana a contratação emergencial, em seguida vai abrir um novo concurso. Hoje, temos em torno de 50 funcionários entre médicos afastados com covid, muitos médicos estão saindo, inclusive Galópolis é um que eles fazem o curso para residência e são chamados. Então, esse problema não é só aqui. Tenho prova dentro de casa disso. Cotiporã está assim, Veranópolis está assim, mas o município sabe da dificuldade e está se empenhando. Segunda-feira a secretária vai voltar, se colocou a disposição para ouvir a bancada do PT para esclarecer quais os próximos passos, mas o governo, sim, sabe, está ciente, está se empenhando para que isso diminua. Resolver, há de nascer ainda o cara que vai resolver o problema da saúde.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador Uez. Só para concluir, presidenta, eu não sou vereador de Cotiporã, de outros municípios, sou vereador de Caxias e vou cobrar do meu município porque nós contemplamos ainda 48 municípios da região. Se Cotiporã não consegue resolver esse problema... Não, eu vou cobrar aqui de Caxias, vereador. Só para concluir, simples coisas que podem minimizar o problema da saúde, a informação, tecnologia, colocar alguém para atender o telefone nas UBSs. As pessoas que não vão poder comparecer ligar: Oh, não vou poder fazer a minha consulta. Assim chama o próximo para não aumentar a fila que hoje já tem 50 mil pessoas aguardando uma consulta, 9 mil exames e 8 mil cirurgias. Simples assim e quero parabenizar o prefeito que anunciou ontem a descentralização de mais dois postos na área das farmácias, mas é preciso avançar e esse novo concurso que ainda não veio e o Mais Médicos. Obrigado.
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VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Senhora presidente, senhores e senhoras vereadoras, aos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16, bem como nas redes sociais. Já vou iniciando a minha fala também para contribuir com os colegas que me antecederam. Então já de pronto essa questão do assunto da saúde ontem estava conversando com o deputado federal Pedro Westphalen, que é médico da região dele, e ele vai... não é muito o valor, mas vai aportar R$ 200 mil para a área da saúde em Caxias do Sul. Se não me engano, salvo engano, esse dinheiro vai ser destinado para o Hospital Virvi Ramos. Um segundo ponto, para contribuir, que o vereador Fiuza trouxe, muito interessante, que nós temos, vereador Dambrós, vereador Renato Oliveira, a Frente Parlamentar de Acompanhamento e Monitoramento de Obras e Serviços de Drenagem, vereador Dambrós lembrou de uma pauta específica do nosso mandato que é referente ao Loteamento Pinheiros, onde que a gente... o processo está avançando juntamente com a Fundação UCS porque eles têm que ceder uma parte do terreno, que é particular, para o munícipio fazer essa obra de contenção. Também trago algumas questões das projeções do nosso mandato de 2022, inclusive aqui reforço que está na reta final, está, na verdade, na reta inicial para começar o ano eletivo do Colégio Tiradentes, da Brigada Militar, onde o vereador Bressan, juntamente com o deputado estadual Carlos Búrigo, ajudou a contribuir, e muito, e também estamos com uma pauta um pouco grandiosa, digamos assim, vereador Bressan, que é a centralização de todos os prédios da Polícia Civil e isso é uma questão de agilidade para a população caxiense, centralizar tudo ao lado do novo prédio que é hoje o plantão da Polícia Civil lá no Jardim América. A gente também está com a intenção de desse mesmo prédio, pelo terreno ser grande, a implementação do Instituto Geral de Perícias, que facilita também o serviço dos órgãos de segurança pública e também da população, uma vítima que precisa fazer um exame de corpo de delito ou um órgão de segurança pública que conduz um detido, um indivíduo que foi preso, foi conduzido para a delegacia e já faz tudo naquele complexo. Então é uma agilidade e acaba sendo também uma economia para os cofres públicos em nível estadual. Trago também referente à Frente Parlamentar pelas Escolas Cívico-Militares em Caxias do Sul, onde a gente vai fazer uma reunião pública, se não me engano dia 17 de fevereiro, onde foram convidados diversos deputados estaduais, bem como nós iremos convidar os vereadores. Quem quiser participar e se sentir à vontade, por gentileza, está mais do que convidado. Trago agora um assunto um pouco delicado, que eu recebi diversas denúncias e que eu acredito que, em momento oportuno, nos próximos dias, se também for de entendimento desta Casa e da população, eu passo os áudios na sessão, referente ao Conselho Tutelar. Nós temos algumas situações, e eu estava conversando com o vereador Fiuza, que tem a frente parlamentar referente à criança e o adolescente, onde que os órgãos de segurança pública, principalmente no período da noite e da madrugada, eles atuam e às vezes pegam algumas ocorrências com pais de crianças, que tem que ser... Ou foragidos, ou que são conduzidos à delegacia e são presos, enfim, a criança fica desassistida. E, pasmem, aconteceu uma situação umas duas semanas atrás onde que um conselheiro tutelar... A Brigada Militar foi para a delegacia, fez contato com o conselheiro tutelar e ele falou que já estava indo até a delegacia. Mas, quando a Brigada Militar chegou à delegacia, a pessoa da polícia civil, o servidor da polícia civil que atendeu, falou assim: “Vocês têm certeza que o conselheiro tutelar vem? Porque não é de costume o Conselho Tutelar vir. Então, a gente tem que liberar a criança, tem que deixar a criança em casa e se vai ficar sozinha ou se não vai ficar sozinha, infelizmente não acaba sendo problema nosso”. Aí já me chamou à atenção. Aí o pessoal da Brigada ligou para o conselheiro tutelar que estava de plantão e disse que não iria ir e que não era função dele. Ora, se não é função dele, o que ele está fazendo lá no cargo? Aí o pessoal da Brigada pressionou até que ele – desculpe pela expressão – se encheu o saco e foi na delegacia. Quando chegou lá, continuou o bate-boca com o pessoal da Brigada Militar dizendo que não era atribuição dele. E pior ainda, veio o delegado que estava de plantão, explicou a situação para o conselheiro e o conselheiro disse que não era atribuição dele estar ali, enfim, gerenciando aquela situação com aquela criança. Aí o delegado disse: “Bom, então, assim, a gente vai fazer uma declaração aqui, o senhor vai assinar e dizer que o senhor é responsável, inclusive criminalmente”. Aí que ele mudou o tom da conversa. E aí que ele fez todo o atendimento, toda a situação, que é sim de competência do conselheiro tutelar, do Conselho Tutelar. Agora, eu acho que isso é um absurdo. Eu tenho um áudio sobre isso, dos relatos dos órgãos de segurança pública, mas eu já tinha escutado anteriormente, até com a própria Guarda Municipal, essa reclamação. Mas agora que a gente tem áudio, até eu pedi autorização e, de repente, na próxima sessão possa mostrar, mas eu pedi autorização para o soldado e ele autorizou divulgar o áudio. Então assim, acho que isso não pode acontecer na nossa cidade. Segunda maior cidade do estado e o Conselho Tutelar se negando a fazer um atendimento.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Eu acho que principalmente, eu digo que é um atendimento que... Eu acho que é uma das maiores necessidades que a população carente tem, que às vezes acontece um problema ou outro que necessita desse atendimento, que é específico, que é especializado, do Conselho Tutelar, mas que não está tendo.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Já lhe concedo. Seu aparte, vereador Valim.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Bortoluz, parabéns pelo tema. Parabenizo porque se de fato o senhor tem essas provas, independente a forma que seja, é algo que o senhor traz a esta Casa gravíssimo. Uma criança é totalmente indefesa perante a sociedade. Onde existem essas irregularidades, tem que ser punidas, tem que ser averiguadas, tem que abrir sindicância, porque o Conselho Tutelar é eleito pela população e o salário não é muito pouco não. É um salário que ele tem o dever e obrigação, e de primeiro passo ter orgulho dessa profissão. Eu acho que ele tem se autovalorizar, cumprir com as suas atribuições e fazer com que a lei seja cumprida. Ele passa por uma prova, tem todo um histórico. Então parabéns pela sua atitude, conte com o apoio deste vereador e, com certeza, com a comissão e com a frente do vereador Fiuza. Eu acho que a gente tem, sim, que tomar atitude o quanto antes, é gravíssima essa sua denúncia, vereador. Parabéns!
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Obrigado, vereador Valim. Vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Bortoluz, essa questão tem que ser realmente apurada, é preocupante porque, no meio de 10 ali, tem muitos talvez que estão por causa de partidos, amigos, enfim, que conseguiram chegar ao cargo que estão. Mas o vereador Fiuza, que é presidente de uma frente parlamentar aqui, ele levanta muito o tema do conselho tutelar e a gente tem que se preocupar com isso. Porque hoje o conselho tutelar virou despachante de vaga de escola infantil. Eles não conseguem mais exercer o trabalho. Agora, a Central de Matrículas, liga lá! Tu não consegue ligar para a Central de Matrículas. O telefone ou está fora do gancho ou não tem ninguém atendendo ou tu não consegue telefone. Aí os pais tentam procurar quem? O Conselho Tutelar. Dez pessoas para uma cidade de 500 mil pessoas. Precisaria de no mínimo mais três conselhos tutelares para a gente poder suprir a mínima demanda que tem. Porque são crianças violentadas, abusadas, em trabalho infantil. Eu tenho vizinhos que botam as crianças no supermercado e a gente denúncia e não fazem nada. Então, vereador, é preciso ampliar o atendimento do conselho tutelar e capacitar, fazer uma reciclagem. Se a pessoa não teve a capacidade de assumir, sai fora. Obrigado.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Perfeito. Obrigado pela contribuição, vereador Valim e vereador Rafael Bueno. Com certeza, eu vou contar com o apoio do vereador Valim, do vereador Rafael, do vereador Fiuza, principalmente, para que a gente consiga apurar esses fatos e ver o que a gente pode auxiliar o Conselho Tutelar a melhorar, até uma capacitação. Eu não sei se de repente alguns não sabem o que estão fazendo ali. Eu não sei! É complicado! Mas fica essa denúncia. Vamos apurar os fatos. Obrigado, vereador.
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VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Bom dia, presidenta; bom dia, colegas vereadores e colegas vereadores, pessoal que nos assiste de Casa, pela TV Câmara e pelas redes sociais. Primeiramente, como é meu primeiro Grande Expediente, iniciamos ontem o ano legislativo. Quero saudar aqui a Mesa, desejar boa sorte, boa condução nos trabalhos. A Mesa contendo o nosso líder de bancada, vereador Dambrós. Primeiro eu quero começar com assunto em relação a estar feliz pela fala do prefeito ontem em relação ao transporte público. Eu era presidente da CDUTH, trabalhei muito na questão do transporte público, visitando algumas cidades. Em relação ao subsídio logo ali na frente que terá que ser feito, e o prefeito anunciou que vai trabalhar na questão de buscar atender as pessoas que mais precisam, comprando as gratuidades, as passagens e realmente fomentando a questão do transporte público. Mas eu peço que a minha assessoria mostre essa imagem em relação, e que me deixou muito alegre, é uma demanda antiga da região do Desvio Rizzo, que é a reformulação, a revitalização do acesso principal do Desvio Rizzo, que hoje é praticamente uma cidade aquele bairro. É uma região que aporta em torno de 60 mil pessoas. Quem é de lá, olha sem mentira, mas, há uns 20 anos, está para sair essa imagem. Não sei se o pessoal de casa está conseguindo vê-la na televisão. Mas é uma revitalização que vai trazer um novo ar para aquela região. Só que a gente não pode esquecer que aos redores dessa avenida principal, nós temos a Cristiano Ramos de Oliveira, que ela merece uma atenção e uma obra. Eu tenho a minha colega a vereadora Gladis que deve receber e já recebeu muito pedido que é sobre Avenida Girassóis. É uma avenida, é uma demanda no meio do bairro, de 600 metros, que foi cedido pela empresa JBS, que é de estrada de chão. Nós temos naquela estrada, naquela rua, a Avenida Girassóis. É uma demanda antiga dos moradores do Desvio Rizzo. Passa o transporte coletivo, passam diversos ônibus de empresas como Randon, Fras-le, Marcopolo, a própria JBS. Quando chove, nós temos os alunos que moram no São Francisco e estudam no Alexandre Zattera e se embarram, chegam com os calçados embarrados. Diversas vezes já mostrei esse assunto em outras oportunidades.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Um aparte, vereador?
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Então eu peço que, já que vamos ter esse projeto, que o pessoal da Prefeitura, o pessoal responsável da Seplan que coloque esses acessos e tente colocar essa rua que é uma demanda antiga da região. Quem me pediu aparte? Vereador Bressan, seu aparte.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, vereador Wagner?
 VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Wagner. Eu gostaria de ajudar aqui, vereador Wagner, não me lembro agora o nome dessa rua, mas acho que o senhor deve saber dela, depois eu busco e passo para o senhor, mas é aquela que sai da JBS e vem até a Pedreira do Guerra, essa é uma rua de chão, hoje ela é de chão, eu já fiz um pedido de pavimentação e tudo mais. Acho que ela é de extrema importância, vereador Wagner, porque ela dá acesso da Antônio Gattermann, que sai toda – vamos supor – a população ali da zona sul, vamos dizer Rio Branco, Kayser, Esplanada, e ela tem acesso à Antônio Gattermann. E, na Antônio Gattermann, ela entra na pedreira e sai do lado da JBS, é uma via larga, é uma via que acaba...
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Um aparte, vereador?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): ...dando bastante fluidez no trânsito e não impacta a Cristiano Ramos de Oliveira. Então essa seria de extrema importância que a gente pudesse pavimentar. Acho que se o senhor puder colocar aí nos pedidos, acho que é uma rua que já foram feitos vários pedidos. Obrigado, vereador Petrini.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Muito bem lembrado, bem colocado, essa é uma via importante, não é a que eu sei, Bressan, mas, justamente, para quem quer fugir do horário de pico a melhor saída é essa aí. Se chegar a calçar ou asfaltar, resolve 20% do problema de quem vive naquela região e precisa sair por trás. Seu aparte, vereador Valim.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Wagner, parabéns por trazer. Eu gosto quando vem e se prova e se mostram dados no telão. E parabenizo, porque 60 mil habitantes equivalem a diversas cidades do nosso estado do Rio Grande do Sul, municípios e, com certeza, essa população aí estará muito bem agraciada com seus anseios realizados. E é importante quando se tem vereadores ativos, e o senhor é um exemplo nesta Casa de trabalho sério, transparente, porque fazer do protocolo processo administrativo é fácil, agora tu cobrares e ver algo concretizado, algo se tornando realidade é algo que eu só tenho a parabenizar. E acho que a população quer esse tipo de trabalho, trabalho sério, transparente e prático sendo realizado. Parabéns, vereador Wagner!
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Valim, um comunitarista atuante nas demandas da região do Serrano, muito obrigado pela contribuição. Vereadora Gladis, seu aparte.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Vereador Muleke, primeiro, eu quero lhe dizer que fico muito feliz em saber que o senhor também se engaja nas demandas do Bairro Desvio Rizzo. Então o Rizzo, hoje, tem dois vereadores. Mas quando se trata do Rizzo, eu quero dizer que tenho um carinho especial por aquela região e conheço cada pedacinho daquele bairro, daquela região que tem 70 mil habitantes. E a rua a qual o vereador Bressan se manifesta é a Rua Carlos Sebastiani. Nós já temos solicitações e que bom que o senhor também possa fazer, porque é uma rua que não tem dois quilômetros...
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Peço um aparte.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): ...e realmente ela faria grande diferença no bairro. Mas ela não tem projeto pronto. Nós já estamos nos movimentando, inclusive, com deputados federais, porque tem que vir verba, a Prefeitura não tem dinheiro. Ela não entra nesse projeto da revitalização da Alexandre Rizzo. Ali na Júlio vai ter, sim, uma rotatória, a Cristiano Ramos vai ser beneficiada até ali. A Av. dos Girassóis está um empasse com a Prefeitura, porque a empresa JBS não fez a doação da rua ainda. Nós estávamos em tramitação faz dois anos, veio a pandemia, e a JBS não quis mais fazer a doação. Então é preciso que a Prefeitura ou decrete de utilidade pública ou pressione a JBS a doar. Então eu acredito que essa grande obra vai fazer diferença naquela região, porque o trânsito (falha no áudio) não comporta mais aquelas sinaleiras que tem. Então obrigada por se juntar conosco. Eu acompanhei todo o processo da revitalização em Porto Alegre com o secretário Busatto, com o auxiliar Aícaro, com a Margarete, com o prefeito. Então eu acho que o prefeito vai ser muito bem reconhecido por aquela região, que faz muitos anos que está solicitando essa obra. Obrigada, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereadora Gladis. Com certeza a senhora contribuiu muito lá para a região do Desvio Rizzo, comunitarista, reconhecida, que conhece muito. Legal que a senhora tenha essas informações. Vamos tentar juntos, com o apoio da prefeitura, tentar entregar aquela Avenida dos Girassóis para a comunidade. Tu tinha me pedido, para eu trocar o assunto, então, seu aparte, Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, vereador Wagner. Parabenizo o senhor pelo grande trabalho que faz. Sabes muito bem que tenho um grande carinho pelo Desvio Rizzo. Temos inclusive um projeto juntos na revitalização do lago. A única coisa que eu quero deixar aqui um alerta, e isso é por gostar bastante da população do Desvio Rizzo, é que o que eu espero realmente é que essa obra saia, é que eles façam essa obra que aquele povo precisa e que não usem essa obra aqui só porque nós estamos em um ano eleitoral. Vamos fazer, vamos fazer, vamos fazer, até chegar à eleição. E depois esquecem por mais um pouco de ano. Então, população do Rizzo, abram os olhos, porque de espertos nós estamos cheios. Obrigado, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado pela contribuição. É como eu mencionei no começo, vereador Fantinel. (Esgotado o tempo regimental.) Declaração de Líder, meu líder.
PRESIDENTA DENISE PESSÔA (PT): Segue em Declaração de Líder a bancada do PSB.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): É isso aí, então. Não sei se pegou minha fala, mas eu já tinha falado no início que há muito tempo aquela região aguarda por aquela obra. Mas agora outro assunto, como fazia tempo que eu não usava a tribuna. Escutei atentamente o vereador Rafael Bueno, presidente da Comissão da Saúde aqui do município. Ontem eu tive a presença, a visita do diretor comercial, no meu gabinete, Geraldo de Freitas, diretor do Virvi Ramos na área comercial, onde ele vem nos pedir para que a gente faça contato com nossos deputados para que eles consigam trazer verbas para o hospital na área da oftalmologia. Ele nos passou que, através de um programa do Estado, o hospital está aumentando em 50 cirurgias/mês na área das cataratas e que eles precisam aprimorar e inovar na questão dos equipamentos, que há mais de 10 anos trabalham no seu limite. Então eu falei para ele que ia expor essa visita ao plenário e que ele deixou o convite, se demais parlamentares quiserem visitá-lo, puderem fazer algum contato com algum deputado que consiga ajudar nessa área, ele estará de portas abertas. O Hospital Virvi Ramos também está trabalhando para que, logo ali na frente, além do Hospital Pompéia, se não me engano o Hospital Geral, agora não sei se vou mentir, eles estão trabalhando para abrir a ala de hemodiálise no Hospital Virvi Ramos, que a gente sabe que é uma ala importante, que Caxias do Sul não está dando conta. Muitas pessoas estão se deslocando a Porto Alegre. Mas que, logo ali na frente, com a ajuda dos parlamentares, de verbas públicas através de emendas, a gente pode estar aprimorando então o setor de oftalmologia e abrindo uma nova ala, aqui em Caxias do Sul, para atendimento SUS na área de hemodiálise. Então, na área de saúde, era isso. Da comissão, agora virou o ano, eu estava à frente da CDUTH. Quero já desejar boa sorte e boa condução ao vereador Bressan, que assume a CDUTH neste ano. É muito trabalho, é uma comissão muito importante, vereador, mas tem todo o perfil e capacidade para desenvolver um excelente trabalho. Sou da comissão, continuarei ajudando. Mas eu quero aqui dizer que este ano estou à frente da Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura, Desporto e Lazer. Quero pedir a ajuda dos meus colegas que fazem parte desta comissão para que a gente consiga juntos, através de ações da comissão ajudar o Poder Executivo Municipal a desenvolver e cobrar o que a gente precisa, vereadora Marisol, vereador Lucas Caregnato, vereador Ricardo Daneluz e o próprio vereador Bressan. Meu primeiro assunto da Comissão de Educação, e já antecipando aos vereadores e ao pessoal que nos assiste de casa, é o que todo mundo aqui está cansado de saber e que a gente merece uma atenção do prefeito e do Poder Executivo, que são as vagas infantis. Agora em janeiro, nós em recesso, é uma, duas, três, quatro, cinco pessoas, são cinco vagas em escolas infantis por dia que chegam no meu gabinete, de vereadores que mandam por eu ser presidente da Comissão de Educação, de pessoas que nos acompanham, nos cobram e nos pedem, mas a gente sabe que é uma dificuldade enorme. O vereador Rafael mencionou antes que o pessoal liga para a Central de Matrículas, não consegue falar com ninguém, não se tem um caminho na área da educação. Nós temos aqui no município a Lei Municipal nº 8.383, de abril de 2019, que nossa assessoria consultou e essa lei não está sendo cumprida, que é a transparência na fila, na questão de quem está na espera por uma vaga infantil. Você me pediu um aparte, vereador? O seu aparte, vereador Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Nobre colega, vai presidir talvez uma das comissões mais importantes do ano. Eu tenho resposta aqui positiva, duas; sem resposta, três; negativa, cinco, da Secretaria da Educação que não tem vaga para as escolas. Eu pergunto, eu pergunto: qual a meta do governo, qual a meta do governo para construção de escolas infantis? Qual a meta? Vai construir no Consolação, que aquela região não tem escolas? Fiz uma indicação, levei a área para a secretária. Vai construir no Belo, que, segundo informações, o projeto já está sendo desenvolvido, mas quando? Como? Vamos acreditar tudo em PPP, inclusive na educação. Olha, as famílias vieram embora para Caxias sonhando com uma cidade melhor, muitas perderam emprego, muitas não conseguem mais pagar a escola particular. Então, é outro cobertor curto da Administração que nós precisamos achar saída. É um tema que nós vamos precisar trabalhar muito, muito, porque se temos três mil crianças... E não é deste governo, vem de muitos governos, mas precisamos entender e saber qual a meta do governo em construção de escolas infantis. Se tem três mil, vamos chegar a 1.500? E a questão maior ainda: de quatro a seis anos é obrigação das escolas municipais. Quantas estão fora das escolas municipais de quatro a seis anos? Então, é um tema que vamos ter muito trabalho. Parabéns. Sei que o senhor vai conduzir muito bem e conte com este colega.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Dambrós. Justamente, a gente sabe que é um problema de município, não é do prefeito e, sim, de muito tempo que vem esse déficit de vagas no ensino infantil.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Por isso que, de antemão, eu já pedi o apoio dos meus colegas de comissão. Já adianto que, na sexta-feira, tenho uma reunião agendada com a secretária da Educação e com meu colega vereador Camillis na Smed, às 10 horas, para a gente estar averiguando o procedimento, critérios, contatos na área da Central de Matrículas, para a gente expor aqui para a comunidade, ser o mais transparente possível e poder ajudar, enfim, a comunidade. Isso é um problema que não é de agora, mas que depende da união de todos. Através da assessoria estaremos fazendo todo um levantamento das escolas públicas infantis, das escolinhas particulares, das vagas cedidas pelo município, das presenças, das questões também do ensino fundamental. Seu aparte, vereadora Marisol.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Obrigada, vereador Petrini. Acho importantíssimo. Eu faço, mais uma vez, parte da Comissão de Educação, tenho certeza de que é uma comissão muito demandada porque há muitos temas que são essenciais para a gente discutir.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Peço um aparte, vereador Petrini.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): A gente fala sobre a importância da educação para a sociedade, de uma maneira geral, a gente tem essas demandas que chegam, com certeza, a todos os gabinetes que são acessíveis à comunidade. Devem receber muitos questionamentos com relação a questão das vagas na educação infantil. A gente sabe que é um problema que vem sendo buscadas as soluções, mas que ele realmente é de difícil solução. Mas eu queria também que a gente já pensasse, enquanto comissão... No ano passado, na presidência do vereador Bressan, a gente tinha encontros em que a própria secretária municipal de Educação, secretária Sandra Negrini, se colocou à disposição da comissão e tinha reuniões conosco com frequência sobre os assuntos que nós achássemos pertinentes. Então acho importantíssimo que todos esses nossos questionamentos... estamos em um novo ano, como é que estão as metas deste ano, o que está se pensando, o que está se planejando. Nós, da liderança de governo, líder, eu como vice-líder agora, podemos trazer essas informações, mas eu tenho certeza que a secretária também continuará mantendo esse compromisso com a Comissão de Educação que também faz parte do nosso papel como integrante e do seu como presidente trazer essas informações e justamente da forma como o senhor falou, não como uma crítica pela crítica, mas como uma busca pela construção até porque a comunidade procura, em nós, vereadores, essas informações e a gente tem que ter, como já falei várias vezes aqui, a responsabilidade de que nós não somos só o cidadão, mas também nós somos o cidadão que vai informar. Então nós somos os vereadores e muito importante que a gente discuta esse assunto.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereadora Marisol. Importantíssima a sua presença na comissão. Para encerrar, quero passar essa imagem dessa mulher, Idalice Manchini, presidente do Sindilojas, tenho a matéria no Jornal Pioneiro de ontem. 2018 tive a honra... (Esgotado o tempo regimental) Para encerrar, presidente, de conceder o título de Cidadã. Está deixando o Sindilojas, presidente da CIC deste ano e vai dar voos maiores. Uma mulher guerreira e deixar aqui os meus parabéns a ela e sucesso na nova fase. Obrigado. Era isso, presidente.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Bom dia, senhora presidente; bom dia, senhores vereadores; bom dia, senhoras vereadoras. Venho hoje aqui até por coincidência, o tema que eu trouxe hoje para nós apresentarmos e ser debatido nesta Casa. Até por coincidência hoje a corte da Festa da Uva esteve aqui presente convidando todos os vereadores, todas as vereadoras, toda a comunidade caxiense para que possa participar dessa grandiosa festa. O que me revolta, às vezes, é uma questão que a gente, tenho certeza absoluta que vários vereadores aqui recebem essas demandas de críticas e inclusive tenho até pena do presidente Bertotto que esteve hoje aqui nesta tribuna, tenho até pena desse rapaz aí porque, olha, tanto que a Festa da Uva traz de benefícios para esta cidade, em ser tanto criticado é de não entender. Então venho aqui hoje trazer algumas imagens e vou falar das imagens que a gente trouxe aqui neste telão hoje que tem gente que tem que ter um pouco de cuidado na hora que fala porque a comunidade... se não explicar para a comunidade caxiense que está 10, 12 horas dentro de uma empresa, que sequer tem talvez contato com as redes sociais, com a comunicação da Casa, com a comunicação da Festa da Uva fica difícil, vereador Petrini, de nós conseguir passar para essas pessoas o que é de importante para Caxias do Sul uma festa desse tamanho. Aí a gente, eu como vereador acho que o meu papel, sempre disse, é de fiscalizar.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Então estou fiscalizando as redes sociais, estou fiscalizando os entornos das boates de Caxias do Sul e dizer aqui que não sou contra nenhuma festa. Isso, graças a Deus, desde 2019, quando assumi aqui, eu dizia que a saúde e a economia tinham que andar lado a lado, porque essas pessoas que trabalham nas casas noturnas também tem família. E aí pego na rede social, essa é uma casa noturna aqui de Caxias, há sete ou oito dias, está aí bombando, todo mundo sem máscara. A fila, eu passei. Na fila, todo mundo de máscara, bonitinho, porque talvez a fiscalização fosse passar ali e iam ser dois mil contos, o cara não ia ter nem dinheiro para entrar, porque são R$ 2.000,00 uma multa. Mas lá dentro, tudo liberado. Aí temos duas imagens, está todo mundo liberado, todo mundo sem máscara, fazendo festa, mas a culpa é da Festa da Uva. Festa da Uva tem que interromper. Pelo amor de Deus, não façam a Festa da Uva, porque o vírus vai matar todo mundo de Caxias, da região e mais um milhão de pessoas que vão vir. Mas a festa está bombando. Eu não sou contra a festa; tem que ter festa na casa noturna. Tem que ter vida normal, vai quem quer, vai quem quer. São muito simples as coisas assim. Passa mais a outra imagem, por favor.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Peço um aparte depois, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Pode passar, que essa ainda é da casa. Pode passar a próxima. Aí a gente vê uma declaração da vereadora Estela. Nada contra a pessoa da vereadora Estela, mas tem que se decidir: ou tu és a favor, ou tu és contra. Porque aqui, todos os vereadores desta Casa, pelo que eu sei e vi, fizeram chamadas: “Faltam 19 dias para a festa”, “Vamos participar!”, “Vamos lá!” Aí vai em uma rede social e em cima está escrito o quê? Ainda longe de frear o vírus. Aí, em baixo: show nacional. Aí, passa a próxima, olha ali. O que está escrito? Cidade, prioridades do governo Adiló, tocando o pau no governo aqui.
 
 A cidade vive um verdadeiro CAOS na saúde. As UBS e as UPAs estão superlotadas, falta médico, as cirurgias não estão sendo marcadas... O Governo até agora não apresentou um plano de ação para SOLUCIONAR esse problema. Nessa mesma Caxias, seguem os anúncios, patrocinados pela Festa da Uva, anunciando os shows da festa. [...] ENCONTRE O ERRO: A INVERSÃO DE PRIORIDADES DO GOVERNO ADILO.
 
(Disponível em: https://www.facebook.com/balardinestela/posts/512330500459370)
 
Por favor, se decida! Nós debatemos agora há pouco aqui e todo mundo está cansado de saber: tinham 10 mil cirurgias represadas, certo? Mais a questão da pandemia, que nos deixou 20, 30, 40 mil consultas que não aconteceram. Agora, vem tocar a culpa na festa, por causa das UBSs? Então vamos cuidar o que se fala! Eu escutei aqui a vereadora-presidente da Casa hoje, de manhã, quando recebeu a corte, dizendo que a Câmara aqui está apoiando. Então não estou entendendo. O partido tem que decidir ali se apoia a festa ou se é contra a festa. Neste mês que passou, no mês de janeiro, nesta Casa, fizeram reuniões públicas a favor do carnaval. Mas carnaval sim, Festa da Uva não? Mas vão decidir quando o que é bom, o que é ruim? Eu sou a favor de tudo. Para mim, tem que ter carnaval, tem que ter Festa da Uva, tem que ter as boates funcionando, porque é a seguinte posição: se tu não se sente seguro, não vai. Hoje nós temos aqui, e foi falado desde o início, por isso que eu me senti seguro em votar pelo repasse, porque são mais de 250 expositores. Lá em cima, vocês acham que os estandes lá se montam sozinhos? Já tem uma cidade de pessoas lá, vereador Fantinel. Os caras tão comendo aonde? Estão usando combustível de onde? Estão movimentando a economia de Caxias do Sul. Então onde tiver uma pessoa sequer, vendendo, se for o caso, uma lata de refrigerante e que traga benefícios para aquela família, eu sou favorável.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte, vereador?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Eu sou favorável. Porque não pode que são mais de 150 shows em palcos aqui dos artistas, 250 expositores, entrega de uva, passeio de helicóptero – isso tudo gera renda, trabalho e emprego! Mas não dá para entender onde um vereador é contra uma festa desse tamanho, onde já se iniciaram há muito tempo os preparativos. Tudo isso precisa de uma questão de pessoas para poder trabalhar, para poder gerar renda, trabalho e emprego, estão recebendo para isso, e alguns vereadores vão para as redes sociais para criticar por criticar. É assim: é criticar... “Ah, vamos ir contra. Aí a população vem a meu favor sem poder explicar, sem poder debater.” Então acho que nós temos que ter muita coerência quando se fala aqui. Nós sabemos que a saúde está um problema seríssimo. Isso todo mundo sabe, mas não é por causa da Festa da Uva que vai ter... Quem me pediu um aparte primeiro?
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Eu pedi, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Desculpe. Vereador Fantinel, por favor. Ah, foi o vereador Cadore. Vereador Cadore, toca aí.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Vereador Bressan, assunto importantíssimo. Eu concordo praticamente com toda a tua argumentação. Gostaria de parabenizar o Fernando Bertotto pela presença, a rainha, as princesas aqui, que vieram ratificar a posição do executivo de que o evento vai sair. Nós, eu e o senhor especialmente, sempre defendemos a saúde em primeiro lugar, mas que as atividades acontecessem na pandemia. Hoje nós temos um quadro complicado de pandemia sim. Mas um quadro não grave e nós continuamos e continuaremos defendendo a saúde, a vacina, mas continuaremos defendendo os eventos. E a Festa da Uva, essa lacuna que Caxias passou nos últimos anos fez com que o turismo e o empreendedorismo tivessem um revés. Nós estamos perdendo para outras cidades. E a falta da Festa da Uva, a grandiosa Festa da Uva que há muitos anos não acontece tem que ser retomada, com todos os protocolos e o Executivo e o presidente da Comissão, o Fernando Bertotto e todas as pessoas envolvidas, estão preocupadas sim em proporcionar segurança a todas as pessoas. Mas a Festa da Uva tem que sair por tudo que ela gera: emprego e renda. Muito obrigado. Esse é o meu pensamento e eu, como vereador, apoio sim a realização da Festa da Uva, apesar de algumas pessoas, que eu não entendo por que criticarem de uma forma errônea. Era isso. Muito obrigado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Hoje, só para constatar, estamos com 403.750 vacinados – 82,24% da população. Eu não sei o que estão esperando. E agora mais uma coisa, vereador Fantinel, vi hoje aqui nesta tribuna, porque o que tem que defender pelo certo, eu sou pelo certo. O que eu não acho que é correto, eu venho aqui e falo, não me interessa se é da administração ou não. Sou contra a cobrança do passaporte vacinal. Sou contra! Seu aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, vereador Bressan. Obrigado, vereador Bressan pelo aparte. Quero parabenizar o senhor pela colocação. Entristece-nos muito que pessoas tentem angariar eleitores denegrindo colegas. E isso aconteceu comigo ontem. É muito triste, mas deixemos à parte. Vamos entrar no mérito da questão do passaporte, como o senhor disse. Então a questão é a seguinte, cobrem o teste. Se não querem liberar, cobrem o teste; cobrem o PCR, cobrem o imuno covid. Nós vamos ter aí tranquilamente 150 mil, 200 mil pessoas que não vão poder frequentar a Festa da Uva. Isso é o fim!
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Só para concluir aqui então, presidente. Só para concluir eu quero dizer o seguinte, eu sei muito bem. E foi falado aqui: “Ah, o Ministério Público cobrou”. Mas não estou culpando o presidente da Festa, que fique bem claro! Vim aqui defendê-lo até agora, e estou defendendo. Faz um baita trabalho. Está organizando uma festa onde tem uma grande parte que é contra, mas sem saber o porquê é contra. Mas eu quero dizer que independente de questão de Ministério Público ou não, sou contra a cobrança. Isso é uma posição minha. Tenho certeza de alguns vereadores. Obrigado, presidente, senhoras e senhores vereadores.
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VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Estela, se possível um pequeno aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia a todos e a todas, colegas vereadores, Mesa Diretora, quem nos assiste de casa. De imediato vou lhe conceder o aparte, vereador Wagner.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereadora Estela. Com certeza eu respeito a opinião de todos. Cada um tem a sua opinião. Mas o que eu quero dizer rapidinho, só para aproveitar o gancho, que não deu tempo do Bressan me conceder aparte é que o pessoal não entende que a Festa da Uva já começou. Isso aqui não é um evento do Wagner, do Muleke, da Noite da Tequila ou da Noite do Pancadão ou um encontro; a Festa da Uva já começou. Um evento desse porte tu tens a montagem, tens os patrocinadores, tens pessoas fazendo o seu material, organizando estoque, uniformes, contratação, aonde o pessoal vive? A Festa da Uva já começou. Então a gente não pode aceitar críticas daquelas pessoas que estavam na praia na virada do ano e, ali na rede social, lá no Leouve vão lá dizer que não pode ter a Festa da Uva. Esse é o meu comentário: 100% Festa da Uva para o bem da economia de Caxias do Sul. Muito obrigado, vereadora pelo seu aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereador Wagner. Então inicia-se o nosso ano legislativo, um ano de muito trabalho pela frente. Quero, não é sobre isso que vou falar, mas acredito que posso utilizar desse espaço aqui para deixar clara a minha posição em relação à questão da Festa da Uva. Acho que, sim, a cultura e inclusive a cultura que se mantém viva, que se mantém presente através da Festa da Uva é importantíssima para a sociedade, e a festa em si é importantíssima para a economia de Caxias do Sul. Sinto falta, senti falta nas vezes que não foi realizada a festa da forma que foi, tenho lembranças, tenho esse convívio de, principalmente, a gente saber que os momentos em que a gente vai até a festa são momentos de estarmos com a nossa família, de estarmos vivenciando e podendo ver toda a história e o desenvolvimento da nossa cidade. Mas acho, sim, que a publicação que está lá que mostra o caos que está a nossa saúde, que não tem respostas, inclusive, saúde foi uma das palavras que, ontem, não apareceu na fala de praticamente 20 minutos do nosso prefeito. Então a gente não tem respostas em relação à saúde, que não está colapsada apenas e simplesmente pela pandemia, mas que, sim, sofre muito descaso no período em que a gente está. E ali, naquela mesma publicação, a gente tem a divulgação de shows. Então, sim, sou favorável à festa, acredito na importância. Sou uma pessoa que é ridicularizada, inclusive, pelos eleitores de muitos de vocês, porque defendo que cultura gire a economia. Porque eu defendo isso sempre; não defendo quando me convém, não defendo quando é uma festa de uma cultura que eu concordo ou não. Defendo sempre, porque acredito que cultura e economia andam juntas. Mas acredito também que a gente precisa de respostas e não de contradições, e aquela publicação do jornal demonstra claramente: a gente não tem respostas pela saúde, não teve nenhuma parte da fala do prefeito falando sobre as soluções que serão apresentadas para a saúde, e a gente tem a divulgação de uma festa que, infelizmente, ou por causa da realidade que a gente vive, da conjuntura que a gente vive não tem o apelo da população. Eu, indiferente daquilo que eu penso é aquilo que a gente vê na prática: Qual é o posicionamento da população? É a mesma questão do carnaval: eu sou superfavorável ao carnaval, acredito na sua importância cultural e economicamente, mas no momento em que escolas de samba e blocos de carnaval não querem ir às ruas, não se sentem confortáveis e a população não está pedindo esta festa, será que é, de fato, lucrativo fazer? Será que, de fato, vai causar o impacto positivo que esta festa merece? Merece positividade, merece vontade de ser feita, merece apelo da população, e não é algo que temos neste momento.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereadora?
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Já lhe concedo. Então eu acho importante a gente ter isso muito claro: não sou contrária à festa, acho que a Prefeitura precisa dar respostas em relação à questão da saúde e precisa também observar claramente se vale ou não a pena fazer a festa num momento em que a população é tão contrária. E, sim, existem as questões das praias. Pois é, mas eu não sou vereadora em Torres, nem Arroio do Sal, sou vereadora em Caxias e aqui não tem praia. Vou lhe conceder o aparte, vereador, para depois entrar em outro assunto.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Estela. Sobre a questão da festa, eu acho que o ponto fundamental aqui é indiscutível a importância que a festa tem, isso a gente tem discutido há bastante tempo. Eu acho que o vereador Muleke – não o vejo aqui – mas o fato de ele ter trazido a questão de que a festa já começou eu acho que é um elemento importante. Em uma das minhas lembranças aqui, eu falava das Olimpíadas Coloniais e até brinquei que o desempenho do vereador Bressan foi péssimo quando ele participou lá fazendo o bíguli. Não foi bom, não foi bom, não foi bom. Mas o seguinte, a questão fundamental, a questão fundamental são as condições sanitárias. Se existem condições sanitárias para fazer a festa, nós inclusive conversamos, acho que não há divergência da nossa bancada em relação a isso. Nosso posicionamento é esse. As pessoas, os responsáveis pela área da saúde, se atestam que existem condições sanitárias e que, posteriormente a festa, nós não teremos uma situação agravada, que se responsabilizem, que tomem as providências para que essas condições sanitárias sejam colocadas em prática. Por fim, vereadora Estela, quero também pegar um gancho de algo que a senhora falou que é sobre a manifestação do prefeito. O prefeito, que é um homem que passou por esta Casa, a vice-prefeita, uma mulher que também teve trajetória aqui no Legislativo... E toda hora tem representantes do governo, secretários. Conversamos a todo tempo aqui, de forma muito harmoniosa com os colegas que são da base do governo. Agora é infeliz, em minha opinião, a fala do prefeito quando ontem se manifestou referente às críticas de pessoas que percebem os problemas da cidade. Isso acho que precisa ficar registrado aqui no Legislativo. Se a cidade tem problemas, e tem muitos, e se as pessoas criticam, é porque esses problemas afetam a vida das pessoas. O poder público, o prefeito, ele existe para dar respostas. Se as respostas são complexas, e muitas são, mas a gente precisa despertar essa esperança de resolver esses problemas. Porque, do contrário, a gente tem problemas. Tá bom? Obrigado, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereador Lucas. A segunda parte, me resta alguns minutinhos, é justamente sobre isso. A gente entende a complexidade. E o que vocês, principalmente a base do governo fala, que esses problemas não são de hoje, é real. Mas, se a gente teve um prefeito, teve um plano de governo, que se propôs a disputar a eleição, que fez promessas em eleição, que falou e debateu em eleição sobre saúde, sobre transporte público, sobre limpeza urbana, significa que este mesmo prefeito sabia os problemas da cidade. Só um minuto. Peço que segure meu tempo. Pode conversar, mas eu gostaria que vocês ouvissem a minha fala igual eu escuto a fala de vocês. A gente pode se respeitar aqui dentro. Isso é primordial. Porque depois vão vir responder à minha fala, mas daí nem ouviram o que eu falei. Então, não é? Então a gente tem um prefeito que se elegeu fazendo promessas em uma cidade que já existia. Se é tanto dito, já tinham esses problemas. Então esses problemas, no mínimo, foram pensados na época que ele se propôs a estar à frente. E se falou muito ontem de diálogo e de transparência, se falou muito ano passado de diálogo e transparência. Mas que diálogo é esse, onde a população não pode cobrar as necessidades que tem que daí é convidada a ir morar em qualquer outra parte do planeta? Esse é o diálogo? O diálogo onde, ok, tem diálogo; mas, se tu reclamar: “fica à vontade, sai da cidade”. Da cidade que tu construiu, que tu construiu a tua família, que tu trabalhou, que tu ajudou a erguer. Agora que ela está com problema, sai; sai, porque eu não tenho resposta para esses problemas. Então eu acredito que, sim, pode ter sido um segundo de uma fala infeliz, mas foi e contradiz o diálogo e a transparência quando tu tem opiniões contrárias, quando tu tem cobranças reais das vivências das pessoas. Essas cobranças são colocadas como um convite para as pessoas se retirarem da cidade. Então que possamos, sim. Estamos aqui. Mesmo sendo bancada de oposição, quero construir políticas para a saúde juntamente. Votarei sempre favorável. (Esgotado o tempo regimental.) Só para concluir. Mas eu não poderei concordar e me calar quando a gente tem um cerceamento das cobranças da população. Muito obrigada.
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VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Senhora presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu não ia me manifestar hoje, mas eu acho que a fala do vereador Bressan é pertinente, e a fala da vereadora Estela e do vereador Lucas também são pertinentes. Então, eu quero aqui deixar a minha manifestação. Quando o vereador Bressan subiu a essa tribuna e muito certamente trouxe a questão das festas lotadas, que está liberado, eu acho que é para ir mesmo, vereador Bressan. Acho que as pessoas têm que ser livres para fazer o que elas quiserem; e a prefeitura tem que usar a mesma coerência de liberar uma festa, de não multar a pessoa na rua no centro. Não faz sentido. Entendeu? Eu não quero aqui: “Ah, o Marcon...”. Mas, gente, vamos usar um dos neurônios que Deus nos deu. Se lá na festa, 50 mil pessoas, e eu espero que mais, que tenha meio milhão de pessoas, que encha a festa, porque isso realmente traz dinheiro para o município, cheio, um do lado do outro; aí tu pega um cidadão sentado num banco, como teve a reportagem, refletindo, e vai lá o fiscal em três com a Guarda Municipal do lado para dizer para ele: “Vem cá, meu jovem, o senhor pode botar a máscara, senão o senhor vai ser multado”. Esse tipo de falta de coerência a gente não pode se calar também, não é, vereador Bressan. O senhor está me fazendo positivo e sei que o senhor concorda comigo. Então, aqui, eu queria deixar claro, por exemplo, o presidente veio aqui hoje de manhã com toda a corte divulgar a festa, eu acho isso extremamente importante, e ele falou que a questão dos corretores vão ser mais largos, vai ter a questão do álcool em gel, tudo certo, acho que isso é positivo. Agora, não vamos nos esquecer que nos shows vai ser ter uma cabeça do lado da outra. “Ah, vai estar todo mundo de máscara nos shows.” Cara, isso aí é para inglês ver. A gente viu ali da festa que tu trouxe, a gente sabe como é que acontece. Então, a gente está vivendo, desde o começo a pandemia inclusive, um teatro. É isso que a gente vive. Todos os lugares do Brasil, a pessoa vai falar no microfone, em todas as Câmaras, ela tira a máscara, mas nós em Caxias a gente tem que ter a máscara, agora aqui na Câmara voltou uma funcionária tomando a temperatura lá embaixo. Eu perguntei esses dias: quantos já pegaram com a temperatura? Nenhum. É um teatro, sabe. Tiveram quantos covids aqui na Casa? Um monte; e nenhum a temperatura pegou. Nenhum, Bressan; zero. Então a gente faz um papel de palhaço, fica lá com o braço, sabe. Então, eu acho que é muito boa a tua fala, vereador Bressan na questão de nós cobrarmos coerência. Uma coisa que eu volto a dizer: gente, vamos ser sinceros – me fugiu o nome agora do da fiscalização; me ajuda, Bressan –, o Rodrigo foi dar entrevista em local fechado dizendo que em local aberto tem que usar máscara e estava sem máscara dando entrevista em local fechado, dentro da prefeitura. Eu não posso estar tão louco assim. Cara, não é possível que eu esteja tão fora da realidade de não ver que o cara que está se realizando um cidadão que está lá fazendo um piquenique com a sua família, como era o caso lá da reportagem, estavam comendo; e aí para a reportagem chega a Guarda Municipal escoltando os fiscais para obrigar a pessoa a botar a máscara sendo que na Festa da Uva vai ter milhares de pessoas, uma do lado da outra, num show. Então a gente tem que se decidir. Foi a mesma coisa que o Bressan cobrou aqui, tem que se decidir. Acabei de olhar a notícia agora que na França, máscaras ao ar livre foram retiradas. Caxias do Sul não tem perspectiva, Caxias do Sul não tem prazo, nós não temos nada que diga que um dia nós vamos poder viver normalmente de novo. Acabei de estar no Rio de Janeiro – totalmente queimado aqui, quem me vê vai ver que eu vim da praia, levei um torrão lá que pelo amor de Deus –, lá não é obrigado a usar na rua e a gente não vê nada mais dramático do que aqui em Caxias. O número de casos é os mesmos, é tudo igual. Então eu acho que está na hora, falei com a secretária não faz muito e ela disse: “A gente estava prevendo para o fim do ano”. Não deu, tudo bem, mas vamos botar... Primeiro, Bressan, tu lembra que nós dizíamos: vão ter “x” vacinados e aí vamos liberar. Está com 83%; não basta! Tem que vacinar os cachorros da rua para que a gente possa tirar essa porcaria do rosto. Nós precisamos de perspectivas e de coerência. O que a Estela fez eu não acho que é errado, tinha shows embaixo e a covid se espalhando. Também a gente tem que ter um pouco de noção. Por isso que eu digo: vamos dizer que nós vamos ter festa com show lotado ou nós vamos multar uma família fazendo piquenique na rua? Só esse é o meu questionamento. Nós precisamos nos decidir, porque as duas coisas não dá para fazer; e se tem notícia de que oito pessoas foram multadas. Ninguém apareceu ainda por ser multado, porque eu gostaria que essas pessoas viessem falar comigo para a gente conversar.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (NOVO): O seu aparte. Depois vou falar de outro tema, vereador Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador. Eu acho que é essa questão de coerência. Eu não estou aqui criticando ninguém, estou só colocando a coerência, como o senhor acabou de colocar. Ou a gente vai ter Festa da Uva e a gente sabe que nos shows as pessoas não vão usar máscara, porque ali na festa não usavam. Na fila estavam de máscara, eu vi, eu sou fiscalizador, eu sou vereador, eu passei de noite, eu fui de madrugada na frente das boates para ver, estavam de máscara na fila. Chegou lá dentro tiraram. Vai acontecer isso no show e não sou contra, tem que estar, só não pode aquela indecisão. Aqui na Casa gravam vídeo dizendo: Faltam 19 dias, venha participar da festa. Logo em seguida faz um card e bota para a rede social para colocar a população contra o prefeito, contra a administração da festa, contra as comissões comunitárias dizendo: Oh, o caos. Só faltou colocar: Não venha para a festa. Obrigado, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Eu quero reforçar que eu como o senhor sou completamente a favor da festa, mas como diz ali no logo “Juntos novamente”. Não, quem não está vacinado não é mais junto, não é ser humano. Não é assim. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, vereador Marcon. Agora vou falar uma coisa que nos deixa tremendamente sentidos, tristes e aborrecidos é ver justamente o que nós vimos aqui através de vídeos e apresentações hoje das casas noturnas todas entupidas, os restaurantes entupidos, os bailões entupidos, todo mundo sem máscara, cuspindo para tudo que é lado, mas eles têm o passaporte. Não tem problema. E se nós pegássemos o nome de todo esse pessoal que está sem máscara e vamos ver se não é aqueles que estão lá no hospital agora, vamos ver. Aí você vê crianças de cinco, seis anos obrigado a usar máscara dentro da escolinha. Três anos uma criança usar máscara dentro da escolinha e no bailão, na boate e na festa pode andar de qualquer jeito? Gente, eu nunca vi uma situação de tamanha hipocrisia como nós estamos enfrentando por causa dessa porcaria de pandemia. Obrigado, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Obrigado, vereador Fantinel. Pois é, eu acho que a única coisa que a gente precisa é decidir o lado, se a gente vai multar as pessoas na rua, se o secretário tem que usar máscara quando vai dar entrevista, se a gente vai no banheiro sozinho tem que estar de máscara, se a gente dirige o carro tem que estar de máscara ou se a gente vai fazer uma festa para 50 mil pessoas e liberar as festas noturnas como está liberado.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): A gente precisa se decidir. Bem rapidinho porque preciso entrar em outro assunto.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Marcon, a gente tem que usar cinto porque senão corre o risco de sofrer um acidente. Usa quem quer, é multado quem não usa. A camisinha tem que ser usada para não pegar doença. Tu não sabe no meio de um milhão quantas pessoas tem uma TST, mas tem que usar. Não quer? Arrisca uma gravidez, enfim, mas tem que usar, deveria de ser usado, entre outras coisas de prevenção. A máscara é uma coisa dessas, tu não sabe se estou conversando contigo agora e tu não tem covid ou eu passo para ti, enfim, é uma prevenção. Deveria de todo mundo usar, mas vai da coerência da pessoa. Agora, sobre a Festa da Uva eu acho que a gente tem que ter coerência porque se a gente começar a multar as pessoas que vem de outros municípios também, que vem conhecer a nossa... aí vai ficar feio para nós. Então eu acho que nós não podemos aqui, Câmara de Vereadores, ser os azarões da Festa da Uva. A gente tem que divulgar principalmente nesses últimos dias aqui, antes de iniciar a festa, convidar os turistas, convidar as pessoas para conhecerem a nossa cidade, para investirem aqui na nossa cidade. Nós temos que fazer isso, é o trabalho dos vereadores. Agora, se as pessoas vão se cuidarem ou não aí vai de cada um, mas a gente não pode ser impeditivo nisso. Então parabéns pela sua manifestação.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (PODEMOS): Obrigado, vereador Rafael Bueno. Eu queria falar sobre outro assunto rapidamente. Semana passada eu cobrei o vereador Cadore, que ele era o líder do governo ainda, mas hoje eu vou cobrar o vereador Uez e a vereadora Marisol, que tragam uma resposta para esta Câmara sobre a questão dos telefones na UBS. É uma coisa que eu acho, com todo respeito, vereadora Marisol, é simples de ser resolvido e a gente vai ajudar um monte de gente a não precisar sair de casa, se deslocar, passar por três UBSs, às vezes, para ter uma informação. Então que o governo nos traga um prazo para deslocar meia dúzia de estagiários para botar na frente de um telefone numa UBS e daí quando o telefone fizer trimmmm, a pessoa vai lá, pega o telefone e ela diz: Olá, aqui é a UBS São Ciro, boa tarde! O que eu posso ajudar? Vocês têm vacina? Não, hoje não tem vacina. Está bom, muito obrigado. Tchau, desligou. Eu não sei se sou eu que sou... (Esgotado o tempo regimental) Eu acho que não é a coisa mais impossível para um governo fazer, colocar um meliante lá atender o telefone. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Obrigada, vereadora Denise. Obrigado a todos os colegas vereadores. Novamente nesta tribuna, iniciando os trabalhos legislativos do ano de 2022 e com discussões já tão importantes chegando à Casa.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): De imediato, seu aparte.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Meliante não, não é, vereador Marcon? Não queremos meliantes nas nossas UBSs. Não são meia-dúzia, são mais de 40, mas acho, sim, que a gente tem que pensar em alguma coisa nesse sentido. Nós estamos falando de muitos problemas, de muitas dificuldades de profissionais, mas a gente sabe também dessa necessidade do contato com as pessoas. Só fazer uma referência, quando a gente fala dessa questão da divulgação e do nosso papel até de ajudar a divulgar, infelizmente, nós já conversamos aqui, eu sei que todos sabem que nós temos uma questão de uma demanda judicial e a dificuldade do nosso Executivo de contratar uma agência de comunicação para poder ajudar nesse sentido, porque eu acho que ajudaria muito sim. Como é que as pessoas vão ter acesso a isso? As informações estão, a gente já falou aqui várias vezes. No Instagram, por exemplo, da Saúde, o Saúde Caxias do Sul, todos os dias têm as informações, mas elas mudam todos os dias. É realmente difícil e talvez uma agência de comunicação ajudasse nesse sentido, que a gente pudesse divulgar. E aqui eu já faço um agradecimento muito especial, inclusive em nome do Executivo, à imprensa. A gente que ouve rádio todos os dias, que assiste TV quando possível também, a gente ouve que eles falam todos os dias sobre os locais de vacinação, sobre idades, sobre que vacina, sobre qual é o prazo. Então eu acho que cabe um agradecimento. Mas eu lhe pedi mais esse aparte porque eu queria falar até mais do que para os colegas, vereadora Tatiane, para nossa comunidade de Caxias do Sul: muito cuidado! Muito cuidado é o que eu peço para você, inclusive, que está aí nos assistindo. Este é um ano eleitoral e a gente vai ver absurdos em ano eleitoral. O nosso prefeito, ontem, falou sobre muitos temas. Ele tinha um determinado tempo e puxou aquilo que ele achou que nesse momento e para esta Casa, era importante que se falasse. E aí tem quem ache que pode dizer o que o prefeito deve fazer na sua rede social, que acha que deve decidir o que o prefeito vem falar aqui, enfim. Mas quando ele fala, e ele usou aquela expressão das pessoas que só criticam, vereadora Tatiane, que não deveriam permanecer nesta cidade. Por ser talvez um ano eleitoral, por saber que daqui a pouquinho ex-candidatos a prefeito estão concorrendo a deputado, enfim, a gente faz algo tão injusto para uma pessoa como o prefeito, e que a gente conhece o quanto ele ama a cidade, de pinçar uma frase, ou a imprensa talvez tenha feito, pinçou uma frase e tratou de uma maneira, até não vi isso tanto, mas eu vi que as pessoas comentaram, mas puxou essa frase e as pessoas acabaram tratando ela de uma maneira completamente equivocada. O prefeito deixa sempre muito claro e ele sempre diz: “eu aceito críticas ao governo, fiquem à vontade, ao que nós estamos fazendo”, porque ele, em todas as conversas que tem conosco, ele diz: “a crítica, a gente tem que ouvir, porque de repente lá no meio tem alguma coisa que nos serve para melhorar”. Agora, vereador Dambrós, – “agora”, a sua expressão –, a gente viver na nossa cidade aqui e ficar falando mal dela o tempo inteiro, com que intenção, afinal, se é a nossa cidade? Se der errado, somos nós que estamos aqui – foi nesse sentido que ele quis falar, como um desabafo mesmo. A gente tem que amar, tem que defender. Nós estamos aqui à porta da Festa da Uva. Quantas pessoas nós vereadores já convidamos para vir para a festa? As nossas famílias, a gente fez isso? A gente convidou os nossos amigos já, de outros estados, os nossos conhecidos, para virem para cá? Ou a gente só está puxando para baixo e torcendo para que dê errado? Foi para essas pessoas que o prefeito quis fazer uma referência. Sim, ele sabe absolutamente... Ele falou aqui: uma cidade fantástica, um povo maravilhoso, é isso que nós pensamos. Então, para vocês que estão nos assistindo, cuidem. A gente fala da tal da massa de manobra, a gente fala do gado, do rebanho, não vamos deixar ser isso. Quando a gente ouvir isso, vamos pensar: quem é essa pessoa que está falando? É uma pessoa que vem trabalhando muito, e não de agora, há muitos anos. Uma pessoa que ama profundamente Caxias do Sul. Não vamos ser injustos, não é. Desculpa, passei do meu tempo.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Perfeito, vereadora Marisol. Faria uma fala, mas eu fui tão comtemplada nas suas palavras que eu acho que esclareceu bem o que o nosso prefeito quis realmente dizer. Eu não poderia deixar de falar aqui a respeito da Festa Nacional da Uva do quanto a gente precisa aqui estar coerente e estar trabalhando juntos pelo sucesso da festa. Porque para mim ficou claro: todos os vereadores desta Casa Legislativa sabem da importância, da história, da cultura, do quanto isso movimenta e nos dá também esperança de dias melhores. Juntos outra vez, foi um tema fantástico escolhido para retomar a Festa Nacional da Uva. Aqui é uma festa com mais de 90 anos de história. E, quando a gente pensa nisso, a gente não pode pensar simplesmente que, em menos de 30, 40 dias é possível cancelar tudo! Gente, novamente, tranquilizar a população caxiense de que todos os protocolos, uma série de cuidados para que o evento aconteça com segurança. Todos nós precisamos fazer a nossa parte também, mas é necessário continuar porque a gente não sabe se essa pandemia não vai ficar por mais 5, 10, 15, 20 anos. E nós não podemos parar tudo. Então aqui reafirmar o compromisso da Festa da Uva. Eu e a vereadora Denise estamos participando atentamente de todas as reuniões, e a gente sabe o quanto todos estão empenhados. Nós precisamos sim respirar novos ares, ter dias de alegria, de esperança, valorizar os nossos agricultores que tem passado por tantas dificuldades no campo com a estiagem. Mas que tem aí para mostrar o seu produto. Caxias do Sul merece a retomada de uma Festa da Uva com sucesso como ela sempre foi. E infelizmente na última edição nós tivemos uma série de problemas que colocou em xeque toda a credibilidade que a Festa Nacional da Uva sempre teve. E por isso esse momento de retomada é tão importante. Por isso que a gente precisa na nossa postura e não apenas no que a gente fala por aí, é o que a gente fala, mas principalmente o que a gente faz: ter coerência. Então novamente eu peço a todos os pares da Casa, que a gente mantenha a nossa coerência, que a gente mantenha o nosso engajamento. Precisamos fazer uma bela Festa da Uva porque isso é o retrato de quem somos, do que fizemos, conta a nossa história. É vitrine para Caxias do Sul. Eu tenho a convicção de que em algum momento a gente vai olhar para trás e vai pensar o quanto foi determinante que a gente tivesse a coragem, e nisso eu quero parabenizar o Fernando Bertotto, que tivesse a coragem de enfrentar a crítica, de seguir com a cabeça erguida, trabalhar, buscar fazer o que era o melhor para a cidade. Mesmo que alguns estivessem ali criticando, torcendo às vezes para que as coisas dessem errado. Quero deixar de público aqui, porque acho que a imprensa tem feito um papel fantástico em auxiliar essa retomada. A imprensa sabe o quanto é positivo para Caxias do Sul, para o nosso orgulho, para a nossa vaidade, para a gente se consolidar enquanto população, cultura, arte, lazer. Tudo isso a festa trás e a imprensa tem sido muito parceira em divulgar a Festa da Uva, em falar, em tranquilizar os turistas que virão para Caxias do Sul de que os protocolos estão sendo todos tomados. Então eu quero passar o aparte, acho que foi o vereador Bressan e Cadore que me pediram. Quem pediu primeiro.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Fui eu. Beleza. Obrigado, vereadora Tati. Parabéns pela sua fala. Acho que contempla tudo que a gente trouxe. A festa não vai ser suspensa. Vai existir a festa com todo sucesso, se Deus quiser. Dizer que nós já estamos participando juntamente, vereador Velocino, vereadora Tati, e tudo mais, dos jogos coloniais que está sendo um sucesso. A comunidade da linha 40 ficou feliz por levar a festa até lá. Os jogos foram maravilhosos esses finais de semana. Galópolis lotou. Dizer, só para corrigir o meu amigo, vereador Lucas, que eu tirei o primeiro lugar no biguli, primeiro lugar. Corrigindo, primeiro lugar no biguli. Aqui na praça já estamos classificados para a final. Quero participar de todas. Inclusive lá se eu puder ser campeão vai ser uma alegria para nós aí. Obrigado, vereadora Tati.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Vereador Cadore.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Só para completar a posição de vocês, expressou muito o que eu penso. E sobre a visita do prefeito ontem na Câmara Municipal é evidente que ele não poderia aqui vir e passar o dia inteiro dizendo que vai fazer. Ele apontou alguns aspectos que ele considera importante entre muitos da administração. Então, o prefeito, como gestor, ele tem que direcionar e se posicionar em relação à Festa da Uva e com antecedência. Ele não pode ser pessimista, ele não pode ser negativista; ele tem que ter o pensamento positivo, clamar à população, organizar todas as empresas que vão estar envolvidas para a estrutura da Festa da Uva. Então a posição dele é de que a festa tem que sair. E esse é o meu pensamento também. Era isso. Meu muito obrigado.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Muito obrigada a todos os vereadores e vereadoras e todos aqueles que estão nos acompanhando.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, presidente. Gostaria, hoje, aqui de falar... Ontem, inclusive, não deu muito tempo, foi até em uma das falas do vereador, acredito que do vereador Rafael Bueno, que a gente está sofrendo muito, Caxias, com a questão que acho que ontem foi comentado que até os portões das casas estão roubando. Mas vou alertar para mais um problema que já vem acontecendo há muitos anos, e a gente não pode esquecer que são os hidrômetros. Olha, só esta noite, foram 12, e é a média. A média é de sete, oito, dez, doze, quinze e principalmente na área central. Por quê? Tu vês que o vereador aqui não é especialista em segurança, mas a gente escuta o que acontece. Porque, vereador Rafael Bueno, é muito difícil eles roubarem muito longe, porque os compradores estão bem aqui perto. Então até ele carregar, atravessar a cidade ele pode ser pego. Aí o que ele faz? Ele rouba aqui perto. Então eu gostaria aqui já de provocar uma reunião...
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Peço um aparte, vereador?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): ...com o secretário de segurança e mais o Samae, para que nós possamos fazer um arrastão em quem está comprando, vereadora Marisol. Porque todo mundo sabe que, se não tivesse o comprador, não teria a questão... é a oferta e a procura. Então, assim, se não tivesse o comprador, o pessoal não estaria talvez roubando hidrômetros, que está na média de dez, 12. Hoje, de manhã, por exemplo, aqui próximo ao Testolin, acho que era aqui na Marechal, foram roubados três ou quatro no mesmo local que é um prédio, enfim. Aí o que aconteceu? A rua inteira ficou sem água, que tiveram que desligar tudo. Aí todo mundo, todo mundo não, muita gente sabe quem é o comprador, muita gente sabe quem é e acaba não divulgando, não falando até por uma questão de segurança, tudo bem, eu também, por questão de segurança, não vou estar aqui colocando as pessoas em risco, mas a ação tem que ser feita urgente. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, vereador Bressan. Entrando nessa pauta que o senhor colocou aí, eu falei também outro dia, eu sei que é muito polêmico, eu sei que é praticamente impossível, mas é uma ideia minha, é a minha posição e eu tenho toda a liberdade de colocá-la. Nós temos que proibir o recolhimento e os catadores durante a noite. À noite, tem que ser proibido. Vai acabar com tudo isso aí, tudo. Eles podem continuar durante o dia, fazendo todo o trabalhinho deles, recolhendo as coisas deles sem problema nenhum. Não sou contra, muito pelo contrário, eles estão ganhando o pão de cada dia. Agora, de noite, proibiu de noite termina tudo isso. Tudo isso termina, porque todos esses crimes aí estão acontecendo à noite. E aí entra aquele detalhe: se não tem quem compra, não tem quem rouba; mas se não tem quem rouba, não tem quem compra. Obrigado, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Bressan, essa reunião já passou da hora de ser feita aqui na Câmara. E eu vou longe, a guarda municipal está esgotada, a guarda municipal não aguenta mais, eles absorveram muitas coisas naquela intenção de ajudar a comunidade, de ser respaldado pelo trabalho que ela tem que fazer. Então acho que tem que incluir, por exemplo, aquele novo batalhão lá que foi no Senai. Para que servem cento e poucos policiais lá que, a cada um ano, eles fazem uma operação? Por que eles não saem para a rua ajudar os outros policiais do 12º Batalhão? Ou é uma brigada ou é dividida a brigada? Chamar aquele pessoal para vim ajudar, bater perna nas ruas à noite. Outra coisa, vereador, olha a criatividade: os hidrômetros que as pessoas estão roubando, o guard-rail, roubar guard-rail para vender por R$ 10,00 ou R$ 20,00 uma coisa que custa cinco, seis mil para a Prefeitura, que é escasso. Então, assim, eu fiquei feliz, ontem, com a fala do prefeito Adiló sobre a questão do cercamento eletrônico, sobre a ampliação da segurança monitorada, porque é aqui na região central que eles estão roubando: é na Praça Dante, é no Monumento Imigrante, é na Estação Férrea. Cadê as câmeras de videomonitoramento? Não tem. Os caras estão roubando na cara os prédios públicos, e não tem câmera funcionando. Então eu fiquei feliz com a fala do prefeito, porque aí a gente vai pegar esses vagabundos que estão fazendo isso.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador. Nós tivemos uma reunião, acho que foi no início do ano, onde estiveram aqui as forças de segurança. Ali foi colocado, tu vê como são os erros do passado, a gente tem que cuidar em quem votar, porque já era para ter o cercamento eletrônico em Caxias. Infelizmente, pelo governo cassado, pela birra deles em destruir a cidade, aí ele não quis uma parceria com o estado, que era o Sartori o governador. Aí Farroupilha fez e conseguiu antes; e o governo cassado, por querer destruir a cidade, ele não quis. Essa foi a verdade. Então já podia ter. Estamos sofrendo isso agora. (Esgotado o tempo regimental.) Só para concluir, senhora presidente. Estamos sofrendo esses roubos aqui dentro do nosso centro de Caxias do Sul por essa questão do cassado querer destruir a cidade. Esse sim que arrume outro lugar no planeta para morar, esse tem que ir embora mesmo. Obrigado.
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VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Senhora presidente, senhoras e senhores vereadores. Então, referente à minha fala anterior, nós recebemos aqui recentemente, no dia de hoje, alguns conselheiros tutelares, em torno de seis conselheiros, onde eles vieram argumentar e explanar a situação em específico, dentre outras demandas. Até propus, conversando com eles e conversando com o vereador Fiuza, propus uma reunião conjunta, tanto dos órgãos de segurança quanto da frente parlamentar com os conselheiros, para que a gente consiga dirimir e aparar essas arestas e não ter esse tipo de problema. Inclusive convidar o pessoal do Fórum, o pessoal do Ministério Público para também participar dessa reunião. Porque, às vezes, o que ocorre? Fica no ar as funções de cada um. Tem que levar a criança. Quem é que leva? Quem é que conduz para a delegacia? Quem é que devolve para a família? Se tem que esperar o pai e a mãe vir buscar na delegacia, se não tem que esperar. São diversas situações que, às vezes, fica no disse me disse, e aí um fica empurrando para o outro. Dessa situação em específico que eu relatei da tribuna, a gente escutou lá, agora, do pessoal do Conselho Tutelar, e vamos juntamente com a polícia civil, se é que eles podem passar essa informação para nós, para que a gente consiga realmente apurar o fato que ocorreu entre os órgãos, para que a gente consiga nessa reunião, juntamente com a frente parlamentar e com os órgãos em específico, que a gente consiga dar essa orientação. Não somente para quem trabalha em específico com isso, mas também para a população ficar ciente da própria atuação do Conselho.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Já lhe concedo. Da própria atuação do Conselho Tutelar e da própria situação da segurança pública no que tange esses assuntos em específico, quando se trata de criança e adolescente. Seu aparte, vereador Bressan.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Vereador Bortola, até levantei, um pouquinho antes de o aqui senhor chegar, a questão do roubo dos hidrômetros. Ao senhor, como vereador e presidente da Comissão de Segurança, gostaria aqui de propor, se o senhor puder nos ajudar, e até o vereador Rafael acabou colocando as forças de segurança, que nós pudéssemos convocar uma reunião, o Samae e as forças de segurança todas, inclusive. Todas. A brigada, choque, enfim. E que nós pudéssemos fazer pelo menos uma reunião sobre essa situação. O senhor até não estava em plenário, mas tenho certeza que o senhor tem conhecimento que estão acabando com os hidrômetros de Caxias do Sul. O roubo está grande. Então pediria um apoio do senhor nessa questão.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): No início da sua fala, vereador Bressan, até eu estava e ia comentar agora, estava aqui no plenário, saí acho que no meio da sua fala. Mas eu ia propor também, além somente da brigada militar e guarda municipal, convidar a polícia civil. O senhor falou da questão de pegar quem compra. Isso se trata de uma investigação para saber quem compra, para que a polícia civil consiga cumprir um mandado de busca e apreensão, ou seja a prisão, seja lá o que for. Seu aparte, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Bortola. Então a gente se coloca à disposição também da comissão que o senhor preside para que a gente possa fazer uma reunião em conjunto com esses órgãos, para a gente dirimir da melhor forma possível os encaminhamentos. Muito obrigado.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Perfeito. Obrigado, vereador Fiuza. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADOR MAURÍCIO MARCON (NOVO): Senhora presidente, senhores e senhoras vereadores.  Só agradecer a vereadora Marisol que me pontuou ali na questão do meliante. (Falha no áudio.) Só, rapidamente, senhora presidente, para agradecer a vereadora Marisol que me corrigiu na questão do meliante. Acho importante. Às vezes, a gente acaba colocando uma palavra mal dita, e ontem, quando o prefeito falou na questão de morar... (Manifestação de um vereador sem uso do microfone.) Mal dita; mal vírgula dita, não é. Também tenho certeza de que não foi a intenção dele, por isso também não repercuti, porque a gente sabe que quando a gente faz um discurso de 20 minutos, querendo ou não, invariavelmente as palavras, às vezes, podem... A gente se confunde, enfim, faz parte. Eu só queria pedir, então, vereadora, que o município colocasse um prazo. A pessoa vai nos ligar e vai dizer: “Vereador Marcon, eu liguei na UBS”. Eu vou dizer: até o dia 15 de março o governo nos deu prazo para ser resolvido. Dia 16 de março, quando o senhor ligar lá, eles vão lhe atender. Porque, assim, vereadora Marisol, eu confesso que tudo bem, não é fácil, mas, vamos combinar, são 40 UBSs. Tá, não tem para as 40, mas não é possível que não tenha cinco estagiários para colocar cinco de referência. Existe um sistema, inclusive, chamado que ele centraliza as ligações. Então a pessoa não precisa estar na UBS, é só pegar o telefone da UBS, todos, e criar uma central de informações. É uma coisa... Meu Deus, eu acho que deve ter desde o ano de 1950. Eu sinto muito a falta, porque a gente recebe muita reclamação nesse sentido, e é uma coisa que, vamos combinar, não precisa contratar médico não precisa fazer concurso, não precisa nada, é simples, é uma questão de readequação de pessoal. A prefeitura tem um monte de estagiário ali, me corrige se eu estiver errado, não é possível que cinco não possam ser direcionados. Então esse é o meu questionamento. Se nós pudermos trazer, em uma próxima sessão, amanhã, puder ver lá com a Secretaria de Saúde, eu vou cobrar de novo, um prazo para que a gente coloque pessoas nas UBSs para atender ao telefone. Eu acho que é o mínimo que nós como vereadores podemos dar uma resposta para a população, porque só ficar também muitas vezes como a gente faz, não é, vereador Rafael, passando o contato da secretária a gente, no fim, acaba não resolvendo o problema da pessoa. Por exemplo, eu não sei se tem vacina no São Ciro, eu não sei se tem vacina no São José, mas uma pessoa que recebeu a informação de manhã vai saber informar. Então, a pessoa tem que ir atrás de um vereador para que a gente fale com a Secretaria de Saúde, para que a Secretaria de Saúde nos retorne e a gente retorne à pessoa que tem a vacina, que tem atendente, que tem consulta. Cara, é muito simples. Eu não consigo entender que é tão complexo de resolver. Então este vereador vai continuar cobrando até que o problema seja solucionado, porque eu acho que é o papel do vereador fazer isso, e aí a gente tem que se preocupar com a saúde das pessoas. E nesse ponto é um pouco de respeito com o cidadão que precisa do serviço, às vezes só de uma informação, e não consegue. Essa é a minha colocação. Muito obrigado, senhora presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Tenho dois ou três temas, mas eu quero começar falando de algo bem bacana, que eu não conhecia, por mais que esteja próximo do meu bairro, que é um espaço que surgiu da organização da comunidade e de uma gurizada muito legal. Talvez alguns dos colegas vereadores conheçam, que é popularmente conhecido, um espaço conhecido como “A salinha”. Eu recebi uma demanda nas redes sociais e fui até lá conhecer e fiquei encantado. (Explanação com auxílio de material visual.) A salinha é um espaço cultural que fica lá no anexo da Paróquia Sagrado Coração de Jesus, no Bairro Cruzeiro, foi criado no ano de 2007 e é mantida pelo pessoal que usa e que promove a arte, a cultura, a dança de forma independente, com a parceria, com a autorização da Paróquia do Bairro Cruzeiro. Pode passar, por favor. Esse espaço... A Jockers Crew é um dos primeiros grupos de bleak de Caxias do Sul, nascido lá na salinha, no Bairro Cruzeiro. Posteriormente esse grupo se transformou em Essência Crew, desde 2009. É um coletivo que promove a arte e a cultura e fomenta a cultura hip hop nas comunidades da nossa cidade. Esse grupo ele tem uma ligação e uma promoção da cidadania e é uma atuação reconhecida pela cidade. Ações envolvendo a batalha da prova, o café com Breaking, além da participação em vários eventos. Pensando na zona leste a salinha é um dos poucos espaços que a gente tem nessa região, espaço de fomento de cultura e recebe pessoas de Caxias, de outras cidades, estados e até fora do país dada a importância que esse trabalho tem na região do Bairro Cruzeiro. Também cabe salientar que esse espaço é compartilhado com o grupo de capoeira Muzenza. O que o pessoal da salinha e aqui quero destacar e mandar um forte abraço a Mariele, que foi uma das pessoas que nos convidou para estar lá junto com várias outras pessoas, o Fernando, enfim, eles querem fazer uma campanha para reforma da salinha, é um espaço relativamente pequeno, importante destacar a compreensão da paróquia, hoje o padre Renato é o pároco da paróquia do Bairro Cruzeiro, mas inúmeros outros padres, as equipes administrativas que autorizaram, Renato Ariotti. A revitalização desse espaço que o valor é bastante ínfimo para pintar e para dar uma melhorada e nós marcamos uma reunião com a secretária Aline Zilli para formalizar um projeto junto a Secretaria Municipal de Cultura. Então queria trazer aqui para os colegas vereadores, a cidade é grande e tem muitas coisas acontecendo há bastante tempo. Vejam, nós estamos falando aí 12, 13 anos que a comunidade de forma independente atua, trabalha e que, claro, o poder público precisa estar presente num acordo, numa parceria viabilizando, fomentando para que nesse caso, lá na zona leste, lá no Bairro Cruzeiro, esse projeto possa se manter, ampliar e ser valorizado. Então queria deixar o meu abraço grande para todos e todas que constroem esse projeto da salinha para que a gente possa ter ele cada vez mais vigoroso e forte. Por fim, eu só queria ponderar algo que é muito importante na minha compreensão e claro que cada um fala do seu lugar, aqui no Legislativo. Eu conheço, já trabalhamos juntos em várias frentes aqui, o vereador Sandro Fantinel, mas acho, vereador, que o senhor precisa ponderar as suas falas. Ontem o senhor fez a sua manifestação, uma manifestação infeliz, uma manifestação que deixou uma comunidade extremamente descontente em razão da sua manifestação e hoje o senhor se manifestou sobre os catadores. Eu quero dizer que em razão dos problemas que a Codeca tem grande parte do lixo seletivo hoje é recolhido pelos catadores. Tem problema e é preciso... (Esgotado o tempo regimental) Só para concluir, senhora presidenta, nós não podemos atrelar, por exemplo, a questão que foi levantado pelo vereador Adriano, de criminalidade, com os catadores. Isso não é possível. Então mais uma vez eu peço a sua ponderação... Não, me refiro ao vereador Fantinel. Mais uma vez eu peço, vereador Fantinel, o seu cuidado quando o senhor se manifestar e citar grupos, bairros ou pessoas para a gente não ter inconvenientes e desrespeito ou tratar as pessoas de uma forma que elas não deveriam ser tratadas. Era isso. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Eu queria aproveitar este espaço... Fiquei em dúvida se deixava para falar amanhã, no Grande Expediente, ou falava hoje. Mas acredito que este espaço de cinco minutos é o suficiente para dividir com vocês uma indicação que a gente fez, enquanto bancada do PT, juntamente com o Renato, pela falta de... De as sessões ainda não terem voltado, senão com certeza convidaríamos mais colegas. Que inclusive esse ponto é uma das coisas em relação à pandemia em que eu e o vereador Fantinel, a gente consegue inclusive concordar, que é em relação à importância da testagem. A testagem é uma forma segura e eficaz de nós conseguirmos controlar os casos. A gente sabe das dificuldades, enfim, dos profissionais necessários para aplicar esses testes. Também sabe que infelizmente nos locais que estão sendo aplicados – e é o que está sendo passado inclusive pelas farmácias – 50% das pessoas testadas estão positivadas, e que sim, essas pessoas não estão nas UTIs, não estão tão doentes, tendo sua vida em risco justamente pela vacinação porque a vacina salva vidas. Mas a gente tem um grupo dos cinco aos 11 anos, que são as nossas crianças, que ainda não conseguiram se vacinar e que provavelmente só no fim desse primeiro semestre escolar conseguirão ter a sua vacinação completa. Tendo este fato consolidado, sabendo que a gente está se esforçando, que a vacinação infantil está acontecendo, que precisa cada vez mais do nosso incentivo, do nosso apoio, da nossa divulgação, a gente também sabe que não será possível imunizar com as duas doses as crianças em tão pouco tempo, muito menos em tempo hábil para o retorno escolar totalmente seguro. Então a gente acredita que o teste da Covid-19 disponibilizado nas nossas escolas para crianças, adolescentes e profissionais da educação pode ser uma saída para nós conseguirmos manter o controle. Um sistema de saúde já colapsado, com um retorno das aulas onde muitas crianças podem pegar, poderá ficar ainda pior. Pediatra é um dos médicos que mais falta nas nossas UBSs, então, acredito que a gente pode dessa forma, a gente tem testes disponíveis em Caxias do Sul de forma gratuita, tornar isso acessível fazendo esses testes nas escolas, nas crianças, nos adolescentes e nos profissionais da educação. Quatrocentas crianças de zero a 11 anos morreram no Brasil; outras milhares ficam com sequelas. E a gente sabe, os dados nos apresentam, a ciência nos mostra: infelizmente tem a doença de forma mais ativa, mais prejudicial aqueles e aquelas que não se vacinaram e as crianças estão se vacinando mas ainda não tem isso concluído. Então, queria deixar isso aqui público, a nossa indicação já foi protocolada no início de janeiro. Não obtivemos ainda resposta, também não passou o tempo, mas eu achava importante dividir isso com vocês. É uma sugestão que nós damos ao nosso Executivo para que a gente possa ter certeza de que esse contato, de que essa alegria tão necessária nas nossas escolas e para o desenvolvimento infantil vai acontecer de uma forma segura, e, além da vacina, o teste está aí para isso. Então contamos com a compreensão, contamos com a possibilidade e temos certeza de que seremos atendidos. Muito obrigada.
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VEREADOR CLOVIS XUXA (PTB): Bom dia, senhora presidente. Bom dia, demais colegas da Mesa e senhores vereadores. Ontem à tarde tive a oportunidade de ir até os pavilhões da Festa Nacional da Uva, aonde fui bem recebido pelo Sr. presidente Bruno Brunelli, da Festa da Uva S/A, e também fui recebido pelo servidor Milton. Estive lá caminhando pelo parque com eles, olhando os espaços físicos e vendo como está o andamento aí dos pavilhões da Festa da Uva. Juro que fiquei encantado, muito lindo os espaços que estão sendo preparados para entregar para a Comissão da Festa da Uva para que, então, se realize essa grande Festa da Uva. Estive olhando um reparo nos PPCIs lá que estão sendo feitos. Estão sendo preparados ali PPCIs bem trabalhados para que possa acontecer tranquilidade dentro dos pavilhões. Também tive fazendo reparos também, olhando a iluminação, que já foi testada, a iluminação. Ficou muito bonita a iluminação, já está pronta a iluminação. Também foram feitos reparos no telhado, foi feito reparo no telhado tanto no pavilhão 1 como no pavilhão 2. Já está tudo testado e sob controle. Também foram feitos reparos nas pinturas. Foram feitas muitas pinturas ali dentro, onde foram recuperadas parte da parte de estrutura da Festa da Uva. Ficou muito linda a parte da pintura e também o reparo da acessibilidade. O que me chamou muito a atenção na parte da acessibilidade, eles trataram o tema com bons olhos, olhando para trazer esse pessoal que tem problema com a acessibilidade. Lá vai ter toda uma estrutura forte para o pessoal da acessibilidade. Também o cercamento em torno dos pavilhões da Festa da Uva já está prontinho o cercamento, tudo revisado, o cercamento. Os portões de entrada também tudo certinho, tudo prontinho para receber esse grande público e o que me chamou muita atenção lá, que fiquei muito contente foi a Vila do Distrito. Está sendo preparada a Vila dos Distritos onde eu olhei lá e tinha a casinha de Galópolis, Santa Lúcia do Piaí, Vila Cristina, Fazenda Souza, Vila Seca. Também vi a casinha de Vila Oliva. São 12 distritos que estarão na Festa Nacional da Uva, apresentando os seus trabalhos. Sabendo que os distritos são muito fortes em Caxias do Sul. Os nossos distritos compõem, através dos nossos agricultores. Então os nossos agricultores estarão na Vila do Distrito, apresentando os seus produtos, apresentando a maneira de trabalhar, o seu sotaque, a maneira de você de falar. Então eu gostaria de passar para o meu amigo Zé Dambrós, um pouquinho.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): É um belo tema. Eu tenho sentido que os debates na Câmara têm melhorado. É bem importante que nós todos pensamos como o nosso colega Wagner acabou de falar. A festa já começou. Olha, é Seu Camillis? Bom, mas eu quero dizer o seguinte, em torno de três mil empregos. Resgatar a vergonha da festa de 2019. Quantas ações judiciais nós tivemos por irresponsabilidades? As olimpíadas coloniais estão andando. Fiquei até surpreso que não teve a prefeita na praça no lançamento nas olimpíadas coloniais. Então muita gente produzindo para vender nos estandes da Festa da Uva, artistas locais. Então todos engajados, cuidando dos protocolos, respeitando PPCI e é isso que nós faremos uma grande festa. Parabéns pelo tema, Clóvis.
VEREADOR CLOVIS XUXA (PTB): Dizer então que nossa cidade está sendo preparada. A rua de nossa cidade está sendo já, tomando a forma da Festa da Uva. Os pavilhões da Festa da Uva já estão tomando forma de Festa da Uva, queremos deixar um convite a todos vocês que estão nos ouvindo, vocês que estão... Só para terminar, através da TV Câmara, você de outra cidade, venha a Caxias do Sul que vocês serão recebidos. Juntos estaremos outra vez. Obrigado.
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Senhora presidenta, colegas vereadores que ainda estão aqui no plenário, como já falei bem rapidamente atentamente. Em momento algum a Secretaria da Saúde diz que está uma maravilha, em momento algum. Eu participei de várias reuniões de gabinete de crise, inclusive as duas últimas aqui no auditório da prefeitura no qual o Conselho de Saúde, a UAB, estava ali muito bem representada e sempre a secretária coloca lá enfim o cenário da saúde em nosso município, todas as vezes é bem transparente a situação grave que é da saúde, mas não posso concordar que não há esforços, como coloquei antes, o Mais Médicos está aguardando do governo federal, todos os médicos concursados foram chamados e não tem... não querem. Vai abrir agora, ainda até a semana que vem o Taddeucci falou, a contratação emergencial; em seguida, virá um novo concurso.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Mas se não mudarem critérios, talvez não virão novamente. Seu aparte, que depois vou entrar em um outro assunto.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, não leva para o coração, vereador. O senhor entendeu minha manifestação, eu não falei... Inclusive, o Mário foi meu assessor, então eu tenho muito orgulho de hoje ser interino um secretário que foi meu assessor, uma ótima pessoa. Eu já falei com ele. Fui ali falar com o secretário João Uez de um problema que a vereadora Denise também está tratando sobre o Petrópolis, fui ali, já está sendo resolvido do Stok Center. Quero agradecer a agilidade do secretário João Uez em avaliar esse tema, encontrei o Mário Taddeucci e levei o tema de hoje que nós tratamos aqui sobre os médicos, para nós sentarmos e conversarmos para achar uma solução. Então que bom que a coitada, coitada não, infelizmente, a secretária Daniele pegou o covid, a filha dela, mas vai sair dessa e logo estará de volta para, com a Comissão de Saúde, tratar esse tema. Obrigado.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Vereador Rafael, obrigado. O senhor sabe muito bem de sempre quanto eu defendi, de quantas pessoas até durante a noite o senhor consegue contribuir e ajudar e é dessa forma que precisamos agir, precisamos estar juntos. Porque mostra o poder público, todos reconhecem aqui dentro, está colocando praticamente o dobro daquilo que permite o orçamento. Médicos não têm interesse, mais médicos não vêm, funcionários mais de 50 afastados pelo covid, então o Município sabe e sempre coloca e sabe a dificuldade que é isso. É um saco sem fundo, gente. Mas reconhece. Em momento algum, eu, como líder de governo, vou deixar de trazer aqui não aquilo que aquele cidadão lá que está se preparando para a cirurgia gostaria de ouvir muitas vezes, mas a realidade. E participei também de várias reuniões do gabinete de crise, nas quais uma delas, naquele momento, tinha que decidir: vamos continuar Festa da Uva, Carnaval entre outros ou paramos agora? O prefeito Alceu sempre... Adiló sempre deixou claro, desde quando estava aqui, que saúde e economia podem andar juntas. Uma prejudica a outra, mas não é deixando de cuidar de uma que a outra vai resolver o problema dela. Então naquele momento, olhando o cenário, decidiram em sim e estavam ali para fechar patrocínio, enfim, e se dissessem naquele momento talvez sim, talvez não acabava com o nosso símbolo de Caxias que é a Festa da Uva. Acabava ali, gente! Então tinha que tomar uma decisão conjunta e foi tomada. O prefeito Adiló deixou bem claro ontem: a cidade que a gente ama, que a gente vive não entendo como algumas pessoas querem que dê errado e falam mal. O prefeito Adiló lá atrás, quando se propôs a ser prefeito, disse: “O senhor tem certeza? Eu preciso retribuir algo para a cidade que me acolheu.” E este é o pensamento que tem que ser levado em conta e não muitas vezes uma palavrinha parece que estão esperando algo acontecer para se aproveitar daquela situação. Nós temos que acreditar, a Festa da Uva é um envolvimento de muitas pessoas como um todo, etnias, categorias. E a nossa Festa da Uva, eu tenho certeza, de uma maneira mais humilde, original, mas com o apoio de todos vai dar certo. Mas torcendo, sim, divulgando como estamos fazendo e não muitas vezes pecuinhas lá para que dê errado para depois ter o que falar. É desta forma que este vereador vai levar a diante e desta forma que o governo pensa. Economia e saúde tem que andar juntas. Podem sim uma ajudar a outra. Agora, não é cancelando uma que vai resolver o problema da outra e é sim juntas lutando pela mesma causa, pelo mesmo objetivo que seja uma Festa da Uva com qualidade e que logo, logo essa pandemia passe. Era isso.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, senhora presidenta; membros da Mesa; queridos colegas. Eu não ia me manifestar, mas devido aos acontecimentos e às falas, a gente precisa sempre dar o parecer da gente sobre o que acontece. Os colegas aqui sabem que lá no ano passado, acho que foi no início da legislação, eu fiz uma fala muito longa, uma conversa aqui na tribuna muito longa onde no meio de toda aquela fala, que explicava todos os porquês, foi pescado pela imprensa duas palavrinhas e, infelizmente, pessoas que pensam que vão crescer na vida, que vão ganhar eleições destruindo os colegas, batendo nos outros, porque não têm capacidade para chegar onde esses que são acusados chegam, usam e pescam tudo que é coisa para denegrir a imagem da pessoa. Hoje, o crime mais famoso no mercado é o assassinato de reputação, e é isso que muitos tentam fazer comigo e com outros colegas. Fizeram isso aquela vez, colocaram metade da UAB contra mim por causa de duas palavras, que depois o próprio presidente Valdir Walter disse: “Não, isso foi feito de forma errada. Não está certo e vamos deixar por aí”. Terminou, beleza. Agora, o que fazem? Agora, porque ontem eu simplesmente disse o seguinte, quando o nobre vereador Dambrós estava falando que 70% do pessoal das casas populares do Funcap, que 70% não estão pagando as contas e que por esse motivo não existe intenção de se fazer mais casas, eu disse, simplesmente fiz uma colocação de que no Campus da Serra tinha muita gente também que não estava pagando um valor de R$ 25, 26, 30,00 e que essas pessoas, muitas vezes, são coagidas por criminosos, tem que pagar para eles e por isso não conseguem pagar a mensalidade. Distorceram tudo! Fizeram postagem na internet e mandaram para aquele pessoal lá dizendo: “O vereador disse que vocês são todos traficantes, que vocês não pagam as contas e que vocês são todos bandidos”. Olha onde que nós estamos chegando nesta Casa, gente! Esse tipo de gente não tinha nem que estar aqui dentro. Esse tipo de gente não representa ninguém! Pessoal do Campus da Serra, eu me coloquei, ontem, para o presidente Valdir Walter à disposição de ajudar vocês com a questão da água, com a questão da luz, que vocês estão com problemas graves, e vou encaixar vocês agora no meu projeto Agro Fraterno, onde eu vou alimentar no mínimo 200 famílias do condomínio de vocês. Este aqui não fala, este aqui não usa o microfone para querer crescer; ele mostra atos, atitudes e trabalho. Ele demonstra e comprova. Vocês, para mim, são tão caros quanto qualquer outro bairro. Cuidado com aqueles que tentam iludir as pessoas humildes dos bairros humildes simplesmente para angariar votos. Se vocês que estão me ouvindo fizerem uma análise, vocês vão ver que esses que acusam os outros, a única ajuda que eles dão para vocês é no microfone. É no microfone batendo nas autoridades, batendo no prefeito, batendo no governador e batendo no presidente. Mas eu gostaria que vocês dissessem ou pensassem quantas vezes esses mesmos chegaram até a casa de vocês e levaram para vocês o que vocês mais precisam na hora que vocês mais precisam. Eles estão fazendo isso? O vereador Marcon atendeu muitas vezes também vocês usando o salário dele e levando para vocês uma infinidade de alimentos. Eu estou levando o Agro Fraterno para vocês. Nós mostramos com trabalho e não com palavras. Então, essas pessoas, se elas não sabem outro jeito de continuarem eleitos e ganharem votos, comecem a trabalhar. Porque senão, desse jeito aí vocês só vão passar vergonha. Seu aparte, vereador. (Manifestação sem o uso do microfone) Ah, então, tá. Obrigado, presidente.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Calma, vereador Fantinel. O senhor começou tão paz e amor hoje na sessão, falando da sua esposa e agora achei que iria explodir aí na tribuna. Mas, vereador, aproveitando que o senhor está aí, falou uma questão, não sou seu advogado, mas eu vou lhe defender em uma situação que o vereador Lucas falou anteriormente: sobre a questão do pessoal que busca resíduos à noite nas lixeiras. Eu moro aqui no Cristo Redentor, então, a gente tem os containers. Só quem mora onde tem container sabe o que é aquelas tampas batendo de madrugada, o pessoal buscando os resíduos, os recicláveis, é tampa batendo e plaft no chão, e eles passam com aquele saco lá com as latinhas no chão, e os cachorros – a rua, acho, que é a que mais tem cachorro em Caxias, começando pela minha casa –, e aí aqueles cachorros acuando e ninguém mais dorme. Então, não sei se essa sua ideia vai vingar, mas, vereador, é uma coisa que talvez distorceram mais uma questão do senhor, e é o pessoal infiltrado que vai ali e deixa de chegar esses resíduos nas reciclagens, porque é o pessoal que poderia estar à noite trabalhando corretamente e está ali. Vou lhe contar uma, na minha primeira legislatura, eu recebi uma demanda dos moradores Júlio de Castilhos, dos prédios. O que é que acontecia? As pessoas que fazem programa, as prostitutas, travestis ali e tal, faziam suas necessidades, defecavam, urinavam, na frente das lojas, dos bancos, da Livraria Rossi, das óticas. E os moradores e os donos das lojas, no outro dia de manhã, tinham que fazer o que, antes de abrir as lojas? Limpar. E aí eu descobri que o banheiro da praça não era aberto. Mas até eu falar e tentar resolver o problema, eu nem sabia. E a vereadora Denise estava presente naquela reunião no Bloco H da universidade. Vieram de São Paulo: a Associação das Prostitutas do Brasil, a Associação Nacional dos Travestis; eu nem sabia que existia tudo isso. Vieram com cartaz contra mim e tal; sabe o que eu fiz? Consegui abrir o banheiro para elas, para esse pessoal que faz programas e coisa à noite; e não teve mais o problema na Júlio de Castilhos. Então, talvez, distorcem, não sei o que aconteceu com o senhor, não é, mas distorcem uma coisa que, às vezes, a gente acaba sendo incriminado. A mesma coisa o prefeito Adiló. Aqui tem uma fábula que diz o seguinte: um casal, em um lugar bem distante, se mudou; aí ela chegou, no primeiro dia de manhã, olhou pela janela e disse assim para o marido dela: “Mas tu veja bem, olha aquela vizinha não sabe lavar os lençóis, lençol é tudo sujo dela.”, e o marido ficou só observando. No outro dia, abriu a cortina e disse assim: “Olha aquela vizinha de novo lavando e não sabendo limpar os lençóis.”; passou um mês e todos os dias ela: “Eu vou falar para essa vizinha que o lençol está sujo”. Certo dia, ela acordou e disse: “Hoje a vizinha aprendeu a limpar os lençóis, lavar os lençóis corretamente.”; aí o marido disse assim para ela: “Não, minha esposa, sabe o que aconteceu? Eu acordei antes que tu e limpei o vidro. Era o vidro da nossa casa que estava sujo”. Aí, muitas vezes, tu observa pela tua janela os problemas, e acha que os problemas são dos outros e tu não consegue olhar os problemas que estão dentro da tua casa. Uma vez, uma mulher me criticou no Facebook, e todo dia aquela mulher vinha no meu Facebook encher o meu saco. E eu disse: tu não tem uma louça para lavar? Mas para quê que eu fui dizer isso. O jornal Pioneiro veio, na época a Rosilene foi lá e falou: porque o Rafael, louça pra lavar, aí que é machista e não sei o quê. Não! Gente, eles pegam de uma palavra que tu falou, e eu acho que foi o que o prefeito Adiló quis dizer, porque tem pessoas... Ninguém vai pegar pelo braço e dizer: vai lá na Festa da Uva, tu tem que ir na Festa da Uva, tem que ir no show, tem que comer a uva, tem que andar de helicóptero. Ninguém vai obrigar a fazer isso. O prefeito não vai obrigar. Agora, não fica falando mal da tua própria cidade. Para que tu está falando mal da nossa cidade de Caxias do Sul, uma cidade do sul acolhedora. Tu fala mal de Caxias, mas vai para Gramado, fica postando fotinho de Gramado e fala mal da tua cidade que tu usa a escola, usa o posto de saúde, usa o esporte e lazer aqui da nossa cidade. Então eu acho que foi isso que o Adiló quis falar e talvez entenderam errado. Às vezes, a gente cuida muito os lençóis da vizinha e não vê que a nossa janela está suja. O que a gente faz para contribuir, para melhorar a cidade? Então, eu acho que foi isso, eles entenderam errado como entenderam talvez a fala do senhor e como entenderam a minha em outros momentos. Então, acho que a gente tem que... E a internet é muito isso, é muito ódio, as pessoas criticam, criticam, criticam e acabam com a reputação de pessoas que trabalham. O seu aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, vereador Rafael. Eu queria aproveitar este momento para dizer a todos os colegas aqui, todos vocês ouviram a minha fala quando eu peguei o microfone aqui e falei a respeito do que eu penso dos catadores, não é, que eu disse que eu apoio eles, eu sei que eles precisam viver, a gente precisa ajudar eles; só que eu acho que deveria ser proibido à noite. Correto? Querem jogar quanto que talvez as mesmas pessoas que distorceram o que eu falei ontem, são capazes de postar dizendo que eu falei mal dos catadores hoje nas redes sociais. É assim que eles trabalham. Eles não têm capacidade de fazer as coisas e criticam quem faz. Obrigado, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Então é isso, gente, por favor, parem de falar mal da Festa da Uva. Em momentos de guerra, em várias partes do mundo, o que salvava aquela população era grandes eventos, grandes comemorações para as pessoas poderem viver, acabar com aquela amargura, com aquela tristeza. É só voltar um pouco a história. Então nós precisamos voltar a ver as pessoas sorrirem, a se integrarem e aqui, vereadora Tatiane, vereadora presidenta, Denise Pessôa, eu faço um chamamento, eu, por exemplo, conversei com vários vereadores, colegas aqui, e não fomos convidados para as olímpiadas coloniais, essas atividades que estão acontecendo nos bairros. Eu não sei se é só vocês estão sendo convidados, dois ou três vereadores, mas eu e a maioria dos vereadores aqui, se levantar a mão, ninguém foi convidado para participar. Então não pode ser seletiva a participação de dois, três. Pedem para nós ajudar a divulgar, mas a gente não é convidado. Então, vereador Bressan, parabéns, que foi o ganhador do arremesso de queijo, não sei do que lá, mas eu não pude nem participar para ver ele concorrendo. Obrigado.
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