VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então, eu gostaria de fazer dois votos de congratulações. O primeiro deles, é um dia bem feliz para mim, porque hoje é aniversário do meu filho, do José Artur. Ele completa sete anos. Vereador Felipe, ontem à noite nós fomos jantar, eu e o José Artur, e eu dizia para ele que o maior amor... Aliás, que o meu amor por ele ilumina o meu coração. E ele me disse assim: “Papai, o amor dos pais pelos filhos também ilumina o meu coraçãozinho”. Então foi algo que me deixou muito feliz, logicamente. Meu primeiro filho. Então queria fazer esse gesto aqui, essa deferência. Ele deve estar dormindo agora, mas ele vai escutar, porque ele diz que os vereadores cuidam da cidade. Então, ele eventualmente escuta e vê a TV Câmara. Por fim, neste dia 19 de agosto é o Dia Nacional do Historiador. Então eu gostaria de saudar todos os colegas historiadores, o vereador Rafael Bueno é historiador também. Eu acho que o nosso colega Eduardo aqui da Casa, servidor, também é historiador, a todos os historiadores e em nome da saudosa professora Loraine Slomp Giron e que tenhamos mais professores de História comprometidos com a educação pública e com a nossa ciência. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Presidente, vereador Fiuza, demais colegas. Quero deixar um registro de pesar aos familiares de Cezira Cruz dos Santos, que faleceu na última terça-feira. Jovem, 58 anos, covid. Então a Cesira... quando a gente pensa que terminou tudo volta algumas coisas que a gente fica bastante triste. Então quero deixar esse registro ao João Pedro da Silva, as filhas, os netos, o casal de netos, os dois genros, aos irmãos dela, os cunhados, sobrinhos, enfim, porque a Cesira a gente sabe que também estava enfrentando problema de saúde há algum tempo e agora acabou falecendo na terça-feira quando foi fazer hemodiálise, se não me engano foi isso, mas não sabe certo... que foi que contraiu essa doença, esse vírus da covid. Então deixar esse registro e fazer esse voto de pesar aos familiares de Cesira Cruz da Silva que faleceu na última terça-feira porque a gente sabe que... ah, já terminou tudo. Não, infelizmente não, mas a vacina está aí, é importante que continuemos nos vacinando. É isso, senhor presidente.
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VEREADOR MAURÍCIO MARCON (NOVO): Obrigado, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Enquanto o nosso telão vai processando uns slides que vou colocar queria dizer que hoje é o meu último dia como parlamentar do partido NOVO. Não vou recorrer da decisão que o diretório estadual teve e chancelado pela CEP do partido. Quero deixar aqui os meus agradecimentos a todos que ajudaram a construir esse partido nos últimos anos, ao qual me filiei ainda em 2017 e dediquei dias à construção de um projeto que a gente tinha a longo prazo, mas que infelizmente foi interrompido. Queria agradecer ao meu colega Scalco que comigo até hoje não saiu uma linha do que o partido defende. Aos ex-dirigentes municipais do partido a qual também ajudaram, muitas vezes... às vezes era eu, mais dois, mais três, debaixo até de chuva a gente chegou aí, para panfletar em ano não eleitoral. Então eu vejo com muita tristeza tudo que aconteceu dentro do partido e quero dizer que estou saindo e deixando as portas abertas, que um dia quando pessoas sérias voltarem a administrar o diretório estadual e o diretório nacional quem sabe a gente possa retornar. Então a partir de terça-feira, caros colegas, meu nome vai aparecer sem partido, mas certamente um dia a gente vai reconstruir a nossa história e voltar de cabeça erguida de um lugar que a gente nunca deveria ter saído. Bom, vamos as questões municipais. Ontem foi dia de protesto, como vocês podem ver aí, diversas irregularidades, vereador Bressan, eu vejo nessa imagem. Primeiro a aglomeração. A gente escuta tanto falar contra aglomeração, enfim, a gente tem que se sentar sozinho. Crianças até então não podem ir para a escola juntas, é de quinze em quinze dias, sexta-feira não pode, porque tem que fazer uma tal de higienização. Ontem, fui jantar num aniversário de um amigo, as mesas afastadas, todo o cuidado para que coisas como o vereador Renato agora mesmo estava lamentando a morte de alguém não acontecesse. E, justamente, a gente viu em redes sociais por longo período essas pessoas aí que estão... a turma do fica em casa, do não se aglomere... Pode ver, na primeira imagem ali, um abraço carinhoso entre as pessoas. No meio, a gente tem mais uma vez um caminhão em cima da calçada, vereador Bressan, não sei qual foi a dificuldade ontem, eu até estranho, que se é qualquer um que bota um caminhão em cima da calçada é o armagedom, mas... Não é, vereador Fantinel, aparentemente, são seletivas as regras da cidade. Então mais um crime aí, a gente teve relatos de depredações no centro da cidade também. Então eu fico muito chateado de ver esse tipo de cena aqui de quem diz defender a saúde fazendo esse tipo de coisa na nossa cidade. Mas vamos para o próximo slide. A gente tem tido diversas discussões nesta Casa sobre a trimestralidade, e eu, reiteradas vezes, escutei que a trimestralidade é basicamente a reposição da inflação, inclusive compartilhei, por ser youtuber, compartilhei um vídeo nas minhas redes sociais com a vereadora do PT Denise Pessoa reafirmando – ela disse que não tinha falado, que eu recortei a fala, coloquei lá – reafirmando que basicamente é a reposição. Então, como gosto muito de tabelas, decidi esclarecer para o público em geral, quer ser a favor da trimestralidade está tudo certo, mas seja honesto e diga: existe ganho real. Seja honesto! Não está errado. “Eu defendo a trimestralidade e, sim, tem ganho real.” Então eu fiz dois exemplos bem didáticos, bem esclarecedores, bem esmiuçados para que, a partir de hoje, a gente não tenha mais dúvidas, inclusive eu coloquei valores exatos para que a gente tenha uma facilidade meridiana de entender. Aqui no primeiro exemplo, eu coloquei como o funcionário que entrou numa empresa privada e ganha dois mil reais, a inflação eu arredondei para dez, para que não tenha qualquer contestação nos cálculos, qualquer dificuldade de entendimento. Então todos concordam comigo que, se a pessoa entra ganhando dois mil reais e ela tem só reposição inflacionária de 10%, ela, no fim do ano vai passar a ganhar 2.200 para o próximo ano. Acho que aqui todos estamos de acordo, é uma matemática simples. Ganha no fim do ano R$ 24 mil. Esse exemplo eu coloquei para mais dez anos, para que a gente conseguisse enxergar a diferença do que é ganho real e do que é reposição inflacionária. Então, no fim do período, esse cidadão da rede privada estará ganhando R$ 5.187. Eu fiz um período de dez anos para que fique fácil, dez, cem são números fáceis de ser compreendidos. Pode passar, Tassi. Nesse segundo exemplo, o mesmo cidadão, agora contratado no serviço público, ele tem reajustes trimestrais, porque é assim a lei que a gente tem na nossa cidade. Aliás, é uma aberração, só existe em Caxias do Sul isso, vereador Scalco. É uma aberração, então vamos lá, mas existe. A mesma inflação de 10% dividida em trimestres 2.5, 2.5, 2.5, 2.5 o que acontece? Se o cidadão entrou hoje, daqui a três meses, quando ele tiver o reajuste, ele já não vai mais ganhar R$ 2 mil, ele vai ganhar R$ 2.050. Depois, o reajuste não é sobre os R$ 2 mil, ele é sobre R$ 2.050. Isso, na matemática, a gente chama de juros compostos, juros sobre juros. Todo mundo deve ter aprendido lá pela 7ª ou 8ª série. Então, no primeiro ano, quando se diz que é só a reposição inflacionária, o funcionário que ganha trimestralidade ganhou R$ 915,09 a mais do que o funcionário da rede privada. No fim deste período de dez anos, nós temos uma diferença de R$ 21.917, ou seja, estamos estabelecendo um 14º salário para funcionário que ganha R$ 2 mil. Essa é matemática, matemática. Não existe... Aliás, como estão tentando reescrever o português, vereador Bortola, a gente nunca pode esperar que a matemática também seja reescrita, porque a gente se surpreende com tudo nesta vida. Então daqui a pouco vem um novo, que dois mais dois são cinco porque senão a gente tem preconceito com o cinco, ao invés de dizer que é quatro. Então a gente tem que cuidar. Mas assim, a matemática estabelecida hoje, que todo mundo usa, é essa. Então, o que eu quero dizer à população caxiense? Quer ser a favor da trimestralidade? Seja, não tem problema, é honesto. É uma posição. Mas venha a esta tribuna e diga: vereador Marcon, eu acho que tem que ter trimestralidade, que os funcionários públicos são melhores que os funcionários privados e eles merecem essa diferença. Está tudo certo, mas seja honesto. Honesto! E vocês sabem quem pagar essa diferença? Vejam vocês que aqui eles ganham um salário de R$ 2 mil. Eu não usei um quatro, eu não usei um do seis, eu não usei um de oito, eu não usei um de 10. Um funcionário, vereador Fantinel, um, em 10 anos, terá um ganho real de R$21.917,00. O senhor sabe quem paga, vereador Fantinel? O padeiro, o lixeiro, o comerciário, essas pessoas que pagam. Se é justo ou não, a gente pode discutir. O meu ponto de vista é que todos somos iguais. Quando a gente diz todos, a gente não quer dizer “vírgula, esses não”. Não, todos são todos. Então eu já adianto mais uma vez que quando a reforma administrativa – e sigo ansioso por ela – vier a esta Casa, lutarei para que todos os caxienses tenham os mesmos direitos e os mesmos deveres, que não se criem superclasses pagas, esses benefícios, não por quem criou esses benefícios, pagas pela população. Eu não sou classista, não fui eleito para defender determinadas classes. Eu fui eleito para defender a população caxiense e é isso que eu vou fazer até o último dia do meu mandato. Se alguém quiser a tabela para colocar valores diferentes lá, o salário, mexer a inflação, posso enviar e se precisar também eu posso sentar do lado e tentar explicar porque trimestralidade e juro composto geram sim ganho real e não apenas, como vocês podem ver e ouvir muitas vezes, apenas reposição da inflação. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Vereador Lucas, no momento oportuno eu peço um aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Sim, vereadora Denise. Bom dia a todos os colegas vereadores, aos nossos ouvintes nessa quinta-feira bonita, quinta-feira quente, e vamos nos manifestar aqui neste Grande Expediente. Eu ia e logo mais vou falar sobre o tema da educação no município de Caxias, especialmente na educação infantil e da educação... E do ensino fundamental, da etapa do ensino fundamental, mas eu quero começar falando sobre os servidores públicos, grupo do qual eu faço parte. E aos nossos ouvintes, as pessoas que estão nos acompanhando, eu queria parabenizar os servidores públicos que ontem, em um ato democrático pela cidadania, pela defesa do serviço público, se manifestaram no largo da prefeitura, na Praça Dante. Servidores da educação, servidores da guarda, da FAS, do Samae, do Centro Administrativo, colegas servidores aqui da Câmara de Vereadores, e se nós temos condições de legislar e de trabalhar nesta Casa Legislativa, garantindo o que está estabelecido no Regimento, na Lei Orgânica, é porque nós temos colegas servidores, além dos CCs, logicamente. Então parabéns a todos os servidores que não tem cabresto por ninguém e que se manifestaram. Eu conversei com muitas pessoas, ontem, muitos colegas, colegas professores, diga-se de passagem, que não fizeram greve. Colegas professores que fizeram uma paralisação e que vão repor essa hora. Aliás, se tem coisa que colega professor faz é trabalhar bem a mais do tempo das 20 horas que passam no concurso. Professor faz isso. Neste tempo de pandemia, é o WhatsApp, planeja três vezes, não tem internet fornecida pela mantenedora, trocentas planilhas, professor adoecendo. Ontem, os colegas professores falando de vários colegas com covid ou sofrendo das decorrências da covid. Estou falando dos professores por que foram os mais citados. Então é importante destacar essa manifestação, como várias outras que aconteceram aqui. Eu respeito a todas e há pessoas que têm dificuldade mesmo com o Estado Democrático de Direito e com as manifestações que não lhes beneficiem. Porque, quando é para lhes beneficiar, certamente vale a pena, e se locupletam. Acho que as posições são claras. Desta Casa, do parlamento saíram grande parte dos prefeitos ou das lideranças políticas da nossa cidade, vários – foi deste parlamento –, e que passaram pelo Executivo. No Executivo, seja na sua função como prefeito, como secretário, como subprefeito, quem trabalhava, ou seja, quem garantia a execução da política pública eram os servidores; e eu falava isso ontem. A reforma administrativa não ataca os servidores. Ela ataca o serviço público. E se alguém tem dúvida do discurso fácil, dos ataques nas redes sociais, ontem – abram o pioneiro.com –, é gente curtindo e fazendo chacota com pessoas, chamando funcionário público de vagabundo, dizendo que funcionário público tem altos salários, que não trabalha, que vive fazendo greve. Pois bem, visitem uma escola hoje, uma escola que não tem apoio, uma escola que tem professores sobrecarregados. Ou vão lá nas Obras e conversem com os colegas das Obras que estão abrindo bueiro, esgoto, ou no Samae, ou na FAS, ou com os colegas guardas municipais, já que tem pessoas com dificuldade de reconhecer e valorizar o serviço público. Numa reforma, eu volto a dizer, gente que brada, que grita, e gritar faz parte – eu respeito a manifestação de cada um. E, quando me indigno o meu tom também reflete a minha indignação. O problema é que não dá para ser seletivo porque a reforma administrativa mantém os benefícios aos magistrados, aos militares... E eu não vejo discursivo efusivo aqui, e nem de ninguém. Ainda sobre a situação de Caxias, é a primeira vez na história da nossa cidade que a trimestralidade não é paga. Nenhum outro prefeito, desde que a trimestralidade se estabeleceu, não pagou a trimestralidade e não há uma sinalização para que ela seja paga. Aí há uma discordância entre, no caso do nosso prefeito que se elegeu, o seu Adiló, que se elegeu pela sua atuação como secretário de Obras, como presidente da Codeca, como gestor. Isso se trazia muito na campanha. E agora, com a justificativa da PEC, de lei, disso, daquilo, não se aventa a possibilidade de trimestralidade e de valorização efetiva dos colegas servidores. Ontem, eu visitei escolas de educação infantil no Município de Caxias. Nós temos gestão compartilhada, que é um modelo em que escolas são geridas por mantenedoras filantrópicas. Temos várias escolas. E o que eu percebi são inúmeros problemas. Problemas relacionados às questões de infraestrutura. Poderia citar a Escola Frei Ambrósio, lá na região de São Caetano, desde uma fechadura a questões mais estruturais e que carecem de ações urgentes. A valorização dos servidores que atuam nessas instituições de educação infantil. Um coordenador pedagógico... Aliás, um coordenador de uma escola dessas ganha R$ 2.500. Já que se fala que trimestralidade, em 10 anos, um servidor vai ter um ganho de R$ 20 mil. Vinte mil, com a gasolina a seis, na perspectiva da inflação, com a carne de segunda, o guisado de segunda deve ser mais de 20 pilas, R$ 20 mil é um valor exorbitante. Uma coordenadora de escola ganha R$ 2.500.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Peço um aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): E mais, e mais. Uma outra questão que eu gostaria de trazer que é bem específica, sobre a merenda, sobre a merenda das crianças nas escolas de educação infantil. Veio uma orientação da mantenedora e se modificou a merenda. O lanche da tarde, por exemplo, da criançada que está nas escolas de educação infantil: leite com bergamota, leite com maçã, leite com mamão. É lógico que a alimentação saudável é necessária e fundamental, mas vão querer que uma criança pequena, de um berçário, de um maternal, de um pré, se alimente e se nutra exclusivamente com isso, numa das refeições? Então, há dos colegas do setor específico da Smed conversar com o conselho da merenda escolar e rever essa posição. Outro dado, outro dado, vereadora Estela. Uma escola que eu visitei lá na região do São Caetano ontem. Dois quilos de peito de frango para uma refeição com 30 crianças. Precisamos rever essa situação, precisamos rever essa situação. Eu, nesta Casa, falei várias vezes, várias vezes me manifestei sobre a obrigação do município no investimento de 25%. Vinte e cinco por cento do orçamento tem que ir para a educação. Ano passado, os 25 não foram executados, e a justificativa foi a pandemia. No primeiro quadrimestre, Comissão de Orçamento já apontou para isso, de que esse recurso não foi realizado. (Esgotado o tempo regimental.) Eu vou pedir a Declaração de Líder para conceder os apartes.
PRESIDENTE ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Continua em Declaração de Líder da bancada do PT o vereador Lucas Caregnato.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, presidente Fiuza. Recentemente o prefeito e a secretária da Educação apresentaram um projeto dos uniformes. Esse projeto não foi discutido com a comunidade escolar, nem com os professores, nem com as direções. Aí a minha pergunta é: A licitação já aconteceu? Nós estamos em agosto, já na segunda metade. A licitação aconteceu? Esses uniformes vão chegar ao final do ano ou nós corremos o risco de não executar os 25% na educação, com escola de educação infantil sucateada, com professor sem internet? Porque aí nós vamos ter um problema. Eu conversei com a secretária algumas vezes, que disse que tinha projeto e que isso aconteceria. Escola lá do Parque Oásis, uma escola que foi inaugurada e que tem um problema na entrada, além de vários outros estruturais. Há dois, três anos precisa de reforma. Aquela escola do São Caetano, para inaugurar faltam os móveis. Eu sei, já conversei com a secretária. Além do São Caetano, são mais duas escolas que estão prontas, mas nós precisamos de agilidade para entregar essas escolas. Temos uma grande demanda de vagas para as creches. E há de o município dar conta dessa demanda. É por esse e tantos motivos que a nossa bancada é contra o discurso de parceria público-privada para a educação e para a educação infantil. Me corrijam se eu estiver errado. Eu li isso na imprensa. Eu trouxe alguns elementos aqui da educação infantil na gestão compartilhada. Então eu acho isso importante, trazer esses assuntos, principalmente num momento em que o serviço público é tão aviltado. E, por fim, no ensino fundamental é um coro, um brado dos professores para que sejam ouvidos, sejam olhados diante das condições de trabalho, do acúmulo de burocracia, de decisões que muitas vezes chegam às escolas, aos diretores, as coordenações pedagógicas sem a mínima discussão. Professores com receio da próxima escolha de turma, não teremos mais alfa e contínuo na escolha de turma, que é uma discussão que não sei se foi feita com a rede. O decreto que foi apresentado pelo prefeito no que tange a eleição de diretores e uma série de outras questões diminui o número de profissionais terceirizado, em alguns casos, da merenda e da higienização. Se educação pública é prioridade não parece que é o que está se mostrando aqui em Caxias. Vereadora Denise, o seu aparte.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Apenas para, acho que é importante dizer, a questão da trimestralidade ele baseia-se numa média dos índices do IGP, IPC, IPC da Fipe... Então não é um calculo simples e por muito tempo inclusive o IGP puxou para baixo a trimestralidade. Então não é simples assim, ah, jogar tudo. Eu gostaria até que o vereador Marcon fizesse... eu achei que ele ia apresentar tabelas de quanto foi a trimestralidade daqui para trás, puxar 10 anos para atrás para fazer realmente avaliação, porque aí o senhor ia ver que realmente teve época que ficou abaixo da inflação. Então eu quero trazer isso, quero trazer esse comparativo, a gente já está buscando, elaborando, para mostrar que não é assim, não é o simples calculo inflacionário, ele tem uma média de índices e que muitas vezes ele não atinge a inflação. Aqui o vereador dizia: Ah, não defendo uma categoria. O senhor defende o capital, o senhor defende o que é privado e quando a gente está defendendo o serviço público a gente não está defendendo uma categoria, a gente está defendendo o serviço público, o acesso a educação, porque todo mundo quer mais educação, quer mais saúde só que não se faz mais saúde, não se faz mais educação, mais segurança sem policial, sem professor, sem enfermeiro. Então é tudo isso. Então a gente está aqui defendendo o acesso aos serviços públicos e isso é muito mais do que defender uma categoria, ao contrário do vereador que sempre vai defender terceirização, precarização do trabalho e lucro a qualquer custo. Então acho que ele seria mais honesto de dizer isso, que defende a iniciativa privada e não os serviços públicos. Obrigada, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Denise. Acho que é o vereador Cadore. Rapidinho, vereador, que nós temos outros temas ainda.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, pelo aparte, vereador. A mobilização de ontem ela foi o pleito pela trimestralidade, uma posição contra as condições da educação, do ambiente de trabalho dos servidores e contra a reforma administrativa. O prefeito não é contra, eu como vereador não sou contra o movimento. O movimento é de direito, a mobilização, a discussão e a busca dos objetivos faz parte da caminhada, mas o Executivo não deu a trimestralidade em função da PEC nº 173, ele está impossibilitado de dar a trimestralidade. Mas evidentemente há uma negociação com o sindicato e no próximo ano provavelmente volte a acontecer a trimestralidade. Então o Executivo não é contra o movimento, mas entende que o movimento é inoportuno e que não deveria ou não poderia acontecer da forma como aconteceu. Era isso. Muito obrigado.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Cadore. Vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Então, eu acho importante ressaltar que a manifestação de ontem ela não era apenas pelo repasse da trimestralidade, era também em relação a PEC da reforma administrativa. Eu quero aqui trazer alguns exemplos que a gente tem da terceirização no nosso município, pegando inclusive a área da educação, que foi trazida pelo vereador Lucas, as merendeiras. Quando eu trouxe aqui as questões expostas por elas de não estarem recebendo o seu repasse de vale-alimentação, de vale-transporte, agora uma quantidade gigantesca que está sendo demitida por ter reclamado que não estava recebendo seus direitos não está também recebendo o seu acerto, não está recebendo um direito seu, e tudo isso por quê? Porque é uma empresa terceirizada. A privatização faz com que os salários dos trabalhadores do setor privado estejam tão baixos, porque lá, vereador Marcon, e o senhor sabe disso, tem uma coisa chamada mais-valia, que é o lucro que fica para o dono da empresa. Coisa que não se tem no serviço público. No serviço público, a gente tem concurso, a gente não tem indicação de quatro em quatro anos para estar tapando buraco de promessas feitas em campanha. A gente tem qualidade e a gente tem garantia de educação, saúde e assistência. Então botar um trabalhador contra o outro, para mim, aqui, é no mínimo desonesto. Porque se o trabalhador da rede privada recebe menos não é culpa do trabalhador da rede pública, não é culpa do servidor público que está aqui nos vacinando, que está aqui atendendo as nossas crianças, que está aqui garantindo a segurança no nosso município. Então aqui eu deixo o meu repúdio a qualquer manifestação que coloque o trabalhador um contra o outro, porque o trabalhador está na mesma classe, uma classe que deve estar munida de direitos e direitos esses que devem ser garantidos e jamais retirados. Muito obrigada, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Estela. Então eu acho que é isso nesse Grande Expediente, nessa Declaração de Líder da bancada do PT, partido do qual eu tenho muito orgulho e sou filiado há 21 anos, assim com o a vereadora Estela é filiada desde que começou a votar e a vereadora Denise. Seguiremos no partido, defendendo aquilo que a gente acredita e uma das pautas do nosso partido é o serviço público de qualidade. Acho que inverter discurso e dizer que nós somos favoráveis, que os servidores públicos ou dizer que nós compreendemos servidores públicos como uma classe melhor que a iniciativa privada, isso é uma inverdade. De tantas outras que são proferidas aqui ou em outros lugares. Nós queremos, sim, vacina, educação pública, segurança, assistência social, e todos os outros setores, sem dilapidar o patrimônio público, valorizando os servidores em todos os momentos e não só flertando em época de eleição. Eu berro e berro muito, especialmente quando percebo que direitos estão sendo aviltados, porque eu entendo que o parlamento e a função de parlamentar é fiscalizar e legislar e não de molecagem. Obrigado.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): No Grande Expediente eu trouxe alguns dados relacionados a educação. Eu só quero destacar, para educação infantil, que o modelo que se adotou historicamente em Caxias, da gestão compartilhada, é um modelo que apresenta dificuldades e eu percebi isso ontem. Já conheço alguma das escolas. Aliás, tem uma escola de educação infantil atrás da minha casa, que é a escola do Planalto, essas escolas que tem como mantenedora as entidades filantrópicas, mas há de se desburocratizar, vereador Rafael. Não dá para esperar, por exemplo, meses para fazer uma reforma pequena, ou seja, há de se criar condições. Eu conversei com as mantenedoras, com os responsáveis pelas entidades, no início do ano que relatavam, por exemplo, limitações financeiras para que pudessem dar conta dessas questões. Outro elemento, várias das casas que são locadas, vereador Fantinel, essas entidades estão nos bairros e se loca uma casa, eventualmente, e essa casa tem um problema estrutural, infiltra, tem que trocar alguma coisa. Aí começa uma briga porque o proprietário não faz, a mantenedora, a entidade filantrópica, cobra do município, o município cobra do proprietário e não se resolve. E aí nós temos, por exemplo, crianças em locais que tem mofo, que tem infiltração, os profes fazendo milagre com balde, secando.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Permite um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Mas fica uma condição inadequada. Então um problema de burocracia e que tem tu tem ali crianças de zero até cinco anos e pouco e que precisa ser resolvida. Então eu trago isso no sentido de nós repensarmos essas questões a fim de aprimorar. Não sei se o vereador Cadore, não estou vendo aqui, mas, vereador Bressan, que é o vice-líder do governo, eu tenho um relato e eu acho que a gente precisa conversar sobre isso. Temos uma grande demanda para creche, e a gente sabe que uma turma de creche, essa faixa, ou seja, reduz o número de crianças, precisa de mais gente, o custo é muito maior. Mas eu recebo uma reclamação e relatos dos profissionais que as turmas de creches têm sido diminuídas ou as vagas de creche. E acho que essa é uma coisa que a gente precisa discutir, até porque na faixa etária dos quatro e cinco, as nossas escolas de ensino fundamental vão atender uma parcela no meio turno, mas vão atender uma parcela, e esse é um outro pedido, uma proposta já que quando a gente fala é importante também propor. Eu entendo que nós precisaremos fazer um movimento construído com as comunidades escolares, com os diretores, mas que seria de que nas turmas de quatro e cinco anos, nas nossas escolas de ensino fundamental, que a gente pudesse fazer um turno integral, até porque tem muitas diretoras que me relataram que a procura de quatro e cinco diminuiu em alguns bairros. Então, eventualmente, tu podes ter uma turma ociosa lá, o que eu acho difícil, porque a gente tem também muita demanda de primeiro, de segundo e terceiro. Mas é uma ideia, porque nós discutimos aqui no início do ano a questão do decreto do prefeito Cassina que tornava quatro e cinco de gestão compartilhada apenas parcial, e vocês devem receber no gabinete de vocês vários pais, vários que trabalham o dia todo e conseguem uma vaga de apenas meio turno. Aí tem que judicializar, vai à central de vagas, ou seja, então eu acho que é uma pauta, vereador, para a Comissão de Educação, para a gente falar, talvez chamar Smed, mantenedoras, Conselho Tutelar e todas as entidades envolvidas. E por fim, eu não sei se... ah, o vereador Rafael está aí, que é da Comissão de Saúde, e os demais colegas aí que são da base do governo, eu vou trazer um problema, mas, na semana que vem, trataremos com mais propriedade. Já falei isso, que na região Planalto nós continuamos com apenas uma UBS, uma médica apenas, porque a outra estava de licença saúde. Nós solicitamos, fizemos a proposta à Secretaria da Saúde para que fosse ampliada a equipe, diz que não pode fazer. A população do Planalto está se organizando e vai fazer uma manifestação para que aquela UBV retorne a ser uma UBS, porque não aguentam mais a falta de atendimento. Eu já trouxe essa demanda, já falei com a secretária de Saúde, e a gente precisa encontrar alternativa para aquela região. Na semana que vem, trago mais dados. Obrigado.
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VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Obrigado, senhor presidente. Hoje, eu quero trazer a esta Casa um assunto muito sério que é sobre o fundão eleitoral. O presidente Bolsonaro tem até amanhã, sexta-feira, para vetar o fundão eleitoral. Ele é totalmente imoral, estão tentando aumentar de dois bilhões para 5,7 bilhões de reais o valor para os partidos políticos. Durante toda a minha campanha, eu nunca usei dinheiro público para fazê-la. Eu acho que dinheiro público tem que ser usado para saúde, segurança e educação. O valor é astronômico. Vou citar alguns exemplos aqui de partidos que eles pretendem, eu não vejo eles combatendo isso, mas eles pretendem ganhar esses valores, exemplo, o PT ganhava R$ 201 milhões para fazer campanha, se passar, não houver o veto, ele passará a receber R$ 566 milhões para fazer campanha política. MDB ganhava R$ 148 milhões, se passar esse fundão vai ganhar R$ 426 milhões.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (NOVO): Permite um aparte?
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): PSD ganhava R$ 138 milhões, se passar o fundão vai ganhar R$ 384 milhões. PSDB ganhava R$ 130 milhões, se passar vai para R$ 377 milhões. PDT recebia R$ 103 milhões, se passar vai para R$ 290 milhões. PP ganhava R$ 140 milhões, vai para R$ 384 milhões. O valor é absurdo. Está faltando dinheiro nas escolas, faltando dinheiro para a comunidade, para a saúde, mas os partidos políticos eu não enxergo um movimento nacional com todos indo contra. Muito pelo contrário, eles querem dinheiro público. Então, você que está em casa aí, tem que cobrar em quem você votou, para ajudar. Vamos lá! Veta, Bolsonaro! Isso aí é um roubo, é dinheiro público que devia estar sendo aplicado para toda a população e vai para os partidos políticos. Segundo assunto em que eu quero entrar hoje, estarei, à tarde, com o deputado estadual Fábio Ostermann, em Caxias. Iremos falar com a vice-prefeita Paula, depois visitar a Maesa, que ele quer tentar auxiliar. Se precisar fazer uma alteração de lei estadual, alguma coisa, a gente vai tentar também auxiliar nisso. Também visitaremos, à tarde, uma escola estadual, se ele puder ajudar também, ele se pôs à disposição. Seu aparte, Marcon.
VEREADOR MAURÍCIO MARCON (NOVO): Obrigado, vereador Scalco. Sobre o fundão, realmente é um dinheiro que, quem usa, deveria ter vergonha na cara, né? Ter vergonha na cara! Porque dinheiro, como eu venho sempre dizendo aqui, ele não dá em árvore, ele sai de algum lugar. Algum trabalhador trabalhou muito para gerar algum imposto para ser gasto em campanha política. Então eu reafirmo o meu compromisso com a sociedade caxiense que, ano que vem, quando começarem as eleições, primeiro que eu já fiz um apelo a todos os colegas que vão concorrer que não utilizem desse dinheiro. Mas eu, não importa o partido que eu vou estar, porque valores e princípios a gente não muda, eu sou contra, eu acho nojento quem usa esse dinheiro. E eu vou trazer aqui fotos de cada um, quanto cada um gastou, porque eu acho que a sociedade precisa saber quem realmente está preocupado com a vida dela ou se está preocupado só em se perpetuar no poder usando dinheiro que deveria estar em saúde e educação para fazer campanha. É nojento, não tem outra palavra.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Obrigado, vereador Marcon. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR MAURÍCIO MARCON (NOVO): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Uma rápida fala sobre a trimestralidade, que a vereadora Denise falou que é ruim, tiveram anos que foi ruim, né? Muito me assusta. Eu vou aguardar a senhora trazer então esse estudo aí dos últimos anos. E aí a gente tem que cuidar quando a gente defende a trimestralidade, se é tão ruim, porque vai estar prejudicando o trabalhador, vereador Scalco. Então, alguém que diz que defende o trabalhador estar defendendo algo que prejudica o trabalhador, como foi dito aqui, eu acho que é bem triste. Eu defendo que se tenha um reajuste condizente com o que se faz e com o que se trabalha, como todos os trabalhadores. Então é só isso que eu defendo. Aguardo ansiosamente a senhora trazer então esses dados para a gente discutir. Queria, neste meu tempo, senhor presidente, colocar um audiozinho de 30 segundos aqui, rapidinho, de um jornalista aqui da serra que fez críticas, vereador Bressan, um comunicador, desculpa, que fez críticas à nossa operação (Apresentação de áudio). Um tal de Caim.... Paim, é. Não, não, não, nunca tinha ouvido falar nesse cidadão aí. Mas eu queria dizer para ele que, melhor do que falar, é fazer. Por coincidência, eu recebi uma mensagem aqui de um morador de Caxias, caros colegas, que, há um mês, ele disse o seguinte:
 
Bom dia, senhor Maurício. Eu e minha esposa estávamos vindo de São Virgílio em direção a Farroupilha. Antes de chegar à lombada eletrônica de uma curva, entrei em um buraco, eu estava de moto, me desgovernei e sofremos um acidente. Eu quebrei sete costelas, quebrei a clavícula e perfurei um pulmão. Minha esposa não se quebrou, mas ficou muito machucada. Ficamos em um hospital de Farroupilha e depois fomos transferidos para Caxias do Sul. Foi no dia 2 de julho do mês passado.
 
Então assim. Ao Paim, Paim, Paim, que fez críticas, inclusive aos seus colegas, porque, no dia em que nós estávamos fechando os buracos, vereador Fantinel, o senhor deve lembrar, um morador nos ligou, que tinha um buraco perto, que fazia anos que estava lá. Falou pela rádio. Nós o que fizemos? Fomos lá e fechamos para que alguém não se acidentasse. Então, eu queria dizer, eu posso passar esse contato para o radialista aí, o tal do Paim, que ele entre em contato com essa pessoa e converse com ela e ele pode ver se ele acha importante fechar buraco ou não. Eu acho ridículo nós termos que ir lá fechar buraco, ridículo! A gente paga impostos para que tenha estrada decente. A gente chega lá, vereador Fantinel, tu viu o que meus olhos viram, vereador Bortola. Não é buraquinho, é buraco que a pessoa quase se mata. Aí, sabe o que acontece? Nós não íamos fechar e ia estar tudo igual. Não iam ter feito nada, tenho certeza que não iam ter feito nada, mas a vergonha ficou grande e tiveram que fazer alguma coisa. Então, antes de vir lamentar a morte de duas pessoas, já aconteceu de várias por causa de buracos, eu prefiro ir lá fechar. Se tem um cidadão como esse daí que usa da rádio para falar asneira, bom aí a gente tem que só lamentar e dizer assim: é muito fácil criticar. É muito fácil subir em caminhão e dizer “Ah, porque aquele youtuber, porque blá-blá-blá e blá-blá-blá, que fez molecagem, que não sei o quê!”. Perguntem para quem perdeu vida, parentes nas estradas esburacadas, se acha que é molecagem. Vai lá e pergunte. É muito fácil falar, ir no Daer e implorar e dizer: “Ah, bati fotos, postei no Facebook que estava no Daer”, e a buracada toda lá. Os trouxas aqui perderam o sábado para ir lá. Mas eu tenho um compromisso com meu travesseiro, vereador Bressan. Eu sei que talvez nós tenhamos... Certamente, salvamos rodas, amortecedores, com certeza. Mas talvez nós tenhamos salvado vidas e isso me engrandece e me deixa muito feliz. Se os outros acham pouco, que façam mais.
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Senhor presidente, nobres pares, colegas vereadores. Quero usar este espaço para deixar o meu reconhecimento e o meu abraço porque hoje, 19 de agosto, é o Dia Nacional do Ciclismo, dos ciclistas. Infelizmente isso aconteceu devido ao falecimento de um ciclista de Brasília, que acabou sendo mais uma vez vitima do nosso trânsito, que a gente sabe que é complexo. Infelizmente a gente parte do princípio de que o maior deveria proteger o menor, mas na prática não é isso que acontece muitas vezes. Mas eu quero deixar aqui o meu abraço, o meu reconhecimento a todas as pessoas que utilizam a bicicleta como meio de locomoção. A maioria aqui em Caxias do Sul ainda utiliza como esporte e lazer, porque a gente sabe que infelizmente não há os incentivos necessários ainda para que a bicicleta esteja no trânsito como mobilidade urbana. Por isso, vereadora Marisol, que nós temos um desafio muito grande, porque, neste ano, nós temos que pensar no nosso plano de mobilidade urbana. Sei que o secretário Alfonso, junto com uma equipe técnica, junto com o Conselho de Mobilidade Urbana, já vem fazendo, estruturando como será a mobilidade em Caxias do futuro. Nós precisamos sem dúvida pensar em formas de locomoção que sejam sustentáveis, não poluentes e que as pessoas possam estar utilizando com segurança. Eu sempre me faço a mesma pergunta: por que as pessoas andam 30 km, 50 km, 80 km em um final de semana e não fazem 3 km, 4 km para virem para o seu local de trabalho? E isso se deve sim, em grande parte, a falta de infraestrutura de ações de respeito e educação no trânsito. Então é uma pauta que eu venho trazendo. Na outra legislatura trabalhei, fui presidente de uma comissão temporária que trouxe debates, trouxe projetos de leis para beneficiar e incentivar os ciclistas em Caxias do Sul. Muito me orgulha que através, presidente, desses nossos encontros, desta comissão temporária, se formou a Unicca, a União dos Ciclistas Caxienses, em que nós não tínhamos até então uma entidade que pudesse conversar com o poder público. Agora, se formou essa associação que representa os interesses dos ciclistas e que já compõe, vereador Fiuza, e isso é um ganho muito importante, o nosso Conselho de Mobilidade Urbana. Então lá, onde as atitudes, onde as decisões são tomadas, nós temos hoje um arquiteto e urbanista que também é presidente da Unicca e que compõe o nosso conselho. Tenho a certeza de que, quando a gente pensar em mobilidade urbana, a gente vai poder falar também a respeito de uma mobilidade diferente, incentivando as pessoas para que elas utilizem esse meio de locomoção, mas que se sintam seguras e respeitadas no trânsito. Então quero novamente deixar meu abraço aqui a todos os ciclistas neste Dia Nacional do Ciclista. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Presidente, caros colegas vereadores. A gente tem falado muito, em 2020, em 2021, em relação à pandemia. Eu sempre me manifestei dizendo da preocupação com a vida, mas da preocupação com a fome. Felizmente, nós conseguimos, estamos conseguindo vencer a pandemia. Sempre defendi a vacina como o único e mais definitivo e eficiente caminho. E hoje, felizmente, a gente tem acompanhado o Estado do Rio Grande do Sul, tem sempre liderado, ou quase sempre, como um dos estados que mais tem vacinado. E Caxias do Sul, queria já de momento parabenizar a Secretaria da Saúde, parabenizando a secretária, o Executivo como um todo, pela eficiência e pela qualidade que imprimiu em relação à vacinação. Hoje nós temos mais de 50% da população vacinada. Mas o outro problema que sempre me atormentou, e tenho certeza que atormentou a todos, foi a fome. Hoje eu vi, li no Pioneiro que a inflação, nos últimos dois meses, em Caxias do Sul, chegou a 7.69%. Isso revela a grande dificuldade, além da pandemia, que o cidadão vive, especialmente as pessoas mais vulneráveis. Eu tenho andado pela cidade, nos bairros, na minha convivência diária, e tenho sentido a dificuldade das pessoas, a dificuldade das pessoas se alimentarem. A fome é uma realidade, a fome é uma realidade. E muitas vezes nós esquecemos disso. Eu sei que tem vereadores mais dedicados à causa social do que eu, mas eu nunca deixei de me preocupar com isso. Neste momento, eu gostaria de fazer um apelo a todos nós, à sociedade caxiense, a todas as entidades, que olhem para isso e façam a sua doação. A cesta básica é uma peça, é um instrumento importante com que nós podemos colaborar para que as pessoas com mais dificuldades deem alimentos para a sua família e para os seus filhos. Então esse apelo quero que fique registrado aqui. Que, a partir de hoje, ou que hoje todo mundo se acorde para essa necessidade e deem um olhar, ou se dediquem e peçam às entidades. E que a sociedade como um todo faça a contribuição da cesta básica para que as pessoas matem a fome. Era isso, senhor presidente. Passo a palavra para a vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereador Cadore, pelo aparte. Com toda a certeza, se tem algo que me faz não conseguir descansar a cabeça no travesseiro é saber que a gente está vencendo a pandemia, mas está muito longe de vencer a desigualdade social, a fome que assola grande parte da população. Passa de 20% a população brasileira que está em situação de extrema vulnerabilidade social. Em Caxias do Sul, o número passa de nove mil. Dentre esses nove mil, nós temos uma grande porcentagem de pessoas que não são atendidas por nenhum meio de auxílio governamental. Isso perpassa por um processo de desfinanciamento da área da assistência social. Tivemos agora, na semana passada, a Conferência Municipal de Assistência Social, onde foi posto pelos trabalhadores e trabalhadoras do Suas as dificuldades de conseguir garantir os programas tão bem estruturados que a nossa cidade tem em relação a FAS. A Fundação de Assistência Social está trabalhando duramente, mas infelizmente está trabalhando sem financiamento, um financiamento que eu tenho que reconhecer aqui que está sendo feito pelo governo municipal, mas que infelizmente não está tendo repasse necessário do governo federal e isso é, com certeza, algo importante porque a fome além de ser uma responsabilidade do estado, por ser um direito constitucional, também não é assistencialismo, é algo que tem que ser garantido através de política pública social. Muito obrigada, vereador.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Obrigado, pela contribuição. É um gesto de humanidade. Muito obrigado.
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, presidente. Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, eu quero parabenizar a todos que participaram do ato de ontem, milhares de pessoas participaram desse ato em todo Brasil e Caxias não foi diferente, em Caxias as pessoas foram para rua. Agora, só para, como o vereador Cadore falou, é importante a gente dizer e quero parabenizar pela sua fala, dizendo que ontem também foi um dia de luta, vereador Cadore, pelo arroz... esses dados eu não vejo aqui na tribuna. O arroz, nos últimos 12 meses, subiu 48%; feijão, 22%; a carne subiu 38%; leite 11%; gás, 24%; enfim, alguns tópicos porque hoje quando as pessoas vão, em Cuiabá, para fila do osso é isso mesmo, é isso mesmo que acontece. A gente sabe do esforço do Executivo Municipal, mas a menos de seis meses, vereador Cadore, em Caxias, houve duas mortes que foram encontradas ali nos contêineres, que estavam nos contêineres, foi encontrado no Rincão das Flores porque nós não sabemos se foi de fome ou de frio, se foi de fome ou foi de frio. É importante nós sabermos disso, que as pessoas estavam lá dentro do contêiner, que foram encontradas cheias de fraturas, no Rincão das Flores, porque estavam cheio de fraturas. Essas pessoas morreram de fome ou de frio porque não tinham outro sinal de violência, pelo menos foram os dados apresentados até o momento. Pode ser que em alguns dias apareça alguma apuração, vereador Bortola, mas em maio, se não me engano, e agora recentemente outro. Então esses dias de luta é para isso também porque a gasolina, em Caxias do Sul, passa de seis reais. Aqui em Bagé, aqui no Rio Grande do Sul, já está passando de sete reais, vereador, a gasolina. Então tem algumas coisas que a gente fica... Esse ato que teve em Caxias, quero parabenizar os servidores públicos, porque Caxias entrou também nessa luta da carestia, de ter direito a comida, ter direito ao alimento, é o mínimo. Enquanto o colega vereador Marcon fala sobre a imprensa, a gente respeita a imprensa, respeita a posição dele, mas quero dizer que não entendi muito, vereador Marcon, quando o senhor fala que dorme com consciência com o seu travesseiro, não entendi muito bem, mas quero dizer o seguinte porque o Paim tem um... o horário do Paim, na Rádio Viva, que é uma audiência que compete muito com as grandes emissoras do estado, o horário dele é às cinco horas da manhã. Então as pessoas ouvem bastante, sim, essa rádio, porque é bem ouvida. Já vi umas posições contra até mesmo nós, e a gente discorda de algumas coisas, mas enfim... Mas eu quero dizer que, com frequência ouço, estou lá, às 5 horas da manhã, porque esse horário é o horário da manhã, das 5 às 9, porque a gente não tem o costume de ouvir som na rádio, porque eu quero ver quem fica trocando lá, como a gente diz no ditado, a gente fica sapeando, porque quer saber o que está acontecendo, além das redes sociais, mas, enfim, eu quero me solidarizar aí com o Paim da Rádio Viva, porque nós, eu quero uma imprensa livre e democrática. Não só o Paim, não é só a Rádio Viva, como as outras emissoras, os jornais, enfim, eu quero uma imprensa livre que continue livre com as suas posições, independente do que disser, mesmo que eu discorde, vereador Fantinel, mesmo que eu discorde. Mas eu prefiro uma imprensa livre a uma imprensa sendo cerceada. Obrigado. Então grande abraço a todos. Quero dizer que a imprensa precisa continuar sendo livre. Obrigado.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Bom dia, senhor presidente. Bom dia, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Gostaria aqui de, primeiro, começar a minha fala me solidarizando a todos os CCs da Prefeitura que tanto trabalham, que não tem hora extra, trabalham, se for o caso, 24 horas por amor à camisa, e ao nosso prefeito Adiló. Porque quem subiu nesse caminhão com uma faixa escrito isso aqui, e vou colocar no telão na próxima sessão se for possível, “Adiló dos CCs da rachadinha”, olha, lamentável, quem teve a coragem, a capacidade de subir num caminhão, esses vereadores desta Casa sabendo dos CCs que sempre trabalharam. Que, dentro dessa pandemia, vereador Rafael, quando os servidores recebem hora extra, ninguém vai de graça, os servidores receberam hora extra para ir trabalhar, tem que exaltar, fizeram um ótimo trabalho, fazendo operações, trabalhando até de madrugada, mas tinham três, quatro, cinco, seis CCs acompanhando e sequer ganharam um centavo de hora extra. Então eu gostaria aqui de fazer uma nota de repúdio neste momento a essa vergonha que fizeram alguns... para mim, é vergonha o que fizeram alguns vereadores ontem, porque defendem tanto o distanciamento social, e aí toda essa aglomeração. Tem que se explicar agora para os donos de restaurante que fecharam seu CNPJ. E aí, em cima do caminhão aqui, e isso aqui não é escondido, porque está no jornal, ali estão em três bem pertinho, tem dez centímetros eu acho cada um, não tem 1,20m, nem 1,50m e nem 2m. Vereadora Estela Balardin que acabou de sair da sessão aqui. Está aqui no jornal, olha ali, juntinho, fazendo reuniãozinha e se abraçando. Então é uma demagogia, vereador Marcon, que acontece o tal do fica em casa. Depois vem para cima de um caminhão em aglomeração, discutindo coisas que já foram explicadas por diversas vezes que, pela questão da Lei nº 173, o prefeito de Caxias do Sul fica impossibilitado, impossibilitado de repassar a trimestralidade. Aí aparece uma deputada aqui que desentocou, porque, é eles ficam entocados, estão chegando as eleições...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Estava entocada em Porto Alegre, agora ela veio para Caxias para subir num caminhão para fazer um gritedo. Aí eles entregam uma cartilha – bah, que bonita – Família Silva. Está aqui, deve ter custado uma fortuna, porque é bom o material, Família Silva, que coincidência Família Silva. Ainda bem que os servidores públicos, vereador Rafael, são muito inteligentes, porque querer implantar essa vergonha dessas mentiras, porque tem cinco mentiras aqui. Entregaram cinco mentiras: transforma o direito com a saúde e educação em mercadoria, só terá acesso quem paga. Mentira! Hoje, a UPA Central é terceirizada, alguém paga? Parem de mentir! Mas o povo é burro de certo? Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, todos os movimentos que são feitos são políticos. Reconhecimento. Uma cartilha do sindicato, que é liderado pela Silvana, que pertence a um partido, esse outro xerox é de outro líder de movimento sindical que é de outro partido, PSOL se eu não me engano, e isso explica a sua fala. Agora eu acho que a gente não pode... E aí Lucas, o senhor, quando vem à tribuna e fala sobre a questão dos servidores, jogar os próprios CCs no ventilador. Depois que tu joga isso, tu bota todos na vala comum. Eu gostaria que o sindicato viesse e se retratasse, onde estão as rachadinhas do governo Adiló, porque isso daí é uma acusação, uma elação muito grave. Porque eu vejo e vi... por exemplo, vou dar o exemplo de um servidor, o Bagé, que vai para cima e para baixo ajudando as pessoas com fraldas, com roupas, com alimentos, incêndio e não sei o que lá. Esse é um CC gente muito boa, entre tantos outros, todos os secretários. Então essa é uma elação muito grave, botando a Câmara de... Eu estou revendo muito meu voto, como eu vou fazer ali na frente, porque começar a atacar a Câmara de Vereadores com elações graves é lamentável. E quando o senhor fala da Luciana Genro, ela deveria de falar com a Fernanda Melchionna, que é do PSOL, e a turma dela, que todas as vezes que nós fomos à Brasília buscar recursos para o Hospital Geral, o único deputado que não deu, a única bancada foi a do PSOL e fez seis, sete mil votos aqui em Caxias.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Parabéns. Obrigado. (Esgotado o tempo regimental.) Só para concluir, senhor presidente. Olha, essas informações sim são valiosas, vereador Rafael. Para vir aqui em cima de um caminhão fazer um “gritedo” ali ela serve, agora para disponibilizar uma emenda onde fez um monte de votos não. Então só para concluir, assim, me solidarizo ao governo Adiló por essa mentira, por essa calúnia e eu acho que tem que se retratar por mais uma mentira. Bom, vereador Marcon, de mentira essa presidente do sindicato sabe muito bem, não é? E dizer só pela questão desse comunicador aí que eu não escuto um cara desinformado que não tem sequer educação para estar em uma rádio angariando audiência. Eu repudio, não é, as falas desse infeliz. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Bom dia, senhor presidente, bom dia, nobres colegas vereadores. Eu trago algumas notícias boas aqui para nós hoje. Uma das notícias boas é que o prefeito vai cancelar com a InSaúde no final do contrato, lá por dezembro. É uma notícia boa. Notícia boa também a compra dos oito veículos lá na Secretaria de Obras, é uma notícia boa. A única questão é que tem ruas em que não vão poder entrar ou se entrar não vão sair. Tomara que esses oito veículos fiquem para o administrativo. Agora, notícia boa de verdade que eu trago para os senhores, que eu anotei aqui, é a fala da Helen, nobre colega Scalco, de que não tem motivos para privatizar a Codeca. Eu fiquei feliz. Eu fiquei muito feliz. Que baita notícia de quem diz: toda a nossa dedicação seria em vão, seria em vão se fosse para privatizar. Então vamos valorizar, vamos falar as coisas... Vamos ser justos, certo? Quando eu falo que a Codeca tem solução, quando eu digo que a Codeca é nossa, que o Adiló, nosso prefeito, é quem melhor conhece a Codeca e que ele vai transformar para que a nossa cidade seja mais limpa, mais bonita é porque eu tenho certeza, eu confio nos servidores e também na administração. Também uma notícia boa é a usina de asfalto que está funcionando. Falam em 60, falam em 80 toneladas/hora, mas que também não adianta funcionar a usina se não tiver caminhões e contratos com as secretarias, contratos com as secretarias. Que na terça-feira vai ter a audiência pública e nós vamos cobrar, porque quem sustenta a Codeca são os serviços das secretarias. Então, na quarta-feira vou tomar um café com a Helen, que me convidou, fico muito feliz. Quero olhar os 500 contêineres avariados do seletivo e devem ter uns 200 orgânicos, e que a sociedade vai ter que entender que aquilo que o prefeito falou na campanha, não vai poder cumprir. Como é que vai ampliar a coleta mecanizada se a população não cuida? Aí um amigo meu disse: “Mas bota uma foto da Guarda Municipal nos contêineres que daí não vão quebrar nunca mais”. Não, não é assim também. Então eu quero dizer para os senhores o seguinte, eu confio na Codeca. Agora, uma coisa tem que ser feita lá no britador. Bom, o britador ficou para a Secretaria de Obras, não vai ajudar em nada a Codeca; começa a funcionar, mas não vai ajudar em nada. Por quê? Não tem como fazer, passar o cascalho para a Codeca. A lei não permite. Então a Codeca tem que acampar outro britador e colocar em funcionamento, é isso que nós vamos questionar aqui também. Mas, enfim, são notícias boas. O que a sociedade precisa fazer é ajudar a cuidar. O Luz, Cor e Flor está se expandindo e está tomando consciência. Tenho dito, quando participo do Luz, Cor e Flor, que tem que transformar os lixões em hortas, como nós estamos fazendo no Belo Horizonte. E eu agradeço aqui em público o secretário da Agricultura que compreendeu que, embaixo da Eletrosul, um lixão tinha que se transformar em horta, e está se transformando em horta comunitária. Então essas coisas, a gente valoriza e a secretária vai ter que provar para nós aqui, diretora, aliás, na terça-feira, por que o DCC dá prejuízo, de que forma. Quantos servidores tem no DCC? Quantos estão na Semma? Quantos estão no Canil? Tudo isso, nós vamos ter em uma audiência importantíssima, através da comissão que o nosso nobre colega Camillis preside, na terça-feira. A Codeca é nossa! A Codeca não vai ser privatizada e a Codeca é um exemplo para a nossa cidade e para o Brasil. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte no momento oportuno, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Já lhe concedo porque eu vou lhe citar, vereador, então o senhor terá aparte. Bom, o primeiro tema que o senhor levantou, vereador Lucas, é a questão da educação. Eu não gosto de fazer injustiça, ou faço o menos possível. Quando eu faço e estou errado, eu gosto de desfazê-la. Aqui no início do ano legislativo, e até em um momento conturbado que estava passando a Secretaria de Educação, fiz algumas críticas à secretária. Talvez eu não esperei dar o tempo ao tempo, mas eu escuto aqui frequentes críticas à secretária de Educação. Eu quero dizer que alguns casos isolados até podem estar acontecendo, continuam acontecendo, como eu estava falando do início. Mas, no meu mandato, eu quero agradecer, aproveitar o meu tempo e agradecer a secretária de Educação. Porque ela tem sido uma pessoa muito solícita. Aconteceu um caso isolado na escolinha infantil da Vila Ipiranga, Antonieta Pistorello, em uma abertura de rua, e liguei para ela às 17h30 e às 9 horas ela estava na escolinha. Nós mobilizamos a Secretaria de Obras, o convênio e foi uma pessoa importante no processo, e decisivo para não abertura da rua. Entre outras questões que ela sempre tem se mantido neutra nos posicionamentos, mas uma pessoa de visão. Uma pessoa que tem visão do passado e também uma visão do que pode acontecer no futuro. Então eu quero só dizer isso, vereador Lucas, porque quando a gente fala o nome de uma pessoa, e aí o seu caso o senhor já falou algumas vezes, e outros vereadores, eu não sei se esse caso é isolado. Aí tem a liderança do governo, o próprio presidente pode tentar ver o que está acontecendo pontualmente. Porque a secretária tem se mostrado uma pessoa... Aliás, uma das secretárias de todas que responde na hora, que sempre marca agenda. Quando o senhor fala da Secretaria de Educação, a questão dos conveniados, vereador, tem muita lenda. Hoje o senhor estava falando de manhã, e sabe qual foi o meu café da manhã? Justamente, foi bergamota com leite, e eu estou bem aqui. Então “ah porque tem bergamota com leite, não se come melancia com leite”. Isso daí é lenda urbana que as pessoas dizem que não pode comer. Então assim, vereador, o que a gente tem que ver na educação infantil, e eu posso falar isso porque eu participei na linha de frente junto com as professoras e as funcionárias, e o Adiló tem essa tarefa aqui na mão de fazer isso. Tem o processo na PGM, que é a questão do aumento de salário delas. Porque foi saqueado do salário delas, no momento de uma greve histórica, este plenário superlotado, foi saqueado delas mais de mil reais no salário, e não tem reposição. Elas perderam muitos direitos, muitos direitos. Inclusive pelo próprio presidente do sindicato, na época, que mandou elas se sentarem tipo cachorro aqui na frente da prefeitura. Sentem e se levantem, em um dia de chuva. Perderam direitos. Ainda bem que sindicato, hoje, está conduzido por outras mãos, o Senalba, através do Claiton e do João, que é o advogado da instituição. Vou dar um exemplo. Está a um passo de se terceirizar também a questão da limpeza, da higienização e da cozinha, das cozinheiras. Por quê? Porque elas saem e muitas delas estão colocando na justiça, porque não estão pagando insalubridade para elas. Então nós temos que pagar e equiparar às professoras. Então acho que mudou muito, acho que elas estão... Os convênios estão respirando melhor depois do Cassina, agora. Mas precisa melhorar. Mas eu não vejo falta de alimentos. Aliás, o que eu vejo, por exemplo, colegas vereadores, se sobra alimentos, a coordenadora tem 100 alunos na escola, a cozinheira tem que fazer comida para os 100 alunos. Se não vão os alunos, o que acontece? Toda a comida vai fora. Nenhuma professora e nenhuma criança pode levar esse alimento. Se eles abrem o saco de iogurte e nenhuma criança toma, eles têm que despejar no ralo da pia. Se sobram dez galetos, por exemplo, que tem um frango, tem que botar fora, não pode levar, nem dar para o cachorro. Então esse desperdício de alimentos a gente tem que rever também, porque tem uma lei que nós aprovamos aqui na Câmara, uma lei instituída em nível estadual pelo deputado Sossella, e antes foi aprovada aqui na Câmara, do reaproveitamento de alimentos. Eu vou lhe conceder aparte, vereador, para o senhor falar. (Esgotado o tempo regimental.) Pode ocupar o resto do tempo.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Rafael. Bem rapidinho. Sobre a questão da alimentação, eu trouxe uma questão pontual e que não é baseada no achismo de fazer mal, mas são de várias pessoas, várias coordenadoras que reclamam que as crianças ficam com fome e não comem esse cardápio. Então, se quer fazer uma transição para um cardápio mais saudável, ela precisa acontecer de forma espaçada. Só a segunda questão, quando eu me manifestei dos CCs, eu não sou contra CCs. Quem foi contra CC aqui é o ex-prefeito gestor e outras pessoas que atacam o serviço público. Eu só quis dizer que os CCs passam, os governos passam e os servidores ficam. Foi só nesse sentido. Obrigado, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Só para concluir, presidente. A questão da vacina, que o vereador Lucas falou da UBS Planalto, eu acho importante a sua ponderação, até porque nós temos outras UBSs vacinadoras. Eu já visitei todas e estou em contato com as lideranças dos bairros, com os servidores. Mas agora está sendo divulgado que nós temos a terceira dose da vacina. A gente tem que pensar muito bem de fazer qualquer movimento de fechar essas Unidades Básicas Vacinadoras que estão funcionando. E a gente não observa as reclamações da população. Eu não estou observando na imprensa, as pessoas não estão ligando... Sobre a questão das UBSs, falta de atendimento. Porque todas estão sendo atendidas, vereador Lucas. Aliás, esses recursos humanos foram remanejados para outras UBSs. O que tem o caos é o que o vereador Dambrós falou agora, é a UPA, e está sendo revista essa questão contratual. Mas é um tema, ali adiante, que nós estamos conversando já com a secretária da Saúde, com o diretor da secretaria. E precisamos, sim, rever algumas UBVs, UBSs transformadas em UBVs, para ver o futuro delas. Obrigado.
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VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Bom dia, presidente, colegas vereadores, pessoal que nos assiste de casa. Bem rapidamente, eu quero me somar ao vereador Renato Oliveira, onde eu quero lamentar a fala do nosso colega vereador Maurício Marcon, que desdenhou de um comunicador conhecido aqui na nossa cidade, que é o Paim, da Rádio Viva. Eu, com todo o respeito, em forma de protesto eu entendi a operação tapa-buraco dos vereadores. Inclusive os apoio. Como protesto para que o estado veja um problema antigo aqui na nossa cidade. Mas desdenhar de um comunicador, que tem o respeito de muitos cidadãos caxienses, tem uma audiência grande e traz à tona diversos problemas que nossa cidade tem, inclusive de alerta aos agentes públicos? Eu acho desnecessária essa fala do vereador Maurício Marcon em relação ao comunicador Paim.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Acho um desrespeito. E o vereador tem costume de, muitas vezes, desdenhar de outras pessoas para poder ter um palanque. Quando tu cuida muito as pessoas... Eu cito um exemplo. Tempo atrás, nós tivemos aqui um caso com o presidente da Casa, onde o vereador quis jogar o presidente da Casa contra a comunidade em relação a um fato que aconteceu aqui dentro. Então eu admiro o trabalho do vereador, mas nós temos que ter cuidado porque quando a gente cuida muito dos outros a gente acaba deixando a bunda destapada, é o caso que aconteceu e que foi expulso do seu próprio partido. Seu aparte, vereador Rafael Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Wagner Petrini, eu já fui, sou e serei criticado por diversos veículos de imprensa, como vários vereadores aqui, muitas vezes injustiçado.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Mas jamais eu pedi cabeça de jornalista algum, até porque nós temos uma comunicadora aqui na Casa, vereadora Marisol, que talvez cometeu injustiças em momentos lá na RBS, mas reparou no momento seguinte. Estou dizendo, vereadora, daqui a pouco a imprensa de um jeito ou de outro, que pode acontecer isso. Mas eu quero dizer que eu tenho na minha assessoria, vereador Marcon, um grande jornalista, mais de 13 anos trabalhou no Jornal Pioneiro, trabalhou em rádios, o pai dele foi um comunicador. Talvez o Daniel Correa muitas vezes cometeu erro, o pai dele também, mas eu defendo uma imprensa livre. Defendo uma imprensa livre onde as pessoas podem se comunicar até porque a voz da Rádio Viva é a voz do povão. É o povão que liga: Oh, tem um buraco aqui, tem uma água vazando. E o Paim mete o pau em todo mundo. Então eu acho que a gente tem que se acostumar com isso, porque se a gente não se acostumar a isso, nós pessoas públicas, a gente está no lugar errado. Então só para deixar isso, é a minha solidariedade ao Paim. Obrigado.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado pelo aparte, vereador Rafael Bueno. Inclusive até entre colegas foi mencionado e a gente tem que falar, não tem porque esconder. Chamar a Câmara de Vereadores uma pizzaria? Com todo respeito aos nobres colegas, isso foi mencionado também em relação a um caso que aconteceu comigo. Seu aparte, vereadora Marisol Santos.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Obrigada, vereador Petrini. Eu até nem ia me manifestar em relação a isso, mas acho que é difícil a gente ficar distante. Sim, como comunicadora e já discordei, me outros momentos, disso. Acho que... acho não, tenho certeza absoluta que primeiro não é uma questão com esse comunicador em específico ou qualquer um, mas ele tem o microfone a disposição para fazer os seus comunitários e dar as suas opiniões, assim como nós temos aqui, e mais do que isso, ele tem a possibilidade, na rádio, de imediatamente alguém mandar um recadinho e dizer: Olha, Fulano, a situação é dessa forma. A gente já viu aqui algumas críticas aqui ao jornal impresso. Todas as vezes que o jornal impresso tiver alguma notícia que a gente discordar da informação a gente vai pedir que seja revisto. Isso acontece, todos nós podemos errar e no dia seguinte vai vir uma errata. Então eu acho que essas manifestações de, já usei essa expressão aqui numa outra situação, execração, da gente colocar na parede, essas coisas elas realmente não combinam comigo e eu acho que elas estão amplamente equivocadas, vereador Marcon. Acho que ele tem o direito, ele está lá e o trabalho dele é para dar opinião, é o que ele pensa. (Manifestação fora do microfone) Não, ninguém está dizendo que outras pessoas não tenham o direito, mas ele tem de opinar e de fazer aquilo... Não precisa ser criticado, jogado, crucificado. Acho que é uma pessoa que tem história e que está lá para isso, recebe para comentar, para dar as suas opiniões. Se a gente discorda a gente manda lá: Olha, o senhor está equivocado nisso, eu queria também me manifestar, eu tenho direito de dizer o que penso. Mas é a opinião dele e eu acho que a gente tem que ter esse cuidado. Eu vou ser sempre pela imprensa livre, pelos posicionamentos com credibilidade e respeito.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado pelo aparte, vereadora. Para finalizar, presidente, fica aqui a minha solidariedade ao comunicador Paim e toda a imprensa aqui. Obrigado, senhor presidente. Era isso.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): Obrigado, senhor presidente, membros da Mesa. Queridos colegas e pessoas que nos assistem, eu escutei com atenção o que o Cadore falou, o que a Estela falou, o que o Renato falou a respeito da falta de alimento, a fome e aquela história toda. Eu quero dizer que com muito orgulho, senhor presidente, hoje o meu Projeto Agrofraterno só perde para o Mão Amiga, em Caxias do Sul, só perde para o Mão Amiga. Isso é fazer, não é falar. Mas vocês sabem que eu descobri esta semana por que um projeto que alimenta 2.800 pessoas por mês nunca ganhou uma “riga” no Jornal Pioneiro? Porque a gente não fornece melancia. Nós não temos nenhum produtor que nos fornece melancia. E esta semana, uma nobre pessoa da imprensa e de um excelente jornal, que é o Pioneiro, disse que ela só divulga e que só ganha manchete se tiver melancia. Senão, caso contrário, não tem manchete. Ou seja, se um projeto ou um parlamentar quer aparecer no jornal, tem que ter melancia. E aí eu digo para essa nobre pessoa que, há muitos meses, eu disse que o jornal Pioneiro é um excelente jornal, tem excelentes jornalistas, que me procuram, que me entrevistam, e tudo aquilo que eu falo eles colocam exatamente o que eu falo. São pessoas extremamente competentes. Mas sempre tem a maçã podre na cesta, sempre tem. Já teve uma e saiu, agora chega mais um. Logo, logo cai também aquele. Porque, senão, vai infectar os demais. É muito triste a gente ver, no meio de profissionais excelentes, ter pessoas que precisam descer a um escalão tão baixo para conseguir ganhar um espaçozinho na ZH. É inacreditável. Eu digo para essa pessoa, com todo o respeito que eu tenho, essa pessoa tem que pendurar muitas melancias no pescoço para um dia estar no lugar que eu estou. Mais muitas, muitas. Porque, caso contrário, nem perto. Então a gente tem que respeitar o que a Marisol falou agora: a livre expressão. As pessoas têm liberdade de se expressar, as pessoas têm a liberdade de dizer o que pensam e devem ser respeitadas. Agora, quem é um profissional da imprensa tem que cuidar um pouco mais o que diz. Eu queria também dizer a V. Exa. e nobre colega vereador Felipe Gremelmaier que o senhor, estando aqui há três mandatos, três mandatos, eu não usei o Grande Expediente hoje, eu vim aqui no Pequeno, porque no Grande Expediente a gente vem para apresentar aquilo que a gente faz e não para fazer teatro. Que o teatrinho que o senhor apresentou aqui, na última sessão, o senhor quase me convenceu, quase que eu chorei. Agora eu acho que o senhor deveria ser ator, não vereador. Trabalhar na novela das oito. Acho que ia funcionar bem melhor. Porque aqui, nesta tribuna, a gente tem que vir apresentar projetos importantes, que a gente traz para resolver para o nosso povo e para a nossa comunidade, que aqui nos colocou e aqui nos paga.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, senhor vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PATRIOTA): O senhor, com três mandatos, nobre vereador, e também como secretário, ganhando nesse período que o senhor esteve aqui mais de um milhão de reais como paga, o senhor deveria vir aqui e mostrar para todo o povo de Caxias do Sul o que o senhor fez para merecer esse valor, o que o senhor trouxe de bom para a nossa cidade, para o nosso povo e para a nossa gente que compense um pagamento tão alto quanto o que foi recebido. Então isso é importante que a gente diga. Que esta tribuna, senhor presidente, ela seja usada para expressar, sim, muitas vezes os nossos pensamentos, as nossas ideias e liberdades; mas principalmente, no Grande Expediente, que seja usada para trazer projetos que tragam soluções para a nossa cidade, e não para fazer teatro. Muito obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Muito bom dia, presidente, demais colegas vereadores e vereadoras. Passar aparte ao vereador Rafael Bueno, por gentileza.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Eu quero um aparte também, vereador, se possível.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Juliano, obrigado pelo aparte. Vereador Felipe, eu quero lhe agradecer. No meu primeiro mandato, eu fui eleito por sua causa também. Porque, graças ao vereador Felipe, não precisa nem o senhor dizer a sua história. Lá no meu bairro, no Cristo Redentor, o senhor botou três grupos de convivência, que o nosso bairro não tinha nada. A segunda academia, na história de Caxias do Sul, quando o senhor era secretário de Esporte e Lazer, foi ali no meu bairro, em frente ao Centro Espírita. Conseguimos vários grupos de convivência. O Convive Tchê, nosso grupo de dança para o pessoal. Vereador Felipe, se eu sou aqui vereador hoje, as vovós e os vovôs do meu bairro votaram em mim graças ao grupo de convivência que o senhor botou. E até hoje, os maiores grupos são ali no nosso bairro. Então a sua história de estar aqui dentro também é a minha. Obrigado.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Por gentileza, passar a palavra ao vereador Lucas.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Juliano, um segundo.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Um pequeno aparte, vereador Juliano.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Pode passar na frente, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Por gentileza, vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Juliano, quero lhe agradecer a oportunidade e eu, quando as pessoas falam de mim, eu costumo ouvir e ficar no plenário, não sair como aconteceu na terça-feira e como acontece hoje. Eu quero dizer que já que o vereador Sandro Fantinel veio falar sobre o assunto, eu achei que ele ia vir pedir desculpas para toda a comunidade e para todo o Brasil inclusive. Mas não, ele veio falar em cultura, não é, veio falar em teatro. Eu preciso fazer teatro do que viver no circo de horrores que ele vive na tribuna. Muito obrigado, senhor presidente.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Por gentileza, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado pelo aparte. Eu acho que a Câmara... o parlamento é um espaço das divergências e das convergências, mas acima de tudo um espaço de respeito. Eu repudio qualquer forma de manifestação que agrida a vida das pessoas e a existência das pessoas. Já me manifestei nesse sentido. Conheço o vereador Felipe há bastante tempo, somos de partidos diferentes, o vereador Felipe já esteve na base do governo Sartori quando nós éramos oposição, mas reconheço o trabalho que o vereador Felipe tem nessa Casa, enquanto secretário e acho muito ruim a gente atacar as pessoas dessa forma. A minha solidariedade ao MDB quando atacado na figura do deputado Ulysses Guimarães e a sua pessoa também, vereador Felipe. Obrigado, vereador Juliano.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, senhor vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Renato, por gentileza.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Vereador Valim, só para... Quero dizer que eu acho que a nossa região norte agradece, vereador Felipe. Se no centro esportivo nosso, grande parte de... Não o centro esportivo da região norte e sim o centro esportivo lá do Bairro Fátima. Se é um dos centros esportivos melhores da cidade nós agradecemos ao vereador Felipe que foi lá cortar a fita juntamente com o prefeito Sartori. O Navegar, que está aniversário, tem feito belíssimo trabalho aí o governo...
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Quando a gente diz assim: não interessa o governo, nós temos que trabalhar como unidade, não é? Então assim, o Navegar, vereador Felipe, eu sei que o senhor se dobrou, estava em um local bem difícil, foi trocado de local, estive lá há uns 15 dias atrás. Então assim, parabéns pelo vosso trabalho, vereador Felipe. O senhor faz aqui na Câmara, fez lá nas secretárias, tanto aqui no governo como no governo Alceu o senhor esteve ali também. Então vosso trabalho é reconhecido pela nossa comunidade... a gente mostra o seu tempo que o senhor está aqui na minha Casa. Obrigado, vereador Valim.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Agradeço. Vereador Dambrós, por gentileza.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Juliano, quero dizer que vou continuar acreditando que a vida é feita de muitas mãos.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Um aparte, vereador Valim.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Não é meu projeto, eu faço... isso não faz parte. O Felipe, nosso nobre colega, a cidade deve muito para ele, a cidade. Ele foi secretário da Smel e o Complexo Esportivo da Zona Norte foi importante para aquela comunidade. É um dos projetos. Então quero dizer para os senhores nobres colegas que eu me espelho no vereador Felipe, eu tenho muito orgulho de ser colega dele. Então continue com a sua luta, com a sua serenidade, que o senhor nos ensina muito. Nos ensina muito. Obrigado, Felipe.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereadora Marisol, por gentileza.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Obrigada, vereador Juliano. Eu só queria frisar isso também. É uma das pessoas que mais me ensina aqui dentro, que mais me inspira sempre. A gente já teve manifestações aqui absolutamente contrárias um do outro e o respeito que eu tenho pelas suas palavras sempre e pela história que o senhor sempre respeita do que já veio atrás é a minha inspiração. E só quero citar algumas coisas aqui. Eu comentei com o vereador Marcon, por exemplo, que eu discordo dessa opinião dele e com respeito, eu discordo, acho isso. Então quando a gente fala em respeito, o respeito não pode ser de um lado. A gente não pode falar... Eu falo sobre livre expressão, mas é em todos os casos, e com responsabilidade e seriedade lá e cá. A gente só quer de lá, que venha o respeito, aqui não. Aqui a gente pode falar o que pensar. O que é um jornalista excelente? É o que me elogia. O que é a maçã podre? É o que me critica? Gente, não é assim que funciona não. Nós somos adultos, maduros, não crianças que temos que ficar irritados quando as pessoas nos criticam. A gente tem que aceitar. Lá tem que ser com respeito, aqui a gente pode desdenhar as pessoas, falar da morte de alguém ou fazer algum tipo de comentário ofensivo para colegas ou não? Não pode. Respeito é lá e cá.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Muito obrigado, presidente e demais colegas vereadores e vereadoras.
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