Não houve manifestação

VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom dia, presidente; bom dia aos colegas vereadores, vereadoras; os nossos estudantes, colegas do Giuseppe Garibaldi, a minha escola Giuseppe Garibaldi. Bom dia, galera! (Manifestação na plateia) Ah, firme e forte. Bom dia às profes aqui presentes; ao nosso colega servidor Eduardo. Frizzo, saudar o Eduardo é saudar a tua pessoa. Eu não me canso de dizer que eu fui da primeira turma de estagiários aqui da Câmara de Vereadores que teve a oportunidade de vivenciar essa experiência de trabalhar no Centro de Memória da Câmara de Vereadores. É lamentável dizer que, aos poucos, foi, talvez, não tendo a visibilidade que merecia, mas, Eduardo, te parabenizo, porque é através dessas crianças que nós podemos conservar e preservar a história de Caxias do Sul, principalmente das pessoas que fizeram e fazem história em diversos setores da nossa comunidade. Mesmo que a cultura esteja sendo decepada pela atual administração, a Câmara de Vereadores está honrando com seu papel graças a proposição na época do, enquanto, vereador Elói Frizzo, era presidente desta Câmara. Colegas vereadores, comunidade, que bom que estão aqui estudantes do Giuseppe Garibaldi, do Cristo Redentor, porque eu tenho que fazer o registro que ontem nós estivemos no Ministério Público. Tivemos uma agenda com a promotora Adriana Chesani, onde nós entregamos aproximadamente 3.800 abaixo-assinados, onde nós pleiteamos a abertura imediata da Unidade Básica de Saúde do Bairro Cristo Redentor. Vocês sabem, estudantes, que muitos dos pais, das mães de vocês, vocês participaram de reuniões históricas desde 2009 para a construção dessa Unidade Básica de Saúde que custou 2,5 milhões entre a compra do terreno e também a construção. Está há um ano e três meses pronta a UBS e não é inaugurada. Vereadora Paula, nós falamos em patrimônio público. É o patrimônio público que está sendo deteriorado, jogado ao vento. Talvez possam ter infiltrações, sujeito a depreciação num patrimônio público que é de todos. Então, as lideranças regionais estiveram presentes, a promotora Adriana abriu inquérito civil público contra a Administração que inclusive, vereador-presidente da Comissão de Saúde, Renato Oliveira, a secretária estava lá numa reunião anterior, quando ela saiu eu perguntei para ela: E aí, secretária, e o nosso Posto? Ela pegou o telefone dela, botou no ouvido e saiu correndo. Acho que estava falando com o... A gente não sabe com quem, acho que com o espírito, com o Papa, pedindo intercessão para pedir a nossa Unidade Básica de Saúde. Eu disse: Mas, secretária, pelo menos se a senhora puder pedir para limpar o mato alto que está lá, as pessoas estão correndo risco de assalto, já é suficiente. Mas eu tenho que falar, colegas vereadores, de uma coisa que está me assustando a cada dia que eu abro o jornal, abro um site, vou para a universidade, principalmente eu, vereador Périco e vereador Frizzo, que nós três somos das humanas. No jornal Zero Hora de segunda-feira: Entenda a Base Nacional comum curricular. Essa matéria aqui, de forma didática, pode ver o que o presidente Temer, através do Ministério da Educação, irá fazer no nosso ensino, desde o ensino fundamental ao ensino médio. Professoras que estão aqui presentes, foi publicado recentemente o projeto de readequação do piso nacional dos professores. O que é que o presidente Temer propôs? O fim, a extinção do piso nacional dos professores. Bancada do PT, eu votei e fiz campanha para o Tarso, mas a gente não pode não dizer e ser coniventes. Enquanto Ministro da Educação, ele propôs o piso nacional dos professores, foi governador propondo pagar o piso nacional dos professores e não pagou o piso nacional dos professores, prometeu reformar 1.023 escolas e não foi reformada nenhuma, a única escola que foi reformada foi em Westphalen, que o prefeito pagou o projeto e a obra. Temos que falar do nosso Governador que continua dando calote e pagando parcelado os nossos professores de nível estadual. Temos que falar aqui de Caxias que nós temos escolas de educação infantil, escolas de ensino fundamental caindo aos pedaços, enquanto foi prometido em campanha construir escola vertical, mas nem o mato na frente das escolas é cortado. Colegas vereadores, nós temos que falar dos Institutos Federais que nós não temos mais o nosso Brasil. Não está sendo construído o Instituto Federal, extensão de campus e núcleos; o Brasil sem Fronteiras, o ProUni o caos que está, mas o pior está por vir. Por quê? Porque as humanas, as disciplinas de filosofia, de história, de geografia, ou também a que dá qualidade de vida, a disciplina de educação física. O governo Temer está propondo acabar com essas disciplinas no currículo obrigatório do ensino médio. E pior, colegas, vocês que estão... Que série vocês estão? Na oitava. Ano que vem vocês vão para o ensino médio... No nono ano, daqui dois anos vocês vão para o ensino médio. Talvez vocês já vão pegar essa nova reforma. Só depende de vocês, alunos, dizerem não, e os professores incentivar os alunos a dizer não a essa atrocidade aos nossos estudantes, do norte ao sul do nosso Brasil, que é o quê? 40% do ensino médio a distancia. Gente, todos nós sabemos que a melhor fase para aprendizagem é aquela de crescimento da criança. Vereadora Paula, a senhora é psicóloga. É através da interação entre as crianças e os professores e o ambiente escolar é que se dá esse processo de aprendizagem. Olha, ninguém é bobinho para acreditar, vereador Périco, o senhor que é professor universitário, que a maior picaretagem que tem hoje no ensino são essas faculdades à distância, que muitas das pessoas estão comprando certificados para inclusive depois ser professor. É uma venda de diploma sem fundamento.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Já lhe concedo... E acabar com...
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Um aparte também, vereador, posteriormente.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): As disciplinas das humanas é acabar com o ser humano porque é através das humanas que possibilita que se torne cidadão consciente. Seu aparte, vereador Périco.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Obrigado, vereador Rafael. Muito bom você trazer essa situação para cá, esse debate. Veja, o nosso processo educacional vem desde da época da ditadura militar quando fizeram aquele acordo MEC-USAID, acabando com o ginásio, com o exame de admissão e criando o primeiro grau. Já se tirou um ano. E depois, anos atrás, se colocou a média cinco para ser aprovado no Brasil. Isto é, nós aprovamos um aluno, no Brasil, com apenas 50% do conhecimento que teve na escola. Nós estamos aprovando profissionais com conhecimento pela metade. Isso já é uma vergonha. Então só roda quem quer. E agora vem essa proposta completamente maluca de ensino à distância para o ensino médio. As escolas, no Brasil, não conseguem nem ter internet ligada ao Brasil como um todo. Brasileiros não tem computador no interior do Cariri, lá no Ceará e de Minas Gerais, nem chega energia elétrica. Como é que você vai fazer ensino à distância? Então isso realmente é uma vergonha e também corroboro com V.Sa. sobre a questão da diminuição ou possibilidade de admissão de carga horária da área das humanas, que isso é um produto da época da ditadura militar quando deu ênfase as provas de vestibular, não dando mais acesso as escolas públicas, universidades públicas no Brasil. Não se aumentou mais o número de vagas e aí se dá matemática, física, química, mas as humanas que fazem com que o estudante pense na sua realidade essas disciplinas diminuíram a carga horária. Então realmente eu fico junto com V.Sa. porque é uma vergonha o que o governo está fazendo nesse sentido da educação brasileira. Desculpa pelo tempo, colega.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Périco, mas assim, o que está sendo proposto... Por isso que é bom a gente ler e eu estou propondo, depois com os colegas, já conversei com algumas bancadas para nós fazermos uma moção de repúdio a isso porque o que está sendo proposto, vereador Edson da Rosa, o senhor que foi secretário de Educação, não é somente as humanas, os alunos inclusive do ensino fundamental... (Esgotado o tempo regimental) Uma Declaração de Líder para continuar e para dar os apartes.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Declaração de Líder à bancada do PDT. Segue com a palavra o vereador Rafael da tribuna.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): As únicas duas disciplinas obrigadas, desde o currículo do ensino fundamental, vai ser matemática e português. Eu, por exemplo... Eu não gostava de química e nem de física, mas hoje eu entendo a importância de saber o básico para o meu dia a dia, no cotidiano. Então tu acabando com essas... Português e matemática...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Um aparte, depois, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Já lhe concedo, vereador. Nem química e nem física. Não, tem que ter uma revisão, sim, de conteúdo, acabar com ensino religioso porque nós vivemos num país laico. Algumas disciplinas podem ser revistas do currículo, mas outras devem ser ampliadas, principalmente a questão das humanas
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Concede aparte, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): para tornar o cidadão capacitado a encarar as adversidades da vida, para poder ser um cidadão que pensa antes de escrever bobagens em umas redes sociais. Mandar carta para o jornal Pioneiro sem saber daquilo que está fazendo. Isso passa pelos bancos curriculares. E daí um governo, colegas vereadores, que quer tirar o piso nacional dos professores. Congela por 20 anos  investimento na educação pública, não tem legitimidade para propor isso em um último ano, em um ano eleitoral. O seu aparte, vereador?
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Bem, eu acrescentaria ao que o professor Périco falou em relação às mudanças no ensino a questão dos créditos nas faculdades onde se formavam lideranças  através das turmas que eram os colegas, os créditos também separaram os alunos. Desmobilizou o quê? Aquela oportunidade que a convivência gera de formação de liderança. Então de fato esse assunto da reforma do ensino médio é muito grave no sentido de desenvolvimento humano. A gente percebe o quê? As famílias já estão... Onde é que era o nosso local de desenvolvimento lá anteriormente? Junto com os irmãos, em casa, brigando. Aquela coisa de disputar o amor dos pais. Falando como psicóloga e como mãe. Cada vez as famílias estão menores. Então um outro ambiente de oportunidade e desenvolvimento é a escola é onde tem a interação e não. Isso é inviável. Eu desde que eu vi essa questão de ensino da distância, eu tenho muitas restrições. Eu tenho formação em dinâmica de grupo. Se tem forma que a gente tem a oportunidade de se desenvolver como autoconhecimento é em um treinamento com dinâmica de grupo onde tu exercita o teu comportamento, não em palestra. Em palestra tu vai, tu pensa. Até acontece muito de pessoas que dizem: bah, quem tinha que estar aqui era o meu chefe, meu pai, meu irmão, de refletir sobre o seu próprio comportamento. Então a interação humana é o que de fato traz a oportunidade de autoconhecimento, de fortalecimento. Então quando eu fiz minha pós-graduação, eu confesso a vocês, eu aprendi muito mais com os meus colegas que estavam em diversos ambientes de trabalho do que com a parte... Sabe? A interação ela é necessária. Então, assim. Parabéns, Rafael, por trazer esse tema. Eu acho que é motivo para sair para as ruas. Nós defender esse aspecto. E quem está acompanhando o que está sendo falado dos empregos do futuro, em função de toda essa questão tecnológica, que ela é necessária, mas ela também afasta, todas as profissões de interação social, elas serão cada vez mais necessárias. Parabéns pelo tema.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado. E no Brasil onde a escola falha o crime se torna bem sucedido. Onde a escola exclui, o crime acolhe. E vereadora Paula, basta nós... A gente leva multa do trânsito, porque é obrigatório usar o cinto de segurança, se a gente não usar a gente leva multa. E mesmo tornando obrigatório, muitas vezes as pessoas não usam. Aqui têm as professoras. A grande maioria delas das Humanas. A Professora Otília que o ano passado propôs esse projeto similar a vocês, ela é professora de História. Vocês estão aqui hoje no plenário da Câmara de Vereadores graças a projetos como esse que é uma aula de cidadania. Não é perda de tempo. Dizer, vamos lá passear. Não, isso aqui é cidadania e através das disciplinas de Humanas que vocês podem estar participando no dia a dia de vocês, que é para escolher representantes, para vocês serem cidadãos, dizer, não, nós temos que fazer mudança na nossa escola, no nosso bairro. Isso passa pelos bancos escolares. E se for a distância, pessoal, mas por favor. Como é que nós vamos educar cidadãos para o futuro, não somente para a questão curricular, mas também para a solidariedade e para a cidadania. Seu aparte, vereador Frizzo, depois vereador Edson.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Rafael, primeiro lugar ratificar  meus cumprimentos ao nosso Centro de Memória,  na pessoa de Eduardo. Esse trabalho magnifico que o pessoal está fazendo nessa semana e trazendo essa gurizada conhecer a nossa Casa Legislativa. Aqui a gente respira especialmente cidadania. Então já é a segunda turma do Giuseppe, que está vindo aqui. Quarta turma? Quarta turma. Então parabéns as professoras, a nossa diretora lá do Giuseppe por essa interação com a Câmara Municipal. Vereador Rafael, eu fui sempre uma pessoa privilegiada, porque quando entrei no Cristóvão, em 1973, na época chamava científico. Eu saí do Guarani, onde fiz o ginásio, e fui para o Cristóvão fazer o científico à noite. Entrei e fui privilegiado com a reforma do ensino na época, com a instituição do chamado ensino profissionalizante. Que não profissionalizava nada, não é? Na realidade, nos colocavam à noite aqui no abrigo de menores, aqui embaixo, tomar aulas de mecânica lá. Por exemplo, eu sou, ninguém sabe, mas eu sou auxiliar técnico de mecânica. Se tiver que ligar um torno até hoje eu não sei, porque efetivamente as condições eram muito ruins na época do ponto de vista do ensino profissionalizante. Aí quando entrei na universidade, em 1977, já peguei o ciclo básico também. A outra alteração, então. Mas quando entrei em 77, Rafael, vereador Rafael, a minha formação ali foi em cima... Eu só via a gurizada e as lideranças estudantis falando do chamado acordo MEC-USAID. Acordo MEC-USAID, não é, Paulo? Quando a gente estava por lá. E o pessoal tendo uma consciência muito crítica da forma como as questões em nível internacional interferiam na educação brasileira do ponto de vista de formar mão-de-obra barata, não cidadãos conscientes. Então, agora, com as reformas que estão acontecendo, de novo se retoma aquela velha discussão do acordo MEC-USAID e da formação de profissionais para o mercado de trabalho.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): E não profissionais que vão saber vivenciar o que é a vida, o que é a natureza e tal, ter uma consciência crítica. Então, nesse sentido é que cumprimento o vereador por trazer esse assunto à baila, porque tem muita propaganda enganosa. Bota na TV, está lá a gurizada defendendo essas alterações, lamentavelmente, de forma manipulada. Obrigado, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado. Vereador Edson. Depois o vereador Toigo.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Vereador Rafael Bueno, parabéns por levantar esse assunto. E uma saudação muito especial à escola Giuseppe Garibaldi nas pessoas das professoras Paola, Fran e Karina. Uma saudação a todos os alunos também. E conversava com a Paloma, que a visão... Ela teve a oportunidade já de ser diretora na escola. Quando senta à mesa com os professores não pode ser mais a mesma, ela não pode sentar ali fazendo de conta que não fez a gestão. Não é, Paloma? Por que eu digo isso, vereador? Porque me parece que os técnicos do MEC não conhecem a escola. Não conhecem a escola. É impressionante. Eles estão lá para viver num mundo onírico que só eles conhecem. Como é que tu vais diminuir a carga horária de umas matérias que ensinam a pensar? Hoje, no Brasil, 75% são analfabetos funcionais. Então a discussão é muito profunda. Eu não consigo entender. Parece que não conhecem o ambiente escolar. E lá tu tens diretoria para isso. E nós falávamos, na oportunidade quando tive a possibilidade de ser secretário da Educação, ia às reuniões do MEC em Brasília, nós falávamos isto: “Vamos botar os pés nas escolas. Vamos vir para as escolas. Vamos participar dos municípios para entender o que literalmente se precisa para os municípios”. Porque o que precisa eles não discutem. Como, por exemplo, formação dos diretores, mais investimentos. Senão nós não vamos conseguir fazer, vereador, a tão necessária mudança na educação. Poderia falar muitas coisas aqui, mas o cerne do seu pronunciamento, na minha opinião, vai nessa direção. Quem está no MEC, não querendo generalizar, me parece que não conhece escola. Obrigado, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. E só um alerta. Este ministro da Educação, foi ele que elaborou toda a cartilha, toda a proposta da reformulação do ensino médio de 40% a distância. E agora ele é o ministro da Educação. Então ele só vai avalizar aquilo que ele mesmo propôs, e vai ser implementado. Daí vem o que o senhor disse, vereador Périco. (Esgotado o tempo regimental.) Para concluir, vereador. No Brasil, a gente não tem nem estrutura nas escolas. Em vez de nós estarmos fortalecendo o vínculo das crianças com turno integral, com valorização dos professores e com boa remuneração dos nossos professores, nós estamos discutindo o contrário. E para piorar, colegas, do EJA, nessa reforma, está sendo proposto 100% a distância. Não vai ter mais EJA presencial. Então, uma pessoa analfabeta como ela vai acessar um computador? Por isso eu proponho essa moção. Peço aos colegas que, no oportuno, nós possamos construir juntos essa moção de repúdio a essa banalização a nossa educação pública brasileira. Obrigado, presidente.
 
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VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Senhor presidente, senhoras vereadoras, senhores vereadores. Fazer uma saudação muito especial aos alunos e às professores da Escola Giuseppe Garibaldi. Sintam-se sempre muito à vontade aqui na Câmara de Vereadores; ressaltar esse trabalho feito pelo nosso Centro de Memória que tem uma capacidade impressionante de resgatar e manter a história da cidade de Caxias do Sul. Eu trago um assunto aqui hoje para manter, em um dos temas que eu já vim trabalhando este ano, que é com relação ao impacto do esporte no turismo; e, agora, eu vou tentar mostrar o impacto do esporte na divulgação da cidade de Caxias do Sul, o impacto do esporte na promoção de Caxias do Sul para o país inteiro, através de um case que deu certo, que vive o seu melhor momento, desde sua fundação, que é o Caxias do Sul Basquete. Para a gente entender um pouquinho como é que começou todo esse processo – pode passar, Renata –, o Caxias do Sul Basquete começou a ser desenvolvido lá em 2005, na época em que o prefeito de Caxias do Sul era prefeito Sartori, com a ideia vinda, naquele momento, do Clube Juvenil, com o Caberlon, o Rodrigo Barbosa e outras pessoas que começaram a trabalhar essa possibilidade de fomentar uma equipe de basquete profissional na cidade de Caxias do Sul. Então, todo esse trabalho começou a ser feito em 2005, sendo efetivado em 2006. Na próxima tela, a gente procurou fazer uma linha do tempo de todas as conquistas do Caxias do Sul Basquete depois de sua efetivação, desde 2005/2006, até chegarmos agora em 2018 disputando o seu terceiro NBB, que é a maior competição de basquete, possivelmente, da América do Sul, que tem parceria, inclusive, com a NBA, que é maior liga de basquete do mundo, que é o basquete norte-americano. É bom a gente ressaltar que o basquete, desde 2005/2006, tem e teve sempre o apoio, de alguma forma, do Município de Caxias do Sul. No governo Sartori, eu me lembro que, por diversas competições, o basquete utilizou, inclusive, a logomarca da Festa da Uva para ajudar na divulgação desse evento para todo o estado do Rio Grande do Sul e nas competições nacionais que o basquete já disputava naquele momento que, inclusive, tinha o sul-brasileiro de basquete. O Fiesporte também foi um grande parceiro do Caxias do Sul Basquete, desde o primeiro momento; depois, no governo Alceu, também teve essa manutenção; e hoje conta, vereador Périco, com o apoio do Banrisul, por uma definição, que eu considero correta do Banrisul, de apoiar as equipes que disputam alguma competição nacional representando o Estado do Rio Grande do Sul e, consequentemente, o Banrisul apoia a dupla Grenal; o Juventude; o Brasil de Pelotas; o Ipiranga de Erechim, na 3ª divisão; e neste ano, o Caxias e o Novo Hamburgo, na Série D, do Campeonato Brasileiro; assim como apoia o Caxias do Sul Basquete no NBB e apoia as equipes de vôlei que representam o Estado do Rio Grande do Sul. Esse processo de reestruturação por que passou o Caxias do Sul Basquete, através da busca de investimentos, da busca de apoio, o investimento na base... E hoje nós temos, na categoria de base do Caxias do Sul Basquete, 98 atletas trabalhando competições nacionais, já se preparando para chegar na equipe principal do Caxias do Sul Basquete. Mas os números que eu tenho – e faço questão de frisar – é o quanto isso representa de retorno em marketing gratuito para a cidade de Caxias do Sul. Os números que eu estou expondo aqui hoje são os números oficiais do Caxias do Sul Basquete, através do seu departamento de marketing, do quanto representa, para cada patrocinador, estar na camiseta do Caxias do Sul Basquete nas transmissões. Só do Sport TV dos jogos que passaram na televisão para todo o país, em um cálculo feito, de uma partida que dura em média 2h30 de transmissão ao vivo, em um valor calculado de a cada 30 segundos de R$ 9.190,00, no Sport TV, dividido em mais de cinco mil segundos, o que representa um investimento de R$ 1.654.200,00 por jogo. O Caxias do Sul Basquete neste ano no Sport TV – pode passar, Renata –, teve nove transmissões através do Sport TV. Esses são os jogos e as suas datas. O que representa – pode passar, Renata –, R$ 14 milhões, quase R$ 15 milhões de mídia espontânea para os seus patrocinadores. Eu não saberia calcular, vereador Périco, vereador Toigo, vereador Edson, que têm formação em marketing, o quanto isso representa para a cidade de Caxias do Sul, o quanto o Caxias do Sul Basquete levando o nome da cidade para o país inteiro, o quanto isso representa o nome da cidade estar circulando no Brasil interior. E eu estou falando aqui só no Sport TV. São quase R$ 15 milhões em retorno para os patrocinadores.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB):  Permite um aparte?
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Tem uma outra, um outro dado... Já lhe concedo, vereador Périco. Tem outro dado que é nas transmissões da Bandeirantes, que também este ano transmite o NBB. Eu estou falando aqui de 2018, não estou pegando todos os anos do Caxias do Sul Basquete, que este é o terceiro ano consecutivo que disputa o NBB. Eu estou pegando só a temporada 2017/2018, que está agora nas fases finais. O Caxias do Sul Basquete joga inclusive hoje a segunda partida do playoff. Na Bandeirantes, o cálculo de mídia é praticamente o mesmo, só que o valor do investimento em TV aberta é ainda maior. Pode passar. Nós tivemos dois jogos do Caxias do Sul Basquete transmitidos ao vivo em sábados à tarde, que o espaço de mídia não é tão grande assim, a visibilidade e não é tão grande assim, porém, esses dois jogos transmitidos ao vivo pela Bandeirantes representaram R$ 5,5 em retorno para os patrocinadores que investiram no Caxias do Sul Basquete. A gente não tem como, não sei se nós temos como calcular o que representa isso de retorno de mídia gratuita para a cidade de Caxias do Sul. Depois eu vou entrar em outros números. Vou lhe passar o aparte, vereador Périco. Pode voltar um pouco, renata. Eu vou passar o aparte para o vereador Périco primeiro, depois vou entra no impacto nas redes sociais. Vereador Périco.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Vereador Felipe, é importante trazer esses dados, porque uma das formas de medir é: somando vai dar uns 20 milhões, com certeza, e você pega, por exemplo, quanto sai os segundos do Sport TV e você vai ver quantas inserções de propaganda paga esses patrocinadores poderiam ter feito em nível nacional no Sport TV e na Band. Só o Banrisul, com o apoio do governo do estado, que botou em torno de 2 milhões, só no Sport TV 1,6 milhão eles já tiraram. Só ali eles já tiraram. Então, essa visibilidade que dá o esporte é impressionante. E, outro detalhe, o Caxias Basquete leva o nome do município: Caxias do Sul. Então, está o nome do município em todos os cantos do Brasil mostrando o que é a cidade de Caxias do Sul, o potencial que tem aqui no esporte. Meus parabéns por trazer isso para mostrar para nós aqui vereadores e para a comunidade a importância do apoio ao esporte amador com patrocínio, não só ao esporte de alto rendimento profissional, mas é um esporte de alto rendimento profissional, mas ainda é considerado um pouco esporte amador. Meus parabéns.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): São situações que a gente não tem noção do impacto, não é, vereador Périco. O que representa, vamos agora à questão das mídias sociais. O que representa isso nos dias de hoje. Só no Twitter em alguns jogos foram mais de 200 mil visualizações. Isso tem, obviamente, fotos e referência aos patrocinadores. Nós temos também aqui o Facebook do Caxias do Sul Basquete, 49% o aumento do número de seguidores no facebook do Caxias do Sul Basquete, consequentemente, impactando nessa forma também. Pode passar. 256% de aumento dos seguidores no Twitter e 740% de aumento no Instagram. Então, isso tudo são situações que levam a nós mostrarmos o quanto isso representa para a cidade de Caxias do Sul. (Esgotado o tempo regimental.) Vou tentar encerrar aqui para permitir a vereadora Gladis depois utilizar o Grande Expediente. Nós temos aqui também o impacto das mídias no município, enfim, e a importância do Fiesporte. Nós temos que ver o quanto o Fiesporte está investindo no Caxias Basquete ou se não está investindo este ano. O retorno gratuito para Caxias do Sul, o impacto de marketing, a divulgação da cidade, a formação de atletas cidadãos, tudo que representa o que está cercado, até porque a NBB, vereador Périco, tem vários jogos que são transmitidos pelo Facebook, o que também dá um caráter de espontaneidade, de retorno de marketing e nós temos que saber entender o quanto o esporte é importante para as cidades, para a divulgação das cidades, para formação de jovens, para retirada de jovens das ruas. Está aqui um caso que deu certo, o quanto isso representa só neste ano para Caxias do Sul, a importância de nós termos o Caxias do Sul Basquete forte e representando a cidade pelo país inteiro. Então muito obrigado pelos apartes e foi uma forma de demonstrar o que representa o marketing esportivo de retorno gratuito para a cidade de Caxias do Sul. Muito obrigado.
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VEREADOR RENATO NUNES (PR): Primeiramente muito bom dia a todos e a todas. Senhor presidente, Alberto Meneguzzi, conduz muito bem os trabalhos nesta Casa, muito bom dia. Nossa secretária da Mesa, vereadora Gladis Frizzo, senhoras vereadoras e senhores vereadores, meus cumprimentos a quem se faz presente aqui no plenário, sejam bem vindos. E o nosso abraço, o nosso respeito a todos que nos assistem através da TV Câmara, canal 16, ou pela internet, através das redes sociais. Eu trago aqui, senhor presidente, por isso faço essa fala, uma proposta de um projeto que estarei protocolando e desde este momento já peço, de uma forma antecipada, o apoio dos nobres pares, no momento que a gente protocolar e que vir à votação aqui neste plenário, é sobre a questão dos animais. Existem várias leis de proteção aos animais, mas antes de eu fazer essa fala, desse projeto, eu gostaria de mostrar, temos aqui alguns vídeos ali, só para ilustrar um pouquinho melhor aquilo que é a nossa proposta de projeto de lei. Então, TV Câmara, por favor, mostra ali pessoas abandonando os animais. (Segue vídeo) Esse foi um outro caso de pessoas que abandonaram... Pegaram uma caixa com os filhotinhos de cachorro, se não me engano tem ali uns quatro ou cinco filhotinhos, enrolaram num saco plástico amarrado e abandonaram os bichinhos num lugar onde seria recolhido o lixo, o caminhão do lixo. Na verdade aqueles bichinhos ali seriam[1] – digamos assim – iriam morrer, iriam morrer, com certeza, no caminhão de lixo. Então nobres pares, eu peguei esses vídeos ali aleatoriamente, porque têm muitos vídeos na internet de abandono de animais e já existe uma lei que eu creio que já é do conhecimento de todos, uma Lei Federal, a Lei 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, que institui a política de inserção, aliás, que institui a política de proteção dos animais. É uma lei federal. Então existe também a Declaração Universal dos Direitos dos Animais que fala que aqui vários direitos que os animais têm. Não é só nós, os seres humanos. As pessoas, os homens que temos direitos, mas os animais também têm direitos. Então parafraseando aqui algumas desses direitos, eu cito aqui. Todos os animais têm o mesmo direito. Direito à vida. Todos os animais têm direito ao respeito e à proteção do homem. Nenhum animal deve ser maltratado. Todos os animais selvagens têm o direito de viver livres no seu habitat. O animal que o homem escolher para companheiro, não deve ser nunca abandonado. Nenhum animal deve ser usado como experiência que lhe causem dor. Todo o ato que põe em risco a vida de um animal é crime contra a vida. A poluição e destruição do meio ambiente são considerados crime contra os animais, porque está destruindo ali o seu habitat natural. Os direitos dos animais devem ser defendidos por lei. O homem deve ser educado desde a infância, eu chamo atenção dos senhores por esse detalhe. O homem deve ser educado desde a infância para observar, respeitar e compreender os animais. Poucos dias atrás,  se eu não me engano, semana passada, eu apresentei um projeto de lei que visa instituir nas escolas municipais aquela eleição do mascote da escola. Eleja o mascote da escola por quê? Por que já vem nesse sentido, nesse espírito de educar as crianças, já desde pequenos para respeitar os animais, para seres futuros – digamos assim – protetores dos animais. Protetores dos animais não pode ser somente aquelas pessoas que levantam a bandeira, como têm algumas pessoas assim que trabalham só nesse sentido da proteção dos animais, mas protetor dos animais deve ser todo homem, todas as pessoas. Então por isso eu apresentei aquele projeto a semana passada que visa instituir a eleição nas escolas municipais, eleja o mascote da escola, para ensinar as crianças numa linguagem especial a cuidar dos animais, desde pequeninho. Uma pessoa que faz mal para um bichinho, para um animal, cachorrinho, um gatinho, seja lá o bicho que for, um cavalo, sei lá, uma ave, pessoa que faz mal para um animal, ela faz mal para o seu semelhante também. Pessoa que não respeita os animais, não respeita os seus semelhantes, os homens. A pessoa que mata um animal, pode muito bem matar uma pessoa também. Como a gente viu aqui, mostrei aqui. Claro que foi só no sentido ilustrativo, alguns vídeos de pessoas abandonando os animais nas vias públicas, nos terrenos baldios, abandonados.[2] E eu tenho visto, nobres pares, em cada bairro que a gente vai, em cada visita que a gente faz nos bairros, olha, o que tem de cachorro, principalmente. Cachorro, gato abandonado nas estradas, cruzando nas vias públicas, sendo atropelados os bichinhos.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Já lhe concedo, vereador. Sabe? Uma coisa, assim, que está fugindo do controle, está fugindo do controle. E tem muita gente que não tem a consciência. Às vezes pega até um bichinho, adota um bichinho ou a sua cachorrinha lá deu cria. Aí tem lá os cachorrinhos lá pequenininhos. Todo bichinho pequeno é lindo, é bonitinho, é fofinho. Ai que gracinha, que bonitinho pequenininho. Só que aquele bichinho pequenininho vai crescer. Vai crescer, vai se tornar, daqui a pouco, um baita de um cachorro. E aí a pessoa abandona, a pessoa abandona. (Esgotado o tempo regimental.) Só para a gente concluir, senhor presidente, uma Declaração de Líder.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Declaração de Líder à bancada do PR. Segue com a palavra o vereador Renato Nunes.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Obrigado, senhor presidente. Então, são muitas as pessoas que abandonam os animais. Tem gente que não castra os seus animais que tem de estimação. Claro, a natureza do bicho – não é, minha gente? – é como a nossa natureza, a natureza do homem. A natureza do bicho é igual. Eles vão querer procriar. E cada cachorra que dá cria é no mínimo cinco, seis, sete filhotinhos, poxa! Então tem gente sem coração, sem consciência. Gente ruim, má, má, que pega os filhotinhos, bota numa caixa lá e larga. Então, qual é o meu projeto, nobres pares? O meu projeto visa, senhores vereadores, instituir... Já tem, como falei, uma lei federal. Mas é importante que nós tenhamos uma lei municipal que vise ter uma multa pesada, multa pesada para quem for pego abandonando animais. Porque se tem lei até para punir gente que joga papel no chão aqui em Caxias, por que não vai ter multa pesada para quem abandona os animais? Então essa é a minha proposta. Eu sei que tem proposta de vereadores daqui da Casa que... Leis, inclusive, desde 2013, que instituiu a colocação de placas e tal para tentar conscientizar a população. Mas não adianta placa se não tiver multa pesada. Infelizmente a pessoa só aprende quando ela sente no bolso.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Permite um aparte, vereador Renato?
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Conversinha com ela não adianta. Conversinha com ela não adianta. Então, pela ordem o vereador Alceu Thomé, por gentileza.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Obrigado, vereador. Eu sou muito contra esse abandono de animais. A gente percebe, no nosso interior, a quantidade de animais, principalmente cachorros. A gente tem observado uma grande quantidade de bichos que os caras largam e deixam abandonados. Inclusive, a caixa que a gente observou com os filhotes dentro, eu também já fui testemunha por mais de uma vez. E largam em grande quantidade ali. Então, por isso eu parabenizo por esse projeto. Eu sou muito contra multas. Mas, nesses casos, eu vejo a necessidade pelo que fazem com esses animais. Então, até essa semana que passou, fui testemunha de pelo menos quatro cachorros que largaram, que eu vi que largaram lá no interior. Então, é uma coisa, assim, descabível, uma coisa que eu acho que o ser humano não devia se prestar a isso. Infelizmente, pegam esses animais como estimação e, logo, logo, se desfazem; e no período de praia também, se observa que o pessoal vai para a praia e larga o cachorro lá, simplesmente; e no nosso interior tem muito animal solto aí. Eu não sei qual é que seria... Geralmente, o motivo é fútil, às vezes, não querem se desfazer do animal e largam ele abandonado. Então por isso que comigo vai ter o apoio, vereador. Muito obrigado.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Muito obrigado, vereador Thomé. O seu aparte, vereador Gustavo Toigo.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Muito obrigado, vereador Renato Nunes. Cumprimentá-lo pelo assunto, é um assunto importante e um assunto que choca também. São cenas extremamente lamentáveis essas dos abandonos dos animais nas vias e rodovias do município, que nós temos que, sim, rechaçar esse tipo de comportamento criminoso por parte das pessoas. Porque não se tem outra palavra a dizer que não comportamento criminoso dessas pessoas ao abandonar esses animais. Eu entendo, sim, que a Casa precisa enfrentar, é um problema velho, antigo, mas que, volta e meia, nós nos deparamos com isso, como disse o vereador Thomé, principalmente em épocas de verão, de veraneio; muitas pessoas se oportunizam disso para abandonar. Eu entendo que nós precisamos, sim, aperfeiçoar alguns mecanismos de fiscalização. E muitas vezes, fiscalização sem aplicação de uma penalidade, através de multa, não é uma fiscalização eficaz. Então, eu entendo que o seu projeto vai em uma boa direção. E paralelo a isso, vereador, nós precisamos, sim, engendrar, cerrar fileiras, esforços para criar, em definitivo, um programa municipal visando o controle populacional desses cães que estão abandonados hoje, através de contrações, enfim, não sei, vacinas. Nós precisamos ter algo mais perene. E entendo que, sim, veterinários, os empreendedores, a própria academia, a universidade, que tem as expertise na área também, o próprio Poder Público, uma ação muito forte, massiva, inclusive via redes sociais, imprensa, mídia eletrônica, fazendo com que a nossa sociedade crie uma consciência melhor com relação aos bons tratos com os nossos animais. De resto, cumprimenta-lo porque, realmente, é um tema espinhoso. Nós precisamos enfrentar para encontrar, em definitivo, uma solução. Meus comprimentos. Muito obrigado, pelo aparte.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Muito obrigado, vereador Gustavo Toigo e vereador Thomé, que enriquecem aqui o nosso debate sobre esse tema pertinente. E fora isso, a questão... Pior do que abandonar os animais em vias públicas, nas praças, nos parques, esses locais assim, tem muitos animais que estão abandonados, às vezes, dentro da própria residência das pessoas, por incrível que pareça! Tem animal, por exemplo, que passa o dia inteiro amarrado, um toquinho de corrente lá, às vezes, um metro, um metro e pouquinho ali. Às vezes, o bicho passa o dia inteiro sem água, sem comida. Sim, pior do que estar na rua – não é, vereador Kiko? Porque, se está na rua, ainda o bicho se defende, vai procurar comida. Claro que, às vezes, ainda acaba morrendo atropelado, causando acidente, enfim. O animalzinho fica bravo, inclusive, acaba mordendo as pessoas, fica agressivo, tá com fome, tá com sede, tá sem um lar, sem um carinho. Mas, o pior de tudo, são aqueles animais que estão abandonados dentro das residências. Tem gente má que mantém o animal preso, sem água, sem comida, no frio, no relento. Queria ver se prendesse ela lá em um pedaço de corrente lá, deixasse ela no frio, no calor, sem uma sombra para ela ficar, sem comida, sem água para ela beber, se ela ia gostar. Ainda tem gente que acredita que o mal não existe, tem gente que acredita que o mal não existe. Uma pessoa que faz uma coisa dessas aí, para mim, ela tem uma coisa ruim dentro dela. Não é possível! Então, senhoras vereadoras, senhores vereadores, a intenção é essa. Infelizmente, a pessoa só aprende quando atinge o bolso dela. Se nós temos multa para quem joga papel no chão, lixo no chão, por que não multar quem abandona os animais? Dizem que os animais não têm consciência. Não sei. Talvez nós não tenhamos consciência, porque a gente não fala a língua deles. De repente eles entendem tudo sobre nós, só que nós não entendemos a respeito deles. Vai saber se eles não entendem a nossa língua. Nós não entendemos a língua dele. Vai saber. A verdade é essa, porque tem animais, se eles sentem carinho, eles têm emoção, eles têm sentimentos, se sentem alegres, se sentem tristes. Então, minha gente, nós temos que cuidar mais dessa questão, por isso, no momento oportuno, provavelmente agora na semana que vem, porque eu quero elaborar aqui... Se algum dos nobres pares, e aqui com toda humildade eu peço, que tiver alguma ideia e quiser se somar conosco nesse projeto, não tem problema nenhum. Eu não estou aqui para fazer disputa de beleza. O que eu quero é que o projeto seja aprovado e o objetivo seja alcançado. Então, se tiverem alguma ideia, alguma sugestão, se quiserem nos ajudar a construir junto esse projeto, sem problema nenhum. Seja quem for, toda ajuda será bem vinda. Eu não quero ser o pai da criança, como diz o outro. Eu quero... Estou aqui apenas trazendo essa ideia, essa sugestão que nós precisamos tomar uma atitude drástica para quem causa tantos males aos animais que estão aí indefesos e sendo abandonados todos os dias. Por enquanto era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
 

 
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VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Muito obrigado, vereador Kiko, por este espaço nobre. Peço licença ao meu presidente por utilizar esse dolmã de cozinheiro e não seguir... Hoje, quebrar um pouco o protocolo da liturgia do cargo que nos remete a usar trajes mais adequados, mas eu gostaria de fazer uma homenagem a todos os chefes de cozinha, aos cozinheiros do nosso município nesse projeto que demos entrada nesta manhã instituindo a Semana Municipal da Gastronomia. Um projeto que entendo e pauto de extrema importância na nossa cidade de Caxias do Sul. O vereador Felipe ocupava a tribuna a poucos momentos ressaltando a importância dos eventos que temos em Caxias do Sul, a importância deles para o progresso, para a economia do município tanto no âmbito industrial, no âmbito gastronômico, no âmbito turístico, ambiental, solidário, e nós da Câmara somos solidários sempre também com relação aos eventos gastronômicos do nosso município. Eu vou passar alguns... Falando um pouco mais desse nosso projeto de lei, porque nós entendemos que Caxias já está merecendo sim uma Semana Municipal. Nós temos um microfone, por gentileza. Então, queridos colegas, a Semana Municipal da Gastronomia tem objetivos importantes, dentre eles ela vai ser realizada na terceira semana de outubro, o dia que incidir, que é o dia 16 de outubro, que é o Dia Mundial da Alimentação; e os objetivos principais deles é justamente o aspecto econômico do nosso município. Nós sabemos que nós precisamos ter um plano b. Caxias é uma cidade industrial, mas a gastronomia já faz parte da nossa cultura, da nossa tradição e movimenta toda uma cadeia de serviços. Então, a economia, a geração de emprego e renda é um dos principais motivos que nós queremos justamente implementar a Semana Municipal de Gastronomia. O segundo motivo também se relevância que nós protocolamos é justamente a relevância do turismo que a gastronomia exerce para Caxias do Sul. Nós temos toda aquela tradição do imigrante italiano que aqui chegou e teve tem que plantar, teve que produzir a sua comida, os seus pratos tradicionais, que permanecem até hoje. Isso não deixa de ser um grande atrativo turístico. Nós temos o churrasco do gaúcho, nós temos a comida dos tropeiros, e isso nós precisamos mostrar ao mundo, nós precisamos vender isso muito bem. Nós temos também a relevância do empreendedorismo local e esse meu traje hoje também dialoga um pouco com isso, é para homenagear todas aquelas pizzarias, hamburguerias, galeterias, churrascarias, as festas de colônia, as pessoas que agora estão ingressando no mercado da comida oriental, do Sushi, da comida indiana, da comida coreana que também precisa toda uma relevância. E basta nós vermos algumas imagens que nós estamos colocando para ver justamente a fartura que nós temos no município de Caxias do Sul. Os objetivos que nós elencamos no corpo da lei, nós entendemos que não bastava apenas um artigo de lei, vereador Périco, mas sim elencarmos alguns objetivos e dentre os principais deles está justamente isso, nós precisamos, de vez, evidenciar e também reforçar a vocação gastronômica de Caxias do Sul. Reconhecer também, sobremaneira, o trabalho dos empreendedores, os Food truck, vereador Felipe, que V. Exa. tanto trabalha  hoje. Mostrar toda aquela nossa questão da nossa comida, dos visitantes que aqui chegam proporcionando todo um bem estar a ele. Então um dos objetivos também é enaltecer e reconhecer o trabalho do campo gastronômico. E também pela provocação do vereador Elói Frizzo, essa semana, eu entendo que nós colocamos também dentro dos objetivos que foi justamente incentivar a promoção da cultura local, vereador Elói. E nessa semana de preparação, onde pode ocorrer workshops, cursos, capacitação de profissionais. Poderia ser um primeiro momento para nós fazermos toda a divulgação da Festa do Agricultor, da Festa do Pinhão, do Hortiserra, da Festa do Vinho Novo, da Festa do Agricultor. Justamente ocorrer, vereador Rafael, lá na Festa da Uva, como um início de todas essas festas congregarem isso em uma semana. Passando também, outra situação importante, foi justamente aquilo que nós falamos, que é incentivar as feiras que já existem, outras com os mercados, festas municipais tradicionais, já populares, tudo isso numa semana vai poder ser engendrado. Também, em tempos, vereador Périco, quando se fala, e V. Exa. é presidente de uma comissão importante, em ciência, em tecnologia e inovação isso serve também para gastronomia. Então nós estamos pautando também isso enquanto objetivo. Essa ideia, nobres pares, por isso que eu pugno, muitas vezes, como é bom fazer uma viagem e nós estivemos, no ano passado, representando o Legislativo em Portugal, mais precisamente em Coimbra, e um professor da universidade de lá me mandou um vídeo de um festival de gastronomia de Santarém[1] e que eu gostaria de passar a V. Exas. para vocês perceberem isso. Dentro da semana também nós estamos propondo um festival gastronômico com o nome típico de “cozinhas de Caxias”, que são atividades justamente para celebrar e promover toda a nossa pujança, nossa cultura, nossa tradição, nosso folclore que não pode morrer e isso, com certeza, vai incentivar a nossa gastronomia, a nossa economia e o nosso desenvolvimento. Por gentileza, eu peço a assessoria para, são três minutos... E por fim, dizer do apoio também, não fizemos nada sozinho, que foi o sindicato empresarial de gastronomia e hotelaria que junto comigo, com a nossa equipe, formulamos todo esse projeto que nós não poderíamos prescindir de ter um sindicato tão importante e abrangente da serra gaúcha na construção coletiva desse projeto. Por gentileza, o vídeo nesse momento. (Segue apresentação de vídeo.) Senhor presidente, acabamos de assistir então o Festival Gastronômico de Santarém, em Portugal, uma cortesia de um amigo nosso, vereador Adiló, da universidade de Coimbra, que quando estivemos lá disse: quando precisar de qualquer material recorra a gente. Nós queremos parcerias com Caxias do Sul. Então eu peço novamente, tenho a consideração ao presidente que me permitiu falar hoje trajado de cheff, mas não sou um cheff.  Sou um metido a cozinheiro que gosto muito da lida das panelas e da cozinha. Então é um projeto que a gente quer colaborar um pouco mais com o município. A gente entende que a gastronomia, nobres pares, é o nosso cartão de visitas, um grande atrativo de Caxias e com certeza a semana de gastronomia vai ser um importante espaço para que as empresas do setor ganhem em visibilidade gerando benefícios para incrementar a economia e atração de turistas em nosso município de Caxias do Sul. Agradeço a atenção. Muito obrigado, presidente.
 

[1] RP nº 244/A - Art. 136 - Alterado de Alcântara para Santarém por solicitação do orador
 
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, pessoal que nos acompanha através da TV Câmara, das redes sociais, também aqui do plenário. Eu, vereador Renato Nunes, lhe cumprimento pelo tema. V. Exa. exibiu aí cenas que chocam realmente e a gente fica pensando é triste ver um animalzinho ser abandonado, mas viver junto com uma criatura com esse tipo de caráter também não deve ser muito interessante, nenhum animal merece. Então quem sabe ele tenha mais sorte solto do que viver junto com uma pessoa que tem esse tipo de caráter, esse tipo de comportamento. Conversando agora com o vereador Velocino Uez ele levantou também uma outra questão que tem toda a razão, vereador Uez, que também há os exageros do outro lado. Pessoas que tratam animaizinhos às vezes com todo o cuidado e o conforto possível e às vezes se esquece dos seus idosos que estão em casa, não tiram tempo para sair, dar uma passeada com o vô, com a vó, com os idosos, mas fazem todo o dia regularmente para o seu animalzinho, o que nós não achamos que esteja errado. Se é para ter o animal que seja bem cuidado. Esse  animal que V. Exa. falou amarrado com um metro de corrente, isso é muito comum e aí o animal vira aquela caneca, aquela panela velha que eles botam ali para dar água, saem para trabalhar o dia inteiro e o animal fica ali a mercê. Inclusive no  passado, eu recebi por doação um cão desses que mordeu a dona, mas quando eu fui lá buscar o animal estava amarrado com um metro de corrente. Ele só pode morder quem passa perto porque ele fica fora de controle. Outros que deixam fechado o animal em um espaço muito pequeno no apartamento, sai o dia inteiro para trabalhar, e esse animal também não fica em condições boas. Então, o animal a gente tem que tratar ele muito bem, dar o espaço que ele precisa, dar atenção. Senão não adianta ter animal, porque ele não passa a ser um animal de estimação e sim um animal sofrido, judiado, escravo do prazer, às vezes, de as pessoas dizerem que têm um animalzinho em casa. Deixado esse registro, eu apenas quero fazer, antes de entrar no tema que eu separei para falar hoje, que não dá para deixar passar batido também. V. Exa. faz parte do governo, vereador Renato Nunes, e pode ajudar também a corrigir essas coisas que não podem acontecer na intranet da Prefeitura, que é o sorteio dos ingressos para assistir o filme do Edir Macedo. Imagina que no passado, na administração Alceu, que tinha simpatia pelo governo Dilma... Não é escondido, isso está aí, a gente sabe, fez parte junto do governo. Embora tivéssemos uma outra linha de postura. A nossa posição política é demais conhecida de muito tempo. Mas imagina terem sido usadas as redes sociais para divulgar um filme com qualquer outra ligação. “Lula, o filho do Brasil.” Teria caído a casa. O vereador Daniel Guerra, aqui, teria feito um sapateio daqueles. Então a mesma coisa vale agora. Não acho justo. Não posso fazer vista grossa quando a gente vê aqui: “Promoção surpresa. Que tal um cineminha? Quer ganhar ingresso para uma sessão de cinema? São 70 pares de ingressos no total”. E aí tem toda a mecânica de quem se inscrever primeiro para a sessão, vai ganhar um ingresso para assistir à biografia do Pastor Edir Macedo.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Um aparte, vereador.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Nós sabemos da ligação estreita que tem o PRB com a Igreja Universal. Tudo isso é uma opção partidária. Não cabe a nós ficarmos nos intrometendo nas questões dos outros partidos. Mas cabe a nós, como vereador e como cidadão caxiense, dizer que não pode ser usada a rede de intranet da Prefeitura, a máquina da Prefeitura, para divulgar um filme que trata da vida pessoal do Pastor Edir Macedo. Que tem todo o direito de fazer o filme, de fazer a exibição pelo país afora. Mas o Poder Público não pode se envolver nessas questões. Seu aparte, vereador Renato.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Bem rapidinho, vereador Adiló. Só a primeira parte da sua fala. O senhor tem toda a razão. Tem pessoa que, às vezes, tratam bem os animais e esquecem dos seus semelhantes, das pessoas, principalmente das pessoas mais idosas. Que às vezes, chega a partir de uma certa idade e parece que não presta para mais nada, a não ser para pagar conta dos mais novos. A segunda parte da sua fala, eu quero dizer que eu também não simpatizo muito com essa proposta. Mas quero dizer para o senhor que é bem comum, inclusive aqui nesta Casa, por exemplo, a divulgação de livros, de coisas assim no sentido particular. Já teve vários casos aqui de pessoas que foram homenageadas, divulgando livros, isso e aquilo. Entendeu?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador Adiló.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Então, essa questão do filme lá do Edir Macedo, do qual, há muitos anos, eu não faço mais partes desse segmento religioso, mas é um segmento religioso. Até então é uma igreja evangélica que tem lá todo o seu trabalho social e toda a sua contribuição para uma cidade.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, uma Declaração de Líder do PP.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Isso aí ninguém pode negar. Agora, a que preço tudo isso acontece, a gente não sabe. Mas que tem um trabalho social, uma contribuição para o município, assim como todas as igrejas evangélicas.
VEREADOR FLAVIO CASSINA (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Aqui teve... O senhor mesmo, se não me falha a memória, o senhor é espírita, não é? Já teve homenagem para o espiritismo, teve homenagem para a umbanda, teve homenagem para a igreja católica quase sempre. É uma certa forma de divulgar também, de divulgar também. Então, este espaço aqui é público; mas, por vezes, acaba divulgando algumas coisas de alguns segmentos, alguns grupos mais fechados. Era só essa observação que eu queria fazer.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): De certa forma, vereador Renato Nunes, V. Exa. não está de todo errado, o problema todo é o seguinte, o que sai na mídia: Prefeitura de Caxias do Sul oferece ingressos para o filme de Edir Macedo a servidores. Uma ação da Prefeitura de Caxias do Sul causou polêmica entre os servidores públicos do município. Na tarde desta quarta-feira, dia 5, funcionários receberam um e-mail no qual o Poder Público oferece ingressos para assistir ao filme Nada a Perder, Contra Tudo, por Todos. Então alguém, servidor, em horário de expediente, foi destacado para fazer esse lançamento na rede. Aí é que está o problema, aí que está o problema. Então nós fazemos esse registro manifestando a nossa opinião. Não concordamos, não concordamos! E é isso, também não vamos aqui fazer uma tempestade em função disso, mas que sirva de lição para a Prefeitura não misturar demais as questões. E quanto ao papel das igrejas evangélicas, endosso o que o senhor falou, reconheço o grande papel social que todas elas fazem, tantos outros credos, a Igreja Católica e todos os outros. Isso... Estamos juntos! (Manifestação sem uso do microfone) É, exatamente. Não temos nada a criticar. Não, o pessoal só tem a ganhar com isso. Agora, a máquina pública não pode ser usada. Isso aí, se nós ficarmos quietos, a coisa vai avançando e a gente não sabe onde vai parar isso. Então, devagar com o andor. O seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Adilo, parabéns pelo senhor expor esse tema, pela coragem. Porque, muitas vezes, nós podemos ser taxados de preconceituosos, intolerante religioso. Mas eu quero dizer uma coisa, vereador, eu não tenho problema nenhum, eu respeito tudo o credo. Eu vou na missa, vou no centro de umbanda, vou no espiritismo, aonde que tiver povo, aonde é que tiver gente do bem, a gente vai. Pode ser em igreja evangélica também. Não frequento, mas pode ser. Mas eu quero dizer, justamente, o que o Renato Nunes falou: qual o preço que está por trás disso? Eu vou usar só dessa frase, vou sublinhar essa sua frase, vereador Renato Nunes: qual o preço que está por trás disso? Porque, quando são filmes de Caxias do Sul, produzidos pelos nossos artistas locais, nós nunca vimos o incentivo para as pessoas assistirem no Ordovás; a gente não vê as informações para as pessoas terem acesso ao Financiarte. Nunca a gente viu sortear esses ingressos. Quem que pagou esses ingressos? Quem que pagou? Olha, vereador, uma coisa nós não podemos negar é o plano de poder da Igreja Universal no Brasil inteiro. Eles compraram barcos e estão no Brasil inteiro, vereador. (Esgotado o tempo regimental.)
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Peço uma Declaração de Líder, senhor presidente.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Lá na Amazônia – eu estava assistindo um documentário –, eles compraram, eles buscam as pessoas ribeirinhas; daí eles trazem para a cidade, levam no cinema, buscam de volta. A que preço é isso, vereador? É justamente parafrasear o que o vereador Renato Nunes falou. Por que não valorizam os nossos artistas locais, incentivam o Financiarte para produção local? Dá ingresso para as nossas crianças das nossas escolas. Agora, um projeto de poder se resume a isso. Nós não podemos deixar de dizer, vereador Renato Nunes, o senhor que foi do PRB e sabe muito bem, que é um braço direito, esquerdo, uma perna esquerda e direita, o PRB da Igreja Universal. Os principais líderes são da Igreja Universal. E volto a dizer: a que preço que está por trás de tudo isso. Obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Rafael Bueno. De imediato, vereador Flavio Cassina.
VEREADOR FLAVIO CASSINA (PTB): É, dentro desse assunto, vereador Renato, não dá para comparar Câmara aqui com a Prefeitura, porque aqui nós abrimos... Aqui pode-se dizer que é a Casa mais ecumênica que eu já vi, porque aqui abriu-se espaço para todo mundo, inclusive, para muçulmanos, os senegaleses. Então aqui não dá para falar uma vírgula da Câmara. Já não se pode dizer o mesmo da Prefeitura, o pessoal da umbanda que o diga. Mas esse episódio aí, outra curiosidade que eu digo, o PRB, o Partido Republicano, no nome, mas ele é comandado por um imperador. É uma coisa curiosa. Obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Cassina.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Vereador Adiló, só um minutinho, se o senhor puder. Só para dar uma... (Manifestação sem uso do microfone) Ah é, desculpa. Eu já pedi. O senhor não pode. Obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Sou obrigado a cumprir o Regimento. Mas o que eu quero abordar hoje é a questão do turismo em nossa cidade, que já foi aqui abordado, vereador Toigo, vereador Felipe, agora trazendo esse material do Caxias Basquete. O cumprimento, vereador Felipe, porque, hoje, o que sobrou de bom para divulgar a nossa cidade é o esporte, é o esporte. Isso foi no passado o Juventude, quando tivemos uma participação mais efetiva com a questão da Parmalat, é com o Caxias, e agora o Caxias Basquete levando o nome da nossa cidade da forma melhor possível, da melhor forma possível. Futebol é paixão, futebol envolve todas as camadas sociais e isso faz muito bem para nós e para a nossa cidade. Então, lhe cumprimento. Mas eu quero me fixar na questão do turismo. Nós somos uma cidade que foi pioneira aqui na região, foi o motor, a locomotiva do turismo e que hoje eu não sei se nós chegamos a ser o último vagão da locomotiva. Nós estamos indo a reboque dos municípios aqui da volta. Eu vou pegar apenas Farroupilha, que Farroupilha é uma cidade que não é muito falada, não é. Farroupilha não é uma cidade muito falada e a gente pensa que não tem nada em Farroupilha, agora, olhem o site da Secretaria do Turismo de Caxias e olhem o site da Secretaria do Turismo de Farroupilha, que não é a cidade que tem mais promoção. Nós estamos vendo aí todas as demais, Bento Gonçalves, Nova Petrópolis, Gramado – chegando ao limite, Gramado hoje já está praticamente transbordando a sua capacidade –, Canela, Flores da Cunha, Nova Pádua, Nova Roma, Ipê, e Caxias nós estamos aqui não estamos dormindo, estamos roncando. Aí tu pega o site da Secretaria do Turismo de Farroupilha e pega lá: de 3/12/17 a 7 de Abril de 2018: Parque Musical no Parque dos Pinheiros; 2 de fevereiro, Romaria Votiva (apoio), já o início, a preparação do Santuário de Caravaggio; 4 de março, Carnaval da Estação, no calçadão da Júlio de Castilhos, são apoios promovidos e com apoio da prefeitura; 17 de Março, Trilhas e Montanhas (apoio), no Parque Salto Ventoso; 21/03, lançamento do Festival do Moscatel, na sede da AFAVIN, Casa Poeta Oscar Bertholdo, num evento que vai se realizar de 31 de agosto a 15 de setembro de 2018, que é o Festival do Moscatel, mas já oito, dez meses antes está sendo divulgado e preparado; 4 de abril, Lançamento da Expo Farroupilha, no Salão Nobre Prefeitura; 7 de abril, Maratona Cultural, Parque dos Pinheiros; 11 de abril,
Lançamento ENTRAI, Prefeitura Municipal; 19 de maio a 4 de junho, Dia do Vinho; 11, 12, 13, 18, 19, 20 de maio, em Nova Milano, o ENTRAI; 26 e 27 de maio, Romaria de Caravaggio; 8 de junho, Vivere, na Júlio de Castilhos; Julho de 2018, Lançamento Seleção de Vinhos Escolha, olha a importância que eles dão para os seus produtos, paar o moscatel, paar o vinho, para as coisas simples da terra, mas é isso o que o turista quer ver;  11 de agosto, escolha das Soberanas do Município no Centro de Eventos; 6 de setembro, Seleção de Vinhos, novamente o vinho como ponto nobre da...; 14 a 23 de setembro, Semana Farroupilha, eu duvido que aqui tenha a definição já e o calendário da Semana Farroupilha, 14 a 23 de setembro, 10 dias, no Largo Carlos Fetter; 9 e 10 de novembro, Festuris; 5 de outubro a 9 de novembro, Vivere; 9, 10, 11, 14 até 25 de novemrbo, Expo Farroupilha, que é um grande evento que promete movimentar muito; dia 8/12, lançamento do Natal. E por aí afora.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Então, farroupilha dando um show em nós. Agora, nós vamos para a lista triste de Caxias do Sul. Já lhe concedo o aparte, vereador Felipe.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Eventos cancelados em Caxias do Sul:
 
1) FESTA DO PINHÃO – VILA SECA
2) HORTISERRA – NOS PAVILHÕES
3) FEGADAN - PAVILHÕES
4) DESFILE ESCOLAS DE SAMBA – CARNAVAL
5) RODEIO CAMPO DOS BUGRES - PAVILHÕES
6) FESTA DA UVA ADIADA
7) RODEIO NACIONAL - PAVILHÕES
8) CARROS ANTIGOS - PAVILHÕES
9) ORQUÍDEAS – DIMINUIU – SAIU DOS PAVILHÕES E FOI P/ SALÃO IGREJA SANTA CATARINA
10) ENCONTRO GASTRONÔMICO E HOTELARIA – FOI PARA FARROUPILHA
11) CASAMENTO COMUNITÁRIO
12) FESTA DA CRIANÇA
13) REVEILLON
14) CANCELAMENTO PARCERIA DO EVENTO BRILHA CAXIAS – COM CDL
15) SEMANA DO MEIO AMBIENTE
16) SEMANA FARROUPILHA – FESTEJOS ACAMPAMENTO PAVILHÕES
 
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Precisa dizer mais alguma coisa? Secretaria de Turismo, Cultura, governo municipal. Quando a gente ouve o pessoal: Deixem o prefeito trabalhar, por favor. É o nosso desejo. Seu aparte, vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (PMDB): Vereador Adiló, sobre os dois assuntos que o senhor trouxe da tribuna... Primeiro, só para responder ao vereador Renato Nunes que com relação a divulgação de livros, bandas e eventos culturais da cidade a TV Câmara tem um dever legal de ocupar em torno de 20% da sua programação com situações culturais da cidade de Caxias do Sul. Então por isso que esses programas existem e acabam acontecendo através da TV Câmara. Com relação ao assunto do turismo é bom a gente ressaltar aqui que aquela luta nossa, que hoje está junto com a Comissão da Agricultura, da zona franca da uva e do vinho, Farroupilha foi a primeira cidade a se pronunciar ao deputado Derly com interesse em fazer parte desse projeto. Caxias do Sul hoje, até agora, se quer respondeu à Comissão de Agricultura se tem interesse. Então a gente vê tanta programação sobre o vinho em Farroupilha e aqui se quer temos resposta do interesse de Caxias do Sul fazer parte desse projeto do deputado Derly, que daqui a pouco vai começar a andar dentro da Câmara Federal e Caxias do Sul vai ficar isolada. Nós vamos ficar isolados dentro de uma região toda que tem esse lado voltado para produção, para plantação, enfim, toda cadeia da uva e do vinho. Então a gente percebe, de uma forma muito transparente, a forma de pensamento e a forma de levar a cidade para frente. Então é uma situação emblemática que Caxias do Sul se quer, até agora, respondeu à Comissão de Agricultura se tem interesse ou não de fazer parte do projeto do deputado Derly. Muito obrigado.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Um pequeno aparte, se der tempo, vereador Adiló.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Já lhe concedo. Então só para comparar, deixa o prefeito trabalhar. Sim, trabalhou, cancelou 16 eventos... Todos eles errados, feito pelas administrações anteriores. Seu aparte, vereador.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): De forma bem breve, vereador Adiló, só para endossar as suas palavras quanto essa comparação que o senhor fez com Farroupilha. Eu estive, tempos atrás, conversando com o secretário do Turismo de lá, com o Francis, que procura fazer um trabalho integrado com a serra gaúcha e tem uma grande preocupação com a questão turística de Farroupilha. Inclusive eles têm diversos projetos inscritos no Siconv, estão procurando pessoas especialistas nisso para trazer recurso para Farroupilha e está  dando certo. Então, para nós, que sirvam de exemplo, que os municípios vizinhos façam, para podermos implantar aqui em Caxias do Sul também, porque a gente tem um potencial muito maior e acaba não aproveitando isso. Muito obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Daneluz. Nós comparamos com Farroupilha, se nós comparássemos com Gramado, Nova Petrópolis iam dizer: Ah, mas aí é covardia. Não, tudo bem, mas no passado Caxias era o motor dessa locomotiva. Gramado não era nada e olha onde nós estamos ficando? Na poeira. É isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores... quero cumprimentar aqui todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16, todos que estão aqui presentes, bem vindos sempre. Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, quero aqui continuar falando nossas pautas, colegas vereadores, vereador Beltrão, vereadora Denise, e acho que é isso que tem que fazer, mostrando que a gente  tem vontade de fazer, a vontade do povo que nos pede e levar o assunto, vereador Adiló, a esta tribuna. Inclusive ontem, já está passando aqui no telão, eu e o secretário Leandro Pavan nós fomos fazer uma visita, vereador Cassina, nas imediações da Pena Branca, em São Luiz da 6º Légua, Antônio Broilo, passando a Antônio Broilo, que vai para São Luiz. Na entrada, propriamente dita, na entrada que entra para o nosso cemitério de Caxias do Sul para antes... Quem vem de Santa Lúcia passa a igreja de São Luiz e entra à esquerda. Inclusive aí eu tenho que levar o Cristiano também, onde que entra à esquerda, que é difícil de entrar ali, vereador Adiló. Esses dias parei e um cara quase me bateu atrás. Então essas coisitas... Muitas vezes são coisas poucas, mas tem que ser resolvidas. Hoje o fluxo vem crescendo, a nossa cidade, vem... O fluxo de automóvel é intenso, cada dia crescendo. Então tem que estar melhorando essa situação. E qual é o pedido, colegas, desse vereador para o secretário? Que se faça asfalto ali. Desde então daquela entrada ali como já falei que entra para o cemitério, que ela seja alargada, asfaltada e assim desça a descida da rua Arturos e sobe a rua Arturos. Então é rua... Entra pela rua José Menegotto, na frente do cemitério, vereador Adiló, acho que o senhor é conhecedor. Rua José Menegotto aqui na frente do cemitério depois desce a rua Arturus e sobe a rua Arturos de novo que dá acesso ao centro do Cruzeiro. Com certeza irá desafogar muito. Todo mundo está pedindo isso aí e o secretário me fez uma pergunta. É a única rua aqui de acesso a Nossa Senhora? É a única, não tem. A não ser outra abertura que vai lá para o De Zorzi, Diamantino, a princípio é essa daí. É a mais prática até porque ela já está aí, só falta asfaltar ela. Ela tem calçamento e por causa do calçamento e muitas vezes por buracos e muito morros, não consegue subir os carros, porque eles patinam. Chegam lá é muito morro.  Mas com certeza com asfalto e proibindo ônibus e caminhões, claro, por que é muito morro, mas em termos de automóveis, de carros mais levianos com certeza irá  desafogar muito o trânsito, porque ali no Pena Branca está um caos cada vez que a gente chega ali. É um vucovuco tremendo, podemos dizer assim nesse trecho que vai ali lá para o De Zorzi, vem para o centro da nossa cidade e São Luiz da 6ª Légua. Então iremos cobrar outras secretarias também, estava agendando reuniões, outras secretarias, Planejamento, Seplan, para que nós consigamos evoluir nesse sentido. Também já aproveitei, colegas, cobrar do secretário a rua então que liga aquela Santo Bortolini com  a rua Maurício Sirotsky É uma rua que há muito tempo a gente vem, vereadora Gladis, cobrando também a abertura dessa rua. Ela vai dar também na fábrica do Sitta. Quem conhece, acho que todo mundo conhece o Sitta também e é naquela avenida ali, que a gente precisa desde a rua rua Maurício Sirotsky Sobrinho com a Travessão Santo Bortolini. Esse travessão precisa ser aberto, porque muitas famílias serão contempladas e também irá ajudar os bairros da nossa cidade a fluir o trânsito, porque hoje cada dia que a gente consegue fazer uma abertura fazer uma abertura de rua e um melhor acesso com certeza quem ganha é a comunidade, vereador Felipe. Então, essa aqui também a gente vai procurar outras secretarias também para que ajudemos sim as secretarias, o secretário Pavan pelo qual a gente agradece pela parceria em nos acompanhar sempre nas nossas pautas aí e estar atento. E dentro das possibilidades  eu sempre digo aqui. Nem tuda a gente consegue resolver, vereadora Gladis, vereador Frizzo, mas com certeza nós estando em cima e dando retorno à população, que estamos acompanhando é isso que o povo quer. Nós temos que dar retorno aqui e escutar a população. Nós temos que ser a voz do povo. Passar o que eles querem, vereador Neri, então é isso que a gente tem que fazer. E também como foi cobrado, vereadores, aquela rua, como diz o Frizzo, o Bandeira tem que morrer e ainda dar tempo de colocar o nome. Aquela rua então, me fugiu até o nome... Da mecatrônica, rua da mecatrônica, o Travessão Solferino que...
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Permite um aparte, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Vai para mecatrônica e sobe lá para o Diamantino. Então essa a qual a gente está cobrando. O secretário também foi lá na região novamente para que essa rua seja aberta. Ela dá acesso lá em cima na UBS lá no Diamantino e não precisa muito não. Não é o bicho, como podemos dizer, vereador Uez. Não é lá tantas frescuras como a gente diz assim para fazer essa abertura dessa rua e com certeza aí nesse trecho também dá acesso... Esse acesso sendo aberto aí, vereador Frizzo, dá acesso ao Bairro Diamantino, dá acesso a BR-116, lá para cima, vai sair lá em cima, enfim.
VEREADOR NERI, O CARTEIRO (SD): Um aparte, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Outros acessos. Vai desafogar um monte assim. Vai ajudar e muito o fluxo de veículos se essa rua for aberta aí, porque muitos automóveis hoje. Está dando engarrafamento deixe aqui embaixo, no Pena Branca, hoje também. Cada dia que a gente passa a gente vê, na hora do fluxo. Então a gente precisa ter alternativas para que a nossa cidade fique contemplada, como eu sempre falo. Esperamos que não demore, vereador Frizzo, muito tempo. Eu vou continuar cobrando. Outras secretarias a gente irá procurar também para que saia do papel e tenha um início pelo menos. Tendo o início já é um caminho, um caminho andado. E outra questão. Hoje então, vereador Adiló, participei de uma audiência pública. Então, temos uma notícia boa. Que amanhã, então, temos, às 15h30, o início das obras do Santa Fé. Que bela notícia. Estarei, com certeza, estarei presente. Participei, inclusive, da audiência pública. Faço parte da Comissão Participativa e Comunitária, junto com o vereador Adiló, que tão bem preside, junto com os demais vereadores. E amanhã, então, essa bela... Vai ser o início, dado o início dessa obra amanhã, então, às 15h30. Estarei presente. A gente agradece à secretaria e a todos os envolvidos nessa excelente obra. Que há muito tempo este povo vem cobrando. Mas eu sempre digo, nem sempre a gente consegue fazer revoluções rápidas. Muitas vezes demora por causa das burocracias, falta de dinheiro, coisa e outra. Mas, graças a Deus, saiu do papel e irá começar a obra. Seu aparte, vereador.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Bandeira. De fato, amanhã, 15h30, estaremos lá prestigiando essa ordem de início dessa importante obra, da qual V. Exa. também participou da audiência pública. E o secretário Cristiano tem sido muito positivo desde aquele momento. Houve um atraso aí. Nos chamou lá para justificar, inclusive, o porquê do atraso. Mas amanhã, finalmente, é a ordem de início. Eu apenas quero colaborar com V. Exa. dizendo que, esta rua ao lado do cemitério do São Luiz...
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PSB): Declaração de Líder do PSB, senhor presidente.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Há um pedido protocolado já na secretaria para o alargamento. Inclusive, por iniciativa do Sr. Ivo Menegotto, que era o antigo proprietário da Pedreira Caxiense. Então, já está protocolado um pedido de alargamento, e eu imagino que o secretário Pavan deva estar tomando as providências, porque é uma reivindicação antiga daquela comunidade. Obrigado pelo aparte.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Adiló, pela contribuição. Vereador Neri.
VEREADOR NERI, O CARTEIRO (SD): Obrigado, vereador Bandeira. Apenas para somar à questão que o senhor fala, a questão da abertura da Rua Travessão Solferino que liga à BR-116. Dizer que é um tema muito importante. Quero me somar às suas palavras. A região Cruzeiro, a região leste ali, que cresceu demais. Todo dia, toda hora estão abrindo novos loteamentos. Campos da Serra, São Luiz está aumentado bastante ali para trás. E o trânsito não comporta mais. A gente tem que criar alternativas de trafegabilidade e questões de mobilidade para o trânsito da região. E essa é uma das alternativas. Quero dizer que também tenho pedido feito, desde o meu primeiro ano de mandato, assim como o senhor, assim como outras lideranças. Eu acho que esse é um tema que a gente tem que bater. Porque, com certeza, requer investimentos, mas vai ajudar bastante na questão da mobilidade (Esgotado o tempo regimental.) de muitas pessoas não só da região, mas de toda a nossa cidade. Obrigado pelo aparte. Parabéns pelas palavras.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Para concluir, senhor presidente. Obrigado, vereador Neri, pela sua contribuição. E é isso aí. Quanto mais ruas abertas melhor. Porque, hoje, com uma rua só não dá. Então é esse raciocínio. Bem rápido. Quanto mais ruas abertas para fluir o trânsito melhor. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
 
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VEREADORA GLADIS FRIZZO (PSB): Senhor presidente, nobres colegas vereadores e vereadoras.
 
Gostaria, no dia de hoje, celebrar o Dia Nacional do Livro Infantil. No Brasil, é comemorado hoje, no dia 18 de abril. O dia do aniversário de Monteiro Lobato.
 O Dia Internacional do Livro teve a sua origem na Catalunha, uma região da Espanha, uma região da espanha. A data começou a ser celebrada em 05 de abril de 1926, em comemoração do nascimento de Miguel De Cervantes, escritor espanhol.
O dia nacional do livro surgiu em homenagem à fundação da biblioteca nacional do livro, em 1810, pela coroa portuguesa.
Na época, D. João vi trouxe para o Brasil milhares de peças da real biblioteca portuguesa, formando o princípio da biblioteca nacional do Brasil (fundada em 29 de outubro de 1810).
 No Brasil, ainda se comemora anualmente o Dia Nacional Do Livro Infantil, uma homenagem ao escritor Monteiro Lobato, que nasceu neste dia.
Esta data também é conhecida como dia de monteiro lobato, considerado um dos mais importantes escritores da literatura brasileira.
Aqui no nosso município, a lei nº 7.915, de 16 de dezembro de 2014, de minha autoria, institui a Semana Do Livro Infantil, a ser comemorada na semana do dia 18 de abril.
O livro pode ser uma fonte inesgotável de conhecimento...
 
Nós ouvimos aqui hoje a preocupação de alguns vereadores quanto ao nível das escolas de ensino... Quanto ao MEC, a preocupação do MEC em, realmente, ensinar esses jovens e essas crianças, o ensino de qualidade e de excelência que nós sabemos que não está acontecendo. Nós temos aqui, nesta Câmara de Vereadores, vários professores, e que sabem da importância da leitura, da importância de fazer com que a criança crie o gosto pela leitura desde pequena. Então eu venho aqui hoje falar sobre isso, lembrar, novamente. Porque parece que, muitas vezes, nós precisamos falar, falar, falar para que possamos ter mais ação. Então falamos da necessidade de qualidade de ensino. E eu venho dizer que tudo começa com a leitura.
 
...conhecimento, transportando os leitores infantis, para os lugares mais espetaculares da imaginação humana, além de informar e ajudar a diversificar o vocabulário das nossas crianças.
 
Tem uma frase... Tem várias frases onde Monteiro Lobato diz – vou citar algumas: Ainda acabo fazendo livros onde as nossas crianças possam morar.
 
Nobres pares, tenho a educação com um dos principais pilares no meu mandato, por isso, a todos professores e educadoras, nesse dia, deixo aqui minha mensagem.
 
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Professor Périco. Em especial, aos meus colegas aqui: o Périco, o Elói, o Rafael.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Peço a palavra.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Acho que eu esqueci alguém. Não? (Manifestação sem uso do microfone) Sim, eu já falei do Rafael. Então, antes de passar o seu aparte, eu vou falar mais uma frase de Monteiro Lobato: Quem escreve um livro, cria um castelo; quem o lê, mora nele.  O seu aparte, vereador Edson da Rosa.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Vereadora Gladis Frizzo, a minha formação acadêmica não é na área da docência, da licenciatura, mas, até em função do trabalho que nós fizemos aqui na Câmara no trabalho de 2005 a 2008 na Comissão de Educação, a gente é mordido e fomos mordido pelo bom mosquito da educação. A importância desse assunto que V. Exa. traz hoje da tribuna com relação ao livro infantil de Monteiro Lobato. O Sítio do Picapau Amarelo fez parte da minha história. Eu lembro quando eu estava no Exército também, eu não tinha filhas ainda e comprei umas historinhas da Disney infantil para que pegasse gosto pela leitura. E é isso que nós temos que efetivamente dar a devida atenção, porque hoje, com 53 anos, eu vejo o quanto é importante nós lermos. O livro tem uma capacidade de nos levar para onde nós quisermos. O livro nos dá a capacidade de nós termos a compreensão de vários assuntos de dissertar, de discernir, de abrir horizontes, de viajar, mas isso começa na infância, começa ali na formação, começa na pré-escola, começa no ensino fundamental. Nós vimos hoje os alunos da Escola Giuseppe Garibaldi do ensino fundamental, no oitavo ano, concluindo, e a gente sabe que nós lemos pouco hoje no Brasil. O brasil é um dos países que mesnos lê. Então, esse seu assunto trazido hoje, que hoje é o Dia Nacional do Livro Infantil é isso, é recordar, é valorizar os profissionais que trabalham e militam nessa área, principalmente não só professores, porque também tem pessoas especializadas em vendas de livros infantis e que também acabam absorvendo essa demanda. Então, vereadora Gladis, parabéns pelo vosso assunto. Eu estava falando aqui com o vereador Paulo Périco justamente isso, que Monteiro Lobato fez parte da minha infância. Então, à época a gente leu bastantes livros dele e o que víamos na televisão era justamente isso, era o despertar daquilo que tinhamso lido nos livros. Então, é um assunto que hoje é fundamental, e foi trazido, de preocupação do vereador Rafael Bueno, da preocupação com o ensino, e V. Exa. tráz na verdade o início, que é a leitura, que é o estímulo, que é o iniciar com a criança. Parabéns.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Muito obrigada. Dizer que nós também podemos incentivar as crianças: quando nós vamos dar um brinquedo, dá um livro junto, um livro infantil. Não só o brinquedo ou só a roupa, mas um livro, pode ser simples, mas a gente tem que começar a ter ações. Era isso. Eu queria também convidar os nobres pares, os colegas para sessão solene hoje à noite para o Título de Cidadão Caxiense ao Padre Gidnei Fronza, às 19 horas, os vereadores que puderem comparecer, porque o padre Gilmar é uma pessoa que sempre foi preocupada, engajada em todos os bairros da nossa cidade fazendo a diferença e ensinando o bem. Era isso, senhor presidente. Obrigado.
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VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu gostaria de chamar atenção para um assunto que o colega Adiló trouxe aqui hoje que é o assunto sobre a importância do turismo em outros municípios. Enquanto o vereador Adiló falava sobre os eventos do município aqui ao nosso lado, Farroupilha. Eu pesquisava no site da nossa prefeitura e amanhã vamos mostrar aqui, vereador Adiló... Eu pesquisava aqui no site da nossa prefeitura como é que era o site do campo do turismo. O que me chamou atenção quando você clica secretarias a Secretaria do Turismo, que poderia ser uma as primeiras, ela é a penúltima. Eu cliquei em Secretaria de Turismo para encontrarmos os nossos eventos. E o que aparece? A imagem da secretária, sua formação e aparece um ícone, em PDF, regimento interno da Secretaria do Turismo. Nossa, os turistas que vem a Caxias do Sul é muito importante eles saberem do regimento interno da nossa secretaria. É isso que eles querem saber, em Caxias do Sul. Depois tem lá ações de turismo e aí você clica – acabei de mostrar para o colega Adiló – e não tem imagem nenhuma. Este é o melhor site de turismo do Brasil. Como não tem absolutamente nada e nada foi feito ele realmente representa o que é não trabalhar para o turismo. Então eu peço aos nossos cidadãos caxienses, que nos assistem no canal 16, por favor, acessem a página do município de Caxias do Sul, procurem Secretaria de Turismo e vão seguindo os passos para os senhores e as senhoras verem que o quê não está acontecendo em Caxias a comprovação é a própria Secretaria de Turismo como ela se apresenta para o mundo. Não é para Caxias do Sul, porque hoje a internet é o mundo, ela é global. Então eu peço e aquilo que eu falei ontem sobre a questão de que quando dizem que nós aqui não trabalhamos, eu coloquei, prefeitura de Caxias do Sul: Por favor, trabalhe. E o que os nossos colegas vereadores estão trazendo aqui é justamente mostrarem o trabalho de outros municípios, e o exemplo aqui hoje foi sobre o turismo, e como o nosso município não fez, continua não fazendo nada e o exemplo está para os senhores procurarem no site da nossa prefeitura. Realmente, agora que eu entrei, eu me senti mais uma vez envergonhado de quando eu vou a municípios ao redor de Caxias do Sul, muito menores, e nós encontramos atividades maravilhosas. E as atividades feias em Caxias do Sul são atividades privadas porque são empresários que tem coragem de aqui realizarem eventos. Mas se nem aquele material da Festa da Uva, trazido aqui pela presidente da Comissão da Festa da Uva, a senhora Sandra Randon, onde naquele material, da Festa da Colheita, nem ali constava o brasão oficial do município de Caxias do Sul, muito menos alguma informação da Secretaria Municipal de Turismo. Então nós estamos aqui levantando, de uma forma responsável, o quanto o nosso município está pecando na questão da gestão de turismo. Então nós estamos aqui mostrando que discurso é uma coisa. Por favor, procurem o site. Eu olhei agora e mostrei para alguns colegas vereadores. Espero que amanhã, quando viermos mostrar aqui, não tenham mudado, mas aqui já tem testemunhas do que eu mostrei. Inclusive o colega Renato, mostrei para o colega Renato aqui, o site da Secretaria de Turismo, e eu gostaria então que não mudem para amanhã. Se mudarem, bom, estarão comprovando daquilo que nós estamos fazendo aqui. Por favor, trabalhem. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhor presidente, nobres colegas, vereadores e vereadoras. Nos últimos dias uma das situações, vereador Ricardo, que foi subprefeito, Gladis Frizzo, talvez na sua região não tinha muito disso, mas eu, enquanto atuei na Subprefeito de Galópolis, tinha muitas demandas em cima de um assunto, vereador Bandeira, que já falei aqui, vou repetir quantas vezes for possível. Temos na nossa região muitos agricultores, eu, especialmente na minha, poderia falar de um por um, situação protegidos pela Lei nº 7.546 que graças a Deus o governo Sartori viu com bons olhos e era uma visão minha que eu sempre discutia na época com o secretário Nestor Pistorello que seria de igualdade ao produtor.  Que se puder condições de acesso à produção com igualdade, não só onde que tem amigos, disso, daquilo, igualdade. Essa lei dá amplitude, dá proteção que se ajude o agricultor no escoamento da produção. Tenho muito na região. Tinha na região de Galópolis muitos situações que eu presenciei, eu fui ver, eu gosto de ver, situações que não tem outra maneira a não ser largar uma viagem, duas de cascalho, talvez por ano, talvez tem situações em quatro anos uma única vez foi colocado lá, por quê? Porque tem uma estrada muito estreita que a lei protege que se faça até o parreiral. O vereador Adiló muito bem sabe, condições de tráfego para produção. Estamos discutindo desde a época que tem situações... A prefeitura teria que ir lá e arrumar essa estradinha pela lei como não tem condições ela é estreita. Muitas vezes agricultores fazem esse trabalho com tratorzinho, com a lâmina e agora nessa época, agora, há pouco dias, se já não começou tem aquela pode antecipada a ver, os agricultores por uma entressafra costumam arrumar aqueles acessos. É uma época que sobra um pouco de tempo para que chegue ali na frente depois da poda que começa os tratamentos de novo, aquela estrada esteja em boas condições e isso está sendo difícil. Estava debatendo no encontro que tivemos com o secretário, na abertura, o vereador Bandeira estava lá, que se facilite isso. O gestor que está na subprefeitura tem que conhecer quem tem direito ou não. Na minha época era assim. Fui visto lá talvez, ouvi em outras palavras, vereador Bandeira, que nem que eu tivesse cometido irregularidades, porque o vereador quando via e sabe que tem lei que ampara como subprefeito vai lá é sim ou é não. O cascalho não era meu, é público. Então o gestor tem que saber. Temos que encurtar caminho. Hoje o que se cobra? O agricultor tem que ir até a subprefeitura se inscrever, solicitar a visita de um técnico para depois ser avaliado se vai ou não. É muito longe para conseguir isso. É muito longe, vereador. Nós temos que encurtar caminhos. Aí eu estou me perguntando agora há dias que um cidadão lá da Estrada do Vinho, que na época eu entendi mesmo que não era região minha, aí eu vou ter agora onde esse cidadão que é atendido pelo 1º Distrito vai se inscrever. Mas para que fazer um caminho longo assim, se não precisa? Tem a lei que protege. Quando a gente tem a lei que protege, não precisa temer consequências ali na frente. Eu não tenho problema nenhum. Talvez tem uma situação lá na Terceira Légua. Eu citei até... O José Carlos Comerlatto está lá com metade da viagem do cascalho da minha época. Por quê? Porque o clima não precisou usar aquela brita. E se não precisou, ela está lá e não vai pedir mais. Então não se olha assim, só como... Vai irregularidade porque jogou lá um amontoado e está lá, não usou. Não pode largar cascalho amontoado. Então vai lá e arruma a estradinha. Está com a lei que garante isso. Então eu vou debruçar a todo momento, vereador Neri. Temos que encurtar caminhos. Temos que facilitar. Temos que dar graças a Deus a esses  herois agricultores. Nesse último ano receberam, bem menos vão receber da uva, preço congelado, insumo subindo e não se faz a nossa parte. Então, este vereador está muito preocupado com isso. Temos problemas  no britador. O secretário tem muito boa vontade ainda continua embargado. O município de Caxias do Sul está comprando a brita, mas a todo momento, vou me debruçar, vou levar novamente aqui o assunto logo ali na frente, se esse caminho não for encurtado para facilitar. (Esgotado o tempo regimental.) Era isso para hoje, senhor presidente.
 
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VEREADOR RENATO NUNES (PR): Senhor presidente, bem rapidamente aqui, só para esclarecer alguns pontos aqui da minha fala e deixar bem claro a toda população. Hoje, com a minha experiência de vida; hoje, prestes a completar 45 anos de idade dia 29 de abril agora, 25 anos de casado; hoje eu posso dizer que tenho uma certa experiência. Coisa que eu não tinha quando tinha 20 anos de idade, por exemplo. Só para deixar bem claro, eu não sou contra nenhum tipo de expressão de fé. Não tenho o mínimo de intolerância religiosa. Respeito todos. Porque, quando eu respeito uma determinada religião, em outras palavras eu estou pedindo respeito. Como dizia meu pai: “Quer respeito? Respeita os outros”. Se tu não respeitares os outros como tu vai querer cobrar que os outros te respeitem? Então, eu não sou um cara intolerante. Respeito. Tenho a minha fé, o meu credo, a minha fé. Sou um cara evangélico. Creio na Bíblia como a palavra de Deus. Creio em Deus Pai. Creio no Espírito Santo. Creio no Senhor Jesus. Essa é a minha fé. E respeito quem pensa diferente, quem é da umbanda, quem é do espiritismo, quem é católico, quem é... Enfim, religião é o que não falta. Cada macaco no seu galho. Cada um no seu quadrado. Agora, se uma determinada religião ou um determinado segmento religioso, vereador Chico, quiser, por exemplo, daqui a pouco disponibilizar alguns ingressos lá para um evento, ou alguns ingressos para ver um filme, ou vai disponibilizar lá tantos exemplares do livro do escritor tal para dar para a população...
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Aí é como diz o outro. Vou usar um palavreado gauchesco: cavalo dado não se olha os dentes. É de graça. É digratis. Então, se a pessoa não vai pagar, vai ser de graça, quem quiser ir lá assistir ao filme, ou à peça teatral, ou ao show, ou participar lá de algum evento, qual o mal que tem? Não vejo mal nenhum nisso. Agora, se tivesse cobrando. Sei lá, é o meu pensamento. O senhor tem seu aparte, vereador Chico.
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Obrigado, vereador. Só para deixar esclarecido um detalhe aí. Os ingressos foram doados para o grupo Bem Viver. Esse grupo Bem Viver foi criado através de lei, que é a Lei 6.879. Então, na época o prefeito Ivo Sartori, Ivo José Sartori, criou ela. E esse grupo Bem Viver é um grupo dos servidores. Então os ingressos foram para eles, para esse grupo, onde tem diversas atividades para a qualidade de vida. Inúmeras vezes já houve anteriormente missas crioulas, participadas por eles. Houve também eventos com a escola adventista. E agora esses ingressos doados pela igreja evangélica eu acredito que trouxe esse tumulto em razão de que há essa teimosia em relacionar o PRB com eles. Mas eu acho que está se fazendo uma injustiça, porque é como falaste ali: todos têm o direito de mandar. E até, vereador Adiló, não foi o uso da máquina pública. É uma ferramenta que o servidor tem. Em qualquer empresa a intranet é a forma mais rápida de se comunicar. Não adianta, não tem outra forma de divulgar. Nós não estamos na época da pedra que ainda tem que sair de boca em boca para falar alguma coisa para o outro. Então, eu acho que é melhor forma é essa aí. Então era só esse detalhe, vereador.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Então, era isso que eu gostaria de deixar claro. Se foi disponibilizado, como o senhor falou, através da Lei nº 6.879, que é... Como é que é o nome da lei? (Manifestação sem uso do microfone) Criação do Bem-viver. Uma lei. Foi disponibilizado por servidores, qual o problema? Qual o problema? É crime? Então só para encerrar, senhor presidente. Ontem, nós fizemos uma visita lá na Escola Adventista; fomos muito bem recebidos pelas crianças; teve até uma apresentação lá das crianças; e nós ganhamos alguns livros. E daqui a pouco, nós tiramos foto; o prefeito tirou foto; colocou lá na no site lá da prefeitura. Eu divulguei nas redes sociais. Daqui a pouco, vão dizer que nós estamos fazendo propaganda para Igreja Adventista. Não tem nada a ver. Então, era isso. Muito obrigado.
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Até para não ficar requentando esse assunto. O problema, vereador Chico Guerra, é o que está na imprensa, a polêmica: A Prefeitura de Caxias oferece ingresso para o filme de Edir Macedo a servidores. Isso está no site, isso vende uma imagem ruim do nossa administração. Mas vamos lá. Eu quero apenas colaborar com o vereador Velocino Uez, no sentido da preocupação com os nossos distritos. O inverno está se aproximando. A secretaria de Agricultura tem um entendimento totalmente equivocado com relação aos agricultores, e a Secretaria de Obras com as mãos amarradas. O britador embargado, não se vê um esforço para desembargar o britador. Três distrito sem subprefeito. Isso é muito grave. Criúva é do tamanho de muitos municípios do Rio Grande do Sul, tem que ter um subprefeito. Não é possível que uma comunidade tão grande fique tanto tempo sem um representante. Vila Oliva; Desvio Rizzo. Nós não discutimos a demissão desses subprefeitos. Acho que o prefeito Guerra agiu corretamente em demitir o subprefeito de Vila Oliva, pelo seu histórico, e subprefeito do Rizzo. O que não pode é essas comunidades ficarem sem representação. O subprefeito é para isso, é para estar lá. Tem que ser uma pessoa que conhece o meio, que conhece os produtores. E nós estamos aí, há vários meses, com essas áreas sendo atendidas por subprefeitos de forma interina. A gente sabe que não tem condições. Criúva tem quase 1 mil km de estradas; Vila Oliva, é um distrito de grande; o Desvio Rizzo tem 70 mil habitantes. Então não se admite essas três comunidades sem subprefeito. Então não estamos aqui criticando por criticar, vereador Chico Guerra, vereador Renato Nunes, é um apelo. E estamos concordando com a atitude do prefeito quando demitiu esse subprefeito. Agiu dentro daquilo que lhe compete. Mas, agora, tem que nomear alguém da comunidade que conhece esse povo para fazer, justamente, esse elo de ligação entre a comunidade as secretarias. Porque a secretária da Agricultura é uma secretária desconectada, ela não é do meio; ela mostrou, pelas suas atitudes, que ela está muito longe do agricultor, do homem do campo, do homem simples, que precisa do apoio. E a Secretaria de Obras com britador embargado, a gente sabe que isso é um problema que pode acontecer para qualquer um, qualquer administração, mas tem que ter agora uma ação no sentido de liberar, o mais rápido possível. Tem um britador novo lá montado. Daqui a pouco, se desvincula um do outro. Mas nós precisamos, a Prefeitura de Caxias precisa ter essa matéria-prima para fornecer aos nossos agricultores. E por último, eu quero deixar um registro. Amanhã nós estaremos aqui proferindo voto de pesar pela morte do nosso amigo, advogado, conhecido, servidor aposentado do Banco do Brasil, o Leonel Tonietto. Lamentavelmente, nós vamos conferir, mas todos os indicativos que nos chegam é de que ele teve a causa morte provocada por esse fungo das fezes das pombas. Então, quem defende a permanência das pombas aí, lembre que têm familiares e que eles também são passíveis dessa contaminação. Então nós temos que apoiar a Secretaria do Meio Ambiente para retirar esses pombos, fazer essa retirada controlada. Eu já defendi isso lá no passado, quando nós éramos governo. Continuo defendendo o governo Guerra para fazer essa retirada, a secretária Patrícia Rasia. Nós temos que ser racionais. Não é possível conviver com essa população de pombos, colocando em risco a população de Caxias do Sul. Está sendo, de certa forma, abafada essas notícias, mas não é o primeiro, são várias pessoas já que vieram a óbito em função dessa bactéria, desse fungo provocado pelas fezes das pombas. Então, amanhã nós estaremos proferindo votos de pesar pela morte desse amigo, desse companheiro leal, que foi o Leonel Tonietto. Mas lamentar, se comprovado aquilo que nos chegou, que tem, inclusive, laudo médico, para aqueles que defendem a permanência das pombas. Lembre que eles vivem também aqui, que são passíveis de... E correm o risco de contaminação. (Esgotado o tempo regimental.) É isso, senhor presidente, por hoje. Muito obrigado.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Senhor presidente, colegas que ainda estão aqui no plenário. Eu trago um uma preocupação, principalmente aos dois vereadores do governo, Vereador Renato Nunes, que fez parte da Comissão de Saúde o ano passado e participou da reunião no Hospital Geral com o diretor Sandro Junqueira e a equipe administrativa. Fiquei sabendo que, nos bastidores aí, acontecerá uma reunião entre a Secretaria da Saúde e o Hospital Geral, se não me engano, hoje ou amanhã. O Hospital Geral, desde o ano passado, assim que assumiu o prefeito Daniel Guerra, vem, por reiteradas vezes, tentar um diálogo aproximado com a Secretaria da Saúde, com os ex-secretários e com a secretária, para que a verba que o Alceu Barbosa Velho, ex-prefeito, deixou até maio, R$ 250 mil de repasses mensais para o Hospital Geral fosse mantido. O Hospital Geral não quer que seja ampliado, aliás, deseja que seja ampliado, mantido, e ampliada a verba. Mas os R$ 250 mil já é o suficiente, em contrapartida, para manter leitos e também serviços funcionando. Já foi aprovado no conselho diretor da Fundação Universidade de Caxias do Sul que, a partir de junho, se não houver esse repasse, seja do Município, do estado ou da nação, será reduzido leitos. Leitos esses que vão atingir, principalmente, a população mais pobre e vai impactar não a região, porque 65% dos usuários do Hospital Geral são usuários da rede de SUS de Caxias do Sul; os outros por cento são da região. Então são oriundos da nossa da nossa cidade. O Município de Caxias do Sul tem que ter essa responsabilidade e não deixar os nossos munícipes desobrigados de saúde pública. Porque foi prometido em época eleitoral, se não estou enganado, que saúde seria prioridade. E 50 leitos serão fechados, já passou pelo conselho diretor que, em junho, será feito o fechamento de alas do Hospital Geral. Fiquei sabendo, nos bastidores, então, que vai acontecer essa reunião, se eu não me engano hoje ou amanhã, entre a Secretaria da Saúde e o Hospital Geral. Vai ser o último, a última tentativa do Hospital para que se tenha esse repasse. E o diretor parece que vai dizer: setores de ambulatórios serão fechados, de urologia, de cardiologia, endocrinologia e oftalmologia. É preocupante, colegas vereadores, porque são os pobres, os pobres que morrerão agonizando um leito no Hospital Geral. Nós estamos entrando no inverno, onde as crianças e os idosos que sofrem problemas respiratórios, sofrerão: 50 leitos que deixarão de ser ocupados por pessoas, por exemplo, por cirurgias, que poderiam ser realizados, serão ocupados por essas pessoas. E onde é que nós vamos empilhar? Porque é empilhar, o que vai acontecer vai ser empilhar essas pessoas no Hospital Geral e em outros aqui da nossa cidade. Então eu peço, por favor, vereador Chico Guerra, vereador Renato Nunes, por favor, peçam para o prefeito Daniel Guerra fazer esse repasse. Eu estou pedindo, por favor, para vocês, que sensibilizem, que honrem com a promessa de campanha, que saúde seria prioridade. Porque nós não podemos admitir que pessoas possam vir a morrer por falta de leitos. Eu não quero acreditar que o nosso prefeito esteja priorizando o privado e não o nosso Sistema Único de Saúde. Porque hoje é mais dinheiro disponibilizado para o Hospital Fátima, para o Hospital do Círculo, do que para o Hospital Geral. Então estou falando aqui essa reunião aqui, que é hoje, parece, que vai acontecer, ou amanhã, a última reunião, a última tentativa do Hospital Geral, da diretoria, que vieram a esta Câmara de Vereadores pedir para nós, vereador Felipe, esse repasse. Nós teremos gente morrendo, vereador Frizzo, se esses leitos do Hospital Geral forem fechados. Então, eu peço, por favor, ao vereador Chico, ao vereador Renato Nunes, que sensibilize o prefeito Daniel Guerra para dar esse repasse de R$ 250 mil para o Hospital Geral, que era dado na administração do prefeito Alceu Barbosa Velho. Obrigado, presidente.
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VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Sim. No momento oportuno, já lhe passo, vereador. Tem que... Não, realmente, é interessante, vereador Bueno. Pelo que eu sei está sendo cumprido na íntegra o que tem que ser repassado, o município, para os três hospitais: o Vivi Ramos, o Pompéia e o Hospital Geral, tanto é que o Pompeia está recebendo um valor bem maior, deve ser isso o estipulado. Eu sei que o Hospital Geral está recebendo, sim, mensalmente uns R$ 248 mil, por aí. Todos os meses estão recebendo. E, realmente, tem que ver essa questão aí se esses 250 é parcela referente à ampliação e estavam sendo usado para a manutenção. Eu não estou bem a par desse assunto aí. Mas eu sei que o município está cumprindo na íntegra o que é estipulado quanto a esses repasses aí. Mas é bom, o entendimento tem que acontecer mesmo. É muito bom quando se reúnem para chegar num consenso, porque são vidas que estão por trás de toda essa história aí e elas não podem esperar. Realmente, cada vez, vai ser pior, como sempre falei. Só retornar aqui o assunto, vereador Adiló, claro que a gente também não pode se pautar sempre pela imprensa só. Nós temos a inteligência suficiente de que a imprensa gosta de tumulto. Não podemos ficar numa historinha de imprensa que, é óbvio, é o tumulto que se eles queriam. Se for ver na rede, na internet o que mais pegou foi o pessoal da cultura quando começaram a bater da Prefeitura em razão disso aí. Porque, no meu ponto de vista, houve discriminação por parte dessas pessoas, porque da mesma forma que uma pessoa, eu sendo católico, se alguém fala do Papa, fala mal do Papa, eu não vou rebater, mas vou ficar bem chateado com ele. Daqui a pouco, ele deveria conhecer as pessoas. Não conheço a pessoa Edir Macedo, nunca tive interesse em conhecer, mas eu acho que tem as pessoas que respeitam ele e nós temos que respeitar também. Aí não adianta o pessoal de vários grupos pedir respeito e os próprios não respeitar os outros. Então, acho que todo mundo tem uma escolha. Se escolheu certo, se escolheu errado, é Deus quem vai julgar no final. Então, acho que cabe a nós, sim, respeitar a escolha de cada um. E eu acho que não criar tumulto, porque essa história aí dos ingressos, eu achei a coisa mais banal, a coisa mais ridícula e, infelizmente, estamos perdendo tempo aqui de falar sobre isso aí. Mas, se eu não falo, eu sei que vai para a imprensa, eu sei que vai para a rádio, principalmente a Rádio Caxias, ama isso aí. Tem lá um radialista que ama isso aí. Nossa! E sem contar na outra rádio, que aquela lá não considero porque tem pouca inteligência aquela pessoa lá. Não esse da Rádio Caxias, mas uma outra rádio. Agora, a gente não pode criar um tumulto... A gente não pode criar um tumulto em cima de uma coisa assim que... Tem que ser respeitar as pessoas. A escolha é livre. Se Deus deu essa liberdade para nós, porque nós vamos... Por que nós vamos ficar aqui, querer destruir isso aí. Vereador, desculpe. Eu vou te passar o teu aparte.
VEREADOR RENATO NUNES (PR): Não, bem rapidinho, vereador Chico, o seguinte. Foi falado lá. O PRB, da Universal não sei o quê. Gente, todo mundo sabe que uma igreja ou uma instituição religiosa não pode ser dona de um partido político. Agora, as pessoas, seus integrantes podem sim participar do partido que elas quiserem. Eu fui presidente do PRB mais de cinco anos aqui em Caxias e realmente a maior parte dos filiados fazem parte da Igreja Universal, a maior parte, mas qual o problema nisso? Qual o problema nisso? As pessoas não têm direito de se filiar a um partido? Acho engraçado isso. Daqui a pouco eles falam que tem gente que não respeita os partidos. Aí as pessoas querem participar de um partido, aí agora também não pode. Então é muita contradição vindo da mesma fonte. Muito obrigado.
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Então era só para reforçar, presidente, encerro rápido. Então a gente não pode se pautar na imprensa, porque se eu for me pautar eu, pela imprensa, eu paro de trabalhar, eu desisto de ser vereador e aí eu entro na onda deles. É o que eles querem. Eles querem destruir. Eles querem criar um tumulto. Só para fazer o comentário, a mesma história se eu fosse dar atenção ao Pioneiro ou a Rádio Caxias. Por que o vereador Chico Guerra não usou os 15 minutos dele para se pronunciar? Pô, eu chego a pensar. Será que não tem um pouco mais de inteligência as pessoas. Por  que eu vou falar, se tem um advogado da defesa que vai falar duas horas,  o que eu vou encher linguiça? Poxa, aqui estava todo mundo morto, cansado e eu vou falar 15 minutos para o outro depois falar duas horas. Desculpe, mas é muita falta de inteligência, isso para a imprensa mesmo. Os que comentaram, o radialista que comentou e o Pioneiro que na matéria foi divulgada. Falta um pouco mais de capacidade em pensar, em raciocinar o que acontece aqui dentro. Então era isso, desculpa me estender, presidente.
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