VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhor presidente, eu preciso fazer o registro aqui do falecimento do Nicanor Portela. O Nicanor Portela foi durante muito tempo radialista na Rádio São Francisco. Uma figura histórica no meio do rádio. Trabalhou muito tempo em programas de entretenimento, de jornalismo, inspirou muitos outros radialistas e jornalistas. Pai do jornalista Cleberson Portela. Tenho fazer esse registro, esse voto de pesar e, se assim os nobres vereadores também desejarem fazer um voto coletivo, porque realmente é mais uma figura bastante representativa do rádio que nos deixa. Então fica aqui os nossos sentimentos, o nosso voto de pesar a toda a família, ao Cleberson. Trabalhei também com o Nicanor Portela na Rádio São Francisco e com o Cleberson também. O velório já iniciou por volta das sete da manhã, na sala D das capelas São Francisco, e o sepultamento está marcado para as 17 horas no Cemitério Municipal. Então fica, mais uma vez, o voto de pesar a toda à família do Nicanor Portela. Era isso, senhor presidente.
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Não houve manifestação

VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Senhor presidente, nobres pares, colegas vereadores e vereadoras aqui da Casa. Vereador Edio Elói Frizzo, obrigada pela cedência do espaço. Na figura do nosso presidente do Crefito, então, saúdo todos os profissionais de fisioterapia e terapia ocupacional presentes aqui na Casa. Decidi usar hoje o meu Grande Expediente para reforçar a importância das políticas públicas em saúde da inserção dos profissionais de fisioterapia e também de fisioterapia ocupacional. Este é um momento importante em que a nossa profissão completa 50 anos de regulamentação e não poderia deixar passar essa data sem fazer uma fala do quanto aprendi ao longo da minha trajetória, enquanto estudante, no curso de bacharel em fisioterapia e também durante o período em que exerci a minha profissão.  Bom, para falar um pouquinho a respeito de políticas públicas de saúde, é importante frisar que Caxias do Sul tem 48 Unidades Básicas de Saúde das quais apenas 13 hoje tem a cobertura de um profissional de fisioterapia. Isso tem um impacto muito grande, muito elevado na qualidade de vida, na prevenção e promoção. Nós estamos passando por um momento de grande preocupação onde Caxias do Sul tem quatro clínicas que prestam serviços de fisioterapia e terapia ocupacional do SUS sendo que uma se descredenciou. Ou seja, hoje nós temos uma fila de espera importante que precisa ser analisada. Pessoas aguardando quase um ano para conseguir um atendimento fisioterapêutico e nós estamos com uma clínica se descredenciando desse serviço importante. Então a nossa preocupação, a nossa cobrança, estamos acompanhando de perto como ficará essa situação. Estamos cobrando que seja feita uma nova licitação para que mais clínicas possam estar conveniadas ao município prestando esse importante atendimento. Lembrando também que estamos cobrando que o ambulatório de doenças respiratórias do adulto e também da criança tenha um profissional, pois nós não temos fisioterapeutas em uma área tão consolidada quanto a parte respiratória. Estamos cobrando, já fizemos indicação ao município para que se tenha esse olhar lembrando que a fisioterapia, através das suas técnicas, pode reduzir a quantidade de medicamentos e de internações. Então trabalhando com economia de recursos públicos. Para falar um pouquinho da fisioterapia é preciso lembrar que, sim, as pessoas nos reconhecem muito como profissionais da área da reabilitação, mas não apenas isso, trabalhamos muito forte na prevenção e também na promoção a saúde com diversas ações preventivas em diversas áreas da fisioterapia. Agora durante o Outubro Rosa tivemos uma palestra muito importante com a profissional Rosangela, que está aqui conosco, falando sobre a importância da fisioterapia no atendimento precoce, quando tem uma situação de câncer de mama, uma retirada parcial ou total, uma mastectomia, do quanto a fisioterapia vai intervir pelo bem-estar e pela recuperação desses pacientes. Para falar um pouquinho disso eu queria trazer um vídeo onde traz um relato das pessoas que são atendidas pela fisioterapia e o quanto a fisioterapia impactou na qualidade de vida porque muitas vezes a gente fala, mas quando a gente vê, no dia a dia das pessoas, o quanto esses atendimentos de terapia ocupacional, fisioterapia tem um impacto na qualidade, na promoção das políticas públicas, da reabilitação dos pacientes e também de todos os familiares e aquelas pessoas que estão no entorno desse paciente. Então que cada vez mais a gente possa promover esses profissionais tão importantes...
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Permite um aparte, vereadora.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): E que a gente veja a saúde como um coletivo, como multidisciplinaridade porque nós não podemos focar apenas na figura do médico. Nós temos psicólogos, nutricionistas. A saúde é formada pelo todo e nós não podemos deixar de olhar isso com atenção. Seu aparte, vereadora Gladis.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Vereadora Tatiane, eu queria aproveitar e parabenizar a senhora por esse tema e também cumprimentar todos os fisioterapeutas aqui presentes e dizer que quem já teve alguém doente sabe da importância do fisioterapeuta. Eu tive inclusive o meu marido que teve um AVC e a importância do fisioterapeuta foi indispensável para a recuperação dele. Os médicos trataram ele, mas eu digo que o fisioterapeuta também é um médico de essencial importância na vida da recuperação da pessoa. E muito tem que se fazer ainda para que os órgãos públicos tenham mais fisioterapeutas à disposição para recuperação desses pacientes inclusive nas Unidades Básicas de Saúde. Então parabéns a todos os profissionais e a senhora também.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Muito obrigada, vereadora Gladis.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Peço um aparte.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Sem dúvida, vereadora, se nós tivéssemos um atendimento maior, na atenção primária, muitos casos não teriam evoluído para uma cirurgia, para uma internação, para um afastamento do trabalho. Então a importância da gente olhar a saúde na questão da promoção e prevenção. Sem dúvida são ações importantes que precisam realmente ser destacadas. Seu aparte, vereador Paulo Périco.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Vereadora Tatiane Frizzo, primeiramente parabéns por convidar os profissionais da área de fisioterapia e pelos 50 anos não é fácil você também manter uma profissão por 50 anos e ela continuar ativa numa sociedade que ainda não deu a importância merecida para esse profissional. Eu, particularmente, quando tive a infelicidade de ficar 26 dias na Santa Casa, em Porto Alegre, e lá tive um trabalho de duas fisioterapeutas que me ajudaram muito para que eu pudesse realmente sair antes do tempo e por isso fiquei feliz quando o presidente colocou que no mínimo são dois dias de internação a menos eu realmente tive essa força. E a minha alegria, naquele momento, foi quando eu recebi a primeira fisioterapeuta e a gente se viu, já estava muito magro, foi minha ex-aluna aqui no São José, em Caxias do Sul. E a segunda fisioterapeuta, era colega dela também, minha ex-aluna aqui. Então aquilo foi emocionante, mas o trabalho que elas fizeram, a parte dessa questão da nossa ligação, foi um trabalho que para mim me deu uma recuperação impressionante. Então eu tenho, assim, no meu coração, o quanto é importante esse profissional e eu só tenho a agradecer a todos os profissionais pelo que fizeram e que ainda fazem para todos os nossos cidadãos. Obrigado e parabéns, vereadora Tatiane.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Muito obrigada, vereador. Sem dúvida, durante o período que fiz os estágios, que atuei na APAE, por exemplo, hoje nossa presidente Fátima Randon aqui conosco, a gente vê que mais que um atendimento qualificado, com a técnica necessária, o profissional cria um vínculo com esse paciente. Então esse atendimento, essa relação de carinho, de respeito, tudo isso é muito importante e faz com que o paciente se sinta motivado, se sinta respeitado e queira cada vez mais contribuir para a sua própria evolução, entendendo de que forma esse processo de evolução se dará: através da confiança, do diálogo. São inúmeras as qualidades de um bom atendimento de fisioterapia. Por isso nós estamos, sim, promovendo ações que valorizem o profissional, e trabalhando na questão de promoção e prevenção. Porque ouvi diversas vezes da questão de recursos, que se hoje Caxias do Sul investisse 100% do recurso da saúde ainda assim teremos problemas. Sim, concordo com essa afirmação, uma vez que nós ainda estamos engatinhando em políticas públicas que realmente tratem as causas antes dos efeitos. Então precisamos, sim, de um olhar mais atento nessa situação de prevenção e promoção para não ter que, mais tarde, gastar mais recursos na reabilitação de um paciente.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um aparte, vereadora Tatiane?
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Seu aparte, vereador.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereadora Tatiane, lhe cumprimento por trazer esse tema à Casa, nesta manhã. Cumprimento todos que também nos prestigiam nesta manhã, aqui. Cumprimentos também pelo aniversário. E lhe dizer, vereadora, que só quem passa por isso, como o vereador Paulo colocou, é que consegue dar valor. Quando tu acompanhas, por exemplo, um parente teu, ao hospital, que precisa de fisioterapia. Quando tu mesmo és submetido a alguma intervenção, que também tu precisas de fisioterapia. Então tu passas a valorizar. Até aquele momento ali a gente não enxerga o profissional da fisioterapia; tu enxergas o médico, que vai te dar a cura. Agora o profissional que vai ali e se dedica às vezes uma hora, duas horas ali acompanhando o paciente. (Esgotado o tempo regimental.) De fato a gente tem que começar a valorizar esses profissionais. Acho que a sua intervenção aqui ajuda nesse sentido de a comunidade começar a compreender a importância do trabalho que esses profissionais prestam à comunidade como um todo. Então lhe cumprimento também com relação a trazer esse tema à Casa. Muito obrigado.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Obrigada. Eu peço uma Declaração de Líder, por gentileza. Gostaria então, agora, que a TV Câmara mostrasse o vídeo que nós fizemos. Agradeço os depoimentos. Agradeço à Fátima Randon, ao trabalho fantástico que vem fazendo junto à APAE, trabalho esse que custeia os profissionais de fisioterapia através da doação da comunidade. Então hoje, aqui, o meu agradecimento a todas as pessoas que auxiliam participando dos eventos da APAE, comprando os calendários, se fazendo presentes com doações mensais também. São vocês, comunidade, que mantêm o atendimento para aquelas crianças e para as pessoas que tanto necessitam desse atendimento. TV Câmara, pode mostrar o vídeo, por gentileza. (Apresentação de vídeo) Bom, então, com isso finalizo, agradecendo a presença de todos os profissionais.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Concede um aparte, vereadora? Já que tem um tempinho.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): De imediato, vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Por todas as experiências pessoais que cada um teve aqui, acho que foi minha segunda reeleição, no dia da nossa posse aqui, na minha filha mais nova deu uma paralisia facial nela, eles não chegavam aqui e tal e foi bem complicado, porque ela estava na parte da adolescência, e aí imagina uma menina com paralisia facial. Foi bem difícil e foi muito forte. Mais de seis meses para recuperar, daí ela teve uma recuperação. Mas por ela perceber o carinho que os fisioterapeutas tiveram com ela, e nós temos amigos pessoais, hoje ela está na faculdade fazendo Fisioterapia. Então são exemplos como esses que foram falados aqui. Justamente por esse pertencimento, ela verificou a dedicação e não teve dúvida quando ela começou a se definir e hoje está fazendo Fisioterapia na FSG. Então parabenizar a todos os profissionais, ao Crefito que esteva aqui. Penso que esses exemplos dão notoriedade, responsabilidade e mais ainda um reconhecimento a essa profissão que ajuda muito as pessoas. Então parabéns pelo seu pronunciamento também.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Obrigado, vereador. Sem dúvida, as pessoas que escolhem a área da saúde têm essa necessidade de se doar, de fazer a diferença na vida do próximo. Isso foi o que me levou a escolher a fisioterapia como profissão e tenho certeza que nossos terapeutas ocupacionais, nossos fisioterapeutas, através da sua técnica, do seu conhecimento fazem a diferença de forma muito positiva na vida das pessoas. Então parabéns a todos os profissionais. Seu aparte, vereadora Paula.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Bem, para contribuir também, a gente falou bastante da questão da qualidade de vida, da importância para as pessoas e tem um aspecto importante também na minha experiência de gestora hospitalar que é a redução do tempo de internação, a melhora da qualidade de vida das pessoas. Então é investir em saúde quando a gente faz esse atendimento multidisciplinar, neste caso, com a fisioterapia, assim como a psicologia, a fonoaudiologia. Porque o paciente é um todo e a gente precisa otimizar isso no serviço público. Porque houve um tempo que não tinha isso presente nos hospitais, pelo menos aqui em Caxias. Agora faz parte da equipe de atendimento. Então isso otimiza leito hospitalar. Então é muito importante ter presente no serviço público, que a gente tem tantos problemas de falta de leito e tal, como uma forma de otimizar a vida das pessoas e o custo. Está bem? Essa é a minha contribuição. Obrigada.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Então agradecendo ao nosso presidente do Crefito 5, o Dr. Jadir Camargo Lemos; a diretora secretária também presente, a Dra. Vera Elaine Marques Maciel; a todos os funcionários da seccional de Caxias do Sul; nossa presidente da Apae; todos que estão aqui conosco e se fazem presentes, o nosso muito obrigado pelo carinho, pela dedicação, pela forma como nós estamos mudando a vida das pessoas que passam pelas nossas mãos. Dia 13 de outubro, então, o Dia do Fisioterapeuta. O nosso abraço a todos esses profissionais tão importantes que fazem a diferença. Muito obrigada.
 
 
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VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores, agradeço também a cedência do espaço da vereadora Tatiane Frizzo. Eu quero seguir no assunto da saúde e a gente faz alguns pedidos de informações aqui a respeito da saúde. A gente, quando recebe respostas, faz a devida checagem e a devida observação dos números que nos são enviados. E, a partir de uma reunião que aconteceu no início da semana passada, onde integrantes da Comissão de Saúde estavam presentes, eu acabei participando também, nós ficamos meio que... Não surpresos, mas um pouco mais estarrecidos a respeito dos números e das informações que foram passadas para aqueles que estavam participando dessa reunião através dos hospitais, tanto do Virvi Ramos como o Hospital Pompeia. Também recebi aqui algumas informações a respeito do tempo de espera de exames, para cirurgias, consultas, enfim, que foram em parte trazidas aqui pelo vereador Rafael Bueno, já foram comentadas por nós aqui no plenário, mas é importante a gente repetir, reforçar a situação que anda a saúde de Caxias do Sul. Um verdadeiro caos, um caos sem perspectiva de melhora até o final do ano. Só uns exames de colonoscopia, 13 meses, no mês de junho, era o prazo de espera para fazer o agendamento desses exames. Treze meses, quase 14 meses, 13,8. Em agosto, esse prazo diminuiu um pouco para dez, mas eu pego outros exames, como ressonância magnética, por exemplo. Cinco meses, 5,7 em junho, a média, quatro em agosto de espera. Endoscopia no mês de agosto cinco meses e no mês de junho 3,6. Ecocardiograma adulto. No mês de junho quatro meses e em agosto cinco. Também densindometria óssea. No mês de junho seis meses e no mês de agosto 6,2. Quer dizer, são alguns dos exames que a gente traz aqui como respostas, informações oficiais da Secretaria Municipal da Saúde que mostra realmente que a fila é grande para a realização desses exames. A fila é muito grande para as cirurgias eletivas e consultas a gente nem se fala. Faltam médicos. São 49 UBS aqui, uma prisional em Caxias do Sul. Faltam se médicos de Estratégia de Saúde da Família no Campos da Serra, no Centenário, no Desvio Rizzo, no Bairro Esplanada, Galópolis, Santa Fé e Vila Lobos. Faltam médicos clínicos no Desvio Rizzo, no Diamantino, no Pioneiro, no Planalto Rio Branco, na UBS prisional e no Rio Branco também. Faltam médicos pediatras no Parque Oásis, Diamantino, Planalto Rio Branco, Galópolis e Vila Lobos. E faltam médicos ginecologistas pelas informações oficiais da Secretaria Municipal de Saúde no Bairro Parque Oásis Vila, no Vila Ipê  e também no Planalto Rio Branco. Quer dizer, no Bairro Planalto Rio Branco, vereador Velocino Uez, falta ginecologista, falta médico pediatra, falta médico clínico, quer dizer, em outras UBS também. Pelos dados que a Secretaria Municipal de Saúde traz 32% das  UBS são atendidas pelas equipes de saúde da família, das 49, 32% e as Equipes de Saúde da Família elas são fundamentais. É a porta de entrada do Sistema Único de Saúde, mas apenas 32% das UBS são atendidas e 58% dessas  UBS na atenção básica. Então a gente tem visto que... A gente sabe que o Sistema Único de Saúde, os recursos eles não são suficientes. O município tem investido acima daquela média que é exigida por lei, mas de qualquer maneira pelos números que são apresentados, pelas respostas que são trazidas pela Secretaria Municipal de Saúde a respeito aos nossos pedidos de informações e a gente vê que está faltando realmente gestão. Gestão para atender as demandas das Unidades Básicas de Saúde, porque sempre o que se fala é que a partir da Unidade Básica de Saúde se ali houver uma primeira consulta essa demanda não vai chegar na UPA Zona Norte, não vai chegar nos hospitais, mas em contrapartida a gente vê que as Unidades Básicas de Saúde não têm médicos, e o percentual de atendimento de funções importantes como Estratégia de Saúde da Família ela é insuficiente para atender essa primeira consulta. Por essa razão que chega a essa situação caótica em atendimento como está chegando na UPA Zona Norte. Na sexta-feira aconteceu um episódio na UPA Zona Norte em que eu estou pedindo inclusive uma investigação da Secretaria Municipal de Saúde, estou levando esse assunto para o Ministério Público Federal, para o Ministério Público Estadual, enfim, para os órgãos todos que têm que fazer fiscalização. Foi a morte do menino de dez anos. Um menino conhecido como Taylor. Um estudante de uma escola aqui do Bairro São Caetano em Caxias do Sul. Ele foi na sexta-feira, isso foi matéria do jornal de ontem, de segunda feira. Matéria do jornal. Saiu também nos portais de jornalismo. Esse menino foi até a UPA com a família, com alguns sintomas, entre eles com vômito. Foram feitos exames preliminares, uma medicação. Exames não foram feitos, medicação, ele voltou para casa. No dia seguinte retornou com os mesmos sintomas e acabou falecendo, um menino de dez anos. Esse assunto foi parar na polícia, porque houve um registro policial, inclusive as aulas da escola em que estudava esse menino foram suspensas por dois dias, por que era meningite bacteriana, aquilo que foi denunciado como ocorrência policial. Então isso ganha uma repercussão muito grande, porque as pessoas que trabalham na UPA, a empresa, órgão administrado pelo IGH, elas estão sobrecarregadas. Quer dizer, isso é um sintoma de que o atendimento realmente está em um nível de estresse muito alto para quem é servidor lá. Uma criança que vai procurar um atendimento na UPA Zona Norte não é feito um exame e há dúvidas, inclusive, se tinha um médico pediatra para fazer o atendimento dessa criança, e aí essa criança morre, no dia seguinte, com meningite bacteriana. Quer dizer, isso ocasiona com que a escola suspenda as aulas, faça todo um remanejo de estudantes, com pais. Isso é muito grave, é muito sério e precisa da devida investigação. Não é aqui culpar um servidor ou outro, mas é saber em que situação essa família foi procurar o UPA Zona Norte, quem lhe atendeu, de que maneira mandaram... Por que mandaram embora uma criança de dez anos, que está com vômitos e com está com sintomas de meningite se existia um médico, uma médica pediátrica naquele horário de atendimento? É para a gente melhorar os processos. Eu sei que várias pessoas são salvas pelo atendimento da UPA, várias pessoas que dão entrada lá são salvas pelo atendimento de enfermeiras, do corpo de auxiliar de enfermagem, de médicos, enfim, mas de qualquer maneira tem situações como essas que precisam ser apuradas, que precisam ser investigadas. Então por isso que ainda na segunda-feira... Já no sábado recebi essa informação e depois da repercussão na mídia as pessoas também ficam cobrando e a Secretaria Municipal de Saúde tem que dar uma resposta a respeito dessa situação. O que aconteceu com esse menino? Por que ele foi atendido e foi mandado embora, ainda na sexta-feira? Por que não foram solicitados exames para ele, ainda na sexta-feira à noite? Se havia médico pediatra ou não havia médico pediatra para o atendimento. Então isso mostra realmente... Não é um caso, é um caso que vem à tona. Eu tenho informações de vários outros casos de situações bastante complicadas que merecem a devida checagem, a devida investigação por parte dos órgãos da prefeitura, por parte da secretaria, do Ministério Público porque realmente tudo virou atendimento na UPA Zona Norte. Nós não temos previsão ainda de inauguração, de funcionamento da UPA Central. Faz um ano que o PA 24 Horas está fechado. Há um acordo agora, um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público e a promessa da Secretaria Municipal da Saúde é até o final do ano o PA 24 Horas ou UPA Central estar funcionando. Não se sabe a forma de gestão porque isso ainda está sendo discutido na justiça, tem ainda essa situação que envolve as duas empresas que foram selecionadas, aptas para esse edital. Uma delas com mais de 200 autos de infrações contra si, em vários pontos do país. Então trago esses assuntos da área da saúde para a gente não deixar... Volta e meia a gente tem que trazer porque também nos trazem pessoas que trabalham na UPA, pessoas que são mal atendidas, pessoas que procuram lá e acabam demorando serem atendidas e a gente, em contrapartida, vereadora Paula, não ouve das autoridades e a gente quando ouve dos diretores dos hospitais a gente vê que não há perspectiva de melhora num curto espaço de tempo. Por essa razão é importante trazer essa preocupação como forma de também se colocar à disposição aqui para tentar achar uma alternativa, um caminho que possa o SUS ser um atendimento eficiente e a gente não precarize, cada vez mais, o atendimento do SUS nas nossas Unidades Básicas de Saúde e também na UPA Zona Norte. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
 
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VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, eu trago aqui hoje uma pergunta que é emblemática e que nós já estamos aqui há dois anos, quase três anos, falando aqui nesta Câmara que é uma frase: Onde está o rei? Onde está o rei nesse momento? Ele está junto a nós, o rei? Onde está o rei com as suas promessas, quando subiu ao trono? Como ele não vem a público e fala o que faz e o que está fazendo? Onde está o rei, neste momento, que mais uma vez está ausente de nosso município quando nós vemos o nosso município nesta situação que se encontra? Aonde? Jornal hoje, Folha de Caxias, coloca mais uma viagem do rei para participar da Feira de Empreendedor, em São Paulo. Onde está o secretário de Desenvolvimento Econômico ou secretário de “subdesenvolvimento econômico” de Caxias do Sul? Acho que não tem que ser o prefeito que tem que estar. Quem tem que estar é o secretário. Onde está o rei, em Caxias do Sul, se ele estará no 5º Congresso Brasileiro de Gestão Tributária na Administração Pública em Salvador? Por que não vai a secretária Magda Wormann, que é quem efetivamente trabalha diariamente nessa situação tributária? Mas por que vai o rei? E por que o rei, em todas suas saídas, tem uma parada estratégica de um ou dois dias em São Paulo? Mas o que tem em São Paulo que possa agregar e trazer efetivamente coisas boas para o município de Caxias do Sul? Dessas três viagens ou três locais em que o rei vai agora, nós gostaríamos de perguntar à comunidade de Caxias do Sul se ela tem ideia do que será trazido efetivamente para o nosso município. Algum valor? Alguma verba? Algum projeto positivo para o futuro do nosso município? Nós estamos esperando as respostas do rei e, na verdade, nós ficamos a ver navios. Então o povo de Caxias do Sul gasta, isso não é investimento, nessas viagens patrocinadas pelos nossos impostos, que não trazem nenhum recurso. Eu ainda vou apresentar aqui os levantamentos das viagens dos últimos prefeitos de Caxias do Sul, para onde foram e quais eram os propósitos. Senhoras e senhores, dos últimos três prefeitos da história de Caxias do Sul acredito que muitas poucas viagens foram feitas para congressos. Já que nós temos um prefeito que se diz gestor, por que ele tem que ir a esses congressos? Aprender o quê?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Já que ele é o gestor e, portanto, ele teve toda essa sua formação, ele já era uma pessoa pronta. Obrigado, vereador Felipe. Ele já era uma pessoa preparada. E por que tantos encontros de empreendedorismo? Eu pergunto a V. Exas.: Como está o empreendedorismo em Caxias do Sul? Onde está o nosso secretário? Senhoras e senhores, segunda-feira esteve o secretário das parcerias público-privadas aqui em Caxias do Sul, o secretário Vannucci, que, em duas semanas, esteve duas vezes, uma nesta Casa e, segunda-feira, na CIC. Quando na verdade, onde estava o rei? O rei mandou o secretário de Segurança Pública representar a Prefeitura de Caxias do Sul quando veio um secretário. E aqui, no dia da audiência sobre a questão do aeroporto, audiência essa provocada, promovida pela CDUTH, não tinha absolutamente, aqui nesta Casa, nenhum representante. Podem até alegar que o secretário de Planejamento estava no mesmo dia, lá em Gramado, discutindo com o senador Heinze e com o prefeito de Gramado sobre a questão da via entre Gramado e Caxias do Sul. Mas onde é que está o secretário de Desenvolvimento Econômico? Onde é que estava o rei? Esse rei que em três oportunidades que estiveram três ministros de estado em Caxias do Sul, dois do ministro Temer e um agora do ministro Bolsonaro, onde estava o rei? Que não faz relacionamento com ninguém, que não conversa com nenhuma instituição federal e estadual. Perguntou a mim o secretário Vannucci, quando esteve aqui na Casa, na audiência pública, e fez uma visita ao meu gabinete. Eu perguntei: “O senhor conhece o prefeito?”. Ele me perguntou: “Não. Mas que prefeito?”. “Mas ele nunca foi visitar o senhor e o governador?” “Não, nós não conhecemos o prefeito de Caxias do Sul.” Quando na verdade nós estamos discutindo uma coisa muito, muito, muito importante, que é o futuro do aeroporto da Serra Gaúcha, e justamente uma questão de PPPs. E esse secretário, que foi secretário no governo do Sartori nos dois primeiros anos, foi secretário do prefeito Marchezan e agora é secretário do governador Eduardo Leite...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um aparte, vereador Paulo?
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): ... é a pessoa mais experiente que tem no Brasil nesse setor. E onde é que estava o rei para sentar ao seu lado e conversar com ele e fazer relacionamento? Troque o cartão, pelo menos isso.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Um aparte também, vereador?
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Mas absolutamente nada. Então, na minha fala de ontem, eu questionei e questiono a comunidade de Caxias do Sul: Vocês sentem saudade do rei? Nós não sabemos onde ele está. Nós não sabemos o que ele faz. Nós não temos a sua agenda. Nós não sabemos o que ele está fazendo. Ele vai a Brasília? Pois muito bem, é isso que nós estamos pedindo aqui há três anos. Vá a Brasília, faça relacionamentos com os ministros em todos os setores de Brasília, traga para Caxias do Sul recursos. Porque os recursos estão lá em Brasília. E eu lhes pergunto: Haverá hoje o julgamento de novo sobre o caso Magnabosco e talvez o prefeito depois do julgamento, se for adiado ou não, pegará o avião e o rei voltará para Caxias do Sul, ou melhor, dali ele vai a Salvador. Ele deveria ficar três, quatro dias em Brasília. E se ficasse em Brasília visitando os Ministérios, que vários vereadores daqui o fizeram, isso é fazer viagens que agregam para o Município de Caxias do Sul. E não lá estar sentado ouvindo os ministros e dizendo que o rei está lá presente no caso Magnabosco. Ele não fará nada lá, porque ele não tem o que fazer lá. O que ele tem hoje é que peregrinar por todos os Ministérios, que eu, o vereador Felipe, o vereador Rafael, a vereadora Paula, o vereador Adiló, o vereador Edi Carlos, desculpem se esqueci, mas nós estivemos em Brasília. Nós estivemos lá falando com deputados, com secretários, com ministros, tentando trazer alguma coisa para Caxias do Sul. Ontem, eu falava com o presidente do partido novo aqui, cobrando do deputado Van Hattem uma posição em relação à Caxias do Sul. E, ontem, ele disse que o deputado Van Hattem, sim, vai, nas suas emendas, direcionar para o Hospital Geral. Eu cobrei ontem a participação de um deputado federal que teve 17 mil votos aqui. Mas eu pergunto: Onde é que está o rei? Que não está indo pedir nada. Que a bancada gaúcha não conhece o prefeito de Caxias do Sul. Caros colegas, onde está o rei? Alguém está sentindo falta do rei? Mas que fique em Salvador, mas que fica em Fortaleza tomando banho de sol e que não venha nos incomodar. Porque ninguém sente saudades do rei, absolutamente ninguém. Quem está sentindo saudade do rei são aqueles CCs que, ontem, apareceram novamente nas redes sociais criticando os nobres vereadores. Estes estão com saudades do rei ou ficarão com muita saudade dele logo ali na frente. Uma Declaração de Líder. Obrigado, vereador Felipe. Eu gostaria de dar os apartes. E depois eu gostaria só de fazer um relato. Quem pediu aparte foi o vereador Elói Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Paulo, três situações que eu gostaria de comentar, aproveitando a sua fala. A primeira, eu acho que a principal, que dialoga com a sua intervenção, eu já tenho convicção absoluta de que essas viagens do prefeito estão caracterizando o que a gente chama, do ponto de vista jurídico, desvio de finalidade. Especialmente com a presença do seu irmão, a presença constante do seu irmão como carregador de malas, carregador de malas, ganhando diária. Então me parece que essa situação jurídica merece um estudo maior. A segunda questão, vereador, ontem, houve o desfecho aqui com relação ao pedido de impedimento apresentado, e aí o prefeito se vale da Intranet da Prefeitura para fazer a sua defesa e chamar esses vereadores de politiqueiros. Um instrumento oficial do município, totalmente irregular, utilizar a intranet da prefeitura para acessar todos os servidores atacando os vereadores, chamando os vereadores que aprovaram o pedido de impedimento, o prosseguimento, de politiqueiros. Acho que também cabe aí uma questão legal. O uso irregular de um instrumento oficial, que é a intranet da prefeitura, de forma completamente, eu diria, ilegal. Dizer também que a presença do prefeito na audiência do caso Magnabosco, vossa senhoria tem toda a razão, não agrega absolutamente nada, porque ele não tem contato com ninguém. Talvez o procurador que foi se justifique do ponto de vista do acompanhamento, o tal de Rafael. Mas tudo bem, vamos dizer que vá o tal procurador Rafael e o prefeito em razão até da importância do caso para estar acompanhando lá. O que está fazendo lá o chefe de gabinete e o que está fazendo lá o secretário de Desenvolvimento Econômico? Absolutamente nada, viajando, ganhando diárias. Se vossa senhoria já com razão diz o seguinte, se o secretário do Desenvolvimento estivesse no Ministério buscando recursos, implementando projetos na companhia do prefeito, ainda vai, se justificaria, mas como não existe transparência do ponto de vista das viagens que são feitas a gente fica totalmente aqui às escuras e não tem como chegar a outra conclusão, porque a viagem é arrecadatória, é para engrossar o salário. Uma coisa vergonhosa, para engrossar o salário e ao mesmo tempo tirar as férias que ele não está querendo tirar oficialmente. Aí vai, quem sabe, voltar com uma corzinha um pouquinho mais escura na sua “brancura Rinso” lá de Salvador, na Bahia. Então é isso, vereador. Cumprimentos pela abordagem que vossa senhoria faz.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Obrigado, vereador Elói. Vossa senhoria sabe muito bem quando nós falamos “Onde está o rei?”, porque tem todo um contexto histórico do Absolutismo. Ninguém chegava ao castelo. Vereadora Paula, seu aparte.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Vereador Périco, para complementar, então, a sua apresentação que naquele dia da reunião-almoço estávamos lá, o presidente Cassina, nós. Ao final da reunião-almoço, nós já havíamos até ido embora e o pessoal do Mobi Caxias nos convidou para participar da reunião de trabalho então que ia haver na sala da presidência juto com o secretário Bruno. Foi muito bom. O que foi a reunião? Dar sequência, qual é o próximo passo de fato para o Hugo Cantergiani, para o aeroporto regional? Depois chegou o Rodrigo Postiglione com notícias de Canela. Então a cidade trabalhando para essas nossas necessidades, pauta também a 448, o Scharlau, bem no sentido de ver o que já está previsto na concessão, o que não está. Incluímos, inclusive, uma avaliação de se pensar em nível de Rota do Sol. Então era o Mobi Caxias e eu como Câmara de Vereadores. Fomos os dois convidados e acabamos decidindo que eu ficaria. Tu tinhas outro compromisso. E, de fato assim, em algum momento: “Tá, mas o que está faltando em relação à parte da desapropriação do Vila Oliva?”, que é o próximo passo. Então olha, o que eu falei com o Mondadori foi isso daí... não tem. Está faltando essa parte. Falta essa participação. Então só para dizer assim que foi muito boa a continuidade ali e ele saiu com mais esse assunto para avaliar a questão da Rota do Sol. Porque não tem recurso e ela está sempre precisando de manutenção. Por que não, de repente, ela fazer parte de um pacote de concessão? E uma coisa mais que me surgiu em relação à saúde, o senhor falou das emendas.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Permite um aparte, vereadora, após se possível.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Eu vi pela manhã que uma região está se mobilizando com abaixo-assinado para as emendas de um hospital, acho que é Santa Terezinha. Nós poderíamos puxar, presidente, pelo parlamento regional um abaixo-assinado dos 49 municípios para reforçar o nosso pedido de Hospital Geral. O que lhes parece? Uma sugestão que a gente pode pensar em nível de Comissão de Saúde também. Obrigada, vereador.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Obrigado, vereadora Paula.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte, vereador?
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Essa unidade que a Câmara de Vereadores está tendo, suprapartidária, isso é um exemplo para o município de Caxias do Sul. Somos de vários partidos aqui e todos estão imbuídos no mesmo objetivo. É o desenvolvimento, é o crescimento do nosso município de Caxias do Sul. Aonde é que está a administração pública de Caxias do Sul e seus asseclas? Maquiavel no livro O Príncipe, isso é lá no século XVI escreveu: se conhecem os asseclas pelo príncipe. Isto é, o príncipe é o que escolhe os asseclas e se os asseclas não têm a competência devida é porque o príncipe ou o rei não tem a competência devida. Ora, Maquiavel fala isso no século XVI e nós ainda hoje estamos vendo aqui em Caxias do Sul que se conhece o príncipe ou o rei pelos asseclas que o cercam. Ele é o responsável por isso. Nós ali no Mobi, participando do Mobi ativamente, eu, o vereador Edson, a vereadora Paula, o vereador Toigo, nós não encontramos quem? Onde está o assecla do rei? A secretária de Turismo não participa da Câmara do Turismo? O secretário do Desenvolvimento Econômico, vereador Edson, de vez em quando está lá e olha lá. Então nós somos os interlocutores da Câmara com o Mobi. O Mobi com o governo do Estado. O Mobi com o Congresso Nacional e é onde é que está o rei? Aonde? Viajando para encontro de procuradores estaduais em Fortaleza? Não sei. Ele está pensando em governador, eu não tenho ideia, mas por que não vai o procurador-geral daqui? Então, senhoras e senhores, realmente é constrangedor. É mais uma vez constrangedor para nós, vereadores, para esta Casa e depois a comunidade diz que aqui nada se faz, nada se consegue. Se Caxias do Sul conseguir alguma verba para o Hospital Geral, eu quero deixar bem claro ele não teve um dedo um dedo desta administração nada dessa administração o dedo está aqui. Não teve um dedo, um dedo desta administração. Nada desta administração. O dedo está aqui nesta Casa. Em nome de todos os colegas, porque todo mundo aqui está sim entrando em contato com as suas respectivas bancadas no Congresso Nacional. Esse é o nosso trabalho, isso nós estamos fazendo. O dedo do rei não aparece, portanto, ele ficou dez dias fora, uma semana fora, agora está fora de novo, eu só gostaria de colocar aqui outra questão em que ele respondeu sobre o fato de ontem, apenas por via oficial. Claro, já não estava mais em Caxias, ele disse o seguinte: “Não desviaremos o foco de continuar trabalhando e honrando a confiança da comunidade e cumprindo os compromissos assumidos com os caxienses, uma vez que os atos da administração são voltados para o interesse público e fundamentados na legalidade e transparência”. Senhor presidente, ontem foi enterrado o Financiarte, sepultado o Financiarte. Onde está o rei com suas promessas de campanha quando ele disse que ele ia fortalecer? Dois anos de governo Pepe Vargas total de verbas de 804.211 inscritos, contemplados 69. Oito anos do governo Sartori 7.250 milhões de verbas 1.196 inscritos, 447 contemplados, média 906 mil por ano. Quatro anos do governo Alceu Barbosa Velho? Seis milhões, cento e trinta e um mil para o Financiarte, 484 inscritos, 236 contemplados com uma média de um milhão e meio por ano. Prefeito Daniel Guerra: três anos. Vinte e três inscritos em dois mil, 184 em 2017 e 18 contemplados, 23 em 2018, quatro contemplados. Em 2019, dez inscritos, dois habilitados e nenhum contemplado. Em três anos o governo Guerra apenas 691.419. Total 217 inscritos, 22 contemplados. A média de contemplados, por ano, da administração do rei é 7.33. Do prefeito Pepe Vargas, em dois anos, é 34; do prefeito Sartori, 55; e do prefeito Alceu Barbosa Velho, 59. Depois alguém vem aqui e ainda diz que esta é a melhor administração do município de Caxias do Sul na sua história. Sinceramente, senhoras e senhores, isso aqui é uma piada, o que nós estamos vendo. A toda comunidade da cultura de Caxias do Sul, meus pêsames, porque ontem esta administração acabou de enterrar a cultura de Caxias do Sul. Portanto, eu termino perguntando onde está o rei e as suas promessas de campanha política quando os números não mentem? Absolutamente não mentem. Obrigado, senhor presidente... Desculpa algum vereador que não dei a palavra. Obrigado.

 
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VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Bom dia presidente, colegas vereadoras, vereadores, quem nos assiste pela TV Câmara e pelas redes sociais e aqui no plenário. Ocupo esse espaço de Declaração de Líder para compartilhar dois momentos onde estive representando esta Casa e também uma reunião junto a CRE, na semana passada. A primeira representação que apresento aqui trata da inauguração da Penitenciária Estadual de Bento Gonçalves. Não é na nossa cidade, mas é na região. Nós sabemos que Bento Gonçalves tem estado agora à frente dos índices de criminalidade no estado e como o crime organizado está organizado através do celular, através de uma grande rede, onde há um trabalho construído lá em Bento que certamente facilita, favorece a nós também. Então a inauguração foi na quinta-feira, dia 03, a gente tem algumas fotos. Houve um investimento de 31 milhões, foi possível por meio de permuta com a construtora, por um imóvel do estado. Esse projeto começou lá atrás e demorou um pouco, mas foi uma ideia a partir de Bento Gonçalves que se viabilizou essa possibilidade de permuta para construção junto com o estado. São 420 vagas, serão preenchidas pelos ocupantes que hoje estão no presídio no centro de Bento Gonçalves, trazido como aqui também, uma realidade de bomba-relógio. Foi construída, então, uma área de 5.600 m². Dentro dessa mesma metodologia, com permuta, está sendo construída, praticamente finalizada, uma casa em Sapucaia com 600 vagas e também haverá ampliação do presídio de Canoas. O que eu destacaria como bem positivo é o tratamento penal que vai ser administrado nessa casa prisional. Então todos eles terão uniforme e material de higiene. Além disso, scanner corporais, o que já inibe a entrada de celulares. Quando entra material de higiene pela família entra coisa que não tem que entrar, entra chip, entra outras coisas. Além disso, uma parte muito importante que eu sei que todos nós defendemos que é a questão do trabalho prisional. Eu também destacaria o alinhamento entre o governo estadual e o municipal com o projeto de implantação de trabalho prisional. Já está alinhada a fabricação de suco. Eles citaram três possíveis parceiros. Vale lembrar as indicações que já fizemos, aqui neste município, em relação ao trabalho prisional, que parece que nada aconteceu. A segunda representação desta Casa foi no Hospital Geral, a inauguração da área do pronto-socorro, que foi revitalizada. Não houve ampliação, mas uma revitalização que permiti maior conforto aos pacientes e também está dentro das normas da Vigilância Sanitária. Não é porque é público que tem que ser velho, mal pintado, com aqueles mofos na parede. Não! Então a equipe que estava ali trabalhando estava muito feliz com esse projeto. O que a gente destaca, gente? Como que se viabilizou essa reforma? Foram cerca de 70... O custo da obra foi R$ 370 mil. De que forma esse dinheiro foi sendo guardado na poupança? Com aquele projeto Troco Amigo, da Farmácia Panvel; o Lions Clube, com a reciclagem de óleo de cozinha; a CDL, com o programa Homens na Cozinha; e ainda a Censi Empreendimentos, com uma ação de constelação solidária. Esses quatro projetos da sociedade civil e da iniciativa privada foram guardados pelo Hospital Geral numa poupança até viabilizar, então, essa obra. Destacar a importância dessa parceria entre o público e o privado e que isso tem acontecido muito. A gente tem que fazer cada vez mais. Também destacar que presencialmente o dirigente, o Sandro Junqueira, agradeceu muito, presidente Cassina, esta Casa, a parceria que tem havido quando ajuda o hospital na busca de emendas, enfim. O terceiro aspecto, então, foi... Inclusive a assessora do deputado Zucco está aqui, hoje. Nós estivemos, então, em reunião na 4ª CRE, na semana passada, em razão da implantação da escola cívico-militar. A escola escolhida, vereadora Gladis, até já vibramos juntas com relação a isso, foi a Alexandre Zattera, no Desvio Rizzo. Estivemos, então, presentes no que foi chamada de uma audiência de esclarecimento. Certo, Ana? Que era no sentido de ter lá todos os integrantes. Quem estava presente era o diretor geral da Secretaria de Educação, o Paulo Magalhães; o deputado e tenente-coronel, o Zucco; a nova coordenadora da 4ª CRE, a Viviani Delvalle; a diretora da escola; e quatro professoras. Essa escola, o critério, de forma assim resumida, para a escolha, foram duas escolas no Estado. Aqui em Caxias a Alexandre Zattera e em Alvorada a outra escola. Então um dos critérios é que fossem escolas de 500 a mil alunos. Foi deixado muito claro ali, pelo diretor Paulo Magalhães, que não interfere na pedagogia da escola. No caso, na parte pedagógica. É da sala de aula para fora a presença, então, dos monitores, que serão homens e mulheres. Foi destacado que metade é mulher em função de que é muito alto o índice de meninas que se automutilam, inclusive em partes íntimas. Então a importância de ter mulheres também para acompanhar essas situações delicadas. Outro critério... Os critérios também estão relacionados à vulnerabilidade social, ao baixo IDEB. E também vale lembrar que, dentro do programa RS Seguro, os oito bairros contemplados na cidade, que um dos eixos é a prevenção, era o Desvio Rizzo. Então esse conjunto de indicadores: vulnerabilidade social; zona de risco, o Rizzo é uma zona de risco grande em relação a usuários e tráfico de drogas; e o baixo IDEB. Haverá também um recurso federal de 1 milhão por escola, um milhão anual por escola. Metade disso é utilizado para uniforme e a outra metade para reforma da estrutura da escola. Se tiver necessidade de cancha, telhado, o que for para a estrutura da escola. Eu destacaria aqui a importância e o que ficou muito presente foi a alegria e o alívio da diretora e das professoras. Pelas dificuldades que elas vêm enfrentando na escola, elas decidiram assumir, quando estava no momento de eleição da escola, elas resolveram... aquele grupo que estava lá resolveu assumir o desafio de administrar essa escola. E elas viram essa vinda da escola cívico-militar como uma ajuda até meio divina, porque elas vivem uma situação forte lá de carência, de vulnerabilidade. Esses dias até conversando com a vereadora Gladis, a gente tem relatos de situação muito grave acontecendo nessa escola, não vou trazer aqui, porque a vereadora ficou de clarear alguns aspectos, mas, enfim, a diretora Cristiane trouxe muita alegria. O próximo passo depois dessa audiência lá de esclarecimentos era uma audiência pública na escola, uma consulta popular com toda a comunidade escolar, que pelo o que eu sei já ocorreu e foi aceita e aí tem o trâmite burocrático para acontecer. Então era isso que eu queria informar a todos. Eu agradeço o espaço. Muito obrigada.
 
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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Quero aqui cumprimentar todos que se encontram aqui no plenário. Bem-vindos sempre. Todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16. Senhor presidente, bem rapidamente, quero apenas repercutir um pouco da nossa visita em Gramado, junto com o nosso senador Luis Carlos Heinze na manhã de segunda-feira, no dia 7. Nesse dia, estive no município de Gramado. Acompanhei, então, a reunião do senador Luis Carlos Heinze com autoridades de Caxias do Sul e Gramado sobre o aeroporto da Serra Gaúcha. Estava lá também o secretário Fernando Mondadori mostrando o trabalho que está fazendo. Foram apresentadas, então, as próximas etapas do projeto, liberações das licenças ambientais, avaliação do patrimônio arqueológico e as desapropriações. E lá, repito, estava o Fernando Mondadori, mostrou um novo traçado da via, da estrada de chão, onde eles mudaram o trajeto, vereador Fiuza. E vou te dizer, pela apresentação lá, vai ser muito mais viável essa estrada que estão fazendo. Vai custar caro, mas muito mais viável. Vai desviar muito, vai desviar muito as grotas, aqueles peraus que têm naquelas bandas e, com certeza, irá economizar daqui a pouco uma parte daqueles trechos. E uma ponte, vai ser feita uma nova ponte, pelo estudo que estão fazendo, o novo projeto...
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Permite um aparte, vereador Bandeira?
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): ... que vai ser uma ponte modelo, não é, vereador Adiló, de 200, 300 m, tenho que ver bem certinho, 200 m de altura. É uma ponte que vai ser tamanha, gigante o comprimento dela e altura. E aquela ponte de ferro vai continuar para servir turisticamente, uma ponte histórica que vai continuar ficando lá. E lá então sempre é bom aqui relatar essa questão, porque nós estamos também sempre aplaudindo esse nosso aeroporto. Tem que deixar bem claro, nós estamos acompanhando de perto, sempre acompanhando junto com o nosso senador Luis Carlos Heinze. Muitas vezes, a gente nem... Outra vez, até nós não falamos aqui, mas estamos sempre acompanhando de perto o senador. Parabenizar o senador nessa parte, que está fazendo a parte dele, está cobrando das autoridades, está cobrando que esse aeroporto saia do papel. Porque, se alguém não der pressão, nós podemos perder os recursos – não é vereador Adiló e Fiuza – e assim perder a vez de nós termos o aeroporto aqui de Caxias do Sul. Então nós temos que ficar na frente, nós temos que nós vereadores também ficar acompanhando de perto e cobrar para que esse aeroporto saia. Com certeza, a nossa cidade ganha muito com isso, os nossos empresários, os nossos visitantes, o nosso turismo. Aqui em Caxias do Sul, vereador Thomé, só tem a ganhar. Então é uma demanda antiga, é um processo antigo desse nosso aeroporto e, com certeza, repito, a nossa cidade com certeza só lucrará com isso, o nosso Rio Grande do Sul, enfim, só tem a crescer com esse nosso aeroporto. Vereador Adiló, seu aparte.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Bandeira. Estivemos lá junto com vossa excelência e tem toda razão foi um encontro muito importante. A gente está percebendo que Gramado está muito alinhado em favor desse projeto. O secretário Mondadori apresentou lá um projeto alternativo, um traçado alternativo pelo platô e não pelo traçado original, onde melhora e reduz extremamente o custo da obra. Essa ponte com 800 metros de vão e 200 metros de altura é uma ponte que hoje, seguramente, pode ser estruturada em aço. O mundo hoje está caminhando para este lado onde a ponte não é uma obra tão difícil quanto fazer o alargamento e a viabilidade do atual traçado. É muito mais economicamente e fácil... Fácil não porque é uma obra de engenharia pesada, mas, com a concessão dessa rodovia, vão ter empresas interessadas em explorar porque isso daí vai ser a principal rota entre a Região da Serra e a Região das Hortênsias em termos de turismo, em termos de negócios, porque a BR-116 já está para lá de saturada. A gente sabe disso. Então nós temos que cumprimentar e elogiar o trabalho desse senador aguerrido que está lutando. Nunca na história de Caxias teve um senador que abraçasse tanto essas causas da nossa região, tanto do aeroporto quanto do porto de Arroio do Sal. Os dois vão sair, pode ter certeza. Nós temos que trabalhar nesse sentido. Muito obrigado.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Adiló, pela parceria, pelo depoimento. É isso! Volto a dizer, nós temos que acompanhar de perto. Foi um belo encontro junto com autoridades, o prefeito da região de Gramado, o prefeito Fedoca. E é isso, nós temos que continuar acompanhando de perto essas nossas importantes demandas, inclusive, essa do aeroporto. Seu aparte, vereador.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Bandeira. Parabenizar então o senador Heinze por estar levantando essa bandeira aqui na nossa Serra Gaúcha do aeroporto. Quero também supor pedir, a vossa excelência até a colaboração da vereadora Paula Ioris como representante do Governo Eduardo Leite para poder viabilizar os R$ 20 milhões, como promessa de campanha do governador, para a gente poder viabilizar e agilizar o processo, para que consigamos, para que Caxias do Sul possa ter essa grande referência que é o nosso aeroporto de Vila Oliva. Então são ajustes que são necessários serem feitos. O governador deu a sua palavra que estaria cumprindo, viabilizando esse recurso na maneira do possível da sua gestão para que conseguíssemos realmente avançar nesse quesito. Então a sugestão que eu faço é fazer um trabalho colaborativo com a vereadora Paula para agilizar esse processo para que Caxias do Sul possa cumprir com o seu compromisso também da viabilidade desse grande projeto. Muito obrigado.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Fiuza. Dito isso, eu quero falar de mais uma visita que eu fiz ontem, vereador Edi Carlos, em São Luiz da 6ª Légua. Esse já pode passar o vídeo. Então ali o Bandeira está falando, mas nem vou...  O Bandeira solitário no vídeo nem vamos passar, vamos falar aqui, vereador Meneguzzi. Só vão deixar apresentando o vídeo e vamos botar em nossas redes sociais. Estão aí na frente da igreja, vocês percebam em São Luiz da 6ª Légua, e qual é demanda da população de São Luiz?  Eles querem contêiner. Desde o começo dessa rua aqui, da Pe. Angelo Tronca até o final a coleta mecanizada. E aí já passou, vereador Fiuza, já passou da hora. Essa avenida de São Luiz da 6ª Légua é praticamente centro de Caxias do Sul. Então nós precisamos com urgência que seja colocado esses contêineres, uma cobrança antiga, podemos dizer. A gente não sabe que não é fácil, os preços desses contêineres também são caríssimos assim podemos dizer. Hoje com os caminhões que nós temos e a tecnologia crescendo com certeza a nossa cidade cresce com isso. Então nós estamos cobrando esses contêineres...
VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Esses contêineres para que São Luiz da 6ª Légua fique contemplado. Inclusive quero aqui já adiantar também uma praça. Nós estamos agendando uma reunião com os moradores que a população de São Luiz quer uma praça bem ampliada lá e uma UBS. Nós temos já protocolando, vereador Edi Carlos, UBS e junto da praça lá parquinho lá que tem lá assim... Que São Luiz fique contemplado com parquinho, com uma praça, de acordo, porque é o mínimo que São Luiz... Repito, que é o centro da nossa cidade de Caxias do Sul. Nós precisamos lutar muito para isso, para termos uma praça, uns parquinhos lá, porque uma UBS, enfim, o bairro está (Esgotado o tempo regimental.) Para concluir, senhor presidente, o bairro está crescendo e nós precisamos de ter uma UBS lá neste local de São Luiz da 6ª Légua. A gente sabe que a população que precisa tem que vir até o Cruzeiro ou mais próximo. Muitas vezes tumultua por causa do grande fluxo de pessoas que utilizam o bem. Então lá nós precisamos com urgência protocolando e em seguida a gente vai fazer reuniões com os moradores sobre essas questões, essas demandas importantes que temos em São Luiz da 6ª Légua. Desculpe, vereador Edi Carlos, pelo nosso tempo, mas na sequência a gente fala um pouco mais. Obrigado.
 
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VEREADOR RENATO NUNES (PR): Senhora presidente, vereadora Paula Ioris, demais vereadores e vereadoras. Eu faço uso desse direito que eu tenho só para dizer o seguinte. Até acho que pena que o vereador Bandeira não está aqui, mas fez a fala ali. A gente quer um parquinho. A gente quer consertos nas ruas. A gente quer mais contêineres para colocar o lixo, mecanizado, a gente quer isso, a gente quer aquilo como se fosse fácil, como se fosse fácil. Como se fosse fácil só colocar a mão no bolso, pagar e pagar... Só deixa eu falar, obrigado. Então, eu queria dizer... Meu presidente, só um pouquinho, minha presidente, faz o favor. A senhora me garante a palavra? A senhora pode me garantir a palavra?
PRESIDENTE PAULA IORIS (PSDB): Sua palavra está garantida, vereador. Pode continuar.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Então a senhora pode colocar ordem na Casa e pedir para que as pessoas também... Assim como acontece com outras pessoas. Porque cada vez que eu falo aqui a pessoa está se manifestando.
PRESIDENTE PAULA IORIS (PSDB): A gente pede que... Está garantida a sua palavra. Pode continuar, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Muito obrigado. Um abraço para ti, meu amiguinho, Deus te abençoe. Vamos ter calma. Então como se fosse fácil... Eu não estou vendo o meu tempo ali, minha presidente, não sei se está parado. Então como se fosse fácil. Que bom se desse para a gente fazer tudo, só que os senhores aqui, que tiveram três mandatos, não fizeram tudo. Em três mandatos vocês não fizeram tudo! Os senhores que estão de vereadores aqui, que foram secretários, fizeram tudo que gostariam de fazer lá na secretaria? Não. O senhores que estiveram como subprefeito fizeram tudo que gostariam de fazer lá na subprefeitura? Também não. Então dá licença, vamos com calma. O que dá para a gente fazer, claro, vereador Bandeira, a gente vai fazendo. O senhor mesmo, quantas coisas já teve... Quantas solicitações de V. Exa. o senhor foi atendido? Quantas? Várias, o senhor mesmo já mostrou ali no telão. Agora, claro, meu querido, não dá para fazer tudo, não dá para atender todas as coisas. Agora, um papel do senhor, como vereador, está fazendo, cobrar, pedir, interceder pelo povo. Isso aí está certo, tem que cobrar, tem que lutar pelo povo. Agora, se algum dia o senhor se candidatar a prefeito tomara que o senhor consiga fazer tudo. Aí eu quero ver porque a maioria dos vereadores aqui já foram secretários, já foram presidente de autarquia, já foram subprefeitos, já tiveram três mandatos e vocês sabem que não dá para fazer tudo. Agora, o que não dá também é quando você não for atendido em alguma coisa ficar magoado, ficar magoadinho e votar por causa de mágoa. Isso aí que não dá. Eu sou sincero, falei hoje ali para V. Exa. e vou repetir aqui, porque eu falo o que penso e sou franco, curto e grosso, aquela sua justificativa de ontem, de ter votado em favor do processo do impeachment porque não foi atendido em algumas demandas, não ficou legal. Não é assim, a questão era se tinha crime ou se não tinha crime e não tem crime e o senhor fez uma votação deixando claro: “Oh, eu vou votar porque eu estava sendo atendido, eu alcancei algumas coisas e agora não alcancei isso e aquilo e vou votar a favor”. Não é assim que funciona. Aí, na minha opinião, é um voto bem político mesmo, não tem nada de técnico nisso aí, é política pura. Então, desculpa, tenho carinho por V. Exa., tenho respeito por V. Exa. como tenho por todos. Mas não dá para se fazer tudo, o senhor já teve várias demandas que foram contempladas, muito mais que este vereador aqui, na condição de líder do governo... O senhor e o Edi Carlos, não sei qual dos dois teve mais solicitações atendidas aqui e que já mostrou várias obras ali no telão, mas na hora de votar não pode justificar que vou votar porque eu fiz... Fui atendido em várias demandas, mas essa aqui não fui atendido então vou votar a favor do impeachment. Muito obrigado.
 
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VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Senhora presidente, com todo respeito ao vereador líder de governo, mas isso aqui não é moeda de troca. Minha solidariedade ao vereador Arlindo Bandeira e ao vereador Edi Carlos. A obrigação da prefeitura é encaminhar as demandas encaminhadas pela Casa. Eu já disse, em outras oportunidades, que não é o meu perfil de atuação, não trabalho como despachante. Sem ofensa aos colegas que gostam de encaminhar troca de lâmpada, desentupir bueiro e assim por diante, mas cada um tem o seu perfil. Mas isso não é moeda de troca. Então, com todo respeito, vereador Renato Nunes, V.Sa. está ofendendo os colegas porque eles estão ali encaminhando demandas da comunidade, e a prefeitura não faz mais que a obrigação. Pois não, vereador Bandeira.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado pelo aparte.
VEREADOR RENATO NUNES (PR):  Um pequeno aparte, vereador Frizzo.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Um aparte, vereador Elói.
VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Vereador Renato Nunes, também com sinceridade e com todo o respeito, a gente sempre se respeitou aqui. Deixar bem claro que isso que eu falei ontem foi uma questão de mágoa, sim. (Manifestação fora do microfone) Exatamente, exatamente. Mas eu quero dizer que o meu voto foi pela admissibilidade, sim, do prefeito Guerra. E que nós precisamos, sim, já que me provocou, nós precisamos rever algo do prefeito Guerra, sim, o que está errado. E muitas coisas estão erradas. Porque a gente vai observando as cobranças do nosso interior, sim. Não só eu. Muitas vezes que nos cobram. É  a população que está magoada e que está colocando. Inclusive nas demandas, sim. Mas não por causa deste vereador, das minhas demandas. Mas é para questão de esclarecimento do que está acontecendo com o prefeito Guerra. E assim nós temos que dar o retorno a cada dia. Obrigado.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Edi Carlos.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Um pequeno aparte, vereador.
VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Obrigado, vereador Elói. Primeiramente, não vou entrar nesse detalhe aí do vereador, nosso líder do governo aí. Até porque o que ele falou aí, como o vereador Elói disse, ofendeu nós vereadores aí. Mas não era esse o assunto que eu ia dizer. Eu só queria continuar o trabalho do vereador Bandeira. Primeiro parabenizar o trabalho dele mais uma vez, vereador. Que eu acho que esse é o trabalho que nós vamos fazer. É esse o trabalho que eu acho que eu e o senhor  temos dito aí, em época de campanha, que nós vamos correr. Nós queremos ser vereador para poder ajudar as pessoas nesse sentido. Mas só para não tirar seu tempo, vereador Elói, eu só queria acrescentar ao trabalho do vereador Bandeira quando ele fala aí nos containers  de lixo, recolhimento mecanizado. Eu quero dizer que um dos maiores problemas que nós temos, e muitas pessoas têm solicitado a este vereador, justamente sobre a coleta mecanizada, é na BR-116. Ali, hoje em dia, ainda é feito manual. E as pessoas que estão correndo, os trabalhadores da Codeca que estão recolhendo o lixo passam por um perigo muito grande de acidente, de um outro veículo vir em velocidade alta, bater neles e acabar num acidente. Então assim, vereador Bandeira, até vou me somar ao senhor para nós podermos até trabalhar juntos, cobrar juntos esse trabalho, que é uma demanda da população, vereador Renato. Isso é demanda da população. Então que esse ali, que pelo menos a Codeca se agilize para fazer pelo menos a coleta mecanizada nesse local, porque botando em risco os funcionários da Codeca. Então só isso. Quanto à declaração do vereador líder do governo, deixo assim.
VEREADOR RENATO NUNES (PR):  Um pequeno aparte.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Ok. Só me permite, vereador Renato. Só tenho um minuto. Mas eu gostaria de comentar, e esse era o assunto que eu gostaria de comentar, porque eu estive lá. Todos os vereadores são demandados, são chamados, e eu... Pela sua provocação é que vou falar, porque não ia normalmente falar sobre esse assunto, não é meu perfil. Mas eu lhe aconselho a dar uma passada na Rua Cesare Cambruzzi e na Alcides Giusti, lá no Bairro Santa Lúcia.
VEREADOR RENATO NUNES (PR):  Um pequeno aparte.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Me acudam, né? Aquela estrada é o caos, o caos. Passa ali, uma poeirada. A estrada totalmente abandonada. Essa comunidade aqui tem toda a razão. Acompanhei lá o presidente da associação, o Gilfredo De Camillis. De fato, essa situação é uma situação gravíssima, e a administração simplesmente não faz nada. Aí a administração quer ir lá e retirar todo o asfalto que já tem. Em vez de fazer a recuperação do asfalto quer retirar o asfalto e voltar a ser uma estrada de terra normal. Voltar a ser uma estrada de terra normal, com a poeira, que era o problema que eles já tinham resolvido. Então, nesse sentido, as demandas que os vereadores encaminham aqui são legítimas, são legítimas. (Esgotado o tempo regimental.) Cada um tem o seu perfil, e a gente não pode considerar isso como se... Porque trocou a lâmpada na frente da minha casa eu tenho que votar contra o impeachment do prefeito. O que é isso? O que é isso? Onde é que está a legitimidade de cada vereador aqui? A soberania de cada vereador manifestar as suas opiniões, e está aqui para isso, a sua representatividade. Então, minha solidariedade, vereador Arlindo Bandeira, vereador Edi Carlos. Eu acho que o líder do governo, nesse episódio aqui, ao atacar V. Sas., pisou na bola. Muito obrigado.
 
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VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Um aparte primeiro para o vereador Felipe, que já estava...
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Alberto, só para reforçar a fala do vereador Elói e eu concordo com o vereador Renato Nunes que os secretários que passaram nos governos anteriores e os prefeitos não fizeram tudo. E nenhum vai fazer. Agora, quem dizia que tinha a varinha mágica que ia resolver todos os problemas da cidade é o atual prefeito. E mais, os secretários anteriormente não destruíam o que existia e nem negavam a história da cidade e das suas Secretarias e nunca se afastaram da sociedade, como tem o afastamento do poder público da sociedade hoje, e muito menos deixavam de dar explicações para a imprensa. Então essa é a grande diferença que existe entre os governos anteriores e o governo atual. Muito obrigado, vereador Alberto.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Seu aparte, vereador Renato.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Bem rapidinho, vereador Alberto. Muito obrigado. Eu só quero dizer o seguinte: eu não estou atacando ninguém, bem pelo contrário, eu falei que o trabalho... até parabenizei a primeira parte da fala do vereador Bandeira, dizendo que realmente o trabalho dos vereadores é esse, é cobrar, é pedir, é lutar pelo povo. É para isso que nós estamos aqui. Só que eu frisei o seguinte: que a gente não vai conseguir fazer tudo. E, claro, fiz aquela fala dizendo e concordo com o vereador Frizzo, demandas atendidas do Executivo de alguns vereadores não é moeda de troca, nunca foi. Tanto é verdade que, como eu falei aqui, o vereador Edi Carlos, quantas demandas teve atendidas e ontem ele votou. Ele tem a liberdade de votar. Eu não estou ofendendo ninguém. Só que a justificativa do vereador Bandeira, ontem, foi que ele estava chateado que não estava sendo atendido. Então o vereador Frizzo reforçou, não é moeda de troca. Muito obrigado.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Obrigado, vereador Renato. Quero parabenizar o vereador Bandeira. O vereador Bandeira tem sido um batalhador, assim como é o vereador Edi Carlos, cada um na sua característica; outros vereadores têm uma característica como eles têm. E parabéns pelo seu voto. Cada um vota como quer. Se é político ou se não é político, as pessoas aqui, 14 votaram pela admissibilidade; outros votaram contra admissibilidade. Isso não é votar contra a cidade ou votar a favor; isso é um espaço democrático, cada um, cada vereador analisou da maneira que tinha que analisar esse processo e cada um tem a sua justificativa para votar sim ou não. Esse processo vai andar e, lá no final, cada um vai saber como votar. É da democracia. Então, Bandeira, vereador Bandeira, parabéns! Continue com o seu trabalho, e a sua justificativa é a sua justificativa do seu mandato, do seu gabinete, do seu público, o público que votou no senhor. Mas eu vou deixar algumas perguntas aqui, que elas são acima daquilo que o vereador Bandeira, a justificativa do vereador Bandeira ou não para o voto de ontem. Eu gostaria de uma resposta sobre esses 21 médicos, vereador Renato Nunes, que faltam nas UBS. Vinte e um médicos de estratégia da Saúde e da Família, médicos pediatras, ginecologistas, enfim, médicos clínicos que faltam em UBS como a UBS Planalto/Rio Branco, Rio Branco, Pioneiro, Parque Oásis, enfim, eu já enumerei aqui essas UBSs e que são informações oficiais vindas da Secretaria Municipal da Saúde. Isso, sim, merece uma resposta. Isso, sim, merece uma explicação; não o voto do vereador Bandeira. Isso, sim, merece uma explicação de V. Sa., como líder de governo, e de quem é do governo. Quando é que essa situação vai ser resolvida ou, pelo menos, em parte, amenizada? Eu também esperaria aqui uma justificativa do tipo: o que aconteceu com aquele menino que, na sexta-feira, foi à UPA Zona Norte e foi mandado embora sem ter feito nenhum tipo de exame, que não tinha pediatra? Enfim, que, no dia seguinte, voltou até a UPA Zona Norte e morreu de meningite bacteriana. Isso dito, isso está numa ocorrência policial, teve matéria de jornal. Essas explicações que a população precisa. A gente precisa não é achar culpados, mas a gente tentar resolver essas situações, minimizar, indicar caminhos para que cada vez menos o sofrimento das pessoas... as pessoas tenham esse sofrimento no atendimento da UBS, na UPA Zona Norte. São essas questões pontuais da cidade agora. São essas as questões que a gente trabalha diariamente para minimizar. É o que chega para nós, que às vezes chega numa reclamação de falta de luz numa estrada, num buraco, em alguma situação, que o vereador vai tentar resolver não para ele; para a cidade. É para a cidade; não para seu gabinete; é para a cidade. E as questões pontuais que são macro são essas questões de saúde. As pessoas estão sofrendo, sim, estão esperando dez, doze, onze horas para serem atendidas no UPA Zona Norte, estão numa fila de espera para exames, estão numa fila de espera para cirurgias eletivas. E há um caos trazido aqui, essa informação pelos diretores dos hospitais. Não é por nós; diretores de hospitais e pela própria Secretaria Municipal da Saúde, que disseram aqui com todas as letras que está ruim. Senhor presidente, eu gostaria de... Assim como o vereador Renato Nunes pediu silêncio aqui antes, eu precisava... (Manifestação sem uso de microfone.) Não, eu preciso, assim como o senhor pede. Eu quero terminar em paz, mas é que o rapaz, o vereador estava ali incomodado com um comentário do rapaz na plateia e agora está aqui do meu lado azucrinando a presidente e eu não consigo falar. Então vou retomar aqui a questão da saúde. O caos da saúde está estabelecido, dito pelos diretores de hospitais. Se está ruim, vai piorar até o final do ano, e isso é ruim. Essas respostas que a gente gostaria de ouvir do governo para que essa situação fosse minimizada. Então eu trago e vou trazer diariamente e vou reforçar isso não no sentido de fazer a crítica pela crítica, mas trazendo com dados as informações oficiais do governo e também aquilo que a população nos traz. Era isso, senhora presidente. Obrigado.
 
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhora presidente em exercício e colegas vereadores, vereador Bandeira, eu acho que é isso mesmo o senhor me mostrou a comunidade de São Luiz da 6ª Légua que eu conheço muito bem. Ali tem, até dedo meu, o Andreazza está ali muito bem estabelecido. Intermediei há muitos anos atrás. Agora eles pedem todas essas demandas, enfim, melhorias, UBS e praça. Mas eu vi que não dá para fazer tudo. Eu concordo. Eu também deixei muita coisa a fazer lá em Galópolis, mas eu acredito que não trabalhei mal, colegas, porque eu dobrei a votação. Eu digo sempre com muito orgulho, faltou muita coisa, mas dobrei a votação. Domingo, eu estava lá na festa de novo como festeiro: “Que saudades do senhor, o melhor do subprefeito. Veja bem, não temos nem banheiro aberto agora em um dia de festa”. Então a comunidade de Galópolis tem a praça, eu já falei aqui um monte de vezes, abandonada, os banheiros... O povo queria fazer uma melhoria no banheiro e não deixaram. Foram lá e fizeram uma pintura que é uma vergonha. Dizem que quando o banheiro está aberto está um lixão. Não tem mais nem uma flor na praça. A comunidade quer uma autorização para colocar uma chave, enfim, um ponto de luz para Semana de Galópolis, que eu vou divulgar na semana que vem, dia 17 tem abertura, e ninguém autoriza. Não fazem e não deixam fazer. É o mínimo, o mínimo. Quantas vezes eu como subprefeito no domingo quando tinha dificuldade que um funcionário não podia ir, eu ia lá em Galópolis limpar os banheiros, é o mínimo. Então não dá para fazer? Sim, é difícil. Mas o mínimo tem que fazer. Domingo, aqui o João Dreher também estava lá no almoço, os dois também, o meu amigo ali que eu me esqueci do nome, mas se quisesse ir no banheiro, o assessor do Renato, se quisesse ir no banheiro, tinha que ir lá atrás nas capelas pedir a chave para o padre. E na Semana de Galópolis como é que vai ser? Então o mínimo tem que fazer. Quanto mais eu falo aqui dentro menos ainda, menos ainda. Então dá uma chave para a comunidade, dá uma chave. O mínimo tem que fazer. Não dá para fazer, a gente concorda. Ouvi um papo que o Horto foi destruído, que o Meio Ambiente quer comprar flor com o fundo. Não precisa dar flor para Galópolis. A comunidade planta, cavouca, eu arrumo esterco de graça. Nós plantamos para embelezar um pouco para a Semana de Galópolis. Dá a chave para comunidade segurar o banheiro aberto e limpo, autoriza a comunidade. Pede para Secretaria de Obras, é o Meio Ambiente; aí pede para o Meio Ambiente e o Meio Ambiente diz lá sempre foram as Obras. O secretário de Obras tem boa vontade. Conversei com ele em um domingo, ele atendeu o telefone e conversamos por quase uma hora, mas não dão autarquia para ele resolver, senão, ele vai resolver, autoriza. Então o mínimo tem que fazer. Um gestor que não consegue segurar um banheiro aberto na comunidade, o que é isso? Domingo, 500, 600 pessoas na festa em Galópolis não tem um banheiro aberto? Na Semana de Galópolis no dia da churrasqueira coletiva, eu no meu ano, por duas vezes consecutivas, reúne em torno de três mil pessoas na praça, vereadora Paula. Vão lá ver em um domingo de tarde, calor, quantas famílias têm na praça com crianças. Os casais tomando chimarrão, criança andando de bicicleta ali porque é seguro, e não tem um banheiro aberto. Mas o que é isso? Quanto mais eu falo pior fica. Se eu largasse tudo que tem aqui dentro, aí vocês vão ver. Se eu largasse que tudo que tem dentro da comunidade de pessoas, de uma pessoa que tinha a chave do banheiro, uma pessoa idosa cansou e foi proibida de entregar para a comunidade. Mas não é isso, precisamos resolver. É o mínimo da vergonha. Está difícil, não é dá para fazer? Eu fui mal. Deixei lá duas máquinas novas. A primeira vez na história Galópolis ganhou duas máquinas novas. Fui mal, dobrei a votação.  O que é bom de ouvir no final de semana lá na igreja, senhoras de idade. Uma senhora de 101 anos que saudade do senhor! O senhor estava sempre aqui presente! Veja bem, não temos mais ninguém. Isso é bom de ouvir. Isso é um combustível para continuar cobrando mais a voz daquele povo. Não é para mim, Bandeira. Nós fizemos o trabalho para aquele povo. A gente anda muito. O senhor quer aparte? O seu aparte.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Vereador Velocino, eu acho que essa história de chave em banheiro de praça, isso aí andar para trás. Não tem que ter chave. O banheiro tem que estar aberto. Um exemplo é em Santa Lúcia do Piaí, da praça de Criúva. Está lá aberto para a população ocupar. Turista, quem chega lá. A praça tem que ter um banheiro livre. E quando se fala em banheiro, nós estamos cobrando também um banheiro lá em Forqueta e um banheiro em Vila Oliva que não tem. Tem um lá, mas está caindo os pedaços. Então nós precisamos também desses banheiros novos nessas praças de Forqueta e a princípio Vila Oliva e outros demais que precisarão também ser ampliados, reformados e ter um banheiro nesse sentido.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado, vereador Bandeira. É assim. Domingo, só para concluir, tinha esperanças que ia estar o banheiro aberto, sábado e domingo. Todas as comunidades estavam lá, mas se o banheiro não mudar, eu vou fazer uma matéria com o Pioneiro e  vou mostrar. Não é para mim, é para aquela comunidade. Não é para mim.
 
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