VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, fiz um voto aqui de congratulações, uma homenagem, assim podemos dizer, para Rachele Costa Giordani.
 
VOTO DE CONGRATULAÇÕES nº 209/2019
Homenageado Sra. Rachele Costa Giordani
Senhor Presidente, Senhoras Vereadoras e Senhores Vereadores,
 
Parabenizamos a Sra. Rachele Costa Giordani pelos seus 90 anos de vida e também aos organizadores da sua festa ocorrida no dia 7 de julho de 2019 no salão paroquial de Santa Lúcia do Piaí.
Dona Rachele tem sua trajetória totalmente atrelada à Santa Lúcia do Piaí e contribuiu muito para o nosso Distrito.
Parafraseando o slogan do convite da festa "Eu não tenho idade, eu tenho vida. Venha celebrá-la comigo".
[...]
 
Caxias do Sul, 09 de Julho de 2019; 144º da Colonização e 129º da Emancipação Política.
ARLINDO BANDEIRA (Autor) Vereador - PP
 
Assim dizia o slogan. Dizer aqui que pode contar sempre com a gente. É uma alegria estar aqui falando dessa nossa conterrânea Rachele. A Rachele, então, é da família Costa hoje, com a qual eu trabalhei 14 anos de motorista de ônibus. São pessoas maravilhosas, queridas. Então fiz questão de fazer também esse voto de congratulações a esses 90 anos. Porque 90 anos, senhor presidente, também a gente sabe que não é fácil chegar até lá. E uma pessoa muito querida, amada por todos. Desejamos que Deus dê sempre vida a ela, saúde, muita saúde, muita paz. E que continue aquela pessoa querida que ela é e amada por todos, por todos nós. Era isso, senhor presidente. Meu muito obrigado.
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Não houve manifestação

VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Bom dia, presidente Flavio Cassina. Minha saudação aos nobres pares nesta manhã de quarta-feira. Ocupo esse espaço regimental até para nós discutirmos um pouco mais questões do desenvolvimento econômico que devem permear os próximos anos em nosso Município de Caxias do Sul, no Estado no Rio Grande do Sul. Também em nível de Brasil falar a respeito das matrizes econômicas e também de nós avançarmos, ou melhor, da maneira que o setor de empreendimentos econômicos está avançando no campo da inovação e da tecnologia. Nós temos esse entendimento de que não podemos ficar alheios a esse debate e não estamos alheios a esse debate. Caxias do Sul, esse segundo polo metalmecânico do país, deverá já na sequência, nos próximos anos e nas próximas décadas, estar iniciando todo um processo de modernização do seu parque fabril, notadamente, metalmecânico, automotivo e de material elétrico, tendo em vista esse processo chamado Indústria 4.0, que inicia na Alemanha. No Japão, já se fala, vereador Edson, em Indústria 5.0. E é uma situação irreversível. Nós precisamos encarrar esse desafio, vereador Renato. Saber que o mundo está caminhando para isso e par e passo também olhar o que isso vai refletir, os reflexos que isso vai ter no campo, inclusive do trabalho, dos trabalhadores. É importante porque a Indústria 4.0 é uma sistemática que automatiza os processos de produção, robotizando muitas áreas fabris. Notadamente, quem não estiver preparado para isso não vai conseguir se manter em postos de trabalho de alta tecnologia tendo, nós, enquanto gestores públicos, procurarmos alternativas para isso. E neste sentido a Comissão de Desenvolvimento Econômico do Legislativo, a qual presido, tem trabalhado essa questão buscando incluir no nosso projeto de Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, o nosso Plano Diretor que tramita na Casa e será apreciado em plenário, a inclusão de uma nova zona chamada ZEITEC, que é a Zona de Empreendedorismo, Inovação e Tecnologia, que visa dentre outras coisas convergir aquilo que é produzido de conhecimento lá na academia com as empresas do nosso município que tem base tecnologia e empresarial. Ou seja, a criação de um ambiente de inovação para que se chegue a uma competitividade nessa interação que deve ter o poder público com a academia e o setor empresarial. Nós delimitamos essa área no Plano Diretor. Uma área especificadamente simbólica junto ao aeroporto, futuro aeroporto da Serra Gaúcha, em Vila Oliva, de aproximadamente 250 hectares, para que lá venha a ser concebido, idealizado, futuramente um futuro parque de inovação para que nós possamos lá acolher, abrigar, encubar empresas de bases tecnológicas e dando incentivos para que isso aconteça também. Nós precisamos, principalmente, investir nessas empresas, vereador Périco, hoje que estão sendo, estão ainda sendo planejadas no papel, as chamadas startups, que são empresas que têm todo um estudo baseado no conhecimento produzido dentro da academia e que nós temos que prestigiar e incentivar que elas caminhem nesse sentido. A base da nossa proposta foi construída há muitas mãos, mas principalmente num debate que nós tivemos na comissão, com a visita ao Parque Canoas de Inovação, mas também com a Universidade de Caxias do Sul, a TecnoUCS através da nossa inserção junto aquele estabelecimento que incentiva tecnologia e a pesquisa e também a presidência e a diretora de infraestrutura da Câmara de Indústria e Comércio. Então nós tivemos, na construção e concepção da Zeitec, essa triangulação. O poder público, através da nossa comissão, a academia, da nossa universidade, e a representação máxima, vereador Fiuza, dos empresários, que é a Câmara de Indústria e Comércio. Então essa área destinada aos novos empreendimentos, gostaríamos que a TV Câmara mostrasse algumas imagens para que nós pudéssemos socializar com os telespectadores também, vai ser uma área destinada a novos empreendimentos. É um incentivo de que essas empresas de base tecnológicas venham a se instalar. Nós temos algumas imagens de alguns centros tecnológicos, mas hoje nós, como precisamos diversificar a nossa matriz econômica focando dentre outras coisas como se discutiu ontem aqui no campo do turismo, na questão do designer em moda. A moda gera um valor agregado muito grande aos produtos e temos toda essa expertise em nossa cidade, há muito tempo, que remonta Hércules Galó vindo até hoje na produção têxtil, malhareira, de confecção. Então nós precisamos retomar isso enquanto base de matriz econômica do nosso município. Nós vamos trazer o exemplo da Órion Parque Tecnológico que está instalado em Lages, Santa Catarina. É um dos treze centros de inovação que Santa Catarina está avançando, foi o primeiro que foi instalado naquele estado ainda no ano de 2016, algumas imagens dessa edificação, que Santa Catarina, já todos nós podemos pesquisar, está muito à frente nesse processo. Muitas cidades hoje instituindo as suas leis de inovação e nós, vereador Felipe, estamos colocando no Plano Diretor, a comissão, para que o plenário analise as bases para que futuramente os governos municipais, a administração que assumir o paço futuramente, venha a estabelecer as leis de incentivo a inovação no nosso município. Nós precisamos ingressar nessa temática o quanto antes. Então esse Órion, em Lages, é um dos treze centros de inovação de polos no estado de Santa Catarina. É uma parceria muito forte do governo do estado, da prefeitura de Lages e desse instituto. É uma estrutura com quatro mil metros quadrados, auditórios, incubadora de empresas, centro de pesquisa e desenvolvimento e salas de treinamento como essa que nós podemos perceber. Então, Santa Catarina está muito inclinada a isso, foi um investimento feito pelo governo do estado e pelo município na órbita de R$ 10 milhões, uma construção de prédio, de saneamento, arruamento. Como se pode perceber um ambiente moderno, uma arquitetura pujante, atraente e que está bem alinhado com a modernidade e com a inovação que se tem que ter inclusive no campo da ciência e da tecnologia. O modelo de administração que se adota é através de um conselho técnico institucional em tríplice hélice, o que nós defendemos aqui sempre, a participação do setor empresarial, da área do conhecimento, que é a academia e o poder público. Ninguém faz nada sozinho, vereador Felipe, nós precisamos trabalhar nessa maneira, nessa integração triangular e eles querem promover, com isso, incentivar a cultura da inovação, amparar as empresas na aplicação da alta tecnologia, estimular o desenvolvimento de negócios com rodadas com pessoal especializado trabalhando nisso, incentivando a cultura da inovação. Aquela questão que nós precisamos ter para desenvolver que é a competitividade empresarial, a transferência de tecnologia para as nossas empresas para que possam produzir mais e com melhor qualidade para os nossos produtores avançarem e nós termos um retorno em impostos, vereador Fiuza, e temos mais arrecadação para fazer os investimentos em saúde, educação e segurança, por exemplo, e aquilo que nós... Quem pode participar disso? As entidades hoje que nós temos aqui, por exemplo, da academia no setor da energia, da biotecnologia, a questão do designer em moda, comunicação. Todas essas instituiçõe podem participar e ter o seu apoio nessa universidade, nesse instituto de tecnologia. Hoje são 51 empresas, 29 residentes e 22 empresariais. Um faturamento bom, de milhões, com impostos recolhidos também para reverter em investimentos e postos de trabalho, também é um fator importante. E a legislação. É isso que nós vamos precisar avançar. E eu concluo, senhora presidente, mostrando que são duas leis importantes que nós vamos começar a estudar enquanto comissão, agora. A primeira delas trata dos incentivos econômicos e fiscais para execução de infraestrutura, a locação de espaços, bem com isenção de impostos e taxas para esse centro de tecnologia se instalar. Bem como uma lei de 2012, que cria o parque Orion de tecnologia. (Esgotado o tempo regimental.) Presidente, dando os incentivos econômicos e fiscais. Acho importante também divulgar, senhora presidente, finalizo com a minha fala, que o Trino Polo encaminhou a esta Casa, a todos os vereadores, um convite para saída hoje, às 21h45, da CIC, uma missão para um ecossistema de inovação, uma visita à Associação Catarinense de Tecnologia, em Florianópolis. Saída hoje. Não vou poder participar, mas entendo que alguém da Câmara, vereador Cassina, precisa participar nessa missão. Não sei se a Casa vai mandar representantes, mas a saída é na CIC, porque a visita é em Florianópolis, amanhã, a esse Centro de Tecnologia da capital catarinense. Então, nobres pares, essa foi a minha fala de hoje. Gostaria de dizer que a comissão, sim, está muito empenhada, de Desenvolvimento Econômico, em criar as bases para que o município avance na questão de inovação e de tecnologia, promovendo-se a triangulação e apoiando o parque empresarial de Caxias, as novas matrizes. E dizendo que o desenvolvimento, baseado no conhecimento, é uma das saídas para que Caxias se consolide enquanto um polo de desenvolvimento, uma cidade pujante e que quer o bem e a qualidade de vida dos seus habitantes. Era isso, presidente. Muito obrigado.
 
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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Quero cumprimentar aqui todos que se encontram no plenário, todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16. Senhor presidente, como funcionário da empresa Claudino Costa e Boff, de Santa Lúcia do Piaí, como morador de Santa Lúcia do Piaí, quero aqui fazer, podemos dizer, uma homenagem, um registro, assim podemos dizer, à nossa conterrânea de Santa Lúcia do Piaí, que faz parte também da família, da empresa Claudino Costa e Boff. Então, quero usar este espaço desse Grande Expediente de hoje para fazer o breve registro da passagem de uma data importante para nossa Cidade.
No último domingo, dia 7 de julho, ocorreu a celebração dos 90 anos de Dona Rachele Costa Giordani, em Santa Lúcia do Piaí. O que trouxe muitas lembranças das origens do Distrito. Foi da antiga firma do pai da Dona Rachele, Sr. Egídio Costa, o “Seu Lilo”, o primeiro ônibus que ligou o Distrito ao centro da cidade de Caxias do Sul.
A história começou em 1946, quando o empresário adquiriu um prédio construído pelo senhor José Bonalume, com a intenção de abrir uma loja em parceria com a família Magnabosco, de Caxias. Tempos depois, seu Lilo assumiu o negócio, juntamente com o filho Claudino Costa e o genro Jacob Boff, casado com Theresa Costa. Na qual nasceu a empresa "Claudino Costa e Companhia Limitada". Empresa que, posteriormente, adquiriu um ônibus da senhora Rosa Giordani e deu início à concessão do transporte de passageiros na vila.
Era a época em que diversas outras localidades dos arredores de Caxias, como Galópolis, São Marcos e Ana Rech, começavam a se expandir, necessitando de mobilidade constante para seus moradores e visitantes.
Atualmente o negócio funciona como um dos mercados do distrito, agora denominado "Comercial Costa e Boff" e administrado por Gilmar Boff, Joceli Egídio Boff e Luiz Costa. Netos do Seu Lilo.
Seu Lilo e Dona Anna Bertoldi casaram em fevereiro de 1924 e tiveram 13 filhos: Claudino, Thereza, Elsa, Rachele, Guerino, João, Marcelina, Rosa, Vergília, Ercília, Arcino, Pedro e Nair.
Com o slogan "Eu não tenho idade, eu tenho vida. Venha celebrá-la comigo" foi comemorado, então, no domingo o aniversário de 90 anos da Dona Rachele, no salão paroquial de Santa Lúcia do Piaí.
Ela é a quarta dos 13 filhos e tem sua trajetória totalmente atrelada à Santa Lúcia do Piaí. Mais especificamente à Capela São Paulo, no interior do distrito, que foi onde os pais casaram, em fevereiro de 1924.
Nascida em 14 de julho de 1929 – a festa dos 90 anos foi antecipada em uma semana –, a jovem casou-se com Humberto Giordani em 27 de junho de 1951, nascendo dessa união os filhos Vera, Roseli, Anna, Gilson e Adi, que lhe deram quatro netos e duas netas.
Era na localidade de Santa Lúcia também que funcionava, junto à casa da família, um pequeno armazém, "a venda", responsável por abastecer os moradores vizinhos.
Em 1947 um acidente marcou a história do transporte coletivo de Santa Lúcia do Piaí. Foi em 13 de outubro daquele ano, quando o frei camaldulense Ambrósio Andreazza estava no ônibus que se dirigia de Santa Lúcia a Caxias. Nas proximidades do Rio Piaí, o motorista perdeu o controle do veículo e avançou em direção a um perau. Dos 13 passageiros, Dom Ambrósio (1907-1947) foi a única vítima fatal do acidente.
Miguel Andreazza, o “Dom Ambrosio Maria Andreazza” foi um religioso que formou-se pela Ordem dos Monges Camaldulenses e faleceu há 72 anos. Ele foi único a ingressar e formar-se como sacerdote na congregação, indo embora para o monastério da Itália com os padres, em 1926.
Filho do casal de pioneiros Francisco e Julia Richetti Andreazza, o religioso nasceu em 17 de outubro de 1907 e concluiu sua formação sacerdotal na Europa, rezando sua primeira missa em 10 de julho de 1932. A partir daí, mesclou uma série de idas e vindas ao Brasil, para visitar os pais em Santa Lúcia do Piaí.
Conforme o pesquisador Éder Dall'Agnol dos Santos, durante a Segunda Guerra Mundial, a mãe, dona Júlia Richetti Andreazza, não obteve mais notícias do filho. Somente com término da guerra, Ambrósio mandou outra carta à sua mãe, solicitando recursos para ir visitá-la.
Dom Ambrósio chegou a Santa Lúcia em 11 de outubro de 1947 e foi recebido com grande festa. Organizada pela mãe e por moradores da comunidade, a recepção reuniu cerca de 200 pessoas durante um almoço no salão paroquial e contou com a presença de autoridades, inclusive do Prefeito Dante Marcucci.
Dois dias depois, porém, um acidente surpreendeu a vila. No dia 13, Dom Ambrósio saiu de Santa Lúcia para Caxias, com destino a Porto Alegre, para tratar de assuntos relacionados à fundação de uma nova casa da ordem dos cônegos. Ele embarcou juntamente com outros 12 passageiros no ônibus da empresa de Egydio Costa, que fazia a Linha Santa Lúcia - Caxias.
Nas proximidades do Rio Piaí, o motorista perdeu o controle do veículo e avançou em direção a um perau. Dom Ambrósio foi a única vítima fatal do acidente. Ele tinha apenas 39 anos.
E a morte de D. Ambrósio gerou grande comoção no Distrito. Pela missa de corpo presente, realizada na manhã do dia 14 de outubro, passaram os padres Eugenio Giordani e Angelo Tronca, além do pároco local de Santa Lúcia, Reverendo João Marchesi. Dom Ambrósio foi sepultado no mausoléu da família Andreazza, no atual cemitério de Santa Lúcia do Piaí, onde ainda é muito visitado pela comunidade. A presença dos religiosos na Serra gaúcha remete ao ano de 1899. Foi quando os monges Ambrosio Pieratelli, Michele Evangelista e Oblato Ermindo Dindelli deixaram o Monastério de Arezzo, na região italiana da Toscana, rumo ao Rio Grande do Sul. Com a missão de criar uma fundação brasileira da Ordem dos Camaldulenses, conhecida também por Congregação Camaldulense da Ordem de São Bento.
Chegados por aqui, eles adquiriam uma extensão de terra situada na Fazenda Raposo, próxima ao Rio Piaí. Coberta de mata virgem e distante 20 quilômetros de Caxias, a localidade foi batizada de Nova Camaldoli. Três anos depois, em 26 de julho de 1902, foi constituída a casa de Nova Camaldoli. Já em 31 de agosto de 1909, era aberto pelos monges o Mosteiro da Santíssima Trindade, em Ana Rech. A ordem passava, assim, a manter duas casas em Caxias do Sul.
Os monges camaldulenses tiveram importante papel no desenvolvimento na região. Foram responsáveis pela introdução do cultivo da batata, além de oferecem amparo religioso para as primeiras famílias de imigrantes. Realizaram batismos, crismas, casamentos e funerais não somente em Nova Camaldoli, mas em localidades como Faria Lemos.
Os religiosos eram chamados carinhosamente pelas famílias de descendência italiana de "fraddi bianchi", os monges brancos.
Dos fundadores de Nova Camaldoli, o único enterrado na localidade foi Dom Ambrogio Pieratelli, falecido em 17 de agosto de 1921, aos 67 anos. Os monges camaldulenses permaneceram em Caxias até 1926, quando fecharam as duas casas, de Ana Rech e Camaldoli, e retornaram ao mosteiro de Trento, na Itália.
Consideramos importante fazer esse registro, senhor presidente, neste plenário, pela importância de nunca esquecermos nossa história. Por isso deixamos aqui a contribuição.
Com votos de muita saúde e muitas alegrias, desejamos muitas felicidade à Dona Rachele Costa Giordani e toda sua família! Que fazem parte dessa bonita história da nossa cidade.
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Obrigado, senhor presidente, desculpa me alongar.
 
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VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Ontem à noite, depois de muitos debates, muitas discussões, a Câmara Federal aprovou o que eles chamam lá de texto base da reforma da previdência. Aquilo que o presidente da Câmara, o Maia, está colocando como a nova previdência. Eu começaria essa minha fala, colegas vereadores, dizendo que isso é a pior previdência, não é a nova previdência. Já durante o governo Temer, após o impeachment da presidente Dilma, para a surpresa do Brasil inteiro, foi encaminhada uma reforma trabalhista que era colocada como a salvação da lavoura. Acho que esse é o termo correto, que ia criar milhões de empregos pelo Brasil, que ia destravar o crescimento industrial, que ia retomar toda uma relação mais amistosa entre trabalhadores e empregados, patrões, e, passados quase dois anos, o que a gente viu da reforma trabalhista? Estamos em plena recessão, 20 milhões de trabalhadores desempregados; em nossa cidade, em que pese a indústria ter retomado espaços do ponto de vista de encomendas, a gente percebe que as indústrias simplesmente optaram por se modernizar, automatizar seus processos e não abrir novas vagas. Então estamos aí com mais 15 mil trabalhadores desempregados em nossa cidade. Portanto, aqueles que acreditavam que a reforma trabalhista seria a salvação da lavoura, hoje, estão vendo que efetivamente nada disso aconteceu. Estamos literalmente em um processo recessivo em nível de economia brasileira, com crescimentos de 0,5%, senão, crescimento negativo. Agora então a nova fórmula mágica do Governo Bolsonaro, liderada pelo seu ministro da Economia, a solução para os males do Brasil é a reforma da Previdência. Com a reforma da Previdência, voltaremos a crescer, a economia vai destravar e assim por diante... Os empregos vão voltar e, lamentavelmente, mais uma vez, estamos indo nessa cantilena, nessa mentira patrocinada pelas elites brasileiras que defendem os seus privilégios. Já disse aqui em outras oportunidades somos um país em que seis pessoas jurídicas detêm mais de 50% da renda nacional; seis grandes famílias no Brasil são proprietárias de praticamente todos os meios de produção, bancos e assim por diante. Quando se colocou em discussão essa proposta da reforma previdência, o PSB de maneira madura reuniu o seu diretório nacional e apontou que algumas das propostas que estavam ali colocadas seriam sem dúvida nenhuma um grande retrocesso e se estabeleceu, junto com outros setores da sociedade, outros partidos de oposição, uma luta muito grande e vitoriosa do ponto de vista de excluir dessa reforma os trabalhadores rurais e também aquilo que a gente chama de BPC, Benefício de Prestação Continuada. Aí perguntou aos colegas vereadores, especialmente ao senhor e a senhora que nos dá o privilégio de assistir através da TV Câmara ou através das redes sociais, eu pergunto principalmente aos trabalhadores do comércio, aos trabalhadores da construção civil, aos trabalhadores terceirizados, que são milhares por este Brasil, milhares em nossa cidade, será que algum deles vai conseguir atingir 65 anos de idade com no mínimo 20 anos de contribuição para se aposentar com um salário mínimo? Acima de 20 anos de contribuição, para se alcançar o teto de R$ 5.800,00, teria que se pagar 41 anos porque as pessoas normalmente... Digamos que comecem a trabalhar com 16 anos de idade, 17 anos de idade para chegar aos 65 anos... São mais de 40 anos de trabalho e de contribuição para se aposentar por até o teto de R$ 5.800,00. Mas na realidade, como nós que acompanhamos a vida social, qual o trabalhador, por exemplo, da construção civil que consegue permanecer num emprego só? Com a carteira assinada durante todo esse período, por mais de 40 anos? Essas questões que fazem com que a gente comece a dizer que aqueles que se colocam contra a essa reforma da previdência estão mais do que corretos. E a minha surpresa maior é ver que setores da sociedade explorados, setores da sociedade que vão ser prejudicados por essa reforma estão nas ruas apoiando a reforma da previdência. Essa é, sem dúvida nenhuma, uma indagação que a gente faz, mas será que as pessoas conseguem ser tão manipuladas por essa mídia criminosa liderada pela Rede Globo? Liderada pela Rede Globo e que os grandes meios de comunicação hoje se apresentam como os principais fiadores dessa reforma.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Permite aparte, vereador Elói.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Colocando o Brasil num retrocesso fantástico. Enquanto as grandes reformas que deveriam acontecer, já lhe concedo, vereador Toigo, a reforma política, a reforma tributária, a reforma bancária, que está na hora de meter a mão na concentração financeira no nosso país e outras tantas questões fundamentais do ponto de vista do desenvolvimento para destravar o desenvolvimento e aí sim se voltar ao pleno emprego... Como é que as pessoas estão acreditando que a reforma da previdência vai resolver os nossos problemas? Pois não, vereador Gustavo Toigo.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Meus cumprimentos, vereador Elói Frizzo. Esse é um assunto que está na ordem do dia no país, uma reforma da previdência muito ruim e que a nossa sociedade não está percebendo, ela é péssima para o povo brasileiro, para a nação brasileira. A propaganda oficial do governo vende o melhor dos mundos, que nós vamos passar para um outro ciclo econômico, nós vamos resolver o problema dos 14 milhões de desempregados, nós vamos industrializar o país, vamos ter um projeto. Uma grande mentira que está se colocando para a nação brasileira e está passando como se fosse normal isso tudo. O governo coloca um toma lá da cá vergonhoso com a concessão de emendas bilionárias para compra de votos de apoio dos parlamentares, troca de cargos. Ou seja, uma prática muito ruim da velha política da qual esse presidente que está aí disse que iria combater e no fim está lá utilizando desses subterfúgios realmente nojentos para aprovar uma medida que realmente é muito ruim, que vai penalizar os mais pobres, as mulheres. Os trabalhadores não vão conseguir contribuir para mais de 65 anos. Ao invés de combater privilégios, realmente os altos subsídios do judiciário, por exemplo, dos tribunais. Não, penaliza o mais pobre, a mulher, os ruralistas. Tentaram empurrar goela abaixo um regime de capitalização que deu errado no Chile. Então nós lamentamos, profundamente. O PDT fechou questão, nós somos contra essa reforma nociva a nação brasileira e vamos expulsar inclusive deputados que votarem a favor dessa medida. Muito obrigado.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Essa é a mesma posição do Partido Socialista Brasileiro que ontem reunido o seu diretório nacional optou também por fechar a questão da mesma forma que o PDT, a mesma forma que o PCdoB, que o PT, PSOL acho que também, são seis partidos, e que hoje compõe, no Congresso Nacional, 132 deputados. A votação ontem à noite, se não me engano, peguei meio na corrida, já era quase uma hora da manhã. Se eu não me engano, foram 353 deputados votando a favor do texto-base da previdência. Permite, presidente. Desculpa, estou prosseguindo em Declaração de Líder. Votaram o texto-base, foi aprovado o texto-base ontem à noite com 353 deputados e 111 contrários. Hoje, então, passam a ser votados os chamados destaques, os destaques e as emendas que foram apresentadas. Então o texto ainda não está finalizado, porque têm que ser votados os destaques e as emendas. Mas quero saudar o meu partido, o Partido Socialista Brasileiro, pela corajosa decisão. Porque, lamentavelmente, mesmo internamente tínhamos algumas discordâncias de alguns deputados que entendiam que se devia liberar a bancada. Eu acho que o partido tem que ter programa, tem que ter meta, tem que ter decisão. Quando a própria palavra partido, vereador Meneguzzi, já significa dizer que é parte. Parte da sociedade que se organiza em cima de um programa. E, portanto, o PSB busca o seu caminho de estar ao lado de milhões e milhões de trabalhadores brasileiros que serão, sem dúvida nenhuma, prejudicados. Todos aqueles que estiverem ingressando no mercado de trabalho neste ano só vão se aposentar depois dos 70 anos. Portanto, significa dizer que metade da população pobre deste país só vai contribuir para a previdência, mas não vai se aposentar, vai morrer. Eu pergunto: Qual é o trabalhador da construção civil que, com 50 anos, ainda consegue emprego? Eu pergunto? Qual é a trabalhadora terceirizada, que trabalham nas repartições públicas pelas empresas deste país, trabalhando em limpeza, trabalhando em serviços gerais, que vão conseguir se aposentar? Vão contribuir durante uma grande parte da sua vida e não vão conseguir se aposentar. Como é hoje, como é hoje aqueles que se aposentam com um salário mínimo. Metade desse salário mínimo vai para comprar remédios. Plano de saúde? Meu Deus do céu! Dependem do SUS. Hoje, qualquer trabalhador que, com 60 anos, começa a tratar de pressão, por exemplo, não escapa de 300, 400, R$ 500 por mês de remédio. Nós que estamos aqui na Câmera e lidando diariamente com as pessoas que buscam apoio, a gente sabe como é que isso acontece. Então essas pessoas não vão conseguir se aposentar. Então, essa reforma da previdência, meus colegas vereadores, senhoras vereadoras, é uma reforma criminosa. Criminosa porque está comprovado que 70% desses 980 bilhões, que eles dizem que em 10 anos vão recuperar na economia, quem vai pagar são os trabalhadores até dois salários mínimos. Os privilégios, vereador Gustavo Toigo, os privilegiados vão continuar nadando de braçada neste país. Vão continuar nadando de braçada, né? Setores da sociedade vão continuar se apropriando da riqueza nacional unicamente em seu benefício, contrariamente então à opinião da grande maioria do povo brasileiro. Nesse sentido é que eu procuro... E eu sei que às vezes mesmo chama atenção, vereador Toigo. Que interessante, né? Que mesmo nos setores com que nos relacionamos está difícil de explicar para as pessoas que é essa reforma da previdência vai lhe prejudicar. Alguns chegam a me dizer “bom, mas se é o preço que nós temos que pagar para o Brasil melhorar, vamos aprovar a reforma da previdência”. Mas o Brasil não vai melhorar, do ponto de vista econômico, com a reforma da previdência. O Brasil vai melhorar quando voltar a crescer economicamente, quando se fizer efetivamente uma grande auditoria nessa tal de dívida pública. A dívida pública hoje que consome 45% do orçamento nacional. Vão só para pagar juros para banqueiros: Itaú, Bradesco, Citibank e companhia, esses se apropriaram da renda nacional. E aí, quando se fala em retomar o desenvolvimento econômico, o grande problema nacional é o gasto com a Previdência. Não é o gasto com pagamento para juros, para banqueiro, como dizia o velho Brizola, com os rentistas, que assaltaram esse país. E o governo cada vez emite mais títulos da dívida pública e mais títulos vão para os bancos, e eles vão acumulando trilhões, trilhões e trilhões de recursos. Você que tem aí, nós... todos que eventualmente temos uma pequena poupança, quanto ganhamos numa poupança, vereador Adiló Didomenico? Quanto ganhamos numa poupança? No máximo, a pau e corda, 6% ao ano, 6% ao ano. Agora vai pegar um financiamento, mesmo aqueles que pegam os chamados consignados, não existem juros no sistema financeiro brasileiro menor do que 2,8 ou 3% ao mês, enquanto na poupança se paga 6% ao ano, quando pagam, quando pagam. Se você vai precisar de um financiamento aí num banco, você vai pagar taxas absurdas de 4 ou 5% ao mês. Então é tudo para a banca. O sistema financeiro brasileiro concentra todo o poder e concentrou não só nesse governo, não só no governo Temer, não só no governo Dilma, não só no governo Lula. Aliás, o grande erro do governo pelo presidente Lula ter feito essa conciliação com o sistema financeiro, onde os bancos, no período do seu governo, foi o que mais ganhou, mais inclusive que os outros governos, Fernando Henrique, Collor e assim por diante. Então se concentrou a riqueza de tal proporção no país que eu volto a dizer: é um absurdo seis famílias no Brasil concentram 50% da riqueza nacional. E aí a gente se pergunta aqui: Isso aqui é uma Câmara de Vereadores, nós deveríamos e estamos obviamente discutindo aqui os problemas da cidade, mas como se a Previdência não é um problema da nossa cidade também. Nós lidamos diariamente com essas situações nos hospitais, no atendimento às pessoas pobres na cidade, principalmente num período de inverno, onde a gente vê quantas pessoas estão sofrendo por falta de condições. E aí a gente pergunta, que governo mais desalmado. Minha mãe usava, gostava muito de usar essa palavra, mas são uns desalmados, são uns desalmados, são sem alma mesmo, essas pessoas são sem alma, porque elas se aproveitam das outras pessoas, acumulam riquezas, e a gente fica aqui brigando contra o vento, contra os moinhos de vento. Lamentavelmente, porque o poder de mobilização dessas pessoas que concentram essa riqueza é muito grande e cada vez nós estamos vendo que elas cada vez mais vão concentrando essa riqueza. Mas vai chegar o momento não sei quando, espero estar vivo ainda, em que esse povo a de se revoltar, em que esse povo a de se revoltar e jogar abaixo todas essas estruturas. E lutamos por isso, lutamos por isso. Estamos acompanhando, portanto, as votações hoje, amanhã. O presidente da Câmara disse que, se precisar votar no sábado, vai votar no sábado. Nunca trabalharam no sábado, não é, vereador Gustavo Toigo, agora vão trabalhar. Quando é para ferrar com os pobres, até no sábado eles trabalham. Nunca trabalharam nem na segunda e nem na sexta, mas agora, se precisar, as pessoas vão continuar inclusive no sábado adentro. Então para efetivamente votar em primeiro e segundo turno essa reforma malfadada que vai ferrar com o nosso povo. E as pessoas que eventualmente desconfiam que nós estamos aqui sendo do contra por ser do contra: “Não, vocês são sempre do contra. Parece que vocês não querem ajudar o Brasil.” Mas, pelo amor de Deus, se não gosta de mim, pelo menos vá fazer uma conta de matemática. Vai olhar os exemplos. Use para si próprio. Faça uma conta. Quanto tempo (Esgotado o tempo regimental.) vai levar ou o seu filho que vai entrar no mercado de trabalho agora, neste ano ou no ano que vem para ver com quantos anos ele vai se aposentar e quanto ele vai dar da sua contribuição, do seu sangue, do seu salário para banca nacional e para a banca internacional. Então fica esse registro aqui de que o PSB está do lado certo. O PSB fechou questão contra a reforma da Previdência e nesse sentido saúdo o meu partido e os partidos que estão ao lado do povo brasileiro. Muito obrigado.
 
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhora presidenta, em exercício, colegas vereadores. Primeiramente agradecer ao Beltrão a cedência do espaço. Achei sim que era muito oportuno, que estamos vivendo um momento, enfim, da situação novamente que me traz aqui nesta tribuna, vereador Edson da Rosa, presidente da Comissão de Educação. Quanto ao assunto que já ocupei aqui acredito que duas vezes, essa é a terceira, talvez tenha que ter a quarta ou a quinta. Se não chegarem a um entendimento que é sim de atender aquela ansiedade dos pais dos alunos, enfim, da comunidade da 4ª Légua que é a extinção da escola Arlinda Manfro. Muito bem falei há dias passados quanto ao entendimento da Smed de, enfim, transferir aquele colégio lá para Galópolis em um lugar totalmente insalubre. Diante disso a comunidade se mobilizou, já falei aqui. Foi procurado o Ministério Público, porque não houve o entendimento. O Ministério Público, assim que estivemos lá, praticamente 15, 20 dias atrás, vereador Edson, acompanhado por COM, eu e sua pessoa junto à promotora Simone. A CPM, presidente da associação da 4ª Légua, enfim, naquele momento, ao final da ata, vou só ler um pedacinho,
a promotora de justiça informou que: requisitará informações à Smed a fim de verificar as razões da escolha do local para remanejamento dos alunos, das obras que serão feitas na escola Arlinda Manfro bem como com prazo previsto para a conclusão das obras e retorno dos alunos da comunidade. Também serão solicitadas informações acerca da possibilidade de retorno na Felipe Camarão como já falei que foi fechada por falta de alunos, sem ver se a escola Arlinda Manfro poderia absorver os outros alunos.  Hoje a escola Arlinda Manfro está aguardando... Até a semana passada fiz um encaminhamento ao Ministério Público, alunos na fila, situações de alunos que estão sem aula. Uma família que veio de uma outra cidade trabalhar e não tem vaga, nem em Galópolis e nem lá, está procurando vaga, enquanto isso o município quer extinguir a escola. A partir disso, enfim, estivemos novamente, Edson da Rosa, na sexta-feira junto à promotora Simone que assim falou que os questionamentos pela Smed foram respondidos pela metade. Queriam fazer um novo questionamento, mais detalhado. Solicitou para nós também diante daquilo que  foi falado em várias reuniões já como esse governo não mantém a palavra daquilo que eu já falei, então foi protocolado ontem, na prefeitura, que chegue ao conhecimento do nosso prefeito. Vou ler também:
 
Diante dos acontecimentos noticiados pela imprensa nos últimos 45 dias quanto ao assunto da Comunidade de São João 4ª Légua, o Círculo de Pais e Mestres, da EEMF Professora Arlinda Lauer Manfro, em conjunto com a comunidade, comunica a dificuldade de tornar a conhecimento ao prefeito, como não recebe, a intenção de manter essa escola na área de rural de origem.
Neste intuito, coloca à disposição do Município a infraestrutura necessária para a manutenção do funcionamento da escola Arlinda Lauer Manfro para a possibilidade de reabertura da escola Felipe Camarão. Outrossim, reforça a iniciativa da comunidade em realizar melhorias necessárias para atender a educação infantil, a fim de que permaneçam essas instituições de ensino no meio rural, manter a originalidade.
Salienta-se que a comunidade, preocupada com a saúde das crianças, já demonstrou sua contrariedade à transferência dos alunos na área urbana, Centro Esportivo Galópolis, por se tratar de um local insalubre. Ademais reforça a importância de manter as crianças e jovens estudantes vinculados à sua área rural.
 
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Então a comunidade colocou à disposição toda estrutura, além daquela que foi disponibilizada, para que se realizarem as reformas diante da Arlinda Manfro até o salão paroquial estar à disposição naquele momento. Por que eu digo isso da importância? Até o vereador Toigo também, eu quero agradecer pelo entendimento desse espaço, que talvez eu vá ocupar também, depois mais adiante, uma Declaração de Líder, por quê?
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Concede um aparte, vereador?
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): No momento oportuno, Edson. Porque na sexta-feira vai ser o último dia de aula e depois eles entram em férias. Além disso, a gente fez também, solicitada pela promotora Simone, que ela requisitou que a gente buscasse junto a um engenheiro, um técnico, um contraponto para fazer um comparativo daquilo que o município estaria dizendo que haveria necessidade de fazer naquela. E a gente procurou, enfim, o CPM procurou, enfim, o engenheiro civil Josué, pós-graduado em Auditoria, Avaliações de Perícias Municipais e Estaduais, que assim entende, concluindo... Vou ler um pouco aqui de novo a conclusão, somente a conclusão, por isso que ocupa muito espaço. Conclusão do parecer técnico, do laudo técnico das desconformidades:
 
Após analisar documentos [...] solicitados nesse processo [...], reitero o exposto Laudo Técnico assinado por mim, no dia 03/07 e o Memorial Descritivo e Especificações Técnicas emito pelos responsáveis da SMED, onde a Escola Arlinda Lauer Manfro poderá receber intervenções que irão sanar as desconformidades apontadas tanto no laudo de vistoria [...] de segurança quanto a sanitária emitidos pela prefeitura. Para tal é de suma importância que sejam realizadas inicialmente intervenções pontuais no tocante a segurança, como o piso segundo pavimento, aproveitando para substituir os forros de PVC [...] Tudo como a vigilância pede.
 Além disso, também poderão ser realizadas as demais desconformidades emitidas pela SMED após estas intervenções iniciais, corrigindo as prioridades apontadas nos laudos técnicos no tocante.
Enfim, embaixo diz assim: é de suma importância que haja planejamento por parte do poder público.
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Então agora no período de férias, segundo o técnico, e não é pouca coisa, é um perito estadual e federal, não necessitando manter a escola interditada após as adequações [...] feitas. O próprio município, colegas, reconhece, enfim, solicitado pela nossa promotora Simone, que fazer as intervenções, colega vereador Toigo, necessárias na Arlinda Manfro, vereador Toigo, que não estava aqui, de novo, agradecer porque provavelmente eu preciso do outro espaço, a própria SMED está dizendo que as adequações necessárias conforme o laudo técnico do engenheiro e perito necessita um gasto de R$ 32 mil para funcionar, continuar naquela comunidade. Então eu pergunto, a comunidade pergunta, vereador Edson: por que gastar R$ 30 mil, que a SMED está dizendo que vai gastar R$ 30 mil em um lugar insalubre... Inclusive ontem tinha uma reunião do Conselho Municipal de Educação que fez uma visita na Felipe Camarão, na Arlinda Manfro e no local onde querem transferir os alunos em Galópolis totalmente insalubre – eu não tenho conhecimento ainda do parecer –, se colocando totalmente ao lado dos pais daquelas crianças. Então novamente eu pergunto: por que gastar R$ 30 mil em um lugar insalubre que não tem garantia de saúde para as crianças? Por que não gastar R$ 32 mil, que é mesmo valor praticamente e adequar a Escola Arlinda Manfro, vereadora Paula? É gasto indevido. Sem contar, vereadora Paula, que quem se coloca no lugar daquelas crianças que pegam a van em torno de seis, seis e pouco, hoje, para ir até Arlinda Manfro. Que horas vão ter que ficar na beira da estrada depois? Que horas? E o gasto público que o município vai ter, vereador Rafael, com o transporte para transferir até Galópolis? Então a comunidade acredita muito que o Ministério Público, dentro desses dois, três dias, vai se manifestar porque são vários questionamentos, vereador Adiló. Primeiro, lugar insalubre...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Declaração de Líder da bancada do PDT, senhora presidente.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado, meu líder, novamente, Rafael e Toigo, pela cedência.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Assim que possível um aparte.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Como explicar isso?
PRESIDENTE PAULA IORIS (PSDB): Prossegue em Declaração de Líder o vereador Velocino Uez.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Qual é o objetivo? (falha no microfone) que faria essas melhorias em 2021. O engenheiro, o laudo técnico, disse que em 30 dias dá para sanar a maioria das adequações que precisam ser feitas, no período de férias. Se não conseguir, vereador Adiló, agora nesses 15 dias, que a Smed insiste, ontem fui lá também com as caixas, já disse lá na Arlinda Manfro: Preparem a mudança que lá dentro as obras estão andando. Gastar R$ 30 mil em fazer divisórias num lugar insalubre, que não atende... Depois para o esporte teria que tirar tudo de novo lá adiante, não serviria para nada, vereador Edson, para aquilo que atende o centro esportivo, que é totalmente diferente, é um espaço aberto. Por que não fazer agora? Bom, porque precisa mais do que 15 dias porque é muito pouco. A comunidade coloca a disposição, eu sou daquela comunidade, o salão paroquial se precisar mais 15, mais 20, mais 30. Nós só teremos evento agora sábado e depois em setembro. Temos 60 dias, vereador Edson. Por que gastar dinheiro, R$ 30 mil lá e não gastar na Arlinda Manfro? Quem é que explica isso? Eu acredito muito que o Ministério Público é soberano e vai levar em conta isso. O senhor muito bem sabe disso, o senhor foi presidente da Comissão de Educação, eu acredito que ninguém é soberano ao Ministério Público. Hoje de manhã acordei muito cedo e pensei... Eu acredito muito no Ministério Público, senão eu vou propor... Como a promotora Simone fez na Vila Cristina, vereador Adiló, uma audiência pública lá na comunidade. A minha pergunta, o poder público viria nessa audiência pública? Porque a comunidade colocar lá 800, 1.200 pessoas é facilzinho. Em três faço isso porque aquela comunidade tem 180 associados, tem mais três capelas em torno e os filhos... Tem muitas famílias se estabelecendo ali, tem mais 400 moradores no Bairro Alto de Galópolis que praticamente vai longe antes de ter um colégio dentro daquele espaço porque tem aquele problema com o estado. Então a alternativa é ali. Não é mais as 1.200 assinaturas. Só me questiono, vereador Edson, o poder público vai ir lá ouvir? Se não quer nem ouvir de gastarem R$ 30 mil e botarem fora. De novo reitero, aqueles R$ 30 mil que vão ser gasto em divisórias lá no centro esportivo Galópolis não atende aquilo que é lá da estrutura do esporte, que lá tem três agremiações, quatro que jogam ali e depois fazem aquele churrasco, enfim, envolvimento, alguma festinha das crianças. O seu aparte, vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Vereador Uez, V. Exa. faz uma narrativa perfeita dos fatos e tem coisas que não dá para entender, vereador Renato Nunes, líder do governo. O pior de tudo é que a secretaria não escuta a comunidade, a comunidade se coloca a disposição total para conseguir um espaço, seja no salão paroquial, seja nas salas enquanto se faz essa mudança. Não tem conversa, nós temos que... Essa sua peregrinação, um passo aí a gente está lhe acompanhando sempre que pode. Já estivemos no Ministério Público e aquilo que nós falamos aqui nós constatamos no local, lá em Galópolis, aquele próprio, que é a Smel que ocupa, é totalmente insalubre.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT):  Já mostramos foto aí.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Não, mas muito mais do que fotos. Nós fomos ao local. O Ministério Público pediu ao Conselho Municipal de Educação se fosse ao local da Smel, que fosse na Felipe Camarão para constatar. E também na Escola Arlinda Manfro. Ontem, saiu do Conselho Municipal de Educação a contrariedade do local indicado pela secretaria. Mas, mais do que isso, na parte da legislação, fechar uma escola do campo não é assim. Tem que ter uma justificativa muito grande. Até porque clientela tem, vereador Velocino Uez. Clientela tem.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Tem fila esperando.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Tem fila de espera. Não há uma justificativa plausível para que isso esteja acontecendo. E nós temos lá a Felipe Camarão, como V. Exa. bem relatou, a 1,7 km  de distancia. Pertencimento à comunidade. E estão levando para 8 km distante. Mais ainda: transporte escolar. O gasto. Então tem uma outra situação: improbidade administrativa. Vereador líder de governo, não há justificativa lógica. E falo para V. Exa. porque já enfrentamos na época. Era a 10 de Novembro. Também tivemos que fazer uma intervenção lá atrás. E fizemos juntamente com a comunidade, convidamos a comunidade para participar. O que nós vemos é esta intransigência da Secretaria da Educação que, em nenhum momento, nesse sentido ouve a comunidade nos seus apelos para que juntos tenham uma decisão. E lá tem muitas crianças que são acometidas de doenças respiratórias. Esse local, os nobres pares podem ir lá, não pega luz solar. Não tem local... Não tem como, não tem como comparar o local onde eles estão com onde é proposto pela secretaria. Vereador, nós podemos falar muita coisa, mas tem outros vereadores que pediram aparte, eu não vou me alongar. Mas, como o senhor sabe disso, nós estamos juntos nessa luta. No que precisar nós vamos continuar juntos. Obrigado.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT):  Obrigado pela parceria, vereador Edson. Vereador Adiló. Depois o Rafael.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Uez. A comunidade muitas vezes cobra: “O que esses vereadores estão fazendo aí que não se movimentam?”. Agora eu pergunto, por que não cobram desta administração qual é o intuito de não ouvir a comunidade? Para quem ela governa? Porque eu venho dizendo há muito tempo, eu nunca tinha visto uma administração trabalhar de costas para a sua comunidade, de costas para os municípios vizinhos. Não atende telefone de prefeito, não atende. Então, gente, nós estamos beirando aqui... Hoje, quem administra a cidade, era a PGM e o Ministério Público. A PGM se sabe que, a partir de ontem, está rompida com o prefeito. Então vai ficar para o Ministério Público tocar esta cidade. Então V. Exa., vereador Edson, faz uma abordagem pertinente, muito bem fundamentada. E vai dar improbidade administrativa, pode ter certeza. Porque o dinheiro público não é para ser rasgado, para prejudicar a saúde das crianças. Usar dinheiro para prejudicar a saúde das crianças. É isso, vereador Uez.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado, vereador Adiló. Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, o que mais me chama atenção, vereador Velocino Uez, é a lista que nós temos de fechamento de escolas. O governo Daniel Guerra foi responsável pelo fechamento de sete escolas da cidade e do interior. Nós, vereador Velocino Uez, somos do PDT, partido do Leonel Brizola, onde milhares de escolas foram abertas com o intuito de, se uma criança quisesse estudar, as portas estariam abertas. Nós não podemos admitir. Temos que fazer um chamamento para todo o PDT, o nosso partido, vereador, para estar de mãos dadas com o senhor, com toda a comunidade lá de Galópolis, para que nós possamos garantir que essa escola esteja em pleno funcionamento. Nós não podemos admitir que mais uma escola seja fechada no nosso interior. Para que as nossas crianças, futuros jovens e adultos lá do interior, que produzem o alimento para chegar à cidade, tenham que migrar do campo para outro espaço. Mas agora o que mais me chama atenção é que se esse espaço aí, a capela funerária, onde as crianças estão estudando, que saíram da sua escola que podia ser reformada, melhorada, mas o prefeito preferiu gastar 50 mil para reformar o gabinete dele. Eu pergunto, vereador Velocino Uez: Será que tem o PPCI nesse espaço? Será que tem alvará de funcionamento essa capela mortuária, funerária? A partir disso eu vou fazer a denúncia, vereador, em nome da bancada do PDT, vamos fazer nós quatro, para que essas crianças não estudem nessa capela funerária. Porque além de uma vergonha, de uma aberração, vai contra os princípios do nosso partido e o que dizia Leonel Brizola. Que onde tem uma criança querendo estudar a escola será aberta, estará de portas abertas. Obrigado.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Vereador Rafael, eu apoio muito a sua ideia, mas a comunidade colocou à disposição de forma provisória para que se façam as reformas. E a Smed está fazendo lá dentro, em Galópolis, vereador Rafael. O nosso salão paroquial que eu coloco em nome da comunidade à disposição tem PPCI sim. E se precisar, ele está lá, mas provisório. O PPCI é definitivo. De forma provisória, se façam as reformas. O engenheiro, o laudo técnico aqui, o perito está dizendo: no máximo 30 dias. Temos agora, sexta-feira, término das aulas, temos férias. O governo tinha que se preocupar em fazer o planejamento e já, na semana que vem, iniciar ali na Arlinda Manfro, gastar esses 30 mil ali. Quanto dinheiro vai gastar em dois anos de transporte escolar? Coloque-se no lugar daquelas crianças que têm que ir às 5h30 da manhã, no inverno, lá na beira da estrada esperar a van. Mas o que é isso? Eu acredito muito que o Ministério Público é soberano. (Esgotado o tempo regimental.) Senhor presidente, senão, vereador Edson, a única alternativa é nós promovermos uma audiência pública, e tu podes ter certeza que aquele salão lá que cabe 1.200 pessoas vai ser pequeno. Era isso. E com certeza, vou voltar novamente com esse assunto, senão chegarem num entendimento que é o anseio daquela comunidade.
 
 
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Senhora presidente, demais colegas vereadores, a todos que nos acompanham através da TV Câmara e que também nos prestigiam aqui nesta manhã. Eu gostaria de começar o meu assunto pedindo para a TV Câmara mostrar o vídeo que é parte da minha fala de hoje. (Procede-se à execução do vídeo.) Então, nobres pares, vereadores, a minha fala de hoje é a respeito do meio ambiente. Um tema importante, no qual todos estamos inseridos e no qual acredito que ações simples podem, de fato, fazer a diferença. Peço para a TV Câmara, então, mostrar a apresentação. Bom, a Organização das Nações Unidas colocou o uso de plástico como o maior desafio ambiental do século XXI. Como a gente sabe, então, o plástico é um derivado do petróleo, e a estimativa é que a produção de plástico chegue a 33 bilhões de toneladas em 2.050. Isso é um número muito alto, e a gente tem que ter uma preocupação, porque os oceanos são responsáveis por 60% do oxigênio produzido. Dessa forma, caros colegas, a gente enfatiza o quanto é importante pensarmos em ações com relação a esse que é um problema, não digo local da cidade de Caxias do Sul, do Brasil, mas do mundo. Alguns dados importantes, então, com relação a isso é que, todos os anos, cerca de 8 a 13 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos. Mais de 40% de todo o plástico produzido durante 150 anos foi usado uma única vez antes do seu descarte. De todo o plástico produzido no mundo, apenas 9% foi reciclado. Menos de um quinto da produção de plástico é reaproveitada. Entre os materiais mais encontrados nos oceanos estão: canudos, sacolas plásticas, redes de pesca, bituca de cigarro, tampinhas.  A cada minuto são produzidas em torno de um milhão de garrafas plásticas, por minuto. Então esse é um problema que vem em âmbito mundial e que nós temos aqui sim que nos preocupar com isso. Vale lembrar que alguns países, inclusive a união europeia vem tomando medidas nesse sentido de proibir os plásticos descartáveis, de reduzir, eliminar até 2021. Então são notícias atualizadas. Matéria 19 de dezembro de 2018 e que já existem mais de 15 países que baniram o plástico. Então de que forma nós, enquanto nação, estamos nos comportando, estamos pensando nessa situação para o futuro? Aqui no nosso país não é tão diferente. Nós estamos em uma caminhada tímida ainda, mas São Paulo, por exemplo, já vem fazendo algumas legislações no sentido de proibição de plásticos de uso único ou redução. Aqui em Porto Alegre então já teve um projeto de lei proibindo os canudos plásticos descartáveis. A Comissão do Meio Ambiente também aprova a proibição ao uso de canudos e sacolas plásticas. Bom, a gente vê que é um movimento que está tomando forma. E a gente observe, trouxe algumas matérias atualizadas, são deste ano agora de 2019 onde a gente observa que baleia encontrada morta com 40 Kg de plástico no estômago. Ursos polares famintos invadem a cidade da Rússia e estão em meio ao lixão procurando alimentos. Uma foto também que mostra um pássaro dando uma bituca de cigarro para o filhote se alimentar. Então de fato acho que nesse sentido a gente falhou muito como ser humano de não se preocupar com o meio ambiente e nesse sentido então eu trouxe um projeto de lei que ele tem como cunho fazer ações educativas para a construção então de um pensamento voltado ao uso consciente do plástico. Nesse sentido o projeto que cria o dia municipal do uso consciente do plástico. A ideia do projeto é conscientizar, é levar para as pessoas, para as escolas, para o maior número possível de pessoas, a importância de estarmos dando um destino adequado e também a gente, enquanto consumidor, repensar nossos hábitos. Será que a gente precisa daquele canudo plástico? Será que é indispensável o uso de sacola plástica quando a gente vai ao mercado? Ninguém é pequeno demais para fazer a diferença. Eu acredito sim que ações simples do dia a dia promovam essa diferença e vale a pena a gente lembrar e ressaltar que o Brasil  é o quarto maior produtor de lixo plástico no mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Índia.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (PRB): Concede um aparte, vereadora?
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Então esse projeto de lei ele vem no sentido de fomentar atos de campanhas que contribuam para a redução e o descarte adequado do mesmo. Ele tem um cunho  educacional e também promove o debate e a racionalização do assunto. A gente acredita que antes de tomar uma medida mais proibitiva, a gente precisa falar sobre esse assunto. Isso faz com que as pessoas tenham mais consciência. Seu aparece, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (PRB): Bom dia, vereadora Tatiana. Mais uma vez parabenizar V. Exa. pelas colocações que faz e traz aqui a este plenário, a todos que nos acompanha também pela TV Câmara. Dizer que é uma construção, como V. Exa. colocou de incentivos e falas como consciência do uso devido do plástico e também de uma certa forma cultural.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Concede um aparte.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (PRB): Nós sabemos que o nosso país, o nosso Brasil, precisa avançar em muitas questões culturais, inclusive desta, da consciência da utilização do plástico e não somente o plástico, mas o descarte até mesmo do nosso lixo que nós produzimos de uma forma correta e coerente para que não venhamos de uma certa forma denegrir o nosso meio ambiente e fazer com que esses recursos possam voltar, para que a população possa fazer um bom uso disso. Então parabéns pela sua explanação e também por trazer esse projeto de lei o qual V. Exa. deseja colocar aqui em nosso município. Obrigado.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Vale a pena ressaltar que cerca de 100 mil animais são mortos por conta do despejo de plástico nos oceanos. Cem mil animais por ano. Então qual é o futuro que nós estamos plantando para as próximas gerações?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereadora?
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Seu aparte, vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Vereadora Tatiane, eu estava vendo atentamente o vídeo e a fala de V. Exa. Eu comentava aqui com a presidente Paula Ioris que o Jaime Lorandi, que é o presidente do Simplás, fala muito isso de que o plástico não vai parar nesses locais sozinhos, é o ser humano que os leva. Portanto, as ações educativas são de fundamental importância para que nós consigamos criar essa consciência ecológica. Utilização de sacolas ecológicas de reciclagem, mas isso tem que ser da nossa rotina, do dia a dia. Um exemplo bem prático é quando nós vamos ao litoral. A gente não tem como fazer a reciclagem, não tem como separar o lixo. Pode observar isso, no litoral não tem.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Não tem!
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Então a gente fica até meio assim de colocar no local indicado. Essa sua ação tem que ser educativa e é cultural sim, vereador Fiuza. Nós precisamos mudar a cultura do ser humano. Não quero ocupar muito o seu espaço, é só para contribuir um pouco. Obrigado. Consumo consciente, vereadora.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Exatamente! Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereadora, nós temos também que valorizar e agradecer as pessoas que fazem o trabalho de reciclagem, os recicladores, principalmente aqueles que vão debaixo de chuva, de frio, recolher os resíduos nos nossos bairros e, também, aqueles que estão nas recicladoras fazendo a seleção. Eu protocolei um pedido de uma audiência pública à comissão presidida pelo vereador Gustavo Toigo, que, aqui em Caxias do Sul, nós temos treze reciclagens em nossa cidade, recicladoras que fazem esse trabalho e que estão com diversos problemas com a Codeca e com a Secretaria do Desenvolvimento Econômico. Então faço mais uma vez a cobrança para que seja realizada essa audiência pública o quanto antes porque essas pessoas precisam ser ouvidas, e tem mais de 300 trabalhadores aqui em Caxias do Sul. Então a importância de darmos voz e vez a esses trabalhadores. Obrigado.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Para concluir então, vereador Rafael, e algo importante é que como o plástico não tem bom valor comercial, como as latinhas de alumínio, as pessoas não têm muito interesse nisso, então acaba realmente sendo despejado em qualquer lugar, não existe esse cuidado com a reciclagem. Eu vou mostrar algo que eu faço já há algum tempo e me habituei – vou pedir para a TV Câmara –, que é levar a minha própria sacola. Eu levo a minha própria sacola, ecobag, eu já tenho há mais de quatro anos essa sacolinha. Existem vários modelos no mercado que a gente pode estar consumindo e é uma forma simples de mudança de hábito, mudança de cultura, assim como a questão de canudos plásticos, de utensílios descartáveis que a gente pode sim estar evitando. Muito obrigada. Era isso, presidente.
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores, pessoal que nos acompanha através da TV Câmara, também pelas redes sociais e aqui do plenário especialmente. Eu vou tratar de dois assuntos, mas antes eu gostaria de dar a minha contribuição nesse assunto dos plásticos, vereadora Tatiane, que a questão do plástico é muito mais séria; não é o plástico é o lixo, é o descaso do ser humano com a natureza. Nós estamos condenando o plástico, mas tem lixo de toda espécie acumulado. Hoje existem 150 ilhas de lixo nos oceanos do planeta e são responsáveis pela maior alteração de clima do planeta, pela morte dos plânctons, que são as principais fontes de geração de oxigênio do ser humano, para todos os seres vivos. Então simplesmente proibir o canudo, a sacola plástica porque a pessoa, quando ela usa o retornável, é importante porque vai gastar menos material, mas vai acabar comprando saco de lixo para colocar os seus resíduos. Então o que nós precisamos fundamentalmente é consciência. Se entrar dentro de um supermercado hoje e andar pelos corredores é mais fácil encontrar o que não leva plástico do que o que leva plástico. Então nós estamos exorcizando muito a sacola, canudo, mas tem madeira, tem lata, tem vidro, tem bituca de cigarro, tem tecido, que o tecido hoje todo ele é derivado de petróleo e ele flutua, borracha. Tem tudo que vocês imaginam. Então o ser humano realmente só se dá conta e aprende pela dor e nós vamos acabar aprendendo pela dor porque a natureza não perdoa, ela devolve na mesma proporção que nós a tratamos. Então, vereadora Tatiane, o tema é muito pertinente, apaixonante, mas o grande problema não é exorcizar. Aliás, a sacolinha plástica, para que os senhores saibam, ela não vale mais nada, zero porque alguém, alguns idiotas resolveram lançar a oxibiodegradável. A oxibiodegradável é um produto pior do que a sacola convencional. É que nem varrer o lixo para baixo do tapete, ela se fragmenta, não é visível, mas não se decompõe em menor espaço de tempo. E aí misturada com a sacola convencional, nenhum fabricante tem condições de utilizar porque ela perde a resistência, ela perde a liga. E hoje a sacola vai 100% para o aterro sanitário. Então nesse sentido nós somos obrigados a reduzir o consumo de sacola porque ela vai literalmente o aterro sanitário.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Um aparte, vereador?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): De imediato, vereadora Tatiane, que depois vou entrar em outros dois assuntos.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): É importante salientar que o objetivo desse projeto vem não no sentido de proibir ou demonizar o plástico, mas no sentido educacional de que forma nós podemos atuar para reduzir a necessidade desse uso. Até porque hoje um plástico demora em torno de 400 anos para se decompor e o impacto que traz na natureza é altíssimo. Então a gente entende que é necessário, sim, uma campanha forte de conscientização para que as pessoas reduzam o consumo porque isso tem u m impacto muito alto no meio ambiente. Obrigada.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Muito obrigado. A sugestão do vereador Rafael é a mais lógica, é fazer um trabalho de educação, de conscientização e de apoio dos catadores. Mas eu quero falar hoje, fazer menção a dois assuntos. Primeiro a questão... Esse posicionamento da secretária do Turismo, substituta, com relação a não ter mais volta a questão das hortênsias. Olha, isso vem de encontro aquilo que o vereador Uez falou, o governo não quer dialogar com a comunidade. Na sequência, vereador Rafael, porque tenho outro assunto. Então, assim, está tomada a decisão. E aí eu volto lá atrás, me reporto a 27 de fevereiro de 2019, quando se fez a festa em homenagem aos vitivinicultores, na Festa da Uva, servindo chope e refrigerante. Já estavam preparando esse caminho, só pode. Mas o que me chama atenção que é um governo que faz cortina de fumaça. A cada volta e meia nós estamos aqui debatendo absurdos desse governo e os grandes problemas da cidade não se enfrenta, não anda, a economia travada, tu tem que fazer audiência pública para reverter a situação de alvará de uma condição para desenvolver a economia. Então é a reforma da praça, é uniforme escolar, é a região das hortênsias. Cada pouco tem uma polêmica e esse governo incompetente vai andando e nós ficamos aqui discutindo as suas cortinas de fumaça e assistindo defesas do indefensável aqui nesta Câmara. E agora, para completar, vem essa dos procuradores, que momento para o governo brigar com os procuradores, justamente quando nós temos o caso Magnabosco em discussão e que duas procuradoras de carreira, a Dra. Ana Cláudia e Karin Comandulli vinham fazendo um trabalho excepcional em relação ao processo do caso Magnabosco e aí o governo consegue brigar. Eu acho que o prefeito fica pensando: “com quem que eu ainda não briguei?” Só pode. O ponto para os procuradores tem que ser facultativo. Nós já adotamos isso com os engenheiros na Secretaria de Obras. Imaginem que um engenheiro que está em vistoria em uma obra lá em Galópolis e mora no Bairro Bela Vista. Eu vou pedir para ele atravessar a cidade para ir lá na Rota do Sol bater o ponto? Isso é o absurdo do absurdo. E o advogado a mesma coisa, o procurador. Ele está numa audiência, fica além do horário, não ganha hora-extra. Aí tem que vir bater o ponto. E outra, a forma como foi feita: um e-mail na calada da noite. Então, vereador Uez, V. Exa. se admira que ele não dialoga com a comunidade. Mas não dialoga nem com os seus. Porque, ali dentro da Procuradoria, ele também tem os seus, que é o procurador e o procurador-adjunto, cargo de confiança. Nem respeito com esses. Imagina tu ser o chefe do setor e o pessoal receber por e-mail e tu ficar aí sem saber, ser cobrado e tu não sabe que baixaram uma norma para obrigar a bater o ponto. Imagina o constrangimento da procuradora e da procuradora adjunta. Então não dá, né? É um governo desastroso, um governo que não dialoga, que trabalha de costas com a comunidade. Isso a gente está cansado de repetir aqui, mas o governo não se emenda. Vamos levando. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Adiló, quando o senhor falou da Secretaria de Turismo, a resposta do secretário diz que certos movimentos acontecem por questões políticas e eleitorais, que certos movimentos acontecem por questões políticas. Movimento? É o que está acontecendo na Secretaria de Turismo, porque ela é ex-cunhada do prefeito e está assumindo a Secretaria de Turismo. Que qualificação ela tem, a não ser maquiadora, para estar na Secretaria de Turismo? Essa é qualificação de uma secretária de Turismo? Isso é o movimento do... Isso é o movimento turístico, acho, que tem nas secretarias. Outra. A questão, vereador, da Gollo, Geraldine Gollo, talvez se explique o contrato que tem entre famílias. Porque a família Guerra é oficial para fazer o cerimonial da Gollo Felice, que é a empresa de formaturas. Que a família canta no coral, o Daniel Guerra é o cerimonial. Então talvez aí tem troca de favores, que ele colocou a Geraldine Gollo, que inclusive vai fazer também o concurso. Tem algumas coisas que nós não entendemos. Como a vereadora Denise Pessôa, que estava no concurso para ser chamada, era a próxima para ser chamada e o prefeito Daniel Guerra cancelou o concurso, mas contratou o noivo da secretária de Turismo.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Como CC.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Como CC. Chamou um concurso que era cadastro reserva, de engenharia, que não precisava, chamou dois. Criou dois cargos para chamar a sobrinha. Então aí é um verdadeiro... Aí sim tem a movimentação turística entre as secretarias. Cargos de confiança para chamar os seus compadrios.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Rafael. De imediato, vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Bem rápido, vereador Adiló. Primeiro que esse discurso da secretária interina de Turismo é uma piada, né? Ela diz que turismo se faz com recursos e infraestrutura para os empreendedores, e não com discursos inflamados e o apego a preconceitos. Infraestrutura para os empreendedores? Que comecem a fazer, que comecem a fazer, vereador Adiló.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB):  Liberando os alvarás.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): É a única coisa que não tem. E outra coisa. Aí ela fala da movimentação na região com os municípios vizinhos. Nós falamos aqui, ontem, tecnicamente que não é só proximidade de fronteira. (Esgotado o tempo regimental.) É óbvio que Caxias do Sul vai ter muita fronteira. Olha o tamanho da cidade. É óbvio. Então, vereador Adiló, acho que a secretária interina, antes de falar, ela deveria pensar um pouquinho no que disse. Porque não colaborou em nada, em nada. Bem pelo contrário, né? Atirou para tudo que é lado e não resolveu problema nenhum, não deu linha nenhuma, não deu ordem nenhuma. Só piorou a situação, na verdade.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Felipe. Só para concluir, senhora presidente. Hoje faz coro porque, dia 27 de fevereiro, foi servido chope e refrigerante na festa dos vitivinicultores. O chope é muito festejado justamente nessa região que o município quer aderir agora. É isso, senhora presidente, senhoras e senhores vereadores. Muito obrigado.
 
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhora presidente em exercício, colegas vereadores. Bem rapidamente, em exercício neste momento, para nós ela é a presidente agora. Vereador Adiló, uma coisa que me deixa muito preocupado, o senhor que foi secretário de Obras, ontem, à noite, também eu estava vindo para cá, aqui no fundo, na Tronca, se não me engano, temos bastante obra daquela empresa Norte. Acredito que é de afastamento de esgoto, esse tipo de situação. Lá em Galópolis também, vou acompanhar mais de perto e estão fazendo, enfim, trocando canalização nova, e acredito que precisava, sim, em Galópolis. Mas o que me deixa preocupado, vereador Adiló, e colegas, vereador Frizzo? Os calçamentos que estão sendo repostos de volta. Eu gostaria, líder do governo, que alguém do governo fosse olhar. Vão só aqui atrás, da maneira que estão fazendo. Daí a minha pergunta, que eu vejo que enfrentei muito lá em Galópolis, isso, como subprefeito: quem vai refazê-los depois? Muito desproporcional, vereador Frizzo. Em um lugar tem uma baixada, no outro tem um cocuruto de 20cm. Quem é que está fiscalizando isso aí? Porque é muito fácil. Eu acredito que estão fazendo o trabalho deles e depois, a maioria dos lugares tem que refazer. E quem é que vai pagar isso? Então eu gostaria que o poder público, inclusive, vou ligar para o Gustavo Felipe, que, lá dentro do Samae, sempre me atendeu muito bem, alguém tem que fiscalizar isso. Olhem ali atrás. Só ali. Lá em Galópolis, eu vou acompanhar mais de perto agora. A maneira que está recolocando de volta agora, vereador Renato, os calçamentos. Num lugar um cocuruto alto, no outro uma baixada. Ali na frente, a conta vai vir. Então eu queria só deixar registrado isso.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Eu acredito que ali está faltando olho. Tem que ficar em cima. A gente sabe que, em todo o país, as obras que não são fiscalizadas dão problema. Bom, se estão fiscalizando, talvez não seja da maneira... Eu subentendo, que trabalhei quatro anos na Secretaria de Obras, que, da maneira que está sendo feito ali, a gente sabe, vereador Adiló, que se não deixar um pouquinho mais alto, como é refeito logo vai abaixar, agora, não é para tanto. Então está muito desparelho o troço. Tem que fiscalizar mais. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Velocino, eu quero só aproveitar o momento e fazer o convite a todos os vereadores e principalmente quem está nos acompanhando em casa, a comunidade, hoje, as quatro e meia da tarde, nós faremos uma homenagem, eu vou entregar o Título de Troféu Caxias em homenagem ao Melo, proprietário da banca da Praça São Pelegrino. Homenageando-o, simbolicamente estaremos homenageando todos os outros proprietários e proprietárias das bancas de jornais, inclusive aquela que já foi demolida na Praça Dante. Então, as quatro e meia da tarde, o povo estará lá em frente à praça. Espero que a Guarda Municipal não esteja lá de prontidão para remover o povo que estará ocupando a Praça João Pessoa. Então nós faremos a entrega do Prêmio Troféu Caxias por 40 anos de dedicação à nossa comunidade. Então todos estão convidados. Terão apresentações artísticas, culturais. E já fazer o apelo, vereador Adiló Didomenico, que o projeto protocolado por mim, pelo vereador Edio Elói Frizzo e vereador Paulo Périco está na sua comissão. A comissão já, desde a primeira semana, primeira quinzena de maio, que foi baixado para a Prefeitura e até então está parado o projeto e engavetado para o tombamento dessas bancas como patrimônio. Então eu solicito, vereador, que a sua comissão tome agilidade, porque, no dia 24, os 90 dias serão... o prazo será expirado. Então peço que o senhor tome agilidade na sua comissão para que nós possamos o quanto antes trazer para plenário a aprovação desse projeto. Obrigado.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado, vereador Rafael. Estarei lá com certeza hoje, à tarde. Tenho uma agenda no Meio Ambiente e, na volta, vou passar aí. Então novamente deixar registrado: as obras que estão sendo feitas devem ser feitas, agora, tem que fiscalizar. Os calçamentos estão muito irregulares, e ali na frente vão ter que refazer. Quem vai pagar a conta? Era isso.
 
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (PRB): Bom dia, senhora presidente, senhoras e senhores vereadores. Primeiramente, dizer, vereador Velocino, da sua preocupação com as obras que estão sendo executadas na nossa cidade. Essas são obras que causam transtorno para nós, moradores da cidade de Caxias do Sul, para aqueles que utilizam os veículos, mas são obras necessárias para a melhoria da nossa cidade. Eu sei que o senhor se preocupa com isso. E por ser preocupar com isso, já quero antecipar de antemão a V. Exa. que nós  já estivemos visibilizando isso já na segunda-feira. Entramos em contato com o secretário de Obras, a qual é de responsabilidade a contratação pela Secretaria de Obras a qual fez a contratação da empresa por licitação, eles estarão fazendo as recuperações necessárias da forma de excelência para que tanto aqueles moradores daquela localidade possam ficar numa situação melhor como também nós que fizemos a utilização dessa via. Nós sabemos da extrema importância que tem e das dificuldades que nós estamos atravessando, mas são situações que amanhã ou depois como o asfaltamento da Tronca e como outras vias da nossa cidade, tapa-buraco, estarão sendo feitas para a melhoria da nossa população. Eu gostaria de fazer esse registro e agradecer. Era isso, senhora presidente. Muito obrigado.
 
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VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vereadora Paula, presidente. Quero trazer aqui algumas situações rápidas nesse espaço do Pequeno Expediente, uma era delas é referente à saúde. Eu fico assim impressionado que o município esteja... Eu tenho recebido vários e-mails, recados pelo whatsApp, enfim daquilo que tem feito a prefeitura nas UBS. A gente tem falado aqui seguidamente, agora o último é retirar as estufas que aquecem as pessoas, os servidores, os pacientes, enfim. Várias UBS estão sendo retiradas. Exatamente retirada das estufas desde a semana passada. Olha o frio que nós estamos... Frio abaixo de zero. Os servidores, as UBS muitas delas em condições precárias, algumas têm ar condicionado, outras não tem, mas, enfim, a ordem agora, o decreto agora é retirada das estufas. Quer dizer, se querem fazer alguma coisa, tipo os servidores que se virem, mas estão prejudicando não são os servidores, são as pessoas que procuram por atendimento. Quer dizer, a UBS como o Mariani, Fazenda Souza, Rizzo, Diamantino, São Caetano. Inclusive à noite a retirada das estufas em algumas UBS, na calada de noite foram lá e retiraram. A justificativa é de que há uma sobrecarga de energia elétrica, mas, enfim, têm algumas UBS que não utilizaram as estufas por essa bendita orientação da Secretaria da Saúde e mesmo assim tinha problema de energia elétrica. E as crianças que precisam de atendimento pediátrico? E os atendimentos, enfim, que precisam de um aquecedor, uma sala de curativos. Como é que fica? Então têm coisas que eu recebo, eu faço a devida checagem, mas eu acabo não acreditando. Não acredito que que de uma forma intempestiva assim a prefeitura baixa um decreto dizendo retirem todas as estufas das Unidades Básicas de Saúde, porque há sobrecarga de energia. Bom, tomara que a prefeitura tivesse esse mesmo cuidado que tem com a sobrecarga de energia, com a questão das UBS, com acidentes de trabalho, enfim, com as subprefeituras. A gente denunciou aqui já faz 15 dias as péssimas condições das subprefeituras e o máximo que eu com vereador recebi foi a cópia de um laudo pericial daquele acidente que aconteceu em 2017 em Santa Lúcia do Piauí que vitimou servidor, o laudo pericial, enfim, a secretaria mandou. Também obtive um documento em que a equipe técnica, a equipe técnica da diretoria de Recursos Humanos mandou em 2017 para o secretário de Obras, Sr. Leandro Pavan, sobre a frota de veículos do município. Esse documento da diretoria técnica de Recursos Humanos diz o seguinte, já começa assim: Diante da gravidade do acidente no dia 1º de dezembro de 2017, na subprefeitura de Santa Lúcia do Piaí e da inércia do município em implantar medidas preventivas de segurança, essas já sugeridas em tempo pretérito, tanto verbalmente, quanto documentalmente. Isso aqui é 1º de dezembro de 2017 e não é... É a equipe técnica da diretoria de Recursos Humanos falando para o secretário de Obras, enfim, ato contínuo, impõe-se que essa secretaria implante sistema de gestão de manutenção preventiva e empreenditiva de veículos, de máquinas autopropelidas, bem como apresente um cronograma periódico da sua execução. Então tem um documento aqui assinado por vários servidores, gerentes, técnicos de segurança do trabalho, assistente social, psicólogas, Secretaria de Recursos Humanos, enfim. Eu tenho aqui a cópia do documento. Foi a Diretoria Técnica de Recursos Humanos, a equipe técnica que está dizendo, a Secretaria de Obras: “Tomem providências urgentes a respeito das subprefeituras, da utilização de equipamentos”. E isso passou 2017, 2018, nós estamos em 2019 e o que a gente viu foi a precariedade das subprefeituras, dos equipamentos. E outra, subprefeitos, para garantir o emprego, mentindo para os veículos de comunicação do tipo assim: “Nós não levamos...”. Os servidores vão lá para o serviço, vão para o trecho trabalhar em cima de um trator. Quer dizer, infringindo tudo aquilo que as equipes técnicas, que as equipes de segurança estão pedindo desde 2017, desde o acidente em Santa Lúcia do Piaí que vitimou, infelizmente, servidores. Então realmente eu não vi nenhum cronograma de atividades, nenhuma informação por parte do senhor, por exemplo, vereador Renato Nunes. “Olha, vereador, as suas denúncias, as denúncias dos jornais, as denúncias dos veículos de comunicação têm procedência. E tem esse cronograma de obras das subprefeituras para melhorar ou para minimizar essa situação”. Então, por um lado a preocupação é retirar estufas de unidades básicas de saúde e, por outro lado, não há nenhum tipo de procedimento por parte do governo para pelo menos dar um alento aos servidores que trabalham na subprefeitura, e elas continuam abandonadas com problemas muito sérios de manutenção, de precariedade, e os servidores e a população continuam sofrendo. Era isso, senhora presidente. Desculpa, vereador Rafael, que eu não consegui lhe dar o aparte.
 
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VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Senhora presidente Paula Ioris e nobres pares... De imediato, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Edson, se o senhor me permitir, aqui eu recebi de vários servidores da saúde, como o vereador Alberto Meneguzzi, mas ontem de um médico, por exemplo:
 
A última do Guerra. Ontem já existia comentários que seriam retiradas todas as estufas das UBSs. Procurei pela normativa da prefeitura para a proibição de usar estufas nas UBSs e não encontrei nada oficial. O argumento era que as instalações elétricas das UBSs não comportavam a ligação de várias estufas e a haveria risco de incêndio, por isso seriam proibidas. Onde há fumaça há fogo, mas, por escrito, não há nada oficial. Hoje começou a retirada das estufas nas UBSs. Foram retiradas as estufas das UBSs Cruzeiro e Fazenda Souza.
 
Sei também da UBS Cristo Redentor, recém-inaugurada, também tiraram. Então quer dizer que a UBS nova já tem instalação precária
 
E agora devem ser retiradas das outras UBSs. Vamos aguardar. Mas na puericultura não vou deixar mais o RN sem roupa para pesar e fazer o exame físico. E a gineco examinar, fazer o CP, toque, em uma sala gelada. Não dá para acreditar, em 22 anos usando estufa nunca pegou fogo na UBS [...] tal.
 No verão, provavelmente, vai mandar tirar os ventiladores das UBSs. Vamos receber um papelão para se abanar. Vamos aguardar. Amanhã, que seria ontem, hoje, se continuarem recolhendo as estufas é porque será em todas as UBSs.
(Texto fornecido pelo orador.)
 
E tem as informações, como o vereador Renato, e para concluir, vereador, como o Meneguzzi, que as outras UBSs na manhã de hoje estão recolhendo as estufas nas outras UBSs. Mas chamo a atenção que dizem as instalações são precárias. A UBS Cristo Redentor foi retirada e é recém-inaugurada. Obrigado.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Eu nem iria ocupar esse espaço, senhora presidente, mas em função até do assunto que o vereador Velocino trouxe aqui, nós que já estivemos de novo, a gente fica aqui repetindo as coisas. A gente tem que ter um cuidado muito grande, quem já foi gestor, porque a gente já passou por muitas coisas, mas essa falta de diálogo sobre as escolas, o que está acontecendo é que tem problemas que não são de agora, inclusive com envolvimento até, por solicitação, do Ministério Público e do Conselho Municipal de Educação, que é o caso da Arlinda Manfro, vereador Uez. E mostrei para a V. Exa., recebi agora, que o conselho municipal, a pedido e solicitado pelo Ministério Público, encaminhou, ontem teve uma reunião, ata em contrariedade ao ato de transferir os alunos. Bom, agora então a coisa aí vai transcorrer num outro sentido, infelizmente, por justamente essa falta de conversa e de diálogo. Seu aparte, vereador Velocino Uez.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Vereador Edson, como já ocupei a tribuna, acredito muito que o Ministério Público é soberano, sim, pela causa. Não é por tipo querer fazer um capricho. Quem conhece, como nós conhecemos aquele local, onde a Smed quer transferir, insiste, não coloca um filho estudar lá. Como o senhor muito bem falou, estudam de manhã e o sol só chega de tarde, sem falar naquele barranco, naquele barro que tem para o lado de baixo. Então tirar um lugar que é possível de gastar devidamente o dinheiro público, do mesmo valor, R$ 30 mil, para depois dar transporte e gastar muito mais e ficar numa promessa para 2021, só quem nasceu em berço de ouro vê isso, quem nunca se colocou no lugar daquelas pessoas. Então acredito muito no Ministério Público pela soberania da nossa cidade. Obrigado.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): São instituições que estão no mesmo sentido no benefício da educação, vereador. Tem um exemplo agora, recentemente, até no final de semana nós fomos muito procurados pela imprensa quando surge uma notícia, aí pede para que os presidentes falem em nome da comissão. Se não me reúno com os vereadores não falo em nome da comissão porque a gente tem que se reunir para eu falar em nome da comissão. Mas o exemplo positivo, se dá para se dizer assim e é, foi o caso, vereador Paulo Périco, da Escola Governador Roberto Silveira que a comunidade se reuniu, decidiu e está tudo certo, ok, para manutenção e verificação da estrutura da escola. Esse é um exemplo de discussão com a comunidade, o oposto dessa situação que o vereador nos traz aqui porque é muito mais tempo, a comunidade está se colocando, nobre presidente, e infelizmente o Ministério Público tem que se socorrer com o Conselho Municipal de Educação que tem que emitir laudo e também a comunidade se cotizou, eu não sei se o vereador reforçou isso aí, para ir concluindo, a comunidade contratou um engenheiro que assinou a responsabilidade técnica dizendo do que efetivamente a escola precisa ser feito e em menos tempo que foi definido. Bom, então agora vamos verificar os encaminhamentos, mas tenho a certeza de que para a comunidade a coisa seguirá a bom termo. Obrigado, senhora presidente. Era isso.
 
 
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhora presidente, senhoras e senhores vereadores, apenas dizer para o colega vereador Rafael que a demora não é da CCJL, mas V. Exa. tem todo o direito de cobrar. Nós vamos solicitar a devolução do projeto e se não vier vamos ter que trabalhar pela cópia porque a demora está lá no Executivo. Mas V. Exa. tem toda a razão de fazer a cobrança. Nós vamos agora... Temos reunião às 11 horas, das duas comissões, Desenvolvimento Econômico e CCJL. Mas eu quero também abordar essa questão dos trabalhos feitos por essa empresa que faz a instalação do esgoto cloacal, que é uma obra necessária. Causa transtorno, a gente tem que suportar isso porque ela é necessária. Porém, não é de hoje a grande dificuldade da fiscalização dessas obras. Isso já no primeiro governo Sartori nós já nos debatíamos com essa dificuldade, estávamos na Codeca. O reparo não fica igual, falta, por vezes, a fiscalização e quando nós estávamos na Secretaria de Obras e o vereador Elói no Samae, juntos nós acertamos um CC que passava o dia inteiro acompanhando e foi aonde nós conseguimos melhorar muito essas obras. Por quê? Quando a vala é aberta não adianta encher de material e bater com o rolo por cima. A cada 30 centímetros de material que tu coloca tem que compactar. Coloca mais 30 centímetros de material bom e vai compactando e aí depois tu faz a reposição do paralelepípedo ou do asfalto e ele vai aguentar. Se tu encher o valo pode socar o quanto quiser com rolo, com o que tu quiser, ele vai baixar. É por isso que tem essas canaletas por tudo, desagradável quando tu dirige no asfalto. Então, esse problema não é de hoje. Mas o que falta para este governo são pessoas fazendo essa fiscalização. E nós, na época, tivemos que contratar um CC e largar o dia inteiro atrás disso aí, porque senão nós ficávamos batendo cabeça. São muitas obras espalhadas em vários pontos da cidade. E a reposição sempre é problemática. O paralelepípedo dificilmente volta ao estado original. Mas também, com um pouco de capricho, às vezes tu aproveita, naquela quadra, a corrigir inclusive outros problemas que tinha. Então, o que tem que ser visto é uma fiscalização rigorosa e um olhar justamente para devolver, aproveitar e fazer com que fique melhor do que antes. Porque daí a população aplaude e não se importa com o transtorno de um, dois, três meses, que às vezes acontece. A minha rua, eu moro na Tancredo Feijó, nós estamos desde janeiro com essas obras. Os vizinhos suportando, sofrendo. Ora é barro, ora é pó. Mas é para o bem, é para melhor. O que a gente espera e vai ficar acompanhando é a qualidade da obra no final. Então, dizer que o vereador Uez tem razão. Nós estamos vendo, voltando àquele problema que a gente lutou muito no passado para corrigir. Que durante a gestão do vereador Elói e a nossa nós conseguimos melhorar bastante. Isso somado aos buracos que se formam ao natural, a cidade começa a ficar insuportável para ti andar e dirigir, principalmente o profissional como é o taxista, o Uber, o motorista de ônibus, que o dia inteiro rodam na cidade. Essas pessoas se queixam muito e reclamam com razão. Então fica essa nossa observação. De imediato, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Adiló, nós temos que fazer um agradecimento aos servidores da Secretaria de Obras. Porque, por mais que eles estejam de mãos atadas, eles atendem às solicitações via Alô Caxias, as solicitações que muitas vezes a população tenta por muitas vezes e não consegue. A gente tenta intermediar. Agora uma reclamação que eu estou tendo no meu gabinete, talvez o senhor e o vereador Uez também estão, é a questão do patrolamento de estradas. Pelo que eu estou sabendo, há 40 dias não tem cascalho, e pelos próximos 40 também não terá mais cascalho. Então eu gostaria de saber se o senhor tem alguma informação, alguma coisa. Por que da falta de cascalho em Caxias do Sul? É uma reclamação do interior e também principalmente da cidade. Obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Rafael. Nós sabemos que um dos britadores está embargado pelo Ministério do Trabalho há mais de ano. (Esgotado o tempo regimental.) E o outro, infelizmente, houve uma falha técnica na montagem dele, do segundo britador, que estava sendo preparado para poder fazer a correção do antigo. Inclusive, no final do nosso período, o engenheiro responsável acho que... Talvez algum equívoco nas fundações, o que acabou ocasionando agora a interrupção daquele também. Então a secretaria está com os dois britadores parados. E no inverno, quando não tem brita, não se recomenda o patrolamento. Então é melhor não mexer do que patrolar e não ter brita para colocar. Então, em que pese a reclamação, isso é uma situação que é compreensível. É isso, senhora presidente. Muito obrigado.
 
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VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Pois não. De imediato, vereador Meneguzzi.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vereador Frizzo, eu quero citar um outro documento. Um outro documento a que eu tive acesso. É o documento Memorando nº 92/2017, do gabinete da secretária de Recursos Humanos e Logística para a Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos. Assunto: riscos ocupacionais. Subprefeitura de Vila Seca. Isso foi em março de 2017. Senhor secretário, o serviço especializado em engenharia de segurança e medicina do trabalho identificou situações de risco nas instalações elétricas da subprefeitura de Vila Seca, que geram risco para a saúde e segurança dos servidores municipais da comunidade. E aí tem fotos aqui também nesse documento. Estão apontado: caixa do disjuntor quebrada, expondo a fiação; fiação dentro da caixa do disjuntor sem isolamento, em área externa, em local de fácil acesso; instalações elétricas, no interior do pavilhão, em contato com estruturas metálicas, gerando risco de energização de toda a cobertura e de outras partes metálicas, como portas e portões. Considerando os riscos, a segurança dos funcionários, ocasionados pelas situações acimamencionadas, solicitamos que sejam tomadas providências urgentes com objetivo de reduzir ou eliminar os riscos. Quem assina é a secretária Municipal de Recursos Humanos e Logística, Vangelisa Lorandi. Também Edelvan Peruzzo, diretor de Recursos Humanos, e o gerente do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, o Geovane Vanin. Isso foi alertado, vereador Frizzo, em março de 2017. Então, passado esse tempo todo, nós continuamos com essas situações precárias, inclusive, na subprefeitura de Vila Seca. E é por isso que eu estou reiterando e reforçando a responsabilidade administrativa, civil e penal dos responsáveis pela omissão no sentido de dar condições aos servidores trabalhar nas subprefeituras. É uma verdadeira bomba-relógio que está acontecendo nas subprefeituras em termos de precariedade dos equipamentos para que os servidores possam trabalhar. Obrigado pelo espaço, vereador Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Pois não, vereador Meneguzzi. Eu só aproveitaria esse espaço, vereador Adiló, para reiterar aqui o pedido feito pelo vereador Rafael de que, na comissão específica de V. Sa., seja dada uma atenção ao projeto de lei que entramos, eu, o vereador Périco e o vereador Rafael, até por conta desse prazo de 90 dias dado pela senhora juíza. E encarecer à Mesa, no caso, ao presidente Cassina, de que esse projeto venha para a pauta o mais rapidamente possível, porque ele é um projeto muito simples. Ele, simplesmente, passa a considerar as bancas de revistas da nossa cidade como patrimônio imaterial. E isso é perfeitamente possível. Embora a decisão judicial tomada pela senhora juíza com relação à Praça Dante proteja a banca da Ana, que está ali na praça, as demais estão desprotegidas. No caso a banca aqui da Prefeitura, a banca lá de São Pelegrino, a banca lá do Postão, porque essas, se passar desse prazo de 90 dias, não houver nenhuma decisão contrária, obrigatoriamente, conhecendo como a gente conhece o prefeito Daniel Guerra, ele vai lá botar um trator, dois tratores e vai lá tirar foto inclusive desmanchando as bancas provavelmente. (Manifestação de vereador sem uso de microfone.) Noventa dias não é? Eu quero dizer também que a Mesa da Câmara, na pessoa do presidente Cassina, através da assessoria jurídica, providenciaram ali um mandado de segurança, em razão de que essa matéria está em tramitação na Casa. Não temos ainda o resultado desse mandado de segurança, mas também agradeço à Mesa, na pessoa do presidente Cassina, essa iniciativa que também é muito importante e dialoga com a preservação daquilo que é patrimônio da nossa cidade e reconhecido pela população, essas bancas como prestadoras de um serviço fundamental do ponto de vista cultural para a cidade. E reiterar que ninguém aqui na Casa é contra que a Prefeitura abra licitação colocando mais 10, 15 bancas na cidade, e que essas pessoas possam se inscrever e disputar do ponto de vista de regularizar. Mas simplesmente ir lá, desmanchar e tirar as pessoas sem substituir é uma atitude irracional, aliás, como é tudo nessa administração: é intempestiva, é irracional, contrária ao interesse público. Vamos passar a usar aqui a palavra do prefeito, contrária ao interesse público. Então, nesse sentido, faço esse registro, vereador Adiló, que V. Sa. dê uma atenção especial a esse projeto. Muito obrigado. (Esgotado o tempo regimental.)
 
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VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Senhora presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu gostaria de reiterar hoje que, às quatro e meia, nós teremos então uma homenagem, pedido do vereador Rafael, lá na banquinha do Melo, lá em São Pelegrino, do Troféu Caxias. E eu gostaria de fazer um convite a todos os colegas, porque eu acho que esse momento é um momento de tomar a posição disso que o colega Elói acabou de falar, isto é, é uma banca que está ali há anos e que não prejudica em absolutamente em nada a sociedade caxiense. Nós temos que tomar corpo de um pensamento de que, se não está incomodando o cidadão de Caxias, se as coisas que existem hoje na nossa cidade não incomodam a prefeitura, ou melhor, desculpe, incomodam esse prefeito, mas não incomodam o poder público e não incomodam o cidadão de Caxias, porque querem incomodar. Por que querer prejudicar aquilo que, pelo contrário, o cidadão caxiense está acostumado a participar, a conviver, por que fazer isso? Então são fatos que a gente fica se perguntando. Qual é o objetivo? É estar na mídia? É aquela velha máxima de que: falem mal ou falem bem de mim, mas continuem falando de mim. Certo? A gente, nós não estamos falando mal. É o próprio prefeito que só faz erros para que a comunidade fale mal dele, mas ele continua aparecendo na mídia. Uma boa estratégia, senhor prefeito, mas saiba que o seu tempo está chegando e o senhor vai sair dessa cadeira e nós vamos reconstruir Caxias do Sul. Nós vamos reconstruir Caxias do Sul. Tudo que está sendo destruído, tudo, nós vamos reconstruir, tenha a certeza. O povo vai voltar ao poder e não é o discurso de governar para os cidadãos. Eu já falei e reforço aqui. Eu não sei quais são os cidadãos que o senhor quer governar e para quem. Até hoje o senhor não veio aqui a público e dizer: eu governo para esses cidadãos. Se procurarmos todas as instituições que representam efetivamente os cidadãos de Caxias do Sul ninguém até hoje foi recebido na prefeitura. Ninguém. Então governa para quem? Para a família, que o vereador Rafael sempre coloca aqui? Governa para quem? Para a turminha? Isso não é governar para os cidadãos. Então isso, hoje, às quatro e meia é o momento ímpar que este prêmio que a Câmara de Vereadores está dando lá na banquinha do Melo é realmente um prêmio simbólico, mas de extrema importância. Então parabéns, vereador Rafael, pela iniciativa e parabéns para a Câmara de Vereadores também pela iniciativa de mostrar que isso é o direito e é um fato muito positivo e se a prefeitura não faz, tenha a certeza, senhor prefeito, aqui tem vereador que o farão.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Nós representamos os cidadãos, esses que o senhor deveria representar e não representa. Sim, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): E o prêmio troféu Caxias, vereador Périco, nós poderíamos entregá-lo aqui na Câmara para o Melo, mas nós vamos fazer diferente. Em vez de ele vir na Casa, que é dos vereadores, a Câmara de Vereadores, nós vamos a casa dele, é o local de trabalho, que é a banca de jornal e que também passa por um local de extrema vulnerabilidade. Aquela praça, a Praça João Pessoa onde os ratos tomaram conta da praça, suja, a insegurança e também tem o monumento a Itália. A bota que está caída já faz um ano e meio e a prefeitura não recuperou. Talvez a justificativa da secretária do Turismo ao ingressar na região das hortênsias esqueceu de dizer que a gente não consegue nem manter os nossos monumentos, as nossas praças limpas para os turistas possam vir e visualizá-las. Hoje, às quatro e meia da tarde, todos os vereadores, a comunidade de Caxias está convidada para prestigiar essa homenagem simbólica aos demais donos de bancas de revistas, mas para o Seu Melo em especial que completa 40 anos de atuação em Caxias do Sul. Obrigado.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Obrigado, vereador Rafael. Talvez não tenha colocado ainda o mapa da Itália, talvez esteja esperando para colocar o mapa da Alemanha, talvez. Como não vai gastar duas vezes já bota o mapa da Alemanha e deixa a botinha já destruída. Obrigado, senhora presidente.

 
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