Não houve manifestação

Não houve manifestação

VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, presidente Wagner. Eu tenho utilizado essa tribuna de maneira incomum no último período porque nós conseguimos estabelecer uma relação amistosa com o prefeito Adiló, objetivando o bem comum dessa cidade. Queria tratar do Hospital Saúde, queria tratar das multas e queria tratar de um tema que talvez seja o mais caro do meu mandato, mais caro da Comissão do Meio Ambiente, e um tema que necessariamente as pessoas discutem, que é o modelo de poda de árvore da cidade. Muita gente extremamente preocupada com o modelo de poda de árvore da cidade e o Ministério Público, através da nossa promotora Janaína De Carli, instaurou o inquérito civil em fase do município para que houvesse esclarecimentos acerca do modelo de poda de árvores. Eu sei que nós, aqui, somos muito demandados acerca do modelo de poda de árvores. Somos muitos demandados, também, acerca das árvores da cidade. Em toda oportunidade, vereador Cristiano, que eu conversava com o prefeito Adiló, ele falava: "Olha, eu quero manter as árvores. Se há alguma discrepância no decreto, nós podemos alterar." E através desse inquérito civil do Ministério Público Estadual, em parceria com a Comissão do Meio Ambiente, nós promovemos a convocação de uma audiência pública, que ocorrerá no dia 29 de abril, às 19 horas. Eu cheguei um pouco tarde nesta sessão porque fui fazer um convite ao prefeito Adiló. E, mais do que um convite para ele participar da audiência pública, eu fui fazer um convite ao prefeito Adiló para mudar o decreto. Porque nós, hoje, somos extremamente permissivos com o modelo de poda de árvores. E precisamos alterar os rumos desta cidade.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Declaração de Líder para o partido NOVO.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): E fiquei surpreso, novamente, com a disponibilidade de alteração do artigo 40 e da não renovação do sistema de parcerias com a RGE. E sabe o que mais me surpreendeu? Foi que o prefeito Adiló me comentou qual foi o fato gerador desse cancelamento dessa parceria. Ele falou que estavam podando as árvores na frente dos Sindicatos Metalúrgicos. Podando é muito gentil. Estavam matando as árvores na frente do Sindicato dos Metalúrgicos, a RGE. E o prefeito parou lá e falou para uma empresa terceirizada, que nem de Caxias era: "Vocês não podem fazer isso." E sabe o que, quem estava podando, falou para o prefeito Adiló, Andressa? “Foi o prefeito que mandou.” Então, são questões que precisam ser alteradas. E nada como a realidade para alterar o pensamento de alguém. Não precisa errar para sempre. Se estava errado o decreto, a disponibilidade de alteração do prefeito Adiló já é algo positivo. Ele tem mudado algumas posições, e tem me surpreendido no último período. Então, no dia 29/04, em uma quarta-feira, às 19 horas, eu convido os demais vereadores, em especial aqueles que são membros da Comissão do Meio Ambiente, para que nós possamos debater o rumo da arborização urbana da cidade. Estará presente e será uma das organizadoras a eminente representante do Ministério Público, Dra. Janaina De Carli. Estará presente, ainda, o prefeito municipal, Adiló Didomenico. Estará presente o secretário do Meio Ambiente, Ramon Sirtoli, e o secretário Rodrigo Weber, que é responsável pelas podas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Se possível um aparte, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): E nós precisamos mudar a legislação. Infelizmente, o prefeito Adiló aprendeu da pior forma, com as pessoas mentindo sobre ele que a gente tinha que alterar a legislação. Mas, pelo menos, alterando essa outorga da RGE, já é um grande avanço. Vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Cláudio Libardi. Parabenizar o senhor por essa luta. Eu circulo muito na cidade e tenho sido questionado por muitas pessoas pela supressão, pelas podas drásticas que têm sido feitas em vários lugares da cidade. E, ao mesmo tempo, em lugares que são necessárias, não são realizadas. Então, eu mesmo tenho algumas demandas, estou aguardando. Conversei com o secretário Weber sobre isso. Estamos aguardando o retorno de alguns lugares que são necessárias as podas, sob pena dos galhos ou as árvores caírem na casa das pessoas. Se me permite, só quero fazer um convite para os colegas vereadores. Eu coloquei no grupo, que é uma coisa também muito importante. A Codeca passará a ter uma nova roteirização do lixo orgânico. Então, na semana que vem, quinta-feira, dia 23, vocês estão convidados. O Milton e o Barcarolo virão aqui, junto com o setor técnico, para explicar o que implicará isso na coleta da cidade. Então, os vereadores que não puderem, as suas assessorias, porque é uma pauta da cidade e vai envolver. Então, convido a todos e a todas. Muito obrigado.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado. Nós estaremos presentes, vereador Lucas, porque a pauta ambiental é a principal pauta da cidade hoje. A gente fala de árvore, fala de água, fala de meio ambiente, fala de coleta de lixo.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Um aparte, vereador?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu não vou poder lhe dar aparte, porque o meu tempo acabou. Mas, com certeza, a vereadora Andressa vai lhe dar. Muito obrigado.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vou usar o banquinho, já que é de praxe do vereador Libardi. Seu aparte, vereador Uez.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Andressa. Só dizer, vereador Libardi, que quem construiu o decreto, à época, foi na minha gestão, como secretário do Meio Ambiente. E eu fico muito orgulhoso, vereador Libardi, porque o presidente Luiz Inácio nos copiou no seu decreto, em nível nacional. Muitas das questões que a gente disciplinou em Caxias do Sul estão no decreto do governo federal, que também, certamente, será trazido à audiência pública para a gente verificar. Não só olhando o nosso, mas também olhando as questões em nível nacional, que tanto se fala em nível ambiental. Obrigado, vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereador João Uez. Então, o vereador Libardi nos provocou a usar um dispositivo pouco usado no nosso Regimento Interno, mas que possibilita que a gente possa trazer mais assuntos da nossa importância. Pena que o secretário da Habitação não ficou, junto com a sua equipe. Queria poder tratar um pouco desse assunto, porque a habitação tem nos preocupado na nossa cidade, nobres colegas. Eu já conversei com o secretário adjunto da Habitação. Pelo que eu sei, a partir de agora, é o Kiko Girardi. Estarei visitando os depósitos de materiais esta semana, vereadores e vereadoras. Convido quem quiser ir junto, para que a gente possa ver se tem material de fato, se não tem material que possa ser disponibilizado para as famílias. E nós, do nosso gabinete, tomamos uma decisão: nós vamos levar para o Ministério Público todas as demandas habitacionais, porque nós não temos tido retorno. Mais do que nós não temos tido retorno, as famílias não têm tido retorno. Então, se casas estão caindo e o secretário acha que pode falar para as famílias que cada um que se vire, porque a responsabilidade não é da secretaria, agora ele vai ter que responder não para mim e sim para o Ministério Público da nossa cidade. Outra questão, vereador Libardi, é sobre a lista que saiu. A listagem das famílias contempladas no San Gennaro I e II, que foi trazida aqui. O Conselho da Habitação — eu sei porque pessoas que eu conheço, pessoas da minha confiança, participam do conselho — advertiu o secretário em tomar cuidado com a divulgação da lista. Porque o que aconteceu nas casas do Campos da Serra, vereadora Daiane e o vereador Dambrós? Divulgaram a lista, e as famílias achavam que iam amanhã para a casa. O que aconteceu com as casas do Campos da Serra, nobres colegas? Elas estão sendo ocupadas por pessoas que estão ocupando de outra forma que não, obviamente, a listagem. Pessoas que estão ocupando de qualquer jeito. As casas estão largadas às traças. Espero que não aconteça a mesma coisa com o San Gennaro. Que eu saiba não está pronto o San Gennaro. Para dizer para as famílias, para criar falsa expectativa que elas vão ir amanhã para a casa, quando ver não vão terminar novamente os condomínios.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Então, nós não podemos brincar mais com a cara das pessoas. Vários questionamentos eu trouxe aqui sobre a Vila Sapo. Onde é que estão as casas da Vila Sapo? Sobre o Campus da Serra, sobre materiais, sobre programas municipais. O Campos da Serra, outro dia, sobre as famílias que estão em leilão. Se as pessoas perderam os apartamentos, elas vão para a rua, elas vão bater de novo na porta do Município. O secretário falou na cara da defensora pública que não era responsabilidade do Município. Todas as demandas que a gente leva. E aí outro dia, para finalizar a minha... Já lhe passo aparte, vereadora Daiane. Levei uma lista de dez demandas para o secretário sobre coisas simples. Dez demandas. Sobre material paliativo, sobre situações que a gente estava tratando já há um tempo, que já estava tudo pré-encaminhado, vereador José Abreu. Está tudo difícil, não tem nada, não tem dinheiro. Então, faz o seguinte, fechem as portas da secretaria, manda todo mundo embora e vamos admitir que Caxias não tem política habitacional para atender as pessoas. Eu esperava que o secretário viesse aqui, hoje, com mais respostas. Não, de novo falar do refinanciamento do Funcap, que perto do que o município precisa, nós propusemos 3% do orçamento para o Funcap. Se todas as famílias pagarem amanhã, o valor não vai ser suficiente para quase nada, nobres colegas. Vamos falar a verdade. Seu aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Exatamente isso, vereadora Andressa. Eu fiquei feliz quando eu cheguei aqui e me deparei com o secretário, o secretário adjunto, a equipe toda aqui. Eu disse: “Não, eles vão dar explicações, afinal somos notícia, né?” Depois que a gente falou que tinha casa sendo ocupada no Campos da Serra, o Leouve também publicou, a imprensa local está publicando. E a gente queria saber. Ontem, a gente fez diversas perguntas sobre a Vila Sapo, sobre as áreas de risco, sobre a questão dos materiais e, principalmente, sobre a questão do Campus da Serra. Eles vieram aqui fazer marketing de novo, gente. E daí eu fiquei esperando o que o secretário ia falar, e o secretário não falou nada. Vinte minutos e ele não falou nada sobre as nossas questões. Quer dizer que escuta por um ouvido e sai pelo outro, infelizmente.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Exatamente, vereadora Daiane. Então, nós tomamos uma decisão. Nós vamos levar todas as situações para o Ministério Público, para que a gente, realmente, entenda o que está acontecendo na nossa cidade. São coisas graves. A população não vive de marketing, vereadora Daiane. A população precisa de respostas. Nós vamos ter, de novo, um inverno chuvoso, e as pessoas estão com a casa caindo, chovendo mais dentro do que fora. E nós não podemos olhar para a cara delas e dizer que elas que se virem, porque o município não tem nada com isso. Tentei conversar com o secretário umas dez vezes. Não foi possível. Então agora a gente vai por outras vias. Senhor presidente, seria isso. Muito obrigada.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Bom dia, senhor presidente, colegas vereadores. Venho a esta tribuna nessa oportunidade para falar de alguns assuntos, alguns temas importantes. Já vou deixar encaminhada uma Declaração de Líder, presidente, até porque imagino que também nós vamos ter um assunto bem pertinente para tratar nesta manhã, um assunto que importa toda a nossa cidade, um anúncio em direção ao futuro de Caxias do Sul, especialmente aquilo que tange à transição tributária que nós estamos enfrentando a nível de país e Caxias do Sul, como eu já tenho vindo a esta tribuna, tenho falado, o vereador Libardi já tem mencionado isso também algumas vezes, Caxias do Sul, de acordo com estudo será uma das cidades que mais vai perder, vereador Valim, recurso de arrecadação dentro do estado do Rio Grande do Sul. Então é uma preocupação que a gente precisa ter. Eu acho que é muito pertinente a criação de um comitê para nós trabalharmos assuntos que envolvam essa transição tributária do nosso país, dentre outras questões, porque Caxias do Sul não pode ficar à mercê de uma mudança de nível nacional que impacte diretamente a nossa atuação aqui na nossa cidade. E nós temos, com grande orgulho, a presença do secretário Micael, que é auditor do nosso município, uma pessoa extremamente competente, capacitado, que ocupa, além disso, também a posição de secretário da Receita Municipal, que compõe, então, esse comitê a nível nacional, representando todo o estado do Rio Grande do Sul, Caxias do Sul, que mais uma vez mostra protagonismo quando consegue colocar um representante seu no lugar de Porto Alegre, por exemplo, que é uma cidade com três vezes mais a população de Caxias, praticamente. Mas, antes de avançar no tema, eu quero fazer um voto de congratulações à família do Sr. Diego Alcântara e Renata Derlam pelo nascimento da Laurinha, que já completa mais de dois meses de vida, nasceu no dia 10 de fevereiro deste ano, desejando que Deus possa abençoar grandemente a vida dela, vida dos seus pais, bastante saúde e tendo a certeza de que os filhos são uma herança que Deus concede a cada uma das famílias. E um outro voto, colegas vereadores, que nos causou muita dor nesse último nessa última semana foi em razão da partida do Sid. O Sid Farias Lopes, Sidnei Farias Lopes, que foi brutalmente assassinado agora no último sábado na cidade de Petrolina, lá no extremo nordeste do nosso país, já estava morando lá com a sua família há 3 anos, congregando na igreja Verbo da Vida. Havia congregado aqui na igreja Verbo, em Caxias do Sul, e ele foi brutalmente assassinado. O Sid era um homem íntegro, comprometido com a obra de Deus, com o serviço ao próximo, atuou em um centro de cura que a igreja tinha lá, foi professor dos juniores no Verbo Crianças, foi líder de grupo de crescimento e um participante ativo nos ministérios dos quais ele fez parte. E a sua vida foi um testemunho de entrega e de amor ao próximo. Eu vou passar aqui, colegas, eu relutei bastante em exibir o vídeo, mas dado a circulação que já teve o vídeo e todo o luto que se enfrenta, eu quero mostrar para vocês o que as câmeras de segurança nos deixam registrado em 15 segundos de uma desavença de trânsito, que custou a vida do Sid. (Reprodução de mídia audiovisual) O Sid é esse motorista. Se tu quiser tirar o áudio, eu vou explicando o vídeo. O Sid é o motorista desse caminhão que está chegando e aquele carro lá atrás, que tem a seta vermelha, é o carro que vai efetuar os disparos contra ele. Como vocês podem ver, desce o ajudante, ali, do caminhão, ele vai desembarcar do caminhão enquanto aguara o portão ser aberto, que ele foi explicar para o rapaz do carro uma situação de trânsito, e quando ele foi explicar, o rapaz chamou alguns impropérios a ele, e ele é covardemente assassinado a tiros na porta da empresa em que trabalhava. Então, 15 segundos custaram a vida desse caminhoneiro, desse pai de família, que tem um filho, inclusive, aqui em Caxias do Sul, que é um voluntário na Igreja Verbo da Vida, estava lá, também, com a sua esposa nessa cidade e agora na sequência, eu quero mostrar o relato da esposa do Sid, a Lucimara, o que ela deixou registrado depois da partida do seu esposo no dia seguinte, ou dois dias depois do falecimento dele. Lembrando que hoje à tarde, o corpo do Sid chega a Caxias do Sul para que seja feito o velório. Hoje 13h30mim, até o final da tarde deve ir esse velório. É um momento de bastante pesar e sofrimento para toda a comunidade Verbo da Vida a nível de Brasil, especialmente de Caxias do Sul. E aqui está o relato do que é que a esposa do Sid falou para o assassino que covardemente matou o seu esposo. (Segue apresentação de vídeo.) Parece uma inteligência artificial, né, colega Daiane? Não dá para acreditar que uma pessoa, um ou dois dias depois de perder o esposo, com 48 anos, que tinha feito 48 anos três meses atrás, pai dos seus filhos, tenha essa maturidade e essa postura. Mas por que eu faço questão de trazer isso, colegas? É para que a gente fuja da generalização dos discursos acalorados das redes sociais. Esta semana eu vi a Luana Piovani fazer uma declaração, vereadora Andressa Mallmann, dizendo que os evangélicos são a pior espécie que existe no Brasil. Bom, eu não vou entrar nem no aspecto de quem é Luana Piovani e da sua conduta moral e ética ao longo dos seus 49 anos de vida, né? Vou deixar que o juízo popular diga quem ela é nessas cinco décadas de vida. Mas eu conheço os evangélicos. Eu conheço o evangélico da periferia, eu conheço pastor que assenta tijolo o dia inteiro e, à noite, conduz o culto na sua igreja e não recebe nada para isso. E eu não estou falando de pastor no nordeste, no norte do país. Não, estou falando de gente aqui, aqui em Caxias, Zona Sul, Zona Norte. A vereadora Daiane conhece; o Zé Dambrós, vereador, conhece; o vereador Jack deve conhecer também. Sacerdotes que dão a sua vida, pessoas que se doam de maneira integral para fazer o serviço de amor ao próximo. Que no final de semana não tiram folga, não tiram descanso, não param, visitam hospitais, vão de madrugada socorrer briga de casal. São aqueles que colocam um dependente químico, ainda drogado, dentro do seu carro e o levam à comunidade terapêutica, como eu fiz, muitas vezes, e vi muita gente fazendo também. Então, sempre vão existir pessoas ruins em todas as religiões. Em todas as religiões. Inclusive, tem ateu que também tem problema moral. Ateu, evangélico, quem é da Umbanda, católico, espírita, hinduísta. Enfim, todas as religiões. Agora, a generalização é um grande problema. Então, aqui fica esse misto de voto de pesar a essa família. Que Deus possa confortar a Lucimara, sua família, todos os irmãos do Verbo da Vida de Caxias do Sul, do Verbo de Petrolina e também do Verbo em nível de Brasil. Que esse sentimento da esposa, essa declaração possa calar o nosso coração nesta manhã, neste dia, e nós possamos lembrar que ninguém é feliz tirando a vida do seu próximo. Avançando aqui na minha fala, colegas, eu quero apenas tratar de um assunto importante também para a comunidade nesse período, que foi uma entrega que nós fizemos na última semana, no Bairro Colina do Sol, no valor de R$ 400 mil, para a construção de um centro comunitário. (Pronunciamento com recurso de material visual.) Aqui nós estamos em uma foto junto com os moradores lá, em um encontro que nós fizemos. Ali ao lado esquerdo da foto está a Juliana e do lado direito está o Paulinho, que são a presidente e o vice-presidente desse bairro. Mais ao canto da foto, também tem a assessora do deputado Osmar Terra, Andréia Garbin, que também nos ajudou para que nós pudéssemos articular esse recurso de todos os moradores dessa comunidade, desse bairro tão importante da nossa cidade. Já está sendo feita a revitalização nessa praça, estão sendo feitas melhorias no entorno também, da jardinagem. Agora, nós temos esse anúncio importante desses 400 mil, para a construção desse centro comunitário, que vai ter aproximadamente 120 metros quadrados e vai atender a comunidade para fazer aniversário de 15 anos. De qualquer idade, né? Estou falando de 15 anos porque é um aniversário muito significativo para as meninas. Bodas de casamento, chá revelação, reunião da assembleia do bairro, exposição da ONG da vereadora Andressa Mallmann. Enfim, vai estar à disposição. Contraturno escolar, aula de dança. Conversei com o pessoal, também, do movimento do hip-hop. Falamos sobre a importância da dança dentro da comunidade e como isso pode ajudar os jovens. Além do esporte, xadrez, dama, etc. Outros esportes que podem ser praticados dentro desse centro comunitário. Para além do campinho de futebol que tem ali, toda a estruturação, toda a academia que existe ali, parquinho, etc. Então, está aí uma entrega de R$ 400 mil. Ontem, eu estive na Seplan falando com o Toninho Feldmann. Esse projeto já está bem encaminhado. Ele já tinha uma prévia desse projeto. Agora, com a garantia do recurso, então, isso avança, para que, nos próximos meses, nós possamos ter a licitação e, então, possamos começar com a execução dessa obra. E agora, por fim, eu tenho um último assunto para tratar aqui com os colegas, que é o grande anúncio que a Prefeitura de Caxias do Sul fez, do nosso projeto para cobertura da Praça das Feiras na nossa cidade. Os colegas devem ter visto, ontem, matéria do nosso Jornal Pioneiro, sobre esse projeto que está já aprovado pelo Iphan e agora deve caminhar para a Cenlic para, então, passar pelo processo de licitação e, por fim, começar a execução da obra. E, vereador Zé Dambrós, eu vi muitas pessoas... Muitas não, algumas. A maioria das pessoas entendeu o propósito. Mas algumas pessoas questionando o paisagismo, a falta de árvores, etc. Então, eu acho que é salutar vir aqui. Ontem, quando eu vi os comentários, achei muito pertinente vir aqui explicar justamente sobre o porquê nós não temos árvores embaixo de um espaço como esse. Primeiro que a proposta aqui, justamente, é que tenha uma cobertura onde permita essa ventilação, dado o modelo arquitetônico que foi feito o projeto, para que, justamente, as pessoas possam expor feiras nesse ambiente. Então, colocar, encher de árvores seria contraproducente à ideia...
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Segue em Declaração de Líder a bancada do PP.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Seria contraproducente à ideia inicial do projeto, que é uma praça para feiras. E aqui entra o assunto que eu comentei antes. Por que nós precisamos investir em espaços como esse daqui, ali na Praça das Feiras, na Estação Férrea? Porque nós precisamos, estamos passando por um processo de transição tributária. Eu insisto em falar aqui que Caxias do Sul será uma das cidades que mais vai perder recurso. E o recurso agora será... A nossa arrecadação estará baseada, estará calcada no consumo. Portanto, uma água, vereador Fantinel, que a pessoa compre, é uma água que está sendo tributada em Caxias do Sul. Um sorvete que a pessoa compre, vereador Libardi, um artesanato que é comprado, e a pessoa vai lá e emite uma nota, e etc., um serviço que é prestado na nossa cidade, isso vai ser tributado. E Caxias do Sul ganha com essas iniciativas.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Então, é em razão dessa questão que nós precisamos incentivar boas práticas como essa, para que justamente a feira se torne um ponto de encontro para as pessoas, um ponto de exposição. Nós temos parques na cidade, como é o caso do Ecoparque, temos o Jardim Botânico, temos o Parque dos Macaquinhos, temos as praças da cidade, algumas, inclusive, com um nível de arborização interessante. Temos outras que, em minha opinião, precisariam ter mais árvores também, e é uma discussão latente, que já do ano passado se estende nesta Casa, e nós precisamos olhar para esses fatos. Agora, o propósito aqui da Praça das Feiras é justamente oportunizar um local para que as pessoas possam expor o seu material, possam trabalhar, possam fazer a sua venda e arrecadar recursos com aquilo que estão vendendo. Ao mesmo tempo, o município ter a sua arrecadação. Então, esse projeto foi aprovado pelo Iphan, pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, tendo em vista que essa área é uma área federal. Agora ele caminha, então, para a questão da licitação. Eu quero fazer justiça, aqui, com relação a quem ajudou com esses recursos. Esse projeto tem o custo estimado de dois milhões e meio e conta com o apoio de três emendas parlamentares. Uma delas é da deputada Denise Pessôa, que enviou R$ 1.100.000 de emenda; o deputado Danrlei de Deus enviou R$ 477.000 de emenda; e o deputado Lucas Redecker, com articulação do deputado Neri, encaminhou uma emenda no valor de R$ 600.000. Também é importante se frisar isso, que, além dessa tramitação pelo Iphan, agora passa pelo Compahc, pelo nosso Conselho de Patrimônio Histórico e Cultural da nossa cidade, para que justamente isso possa avançar com o aval do conselho, com o aval do instituto, possa se criar esse espaço de exposição. É assim que Caxias vai conseguir caminhar para frente, se tornar uma cidade de fato turística, onde as pessoas tenham a oportunidade de ir final de tarde, passear com o seu pet, tomar um chimarrão, sentar nos bancos que estão ali. Lembrando que, tanto na parte inferior, quanto na parte posterior desse espaço da Praça das Feiras, nós vamos ter uma arborização maior. Já existe um projeto para que sejam colocadas novas árvores nesses ambientes. Inclusive, hoje pela manhã, o prefeito Adiló me ligou para tratar de um assunto, e eu já aproveitei e o questionei com relação a isso, porque traria esse assunto aqui, para a tribuna desta Casa. Então, é necessário que nós demos tempo ao tempo. Nós tivemos a reforma da concha acústica na Estação Férrea, que foi um espetáculo sensacional a inauguração no período natal. A Família Lima esteve ali lotando, mostrando que, sim, o caxiense é trabalhador, é estudioso, mas o caxiense também quer é um ambiente de lazer, oportunidade de poder descontrair com a sua família no final de tarde, no final de semana. Nem tudo nesta vida, vereador Jack, é o trabalho. E o senhor tem se mostrado um defensor, inclusive, defendendo pautas aqui nesse sentido. Então, eu acho que a cidade deve oportunizar locais assim. Nós tivemos agora, na última semana, dia nove, se eu não estou enganado, a inauguração da fonte luminosa naquele trecho também. Temos o Monumento da Imigração Italiana também nesse ambiente. É assim que surge, no futuro, Fontana di Trevi, como é o caso daquela fonte que tem na Itália, famosíssima, que as pessoas se aglomeram para fazer uma foto. Não viajam lá só por razão dessa foto, mas vão até lá, aproveitam e se torna um cartão postal de um país, de uma cidade. E, assim, Caxias do Sul pode se tornar. Eu prefiro ser otimista, colegas. Eu sei que o pessimismo é forte. Eu sei que o pessimismo é muito grande. É mais fácil criticar, bater, achar ruim, etc, do que acreditar que vai dar certo. Então, eu prefiro ser otimista, acreditar que, sim, Caxias do Sul está caminhando nesse aspecto do turismo, fazendo um excelente trabalho sob a condução do secretário Felipe Gremelmaier, que é o secretário do Turismo, o adjunto Tieppo, que é o secretário de Desenvolvimento Econômico, que cuida dessa área. A secretária Tatiane Frizzo na Cultura, os demais servidores dessas duas secretarias, que vão se conglomerando com outras frentes, com a Seplan e etc., para de fato pensar uma cidade para o futuro, onde nós possamos ter espaço para as pessoas fazerem a sua exposição. A Maesa está vindo aí daqui um período. Uma série de melhorias que Caxias do Sul pode apresentar para esta região. Seu aparte, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereador Calebe. Eu quero dizer da felicidade, falo aqui pelo meu pai e pela minha mãe, que são artesãos, que expõem nas feiras que a gente tem a disponibilidade na nossa cidade, mas que sofrem o que a maioria dos artesãos da nossa cidade sofrem, que é com o fato de que vivemos em uma cidade em que o tempo não permite que o sol brilhe todos os dias. Então a gente tem muita umidade, a gente tem muitos dias de vento forte, de chuvisco, que é aquele chuvisco que até dá para expor, mas deixar lá o material ao tempo, pegando aquele tempo, aquela intempérie do tempo. Então é muito positivo. Faço votos, aqui, junto com o senhor, de que dê certo e reforço como isso vai ser importante e como isso vai, de fato, melhorar a renda, vai melhorar a dignidade de vida das pessoas que trabalham com artesanato na nossa cidade, porque a nossa cidade é desafiadora por causa das questões climáticas. Então, ter uma área coberta em Caxias do Sul é mais uma vez um passo em relação ao incentivo e à valorização do trabalho artesanal de Caxias do Sul. Então, eu fico muito feliz em ver a possibilidade de logo, logo a gente ter a inauguração da cobertura da Praça das Feiras, porque com certeza vai ser muito bem utilizada por Caxias do Sul. Obrigada.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado, vereadora Estela. Bom, está aí um relato, alguém que fala com propriedade com relação a esse assunto. Eu estava lembrando inclusive, vereadora, que nós temos ali nesse espaço, eu tive a oportunidade de uma vez... O meu cunhado é um amante de veículos esportivos, assim como é o vereador Pedro, está aqui o vereador, que gosta também, prepara carros nesse sentido. O meu cunhado já me convidou, vereador Zé Dambrós, para o Segunda Clássica, que é um evento que acontece exatamente ali onde vai ser coberta a feira, bem na Marechal. Inicia na Marechal e conclui ali na Avenida Rio Branco. Lotado de carro antigo, lotado. Food truck, as pessoas comendo, passeando e etc. Em um espaço que é apertado hoje, porque as pessoas vêm quase em cima da Marechal. E agora, essa praça sendo coberta, nós vamos ter praticamente a totalidade dos dias do ano para poderem ser aproveitados. Só nos dias que forem de extremado frio. Agora a umidade e a chuva não vão mais ser um problema. Então, eu acho que nós precisamos pensar é o centro histórico de Caxias. Nós vemos o centro histórico lá em Porto Alegre. Caxias do Sul tem um centro histórico que, modéstia à parte, está muito melhor e muito mais organizado que Porto Alegre. Porque, infelizmente, o tempo acabou corroendo esse centro histórico. Nós temos a possibilidade futura de mercado público, mais aqui adiante, na Dom José Barea, na Maesa. A locomotiva que está lá, não foi esquecida a locomotiva, está em processo, também, de revitalização, é um passo importante que vem aí, na sequência. E tudo isso é feito com parcerias. Então, quero mais uma vez reforçar e agradecer a deputada Denise Pessôa, agradecer ao deputado Danrlei de Deus e também ao deputado Lucas Redecker. Esses três deputados federais que se empenharam para que essa obra pudesse acontecer. E aqui está aimportância de nós darmos atenção e investimentos que vão perdurar. É uma obra para ficar. Não é uma melhoria, não é uma situação esporádica para uma área, para custear uma área específica da cidade, uma pasta específica, que também tem a sua necessidade, mas aqui é algo que vem para ficar. A longo prazo, vai certamente se pagar o investimento milionário como esse que Caxias do Sul ganha, artesãos ganham, expositores, pessoas que querem comercializar. Então, é um golaço que Caxias do Sul está tendo, está fazendo, e uma entrega positiva e significativa para a nossa cidade. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado. Um ótimo dia a todos os colegas.
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Senhor presidente, nobres pares, todos que nos assistem aqui, presencialmente, também de casa, bom dia a todos. Eu quero rapidamente aqui... Cadê o material? Eu quero, antes de começar aqui no assunto propriamente dito, que eu vou trazer aqui, eu quero dar os parabéns, presidente, pela homenagem que foi feita ontem, aqui, pela merecida homenagem que foi feita para uma prestadora de serviço para Caxias, há 40 anos, que foi a Viação Santa Tereza, a Visate. Então, quero mandar um abraço para o Fernando, para o Gustavo, para o Valdemir, para o Júnior, para todo o pessoal aqui. Para a Lisandra, que estava aí. Eu não quero aqui me estender nos nomes para não deixar ninguém de fora. Meus parabéns a todos os envolvidos, a todos os colaboradores e gestores dessa empresa. Então, de imediato, quero já falar aqui. Hoje eu quero falar de um assunto do automobilismo. A gente, hoje, está na condição de presidente da frente parlamentar. O pessoal tem me cobrado bastante, assim como ao vereador Petrini também, que defende essa pauta e sabe como é. Eu estive em reunião com o vice-prefeito Edson Néspolo. Onde está o material? Eu não estou enxergando. Me localizem, por favor. Está ali. Estive em reunião com o vice-prefeito Edson Néspolo, tratando, cobrando e pedindo as atualizações para poder atualizar o pessoal, prestar contas para esse público. Ele me conduziu, então, para Seplan, com o Toninho, para ver como está todo o andamento da negociação. Então, estive com o Toninho. Bota o vídeo para nós, por favor, Mag. Então, o Toninho nos passou toda a situação. E você, Adriano, que tem me cobrado, esses dias eu estava fazendo um medicamento na veia lá, e você estava me dizendo que era conversa, que não ia sair nada. Eu disse: "Cara, tem novidade. Está vindo aí.” Então, esse recado é para ti. Eu estava lá fazendo Tramal na veia, porque eu estava atacado da minha coluna, e estava te atendendo. Então, estou trazendo uma satisfação. Pode rodar. (Apresentação de vídeo.) Então, pessoal, eu estou com o meu tempo bem cronometrado aqui. Já quero, de imediato, pedir para o Mag rodar o outro vídeo, então, que ele é bem explicativo. (Exibição de vídeo) Quero agradecer, senhor presidente, quero agradecer a nossa parceria, através da frente, os vereadores, o vereador Fantinel que estava aqui que faz parte e demais vereadores que fazem parte dessa frente, por todo o empenho, por toda essa luta. Estamos confiantes que vai acontecer. Seria isso. Muito obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Bom dia, colegas vereadores, colegas vereadoras, pessoal que nos assiste em casa. Cumprimentar meu primeiro vice-presidente, o vereador João Uez, fazendo um baita trabalho à frente da presidência. Meus colegas de Mesa: a vereadora Andressa Mallmann; o Lucas Caregnato, sempre presidente. Pena que eu tive que sair ali, vereador Pedro Rodrigues, senão eu queria ter acompanhado a apresentação dessa área nova que está sendo discutida com o Executivo, com a frente parlamentar. Tomara que dê tudo certo. É um ganho para a cidade. Mas, como não acompanhei, não tenho como contribuir. Mas parabéns. Seguimos em frente. Mas, hoje, eu subo à tribuna, aqui, para falar de habitação. Eu peço para o pessoal da assessoria que vá passando. Inclusive, preparei aqui um discurso escrito, enquanto vai passando um vídeo. Não sei se esse tem som ou não.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Uma Declaração de Líder, presidente.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Acho que é só imagem. Então eu vou... Não tem som, né? Eu subo a esta tribuna com um sentimento que, ao mesmo tempo, é pessoal e coletivo. Orgulho por tudo que foi construído até aqui, orgulho por cada etapa vencida, e principalmente orgulho por saber que centenas de famílias de Caxias Sul estão, hoje, mais próximas de realizar um dos maiores sonhos que alguém pode ter, que é o sonho de um lar. Quando vemos a divulgação de 440 famílias pré-habilitadas para os apartamentos San Gennaro I e II, nós não estamos falando apenas de um número. Hoje, o que está sendo feito, aqui, é dar dignidade a 440 famílias. Porque, para quem recebe uma chave, não é apenas um imóvel, é o fim de uma angústia, é o começo de uma nova vida, é segurança. Nós estamos falando de histórias. E, aqui, também quero fazer um reconhecimento importante. Nós sabemos que ainda não é o suficiente. Sabemos que 440 apartamentos não resolve o problema de milhares de famílias. Sabemos que ainda há uma fila grande. Sabemos ainda que há muita gente esperando. Hoje, são em torno de 10 mil pessoas inscritas. E é justamente por isso que essa conquista precisa ser valorizada. E entre essas milhares, 440 deram um passo concreto, rumo a uma vida mais digna. Inclusive, está passando um vídeo para o pessoal de casa, aqui, do San Gennaro I e II. Construção de 50% da obra. Isto precisa ser dito com todas as letras: isto é uma conquista histórica para Caxias do Sul. São famílias que aguardam, são mães que criam seus filhos sozinhas, são os idosos, são as pessoas com deficiência, são aqueles que vivem em área de risco, são aquelas famílias que dependem de auxílio-moradia. E eu tenho orgulho de fazer parte dessa história. Orgulho de ter estado presente nas etapas difíceis, orgulho de ter defendido esse projeto, orgulho de ter trabalhado para que ele saísse do papel. Mas eu quero começar lembrando algo muito importante. Segue a nossa foto do Habita Caxias com o prefeito, na época a vice-prefeita Paula Ioris. Essa conquista não nasceu de um dia para o outro. Ela não veio de um anúncio bonito, de uma postagem em rede social ou de um discurso vazio. Ela é resultado de anos de trabalho, de planejamento e de enfrentamento. Lá atrás, quando tive a oportunidade de atuar na área da habitação, primeiro na Comissão de Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação, aqui nesta Casa, e depois à frente da Secretaria da Habitação, eu sabia exatamente o tamanho do desafio que estava diante de nós. Foi nesse contexto que lançamos, então, o que está na tela, o Habita Caxias, que deu vida a todos esses sonhos. Porque quem conhece a realidade da habitação em Caxias Sul sabe que o déficit é grande, a demanda é urgente e a espera muitas vezes é dolorosa. E foi por isso que nós fomos à luta. Essa imagem que estava antes, se puder retornar depois. Esta aí. São servidores na época quando eu fui secretário da Habitação.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Fiz um engajamento muito grande com os servidores, principalmente da parte técnica, os engenheiros, o Diego, o Sitta, o Leandro e o Daniel; os diretores; o pessoal do Funcap. Pessoas que se dedicaram. Foram diversos programas lançados à época. Fomos a Brasília, fomos aos ministérios, levei essa turma a Porto Alegre, batemos em portas, sentamos à mesa de negociação, buscamos recursos, destravamos projetos que estavam parados e demos a ordem de início de algumas obras. No fim, organizamos a política habitacional da cidade. E devo muitos agradecimentos à equipe da Secretaria da Habitação do município e a todos que foram incansáveis nesse processo. Mas ainda há caminho pela frente. Enquanto eu estiver na vida pública, a Habitação seguirá sendo uma das minhas prioridades no meu mandato. Seguiremos buscando recursos, seguiremos articulando novos projetos, seguiremos lutando por mais unidades, por mais oportunidades, por mais dignidade. Porque ser vereador, secretário ou presidente desta Casa não é escolher quem merece, é garantir que tenham a chave de viver com dignidade. E hoje, aqui, nós estamos garantindo isso para 440 famílias. E temos que correr; ainda há muitas que precisam. Esta foto é do Minha Casa, Minha Vida, quando estive em Brasília garantindo os recursos. Bom, o discurso escrito era esse, vice-presidente Lucas Caregnato, mas agora eu quero entrar na parte prática.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, senhor vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): De tudo que nós trabalhamos no município, pelo governo, pela Habitação, pelas pessoas que precisam. E aqui, vereador Lucas Caregnato, que é da legislatura passada, eu lembro quando eu era secretário da Habitação do município, que não é só trabalhar na parte que está mastigada, não é só fazer o feijão com arroz, só trabalhar com o que está escrito no papel. Quem é da legislatura passada, meu colega vereador Zé Dambrós, Fantinel, recorda muito bem que, na Habitação, nós tínhamos uma família com uma demanda que não era minha, era do vereador Rafael Bueno, que a família morava em um container no Reolon com... Agora não lembro como é que se pronuncia, mas tinha um laudo com infestação de sarna dentro do container, e o Município não conseguia transferir nem dar um auxílio-moradia para aquela família. O que eu fiz como secretário? Passei por cima da lei na questão de ajudar aquela família. E eu falei para o prefeito na época: “Se eu não puder ajudar essa família, eu volto para a Câmara de Vereadores.” E assim eu fiz. Não tinha terreno, não tinha casa. Eu fui e ocupei uma área pública, construí uma casa.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): No primeiro dia, foram lá e derrubaram a casa; no segundo dia, foram lá e derrubaram a casa. No terceiro dia, eu falei para o vereador Bueno: “Bueno, se tu garantir essa pauta, porque a gente está vendo que a família precisa, eu vou botar a Guarda Municipal e nós vamos construir essa casa.” Fomos lá e fizemos. O vereador Rafael Bueno. Toda a vizinhança, depois, aplaudiu. Uma mãe de família e uma criança, hoje, estão com uma casa no Reolon, sendo bem-vista, de forma digna. Isso é fazer política. E agora, vereador Pedro Rodrigues, eu tenho o maior respeito pelo senhor, respeito o trabalho do secretário da Habitação, do Silvio, mas ele precisa se mexer. Aqui é o município que está sofrendo, está sangrando com aquelas casas no Campos da Serra por que nós tanto batalhamos, fomos ao governo do Estado conseguimos os recursos. E eu vou dar o caminho. Demorou para colocar uma empresa de segurança. Daqui a pouco vão furtar o telhado. Então, secretário, use a Comissão de Segurança desta Casa. O próprio presidente da Casa, ou qualquer um, vá à CIC, chame a UAB, faça um acordo com uma empresa privada de segurança pública e coloque uma viatura por dois meses lá. Pelo menos vão parar os saques. A gente precisa se mexer. E eu não tenho nada contra o secretário, vereador Pedro, mas o secretário precisa ter um pouco mais de ar político. O secretário tem que ser um pouco político. Eu tenho certeza que ele está fazendo o melhor possível. Mas ele não recebeu um presidente da Câmara de Vereadores, ex-secretário. Fui três vezes à Secretaria da Habitação, e o cara não pôde me receber. Eu tenho uma vistoria, e não vou mostrar os prints aqui porque, como eu falei, eu tenho o maior respeito. Se o secretário não consegue fazer uma simples vistoria na casa de uma família, aí a gente precisa reconhecer que ou ele muda, ou precisa trocar de lugar. Então, talvez o senhor, vereador, assumir a Secretaria da Habitação. Alguma coisa a gente precisa fazer. Mas, do jeito que está, não tem como. Eu vou passar os apartes. Primeiro aparte ao vereador Lucas Caregnato.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Wagner Petrini. Talvez, com o passar do tempo, eu mude a minha opinião.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Mas eu quero dizer ao senhor que o perfil de um gestor público precisa ser de alguém aberto, de alguém que fale, que bote o pé no barro, que escute as pessoas, que tenha coragem de fazer diferente. Porque simplesmente ter uma visão legalista, e especialmente com os pobres, especialmente com os pobres... Porque uma rua, na frente da casa de um rico, se tem buraco, isso até pode esperar, no nível de prioridade. Claro que ele vai cobrar, para o carro vai ser ruim. Agora, uma pessoa sem casa, com três crianças, isso é uma coisa que não dá para esperar. Então, eu quero dizer isso, do perfil. Dois, o seu trabalho quando foi secretário e de outros aqui, que já foram secretários, que eu faço oposição ao governo, mas que tenho um perfil proativo e de ouvir as pessoas. E o terceiro que eu quero lhe dizer, uma das suas principais entregas na gestão foi o San Gennaro, buscar recurso, etc., etc. Eu já falei dez vezes o que vai acontecer na região Reolon. São 440 moradias, e não vai ter UBS, Samanta, porque a UBS do Reolon já é sobrecarregada. Ouvi falar que querem acabar com o horário estendido do Reolon e botar no Mariani. Ouvi. Um passarinho me contou. E não vai ter escola. Então, também são necessárias políticas habitacionais relacionadas com outros equipamentos, porque senão acontece como no Rota Nova, no Campos da Serra, que tem um montão de gente morando e não tem os outros equipamentos. Parabéns pela sua fala e pelo seu trabalho.
PRESIDENTE JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Continua em Declaração de Líder da bancada do PSB o vereador Wagner Petrini.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Seu aparte, vereador Valim.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Petrini, eu tenho orgulho de ser seu colega, vereador, porque eu sou prova disso enquanto tu foi secretário da Habitação. Para mim, é uma das melhores gestões que já aconteceu no Executivo. Porque várias famílias eu encaminhei, várias famílias eu acompanhei as tuas fiscalizações, junto com o Volmir. Inclusive, eu nunca me esqueço do Bairro Bom Pastor, onde você foi lá e se comprometeu: “Não, nós vamos conseguir.” Do banco de construção ali. Era material, eram telhas. Enfim, sempre deu atenção. Questão de incêndios, sempre presente. Inclusive, na tua gestão teve um incêndio na Vila Sapo, tu esteve lá, conseguiu material. Inclusive, deu início àquela caminhada da Vila Sapo, se comprometeu comigo de dar encaminhamentos para conseguir a parte de terreno, a parte de construção das casas. Pena que não conseguiu concluir o teu mandato, dar sequência como secretário da Habitação. Mas enquanto tu estava ali, estava andando. Foram adquiridos os terrenos. Faltou apenas a sequência, porque depois estagnou, não teve mais futuro, mais prosperidade. Mas eu tenho que lhe dizer, pelo trabalho exemplar que tu fez, que, de fato, eu, como vereador da base, vou cobrar na próxima reunião que, de fato, o presidente da Câmara tem que ser recebido. Isso é admissível. Como qualquer outro vereador. Isso é o básico da gestão. A gente, como base, a gente tem que rever com o nosso líder de governo, sim, com o secretário. É uma falha. Mas eu tenho grande esperança, grande esperança, porque hoje, pelo que eu entendi, assumiu o nosso adjunto, o grande vereador, foi ex-vereador. Trabalhei como assessor aqui com o Girardi. Acredito que, a partir de hoje, as coisas vão mudar, as obras vão surgir e a Vila Sapo, se Deus quiser, nos próximos meses, as famílias vão poder ter a convicção de que vão iniciar as obras das casas, porque agora com um ex-vereador, o Kiko Girardi, como adjunto, de certo as coisas vão fluir. Vamos esperar até os próximos meses as notícias para o nosso povo do Serrano. Então, o Kiko Girardi vai ser a solução na Secretaria da Habitação, se Deus quiser. Vamos rezar e orar por isso, em nome de Jesus. Obrigado.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Juliano Valim, pela contribuição. Quero dar as boas-vindas ao adjunto, o Kiko. Que nos ajude. E o trabalho não é porque é só meu. Bom, antes de eu ser secretário, era o Flavio Cassina; depois fui eu; foi o Jack; o Daniel. O que a gente precisa é atender os anseios da população. Uma vistoria, impossível nós não fazermos uma vistoria, que é o anseio de uma família, para tentar pelo menos organizar um pouco a sua vida. O vereador Dambrós. Depois a Daiane.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Nós precisamos celebrar os 440 apartamentos. E a vida é feita de muitas mãos. Então, tiveram muitos envolvidos, secretários. Quero parabenizar a secretaria, porque obedeceu ao critério do Funcap. E o Funcap, eu sou um apaixonado pelo Funcap. Mas nós temos um Funcap zerado de recursos. Um Funcap zerado de recursos. Então, tem que pedir para os CCs da secretaria cobrarem nas casas, tem que trazer recurso para o Funcap. Eu acho que os quatro milhões que foram retirados para o Carmelo, também aquela comunidade poderia contribuir, é minha opinião. Acho interessante 25 famílias no aluguel social que vai entrar recurso para o município, é importante. Agora, nós precisamos fortalecer a relação com o governo federal. Comprar mais áreas urbanizadas e que os próprios inscritos façam suas casas. Nós precisamos... Vou repetir aqui, nós precisamos fortalecer a relação com o governo federal. Como estivemos juntos, eu e o senhor, no lançamento da Minha Casa, Minha Vida. Estivemos! Ali o senhor me tirou da foto, mas não tem problema. (Risos) Nos estivemos em Brasília juntos. Eu acho que é muito interessante, só para finalizar e respeitar os dois minutos, nós precisamos fortalecer a relação com o governo federal e comprarmos áreas urbanizadas para que os inscritos do Funcap construam suas próprias casas. E também, o banco do material de construção. Nós... Não é possível, tem tantas escoras, tantos vasos, tantas janelas e precisa fortalecer também o banco do material de construção. Obrigado, senhor.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, Zé Dambrós. Te parabenizar, na época da Secretaria de Habitação, V. Exa. Lançou o banco de materiais que ajudou muito em muitas famílias. Não só naquele período, mas pós, logo nas enchentes, ali teve um papel excelente. Pior que nessa viagem que nós estávamos juntos foi o senhor que arrumou a agenda para nós. Então eu sou muito grato, no Ministério das Cidades, nesse lançamento. Seu aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Principalmente, vereador Wagner Petrini, é parabenizar pelo seu posicionamento, que mesmo sendo da base do governo, fala explicitamente o que está acontecendo na Secretaria da Habitação. E como o senhor disse, nada contra o secretário como pessoa, nada contra a indicação, que foi do vereador Pedro Rodrigues, mas tem que ter um viés político, sim, porque a gente não pode se deparar com as pessoas pedindo auxílio para construir, por exemplo, lá no Morro Alto, em Galópolis, só para colocar umas madeiras para fechar a casa e botar um telhado, que aquela pessoa vá para uma fila habitacional, porque a Secretaria da Habitação não atende porque o loteamento não é regularizado. Então todas as nossas áreas de risco a prefeitura não vai poder atuar porque a maioria não são regularizadas. Então tem que ter um viés político, e tem que ter atitude. Ontem, eu falei sobre a questão das casas do Campos da Serra, tem pessoa dormindo lá nas ruas, na parte de cima, nas casinhas da parte de cima e não tem mais as entradas, não é? Está tudo derrubado aqueles... Os portões de entrada. Então tem que tomar uma atitude urgente nas casas do Campos da Serra. Muito parabéns pelo seu posicionamento.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Isso aí, e novamente, nada contra o secretário, mas a gente precisa avançar, porque o governo é um só. O governo é um só, as famílias são as mesmas, o governo é... Parabéns, são 440 unidades, as obras estão 50%, a previsão de entrega lá em dezembro, mas a gente precisa avançar. Antes de passar o aparte, só quero seguir aqui, senão não vai dar tempo. Bom, a obra lá no San Gennaro... Pode colocar o áudio. (Reprodução) Bom, vejam que eu me lembro como se fosse hoje, ia fechar o cadastramento desse projeto e o pessoal da Secretaria da Habitação, da engenharia, era uma hora da manhã, foi a hora que eles conseguiram cadastrar e a gente garantiu o recurso das 440 unidades, que hoje já estão 50% da obra. E quando a gente foi fazer esse vídeo aí apenas era o mato, ainda era a área que a gente conseguiu através da Secretaria da Habitação, que era uma área pública lá, fizemos todo um estudo e a gente conseguiu contemplar essa área para essa obra. Tem mais alguma coisinha para passar, assessoria? Se não, eu vou passar os apartes. A ordem de início, as obras, está isso. Seu aparte, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Vereador Wagner, primeiro parabenizar o senhor pelo excelente trabalho. Eu acompanhei de perto a questão da habitacional porque é uma questão que preocupa muito a todos nós. E acompanhei também o que o senhor fez no Reolon e isso para mim é uma parte muito importante da humanidade. Eu tive que fazer isso, também, enquanto secretário da Habitação e para mim, ver crianças na chuva e deixar é uma... Mesmo sendo uma área irregular, a gente não pode deixar. Então, parabéns pelo excelente trabalho que o senhor fez lá. Tenho orgulho de ter dado início a essa obra que o senhor lutou tanto para que viesse para Caxias do Sul. E seguir na questão do Zé Dambrós, o nosso vereador Zé, convidar o senhor para nós irmos à Brasília ver o que aconteceu com os 496 apartamentos da Morada do Vale, que a gente tinha deixado cadastrados e, infelizmente, estão suspensos. Então, acho que devemos ir lá e garantir que venha para Caxias do Sul mais 496 apartamentos para ajudar as famílias que tanto precisam aqui. Obrigado, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Isso aí. Só para concluir, presidente. Não vou poder passar seu aparte, vereadora Andressa. Mas é isso, vereador Jack, vereador Dambrós, é um trabalho de muitas mãos. É o que a gente fala, é um trabalho de continuidade. Nunca ninguém consegue fazer em um ano, dois. Então, é um trabalho de continuidade, de secretários, de vereadores buscando recursos. Mas o que a gente precisa fazer é nós usarmos os meios que a gente tem, que é o meio político, da conversa, do contato, de seguir, de tentar algo a mais. E é isso que a gente precisa deixar a reflexão. Parabenizar o governo municipal pelas 440 unidades e parabenizar a Secretaria da Habitação. A gente segue trabalhando, segue atento, tentando ajudar nossa comunidade. Era isso por hoje.
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VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, presidente desta Casa e senhoras e senhores vereadores. O assunto que me traz à tribuna e eu vou falar todas as vezes que eu tiver oportunidade, ontem não consegui porque estava representando esta Casa, a questão da privatização e da possível venda do saneamento e do Samae de Caxias do Sul. Tem pessoas, vereador Lucas, que tem me chamado de louco, que eu estou usando esse espaço para fazer politicagem, que eu estou usando esse espaço para difamar. Eu não estou difamando ninguém, não estou fazendo politicagem. Eu estou defendendo, vereadora Sandra, o maior patrimônio dessa cidade, que é o Samae, que é a água, que são os investimentos feitos ao longo dos 60 anos pelos poderes públicos que aqui passaram através das contas de água pagas todos os meses. O vereador Lucas Caregnato esteve em Porto Alegre, eu acredito que na segunda-feira, e conversou com o deputado Jeferson Fernandes, da bancada do Partido dos Trabalhadores. Ele também deve estar louco porque ele também está fazendo vídeos, está usando os espaços na Assembleia Legislativa justamente para falar da questão da privatização de mais de 170 municípios de estado afora.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador?
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Que é Caxias, que é Novo Hamburgo, que é Bagé, que é Pelotas, que é São Leopoldo, alguns exemplos. A Assemae regional, que é a associação, e nós tivemos aqui o Francisco, na semana passada, já está reunido, vereador Fantinel, com todos esses municípios. Reuniu na segunda-feira pela manhã e sexta-feira pela manhã vai reunir novamente. E esses municípios estão preparando caravanas e ônibus para irem a Porto Alegre e justamente não deixarem o governador do Estado encaminhar projeto de lei para a Assembleia para privatizar o resto dos municípios do estado afora, aqueles que ele não conseguiu no primeiro pacote porque ele queria botar Caxias como esses outros municípios do Rio Grande afora, e não foi deixado. Mas agora os estudos, como dizem que não tem projeto: “Não, não tem projeto porque está sendo elaborado”. E o próprio deputado Jeferson fala para o vereador Lucas que nos mencionou que, sim, nas próximas semanas será encaminhado à Assembleia Legislativa. Mais do que nunca, nós temos que usar a nossa força, Rio Grande afora. E nós estamos, sim, liderando com esses municípios do Rio Grande do Sul um grande manifesto na Assembleia, falando com os nossos deputados, independente de partido, de pessoas que a gente conhece ou não conhece.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Esse assunto é muito grave. Estávamos esses dias passeando, aqui, pelas cidades em torno de Maratá e Brochier. Vocês sabem que o contrato feito pelo governador, e isso é muito importante que a população entenda e escute, vereador Dambrós, não se tem mais atendimento ao público. O contrato feito na privatização da Corsan, a gente está analisando item por item, proibiu o atendimento ao público, se fecha o atendimento ao público. Por quê? Porque tu liga no 0800, não é interessante para essas empresas que poderão ganhar essa privatização... Que em Caxias não vão ganhar, porque a gente não vai deixar. E tenho certeza absoluta que o prefeito também não vai deixar. Ele ainda não se manifestou publicamente, mas ele tem nos falado por telefone, por ligações e pessoalmente que ele é contra, e ele vai debater e ele vai bater nisso o mais rápido possível para que isso não aconteça. Eles fecham o atendimento. Vereador Fantinel, para tirar uma segunda via de conta, a Aegea cobra 7,25 para tirar uma segunda via de conta. Isso vai acontecer em Caxias. Caxias não vai ter mais extensão no interior, vereador Fantinel. O senhor que foi em diversas ações, como diversos outros vereadores. Por quê? Porque não vai dar lucro. O lucro tem que ir para o bolso dessa meia dúzia de acionistas. E por isso que eu vou me manifestar sempre contrária à privatização do Samae, porque nós temos um Samae público que o lucro é revertido em melhorias para a comunidade caxiense. E graças a Deus, esses 170 e poucos municípios, Rio Grande afora, estão comprando essa mesma luta. O deputado Jeferson já está comprando na Assembleia. Não é do meu partido, isso não importa. Importa que ele está defendendo o saneamento do estado, ele está defendendo a água e ele também está defendendo a água de Caxias do Sul e, principalmente, o nosso Samae. Vereador Fantinel, o seu aparte.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Vereador João, eu começo a me preocupar. Agora eu começo a me preocupar e eu acho que nós realmente vamos ter que se movimentar um pouquinho mais do que nós estamos se movimentando.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Um aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Porque eu não vou fazer nome aqui por uma questão de respeito, mas eu entrei em contato com três deputados estaduais pedindo o apoio deles para que não haja a aprovação desse projeto, para que não haja a privatização do Samae e nenhum me respondeu. Nenhum me respondeu. Nem sequer: “Ok, vamos ver.” Nada. Estamos em época de eleição e eu vou começar a fazer nome. Caxias tem que saber quem está com nós e quem está contra. Eu vou começar a fazer nome. Se os deputados estaduais que vêm buscar voto em Caxias do Sul não nos ajudar neste momento, eu vou fazer os nomes aqui. Aliás, vou botar no telão, fica mais bonito. Então, eu acho que é a hora de não só pedir ajuda, agora é a hora de nos ajudar para depois ter a nossa ajuda. Obrigado, vereador.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Fantinel. E eu volto a dizer, o vereador João Uez está louco, o vereador João Uez está maluco. Nós vamos ver nos próximos 20 dias, 30, quando o projeto de lei aportar na Assembleia, trazendo a questão de Caxias do Sul.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, se possível.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): E sim, eles nos procuraram, eu já falei nesta tribuna, por duas oportunidades. Uma virtualmente, que a gente vai expor nos próximos dias o vídeo aqui no Plenário, no nosso telão, em uma das sessões, porque eu vou voltar a falar do Samae, liderado, vereador Wagner, por pessoas de Caxias, na reunião online com o governo do Estado, nos pedindo informações: "Vocês querem privatizar?" “É, um estudo, tu vê, sim, mas tem isso e aquilo.” Pessoas de Caxias, vereadora Daiane, que dizem, muitas vezes, em defender Caxias do Sul. O João Uez é tão mentiroso que em janeiro chega um e-mail no Samae que a gente também vai botar no telão, provavelmente amanhã, solicitando informações. Nós não passamos nenhuma informação, as informações são aquelas públicas. O estudo e o e-mail que eles nos pediam, tu entrega pronta toda a estrutura do Samae e fala: "Olha, vende, entrega, privatiza, faz aquilo que o senhor quiser, senhor governador. Ele até pode fazer, mas a Assembleia vai ter que aprovar. E acima de tudo, ele vai ter que passar por cima de toda a população de Caxias do Sul. Quero ver ele ter coragem. Vereadora Sandra.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Vereador João, a pergunta que fica é muito simples. Se a empresa fosse privatizada, faria 300 quilômetros de extensão no interior? Se a empresa fosse privatizada, faria os reservatórios de um milhão de litros e cinco milhões, por exemplo, em Forqueta? Certamente, não. Todo esse valor que foi despendido para fazer isso, ficaria para quem? Para os donos da empresa. É óbvio. Então, o que a gente quer? O que nós queremos? A gente quer privatização ou a gente quer melhorias na nossa cidade? A questão água, por décadas, sempre foi um problema no interior de Caxias do Sul. Agora que está sendo resolvido, então resolvem privatizar? Eu acho que tem que mudar o foco. Falar em privatização do que funciona não serve. A gente tem que falar em entregas de demandas e isso o Samae sempre fez. Então, a gente também está junto contra a privatização porque o Samae, sim, é nosso.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Sandra. Vereador Lucas, seu aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador João Uez. Primeiro, é importante dizer aqui de que nós somos contra qualquer tentativa de privatização do Samae. Nós, da bancada do PT, somos contra qualquer tentativa a privatização ou terceirização de serviços da Codeca e de patrimônios que são da nossa cidade. Eu estou só acompanhando esse debate e se necessário for, vereador Sandro Fantinel, eu vou trazer para o telão as votações da Assembleia Legislativa e como os deputados de Caxias votaram sobre privatização da Corsan, da CEEE e outras. Vou trazer, porque não adianta dizer que é contra quando tem uma trajetória privatista de tudo. Ontem conversei com uma companheira vereadora de Osório. Sua taxa média de água era de 60. A Aegea, Osório passou por esse processo, era Corsan e foi para essa empresa. Quase R$ 200,00. Quase R$ 200,00. Vocês imaginem, moradores de Caxias do Sul, nós passamos por isso, para ter que falar com o 0800? Então a pauta é importante, estejamos atentos e tem que sair de cima do muro. Quem é político e vai pedir voto tem que ser em cima do muro.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Para finalizar, presidente, só o aparte do vereador Dambrós, por gentileza.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Não, quanto vale o Samae? Quanto vale 500 hectares de preservação no Marrecas? Então nós não podemos dizer adeus aos projetos sociais que graças aos recursos do Samae nós temos. Exemplo bem rápido: Eu estava cruzando o viaduto do Nossa Senhora da Saúde, estourou a doutora. Dez minutos o Samae estava lá para consertar. E aí? Com a privatização, qual 0800 eu ligaria? Então estamos juntos e conte com a bancada do PSB. Obrigado.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, Dambrós. Presidente, obrigado. Não vai privatizar o Samae, não vai privatizar o resto do saneamento do estado enquanto este vereador tiver voz ativa, e eu tenho certeza que esta Casa também. O Samae é de Caxias, o Samae é do povo de Caxias, e acima de tudo, não é governador com apoio de Assembleia ou de sei lá quem que vai botar a mão no maior patrimônio da cidade, que é a nossa água. Muito obrigado.
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VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, presidente. Quero saudar a todos aqui presentes. Quero fazer uma saudação muito especial aqui ao meu amigo, Marcos Oliveira, um ser humano incrível que eu tive a honra de nascer e me criar junto com ele lá no Pinhal da Serra. Vivemos juntos lá e se criamos, vou falar assim para o povo lá do Pinhal da Serra entender, em roda do fogo de chão, meu amigo. Desculpa, eu fico emocionado de ver ele aqui porque nós vivemos juntos, nós saímos de lá juntos, estamos juntos, aqui e depois de muitos anos a gente foi se encontrar, lá no meu bairro, ele nem sabia quem que era eu, ele me ajudou muito em uma obra, lá em 2016, onde a gente conseguiu acabar com o alagamento lá do Pantanal, vereador Lucas, que o senhor conhece o Pantanal, não é? Então, muito obrigado por tudo e seja bem-vindo. Eu tenho certeza que, não desmerecendo os outros que passaram por lá, mas eu tenho certeza que agora sim a gente tem um representante, um cara que conhece a realidade do povo e eu tenho certeza que as obras vão sair do papel agora, até porque eu vou ficar ali cobrando todos os dias se não sair. Então, parabéns, seja bem-vindo, Marcos. Vou te passar teu aparte já de imediato, aqui, vereador, depois eu dou o segmento aqui à minha fala.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Jack, eu tenho que, antes ali na fala, foi muito breve ali na fala do vereador Wagner Petrini, mas eu não posso deixar de exaltar o comprometimento que o senhor teve com este vereador, que nós pegamos um ônibus da Visate, lotamos com todos os moradores da Vila Sapo e levamos lá para ver os terrenos. Isso faz mais de um ano, do qual que eles estão aí em uma expectativa grandiosa. Então, parabéns, porque o senhor não conseguiu, porque teve que assumir a posse aqui de vereador, mas tem que parabenizá-lo, porque enquanto o senhor estava ali o senhor me ajudou bastante. Pena que depois que o senhor saiu estagnou, não conseguiam mais ter avanços. Então, parabéns, o senhor trabalha. Várias casas o senhor me ajudou com material também, dentro das devidas legalidades de incêndios, de desbarrancamento.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Eu lembro lá do Jardim Iracema, que o senhor me ajudou com madeira lá, porque deu aquela tempestade. Então, muito prestativo. Era meia-noite, uma hora da manhã, e o senhor estava comigo. Então, é secretário assim que a gente precisa, eficaz e que bote o pé na terra e na lama. Parabéns. Estamos juntos.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador. Dizer que eu acompanhei sempre o seu trabalho. Dizer que é uma honra estar aqui com o senhor. Parabéns pelo excelente trabalho que o senhor faz ajudando as famílias desta cidade. Seu aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereador Jack. Eu queria só deixar registrado, também, o atendimento que o senhor sempre teve conosco. Todas as vezes que eu fui até a Secretaria da Habitação ou encaminhei famílias, o senhor atendeu as pessoas sempre da mesma maneira. Então, falam que a Daiane, muitas vezes, vem aqui e só critica. Não, muitas vezes vim aqui e falei do seu atendimento na Secretaria da Habitação. E infelizmente, fazendo um link com a questão da Vila Sapo, estão lá os terrenos comprados, sem cronograma nenhum, e aquelas mais de 40 famílias aguardando um retorno, e a Habitação não atende.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereadora?
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): E fico mais triste ainda pelas pessoas que, possivelmente, falaram comigo ou fizeram um vídeo comigo e não estão sendo atendidas pelo secretário, porque ele não quer atender quem fez vídeo com a vereadora. É a população, estão nas listas de contemplados, e eles precisam de respostas, sim. E o secretário da Habitação recebe dinheiro público, é o dinheiro dos nossos impostos que paga o salário dele. Então, ele tem que atender, não só os vereadores, mas também a população. E isso o senhor fazia com excelência na Secretaria da Habitação. Deixar registrado isso.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereadora. Acredito que o mínimo que um secretário tem que fazer é ouvir a população, atender as pessoas, dar atenção. Muitas vezes, a gente não vai conseguir ajudar todas as famílias do jeito que a gente gostaria, mas o mínimo é receber as famílias e dar o atendimento. Por gentileza, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador José Abreu, antes não deu tempo de eu falar, a partir da contribuição de alguns colegas. O vereador Zé Dambrós trouxe a questão de o município fazer uma parceria com a União para comprar terrenos para que as pessoas façam as suas casas. O município já tem bastante terreno. Aliás, vereador Juliano, o senhor que é daquela região do Serrano e da Vila Sapo, o Município usou o dinheiro que era para comprar as casas para comprar mais terreno. E aí, agora vai ter dinheiro de onde para fazer as casas na Vila Sapo? Essa é a verdade. Mas terreno, vereador José Abreu, tem de sobra. O problema é que quando é para construir casa para pobre tem que ser no Campos da Serra. Quando é para construir casa para gente, enfim, abastada, eles querem fazer no Centro. Nós queremos que as casas populares sejam feitas em toda a cidade. E não precisa fazer um bairro só para colocar o povo. Vamos pegar todas as áreas de Caxias e vamos construir casas populares. Nós defendemos, vereador Zé Dambrós, que o Funcap financie as casas para os trabalhadores. As pessoas têm condições de pagar, só não têm condições de pagar, muitas vezes, o preço do mercado. Nós propusemos isso, vereador Jack, quando o senhor estava na secretaria. O senhor estava tocando os projetos. Infelizmente, quando saiu, as coisas pararam. Outra coisa que é importante dizer sobre o Monte Carmelo: nós pautamos desde o início que as pessoas, os moradores pagassem para a prefeitura. A prefeitura foi lá e abraçou o Balen. Hoje, as famílias estão pagando seis milhões para o Balen. Para quê? Para regularizar, que era uma coisa que deveria ser gratuita. Então, o Município se autoboicota em detrimento de interesse privado e com uma lógica de habitação que não faz sentido nenhum. Então, vamos financiar material para as famílias, vamos fazer o Funcap funcionar, vamos fazer com que os terrenos sejam mais acessíveis, assim a gente, inclusive, vai conseguir baixar o preço dos aluguéis e o preço de comprar uma casa no mercado da nossa cidade. Então, tem como fazer, vereador José Abreu. É preciso ter vontade política. É lamentável que o secretário nem receber os vereadores tem feito isso. Enfim, nós estamos aqui, e hoje não foi apenas nós que falamos, os senhores que são da base também.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Vereador Cláudio.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu queria cumprimentar o senhor pela pauta, mas queria cumprimentar a verdade no discurso do vereador Wagner Petrini anteriormente. O que ele traz a gente chama, vereador Lucas, no movimento estudantil e no início da minha militância nos sindicatos, como ódio de classe. Parece que quer distanciamento das pessoas. E é isso que precisa ficar claro. O senhor estava sempre ali no meio do povão, porque gosta do povão. O vereador Wagner está no meio do povão, porque gosta do povão. Tem gente que prefere ficar o dia inteiro na CIC comendo pastel. Essa é a diferença. E a prática é o critério da verdade, vereador José Abreu. Eu sei como o senhor vive, sei como o vereador Wagner vive, vocês sabem como o vereador José Dambrós vive, e a gente vive muito diferente. Eu até brincava com o Calebe, tem gente que usa, sem ter razão, a falsa ideia de Cristo aqui. Não é possível que, na primeira oportunidade que vem se manifestar, se manifeste sobre o Funcap. Na segunda, sobre o Funcap; na terceira, sobre o Funcap. Vem cá, vereadora Daiane, a quarta vai ser sobre o Funcap também?
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Cláudio. Eu gostaria de falar muito mais sobre habitação aqui, mas eu tenho que falar aqui, como o vereador João Uez vem aqui e fala do Samae todos os dias, eu tenho que falar aqui sobre a escala 6x1. Sobre o fim da escala 6x1 e a redução de jornada de trabalho. E dizer que o pessoal que o senhor mencionou aqui, vereador Cláudio, o pessoal da CIC, eles estão muito interessados nessa pauta. Eles estão ligando para reservar 50 lugares aqui, como se: “Ah, eu sou especial, tem que reservar.” Aqui é um local público, e a gente vai estar esperando todos eles aqui dia 23, com certeza, para que a gente faça esse debate, um debate amplo. O meu tempo está curto. Eu gostaria de falar mais sobre a escala 6x1, porque dizem por aí, eu escuto todos os deputados dizendo: "Ah, não é o momento de colocar em pauta isso." Por quê? Porque os caras vão ter que colocar o nomezinho deles aqui, que nem falou o vereador Fantinel, e mostrar aqui para o povo quem vota a favor do povo e quem é contra o povo. E dizer também aqui sobre a questão da privatização do Samae. Nós, do PDT, sempre fomos contra qualquer tipo de privatização. E dizer aqui, eu não sei se o vereador João ainda está pela Casa, mas dizer para ele que nós somos parceiros nessa questão de lutar pelo Samae. O Samae é nosso. Mas lembrar toda a população de Caxias do Sul que o candidato a governador, pré-candidato a governador, o Zucco, votou pela privatização da Corsan. Então, nós temos que pensar nisso. Ele votou a favor de todas as privatizações, eu fui pesquisar isso para eu ver. Então é muito importante que o povo saiba disso. A gente tem que pregar uma coisa e fazer aquilo que a gente prega aqui nesta Casa. Então, muito importante isso. E, mais uma vez, convidar todos para a nossa audiência pública dia 23, às 19 horas, nesta Casa. Muito importante esse debate. Vamos fazer um debate muito importante para o futuro desta cidade, o futuro deste país e do povo, que está cansado de trabalhar e não ter descanso para ficar com as suas famílias. Muito obrigado, presidente.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Bom, senhor presidente, queridos colegas, me entristece muito vir aqui fazer esta fala. Eu sei que muitos colegas vão dizer que é desnecessário. Eu sei, eu entendo. Mas eu tenho muito respeito com todos os colegas aqui dentro. Se um dia eu faltar com o respeito com um colega e eu provocar um colega de forma bruta, de forma não honrada e não correta, eu quero que esse colega venha aqui e se manifeste. Eu faço questão. Somos humanos e cometemos erros. Só que muitas coisas a gente simplesmente não pode passar o pano. Eu sinto dizer isso, mas é necessário que seja falado. Eu não tive a oportunidade de estar aqui, nesta tribuna, na terça-feira falando, porque eu queria que fosse na terça. E estou hoje, com a oportunidade de a vereadora Daiane ter me passado aparte. Mas eu venho aqui dizer que me entristece muito, vereadora Andressa, pela forma que a senhora vem se comportando nesta Casa com o que diz respeito à minha pessoa. Eu, aqui, tenho um carinho e respeito muito o seu colega, o vereador Libardi, porque ele vem a esta tribuna, discute, defende os pontos de vista dele, como também a bancada dos trabalhadores vem aqui, defende o ponto de vista deles, briga por isso, mas não pessoaliza. A senhora pessoaliza, é comigo o problema. E eu quero dizer para a senhora que a senhora veio a esta tribuna e disse que a senhora não vai tolerar que eu venha aqui e faça as falas que eu faço. Eu lhe faço uma pergunta: Quem a senhora pensa que a senhora é? Quem a senhora acha que a senhora é? Uma ministra do Supremo Tribunal Federal? Um delegado de polícia? Um desembargador, uma desembargadora? Não. Sabe o que a senhora é? A senhora é uma simples vereadora, caloura de primeiro mandato, com um ano e meio de mandato. Falando e atacando um vereador de segundo mandato, que tem idade para ser o seu pai. E eu nunca, nunca pessoalizo as coisas. Nunca. Nunca pessoalizo. A senhora veio aqui, disse que não vai tolerar que eu fale o que eu falo. A senhora veio aqui, disse que vai colocar as mulheres contra mim, se eu continuar falando aquilo que eu falo. Olha, aquelas que a seguem, tenho o prazer que fiquem contra mim. Tenho o maior prazer que fiquem contra mim. Porque não são pessoas que eu quero representar. Não quero mesmo. Eu quero representar as mulheres que querem, sim, ter os direitos que os homens têm, poder crescer na vida, serem livres, serem respeitadas pelos homens. Essas eu represento e vou continuar representando. Agora eu entendo por que V. Exa. defende tanto a lei da misoginia. Sabe por que a senhora defende tanto? Porque se aquela lei imunda se tornasse realmente lei e fosse aprovada, vereadora Sandra, eu teria a minha boca tapada. Eu não estaria aqui, dizendo o que eu estou dizendo agora. Porque seria crime, vereador Libardi. Seria crime. Eu não condeno ninguém que venha aqui e diga aquilo que quiser dizer. Basta que não pessoalize. Somos aqui 23 vereadores, eleitos com o direito da cadeira, com o direito de vir a esta tribuna e defender aquilo que acredita, aquilo que representa.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Se possível lhe passo. Aquilo que representa. Agora, não pessoalizo. Nunca digo “porque a fulana, porque o fulano”. Nunca, nunca, nunca. Eu defendo a minha tese, defendo aquilo que eu acredito, e vou continuar defendendo. E não vai ser um número dos 23, porque não passa de um número, que vai dizer para mim o que eu devo ou não devo falar. Porque nem o presidente da Casa tem autoridade de dizer para mim se eu posso ou se eu não posso falar aquilo que eu quero falar aqui. Até porque está no Regimento, senhor presidente, que nós somos responsáveis por aquilo que falamos. Nós respondemos por aquilo que falamos. E é por isso que eu venho aqui dizer que ninguém nesta Casa, seja homem ou mulher, vai dizer para mim se eu posso, ou se eu não posso, ou se eu devo, ou se eu não devo falar aquilo que eu penso. Ou defender as teses que eu penso. Tapar a minha boca aqui dentro ninguém vai tapar, em momento nenhum. Enquanto eu estiver exercendo este cargo, representando aqueles que aqui me colocaram, sou atacado, sou criticado, vários, vários comentários, vereadora Andressa, na sua fala e na sua postagem, me ofenderam tremendamente. Mas, vereador Libardi, nós já tivemos conversas sobre isso. Eu fui investigar como o senhor me disse. São tudo fake. Não tem como fazer eles pagarem o que eles fizeram comigo e o que eles dizem. Então, tem um monte de seguidor fake para ofender quem você está atacando é fácil. Vai nos meus para ver se tem fake. Não tem. Então eu quero dizer que isso se termine. Que pare por aqui. Que cada um faça o seu trabalho, defenda aquilo que acredita, defenda a sua opinião, defenda os seus eleitores sem pessoalizar, porque não é necessário. Não é necessário, isso não é bonito, se transmite lá fora uma mensagem não positiva do nosso parlamento. Isso não é legal. E antes de passar o aparte, eu quero dizer para a senhora que a senhora bateu a mão aqui chamando de covarde, não sei o quê. Olha, nós somos pagos, nós somos pagos nesta Casa, vereadora, nós somos pagos para vir aqui discutir projetos e votar. É para isso que nós somos pagos. Nós não somos pagos para ficar aqui escutando bobagem. Para isso nós não somos pagos. Não somos pagos. E vou mais longe. A senhora disse que eu fui covarde porque eu saí da sala no momento que não era de votação. Só que quando eu, do ano passado para este, por três vezes estava esperando o meu momento de fala, e a sua bancada esvaziou o plenário para que não houvesse quórum. Não só a sua bancada, não só a sua. Em momentos que eu ia falar e em momentos que eu... Aquele dia da votação da urgência, V. Exas. abandonaram o plenário para não votar. Então se eu fui covarde porque saí em um momento que não era votação, como é que fica quem sai no momento de votação? Então, eu quero dizer assim que... o que eu venho pedir aqui? Eu venho pedir que isso não aconteça mais, que a gente faça o nosso trabalho. Eu não tenho nada contra ninguém, muito pelo contrário, valorizo todos os colegas. Eu sei que todos aqui sabem como que eu me comporto com os colegas, todos sabem. E eu espero que esse ânimo positivo continue. E, para concluir, que foi aonde a senhora mais bateu na mesa. “Vou te colocar na Ética. Isso não vai ficar assim.” Bom, se a senhora não me colocar na Ética, o covarde não serei eu. Eu estou esperando o presidente Pedro me mandar o documento que a senhora me colocou na Ética. Caso contrário, o covarde não serei eu. Seu aparte, vereador Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado. Eu só queria... Vereador Sandro Fantinel, a primeira questão é que nós temos uma divergência quanto a crimes de ódio. E essa divergência é gigantesca, vereador Sandro Fantinel. E eu queria lhe fazer algumas perguntas: a mesma lei da misoginia é a lei da liberdade religiosa e a lei do racismo. O senhor acha que a gente tem que deixar de ter tipificação acerca da liberdade religiosa e do racismo? Isso precisa ficar claro para todos aqui. Porque o senhor, em diversas oportunidades, fez discursos que, no meu entender, flertaram com o crime. E eu, quando acho que o senhor flerta com o crime, o que faço? Imediatamente vou lá e advirto o senhor, porque entendo que o senhor é vereador tanto quanto eu. Agora, o poder de censura é um poder de censura que é outorgado ao presidente, ele tem o poder de me censurar. E essa questão da misoginia, vereador Sandro Fantinel, eu vi diversos vereadores pedirem ao senhor, em uma sala fechada, sem transmissão, a mesma coisa: que o senhor tomasse cuidado, porque todos nós sabíamos onde isso ia acabar e onde vai acabar, na Comissão de Ética. O senhor tenta preservar a Casa, eu tento preservar a Casa, agora todo mundo lhe adverte acerca da possibilidade do senhor ir para a Comissão de Ética e o senhor continua tentando. Essa é uma pauta específica da vereadora Andressa, que quem faz o discurso é ela, porque ela é a mulher nesta oportunidade. Se não, faria o discurso eu, se não faria o discurso o vereador Lucas Caregnato. O senhor tem que tomar cuidado, porque senão a gente fica, em toda oportunidade, no limite do agudo, porque o senhor acha que tem uma razão maior que os demais. Nós temos que começar a se respeitar, sim, mas nós temos que começar a se respeitar pelo senhor.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Bom, só para concluir, senhor presidente. Eu quero deixar, aqui, registrado que, enquanto o texto da lei da misoginia for o mesmo de agora, onde existe uma astronômica subjetividade, que cada um pode entender da forma que acha que deve, eu estarei aqui contra essa lei. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Bom dia, presidente. Bom dia, colegas e a quem nos acompanha daqui e quem nos acompanha de casa. Então, hoje, eu vim falar sobre Forqueta. Que novidade, né? Até porque, como diz João Uez, nosso colega, que ele não vai se cansar de falar sobre o Samae. E também ele dá como exemplo o vereador Velocino que falava da Curva do Tchaca. Eu dou como exemplo a vereadora Gladis, que falava que tinham tirado a patrola do Desvio Rizzo. Então eu vou falar de Forqueta, que Forqueta segue entre poeira, lama e pedras. E eu pergunto: de quem é a responsabilidade? Porque no ano passado, em janeiro, a gente esteve juntamente com o... Janeiro não, acho que foi depois de janeiro, ali por fevereiro. A gente esteve junto com o subprefeito, o secretário de Obras, olhando pontos críticos de Forqueta. E, nesses pontos críticos a gente tem a Estrada do Rio Belo, que esse final de semana, no interior, teve filó e lá eu encontrei uma senhora que me disse: "Por favor, Sandra, a gente precisa da manutenção da estrada até que não seja feito o alargamento da mesma". Porque os ônibus escolares não estão conseguindo ir até a casa dela para pegar a filha dela que é deficiente. Então, vocês imaginem que a criança teria que caminhar se o ônibus não conseguisse passar, então é falta de manutenção. Mas de quem é a culpa? É do secretário? É do subprefeito? Porque a vereadora fez os encaminhamentos. Nós temos indicações, nós temos processos administrativos, mas nada sai do papel. Nós temos também a Estrada da Uva, em São Valentim. É desde a enchente que uma pedra caiu e ela está entre a estrada e a terra. Tem que tirar aquela pedra porque daqui a pouquinho essa pedra vai deslizar. E ela vai cair aonde? No asfalto, vai interditar a rua. E isso foi pedido em diversos momentos, mas nada aconteceu. De quem é a responsabilidade? Também, a gente tem o patrolamento e cascalhamento da Estrada da Uva, em São Valentim, que é uma estrada que liga com Vale Real. Uma estrada de escoamento de produção, onde várias carretas passam, mas não passam porque a estrada está precária. Ao invés do pessoal ir três quilômetros em direção a Vale Real e pegar a BR 116, é necessário que suba até Forqueta para pegar a 122. Então, eu não sei o que acontece. A Rua Marcelo Giacomoni, a pavimentação dessa rua que a gente pede desde 2019. De quem é a responsabilidade? A Estrada Municipal São Martinho que leva até a família Boff, a qual tem um empreendimento turístico onde o ônibus desce, mas não sobe. A família perdeu diversas excursões, que investe em turismo, justamente por quê? Porque o ônibus desce, mas não sobe. Então, a família precisou dar um jeito de pegar os turistas para irem até o local porque a estrada não tem condições. De quem é a responsabilidade? Também a gente tem pavimentação da Rua Augusto Pozzer que foi prometida ainda o ano passado, mas até agora nada saiu do papel. E a gente tem a Rua São Cristóvão, em diversas partes, em uma parte que ela não é calçada e em uma outra parte que ela é calçada, que chove e alaga. De quem é a responsabilidade? Essa é a pergunta. De quem é a responsabilidade do alagamento? E a gente pediu. A gente tem protocolo de tudo isso registrado no nosso gabinete, através de indicação, através de processo administrativo, mas em algum lugar para e não acontece. A gente tem a Rua Amantino Tonietto,  o qual o Seu Broilo me pedia constantemente a manutenção dessa rua porque alagava a casa de dois vizinhos. O Seu Broilo faleceu. Ele não teve a alegria de ver essa rua consertada. De quem é a responsabilidade? No momento oportuno. A gente tem também a Rua Victório Roldo, essa rua também é um problema porque ela é íngreme, então, eventualmente, é necessário fazer manutenções. Eu recebo, a todo o momento, reclamações dos moradores dizendo que não dá para transitar ali nesta rua. A pergunta é: De quem é a responsabilidade? E eu continuo, nós temos o acesso entre a Pavos e a Estância dos Ventos. Eu fui lá. Se a gente for com um autinho, como diz meu pai, com um autinho, não sei se a gente consegue subir e descer aquele local que atende mais de 350 turistas por final de semana. A gente quer investir em turismo? Se a gente quer investir em turismo, novamente eu pergunto de quem é a responsabilidade da manutenção da infraestrutura? A gente tem a Rua Quinto Slomp, que é uma obra de canalização aonde todo o esgoto do Loteamento Bampi passa por aí. O Seu Roldo, que é o dono do local, me conta que por diversas vezes, por causa que a canalização estragou com as enchentes, ele perdeu até o gado dentro dos buracos que foram criados com a questão da enchente. Mas então, precisa consertar, precisa dar um jeito. Eu pergunto novamente, de quem é a responsabilidade? E por aí vai tantas outras situações que a gente tem, não só na minha localidade de Forqueta, mas também na cidade. De quem é a responsabilidade? Bom, se não é do subprefeito é do secretário Suzin. Mas se não é do subprefeito e nem do secretário Suzin, é do nosso prefeito Adiló. Porque eu, em 2020 ou 22, pedi um patrolamento de uma estrada e um dos servidores, CCs da Secretaria de Obras, se descuidou e mandou um áudio dizendo: “Diz para a Sandra Bonetto que se ela quiser ela pode pegar a patrola e fazer a obra.” Ora bolas. Se eu tivesse uma patrola, se eu soubesse manusear, eu não teria problema nenhum de fazer as benfeitorias que são necessárias na nossa comunidade e na nossa cidade. Porque eu estou exagerando. Aonde eu estou exagerando? É só a gente fazer uma visita no interior das nossas comunidades, na nossa cidade, a gente vai ver. E não adianta, não adianta colocar a esposa para me denegrir. Porque não vai adiantar, porque a verdade sempre prevalece e os moradores das nossas comunidades estão ali para mostrar que nada está sendo feito. E eu pergunto, para finalizar: De quem é a responsabilidade de fazer as manutenções, de deixar a nossa cidade apta para que as pessoas consigam transitar no interior. Se for minha, me deem uma patrola, me deem um curso, que eu vou fazer sim, porque eu não tenho medo de trabalho. É a coisa que eu menos tenho medo na minha vida, é de trabalhar. Muito obrigada. Seria isso.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Se possível, um aparte para não perder o raciocínio, nobre colega Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Já de imediato, vereador Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Bom, eu quero dizer que em 2025, quem tem memória vai lembrar, que nós tivemos na comunidade da Forqueta um desgaste político muito grande. Teve sindicância, uso irregular de material, denúncias envolvendo servidor. Eu quero valorizar o prefeito Adiló e o Néspolo que tiveram a coragem de nomear Lindomar. Eu fiz visitas com ele, meu colega de partido. Olha, só elogios nos interiores. Só elogios, cuidando de 300 km de chão. Então, por quê? Porque ele é verdadeiro. Ele é um subprefeito que a gente precisa reconhecer. E olha, ele não tem usina de asfalto. Falar para a nobre colega que não tem usina de asfalto. Pavimentação é com a Secretaria de Obras. Se a nobre colega não conseguiu indicar o subprefeito, se a nobre colega não teve a capacidade de indicar o subprefeito, não pode ser dessa forma. Ela tem que visitar o Lindomar, conversar com ele e não ficar criticando dessa forma.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Um aparte?
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Então, talvez, se o seu pretendente não foi o indicado, hoje nós estamos muito bem servidos com o Lindomar fazendo um belo trabalho em Forqueta e sem polêmica, atendendo todos. Obrigado.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Um aparte?
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Seu aparte, vereadora Sandra Bonetto.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Vereador Zé Dambrós, não é isso que a comunidade diz, tá? Eu fiz reuniões nas comunidades de interior, quarta-feira, junto estava o Suzin. E olha, eu vou te dizer que nas entregas que nós tivemos dos reservatórios o subprefeito não esteve lá. Eu vou dizer que, nas Olimpíadas coloniais ele não esteve lá. E ele recebeu o convite para fazer a questão do desfile da Festa da Uva e, se eu não brigo com o Néspolo, eu não sabia nem que havia tido convite para Forqueta desfilar. Então, a gente precisa realmente falar a verdade. E se a comunidade, os agricultores estão mentindo para mim, bom, aí oque a gente vai fazer? A gente vai chamar os agricultores e o pessoal da comunidade de mentirosos? Seria isso. Muito obrigada.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Sandra. Bom, quero falar de três assuntos. O primeiro: hoje é uma data especial para o município, está no nosso calendário. Hoje é o Dia Municipal do Agente Comunitário de Saúde. Aliás, corrigindo, das agentes comunitárias de saúde, porque a imensa maioria são mulheres. São profissionais da área da saúde que estão na atenção básica, visitando as famílias, os idosos, as pessoas doentes, auxiliando na organização dos remédios para os idosos, no processo de gestação das mulheres grávidas, acompanhar os hipertensos, os diabéticos, as crianças que estão aguardando diagnóstico de autismo. Enfim, uma função muito importante. Essa é uma pauta do meu mandato, a valorização, as melhorias. Então quero saudar todas as gurias e alguns guris, que a minoria absoluta são de homens, e que prestam um trabalho tão importante para a nossa cidade. Eu conversei mais uma vez com o vereador e secretário, Rafael Bueno, e o prefeito Adiló, ontem, tinha falado com o vice Néspolo. Essa é uma pauta, como a Curva do Tchaca para o Velocino e Forqueta para Sandra Bonetto, é a pauta das ACSs para mim, porque, muitas vezes, eu trouxe para esta tribuna. De forma simples, colegas vereadores e vereadoras e as pessoas que nos acompanham, o salário das ACSs vem de um recurso do Ministério da Saúde. O município recebe, então, as 12 parcelas do salário, o 13º, isso é legislação trabalhista, e o Ministério da Saúde deposita na conta do município uma 14ª parcela, que serve para quê? O município pode utilizar esse recurso para compra de EPIs ou equipamentos ou ainda pagar um incentivo financeiro, que fica conhecido como 14º. O problema é que o município de Caxias não paga o incentivo financeiro e tampouco consegue dar conta dos EPIs adequados para essa turma. Então é uma conversa que a gente fez em 2024, na campanha, de que o governo municipal pague o incentivo financeiro. Mais uma vez falei com o prefeito Adiló e com o vice Néspolo que mandem uma lei para esta Casa, a Samanta, que é a nossa presidente do Conselho Municipal da Saúde, para que a gente pague o incentivo financeiro às ACSs. Maioria mulheres, caminham vários quilômetros por dia, ficam com problemas nas articulações, no joelho, na coluna, porque trabalham muito, não têm EPI adequado. Então, é uma luta do meu mandato, tenho certeza que é uma luta nossa de sensibilizar o governo municipal, porque a pauta principal de valorização que nós temos das ACSs e dos ACEs, também, dos Agentes de Combate às Endemias, é o incentivo, além dos EPIs e das melhorias necessárias. Então, tenho certeza da sensibilidade do secretário Rafael Bueno e vamos trazer a pauta para esta Casa. Segunda pauta, abençoados e abençoadas colegas vereadores e vereadoras. Tem o vídeo? Eu só quero que vocês olhem isso aqui. Já que é para deixar um climão, nós estamos num clima meio ruim. Esse é um deputado federal do Republicanos que se manifestou recentemente a nosso respeito. (Manifestação sem uso do microfone.) Meu amigo João Uez, nosso vereador que voltou recentemente, companheiro que defende a Câmara, que é um homem público muito importante na nossa cidade. Certamente, vai estar à frente dos processos eleitorais futuros, seja para deputados ou outros. A gente sabe da responsabilidade. E a gente não responde por todo mundo dos nossos partidos. Mas esse deputado federal do Republicanos que tem atacado os vereadores, fez uma proposta de emenda constitucional para fechar as Câmaras de Vereadores de cidades com menos de 30.000 habitantes. Então, um cidadão, que está na mais alta esfera do parlamento nacional, se propõe a querer meter o bedelho nas Câmaras de Vereadores. Eu não sei, eu sou vereador da segunda maior Casa Legislativa do estado, mas eu imagino que os vereadores de cidades pequenas sofram por não ter condições, por, muitas vezes, o Executivo não responder, né, vereadora Daiane? Então, eu só quero fazer o rechaço e gostaria, presidente, se for possível, que nós encaminhássemos um voto de desagravo coletivo da Casa e remetêssemos à Câmara Federal pela atuação do presente deputado federal que ataca os Parlamentos municipais. Aqui, independente de partido, eu digo e tenho muita honra de estar vereador nesta legislatura em que todo mundo trabalha muito. Todo mundo, nós da esquerda, quem é do centro, da direita, é todo mundo aqui da manhã à noite cobrando, brigando com o seu Adiló, brigando com o governador, brigando com o presidente e buscando melhorias para a cidade. Então, que não venham meter o bedelho no parlamento e falar mal de vereador, porque se tem alguém que trabalha, enquanto muitos deputados federais, senadores vivem nas benesses dos seus gabinetes, de pegar avião, de ter auxílio palitó, o que nós temos aqui é muito trabalho e prestação desse trabalho nas nossas redes. E quando a gente vai no mercado, quando a gente vai no Andreazza, quando a gente vai ao Crisan, à farmácia, à igreja, em qualquer lugar. Então, eu só quis trazer isso, talvez não fosse de conhecimento dos colegas vereadores e das colegas vereadoras, mas acho que é importante. E por fim, eu só quero dizer, vereadora Andressa Marques, que tenho muito orgulho de ser seu colega de legislatura e de federação. Nós nos conhecemos há tanto tempo, das militâncias do movimento estudantil e de tantos espaços. E em momentos que eu passei e que não foram tão agradáveis, e que inclusive suas posturas foram questionadas, a senhora não titubeou. Então, eu tenho um grande carinho pelo PCdoB. E o PCdoB sempre foi muito próximo a mim e empático. Então, tenha no meu mandato, na minha pessoa e no meu partido, o companheirismo necessário para enfrentar qualquer desafio e discussão. Somos parceiros, conte sempre comigo. Sei que a senhora faz um baita mandato nas pautas que a senhora levanta. Hoje mesmo trouxe aqui o Sindilimp para falar — e isso a senhora nem citou, estávamos falando – sobre o tema de contra o feminicídio e o trabalho que a senhora faz com a nossa terceirizada aqui da limpeza. Então, parabéns pelo seu trabalho. Vamos juntos.
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VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): De imediato, um aparte ao vereador Cristiano Becker.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Muito obrigado, vereador Cláudio Libardi. Não dá nem tempo do camarada pedir o aparte e o cara já recebe o aparte. Senhor presidente, hoje eu quero fazer uma homenagem, então, para os colegas do pedal. Porque hoje é dia 15, é Dia do Ciclista. Então um grande abraço aos amigos do pedal. Inclusive, ao vereador Cláudio Libardi também, que é do pedal, está seguidamente com a sua bike aqui, vem para o trabalho inclusive com a bike. Mas, não poder deixar de falar uma ou duas máximas aqui, que o pessoal está falando enquanto está pedalando... Porque o cara quando está no meio do pedal, Libardi, chega no meio de uma subida, o cara está dizendo: “Nunca mais eu participo disso aqui.” Mas não dá no... Terminou o pedal digo: “Quando é que é o próximo.” “Relaxa, hoje o ritmo é leve.” Que nada, tu pedala com os pedal mais antigo, eles botam o cara nos brete às vezes que eu vou te contar. E quanto mais veterano o ciclista parece que mais difícil é pedalar com eles. Mas então, parabenizar os colegas do pedal e quero mandar um grande abraço para o pessoal do Massa Crítica, que é um grupo de WhatsApp, e de Amigos do Pedal também. Então um grande abraço. Era isso, presidente, era isso, obrigado. Muito obrigado, vereador Cláudio Libardi, pelo seu aparte.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Que nada, é sempre um prazer. Vereador Cristiano Becker, demais vereadores, queria fazer um agradecimento público a todos que estão aqui. E obviamente eu vim responder o vereador Sandro Fantinel, embora não precisasse responder. A vereadora Andressa tem muita capacidade para promover essa resposta, mas eu queria falar sobre algumas coisas que são necessárias à formação da nossa sociedade. Nós, na última legislatura, tivemos um vereador imputado por xenofobia, que foi o vereador Sandro Fantinel. Nós, na última legislatura, tivemos um vereador imputado por racismo, que foi o vereador Sandro Fantinel. Nós ficamos nacionalmente conhecidos primeiro pelo trabalho escravo, e segundo, vereadora Andressa, por discursos de fomento ao trabalho escravo. E eu, vereador Cristiano Becker, orgulhosamente foi quem denunciou o vereador Santo Fantinel ao Ministério Público Federal. Já comuniquei isso a ele. E sabe por que não o denuncio por xenofobia hoje? Porque não tem tipificação penal. E vou lutar todos os dias para que haja. Porque infelizmente nós esquecemos... E aqui, quanto maior a ignorância, maior parece que se tem a liberdade para o convencimento. Quanto mais ignorante, mais inteligente você acha que é, na sociedade. Esse é o país que tem 80 mil mulheres estupradas por ano. Esse é o estado que esfaqueou uma mulher com 120 facadas, vereador Cristiano Becker. Esse é o parlamento que, embora com previsão de cotas dentro das chapas, só elegeu sete mulheres, e elegeu a maior votação da sua história. Esse é o país que teve a primeira mulher com alguma outorga para coordenar uma capitania, vereador Lucas, por procuração, que foi Ana Pimentel. Esse é o país que só se viu independente, vereador Jack, porque uma mulher convocou o conselho da república para forçar a declaração de independência. Esse é o país que só deixou de ter filhos, de escravas, escravos, porque uma mulher resolveu editar a Lei do Ventre Livre. Esse é o país que só deixou de ter gente escravizada porque uma mulher editou a Lei Áurea. E tem gente que eu não consigo explicar a lei da misoginia. Sabe por que, vereador Cristiano Becker? Porque não entendeu a Lei Áurea ainda. Que não consegue entender a Lei do Ventre Livre. Que não consegue entender a independência do Brasil. Gosta de ficar ajoelhado para os outros, professando racismo, e não é uma posição minha e do Ministério Público Federal, machismo, essa é uma posição minha, e xenofobia, outra posição do Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Eu tenho orgulho de ser colega da vereadora Andressa e tenho muito orgulho de saber que nós estamos do lado certo da história. Tenho certeza que a tipificação de xenofobia, a tipificação de racismo, a tipificação de homofobia fizeram muito a esse país. Pergunte não a um homem branco, como eu, pergunte ao negro se a tipificação do racismo não é interessante. Pergunte ao homossexual se a tipificação da homofobia não é interessante. E agora, pergunte a uma mulher se nós não precisamos combater o machismo dentro da sociedade.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, novamente a minha fala não estava programada aqui. Mas sabe uma coisa que eu lamento, vereador Cristiano Becker? É novamente o vereador Sandro Fantinel não ficar para nos ouvir, vereador Libardi. Eu vou contar para as pessoas o que aconteceu aquele dia e porque eu chamei ele de covarde. E tinham vereadores e vereadores aqui que são testemunhas do que aconteceu. Eu estava na sessão, os colegas me mostraram o acontecimento da tentativa de feminicídio no exato momento que o vereador Sandro Fantinel vinha aqui comemorar o adiamento do debate — vereador Cláudio, o senhor não estava, mas depois eu lhe contei — e do adiamento do PL da misoginia na Câmara dos Deputados. Quando ele falou isso eu pedi a palavra justamente para falar que aquilo, sim, era um atentado contra as mulheres, aquilo, sim, dividia a sociedade, a atitude de um homem dar um tiro na cabeça de uma mulher. Quando chegou na hora de eu falar, tinham oito vereadores no plenário. O que o vereador Sandro Fantinel fez? Saiu do plenário para eu não poder falar porque nós estaríamos em sete. O que os colegas fizeram? Nós chamamos a vereadora Andressa e a vereadora Estela que estavam na cantina para poder dar quórum. Ele saiu para eu não poder falar. Quando nós saímos, vereador Libardi, para o vereador Sandro Fantinel não falar? Aquele dia eu falei sobre isso. Nós ficamos em todo momento. Eu fiquei o ano passado inteiro ouvindo ele falar contra as mulheres, sendo presidente desta Casa. Teve uma oportunidade que o Rodrigo me avisou que eu não poderia sair porque eu queria sair da presidência, ia acabar a sessão. O Rodrigo alertou que eu não poderia sair e eu fiquei para o Sandro Fantinel vir aqui falar de ‘masculinicídio’, de ‘hominicídio’, que não existem. E agora, de novo, ele fala o que quer, sai e vai ver novamente pelo YouTube, pelos recortes das redes sociais. Por quê? Repito o que eu disse aquele dia, é um covarde. É um covarde, sim! Repito 50 mil vezes. Infelizmente queria falar na cara dele. Se ele estivesse aqui, ia falar: “O documento para a Comissão de Ética está pronto”. Ele tem que responder pelo crime de ódio contra as mulheres. Ele vai responder, sim! Se eu fosse vereadora quando ele foi imputado, denunciado no Ministério Público, nós teríamos votado pela cassação do vereador Sandro Fantinel. O que ele fez esta Câmara passar foi lamentável! Todos os vereadores falam para ele, eu ouço os colegas homens falando: “Para de falar essas bobagens, Fantinel”. Ele vem aqui e fala. E por que eu, uma mulher, por que nós, mulheres, vamos aceitar isso, nobres colegas? Eu não tenho motivo nenhum para respeitar o vereador Sandro Fantinel se ele não respeita a nossa história. E não estou falando da pessoa dele. Pessoalmente, eu não desejo mal para ele, mal para a família, obviamente, não. Eu estou falando das opiniões políticas, que são trágicas, lamentáveis e atrasadas! Representam, não 100 anos atrás, representam a Idade Medieval. Às vezes ouvindo ele eu me sinto no Feudalismo. Eu não me sinto nem no capitalismo, eu me sinto no tempo das trevas. Eu, como vereadora eleita desta cidade, a Casa das “sete mulheres”, que a gente enche a boca para falar, 1/3 da Câmara, não tivemos prefeita. Vemos mulheres todos os dias sendo violadas, sendo mortas em um país que mata mulher, em um estado que mata mulher, toda a sociedade sabe disso. O que divide a sociedade, nobres colegas, é a violência contra a mulher, não são os nossos debates. Nós precisamos unir todos e todas. E aquele dia eu disse e reconheci: “Tem homens aqui que nos ajudam”. O Vereador Cláudio Libardi sempre nos apoia e apoia as nossas lutas. Não é porque é meu colega, não é de hoje. Tem outros colegas aqui: vereador Lucas, citei aquele dia o Cristiano, o José Abreu, Dambrós, Aldonei, nos respeitam, Wagner. Temos posições diferentes, mas respeitam a luta das mulheres. Por que o vereador Sandro Fantinel ainda não conseguiu entender que ele é um homem e que é melhor que ele feche a boca para falar da pauta das mulheres? Tem sete mulheres aqui, deixa que a gente debate sobre o PL da misoginia. Como disse o vereador Libardi, a posição da vereadora Daiane eu respeito. Posso discordar, mas eu respeito e respeito das outras vereadoras. Estou disposta a debater com qualquer mulher. O que cabe ao vereador Sandro Fantinel? Nos ouvir e trocar ideia. Agora, vir aqui e combater uma lei que é importante para nós. Eu não vou aceitar, nem dele e nem de outro homem, porque o que ele faz é crime de ódio contra as mulheres. Eu não só reitero o que eu disse aquele dia, como eu reitero 50 mil vezes: vereador Sandro Fantinel, infelizmente, o senhor tem demonstrado, o senhor é covarde, porque, mais uma vez, não teve coragem de ficar aqui para nos ouvir. Senhor presidente, seguimos lutando até que nenhuma mulher morra pelo fato de ser mulher. Obrigado.
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Não houve manifestação

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