Não houve manifestação

Não houve manifestação

VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Bom dia bom dia, presidente Alberto Meneguzzi. Minha saudação aos demais vereadores e vereadoras. Saúdo os telespectadores do canal 16. Também os nossos visitantes que foram homenageados pelos 30 anos do Hospital Fátima, Virvi Ramos, Fátima Saúde. Cumprimentos, vereador Daneluz, pela felicidade nessa proposição. Ele, ao lado de muitos planos que nós temos em Caxias, é um plano modelar e nós vivemos no novembro azul. Importante mês onde que nós tratamos, em especial, da saúde do homem, da saúde masculina e nós entendemos muito importante, a exemplo do que as mulheres fazem, de se cuidar, de trabalhar na prevenção, e o homem também precisa quebrar alguns paradigmas, alguns preconceitos e justamente trabalhar principalmente no que tange a prevenção ao câncer de próstata e procurar sempre o apoio médico, fazer os exames preventivos, exame clínico. A gente sabe que muitas pessoas podem ter a sua vida salva com uma simples consulta, um exame de sangue e assim por diante. Então cumprimentar os meus colegas vereadores que atenderam o pedido da Mesa Diretora e que vieram uma camisa, um adereço, uma roupa azul que simboliza esse momento de saúde. Estou com o blazer azul, vereador Uez, também para contemplar esse chamado do presidente. Mas dizer, presidente, falar um pouco mais... O que me traz à tribuna e agradeço, vereador Edson, é falar um pouco da nossa cidade de Caxias do Sul, falar um pouco da conjuntura daquilo que nós estamos presenciando nos últimos anos, principalmente de 2013 para cá, 2015 quando tivemos uma crise que atingiu o país inteiro, que atingiu a nossa economia. Temos um estado também com as contas... Num estado, financeiramente, quebrado, em tese, com as suas contas combalidas e nós percebemos o esforço do governo atual e possivelmente o próximo governador também terá que fazer um esforço muito grande para recuperar as finanças, para o Rio Grande voltar a ser grande, um estado sadio. E Caxias do Sul, esta terra pujante, esta terra progressista que foi colonizada por imigrantes europeus no final do século XIX, no início do século XX, os anos 50, 60 pelos homens e mulheres dos Campos de Cima da Serra, principalmente de Vacaria, de Bom Jesus, Lagoa Vermelha, Canela e assim por diante, e depois também o pessoal da metade sul, da fronteira e mais recentemente também da migração estrangeira, haitianos, senegaleses, que compõem esse colorido, esse caldo cultural diversificado de nossa cidade. E todos eles com legitimidade para chegar em Caxias do Sul e buscar alguma oportunidade de crescer e de colaborar com a economia do município. Isso é importante porque basicamente a nossa matriz econômica de Caxias do Sul é focada muito no parque industrial. A indústria metalmecânica e de material elétrico é a mais pujante, é a mais forte, mas nós percebemos também que com a crise de 2015 tivemos um índice altamente elevado de fechamento de postos de trabalho. Nada mais, nada menos que 25 mil postos de trabalho foram fechados, 23 mil somente na indústria metalmecânica, o que causou um prejuízo realmente muito grande nas finanças inclusive municipais. E que aos poucos nós percebemos que as empresas estão retomando as suas contratações. Nós entendemos que o poder público também precisa muitas vezes simplificar processos e vamos falar assim aquilo que nos compete enquanto município, por exemplo, ser mais ágeis na liberação de licenças para os empreendimentos se legalizarem, para conseguir o seu alvará, o seu Habite-se, vereador Cassina, muitos empreendedores querem continuar trabalhando, querem investir recursos, mas precisam ter o poder público ao lado sendo parceiro. Então se percebe que nós precisamos dessa mecânica um pouco mais ágil, desburocratizar processos.
VEREADOR FLAVIO CASSINA (PTB): Um pequeno aparte, vereador?
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Mas também a gente percebe que Caxias do Sul não tem um plano B. Já lhe concedo, vereador Cassina. Essa é a tônica e a Casa, a Casa do Povo, vereador Edson e vereador Uez, está também tentando contribuir neste sentido, fazendo uma discussão enquanto comissões, enquanto os braços colegiados desse legislativo, que são onde temos ali um pensamento mais plural, vereadores de todos os matizes, de todos pensamentos, tentar entender um pouco o momento de Caxias do Sul, mas também vislumbrando 20, 30 anos a frente. Nós temos obrigação de fazer essa reflexão e encontrar alternativas para diversificar a matriz econômica do município, vereador Périco. V. Exa. que é um estudioso, um professor de História, que ministra também cadeiras de empreendedorismo e Caxias do Sul tem essa veia empreendedora, tem essa coragem, mas nós precisamos realmente utilizá-la de uma maneira melhor. Ou seja, ainda tenho aquele pensamento de que a tríade, poder público, iniciativa privada e o pensamento lá da academia precisam andar em conjunto. Nós precisamos fazer com que poder público, ele que é o regulador, que é o indutor das políticas, a iniciativa privada, vereadora Paula, o empreendedorismo, a veia empreendedora que tem essa capacidade, a coragem, o arrojo de investir oriundo lá dos imigrantes e o conhecimento científico produzido dentro da academia precisam andar em sintonia. Porque Caxias do Sul está acima de interesses de entidades, de pessoa, enfim. Nós precisamos pensar em um pensamento coletivo. É neste sentido que nós estamos trabalhando também aqui propondo uma discussão, propondo medidas, focando basicamente também na questão da promoção do turismo em nosso Município de Caxias do Sul, porque nós teríamos também outras frentes para trabalhar, como a moda e o designer. Temos um curso já de 25 anos que tem um expertise, vereador Bandeira, da universidade, no campus 8, que trata da moda enquanto um produto que pode gerar um grande valor agregado, que temos toda uma identidade a ser explorada e, no entanto, nós não enxergamos enquanto poder público essa oportunidade. Então nós precisamos vislumbrar na ciência, na tecnologia, na moda e no designer, no turismo possibilidades de diversificação para o desenvolvimento maior da nossa economia do município. Vereador Cassina, eu lhe concedo um aparte.
VEREADOR FLAVIO CASSINA (PTB): Eu simplesmente gostaria de dizer, vereador, e concordo em gênero número aquilo que o senhor está falando na tribuna. E dizer que nós temos que ser receptivos as parcerias. O Poder Executivo não faz tudo sozinho, não tem condições de fazer tudo sozinho. Então é necessário que tenhamos parcerias com as entidades empresariais, entidades de classe, academia, se não, nós não vamos a lugar nenhum. E arrisco a dizer, vereador, que nós estamos vivendo um período de ditadura. A ditadura da burocracia. Essa coisa maldita, esse câncer que assola a nossa nação. Então nós temos uma dificuldade imensa em termos de liberdade econômica também. Nós estamos lá em cento e oitenta e pouco de duzentos, porque a maldita burocracia, volto a dizer, ela alguns anos atrás no governo militar foi criado o Ministério da Desburocratização com o ministro Hélio Beltrão, parente do nosso colega aqui. Ele em uma pegada só ele eliminou mais de dois mil documentos, mas a burocracia reagiu e voltou de forma tão assustadora e tão virulenta que ficou pior do que estava antes e o ministro acabou morrendo de aborrecimento. Então nós aqui em nível municipal nós temos que fazer algumas ações mínimas que sejam para liberar alvará. Por exemplo, na zona rural não pode ter alvará de empresa nenhuma e algumas aberrações que ainda persistem e resistem. Obrigado.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Muito obrigado, vereador Cassina. Esse pensamento é o pensamento que eu corroboro também, tenho esse entendimento e vejo que as administrações, o governo municipal teria que focar para nós encontrarmos uma saída mais adequada em três frentes, vereador Cassina. O primeiro pegando o exemplo de Jaime Lerner em Curitiba é o desenvolvimento econômico, vereador Bandeira. Nós precisamos focar e encontrar alternativas de crescimento e a gente percebe que uma é essa situação. Nós precisamos desburocratizar processos e encontrar alternativas. Vamos pegar o turismo como exemplo. Hoje ele movimenta 50 setores da economia. Isso realmente acelera uma cidade. Faz com que o município aumente a sua arrecadação e consequência disso possa fazer os investimentos necessários nas políticas essenciais. A segunda situação, vereador Edson, que eu vejo que é muito pertinente é a questão do serviço público. Nós precisamos inverter a lógica e ir ao encontro do nosso contribuinte, ajudar ele na sua demanda. E para isso, vereadora Paula, eu vou buscar o conceito lá na social democracia, no liberalismo que é a meritocracia. Nós precisamos ter um planejamento em torno do cumprimento do serviço público por metas alcançadas. Por exemplo, quanto mais se regularizar edificações que não estão regulares para que a pessoa possa acessar um financiamento na Caixa Federal, fazer uma cozinha, uma garagem, um banheiro, quanto mais se atingir essa meta, nós poderemos inclusive premiar o servidor público. Premiar a escola, por exemplo, se ela nos processos de avaliação tiver uma nota máxima. Então, não é o professor que vai ganhar. É a escola para trocar um telhado, trocar um forro, aumentar a cozinha, meritocracia, mas para isso nós precisamos atingir metas, ter um planejamento. E a terceira situação, presidente, nós não vamos evoluir enquanto cidade, se nós não enfrentarmos os gargalos da infraestrutura e logística. Nós precisamos urgentemente tratar de três assuntos que são essenciais: Rota do Sol, RS-112 e o nosso aeroporto regional de Caxias do Sul. Podemos pensar, temos que articular o nosso aeroporto de Vila Oliva, mas precisamos com urgência e agora vamos iniciar esse debate no início do ano que vem deixarmos o nosso Hugo Cantergiani em condições de aqui operar com satisfação atendendo a nossa comunidade empresarial e todos aqueles que vêm fechar negócio. Então focar em desenvolvimento econômico, novas alternativas, moda e estilo, ciência, tecnologia e estilo. Precisamos aperfeiçoar o serviço público e ir ao encontro, vereador Bandeira, e não fazer o contrário. O contribuinte ter que mendigar para conseguir uma licença e a terceira situação é enfrentar os gargalos da infraestrutura e da logística no nosso município. Agradeço, vereador Edson. Fiz um en passant um pouco geral da situação que hoje Caxias passa, mas com certeza nós voltaremos para ampliar esse debate, presidente. Muito obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Cumprimentar todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16; todos aqui que estão no plenário. Bem-vindos sempre. Senhor presidente, ocupamos este espaço, no dia de hoje, para falar novamente do acesso à rotatória de Fazenda Souza para fazer, então, senhor presidente, algum esclarecimento sobre a obra da rotatória de acesso ao distrito. Como todos sabem dessa obra, essa é uma importante demanda que, infelizmente, ainda não pôde ser concluída até o momento, mas que irá ser concluída sim, senhor presidente. Graças a Deus iremos ter essa rotatória concluída em breve. De imediato então, senhor presidente, gostaríamos de deixar claro que, em nenhum momento, tentamos reivindicar a autoria dessa obra ou de qualquer outra. O acesso de Fazenda Souza é, sim, uma solicitação muito antiga dos moradores da localidade. Essa obra está sendo construída a muitas mãos, se assim podemos dizer. Foi graças ao apoio da comunidade e de diversas lideranças que vemos o trabalho acontecer hoje. O acesso de Fazenda Souza é uma obra do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, do governo Sartori, realizada através da Secretaria Estadual dos Transportes e Mobilidade. A pedido, então, dos moradores do Distrito de Fazenda Souza estivemos em Porto Alegre, no dia 20 de abril de 2016, solicitando, então, diretamente ao então secretário Pedro Westphalen o início das obras. Pedimos a atenção do secretário a essa antiga e importante reivindicação do nosso município, que é na Rota do Sol. Especialmente tem solução para dois pontos críticos. Os acessos também. O dia que o Pedro Westphalen veio a nossa cidade, foi verificado também o acesso na Rua Atílio Andreazza para ser feito algo aí, um estudo. Seja uma rotatória, seja elevada, enfim, o que precisar fazer. Porque muitas pessoas acessam essa entrada aí também. Como também estivemos lá na entrada de Forqueta, que está em andamento a obra. Então, temos que falar, sim, das nossas demandas e do tratamento do povo, que há muito tempo são criticados esses pontos. E entregamos, então, um documento, no momento, com imagens e reportagens que comprovaram que nos dois trechos, três, podemos dizer, seguidamente ocorreram engarrafamentos e acidentes nesses locais. Explicamos que, desde a pavimentação da Rua Atílio Andreazza, a de Forqueta e em Fazenda Souza, inclusive aquela também do Santa Fé que hoje está no projeto para ser feita também essa rotatória aí, tem sido essas vias, nobres colegas, muito usadas, como uma rota alternativa para quem acessa a rodovia para a cidade e de quem vem dos dois bairros e precisa usar a Rota do Sol. Essa aqui, então, seria a Atílio Andreazza. Também informamos que a entrada de Fazenda Souza é a mesma usada para os moradores dos distritos de Vila Oliva e Santa Lúcia do Piaí, e que, do outro lado da pista, existe o acesso ao Bairro de Ana Rech, que também é uma via alternativa. Na ocasião, então, convidamos o secretário para vir a Caxias conhecer os locais ou encaminhar sua equipe, salientando que o assunto era de extrema importância. O então secretário estadual Pedro Westphalen mostrou-se sensível ao pedido e se comprometeu a agendar uma visita ao local e verificar uma forma de resolver a situação. Posteriormente, no dia 20 de março de 2017, ao nosso pedido, o então secretário Pedro Westphalen esteve em Caxias do Sul para justamente conhecer o trecho onde seria feito a obra e comprometeu-se a fazer a obra, que teve início ainda em 2017. A obra passou por um processo licitatório onde a empresa vencedora ficou com a parte da execução do acesso, em contrato firmado entre o governo do estado e a empresa vencedora, no caso a Construtora Dalfovo. É função deste e de qualquer outro vereador vistoriar as obras públicas realizadas no município. Por isso fomos várias vezes fiscalizar o andamento da obra. Qualquer cidadão tem o direito sim de acompanhar as obras se assim desejar e puder. O atraso da conclusão das obras ocorreu em função de alguns ajustes no projeto e de problemas com a tubulação de água no local, por exemplo. Problemas hoje já resolvidos. Ressaltamos aqui que nenhuma obra está livre de problemas, isso acontece em qualquer lugar. Assinatura de início das obras ocorreu no dia 5 de setembro de 2017, com previsão de término em seis meses. Porém, tinha-se a expectativa da rotatória estar concluída ainda em 28 de outubro de 2017. Agora, no ano de 2018, o trecho passou por uma reformulação e ainda não foi concluído. Diante da grande demora na conclusão da obra e em função das inúmeras cobranças que recebemos depois de vários telefonemas aos órgãos competentes no dia 31 de julho de 2018 protocolamos a Indicação nº 696 que solicitou ao Departamento Autônomo de Estradas e Rodagens a conclusão da obra de acesso a Distrito de Fazenda Souza. Questionou-se os motivos da demora e solicitou o prazo para a conclusão. Até o momento o documento infelizmente não foi respondido. Desde então temos telefonado periodicamente para a Empreiteira Dalfovo, que é responsável pela obra, e para o Daer em busca de informações cobrando a conclusão da obra. Na quarta-feira da semana passada, no dia 16 de novembro, ouvimos do engenheiro Maicon Perini, do Daer, que o motivo da obra estar parada nesse momento é pela falta de material, o que seria um problema não só dessa obra, mas de muitas obras pelo estado. E apesar do atraso, nobres colegas, da conclusão a obra está bastante adiantada, falta mesmo é só a finalização que estamos cobrando constantemente. Essa é uma conquista dos moradores de Fazenda Souza e de toda... A cidade de Caxias do Sul. Conforme a matéria da Rádio Caxias, as máquinas voltaram a operar nessa segunda-feira, dia 19. De acordo com o diretor-geral do Daer, Rogério Uberti, a expectativa é que o governador Sartori entregue a reformulação do trevo até o fim deste mês. E com certeza, nobres colegas, continuaremos insistindo com os responsáveis pela obra para que termine o quanto antes o trabalho que já foi feito. É de interesse de todos que a situação seja concluída com a máxima urgência e este vereador continuar fazendo o seu papel de acompanhar e cobrar que o trabalho seja feito. E pode contar sempre conosco. Falta pouco e não descansaremos enquanto não estiver tudo concluído. Senhor presidente, era isso. Meu muito obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Bom dia, senhor presidente; senhoras vereadores e senhores vereadores; pessoal que nos assiste pelo Facebook, pessoal que nos assiste pela TV Câmara. Eu, ao longo deste ano, trouxe inúmeras demandas e assuntos que de alguma forma tentei contribuir ou ajudar, não apenas nas bandeiras que o pessoal já conhece e que são as minhas principais bandeiras, que é o esporte automotor, a gincana do Rizzo, o espaço para eventos, para jovens, mas nos mais diversos assuntos que não só chegam no meu gabinete como chegam nos gabinetes dos demais vereadores, e são diversos assuntos. A procura sempre é grande. Só que a gente tem que escolher os assuntos mais eminentes, aqueles que carecem de soluções. Hoje especificamente o assunto que eu trago é sobre o esporte, mais especificamente o futebol amador. Eu acredito que faltem incentivos e o futebol amador aqui em Caxias do Sul é um dos mais fortes do nosso estado e que muitas vezes esse futebol amador é o único lazer que muitos pais de família e muitos jovens têm no final de semana. E digo isso porque muitas vezes essa falta de apoio e muitos aqui já tem a certeza que viram e já fizeram e que participaram para o custeio de algum campeonato, de alguma atividade onde muitas pessoas não têm aquele pequeno valor para contribuir e acaba tendo o presidente do clube, ou alguém com maior poder aquisitivo, para poder bancar. Assim diversas vezes no futebol amador, quem já não participou de alguma rifa, de algum jantar para arrecadar fundos. Isso é normal no futebol amador aqui de Caxias. E, neste espaço, senhor presidente, quero falar também da série de matérias que apareceu esta semana, a semana passada ali na RBS, no Jornal Pioneiro, que até viu um rapaz, o David, que foi campeão, estava na final, no final de semana, da Copa União de Suplentes, que é um cara que jogou comigo lá em 2009 no Conceição. Um time onde participava a Copa União que eu fiz parte. E, aproveitando o futebol, eu trago um assunto, depois quero, se o líder do governo, Chico Guerra, puder me passar essa informação que, como apoiador do futebol amador, muitos clubes estão me procurando e a questão da dificuldade desses clubes usarem os espaços públicos, principalmente, os campos de futebol. A Smel está cobrando uma taxa, na verdade é uma contrapartida. Os clubes até entendem essa contrapartida, só que o fato da contrapartida, a dificuldade é um material específico onde, por exemplo, para se jogar no Enxutão, por exemplo, o clube precisa arcar com uma bola, mas o problema não é a bola, é o custo da bola. Essa bola específica custa em torno de R$ 200,00, mas, especificadamente, está em torno de R$ 195,00, que muitas vezes alguém tem que puxar do bolso. Então, se o campo, se os espaços já são municipais, teríamos que facilitar esse acesso dos clubes, dos times para ter acesso aos... Se é uma quadra, se é um campo particular, tudo bem, mas por serem espaços públicos, eu acredito que de alguma forma o poder público tem que incentivar. De repente, acredito que o vereador líder do governo vai conseguir aí fazer intermediação e, de repente, de alguma forma, tentar essa contrapartida de ser uma bola parecida, só que com um preço mais acessível, não especificamente daquela marca. Aproveitando esse assunto, vereador Kiko, veio o pessoal lá do Serrano, lá da tua região me procurar a respeito do Campo Municipal do Serrano, que acho que você deve saber mais do que eu sobre o assunto, que esse campo era gerido pela Amob, e a Smel acabou pegando o campo. No final, no fim acabou dando... acabou tendo esse impasse que a Smel, por conta de algum motivo, ela tomou posse desse campo e agora veio a reclamação das pessoas que jogavam lá ou que cuidavam que há um certo abandono nesse campo.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Um aparte quando der, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Então gostaria de saber essa questão. Já passo de imediato, então, o aparte, Kiko.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Obrigado, vereador. Nós estávamos conversando aqui atrás sobre esse assunto. Com certeza, estou a par de toda essa situação. Já fui na Smel com a Amob. A situação é o que acontece em todos os campos onde é gerido pelas Amobs. A questão é que a Smel não tem pessoas para cuidar dos campos, ela não tem pessoas que possam tomar conta desses espaços aí. Então as Amobs escolhem alguém, alguém para tomar conta daquele espaço, e essas pessoas, de alguma forma ou de outra, elas têm que adquirir algum fundo para poder cortar grama, pintar o campo, conservar tudo, trocar chuveiro, lâmpada, onde também tem roubo de várias coisas. E as pessoas não entendem às vezes, não entendem que essa pessoa precisa de um recurso para poder manter essa situação dos campos. E lá no Serrano esse assunto, eu estou a par, não trouxe para o plenário, porque fica até meio chato para o bairro, depois que aconteceu essa denúncia de quem estava trabalhando e comercializando alguns produtos tipo água, refrigerante, vendendo algum salgadinho, alguma coisa ou outra, houve a denúncia, e a Smel se posicionou pedindo que a Amob afastasse essa pessoa. Eu não me manifestei, porque eu tenho amigos dos dois lados da situação, mas eu estou intermediando junto, e é bom que venha esse assunto para o senhor também e para os outros vereadores, intermediando, e a Smel não quer, não tem condições. Então a Amob, nessa reunião, se prontificou a continuar administrando e colocar outra pessoa. Só que, nesse meio tempo, os vândalos, não sei quem, ninguém sabe dizer quem, foram lá e destruíram tudo. Uma vergonha! Eu não quis expor a situação, porque é o meu bairro e fica chato expor, mas já que o senhor trouxe o assunto, eu sou obrigado a me explicar. Onde roubaram tela, onde roubaram palanque, e ninguém vê. Colocam no bolso acho eu. Ninguém vê. Ninguém vê. Então as pessoas cobram, elas cobram, elas xingam, elas vêm e cobram do vereador, cobram da Amob, mas elas não dizem quem fez essa barbaridade, elas não dizem. Coragem para cobrar tem, agora para denunciar não tem. Então não dá para entender. Agora que está chata a situação no Bairro Serrano e em outros bairros também, sim. A Smel diz que não tem pessoas para cuidar esses espaços. Fica para a Amob e fica essa confusão que está no bairro também. Obrigado, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado. Bem esclarecido. Obrigado pelo aparte, vereador Kiko. Seu aparte, vereador Ricardo.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Vereador Wagner, eu gostaria de te parabenizar por esse tema na questão do futebol amador. Muitas vezes se fala em futebol e parece que é meia dúzia de pessoas ali, mas é um número muito grande de pessoas, de famílias do interior e da cidade que têm com eles mesmos esse esporte que estão todos os finais de semana participando, e você sabe muito bem, o Kiko inclusive joga nesses campeonatos. Dizer que, na minha opinião, teria que ter uma aproximação da Secretaria Municipal do Esporte e Lazer, uma atenção maior para esse segmento que é tão grande que é o futebol amador. A gente sabe que tem o Fiesporte, que é um mecanismo de arrecadar fundos para que se pague a arbitragem, alguma coisa assim, mas mesmo assim, acho que poderia ter um plus, uma atenção a mais da Secretaria do Esporte. E quanto a essa questão de campos e dessa questão da estrutura do município, sabe-se muito bem que o município não tem pernas para atender tudo, e o melhor parceiro que ele pode ter é a própria comunidade, que está ali para ajudar a cuidar, que é quem utiliza. Então tudo que vem contra isso é totalmente inoportuno por parte do Município. Se quem está ali vai ajudar a cuidar, vai ajudar a zelar e vai ocupar aquela área, com certeza, vai ser muito bem cuidada. A gente viu alguns exemplos, no ano passado, ali, que o Município tomou a área de volta e que, logo após, vândalos quebraram com tudo. Então a melhor questão que pode se fazer é uma parceria com a comunidade, como fala o vereador Kiko. Obrigado, Wagner.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado pelo aparte, vereador Daneluz. Enfim, estou buscando aqui algumas respostas e tentar aproximar a Prefeitura e a Secretaria, e que os agentes públicos incentivem o futebol amador e essa prática. (Esgotado o tempo regimental.) Para encerrar só, presidente, não poderia deixar de deixar meu registro aqui para o Portal da Bola que, em nome do seu presidente, o Zaca, faz um baita trabalho envolvendo aí diversos campeonatos, diversos times, envolvendo a comunidade em diversas ações. Isso fazendo a aproximação e aquele papel social. Então eu deixo aqui os meus parabéns ao Zaca, que continue trabalhando, envolvendo o futebol amador. E que a administração municipal olhe com mais carinho ao futebol amador. Era isso, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): Senhor presidente, nobres colegas, aos aqui presentes. Eu gostaria apenas de salientar neste momento que, ontem, terça-feira, dia 20, o Governo do Rio Grande do Sul e a Polícia Rodoviária Federal assinaram, então, um convênio para compartilhamento de informações do sistema de monitoramento e cercamento eletrônico no estado. Essa parceria terá uma duração de cinco anos. Essas informações, então, estão na Zero Hora, onde nós podemos aqui observar e trazer para todos a informação de que, a partir então de agora, o Centro Integrado de Comando e Controle da Secretaria de Segurança Pública, para onde as imagens serão compartilhadas, podem contar com a presença de um servidor da Polícia Rodoviária Federal no CICC. Estão operadores da Brigada Militar, Polícia Civil, Instituto Geral de Perícias, Corpo de Bombeiros e também da Susepe.
 
Toda vez que uma ocorrência é flagrada pelas câmeras, os trabalhadores acionam, por telefone, a instituição responsável para começar o deslocamento até o local. Algumas das câmeras identificam veículos cadastrados como roubados ou furtados. Quando isso acontece, um alarme soa no CICC e equipes próximas são acionadas para fazerem o cerco.
Diretora do Departamento de Comando e Controle Integrado (DCCI), onde fica o CICC, a delegada Simone Chavez ressalta a importância da integração:
— Avançamos bastante no cercamento eletrônico, que não consiste apenas no videomonitoramento, mas que tem software inteligente por trás que identifica veículos irregulares.
A integração vai permitir melhor capacidade de pronta resposta em situações de crise, em operações conjuntas e em outros episódios que demandem a presença de efetivo da Polícia Rodoviária Federal. O superintendente da PRF, João Francisco Ribeiro de Oliveira, disse que o monitoramento permitirá ainda mais controle nas fronteiras e na divisa com Santa Catarina.
 
(Jornal Zero Hora, 20/11/2018)
 
Então, nobres colegas, eu gostaria, senhor presidente, então de falar sobre isso, que isso fique registrado. Que então, na data de ontem, foi assinado esse convênio do qual nós caxienses também, Caxias está inclusa, Caxias assinou esse contrato também, vai fazer parte desse projeto onde... Eu sei que a vereadora Paula também muito trabalhou e se empenhou para que isso acontecesse na nossa cidade, juntamente com o deputado Tiago Simon. Que eu acompanhei ele aqui na Prefeitura de Caxias quando ele fazia parte da Comissão de Segurança na Câmara Legislativa para que a nossa cidade também fizesse parte desse monitoramento. Então certamente esse projeto nos trará um pouco mais de segurança, acreditamos assim, vereadora, no que diz sentido ao rastreamento de roubos, de veículos irregulares e de fuga, desses assaltos, bandidos e ladrões. Então eu queria aqui deixar registrado que ontem o governo Sartori, juntamente com a Polícia Rodoviária Federal, assinou esse convênio. Era isso, senhor presidente. Muito obrigada.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Primeiramente muito bom dia, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, demais pessoas que se fazem presente aqui no plenário desta Casa. Meu abraço, meu carinho, meu respeito a todas as pessoas que nos assistem através da TV Câmara, canal 16 ou pela internet através das redes sociais. Decidi fazer essa fala, senhor presidente, na manhã desta quarta-feira frente a uma situação que está ocorrendo aqui, em especial, na Câmara de Vereadores. Mas antes de fazer essa fala eu gostaria aqui de deixar bem claro que este vereador não faz aqui, desta tribuna, que é uma tribuna sagrada, da casa do povo, um discurso de ódio e um discurso de preconceito. De forma alguma, em momento algum eu usaria desta tribuna para fazer um discurso de ódio ou de preconceito, quer seja pela opção dos cidadãos com respeito a sua sexualidade, a sua opção sexual, sua opção religiosa ou pela cor da sua pele, ou pela sua classe social, enfim. Vivemos em uma democracia e sou a favor que todos tenham a liberdade de expressão e de manifestação. Respeito desde que respeitando as normas vigentes no nosso país. Só que eu não vou aceitar, nobres pares, senhor presidente, e não vou me curvar para nenhum tipo de ativismo, ideologia, ditadura ou qualquer outro tipo de imposição sobre qualquer tema. Não vou aceitar, não vou me curvar e não vou me calar frente a algum tipo de ativismo, algum tipo de pressão, algum tipo de ditadura que querem colocar goela abaixo na gente algumas situações. Eu sou cristão, sou evangélico e respeito todas as religiões, todas as crenças, todas as pessoas. Agora, a gente vê claramente que existem alguns grupos de pessoas que tem o direito de fazer a sua exposição as suas manifestações, mas em locais apropriados. Não de uma forma que venha agredir as demais pessoas, impor as demais pessoas uma ideologia ou algum tipo de expressão. E por falar em agressão preciso dizer aqui que existe alguns grupos que a gente vê, nesses últimos anos, claramente que o propósito deles é o seguinte, é agredir, é chocar, é destruir, ridicularizar e impor aos demais cidadãos a sua ideologia. Isso aí nós não podemos aceitar. Nós vivemos na democracia. Isso aí já está sendo trabalhado faz tempo nas escolas com a tal da ideologia de gênero, com aquela pregação de que ninguém nasce menino, nem nasce menina. Sabia? Ninguém nasce menino, ninguém nasce menina, causando uma confusão na cabeça das crianças, tirando a inocência das crianças. Isso tem sido trabalhado nas faculdades, nas universidades, mas de uma forma ferrenha, não é uma forma assim superficial. Não! A coisa está sendo trabalhada à risca, impositiva, certo? Então eu quero dizer aqui, nobres pares, que está tendo aqui, todos já viram, acredito que ninguém aqui passou desapercebido, uma exposição de uma arte, entre aspas, existe vários tipos de artes. Há quem considere arte e quem não considere. Mas até que a pintura é uma coisa bacana, mas as figuras expostas aqui em um local aberto ao público, de fácil acesso, onde crianças estão ali passando toda hora, visitando a Casa aqui, as escolas. E, por esse motivo, eu apoio a decisão do nosso prefeito municipal, apoio, para que ele cancelasse as visitas dos nossos alunos, das crianças do município a esta Casa, por quê? Porque está tendo ali uma exposição de um tipo de arte inadequada para as crianças. Vocês sabem, eu estava lendo aqui, nobres pares, isso daqui é do Governo Federal, da Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça, para tudo, senhor presidente, existe uma classificação de idade. A gente sabe disso. Nos filmes, para você ver um filme, um tipo de filme, para você assistir um espetáculo. Existem locais e para que você tenha acesso àqueles locais existe uma faixa etária, uma classificação por idade. Eu estava vendo aqui, então, tem vários tipos de classificação: tem a verde, que é livre para todas as idades; depois tem outra cor aqui que é não recomendado para menores de 10 anos; a cor amarela é não recomendado para melhores de 12 anos; vermelho, não recomendado para menor de 14 anos. Cinza, enfim, porque eu coloquei aqui em preto e branco e não dá para ver aqui a cor exata. Não recomendado para menores de 16 anos e não recomendado para menores de 18 anos. Existe uma classificação, uma orientação essa que não é feita por este vereador, mas a classificação indicativa é realizada por analistas da área, como Psicologia, Direito, Comunicação Social e Pedagogia. Não sou eu que estou falando isso. E a avaliação do conteúdo é feita em três etapas, nobres pares, analisando as cenas de sexo, drogas e violência. Então tem gente que acha normal. Então coloca em casa, mostra para os seus filhos, leva os seus filhos para assistir esse tal de espetáculo, para assistir essa tal de arte, entre aspas, que eu repudio, eu... Eu tenho direito sim de gostar e de não gostar e ninguém vai me obrigar a gostar de uma coisa que eu não gosto, que eu não aceito. Gostou? Leva para casa, compra, paga caro e leva para a casa, paga caro o ingresso e vai lá e olha, leva os seus filhos e toda a sua família para assistir, não tem problema nenhum. Agora, uma exposição aberta ao público, aberta em um local de fácil acesso onde circulam crianças menores de idade, não. Não vou aceitar! Desculpe-me, não vou aceitar, porque aqui nós estamos descumprindo uma norma, nós estamos descumprindo a lei. O Estatuto da Criança e do Adolescente está aqui, a recomendação da Secretaria Nacional de Justiça, do Ministério da Justiça aqui do Governo Federal. E como que uma Casa Legislativa não vai observar essas normas? Então estamos tendo várias manifestações através das redes sociais, senhor presidente, repudiando este tipo de exposição assim em um local público, aberto sem a menor restrição, sem a menor restrição. E outra, mesmo que tivesse uma placa indicando, como tem ali inclusive o apoio da vereadora Denise, com autorização do presidente da Casa, ainda que colocasse ali: “Proibido para menores de tantos anos”, mas como é que vai proibir se a coisa está explícita, está ali, o cara lá do terceiro andar já olha. Não tem como evitar. Se fosse numa sala separado com uma plaquinha na porta: “Exposição tal, livre passagem para maior de tal idade.” Pronto, acabou. Agora imposição aqui não! Ditadura aqui não! Não vem cravar aqui na nossa cabeça uma coisa que a gente também não é obrigado a aceitar, poxa. Uma coisa que eu preservo é a família. Uma coisa que eu preservo... E outra, a religião, vocês sabem, nobres pares que, inclusive, o TCC que eu estou apresentando na faculdade, meu trabalho de conclusão de curso agora, no final do ano, é com respeito a isso, é com respeito à religião. A religião é uma das coisas mais blindadas que nós temos na nossa Constituição Federal, é inviolável, inviolável, nobres pares.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Seu tempo, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Então, só para terminar, como que nós vamos aceitar, senhor presidente, além de expor as crianças nessa situação, ainda uma forma de ridicularizar nomes e símbolos religiosos. Então faço aqui a minha manifestação e vou continuar me manifestando aqui ou nas redes sociais. Já fiz um vídeo, coloquei lá, e precisamos fazer esse debate, respeitar e garantir a inocência das nossas crianças, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Por gentileza, a palavra está garantida à vereadora Denise Pessôa. Por favor, por gentileza.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Bom, eu quero abordar sobre a questão da exposição do artista Rafael Dambros, embora as pessoas falem tanto do meu nome que parece que a exposição é minha. Não tenho a capacidade, não tenho esse talento, não consigo desenhar com caneta BIC, gente. É caneta BIC, é uma técnica muito específica que poucos artistas conseguem fazer. Então aconselho vocês também a analisar toda a técnica das obras, porque realmente são obras com o desenho e com uma técnica diferenciada. E o Rafael Dambros é um artista de Caxias do Sul, professor – olha só – professor de crianças. Ele é professor e ele tem já há bastante tempo exposições na cidade. Ele, inclusive, teve um período grande que trabalhou na Rede Record, a Rede Record. Trabalhou, inclusive, desenhando cenários dos dez mandamentos do filme. Então é um artista. Embora as pessoas não gostem da sua obra, dependendo do cenário, de repente, nos dez mandamentos gostem, mas aqui a exposição, gosto não se discute, gostar/não gostar, mas é arte. A gente precisa reconhecer que é arte. Agora, você gostando ou não, ele continua sendo um artista, e continuam sendo obras de arte. Bom, as polêmicas, eu diria que, na história da arte, a gente pode ver diversas artes. Gente, o nu, em arte, eu fico um pouco preocupada quando o nu em arte não é aceito, mas na TV é aceito. Na TV é aceito, nas redes sociais é aceito. E aí eu quero lamentar a forma como esse meio de comunicação divulgou essa exposição, que, simplesmente, não conversou com o artista, simplesmente, pinçou uma obra, disse: “Levaria as crianças para assistir a uma exposição? O seu filho, você levaria para ver essa exposição sobre sexualidade?” Bom, a exposição não é sobre sexualidade. E nem precisa vir aqui para ver aquela obra, porque a rede social tratou de divulgar para toda a cidade. Então, se você quisesse, esse meio de comunicação quisesse proteger as crianças não faria isso de exibir as obras nas redes sociais. Então se tu queres proteger, simplesmente, tu não exibes. Mas aí tu vais lá e exibe talvez a mais polêmica, não sei por quê? Porque o nu masculino não é aceito, mas o nu feminino é naturalizado. Qualquer borracharia aí, posto de gasolina, posto de revista, tu vais ver revista pornô, tu vais ver pôster de mulher pelada. Mas tudo bem. Agora eu queria divulgar aqui algumas artes e que não são de pessoas. Aqui a gente pode ver uma obra do Rodin, O Beijo. Uma obra, olha aqui, nu, gente. Rodin não era petista, não tinha nada de ideologia de gênero, não estava trabalhando para causar, não queria cinco minutos de fama. Aqui a gente pode ver também uma artista brasileira, a Tarsila do Amaral. Também um nu. Olha aqui, um peito de fora, gente. Agora aqui a gente pode ver o Nascimento, do Sandro Botticelli, O Nascimento da Vênus. Nu. Gente, o nu não foi inventado nesta exposição aqui na Câmara. Aqui a gente pode ver o Davi de Michelangelo, que inclusive foi uma das obras... O Michelangelo foi o artista que embasou muito da construção artística do Rafael Dambros, assim como Caravaggio no jogo de luz e sombra. Aqui Leonardo da Vinci. Leonardo da Vinci. Nenhum deles tinha ficha no PT, gente. Se alguém está dizendo “ah, tinha que ser do PT; tinha que ser do PT”. Não, gente. A arte e o nu existem desde que o mundo é mundo. E é importante dizer que algumas, inclusive, estão dentro do Vaticano, estão dentro do Vaticano. Aqui a gente pode ver algumas em praça pública, praça pública na Europa. E aí crianças também passam por ali. Olha aqui, gente: órgãos sexuais masculinos numa estátua. Aqui: dois homens nus. Isso é obra de arte reconhecida no mundo. São obras reconhecidas no mundo. Infelizmente a gente ainda não tem a cultura de visitar museus, a gente não tem a cultura de conhecer obra de arte, de consumir obra de arte. Infelizmente a gente se acostumou muito a tolerar e aceitar. Então, o nu numa novela, o nu num filme não é pornografia. Mas agora o nu, dentro de uma exposição que fala sobre santificados são obras de arte trazendo uma iconografia estudada inclusive com o frei Celso Bordignon, que é um frei, um padre que estudou a forma de expressar esses santos aqui, trazendo uma releitura como se eles estivessem hoje, aqui presentes. Esteve inclusive já exposto no Muscap, no museu dos Capuchinhos. Museu dos Capuchinhos, gente. Esteve exposto. No campos 8, que também recebe visitas lá. Todos são abertos ao público. E aqui é preciso dizer que o Estatuto da Criança diz que os pais são responsáveis pelo consumo de arte dos seus filhos. E aqui também é preciso dizer que ninguém obrigou nenhuma criança a descer ali. Inclusive eu não vi nenhuma foto de criança ali olhando as obras de arte. Não tem foto de criança olhando obra de arte. As escolas vieram aqui sem agendar. Mesmo assim, as pessoas que estiveram aqui... Mesmo as escolas que estiveram aqui visitando, os funcionários da Casa avisaram que tinha a exposição e que, se quisessem participar da exposição, poderiam visitá-la. Mas, se não quisessem, poderiam contornar e seguir por cima. Então foi dado livre arbítrio para as escolas que se decidissem assistir ou não a exposição em função da polêmica. Então assim, a exposição está exposta aqui desde sexta-feira, está aberta ao público. No início do ano aqui, também quero dizer, o apoio, que é dito que eu dei apoio para a exposição. O meu apoio foi dizer o telefone da Câmara: “O da RP é este, o ramal é este, você liga e agenda”. Esse foi o meu apoio. Porque eu conversei com o Rafael, no início do ano, e ele me disse que estava muito chateado porque isso é um trabalho de três anos de estudo. Três anos estudando a forma de expressar e de trazer essas obras de arte para cá. E talento da cidade, é um talento nosso, da cidade. Então ele veio, no início do ano, e me disse, assim, que estava muito chateado porque, de uma hora para outra, se resolveu fazer uma manutenção no Centro de Cultura Ordovás e se fechou o Ordovás no momento que ia se fazer a exposição dele, e que não se oferecia mais data para apresentar novamente. Bom, se Caxias fechou as galerias e ele tentou várias formas, e a Prefeitura simplesmente não abriu galeria, disse que não tinha agenda, não tinha agenda, não iam expor a exposição do Rafael Dambros, aí simplesmente ele me disse que ele estava chateado. Óbvio! Trabalhando anos. A exposição já esteve em Porto Alegre, algumas obras dele estiveram numa exposição ainda compondo um acervo junto com obras do Picasso e simplesmente em Caxias do Sul não tinha esse espaço de exposição. Eu disse a ele que na Câmara de Vereadores nós temos um espaço aberto, que é para qualquer artista, qualquer pessoa que queira expor fotografia, escultura. É aberto inclusive para quem nos assiste, só mediante agendamento, ligar para a nossa RP da Casa e agendar a exposição. Inclusive trabalhos de escolas são agendados aqui. E foi esse o contexto. Então o artista Rafael Dambrós simplesmente ligou, agendou e fez a exposição aqui. Mas eu não tenho receio, a exposição e a arte ela tem que gerar, sim, crítica, ela tem que gerar o pensamento e reflexão. A reflexão ela é bem vinda, a arte ela faz parte... A reflexão se não estiver vinculada a arte ela acaba não tendo uma evolução. Então ela é uma bela oportunidade para que a gente reflita porque em Caxias do Sul a gente não consegue tolerar um desenho a Bic, caneta Bic, é uma técnica superdiferenciada, numa galeria pública, que a galeria da Câmara de Vereadores ela é pública, e a gente cansa de ver pessoas famosas ou até algumas pessoas caxienses na Europa visitando e fotografando ao lado de nus e de estátuas. Na Grécia está cheia também, preciso informar. Para as pessoas que não querem ver nu, em estátuas, não vai dar para ir para a Grécia, nem para a Europa, o Louvre. Então são todos espaços abertos em que o nu existe como arte. Hoje eu estava ouvindo a Rádio São Francisco e o frei Celso Bordignon estava dizendo o nu demonstra o que há de mais puro no ser humano. Nós nascemos nus, ninguém nasceu vestido. E os santos, vários são expressos dessa forma. Inclusive na Capela Sistina, no Vaticano tem afrescos que expressam o nu como forma de demonstração artística. Então é preciso deixar essas reflexões. Dizer que a exposição vai estar aberta ao público. O artista hoje à tarde vai estar por aqui. Então é importante que a gente leia e procure conhecer a exposição como um todo. Infelizmente essa exposição e o artista estão sendo agredidos por uma notícia mal vinculada e com traços muitos ruins de interpretação, que não ajudam. Quando é colocada uma notícia da forma como foi colocada prejudica a produção artística da nossa cidade. Quero lamentar que se utilizem desses fake news, sim, porque a forma como você coloca a notícia também é uma forma que danifica a verdade.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhor presidente e a todos que nos assistem através do canal 16, também através da TV Câmara e também através das redes sociais. Preciso esclarecer algumas situações envolvendo essa exposição. Primeiro eu vou enumerar aqui algumas exposições que já ocorreram aqui na Casa desde o início do ano: exposição fotográfica; exposição Brechó do Chicão; exposição de alunos; exposição Dr. Carlos Gandara; exposição dos 25 anos do Rim Viver; exposição dos Trabalhos de Conclusão do Curso de Arquitetura e Urbanismo da UCS; exposição Janela dos Sonhos; exposição Educação através dos Tempos; exposição Combate aos crimes da internet na infância e juventude; exposição Linha Poética; exposição Memórias da Fé; exposição 20 anos da Escola Adventista de Caxias do Sul; exposição de telas grafitadas; exposição Câncer de Mama; exposição Tons e Cores; exposição Refugiados, do Grupo de Arte Bassa; exposição da Paróquia de Lourdes, da história da Paróquia de Lourdes. Está acontecendo aqui no espaço de cultura a exposição da Érico Veríssimo, Cultura Negra. Existe essa exposição também aqui. Exposição Economia Solidária para exposição dos seus produtos de natal. Exposição Onde a Amazônia começa e o Nordeste termina; exposição Contos de Terror, da Escola Luis Covolan. Foram 21 exposições que aconteceram no espaço cultural Mario Crosa, essa que o vereador Renato Nunes, que a gente tem debatido isso, que está desde sexta-feira aqui, é mais uma das exposições que acontecem. Esta Casa é uma Casa democrática, é uma Casa pública, ela funciona de segunda a domingo e todos os espaços desta Casa podem ser ocupados por quem quer que seja, desde que devidamente agendado com o Setor de Relações Públicas – este plenário, o anfiteatro, a Sala Geni Peteffi, outras salas de comissões. Nós temos até dificuldade em receber tanta gente aqui, mas são todos os espaços que têm aqui. Desde o público LGBT, o Exército, negros, índios, enfim, os grafiteiros, desde o bairro mais pobre até a classe mais abastada, até reuniões de empresas, de hospitais, tudo acontece aqui de forma gratuita e a Casa tem que manter toda essa estrutura e a gente tenta, na medida do possível, manter, fazer reparos, dar condições para que todos venham aqui e se utilizem porque isso é público. O Espaço Mário Crosa é um espaço cultural público. Vereador Renato Nunes, o senhor fala aqui em ditadura. Ditadura é o senhor que tenta fazer aqui, dizendo que o senhor defende a família. Não é só o senhor que defende a família. (Manifestação sem uso do microfone.) Não, o senhor vem aqui e fala o que quer. Aliás, estou contando nos dedos, estou contando os dias que tenho para terminar a minha presidência porque na presidência tenho que controlar um pouco, mas no ano que vem o senhor vai me ouvir. O senhor vai me ouvir! Eu estou contando nos dedos. (Manifestação sem uso do microfone.) Não é... O senhor vai me ouvir porque eu tenho muitas coisas que eu tenho que segurar.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Pela Ordem, senhor presidente.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Pela Ordem.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Por favor.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Só para garantir a palavra que o vereador Renato Nunes fica provocando o vereador que está na tribuna. Se o senhor puder manter a ordem, por favor.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Um pequeno aparte, vereador?
PRESIDENTE RICARDO DANELUZ (PDT): Está seguro seu tempo, vereador. O senhor pode falar.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Eu quero dizer o seguinte, com calma, o vereador Renato Nunes usou a tribuna aqui para dizer que ele defende a família. Nós todos aqui defendemos a família. Alguns defendem de um jeito, uma constituição de família; outros defendem a constituição de outro jeito. Não é só o vereador Renato Nunes que tem essa defesa da família tão veemente. A ditadura não pode ser nossa em relação a qualquer outro pensamento, e o vereador Kiko tem razão. O vereador Kiko tem razão quando diz que a gente tem que ouvir todos os lados, mas também não é uma ditadura só de uma posição de um vereador de que a família tem que se desse jeito. Nós temos que ter a democracia de entender que a constituição de família mudou, alterou e que cada um tem seu posicionamento a respeito de família. Eu, como presidente desta Casa até dezembro, não serei censor de obra, não serei censor de cultura, não sou eu quem vai julgar, não sou eu quem vai apontar dedo para exposição nenhuma. Quem quiser expor aqui que exponha. Que exponha aqui porque este espaço é um espaço público e não vai ser nenhum vereador que vai dizer aqui que é defensor de família para fazer demagogia, para fazer hipocrisia. (Palmas) Ontem, a escola que esteve aqui não fez agendamento com esta Casa e, quando algum vereador vem aqui falar sobre isso, está desrespeitando as nossas RPs, está desrespeitando o nosso Setor de Comunicação, porque as RPs, tanto a Aline como a Cris e todo o nosso Setor de Comunicação, recebem as nossas crianças aqui e elas não vêm aqui para assistir exposição. Elas vêm aqui para verificar e acompanhar o legislativo. Então essas escolas de ontem elas não vieram, essa escola que não agendou não veio ontem aqui para ver exposição. Não veio para ver exposição, veio para acompanhar o legislativo. E ainda as nossas RPs, competentes RPs, elas fizeram um alerta para os professores... “Olha, tem uma exposição assim... Se vocês acham que devem passar ali no saguão...” As não ficam aqui no saguão, elas passam por todos os andares. Indecente é o prefeito fazer uma nota hipócrita, hipócrita para a escola não vir aqui. (Palmas) Isso é uma nota hipócrita. Indecente, vereador Renato Nunes, são as crianças não terem onde brincar numa escola municipal porque tem buraco no piso, porque o muro está caindo. Indecente é termos dois conselhos tutelares só e há pedido para mais dois e o prefeito não faz. Indecente são três mil crianças, quatro mil crianças em creche em Caxias do Sul. Isso é indecência! Indecente é ver muitas crianças que têm pais desempregados, são mais de 30 mil crianças, mais de 30 mil pessoas desempregadas em Caxias do Sul. Indecente é ver esta administração não fazer um motivo, nenhuma ação para desenvolvimento econômico na cidade. E essas 30 mil pessoas desempregadas e os filhos minguando por isso. Isso sim é indecente. Indecente, vereador Renato Nunes, é vocês acabarem com inúmeros projetos sociais e deixarem as crianças na rua sendo cuidadas por avós. Indecente é acabar com projetos esportivos de fazer isso. Nós acabamos com o Fiesporte. Botar isso como uma coisa positiva. Isso sim é indecente, vereador Renato Nunes. Isso sim é indecente. O senhor deveria gastar... Gostaria de fazer uma exposição, vereador Renato, dos seus projetos ali na frente. Eu tiraria essa agora, mas como o senhor não tem projeto, não apresentou um projeto, eu não tenho como fazer exposição. Aliás, o vereador Renato Nunes poderia ocupar o seu tempo aqui... Utilize as suas redes sociais como o senhor quiser, mas aqui na tribuna o senhor poderia ocupar o seu tempo dizendo como é que vocês vão fazer, mas atender as pessoas. Como é que vocês vão atender as pessoas que estão fora de escola. Como é que vocês vão fazer para ter mais segurança. Como é que vocês vão fazer, trazer alternativas. O senhor poderia várias vezes... O senhor teve essa oportunidade. O senhor não faz. O senhor faz uma cortina de fumaça aqui para que a gente pare, a gente fique debatendo a exposição. Desculpa, olha quem nos assiste pela TV, nobres vereadores, eu tenho mantido controle na presidência da Casa até agora. Eu também não vou mais tolerar, que o vereador Renato Nunes venha aqui desconsidere a Casa, desconsidere os nossos servidores de relações-públicas, desconsidere os nossos servidores para fazer uma ilação de que só ele defende a família. Só ele é o precursor da moral e dos bons costumes. Então, senhora, aplauda ele. Pode me vaiar. Eu não preciso do seu aplauso. Não preciso de aplausos assim. E aqui enquanto eu for presidente desta Casa, a democracia está garantida. Quem quiser expor aqui vai expor. Não sou eu que vou ser sensor, não sou eu que sou do Dops. Não defendi regime militar e vai ser assim. Respeito, respeito, aos profissionais, aos servidores desta Casa e foram eles que agendaram. Eles que controlam as crianças. Eles que levam as crianças a visitar o legislativo. São eles que fazem tudo aqui para que as crianças sejam bem atendidas, que não haja nenhum tipo de pudor. Parece do jeito que falaram, que as crianças vieram aqui, as RPs levaram eles, vai ali olhar o quadro. Vai ali olhar o quadro. Vai ali olhar o quadro aquele com o pinto de fora. Meu Deus do céu! Como se isso fosse uma grande... Nossa Senhora... Eu nem falo da imprensa, vereadora Denise Pessôa, porque eu respeito a imprensa.  Eu respeito a imprensa. A imprensa é livre para se manifestar e fazer as ilações e fazer a condução que quiser. Não vou criticar a imprensa, mas gente, sinceramente, com tudo que a nossa cidade está precisando melhorar, com tudo que a nossa cidade precisa andar para a frente, com  tudo que a gente precisa resolver, eu só espero... Vereador Renato, eu só espero que a próxima vez que o senhor ocupar a tribuna aqui, que o senhor venha trazer alternativas, nos dê luz a respeito de vários problemas do município que não são trazidos por ninguém. Não são trazidos por ninguém. E para encerrar, presidente, o vereador Renato Nunes ouvi o senhor trazer uma alternativa. O senhor só traz o plano de governo do Alceu. É só o que eu vejo. É só o plano de governo do Alceu. Nós temos que recorrer as questões simples aqui a gente precisa recorrer ao vereador Chico Guerra que sempre nos atende, mas a gente não vê ninguém do governo trazer alternativas. A gente está sempre trazendo situações aqui. A Câmara tem sido parceira, parceira, institucional, do prefeito. A gente tem conversado com o prefeito. Esses dias eu mesmo procurei ele. O que o senhor precisa nessa reta final? Quais são os projetos que o senhor gostaria que fossem votados? A gente pode acelerar ou não. A gente pode colocar na pauta. O debate é livre, mas a gente tem se colocado à disposição, mas não posso mais, sinceramente, não posso mais ouvir calado, não vou mais ouvir calado, mesmo presidente da Casa, porque é uma prerrogativa que eu tenho, ocupar a tribuna e falar, isso é da democracia. Também como eu ouço, como já ouvi, desaforos aqui do vereador Renato, desrespeitando a presidência da Casa, não a mim. A presidência o ano que vem vai ser o vereador Cassina ou outro e nós precisamos respeitar também a opinião dos outros presidentes. Então quero dizer que eu não serei sensor. Eu também sou um defensor da família. Eu penso a família constituída  da forma que quiser e aqui é um espaço livre, um espaço democrático. Não vou ser eu que vou impedir. Qualquer vereador que fizer qualquer pedido sobre qualquer exposição terá de mim a minha estrutura e o meu aval, porque eu não vou fazer hipocrisia com religião. Esse assunto ali fora é um assunto ideológico. Virou um assunto ideológico. A igreja entrou aqui na política e a política está se metendo na família. Nós precisamos é fazer coisas para a cidade. Os outros debates de família a gente discute nas nossas constituições, na nossa igreja, no nosso condomínio, no nosso grupo de amigos, enfim, mas vamos ser mais proativos e a gente merece respostas aqui a respeito da condução desta cidade. Não é cortina... Não vamos fazer cortina de fumaça de coisas que a gente precisa resolver imediatamente. Não vamos fazer cortina de fumaça com uma exposição. Era isso, senhor presidente. Obrigado. (Palmas)
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Bom dia, presidente. Bom dia, vereadoras, vereadores, quem está nos assistindo. Esse assunto é tão polêmico que faz, desde a legislatura passada, que tem gente que quer que a gente se pronuncie se é contra ou a favor de alguma coisa. Sempre fiquei quieto. Questão de gênero, questão de um monte de coisas. Então vamos também colocar a minha posição também, porque eu represento uma parcela da sociedade, sou cobrado e tenho esse direito. Não vou admitir aqui que ninguém aponte o dedo para mim. É opinião minha. Não vou admitir que ninguém venha gritar comigo, apontar o dedo, apontar o dedo na minha opinião. Agora a questão, eu não posso responder por igreja, por praça, por rua. Eu respondo por aqui, onde eu fui eleito e represento uma parcela da sociedade. E a minha opinião todo mundo vai ficar sabendo. Todo mundo sabe pelos bastidores. Publicamente, na imprensa, hoje de manhã, tive que dar explicação. Porque eu não sou apreciador de arte. É bonito. Eu fui lá depois. Enquanto estava na sessão, ontem, comecei a receber no WhatsApp, é normal o vereador receber no WhatsApp, a questão dessa exposição. Me direcionei até ali. Não vou dizer que fiquei apavorado, abismado ou não. Tenho 55 anos. Mas achei impróprio o local onde está essa exposição. E pronto! É esse o assunto, é esse assunto. É um local impróprio. Pague quem autorizou ou quem não autorizou. O presidente tem a liberdade, é democrático, mas aguente as críticas. É só isso. Pelo amor de Deus! Aguente as críticas. Se não aguentam as críticas são intolerantes também. São intolerantes. Nós temos que aguentar as críticas. Eu aguento críticas, eu escuto a crítica, ela me constrói também. Ela me muda também. Ela me torna mais perfeito, um pouco mais. Eu discuto com os vereadores, respeito a posição de todo mundo. Mas eu também sou pai de família, como a maioria aqui também é. E cada um tem a sua opinião. Vamos nos respeitar. Não queiram provocar que todo mundo fique dizendo se ele é contra ou a favor. Bom, provocaram e estão ouvindo. Estão ouvindo. Cada um faz o que quer da sua vida. Nós, aqui, o espaço público ontem não foi agendado. Mas precisa agendar para vir à Câmara de Vereadores? Precisa agendar? Aqui não é a Casa do povo? Aqui é a Casa do povo. Ontem tinham crianças, tudo bem. Tinham crianças. Não foi permitido vir ali. Mas elas ficaram curiosas. Chegaram em casa e contaram: “Pai, tinham pessoas lá peladas. Não nos deixaram ver”. Aí os pais vêm cobrar de quem? Do vereador. “Vereador, como vocês permitem isso aí?” Eu respondo pela atitude dos colegas e os colegas respondem pelas minhas atitudes também. É isso. É isso, pessoal. Nós somos um grupo que, quando um faz alguma coisa errada, vota errado, se pronuncia, é falado “a Câmara”. Um projeto, quando ele aprovado ou não aprovado, passa como se fosse de todos. Acho que também temos que começar a colocar quem votou contra, quem votou a favor de cada projeto. Vamos dar nome aos bois, então, para não pagar. “Ah, o projeto eu votei contra, mas foi aprovado. Todo mundo está elogiando, eu fico quietinho. Bom, eu também faço parte e ganhei junto.” Então vamos parar com esse... Vamos cada um assumir o que pensa, mas vamos parar de nos provocar para que esse discurso venha aqui para dentro, para que nós não levemos ódio para a nossa sociedade. Somos cobrados na rua, mas vamos cobrar por aquilo que nós temos feito. A educação sexual e religiosa é dentro de casa, é dentro de casa. Depois o mundo também ensina, se os pais não têm capacidade. Eu tenho duas filhas de maior. Se eu não fui capaz de ensinar para elas, o mundo ensina, e depois vou ver as consequências. Então vamos ser responsáveis, vamos ser responsáveis por aquilo. Então está aqui a minha opinião e vou ficar emitindo. Não admito, não discuto a respeito. Posso falar com qualquer pessoa sobre esse tipo de assunto, mas me agredir verbalmente, a pessoa também é intolerante. A amizade se rompe ali também, porque não respeita o que eu penso. Não sei quem pediu aparte primeiro. Vereadora Paula.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Vereador Kiko, respeitando a sua opinião, mas eu quero cumprimentar o vereador Alberto pelos esclarecimentos. Porque a forma como está repercutindo é como se estivesse uma exposição aberta às crianças. E não é isso que está acontecendo. Então é muito importante que a gente dê a dimensão adequada para as coisas. Além disso, eu espero que, com toda essa repercussão, que o artista seja conhecido e possa... Que o seu trabalho, que a sua arte ganhe espaço. E eu quero dizer para todos que eu sonho com uma comunidade e com um país que tivesse essa repercussão a moção que nós aprovamos ontem aqui: veta Temer, aos aumentos do STF. Sobre isso, que é o verdadeiro problema que nós enfrentamos nesse país, não tem essa repercussão. Tem uma repercussão em coisas cheias de mal-entendidos. E a gente tem que evoluir, como sociedade, nesse aspecto de não respeito a diferenças. Eu sou – digo a todos os vereadores – tenho uma completa consciência de quem cuida muito da família. E acho que a gente tem que se respeitar e a gente tem que, principalmente, antes de criar uma grande polêmica, entender o que está acontecendo, não julgar. Eu ouvi aqui: “A Câmara está sendo mal vista.” Como assim? Nós fizemos exposições maravilhosas ao longo de todo o ano sobre os mais diversos temas. Então sonho com um país que dê essa repercussão para temas que, de fato, importam na vida do cidadão brasileiro. Obrigada pelo aparte, vereador Kiko.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Vereadora, só que nós somos culpados por aquilo que falamos e aquilo que a gente também acompanha. Então nós temos que dar a nossa resposta, não é, vereadora.  E outra coisa, eu não estou falando do artista, da obra, tudo; não sou apreciador, não sou apreciador de obra nenhuma, mas é o tipo da obra e o local. Vereador acho que Renato. Depois tem o vereador Adiló, se o senhor puder ser... Porque o senhor teve o seu tempo.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Tá, bem rapidinho. Quatro coisas, bem rapidinho, vereador. Primeiro, parabenizá-lo pelo senhor ter o seu posicionamento. Segundo, eu falei que o local aberto ao público, de fácil acesso às crianças é que não é adequado. Outra coisa, eu não falei, vereador Alberto Meneguzzi, em momento algum que só este vereador defende a família. Mesmo porque, como o senhor mesmo disse, existem vários tipos de família. E eu, como vereador, eu estou aqui para trabalhar para todos. Eu não falei isso aí. Outra coisa: o objetivo que era do... que tinha o artista, vereador Kiko, eu acho que foi alcançado, e eu vou ajudar a alcançar mais ainda, porque eu vou divulgar mais ainda, já que ele precisa de ajuda, precisa fazer esse tipo de arte para ser reconhecido, porque talvez se fizesse outro tipo de arte, não seria conhecido, então eu vou ajudar, vou divulgar mais ainda. E não é colocar censura, senhor presidente, não é colocar censura. Se fosse feito, nós temos tantos espaços aqui na Casa, se fosse feito lá no Plenarinho, enfim, algum local, não tem problema nenhum. Coloca-se uma placa ali, porque nós estamos numa Casa Legislativa, vereador Kiko, e a gente não está aqui apenas para apresentar projetos, mas para fazer cumprir a lei, para fiscalizar se a lei está sendo cumprida ou não. E onde está esse cuidado com as nossas crianças, com os nossos adolescentes? O ECA não vale nada, a recomendação toda, a cartilha do governo federal não vale nada, da Justiça Federal. Então só lamento. Mas a gente entende o nervosismo do vereador-presidente Alberto Meneguzzi, que está levando pau na internet, que nem tem explicação. Mas era isso. Muito obrigada.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Acho que o vereador Adiló pediu primeiro, vereadora Denise.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado pelo aparte, vereador Kiko. Nós temos um posicionamento muito parecido com o seu. Acho que o ato falho foi no local aberto, local livre. Quanto ao resto, eu não vou entrar no mérito, não vou discutir. Então a minha posição é o local de livre acesso, aqui uma casa pública, e ontem nós tínhamos visitas de crianças de 4º ano. Com agenda ou sem agenda, elas têm que ter liberdade de circular na Casa. Então esse é o nosso posicionamento. E quanto ao local é que está, no nosso entendimento, inadequado. Obrigado pelo aparte.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Obrigado, vereador. É isso aí. Falei bastante coisa, mas foi  justamente nessa direção. Vereadora Denise, por favor.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Vereador Kiko, também eu respeito a opinião dos colegas, mas só eu quero chamar atenção aqui, o vereador Renato disse que deveria colocar a idade mínima. Eué preciso dizer para o senhor que, na verdade, a recomendação da Justiça, do ECA é de que arte é de responsabilidade do pai garantir o acesso à arte e autorizar ou não. Então é o pai que vai dizer se quer ou não. Inclusive no Masp teve, há pouco tempo, uma proibição para menores de 18 anos numa exposição. E o que aconteceu? Alguém esteve lá com um filho de 16 anos e queria que o filho assistisse, olhasse. E aí é garantido por lei que ele, o pai é responsável. Moral da história: no outro dia, o MASP foi obrigado a retirar porque o Judiciário mandou retirar. Então não tem como censurar por idade. Os pais são responsáveis. Querem trazer os filhos aqui podem trazer. Crianças com cinco, com quatro, com 10, os pais são responsáveis. É isso.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Vereadora, quanto a isso aí tem vários lugares onde têm shows que também tem que ter o de maior junto. A questão é essa que foi falada, é o local inadequado e aguentem agora.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores, também quero dar a minha posição como cidadão caxiense, o meu entendimento, podemos assim dizer, e escutando alguns colegas também, como também recebi críticas de alguns conhecidos meus também sobre essa questão, no meu celular. Então aqui é isso que foi falado, é sobre o espaço, é sobre o espaço que não dá para esconder, senhor presidente, ou tapar o sol com a peneira. É sobre o espaço que está sendo exposta essa coisa erótica, de cunho sexual. Este vereador aqui também não concorda, não aceita expor crianças a coisas... Que seja exposto, como já falei, a coisas eróticas e de cunho sexual. Não somos contra a arte, vereadora Denise, não somos, de forma alguma, cada um se manifesta como quiser, se expressa como quiser. Agora, volto a dizer, expor crianças, menores, muitas vezes, aqui ver uma situação dessas é inaceitável, não dá para... É a minha opinião e a gente respeita, que nem já foi falado aqui, todos os colegas, o presidente da Casa e os colegas vereadores e toda a equipe. E vejo que o prefeito até fez certo, o prefeito fez certo porque é uma atitude de coragem, tem que dizer. Não podemos tapar o sol com a peneira, não precisa dizer: Ah, fez errado. Como é que você vai dizer que o prefeito fez errado? Fez certo sim porque aqui é um local aberto ao público, muitas crianças vem aqui, os pais vem acompanhados pelas crianças e aí? Os pais vem cobrar... Isso aí eu fico chateado... Eu se tivesse uma criança como é que vou passar ali? A criança vai parar e olhar, vereador Uez. O que é isso? Não. Então não dá para aceitar essa parte aí, minha posição e a gente respeita a todos. Aqui, que nem já falou o presidente, está a equipe, os organizadores, todos que fazem parte da Câmara, do movimento. Então as nossas crianças muitas vezes nem se quer conseguimos ensinar, os nossos professores não conseguem, muitas vezes, por falta de estrutura ensinar a ler e escrever direito. Agora, expor crianças a essa situação a gente não aceita. As crianças deveriam de estar, sim... Tinha que vir aqui e estar aprendendo na aula português, matemática, química, geografia, isso sim. E se tivesse uma aula de esporte, desse modelo aí sim a gente concordaria. E volto a dizer que a gente nem consegue ensinar direito as nossas crianças a ler e escrever direito. Então o que ocorreu aqui, senhor presidente? Eu acho que ocorreu sim um equívoco por parte da presidência, das meninas. Acho que tem que reconhecer isso e ninguém... Nós somos seres humanos. Eu posso errar, você pode errar, todo mundo pode errar. Então daqui a pouco tem que reconhecer isso e daqui a pouco aqui nesse lugar foi um erro, sim. O que eu digo nesse momento, nobres colegas? É só pedir a retirada, que retire isso aí rápido, com urgência hoje, pronto. Já matou nas redes sociais, o pessoal vai parabenizar, nobres colegas, a nossa atitude. Não, foi retirado, não está sendo mais colocado lá. Está sendo colocado em outro lugar, sei lá eu. Então que se retire. É só chegar ali e que retirem do lugar, vereador Felipe Gremelmaier, que se retire e pronto. A imprensa fica divulgando, as professoras, quem nos assiste pela TV Câmara.
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Um aparte, vereador?
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): De imediato, vereador.
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Obrigado, vereador. Eu, na verdade, em momento nenhum me pronunciei para não dar eco, se evita dar eco de um problema. Aí, se tu não dá eco, o problema morre cedo. Por isso que todos os conflitos, os problemas, quanto menos se fala dele, eles desaparecem mais rápido. Às vezes, se tu ficas alimentando, comentando, ele fica, fica, fica. É que nem aquela história lá, deixa o barro secar e depois passa por cima dele. Aguarda, dá um tempinho. Mas quanto a essa exposição, eu quero não acreditar, eu quero não acreditar que essa exposição, uma vez sendo autorizada pelo Partido dos Trabalhadores, que veio pelo PT, que foi solicitado por eles, veio por aí, chegou nesta Casa pelo partido,e aí foi levado para a Casa, eu quero não acreditar que foi em represália ao projeto de lei que eu trouxe aqui sobre ideologia de gênero. E aí foi muita coincidência, porque essa exposição já é de um bom tempo, ela já é antiga. Faz tempo que ela está na cidade, que ela foi exposta em vários lugares. E coincidência ou não, depois do meu projeto de ideologia de gênero é que trouxeram, logo pelo Partido dos Trabalhadores.Então eu quero não acreditar numa represália dessas. Eu quero não acreditar. Não estou afirmando nada, mas eu quero não acreditar, porque essa é a minha opinião. Então eu só espero isso aí, vereador, que não tenha acontecido isso aí. Se não foi, ótimo! Perfeito! Estão no direito deles, só que é muita coincidência aí. Só por esse detalhe então. Obrigado, vereador .
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Chico. Pela ordem, vereador Felipe, vereadora Denise.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Vereador, obrigado pelo aparte. Só para responder ao vereador Chico Guerra. Primeiro, a exposição não é do PT. Segundo, o agendamento foi realizado em abril, logo depois que o seu irmão censurou a exposição do artista Rafael Dambros. É isso. Está ok? Então tá bom. É só isso aí. E o mundo não circula em torno do senhor, até porque seria muito medíocre.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Bandeira, eu concordo muito com o que a vereadora Paula falou, porque eu não acordei em Caxias, vereador Meneguzzi. Sumiram todos os problemas, e a grande crise da cidade é uma exposição. Tudo o que está acontecendo na cidade não está acontecendo mais nada. Senhor presidente, eu gostaria de ter assegurada a palavra.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): O vereador Felipe Gremelmaier está em aparte cedido pelo vereador Arlindo Bandeira. Está assegurada a palavra, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Muito obrigado, vereador Meneguzzi. E se nós formos falar em retaliação, vereadora Denise, nós ontem votamos o projeto da Orquestra de Acordeon, que eram R$ 200.000,00 destinados e censura... Senhor presidente.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Por gentileza, por gentileza, vereador Rafael, plateia, por gentileza... O tempo está assegurado. O vereador Felipe está em aparte concedido pelo vereador Bandeira. A palavra está com o vereador Bandeira. Por gentileza, plateia, vereadores, a palavra está com o vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Obrigado, senhor presidente. Ontem, nós votamos aqui o projeto de Orquestra de Acordeon, que seria em torno de R$ 200.000,00. Censura é lançar um edital do Financiarte para beneficiar toda a cultura de Caxias do Sul com 150 mil. Isso é censura. Isso é proibir que todos os artistas possam participar da cultura de Caxias do Sul. Saiu de 2 milhões para 500 mil e agora para 150 mil este ano. Isso é censura. Isso é grave. Isso é sério. Isso é tirar das pessoas que trabalham, que se dedicam à cultura de Caxias do Sul e não têm mais oportunidades de sequer apresentar projeto. Com 150 mil, vereador Meneguzzi, eu não sei se aprovam três projetos, não sei se aprovam três projetos. Mais exposições, mais lançamento de livros, mais situações virão aqui para a Casa, porque a Casa está aberta para receber sem fazer qualquer tipo de julgamento. Então, censura é lançar um edital do Financiarte  só com R$150 mil.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Felipe.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Pequeno aparte, vereador Bandeira? Só parabenizando V. Exa. pelo seu posicionamento. A vereadora Denise ela tem um hábito, um costume, todo mundo que contraria ela para ela é ridículo. Não presta. Quer dizer, ela diz que luta por uma democracia, pelo direito de expressão, mas ela não ouve, ela se retira do plenário quando as pessoas falam ou então ela fica falando fora do microfone. Não tem respeito. Se coloque no seu e aprenda a ouvir, aprenda a ouvir. E se alguém, vereador Bandeira, está jogando cortina de fumaça, quem jogou cortina fumaça não foi o prefeito. Quem solicitou foi a vereadora Denise com autorização do Alberto Meneguzzi. Então quem está jogando cortina de fumaça e se preocupando com esse tipo de arte, ao invés de se preocupar com a educação, com a saúde, com a segurança está sendo alguns nobres colegas desta Casa.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigada, vereador. Senhor presidente, para concluir. Então nós tem que deixar bem claro, nós não somos contra a arte. Cada um entenda como quiser. Agora o espaço, que é que nem foi falado aqui, o espaço, o problema do nosso espaço aqui é que não compete, expor coisas eróticas e de cunho sexual, então isso aí praticamente este vereador não aceita. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT):  Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Em 2014 a  Câmara de Vereadores homenageou com o título de Cidadão Caxiense, ao qual eu fui o autor da homenagem, tenho muito orgulho, de ter homenageado um grande jornalista, um amigo, colunista e visionário de Caxias do Sul, autor de um livro O Menino do Burgo, a qual surgiu a leitura por todos os vereadores e a comunidade caxiense que ali retrata como é Caxias do Sul, o antes,  o durante e o futuro. Talvez o Burgo está mais piorado do que quando foi retratado no livro, Ciro Fabres. Quem tiver oportunidade de ler na página 6, da Música, do jornal Pioneiro, da crônica de hoje, a qual eu faço a leitura para todo mundo acompanhar, que eu acho que resume o que Caxias do Sul está passando neste momento.
 
O lugar da Parada Livre
 
Definitivamente, não é um bom momento. Caxias do Sul tem adquirido um projeção nacional que não se recomenda. De alguma forma, chega a sugerir algum grau de parentesco distante com aquelas cidades fictícias de novela, onde acontecem coisas surpreendentes. Exagero? Pois bem.  
 
Só peço, presidente, só.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Tempo garantido, vereador. Só pediria, por favor, ao plenário, a plateia, que silenciasse para que o vereador possa se manifestar.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT):
 
Por aqui começaram a aparecer pescadores na fraude chamada de seguro defeso, aquele seguro para pescadores em épocas em que a pesca é proibida para a procriação dos peixes. Pescadores em Caxias do Sul não é criativo? A fraude mais recente foi essa mostrada domingo agora, no Fantástico, do auxílio-reclusão que exige de seus autores ir atrás de reunir protagonistas e documentar relações entre pessoas comuns e presidiários, ou então pessoas comuns tornadas presidiárias e casadas  com quem não conhece. Um enredo de novela. Deve dar um bom trabalho. Pois é, para não perder o fio da meada, essa tem sido a projeção nacional de Caxias do Sul. Constrangedor. E tem o Juventude. A projeção é para baixo, uma projeção nacional às avessas. Não satisfeitos com o rebaixamento, o Juventude ainda fincou raízes na vice laterna da Série B, isto é, na penúltima colocação. Dali não sai para o Brasil ver. Reuniram-se em uma só campanha a falta de planejamento, de investimento, de qualidade, de apoio da comunidade. Neste último caso sem parcerias ou patrocínio de peso. Além de constrangedor é incompreensível a um atestado nada inteligente de diferença a forma do esporte. E tem a cereja do bolo retomando algo próximo de uma cidade caricata em descompasso com o mais contemporâneo universal: a não-autorização pela prefeitura para a Parada Livre realizar-se na Praça Dante Alighieri. É inacreditável. E inconcebível. A sugestão dada aos organizadores de fazer a programação...
 
Presidente, eu peço, assim, se o senhor puder parar... porque eu respeitei a fala de todo mundo aqui na Câmara, daí os que falaram se retiraram e estão ali gritando fora do Plenário.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Por gentileza, a palavra está garantida. Eu só peço então que feche a porta aqui do hall ao lado. Obrigado, vereador Felipe. Seu tempo garantindo, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT):
 
A sugestão dada aos organizadores de fazer a programação em um ambiente fechado, é quase um deboche.
Paradas livres são realizadas há décadas, programações incorporadas com tranquilidade à vida de cidades importantes. É manifestação saudável de parte da comunidade, assim como outras partes se manifestam, como se viu agora no domingo com a Marcha para Jesus, quando não houve restrição alguma. Assim deve ser. Manifestação que só precisa de comunicação a uma administração municipal para harmonizá-la com o ritmo da cidade. Sendo em um domingo, não há maiores dificuldades. Pois em Caxias há esse retrocesso gritante, a indicar uma dificuldade surpreendente e desatualizada de convivência com a pluralidade, com risco de expor outra vez a cidade. É tão exorbitante a desautorização à Parada livre, e ainda pior, sem explicações, que surpreende a falta de barulho, de manifestações e de iniciativas de entidades e órgãos, entre eles a Câmara de Vereadores e o Ministério Público, para orientar o rumo dos acontecimentos.
É o que temos, essa Caxias tipo exportação. Definitivamente, não é um bom momento.
 
(Jornal Pioneiro, 21/11/2018)
 
Jornalista do jornal Pioneiro e Cidadão Caxiense de Caxias do Sul. Essa manifestação de Ciro Fabres, quem lê nas entrelinhas pode perceber que Caxias do Sul é uma cidade que está sendo exposta ao ridículo em nível nacional. Uma cidade que foi referência ao empreendedorismo, hoje, é o esporte que não tem mais exposição, é a cultura, é a diversidade, é a censura. Vereadora Denise, vereador Alberto, o senhor que foi e continua sendo um jornalista, radialista, eu não censuro nada de imprensa. Eu fui e sou criticado por diversas vezes pela colunista do Mirante, a Rosilene Pozza; já fui pela Rádio Caxias, aqui está o Fernando, representado; pelo Leouve inclusive. Presidente, o que eles fizeram, e o senhor aqui... é liberdade de imprensa. Eles noticiaram um fato. Agora, nós temos um prefeito que é faísca atrasada, que quase uma semana depois que foi exposta aqui na Câmara de Vereadores uma exposição, agora eu vou e deu uma repercussão nas redes sociais, tanto na imprensa escrita, tanto na imprensa falada, uma semana depois, o prefeito: “Agora eu vou agir.” Ele é um faísca atrasada. Ele joga para a população e vê o que vai... Deixa a população se digladiar para ver o que vai acontecer. Vereador Renato Nunes, eu quero dizer uma coisa para o senhor e para toda população de Caxias: o mesmo Leouve que fez essa exposição, e aqui eu quero dar os parabéns para eles, porque eles fizeram uma notícia, eles provocaram um assunto, eles não foram culpados disso. E aqui a gente não tem que arranjar desculpas e culpados, o Leouve, 15 dias antes da eleição, noticiaram um fato que aconteceu de uma desavença que eu tive com um vizinho, a qual teve o episódio do tijolo. Teve mais de 700 mil visualizações. Eu fiz 1.838 votos na minha primeira votação. Quinze dias antes da eleição, e eu nem fiz campanha nos últimos dias. Sabem quantos votos eu fiz? 3.538, eu dobrei minha votação, eu não precisei de patrão, não precisei de boquinha para estar aqui dentro da Câmara de Vereadores e não precisei, vereador Renato Nunes, ludibriar a população, como o senhor mesmo cobrou indenização por danos morais da Igreja Universal, pedindo R$ 100 mil reais de danos morais, que o senhor pediu, dizendo que iludia a população, que cobrava dinheiro, que iludia fazendo sessão de descarrego. Isso está tudo no processo do senhor. Eu não precisei, vereador, usar de igreja, ludibriando a fé da população para estar aqui dentro. Isso, sim, vereador, é sensacionalismo. Isso, sim, é falta de caratismo. E eu jamais vou me usar desse espaço, vereador, eu não uso de religião. Eu vou, sim, em centro de Umbanda, eu vou à Igreja, eu vou em tudo, sabe por quê? Porque eu respeito a diversidade. Agora em charlatão, realmente, vocês nunca vão me ver botar o pé. Em religião que suga tudo que a população tem, tira o pão, o leite da população para construir mansões, para se utilizar de concessões públicas de canal televisivo, isso vocês nunca vão me ver botar o pé para pedir voto. Sabe o que é pior, colegas vereadores? Em 2014, vereador Chico Guerra, que o senhor falou, brigou com a vereadora Denise e saiu do plenário, em 2013, nós votamos o projeto do Plano Municipal de Educação, o senhor, vereador Renato Nunes e o teu irmão, vereador Chico Guerra, votaram a favor do Plano Municipal de Educação que falava sobre a questão de identidade de gênero, de respeito à diversidade de gênero. O senhor votou a favor, vereador Renato Nunes. Você votou a favor. Volta nos Anais da Câmara. Em 2016 teve a discussão do mesmo projeto. Como em Caxias do Sul estava tendo toda uma manifestação nacional e tal sobre a questão da ideologia de gênero, tal e qual foi aprovado em 2013 ali para ser vigorado a partir de 2014 como o teve toda uma repercussão e era ano eleitoral, vamos por esse caminho. Então voltaram o quê? Contrário. Eu quero mais é que o PT acabe. Não gosto do PT. Isso eu deixo aqui registrado na tribuna. Não gosto do PT. Tenho as minhas divergências. Comugo com algumas coisas. Agora, sabe o que mais me impressiona, vereador Renato Nunes? O PT, o PT eles mantêm ideologia. A vereadora Denise desde que veio aqui nesta tribuna, a primeira vez que estou aqui nesta Câmara, ela mantém a índole dela, uma coerência. O pior é o senhor e o vereador Chico Guerra... O Chico Guerra também mantém a postura dele desde o primeiro dia que ele está aqui na Câmara, mas o irmão dele, o Daniel Guerra, que mudam de postura conforme o momento para se promover, conveniência. Isso é a pior falta de caráter. Não é a falta de caráter do PT, da vereadora Denise, porque aqui ela mantem a coerência dela, o que ela prega, desde o primeiro que eu estou aqui. Então, tem que dar os parabéns para ela, porque ela é coerente. O pior é o senhor que se utilizou de religião, iludiu a população, botou na justiça pedindo indenização de danos morais, perdeu e quer aqui pregar uma moral para nós, vereadores. Vereador presidente, eu quero lhe parabenizar, vereador, porque Caxias do Sul este ano mais de 400 crianças foram vítimas de estupro e de violência. A exploração sexual em Caxias do Sul. E os conselheiros tutelares estão implorando, por favor, prefeito. Como prefeito ele defendia que quando ele era vereador aqui na  Câmara de Vereadores, Daniel Guerra, para a criação de mais conselheiros tutelares e hoje os conselheiros tutelares estão sendo despachantes de luxo para tentar conseguir uma vaga. Caxias do Sul tem mais de sete mil crianças aguardando vagas na educação infantil. Nós temos, vereador-presidente,  dez conselheiros tutelares como uma cidade como Caxias do Sul. Precisaria, no mínimo,  20 mil. Então nós precisamos trazer este debate à Câmara de Vereadores. Para três UBS que crianças poderiam estar utilizando nas periferias, no São Vicente, no Reolon e no Cristo Redentor e essas crianças estão sendo privadas do acesso à saúde, porque as UBS estão há mais de 20 meses prontas e fechadas. Olha, eu tenho nojo de pessoas que querem se dar de moralistas, esses falsos moralistas hipócritas. Essas pessoas que mantém a coerência eu dou os parabéns e dou os parabéns à empresa por divulgar. Agora para um faísca atrasado como o prefeito, esse eu dou o meu repúdio, obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
SR. VELOCINO UEZ (PDT): Senhor presidente, colegas vereadores, vereadoras. Como o espaço é pequeno nem vou entrar nesses méritos daquilo que eu vi aqui hoje aqui de manhã. Entra nos méritos de sim, vereadora Paula, daquilo que a gente vê e convive e chega ao nosso gabinete. A semana passada estive numa agenda junto à Vigilância ambiental do nosso município e o que eu percebi lá?  Fomos muito bem atendidos. A fala deles era uma fala não olhando para a cara, mas olhando para baixo. Por quê? Eles gostariam de falar muito mais, eu vi isso nos olhos deles. Eu já falei aqui, senhor presidente, que eu acompanhei esse projeto de combate ao borrachudo desde o início do governo Mansueto. Eu conheço, ali eu domino, vereadora Paula, muito bem. O município não se atém, enfim, está dando a sua colaboração, dando ali o BTI, o larbicida para que se usa, porque pode ser banal o que eu levo aqui. Quem frequenta pouco o inferior, mas os agentes estão desassistidos. A senhora ouviu muito bem um carro só para atender a todas as regiões. O trabalho é feito pingado, um pouco aqui, um pouco ali. A licitação, enfim, dos carros que tinha, enfim, ali atrás, mais de um ano venceu e nada foi feito. Até parece que o interior não existe mais agora, vereador Thomé. Agora daqui a dois anos ele passa a existir de novo. Na véspera da eleição, vamos melhorar, vamos combater, de novo. Eu só escuto isso de todos os governos. E semana que vem, junto da reunião que vamos ter na segunda-feira, na comunidade de São João da 4ª Légua, que eu solicitei, enfim, para que a gente consiga colocar em prática, se o Poder Público não tem braços, aquele projeto, enfim, a semana de conscientização do combate ao borrachudo. O vereador Adiló sempre fala muito bem, a epidemia, quando ela vem, ela entra também nas portas adentro, até onde tem senha. E não está se dando muita bola para isso. Não está se dando bola para isso. O interior está desassistido, os agentes estão desassistidos. Precisaria pelo menos mais dez. Então, à vereadora Paula estava colocando, enfim, a oportunidade que se coloque em prática pedir ajuda para a população para que isso seja feito de uma maneira correta. Não dá para culpar os agentes. Com a estrutura que eles têm estão fazendo um milagre, vereadora Paula. Só que eles estão indo um pouco num lugar, um pouco no outro, um pouco no outro. A senhora ali talvez está me olhando e diz: “Eu conheço isso”. Se o trabalho não é feito corretamente, o dinheiro público está indo para o ralo. E não é alcançado o objetivo, que é lá no interior. Semana que vem eu vou trazer fotos que a vereadora Paula tem, e o vereador Bandeira, da região de Santa Lúcia. Vergonhoso. Vão para o interior para ver como é que está. Então, nas falas aqui, hoje de manhã, parece uma coisa simples; mas, ali na frente, o vereador Adiló sempre falou, pode ter consequências. Muitos ardentes, e as pessoas podendo não ter volta, muitas vezes, vir até a morte. Seu aparte, vereadora Paula.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Rapidamente para contribuir. Porque eu fui conhecer como era o trabalho junto com o vereador, pelas demandas que chegaram e como Comissão da Saúde. Então, para ti poder fazer o combate à dengue, ao borrachudo, tu tem se fazer ações paralelas e simultâneas o tempo todo. Colocar material; tem que ter as ações de prevenção, de não deixar o mato crescer e os córregos parados, assim como a aplicação do herbicida, do material. Então tu tens que fazer paralelo para que o mosquito não cresça. Pela falta de estrutura, que ao invés de oito carros tem um, eles fazem num lugar, depois no outro, depois no outro. E aí os mosquitos se multiplicam. Então nós estamos gastando herbicida e não tendo o resultado que a gente precisa. E nós temos fotos bem comprometedoras de pés, de membros do pessoal que trabalha no campo edemaciados de tanta mordida de mosquito. Imagina, assim, se nós tivermos uma epidemia de dengue. É muito mais caro do que nós mantermos atualizada a estrutura necessária de automóveis para as equipes trabalharem. Então eles têm ficado dentro dos gabinetes, dentro das salas, porque eles não têm estrutura.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado, vereadora Paula. Vou me ater. Semana que vem vou detalhar mais essa matéria, porque ali eu conheço, participei desde o início. Vou me ater só. Então, às 19h30, na capela São João da 4ª Légua. Estou organizando, estou divulgando. O padre está ajudando na missa, na rádio, para que ali se alcance o objetivo. Se não for feito três aplicações um do lado do outro, a cada 15 dias, de pouco adianta. O dinheiro está indo para o ralo e não se alcança em lugar nenhum. E lá, quem está lá, está sofrendo. Agora logo, logo vem a safra da uva. Se coloquem no lugar dessas pessoas. Parece uma coisa simples, mas, para aquelas pessoas que estão lá produzindo o nosso alimento que vai na mesa, é o mínimo que a gente pode fazer. É o mínimo, vereadora Paula. Estou muito preocupado. A situação dos borrachudos; as estradas muito abandonadas, capoeiras. Praticamente não tem uma estrada em condições. A safra está vindo aí. Mas prometo assim, assunto tenho de sobra para trazer. Era isso para hoje, senhor presidente. Mas, semana que vem vamos debater mais com fotos. E o objetivo que se alcance na reunião de segunda-feira. Por hoje era isso.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu ouvi muitos discursos hoje, aqui, muitas opiniões. Mas eu gostaria de colocar uma questão. Quando se fala em arte, e aqui a vereadora Denise trouxe obras realmente que são ícones, hoje, dentro da arte universal. Se uma pessoa visita, por exemplo, o museu pré-colombiano, em Lima, vai ver obras de três mil anos atrás, dois mil anos atrás, e que essas obras são obras que têm ali expressões sexuais. Se alguém visitar a Pompéia, por exemplo, as escavações lá de Pompéia, verão obras, nas casas, também com essas pinturas. Não estamos falando aqui de três mil anos, dois mil anos atrás. Se nós formos ao museu do Louvre, ao museu da cidade de Atenas nós veremos também expressões artísticas como a vereadora Denise aqui também mostrou, nas ruas de Florença, no próprio museu da academia de arte de Florença, onde está o original do Davi. Então, a expressão artística é uma expressão que não é de hoje. O nu artístico não é de hoje. O nu artístico vem lá das cavernas, lá das pinturas das cavernas. E a arte sempre representou a história da humanidade, aquilo que se pensava e que continua se pensando no ontem, no hoje e talvez no amanhã também. Então, a discussão toda que pairou hoje, aqui, nesta Casa, ela é pertinente no sentido de que a gente crie na sociedade um pensamento crítico, se é bom, se não é bom. Bom, e para isso que serve a arte, para isso que serve a pintura, o teatro. E tudo é positivo. Agora nós não podemos transformar essa exposição e daqui utilizar-se dessa exposição com outro direcionamento, que é uma estratégia política. Isto é, tirar o foco desta Casa para se discutir durante uma hora e meia essa exposição e nós começarmos a abafar problemas reais que nós temos aqui dentro do nosso município e que muito é discutido nesta Casa. Mas eu gostaria de deixar registrado, senhor presidente, que a arte não é apenas neste momento. A arte vem ao longo da história da humanidade. E, lá na Europa, as pessoas pagam para entrar em museus para verem esta arte. Pagam. Eu fiquei, para mostrar a original do Davi na Academia de Arte de Florença, dois anos atrás, três horas na fila, embaixo do sol. Eu já tinha ido lá, mas minha filha faz artes visuais e ela queria ver. Vamos lá. Não basta ser pai. Três horas no sol junto com ela para ver o original. E nós pagamos. Para ver o quê? Uma obra de arte. Então não vou entrar no mérito se mostra ou não mostra aqui questões sexuais. Como aqui também poderia ter uma exposição só de mulheres, por exemplo. Poderia ter aqui também, e que não seria absolutamente nada de depravado, como é do homem também. Então é uma questão só de a gente resgatar essa questão da importância da arte dentro do contexto da história. A Câmara de Vereadores está aqui participando também de um momento da história da arte, como todas aquelas obras e aquelas exposições que o presidente aqui citou. E não só neste ano, não é, presidente? Todos os presidentes que passaram aqui por esta Casa, todos sempre abriram a Casa para qualquer forma. E colocam, através do seu nome, o nome de todos os presidentes que aqui passaram. Então é isso, senhor presidente. Obrigado, senhoras e senhores vereadores.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, só para fazer mais um registro aqui das nossas demandas. Nós estamos protocolando uma indicação pedindo a retirada da sinaleira na frente do Dallas, na frente do número 1.260. É isso, não é? 1.260, na frente do Dallas. É uma sinaleira lá que... Exatamente, uma sinaleira que não serve para nada. Temos colegas vereadores que confirmam isso. Inclusive pessoas que estão aqui no plenário já confirmando isso. Isso é importante escutar, pessoas que vêm aqui e confirmam o problema. Que é um problema isso aí, porque ela não serve praticamente para nada. Inclusive nós temos fotos da área daquela sinaleira, que só atrapalha esse trecho aí. Então é na BR-116, no quilômetro 143. É bem aí. Tem uma sinaleira. E aí, quem quiser, é só ir lá, ficar lá uns 10, 15 minutos para perceber o incômodo dos carreteiros, dos motoristas de ônibus. Muitas vezes fica aqui embaixo engarrafado, assim. Inclusive é meio subida, e fica até ruim para os motoristas e não passa absolutamente nada. Então nós estamos pedindo a troca da sinaleira por uma botoeira para pedestres, para alunos, alguns alunos que passam, algum pedestres que passam uma botoeira que vai passar muito pouco. Durante o dia... Eu quero inclusive acompanhar depois que é colocado essa botoeira, vai passar uma meia dúzia por dia. Então eu vou passar? Aperto lá e vou passar tranquilo, senão ela vai ficar aberta para fluir. Hoje nós precisamos fluir o trânsito. Outra questão, antes de conceder aparte, vereador Neri, fui dar uma volta na Rota do Sol esse final de semana e na volta, domingo, tinha um engarrafamento de uns quatro quilômetros mais ou menos, aquela sinaleira que tem de andar a 40km. Então aqui temos um deputado estadual eleito, que é nosso parceiro, como colega vereador, e com certeza iremos trabalhar nesse assunto, vereador Neri, como deputado e quando você assumir em Porto Alegre, para levar esse assunto para que se faça um estudo. Eu não saberia o que dizer... Que se faça um estudo sobre essa questão. Não é possível, é inadmissível que a gente fique três, quatro quilômetros lá vindo quase na BR, da rodovia do mar para chegar num pardal a 40km/h. Eu achei: Bah, deu acidente gravíssimo, vereador Edson da Rosa. Eu achei: Bah, quatro, cinco caminhões, no mínimo, se envolveram porque um engarrafamento desses está louco. Foi demorado duas horas para chegar até no local para ver o pardal. Tem que ser trocado isso aí, tem que fazer um estudo. Façam um estudo. Não sei, algo tem que ser feito. Então é preciso modificar isso, é preciso com urgência. Vereador Neri.
VEREADOR NERI, O CARTEIRO (SD): Obrigado, vereador Bandeira. Referente ao primeiro assunto que o senhor aborda aqui, a questão da sinaleira no Dallas, acho que em seguida o senhor já traz uma outra alternativa que é muito pertinente, a questão de colocar uma sinaleira de botoeira. O que eu ia sugerir é que na verdade seria importante também escutar de toda comunidade, da associação de bairros, opinião deles porque a gente sabe também que já aconteceu muitos acidentes naquele local, foi uma demanda que a comunidade ali lutou muito. Inclusive já aconteceram óbitos no local. Então o que a gente ia sugerir é que também se escutasse toda a comunidade, AMOB. Mas essa alternativa que o senhor traz de trocar por uma sinaleira de botoeira acho que seria a solução porque aí acrescenta a botoeira, vereador Adiló, que contribui aqui. E essas questões da Rota do Sol a gente, com certeza, estará à disposição e acho que tem muitos trabalhos. São muitos pontos críticos hoje na nossa Rota do Sol que a gente vai ter que ter um olhar especial e para fazer um trabalho junto com vereador e com a Câmara também. Obrigado e pode contar comigo, a partir do ano que vem, na Assembleia.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Neri, pela sua disposição. Tenho certeza disso. Você sabe muito bem também desse grande problema, ficar lá três, quatro quilômetros num engarrafamento... Que coloque um guarda lá, Polícia Federal, Rodoviária, não sei, para pelo menos, não sei, em época de veraneio, em época de final de ano. Algo tem que ser feito porque isso que aconteceu lá é inadmissível, não dá para aceitar. Então irei também entrar em contato com os meus deputados, do nosso partido e os demais que vieram aqui fazer votos, que vamos ter que ficar cobrando, sempre vou cobrar aqui sobre essa questão aí que é importantíssima também essa troca aí, fazer algo pelo nosso povo que contempla essa rodovia. Obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, essa questão, vereador Bandeira... Antes de mais nada dizer que aquele local ali faltou um pouquinho de cuidado quando da construção da rodovia ter colocado uma galeria ali, um túnel, o animal passaria ali com a cerca protegendo. Mas tomaram a solução pior possível, o engarrafamento continuo ali, permanente, que aliás nós vamos tratar num outro momento. Hoje não queremos nos estender muito, nós temos, na sequência, uma reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Codeca, na sala Geni Peteffi, quem puder estar ali conosco. Então não vamos nos... Mas a gente vai vir, num outro momento, tratar essa questão da fiscalização que faz tanto a Polícia Rodoviária de Farroupilha quanto a nossa Polícia Rodoviária Federal, aqui na BR-116, que nós entendemos que não é a mais adequada, mas isso a gente vai tratar num outro momento. Eu quero apenas endossar o que o vereador Uez colocou aí, a vereadora Paula. Essa questão do borrachudo, a questão da dengue, o município está facilitando. O carro doado pela presidência desta Casa está aqui, um Vectra 2008 em excelente estado de condições. Está aqui esperando e a municipalidade está cochilando. O carro está aqui, está à disposição. Quando fomos secretário nós tínhamos um Uno 2008 à disposição do gabinete do secretário. Quem menos usou foi o gabinete do secretário. Esse veículo vivia na mão de servidores porque no aperto nós usávamos o nosso carro particular, combustível das nossas dispensas e cedíamos o carro do gabinete para os servidores. Então nesse momento se não tem outra solução que os secretários façam isso, coloquem os veículos à disposição do gabinete da secretaria à disposição da Saúde, do interesse público, que este tem que ser primordial, é urgente. Não dá para esperar. Depois correr atrás do prejuízo fica difícil. Seu aparte, vereador Bandeira.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Vereador Adiló, bem rápido. É um assunto que também desde 2009 a gente vem levantando, este vereador, muitas vezes. Inclusive muitas vezes até criticado: Ah, o Bandeira do mosquito borrachudo. Questão do deboche, mas é com urgência que tem que ser resolvido porque ele é um bichinho tão pequeno, mas incomoda muito e hoje dá impressão que eles estão maiores. Esse produto que eles estão botando dá impressão que eles estão aumentando, estão ficando mais inchadão, mais bochechudo. Eu estou achando que eles estão vitaminados porque esses que eles estão passando... Exatamente, é bem radical assim. Vereadora Paula, não está resolvendo, isso que eu quero dizer. Então tem que rever essa questão também desse produto que é colocado porque não está resolvendo. Eu de novo, essa vez, domingo de noite, de tarde quando chego em casa de algum evento eu pego uma... Tenho uma roçadeira e vou lá, tem que roçar uma grama, tu não aguenta de tanto borrachudo. Era isso. Obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado. Seu aparte, vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Vereador Adiló, com relação... Antes ao assunto que ficou toda sessão hoje não poderia deixar de me manifestar no sentido de poder dar também a contribuição porque fui muito provocado ontem durante o dia. Esse final de semana não estava aí, estava com a minha filha fazendo vestibular em vários locais do estado e fora do estado. O que eu respondi ontem eu vou dizer... Eu não tenho uma formação – já disse isso ano passado também numa polêmica que deu – artística, não tenho condição de discutir arte com qualquer pessoa que estudou para isso. Agora, eu dei a minha opinião que acho e considero que é um local inapropriado. Isso eu falei. Então um pouco indo na sua linha, por isso até que pedi um aparte no seu espaço para dizer isso. Para mim é um local inapropriado, ponto. Não vou entrar em divergência, em conflito. E nós temos que ter essa percepção enquanto lideranças. Nós não podemos tirar do foco de uma situação. E o vereador Périco, para concluir, senhor presidente, foi muito feliz, daqui a pouco a gente tira de um local para colocar no outro e uma polêmica que não precisa nesse sentido. Então eu só gostaria de contribuir e dizer o seguinte, a minha opinião é local inapropriado e às vezes a gente faz e fala coisas que às vezes a gente não tem a dimensão do que ali na frente vai surgir. Mas gostaria então de deixar só isso configurado. Por isso até achei que se desvirtuou muito o cerne da coisa enquanto Câmara de Vereadores, mas só para deixar configurada a minha opinião.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Fiz questão de não abrir mão desse espaço porque até parece que este vereador veio aqui e jogou uma bomba no meio do plenário. Não, o meu objetivo foi justamente esse... Toda a minha fala foi feita, vereador Edson da Rosa, justamente com respeito que o local não é apropriado. Só, mas fizeram um cavalo de batalha aqui, fizeram uma tempestade em copo de água. Se irritaram, teve gente que ficou nervosa, teve uns aqui que quase tiveram um ataque cardíaco, como diz o outro. Por quê? Porque eu falei que o lugar não é apropriado. E outra coisa, eu até faço questão aqui de ler... O vereador Périco falou, que ele é professor universitário, uma pessoa entendida: A expressão artística existe desde a antiguidade. Citou alguns exemplos, enfim. Mas gente, nós não estamos mais na antiga Grécia, nós não estamos mais no Egito, nós não estamos mais dentro das cavernas. Naquela época a criança, por exemplo, não tinha proteção nenhuma. A criança ela já crescia sabe como, vereadora? Aprendendo a lutar, aprendendo a matar, aprendendo a sobreviver. Não tinha proteção nenhuma. Até pouco tempo atrás as crianças eram agredidas. Muitos pais, nos tempos antigos, batiam nas crianças com chicote, com cinta. Não importava se a fivela da cinta pegasse no rosto, não interessava. Criança apanhava de qualquer jeito, com pedaço de pau, uma vara um chinelo na cara. Mas os tempos mudaram, minha gente. Hoje, por exemplo, existe o ECA. Não tinha naquela época. Eu quero só ler aqui um pedacinho aqui: do direito e a liberdade ao respeito e a dignidade da criança. Só um trechinho aqui do art. 16, 17 e 18. No art. 16 destaquei o seguinte
 
Art. 16. O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos:
 
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, ressalvadas as restrições legais;
[...]
 
Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade...
 
Art. 18. É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor.
 
(Lei 8.069, de 13 de julho de 1990)
 
É lei, nobres pares. Nós estamos aqui para cumprir a lei. Agora, tem gente que gosta de fazer lei, mas não gosta de cumprir a lei. Então teve gente que se irritou, teve gente que fez um monte de coisa. Outra coisa, falaram aqui... Quer dizer, se a senhora, como membro da Comissão de Direitos Humanos, recebesse, por exemplo, uma denúncia de maus-tratos de criança a senhora ia se pronunciar aqui, com certeza. Por exemplo, aí foi dito que se tivesse ali mulheres nuas ou seminuas garanto que não ia faltar aqui uma fala aqui nessa tribuna. Isso aí é exploração da imagem da mulher. Agora, dos homens não é exploração. Homens ou homossexuais, enfim, independente da sua opção sexual. Então, minha gente, por favor... O presidente ficou nervoso, os vereadores falaram, mas a verdade é o seguinte, 90% neste plenário, mesmo aqueles que não se manifestaram, se manifestaram nos bastidores, disseram: O problema não é a tal da arte, o problema é o local que não é adequado, o local é que aberto ao público, de fácil acesso e para as crianças. E não tem essa de ter que agendar porque isso aqui é um local público. Agendando ou não agendando a escola, a professora, as pessoas que quiserem visitar a Casa podem vir e vão ter acesso a todos os lugares. Então vamos manter a integridade das crianças. E outra coisa, só para terminar. Eu não falei que sou o único que protege a questão da família, mesmo porque, como eu falei, sou cristão, sou evangélico, e eu aqui represento essa parcela da comunidade e esse tipo de família clássica tradicional, que é pai, mãe, filhos, etc. Então, muito obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
Ir para o topo