VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhor presidente, Flavio Cassina, agradecer o vereador Kiko Girardi pela cedência do espaço. No momento oportuno, quando precisar, vereador Kiko, eu retribuo. Eu quero só comentar aqui a respeito de mais uma… Por gentileza, presidente. Mais uma postagem do prefeito Daniel Guerra a respeito da imprensa. Num dos seus perfis, o prefeito deve ter quatro ou cinco perfis, ele publica que a Prefeitura de Caxias do Sul economizou. Corte de gastos em publicidade reverteu para a saúde e educação, nesses três anos, R$ 4.258.438,41. Na postagem ele fez uma comparação com os gastos de 2013, 2014 e 2015. E ele posta ainda: Isso a imprensa não mostra. Em época de meias verdades e de visível declínio da ética nos meios de comunicação, fico tranquilo em saber que a população é esclarecida e checa a realidade dos fatos. Sou a favor de uma imprensa livre, isenta de interesses ocultos e feita por jornalistas comprometidos com a verdade. É uma publicação do prefeito Daniel Guerra nas suas redes sociais. Depois ele diz o seguinte: Segundo pesquisa realizada em 2019 pela CNT/MDA, a imprensa está no ranking de confiança com pífios 3,7%. Bom, não é a primeira vez que o prefeito ataca a imprensa. E quando ele ataca a imprensa, nas suas redes sociais, ele está atacando diretamente os veículos jornalísticos, os profissionais de comunicação que trabalham aqui em Caxias do Sul. A imprensa não é perfeita. Em nível nacional a grande imprensa não é perfeita. Ela erra também. Paga pelos seus erros. Mas seguidamente o prefeito tem tido essa postura de atacar os profissionais de imprensa. Aliás, quem ataca, eu até escrevi sobre isso, quem sistematicamente ataca os profissionais de comunicação está atacando o Estado de Direito e é um álibi. O ataque seguido à imprensa, dessa maneira, é um álibi dos omissos. O prefeito, além de não atender a imprensa quando... Ele quer fazer pronunciamentos, na verdade. Ele não quer ser questionado. Então, qualquer figura que tenha um cargo público, que receba por isso, tem que prestar contas das suas atividades. Quer dizer, tem que conversar com os veículos de imprensa. Aqui são várias emissoras de rádio que fazem jornalismo aqui, veículos independentes, emissoras de TV independentes. Enfim, os veículos estão passando por enormes dificuldades. Eles não ficam passando aí o chapeuzinho por causa de verba publicitária. Eles sobrevivem sem verbas publicitárias, nas condições que podem. Mas estão toda hora pedindo para o prefeito fazer uma entrevista. Eles querem questionar o prefeito, querem saber de algumas situações. Porque se manifestar em redes sociais e não ter o contraponto, ninguém que pergunte e ninguém que questione, é fácil. Então eu quero deixar, assim, a minha indignação...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): A minha indignação com mais esse ataque do prefeito Guerra contra a imprensa, desrespeitando os profissionais que trabalham na área aqui em Caxias do Sul, que são muitos. Profissionais experientes, jovens profissionais. E desrespeitando também os profissionais que trabalham com ele. São vários profissionais muito competentes que trabalham com o prefeito. Alguns estudantes, outros jornalistas formados, conceituados que estão trabalhando com ele. Na medida em que ele ataca a imprensa, o jornalismo, ele também ataca o Estado de Direito. E lamento que é um prefeito que tenha sido eleito de forma democrática e legítima, nas eleições de 2016, haja de forma tão autoritária e antidemocrática no trato com a população. A maneira de prestar contas com a população é simplesmente atender os veículos de imprensa. Não fazer “olha, manda por e-mail as perguntas que eu respondo”.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Permite um aparte, vereador Meneguzzi?
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Não proibir os assessores e secretários de darem entrevista. Não proibir as pessoas de acessarem as informações de forma transparente, do governo municipal. E aí gostaria de saber onde é que foi economizado 4 milhões e 258 mil que ele disse que economizou isso em gastos de publicidade e tal, mas investiu na saúde e educação. Seria importante o prefeito postar nas redes sociais onde esse dinheiro, que ele disse que foi economia na imprensa, foi utilizado na área da saúde e educação. Porque graças à Câmara de Vereadores, ano passado, o prefeito não teria gasto mais de 10 milhões em cafezinho, em coisas... Como é? O comitê itinerante. O gabinete itinerante dele com cafezinho. Então a Câmara ajudou ele a economizar mais do que ele diz que está economizando na publicidade e na propaganda em veículos de imprensa. Então eu repudio isso, esse ataque sistemático. Isso é coisa de ditador, quem ataca sistematicamente a imprensa. Não estou aqui dizendo que a imprensa é perfeita. Mas esse tipo de ataque em redes sociais... Aliás, fala aqui de imprensa livre, isenta de interesses ocultos, jornalistas comprometidos com a verdade, e é o prefeito que mais posta fakes nas suas redes sociais, publica notícias falsas. Chega ser escrachada a falsidade das notícias que o prefeito publicou nas suas redes sociais. E vem falar de imprensa livre, que checa a realidade dos fatos. Vem cá, um prefeito, autoridade maior de um Município publica notícias falsas nas suas redes sociais, visivelmente falsas, fakes e vem querer falar em checar a realidade dos fatos, checar se isso é verdade ou não. É a primeira coisa que ele não faz é checar a realidade dos fatos. Então me aparece, vereador Frizzo, que é exatamente governo federal, é a mesma postura do presidente Bolsonaro, é a mesma postura, é a cópia, miniatura do presidente Bolsonaro o prefeito Guerra. Aliás, hoje, no editorial do Globo, o editorial do Globo fala sobre o presidente Bolsonaro, que o Bolsonaro ganhou uma eleição plebiscitária e que continua ainda fazendo campanha.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Declaração de Líder à bancada do PT.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): É isso que aconteceu, em 2016, aqui em Caxias do Sul, foi uma eleição plebiscitária. As pessoas não votaram de sã consciência: eu vou votar nesse candidato, porque esse candidato tem as melhores propostas, não, era plebiscitário. (Manifestação da plateia) A senhora é cargo de confiança do deputado Zuppo? A senhora está a trabalho? Então a senhora presta contas. A senhora é cargo de confiança do deputado que fez... Então a senhora fala lá na Assembleia Legislativa para ele. Ou pede para ele visitar aqui Caxias do Sul. (Manifestação da plateia) A senhora é cargo de confiança. A senhora vinha aqui toda hora criticar cargo de confiança e agora a senhora recebe dinheiro público. A senhora recebe dinheiro público. Tem direito, mas a senhora é cargo de confiança. Então trabalhe. Trabalhe! Cargo de confiança da Assembleia Legislativa. (Manifestação da plateia) Cargo de confiança da Assembleia Legislativa. (Manifestação da plateia) Presidente, eu estou sendo interrompido por um cargo de confiança do deputado Zuppo. É muito bem-vinda, mas a senhora é cargo de confiança do deputado. Pede para ele vir para Caxias. Pede para ele vir para Caxias lutar pelas coisas de Caxias. (Manifestação da plateia) A senhora deveria estar na Assembleia. (Manifestação da plateia)
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Um aparte, vereador?
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Qual é a sede? Qual é o endereço da sede do deputado? (Manifestação da plateia) Qual o endereço da sede? Presidente, eu vou fazer um pedido de informações: Qual o endereço da sede do deputado Zuppo em Caxias do Sul? (Manifestação da plateia) Ah, sim. Está bom. É isso. (Manifestação da plateia)
PRESIDENTE FLAVIO CASSINA (PTB): Segura o tempo um pouquinho.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): É isso que... Não, não precisa, a senhora pode tomar chazinho na Assembleia. Então é o seguinte: é isso que as pessoas têm que identificar na nova política, naqueles que falam da nova política, naquelas pessoas que falam de um novo jeito de fazer campanha. É esse tipo de cargo de confiança que vem aqui representar o deputado Zuppo, que ele legitimamente fez uma das grandes votações e boa votação em Caxias do Sul, ela estava aqui até recentemente criticando esse tipo de postura e agora está aqui. Devia estar trabalhando. (Manifestação da plateia) A senhora vinha aqui criticar, inclusive cargo de confiança e agora a senhora tem o dinheiro público para trabalhar. Então trabalhe, minha querida! Trabalhe pelo deputado. Represente Caxias do Sul. Leve as demandas de Caxias do Sul para o deputado. (Manifestação da plateia) Vá trabalhar na Assembleia! Leve as demandas para aqui de Caxias do Sul para ele. Porque até agora ele não apareceu aqui em Caxias do Sul.
PRESIDENTE FLAVIO CASSINA (PTB): Vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Leve as demandas de Caxias do Sul para ele.
PRESIDENTE FLAVIO CASSINA (PTB): Vereador Alberto, só um instantinho.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Um aparte, vereador Meneguzzi?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Presidente, por favor, pede para essa mulher parar de torrar a nossa paciência aqui.
PRESIDENTE FLAVIO CASSINA (PTB): A sessão está suspensa por alguns instantes. (Pausa)
PRESIDENTE FLAVIO CASSINA (PTB): Reabrimos os trabalhos. Continua com a palavra o vereador Alberto Meneguzzi.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhor presidente, então eu prossigo. Eu falava do editorial do Globo que fala sobre a questão federal e sobre a eleição plebiscitária, que foi a última eleição presidencial. Eu estava tentando falar a respeito do que foi a eleição plebiscitária em 2016. E foi uma eleição plebiscitária sim! As pessoas se mostraram cansadas de 12 anos de governo, nem analisaram o outro candidato e disseram: “Olha, é esse que foi para o segundo turno”, e votaram. Só que o prefeito precisa sair da campanha. Ele está há dois anos e sete meses em campanha, com o mesmo discurso de campanha.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Um aparte, vereador Meneguzzi.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Então já assumiu. Claro que mexe no candidato, no muso da assessora do deputado, no candidato Bolsonaro, que defende tortura, que deixa de se reunir com integrantes do governo francês para cortar o cabelo, que ataca a Comissão da Verdade, que fala o que fala a respeito de um cidadão que morreu torturado pelo Regime Militar. Ataca no candidato muso dela, ela fica nervosa. Mas eu vou fazer aqui um pedido, inclusive, vereador Frizzo, um documento ao deputado Zucco, que eu não acho que o deputado Zucco defenda esse tipo de postura de seus assessores, mostrando qual é a postura dos seus assessores aqui em Caxias do Sul, de que forma eles frequentam a Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, atacando quem está... tentando interromper quem está na Tribuna. Quero saber também onde é a sede, qual é o escritório regional do deputado Zucco e qual é a carga horária desta cidadã que seguidamente está aqui. Acho que é uma boa da gente saber qual é o salário, qual é a carga horária, onde ela fica depois que sai daqui, qual é o escritório regional. Que eu entendo que alguém que tenha votação que o deputado Zucco tenha, ele tenha um respeito pela cidade e não esse tipo de postura com os seus assessores. Eu peço...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Só rapidamente, vereador Meneguzzi, para corroborar com a sua fala. Interessante, vereador Meneguzzi, que essa postagem do prefeito se deu após a apresentação do nosso projeto que regula a questão da publicidade. Será uma terrível coincidência – não é? E aquele prefeito que falava que as obras falavam por si e que não precisava se gastar dinheiro e publicidade é só escutar os jornais, que nem hoje pela manhã onde o Samae está anunciando que vai fazer uma adutora de ferro fundido e não sei o quê... Totalmente, um texto totalmente inócuo, que não agrega nada do ponto de vista de informação a cidade. E começaram a investir em publicidade.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): O Samae investir em publicidade.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Interessante! Obrigado.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Presidente, agora em Declaração de Líder depois eu concedo se por ventura... Vereador Périco, o senhor falou da questão da economia criativa e a gente não tem como não falar do turismo. Recentemente, estive conversando com o diretor superintendente da Rede de Hotel Dall’onder. Ele veio de Bento Gonçalves para o hotel aqui. O hotel inclusive que o seu Tarcísio Michelon, que é um Midas do turismo investiu algo em torno de R$ 61 milhões naquele hotel e tem pretensão de investir mais em centro de convenções. Só não investe porque até agora não conseguiu ser recebido pelo prefeito. Aliás, o seu Tarcísio Michelon, vereador Adiló, era uma figura que o prefeito tinha que ligar para ele e dizer: “Eu vou aí ao seu hotel tomar um café com o senhor. Eu quero lhe ouvir”. Porque é uma figura que tem todo um histórico, um conhecimento da área do turismo. Mas ele também não consegue ser recebido pelo prefeito. Aliás, quer fazer uma passarela do hotel, que ele investiu R$ 61 milhões, até o shopping e não sei onde está travado isso. Sessenta e um milhões em investimento e ele gostaria de investir mais ao lado do Hotel Dall'onder.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): É o maior hotel em termos de leitos aqui em Caxias do Sul, é o Hotel Dall'onder que foi recentemente inaugurado aqui em Caxias do Sul e um Midas do turismo, uma pessoa que é referência no estado, no país e que também é buscado no exterior para falar a respeito de turismo, não é recebido. Ele não é!
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Peço um aparte.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Então é aquilo que eu falei no início do meu mandato, R$ 6 milhões foram investidos, até agora, em salário da secretária de Turismo, nos CCs da secretária de Turismo.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Isso que eu não coloquei o namorado da secretária de Turismo porque a gente poderia botar nessa conta, que também é CC do município. Seis milhões, até agora, em dois anos e sete meses, para a gente ficar fora do mapa turístico. Então realmente – eu não quero aqui ser exagerado, demagógico, – mas fecha a Secretaria do Turismo e economiza esses seis milhões. Isso sim seria economia porque se a secretária não faz nada, se a secretaria não tem capacidade para colocar Caxias do Sul no mapa do turismo ou para manter aquilo que tinha e não almejar coisas impossíveis, se a gente não consegue atender o Tarcísio Michelon, um dos maiores empresários do ramo hoteleiro, se a gente não consegue ajudá-lo ou dar uma resposta para a situação que ele se encontra, que ele quer investir em Caxias do Sul, então realmente nós não temos capacidade. Alguém me disse assim: Alberto, vocês vereadores, com esse tipo de situação todas que a gente traz aqui todos os dias... Não é bacana a gente bater boca com plateia ou com cargo de confiança de deputado. Isso a gente é exposto ao ridículo. Quer dizer, as pessoas acabam dizendo: Nossa, que situação! Vocês fazem isso na sessão. Mas não tem como a gente ficar quieto, não tem como a gente calar. As pessoas estão num nível de estresse, de incompetência da atual administração municipal, que as pessoas fazem isso, a gente acaba se exaltando, batendo boca, há protesto, enfim. Isso é da democracia, mas Caxias do Sul está há dois anos e sete meses parada. Eu, antes de lhe dar... Eu lhe dou o aparte agora, que depois vou trocar de assunto, vereador Périco.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Vereador Meneguzzi, quanto a questão do Hotel Dall'Onder eu também estive lá, a pedido do gerente, conversando com ele fazem dois meses, sobre a questão da passarela e foi feita a pergunta, onde é que está o projeto? O projeto apresentado aqui há dois anos, na sala da presidência, com o líder do governo, Chico Guerra, que foi pedido para que ele intervisse junto ao prefeito para que pudesse ser colocado para frente. Pois muito bem, fomos lá, conversamos com o Biazus, que é o gerente e ele disse onde é que está o projeto. E qual foi a informação que vem lá da prefeitura? Para a empresa, para os arquitetos? Que estava na Câmara de Vereadores. Ontem eu questionei aqui com o presidente Cassina, ontem eu questionei o secretário e disse isso para ele. Nunca chegou aqui. E ele disse: Sim, nós mandamos para o arquiteto e ficou um ano na mão deles. Então nós vamos ter que trazer e inquirir os dois, quem está mentindo? Um ano! Por que um ano está na mão se eles querem destrinchar, se querem botar para frente? Então isso é gerar economia. Sabe qual foi a resposta dele também? Nós estamos analisando porque se daqui um tempo o hotel quiser se retirar quem fica a passarela. Olha a preocupação. Por favor!
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Obrigado, vereador.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Obrigado, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Ano passado teve uma reunião, sim, com a Câmara de Vereadores, com a presidência, com outros vereadores. Eu era o presidente da Câmara e a gente explicou que não é da Câmara de Vereadores essa situação, a gente explicou para todas as lideranças, inclusive para o Sr. Tarcísio Michelon que estava aqui. Seu aparte, vereador Daneluz.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Vereador Meneguzzi, nesta oportunidade, nessa reunião eu também estive presente. E nesse caso mais uma vez o prefeito Daniel Guerra ele dá uma aula de como não fazer as coisas institucionalmente. Qualquer município do Brasil gostaria de ter um investimento do Tarcísio Michelon, deste grande patrimônio que é... Nosso vizinho agora vem investir em Caxias, quer fazer um centro de eventos, nos falou na oportunidade, tem um belo projeto para uma passarela e não sai isso do papel. Isso a gente fica com vergonha nesse momento de ser caxiense, de ter um prefeito como nós temos. E daqui a pouco a gente perde um investimento para outro município de quem vai ser a culpa? No ano que vem, no próximo? Então Caxias para em várias questões e a gente fica aqui, muitas vezes, até com cara de bobo, sem saber o que fazer. Obrigado, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Obrigado, vereador. Para encerrar, eu tenho o maior respeito pelas entidades assistenciais aqui de Caxias do Sul. Eu sou um fiscal, a exemplo de V. Exas., de todos os contratos e editais. Eu fiz um pedido de informações a respeito de um edital que envolve o serviço de acolhimento em família acolhedora e também o programa de apadrinhamentos. Esse edital a entidade Associação Jesus Senhor venceu o edital com uma diferença de R$ 256,73 para a segunda colocada, que é a Associação Mão Amiga. R$ 256,73! Ok, foi o menor preço, R$ 256,00 de diferença entre uma entidade e outra. Eu tenho dúvidas jurídicas, mas eu não posso me calar diante de tantas pessoas que vem me falar a respeito desse edital. Então por isso que fiz o pedido de informações. Como tenho dúvidas jurídicas, vou repassar esse assunto para o Ministério Público. Porque essa entidade, a Associação Jesus Senhor, que é uma entidade que já presta serviços há muito tempo aqui em Caxias do Sul, tem como seu diretor, no documento que ele me enviou, seu Sidney Abreu Paes. Esse é o presidente da Associação Jesus Senhor. O seu Sidney Abreu Paes é presidente da entidade e é sogro do irmão do prefeito Daniel Guerra, do Marcos. A filha do presidente dessa entidade trabalha na UPA Zona Norte. E a outra filha, a Marcelly, trabalha na Secretaria do Meio Ambiente. Então tem parentesco aqui. Eu tenho dúvida jurídica a respeito disso. Em respeito inclusive à entidade, em respeito inclusive à entidade, que é uma entidade que está prestando um serviço já há algum tempo, para que a gente tire as dúvidas, para que não fique essa coisa “ah, mas ganhou uma licitação por causa disso”, então vamos investigar isso. Porque há controvérsias jurídicas. O presidente, que mandou o documento, diz assim: Não tem como dirigente membro do poder, o Ministério Público, ou dirigente de órgão ou entidade de administração pública na mesma esfera. Não tem. Na mesma esfera governamental não tem, mas ele ganhou... A entidade ganhou uma licitação com uma diferença de R$ 256,73, sendo que o presidente da entidade é sogro do irmão do prefeito, e a filha dele, uma delas, é fisioterapeuta na UPA, e a outra é cargo de confiança na Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Para tirar essas dúvidas, porque esse serviço é muito importante, é que estou mandando esses documentos para o Ministério Público também, para devida checagem. Era isso, senhor presidente.