VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Senhor presidente, eu gostaria de fazer um voto de congratulações aos trabalhos das crianças de um até 6 anos que estão expondo no saguão da nossa Câmara de Vereadores da pré-escola Pintando o Sete. Eu peço e convido a todos os colegas que deem uma passada ali e vejam realmente o que é a releitura desses trabalhos dessas crianças em nós que enaltecer o que essas crianças estão fazendo, porque é por essa área, pela arte, pela cultura que passa também o conhecimento. Então eu peço para que todos os colegas deem uma passada ali, porque muitas vezes para que nós possamos ter bons fluídos para o dia, nós temos que ver o que as crianças fazem de bom, porque nós lemos tantas coisas ruins sendo feitas na nossa cidade que pelo menos o trabalho das crianças nos alimenta um pouco mais de vontade de fazermos o bem. Obrigado, senhor presidente.
PRESIDENTE FLAVIO CASSINA (PTB): Vereadora Denise.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu quero registrar  o falecimento do Pe. Roque Grazziotin, um grande amigo pessoal, uma pessoa que contribuiu muito para Caxias do Sul, para o Estado do Rio Grande do Sul e até para o Brasil. Na sua trajetória ele foi deputado estadual, foi candidato a prefeito em Caxias do Sul numa das primeiras composições em uma frente de esquerda...
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Na sequência um aparte, vereadora.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): com o PCdoB, o PSB, PCB. Foi padre em nossa cidade até o acontecimento do AVC que foi no dia 25 de dezembro de 2016. Já lhe concedo. Uma pessoa que trabalhou na universidade. Foi presidente da Fundação. Torcedor do Caxias, do Inter. Foi uma pessoa que sempre trabalhou pelos mais pobres, escolheu sempre o lado de quem mais precisa. Uma pessoa incansável, que ficava o dia todo cuidando do seu rebanho na comunidade, visitando as famílias. Uma pessoa que se preocupava para além das funções em que os seus amigos tinham, ou seja na política, seja no trabalho. Ele se preocupava com o ser humano das pessoas. Algo que às vezes a gente esquece. Alguém que lutou sem perder a ternura. Uma pessoa que já deixa saudades nesses quase três anos de silêncio, em que ele ficou na cadeira de rodas, sem poder falar e que a gente sabia que ele entendia, mas não conseguia falar. Alguém que sempre falou e alguém que sempre andou pela cidade. Então a gente sabe o quanto foi duro isso e a gente sabe o quanto ele possa ter crescido com isso. E tem pessoas que cresce tanto no seu amor que o corpo fica pequeno e ontem ele conseguiu extrapolar essa estrutura que aprisionava ele. Então ele gostava tanto das flores e a primavera eu acho que trouxe esse ar novo. Então deixo esse registro de alguém que, como eu disse, já faz falta a bastante tempo e vai fazer falta ainda, nosso também cidadão caxiense desde 2011. Vereador Toigo, tem o seu aparte.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Muito obrigado, vereadora Denise Pessôa. A sua emoção se justifica nessa manhã pelo passamento do seu amigo, nosso amigo, padre Roque Grazziotin. Com certeza Caxias perde um grande cidadão da nossa cidade, uma trajetória muito bonita. Uma história e trajetória comprometida com o social em nosso município, ele que tinha uma vida cristã modelo, um sacerdote com grande atuação, de uma participação viva na sociedade, nos movimentos de base onde a igreja deve estar a figurar também.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte, vereadora.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Era um militante com uma participação muito efetiva em nossa cidade de Caxias do Sul, a sua vida, a sua participação político-partidária também, colocando o seu nome a disposição para concorrer a prefeito. Representou Caxias na Assembleia Legislativa como deputado estadual. Mas uma característica que diferenciava muito o padre Roque Grazziotin de muitas pessoas era a sua atuação, ele primava muito pelos pilares da justiça social e também do bem comum. Eram situações onde o Roque sempre atuou, sempre primava a sua atuação e ele vai deixar exemplos, fora a sua folha de serviços a nossa cidade de Caxias do Sul, com certeza, a ser imitada por muitos. Meus cumprimentos.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Obrigada. Vereador Alberto.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vereadora Denise, a sua emoção também é a minha e de muitas pessoas. O padre Roque... a última vez que eu o vi foi aqui na diplomação, acredito que foi na diplomação dessa legislatura. Estava sentado ali na plateia junto com outras pessoas e em 2016, antes da eleição também conversei com o padre Roque a respeito de eleições e ele foi um grande incentivador: Vai, seja candidato, se tu assumir trabalhe pelo bem comum. Foi o que ele me disse e ele me disse assim: Só não vou votar em ti porque já tenho compromisso com a vereadora Denise Pessôa. Ele tinha um carinho muito especial por V. Exa., muito especial mesmo, um carinho de pai para filha, de irmão mais velho, identificando o seu trabalho e aquilo que ele sempre pensou a gente vê o porque, porque é um trabalho pela justiça social, pelas pessoas menos favorecidas. Eu aprendi muito com o padre Roque. O padre Roque tinha uma característica que muitas pessoas não têm hoje na política, que era a capacidade de dialogar com o diferente. Ele conversava desde com aquele da extrema direita até com os afins e sempre com a mesma postura e sempre com a mesma democracia.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Um aparte, vereadora.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Então uma perda realmente muito dolorosa, mas fica o legado do padre Roque Grazziotin. Obrigado pelo aparte, vereadora.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Obrigada, vereador. Vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Vereadora Denise, da mesma forma me solidarizo ao seu sentimento e a todos que gostavam do padre Roque Grazziotin e eu também. Tanto que ontem estivemos lá no seu velório. A última vez que nós tivemos a oportunidade de ter uma convivência um pouco mais próxima foi no casamento da Vania Marta Espeiorin, que ela se casou, acho que foi em janeiro do ano que ele teve, foi 2016, na Igreja de Santa Catarina. E o padre Roque, por tantas atividades que ele desempenhou ele foi também orientador espiritual do Movimento Emaús, tanto que ontem estive lá justamente para fazer essa homenagem a ele e a comunidade toda, católica, que ele participou e outros tantos estavam sentidos e eu era uma dessas pessoas, fui lá prestar esse sentimento de agradecimento pela sua passagem aqui. Todos nós, em qualquer momento, temos as nossas divergências, mas o padre Roque sabia lidar com isso com uma maestria muito grande que lhe era peculiar. Então o sentimento que fica é esse sentimento de perda, mas como bem a senhora frisou, ele estava aprisionado nesse momento por tantas atividades que ele desempenhava e aí a gente, por mais que nós nos apegamos a essa parte física nossa enquanto vida, a gente tem que se desprender e desejar que ele esteja, e eu tenho certeza disso, no bom caminho que ele construiu aqui neste plano. Me solidarizo com V. Exa. Seu sentimento neste momento é o de todos aqui nesta Casa. E até se possível, se a senhora apresentou um voto de pesar, acho que seria importante que nós o fizéssemos coletivamente.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Obrigada, vereador. Vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Denise. Em nome da bancada do Republicanos, em seu nome, em nome do Padre Roque, quero transmitir nossas condolências. Não tive a oportunidade de conhecê-lo, mas pelo que a senhora já relata aqui para mim já é suficiente para saber da pessoa que foi o Padre Roque para a sociedade de Caxias do Sul. Essa é a prova  demonstração que nós temos que ser sensíveis ao estado laico, da expressão da religião de todas as pessoas, da fé, e também da expressão daquilo que verdadeiramente cada pessoa acredita. Então, nossas condolências ao Padre Roque através da sua pessoa. Muito obrigado.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Muito obrigada. Vereador Renato Oliveira.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Vereadora Denise, eu acho que, como disse o vereador Edson, importante se fizesse um voto coletivo em nome da Casa. Porque o Roque... Eu tive a honra de, em 1988, intermediar um debate lá no bairro, quando os candidatos a prefeito estiveram lá. Então, para nós e quem o conheceu do movimento comunitário, podia ser das reuniões das pastorais, o Roque, eu quero dizer que das últimas missas que ele rezou acredito que foi uma lá no Fátima. Logo quando a gente soube, dia de Natal, que ele ficou acamado, quando a gente soube ficou aquele choque para todo mundo. Porque todo mundo participa da missa, daqui a pouco sabe que o Roque deu um AVC. Bom, será que é verdadeiro? Não é que fosse verdadeiro. É que fosse forte. Vai se recuperar? Vai... Então, acho que a Cleusinha se lembra muito bem. Né, Cleusinha? (Esgotado o tempo regimental.) Quando a gente assistiu a esse sofrimento do Roque. Sofremos acho que todo mundo. Então, vereadora Denise, eu sei do seu sentimento. A nossa comunidade lá perde bastante com a perda do Roque. Eu sei que ele trabalhou agora lá na nossa região, na região norte, principalmente na [ininteligível] Divino Espírito Santo, mas também aqui na região do Planalto, onde ele trabalhou muitos anos também. Então nós ficamos bastante tristes com essa perda da nossa comunidade.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT):  Obrigada, vereador. Vereador Thomé.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB):  Rapidamente, vereadora. Em nome do PTB quero dar as nossas condolências e dizer que o Padre Roque era aquela pessoa amiga. Seguido ele vinha na feira com suas políticas, enfim. Acompanhava. Mas ele era uma pessoa assim muito simples, ele tinha muito respeito. Então essas coisas fazem com que engrandeça a sua trajetória aqui na terra. Então nossas condolências. É isso que a gente tem a dizer sobre o Padre Roque.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Obrigada, vereador. Elói Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereadora Denise, eu lamento não ter podido, ontem, participar lá do velório em razão de uns compromissos familiares, uma confusão. Mas digo para senhora que eu talvez aqui seja o que conheceu ele há mais tempo. Eu deveria ter uns 15, 16 anos quando comecei a participar do grupo de jovens lá da igreja do Bairro Cruzeiro e depois tive a oportunidade de conhecê-lo na famosa casa dos padres, ali no Boa Vista, junto com o querido amigo Danilo Bridi, também falecido. Depois nos cursos latino-americanos, lá no centro de orientação missionária. O Roque era uma figura conhecida internacionalmente, inclusive, como professor, junto com o padre Orestes Stragliotto, que lutavam firmemente, do ponto de vista da visão da igreja, contra a ditadura militar. Então o Roque é um lutador da democracia, essencialmente. Então quero, em nome na bancada do PSB, dizer que nos somamos e lamentamos essa perda. Muito obrigado.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT):  Obrigada, Elói. Vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereadora Denise, de forma bem breve. Tenho certeza que a gente desejando sentimentos sinceros de toda a Câmara para a senhora a gente está desejando para a família dele, por toda a ligação que a senhora tem com o Padre Roque. Acho que é importante só ressaltar também a participação dele em São Romédio, que foi onde eu mais tive contato com ele. O quanto ele era querido na comunidade, o quanto ele foi importante para a comunidade de São Romédio pela vivência toda, pela experiência que ele levou para lá e por toda a paz que ele transmitia. Ele tinha as suas convicções muito fortes, mas também ele sabia como expressar isso, como levar isso para frente e como expressar, independentemente de pensamento ideológico. Então quero, através da senhora, desejar a todos os familiares dele e pessoas mais próximas os meus sinceros sentimentos porque eu pude conviver com ele também especialmente na comunidade de São Romédio.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Obrigada. Então agradeço a todos os apartes e a nossa solidariedade à família, aos companheiros de partido, aos padres também, a toda a igreja católica que também esteve presente ajudando nessa fase final, todos os que ajudaram, os cuidadores também que ficaram, deram o seu amor diariamente ao Roque. Era isso.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Bom dia, presidente; bom dia, colegas vereadores e vereadoras; quem nos assiste aqui no plenário. Meu texto chama Razão de Ser:
 
RAZÃO DE SER
 
Somos medalhas saídas da terra
Extraviadas pelo tempo
Absortos de gesto fecundo
Tragados pelos mistérios do mundo
Somos seres imperfeitos
Extremistas por efeitos
Somos silenciosos navios
Livros antigos
Segredos escondidos
Perdidos com o vento
Um grito de glória
Trazendo na memória
Esse jeito estranho de ser
um ser.
 
Texto do poeta Jaqueline Pivotto, extraído da obra Quando nasci Gertrudes. Jaqueline nasceu em São João da Urtiga, mas que reside há anos em Caxias do Sul.
 
Era isso, presidente.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT):
 
O APANHADOR DE DESPERDÍCIOS
Uso a palavra para compor meus silêncios.
Não gosto das palavras
fatigadas de informar.
Dou mais respeito
às que vivem de barriga no chão
tipo água pedra sapo.
Entendo bem o sotaque das águas
Dou respeito às coisas desimportantes
e aos seres desimportantes.
Prezo insetos mais que aviões.
Prezo a velocidade
das tartarugas mais que a dos mísseis.
Tenho em mim um atraso de nascença.
Eu fui aparelhado
para gostar de passarinhos.
Tenho abundância de ser feliz por isso.
Meu quintal é maior do que o mundo.
Sou um apanhador de desperdícios:
Amo os restos
como as boas moscas.
Queria que a minha voz tivesse um formato
de canto.
Porque eu não sou da informática:
eu sou da invencionática.
Só uso a palavra para compor meus silêncios.
 
Poema do poeta mato-grossense Manoel de Barros, extraído da obra Memórias inventadas para crianças.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB):
 
CANÇÃO DA PRIMAVERA
(Para Érico Veríssimo)
 
Primavera cruza o rio
Cruza o sonho que tu sonhas.
Na cidade adormecida
Primavera vem chegando.
 
Catavento enloqueceu,
Ficou girando, girando.
Em torno do catavento
Dancemos todos em bando.
 
Dancemos todos, dancemos,
Amadas, Mortos, Amigos,
Dancemos todos até
 
Não mais saber-se o motivo…
Até que as paineiras tenham
Por sobre os muros florido!
 
Texto de Mario Quintana, extraído da obra 80 anos de poesia.
Quem é: Mario de Miranda Quintana, um poeta, tradutor e jornalista gaúcho, nascido em Alegrete em 1906. Morreu em 1994.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vou ler o texto do poeta caxiense caxiense Eduardo Dall´Alba, extraído da obra Viola de Rua, de 2003,  o texto se chama:
 
AS PALAVRAS
 
As palavras, como as sementes
devem plantar-se em terra boa.
E se espalhar a toda gente
ou perdê-las no fino da garoa.
As palavras, como as sementes
devem plantar-se em terra arada,
para que o broto mesmo ingente
possa brotar do sal da terra
e assim semente, ao ver-se semeada
como ao discurso da palavra usada,
como a palavra em poema.
As palavras, colhê-las como as uvas
na hora precisa, no poema certo.
Sugar-lhes o líquido sagrado
do sentido, até que fartos
do discurso e embriagados de palavras
durmamos o sono simples dos mortais
sem nem sentido precisarmos mais.
 
Texto do poeta caxiense Eduardo Dall´Alba, extraído da obra Viola de rua (2003). Quem é: Autor de vários livros, Eduardo Dall'Alba era poeta, pesquisador e professor universitário. Foi patrono da Feira do Livro de Caxias do Sul em 2008. Por seu talento e exercício literário, em 1998, recebeu o prêmio Açorianos de Literatura na categoria Poesia, com o livro Vinhedo das Vontades. Uma década depois, recebeu a mesma distinção na mesma categoria com a obra Lunário Perpétuo.
 
Era isso, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia
PRESIDENTE FLAVIO CASSINA (PTB): Ok.
 
“Floresta se cuida como se fosse um templo, os campos, como se fossem pista de dança, os rios, como se fossem água benta,  e o nosso ar, como se fosse puro como alma de criança”.
 
Esse é um texto do livro Apaguei a Luz do Vagalume do nosso saudoso Luiz Carlos de Lucena.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhor presidente, agradeço ao vereador Paulo Périco. Amanhã, estou inscrito no Grande Expediente e, se o senhor necessitar, se o senhor achar que deve, cedo meu espaço ao senhor também. Eu quero saudar aqui a Eloísa e a Maria Cristina que vieram aqui falar a respeito da Feira do Livro. Que bacana a Câmara de Vereadores abrir esse espaço também na Semana da Leitura. E uma fala importante da Maria Cristina e da Eloísa é dizer que a praça é um espaço aberto. A Feira do Livro é um espaço democrático realmente. Circulam ali pessoas de todas as classes sociais. Existem ali obras de todos os segmentos. É uma feira que o prefeito insistiu muito que acontecesse na Praça Dante. Aliás, eu sempre defendi isso, a praça é um espaço democrático, para a Feira do Livro e para qualquer outro evento. Então, pegando esse gancho e saudando vocês e parabenizando pelo trabalho, que tenho certeza que vai ser uma grande Feira do Livro como sempre foi, eu quero lamentar essa decisão, novamente uma decisão antidemocrática, uma decisão impensada de não ceder a praça, que é nossa, que é democrática, que é o espaço de todos, para um evento já consolidado desde 2003, que é a bênção dos freis capuchinhos, no dia 11 de dezembro no Natal da praça. Olha eu acompanho como jornalista, trabalhando durante sete anos na Rádio São Francisco, a gente acompanhou jornalisticamente esse evento. Jamais foi um evento só dos freis Capuchinhos. Jamais foi um evento só da Igreja Católica. Milhares de pessoas passam pela praça diariamente, e é muito bonito isso. Começou lá em 2003 com o Frei Renato Zanolla, hoje falecido, mas o frei Zanola foi até a praça e começou a conversar com as pessoas, abençoar as pessoas. Isso ganhou uma proporção tão bonita que dezenas de freis acabaram criando esse evento Natal na Praça e indo para a praça e abençoando as pessoas de todas as matizes religiosas. Quer dizer, quem passava pela praça, independente de ser católico ou de qualquer outra religião, se sentia feliz, em paz recebendo uma simples bênção. Então lamento, realmente lamento, que o prefeito de forma não dialogada, de forma não sensível tenha um momento tão bacana, tão importante, como esse que é a bênção dos freis Capuchinhos na Praça Dante sempre no dia 11 de dezembro...
 
Parla Vox Taquigrafia
SRA. IDETE VANONI: Bom dia a todos, senhores vereadores, senhor presidente da Câmara Flavio Cassina. Queremos agradecer pelo espaço que vocês nos concederam aqui junto à Câmara de Vereadores e agora a colega vai expor o que nós estamos pedindo.
SRA. ANA ANTONELI: Bom dia a todos e a todas. Bom dia a todos os presentes e aos colegas do Projeto Conviver. (Manifestações da plateia) Agradecemos a imprensa, que é de muita importância para que o nosso movimento chegue ao seu objetivo. Em virtude das várias mudanças que estão surgindo dentro do Conviver, as conselheiras dos grupos resolveram se reunir para decidirmos o seguinte... Passos já tomados, entramos com abaixo-assinado na SMEL com quase duas mil assinaturas até agora sem retorno. Entramos também com abaixo-assinado na prefeitura com quase duas mil assinaturas. O que estamos reivindicando? Queremos uma reunião para resolver a situação do Conviver com o prefeito; retorno dos professores aos grupos; retorno, manutenção dos antigos horários de aula, em 1h30min; respeito ao projeto que completa 21 anos. (Palmas) Mais de 3.500 pessoas atendidas em grupos. Retorno dos passeios. Conviver é saúde, esporte, lazer e convívio. Obrigada. (Palmas)
SRA. IDETE VANONI: Senhores vereadores, não sabemos o porquê a secretária vem agindo desta maneira com os nossos professores e com o Conviver em si. O Conviver é um grupo que ele se mantém sozinho. Não precisaria a gente passar por esse estresse hoje que a gente está passando. Assim, em time que está ganhando não se mexe. Então agora, com essa secretária que retornou, ela está fazendo mudanças impraticáveis. Por exemplo, não tem mais os passeios. O que são os passeios para nós? Os passeios são lazer e puro e simples. Têm pessoas que só saem de casa para ir para esses nossos passeios. A gente vai para o interior o pessoal nos recebe de coração aberto. A gente passa assim um dia maravilhoso. Qual é a despesa que a prefeitura tem com os passeios? Nenhuma. O salário dos professores, eles têm que pagar tanto se eles estiverem na sala de aula ou se eles estão lá no Conviver. Os professores eles amam o projeto. Eles estão arrasados. Têm uns que estão tomando até remédio para poder superar essa queda deles. Agora vão colocar estagiários. Nada contra os estagiários, mas os professores eles têm a folha da anamnese, eles sabem o remédio que cada uma de nós tomamos. Têm os nossos endereços. Eles têm os nossos telefones. Voltando ao que a prefeitura não tem despesa. Nos passeios a gente paga tudo. Tudo a gente paga desde o transporte, alimentação, enfim, tudo. Então a gente gostaria de saber se é maldade dessa secretária fazendo isso. Não sabemos o porquê ela está nos aterrorizando. Então nós pedimos encarecidamente uma reunião com o prefeito para colocarmos isso para ele. Gostaríamos também de saber por que a Márcia está fazendo isso conosco. Ela simplesmente não gosta dos professores. Ela está colocando um horário absurdo para eles. As professoras que vão para o interior elas têm que ir com o próprio carro, pagar gasolina. Eles tinham um horário para o almoço, agora ele saem lá da Criúva, Vila Seca, esses lugares, eles têm que ir direto dar aula, porque não sobra tempo nem para almoçar. E se o professor sobrar 15 minutos no final do expediente, eles têm que voltar para a Smel pegando trânsito das 5h30, 6 horas. Isso é desumano, gente! É desumano o que ela fez! (Manifestação nas galerias.) Eu vou dar oportunidade para os colegas também que são da coordenação.
SRA. MARILENA BOFF: Oi pessoal, é o seguinte. Eu acho que o mais importante é a gente manter os nossos horários, manter a qualidade do projeto Conviver e também o Conviver como ele sempre foi. A gente não pode querer alterar tudo da maneira que eles estão fazendo, porque se realmente a Márcia tivesse num projeto já elaborado como eles dizem que existe, então não trocaria os nossos professores que são excelentes professores, com qualidade, são especializadas para dar aula para a terceira idade. Ela não colocaria estagiários e seus agregados lá para substituir essa qualidade que nós tínhamos. Então está um tanto desorganizado isso e ela diz que é para aumentar os horários, para aumentar a quantidade de pessoas idosas para participar do Conviver. Só que se realmente ela tivesse todo esse projeto feito, então ela teria que ter agido de diferente, não pode ser assim. Tirar um professor de qualidade e botar um estagiário. Então o que a gente estava reivindicando é que seja o nosso Conviver com a qualidade de sempre e os nossos horários também, com certeza, principalmente os nossos professores, que nós amamos eles, e isso é as duas partes que se amam e preferem que fique tudo da mesma maneira. Então acho que... Essa é a nossa reivindicação principal, que o Conviver continue sendo o que sempre foi, os horários que voltem a serem o que era e principalmente a volta dos nossos professores. O nosso muito obrigado a todos. (Palmas)
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Presidente Cassina, isso que aconteceu aqui agora com a presença das pessoas que participam dos projetos de convivência aqui de Caxias do Sul não me surpreende. Primeiro que o “Fora Márcia” eu me junto. Ela não deveria nem ter voltado. Ela não deveria nem ter voltado para a Secretaria de Esporte e Lazer. Então me junto a essa fala e a todas as pessoas que lotaram este plenário. Este momento aqui é muito significativo. E segundo que esse pessoal todo não vai ser recebido pelo prefeito, porque o prefeito, de novo, eu não sei se o líder do governo pode nos confirmar, mas o prefeito novamente está viajando. Ele está em Fortaleza junto com o irmão novamente, dias 23, 24 e 25. É isso? (Manifestação sem uso do microfone.) Exatamente. É isso? Está viajando de novo o prefeito. De qualquer maneira, a gente espera que todo esse pessoal seja recebido de forma democrática, que eles possam também aqui, a Câmara está aberta, mas que possam expor as suas preocupações. Elas já têm exposto isso há muito tempo com problemas de horários, com trocas de professores, com desleixo da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer em relação ao Projeto Conviver. Enfim, para o pessoal vir aqui com esse ânimo e com essa vontade de colocar para fora uma indignação é porque realmente estão muito indignados. Então é mais uma das situações em que o prefeito não dialoga. A secretária não deveria ter voltado, está sucateando cada vez mais a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer em um processo de desmonte daquilo que funcionava. Quer dizer, muitas coisas não funcionam, mas muitas coisas funcionavam. “Então vamos desmontar. O que funciona vamos desmontar. Vamos trazer problemas para causar essa indignação.” Eu falava, antes da suspensão da sessão, dessa questão da bênção dos freis capuchinhos na Praça Dante. Um evento que acontece desde 2003, que iniciou em função do frei Renato Zanolla. É quase que um ato ecumênico porque não são só os católicos vão até a praça. É um ato ecumênico, é uma coisa simples. Eu sempre ouço falar que um simples bom dia para alguém, uma mensagem que a gente dá já é uma benção. Dar a mão para alguém já é uma benção. Nós podemos nos abençoar inclusive. Aquilo que funciona todo ano, milhares de pessoas vão até a Praça Dante Alighieri, que é o lugar do povo, que é o lugar aberto, que é um lugar democrático...
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Um aparte, vereador?
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): De uma forma simples, qual é a estrutura que precisa para os freis? Uma garrafinha de água para eles aguentarem o dia inteiro quando tem sol.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Eles ficam ali abençoando, 20, 30 freis que vêm de vários pontos. Não só de Caxias do Sul, mas de vários seminários, os freis capuchinhos para o estado. Eles vêm para cá. E aquela fila, é a coisa mais linda e emocionante, porque as pessoas estão precisando. Nós temos quase 30 mil desempregados. Nós temos as pessoas indo a grupos de convivências, nós temos pessoas depressivas.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Um aparte, vereador Meneguzzi?
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): A cidade está tensa, a cidade está pesada, a cidade está nesse ritmo. Então as pessoas querem no final do ano ter uma simples benção que demora 30 segundos. Um freio dando uma benção, te desejando a paz, te desejando sorte, te desejando assim: “Vá com Deus! Fique com Deus! Enfrente os teus problemas. Enfrente as situações difíceis”. A cidade precisa disso ainda mais em época de Natal. E o que faz o prefeito e a secretária de Urbanismo? É bom a gente ressaltar a secretária de Urbanismo, Mirangela, que tem recusado... Aliás, eu não vou ficar aqui fazendo um guerra de religiões, mas até recentemente teve, e acho muito bacana que tenha, um evento gospel, uma mateada gospel na praça. Eu acho muito bacana isso. Qualquer religião, qualquer entidade que possa fazer algo que seja para a convivência, para a alegria, para desestressar façam na praça. Agora essa justificativa da secretária Mirangela, da Fiscalização, e do prefeito Guerra não pode ceder a praça porque não vai ter tempo hábil para desmontar a estrutura da Feira do Livro. Meu Deus, como eu fiquei sabendo disso ontem, eu pensei: Mas será que nós estamos no mês de novembro? Será que nós já estamos no início de dezembro? Nós estamos em setembro! A feira do livro tem duas semanas. Se não dá tempo para desmontar a estrutura deixa lá montada, vai servir ainda mais, vai ficar ainda melhor para fazer essa bênção em caso de chuva, em caso de sol forte. Então, olha, eu nunca, vi, vereador Edson, nunca vi nas minhas redes sociais tanta indignação quanto a essa situação. Só nas minhas redes sociais foram 500 compartilhamentos dessa notícia. Só nas redes sociais do Pioneiro foram mais 300. Só na rede social da tua rádio foram mais de 200. Foram mais de 2 mil comentários, mais de 3 mil curtidas. Quase que unânime. As pessoas indignadas com esse tipo de ação, com esse tipo de procedimento por parte do prefeito. Eu nunca tinha visto tanta indignação quanto a uma situação. Talvez não seja essa questão da bênção, vereador, específica, mas é que as pessoas não aguentam mais. É a gota d'água, esgotamos. As pessoas estão sem paciência com esse tipo de ação que é arbitrária, não é democrática, não dialoga com aquilo que cidade quer. Eu até já lancei uma hashtags nas minhas redes sociais: quero minha cidade de volta. Nós precisamos ter Caxias do Sul de volta. Desse jeito que as coisas estão vai ser cada vez pior. A gente vê isso e a prova disso, olha isso, o panelaço que essas senhoras e senhores fizeram aqui, os grupos de Convivência é a prova disso. Só corrobora com tudo que a gente tá falando. Um dia é a proibição da bênção, outro dia vêm aqui centenas, podia ser nossas mães, nossas avós, nossas amigas que vieram aqui indignadas pedindo apenas para manter os professores, manter os horários, não estão pedindo nada demais. Até porque as igrejas, os salões eles cedem o local. Elas pagam um real, dois reais, é isso, não é, vereador? Para manter esses grupos de convivência. É só manter aquilo que está funcionando. Então realmente é lamentável, vereador Frizzo, em função disso até da bênção dos freis, nós estamos idealizando aqui uma mudança na Lei Orgânica que susta, a bancada do PSB os efeitos de expressões constantes no Caput do artigo 1º, do Decreto de 15 de agosto deste ano que  estabelece normas para a realização de eventos de caráter temporário no município de Caxias do Sul. Então o que a gente quer com isso, o vereador Frizzo também pode detalhar. Nós queremos que pare essa situação de vetar, que a praça seja usada de forma democrática por quem quer que seja e que não tenhamos essas regras esdrúxulas que não levam a nada, só criam animosidade, só criam clima pesado na cidade, por conta de quê? Por conta  do legalismo extremado que essa administração tem, que esse prefeito tem, que essa secretária de Urbanismo tem. É lamentável realmente o que a gente tem visto aqui em relação a essas questões de cedência do espaço democrático, dos eventos, todo dia. Nós estamos virando piada nacional. É piada nacional o que está acontecendo em Caxias do Sul, todo dia com uma notícia ou outra. Seu aparte, vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Vereador Alberto, dois exemplos da Câmara de Vereadores através da sua presidência, vereador Cassina, dá exemplo hoje. Abertura da Semana da Leitura que é promovida na questão da organização toda que foi feita hoje aqui não teria obrigatoriamente de ter o executivo aqui.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Peço a palavra.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Não teria obrigação, mas é pensar na cidade, é pensar na divulgação. É pensar  no todo. Outro exemplo, nós temos aqui acordos de lideranças que são protocolados, mas houve uma manifestação. O presidente reúne as lideranças de bancada e as lideranças de bancada resolvem dar esse espaço. Isso é democracia. A lei existe, existem as excepcionalidades. E a bênção que V. Exa. estava falando... Ontem estávamos eu, a Grégora e a Vânia na tua rádio, quando ouvimos: como é que é? Não, é brincadeira. O que isso implica na rotina, vai prejudicar na rotina da cidade? Nenhuma coisa. E agora o exemplo do Conviver, o vereador Felipe pode nos socorrer. Não sei o que está acontecendo na cidade. Eles estão tentando, vereador Felipe, há mais de três meses esse movimento, não é de agora. Tiveram paciência ao extremo. Tentaram reunir, nós tentamos fazer inserções.  Olha, o que eles estão querendo é que só que se mantenha o projeto Conviver nada mais, porque isso é saúde. Isso vai desonerar o município da saúde, porque 99% são mulheres. É o nosso momento de lazer. É o nosso momento de saúde. Têm muita dessas pessoas que estão aqui, dessas mulheres que estava em depressão e o Conviver retira, quer dizer, não dá para entender, vereador Alberto. Obrigado pelo espaço, mas não dá para entender o que está acontecendo em Caxias do Sul, literalmente não consigo entender qual é essa política de enfrentamento. Obrigado.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Eu peço ao nobre líder para continuar em Declaração de Líder para dar os devidos apartes.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Com a bênção do senhor presidente continua em Declaração de Líder.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Então o seu aparte, de imediato, vereador Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Sei que outros vereadores solicitaram aparte, mas só para complementar a sua fala, nós estamos protocolando hoje um projeto de decreto legislativo onde estamos suprimindo do Decreto nº 2381, de 15 de agosto de 2019, as expressões praças, parques e similares. É da nossa competência revisar esse decreto porque esse decreto, vereador Meneguzzi, ele dialoga com autoritarismo, dialoga com o que há de pior da relação de um Poder Executivo com a sua comunidade. E já dizia o grande Castro Alves, “a praça é do povo como o céu é do condor”. Eu acho que nós estamos indo, vereadora Denise, eu vi que V.Sa. se mexeu ali para falar também, quase para um processo de desobediência civil, onde a população vai passar a não mais respeitar essas decisões esdrúxulas. Eu quero ver quem é que vai proibir se os freis quiserem ir ali para a Praça Dante com uma garrafinha e dar a benção. Aliás, convido, acho que a Câmara inteira deveria estar lá junto com os freis, nesse dia, ajudando ali e colocando esse trabalho magnífico que eles fazem, de apoio à população, que é uma coisa bonita. Então nós discutimos aqui, vereador Périco, o caso já não é mais nem de impeachment, é de interdição porque é um lunático que está à frente da prefeitura, é um fora da casinha. Estamos procurando um médico, não sei se lá em São Paulo ela não está se consultando com alguém porque ele sempre para em São Paulo, para tratamento psiquiátrico, acho que é o que ele está precisando. Então nesse sentido eu acho que o caso, já desse prefeito e da sua secretária de Esportes, que eu acho que deve ir junto... Aliás, a manifestação das senhoras aqui foi muito clara, “fora Márcia” e ele resgatou essa... Nem vou usar o termo que eu gostaria de usar, essa professora, lamentavelmente de novo na Secretaria de Esportes e Lazer e a gente já sabe, nós lá da Associação de Motocross. Então para quê comprar essas brigas? Parabéns, vereador Meneguzzi, acho que V.Sa. tem toda razão de levantar essa denúncia. Estamos protocolando, senhor presidente, Comissão de Constituição e Justiça, rapidamente aqui.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Obrigado, vereador Frizzo. Eu quero deixar a pergunta de novo, o prefeito Guerra está viajando novamente, pelos menos é o que está no Portal Transparência, 23, 24, 25, 26 para Fortaleza e com o irmão Chico Guerra, custo de R$ 2.726,00 cada um. Voltou na quinta-feira de São Paulo, os dois voltaram, e viajaram de novo para Fortaleza? Bom, seu aparte, vereador Thomé, depois vereador Uez e vereadora Denise.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Vereador, eu acho que nós já perdemos a oportunidade desse prefeito não estar mais aí, mas vamos relevar essa questão. Só que nós não podemos deixar em branco essas atitudes que vem, cada vez mais, envergonhando o nosso município e a gente sabe muito bem que Caxias do Sul tem que ter mais respeito, a não ser que nós colocamos a cadeira do monárquico lá na praça e o reizinho assuma lá mesmo, porque parece que é o dono da praça. Não se vê outra alternativa, uma coisa em que iria atrapalhar essa questão da benção. Eu me lembro muito bem quando começou, a gente passava lá na praça e tinha essa benção, onde que muitas pessoas procuravam estar lá nesse momento. Então a gente percebe muito bem que esse prefeito não está certo da cabeça, as coisas não estão muito bem. Então nos preocupa. Eu acho que a nossa cidade de Caxias do Sul está perdendo e muito, e muito. Valeu.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vereador Velocino.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Vereador Meneguzzi, parabenizo. Esta Casa não compartilha com isso, nobres colegas. Depois de amanhã está aportando nesta Casa, para primeira discussão, um projeto que protocolei, em dezembro de 2017, junto, construído com, na época, Frei João Romanini, que institui, no município de Caxias do Sul, a benção na praça. Quando o município diz que não há tempo hábil entre a Feira do Livro e o Natal, eu pergunto: Natal tem todos os anos. Então é praticamente dizer “aqui não”. Mas nós não compartilhamos com isso e logo, logo vamos discutir esse projeto. Temos três meses ainda. Eu quero ver ter a cara de pau de vetar esse projeto, porque daí sim está dando a sentença que retirou a benção da Praça Dante Alighieri, que não é uma pessoa, é da comunidade caxiense. Obrigado.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vereadora Denise.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Bom, vereador Alberto, primeiro lhe dizer que também já estava bastante incomodada com essa questão do decreto. Já trouxe aqui no plenário em outra ocasião. E hoje pela manhã também assinei um projeto de decreto legislativo praticamente com o mesmo teor. Eu não sei quem protocolou primeiro, qual vai ser apensado a qual. Não sei qual dos dois. Só, claro, a diferença é que eu indico que seja sustado o decreto todo, especialmente pelo artigo primeiro, que trata sobre eventos políticos, religiosos e sociais, o que, no meu entendimento, só isso já é inconstitucional. Então quero dizer que provavelmente eles serão apensados. Não sei qual dos dois. Mas eu entendo que o decreto como um todo tem que ser sustado. Depois eu vou falar um pouco mais sobre o tema.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Obrigado, vereadora Denise. Importante a sua iniciativa também. Eu não sabia da sua iniciativa. Também agora, de ontem para hoje, nós pensamos também essa mudança. Vereador Périco.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Vereador Meneguzzi, eu gostaria de parabenizar todos os colegas.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Porque esta unidade aqui da Casa demonstra que esta Casa é completamente contrária às atitudes que essa pessoa... Porque prefeito não é, né? Convenhamos. Que essa pessoa está fazendo aqui com o município de Caxias do Sul. Eu colocaria aqui se nós pudéssemos fazer uma comissão, ir conversar com os padres capuchinhos e pedir para eles, veementemente, que eles mantenham. Desculpas em nome do povo caxiense, e que eles mantenham a benção na praça. E que neste dia toda a Câmara de Vereadores esteja junto com eles. Que nós, ali, façamos essa ação. Como o vereador Frizzo falou, eu quero ver a Guarda Municipal ir lá nos tirar da praça. Eu pago para ver. E nós temos que fazer isso, toda a Câmara de Vereadores, junto com a população. E não é populismo isso. Isso é democracia. Ir com os padres, estarmos junto com eles. E quero ver quem vai lá nos tirar de lá. Então eu faço uma convocação a todos os colegas vereadores. Obrigado, vereador Meneguzzi.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Obrigado, vereador Périco. Então para encerrar, repudiar essa decisão da prefeitura, do prefeito Guerra, da secretária Mirangela, de vetar a benção tradicional, que acontece desde 2003, na Praça Dante Alighieri. Os freis estão anunciando que vão fazer o evento, independente de ser na praça ou não. Mas é importante também essa sua sugestão, importante a iniciativa da vereadora Denise. (Esgotado o tempo regimental.) Senhor presidente, a da bancada do PSB. Vamos achar o melhor e vamos tentar conversar para que a cidade volte a sorrir. Esta cidade está tensa, está triste. É isso que a gente precisa, que a cidade volte a sorrir. Nós queremos só a nossa cidade de volta. Nós queremos a nossa cidade de volta. Era isso, senhor presidente.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Senhor presidente, bom dia. Bom dia a todos que se fazem presentes aqui no plenário desta Casa. São todos muito bem-vindos. Meu abraço, meu respeito e meu bom dia também a todos que nos assistem através da TV Câmara, canal 16 ou pela internet, pelas redes sociais. Eu tenho um assunto bem importante aqui para falar sobre o desaparecimento de uma adolescente, uma moça, uma menina de menor. Mas, vereador, vou dar uma resposta meio genérica para quem servir o chapéu, se servir é só usar e tranquilo. Mas eu vou me utilizar da palavra do vereador Thomé quando o senhor diz assim: “Nós perdemos uma oportunidade de mudar tudo isso”. Vereador Thomé, foram quantos? Cinco ou seis pedidos de impeachment? Não rolou né? Então oportunidade vocês tiveram. Vocês tiveram oportunidade e vocês não desprezam essa oportunidade todo o santo dia, toda a sessão aqui nesta Casa. Só que a oportunidade que vocês vão ter, vereador Thomé, que eu estou vendo que vocês não estão trabalhando legal, estão todos divididos entre vocês aí. A guerra está interna entre os partidos. Vai ser em outubro do ano que vem. Então se prepare, meu querido, e tente a sorte. Porque até agora, pelos pré-candidatos que estão se lançando aí... Daniel Guerra reeleito, só lamento! E, quando o vereador Meneguzzi diz: “Queremos a cidade de volta”, essa sua palavra representa os partidos, os trocentos partidos. “Queremos voltar ao poder.” Tentem a sorte em outubro do ano que vem. Obrigado. Bom, agora vamos ao assunto que interessa. Eu quero falar sobre essa menina aqui. Essa menina que está desaparecida. É um assunto importante. Uma cidadã caxiense, uma jovem, uma moça – Rutiele Borges da Silva. Repito, Rutiele Borges da Silva, 16 anos, uma moça, uma menina para não chamar de criança, uma criança praticamente, menor, 16 anos. Está desaparecida, nobres pares, desde o dia 16 deste mês. Nós estamos compartilhando e só para vocês terem ideia da importância e que realmente o povo se preocupa com essa situação, nós compartilhamos, foi ontem, se não me falha a memória, antes de ontem, no final da tarde, faz um dia e meio que nós compartilhamos, colocamos ali essa fotinho aqui. Já teve praticamente 600 compartilhamentos, 42 mil pessoas envolvidas tentando achar essa menina aqui. Os pais estão desesperados. Eu me coloco sempre no lugar do pai. O pai está desesperado. Essa menina estava indo para a escola onde ela estudava, na segunda-feira, no dia 16, e sumiu. Então eu quero trazer algumas informações. Antes disso, eu quero fazer aqui uma fala, dizer o seguinte, eu não sou contra a polícia, bem pelo contrário. Sou totalmente a favor da nossa polícia, tanto a nossa honrosa Polícia Militar quanto a nossa honrosa Polícia Civil. Só que, desde o dia 16, a partir do desaparecimento desta jovem, vereadora Paula Ioris, vereadora Denise Pessôa, vereadora Tatiane Frizzo, vereadora Gladis Frizzo, parece que não teve uma investigação, não se tem o mínimo de resposta para a família, para a nossa população. Ela estava indo para a escola, como ela ia sempre, sete, sete e pouco da manhã; foi vista pela última vez com umas duas ou três mochilas, não chegou a ir para escola. As informações que nós sabemos é que ela ganhou um celular de um homem. Não se sabe se... Está difícil, meu presidente. Meu presidente, está difícil. O som está baixo aqui. No plenário... Desconcentra a gente, poxa! Então ela não chegou na escola e ela ganhou um celular. A informação que a gente tem é que ela ganhou um celular de um homem. A família não deu esse celular para ela. Viram ela com um celular, um J5, sei lá o quê.  Esse celular foi mandado para casa de uma colega dela que entregou para ela. O que acontece? Então não foi feito um rastreamento desse telefone, da última ligação, se tem o número desse telefone. As coleguinhas tiveram acesso ao número desse telefone. Não foi feito o rastreamento. Não foi feito o rastreamento das imagens, porque onde ela passou tinha imagens, tinha câmeras, para ver o passo a passo, para ver se ele entrou num carro para puxar a placa desse carro, para ver de quem é. Então não se teve nada, nada, nada, nada de informação até agora, meu Deus! Aí têm pessoas maldosas, maliciosas, eu estou sem tempo para falar tudo, por isso não vou poder conceder os apartes, mas depois, posteriormente, se os senhores e senhoras entenderem que seja necessário e importante poderão pedir a Declaração de Líder e a gente continuar nesse assunto. Então não se tem a menor informação, não se tem informação nenhuma. Não foi feito nada até agora, por quê? Porque é uma menina pobre, morena, negra, poderíamos dizer. É isso? Por que ela não é filha de um político influente? Um empresário bem sucedido de Caxias? Um artista, uma pessoa famosa? É por isso? Então, sabe? Não se tem interesse em investigar onde é que... Aí disseram assim, têm umas mentes maliciosas dizendo: ela fugiu com o namoradinho. É uma hipótese. Pode ter acontecido, mas não importa ela é menor. Ela é uma criança. E assim como ela pode ter fugindo com o namoradinho, esse namoradinho pode ser menor, pode ser um homem, um maior, que foi induzida essa menina, raptou essa menina. A gente sabe se ela está viva? Será que ela não está debaixo da terra? Será que ela não foi raptada? Hoje em dia a gente sabe que existe tráfico de jovens para servir de escravas sexuais sei lá onde. Tráfico de órgãos, pode matar a criança para pegar os órgãos, sei lá o quê.  Tudo pode ter acontecido. Então nós precisamos do empenho da nossa honrosa Polícia Civil, da nossa honrosa Polícia Militar, se ter  o mínimo de informação, poxa! Cadê o rastreamento do telefone? Cadê as câmeras, os vídeos? Até agora nada, nada. Aí a família o  pai vai na delegacia, pelo menos essa é a informação que a gente tem, aí o delegado pensou e disse: se vocês tiverem alguma notícia, vocês falam para nós. O que que é? É por que não foi para mídia? É por que não é filha de rico? É por que é morena, é uma menina morena? Cor negra? Eu quero dizer que me coloquei... Eu conheci o pai dela quando eu fiz o estágio ali na Justiça Federal cursando Direito e agora o encontrei. Eu não sabia que ele era o pai da menina. O cara está desesperado. O irmão dela que tem 15, 14 anos está querendo se matar. Ele viu a menina com esse celular, a irmã dele e ficou com medo de falar para os pais. Por gentileza, vereador Edson. Obrigado. Ficou com medo. Então agora está se culpando, está querendo se matar o menino. Então tem uma série de coisas acontecendo, minha gente. A gente pede à população, você que está nos assistindo neste momento na TV Câmara, você que está nos assistindo através das redes sociais, nos ajude, e os vereadores aqui, a Comissão de Direitos Humanos, enfim, nos ajude a pressionar as autoridades policiais para se ter, pelo menos, o mínimo de envolvimento nesse caso para a gente ter o mínimo de informação. Eu teria aqui mais uma série de coisas para falar, de informações, se não der tempo, se alguém não pedir declaração de líder para seguir pelo menos um tempo nesse assunto, no final, se der tempo, vou falar. Então a escola que ela estudava era ali no Bairro Cruzeiro, senhor presidente, estava indo para escola. A Escola Estadual de Ensino Médio Província de Mendoza, no Bairro Cruzeiro, na sua região, vereador Edson da Rosa. Então quantas câmeras têm lá? Nas ruas, no comércio não tem câmeras? Vamos puxar as câmeras, vamos fazer um rastreamento, vamos fazer alguma coisa porque essa menina pode estar viva, pode estar escondida, pode estar aqui em Caxias, pode estar lá no Japão há essas horas. Pode estar viva, pode estar morta, sei lá o quê, mas a família quer notícias, quer saber o que aconteceu. Era isso. Muito obrigado.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Bom dia presidente, bom dia colegas vereadoras, vereadores, quem nos assiste aqui. Uma manhã de muitas emoções. Eu gostaria de dizer que sem dúvida esse caso da menina, desde que eu li, a gente não para de pensar, a escola é bem perto da minha casa. Eu já estive com o filho desaparecido, a gente sabe o que é isso, mas eu tenho certeza que a polícia deve estar investigando, vamos ver nos próximos dias o que a gente pode saber disso. Em relação ao que tivemos aqui de manhã eu apoio que a gente esteja tomando providência em relação à Lei Orgânica. De fato, na semana passada falamos que um decreto que não permita uma manifestação e prevenção ao suicídio e de bênçãos agora, vereador, ele não deve estar correto, a gente tem que fazer alguma coisa mesmo. Em relação ao projeto Conviver, quando aquela senhora, aqui na tribuna, falou “a prefeitura não gasta nada” eu me senti envergonhada, porque mesmo que ela gastasse que belo investimento estaria fazendo porque investir na terceira idade é muito inteligente, além de saudável, porque como o vereador falou a depressão é cara, os leitos hospitalares são caros e a gente sabe a importância do Projeto Conviver para a terceira idade. Então fica aqui o nosso, de fato, repúdio a essas atitudes. Bem, eu ocupo esse espaço de Declaração de Líder... Quero saudar a presença aqui dos nossos senhores da Associação dos Aposentados. O presidente Juarez Gilberto esteve conosco até a pouco, acho que não pode permanecer. Está aí? Opa, Juarez, desculpa, tu tinha dado uma saidinha. O Juarez, o presidente; o secretário-geral, Gildenor Canalli; o tesoureiro, Vilson Sescon; e o Senhor Abrelino Dal Bosco, ex-presidente.
 
A história da associação tem um início bastante curioso, e que teve a participação da Câmara de Vereadores. Em agosto de 1959, a senhora Osorina Belíssimo era funcionária da metalúrgica Abramo Eberle. Estando doente, ela procurou o benefício da Previdência Social. Passado algum tempo, em virtude da doença, ela veio a falecer. Enquanto era velada, chegou uma correspondência da Previdência dizendo que ela estava apta ao trabalho, fato que gerou revolta entre os presentes no velório.
Entre eles, estava o senhor Pedro Olavo Hoffman, que na ocasião era presidente desta casa, e os senhores Álvaro França de Oliveira e Prudente Soares. Eles questionaram quem estaria defendendo pessoas como ela.
Assim, procuraram o advogado Percy Vargas de Abreu e Lima, que já atuava defendendo aposentados, que tomou a iniciativa de fundar uma entidade de classe. Assim, em 21 de setembro de 1959 foi fundada a Associação dos Inativos, Encostados, Aposentados e Pensionistas do Instituto da Previdência Social. Em 1961 e em 1967 teve duas trocas de nome, e em 1996 passou a ter a denominação atual: Associação dos Aposentados e Pensionistas DE Caxias do Sul.
Ao longo desses 60 anos, a entidade vem trabalhando na orientação aos aposentados e pensionistas, na busca por benefícios de atendimento médico e odontológico, firmando convênios com diversas clínicas, e na defesa dos direitos da categoria. Conforme informação da atual direção, foi a PRIMEIRA ENTIDADE para aposentados e pensionistas do Brasil, mostrando a posição de vanguarda na defesa da categoria.
A data de aniversário da AAPOPECS é 21 de setembro. Neste dia, no último sábado, foi realizado um almoço de comemoração, que reuniu cerca de 700 pessoas no salão da paróquia Santa Catarina.
A última homenagem solene para a AAPOPECS nesta Casa foi em 2014, quando a entidade completou 55 anos. O presidente na ocasião era Abrelino Dal Bosco.
Na pessoa do Presidente Juarez Gilberto dos Santos, do Secretário Geral Gildenor Canali e do senhor Vilson, da tesouraria, prestamos essa homenagem à entidade e parabenizamos todos os ex-presidentes, as pessoas que se envolveram na organização, no trabalho dessa associação para os nossos aposentados, pessoas que merecem a nossa admiração, o nosso respeito.
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Diferente do que a gente viu acontecer hoje, aqui de manhã, são pessoas que deram a sua contribuição à sociedade, que merecem a nossa dedicação agora. Eu quero mais uma vez cumprimentá-los. Para quem não sabe, nós temos uma regra interna aqui na Casa de que, depois de uma homenagem solene, a gente tem um tempo para poder fazer uma homenagem novamente. Então por isso que eu faço neste momento em Declaração de líder, porque em 2014 ocorreu a homenagem dos 55 anos. Senhor Juarez, senhor Gildenor, senhor Vilson e senhor Abrelino, o nosso muito obrigada pelo trabalho que fazem pelos aposentados da nossa comunidade. Era isso então, presidente, colegas vereadores e vereadoras. Muito obrigada. (Palmas)
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Senhor presidente, senhores vereadores, senhoras vereadoras. Bom, também quero me somar e cumprimentar a AAPOPECS pelo seu trabalho de anos,  contribuição para a nossa cidade. Também dizer que o Padre Roque também era da AAPOPECS, participava da AAPOPECS e gostava muito de dizer, inclusive, que atuava junto. Então deixar esse reconhecimento para a AAPOPECS. Sobre... Como eu disse anteriormente, eu ia falar sobre a nossa proposta de decreto legislativo. Por isso, então, estou ocupando a tribuna para falar o que embasou a minha proposta, que a gente acabou apresentando quase que simultaneamente com a bancada do PSB. A gente fez o pedido de informações que foi aprovado aqui pela Casa sobre a origem dos decretos, tanto o decreto do ano passado quanto o decreto deste ano. Também pedindo a cópia do processo administrativo, do processo que deu origem a Parada Livre, a negativa da Parada Livre. Nesses processos então a gente pôde coletar algumas impressões que aqui então eu trago para contribuir. No processo administrativo que trata sobre o decreto do ano de 2018, foi o primeiro decreto que regulamentava os eventos temporários, existe um parecer, logo no início, quando a prefeitura apresenta a sugestão do decreto, tem um parecer por parte da Procuradoria Geral do Município, do procurador Roberto Bolsoni, nesse parecer ele vem dizer a análise da proposta e ele diz então que esse decreto que trata sobre
 
“evento temporário de carácter particular”, há que se observar que a liberdade de reunião é protegida e assegurada pela Magna Carta, de modo que para a realização de atos de manifestação social, política, filosófica, reunião por pensamento, por exemplo, mesmo sendo de caráter particular não é necessária autorização, basta apenas aviso prévio às autoridades a fim de prevenir o uso simultâneo de algum espaço público, ou até confrontos.
Infelizmente, apesar de ser um direito constitucional, o que vemos atualmente no Brasil é um preocupante vácuo jurídico no que diz respeito à proteção do direito de protesto. Um exemplo disso é a ausência de legislação específica que regulamente a utilização do uso da força policial durante os protestos sociais de acordo com os padrões internacionais. Contundo, a matéria não é de competência do Município.
 
Então ele diz aqui que regulamentar as manifestações não é de caráter... Aqui, bem no início ele diz... Não, no outro parecer. Depois tem outro parecer porque a minuta vem e vai, vem e vai da PGM para o prefeito, e aí aparece então naquela redação que no início ele tinha de carácter social, cultural, político e religioso. No início da proposta do decreto. Aí ele vem de novo, já na página 50, já alguns... É 30 de julho. O decreto é de início de agosto. Já no final da redação, na última proposta, ele diz então que:
 
Analisando a minuta [...], nota-se que foram desconsideradas as observações da fls. 9, que é esse parecer que eu trouxe, no tocante a liberdade de reunião protegida pela constituição, repetindo que a realização de atos de manifestação social, política, filosófica, reunião por pensamento, não precisam de autorização, apenas aviso prévio, de forma que se pretender regulamentar tais atos, é flagrantemente inconstitucional. Todas as minutas observaram a manifestação da PGM, exceto a última, que deve ser corrigida nos termos dos referidos suprimindo-se as palavras: religiosos, políticos e sociais, do artigo 1º.
(Texto fornecido pela oradora.)
 
Em relação ao restante dos artigos ele diz que está ok e vai colocando. Então é o mesmo procurador que no final ele diz que todas as observações...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um aparte, vereadora Denise?
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Já lhe concedo. Todas as observações são atendidas da Procuradoria Geral do Município, no entanto, na última redação vem aquele enxerto direcionado, provavelmente pelo prefeito, de tentar dominar a cidade, regrar a cidade, controlar a cidade de forma autoritária, que é a forma que o prefeito sabe agir. Aí o decreto sai então com a redação sociais e culturais. Sociais, que na verdade ele continua com a palavra “sociais”. Aí, depois, claro, quando ele nega a Parada Livre na praça e que tem ser regrado pelo decreto, porque tem todo aquele regramento, ele diz que é uma atividade social e tem que ser regrada porque está no decreto. Só que a PGM avisou que não poderia ter esse regramento. No entanto, ele vai lá e insiste. Então por isso, considerando também que o Ministério Público Federal, o Ministério Público Estadual fizeram um parecer todo com vários argumentos jurídicos, com várias decisões, com várias legislações, com vários pareceres de ministro do STF que trata sobre a garantia da liberdade de reunião, sobre a garantia da manifestação religiosa. Então a questão dos Capuchinhos minimamente ela se enquadra na manifestação religiosa. Qualquer pessoa tem direito de manifestar sua religião de forma que quiser, embora o prefeito não queira, isso independe da vontade dele. Então é extremamente inconstitucional essa decisão de ele não deixar os Capuchinhos estarem na praça dando a bênção em final de ano. Então não tem justificativa. A questão da campanha contra o suicídio também é uma campanha social. Eu semana passada ouvi uma pessoa dizendo que queria... Uma entidade tinha pedido um espaço na praça para recolher brinquedos para doar para um bairro carente e que a prefeitura disse que não, então seguidamente... São projetos sociais, então o prefeito não tem esse poder. E por isso que eu apresentei esse decreto, um projeto de decreto lei legislativo. Ele vai sustar todo o decreto. Por quê? Só retirar as palavras: religiosa, política e social pelo nosso Regimento gente não consegue. Não consigo fazer uma emenda modificativa na redação. E sustar o artigo 1º acaba com o decreto, porque ele diz:
 
Art.1°  Ficam estabelecidas, através do presente decreto, as normas para requerer autorização de uso de área pública correspondente a vias/logradouros públicos (ruas, avenidas, calçadas, praças, parques e similares), para a realização de eventos temporários esportivo, religioso, político, comercial, social e cultural de caráter privado no município de Caxias do Sul.
 
Então na verdade, esse artigo 1º não tem como eu retirar ele. Se eu retirar ele, eu tiro todo o cerne do decreto. Então por isso a gente apresentou esse projeto de decreto legislativo para sustar o decreto. Depois  o prefeito... Bom, o processo é um processo bastante rápido. A partir do momento que ele é apresentado a Mesa vai encaminhar para o poder executivo que vai ter cinco dias para se manifestar quanto a nossa proposição e a partir do momento que ele se manifesta ou não, a comissão de Constituição de Justiça e Legislação recebendo o processo vai ter que fazer o parecer e ao realizar o parecer já na primeira sessão subsequente já vai para o voto aqui dos vereadores. Então a gente precisa realmente... Acho que chega desse decreto. Esse decreto aqui já causou muito problema para a nossa cidade. Se o prefeito não ajuda, não atrapalha, mas ele tem atrapalhado muito. Vereador Elói Frizzo tem o seu aparte.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereadora Denise, eu lhe confesso, acho que falo em nome da bancada, que a gente desconhecia que a senhoras estava tratando desse assunto. Então nós nos expomos com tranquilidade a compor do ponto de vista de chegar a um denominador comum com relação à redação e no somarmos ao projeto de V. Exa. ou o contrário, também sem problema nenhum. Agora o que me apavora assim. O Ministério Público tem sido muito ágil em algumas coisas, mas nesse aspecto que afronta a Constituição o que o Ministério Público está esperando? O pessoal da LGBT já estiveram lá no Ministério Público. Esse assunto já é de conhecimento do Ministério Público estadual e do Ministério Público federal, então uma Ação Direta de Inconstitucionalidade cabe tranquilamente e o poder competente para isso, a proposição é do Ministério Público. Nós estamos fazendo aqui o que é possível, o que a Lei Orgânica nos possibilita. Então nesse sentido... E veja que as manifestações religiosas não são só a marcha com Jesus, que essa foi permitida, sem problema nenhum. Acho que deveria ser permitida mesmo. Aliás, nem deveria ser permitida, deveria ser só comunicada, mas dia  no dia 15 de novembro nós temos historicamente o pessoal da umbanda, depois tem a bênção dos freis Capuchinhos. Então é um absurdo o que esse prefeito está fazendo, eu repito, é caso já de interdição dele e dos seus secretários também, obviamente. Obrigado.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Obrigada. Então vamos pedir o apoio da Casa e a partir do momento que o prefeito deve licenciar, porque quem é autoritário não escuta e não dialoga.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores, a gente vive um turbilhão de incomodações na cidade, vereador Daneluz, acho que é essa a situação, o que faz com que a Câmara seja reativa. Eu cumprimento a bancada do PSB e a senhora, vereadora Denise, por pensarem num projeto muito parecido, mas que tem um reflexo na sociedade, vereador Meneguzzi, extremamente relevante. A cidade está proibindo os seus próprios cidadãos de se manifestarem, de se comunicarem, de levarem as situações mais simples e mais óbvias que existem por aí para auxiliar as pessoas. A proibição do CVV de fazer uma campanha contra o suicídio há dez dias, vereadora Paula. Não precisa nem pedir autorização para isso, tem que ir lá e fazer. Proibir os freis capuchinhos de darem a bênção nas pessoas? Eram em torno de seis mil pessoas. É isso, vereador Meneguzzi? Por ação, por ano. Seis mil pessoas que utilizavam desse momento para buscar confiança, para ter uma crença, para sair de uma dificuldade, enfim, aí simplesmente diz não e utiliza essa demagogia barata do tempo hábil, que nós temos que protocolar. Protocolar o quê para dar bênção? O que impedi, no município, de dar a bênção? E outra situação, a gente não pode deixar passar em branco essa mobilização feita aqui pelas senhoras do Projeto Conviver. Não dá para deixar passar em branco essa mobilização. Acho que tinha aqui seguramente umas 350 pessoas, tranquilamente. Eu nunca vi a Câmara tão cheia como vi hoje, nunca tinha visto. Nem quando o Sindiserv invadiu o plenário aqui, vereador Elói, uns anos atrás, nem nos protestos de 2017, que foram vários nos últimos 90, 120 dias do ano. Agora, o que aconteceu hoje aqui é extremamente emblemático porque eu tive oportunidade de conversar com diversas das senhoras que estavam aqui e elas estavam aqui representando, em 350, aproximadamente 3.500 pessoas diretamente que são as alunas atingidas pelo Projeto Conviver...
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Um pequeno aparte, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): E consequentemente toda a sua família. E o mais espantoso é que elas não estão pedindo nada, só querem a manutenção do que já existe. Não querem nada de novo, não querem nem água a mais, não querem transporte a mais, que nunca tiveram. Elas querem simplesmente que se mantenha aquilo que existe, só isso. E aí eu ouvi alguns relatos de que todas as professoras do Conviver foram retiradas dos projetos, todas as professoras. Não foi uma ou outra para atualizar uma situação. Não, todas foram retiradas. E o mais grave, vereador Meneguzzi, vereador Edson que também eu sei que foi procurado e outros vereadores, diversos foram procurados aqui nos últimos dias. O Projeto Conviver cria um vínculo e era um dos únicos projetos de terceira idade que tinham vínculo entre aluno e professor, que eram professores concursados porque o objetivo do Projeto Conviver, quando foi idealizado lá no governo Pepe ainda, vereadora Denise... E passou por Pepe, passou por Sartori, passou por Alceu e nunca teve nenhum problema, sempre aconteceu.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Peço um aparte, vereador.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Um aparte.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Porque o Projeto Conviver ele cria um vínculo entre o aluno e o professor. Ele é muito mais do que o professor daquele aluno que está ali e essa uma hora e meia de aula as pessoas pensam: Mas por que elas querem meia hora a mais de aula? Que era o que acontecia. Porque durante 15, 20 minutos a professora dá atenção para essas senhoras. Elas, muitas vezes, fazem papel de psicóloga dessas senhoras. Elas têm horário organizado nas suas vidas para cuidar do neto, para cuidar de um filho, para cuidar do marido, para cuidar de tanta gente da comunidade e é isso que está se desmontando, gente. Isso vai ter um impacto lá na saúde, vereador Uez, porque grande parte dessas senhoras que frequentam o Conviver frequentam as academias da melhor idade. Essas professoras que davam aula no Conviver elas têm especialização para dar aula com terceira idade. Não é qualquer pessoa que pode dar aula para terceira idade. É uma situação diferente, é específica, é muito peculiar, vereador Edson, é muito peculiar esse tipo de aula, esse tipo de atuação. Então não é simplesmente chegar lá alguém e começar a dar aula, porque tem que entender a realidade de cada pessoa, a idade de cada pessoa. Enfim, é uma série de contextualizações. Vereador Uez, seu aparte.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Vereador Felipe, a gente participou, vereador Ricardo e Gladis, durante os quatro anos que nós fomos subprefeito, a gente participava desses encontros. A gente muitas vezes disponibilizava transporte para as professoras. As professoras criam um vínculo, vereadora Paula, e conhecem cada um. Com isso as pessoas se sentem seguras. Quantas dessas pessoas, que praticamente muitas em casa não tem mais o convívio familiar, encontram ali a sua outra família. Nós participamos, vereador Bandeira, eu era representante da Câmara, o senhor esteve junto em Nova Palmira, o senhor viu que vento que tinha lá. A comunidade patrocinou uma banda que estava lá. Foi até uma pena nós termos que sair de lá. Tinha comida lá para os oito dias. Tudo por conta da população. Nos outros municípios, Nova Petrópolis, já falei aqui, a prefeitura disponibiliza ônibus, encontros nas comunidades. Eles ficam trocando. Ainda colocam música. E nós, um município muito maior, não gastamos nada e ainda tiramos. Não dá para entender. Realmente não dá para entender. Vai ter consequência lá na saúde. Porque quantas dessas pessoas que vão ter problema e acabam se entocando em casa, não tem mais esse convívio? Vão acabar ficando doentes.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Um aparte, vereador, se possível.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Parabéns por levantar esse assunto.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): A gente está passando pela semana do combate ao suicídio. Uma senhora me relatou durante o protesto. Ela disse: “Eu fui para o Conviver porque eu tinha depressão e eu saí da depressão. Agora vai acontecer o quê comigo?”. Então vocês imaginem. Isso é uma pessoa. Quantas estavam na mesma situação? Quantas tinham que aguentar barbaridades em casa e encontraram no Conviver uma possibilidade de ter uma vida saudável, uma vida decente? Quantas? Muitas delas. Quem pediu aparte? Vereadora Denise? Vereador Daneluz.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Vereador Felipe, a gente tem dito e fala isso há muito tempo, que eu considero o projeto Conviver o melhor projeto dentro do município de Caxias do Sul. A gente pôde acompanhar de perto esse projeto enquanto era subprefeito, participar dessas aulas. Ir lá ao início, ao final, ir a esses passeios, ir aos filós. E é um projeto maravilhoso, que traz vitalidade para as pessoas, que só tem benefícios e coisas boas. E aí a Prefeitura vai se apegar a esses detalhes aí, tirar o mínimo que já tem. Então isso é extremamente inaceitável. Tem coisas que o prefeito faz junto com sua equipe... Porque se fala tanto em “fora Márcia”, mas ela compactua da mesma ideia do prefeito. Então isso é extremamente inaceitável. Que o prefeito tenha aí alguns segundos de lucidez e que volte atrás nessas situações. Obrigado, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): O que elas querem é uma reunião. Elas protocolaram na SMEL quase duas mil assinaturas pedindo uma reunião e protocolaram na prefeitura quase duas mil assinaturas pedindo uma reunião. É o que elas querem para ir lá explicar, porque os gestores não entendem o que é o projeto pelo jeito. Não entendem a importância. Vereadora Denise.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Bom, vereador Felipe, é um absurdo que a prefeitura faça isso com a nossa cidade. Traga aqui várias pessoas que poderiam estar nas suas casas, cuidando da sua vida. Simplesmente trazer aqui para protestar, porque não consegue conversar com alguém na prefeitura, da secretaria. Isso é inadmissível. A gente está falando aqui de pessoas idosas que deveriam ser prioridade pelo Estatuto do Idoso. No entanto não são prioridade, nem em política pública e nem no respeito, na conversa, no diálogo. Aqui quero dizer que o grupo Conviver traz atividades físicas. Mas a gente está falando de pessoas idosas e que precisam ter profissionais capacitados para tratar com essas pessoas. Nada contra ter espaço para estagiários, mas a gente imagina qual... A gente tem que ter muito cuidado com o preparo, porque são pessoas que já vêm com problemas da estrutura física. Problemas de coluna pelo tempo, desgastes. Então não é qualquer exercício que tu faz para todo mundo que vai funcionar. Então a gente precisa ter uma atenção especial e um cuidado especial se a gente quer realmente respeitar o idoso em nossa cidade. Obrigada.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Sem dúvida. Vereadora Gladis.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Obrigada, vereador Felipe. Bem, eu quero dizer aos senhores e senhoras que, vereador, o diálogo realmente não existe neste governo. Quando o vereador Renato vai à tribuna e diz que o prefeito Guerra vai para reeleição e vai ser reeleito, é chamar o povo de cego e de burro. (Esgotado o tempo regimental.) Porque assim, é só um desmanche mesmo. É clube de mães perseguido, é a terceira idade no Conviver. Eu tenho recebido ligações de pessoas de 89 anos, igual a D. Helena Borba, ali de Ana Rech, preocupada: “Será, Gladis, que eles vão tirar os professores?” Eu disse: “Tudo é possível com este gestor”. E digo: “Quando você quer conhecer uma pessoa, dê poder a ela”.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Um aparte?
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): De fato, esse ditado é bem dito. Então assim, vereador Renato, não chame o povo caxiense de burro, não chame o povo caxiense de cego. Aonde eu tenho andado ninguém quer ver o Guerra nem pintado. Obrigada, vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): É, como acabou meu tempo, só para concluir, senhor presidente, o que pode ser feito é a liderança do governo intermediar uma reunião com essas senhoras com a prefeitura. É um pedido delas e é o que pode ser feito pela Câmara. O risco desse projeto se perder é muito grande. Existem projetos na secretaria que os estagiários atendem e contemplam a isso. Agora, o Conviver é um trabalho diferenciado, é referência no país inteiro e nunca foi, sequer, pensando em qualquer diminuição do Projeto Conviver. Então a gente vive um momento extremamente triste, complicado e não sei o que vai acontecer logo ali na frente. Obrigado, senhor presidente.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Obrigado, senhor presidente.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Só um aparte antes, um minutinho?
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Quero cumprimentar a todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16, e a todos aqui presentes. Eu quero, senhor presidente, também começar... Eu tenho dois assuntos, um que é de um alagamento em uma área praticamente central de nossa cidade e, depois, também duas demandas que foram atendidas na nossa região. Então é bom sempre falar das demandas que temos cobrando e aquelas atendidas. Mas, antes disso também, eu gostaria de falar... Eu não estava aí, eu tinha outro compromisso cedinho, aí eu não tive a oportunidade de vier a população do Projeto  Conviver. Também sou totalmente contrário mexer nesse projeto. Eu quero, vereador Thomé, desde já me manifestar nessa parte também. Quero, inclusive, ver se consigo, a minha equipe já cobrei também, para manter contato com a secretária, vereador Beltrão, para a gente se aprofundar no que realmente está acontecendo, vereador Fiuza. É isso que nós precisamos. Se ela consegue dar um retorno para nós para nós falarmos aqui seja hoje ou amanhã o que está acontecendo, por que essas mudanças, por que atingir aquela mãezinha lá, que nem bem a gente falou aqui...
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Uma Declaração de Líder, senhor presidente.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Aquela pessoa que precisa disso. Isso é saúde. Inclusive estive em Nova Palmira com outros vereadores, que nem falou o vereador Uez. O vereador Uez estava presente, enfim.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Concede um aparte, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): E que evento bonito. Lá a gente dançou junto, a gente se divertiu. Inclusive este vereador dançou com essa senhora. Mostrei no plenário e coisa. Isso daí é vida, isso daí é saúde. Então a gente quer saber por que mudar, o que está acontecendo. Vai mudar para melhor, vereador Felipe? Vai ficar bom? Não. O que vamos fazer? Então a gente quer sim se inteirar desse assunto para não deixar acontecer coisas piores nesse projeto. Se for bem rapidinho... Depois tenho meu assunto.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): É bem rápido. Eu não podia deixar em branco a resposta para o vereador Renato Nunes que eu acho que vou ter que dar de presente uma marretinha, porque ele costuma dar nos nossos dedos, mas, se fosse por mim, ele não tinha essa oportunidade aqui porque eu nunca votei a favor deste prefeito em nada, em nem um impeachment. Então acho que... Eu lhe concedo uma marretinha para dar nos dedos, mas dá nos dedos dos outros aí porque no meu não.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador. Vereador.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Vereador Bandeira, parabéns por V. Exa. continuar nesse assunto, mas o vereador Renato Nunes diz que aqui: “ Vamos convocar a secretária”. Não precisa, vereador. V. Exa., como líder de governo, por favor, o senhor viu o que aconteceu aqui, intermedia uma reunião. Simples e fácil assim. E interceda positivamente para que, no mínimo, esse projeto continue, porque o cume que foi aqui hoje dessas mulheres e de alguns homens aqui se exporem. Eles já tentaram de tudo. Faz mais de três meses. O vereador Felipe sabe disse. Ele tem notório saber sobre o Convier, foi secretário da Smel, sabe o que isso significa. E mais, eles estão tirando da educação, vereador Fiuza, e colocando na saúde. Por tudo que já foi aqui intermediado e falado. As pessoas estão adoecendo. O projeto Conviver é alegria, reforço dizer isso. É harmonia. A dependência dos professores no sentido da amizade, de pertencimento é muito grande. Então, vereador Renato, se V. Exa. como líder de governo puder contribuir, contribua. Hoje aqui o presidente... Faz como o presidente da Câmara. O exemplo que deu de cidadania, civilidade e democracia. Façamos isso também através do projeto Conviver. Obrigado, vereador Bandeira, pelo aparte.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Edson. E nós já estamos encaminhando um protocolo, uma indicação pedindo, como sugestão para o poder executivo, que mantenha isso. Então a gente está também encaminhando... Acho que tudo ajuda para salvar essa história desse projeto Conviver. Pelo amor de Deus! Quero entender com a secretária também sobre esse assunto que a gente fica meio abismado. Bom, presidente, então, que nem eu falei, tenho dois assuntos. Um é mostrando um alagamento na nossa cidade Caxias do Sul e o outro então duas demandas que foram atendidas: uma pela RGE e outra pela prefeitura, através da Secretaria de Obras. Essa aqui então. Temos aí o Zata. Esse Zata, quem não conhece, é recapagem de pneus na BR-116, muito conhecido de todos, inclusive deste vereador que desde quando era motorista de ônibus, senhor presidente, nós íamos ali para colocar os pneus, recapar os pneus assim quando precisava do ônibus, inclusive. Então a gente conhece de longa data. E aí vocês percebem em pleno centro da nossa cidade de Caxias do Sul existe um alagamento. Isso aí é inadmissível. É um absurdo que isso aconteça. Espero que esse problema seja resolvido o quanto antes e assim que a população fica dividida. Nós temos de escapar umas quantas vezes daí para não ser molhados pelos caminhões, pelos carros, que muitas vezes eles têm que maneirar, porque se eles continuar com a velocidade que eles vêm, nós éramos todos banhados pela água. Inclusive ali o Zata uma hora ameaçou até de juntar uma pedra, porque o carro não queria parar. Vai parar ou não? Daqui a pouco nós íamos levar um banho de tanta água em plena rua do centro de nossa cidade Caxias do Sul. Então temos que batalhar sobre isso para que isso seja resolvido. Pode colocar inclusive aumenta o videozinho, que o Zata vai falar ali. (Segue a exibição do vídeo) Senhor presidente, então vocês viram. É bom também mostrar o registro disso aí, porque é um absurdo, não dá para aceitar. É coisa fácil de fazer aí e rápido, podemos assim dizer. Nada hoje com os maquinários que temos é difícil de fazer. Quero então pular para duas demandas que nós fomos atendidas: uma é da RGE e outro é do guard rail de uma ponte lá em Santa Lúcia do Piaí. Essa aqui há muito tempo a gente vem cobrando o guard rail e as ampliações  das pontes. Aqui a gente faz questão de mostrar, porque ali foi posto sim o guard rail. Nós queremos ampliar essas pontes do nosso interior. Já foi colocado o guard rail e com certeza aí vai evitar – digamos – uma queda dentro do riacho que passa ali causando mortes. E digo mais e repito, trajetos estão sendo anunciados dessas pontes que não tem esses guard rail. Então ali já foi feita e a gente agradece a Secretaria de Obras pelo nosso pedido que nós fizemos aqui nessa tribuna e hoje nós temos os guard rails. E outra questão é da RGE, senhor presidente, lá em Santa Lúcia do Piaí, também na Rua Guilherme Klagenberg. Nesta rua aí há muito tempo a gente vinha cobrando um poste, um poste totalmente quebrado e era, muitas vezes, difícil, a sempre fala aqui, a RGE, a demora da troca do poste. Mas a gente aqui... Fiz questão de mostrar aqui, inclusive tem vídeo, tem uma filmagem, tem fotos dessa troca. Foi trocado, então, o poste e temos que agradecer. E assim a RGE, muitas vezes, por sua vez, muitos trabalhos faz de bom para a nossa cidade, a gente não pode aqui só criticar. Muitos trabalhos vem sendo...
VEREADOR EDI CARLOS (PSB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Postes sendo trocados na região e temos que falar o que está sendo feito também de bom. Então gostaria de... Tem uma filmagem. (Segue vídeo) Senhor presidente, para concluir... Desculpe, vereador Edi Carlos, que sempre gosta de parabenizar o nosso trabalho. Senhor presidente, então... (Manifestação fora do microfone) É verdade, nós colegas, não só o vereador Edi Carlos, parabeniza o que está sendo feito de bom, inclusive eu parabenizo, e o que não está sendo a gente critica, a gente fala sim, é isso. Então, muitas vezes a gente acha engraçado, mas era isso. Mas então a gente vai continuar acompanhando, senhor presidente, essas demandas do nosso interior e falando o que está sendo feito e o que não foi. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Saudação, presidente, a Mesa Diretora, os demais colegas vereadores, vereadoras. O grupo Conviver, que esteve presente aqui na Casa, é importante a gente dizer que eles já estiveram aqui, isso recorda que eles estiveram aqui em fevereiro ou mais tardar março de 2017, quando entrou essa secretária. Quando saiu eles foram para a praça fazer festa e ela retorna porque... (Manifestação fora do microfone) Naquele tempo ainda podia ir para a praça, o prefeito não sabia que existia praça. Agora ele sabe que existe praça e a praça é pública então tem que ser via decreto. Agora, quando uma administração é tão ruim que consegue estragar o que está bom. Quando a administração é tão ruim porque... Ah, vamos convocar a secretária. Para quê convocar ela? Qual é a função dela? Sem ser no fim do mês receber um salário e estragar que está feito? Então não tem porque convocar a secretária, a secretária eu acho que está... Se o prefeito tivesse... Se a gente conseguisse uma agenda em São Paulo com o prefeito era possível porque é onde ele pousa o avião, ir lá fazer uma agenda com o prefeito. Isso e o gabinete itinerante porque São Paulo é a escala dele sempre, do prefeito, lá em São Paulo, porque Caxias não dá mais, em Caxias o prefeito nunca está. E já foi dito aqui na Casa, o Conviver é a saúde, é tratada a saúde das pessoas, é o que tem feito durante esses anos e 21 anos o grupo conviver, que a gente pode dizer, vereador Felipe, lá do Fátima. É um dos mais velhos. É o mais velho que tem. E quando conversei com algumas delas, ainda no domingo, que elas viram aqui ao Executivo, perguntei: “Você têm agendado alguma coisa?”. Umas tinham dúvida se tinham agendado ou não. Se vocês tiverem agendado essa reunião não está confirmada. Se vocês não têm agendada não vai ter a reunião. Se tiver agendada não vai ter a reunião. Se não tiver agendada não vai ter também. Então assim, eu fiquei... Eu sabia que eles iam. E nem sabia dessa que o prefeito não estava em Caxias. O prefeito não está em Caxias. Se hoje, se hoje: “Ah, vamos agendar, vamos chamar a secretária. Vamos reunir e chamar a secretária aqui na Casa”. Mas para quê? Para quê? Qual é o... Ela retrocedeu o Conviver. O que ela fez? Então assim, não apita nada, não manda nada. Só cumpre a ordem que foi dita para ela. Se semana passada, há poucos dias, chegou um aqui na Casa, cheio de divisas, cheio de divisas, dizendo que não apita nada, dizendo que não apita nada, vamos chamar... Ele só cumpra ordem. Porque eu lembro, discutir com prefeito, quem é secretário, de ver qual é a melhor forma. Acho que todos fizeram isso. Quem teve a oportunidade de ser secretário fez isso. Subprefeituras a mesma coisa. Dizendo “olha, nós precisamos de máquina, precisamos de cascalho”. Quem estava na subprefeitura: “Precisamos de tubo, não sei o quê”. Todo mundo fazia isso. Quem está numa pasta quer exigir: “Quero mais liberdade, quero trabalhar cada vez mais”. Neste aqui: amém, amém, amém. Não sei qual é... Só que aqui não se diz dessa forma. Então assim, hoje, essa última, vereador Meneguzzi, dos freis Capuchinhos. Isso aí o vereador Adiló, que está hoje representando a Casa lá em Brasília, no número de burrice deste governo, nem ele imaginaria que ia acontecer isso. Nem ele imaginaria. Porque eles trabalhar junto com a Igreja Católica, com a Igreja Evangélica, seja qualquer religião, isso faz parte do governo. Dos governos, dos governos. Este governo simplesmente tira esse poder dos freis virem na praça dar uma benção. Poucos dias atrás, como foi dito pelo vereador Meneguzzi, foi  o convite aqui da tribuna, foi feito o convite. Os evangélicos vieram aqui. E pelo que vi depois, nas redes sociais, foi tão bom as atividades deles lá na praça. Quem esteve, quem assistiu depois, principalmente quem não teve a oportunidade de ir lá ver na praça, na Praça Dante, é bom a gente dizer, o que eu acompanhei pelas redes sociais foi muito bom, foi bom mesmo, e tiveram uma baita de uma atividade. Acredito que os freis, já conhecem o trabalho deles, então seria uma coisa bem importante para as pessoas, para os católicos e também para os freis que estão ali. Agora o grupo de convivência, isso volto, quando a secretária Márcia volta e tira, praticamente tira os professores e fica por isso, fica por isso mesmo. E ela veio para isso agora. A função dela, essa função agora que ela retornou à secretaria, foi para tirar, foi para tirar então todos esses grupos de convivência. Porque o que o prefeito fez lá atrás, logo nos primeiros meses de governo? A intenção era fechar, tirar os centros comunitários. Era uma forma de fechar os grupos de convivência. Se bloqueia, se fecha dessa forma. Ele tentou, ele tentou... Isso! Porque ele tentou. Bom, vamos fechar os centros comunitários. Eu quero dizer que aí estava de parabéns, está de parabéns ainda a UAB da gestão passada, o jurídico da UAB, que  segurou os centros comunitários. Onde conseguia... Até vou dizer assim, o grupo de convivência teve alguns lugares que foi feito entre a Igreja Católica e a Igreja Evangélica, em conjunto, em conjunto. Por quê? Funcionou e deu certo, estava dando certo. E agora o prefeito, lá atrás, ainda no começo desta administração desastrosa para a nossa cidade, desastrosa... Porque o que tem sido feito... Nunca se imaginaria que uma administração fosse tão ruim assim, mesmo que fosse uma administração, a maioria dos secretários que não veio. Eles chegaram de avião em Caxias do Sul e assumiram, só mandaram os currículos. Quem não mandou o currículo veio para cá da mesma forma, uma administração que nós não conseguimos entender quando um prefeito vai ganhar um prêmio de pior administração. Porque isso é uma administração que não consegue... E agora não consegue nem o noticiário ele não... Um prefeito que trabalha só através de avião. Não chegou em Caxias. Eu sugiro que esta Casa aprove que o prefeito compre um jatinho. Vai ser um custo mais barato para Caxias, um jato para esta administração. Ou alugue um por um prazo indeterminado até o final desta administração. (Manifestação sem uso do microfone.) É isso! “Voo Guerra”. Eu defendo que esta administração contrate porque é mais importante que tenha um avião para a Família Guerra para essas viagens que estão sendo feitas quase que diariamente. Como já foi dito aqui na tribuna, acho que, se eu não me engano, foi o vereador Frizzo, o vereador Beltrão também, são umas férias. Férias que nem essas recebendo em dia, tudo certinho... É uma vergonha. Se fosse qualquer outra administração que tivesse fazendo isso, imagino o que estaria acontecendo. Então eu... (Manifestação sem uso do microfone.) Exatamente. Tira o dinheiro dos professores, é o que está sendo feito; cortando horário de almoço, tirando, trazendo um professor da região norte para depois dar aula na região sul sem ter intervalo, sem ter aquele tempo de trânsito, é tudo corrido. Então vamos imaginar no grupo de convivência o que está acontecendo com Caxias, que é saúde pública. É saúde, então, por isso que este prefeito não quer resolver. Porque a saúde não está no programa desta administração. Não se quer resolver o problema da saúde. Então hoje esse grito de “fora Márcia”, para mim, não me assusta, não me preocupa porque ela é quem menos apita. Então a Marcia... Acredito que a secretária... É a ordem que ela tem do prefeito. Se veio o secretário aqui, como disse antes, com divisas, e disse: “Está aí. Baixa a cabeça e cumpre ordens”. Porque ela, que voltou já de cabeça baixa, só para cumprir ordens. Então eu sei que o grupo Conviver vai ter que conviver com essa situação mais um ano e pouco. Mas estamos em contagem regressiva. Muito obrigado.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SOLIDARIEDADE): Senhora presidente, demais pares e colegas vereadores. Gostaria de utilizar este espaço para fazer um convite a todos os ciclistas que simpatizam também. Nós estamos retomando os pedais realizados pela Massa Crítica. A Massa Crítica que é um movimento internacional que prega a valorização da bicicleta também como um modal de transporte. Os passeios da Massa Crítica sempre aconteceram toda a última sexta-feira do mês com a concentração às 19 horas aqui na Prefeitura Municipal de Caxias do Sul e com saída então pelas ruas centrais da cidade para fazer esse trajeto e para realmente reforçar que a bicicleta é sim um meio de locomoção. Não é apenas esporte, não é apenas lazer. A gente pede também que todos os ciclistas venham com capacete, luva, sinalização, é um pedal noturno. Então é importante também sempre ser visto. Nós ciclistas nós somos parte do trânsito. Nós não atrapalhamos o trânsito e por isso essa retomada dos pedais da Massa Crítica ele é tão importante e a gente reforça o convite para que todas as pessoas estejam presentes nesta sexta-feira, 19 horas, concentração aqui na prefeitura. Muito obrigada.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Obrigada, senhora presidente. Pela importância do tema que eu trouxe aqui hoje, senhora presidente, eu vou falar novamente. Essa moça aqui Rutiele Borges da Silva. Está aqui, está lá nas nossas redes sociais.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Permite um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PRB): E houve um engajamento tão forte das pessoas, a partir do momento que a gente começou a compartilhar também. Teve mais de 600 compartilhamentos, quarenta e tantas mil pessoas envolvidas, tentando achar essa menina. Eu não sei se ela... Ela é uma menina jovem, 16 anos, cor morena, talvez esteja diferente agora, a gente não sabe, tudo pode ter acontecido.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Concede um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PRB): Eu só gostaria de chamar atenção de uma coisa, o perigo da internet. É isso que o senhor iria falar? Então nem vou falar muito, vou deixar para o senhor falar essa parte, que o senhor... Mas acredito que os pais devem ter um acompanhamento dos seus filhos. Eu sei que é difícil, é complicado, mas o pai e a mãe tem que saber quais as redes sociais que o filho tem, participa, com quem ele fala e ter um monitoramento nesse sentido. Depois o vereador Edson da Rosa vai falar sobre isso. Tem o seu aparte, vereadora Denise.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Vereador Renato, rapidamente, eu entendo que esse caso é bastante grave, a gente precisa realmente nos somarmos e divulgar a foto dela até porque existe um projeto a nível nacional que deveria se ter o compartilhamento das imagens das pessoas desaparecidas em todas as... em várias estruturas no Brasil, tipo aeroportos, rodoviárias e a gente não tem isso. Então acaba que não tem a interlocução entre os órgãos de... Nem digo públicos, mas todos os órgãos que aí a gente poderia localizar mais rapidamente. Eu sei que existem projetos tramitando. Só dizer que pela experiência de acompanhar o caso da menina Naiara, muitas vezes a família entendia que não estava sendo feito nada ou que não estava sendo feito de forma adequada, busca. No entanto, eu quero dizer que a gente precisa também dar um voto de confiança para a polícia, eles estão... Tenho certeza que estão investigando, assim como investigaram o caso da menina Naiara. Acontece que tem todo um procedimento que precisa manter o sigilo porque às vezes tu não sabe onde está o inimigo, ainda mais se tem vínculo com internet. Então a gente precisa, realmente, dar esse grau de confiança. Então eu quero dizer que tenho confiança na Polícia Civil nossa e que eles devem, sim, estar fazendo o máximo possível. Eu acredito que não tenha diferença por ser negra ou não, acredito que o trabalho está sendo feito. Então só deixar esse voto de confiança.
VEREADOR RENATO NUNES (PRB): Muito obrigado. E rapidamente, antes de ceder o aparte para o vereador Edson da Rosa, quero dizer que tenho essa confiança, vereadora. Tenho essa confiança na nossa polícia, tanto na Polícia Militar como na Polícia Civil, e tantos casos pelo Brasil a fora, inclusive da falecida vereadora. Então a gente tem que ter essa confiança, vereadora, a senhora que é do PT, o PT cobra tanto essas questões, a gente tem que confiar em todos os momentos. Eu confio, realmente, e sei que a polícia está fazendo o seu papel. O senhor tem o seu aparte, vereador Edson da Rosa.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Vereador Renato Nunes, nesse sentido a sua fala da tribuna é muito importante, desde o início do Grande Expediente, onde pegou a Declaração de Líder para nos colocar sobre essa situação da menina Rutiele Borges da Silva, é um assunto muito importante. Como a vereadora Paula falou no início quem é pai, que é mãe é complicado, mas também um pouco na esteira da vereadora Denise no sentido de... Tenho certeza que a Polícia Civil está fazendo o seu trabalho e daqui a pouco surge alguma coisa. E eu perguntava para V. Exa. da rotina da Rutiele Borges da Silva para que a gente também possa ajudar, possa contribuir, mas o principal, a gente que tem filhos, que é essa questão da internet, pelo seu relato aqui, com quem se relaciona, como está, se puder nos ajudar nesse sentido para que a gente também possa... Que a rede social ela tem essa condição que daqui a pouco, através de Facebook, de WhatsApp espalhar e ajudar nesse sentido de achar essa menina. E desejo a V. Exa. sucesso também... é uma missão, o senhor está se colocando, assim como para os familiares, e o que eu puder fazer conte comigo e tenho certeza que com o conjunto da Casa. Obrigado e parabéns novamente por abordar esse assunto. Infelizmente, né, vereador...
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Só para concluir, senhor presidente. Agradeço os apartes da vereadora Denise, do vereador Edson da Rosa. Peço aqui uma ajuda simples, que eu acredito que cada vereador poderia fazer: divulgue a foto dela na sua rede social. Divulgue pelo WhatsApp. Se a gente consegue fazer campanha pelo WhatsApp, pelas redes sociais, consegue voto. Recentemente agora um presidente da república foi eleito praticamente pelas redes sociais. Por que a gente não pode investigar, achar e procurar essa menina através das redes sociais? Então, se os senhores puderem, a gente fica muito... Eu aqui. Não sou procurador da família nem nada, mas agradeço muito aqui nessa questão, aqui na busca da Rutiele Borges da Silva. Um abraço a todos. Muito obrigado.
 
Parla Vox Taquigrafia
Ir para o topo