VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, presidente. Bom dia, nobres colegas vereadores, vereadoras, todos que nos assistem aqui de casa. Quero saudar aqui o nosso suplente vereador, o Brecha, da Zona Norte. Seja bem-vindo a esta Casa sempre, meu companheiro do PDT. Eu vou falar um pouco aqui, dizer para o secretário Lucas Suzin que eu não combinei com ninguém, nem sabia que alguém ia falar sobre o Lucas aqui, sobre o secretário, mas a gente traz hoje no nosso Grande Expediente, algumas... Vou esperar os companheiros terminarem a conversa, depois a gente conversa porque fica difícil de falar aqui.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Colegas, por favor, vamos focar aqui. Temos um orador na tribuna. Segue, vereador José Abreu.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, presidente. Vou trazer aqui nesta tribuna algumas pautas importantes, para mim, que as quais eu fui eleito, para defender as comunidades, os trabalhadores. Então vou trazer duas pautas muito importantes aqui que são a questão das ruas da nossa cidade, da forma que está hoje a nossa cidade. Quero falar um pouquinho do Monte Carmelo. Eu convidei o secretário Lucas Suzin para a gente dar uma caminhada no Bairro Monte Carmelo, na região do Monte Carmelo, como vocês estão vendo aqui nas fotos. A gente andou por algumas ruas, não vou citar todas aqui porque são muitas: a Rua Vitória, a Conquista, a Ana Gonzales, Rua da Esperança, e a Ulisses Guimarães. Mas foram muitas ruas que a gente acabou visitando. E ali, como vocês podem ver, tem um valão. Esse valão não é no Monte Carmelo, é um pouco para frente, em outro bairro vizinho, do ladinho. Vocês podem ver a situação ali. Eu gostaria que vocês de casa olhassem e vocês aqui visualizassem isso. Esse valão aqui, vereador Lucas, o senhor conhece os bairros, o senhor sabe onde é que é o Beco do Chamichunga, o Pantanal. Tem muitos que não sabem, né, vereador? Mas assim, o senhor conhece bem essa realidade aqui. Olha só gente, imagina isso aqui no verão, o esgoto a céu aberto caindo dentro daquela água, os moradores ali. E esses moradores não pediram para estar morando ali, gente. É a única forma que eles acharam de poder ter uma moradia. Então uma situação bem difícil. Falei com o secretário para a gente tentar resolver essa situação, para a gente tentar canalizar aquilo ali, porque do jeito que está não dá para continuar. Infelizmente não tem como. E a situação das ruas, como vocês podem ver, hoje motorista de aplicativo nenhum vai lá porque não consegue sair. Se uma ambulância precisar chegar naquela local, ela não consegue chegar; se ela descer, ela não sobe. Então, é uma situação muito precária, muito difícil, a qual a gente tem que achar uma solução. Gostaria que o vereador Zé Dambrós estivesse aqui para ele poder ver essa situação. Acredito que ele conhece bem essa realidade para a gente achar um jeito na pavimentação comunitária, porque não dá para continuar dessa forma. E falo isso aqui da região do Monte Carmelo, meu companheiro presidente bairro que está aqui, o Alceu, conhece bem a nossa realidade da região Sul. Não é só um privilégio nosso da região Sul, a gente vai lá para o Canyon, vai para o Belo Horizonte, vai lá para o Vila Lobos, a situação é igual. Então, a gente precisa achar uma forma de ajudar essas famílias que a gente consiga fazer uma pavimentação comunitária lá para ajudar essas pessoas. Então, deixo aqui o meu agradecimento ao Lucas e o comprometimento que ele fez com os moradores, como vocês podem ver, a gente está ali, de a gente tentar achar uma solução junto para essa situação, que é uma situação terrível que a nossa comunidade vive hoje. Quero também aqui falar um pouco sobre um assunto que é um assunto de grande importância para mim, vereador Cláudio Libardi. O senhor acompanha a minha caminhada desde sempre e viu que, no meu material, tinha escrito “a voz do povo trabalhador”. Então fui eleito para ser a voz do povo trabalhador, a voz das comunidades.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Um aparte, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Então eu estou aqui para isso. E a próxima pauta vai ser sobre isso. Seu aparte de imediato, vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vereador Jack, o senhor sabe que eu acho que o mundo propicia, sempre, diversas voltas. Estar aqui com o senhor, para mim e para a vereadora Andressa, é um privilégio. Porque nós viemos aqui com um objetivo claro: fazer a defesa desse povo trabalhador. E o senhor tem honrado esses votos do povo trabalhador, dialogando com eles e, mais do que isso, se posicionando a favor deles quando for necessário. Então, vereador Jack, conte com a minha presença no dia 26, conte com a presença da vereadora Andressa. Temos certeza que essa é uma pauta fundamental para a sociedade. Mais do que isso, pelo que eu verifico, é uma pauta de 2026. Se 2025 a pauta da classe operária foi a redução do imposto de renda, a pauta da classe operária para o ano de 2026 é o fim da jornada 6x1, com redução da jornada de trabalho. Parabéns, vereador Jack. Estamos juntos nessa luta.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Cláudio. Falar aqui um pouquinho sobre a escala 6x1, que é uma pauta...
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Vereador, se possível, antes um aparte.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Por gentileza.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Também queria lhe parabenizar por essa luta. Infelizmente, eu não vou estar aqui neste dia, mas com certeza terá representação do mandato. E a gente está junto nessa luta, porque realmente é isso que nós precisamos, melhorar a situação da classe trabalhadora, que é a grande maioria da população. Mas também queria só lhe comentar aquela questão das ruas, rapidinho. Nós temos, também, uma demanda antiga na Rua dos Jardineiros, no Vila Ipê, que está caindo a rua. Já teve acidente que deixou pessoas tetraplégicas. Já fizeram bastante arrumação lá. Nós conseguimos uma emenda de 700 mil, que depois foi destinada para outra área. E lá vão acontecer acidentes. Ontem mesmo eu conversei com o secretário Fiuza sobre aquela situação. Mas agora precisamos das obras. Obrigada, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Só para contribuir nesse assunto, vereador Zé Dambrós, eu preciso muito da ajuda do senhor nessa questão da região do Monte Carmelo, naquele valão que tem lá. Quando eu fui candidato a vereador, na eleição passada, eu fui lá, conversei com os moradores. Eu fui lá com o Suzin, o senhor, infelizmente, não estava aqui. Só porque o senhor chegou eu gostaria de recapitular esse assunto. Eu fui lá com o vereador. (Pronunciamento com recurso de mídia visual.) Estão ali as fotos. Por gentileza, se puder olhar. Estão ali. A gente foi lá com o secretário Lucas Suzin. Ele olhou essa situação, uma situação grave, uma situação de saúde pública, porque as pessoas vivem no meio do esgoto. Elas não escolheram estar ali, entendeu? As pessoas estão ali porque precisam estar. Então, eu preciso da sua ajuda para a gente ver a questão de pavimentação comunitária, vereador Zé Dambrós. Isso é uma luta nossa, é uma luta que não é de uma pessoa, de um partido, é uma luta da comunidade, é uma luta que precisa ser ouvida por todos. A gente precisa achar uma solução para resolver a questão dessas famílias.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, se possível.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Nós precisamos achar uma saída para isso, porque é uma questão de saúde pública. Eu fiquei lá 10 minutos e saí com uma dor de cabeça, assim, porque não dava para aguentar o cheiro do esgoto. Então a gente precisa, junto com o secretário, com o governo, achar uma saída. Eu tenho certeza que a gente vai conseguir achar. Vereador Zé Dambrós, seu aparte, por gentileza.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Não, o senhor dá uma demonstração que conhece os bairros carentes da cidade. Até porque o senhor mora ali, na região. A sua rua não tem pavimentação, e o senhor luta há muitos anos. Bornal, se eu não me engano, o nome da rua, né? Que costeia o aeroporto.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Alberto Arpino.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Alberto Arpino. Que tem projeto, e que nós precisamos pavimentar. Bom, eu estou fazendo indicação, e eu quero falar no meu Grande Expediente, de que o Samae... Porque, na legislatura passada, “ah, tu está me dando canelaço”, o diretor do Samae me dizia. Não, o Samae tem recursos e precisa ajudar o Executivo. Eu estou fazendo uma indicação solicitando que o Samae, inclusive nos loteamentos que estão em fase de regularização, nos conceda recursos para 20 quilômetros de saneamento, pluvial e cloacal. Para que depois não tenha que abrir de novo, porque nós vamos ter pedras. Não existe, não tem como. Monte Carmelo, Vêneto, Balardin, Parque dos Pinhais. Não tem como o Executivo continuar, nos próximos anos, colocando cascalho, mão de obra, hora/máquina e não dar dignidade para as comunidades. Então, nobre colega, a indicação está sendo protocolada. Estou solicitando que o Samae destine 20 km de saneamento, que inclusive, inclua essas ruas que o senhor está mostrando. É um tema que nós precisamos aperfeiçoar muito nesta Casa. Obrigado.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado vereador, Zé Dambrós. Essa rua que o senhor falou aí, a Alberto Arpino, ela costeia todo o aeroporto e é complicado porque eu estou tentando falar com o secretário Fiuza desde que eu estava lá no meu bairro, lá antes de ser vereador, eu acho, porque eu estou tentando falar, eu... Uma Declaração de Líder, depois. Porque eu estou... Eu cheguei na Secretaria da Habitação, comecei a falar com ele e tentei falar com ele, para a gente ir lá. Sabe por que, vereador Zé Dambrós? O senhor conhece bem essa rua, o senhor já foi lá várias vezes comigo. Ela não tem passeio público.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue em Declaração de Líder da bancada do PDT, vereador José Abreu.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Ela não tem passeio público. Obrigado, presidente. Ela não tem passeio público. As crianças, vereador Zé Dambrós, para poder estudar, elas têm que caminhar pelo meio da rua porque não tem passeio público. O muro do aeroporto está dentro da rua, então a gente precisa resolver isso urgentemente. Mas vamos voltar ao nosso assunto, aqui, agora da audiência pública pela redução de jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1. Por gentileza. Olha só, essa é uma pauta que vem sendo debatida no país todo, não é? A gente tem uma frente parlamentar aqui onde a gente trabalha muito nas nossas frente. Eu sei que frente parlamentar dá trabalho, a gente tem trabalhado muito, a vereadora Rose e a vereadora Andressa têm participado das nossas reuniões. Então é muito importante, só para deixar todos cientes aqui, a gente... Nós fizemos reuniões já com os trabalhadores, fizemos reuniões com o Sindicato dos Trabalhadores...
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Com as entidades patronais, foi um debate muito bem qualificado, um debate muito bom, onde tem que ser debatido, sim, porque a escala 6x1 ela está ultrapassada há muito tempo, vereadora Andressa, a senhora sabe muito bem disso, compreende muito esse assunto. Nós precisamos dar dignidade aos trabalhadores. E essa não é uma luta sindical, não é uma luta minha, é uma luta social, uma luta de todos, é uma luta humana. Chegou a hora da gente reduzir a jornada de trabalho, chegou a hora da gente acabar com essa escala 6x1 e como eu falei aquele dia, eu tenho a solução para tudo isso, é só a gente conversar. Eu apresentei a solução, aquele dia, a gente tem a solução, porque eu costumo, assim, quando apresento o problema, ter a solução do problema, também. Seu aparte, por gentileza.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Jack, eu percebo que conforme as eleições vão se aproximando, também, esse debate vem tomando um pouco mais do Brasil. Então, em vários lugares que a gente vai, as pessoas perguntam a nossa opinião, inclusive os trabalhadores dos estabelecimentos que trabalham com a escala 6x1. E hoje, há uma indagação, por parte do empresariado, uma preocupação de quem vai pagar essa conta. Quando a gente começa a debater quem vai pagar a conta as coisas ficam mais complexas no Brasil. O que acontece, é que historicamente os trabalhadores pagaram essa conta. Sempre foi a maioria da população que pagou a conta. Agora que nós estamos começando a discutir um pouco mais dessa divisão de pagar a conta, as pessoas do topo da pirâmide, elas estão ficando preocupadas. Quando a gente disse que as pessoas até R$ 5.000, que recebe até R$ 5.000, não pagaria imposto de renda e quem recebe mais vai pagar um pouquinho mais, já gerou todo um debate na sociedade. Agora que nós estamos falando em reduzir a jornada para 40 horas e acabar com a escala 6x1, o empresariado tem ficado apavorado e tem começado a criar um discurso de pânico do Brasil. “Que não vai ter dinheiro, vai ter desemprego, vai ter informalidade.” Coincidência ou não, esse discurso sempre foi feito quando nós tivemos um avanço social no país. Então, nós não podemos mais tolerar que haja chantagem de quem já ganha muito nas costas dos trabalhadores e de quem historicamente lucra no país. Nós não estamos falando que vai acabar os lucros, nós estamos falando para diminuir um pouquinho, vereador Jack. E o debate que nós fizemos na segunda foi um pouco sobre isso, não é? A gente está falando em diminuir um pouquinho os lucros de quem lucra 2 bilhões líquidos, e muitas vezes, quer dizer que está ruim, que não tem nada, enfim. Então é esse debate que nós precisamos fazer no Brasil. Nós queremos que as pessoas tenham mais qualidade de vida. Para isso não precisa sair de madrugada de casa e voltar de noite, nós queremos que as pessoas possam viver para além de trabalhar. Obrigado pelo aparte, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereadora. Eu, como falei antes, eu fui eleito para ser a voz do trabalhador, a voz das comunidades. Eu estou aqui para ser a voz daquela mãe que acorda antes de clarear o dia, chega em casa à noite, deixa seus filhos, às vezes, não tem nem onde deixar os filhos. Estou aqui para ser a voz daquele metalúrgico que acorda todos os dias, vai para o trabalho e nem sabe se vai voltar com saúde para casa. Então, essa questão é uma questão que nos preocupa muito, que é a saúde do trabalhador. Hoje, se a gente for ver... Eu falo com muitos médicos, muitos especialistas, e eles falam, assim, que os trabalhadores estão adoecidos. Estão adoecidos porque a escala 6x1 é desumana para o trabalhador. Que, para mim, é uma escala, e a gente sabe muito bem disso, 6x1 é desumano para o trabalhador. Acaba com todo o lazer, com toda a cultura, com todo o descanso do trabalhador. Então, nós precisamos achar juntos uma solução para isso. E eu fico muito preocupado com os empresários. Quando eu escuto eles falarem assim: "A gente não tem mão de obra na cidade." Qual o atrativo que tem para alguém ir para uma fábrica trabalhar para ganhar R$ 2.000, sabendo que veio o fator previdenciário que acabou com metade da aposentadoria? Aí tem reforma trabalhista, reforma previdenciária. Como que a pessoa vai querer trabalhar numa empresa? Então eu fico preocupado com os empresários. O que que eles vão fazer para atrair os trabalhadores? Isso nos preocupa muito, vereador Cláudio Libardi. Então, o que a gente vai fazer? Como que a gente vai fazer? Então a gente tem que fazer esse debate. Como eu falei, eu não vou falar aqui, agora, mas a gente tem a solução para eles, a gente tem a solução para esse problema. E a gente, juntos, pode com certeza trabalhar junto e fazer esse debate. Então, convidar toda a sociedade de Caxias do Sul, convidar todos os trabalhadores desta cidade, empresários desta cidade, para que participe da nossa audiência pública dia 26, às 19 horas, aqui nesta Casa. Dia 26, todas as entidades sindicais estão sendo convocadas, estão participando, as entidades patronais. Todos. É importante vir aqui fazer esse debate. É um debate que tem que ser feito, tem que achar uma solução, não dá mais para continuar assim. E nós precisamos, sim, fazer esse debate, vereador Lucas, para que a gente consiga achar um meio termo para tudo isso, achar o equilíbrio entre o capital e o trabalho, que é esse o nosso papel.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU – JACK (PDT): Por gentileza.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Jack. Na semana que vem, estarei indo ao Rio de Janeiro, junto com a direção da Codeca e a representação sindical do Sindilimp, conhecer a Comlurb, que é a Codeca da cidade do Rio de Janeiro. Que tem mais de 20 mil trabalhadores e trabalhadoras em uma empresa fortalecida e que cumpre um papel superimportante. Então, só estou justificando isso para dizer de um trabalho que a Frente de acompanhamento à Codeca está fazendo e que não vou estar aí, mas quero lhe dizer que sou parceiro nessa luta. Quando em Caxias, ou lideranças caxienses se inspiram na Europa, ou em países com um PIB maior que o nosso, esses países já venceram essa discussão há muito tempo. É absolutamente inadmissível saber a jornada de trabalho de quem está no comércio, de quem está na saúde ou em tantas outras áreas. E que as pessoas não têm tempo para viver. E quando se levanta esse debate, setores econômicos não tão ocultos... No passado – né, vereador Cláudio? – nós dizíamos que a mão oculta do mercado. Mas esses setores vêm aqui e dizem que a economia vai acabar. Na Dinamarca não acabou, em vários países não acabou, e no país não acabará. Trabalhadores e trabalhadoras precisam ter direito a viver. E concluo dizendo, é difícil, muitas vezes, a gente ter que defender isso, vereador Jack, com setores da elite econômica brasileira que ainda não toleram o final da escravidão, infelizmente. Então é isso. Mas parabéns pelo seu trabalho. Estamos juntos nessa luta.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR JOSÉ ABREU – JACK (PDT): Obrigado vereador. Vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu vou na mesma linha do vereador Lucas, vereador Jack, porque hoje nós temos uma cultura, vereador Lucas, de serviço dentro da sociedade. E é uma cultura de serviço intrinsecamente ligada ao período de escravidão no Brasil. Tem que ter sempre alguém à sua disposição, mesmo que esse não esteja produzindo nada. Prova maior é a seguinte, vereador Jack, o senhor, que passou, da sua vida, pelo menos 20 anos dentro de uma fábrica. Quando não tem nada para fazer, o que acontece? Liberam alguém ou fica todo mundo sentado? Fica todo mundo sentado olhando um para o outro e acabou.
VEREADOR JOSÉ ABREU – JACK (PDT): Um para o outro, e era isso.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Por quê? Porque nós temos uma concepção de servir, de estar à disposição. E é sobre isso que nós precisamos conversar.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vereador Jack, nós somos defensores da produtividade. Sabe como é que aumenta lucro?
VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Um aparte, vereador, também.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Com produtividade. E é sobre isso que nós precisamos conversar, sobre o aumento da produtividade dentro da nossa sociedade para que, efetivamente, as indústrias aqui sejam competitivas, vereador Jack. E para que nós consigamos garantir aos trabalhadores cada vez mais direitos. Parabéns.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado. Deixar bem claro que eu defendo uma empresa e indústria fortes, para que a gente possa ter, também, lucratividade para a nossa cidade e para os trabalhadores. Por gentileza, vereador Hiago, seu aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Vereador Jack, eu vou tentar me fazer presente para vir aqui fazer um contraponto, porque a gente diverge nessas questões. Não sou favorável a escalas desse tamanho ou que o brasileiro trabalhe o tanto que trabalha. Mas eu acho que teriam outras prioridades e outras coisas, em outro ponto de vista meu, antes de a gente estar falando sobre isso. Por isso que é o meu contraponto. Envolvendo trabalhadores e empresas, nesse mesmo nicho, eu digo. Se eu puder, eu vou vir nesse dia para a gente estar debatendo melhor. Mas parabéns por levantar essa questão. É uma coisa que tem que levantar, que tem diferentes opiniões, e é muito importante. Então parabéns pelo senhor ter a coragem, neste ano eleitoral, de estar levantando essa lebre. Muito obrigado.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Hiago. Eu acho muito importante a participação de todos. Essa frente parlamentar vem, justamente, para a gente fazer o debate e achar o ponto de equilíbrio entre o capital e o trabalho, como eu sempre falei. Por gentileza, vereador.
VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Vereador Jack, parabéns pelo tema. Importante escutar os empresários, importante escutar as pessoas e os trabalhadores para ter uma real situação. Às vezes, o trabalhador precisa daquele emprego e, às vezes, tem que se sujeitar. Eu vim do campo com 14 anos, comecei a trabalhar logo na sequência, com meus 15 anos. Quando não tinha serviço na empresa onde eu trabalhava, na Acrilys, nós pegávamos uma vassourinha e um rodo e deixávamos aquela empresa brilhando. Então são coisas assim, que às vezes, vai de cada peão, cada pessoa, cada pessoa que gosta de trabalhar, ou está lá vestindo a camiseta e realmente fazendo a coisa acontecer. Obrigado.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Aldonei. Então, convidar mais uma vez a todos para participarem da nossa audiência pública, dia 26, às 19 horas, nesta Casa. Muito importante esse debate para a gente poder achar uma solução para acabar com a escala 6x1, que a gente vai lutar incansavelmente em todos os lugares desta cidade, seja nas ruas, nos mercados, no chão de fábrica. Aqui nesta Casa, a gente vai estar junto com os trabalhadores, para os quais eu fui eleito para defender e ser a voz de cada trabalhador e cada trabalhadora desta cidade. Muito obrigado, presidente.