VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhor presidente, nobres colegas vereadores, quem está nos assistindo pelas redes sociais e quem está aqui no nosso plenário, sejam todos muito bem-vindos. Senhor presidente, na verdade, eu não sei se é voto de congratulações que eu quero fazer. Eu quero pedir, na verdade, a exoneração de todo esse pessoal da comunicação da nossa Casa. O meu coraçãozinho não aguenta mais. Ano passado eu infartei e não quero infartar de novo. (Risos.) Parabéns, então, à nossa equipe de comunicação. Ciro, parabéns. O que vocês fazem aqui, o que vocês já fizeram, Rafa, para nós aqui, este ano e ano passado, na Câmara de Vereadores, é cada momento de emoção. Como seria bom se as nossas sessões fossem todas assim, Fabinho Carnesella, com emoção, com amor, com carinho. Não tem como a gente não se emocionar. Então, Wagner, parabéns, a toda a Mesa Diretora, a toda equipe de comunicação pelo o que vocês fizeram aqui, hoje, de novo. De novo é momento de muita emoção. Então, um feliz Dia das Mães a todas as mãezinhas, a quem está aqui, junto com a gente, e a quem não está mais. Fiquem com Deus. Era isso, senhor presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom dia, presidente Petrini, colegas vereadores, colegas vereadoras. Que momento bonito. Quero me somar ao vereador Cristiano Becker para parabenizar a turma da comunicação. Todo ano tem alguma surpresa, mas essa foi em cheio, né? Que bom. Por isso falava ontem, destacava o trabalho da nossa Câmara de Vereadores. Essas atitudes demonstram que é possível fazer política com o coração e mostrando que nós somos pessoas, com famílias. E também esse momento em que nós víamos as nossas mães, ali, é para a gente pensar entre nós, também, a relação que a gente estabelece com o outro, seja o colega vereador político, seja quem quer que seja, porque essa pessoa também tem uma mãe, também tem uma família. Então, acho importante. A gente se humaniza nesses momentos e mostra que é possível fazer política de uma forma diferente. Em que pese todos os problemas que nós temos na política da nossa cidade, mas acho que a gente trilha um caminho bonito juntos nesta XIX legislatura. Parabéns à equipe da comunicação.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Bom, presidente, dar saudação ao senhor e, de maneira muito especial, à minha mãezinha, que estava aqui, a Dona Luana. Alguns pensam que ela é a minha irmã mais velha. Alguns dizem que acham que eu sou pai dela, mas ela é a minha mãe mesmo. Ela tem só 48 anos, recém-completados na última semana. Então, muito feliz de ter ela aqui comigo. Está lá me dando tchau. E parabenizar, na pessoa do Ciro, o nosso presidente Petrini. O Ciro Fabres, também a Karohelen Dias, o Fabio Carnesella, toda a comunicação da Casa por essa baita surpresa. Comentava com a colega Andressa Marques que, quando eu vi a minha mãe descendo aqui, eu pensei: "Ué, o que ela tem a ver com a escola que vai ser homenageada?” Porque eu achei que ela estava vindo para a homenagem da escola. Demorou até a minha mente associar que era homenagem para as mães. Mas a gente fica muito feliz, vereador Renato, de ver, de poder ter a nossa mãe conosco. Eu fui desmobilizado aqui. Eu tinha algumas coisas para falar, mas eu prefiro não falar mais nada. Dar as boas-vindas aqui para o vereador Edson da Rosa, que antecipou o programa Vereador por um dia e vem para ser vereador por um dia aqui com a gente. Muito obrigado. Bom dia a todos.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Bom dia. Bom dia a todos que nos assistem e estão aqui presencialmente. Fica bem difícil, presidente, falar depois desse momento. Minha mãe não está aqui, nesta sessão, mas eu imagino, só pela... Eu já me derreti todo aqui, nas falas de vocês, os vereadores. Não é fácil. Parabéns à comunicação. Parabéns a todos. Lindo! Amor de mãe é um amor visceral. Em hebraico significa rahamim, amor visceral. Então, desejo a todas as mães que estão aqui um feliz Dia das Mães, à minha esposa, à minha mãe, à minha filha. Mas, presidente, queria fazer um agradecimento muito especial ao vereador Elisandro Fiuza. Eu estou aqui porque, quando fui convidado pelo prefeito, eu digo “dia 6 de maio eu não abro mão da sessão solene do Movimento de Emaús”, que acontecerá hoje à noite, às 19 horas, 50 anos do Jubileu do Emaús. E também quero aproveitar este momento para convidar todos os nobres pares, de 25 a 30 de maio, acontecerá o 54º encontro das Assemaes, em Caxias do Sul, nos Pavilhões da Festa da Uva. Bom dia a todos. Que tenhamos uma excelente sessão hoje. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Senhor presidente, nobres pares, todos que nos assistem daqui e de casa. Bom dia a todos. Quero agradecer à Casa por essa linda homenagem, dar os parabéns a todas as mães. Agradecer à minha sogra, que eu considero a minha mãezinha, que está ali atrás, e a minha esposa, que me deram outra surpresa aqui também. E quero felicitar, dar os parabéns para o meu assessor, o Magdiel, o Mag, que está de aniversário hoje. Meus parabéns. Que Deus abençoe a tua vida, teus projetos, teus sonhos, tuas realizações. Muita saúde, muita paz e muita alegria. Seria isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Wagner Petrini, fica difícil seguir a sessão depois de um momento desses, manter a compostura. Queria aqui saudar, em nome da minha mãe, a Maria Cristina Campanher, todas as mães presentes. Dizer que o que disse o vereador Lucas é real. Nós precisamos nos respeitar enquanto seres humanos. Todos temos família, todos temos uma história e todos nós estamos aqui com o objetivo de contribuir com a nossa cidade. Então, que pelas nossas mães a gente consiga manter o respeito acima de tudo. Obrigada, mãe, pela presença aqui. Não só aqui, mas por toda a minha vida. Eu queria aproveitar para também falar da homenagem que teremos logo mais. Quero saudar a presença do nosso sempre vereador Renato Oliveira. O Renato, que está aqui. Através dele, nós fizemos essa homenagem. Saudar a escola e os estudantes que já estão presentes, a comunidade escolar da escola Caic, Dolaimes Stédile Angeli, em nome da sua diretora e dos estudantes também, que nos acompanham. Obrigada, Morgana. Obrigada à nossa secretária Marta e à secretária adjunta. Logo mais teremos essa homenagem merecida para essa escola, que cumpre um papel importantíssimo na comunidade e que o nosso mandato pôde fazer através do vereador Renato Oliveira. Então, por agora, seria isso, senhor presidente. Obrigada.
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Não houve manifestação

VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Bom dia a todos. Bom dia ao pessoal que está presente aqui no plenário. Vereadora Sandra, meus colegas, pessoal que está aí. O vereador Cláudio, que está retornando também. Foi uma homenagem bonita. Eu até me senti mal, Sandra, porque eu disse que eu vou trazer problemas da cidade aqui, no meu discurso. E o clima estava tão bom até agora. Então... Mas vamos lá. Eu acredito que a parte boa é que a gente vai um dia solucionar muitos problemas. Muitas coisas, lá atrás, eram problemas; depois o pessoal acabou resolvendo. Então a gente está aqui como homens públicos, mulheres públicas, figuras públicas para resolver os problemas e trazer soluções para a cidade. O primeiro assunto que eu trago aqui, que eu vou começar falando, é agradecendo uma colega, que ela faz um trabalho de forma genuína, que é a vereadora Andressa. Agradecer o apoio dela por quê? Eu fiz um vídeo, esta semana, sobre maus-tratos, uma denúncia. Onde a gente foi apurar com o pessoal da DPA e o pessoal da Semmas lá. E eu sei que essas pessoas têm ligação, são ligadas à vereadora Andressa. Então, são pessoas de confiança da senhora. A gente foi até aquela denúncia, apurou. Elas me ajudaram demais. E aí não deu tempo de eu vir à tribuna e elogiar o trabalho. Ontem, eu estava indo averiguar mais um maus-tratos, o pessoal indo comigo, eu liguei para a vereadora Andressa - vereadora Sandra também sempre me ajuda - e eu disse: “Bah, vereadora, eu não consegui te agradecer ainda do outro e tu já está me ajudando neste novo caso.” Então agradecer ao pessoal. A gente vê que é de forma genuína, um caso bem complexo. Mas quando eu vejo a Valesca ali, não se apegando a detalhes, ela entra onde tiver que entrar, ela faz o que tiver que fazer para salvar os bichinhos ali, a gente vê que é de coração, é genuíno. E a equipe toda com ela, sabe? Eles estavam só em uma equipe ontem. Mas quando a gente vê eles fazendo isso, com o pouco que tem, eu fico imaginando se a gente desse estrutura para essas pessoas, o que a gente faria. Também noto que é muita crítica. Eu sei que as redes sociais tem muita injustiça e eu vejo o pessoal criticando. Outro dia uma pessoa me disse: "Ah, porque as ONGs não querem vir aqui resgatar os animais e tal". Então, o pessoal não entende que as ONGs fazem o que dá com o pouco que tem. Então, eles acham que é obrigação. Não. Obrigação é o poder público. As ONGs já fazem seu a mais. Então, eu disse para a vereadora Mallmann que um dia eu vou poder ajudar elas, com certeza, com mais estrutura. Quem sabe um dia estar em um patamar mais alto para ter mais estrutura e ajudar ela, daqui a pouco ou no ano que vem, e também articular mais emendas com o nosso partido, alguma coisa assim, né, vereadora Sandra? Para a gente estar ajudando essas pessoas.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Um aparte, vereador?
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): De imediato.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): É, realmente, o que tu falas referente a vereadora Andressa é total verdade. A gente teve um caso, no ano passado, em dezembro, em Forqueta, do abandono de uma égua quase morta. E o DPA, através da Valeska, não mediu esforços para vir recolher esse animal. Então, para vocês entenderem que a gente nota mudanças depois que o pessoal da Andressa está no DPA, porque antes isso não acontecia. A gente podia ligar, a gente podia falar, mas nada acontecia. Hoje, a gente sente que os casos têm importância para o DPA. Então, eu queria muito agradecer a vereadora Andressa por esse olhar. E, sim, toda vez que a gente precisar falar sobre a causa animal será com a vereadora Andressa que a gente vai falar. Muito obrigada.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): De imediato.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Quanto elogio, que alegria. Eu vou falar pouquinho, mas eu também quero agradecer a vocês, a todos os colegas, ao vereador Hiago que está sempre comigo nessa pauta, à vereadora Sandra que teve a homenagem. A égua, inclusive, se chamou Sandra com todo o carinho. Infelizmente, ela veio a óbito, mas teve todo o tratamento necessário. E o vereador Hiago disse uma coisa muito importante, pessoal, colegas que estão aqui presentes. O Departamento de Proteção Animal é muito pequeno, e nós precisamos da ajuda de todos os colegas, não somente em emendas, mas o esforço de vocês em relação ao governo, para que a gente tenha uma equipe maior, vereador Hiago, porque aí a gente consegue aumentar essa demanda. E eu sei que o senhor também recebe demandas da causa animal dentro de tantas outras que os senhores recebem, mas o departamento, hoje, com duas equipes não consegue dar conta de uma cidade desse tamanho. Então, eu quero agradecer ao vereador Hiago, à vereadora Sandra e a todos os meus colegas, aqui, que são empáticos com a causa. E pedir o apoio de vocês, principalmente agora com esse corte de castrações. Vereador Hiago, obrigada pelo aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Com certeza. A gente sabe que não vai ser fácil, mas pode contar com nós para estarmos cobrando. Com mais estrutura, tudo tem um começo. E aqui eu vou pegar o gancho do que a vereadora Andressa falou um pouquinho, sobre o pessoal e o quanto é importante. E a gente vai ver que ter pessoas importantes em locais certos, se a pessoa está lá e gosta de fazer aquilo, a gente vai ter resultados melhores. Eu me lembro que trabalhei no grupo Herval, nas lojas Taqi, e eu era gerente trainee. Ia para as lojas e sempre pedia para o meu supervisor como aumentar as vendas naquela loja. Eu ia para uma loja em Bento, vereadora Sandra, colocava uma geladeira lá fora, uma placa lá fora, o pessoal na sinaleira. E aí, um dia o supervisor, que era o que mais vendia, ele falou para mim: "Não precisa ir atrás de mais público. Tu vai ter que cuidar dos que estão dentro da loja e assim tu vai aumentar as vendas da loja". Então, às vezes, tu cuidar das pessoas acaba tendo resultados positivos. É sobre pessoas e não sobre estrutura em si e negócios. As instituições são importantes, mas elas são formadas por pessoas. E aqui eu pego esse gancho, porque sobrou pouco tempo, mas vou ser bem breve para falar sobre a saúde, que está um caos, vereador Lucas. E por que está um caos? Eu acredito que é porque não estão cuidando de pessoas, tá? Aqui eu nunca fiz essa fala, sempre tive embate com a classe médica, tendo em vista inúmeros processos aí. Tem um de cerca de R$ 600.000 que eles querem, acho que é basicamente isso aí. Diversos problemas com o Sindicato dos Médicos, um monte de coisa envolvendo a questão dos médicos. Mas a questão que eu vi ontem foi diferente, porque os servidores de lá, eu vi que estão sobrecarregados. Ou seja, várias pessoas... Eu não vou citar nomes, eu sei que depois elas podem até ser perseguidas, né? Já teve caso de gente apontando uma porta para nós. O pessoal foi lá, pegou nas imagens, depois demitiu o rapaz no outro dia, na UPA Central. Então, eu sei como o pessoal opera e tenta calar a boca de algumas pessoas quando vão conversar com nós. E aí, tendo em vista isso, conversei com pessoas, servidores, e alguns mandaram mensagem, não querem se identificar, mas eles estão muito sobrecarregados, vereadora Sandra, tá? Ontem eu fui lá, estava um caos. E aí, quem fica no meio desse tiroteio entre Executivo e servidores é a população. As pessoas sobrecarregadas, eu já trabalhei sobrecarregado, já fiquei sem receber, então eu sei como é um desestímulo, porque a gente não é robô. Quando na loja, o pessoal ficou sem pagar as comissões, é óbvio que vai cair o ânimo de todo mundo, por exemplo. Se a pessoa está com um salário atrasado... E ontem eu lembrei da vereadora Estela. Eu quase liguei para a vereadora Estela, quase liguei para o vereador Lucas, porque ele fala dos servidores. E eu pensei, Sandra, eu vou chamar eles aqui, a gente vai fazer um vídeo com o Partido NOVO e com o PT juntos para mostrar para a população que a saúde não tem ideologia.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Eu não consigo entender que ninguém tem coragem ou ímpeto para deixar algum legado. E o problema... Daí as pessoas falaram sobre a saúde mental dos servidores que estão lá. Eu vi uma pessoa que falou comigo que dá para ver que ela está assim em um ciclo assim, morro abaixo. Parece que ela está perdida que uma hora ela vai desabar e não vai aguentar mais. Por quê? Muitos servidores estão com o salário atrasado, vereador Fantinel, estão colocando atestado. Quando eles colocam atestado sobrecarrega os outros e aí estava um caos lá. De imediato, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Eu recebi, hoje pela manhã, uma mensagem de uma ex-funcionária da UPA Zona Norte que foi demitida antes mesmo de receber o seu pagamento.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): E ela informa na mensagem que procurando o RH da UPA é sempre informado para ela que o pagamento será realizado naquele dia, porém ele não acontece. E isso é algo que já vem acontecendo nas nossas UPAs desde dezembro do ano passado e é algo muito grave. Nesse caso aqui dessa munícipe, ela está sozinha há quatro anos no município, então o seu aluguel, suas contas, a comida, o seu ir e vir ficam sempre em detrimento de um pagamento que é prometido e que nunca vem. Então, o que está acontecendo com esse descaso que o Ideias está promovendo é algo que impacta diretamente na vida das pessoas. Porque é isso, se a gente trabalha, a gente conta com aquele salário no final do mês e se aquele salário não vem as nossas contas ficam atrasadas, as nossas vidas ficam paradas. Então é inadmissível que a gente tenha por parte da prefeitura a resposta de que está sendo feito pagamento por parte da prefeitura. Mas a prefeitura também precisa se responsabilizar e cobrar que o Ideas se passe esses pagamentos. Porque não importa só que a prefeitura esteja fazendo, se as pessoas não estão recebendo. É um problema muito grave que precisa da atenção do nosso município. Muito obrigada.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Imagina, vereadora.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Declaração de Líder para o Partido NOVO.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Uma Declaração de Líder para o Partido NOVO. Continua da tribuna o vereador Hiago Morandi.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Obrigado. Eu vou colocar um... Ontem a gente debateu
bastante aqui antes, foi ontem mesmo no início do dia, a questão do raio X. Eu vou colocar um vídeo, porque também subi para acompanhar o raio X e realmente estava o pessoal lá. Uma pessoa até estava levando... Eu disse: “Ah, tu trabalha aqui? Daí ela disse: “Não, não, eu estou trazendo o pessoal da UPA Zona Norte para cá.” Ela estava responsável pelo pessoal da Zona Norte para UPA Central. Parecia um passeio de escola, vocês imaginem o pessoal da Zona Norte vindo para UPA Central, chega familiares lá para ver como é que a pessoa está, “Ah, ela não está aqui.” “Tá, mas aonde que ela foi?” “Não, foi levada para a UPA central por causa do raio X quebrado e tal.” E aí, a ambulância fica tipo um passeio de escola, uma enfermeira igual uma guia levando o pessoal pra outra UPA. As enfermeiras ou os técnicos tem que subir pra quem vai fazer o exame de raio X. Então, ela sobe, vereador Fantinel, e fica esperando porque tem que cuidar do paciente, senão pode acontecer alguma coisa ou precisar. E aí, fica lá. O momento que ela sobe, já não tem mais essa técnica e essa enfermeira lá embaixo. Ou seja, está faltando gestão. Quem estava tocando a UPA para mim ontem, vereador Lucas, quem eu vi que está tocando a UPA e ajudando as pessoas na questão da chegada, que é o principal quando a pessoa entra ali, era o segurança. Tinham três seguranças lá direcionando as pessoas, acalmando e fazendo... Que não era talvez o papel. Eles tão ali, às vezes, para ser fiscal de outras coisas talvez. Mas estavam ali tentando acalmar o pessoal. Acho que falta alguém também para acalmar o pessoal. O pessoal quer acolhimento. Quando chega ali, às vezes, eles vão querer um copo d'água; às vezes vão querer: “A senhora precisa de alguma coisa, precisa ir ao banheiro.” Alguma coisa assim para a pessoa sentir que ela está sendo acolhida. E ali para as pessoas não é o Ideias, não querem saber se é o médico, se é o enfermeiro, quem está lá. Para as pessoas é o primeiro contato com a vida pública, com a prefeitura. No outro dia, eu falei para uns policiais, a gente chegou numa ocorrência e tal, o pessoal estava atendendo uma ocorrência meio ríspida. A gente chegou e explicou para eles até: “Olha, para vocês é várias ocorrências em um dia.” A pessoa acaba tratando aquela ocorrência como só mais uma, como um número. Mas, na verdade, para aquela pessoa que chamou a viatura pela primeira vez, ela quer ser bem atendida pela polícia, porque ela não sabe como é. É a primeira vez que ela está chamando a polícia. Então, as pessoas quando procuram uma UPA, às vezes é a primeira vez que ela está indo lá, ela quer se sentir acolhida e segura. Naquele caos que estava lá ontem, eu fiquei apavorado. Pedi do gerente, tinha 30 pessoas aguardando. Eu imagino quando chegar o inverno o que vai ocorrer. Falei para a minha assessoria: Olha, se nós voltar aqui, daqui um mês, dois meses, eu acredito que nós vamos ver gente perdendo a vida aqui porque está bem complicado, eu não vejo uma... eu estou aqui alertando sobre esse problema, vou cobrar de forma mais enfática, enérgica a questão do raio X, eu entendo o diferencial do Rafael Bueno para os outros que eu ajudei a derrubar. Até a adjunta deu uma entrevista e disse que saiu por conta minha. Tenho orgulho disso, que bom que ela foi. Era muito incompetente. O diferencial do Rafael para os outros? Eu acredito que ele quer deixar um legado, fazer algumas coisas. Porque eu vi que ele é ousado, ele vai, ele procura recursos e tal, ele faz muita coisa. Então a minha crítica aqui não vai para ele. É uma crítica construtiva de ver algumas coisas que tem que ajustar. São pequenos ajustes, não está tudo perdido na minha visão até por ter ele lá e ter uma cabeça nova que pensa para frente. Isso é bom, não é? Então, uma cabeça que está pensando em algumas coisas, alguns diferenciais, mas eu preciso que ele se atente para esse problema, tanto do raio X, como a questão dos leitos para ser resolvido o quanto antes. E aqui eu vou passar o vídeo, porque aqui a gente debateu o raio X, cada um falou uma coisa. Uns disseram que a peça vinha da Alemanha, outros falaram que estava resolvido, cada um falou alguma coisa. Vamos ver o que a população, na minha chegada, me atacou lá, porque o pessoal estava bem aflito. E aí o que ele... Como que eles me abordaram para vocês verem. Pode colocar o vídeo aí. (Reprodução de mídia audiovisual) Ali, a questão, até eu vou dizer para vocês, com certeza não é coisa da minha cabeça. Quem for lá – é só perder uma noite, ficar lá, vai ver – Ali as coisas começaram a andar e muita gente me disse: "Tu vem para cá, começa a andar” e tal. Mas não é. Eu acredito que às vezes, eu vou ali, eu dou uma palavrinha com um servidor ou outro, entendo o lado deles, eles se sentiram acolhidos também, desabafaram algumas coisas para mim, que talvez foi isso que motivou eles a atender mais pessoas, também. Eu entendo que é isso aí. Porque como eu falei antes: É a questão da saúde mental das pessoas. Se tu tiver alguém que está indo lá, te ouvindo, volto a dizer, a gente tem o exemplo de Vitória, que é referência no país, eu pedi para a secretária lá, vereadora Sandra, qual que é o diferencial? Ela falou: "Olha, as noites, durante semana, quase todos os dias, o prefeito vai até as UBSs e até as UPAs e conversa com os servidores. Eu acho que esse seria o nosso diferencial", eles me falaram. Porque aí, o servidor desabafa e se tu traz uma solução para ele, ele consegue trabalhar melhor, ele fica mais tranquilo. E qual que é a meritocracia? Por que um servidor vai se doar, vereadora Sandra, ao máximo e trabalhar um monte, sendo que às vezes, tem três com atestado que não estão ali, então ele está acumulado, ele também vai ficar perdido. E aí, eu notei, ontem, que naquele meio, daquele caos, cada um fazia o seu. E isso é falta de gestão, quando cada um faz o seu. Por exemplo, “Não é comigo essa parte, eu cuido da recepção.” Aí vai reclamar com o outro: “Eu comigo não é atendimento, eu sou só o técnico”, “eu sou enfermeiro”, “eu sou o médico, eu faço o que eu posso.” Cada um faz o - por quê? Porque está sem gestão, né? Está um negócio meio bagunçado. Mas eu acredito também, lá tem a Soraia, também faz, aliás, o Ideas eles fazem cerca de 600 atendimentos, 700. Talvez era para fazer 300. Ou seja, também não culpo ela, ela faz um excelente trabalho, já fui lá, já nos auxiliou um monte. Tenho muitos elogios dela. Então, eu acho que é alguns pequenos ajustes que falta pra gente não estar o pessoal desanimado por falta de pagamento e estar, daqui a pouco está tendo gente perdendo vida, que o inverno está chegando. Então, alguém pediu aparte, dá para encerrar? O vereador Lucas? Está tranquilo, ele vai falar depois, aqui na tribuna. Agradecer vocês, eu peço à Comissão de Saúde, que a gente fique atento, porque nos próximos meses, semanas, porque o inverno está aí e depois, se acontecer o pior, depois o pessoal ainda acha ruim quando eu alerto, quando eu vou lá, gravo o vídeo, mas é a minha maneira de expor. Pessoal que fala dos meus videozinhos não estava lá ontem, entendeu? Quem estava lá era eu. E eu fui lá porque tive um monte de chamada, não consegui negar para as pessoas, não tem como negar. Vereadora Sandra, eu estava de banho tomado já, indo dormir, conversar um pouco com o meu filho, não deu, tive que botar a roupa de novo e ir lá, porque foi o que eu me propus na campanha. Então não tem problema de fazer isso, quantas vezes for necessário. Mas eu fui lá porque se a pessoa vai até lá, acaba vendo a dor das pessoas e é difícil, daí, tu não vir aqui na decidir algumas coisas. Mas sempre agradecer o trabalho dos colegas. Vereador Juliano Valim também que eu sei que acompanha muito a questão da saúde e muda a vida das pessoas através da saúde. Pedir um pouco de atenção para nós, juntos, conseguirmos fazer alguma coisa. Muito obrigado, presidente. Seria isso.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Vereador Lucas, me permite um aparte?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): De imediato, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Só para complementar na fala do vereador Hiago, eu acho que a gente não pode, inclusive, culpabilizar os profissionais que estão trabalhando em condições péssimas dentro das nossas UPAs. Estão trabalhando sem receber os seus salários, estão trabalhando com um número de pessoal reduzido justamente por esse atraso salarial que ocorre todos os meses. Então, eu acho que aqui a gente tem que responsabilizar não a pessoa do secretário, não é pessoalizar na pessoa dele, mas é dizer que, sim, é o Executivo, é a gestão maioral da UPA, que é a prefeitura, que precisa fazer uma melhor gestão para que seja feito os pagamentos, para que tenha os insumos, para que tenha o funcionamento pleno das máquinas.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Então, aqui não é culpabilizar o secretário, muito menos os funcionários, mas é dizer que a gente precisa de uma solução para algo que já está colapsado há muito tempo. Muito obrigada.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Seu aparte, vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado, vereador Lucas. Eu acho que tem saída, vereador Lucas. E, sinceramente, todos aqui temos a mesma avaliação do serviço prestado pelo Ideas. Todos aqui temos a mesma avaliação. Bom, ele descumpre o contrato. Quando se descumpre um contrato, diversas cláusulas vão te possibilitar rescindir esse contrato. Então, talvez nós tenhamos que apresentar uma moção de apoio à rescisão do contrato de Ideas. O Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul já entendeu como valida a sessão para a Universidade de Caxias do Sul. E nós não tínhamos tamanhos problemas, vereador Lucas. Nós temos que buscar uma alternativa e, infelizmente, a operação por aqueles que têm interesse no lucro não serve, porque as pessoas têm interesse na vida, né?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Cláudio Libardi. Eu quero ficar nesse tema da saúde. A situação é crítica. Primeiro, eu acho que a gente tem tido um certo prurido em falar da saúde em relação ao fato de termos relações republicanas com o nosso colega licenciado, Rafael Bueno. Mas o que tem que ficar nítido é que ninguém é imune a críticas, a não ser Jesus Cristo, Buda, Krishna, as entidades e divindades religiosas. Os demais, todos estão, só para deixar nítido, claro e evidente. Bom, nós recebemos críticas, nos criticamos. Temos colegas, inclusive, que são muito críticos aqui, quando ocupam os seus espaços, e é da vida. Então eu não tenho problema em ser criticado e em criticar. E eu quero dizer que a situação segue muito grave na saúde pública de Caxias. E vereadora Estela, a senhora foi muito bem, porque justificar na legalidade problemas que não são resolvidos e que envolvem a vida das pessoas não basta. “Ah, mas tem uma licitação, mas tem o contrato, nós temos que seguir...” As pessoas vão seguir morrendo nas UPAs. Nós vamos seguir com pessoas entubadas nas UPAs. Nós vamos seguir com os colegas do Gerint[1] tendo que optar em quem regular. Vereadora Sandra, eu acho que a senhora é presidente da Comissão do Idoso, isso? Eu sugiro à senhora que faça uma audiência pública para tratar sobre a regulação dos idosos. E eu acho que nós teríamos fatos e dados muito complexos que eu tenho acompanhado, porque, às vezes, nós temos 50 pessoas aguardando leito, e alguém, em algum lugar, tem que optar em quem regula e em quem não regula. E talvez — uma suposição, porque eu não sou da saúde — pessoas fiquem sem o atendimento adequado porque não tem leito e isso acabe resultando logo na morte dessas pessoas, em uma espécie de seleção natural das espécies.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então, é muito triste e muito complicado. O que nós, como poder público, esperamos? Decisões. A política é a arte de definir. Quem é gestor ou ordenador de despesa precisa fazer opções. Eu vou lhe dizer, vereador Hiago Morandi, eu tenho uma pauta que é a atenção básica. Tenho falado isso há cinco anos. São os agentes comunitários de saúde e os agentes de combate às endemias. São celetistas, ganham baixos salários. Existe uma discussão dessa categoria de que se conceda um 14°, já que eles são os que menos ganham no serviço público na saúde. E a justificativa para não dar é uma decisão política, que não tem dinheiro e que não tem base legal para fazer. Bom, mas não tem base legal para deixar uma entidade como o Ideias seguir gerindo as UPAs. É tomar decisão. Ou nós vamos esperar o inverno começar? E vamos pensar em um cenário. O inverno começa, se agudiza o problema dos leitos, o Ideias não paga salário e há uma paralisação dos médicos e dos funcionários. Daí, nós vamos fazer o quê? E nós somos responsáveis, colegas vereadores, nós ganhamos salário para fiscalizar. Essa é a nossa função. Ou qual é a função do Legislativo? Legislar e eventualmente julgar. Mas nesse caso é fiscalizar. Então, a prefeitura precisa encontrar uma saída urgente, ágil, que é de colocar outra empresa para gerir. Isso é só a ponta do iceberg porque nós seguimos tendo problema nas UBSs; na atenção básica; em que pese, a proatividade do secretário da Saúde com a utilização de emendas parlamentares para diminuição de filas; mas nós seguimos com a falta de médicos; nós seguimos com UBSs sucateadas; com problema de projetos para a utilização das emendas parlamentares para o seu fim devido, que é a reforma nas UBSs. Nós criticamos a Daniele aqui quatro anos, quatro anos criticando a ex-secretária. A vida mudou, precisam ser dadas respostas para a sociedade caxiense sob pena de esse problema aumentar e nós termos pessoas morrendo pela falta de leito. “Ah, mas o problema é de todas as cidades.” Eu não sou vereador, nem de Flores da Cunha, nem de São Paulo e nem de outro lugar. Eu sou vereador de Caxias e vou cobrar em Caxias. E a democracia me colocou na oposição. Graças aos orixás, graças aos orixás que eu não preciso de cargo, que, ideologicamente, eu estou nesse lugar e assim continuaremos, eu e a minha bancada, na oposição. Então, são questões importantes e logo mais esta Casa vai ser demandada e nós vamos começar a apanhar na rua. Com razão. Aqui, lógico, eu estou fazendo uma força de expressão. As pessoas vão me “surrar”. Por que o que nós estamos fazendo aqui? Nós estamos falando grego? Nós estamos falando alemão que as pessoas não nos escutam? Então, é grave a situação e nós precisamos de respostas. Simplesmente dizer que o negócio está vindo do Japão, da China. Não posso dizer a palavra, “ciava-se”. Quando queima um aparelho de raio X da rede privada, da Unimed, do Círculo, do Fátima. O que vai acontecer? Os clientes vão cobrar e vai ter que ter. Por que no público demora tanto? Espero resolução dos problemas. Seu aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Lucas, só para também contribuir. Ontem a gente foi atrás dessas questões de notificações ao Ideas. A gente queria saber se a secretaria tem notificado, se a prefeitura tem notificado.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Não tem essa informação pública. Então, a gente fez por um e-mail para a Cenlic pedindo essas notificações até mesmo para entender. Daqui a pouco, não vindo essa resposta, a gente podia fazer um pedido de informações para verificar em que pé que está, porque nos responderem que está sendo avaliado, é uma situação, mas a gente precisa realmente ter esses dados. Foi notificado? Não foi? Por quais motivos. Em que pé que está essa situação realmente de contrato. Mas também lhe dizer que é a fiscalização da própria prefeitura da Secretaria da Saúde, porque outros serviços também precisam da questão da prefeitura. Então, a gente precisa, necessariamente, de uma fiscalização, porque daqui a pouco essa empresa não está cumprindo, mas a próxima vai cumprir? Cadê a Prefeitura? Cadê a atitude da Secretaria da Saúde em relação a isso, inclusive, nas nossas UBS? Só para contribuir.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Gente, é necessário dar respostas que sejam a melhora do atendimento. E a oposição tem sido muito fraterna com o governo, muito fraterna. Se nós tivéssemos em outra cidade as relações seriam outras e as atitudes seriam outras. E não é por displicência, é pela compreensão que nós temos a seriedade como fazemos a oposição. Mas precisamos de resposta. E por fim, eu já tenho estado na UPA duas, três vezes por semana, no mínimo. É muito difícil ver a situação dos profissionais da saúde, que estão cuidando das mães, dos idosos, pessoas que chegam lá infartando, morrendo. E essas pessoas, todo final de mês, choram ou se preocupam porque não sabem se vão receber o seu salário, se vão conseguir garantir o pão de cada dia para os seus. A saúde de Caxias está colapsada e precisa de respostas. Muito obrigado.
 

[1] Gerenciamento de internações hospitalares
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Senhor presidente, nobres pares, todos que nos assistem, bom dia a todos. Quero ocupar esse espaço de hoje para mostrar, aqui, algumas demandas atendidas e outras, ainda, que não foram atendidas, que a gente tem feito aí, demandado juntamente com o Executivo para que possa acontecer. Peço que a minha assessoria coloque o vídeo para nós, por favor. (Apresentação de vídeo.) Então, pessoal, como vocês viram ali, essas imagens são... Como é lindo o nosso interior e às vezes não é falado. Se fala muito das coisas ruins, e não estou dizendo que está errado. Precisa ser falado? Precisa ser falado, mas, como eu falei no vídeo, precisam ser faladas as coisas boas também. Já vou lhe conceder seu aparte, vereador Juliano. Queria fazer um comentário, porque nós fizemos a solicitação da extensão da rede de água ainda na época do nosso colega, vereador Uez, que estava lá como diretor-presidente do Samae, por mais quatro quilômetros vai ser feito a extensão de água para aquela comunidade da Vila Oliva. Seu aparte, vereador Juliano.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Pedro, parabéns por esse trabalho excelente que está desenvolvendo em prol da sociedade caxiense. E fico feliz quando o senhor mostra vídeos, imagens do Distrito de Vila Oliva, Criúva, entre outros distritos da nossa cidade de Caxias do Sul, da nossa Serra Gaúcha. Mostra que estamos com vereadores presentes no interior e que não é só na parte urbana.
VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Um aparte, vereador Pedro?
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): E é algo nobre, porque, como o senhor bem falaste, escoamento de produção, é pêssego, é uva, é salada, é a parte da agricultura familiar. Se você tem um salão comunitário, é um espaço evangélico, católico, enfim, todo mundo precisa ter estradas com infraestrutura. E ali você mostrou aquela obra de Criúva que envolve canalização e máquinas pesadas, uma obra relevante com altos investimentos. E o patrulhamento e a brita dispensam comentários. Quem vive no interior precisa ter estradas em boas condições. Então, parabéns ao secretário Suzin, aos servidores públicos, aos CCs, ao Executivo e ao prefeito e que continue dando sempre esse olhar enfático, positivo e propositivo em prol da nossa Caxias do Sul e do nosso interior. Parabéns, vereador Pedro. Continue nessa linda e bela caminhada que é fazer a diferença na sociedade.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Muito obrigado, vereador Juliano Valim, pela sua contribuição. Seu aparte, vereador Aldonei.
VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Vereador Pedro, parabéns. Parabéns pela sua iniciativa. Tanto Vila Oliva, essa estrada que liga Santa Lúcia a Vila Oliva, é muito importante. Eu estive lá ainda na época das enchentes e eu passei por aí e quase fiquei empenhado nessa grotas, bem dizer, são estradas muito estreitas. E essa intervenção que foi feita, esse alargamento, eu me recordo que quando eu passei lá era bem, bem estreito, e agora dá de observar que ficou bem bom. E são pequenas coisas, os agricultores não pedem muito. Essa obra de Criúva, também, era uma obra que eu conheci, e não é de hoje, essa obra faz mais de 10 anos que está sendo solicitada. Parabéns por terem entrado nessa causa e terem conseguido, através de articulações políticas com os secretários, essas melhorias. E é isso aí, não adianta, nós não trabalhamos só para um nicho, a gente trabalha para todos, é para o interior, é para cidade, sem frescura, sem mi-mi-mi. Todo mundo trabalhando para ajudar, ajudar a nossa comunidade, e é assim que o povo espera de nós. Ninguém é dono de nada. Têm três vereadores do interior: eu, a Sandra e o Fantinel. Mas que bom ver vocês no interior. É isso que aquele povo precisa. Ele precisa ser lembrado e valorizado. É lá onde está a produção, é lá que as pessoas trabalham de domingo a domingo, produzindo alimentos de qualidade que vem para nossas mesas. Então, parabéns por esse trabalho e vamos ajudar o interior. Parabéns, vereador.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado, vereador Aldonei. O próximo vídeo, por favor, Mag. (Exibição de vídeo) Obrigado. Agradeço. Como falou o vereador Aldonei que a gente, embora tenha as nossas pautas principais que a gente defende, mas a gente atende a todos na medida do possível. A gente se esforça para atender a todos. Assim como nós estávamos juntos recentemente, vereador Aldonei, fazendo aquela merecida homenagem para a SCA aqui, que é mais do setor automotivo, onde é mais a área que eu represento também, estou inserido, a qual eu lhe dou os parabéns que foi uma linda homenagem feita e eu pude aqui presidir também. Fiquei muito feliz por poder participar. Então, acho que era isso essa parte. Então, agradeço, presidente. Obrigado. Sucesso a todos.
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VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom dia; bom dia a todas, a todos, a quem nos acompanha. Bom. Eu estive agora de manhã em uma representação da Câmara na universidade, que veio o Ministério da Cultura. E eu quero falar um pouquinho dessa atividade. Está tendo hoje, amanhã e sexta-feira, o Fórum de Incentivo à Cultura, que é uma proposta do Minc, do Ministério de Incentivo à Cultura, de descentralizar as atividades culturais. Então agora está tendo aqui na Região Sul, na nossa cidade. Depois eles vão para o Nordeste, Centro-oeste, enfim. A proposta é de ir a todas as regiões do país. Porque foi dito lá pelo representante, pelo secretário de Cultura representando o governo federal, especialmente a ministra, foi dito que eles querem conhecer as regiões, conhecer os projetos que tem na cidade, onde os pés pisam para fazer melhores políticas culturais. E eu não preciso lembrar aqui, mas sempre é bom reforçar, o quanto... a cultura não é só lazer, não é só prazer, atividades boas, entretenimentos para as pessoas. Além disso, a cultura resgata nossas histórias, garante uma diversidade, garante a identidade de um povo e, mais do que isso, movimenta muito a economia. Aquilo que a gente vê é apenas uma parte do investimento em cultura. Por trás disso tudo tem uma série de pessoas sendo empregadas, desde questão elétrica até o palco, luzes, tudo o que significa uma apresentação cultural. Então esse debate desses três dias vai fazer com que o ministério tenha um contato maior da nossa realidade. E lá estavam presentes desde representantes do governo federal; representantes do governo estadual; o secretário estadual de Cultura; assim como o deputado estadual Pepe Vargas representando a Assembleia; o governo municipal, através da secretária municipal Tatiane Frizzo. Então, está sendo um evento que reúne os três entes federativos. Porque a cultura em um país é feita pelas pessoas, mas o incentivo, as políticas públicas, elas têm que ser feitas de forma organizada entre federação, estado e município. Então esta é a visão da cultura do governo federal. Mas contraditoriamente a isso, eu não posso deixar de falar, e eu já sei que isso já foi comentado aqui, mas ontem eu não estava na sessão, por uma outra representação em Porto Alegre, do decreto do município em relação a tudo, a todas as políticas públicas, a todos os investimentos em todas as áreas. Mas saindo de lá hoje de manhã, várias pessoas da cultura estavam lá, desde a Companhia de Dança, até outros espaços culturais preocupados com as exposições que existem ali no Ordovás, preocupados, preocupadas, com o futuro da cultura em Caxias do Sul. Esse decreto, ele foi fruto de debate na reunião do Conselho Municipal de Políticas Culturais aqui de Caxias do Sul na última segunda-feira. A reunião, eu não pude participar, que eu procuro participar de quase todas, mas a minha assessoria participou. Foi tirada uma carta, que eu acho que se eu não me engano, o vereador Libardi foi lido aqui ontem. Então, eu não vou reler, mas é uma preocupação que as pessoas fazedoras de cultura na nossa cidade estão tendo. Desde corte ao jetons, desde corte a eventos. E tanto a secretária de Cultura quanto o prefeito me disseram, comentaram que nós não estamos interpretando corretamente o decreto. Que isso não existe. Que os eventos previstos, que tudo isso vai continuar. Então, eu solicito...
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Se a senhora me permitir um aparte, eu lhe agradeço.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Daqui a pouquinho. Eu solicito que esclareçam, então.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Ou que venham aqui, ou que reúnam não só os diretores, não só o secretariado, que reúnam as pessoas, que reúnam os conselhos e expliquem o que não estamos entendendo do decreto. Porque eu também sou das leis, sou formada em Direito e eu sempre digo assim: se uma lei precisa de muita explicação para ser entendida ela foi mal feita. Então, das duas, uma. Ou esse decreto foi muito mal feito, ou tem que esclarecer e tem que fazer aquilo que a gente fala sempre aqui. Esse governo peca com quase tudo, mas principalmente com a transparência, com a forma de se relacionar com o cidadão, com a cidadã caxiense, mas também com os próprios servidores, os próprios funcionários. Vamos deixar – Claro, vamos fazer uma audiência, será que precisa uma audiência pública? Outro dia uma pessoa comentou na rede, eu nem... Geralmente eu respondo, mas essa vez eu nem respondi porque ia ser longa. Ele disse assim: "Como essa câmara faz audiência pública, não tem o que fazer?". Uma pessoa na rede. Mas eu acho que a gente tem que... Eu acho que a gente vai ter que fazer nova audiência pública para entender esse decreto. Porque todo mundo diz: "Não, não vai cortar aqui, não vai cortar ali, não vai cortar lá, mas está cortando tudo". Então eu pergunto o que está todo mundo perguntando? Para que nomearam a recém um secretário adjunto, com todo o respeito que eu tenho ao Elvino, uma pessoa importante na cultura na nossa cidade, mas para que nomearam agora? Acho, vereador Lucas, faz o quê? Quinze dias? Se vão cortar as políticas públicas culturais. É uma coisa sem sentido. Então vamos organizar a casa e começar por aí. E eu só queria citar, também, mais dois dados, que é importante. Que só pela Paulo Gustavo e pela Aldir Blanc, veio, agora, para Caxias 18 milhões. E tem uma delas, agora eu não recordo qual, que foi 2.900, são 42 projetos – porque é tudo em inscrição, editais e tal – que foram beneficiados na nossa cidade. Mas uma dessas duas leis prevê que o Município não pode investir menos do que foi investido no ano anterior em cultura. Então, já avisando aqui, se o prefeito não sabe, se a secretária não sabe, nós corremos o risco de perder essa verba que já está depositada no governo municipal para investimento em cultura, porque tem que ter uma contrapartida do município. Como eu falei, a cultura é feita pelos três entes federados. Agora, se não tiver esse investimento, nós corremos o risco de perder esse valor. Será que é isso que o município quer? Eu não duvido. Quase três milhões quer perder? Já perdeu tanto, né? Já perdeu tanto de emendas, de uma série de coisas, talvez não esteja se importando em perder mais três milhões. O que é para um município que diz que não tem quase nada, que não tem verba para nada? Mas a gente sabe que tem. Então, talvez esses três milhões não façam falta. Eu acho que é um desafio que nós, enquanto vereadores e vereadoras, precisamos fazer esse debate aqui. Em que pese nós estarmos praticamente, nesta sessão, com vereadores da oposição. Mais uma vez, só vereadores da oposição, com exceção honrosa do vereador Valim. Então, seu aparte, vereador Libardi. Imediatamente, eu já peço uma Declaração de Líder à bancada do PT.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue em Declaração de Líder a bancada do PT. Vereadora Rose.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado, vereadora Rose Frigeri. Eu acho que é um tema extremamente importante. Ontem eu comentava, vereadora Rose Frigeri, que quando é para cortar, corta sempre da cultura. E daí as pessoas falam: "Não, mas a saúde..." Mas, espera aí, a cultura é 0,6% do nosso orçamento, vereadora Rose. Já não é nada. Tu vai cortar de quem não tem? E eu comentava que o decreto veda a realização de qualquer evento. Não é a vedação dos eventos que o prefeito quer e que não quer. O aniversário de Caxias está aí. Está vedada a realização do aniversário de Caxias, vereadora Rose Frigeri. Está vedada a hora extra. Nós não podemos fazer nenhum evento à noite. E daí a grande questão é a seguinte: não, não limitaram os jetons da orquestra. Perfeito, não limitaram os jetons da orquestra. Agora, a orquestra se apresenta de dia ou à noite, vereadora Rose Frigeri? Daí a orquestra vai ficar sem nenhum servidor? Vai chegar lá e vai fazer como as coisas, sabe? São delírios, vereadora Rose. E o que mais eu gostei da fala da senhora foi que nós precisamos agir com transparência. Bom, nós vamos realizar os cortes, vereadora Daiane. Então chega e fala para o pessoal: "Nós vamos realizar cortes e não vamos ter nenhuma atividade nos próximos 90 dias." Não realiza o corte e fala "não, até dá para fazer". Eu, a exemplo da senhora e dos vereadores que estão aqui no plenário, não gostamos de dar jeitinho, vereadora Rose. E o prefeito parece que gosta de dar um jeito nas coisas. “Não, eu faço. Depois vamos por ali.” E não é assim que se faz. Se faz com transparência, com verdade. Eu acho que a nossa atuação, aqui, deve ser uma atuação linear e respeitando a norma. Nós entendemos que o decreto é precipitado, vereadora Rose, e, mais do que isso, ele atinge áreas que, infelizmente, não mudam nada. Tem tanta coisa para cortar, tanta coisa para cortar, e corta onde já não tem dinheiro nenhum. E eu conversava com o prefeito Adiló — para concluir, vereadora Rose — no dia da audiência pública das podas de árvores. Eu falei para o prefeito Adiló que a melhor aula é a do exemplo. Se ele quisesse cortar, que ele demitisse cinco, seis secretários adjuntos. Mostra que está com vontade. Mostra que está com vontade. E outra coisa, esse discurso que saiu esta semana, e falo porque votei contrário à nomeação do assessor e não nomeei, vereadora Rose Frigeri, porque o prefeito Adiló quer botar na Câmara como se a Câmara tivesse mais CCs que a prefeitura, o que é outra mentira. É mentira do prefeito Adiló. A Câmara não tem metade dos cargos em comissão que tem a prefeitura. E, proporcionalmente, ele fica fazendo um jogo como se a Câmara tivesse mais CCs do que servidores. Sabe por quê? Porque nós não somos responsáveis pela educação do município, porque nós não somos responsáveis pela segurança pública do município. Então é um delírio, vereadora Rose. Tem de onde cortar, e a Câmara não tem nenhuma responsabilidade com tudo que o prefeito Adiló faz de forma irresponsável no último período. Parabéns à senhora por ser tão transparente. Vou na linha da senhora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): É tão delírio isso, vereador Cláudio Libardi, que eu acho que o prefeito não estudou a divisão dos poderes, porque não é possível. Tu está cobrando uma coisa do Executivo, ele vem falar do Legislativo. Então, por que não fala do Judiciário? É a mesma coisa, faz esse debate. Mas não, é uma forma de jogar para nós. Aliás, quero dizer uma coisa aqui. A Câmara, ano passado, se propôs várias vezes a ajudar o Executivo. Eu me lembro que foi feita até uma proposta para dar parte daquilo que se devolve para questão dos servidores... Não me lembro exatamente o que era. (Manifestação sem uso do microfone.) Não pode fazer isso. Quando era... Acho que era o Dambrós, o presidente da Câmara, foi feita a devolução, daquele valor que a Câmara sempre devolve, e foi sugerido onde aplicar, foram feitas indicações. Nada foi feito. Chega lá, o prefeito faz o que ele quer. Então, o que ele quer? Vamos sugerir, o que sobrar, vamos investir na cultura? Qual é o compromisso que tem? Nem as emendas de deputado, eles estão fazendo aquelas que são específicas. Como é que nós vamos ter alguma garantia sobre isso? Então, assim, é surreal tudo isso. Eu acho que não dá mais pra gente aceitar esse tipo de coisa. E muito bem, eu acho que tem outras coisas pra cortar. Eu lembro que daquela negociação que nós fizemos aqui na LOA, tinha parte sua que eu também tinha feito, depois a gente passou para o Coro Municipal. Foi feito isso? Está ali a emenda? Não. Foi cumprido? Então assim, qual é a segurança que a gente tem de acordos e de garantia desse município? Eu não sei mais quem tinha me pedido aparte.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereadora Rose, importante dizer, nós fizemos a convocação do presidente da Codeca, do secretário de Gestão e Finanças e não podemos convocar o prefeito, mas é um convite para o prefeito. Se necessário temos que fazer assim uma audiência pública. Porque é isso, vai cortar tudo. Já tem os murmúrinhos... Ontem eu conversei com os trabalhadores da Codeca e está todo mundo apavorado, com medo de privatização e tudo mais. Eu acho que isso está chegando também para os vereadores e vereadoras desta Casa. E o maior devedor da Codeca é o município. Então não tem dinheiro para nada. Em tese, vão cortar tudo o que já não fazem direito nesta cidade e a gente não entende o que aconteceu com o dinheiro. Agora, nós sabemos que o município não conseguiu estar regular com o estado para receber os repasses por conta de questões... Deu todo um rolo no início do ano que, na verdade, a gente não sabe se isso ainda foi resolvido. E o que chegou para mim é que talvez isso tivesse impacto nessas medidas. Ocorre que a gente precisa ter clareza do que está acontecendo e o Executivo precisa trazer essas informações não somente para nós e, sim, para a população. Então, convocamos. Tem um prazo para que a gente possa votar isso, mas acho que as informações têm que aparecer, porque senão a gente vai caminhar cada vez mais para o caos. Obrigada pelo aparte, vereadora Rose Frigeri.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Eu acho que é isso, vamos tentar convidar, pedir para o prefeito vir aqui explicar o decreto e se não for possível, vamos chamar uma audiência pública. Vou pedir para o presidente da comissão que eu faço parte, a CLPC, que fala de participação comunitária, enfim, o vereador Aldonei, que chame essa audiência para o prefeito ser convidado para vir explicar esse decreto. Porque assim, eu não sei vocês, mas eu já estou cansada de fazer reunião com o secretário e o secretário, quase todos, dizer: "Eu gostaria de fazer, mas isso depende do prefeito". Hoje eu tenho uma reunião com a secretária Grégora e amanhã com o procurador Tacca. Esses, eu tenho certeza que a questão não é tanto de obra, de fazer, de serviço, mais técnica. Então, beleza. Mas eu não sei se eu vou marcar. Eu fui faz dez dias na reunião com o secretário, ele ficou de me dar o retorno. “No máximo hoje ou amanhã, eu te dou o retorno.” Passou uma semana que eu dei o prazo, perguntei para ele, me ignorou totalmente... O secretário de Trânsito. Eu estou até agora esperando o retorno que eu precisava, porque ontem eu estava em Porto Alegre, já ia aproveitar fazer uma outra agenda, estou sem o retorno. Então assim, não dá. Eu acho que não dá para a gente perder tempo. Demora um tempo para marcar com o secretário, resolve, leva para o secretário e o secretário te diz: “Vou tentar, vou fazer” E fica tudo como dantes no quartel de Abrantes. Então, acho que a coisa tem realmente que mudar. Ninguém mais pediu aparte? Eu vou mudar de assunto então. Mas eu só quero dizer que isso está na contramão do que está sendo feito nesses três dias. E Caxias foi escolhida, a cidade da Região Sul para discutir cultura pelo governo federal e pelo número de investimentos que está tendo aqui. Eu só queria aproveitar esses minutinhos finais para falar um pouquinho da questão do Ideas, vereador. Eu tinha cobrado aqui também, em uma sessão, que depois o secretário também resolveu não falar mais comigo, mas ele prometeu, prometeu – vocês lembram – em dezembro ou janeiro, que iam fazer uma nova discussão sobre o Ideas para acabar com aquele contrato. Até agora, eu falei aqui nessa tribuna, faz 10 dias, que eu estou esperando o retorno, se foi feito alguma coisa, que eu sei que foi muito debatido hoje e ontem, também, desse assunto. Porque nós estamos no limite, já conversamos na bancada, vamos conversar no partido para fazer a tal da CPI, das UPAs. Porque ano retrasado, vereador Lucas estava aqui, vereador Juliano Valim também, a vereadora Sandra também estava, mesmo que na assessoria. Por muito menos ou talvez pelo mesmo, o então vereador, presidente da Comissão de Saúde, vereador Rafael Bueno, propôs uma CPI para ver a situação da UPA e do InSaúde. Agora ele está, como se diz, com a faca e o queijo na mão. O que está sendo... O que ele está esperando para dizer para a sociedade, para nós, o que vai ser feito com o Ideas nessas duas UPAs? Porque... Ou vai ter outro chamamento público? Vai voltar a ser do município? Que é uma reivindicação do Conselho Municipal de Saúde. O que vai ser feito? Ou não vai ser feito nada? Alguma coisa tem que ser dita para nós. Então, acho que era isso. Nós estamos nessa luta, mas também estamos no limite desse debate com a saúde pública em Caxias do Sul.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores. Plenário novamente com maioria absoluta da oposição. Vereador Juliano, ainda do partido do prefeito, ainda dá um... O único da base. O único que ainda participa das reuniões da base. Eu queria falar sobre uma situação que eu ouvi, vindo para a Câmara hoje de manhã e que me preocupou, e depois abri a notícia então. E corrobora com o que o vereador Lucas nos trouxe hoje, que são as mortes em Caxias do Sul por síndrome respiratória. Já são 17 mortes em Caxias do Sul por síndromes respiratórias. Só que o inverno não começou. Não começou absolutamente nada. E isso corrobora ainda mais, vereador Lucas, com a quantidade de pessoas idosas mortas. Tem uma tabelinha ali que mostra que a maioria das pessoas são com 60 anos ou mais que morreram na nossa cidade com síndrome respiratória, de 4 de janeiro até hoje, no caso. Pode passar, Paula, outra imagem para nós vermos, ali, a questão das idades e que nos preocupa demais: Oito mortes de 60 a 79 anos, um caso de 80 ou mais, e depois, dois casos entre 20 e 60 anos. Então dessas 17 mortes, é um dado preocupante. Nós, que estávamos falando sobre a questão da saúde, sobre a dificuldade de leitos no nosso município, sobre verificar que estamos reféns dos hospitais que atendem o SUS ainda, um exemplo a questão do Pompeia, que parece-me que está fazendo o que quer e o que não quer com o município, em relação da diminuição de leitos. Isso muito nos preocupa. Parece-me que o Pompéia não quer mais atender o SUS.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Pedir um aparte.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Só que muito se aproveitou de muitas situações do nosso município, muitas emendas do nosso município, muitas rifas do nosso município e agora está diminuindo a questão de atendimentos.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Um aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Os atendimentos na ala SUS estão muito preocupantes, eu estou com diversas demandas da ala SUS no Hospital Pompéia e me parece que a Secretaria da Saúde está refém disso. E com esse dado que nos traz, o que será dos pacientes que estão aguardando leito na nossa cidade? Já que na parte do hospital do SUS a gente ainda atende os 48 municípios. Então, são situações muito preocupantes e que nós, como vereadores, temos que tratar aqui e temos que trazer, porque infelizmente a gente não está tendo ação do Poder Executivo. A gente está sentindo uma falta nessa questão de ações, só que a gente é muito demandado ali fora. Em todos os bairros que eu vou, em todas as reuniões, todas as pessoas que nos chamam no gabinete, elas têm muitas demandas da questão da saúde. E, por mais que o vereador, hoje secretário, Rafael Bueno, tenha feito todo um esforço para os mutirões, a gente ainda não viu os mutirões em prática, de todos aqueles anunciados. Agora está iniciando o da saúde mental, mas a gente quer ver na prática eles acontecendo. Porque muitas emendas foram direcionadas a esses mutirões, inclusive uma emenda do deputado Mauricio Marcon, que eu trouxe para o município no valor de R$ 830.000,00 que o vereador Rafael Bueno disse que seria utilizado para a cirurgia das cataratas, mas a gente ainda não viu, na real exatidão disso acontecer, a utilização desse recurso. Foi anunciado mutirão com Pompéia, mutirão com o Virvi, mas eu ainda não vi as pessoas sendo chamadas para o atendimento, que é aquilo que a gente fala de muito marketing e pouca entrega. Seu aparte, vereador Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado, vereadora Daiane. Eu acho que o que precisa ficar claro é que nós não temos nenhum leito do município. Nós temos a obrigatoriedade mínima de leitos SUS, mas, se reduz o número de leitos do hospital, vai reduzir a integralidade dos leitos SUS também. O município, hoje, não é gestor de nenhum hospital público, vereadora Daiane. É isso que a gente precisa levar para a população. A população requer da senhora um leito. Depois, a senhora tem que requerer ao secretário da Saúde, que depois tem que requerer ao Pompéia. Olha o tamanho da fila? O município precisa resolver esse problema e só resolve sendo ele o proprietário do leito. Infelizmente em toda a nossa história nós não conseguimos constituir isso. Mas eu acho que isso que a senhora fala é o que a gente precisa informar à nossa população. Hoje, nós somos reféns, obviamente, da política de saúde do município, mas nós somos reféns, também, dos hospitais que não são do município. Reduzem a hora que querem o número de leitos e reduzem sempre depois do investimento público. A senhora e eu conversamos sobre a máquina de quebrar pedra no rim, aqui no Hospital Pompéia. Investimento público tamanho. Agora para utilizar, está uma dificuldade que tá louco. Mas, na hora que a senhora ia atrás de dinheiro para conseguir a máquina, que eu ia atrás de dinheiro para conseguir, que a vereadora Marisol ia atrás de dinheiro para conseguir, daí sim. “Não, todo mundo vai poder usar”. Agora que está lá o negócio muda. Então, bom, se a gente não pode depositar isso em locais de filantropia, que nós busquemos um local para colocar, vereador Juliano.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Exatamente, vereador Libardi. Seu aparte, vereador Juliano.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Parabéns pelo tema, vereadora Daiane. Até, inclusive, é importante um poder de reflexão da população caxiense para que possam participar dos mutirões ou ir nas suas UBS das suas regiões, para que procurem fazer as vacinas, agora, da gripe. Eu, inclusive, na próxima semana, se não me engano, dia 13, vou aproveitar que tenho consulta na UBS de Serrano e já vou fazer minha vacina da gripe, como eu tenho uma doença crônica, porque é muito importante, é salvar vidas. E, claro, essa questão do hospital, quando vocês a levantam aqui, a vereadora Daiane, vereador Libardi, vereador Hiago, enfim, os demais colegas vereadores, acho que é uma coisa a se pensar, assim, nos próximos anos, para que, de fato, a gente possa ter um hospital público municipal nosso mesmo, porque se buscam tantas verbas, emendas parlamentares e, de fato, a gente não vê muitos avanços mesmo nesse sentido. Então, eu sou parceiro dessa pauta, contem comigo, e parabéns pelo tema, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereador Juliano Valim. Então, só para reforçar essa questão da saúde do nosso município que precisa ser olhada de uma maneira diferente, principalmente porque agora se aproxima o frio, o inverno, e as doenças respiratórias aumentam muito. Então a gente teve no ano passado a maior quantidade de mortes a partir deste período de agora pela questão do frio e do inverno. Mas agora o que assusta é que ainda neste período já tivemos 17 mortes por doenças respiratórias no nosso município. Então, claro, que valem todos os alertas, principalmente a questão da vacinação. A prefeitura até colocou uma notícia recentemente na página, no site da prefeitura, sobre a vacinação. Até que os idosos procuraram mais, mas ainda temos muita dificuldade na parte das crianças, principalmente com doenças crônicas para buscar a vacinação contra a gripe, para não acontecer essas situações no município. Nos meus minutos finais, eu quero fazer um agradecimento, então, à Secretaria de Obras, através do Clodoreu, o “Zóio”, que fez uma série de patrolamento e cascalhamento na Região Norte da cidade. Muitas das nossas indicações no Bairro Canyon, como a Rua da Felicidade, a Rua dos Cristais, a Rua das Bananeiras. Então, no último período, ele fez muito desses patrolamentos e cascalhamentos. Então, agradecer ao Clodoreu e também agradecer ao Lima, da Codeca, e também ao Fernando que estiveram comigo na região Fátima para verificar alguns pontos crônicos da nossa cidade de colocação de lixo irregular e a parte também do mato alto vindo da parte da represa. Que é uma situação que muito nos preocupa. Eles nos atenderam, foram lá e estão fazendo novos testes para verificar uma coleta diferenciada em diversos acessos do bairro. Onde são becos que, na verdade, não consegue transitar o caminhão muitas vezes, então eles estão fazendo testes com caminhões menores em outros horários para verificar essa questão. Então, agradecer ao Lima e ao Fernando que se dispuseram e foram no Bairro Fátima junto comigo. Também eu queria só fazer um alerta, então, para a gente verificar essa questão do decreto — neste último minuto —, porque muitas das coisas que a gente está falando no decreto estão dizendo: "Ah, não, é diferente aqui, é diferente ali". Será que o decreto do nosso município não parece uma cortina de fumaça realmente para diminuir serviços como os da Codeca e a questão da brita, muitas vezes, pedida no nosso interior e tudo mais. E que, na verdade, se forem números, não refletem mais muito. Então a gente tem que verificar a questão dos eventos: “Ah, esse não está contemplado pelo decreto, esse está. A licitação, essa não está pelo decreto, porque essa daqui já tinha o recurso.” Então, a gente tem que verificar e tem que esmiuçar melhor, então, se esse decreto não é bem assim como estão falando. Acho que alguém da prefeitura deveria vir explicar ele linha por linha. Era isso, senhor presidente. Muito obrigada.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Meus cumprimentos, senhor presidente; meus cumprimentos aos demais colegas que permanecem no Plenário, senhor e a senhora que nos acompanha de casa. Quando cresci tinha diversos programas de televisão que eu gostava muito. E um que eu gostava demais era o Sai de Baixo. O Sai de Baixo, eu adorava. Todo mundo que viu o Sai de Baixo ria um monte, marcou a televisão brasileira. E no Sai de Baixo, o Caco Antibes tinha deixado de ser rico e continuava com os mesmos hábitos. E eu acho que a gente pode fazer uma alusão à prefeitura municipal. Que bom, Caxias foi a cidade da pujança, do desenvolvimento, do caixa, do poder, do asfaltamento. A cidade que as pessoas falavam: "Lá eu vou mudar de vida". E nós tínhamos uma arrecadação gigantesca e gastos controlados. Igual a família do Caco Antibes. Mas, bom, nós a exemplo do Sai de Baixo, começamos a perder nossa capacidade econômica e também a exemplo, mantivemos os mesmos hábitos na prefeitura. Não reduziu um CC, aumentou o número de secretários, aumenta despesas que consideramos desnecessárias e começamos a flertar com uma tragédia, porque a gente começou a vender o almoço para pagar a janta, vereadora Daiane. Isso a gente nunca tinha visto. Dificuldade econômica todo mundo pode ter, dentro da sua família, dentro da sua empresa, dentro do ente público. Agora, vender o almoço para conseguir comprar a janta é impossível. E eu fiquei muito preocupado com a venda do estacionamento da prefeitura para o Ipam. Talvez o Caco Antibes tivesse a mesma decisão. É a mesma coisa tu vender a garagem do teu prédio, vereador Lucas. É uma matrícula separada, eu vendo a garagem do meu prédio. As pessoas não conseguem mais acessar os serviços públicos. Quem chega aqui 7h30min já não tem mais lugar no estacionamento. Quem vem entregar o talão de produtor, vereadora Sandra, não consegue um lugar para estacionar. Agora as pessoas não recebem mais o IPTU em casa, precisam vir até aqui e não tem lugar para estacionar. E qual é a ideia do prefeito Adiló? Vender o estacionamento da prefeitura ao Ipam. Nós temos diversos terrenos muito bem localizados para construção da sede do Ipam. Podemos vender diversos locais. Agora, o que precisa ficar claro, vereadora Daiane, é que se encaminharem uma lei que autoriza a venda do terreno para esta Casa eu e a vereadora Andressa vamos fazer diversas emendas. Se a gente depender da boa vontade do prefeito Adiló para promover investimentos, a gente vai ficar longe. A vereadora Sandra vai fazer uma emenda para asfaltar 5 km da Forqueta. Beleza, ela é a favor de vender se asfaltar 5 km da Forqueta. A vereadora Daiane é a favor de comprar três máquinas de raio X com o dinheiro, vai fazer uma emenda também. O vereador Juliano é a favor de criar seis unidades básicas de saúde no Serrano, vai fazer uma emenda também. O vereador João Uez é a favor de fazer quase uma barragem nova em nome do município, vai fazer uma emenda também. E eu queria falar que nós apresentamos diversas saídas. O vereador Ramon vai duplicar a saída da Tronca, para que nós tenhamos maior velocidade na saída da zona leste. Todo mundo tem sua prioridade! Agora, todos entendemos que não se pode vender o almoço para comprar a janta. Nós precisamos estabelecer novos hábitos dentro da prefeitura municipal.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu comentei que o prefeito Adiló, com o respeito que tenho por ele, que a melhor aula é do exemplo. Ele tem que reduzir o custo da máquina pública que não chega diretamente no cidadão. E esse custo está efetivamente elevado, vereadora Daiane. E não é uma posição minha, é uma posição em uma parcela significativa do secretariado que é técnico. Eu vou conversar com os secretários técnicos, eles falam: "A máquina pública tem que reduzir, nós temos que conversar pelo exemplo." E eles são da oposição? Não. Só que eles querem a mesma coisa que nós queremos pra cidade.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Uma cidade que cresça. A gente não pode viver de aparência. A gente precisa viver da essência da vida das pessoas. E infelizmente, o prefeito prefere manter essa aparência. Parece o Palácio de Buckingham quando entra na prefeitura. De imediato, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Libardi, ontem eu me reuni com a com a pessoa que trabalha no meu gabinete, o César, que trabalha no Jurídico, juntamente com o nosso assessor de bancada, o Alexandre, realmente, para discutir essa questão dessa legislação que entrou no nosso município na segunda-feira, a questão de venda do estacionamento, e pedi de imediato, falei com a vereadora Marisol, com o vereador Calebe, ver se viria alguma reunião do Executivo para explicar tudo isso. O vereador Calebe me disse que sim, que seria marcado, porque a gente gostaria sim de entender um pouco mais, porque a população tem uma ideia, que já foi até muito falada, ali, nos comentários das próprias publicações. A gente está com a Maesa parada, então seria também uma alternativa. Porque lá atrás, aqui saudar uma decisão do João Uez, quando era secretário do Meio Ambiente, que utilizou uma área da Maesa para tirar a Secretária do Meio Ambiente do aluguel e levar para dentro da Maesa e está lá hoje instalada. Então, precisaria um pouco de coragem do município para fazer algumas adequações a isso, porque exatamente vender um patrimônio nosso daqui a pouco não seria a melhor alternativa somente para colocar um dinheiro no caixa livre do município, e é isso que nos preocupa. Dezenove milhões sendo colocado no caixa livre do município e o que será feito? Vai ser para ser pago a questão dos CCs ou tudo mais? Então, é essa a nossa preocupação e nós queremos, sim, explicações sobre isso. Obrigada, vereador Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu que agradeço a senhora, e obviamente a gente tem uma preocupação quanto ao valor, porque os vereadores da última legislatura tiveram que votar a reforma da previdência com um valor do Ipam. E agora? É justo? Não é justo? Tem todos esses detalhes. Vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então, cada dia é uma notícia nova que não é feliz, que não é alegre. Ou seja, teve o decreto do contingenciamento. Somado a isso, alguém implantou algumas notícias falsas aí e que bom que o senhor elucidou. A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul é uma das câmaras que mais devolve recurso ao Poder Executivo, e que menos tem CCs. Basta nós compararmos com qualquer câmara das 20 maiores cidades. Então é uma falácia mal intencionada de alguém que quer desviar o foco. E como nós vivemos em uma cidade em que todos nos conhecemos, só para deixar o alerta. Só para deixar o alerta, das pessoas que circulam, habitam ou trabalham em espaços palacianos. Estamos bem atentos. Inclusive, eu estou bem atento, também, com a utilização dos carros do município, com a gasolina do município, eventualmente para fins que não são os mais republicanos. Carro do município não tem que estar comprando enfeitizinho para levar em qualquer tipo de festa, que não sejam as festas citadinas, em qualquer tipo de festa. Então, cuidado, cuidado, nós moramos em Caxias, todo mundo se conhece. Para falar de uma coisa pequeníssima, pequeníssima, né? Mas, por fim, essa questão do terreno do Ipam, esta Casa recebeu um projeto de lei do Poder Executivo de um Refis de 20 milhões, alterando a LDO. Então, será que nós vamos propor Refis com o dinheiro do terreno do Ipam? E eu só espero que esse Refis seja para os pobres. Só espero, sinceramente. Porque se for para os pobres, até vai ser justificado. Agora, que não venha uma surpresa, porque aí nós vamos discutir com muita ênfase e com aquilo que nós devemos fazer enquanto oposição. Obrigado, vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): De imediato, vereadora Marisol.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Obrigada, vereador Cláudio. Só para referir. Eu acho que, obviamente, como a gente fala milhões de vezes aqui, estamos em uma Casa política, temos que ter as nossas opiniões em relação aos projetos que vem a Casa. Então, só para também deixar esclarecido, o nosso líder de governo não está aqui neste momento, mas sim, já houve essa conversa, e conversei com a vereadora Daiane e com outros vereadores, que inclusive, pela minha vontade, antes do projeto ser protocolado aqui, nós já teríamos conversado com os vereadores para que o Executivo explicasse esse projeto e que cada um tirasse a sua opinião e pudesse discutir com os seus. E acho que é importante, inclusive ouvir o sindicato dos servidores municipais que vem discutindo isso com o Ipam há mais tempo. Eu acho que é importante que a gente tivesse essa abertura maior, mas isso vai acontecer. Então, lhe peço que, antes até de qualquer definição de voto neste caso, que se dê a possibilidade de entender melhor a que se refere, o que é esse recurso, de onde é. Porque não é uma discussão de agora, pós-decreto, né? É uma discussão que vem acontecendo desde o ano passado com todos esses debates. Mas é importante que a gente ouça e que as opiniões venham a partir disso, desse entendimento do que é que se está falando, para onde vai esse recurso, que não é caixa livre, como é que funciona, enfim, tudo mais que eu acho que é importante que a gente discuta. Obrigada.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado. Eu tenho muito respeito pela vereadora Marisol e fico muito grato que ela esteja aqui junto do vereador Juliano para apresentar as razões do governo. E, obviamente, o que me preocupa... E o Cristiano também, meu amigo pessoal, perdão. Agora, a grande questão para mim, vereadora Marisol, é que, se nem nós fomos informados, imagina qual é a concepção que a população tem dessa venda. Então, é uma questão que, antes de encaminhar, deveriam ter conversado conosco. Eu tenho à disposição e ouvi. Agora, não se vende o almoço para comprar a janta. A senhora sabe qual é a minha posição. O município deve tomar empréstimo, se for necessário. Muito obrigado.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom, eu quero complementar o que o vereador Hiago trouxe na sessão passada e nesta sessão, porque eu acho muito pertinente nós tratarmos, sempre que possível, o tema da saúde aqui nesta tribuna, porque é algo que impacta diretamente todas as pessoas. Mas eu quero tratar de um dos pontos que vem antes da UPA, que são as nossas UBSs. A atenção primária também tem falhas em coisas que, no meu entendimento, são muito simples. A gente já trouxe diversas vezes as dificuldades para as marcações de consulta. Hoje, antes de vir até a sessão, eu liguei e ficou o registro telefônico mais de 100 vezes para o posto de saúde, entre as oito horas e as oito e vinte, que foi o meu tempo de me locomover até aqui à Câmara de Vereadores, para tentar marcar consulta para minha avó que tem 77 anos.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): E mesmo ligando mais de 100 vezes, a maior parte do tempo ocupado e nas vezes que não estava ocupado chamava, chamava, chamava e ninguém atendia. Então, isso nos coloca a ter que ir ao postinho na próxima quarta-feira, que é o único dia de marcação de consulta, para minha avó que é uma pessoa que tem diversas comorbidades, que precisa de atendimento regular. Então, a gente tem a facilidade da marcação por consulta telefônica, mas na prática a gente não consegue ver isso acontecendo. E é uma realidade que se a gente enfrenta as outras pessoas também, infelizmente, enfrentam. E eu me lembro que desde 2021, desde que eu me tornei vereadora, o atendimento telefónico por parte das nossas UBSs vem sendo um problema. Já foram apresentadas diversas medidas, Agenda+, por exemplo, por parte da prefeitura para tentar solucionar, mas eu preciso dizer que a gente ainda não tem a solução de uma das coisas que é tão simples, mas que impacta tão diretamente na vida das pessoas, principalmente das pessoas mais idosas ou que sofrem de alguma comorbidade que não conseguem ir até o postinho e que precisariam conseguir marcar suas consultas pelo telefone. Seu aparte, vereador Cláudio.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza, vereadora Estela. Em relação a esse tema, nós aprovamos o empréstimo de, salvo melhor juízo, 40 milhões de dólares para digitalização dos serviços públicos. 40 milhões de dólares. Então é dinheiro para que nós possamos efetivamente implementar as melhorias tecnológicas para que a população promova o agendamento. Eu vou convidar a senhora para que nós possamos fazer um pedido de informação para onde é que foi esses 40 milhões de dólares, porque não é possível que foi para comprar computador. Chegou uma carreta aí, vocês lembram? Não conseguia ninguém chegar na sessão, chegou uma carreta de computador. Mas espera aí, com 40 milhões de dólares não deu para contratar um software para agendamento de consulta? Sabe, são questões básicas. Eu sou funcionário do Sindicato dos Metalúrgicos. Nós fazemos, mais ou menos 6 mil agendamento/mês. Nosso software custa 2.000 por mês. É um negócio que parece que falta vontade, vereador Estela. A coisa que eu mais escuto, eu entro no meu prédio, meu escritório é bem na frente do posto de saúde do centro, eu entro lá, a moça da recepção sempre me fala. Eu falo: "Como é que está, Dai? O que está fazendo?" "Estou tentando agendar a consulta." Eu saio meia hora depois, "Está fazendo o que, Dai?" "Estou tentando agendar uma consulta." Então, é uma questão que é de fácil solução e a senhora sabe que deixaria muito mais aparente a vontade do município de resolver isso, resolvendo o problema do agendamento. Porque, vamos combinar, as pessoas infelizmente tiveram apontada sua conduta de faltar nas consultas. Era simples, tu tem um software de confirmação. Se não confirmou, perdeu. Passa para o próximo. É fácil de solucionar e é barato. Agora a grande questão é que a gente não consegue nem solucionar os problemas pequenos da cidade, quem dirá os grandes.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Exatamente. A gente aqui fala muito da média complexidade, da situação das nossas UPAs, mas a gente para pra olhar que existe aqui a autorização de um investimento necessário para porta de entrada do Sistema Único de Saúde, que são as nossas UBSs e que nem isso sequer está funcionando. A gente de fato para e vê que é crítico a situação da saúde do nosso município porque essa pessoa que às vezes não conseguiu agendar uma consulta por uma dor de garganta simples, por uma dor de dente simples, por uma dor de cabeça simples, pode acabar piorando a sua situação, tendo que precisar da UPA. Da UPA que não tem raio X, da UPA que está com salário atrasado, que não tem pessoal trabalhando o suficiente. Então, quando uma coisa de toda cadeia não funciona, as outras coisas vão dando errado também. Então, a gente precisa resolver as nossas lacunas na média complexidade, mas eu acho muito importante nós termos um olhar mais atencioso, mais carinhoso para atenção primária, para atenção básica do nosso município. Muito obrigada.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes, obrigado por terem ficado até agora, são 12h30. E aqui eu venho para enaltecer o trabalho da Escola Municipal de Ensino Fundamental José de Alencar. Acabei de receber os dados aqui do Alfabetiza Tchê e essa escola atingiu a média 80.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Se o senhor me permitir um aparte depois, eu lhe agradeço.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Então, aqui eu faço um agradecimento a toda a equipe dessa escola, em especial a diretora Paola, e a todos os professores e colaboradores, assim como a todos os alunos dessa escola, que neste ano, inclusive, comemora 65 anos de existência. Então eu quero aproveitar esse momento para também falar que agora, semana que vem, eu estou indo para Brasília. Nós... Essa escola foi premiada e receberá a cobertura da quadra de esporte, tão solicitada por todos aqueles populares, professores, tão sonhada. Após 65 anos, essa cobertura, ela chegará por meio de uma emenda do deputado federal Maurício Marcon. Então, todo esse trabalho que vocês fazem diariamente de ensino do aluno, fazendo ele atingir a alfabetização, tudo isso é importante, assim como nós mantermos esses alunos na escola. Nós recebemos diversas demandas, são alunos de várias origens, de vários credos, de várias situações financeiras e nós conseguimos levar o conhecimento a todos de uma forma, agora, premiada pelo Alfabetiza Tchê. Então aqui vai o meu agradecimento a todos os professores da José de Alencar. Pois não?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado, vereador Capitão Ramon. Tive a oportunidade de estar na companhia dos seus assessores, não nesse sábado, no outro sábado, do lançamento da COP da Escola José de Alencar, uma parceria da professora diretora Paola com os demais professores e a comunidade escolar. Lotou o local, vereador Ramon. Muita gente para que a gente pudesse debater o futuro da cidade, o futuro do estado do Rio Grande do Sul, o futuro do planeta. E é uma escola que tem uma integração significativa com a comunidade escolar. E o nosso Estatuto da Criança e Adolescente determina que é função da família, da sociedade, posteriormente, e do estado, a comunhão das crianças, não é? Então bom, as famílias estão integradas com a sociedade e com o estado e por isso tem um resultado tão bom na escola José de Alencar. Tu olha lá, é tão bonita a escola, tão organizada, tu verifica logo na entrada qual é a merenda do dia, todas as crianças com plena disposição, todas as professoras com muita adoração ao fazer, as professoras e professores. Então, foi com grande prazer que eu representei a Câmara, junto dos seus assessores, no lançamento da COP da escola José de Alencar, que é um importante local de diálogo. Porque não adianta ensinar para a criança. A criança chega em casa e ensina o pai, por exemplo, o modelo de separação de lixo. Então, eles estão retornando coisas que nós fazíamos nos anos 2000, que deu muito certo. Então, parabéns ao senhor pelo tema, e parabéns, em especial, à diretora que tem se dedicado tanto aos seus alunos.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Obrigado, vereador. E continuando aqui, nós tivemos 200 escolas premiadas do estado todo. Em Caxias do Sul nós tivemos a José de Alencar, escola municipal, e a escola João Triches. Ambas da cidade de Caxias do Sul, uma municipal e outra estadual. E aqui eu estendo também meus parabéns à direção, à equipe e colaboradores, assim como a todos os alunos da escola João Triches. E aqui, analisando a lista, nós vemos que na sua grande maioria, as cidades que ficaram à frente são cidades menores. Ou seja, com problemas menores, com diversidade menor. Mas nós tivemos uma cidade, aqui, mais à frente, parecida, guardadas as devidas proporções, com Caxias do Sul, que é Novo Hamburgo. Então, talvez, a Secretaria de Educação possa aprender o que é feito lá em Novo Hamburgo, que é uma cidade que tem um uma grande quantidade de pessoas vivendo lá. Então, talvez os problemas e situações que ocorrem em Caxias do Sul, podem estar acontecendo lá em Novo Hamburgo também. Então, procurar entender o que acontece nessas outras cidades para a gente replicar aqui em Caxias do Sul. Não precisa inventar a roda. A gente pode aprender com outros municípios. Se já está dando certo? Vamos implementar, vamos melhorar para atingir o objetivo, o resultado final. Que é o quê? A criança estar alfabetizada. É isso que a gente quer ao final do segundo ano letivo. Muito obrigado, presidente.
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