VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Bom dia, colegas vereadores; bom dia a quem nos acompanha de casa, pelas redes sociais, pela TV Câmara e também para quem está aqui conosco hoje, no Plenário. Nane, é sempre uma alegria te receber. E é sobre esporte que eu quero falar neste voto de congratulações. Quero aqui fazer uma homenagem muito especial a um amigo querido, a gente já falou sobre ele, inclusive, aqui na Câmara, o Alencar Tavares, Silvestrin, o Alexandre Silvestrin, que agora, nos últimos dias, completou a 300ª — é assim que chama? — 300 maratonas diárias. A gente sabe que as maratonas têm feito parte da vida do Ale dentro de um projeto, que é o Inspirar 365, uma iniciativa que tem a meta impressionante de alcançar 370 maratonas em 365 dias, colocando um atleta, que é aqui de Caxias do Sul, que é nosso servidor público, um atleta que não é nascido em Caxias, mas que escolheu Caxias para viver, essa meta que deve ir para mais um recorde mundial, talvez para o Guinness. Então, a gente quer parabenizar demais o Ale, que já chegou a essa marca. Vocês imaginem fazer 42 quilômetros e um pouquinho mais, que é o percurso de uma maratona, todos os dias, com chuva, com sol, com frio, com calor. Então, o Ale chegando à maratona 300. E seguindo, diariamente, a gente vai te acompanhar, obviamente, até o fim desse desafio. E a gente sabe que não é só um desafio pessoal. Muito mais do que isso, tem sido uma inspiração para tanta gente, para tantas outras pessoas, para crianças, para adolescentes, para nós, que estamos nas ruas, às vezes, correndo, e encontramos o Ale. Acompanho o Ale. Aliás, quem não acompanha, o acompanhe também nas redes sociais para ver o quanto a questão do da saúde, do bem-estar, da qualidade de vida, do desafio, do respeito aos limites, mas tentando sempre vencê-los, essa é uma meta do Ale Silvestrin. Parabéns. A gente vai seguir te acompanhando.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Presidente, senhores e senhoras vereadoras, o meu voto de congratulações vai à empresa Guinchos Marini, do tio Nilo, do Nilo Marini, da Eva, do Gabriel e da Rafaela, pelos 22 anos de fundação. A empresa fornece uma empregabilidade a várias pessoas e, hoje, trabalha em várias obras, não só em Caxias, mas no estado do Rio Grande do Sul. Então, parabéns especial, muitos anos ainda dessa empresa que faz acontecer por 22 anos. E também ao CTG Paixão Côrtes, que completa, este ano, 70 anos da sua fundação, que aconteceu em 1956. Construiu uma trajetória de preservação das nossas tradições gaúchas, a valorização da nossa cultura, mas principalmente o fortalecimento dos laços comunitários. Eu digo que faço parte do CTG Paixão Cortes por lá estar com a minha família. Então, parabéns a todos, à patronagem, mas principalmente a todas as pessoas que fizeram essa história de 70 anos. Obrigada, senhor presidente. Era isso.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, nobres colegas. Eu faço um voto de congratulações à Secretaria da Saúde, em especial ao secretário Rafael; ao Marcelão; à diretora de atenção básica, a Edineia; ao engenheiro Eduardo. Ontem estivemos buscando, ali próximo à UBS do Vila Ipê, um novo espaço para que a UBS atenda os usuários. E com certeza teremos uma nova UBS no Vila Ipê. Então, com emenda da deputada Denise, mais contrapartida do município, a UBS do Vila Ipê vai abaixo, e teremos uma nova UBS do Vila Ipê, que é uma demanda de muitos anos daquela comunidade. Então, parabenizar a Secretaria da Saúde por esse olhar. E sabemos que o Vila Ipê atende mais de 10 mil usuários. Então, a nova UBS do Vila Ipê está se tornando realidade. Parabéns à Secretaria da Saúde.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhor presidente, nobres colegas vereadores, quem está nos assistindo aqui pelas redes sociais, quem está aqui no nosso plenário. Quero saudar a senhora Eliane Carla Kraemer. Quem é Eliane Carla Kraemer? Eu também não sabia, quando vi aqui no nosso acordo de lideranças. É a Nane, nossa amiga do Conselho Municipal de Desporto. Nane, eu te peço desculpa. Até te encontrei semana passada e falei: “Mas ué? Não é tu que ia falar na Câmara de Vereadores?” “Sim, sou eu que vou ir.” “Mas eu vi lá o nome de outra pessoa.” Não, é a Nane, que é a Eliane também. Certamente a dona Marta deve estar assistindo agora, ouvindo a tua fala, que é a minha sogra, muito amiga da Nane também. Estão sempre juntas, né, Nane? Então, seja bem-vinda aqui, a este Poder Legislativo hoje. Parabenizar o Calebe, que foi quem fez a solicitação. Então parabéns, Calebe, por trazer a Nane aqui, que tem muito para nos falar. E é pouco tempo para o que ela tem para falar para a nossa Caxias do Sul. Seja bem-vinda, Nane. Então era isso, senhor presidente, nobres colegas vereadores. A todos um muito bom dia.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente, meus cumprimentos ao senhor, aos demais vereadores, a quem nos acompanha de casa, a quem nos acompanha do plenário, a quem nos acompanha pelas redes sociais. Mas o meu cumprimento especial, hoje, vai para os estudantes: Mariana Barreto e ao Luiz Gustavo Nunes Guzzo, que estão aqui conosco, representando a escola José de Alencar, como bem tratou o meu colega vereador Calebe Garbin, acompanhado das professoras e coordenadoras desse importante projeto, Pâmela e Rita, e também a coordenadora da escola, a Marcelia De Avilla. Eu, ano passado, tive a oportunidade de estar, junto do secretário adjunto da Semmas, na escola José de Alencar, porque esse é um projeto inovador. Tratar dos problemas ambientais, não só do Brasil, pensar o mundo como casa comum, vereador Cristiano. E eles vieram aqui e explicaram para mim e para o vereador Calebe que, mais do que tratar do Brasil, eles vão tratar de diversos países nessa COP, que acontecerá no dia 25 de abril de 2026, das 8h30 da manhã ao meio-dia. Participação dos estudantes, dos pais e tenho certeza, com a autorização do nosso presidente, com a minha participação, representando a Câmara de Vereadores. Muito obrigado, presidente. Muito obrigado às profes. Estaremos lá.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente, meus cumprimentos ao senhor, aos demais vereadores, a quem nos acompanha de casa, a quem nos acompanha do plenário, a quem nos acompanha pelas redes sociais. Mas o meu cumprimento especial, hoje, vai para os estudantes: Mariana Barreto e ao Luiz Gustavo Nunes Guzzo, que estão aqui conosco, representando a escola José de Alencar, como bem tratou o meu colega vereador Calebe Garbin, acompanhado das professoras e coordenadoras desse importante projeto, Pâmela e Rita, e também a coordenadora da escola, a Marcelia De Avilla. Eu, ano passado, tive a oportunidade de estar, junto do secretário adjunto da Semmas, na escola José de Alencar, porque esse é um projeto inovador. Tratar dos problemas ambientais, não só do Brasil, pensar o mundo como casa comum, vereador Cristiano. E eles vieram aqui e explicaram para mim e para o vereador Calebe que, mais do que tratar do Brasil, eles vão tratar de diversos países nessa COP, que acontecerá no dia 25 de abril de 2026, das 8h30 da manhã ao meio-dia. Participação dos estudantes, dos pais e tenho certeza, com a autorização do nosso presidente, com a minha participação, representando a Câmara de Vereadores. Muito obrigado, presidente. Muito obrigado às profes. Estaremos lá.
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VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, bom dia a todos. Aqui, quero fazer um voto de louvor ao Coronel Martinelli, chefe do Estado Maior da Brigada Militar. Dois dias atrás, ele pôde se deparar, mesmo em uma função administrativa, com uma ocorrência muito delicada, de emergência, por uma questão de saúde mental, de uma pessoa que estava em cima de um viaduto – né, Tenente Cristiano? – e queria, infelizmente, tirar a sua própria vida. Mas o desfecho dessa ocorrência foi muito feliz. Como ele diz no post dele, missão cumprida. E, justamente, o que chama a atenção é por ele estar em uma função administrativa, é que se destaca mais ainda, como ele sempre foi em toda a sua carreira dentro da Brigada Militar. Então, aqui vão minhas congratulações, não somente ao Coronel Martinelli, mas a toda a equipe da Brigada Militar do 9º BPM, bem como ao Samu e demais equipes. E também o Coronel Martinelli foi comandante do 4º BP Choque. Bem lembrado, Tenente Cristiano. E muito nos orgulha por ter passado aqui na nossa cidade. Seria isso, presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, nobres colegas, as pessoas que nos acompanham daqui e de casa. Também queria saudar a presença da Nane, que está aqui representando o Conselho Municipal, que tem a ver com uma pauta tão importante da nossa cidade. É uma mulher que vem trazer a questão do esporte. Então, para nós é importante a presença de pessoas como ela aqui. Eu queria, senhor presidente, aproveitar para fazer um voto de congratulações ao secretário municipal da Assistência Social e Cidadania. Às vezes as pessoas acham, vereador Cristiano, que por nós sermos a oposição nós nunca elogiamos, e isso não é verdade. Eu e o vereador Libardi sempre reconhecemos o trabalho de quem, no nosso ponto de vista, merece. Inclusive do secretário que está aqui presente, ex-secretário, o Elisandro Fiuza. Mas o Mauro tem se mostrado uma pessoa, um gestor muito aberto. Todas as propostas que levo, enquanto mandato, sobre assistência social, ele faz questão de tocar, porque ele acredita que isso vai somar na política municipal. Ontem, nós tivemos a segunda reunião da Mesa de Negociação dos Trabalhadores do Sistema Único de Assistência, com o objetivo de melhorar as condições de trabalho de quem faz a política pública acontecer. Nós teremos importantes avanços para os trabalhadores dessa área. Por isso, eu queria, aqui, fazer um voto de congratulações ao Mauro Trojan, que é o secretário municipal de Assistência Social e Cidadania. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom dia. Bom dia, colegas. Bom dia, Nane. Seja bem-vinda. Eu quero, infelizmente, fazer um voto de pesar às famílias da Veridiana de Barros Alves, mulher morta por seu companheiro... (Falha no áudio.) Então, como eu estava falando, um voto de pesar aos familiares, especialmente ao filho e à filha da Veridiana de Barros Alves, estrangulada e perfurada com facas ontem, dentro de casa, por seu companheiro. Uma mulher de 43 anos. Mais um feminicídio no Rio Grande do Sul, mais uma criança e um adolescente órfãos, uma família que sofre. O pai, provavelmente, espero que preso. E a mãe morta pelo pai. E também aos familiares da Ana Beatriz Fernandes da Rocha, de 20 anos, também assassinada ontem, dentro de casa, em Parobé, no Rio Grande do Sul. Com isso, o nosso estado atinge a triste marca de, em três meses praticamente, 27 feminicídios. Uma marca recorde na história. Então hoje, para mim, é mais um dia triste, porque não são duas a mais assassinadas, são duas a menos, e são por essas que nós vamos lutar sempre. Obrigada.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom dia, presidente Petrini, colegas vereadores e vereadoras. Primeiro, lembrar que hoje é o Dia Mundial de Combate ao Câncer. Então, tantas pessoas que lutam contra essa doença difícil, complexa, mas que a ciência tem dado muitas respostas. Bom lembrarmos que 10 anos atrás, 15 anos atrás, uma pessoa com câncer era fadada a aguardar o final da sua vida. E hoje não, a ciência tem se desenvolvido. Então, o compromisso de nós, enquanto parlamentares, é lutarmos para políticas públicas, para investimentos, especialmente no diagnóstico dessa doença, porque sabemos que um diagnóstico na fase inicial é sobrevida e é a garantia de um tratamento adequado. Por fim, eu quero parabenizar o vereador Calebe Garbin. Ontem tivemos uma audiência pública, e foi extremamente meticuloso, organizada, tratando sobre o tema da educação. A sua condução foi ótima, vereador. Parabéns à sua assessoria. Só muitos questionamentos ficaram. Acho que é um tema que precisa ser permanente, porque nós, vereadores, a sociedade, precisamos de respostas, a fim de ir ao encontro de uma educação pública de qualidade. Era isso. Muito obrigado.
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Não houve manifestação

VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Bom dia, nobres colegas, às pessoas que nos acompanham aqui e de casa. Queria saudar a presença do professor Gilberto, que é um querido professor e também defensor da indústria da nossa cidade. Um abraço da nossa bancada. E queria, senhor presidente, começar, vou trazer aqui, como o vereador Libardi já comentou, uma proposta protocolada por nós, nesta manhã, que tem a ver com a questão do trânsito e mobilidade da nossa cidade. Então, vamos apresentar aqui o que eu e o vereador Libardi temos discutido, mas também apresentado para encaminhar e para enfrentar os problemas que a nossa população e a nossa cidade têm tido. Antes disso, queria falar sobre uma entrevista que estava ouvindo do nosso ex-colega vereador, Edson da Rosa, presidente agora do Samae, na Rádio Caxias. Vinha para a Câmara e estava ouvindo a entrevista do nosso ex-colega. O vereador João Uez, neste moment, não está aqui no plenário. Ele citou várias vezes o vereador João, que já foi presidente. O presidente Edson comentou sobre as suas preocupações em relação a tal da reunião que aconteceu ontem, provocada pelo governo do Estado, com o assunto da terceirização, privatização do Samae. E o presidente Edson se colocou veementemente contra isso. Disse que o Município não foi convidado, que o Samae não foi convidado, e que ele estranha esses interesses escusos, dessa forma que acontece na nossa cidade. Então, eu queria chamar a atenção para isso, vereador Libardi, porque nós tivemos pessoas se reunindo na nossa cidade tratando sobre o nosso patrimônio sem conversar com a gente. Que interesses são esses, vereador Elisandro Fiuza e vereador Cristiano Becker? A quem interessa debater sobre a privatização do Samae? Mas nós precisamos dizer: quem manda no Samae em Caxias são os caxienses. Não pode vir pessoas de fora querendo dizer o que nós vamos fazer com o nosso patrimônio. E o Samae é um patrimônio de Caxias, é um patrimônio da nossa população. Nós não vamos permitir que interesses escusos venham à nossa cidade e articulem em detrimento do interesse de poucos, porque, mais uma vez, querem vender o Samae porque é superavitário, porque dá lucro, do ponto de vista desses investidores. Mas, quando a gente fala de patrimônio público, nós estamos falando sobre interesse público e não sobre interesse privado. Então, nós não podemos nos calar. E o nosso colega Edson chamou a sociedade, chamou os parlamentares para responsabilidade para que a gente se una em torno dessa frente parlamentar e defenda o Samae. Então, queria deixar aqui o nosso elogio ao ex-vereador Edson, e agora presidente do Samae, e dizer que a nossa bancada concorda integralmente com a fala dele e apoiaremos os movimentos que ele está propondo para que a gente possa defender o nosso patrimônio.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereadora?
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Seu aparte, vereadora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Muito importante esse tema. Acho que já foi colocado tudo isso. Nós, inclusive, estamos fazendo uma moção. Vamos pedir regime de urgência para que esta Casa vote contra a privatização de um serviço tão importante da nossa cidade. Obrigada.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereadora. Com certeza apoiaremos. E nós temos que ficar ligados. É inadmissível esse movimento que tem acontecido em relação ao patrimônio da nossa cidade. Nós não podemos titubear, nobres colegas, porque, quando vê, decisões estão sendo tomadas sem dialogar com os 23 vereadores e vereadoras que foram eleitos para representar a população, até mesmo com o governo municipal. Porque, segundo o presidente Edson, nem o Adiló estava sabendo. Então, vejam a gravidade da situação. E o Neri tem que ser chamado para responsabilidade também, vereador Libardi. É deputado estadual, está no governo, está com o governo do Estado, está com o governo municipal. Acredito que ele não vai ser contra isso que a gente está comentando. Acredito que ele vai se unir para defender o Samae também. Deverá ser chamado na responsabilidade. Mas eu queria falar sobre o nosso projeto de lei, que tem como objetivo autorizar o Poder Executivo Municipal a conceder remissão definitiva de créditos decorrentes de infrações de trânsito aplicadas por equipamentos eletrônicos de fiscalização de velocidade — radares fixos. Autoriza a restituição ou compensação de valores já recolhidos relativos ao período de um de janeiro de 2025 a 31 de dezembro de 2026 e dá outras providências. Vereadores e vereadoras, a gente tem percebido e acompanhado esse debate sobre os radares na nossa cidade. Quando eles foram implementados, havia uma grande discussão, e nós levantamos essa preocupação de que eles fossem nessa lógica da indústria da multa. Quando nós estamos falando de redutores de velocidade, de sinalização de trânsito, nós estamos dizendo que nós precisamos de ações para mudar um comportamento e uma cultura que a nossa sociedade tem de não respeitar normas no trânsito. Por isso, e está aqui o vereador Elisandro, que foi secretário até semana passada, nós precisamos de sinalização de trânsito e fiscalização, para que as pessoas não se excedam e não aconteçam problemas como a gente vê que acontece todos os dias, acidentes de trânsito e diversos problemas decorrentes dessa falta de certa ponderação que nós devemos ter enquanto sociedade quando a gente anda e quando a gente pensa que a gente pode estar afetando as outras pessoas a partir das nossas atitudes. Então, as regras do trânsito servem para isso. Mas, na nossa concepção, quando a gente implementa radares que tem como objetivo limitar a velocidade, o objetivo fim não pode ser multar as pessoas e, sim, educar as pessoas. E nós temos recebido, vereador Libardi, o senhor também pode comentar um pouco sobre isso, várias indicações da população caxiense que nos demonstra radares colocados em lugares que, muitas vezes, as pessoas não conseguem perceber que eles estão ali e acaba que eles geram multa.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Nós recebemos denúncias de pessoas que foram multadas várias vezes no mesmo lugar. Então, nós precisamos de sinalização dos radares para que o objetivo fim não seja a multa, e, sim, a educação no trânsito Eu queria, antes de passar o aparte, falar de um dado que nós colocamos junto aqui, na exposição de motivos, o porquê nós estamos propondo que o Município seja autorizado a fazer a remissão das multas ou a restituir as multas, dentro desse período do ano passado até o final deste ano. Porque antes nós tínhamos 41.360. Manteve uma estabilidade relativa. Entre os anos 2021 e 2024, a gente teve uma média entre 41 mil e 46 mil autuações anuais. Ou seja, multas em relação à questão do trânsito. Agora, nobres colegas, com os radares, nós já chegamos a 184.982. Quadruplicou o número de multas da nossa cidade. Então, se o objetivo final não é multar, o que está acontecendo? Porque, claro, a gente sabe que nós não podemos tolerar e nós precisamos regrar o excesso de velocidade, mas nós precisamos sinalizá-los para que eles cumpram o seu papel de alertar as pessoas para que as pessoas não andem acima da velocidade.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Quando possível, um aparte, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Então, nós tivemos esse aumento exponencial. Por isso, nós estamos propondo, então, que o Executivo esteja autorizado, de uma forma ampla, mas claro que nós estamos dispostos a discutir com o agora secretário Elói Frizzo, com o Executivo Municipal e com os nobres colegas como a gente pode fazer essa remissão e restituição das dívidas, porque nós não podemos fomentar essa cultura e permitir que, na nossa cidade, haja a indústria da multa. Seu aparte, vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. A primeira questão que eu gostaria de tratar é que a nossa atuação tem direta relação com a realidade concreta. O que é o fato gerador desse projeto de lei, Bortola, foi um senhor que me procurou que havia levado 32 multas no pardal da Chardonnay. Trinta e duas.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Peço um aparte, por gentileza.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Atendi outro senhor que tinha levado 61 multas ao todo. Tem gente que, obviamente, e o nosso projeto tem regramento, leva multas exorbitantes quando está a 100 por hora, vereadora Daiane. Agora, tem gente multada a 48 por hora, a 49 por hora, 50 por hora, que o carro vale menos do que o valor das infrações. Não tem o que fazer. Vale mais a pena entregar o carro para o município do que seguir. E nós buscamos uma alternativa, e vou lhe falar que foi o projeto de lei mais difícil de escrever de todos que nós propusemos. Que a grande questão é a seguinte: Qual é o limite do município para conceder a remissão da infração e qual a autonomia municipal? O STF julgou isso. Essa é a primeira coisa que eu queria deixar clara aqui. O ministro Zanin decidiu que o município pode conceder remissão, vereadora Daiane. Então é constitucional. A grande questão é que nós, como município, e eu vi a fala do vereador Wagner ontem também sobre esse tema aqui, nós, como vereadores, podemos conceder uma autorização para que o prefeito decrete a remissão, vereador Sandro Fantinel. E tenho certeza que a posição, por uma consulta prévia do vereador e hoje secretário Edio Elói Frizzo, é muito parecida com a nossa, vereador Zé Dambrós. Não pode punir as pessoas a ponto de as pessoas não conseguirem mais andar com o carro. Então, nós buscamos a remissão das multas do período entre 1° de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2026. Quem vai ter que decretar a remissão é o prefeito Adiló.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Declaração de Líder, por favor, senhor presidente. PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Segue em Declaração de Líder a bancada do PCdoB.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): E nós queremos contar com o prefeito para isso. Porque o compromisso do prefeito, de campanha, vereador Cristiano Becker, era esse. Eu, publicamente, fui o único que defendi a instalação dos radares na cidade. O vereador Cristiano estava aqui no dia. A grande questão é a seguinte: Ele serviu para reduzir a velocidade ou ele serviu para punir a população? Serviu, infelizmente, para punir a população. Então, nós temos que buscar uma saída que não puna a população de forma tamanha como está sendo punido.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Elisandro Fiuza, seu aparte, por favor. Depois seu aparte, vereador Calebe. Depois o vereador Cristiano.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Andressa. Parabenizar pela propositura desse objeto, de poder auxiliar a população, mas também corrigir, de uma grande importância, essa falta.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereadora.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Primeiro a gente precisa compreender que essa fala não pode ser politizada. Se, infelizmente, hoje foram instalados esses controladores de velocidade foram por um fim. Por diagnósticos técnicos de vários acidentes que aconteceram nesses 40 pontos onde existem essas faixas, 40 faixas, na verdade, de controladores de velocidade. É um ponto. Não foi uma coisa que foi inventada, que a gente chegou e foi: “Vou colocar ali na Marechal, vou colocar aqui na São Leopoldo e assim por diante.” São estatísticas. Estatísticas de muitos anos, aferidas por servidores altamente qualificados, técnicos da Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade, que fizeram esse estudo por conta da falta de cultura e de obediência ao trânsito de alguns motoristas. O percentual dessas pessoas que foram flagradas por ultrapassar o limite da velocidade, seja de 40 km/h em alguns pontos e 60 km/h nas perimetrais, foram porque, infelizmente, as pessoas estavam acostumadas a andar de uma forma em Caxias do Sul até que foi implementado depois de dois anos que esses controladores já estavam existentes nos pontos, mas que ainda não estavam em funcionamento. Então foi feita uma grande campanha de divulgação em todas as mídias, foi feito um trabalho onde nós sinalizamos de uma forma horizontal e vertical todos os pontos. E eu também fui premiado.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Mas o maior problema não são os controladores, vereadora. E concluindo, por causa do tempo. O problema, hoje, é a cultura de Caxias do Sul. Os grandes acidentes estão acontecendo por pessoas que estão ultrapassando o sinal vermelho. Esse é o grande perigo hoje, em Caxias do Sul. Muito obrigado.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereador Elisandro. Seu aparte, vereador Calebe Garbin.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado, vereadora Andressa Marques. Como diria o vereador Dambrós, esta aqui certamente é uma pauta única de discussão aqui na Casa. Parabéns a vocês pela propositura. Eu só quero trazer dados aqui. Circula um vídeo nas redes sociais que diz que 40% da frota de veículos de Caxias foi multado. Só que, observem, em Caxias do Sul, em fevereiro de 26, seis milhões e 76 mil veículos passaram pelos controladores eletrônicos. Desses seis milhões de veículos, 17 mil foram autuados. Ou seja, 29 veículos a cada 10 mil. O que acontece? Essa quantidade exacerbada de multas não são veículos distintos, são o mesmo veículo. Tem casos, o secretário Fiuza pode confirmar, de veículos que levaram mais de uma centena de multas. Eu conheço o caso pessoal de uma senhora que levou oito multas naquele pardal da Vinte de Setembro... Da Visconde de Pelotas, antes do INSS, subida para o Virvi Ramos. Já cobrei o secretário Elói Frizzo na segunda-feira que ali nós precisamos mexer na sinalização. É injusto uma sinalização em cima do pardal. Cobrei ele com relação a isso. Agora, a gente tem que olhar para os números. Secretário Fiuza, concordo quando ele fala sobre a redução de números. Em 2023, colega Andressa, na Vinte de Setembro com a Venâncio Aires tivemos 13 ocorrências de sinistro no cruzamento. Em 23. Em 24, esse número caiu para seis. E em 25, caiu para dois. Ou seja, nesse ponto em específico nós estamos percebendo que o radar, nesse caso em específico, tem servido para salvar vidas e diminuir o número de sinistros, de acidentes e ocorrências. Talvez em outros pontos da cidade nós possamos ter discordância. Nesse caso em específico, eu insisto, a Vinte de Setembro precisa de uma sinalização melhor, a gente entra naquilo que disse o vereador Libardi. A contrariedade ao pardal é uma medida altamente populista. Quem é a favor ao pardal multar? Agora, quando a gente pensa que o bem maior é a vida, é a proteção do bem material, que é também o veículo das pessoas, começa-se a entender que a lei não é para uma pessoa que anda dentro dela, a lei é para o infrator, para quem transgride a lei. Então, eu acho que a gente tem que melhorar a sinalização. Esses números têm que vir a público, até uma forma de explicar o porquê dos radares. E se estudar, se existe um lugar onde o plano de mobilidade prevê o radar e não se faz mais necessário hoje, porque mudou a situação do trânsito, reveja e tenha coragem para tirar. Eu não vejo problema algum. Agora, o local onde está dando resultado, o que tem que ser feito é melhorar a sinalização. É inadmissível nós termos radares que peguem as pessoas no flagra. Por exemplo, subida da Perimetral, um radar a 40/hora, é pedir para mudar as pessoas ali. É inadmissível, que vai para a minha região da zona norte, subida do doze ali, do batalhão. Então, ali é 60/hora. Antigamente, era 40/hora, quando não tinha radar. Então se fez um estudo e se entendeu que o radar tem que colocar a 60. Essa adequação está dentro do plano de mobilidade. Agora, é altamente populista dizer que é contra radares. É a mesma coisa chegar para um traficante, no alto do morro, e dizer para ele: "Você quer que a polícia entre aqui para te fiscalizar?" É claro que ele vai dizer que não, né? Ninguém quer ser fiscalizado e vigiado. Agora, estou fazendo um exemplo reducionista, mas para mostrar. Nós precisamos da fiscalização porque o bem maior, que é a vida, vai ser salvo pelas pessoas. Obrigado, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereador. Vereador Cristiano Becker.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Não vou tomar muito o tempo da senhora, vereadora, mas muito obrigado por ceder o aparte. Parabenizar pela pauta que vocês trazem hoje. De fato, é muito importante, Libardi. Eu estava aqui no dia que o senhor votou também favorável e defendeu a colocação, como eu também, visto que, como bombeiro que fui, muitos acidentes eu peguei por excesso de velocidade dentro de Caxias do Sul. E os principais foram em cruzamentos, como falou o Fiuza aqui, o vereador Fiuza, em sinais fechados. Então, tem outras coisas que também nós temos que tomar cuidado. Eu não vejo como forma de punição, e sim como proteção à vida os pardais, as lombadas eletrônicas. Eu tenho falado com algumas pessoas na comunidade que agradeceram por ter lá uma lombada eletrônica. Em outros locais, não. Exatamente. Ontem, falamos com o secretário Frizzo, agora, o nosso colega vereador aqui, que muito bem conhece a nossa Caxias do Sul. É o primeiro momento que ele assume uma Secretaria de Trânsito. Falou que vai fazer essa análise, sim, com relação a podas de árvores onde tem sinalização, melhorar a sinalização e o reestudo de alguns pontos, como vocês estão trazendo aqui. Parabéns pelo que vocês estão trazendo. Só queria contribuir com isso, vereadora. Muito obrigado, então. Excelente pauta para que a gente traga para o debate, com certeza.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereador. Vereador Sandro Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereadora Andressa. Parabéns. É uma pauta importante, que a gente tem que discutir. Escutei atentamente, também, o vereador Fiuza na questão da fala técnica. Mas a gente entende que o acidente acontece por quê? Não é por causa da velocidade, é por causa do déficit da rodovia. Estradas mal feitas, estradas com as curvas de angulação erradas e várias atenuantes que causam o acidente. Se nós tivéssemos, por exemplo, passagens superiores, que o pessoal não tivesse que atravessar a via, não existiriam atropelamentos. Então, vários investimentos importantes. Partindo para o mais barato, o que eu vejo que realmente funciona, vereador Libardi? Quebra-molas. Quebra-molas. Tu pode ir onde você quiser nesta cidade, se tem o quebra-molas o pessoal não quer passar correndo, porque vai estragar o carro. Então, o quebra-molas, hoje, resolve mais do que o medidor de velocidade, porque não multa. Quebra-molas não multa ninguém. Então, eu não digo que tenha que tirar os pardais. Não. Em vários lugares tem que deixar os pardais. Retas, locais de reta, de retilíneo, deixa o pardal, porque ali é onde os caras aceleram. Mas, em outros lugares, um quebra-molas resolveria. Obrigado, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereador. Vereadora Daiane Mello.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Rapidamente, vereadora Andressa Marques. Parabéns pelo tema, pelo projeto, enfim. O que eu falo é que a administração fez errado desde o princípio. Porque, quando colocou os radares, ela publicou amplamente que não multaria, que era cercamento eletrônico. Então, isso ficou na cabeça das pessoas. Depois, por maior mobilização que tu faça, as pessoas pensam, realmente, que é cercamento eletrônico. Então, as pessoas normalmente estão reclamando diariamente por multas, duas, três multas em locais que faltam, sim, sinalização. Gostei muito da fala do Elói ao assumir a Secretaria de Trânsito, que vai verificar essa questão, principalmente das sinalizações. Tem radar que está sendo sinalizado após o radar. Essa questão dos cortes, mas principalmente de olhar esses locais. Porque a gente tem recebido muita reclamação da população. E não é com grandes velocidades, é passando a 47, 48, em vias como a Mário Lopes, que nem sinalizada está, não tem sinalização nos quebra-molas, não tem sinalização de ‘pare’, mas o radar está lá multando. Então, parabéns pelo tema. Obviamente, a gente vai ficar atento a essas novas modificações dos radares para também estar informando a população. Obrigada.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereadora. Para concluir, senhor presidente, só dizer que já convidamos, então, o secretário Elói para estar aqui, para nos apresentar os dados sobre toda essa situação. Como vocês disseram, nobres colegas, o nosso objetivo é gerar o debate. Nós não somos contrários aos radares, mas precisam estar sinalizados. Precisamos pensar em outras formas de educar a população. Vocês comentaram sobre os sinais vermelhos, enfim. Então, o nosso objetivo é qualificar uma medida que foi implementada. E nós precisamos preservar as vidas, acima de tudo, e não entrar em uma lógica que, daqui a pouco, não era esse o objetivo fim, de multar a população. Mas a ideia principal era gerar o debate. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, bom dia a todos novamente. Referente a esse assunto, só para dar a minha contribuição, vereador Fiuza, fica, então, como sugestão, já que o senhor trouxe essa questão de que os maiores acidentes de trânsito ocorrem, digamos assim, ultrapassando o sinal vermelho. Então, retiram-se esses radares e bota radar semafórico. Resolve o problema. Pronto. Se é o problema, é isso. Seu aparte, vereador Wagner Petrini.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Bortola. Bem rapidamente. Não poderia deixar de participar desse assunto também, que envolve a nossa comunidade. É o assunto que está rodando, vereador Cláudio. Quero cumprimentar a bancada do PCdoB. Eu estive na posse do secretário Elói Frizzo, no Trânsito, junto com o prefeito Adiló e com o Néspolo. E, sim, tem que parabenizar o trabalho do ex-secretário, vereador Fiuza.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Um aparte, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Mas o governo tem que ter um entendimento que a cidade precisa andar conforme os anseios da nossa comunidade, o Elói Frizzo tem essa visão e já sinalizou a revisão, então, de alguns pontos onde temos alguns radares que estão arrecadando demais e de saída eu dei uma ideia que o secretário aceitou. Que os radares que ficarem serão pintados ou de vermelho ou de amarelo para ter, pelo menos, uma boa visão. E de saída hoje à tarde, estarei com o secretário colocando alguns cones nos três radares que mais multaram a cidade, que é na Vinte, na Visconde e na Marechal, pelo menos, para dar uma sinalização paliativa para poder ajudar a nossa comunidade. Era isso, vereador Bortola.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Obrigado. Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO):  Bem rapidinho. Discordar do Fiuza, discordar do Becker, do Calebe aqui, da maior parte das pessoas. Foi um erro desde o início. Populismo, Calebe, eu estava ouvindo no YouTube enquanto vinha para cá. Populismo é não saber administrar a cidade, segurar a empresa aqui, gerar economia e manter dinheiro aqui. E aí, quando tu não faz isso e é incompetente, vereador Cláudio, tu tem que arrumar dinheiro de outras formas. Uma das formas é arrecadar. Está aí para arrecadar. O vereador Fiuza também falou sobre, que foi bem divulgado. Eu lembro que eu até falei sobre o dinheiro que a Caxias do Sul Mil Grau estava recebendo para falar bem de pardal. Então, eu acho que foi um erro desde o início, eu fiz vários vídeos nessa questão e cobro para que mude isso. Parabenizar o Frizzo e o Muleke que eu vi o vídeo. Hoje eu tenho uma reunião com o Elói Frizzo, espero que repense e que faça alguma coisa de mais eficiência. Na época que eu falei para o Alfonso, na audiência pública aqui, vereador Fantinel, falei para o pessoal que estava aqui sobre os quebra-molas, eles falaram que segurava muito o trânsito. Fui pesquisar diversas cidades e colocam tachões e outras coisas, mas aí acaba não arrecadando. Então, basta querer, basta trazer a escola que tinha no Trânsito, lembra, Fiuza? Antigamente, ensinando os motoristas na questão da educação. E o cara bêbado, vocês vão continuar nos próximos anos sempre vendo o cara bêbado atropelar, infelizmente, bater o carro, dar nas vitrines como ocorre. Isso vai continuar para sempre. O criminoso vai estar aí para sempre, não vai mudar esse tipo de pessoas. Com radar ou sem, ele vai passar 150 por hora e não muda nada quando ele bota uma cachaça na cabeça. A lei está aí para todos, mas eu acredito que o pardal não mudou nada, só atrapalhou a vida do caxiense. Tem outras formas de melhorar. Não vou me alongar, roubar todo o tempo do Bortola, mas acho que foi um grande erro e vou continuar aqui sempre falando que é um erro tosco dessa administração esse tipo de pardal que foi colocado.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Obrigado, vereador. O assunto que, na realidade, eu quero trazer hoje não é sobre trânsito. E todos sabem, talvez eu não fale tanto na tribuna, mas aqui eu acredito que todos os vereadores, diuturnamente, também atuam nessa questão, nessa área que é sobre a educação. Uma pauta que eu me atenho há um bom tempo desde o outro mandato, inclusive já fui professor de inglês. E pleiteamos muito a vinda do Colégio Tiradentes da Brigada Militar aqui de Caxias do Sul, no meu primeiro mandato, que eu considero um salto na educação, os índices do Ideb altíssimos, então uma excelência em educação pública. E tenho, obviamente, um grande apreço pelo tema. Eu gostaria de trazer coisas boas justamente sobre essa pauta da educação, vereador Fantinel, mas infelizmente, a gente não tem como ignorar o escárnio do Eduardo Leite no governo do Estado, que foi destaque, e aqui eu trouxe impresso, que foi destaque no GZH. Quase 10 mil alunos da rede estadual, 10 mil alunos passaram de ano mesmo tendo reprovado em até quatro matérias. Mesmo tendo — vou repetir — mesmo tendo reprovado em até quatro matérias. Sinceramente, eu não consigo entender e eu não sei de quem foi essa ideia infeliz, infeliz do governo do Estado. A palhaçada com a educação do nosso estado é tão grande, mas tão grande que parece, usando uma analogia: Está com a unha encravada? Corta o pé fora. Tipo Cuba, esses regimes de esquerda, da fome, a miséria tomando conta do país, fuzila todo mundo. Por quê? Porque morto não passa fome. É isso. É isso. Agora o governador está inovando. Estudante não aprendeu? Azar, azar, passa de ano igual. Passa de ano igual. Assim a gente melhora os índices do Ideb, de aprovação do Ideb, e outras métricas e dados estatísticos e por aí vai. Mas a gente tem que lembrar que ele e o chaveirinho dele ficam dizendo por aí que os índices, em termos educacionais, são excelentes no estado do Rio Grande do Sul. Excelentes. É a cara deste governo do estado, né? É uma grande mentira. É isso, é a cara do governo do estado. É número para enganar bobo. Essa é a realidade. O Leite e o Gabriel Souza só se lembram da educação para esse tipo de pataquada, né? Na hora, e aqui eu lembro do nosso colega vereador Lucas, que também é professor do município, na hora de cortar triênio, quinquênio dos professores e vários outros direitos eles são uns leões. Mas na hora de prejudicar quem mal tem uma carreira decente na docência neste estado, estão lá. Essa é a realidade. Quer fazer reforma, modernizar o estado? Tem que fazer. Tem que ter responsabilidade fiscal? Tem que ter responsabilidade fiscal. Mas por que o governador nunca corta na própria carne? E aqui a gente remete, vereador Hiago, aos assuntos. Quer para comprar jatinho? Pega dinheiro do Funrigs. Quer encher os gaúchos de pedágio nas rodovias? Bota pedágio. Dentre outras coisas mais aqui, que, se a gente for ficar falando, a gente usa de novo o Grande Expediente, Declaração de Líder e por aí vai. Coquetel de 16 milhões, aposentadoria que ele entrou na justiça e não levou. Enfim, por aí vai. Aí vão falar “o que tem a ver o assunto com o Caxias?”. Vamos lá, vamos trazer os dados de Caxias. Vou trazer dois assuntos aqui, vereadora Daiane. Um da sua região lá, a Escola Estadual Rachel Grazziotin. Outra região também, ali no Santa Lúcia, a Escola Maria Araci, do governo do estado. São escolas de Caxias do Sul que tiveram alunos rodando em até quatro matérias e passando de ano igual. Passando de ano igual!
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Que incentivo isso dá para os alunos se esforçarem? Desculpa, que incentivo isso dá para os alunos que se esforçam? Qual o incentivo? Qual a mensagem que tu passa para aquela criança que se dedica, estuda diuturnamente para passar de ano? Senhoras e senhores, os senhores Eduardo Leite e Gabriel Souza estão implementando institucionalmente o incentivo ao emburrecimento da população gaúcha. É impressionante. Seu aparte, vereador Fantinel. Vereadora Daiane, desculpa, antes.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Parabéns, vereador Bortola, por trazer esse tema, uma coisa que está indignando muitas pessoas. E eu queria trazer o projeto, um PL do Bibo Nunes, deputado federal, o 5136/2019, que a Comissão de Educação da Câmara aprovou o projeto de lei que veda a promoção automática de alunos dos ensinos fundamental e médio que não obtiverem nota para passar de ano, ressalvadas as situações relacionadas à saúde do estudante. Está tramitando no Congresso, e é um ótimo projeto. A gente tem que falar desses projetos bons, porque o que o Eduardo Leite e o Gabriel estão fazendo no estado é simplesmente querendo os números bons para estarem lá nas mídias, porque é só isso que interessa para eles. Estarem nas mídias e tudo mais, serem candidatos dos candidatos e assim por diante. Mas realmente, para melhorar a educação, nada.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador Bortola.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Inclusive, vereadora Daiane, nós podemos aqui fomentar, eu assino, eu posso propor e os vereadores assinam, uma moção de apoio a esse projeto de lei, vereador Hiago, para justamente nós trazermos o debate mais afinco aqui, neste plenário. Porque é um absurdo Eduardo Leite e Gabriel Souza quererem um emburrecimento da população gaúcha. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Bortola, pelo aparte. Isso deixa a gente realmente perplexo, o aluno passar de ano, ser aprovado sem ter um resultado positivo. Eu pergunto, lá na frente, se isso continua. E quando esse virar médico, você vai fazer uma cirurgia com uma pessoa dessas? Então assim, a gente tem que pensar lá na frente. Não é uma questão agora. É lá na frente, o que isso vai trazer.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Declaração de líder do Progressistas. Pode continuar.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Segue em declaração de líder a bancada do PP.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): A gente tem que se preocupar com o depois, o que vai acontecer daqui uns 10, 15 anos, quando essas pessoas que foram reprovadas e aprovadas, como a gente está dizendo – entendeu? – assumirem cargos importantes, assumirem cargos de saúde e tudo mais. Como elas agirão com os seus clientes e seus pacientes? Nós estamos emburrecendo. E isso não vai pensar que é só o Eduardo Leite, tá?
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Isso, na realidade, é uma coisa que vem de cima, e é um trabalho do sistema todo, para fazer com que as pessoas fiquem subalternas, por ignorância, ao sistema que as controla. Isso é uma dependência. E é assim que funciona. Obrigado, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Vereador Fantinel, o senhor falou na categoria dos médicos, né? Exemplificando. Mas, e se o aluno que reprovou em quatro matérias quer ser professor? Porque ele pode querer ser professor. E aí ele vira professor. E aí? Vai transmitir que tipo de ensino? É de refletir. E dentre todas as profissões que a gente pode trazer aqui...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador?
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado. Bom, acho que o senhor traz um tema muito importante. Nós já conversamos várias vezes, vereador Bortola, sobre isso, em que pese as divergências ideológicas que nós temos. E são muitas camadas quando a gente pensa em nível estadual. Primeiro que na década de 50, 60 e 70, o estado do Rio Grande do Sul figurava entre a melhor educação pública quase que no país. Nós somos referência e fomos perdendo espaço. Em todos os anos as avaliações demonstram que a qualidade da avaliação do conhecimento produzido na educação pública piora. E piora por vários elementos, pela desvalorização dos profissionais da educação, pelas péssimas condições de trabalho e pela lógica que se implanta na educação pública do estado do Rio Grande do Sul. Eu acho que quando a gente fala nessa questão de progressão, o termo utilizado na rede estadual é... Me ajuda, vereador Bortola. Progressão continuada. Pode aprovar com quatro componentes curriculares reprovados. Demonstra a desvalorização do trabalho dos professores. E o que mais me preocupa é se justificaria aprovar um aluno com quatro progressões, se esse aluno tem um CID, se esse aluno tem uma dificuldade. Ou seja, se for a exceção justificada por um elemento maior. O problema é que essa aprovação nas quatro disciplinas desses estudantes reprovados se justifica para garantir índice e para acessar mais recurso.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): É isso aí.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Então, é um absurdo o que se faz. É um absurdo que se faz na educação do estado do Rio Grande do Sul. O senhor defende muito uma escola militar em Caxias, e nós já conversamos que tem índices elevados de aprovação e de avaliação externa em razão da seleção que se faz dos alunos que estudam lá e em uma escola que tem uma condição adequada de trabalho, muito diferente do que várias escolas. Eu entendo que a educação vai estar no cerne do debate estadual, e o governador Eduardo Leite é responsável, muito responsável pela situação péssima que a educação pública no estado do Rio Grande do Sul vive hoje. Somos juntos nessa discussão, com responsabilidade e tentando encontrar melhorias que, na minha avaliação, passam pela valorização dos profissionais da educação. Parabéns pelo tema.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Na verdade, vereador Lucas, só corrigindo, ele é muito irresponsável. Isso é irresponsabilidade, querer emburrer a população gaúcha. Seu aparte, vereadora Andressa Marques.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Bortola, eu queria trazer nesse debate da educação uma experiência que eu tive no ano retrasado, quando eu trabalhava, ainda, com a deputada Bruna Rodrigues. Eu representei ela na região nos debates sobre o pacto, aquele pacto lançado pelo governo do Estado da educação. Queria ouvir e queria presenciar o que estavam discutindo. E quando eu fui a Bento Gonçalves no encontro que propuseram, me chamou a atenção que tinha pessoas aleatórias falando sobre educação. Era para falar sobre educação, mas não tinha pessoas da área, não tinha professores, não tinha... Eram pessoas da sociedade falando sobre o que achavam da educação. Então, isso significa e demonstra a desvalorização da educação no nosso estado. Os nossos índices são péssimos. Precisa de outro olhar, de investimento, porque quando a gente fala de educação, a gente fala do presente e do futuro. Então, é oportuno o tema que o senhor trouxe. A educação estadual, de fato, há tempos pede socorro, mas com esse governo só piorou, com certeza.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Obrigado, vereadora. A sorte é que nós estamos no ano de 2026, ano eleitoral. Outubro está aí e, se Deus quiser, a população gaúcha, o povo gaúcho vai dizer ‘não’ ao emburrecimento, vai dizer ‘não’ ao Eduardo Leite, vai dizer não... Na verdade, o ‘não’ é ao Gabriel Souza.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): E, com certeza, nós vamos mudar esse rumo. Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Bem importante esse tema que o senhor traz, vereador Alexandre Bortoluz, até porque o senhor conhece bastante a realidade do Colégio Tiradentes. Eu sempre digo, a gente tem o Paraná com os melhores índices de educação, e lá são 142 escolas cívico-militares que o Ratinho Junior inaugurou. Também entendo um pouco dos dois lados. Eu entendo o que o vereador Lucas Caregnato até... Títulos a gente sabe que a gente tem que ter todo um cronograma para seguir. O senhor é doutor na questão da educação. Então, a gente não pode também estar entrando tanto na seara. Eu acho que dá para debater aqui, mas eu entendo um pouco o que o senhor fala quando eu vou visitar, por exemplo, o Instituto Lucenza, que o vereador Calebe também conhece, e algumas outras escolas, a gente nota que também tem índices bons e, às vezes, não vai ter o militarismo, a hierarquia, a disciplina. Então, tem outras formas de fazer educação. Nessa parte eu concordo com o vereador Lucas. Eu acho que, se a gente souber cobrar, vão ter outras formas. Mas aqui parabenizar o trabalho do senhor e o tema, porque é um tema que nos custa caro, porque a gente vai ver esse problema só daqui a uns anos, custando muito para o nosso estado, que vai ficar um estado ineficiente e com uma educação problemática por esses índices e essas coisas que estão sendo feitas erradas aqui no governo Leite. E a gente acredita que, sim, o Gabriel vai ser uma continuação do governo. Então a gente não pode deixar eles chegarem ao governo do estado. Parabéns, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): E aqui também, em Caxias do Sul, a gente tem mais um exemplo. Além do Colégio Tiradentes, nós temos a Escola Cívico-Militar Alexandre Zattera, no Rizzo, que toda a comunidade escolar aprovou, a grande parte da comunidade escolar. E hoje, querendo ou não querendo, os índices do Ideb cresceram, aumentaram. Mas não por causa dessa pataquada do Eduardo Leite aqui, que ele assinou esse decreto aqui e os reprovados até quatro matérias podem passar. Não. Por todo o investimento que teve em educação. E falta muito investimento lá na Alexandre Zattera. Mas toda a questão de organização, disciplina, hierarquia, dentre outras questões mais. Simples assim. Que a gente faz e consegue melhorar cada vez mais o ensino público. E é o que nós defendemos, esse ensino público de qualidade. Seria isso, presidente. Obrigado.
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Muito bom dia, presidente, demais colegas vereadores e vereadoras. Hoje trago duas pautas de extrema relevância e importância para o nosso município de Caxias do Sul e, principalmente, para quem transita pela Serra e no entorno da região norte da nossa cidade. É em relação às obras de duplicação da ERS-122, o que também beneficia a Rota do Sol, RSC-453, que são obras que trazem grande destaque para a nossa região. Infelizmente, deu problema na nossa exibição. (Manifestação sem uso do microfone.) Ai, meu grande Libardi. Além de vereador, ajuda a minha assessoria. Mas nós vamos evoluir nos próximos dias. Enfim, vamos mostrar primeiramente o vídeo. (Exibição de vídeo) Ressaltando que, dessas obras, eu tive o privilégio de participar de diversas reuniões com lideranças, com moradores, empresários. Inclusive, numa das reuniões, o prefeito Adiló se fez presente. Acredito que até a vereadora Daiane Mello, se eu não me engano, se fez presente numa das reuniões que foi no Fala Caxias, no Bairro Cidade Nova. Então, hoje, essa obra é uma parceria público-privada, está em contrato com o governo do estado e a Concessionária CSG. Naquela época, o vereador Wagner Petrini também se fez presente nessa reunião, que beneficia, além da ponte seca... Inclusive, em um único acidente tiveram três óbitos. Envolveu um caminhão e quatro ou cinco veículos na época. Mas, enfim, só nessa ponte, que agora será duplicada, no mínimo sete óbitos já ocorreram. Fora diversos acidentes com danos materiais e lesões leves. Isso é algo que é muito benéfico, porque, imagina para um cidadão, para uma família que perde um familiar, um ente querido, é algo que, de fato, nos causa transtorno. E agora vamos falar um pouquinho da outra demanda, a qual a minha assessora estará ali passando as imagens. (Apresentação de vídeo) Então, é muito gratificante quando a gente tem o privilégio de fazer parte dessas obras. Inclusive, nesse ponto e no acesso ali à sede da Marcopolo, foi conseguido o semáforo, sinaleira, e foi barrado pelos técnicos, junto ao Daer. Então, é algo que às vezes nos causa estranheza, mas a parte burocrática e a parte técnica às vezes não andam de acordo. Especificamente na frente ali do acesso a Monte Bérico, e especificamente ali, junto a esse acesso à empresa Marcopolo, à sede, que liga diversas empresas, ali tivemos reunião inclusive com o ex-secretário, que agora é o adjunto, o Alfonso, e empresários na Secretaria de Trânsito. Aprovada a sinaleira, mas infelizmente o Daer não fez a autorização, e continuou dando vários acidentes. Mas agora, com as benfeitorias, com as melhorias que serão realizadas, o objetivo é que os acidentes sejam ou zerados, ou minimizados, mas o principal, que não ocorram mais mortes e óbitos, porque as famílias sofrem, é um desgaste, que muitas vezes sobra para os vereadores, sobra para o prefeito, sobra para o governo, enfim, para as lideranças. Muitas vezes a gente fica com as mãos atadas, porque não consegue ter grandes avanços, porque não compete só ao vereador, só ao prefeito, mas a outras instâncias, que envolve aí o governo do Estado. Mas, graças a Deus, com essa parceria, inclusive teve que estar no contrato. Se não houvesse esses viadutos, essas duplicações, não seriam possíveis essas obras. Então, tenho orgulho de fazer parte, participei dessas reuniões. Então parabéns, prefeito Adiló e secretários envolvidos, aos meus colegas aqui, vereadores que se envolveram nessas reuniões. Porque são avanços, é o progresso de uma cidade que, hoje, é a segunda maior do estado e o segundo maior polo metalmecânico. Se nós não evoluirmos com essas elevadas, esses viadutos, essas duplicações, nós estaremos estagnados e parados no tempo. Então, mais uma vez, parabéns aos envolvidos. Tenho orgulho de fazer parte dessa história. E tenho que ressaltar aqui a vereadora Sandra, que também fez parte dessas reuniões. Então, faz parte dessas conquistas. Parabéns à sua região lá, ao vereador Wagner Petrini, ali a região do Desvio Rizzo. Porque mais uma vez, friso, quem ganha é a comunidade caxiense. Muito obrigado.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, senhor presidente Wagner Petrini. Parabenizar V. Exa. pela condução dos trabalhos neste Parlamento, de extrema importância. Cumprimentar, também, os nobres pares, aqueles que nos acompanham pela TV Câmara e também pelas nossas redes sociais. Dizer o quanto Caxias do Sul, vereador Libardi, tem de importância para a sociedade, não apenas de Caxias do Sul, mas também para o estado do Rio Grande do Sul. A fala de hoje, na verdade, vai ser uma fala objetiva, simples, mas de uma satisfação muito grande. E um Grande Expediente apenas não vai ser suficiente para a gente poder tratar do tema de mobilidade urbana da nossa secretaria, a qual eu tive o privilégio de estar à frente da Secretaria de Trânsito, Transporte e Mobilidade desta cidade, com centenas de servidores altamente qualificados e técnicos. Até sou suspeito, porque, tanto na minha primeira legislatura como também na minha segunda legislatura, Ciro Fabres, eu sempre fui um defensor dos servidores de Caxias do Sul, pelo alto nível de qualificação de cada um deles. Nós estamos falando de servidores altamente técnicos, que têm doutorado, mestrado, muitos professores de universidades aqui da nossa cidade de Caxias do Sul. Pessoas que pensam, como diz o dito popular, fora da caixa. E eu gostaria, aqui, de dividir com os nobres pares. Nesse ano de 2025, quando nós tivemos o privilégio de estarmos na secretaria, uma conquista muito grande, de algo muito macro, que vai ficar marcado na história da nossa cidade, que foi o programa Integra Caxias, com corredores verdes e mobilidade sustentável. É um prêmio, que é chamado prêmio Mutirão Brasil. E esse programa, desse projeto, eu gostaria que vocês pudessem, agora, assistir a esse pequeno vídeo de introdução do que é esse programa Mutirão Brasil, o que é o projeto Integra Caxias, para que a gente possa depois dar sequência na discussão. Vamos acompanhar, por gentileza, este vídeo. (Apresentação de vídeo.) Obrigado. Então, essa é a proposta que nós construímos dentro desse ano de 2025. Porque a reclamação do poder público, muitas vezes, é que não tem orçamento. Esse projeto vai viabilizar a condição de fazer com que saia do discurso e do papel a viabilidade de um transporte mais sustentável, de qualidade, com menos tempo de espera aos nossos usuários, para fazer com que realmente Caxias se coloque no lugar onde sempre mereceu estar. Então, esse programa Multirão Brasil foi conquistado por esses dois servidores, o Rafael Chies de Oliveira e a Bruna Bittencourt, dois servidores da nossa secretaria, engenheiros profissionais, de excelência. Mas a construção toda em conjunto com todo o corpo técnico para viabilizar essa questão. O tempo se esgota, mas nós estaremos falando mais a respeito desse assunto amanhã. Eu tenho certeza absoluta, nobres pares, Caxias do Sul vai ter um olhar totalmente diferenciado no que se refere ao transporte público de qualidade e sustentável. Muito obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Senhor presidente, nobres colegas, cidadãos que nos acompanham de casa. Hoje, por incrível que pareça, vereador Libardi, eu venho aqui filosofar. Então, fazendo uma análise mais profunda de todas as questões. E eu sei que tem alguns colegas aqui que vão dizer assim: “Mas esse vereador, ali, em vez de se preocupar com a cidade, ele fica só falando das questões do país.” Ora, eu faço uma pergunta para aqueles que falam isso. Você tem uma carreta, é uma analogia bem fácil, vereador Lucas, para entender. Você tem uma carroça, e tem os cavalos que puxam. Estraga - A roda da carroça está estragada e os cavalos estão morrendo. Você trata quem primeiro? A roda ou os cavalos? Se você trocar a roda, e os cavalos morrerem, você vai puxar você a carroça ou ela vai ficar parada. Então, com todo o respeito e toda a vênia e todo o amor que eu tenho por Caxias do Sul, a situação que o nosso país passa hoje é como a carroça com os cavalos. Quem é os cavalos? Os cavalos é o país. É o governo. A roda é a nossa cidade. Então, nós não podemos falar só de uma coisa e deixar passar a outra. Porque uma depende da outra, para que funcione. Então, eu queria dizer para vocês que eu gosto muito de vez em quando, porque eu não sou muito de ler, mas quando eu vou ler, eu gosto de ler aquilo que me agrada, vereador Libardi. E eu gosto muito dos textos de Platão. E Platão, há 2.400 anos atrás, vereador Dambrós, ele disse o seguinte: “A democracia nunca seleciona o melhor líder, ela sempre seleciona o melhor mentiroso e é por isso que toda democracia eventualmente fracassa.” A democracia não recompensa a persuasão. O homem que compreende, o homem que compreende a realidade, perde para o homem que manipula a percepção. O honesto perde para o encantador. Todo mundo sabe a história do encantador, não é? Nós temos aqui no nosso país o encantador. O disciplinado perde para o teatral. Aquele que faz os teatrinho, não é? Ganha do disciplinado. E Platão dizia mais, que a penalidade mais pesada, por você se recusar a governar, é ser governado por alguém inferior. Isso não é um conselho moral. É uma lei de poder. Quando a competência se retira, a manipulação avança. E quando a verdade é cara, a mentira se torna eficiente. E quando a popularidade determina a autoridade, a enganação se torna estratégia. A democracia não entra em colapso de fora para dentro, ela se esvazia de dentro para fora. E então, quando finalmente as mentiras abalam o sistema, o fim é previsível. O povo não resiste à tirania, ele a implora. E é por isso que povo culto cria democracias fortes e justas. Povo ignorante cria democracias frágeis, que servem de embrião para grandes e perigosas ditaduras. Hoje, senhoras e senhores, por que da minha fala? Que é os comentários de todo o país. Os eleitos não têm voz. Aqueles que não têm nenhum voto, nos governam. Isso em nenhuma democracia do mundo existe. Aqui existe. A igualdade nesse país, que a nossa constituição prega, é totalmente inexistente. Não existe igualdade. E aqui, assim, só para dar um parecer da questão da igualdade, porque são vários os termos. Tudo que o Peninha Mendonça falou da nossa região, nenhum processo, nenhum real de dano moral, nada. Tudo o que o Felca disse há poucos dias: “Tem que largar uma bomba atómica e acabar com o sul do país, aí o Brasil iria melhorar”. Algum processo, vereadores, do Ministério Público, sobre essa pessoa por xenofobia? Hã? Algum processo? Cadê o Ministério Público que processa a xenofobia? Cadê? Ah, mas eles são do outro lado. E o outro lado não é punível. Se pune só o lado que é nosso adversário. Aonde está a democracia? Ela está aqui, nas letras de um homem que escreveu 2.400 anos atrás. Essa é a democracia que nós estamos vivendo. A democracia frágil que tem tudo para ser embrião de uma ditadura. Ditadura essa que já está existindo nesse país. Porque, quando a gente só pune um lado que erra e o outro quando erra não é punido, não é mais democracia, é ditadura. Temos vários e vários exemplos Brasil a fora, onde um juiz está sendo processado por um crime e ele mesmo se absolve. Isso só acontece nesse país. Porque, lá fora, nós somos motivo de riso e chacota. Eu conversando com um coronel dos Carabinieris da Itália, semana passada, por telefone, e ele me disse que acompanhou essa matéria do juiz que se absolveu. Ele disse: "Vocês são terceiro mundo e logo serão o quarto. Vocês são uma fazenda e não uma nação. Vocês têm muito que aprender com quem realmente sabe fazer democracia”. E, realmente, nós temos que aprender muito.
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Um aparte, se possível.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Mas as nossas escolhas, neste ano e nesta eleição, acendem não um farol, porque um farol seria querer muito no sistema que nós vivemos hoje, mas acende uma luzinha, um Led. É, uma lanterninha, um Led de esperança para que as coisas comecem a mudar. Nós temos essa esperança. E aqui, por mais que seja surpresa para os colegas ouvirem, eu não vou falar de direita e esquerda ou centro, vereador Valim. Mas que seja alguém realmente competente para representar um país rico, uma nação tão grande, com a possibilidade de se tornar um dia, sim, primeiro mundo. Mas um líder ou líderes que se preocupem com o seu povo e não com o seu próprio umbigo ou com o seu partido. São pessoas assim que nós precisamos eleger esse ano, e são pessoas assim que poderão acender não o Led, a lanterna, para que os nossos filhos possam ter esperança amanhã ou depois. Eu vou trazer uma notícia aqui que eu vou tentar me segurar para não me emocionar, porque eu acho que quem é pai se emociona. O meu filho, senhoras e senhores, eu só tenho um, chegou em casa e me disse: "Pai, é o seguinte, eu tomei uma decisão". “Que decisão, filho?” “Eu já comprei a minha passagem e eu vou embora.” “Mas por que, filho?” “Porque esse país não tem futuro. Esse país não me dá segurança. Eu quero ser alguém na vida. Eu quero me formar. Eu quero conquistar os meus sonhos. Eu quero ter o meu espaço, e esse país não me oferece isso. Aliás, eu, que estudo 24 horas por dia, não tenho oportunidade, mas aquele que não estuda tem todas. E por isso, pai, eu vou seguir o meu caminho. Eu nasci em um país desenvolvido e é lá que eu quero morar. Dia sete de julho eu estou indo embora.” Porque nós não temos um governo! Porque nós temos um país corrompido e políticos ladrões! A escola sucateada, como bem falou aqui o vereador Lucas e o vereador Bortola. Que aprendizado nós estamos dando para nossos filhos? Que futuro nós vamos ter? O meu está indo embora, mas junto com ele, quantos outros estão indo também? Empresas, jovens estudiosos que buscam um futuro onde eles têm segurança. Isso dói no coração de um pai e, principalmente, por esse pai ser um homem público. Dói mais ainda porque parece que eu não estou fazendo o meu dever. Vamos juntos, minha gente, sem olhar para partido. E vamos pensar em colocar pessoas que realmente possam dar esperança para esses jovens, para que outros pais, amanhã ou depois, não venham aqui chorar como eu estou fazendo. Obrigado, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR HIAGO MORANDI (NOVO): Um aparte, vereador João.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Na sequência, vereador Hiago. De imediato, antes que eu entre no assunto.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): É a primeira que eu lhe peço como vereador aqui. Então, bem rapidinho, só contemplar, dizer, vereador Fantinel, que se fosse para escolher uma pessoa para votar no dia de hoje, eu votaria no senhor. O seu discurso hoje me contemplou de toda a história que eu estive aqui, por quê? Saiu uma pesquisa recente agora, 62% dos jovens da Geração Z escolheriam ir embora do país. Diferente dos Estados Unidos, então contemple aqui meus sentimentos conta conosco. Muito obrigado, João.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Hiago. Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, nós tivemos um período nesta Casa que nós tínhamos um vereador que ele vinha todo dia para a tribuna para falar da chamada Curva do Tchaca. Os mais veteranos aqui vão lembrar. Meu parente, inclusive. Este vereador, senhor presidente, usará todos os espaços, não para falar da Curva do Tchaca, mas, sim, para falar da privatização do Samae. Porque enquanto este vereador tiver voz ativa e espaço nesta Casa, ele não vai se calar. Ontem, eu mencionei a questão da privatização, alguns colegas me falaram: "João, tu é louco, não tem nada a ver.” Olhem no telão.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Declaração de Líder do NOVO.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Assim que conseguirem, eu gostaria que reproduzissem na imagem da TV. “Leite detalhe a proposta de concessão do serviço de esgotamento sanitário no Rio Grande do Sul.” Pode descer. Ou subir. Quando? Dia 30 em Porto Alegre. Quando que teve alguém de Caxias na reunião? Ninguém, às escuras. Porque esse governo é acostumado a fazer isso. Deixa de se preocupar com assuntos importantes da região que é a Rota do Sol, que vitima, todo final de semana e todo feriadão, gente. Porque tem buraco, está mal iluminada, mal sinalizada, se preocupa com isso. Aí se vocês lerem a matéria, porque está sendo discutido amplamente com 176 municípios no último ano esse assunto. Sabe quantas vezes o Samae de Caxias foi procurado? Duas. Vocês sabem qual foi a resposta? Não precisa nem dizer, né? Não. Não. Porque nós temos um serviço eficaz, um serviço respeitado, um serviço que vai atingir o marco do saneamento, um serviço que devolve o lucro arrecadado anualmente em melhoria para o cidadão caxiense.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, se possível.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): E aí ali, ele detalha — vai subindo, Laura, por favor —, ele comenta aqui que tem que atingir o marco do saneamento, que com os municípios foi dialogado. Com quem? Com quem? Porque abertura a gente não deu e não ia dar. Espero que não deem. Aí vamos lá, lista dos municípios que entregam a proposta. Me chamou a atenção, Porto Alegre não estar. Por que será, vereador Fantinel? O Dmae não está. Mas a lista dos municípios, assim que abrir, que o pessoal conseguir, qual que é a primeira cidade da lista? Caxias do Sul. Por quê? “Porque o vereador João Uez está maluco e ontem veio à tribuna falar por falar.” Não. Está ali, Caxias do Sul. O primeiro da lista. E se nós olharmos os próximos, são todos municípios que tem serviço público no município. Pelotas, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Bagé, Livramento. As outras cidades eu não tenho... Ivoti também tem. São todas cidades que ainda tem no seu guarda-chuva a questão do saneamento. Então, o João Uez não está enlouquecendo. Sim, o governador quer botar a mão no Samae, no maior patrimônio que essa cidade tem. Porque me mostre outro patrimônio que essa cidade tem. Fora os moradores da cidade, é o maior patrimônio. Tem dinheiro em caixa? Sim, tem dinheiro em caixa. Porque foram feitas várias gestões pensando nisso. Tem investimento? Sim, tem investimento. Mas tem um patrimônio enorme. Quanto que vale a barragem do Marrecas, vereador Libardi? Mais de bilhão, com certeza. Quanto que vai ser a concessão? O que a cidade vai ganhar em troca, vereadora Andressa? A senhora acha que quando tiver um vazamento de água dentro da sua residência, depois do hidrômetro, a empresa que vai ganhar, vai dar desconto de até 90%? A senhora acha que o valor pago todo mês em torno de R$ 40, e tem direito a 5.000 L de água vai ser igual? Vão à Farroupilha pedir quanto que é a taxa. Mas não tem que botar a mão no Samae de Caxias. E aí, a tarifa subsocial que nós temos aqui, que somos referência Brasil a fora, vocês acham que vai ter refis? Vocês acham que vai ter reparcelamento de valores? Vai ter caixa d'água em um valor simbólico para não deixar a população sem água quando falta água? Vereador Fantinel, o senhor esteve comigo em Faria Lemos, 10 famílias que não têm o que tomar de água. Um investimento de R$ 300.000. Um retorno para o Samae de em torno de R$ 5 mil por mês, por ano. Quanto tempo vai demorar para buscar de volta o dinheiro? 60 anos. Vocês acham que uma empresa privada vai fazer um investimento de R$ 300 mil para receber em 60 anos não, mas o Samae faz, porque o Samae é público e o valor arrecadado todo mês tem que ir em melhoria para a população e não vai para meia dúzia de bolso de acionista. Mas aí, senhores, a gente precisa de ajuda. Se nós não temos deputados que nos ajudam, eu tenho certeza, vereadora Estela, que o deputado Pepe vai nos defender na assembleia, porque conhece a realidade da cidade, conhece o Samae e quando foi prefeito, desenvolveu um belíssimo trabalho. Tenho certeza que se o deputado Búrigo tivesse lá, mesmo sendo da base, teria uma visão diferente porque acompanhou a construção do Marrecas e teve envolvimento. Eu não sei a posição do deputado Claudio, eu gostaria que a bancada do PL nos ajudasse. Por quê? Porque se nós voltar na outra página, que está no site do governo do estado, o governador vai mandar um projeto de lei complementar pra assembleia não sei quando, para assembleia votar, que não vai depender do OK do prefeito Adiló, de qualquer outro prefeito, ou desta Casa. Vai dar autonomia ao mocinho lá de Porto Alegre que gosta de papagaiar bastante. Papagaia tanto, que nem o partido - até o partido rejeitou. Quase teve que voltar de novo para o ninho, vereadora Daiane. Nós temos que pressionar os nossos deputados em nível estadual, não só aqui da Serra Gaúcha, não só de Caxias, mas as nossas bancadas. que não passe esse projeto de lei que está lá. O exemplo da Corsan.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Eu gostaria de saber o exemplo da Corsan, vereador Fantinel. Em Farroupilha, em São Gabriel, em Flores da Cunha, em Livramento. Como é que está o exemplo da Corsan? Deve estar muito bom para todas as Câmaras de Vereadores estarem fazendo audiências públicas, e os prefeitos revendo os contratos com a Corsan. Eu volto a falar, o Samae é exemplo.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Me permite um aparte, vereador.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Tem que melhorar muito? Sim, tem que melhorar muito, está? Mas ele está encaminhando, se descer mais um pouquinho, um projeto de lei dando para ele, pessoalmente, autonomia de decidir. Como que foi feito dos pedágios, vereador Fantinel? Recentemente, desde se preocupar com assuntos importantes, desde vir a Caxias, vereador Libardi, com a sua secretária de Saúde, e ajudar a resolver o problema do Hospital Saúde. Desde vir a Caxias e olhar a Rota do Sol, não vir a Caxias e papagaiar, porque ele gosta de papagaiar bastante. Inclusive, deveria ter ficado no outro partido, que eu também já fui, PSDB, que tem o tucano, que é meio parecido. Vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Vereador, eu acho que tem muitas coisas a serem ditas quando a gente está falando da privatização do nosso primo rico. Não foi o que a gente sempre disse, inclusive dentro desta Casa, o Samae, é o que sustenta muitos projetos sociais da nossa prefeitura. É fundamental, mas eu quero aqui fazer esse recorte: Quais são os problemas e as reclamações que vem junto a Corsan? As pessoas em Porto Alegre, na capital do nosso estado, reclamam da qualidade da água. Em Caxias do Sul, nós temos uma qualidade impecável, água potável, na torneira, se a gente quiser. E a gente está aqui falando da precarização de um bem vital. De algo que é um direito de todos e todas. Muito obrigada.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Estela. Vereador Fantinel, na sequência, vereador Zé Dambrós.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador. Eu só posso dizer assim, que eu acho que a gente tem que fazer uma força conjunta nesta Casa, todos juntos.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte de dez segundos.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Eu acho que a gente vai ter que reunir as comunidades, como a gente foi a Reurb[1] reunir as comunidades, reunir o povo para que o povo se levante e demonstre a indignação contra esse tipo de coisa que está acontecendo aqui.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Declaração de Líder à bancada do PL.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): O atual governador entrará, sim, para nossa história como o rei dos pedágios. E agora ele está querendo outra coroa. Além dos pedágios, ele quer a coroa das privatizações. Então, eu acredito que nós temos que se unir, que a comunidade tem que se unir, que os colegas não têm que olhar partido e que nós temos que ir para a rua e fazer uma grande manifestação para mostrar para eles que Caxias é nossa. Obrigado, vereador.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado. Vereador Dambrós. Na sequência, vereador Libardi. Para finalizar, presidente.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. Ressaltar, vereador João Uez, que o senhor havia comentado sobre uma subcomissão, e eu vou lhe sugerir fazer uma frente parlamentar, porque vai ter uma adesão muito grande em defesa do Samae público e a vereadora Rose Frigeri, o senhor não estava aqui, mas ela vai propor uma moção amanhã em apoio à manutenção do Samae público para que esse debate possa ser feito de forma mais longínqua. E tenho certeza que todo mundo vai ter a mesma posição.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado. Vereador Dambrós. Só para finalizar, presidente.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Isso não é uma pauta única, isso é uma pauta bomba, né? E não é bomba d'água. Nossos deputados precisam não deixar acontecer. Então, o prefeito Adiló sempre defendeu o Samae nosso. Eu espero que seja um olhar diferente, porque daí nós vamos ter um adeus, Canaliza Caxias; adeus, caixa d'água; adeus, água boa; adeus, Marrecas, que nós estamos pagando o financiamento. E nós vamos ligar para qual 0800 para consertar um cano? Não, o Samae é nosso. Esta Casa precisa mostrar que o Samae é nosso e não vamos deixar acontecer.
VEREADOR JOÃO UEZ (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Dambrós. Para finalizar, presidente, amanhã estaremos recebendo, aqui, o secretário nacional da Assemae, que é a Associação Nacional dos Serviços Municipais de Saneamento, que ainda tem no seu guarda-chuva o saneamento, justamente para falar do que vai acontecer em Caxias, caso a gente deixe passar. O prefeito Adiló sempre se manifestou ao contrário e tenho certeza que vai comprar essa briga em nome da cidade, em nome de Caxias, em nome do Samae e em nome da não privatização do Samae. Amanhã eu voltarei para falar o mesmo assunto, senhor presidente. Muito obrigado.
 

[1]  Regularização Fundiária Urbana
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, pessoal que nos assiste através da TV Câmara e das redes sociais. Eu vou continuar um pouquinho no tema, porque eu acredito que é inadmissível isso acontecer.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Depois, quando possível, um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): E essa moção proposta pela vereadora Rose, eu acho que em vez de ser em apoio ao Samae, tem que ser em repúdio ao governo do Estado. Em repúdio a uma decisão do governo do Estado, do governador Eduardo Leite, do Gabriel, de colocarem isso em pauta. Eu acho que precisa ser dado o recado aqui por esta Casa Legislativa. Uma moção totalmente de repúdio a isso. Afinal, o Samae é público e o Samae é nosso. E se não fosse o Samae agora, a gente não teria a possibilidade de resolver diversos tipos de alagamentos que acontecem na nossa cidade. Está no pacote de obras, diversas obras muito importantes. Eu saliento a questão da canalização do Tega, mas a gente tem a rua no Reolon, a gente tem a Caetano Mello Filho, a gente tem diversas obras, a Giácomo Zatti, que vão acontecer por causa do pacote de obras que foi o recurso do Samae destinado à Prefeitura. E a comunidade, por mais que tenha alguns problemas pontuais, quando a gente precisa, a gente tem a quem recorrer. A gente tem a quem pedir o auxílio, a quem pedir o apoio, e vem imediatamente. E não acontece isso com a Corsan em várias das nossas cidades. Então, a gente tem que pegar os exemplos que acontecem ao redor para que a gente traga para a nossa cidade e não deixe que isso aconteça.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Seu aparte, vereador Libardi.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte, vereadora Daiane?
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu queria saber, vereadora Daiane Mello, como votou o deputado Neri, o Carteiro, quando o início das privatizações. Quero saber como que ele votou. Porque abriram a porteira com o voto dele. E daí as pessoas, e eu e a senhora conversamos muito sobre isso, vivem de acordo para cá e para lá, bota alguém aqui, bota alguém acolá, faz um negócio aqui, e daí na hora de votar votam contra o povo, sempre. E esse é um senhor que não perde uma oportunidade de votar contra o povo na Assembleia Legislativa. Quem vai ter que explicar aqui é ele. Se a gente pode convocar autoridade pública, eu estou com vontade de convocar ele para ele explicar devagarinho as coisas e porque ele fez essa tragédia. Hoje, todo mundo aqui com a faca no pescoço por causa de um ser que se vendia como bom. Mas tenho certeza que, com a reestruturação do correio, a gente vai garantir uma boa vaga para ele, a partir do ano que vem.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereador Libardi. Seu aparte, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereadora Daiane. Parabéns pelo tema também parabenizar o vereador João por ser um defensor do Samae, como todos nós. E sugiro também, vereadora Daiane, também ao vereador João, da gente reunir as assinaturas necessárias para o quanto antes a gente já implementar essa frente em defesa do Samae, porque nós não podemos admitir com que questões como essas sejam tratadas da forma que estão sendo tratadas. Muito obrigado.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigado, vereador Fiuza. E eu digo para nós já organizarmos essa moção de repúdio para vir em regime de urgência para esta Casa, para provocar exatamente isso, a questão do debate e as responsabilidades dos nossos deputados. Afinal, foram eleitos para isso, para representar a nossa cidade, para representar a nossa região. E se os deputados não estão fazendo isso, a gente também tem que trazer à tona aqui, porque tem eleição logo ali na frente. E a gente precisa definir quem realmente está do lado do povo caxiense, do lado do Samae, do lado nosso ou do outro lado. Porque o deputado Neri, o Carteiro, a gente tem que falar aqui, que ele tem o governo Eduardo Leite, muito próximo dele, mas também tem o prefeito Adiló. Então, ele vai ter que definir. Eu fico com a ideia de que o prefeito Adiló é contra isso e vai se posicionar, inclusive, contra o deputado Neri nos próximos dias, porque a gente sabe a posição que o deputado Neri tem quanto a isso. Então, obviamente, a gente vai estar atento a essa discussão. Quero fazer parte da frente parlamentar. Acredito que a gente tem que promover a questão da moção de repúdio imediatamente ao governador Eduardo Leite, ao Gabriel, para mostrar a nossa posição como segunda maior cidade do nosso estado. Nos posicionarmos como Caxias do Sul realmente tem que ser e mostrar para o governo do Estado que não é assim, que eles não podem vir aqui e comandar tudo sem, pelo menos, a nossa voz discutindo sobre isso. Para falar de um outro tema também importante, eu queria falar da nossa audiência pública que tivemos ontem aqui na parte da educação. A gente fica um pouco decepcionado, a gente gostaria de uma maior efetividade da Secretaria de Educação quanto a isso. A secretária Marta nos disse que vai olhar os casos, pontualmente, mas vereador Fantinel, eu não queria que olhasse os casos, pontualmente. Eu queria que a gente tivesse inclusão, por exemplo, para todos os alunos, não somente para quem for pedir agora a reavaliação da questão do monitor. Eu queria que não fosse olhado, pontualmente, aquela pessoa que mora em Santa Bárbara, mas que o transporte coletivo fosse ofertado para toda aquela comunidade de Santa Bárbara. Afinal, o trajeto é penoso para as crianças irem até a escola. Então, quando a secretária de Educação traz a questão de falar, pontualmente, de resolver, pontualmente, os problemas, me deixa muito preocupada com essa situação. E ontem, claro, o tempo não estava bom, mas a gente teve uma adesão pouca da nossa comunidade. Eu acredito até mesmo porque já está cansada de vir tantas vezes, lutar por tantos problemas e as coisas não serem resolvidas. Conversei com diversas mães atípicas nos últimos dias e a preocupação delas é a escola não ter a questão da monitoria. E muitos pais e mães estão me pedindo qual a possibilidade da Secretaria de Educação dar uma autorização para eles manterem os filhos em casa. Então, isso é muito preocupante porque a gente está falando de crianças e adolescentes fora da escola por não terem realmente a inclusão. E como eu falei ontem aqui na audiência pública, a inclusão não é só para aquele aluno atípico que tem alguma deficiência. Não está havendo inclusão dos professores e não está havendo inclusão dos outros 25 e 30 alunos. Não está acontecendo. A gente está fantasiando na nossa cidade que existe inclusão, mas na realidade ela não existe. Então, só reverberar a questão da nossa audiência pública, os pais do 7 de setembro que estiveram aqui. Eu não consegui falar sobre isso ontem porque o tempo era curto, mas o nosso repúdio também a troca de direção da escola. Porque o professor Everton, o diretor estavam conseguindo trazer os pais e famílias para dentro da escola e aí, essa diretoria foi retirada de uma maneira abrupta da escola, então nos causou muita estranheza, mas a secretária de Educação disse que está tudo certo e vai ser mostrado logo ali na frente, a gente vai aguardar. Então, queria reverberar a questão da nossa audiência pública de educação e dizer que estamos atentos aos temas do nosso município, principalmente, a questão do transporte das nossas crianças, e também a questão da inclusão, que ainda falta muito para esse governo para tratar a questão da inclusão com a seriedade que ela tem. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, eu vim aqui comentar um fato que até agora passou ileso. Passa ileso na imprensa brasileira, passa ileso nesta Câmara de Vereadores, mas é preciso trazer à tona. Ninguém falou de um animal silvestre que foi utilizado para fazer a refeição de Páscoa de um casal muito conhecido na República Federativa do Brasil. Janja e Lula cozinharam uma paca. Inclusive, essa cidadã brasileira fez um vídeo dizendo o seguinte, claramente incentivando a população, dizendo que estava cozinhando uma paca, que essa paca é de origem de uma caça! E após a repercussão nas redes sociais, ela vai e volta atrás e diz que não é de uma caça. E no mesmo vídeo, um cidadão chamado Luiz Inácio Lula da Silva fala o seguinte: “Não existe lugar no Brasil que você vai comer uma paca tão boa quanto a da Janja.” Claramente, incentivando as pessoas a ingerirem paca, um animal silvestre que não faz mal a ninguém. E até o momento nós não vemos o Ibama se manifestar. Nós não vemos nenhuma ONG se manifestar. Nós não vemos nenhum órgão do Brasil se manifestar a respeito disso. E aqui, eu trago uma notícia que reverberou no governo passado. Quando Jair Bolsonaro estava andando de jetski, toda a notícia, toda a imprensa brasileira divulgava que Jair Bolsonaro estava importunando baleias à época, porque ele estava passando de jetski no mar. E agora, com o Luiz Inácio Lula da Silva, comendo um animal silvestre de ceia de Páscoa, nós não vemos nem um pronunciamento desses órgãos.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Pois não.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Eu me somo ao senhor, a sua indignação e também ressalto, aqui, como ativista, protetora e também vereadora da causa animal, o meu repúdio a esse feito. Eu vi nas redes sociais, quis acreditar que era mentira, mas infelizmente não é. Toda a nossa luta, vereador, inclusive na nossa frente, em relação aos animais e a gente tem que ver esse fato lamentável. Então eu me sumo ao senhor a essa indignação. Obrigada, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Muito obrigado, vereadora, pelo seu posicionamento. E nós devemos tratar esse assunto com seriedade. E que esses cidadãos brasileiros, como são, embora seja o presidente da República e a primeira-dama, estão sob foro brasileiro e devem ser tratados com as leis brasileiras. E no Brasil, até que eu saiba, é proibido ingerir animais silvestres, é proibido caçar, ainda mais pacas! Então, nós precisamos que seja instaurado um processo pelo Ibama para verificar a origem desse animal, e que todos estes sejam responsáveis, para que a gente não fomente situações como essa da população estar começando a caçar animais que são protegidos por leis ambientais e que não causam mal a ninguém. E que a paca, inclusive, é um animal que se alimenta de sementes. É um animal que ajuda a fauna. Ajuda a flora. Então, nós não podemos permitir e incentivar esse morticínio de animais que pode vir a ser causado no Brasil. Porque, quando a gente vê um casal que tem uma grande relevância nacional se pronunciar e dizer que ingeriu esse animal, claramente você incentiva a população. Você demonstra para a população que é uma carne para eles apreciarem. Isso não pode acontecer. O mínimo, o mínimo seria essa primeira-dama vir a público e dizer que está totalmente arrependida do que fez. Isso, com certeza, não traria esse animal de volta, mas seria o primeiro passo. E que eles sejam processados e paguem multa pelo crime que cometeram. Muito obrigado.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, hoje, gostaria de trazer um assunto da nossa cidade, porque ontem tivemos aqui nesta Casa duas reuniões públicas no mesmo horário, né? Nós advertimos, enfim, não seria o ideal, porque teve um debate no plenário sobre a questão da educação, e ali no plenarinho sobre a questão do Campos da Serra. Os vereadores acabaram ficando divididos. Seriam dois debates de extrema importância que, no meu ponto de vista, não poderiam acontecer no mesmo horário. Eu e o vereador Libardi nos dividimos, ele ficou no da educação e eu fui para o do Campos da Serra. Estava presente a Defensoria Pública, o secretário municipal da Habitação. O objetivo era discutir sobre os leilões e as perdas das casas, das moradias das pessoas, enfim. E me preocupou muito a postura do secretário, Silvio Daniel, que todos os problemas e às questões que nós trouxemos, ele sempre... E a postura dele era de que ele não era... Que o município não tinha nada para fazer em relação àquilo e que a responsabilidade era de cada um e cada uma. Quando uma pessoa ocupa um espaço público, vereadores e vereadoras, eu não posso olhar na cara do cidadão e dizer que a responsabilidade de tudo é dele e que, se eu estou em uma política habitacional, vereadora Andressa, eu não tenho nada a fazer sobre os assuntos da nossa cidade. Se uma pessoa corre risco de parar na rua porque perdeu seu apartamento, ela vai voltar para a fila do município. E nós sabemos a dificuldade que é ter acesso a um programa habitacional e a dificuldade que é para as pessoas terem acesso a uma moradia na nossa cidade. E essa foi a postura do secretário municipal. Ele foi advertido, não só por mim, as pessoas presentes fizeram críticas a ele, tanto os moradores do Campos quanto os órgãos que estiveram presentes. No final, ele se colocou à disposição, mas de uma forma que não é a forma que a gente espera que um agente público vai se colocar. Nós propusemos que o Campus seja elencado como uma zona de interesse social da nossa cidade para que não haja esses despejos, esses leilões, para que a gente possa ter artifícios legais de proteger a população que está lá de todo um cenário que tem e de um conluio que há. E nós fizemos uma denúncia ao Ministério Público Federal, que está investigando sobre o que tem acontecido no Campos da Serra. Então, queria deixar, aqui, minhas críticas públicas ao secretário da Habitação, senhor Silvio Daniel. Hoje terá reunião do Conselho Municipal de Habitação. Nós estaremos presentes colocando as nossas críticas e as nossas propostas para que a política habitacional na nossa cidade ande e para que a população do Campos da Serra não seja culpabilizada e criminalizada mais uma vez pelo simples fato de morar no Campos da Serra. E também queria reforçar, aqui, as pautas que eu e o vereador Libardi trouxemos desde ontem sobre o hospital público municipal, que pode ser feito, sim, através do Hospital Saúde. Nós defendemos isso porque hoje a nossa população está à mercê e não tem acesso a leitos. As pessoas ficam dias aguardando leito nas UPAs com situações graves. Nós não podemos mais permitir que isso aconteça na nossa cidade. Por isso, nós defendemos a criação de um hospital público municipal. E também apresentamos, hoje, um projeto de lei que tem a ver com a restituição e remissão das dívidas.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte rápido.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): E hoje, às seis e meia da tarde, eu e o vereador Libardi teremos uma reunião com movimentos, entidades e pessoas interessadas a discutir sobre os problemas da nossa cidade, para que a gente possa debater alternativas e construir juntos um projeto de cidade, porque é para isso que nós estamos aqui. Seu aparte, vereador Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Queria aproveitar a oportunidade, vereadora Andressa, que a senhora trata de um tema que é tão delicado, que é o Campos da Serra, e cumprimentar uma grande amiga minha que é moradora do Campos da Serra e que nos visita aqui, Cenira Machado. Obrigado, querida, é um prazer estar contigo aqui. Ela sempre me leva a realidade do bairro, ela, a Duda, filha dela, que, quando nós fomos lá, andou de ônibus conosco, que é uma militante do nosso partido e uma guerreira, metalúrgica. E essa aí veio da fronteira, de avental, de estopa e faixa na cintura, veio aqui para Caxias construir essa grande cidade. Obrigado, querida, é um prazer estar contigo aqui.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Se é da fronteira é gente boa. Eu posso falar isso com propriedade. E para finalizar, senhor presidente, duas questões. A primeira, nós vivemos numa iminência de uma terceira guerra mundial. Nós vimos essa semana o presidente dos Estados Unidos ameaçando e dizendo que poderia largar uma bomba nuclear no Irã. Quando a gente vê esse tipo de manifestação, a gente não pode se calar. Então nós, a nossa bancada do PCdoB, não titubeia e nós somos contrários a esse tipo de postura, esse tipo de guerra. E nós não podemos achar que o Brasil vai passar ileso. Nós estamos aqui um pouco abaixo dos Estados Unidos, então se ele faz isso com os outros países logo vai sobrar para a gente também. Nós não podemos de forma alguma defender a guerra. E também queria dizer, vereador Ramon, o senhor sabe das nossas contrariedades, mas o assunto que o senhor trouxe, a vereadora Andressa corroborou, sim, nós precisamos advertir, nós não podemos... Não é natural, ainda é naturalizado pela nossa sociedade essa questão da caça e do desrespeito aos animais. Nosso presidente da República não pode reproduzir esse tipo de coisa, nem ele, nem a primeira-dama. Então, nós apoiamos, sim, essa fala e nós não podemos corroborar com isso. Os agentes públicos precisam entender a sua responsabilidade e nós temos que dar bons exemplos para a população. E os bons exemplos é o respeito às pessoas e respeito à vida, aos animais silvestres. Então, presidente Lula, nós sempre estamos aqui lhe defendendo e hoje nós estamos aqui lhe criticando, precisamos cuidar com isso. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Quase me faz desmaiar, tchê. (Risos) Meus cumprimentos ao senhor, à senhora que nos acompanha de casa, quem nos acompanha do Plenário. Secretário Cadore, meus cumprimentos ao senhor, aos demais vereadores desta Casa Legislativa. Eu queria tratar de um tema que para mim é muito importante. Todos aqui sabem a admiração que eu tenho pela literatura portuguesa, em especial pela brasileira, mas, mais do que isso, vereador Wagner Petrini, eu acho que nós temos grandes autores em nível mundial capazes de apresentar novos cenários para todos e todas. E nós temos prêmios de literatura mundiais com obras que eu tenho certeza que mudariam a realidade das pessoas. E eu, esse ano, vereadora Andressa, vou aproveitar o meu prêmio Caxias e entregar para a coordenadora do Leia Mulheres Caxias. Eu tenho tamanho respeito e eu tento, na minha vida, fazer a divulgação pública da literatura para que as pessoas possam acessar locais que, sem a literatura, jamais acessariam. Eu e a vereadora Andressa nos comprometemos, na nossa bancada, a inaugurar uma bancada de literatura com toda semana um livro, vereadora Andressa Mallmann. Agora, recebemos o Spike e a Valesca, bem-vindos aqui. Mas vamos lá. E eu queria cumprimentar o governo federal que eu sempre fui assinante de alguns aplicativos de aluguel de livro e eles não são aplicativos baratos. Eles são aplicativos que custam 49, 59 reais por mês, alguns de audiobooks custam 29, 30 reais por mês e o governo federal lançou um aplicativo de livros gratuitos que chama MEC Livros. Então, aqui no seu computador, no seu tablet, no seu celular, você pode acessar literatura brasileira, literatura portuguesa, literatura internacional de forma gratuita. Eu estou com um livro que é um dos grandes vencedores da literatura internacional nos últimos cinco anos, vereadora Andressa, que chama curiosamente, em homenagem à vereadora Andressa Mallman, A Vegetariana, que trata de uma ruptura de um casal em razão de um sonho e uma opção dela de não comer mais carne, que custa R$ 100 numa banca, que custa R$ 100 numa livraria. E sabe quanto custa para o senhor e a senhora de casa através do MEC Livros? De graça. E o MEC Livros é algo de suma importância, mas, mais do que isso, vereadora Daiane, nós tivemos o lançamento do MEC Idiomas. O MEC Idiomas, a gente pode fazer curso de inglês e espanhol de forma gratuita. Olha que espetáculo que é o MEC Livros. Eu vou pedir para cortar para esta câmera aqui que eu consigo mostrar mais de perto, por gentileza. Olha só, tipo internet, estou me sentindo no Mais Você. (Risos) A gente consegue navegar no MEC Livros - vamos ver se corta para cá. E aqui, ó, diversos livros reconhecidos internacionalmente. Olha só.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): E todos eles de forma gratuita para o senhor e para a senhora de casa. Isso aqui é uma revolução, e mostrando que a digitalização dos processos pode garantir que as pessoas tenham acesso à literatura. Rico é quem tem a oportunidade de conhecer a cultura do nosso Brasil, do nosso planeta e todo o conhecimento que foi transposto através dos livros. Queria destacar o maior autor brasileiro do século XXI, Itamar Vieira Junior. É um grande campeão internacional de vendas. E sabe quanto custa ler Itamar Vieira Junior aqui? Nada! Nada. Gratuito. Então, o senhor e a senhora de casa tem acesso à literatura gratuita. Parabéns ao ministro Camilo Santana. Vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Vereador Libardi, obrigado pelo aparte. Nós recebemos aqui hoje uma surpresa, presidente. O Spike, que ficou muito famoso aqui em Caxias, infelizmente famoso no sentido negativo, não é? Ele sofreu um espancamento por duas vezes em três dias. Um espancamento por um adulto, e o outro espancamento por três adolescentes, e nós precisamos falar sobre isso, não é, vereador? Então... Mas com muita alegria, o Spike sobreviveu e veio conhecer a Câmara de Vereadores e também mais uma alegria, o departamento de proteção animal conseguiu uma família e uma adoção para esse carinha. Quero agradecer ao vereador Hiago, também, que esteve comigo ontem no Hospital da UCS para vermos o Spike, para contar um pouco para a população do que aconteceu. Obrigado pelo seu apoio, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): É o mínimo. Parabéns, Valesca, tu sabe quanto eu gosto de ti. Eu e a vereadora nem comentamos muito, mas um dos primeiros cães que foram resgatados pela Valesca mora na casa da minha sogra. É a Masha, e é o irmão da Masha, que era o Urso, mora na casa do secretário Ramon. Então tu vê, não é? Embora eu faça oposição e ele gestão, mas tenho certeza que a Masha é bem mais alinhada com os princípios socialistas do que o Urso. Muito obrigado. (Risos)
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