VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Bom, colegas vereadores, quem nos acompanha aqui hoje no plenário, também de casa, eu quero fazer aqui Votos de Congratulações, registrando meus cumprimentos à CTKD, Associação Caxiense de Taekwondo, que levou o nome de Caxias do Sul ao destaque nacional no Grand Slam de Taekwondo, realizado no Rio de Janeiro. A gente sabe que essa é uma das competições mais importantes do país, que define inclusive os atletas para a seleção brasileira. A equipe conquistou sete medalhas, dois ouros, com Michael Roberto de Barros e o Lorenzo Passe de Brito, que se tornaram titulares da seleção, duas pratas com a Maria Eduarda Machado Stumpf no para-Taekwondo e o Guilherme Fontoura Griebler, ambos suplentes da seleção, além de três bronzes com a Lívia Portigliotti, Layali Amine e o Vitor Gabriel Pessoa. É importante que a gente destaque, ainda que o Lorenzo garantiu vaga no Open Pan-americano, a Maria Eduarda que nós já homenageamos nesta Casa inclusive, se classificou para o Pan-americano e o Mundial de Para-Taekwondo. E fazer uma referência óbvia que todo esse trabalho, tem todo esse resultado a partir do trabalho muito dedicado do Daniel Brisotto, que é o técnico, e também que tem coroado a CTKD com um ano muito importante de conquistas nacionais para todos nós aqui. Caxias se orgulha de vocês. Muito obrigada.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes, gostaria de fazer um voto de congratulações à AAPECAN. No dia de ontem comemorou 21 anos, nas quais alguns colegas vereadores estavam lá no local, prestigiando todos aqueles que organizam e cuidam das pessoas que são atingidas pelo câncer. É um momento muito difícil na vida das pessoas quando ela recebe essa notícia, esse diagnóstico e a AAPECAN, há 21 anos faz esse excelente trabalho em condução da vida e dando um alento para essas pessoas. E muitas pessoas são curadas e retornam como voluntários. A gente vê, que é sempre bom fazer o bem. Senhor presidente, também gostaria de saudar aqui a presença dos meus amigos, do Danilo, em especial, que vai receber o prêmio Caxias. Também gostaria de saudar a presença do senhor Sérgio, que estão aqui na plateia. Se a câmera puder mostrá-los também. O senhor Sérgio, a dona Dalva, a Carmen, Suzete, a sua esposa Marina e as suas filhas, Olívia e Emília, e também o senhor Dario, um grande cabeleireiro aqui da cidade, e o senhor Douglas Teles. Muito obrigado, presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, nobres colegas, as pessoas que nos acompanham daqui, de casa. Gostaria de fazer um Voto de Congratulações para a exposição que eu tive a oportunidade de participar, semana passada, representando esta Casa, que foi no Hemocentro Regional. O nome era Mulheres Fazendo História e Salvando Vidas. Essa exposição teve como objetivo homenagear mulheres que trabalham na área da saúde e que são doadoras de sangue já há muito tempo. O objetivo é chamar a atenção para essa importante ação que nós podemos fazer enquanto sociedade e valorizar as mulheres que estão à frente tanto da política de saúde quanto dessa ação, que é a de salvar vidas doando sangue. Então, eu queria fazer um voto para o fotógrafo que foi responsável por essa organização, o Ricardo Rech, e também para as mulheres retratadas, que merecem toda a nossa atenção e a nossa valorização, que são: Andrelise Cavion da Silva, Cátia Silene Alves Guimarães, Adriana Moschen Caregnato, Aline Machado Maroneze, Vanessa Fonseca Barbosa e Rosane Grion. Que representam tantas outras que, com seu trabalho e solidariedade, salvam vidas todos os dias. Então, parabéns a essas mulheres, ao fotógrafo e parabéns ao Hemocentro Regional pela importante ação. Obrigada, senhor presidente.
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Não houve manifestação

VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte se possível, vereador.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Eita! (Risos.) De imediato, nobre colega vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Queria parabenizar o nosso secretário do Urbanismo que está aqui, o Bressan. Elogiar as operações que ele vem fazendo na cidade, que estão se destacando bastante. Parabenizar. O pessoal tem achado muito bom. A gente recebe muita demanda de perturbação de sossego. Então, eu sei o quanto é difícil. Já fui a algumas com o senhor. Mas vem se destacando bastante, o pessoal está agradecendo. Tem chegado relatos falando de uma forma positiva. O único pedido que eu peço para o senhor é para liberar um pouco mais de hora extra para o pessoal lá, também. Dá uma liberadinha. Fala com o prefeito para ajudar o pessoal da SMU. Muito obrigado, vereador.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Muito bom o tema que traz o colega Hiago. O Bressan é sempre muito ativo, também. Desde quando eu estava na Brigada Militar, o Bressan, no período de pandemia, já estava na rua fazendo as fiscalizações. Então, Bressan, te parabenizar por essa tua trajetória política e pelo que tu tem feito por Caxias. Que bom que está um vereador eleito, hoje licenciado e secretário. O prefeito olhou com muito bons olhos a tua ida para a Secretaria do Urbanismo da nossa Caxias. Então, parabenizo o amigo e os demais colegas que trabalham contigo ali, que são todos muito competentes também, sob o teu comando. Então, parabéns, Bressan. Muito bem lembrado, Hiago. Que bom o Hiago elogiando o prefeito Adiló por ter colocado o Bressan na secretaria. Né, Hiago? (Risos.) Então, senhor presidente, muito bom dia. Hoje quero trazer um tema de novo. De novo. Visto o que presenciei esta semana. Infelizmente, eu não tenho todo o vídeo, então não sei se vou colocar um pouco do vídeo. Eu presenciei um descarte irregular de lixo. Eu acho que até vou colocar, mas eu não peguei o vídeo desde o início. Eu vou colocar por quê? Porque, se é um pobre, se é um camarada com uma carrocinha lá descartando lixo – nossa! –, nós seríamos uns leões para colocar. Mas não. Era um rico colocando, com uma caminhonete bonita, zero quilômetros, largando lixo em local inapropriado. Mas, enfim, eu vou analisar no decorrer do que eu vou colocar aqui, agora. (Pronunciamento com recurso de material visual.) Este aqui foi um pouco do descarte do que essa pessoa colocou no meio do mato. Eu tenho esta foto aqui do mato. Eu acho que devia ser umas 10 horas da noite. Eu me dei o trabalho. Inclusive procurei a caminhonete nos arredores ali, mas não encontrei. Ali do bairro, entre Cidade Nova, Reolon e Cinquentenário. Foi por aquela volta ali. Pode passar, por favor. (Manifestação sem o uso do microfone.) Isso aí. Naquela região ali, Vale da Esperança. Obrigado, vereador Dambrós. Essa região ali. E aí eu fui dar uma volta na manhã, bem cedo. Isso na sessão de ontem, antes de vir para a sessão. Dei uma volta bem cedo, dei uma caminhada por ali, onde eu vi esses descartes de lixo. Veja bem, eu não vejo aqui, com todo o respeito que eu tenho a todos, e todos somos fiscalizadores aqui nesta Casa Legislativa, diversos vereadores já trouxeram pauta dessa questão do lixo, mas eu não vejo o prefeito Adiló ou o presidente Milton largando lixo na rua.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Pode passar mais uma. Isto aqui é o que eu vi ontem, nesses bairros que nós falamos agora. Caminhando poucos metros, diversos descartes de lixo. E aí saímos eu e a Vanessa, ontem, e andamos por todos os extremos da nossa Caxias do Sul: leste, oeste, norte e sul. Em todos os locais há descarte de lixo, independente se a região é mais modesta ou mais pobre. Entendam como quiser. Se ela é mais abastada, mais rica. Independente do lugar, leste, oeste, norte e sul tem descarte irregular de lixo. Seu aparte, nobre irmão e colega vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza, vereador Cristiano. Acho que é um tema importante, até o tema que eu mais gosto de conversar. Eu acho que a grande questão é que nós tivemos uma ascensão da cultura do lixo. Isso precisa ficar claro para todos. E eu, humildemente, acho que o prefeito Adiló é um dos grandes partícipes dessa cultura. Porque, quando se constrói uma cultura na sociedade, nós precisamos combatê-la de forma urgente. Eu comentei ontem que eu estive em Belo Horizonte. Belo Horizonte é uma cidade extremamente limpa. Vereador Cristiano, o senhor anda pelo Centro, e o exemplo da prefeitura, através dos contêineres, é de uma cidade suja. Obviamente, nós precisamos fazer um combate ao descarte regular com educação ambiental. Agora, nesta Casa, infelizmente, nós aprovamos o fim da educação ambiental no Samae, por exemplo, que é uma tragédia. A Secretaria do Meio Ambiente mais se preocupa em promover cartilhas do secretário que cartilhas de política pública de recolhimento de lixo. Então são questões que eu entendo o seu respeito pelo prefeito Adiló, e também tenho respeito por ele. Agora, a grande questão é que falta política pública. O secretário do Meio Ambiente precisa ser demitido para ontem. Para ontem! Porque não é uma competência do prefeito, eu concordo com o senhor. É uma competência do secretário do Meio Ambiente, que elabora a política municipal de resíduos sólidos. Eu fui relator, nesta Casa Legislativa, da nova política municipal de resíduos sólidos. Sabe o que eu fiz? Arquivei imediatamente, porque ela determinava, exclusivamente, que nos seríamos uma cidade maravilhosa, limpa, querida, e não tinha uma política pública para evitar que as pessoas jogassem lixo na rua. Nós precisamos enfrentar isso. E eu queria parabenizar publicamente o senhor por enfrentar esse tema, mesmo sendo da base do governo, vereador Cristiano. Meu respeito pelo senhor.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Muito obrigado, vereador Libardi. Pode passar, por favor, Alex. Aqui já em outra região da cidade. Moradores nos chamaram também. Nós fomos lá visitar, e veja bem, olha. Então, há descarte irregular por toda a cidade. O senhor traz bem, vereador Cláudio Libardi, quando a gente tem que melhorar a conscientização, e é através da educação. Nós temos que ter na nossa secretaria, sim. Como falamos em outro momento, entrar dentro das escolas para que as crianças levem isso para dentro de casa também, sobre o descarte correto do lixo.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte quando possível.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Já pode ser de imediato, vereador, porque depois eu quero entrar em outro tema aqui. Pode.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Não, eu preciso ressaltar o trabalho do Executivo. Existe uma comissão grande de secretários, com a presença também deste vereador. O programa Limpa Caxias, inclusive, já aplicou 36 mil em multas. Eu reitero, eu solicitei agora, no grupo, para que nos informem quantas câmeras já estão instaladas. Não existe outro caminho. Nós resolvemos dois lixões da zona norte com duas ações. Duas. A primeira, o Bota-Fora, onde a comunidade tem oportunidade de descartar os lixos. E a segunda: câmeras, multas. Então, mais de 36 mil em multas já. E nós modificamos a lei aqui para aumentar o valor da multa. Então, o Executivo tem trabalhado muito, mas, de qualquer forma, não é fácil, porque temos uma cultura ainda muito ruim nessa questão. Então, colega Becker, a Luiz Covolan, Arlindo Girardi e a José das Neves são as próximas ruas em que deverão ser feitas as limpezas e instaladas câmeras. Precisamos de câmeras. Obrigado.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Então, eu trago essas imagens para mostrar para cada um aqui, hoje, que são... Só um pouquinho, segura ali, por favor. Tira o áudio desse vídeo, por favor. Somos todos fiscalizadores aqui e temos que enfatiza. Claro que sim, temos que melhorar a conscientização e muito na nossa Caxias. Mas eu não acredito que seja... O prefeito Adiló não joga lixo na rua, gente. É uma questão cultural. É uma questão que, infelizmente, as pessoas estão ali... E a Codeca recolhe. Vou mostrar em seguida, de um dia para o outro, o que aconteceu. Aqui, olha, é outra lixeira, em outro local. Olha o que é este descarte aqui. Isto aqui é um restaurante, provavelmente, que larga ali. E é só ligar para a Codeca.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Por favor, Daiane, pode ir, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Cristiano, parabéns pelo senhor trazer esse tema novamente. A gente vem trazendo. Eu também entendo que é um problema da questão da população. Em todos os lugares tem gente boa e tem gente ruim, a gente sabe disso. Mas o vereador Dambrós trouxe dois assuntos importantes. Um é o Bota-Fora, que tem que voltar com cronograma para a cidade; ele tem que ser política pública da nossa cidade, o Bota-Fora; ele tem que estar em bairros todos os meses. Porque assim a gente consegue conscientizar a nossa população que tem aquele dia específico para se colocar. E parabenizar a questão da Codeca, que ela limpa imediatamente. Isso a gente sabe. A gente manda o pedido num dia, no outro dia está tudo limpo. Mas a gente tem que implantar a questão das câmeras de monitoramento nessas questões aí. A câmera, sim, além de multar, arrumou a questão do lixo em dois, três pontos que a gente tinha na cidade. Importante. Então, tem a questão do Bota-Fora, que tem que ter um cronograma específico e virar política pública da nossa cidade; a questão das câmeras de monitoramento; e, claro, a situação ambiental, que a gente precisa do Meio Ambiente estar dentro das escolas orientando as nossas crianças, porque só assim a gente vai melhorar. Em vários pontos da nossa cidade a gente precisa. Identificou que em determinada região tem muito problema de lixo? Vai para dentro das escolas. Era isso. Obrigada, Cristiano.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Uma Declaração de Líder por gentileza, presidente.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Em Declaração de Líder a bancada do PRB. Vereador Cristiano Becker.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Concordo e muito com o que todos os colegas falam.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Claro que, por vezes, eu sou mais comedido e mais moderado. Entendo, sim, que nós temos que ter, dentro das nossas escolas, a conscientização ambiental. E claro que sim, tem que ser das próprias escolas, deveria ser matéria escolar já. Já deveria ser matéria escolar. E, sim, ter a nossa Secretaria do Meio Ambiente também dentro das escolas, dentro das empresas. O seu aparte, vereadora Marisol.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Obrigada, vereador. Pois é, eu sei que outros colegas aqui, nós sabemos que muitos já passaram por sala de aula de alguma maneira, por tempo maior ou menor, como educadores. E a gente sabe que, nas escolas, os professores trabalham muito esse tema. Mas nós precisamos, sim, voltar a projetos importantes, outros se envolvendo. Eu me lembro de, um tempo atrás, quando o sindicato do plástico, por exemplo, o Simplás tinha uma ação bonita nas escolas, de recolhimento, inclusive com premiação. A gente precisa engajar mais a comunidade. Mas queria só ressaltar e assinar embaixo, aqui, dos comentários de vários colegas sobre algumas necessidades importantes da cidade, mas também dizer que a Câmara pode fazer a sua parte nesse sentido. Eu faço parte da Comissão do Meio Ambiente e tinha, ainda no ano passado, sugerido, depois de uma visita, mais uma visita que fiz a uma associação de recicladores, e de todas as dúvidas que eles traziam, que a comunidade não sabe, ainda coloca no lixo alguns itens que não deveriam ir, e acabam atrapalhando, prejudicando a separação e a triagem, de que nós, aqui da Câmara, também pudéssemos contribuir nesse sentido, com um material que fosse feito por aqui, porque a gente também tem um recurso nessa questão para a educação dentro da comissão. Não é um grande recurso, mas que poderia ser investido. Então, eu volto a pedir ao nosso presidente da comissão que pense também sobre isso, para que a gente possa, efetivamente, contribuir.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Eu vi em algumas cidades, em outros lugares. Obrigado, Marisol. Também concordo em gênero, número e grau com a senhora. Ainda mais professora que és e sabe o que é levado para dentro das escolas também. Como eu falei, eu acho que tem que ter educação ambiental dentro das escolas, já como uma matéria de sala de aula.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Um aparte, vereador.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Então, não podemos deixar de falar. E como eu falei, não é o prefeito Adiló que joga lixo, gente. Muito pelo contrário. É um camarada que sempre lutou pela coleta de lixo na nossa cidade, sempre um defensor da cidade limpa, da zeladoria da cidade. Tem feito muitos programas bons para a nossa Caxias, criou uma secretaria para manter a nossa cidade limpa e mantém a Codeca forte. Então, eu não concordo, assim, por vezes, com coisas que os nossos colegas falam e tenho que defender o Adiló nesse sentido. Por favor, vereador Daniel Santos.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Vereador Cristiano, muito oportuna a sua apresentação e mais oportuna ainda a sua fala sobre a educação ambiental nas escolas. Uma coisa que deveria ser contínua, porque, infelizmente, quando a gente vê que o pai deveria ser o exemplo em casa para os filhos, hoje os filhos vão acabar sendo o exemplo para os pais, levando a informação correta para os pais.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador Cristiano.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Tanto é que, no mês de fevereiro, eu conversei com a secretária Marta e com o secretário Ronaldo Boniatti com a ideia de uma gincana nas escolas, para ser apresentada na Semana do Meio Ambiente. Inclusive, isso foi trazido por empresas de recicladoras, que inclusive patrocinariam um prêmio para essas crianças, para uma viagem, inclusive. E agora, sexta-feira, tenho uma reunião com ela de novo para a gente discutir mais sobre isso, para botar em execução essa gincana, para ser apresentada na Semana do Meio Ambiente. Porque é justamente isso, as crianças educarem os pais em relação ao meio ambiente, coisa que deveria ser o contrário. Então isso já está sendo levado para a secretária, está bem adiantada a conversa. E para que não seja somente neste ano, mas que seja uma coisa contínua, todos os anos. Obrigado. Mais uma vez parabéns, vereador.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Pode passar, por favor, Alex. Então, eu não peguei exatamente o momento. E aqui não tem placa para identificar. E eu também não consegui identificar. (Apresentação de vídeo.) Mas veja bem, este é o camarada que largou lixos à noite, na segunda-feira. Na última segunda-feira, agora. Depois eu fui lá confirmar o que tinha sido descartado. Eram materiais, restos de móveis desmontados. Pode passar, por favor. E hoje, pela manhã... Isso foi ontem, aquela questão do lixo todo que eu mostrei ali. Lembram daquele lixo todo que estava colocado ali? Ontem pela manhã, eu conversei com o pessoal da Codeca, antes de vir aqui para a sessão. Conversei com o pessoal, com o José, que era um líder que estava com o pessoal em outra área. Para minha surpresa, ontem à noite estava assim. Toda limpa, bonita. Pode passar, por favor, mais uma. Aqui é a rua onde tinha o descarte de lixo em toda a extensão dela. Tinha descarte de lixo em toda a extensão dela. Eles organizaram. Eu vi isso aqui ontem à noite, quando eu cheguei em casa, depois do evento aqui. Esse lixo estava todo recolhido e ensacado, ontem à noite. E olha como já estava agora de manhã. Então, gente, é questão cultural. Pode passar, por favor. Eu acho que tem mais um ali. Olha aqui, o lixo todo recolhido. E agora de manhã, eu, antes de vir para a sessão, dei uma caminhada no entorno aqui, e já estava chegando o caminhão, de novo, da Codeca. Veio o José, de novo, conversar comigo, dizendo: "Oh, recolhemos tudo, deixamos fechado nos sacos ontem à noite.” E eu vi ontem à noite. Eu vi ontem à noite. Pode passar mais um, por favor. Não, é o próximo. Então, só para falar, gente, é uma questão de conscientização ambiental, mesmo. É cultura. A gente tem que tentar melhorar o quanto antes isso. O prefeito Adiló não joga lixo na rua. Joga é quem não respeita a cidade. Então, eu tenho que parabenizar os trabalhadores da Codeca, que, como falou a vereadora Daiane, no mesmo dia, às vezes, como foi o caso de ontem, no mesmo dia recolheram, deixaram limpas as ruas daquela região. Parabenizar o Milton, presidente da Codeca. Parabenizar o diretor da capina, o Lima, que está sempre disponível, sempre disposto, como sempre esteve. O Fernando, da coleta de lixo, parabenizar também, porque demanda pedida é demanda atendida. Parabéns ao prefeito Adiló e parabéns aos trabalhadores da nossa querida Codeca. Vida longa à Codeca. Por quê? Caxias nos elegeu, gente. Caxias nos elegeu. Caxias me elegeu! Caxias me deu uma missão, e missão dada é missão cumprida. Presidente, eu quero passar um vídeo agora, também. Dá volume, faz favor, lá. Coloca desde o início, por favor. Muito rapidamente. Pode botar volume, som. (Reprodução de mídia audiovisual)
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): O senhor me concede um aparte, vereador Cristiano?
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte também, vereador.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Então, quero parabenizar o nosso novo presidente, Lucas Suzin, atual secretário municipal de Obras. Um camarada novo, está com 25 anos, eu acho, de idade, o Lucas, hoje. Trabalhador, guerreiro. Duvido que não atenda um vereador desta Casa Legislativa. Quero agradecer à Sandra Bonetto, que esteve aqui presente ontem à noite. Sandra, muito obrigado. Foi um grande evento, um evento lindo. Não poderia deixar de lembrar, aqui, do evento que nós fizemos ontem à noite. Parabéns, presidente Lucas e toda a nova executiva do nosso partido, o PRD, que nasce agora, mas nasce com história. Seu aparte, vereador Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu tenho grande admiração pelo senhor e pelo Lucas Suzin. Eu queria pedir desculpa, porque eu esqueci de vir. Então parabéns ao Lucas Suzin. Estava na minha agenda, acabei não olhando. Queria muito ter vindo, Cristiano. Parabéns ao senhor e ao Lucas Suzin. Tenho certeza que vai fazer um grande mandato. Um abraço para ele. Vocês estão muito bem conduzidos por um rapaz tão competente.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Verdade. Me surpreende também. Um jovem promissor na política de Caxias do Sul, eu tenho certeza, muito trabalhador. Diuturnamente o Lucas está aí. Eu me lembro ali, quando ele foi subprefeito, era dia e noite o jovem trabalhando embaixo de chuva, não chegava nem caminhão, não chegava nada das equipes deles, mas eles, a pé, iam lá e ajudavam as pessoas que estavam precisando. Então, senhor presidente, eu agradeço este dia de hoje também, este Grande Expediente. Agradeço aos colegas todos pela participação, também, nas nossas pautas aqui, que é a da coleta de lixo. E vamos juntos continuar fiscalizando, trabalhando e educando a nossa sociedade. Era isso, senhor presidente.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Bom dia, presidente. Bom dia, colegas. Bom dia a quem nos assiste de casa e a quem está aqui, na sessão. Seu aparte de imediato.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bem rapidinho, só para não fugir do tema. Só parabenizando o Lucas Suzin por ontem. Eu não consegui me fazer presente também. Mas parabéns pelo evento. Parabéns pela vereadora ter vindo. O Lucas Suzin é um grande parceiro nosso, sempre nos atende, faz um excelente trabalho. Faz o que dá, né? O que ele consegue fazer ele faz lá. O Fernando Matrix também e todo o pessoal que está cuidando desse partido aí. Eu tenho certeza que vai dar bom, porque são pessoas boas envolvidas. Muito obrigado, vereadora.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Obrigada, vereador. Então, hoje o que a gente vai falar é sobre a questão de obras. Que também tem a ver com o Lucas Suzin. A gente parabeniza ele por ser agora o dirigente do PRD. O que nós estamos fazendo agora, neste momento? Então, a gente tem diversas demandas em toda a cidade, e, toda terça-feira, eu estou indo visitar o Lucas Suzin. Justamente porque, fazendo essas visitas, a gente consegue dialogar e entender melhor como resolver o problema. Este ano, quando a gente inaugurou o reservatório do Samae, o João Uez me disse que eu era uma vendedora de Bíblia. Então, a vendedora de Bíblia ataca novamente, agora na Secretaria de Obras. Eu queria agradecer ao Lucas Suzin por sempre nos atender muito bem e tentar resolver todos os problemas que a gente tem nas nossas comunidades, na nossa cidade. Então, a gente teve, semana passada, uma reunião com o prefeito Adiló e o Lucas Suzin na comunidade São João, uma reunião-almoço. Porque agora a gente pode fazer reuniões-almoço nas nossas comunidades. Por que não, né? Justamente para a gente falar sobre o asfaltamento da comunidade São João, para a qual a gente tem uma emenda de um milhão e 500 mil. Então, a gente pediu, juntamente com o prefeito, com o Lucas Suzin, quando da aplicação desse recurso, porque o recurso já entrou no município, então a gente precisa agora aplicar. E por que a gente está cobrando essa celeridade? Porque a gente sabe que, a todo o momento, os valores de asfaltamento aumentam. Então a gente precisa que seja aplicado logo, para que a gente não perca o recurso. Também na outra semana, na terça-feira, a gente foi conversar com o Lucas Suzin sobre a pavimentação comunitária da Rua Marcelo Giácomoni. O vereador Zé Dambrós deve lembrar muito bem que nós pedimos essa pavimentação há muito tempo. O Zé Dambrós esteve visitando também os nossos moradores dessa rua. E a gente sabe que essa pavimentação, essas obras de drenagem foram anunciadas ainda naquele pacote do Canaliza. Foi anunciado em abril do ano passado, naquele bailão. Mas, até agora, a gente não sabe o que está acontecendo. Então a gente vai continuar cobrando toda terça-feira essas ruas e essas obras que foram anunciadas.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, quando possível.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Também a gente, ontem, foi visitar novamente o Lucas Suzin, pedindo a complementação de uma obra na Rua Dante Guerra. Então, a gente está levando os moradores para que eles possam contar a sua história, o que está acontecendo, para a celeridade da questão das obras. Também na Estrada do Vinho. A Estrada do Vinho está com alguns problemas, desde a questão da enchente, que precisam ser resolvidos. Mas esta vereadora não cobra só; esta vereadora vai atrás de recursos. E a gente trouxe para Caxias do Sul, em emendas parlamentares, dinheiro do povo voltando para o povo, um total de cinco milhões em emendas parlamentares para serem utilizadas em obras. A gente tem pavimentação asfáltica da Estrada Municipal das Vinícolas. A gente tem pavimentação asfáltica na Estrada de Monte Bérico. A gente tem pavimentação asfáltica na Estrada da Uva. A gente tem pavimentação asfáltica em São João Batista. Um total de cinco milhões de valores. Então, não dá para dizer que esta vereadora só cobra, cobra, cobra. Como diz o prefeito, esta vereadora critica, mas com respeito. E é isso mesmo, a gente vai fazer a crítica, a gente vai fazer a cobrança, mas sempre com respeito. Também, o que mais a gente tem pedido em indicações na nossa cidade, na nossa comunidade, são as indicações relevantes à obra. A gente tem um gráfico — pode mostrar o gráfico ali — onde a gente realizou, nesses três meses de 2026, 598 indicações. Dessas 598 indicações, 215 são para obras. São problemas do dia a dia que são mandados para nós, ao gabinete, e a gente pede providências. Então, eu ainda acredito que o maior gargalo está na questão obras. Quem me pediu aparte foi o Zé Dambrós, né? Seu aparte.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Primeiro dizer que eu concordo. Um dos maiores gargalos que nós temos na cidade é a pavimentação. E lhe dá a informação de que a Marcelo Giácomoni não está no primeiro pacote. Nós temos 16 obras que estão sendo licitadas, que teremos investimento de 40 milhões. Por quê? Porque o Caberlon nos escutou, porque o Caberlon escutou esta Casa. Licita, faz a drenagem e cadê o cloacal? Aí tem que, depois que pavimenta, tem que abrir de novo para fazer o cloacal. Então, que bom que atrasou, que bom que atrasou. Porque agora licita cloacal e pluvial. Inclusive, fiz uma indicação, depois quero falar no Grande Expediente. Abre-se uma vez só a rua, daí não vira buraco.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Então, tem 16 obras. Que bom que nos escutaram, porque o recapeamento asfáltico será 10 milhões para a Codeca. Que bom. Então, calma, que a Marcelo Giácomoni também está na lista, o dinheiro já está com o Executivo e o Samae já repassou. A Marcelo Giácomoni é uma obra grande e, com certeza, vai acontecer. Parabéns pelo seu trabalho.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Obrigada, vereador. Sim, calma a gente tem. Mas vai dizer para o morador que está enfrentando pó todo dia, em uma rua que fica atrás de uma escola, para ele ter calma? E fica em frente à escolinha Aurora Milesi, escolinha infantil, e que, logo do lado, a gente tem a UBS. Então, são prioridades. Eu não tenho mais como dizer para esse morador: "Calma". Não tenho mais como dizer isso. Até porque, em abril do ano passado, como eu disse, foi anunciada a obra. Então a gente tem que ter cuidado em anunciar alguma coisa para não frustrar as expectativas dos moradores, porque foi anunciado algo que nada foi feito. E agora, o senhor me diz que não está no primeiro pacote, está no segundo. Mas quem diz isso para o morador? É muito complicado esse tipo de situação. Seu aparte.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Queria fazer um agradecimento a senhora, vereadora Sandra, porque quando eu propus uma emenda, a legislação que autorizou a utilização de dinheiro do Samae para o recapeamento e também para a retirada de paralelepípedos, a senhora foi uma das vereadoras que votou a favor da emenda que determinava a verificação do esgoto pluvial e cloacal antes da colocação da camada asfáltica, vereador Zé Dambrós. E infelizmente quem votou contra foi a base do governo, vereador Lucas. Nós propusemos isso em abril do ano passado. Não precisa remunerar o Caberlon para viajar o planeta para ver isso. Eu vi ali do Bela Vista. São questões assim, vereadora Sandra. Mas, bom, de toda forma, eu tinha certeza que uma hora a história cobraria. E está aí demonstrando que se fosse por mim e pela senhora essas obras já teriam começado porque nós havíamos proposto isso em abril e a senhora aderiu o nosso projeto à época.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Vereador Calebe, seu aparte.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Vereadora Sandra, parabéns pelos seus números. O relato das emendas, também, é algo que nos deixa feliz de poder, enquanto vereador, trazer emendas. Ontem mesmo eu falava com uma pessoa sobre as emendas que a gente trouxe também, em um ano e três meses de mandato, e isso nos gratifica. Em que pese o fato de, às vezes, a emenda ser um problema de ordem orçamentária de nível nacional. Uma discussão que, constantemente, precisa retornar ao Congresso Nacional. Mas só cooperar com aquilo que disse o vereador Dambrós, segunda-feira eu estava em ligação com o prefeito Adiló e cobrei ele com relação ao Canaliza Caxias, para saber, justamente, essas datas. E a informação que nós temos é que, até o dia 24 deste mês, sobe para licitação esse processo e vai para a Seplan, para que, então, seja feita essa primeira etapa, como o vereador Dambrós nos trouxe. Então, o prazo que se tem é até dia 24. Hoje, nós estamos no dia 18. Então, penso eu que, no início da próxima semana, já esteja sendo encaminhado para licitação esse primeiro passo. Muito obrigado.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Obrigada pelas informações, vereador Garbin. Mas como eu disse: como que a gente diz isso para a comunidade? Declaração de Líder, por favor.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue em Declaração de Líder a bancada do Novo, vereadora Sandra Bonetto.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Porque, vereador Garbin, é muito difícil a gente dizer para a comunidade que naquele evento, que foi feito em abril, foi anunciado tais ruas, mas que, em um ano, nada foi feito. Poxa vida. Mas então a gente foi lá para quê? Para comer pão e salsichão e dançar uma bandinha? Não, né, gente! Não. Eu acho que a história de pão e circo não pode ser de agora. A história de pão e circo são coisas de lá atrás. Agora a gente tem que cuidar com aquilo que a gente faz. Se a gente não consegue cumprir, a gente não faz anúncios de obras porque depois quem ouve é o vereador, é o presidente de bairro. E todos vocês eu acredito que estão sendo cobrados por algum bairro, algum local, onde foi falado sobre a questão do Canaliza Caxias e que nada foi feito.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereadora Sandra?
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Sandra. Primeiro, parabenizar a senhora pelo seu trabalho. Vejo que a senhora dá uma contribuição muito grande, de forma construtiva, propositiva e tratando muito do tema da agricultura, que é tão necessário. Mas eu ouvi os colegas aqui falando, e a defesa do governo, e eu quero trazer um exemplo porque...Bom, na democracia é isso. O governo está aí, a Câmara fiscaliza e legisla. Mas eu vou citar um exemplo, vereadora Sandra Bonetto. Nós estamos com famílias no Campos da Serra sem receber suas casas porque uma licitação deu problema e o município de Caxias do Sul não consegue resolver esse imbróglio. Ontem, as famílias foram reunir novamente com o secretário de Habitação. E esse cidadão disse o seguinte, vereador Jack, porque as famílias cobraram: “Tá, mas por que não se melhora o aluguel social?" Porque o aluguel social hoje não dá conta das demandas, uns 800 pila para uma família com cinco crianças, não consegue o aluguel. O secretário disse assim: "O vereador Lucas que resolva. Por que a oposição não resolve?" Então assim, é um governo que trata os vereadores de forma desrespeitosa, que não gosta de pobre, vereador Cláudio Libardi – não gosta de pobre! Porque quando é para fazer lobby com rico aqui, projeto vem para esta Casa do dia para a noite. Os ricos estão aqui, fazendo lobby. Agora quando é para pobre lá do Campos da Serra, para pobre da Colônia, a culpa é dos vereadores. E os pobres que ficam mais dois anos esperando casa, morando embaixo de ponte. Então eu só estou avisando: secretário que achar que vereador é bagunça, vai se ver com este vereador. Porque eu fui eleito com 4.213 votos, o quinto mais votado dessa cidade. Respeitem esta Casa, porque vai voltar fervendo. Obrigado, vereadora.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Obrigada, vereador Lucas. Bom, então a gente tem outros exemplos de questões de obras que a gente não conseguiu avançar. Em Forqueta a gente tem a Rua Amantino Tonietto, que pasmem, está com problema desde a enchente. Caiu um muro... Enfim, tem problemas de drenagem e que até agora não foi feito nada. Ontem o morador daquela rua me ligou dizendo que aquele pingo de chuva que deu já alagou a casa. Então a gente não pode ter mais esses problemas em uma localidade que nunca teve problemas de alagamento, nunca teve tantos problemas no setor de obras. Eu admiro o secretário Lucas Suzin porque sempre ele tenta achar uma solução e sempre nos atende muito bem. Ele nos ouve, ele busca resolver o problema como se o problema fosse dele. Mas a gente precisa de uma subprefeitura melhor em Forqueta. E infelizmente, não dá do jeito que está lá. E não é uma questão que só a vereadora e presidente de bairro estão falando.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): É uma questão de todos os moradores estarem falando e inclusive os servidores. Os servidores que estão lá estão descontentes e a cada momento me reportam essa questão. Nós precisamos mudar a nossa subprefeitura porque certos problemas que lá acontecem não precisariam ser passados direto para o Lucas Suzin. O subprefeito poderia resolver. Seu aparte, Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. Vereadora Sandra, a senhora sabe que eu sempre atribuo para o prefeito Adiló adjetivos fortes para as condutas dele, e um que eu sempre atribuo é mentiroso, não é? E a senhora sabe muito melhor do que eu o que aconteceu na eleição do subprefeito de Forqueta. Não sei se essa história é pública, mas acho que a senhora deveria contar à comunidade que o prefeito Adiló foi lá, determinou que a senhora e a comunidade consultassem quem deveria ser o subprefeito. Vereador Lucas, eles escolheram. Sabe o que ele fez? Indicou outro! (Risos) Então é um absurdo, tchê! Fez a senhora passar vergonha, a senhora nunca subiu essa tribuna para falar sobre isso, mas eu acho que a senhora deveria contar o que ele fez para a senhora. Muito obrigado.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): É, na verdade não foi só em Forqueta, não é? Teve outras localidades, também, que reunimos toda a comunidade, todos os líderes. A gente tirou três nomes, e para nossa surpresa nenhum desses três nomes foi o escolhido. Mas tudo bem, isso é uma questão de lá atrás e que a gente entende que cargo de confiança é o cargo de confiança do prefeito. Então tudo certo. Ele pode colocar quem ele quiser, desde que entregue para a comunidade. Era isso e...
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Seu aparte, Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Só para dizer que faz um tempo que a gente está acompanhando a questão das casas, lá do Campos da Serra, vereador Lucas, estou aqui. Ontem eu estive lá, gravando um vídeo melhor, para pegar melhor e conversar com os moradores e infelizmente é triste, porque eu fui lá e vi o quantas casas são bonitas e tem um material bom, era para ser uma grande obra, era para tudo ter dado certo, mas por falta de gestão, porque eu vou esperar, depois, as desculpas que eu já sei as desculpas, e já tenho o que falar para cada desculpa. Mas por falta de gestão infelizmente o negócio acaba não andando e isso nos deixa triste. Eu acredito que eles devem respeitar esta Casa. Eu acho que o Adiló deveria chegar em casa à noite e assistir às sessões de quando ele era vereador, que ele falava que tinha que escutar mais os vereadores e esta Casa e aí ele iria aprender com ele mesmo. Muito obrigado, vereadora Sandra.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Obrigada, vereador Hiago. Eu acredito que todos nós que estamos aqui, a gente quer construir uma cidade melhor. E se a gente quer construir uma cidade melhor, a gente vai atrás de soluções também. Então é isso que a gente faz hoje. Contar o que está acontecendo e buscando soluções. Muito obrigada.
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VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, presidente. Bom dia, nobres colegas vereadores, vereadoras, todos que nos assistem aqui de casa. Quero saudar aqui o nosso suplente vereador, o Brecha, da Zona Norte. Seja bem-vindo a esta Casa sempre, meu companheiro do PDT. Eu vou falar um pouco aqui, dizer para o secretário Lucas Suzin que eu não combinei com ninguém, nem sabia que alguém ia falar sobre o Lucas aqui, sobre o secretário, mas a gente traz hoje no nosso Grande Expediente, algumas... Vou esperar os companheiros terminarem a conversa, depois a gente conversa porque fica difícil de falar aqui.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Colegas, por favor, vamos focar aqui. Temos um orador na tribuna. Segue, vereador José Abreu.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, presidente. Vou trazer aqui nesta tribuna algumas pautas importantes, para mim, que as quais eu fui eleito, para defender as comunidades, os trabalhadores. Então vou trazer duas pautas muito importantes aqui que são a questão das ruas da nossa cidade, da forma que está hoje a nossa cidade. Quero falar um pouquinho do Monte Carmelo. Eu convidei o secretário Lucas Suzin para a gente dar uma caminhada no Bairro Monte Carmelo, na região do Monte Carmelo, como vocês estão vendo aqui nas fotos. A gente andou por algumas ruas, não vou citar todas aqui porque são muitas: a Rua Vitória, a Conquista, a Ana Gonzales, Rua da Esperança, e a Ulisses Guimarães. Mas foram muitas ruas que a gente acabou visitando. E ali, como vocês podem ver, tem um valão. Esse valão não é no Monte Carmelo, é um pouco para frente, em outro bairro vizinho, do ladinho. Vocês podem ver a situação ali. Eu gostaria que vocês de casa olhassem e vocês aqui visualizassem isso. Esse valão aqui, vereador Lucas, o senhor conhece os bairros, o senhor sabe onde é que é o Beco do Chamichunga, o Pantanal. Tem muitos que não sabem, né, vereador? Mas assim, o senhor conhece bem essa realidade aqui. Olha só gente, imagina isso aqui no verão, o esgoto a céu aberto caindo dentro daquela água, os moradores ali. E esses moradores não pediram para estar morando ali, gente. É a única forma que eles acharam de poder ter uma moradia. Então uma situação bem difícil. Falei com o secretário para a gente tentar resolver essa situação, para a gente tentar canalizar aquilo ali, porque do jeito que está não dá para continuar. Infelizmente não tem como. E a situação das ruas, como vocês podem ver, hoje motorista de aplicativo nenhum vai lá porque não consegue sair. Se uma ambulância precisar chegar naquela local, ela não consegue chegar; se ela descer, ela não sobe. Então, é uma situação muito precária, muito difícil, a qual a gente tem que achar uma solução. Gostaria que o vereador Zé Dambrós estivesse aqui para ele poder ver essa situação. Acredito que ele conhece bem essa realidade para a gente achar um jeito na pavimentação comunitária, porque não dá para continuar dessa forma. E falo isso aqui da região do Monte Carmelo, meu companheiro presidente bairro que está aqui, o Alceu, conhece bem a nossa realidade da região Sul. Não é só um privilégio nosso da região Sul, a gente vai lá para o Canyon, vai para o Belo Horizonte, vai lá para o Vila Lobos, a situação é igual. Então, a gente precisa achar uma forma de ajudar essas famílias que a gente consiga fazer uma pavimentação comunitária lá para ajudar essas pessoas. Então, deixo aqui o meu agradecimento ao Lucas e o comprometimento que ele fez com os moradores, como vocês podem ver, a gente está ali, de a gente tentar achar uma solução junto para essa situação, que é uma situação terrível que a nossa comunidade vive hoje. Quero também aqui falar um pouco sobre um assunto que é um assunto de grande importância para mim, vereador Cláudio Libardi. O senhor acompanha a minha caminhada desde sempre e viu que, no meu material, tinha escrito “a voz do povo trabalhador”. Então fui eleito para ser a voz do povo trabalhador, a voz das comunidades.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Um aparte, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Então eu estou aqui para isso. E a próxima pauta vai ser sobre isso. Seu aparte de imediato, vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vereador Jack, o senhor sabe que eu acho que o mundo propicia, sempre, diversas voltas. Estar aqui com o senhor, para mim e para a vereadora Andressa, é um privilégio. Porque nós viemos aqui com um objetivo claro: fazer a defesa desse povo trabalhador. E o senhor tem honrado esses votos do povo trabalhador, dialogando com eles e, mais do que isso, se posicionando a favor deles quando for necessário. Então, vereador Jack, conte com a minha presença no dia 26, conte com a presença da vereadora Andressa. Temos certeza que essa é uma pauta fundamental para a sociedade. Mais do que isso, pelo que eu verifico, é uma pauta de 2026. Se 2025 a pauta da classe operária foi a redução do imposto de renda, a pauta da classe operária para o ano de 2026 é o fim da jornada 6x1, com redução da jornada de trabalho. Parabéns, vereador Jack. Estamos juntos nessa luta.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Cláudio. Falar aqui um pouquinho sobre a escala 6x1, que é uma pauta...
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Vereador, se possível, antes um aparte.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Por gentileza.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Também queria lhe parabenizar por essa luta. Infelizmente, eu não vou estar aqui neste dia, mas com certeza terá representação do mandato. E a gente está junto nessa luta, porque realmente é isso que nós precisamos, melhorar a situação da classe trabalhadora, que é a grande maioria da população. Mas também queria só lhe comentar aquela questão das ruas, rapidinho. Nós temos, também, uma demanda antiga na Rua dos Jardineiros, no Vila Ipê, que está caindo a rua. Já teve acidente que deixou pessoas tetraplégicas. Já fizeram bastante arrumação lá. Nós conseguimos uma emenda de 700 mil, que depois foi destinada para outra área. E lá vão acontecer acidentes. Ontem mesmo eu conversei com o secretário Fiuza sobre aquela situação. Mas agora precisamos das obras. Obrigada, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Só para contribuir nesse assunto, vereador Zé Dambrós, eu preciso muito da ajuda do senhor nessa questão da região do Monte Carmelo, naquele valão que tem lá. Quando eu fui candidato a vereador, na eleição passada, eu fui lá, conversei com os moradores. Eu fui lá com o Suzin, o senhor, infelizmente, não estava aqui. Só porque o senhor chegou eu gostaria de recapitular esse assunto. Eu fui lá com o vereador. (Pronunciamento com recurso de mídia visual.) Estão ali as fotos. Por gentileza, se puder olhar. Estão ali. A gente foi lá com o secretário Lucas Suzin. Ele olhou essa situação, uma situação grave, uma situação de saúde pública, porque as pessoas vivem no meio do esgoto. Elas não escolheram estar ali, entendeu? As pessoas estão ali porque precisam estar. Então, eu preciso da sua ajuda para a gente ver a questão de pavimentação comunitária, vereador Zé Dambrós. Isso é uma luta nossa, é uma luta que não é de uma pessoa, de um partido, é uma luta da comunidade, é uma luta que precisa ser ouvida por todos. A gente precisa achar uma solução para resolver a questão dessas famílias.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, se possível.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Nós precisamos achar uma saída para isso, porque é uma questão de saúde pública. Eu fiquei lá 10 minutos e saí com uma dor de cabeça, assim, porque não dava para aguentar o cheiro do esgoto. Então a gente precisa, junto com o secretário, com o governo, achar uma saída. Eu tenho certeza que a gente vai conseguir achar. Vereador Zé Dambrós, seu aparte, por gentileza.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Não, o senhor dá uma demonstração que conhece os bairros carentes da cidade. Até porque o senhor mora ali, na região. A sua rua não tem pavimentação, e o senhor luta há muitos anos. Bornal, se eu não me engano, o nome da rua, né? Que costeia o aeroporto.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Alberto Arpino.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Alberto Arpino. Que tem projeto, e que nós precisamos pavimentar. Bom, eu estou fazendo indicação, e eu quero falar no meu Grande Expediente, de que o Samae... Porque, na legislatura passada, “ah, tu está me dando canelaço”, o diretor do Samae me dizia. Não, o Samae tem recursos e precisa ajudar o Executivo. Eu estou fazendo uma indicação solicitando que o Samae, inclusive nos loteamentos que estão em fase de regularização, nos conceda recursos para 20 quilômetros de saneamento, pluvial e cloacal. Para que depois não tenha que abrir de novo, porque nós vamos ter pedras. Não existe, não tem como. Monte Carmelo, Vêneto, Balardin, Parque dos Pinhais. Não tem como o Executivo continuar, nos próximos anos, colocando cascalho, mão de obra, hora/máquina e não dar dignidade para as comunidades. Então, nobre colega, a indicação está sendo protocolada. Estou solicitando que o Samae destine 20 km de saneamento, que inclusive, inclua essas ruas que o senhor está mostrando. É um tema que nós precisamos aperfeiçoar muito nesta Casa. Obrigado.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado vereador, Zé Dambrós. Essa rua que o senhor falou aí, a Alberto Arpino, ela costeia todo o aeroporto e é complicado porque eu estou tentando falar com o secretário Fiuza desde que eu estava lá no meu bairro, lá antes de ser vereador, eu acho, porque eu estou tentando falar, eu... Uma Declaração de Líder, depois. Porque eu estou... Eu cheguei na Secretaria da Habitação, comecei a falar com ele e tentei falar com ele, para a gente ir lá. Sabe por que, vereador Zé Dambrós? O senhor conhece bem essa rua, o senhor já foi lá várias vezes comigo. Ela não tem passeio público.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue em Declaração de Líder da bancada do PDT, vereador José Abreu.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Ela não tem passeio público. Obrigado, presidente. Ela não tem passeio público. As crianças, vereador Zé Dambrós, para poder estudar, elas têm que caminhar pelo meio da rua porque não tem passeio público. O muro do aeroporto está dentro da rua, então a gente precisa resolver isso urgentemente. Mas vamos voltar ao nosso assunto, aqui, agora da audiência pública pela redução de jornada de trabalho e pelo fim da escala 6x1. Por gentileza. Olha só, essa é uma pauta que vem sendo debatida no país todo, não é? A gente tem uma frente parlamentar aqui onde a gente trabalha muito nas nossas frente. Eu sei que frente parlamentar dá trabalho, a gente tem trabalhado muito, a vereadora Rose e a vereadora Andressa têm participado das nossas reuniões. Então é muito importante, só para deixar todos cientes aqui, a gente... Nós fizemos reuniões já com os trabalhadores, fizemos reuniões com o Sindicato dos Trabalhadores...
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Com as entidades patronais, foi um debate muito bem qualificado, um debate muito bom, onde tem que ser debatido, sim, porque a escala 6x1 ela está ultrapassada há muito tempo, vereadora Andressa, a senhora sabe muito bem disso, compreende muito esse assunto. Nós precisamos dar dignidade aos trabalhadores. E essa não é uma luta sindical, não é uma luta minha, é uma luta social, uma luta de todos, é uma luta humana. Chegou a hora da gente reduzir a jornada de trabalho, chegou a hora da gente acabar com essa escala 6x1 e como eu falei aquele dia, eu tenho a solução para tudo isso, é só a gente conversar. Eu apresentei a solução, aquele dia, a gente tem a solução, porque eu costumo, assim, quando apresento o problema, ter a solução do problema, também. Seu aparte, por gentileza.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Jack, eu percebo que conforme as eleições vão se aproximando, também, esse debate vem tomando um pouco mais do Brasil. Então, em vários lugares que a gente vai, as pessoas perguntam a nossa opinião, inclusive os trabalhadores dos estabelecimentos que trabalham com a escala 6x1. E hoje, há uma indagação, por parte do empresariado, uma preocupação de quem vai pagar essa conta. Quando a gente começa a debater quem vai pagar a conta as coisas ficam mais complexas no Brasil. O que acontece, é que historicamente os trabalhadores pagaram essa conta. Sempre foi a maioria da população que pagou a conta. Agora que nós estamos começando a discutir um pouco mais dessa divisão de pagar a conta, as pessoas do topo da pirâmide, elas estão ficando preocupadas. Quando a gente disse que as pessoas até R$ 5.000, que recebe até R$ 5.000, não pagaria imposto de renda e quem recebe mais vai pagar um pouquinho mais, já gerou todo um debate na sociedade. Agora que nós estamos falando em reduzir a jornada para 40 horas e acabar com a escala 6x1, o empresariado tem ficado apavorado e tem começado a criar um discurso de pânico do Brasil. “Que não vai ter dinheiro, vai ter desemprego, vai ter informalidade.” Coincidência ou não, esse discurso sempre foi feito quando nós tivemos um avanço social no país. Então, nós não podemos mais tolerar que haja chantagem de quem já ganha muito nas costas dos trabalhadores e de quem historicamente lucra no país. Nós não estamos falando que vai acabar os lucros, nós estamos falando para diminuir um pouquinho, vereador Jack. E o debate que nós fizemos na segunda foi um pouco sobre isso, não é? A gente está falando em diminuir um pouquinho os lucros de quem lucra 2 bilhões líquidos, e muitas vezes, quer dizer que está ruim, que não tem nada, enfim. Então é esse debate que nós precisamos fazer no Brasil. Nós queremos que as pessoas tenham mais qualidade de vida. Para isso não precisa sair de madrugada de casa e voltar de noite, nós queremos que as pessoas possam viver para além de trabalhar. Obrigado pelo aparte, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereadora. Eu, como falei antes, eu fui eleito para ser a voz do trabalhador, a voz das comunidades. Eu estou aqui para ser a voz daquela mãe que acorda antes de clarear o dia, chega em casa à noite, deixa seus filhos, às vezes, não tem nem onde deixar os filhos. Estou aqui para ser a voz daquele metalúrgico que acorda todos os dias, vai para o trabalho e nem sabe se vai voltar com saúde para casa. Então, essa questão é uma questão que nos preocupa muito, que é a saúde do trabalhador. Hoje, se a gente for ver... Eu falo com muitos médicos, muitos especialistas, e eles falam, assim, que os trabalhadores estão adoecidos. Estão adoecidos porque a escala 6x1 é desumana para o trabalhador. Que, para mim, é uma escala, e a gente sabe muito bem disso, 6x1 é desumano para o trabalhador. Acaba com todo o lazer, com toda a cultura, com todo o descanso do trabalhador. Então, nós precisamos achar juntos uma solução para isso. E eu fico muito preocupado com os empresários. Quando eu escuto eles falarem assim: "A gente não tem mão de obra na cidade." Qual o atrativo que tem para alguém ir para uma fábrica trabalhar para ganhar R$ 2.000, sabendo que veio o fator previdenciário que acabou com metade da aposentadoria? Aí tem reforma trabalhista, reforma previdenciária. Como que a pessoa vai querer trabalhar numa empresa? Então eu fico preocupado com os empresários. O que que eles vão fazer para atrair os trabalhadores? Isso nos preocupa muito, vereador Cláudio Libardi. Então, o que a gente vai fazer? Como que a gente vai fazer? Então a gente tem que fazer esse debate. Como eu falei, eu não vou falar aqui, agora, mas a gente tem a solução para eles, a gente tem a solução para esse problema. E a gente, juntos, pode com certeza trabalhar junto e fazer esse debate. Então, convidar toda a sociedade de Caxias do Sul, convidar todos os trabalhadores desta cidade, empresários desta cidade, para que participe da nossa audiência pública dia 26, às 19 horas, aqui nesta Casa. Dia 26, todas as entidades sindicais estão sendo convocadas, estão participando, as entidades patronais. Todos. É importante vir aqui fazer esse debate. É um debate que tem que ser feito, tem que achar uma solução, não dá mais para continuar assim. E nós precisamos, sim, fazer esse debate, vereador Lucas, para que a gente consiga achar um meio termo para tudo isso, achar o equilíbrio entre o capital e o trabalho, que é esse o nosso papel.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU – JACK (PDT): Por gentileza.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Jack. Na semana que vem, estarei indo ao Rio de Janeiro, junto com a direção da Codeca e a representação sindical do Sindilimp, conhecer a Comlurb, que é a Codeca da cidade do Rio de Janeiro. Que tem mais de 20 mil trabalhadores e trabalhadoras em uma empresa fortalecida e que cumpre um papel superimportante. Então, só estou justificando isso para dizer de um trabalho que a Frente de acompanhamento à Codeca está fazendo e que não vou estar aí, mas quero lhe dizer que sou parceiro nessa luta. Quando em Caxias, ou lideranças caxienses se inspiram na Europa, ou em países com um PIB maior que o nosso, esses países já venceram essa discussão há muito tempo. É absolutamente inadmissível saber a jornada de trabalho de quem está no comércio, de quem está na saúde ou em tantas outras áreas. E que as pessoas não têm tempo para viver. E quando se levanta esse debate, setores econômicos não tão ocultos... No passado – né, vereador Cláudio? – nós dizíamos que a mão oculta do mercado. Mas esses setores vêm aqui e dizem que a economia vai acabar. Na Dinamarca não acabou, em vários países não acabou, e no país não acabará. Trabalhadores e trabalhadoras precisam ter direito a viver. E concluo dizendo, é difícil, muitas vezes, a gente ter que defender isso, vereador Jack, com setores da elite econômica brasileira que ainda não toleram o final da escravidão, infelizmente. Então é isso. Mas parabéns pelo seu trabalho. Estamos juntos nessa luta.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR JOSÉ ABREU – JACK (PDT): Obrigado vereador. Vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu vou na mesma linha do vereador Lucas, vereador Jack, porque hoje nós temos uma cultura, vereador Lucas, de serviço dentro da sociedade. E é uma cultura de serviço intrinsecamente ligada ao período de escravidão no Brasil. Tem que ter sempre alguém à sua disposição, mesmo que esse não esteja produzindo nada. Prova maior é a seguinte, vereador Jack, o senhor, que passou, da sua vida, pelo menos 20 anos dentro de uma fábrica. Quando não tem nada para fazer, o que acontece? Liberam alguém ou fica todo mundo sentado? Fica todo mundo sentado olhando um para o outro e acabou.
VEREADOR JOSÉ ABREU – JACK (PDT): Um para o outro, e era isso.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Por quê? Porque nós temos uma concepção de servir, de estar à disposição. E é sobre isso que nós precisamos conversar.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vereador Jack, nós somos defensores da produtividade. Sabe como é que aumenta lucro?
VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Um aparte, vereador, também.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Com produtividade. E é sobre isso que nós precisamos conversar, sobre o aumento da produtividade dentro da nossa sociedade para que, efetivamente, as indústrias aqui sejam competitivas, vereador Jack. E para que nós consigamos garantir aos trabalhadores cada vez mais direitos. Parabéns.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado. Deixar bem claro que eu defendo uma empresa e indústria fortes, para que a gente possa ter, também, lucratividade para a nossa cidade e para os trabalhadores. Por gentileza, vereador Hiago, seu aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Vereador Jack, eu vou tentar me fazer presente para vir aqui fazer um contraponto, porque a gente diverge nessas questões. Não sou favorável a escalas desse tamanho ou que o brasileiro trabalhe o tanto que trabalha. Mas eu acho que teriam outras prioridades e outras coisas, em outro ponto de vista meu, antes de a gente estar falando sobre isso. Por isso que é o meu contraponto. Envolvendo trabalhadores e empresas, nesse mesmo nicho, eu digo. Se eu puder, eu vou vir nesse dia para a gente estar debatendo melhor. Mas parabéns por levantar essa questão. É uma coisa que tem que levantar, que tem diferentes opiniões, e é muito importante. Então parabéns pelo senhor ter a coragem, neste ano eleitoral, de estar levantando essa lebre. Muito obrigado.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Hiago. Eu acho muito importante a participação de todos. Essa frente parlamentar vem, justamente, para a gente fazer o debate e achar o ponto de equilíbrio entre o capital e o trabalho, como eu sempre falei. Por gentileza, vereador.
VEREADOR ALDONEI MACHADO (PSDB): Vereador Jack, parabéns pelo tema. Importante escutar os empresários, importante escutar as pessoas e os trabalhadores para ter uma real situação. Às vezes, o trabalhador precisa daquele emprego e, às vezes, tem que se sujeitar. Eu vim do campo com 14 anos, comecei a trabalhar logo na sequência, com meus 15 anos. Quando não tinha serviço na empresa onde eu trabalhava, na Acrilys, nós pegávamos uma vassourinha e um rodo e deixávamos aquela empresa brilhando. Então são coisas assim, que às vezes, vai de cada peão, cada pessoa, cada pessoa que gosta de trabalhar, ou está lá vestindo a camiseta e realmente fazendo a coisa acontecer. Obrigado.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereador Aldonei. Então, convidar mais uma vez a todos para participarem da nossa audiência pública, dia 26, às 19 horas, nesta Casa. Muito importante esse debate para a gente poder achar uma solução para acabar com a escala 6x1, que a gente vai lutar incansavelmente em todos os lugares desta cidade, seja nas ruas, nos mercados, no chão de fábrica. Aqui nesta Casa, a gente vai estar junto com os trabalhadores, para os quais eu fui eleito para defender e ser a voz de cada trabalhador e cada trabalhadora desta cidade. Muito obrigado, presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, nobres colegas, hoje eu quero ocupar esta tribuna para poder tratar de duas questões. Quero trazer dois temas aqui. Um deles partindo de uma situação específica, de uma mulher que acabei conhecendo nesta trincheira, nesta trajetória toda, desde antes de eu ser vereadora. No segundo momento, também quero trazer sobre a pauta das mulheres. Mas, primeiro, queria dizer que me ausentei por um período da sessão porque fui conversar com o Dr. Raphael, que era o defensor que estava aqui pela manhã, com o Dornelles e com o secretário Rafael Bueno também, para tentar chegar a um consenso e a uma solução para uma questão que o Dr. Raphael trouxe aqui, que é a ação do mutirão do Campos da Serra, que está marcada para o dia 21, que eles estão organizando já há um tempo. E, hoje, nós não temos a confirmação da participação da Unidade Básica, porque, segundo o secretário, já chegaram ao limite da hora extra do mês e, no momento, ele não tem condição de contratar quatro servidores para abrir a UBS por quatro horas na tarde de sábado para fazer o mutirão, porque não tem autorização do Executivo municipal. Isso eu falei, falei para o Dornelles que, se não tiver como fazer isso, então fechem as portas da cidade. Fechem todos os serviços de Caxias, se não tem como liberar quatro servidores para abrir a UBS no sábado à tarde. Ele vai falar com a Grégora, vai falar com o prefeito. Essa solicitação já chegou há mais de um mês, e houve um ruído de informações, porque eles disseram que não compreenderam que iam precisar de servidores. Enfim, o secretário Rafael está disposto a resolver, quer resolver, mas precisa da autorização do Executivo municipal. Então fui lá, com o defensor. Mas é inaceitável que a gente tenha esse problema com o único serviço público que tem no Campos da Serra.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): O único serviço. Jogaram as pessoas lá, não ofereceram serviço público de qualidade. Tem apenas um, que é a UBS, que é referência, e a UBS não vai abrir no dia que vai ter o mutirão para as pessoas. É inaceitável. Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Vereadora, a gente teve o congresso aqui, sobre exemplos de cidades que deram certo na saúde. Eu não lembro se era Vitória ou Ananindeua. Eu fiz a pergunta para a secretária. Então eu acho que... Eu vi, eu vi no jornal isso aí. Mas eles são referência na questão da saúde de último município, passaram para primeiro lugar. E eu fiz a pergunta para a secretária, eu disse: O que levou isso? Ela disse: "Olha, o que levou, é que nos finais de semana a gente vê o prefeito no sábado à tarde indo lá e ouvindo os servidores, conversando, ver como é que é. Porque não sobra tempo na semana, ele vai no final de semana conversar nas UBSs, ele vai a campo conversar.” Aqui, o nosso, além de não conversar, a senhora traz a informação que ainda fecha a UBS. Então olhem as duas cidades, a distinção entre uma e outra. Eu queria deixar essa reflexão, é triste, isso aí. Me desculpa, muito obrigado.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Exatamente, vereador Hiago, obrigada pelo aparte. Tem coisas que não entram na minha cabeça. Essa dificuldade, esse empecilho, para fazer uma coisa simples, de algo que a defensoria quer usar como exemplo, para fazer em outros territórios, mais vulneráveis, também, para que o serviço serviços cheguem para a população. Nós queremos que os serviços cheguem para a população, e nós precisamos disso da prefeitura e a gente está cobrando para que aconteça, esperamos que aconteça. Vou passar o dia trabalhando para que isso aconteça. Espero que haja a colaboração do prefeito municipal e dos secretários afins. Queria mostrar, por favor, a foto da Greice. Queria mostrar aqui da Greice e da Vera. (Apresentação com auxilio de mídia visual) Ontem eu estive visitando, se vocês olharem ali, nobres colegas, nós temos uma mulher cadeirante, que é o nome dela é Greice Padilha, de 29 anos, nós temos a mãe dela, dona Vera. E, vereador Cláudio Libardi, fui provocada, não é? A estar presente lá, o prefeito Adiló foi provocado pela deputada Bruna Rodrigues, que esteve aqui há duas semanas atrás, para visitar a Greice, por qual motivo, nobres colegas? Porque a Greice, desde os 14 anos, ela enfrenta uma doença degenerativa que não tem cura, é uma doença rara, que afeta alguns órgãos, a medula, enfim. Não tem cura e ela desde os 14 anos tem sofrido com isso e ela mora em uma ocupação no Charqueadas, onde a casa dela é a última casa do terreno, e ela tem uma rampa gigante para subir que não é nada acessível, tem uma casa que não é nada acessível, e a Greice vem sofrendo, reiteradamente, várias negações de direito. E nós fizemos uma denúncia a partir de alguns empecilhos que nós tivemos com a Unidade Básica de Saúde. Para vocês terem uma noção, nós estamos tentando encaminhar a Greice para que ela tenha atendimento da defensoria para que consiga profissionais da saúde que a acompanhem. Aqui tem a nossa foto com a visita da deputada Bruna Rodrigues à casa dela.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Aparte, por gentileza.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Já lhe concedo, vereador José Abreu. Nós não conseguimos acessar alguns documentos que precisa de saúde da Greice, para encaminhá-la para a defensoria para que ela possa ter profissionais disponíveis a partir de um programa federal que existe, que o nome é Melhor em Casa. E nós tivemos que brigar para ter acesso aos documentos, nós tivemos que brigar para ter atendimento da Habitação. O vereador Jack nos auxiliou quando esteve como secretário. Toda a vida da Greice, mesmo ela sendo cadeirante, mesmo ela demonstrando as necessidades, mesmo a mãe dela se doando e não podendo ter outras rendas para ter que cuidar dela. Elas têm a guarda de uma sobrinha, de uma neta da dona Vera, que elas cuidam também. Mesmo com tudo isso, houve todo um histórico de negligências a Greice. Nós denunciamos, na Comissão de Direitos Humanos do estado, por isso que a Bruna acabou se envolvendo também nessa situação. E a Bruna fez uma visita, então há duas semanas atrás ao prefeito, vereador Jack, pedindo para que o prefeito visitasse ela, para que ele entendesse a situação, e para que ele fosse um parceiro dessa luta. E ontem, então, nós fizemos o pedido para que a gente faça a rampa de fato acessível para casa da Greice. Outra coisa que eu queria falar antes de passar para o senhor: nós estamos brigando, já uns três anos para que a Greice seja atendida pelo Porta a Porta, que é o ônibus que precisa ir na casa dela, perto da casa dela para pegar ela para levar para os serviços. Vereador Jack, ela não consegue ir nas consultas de fisioterapia, nas consultas de especialistas, porque não tem Porta a Porta disponível na hora que ela precisa. Vereador Cláudio, aí eu pergunto, para que a gente aprova aqui o subsídio para a Viação Santa Teresa? Se não tem Porta a Porta para ir às 9 horas perto da casa da Greice, buscar elas para levar no Hospital Geral, se eles não têm horário, se eles não têm motoristas, eles nunca podem nos horários que ela precisa para ir para uma consulta? Então o sair de casa para a Greice é praticamente impossível. Não tem acessibilidade, o serviço público se nega a atender muitas vezes porque aquela é uma área irregular. Então a gente se vê em muitas contradições que que ela se encontra, enfim, que nós precisamos olhar com mais sensibilidade e que nós precisamos fazer o nosso papel. Seu aparte, vereador José Abreu.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, vereadora. Primeiro parabenizar a senhora pelo trabalho nas comunidades, junto a quem mais precisa. Eu acompanhei a Greice, a pedido da senhora, quando estava na Habitação. Eu cheguei lá e me deparei com uma situação terrível. Para mim terrível, porque uma pessoa que tem uma doença que nem ela tem, e estava, vereador Cristiano... É triste, é muito triste. Foi o dia que eu bati a minha camionete. Eu nunca vou esquecer. Porque eu cheguei lá, ela cadeirante, em uma cama onde a casa chovia em cima da cama. Chovia em cima da cama dela. No assoalho não tinha como andar com a cadeira de roda mais. Então é muito triste a situação ali. Parabéns pelo trabalho que a senhora está fazendo lá. Conte com este vereador aqui para o que precisar, para a gente ajudar a ter acesso, sim, porque é uma é muito difícil, é muito triste a situação. Eu saí de lá muito mal com a situação. Atendemos imediatamente, no mesmo dia a gente procurou atender para pelo menos não chover em cima da cama dela e dar um pouco de dignidade a ela e à família dela. Obrigado, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereador. É importante dizer que nós só conseguimos avanços na habitação, na residência delas, quando o vereador José Abreu era secretário. Nós conseguimos pela sua sensibilidade, vereador. Porque sempre nós esbarramos em questões burocráticas. Não pode por isso, não pode por aquilo. E aí o então secretário Jack teve que ir lá, ver que chovia em cima da cama da mulher, que é cadeirante. E vamos falar a verdade entre nós, eu falo isso porque a própria Greice diz, nobres colegas, ela não tem mais cura. Ela tem 29 anos, ela é mais nova do que eu, e ela tem uma doença que não tem cura. Ou seja, infelizmente ela sabe que ela tem um tempo de vida limitado. Só que ela precisa, como um ser humano, ter esse tempo de vida digno. Por isso que, ontem, mostrei a nossa foto com o Adiló, a partir de uma provocação da Bruna, a partir de uma provocação da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, para que o município se responsabilize. Porque, se nós não estamos aqui para melhorar a vida das pessoas, eu não sei o que nós estamos fazendo aqui enquanto vereadora, enquanto prefeito, enquanto secretários e secretárias. Então, é fundamental que a gente possa fazer com que o Estado funcione para as pessoas que precisam. E aí, para poder mudar de tema, já peço uma Declaração de Líder, por favor, para eu poder seguir falando os temas que eu quero. Mas a Greice, além de tudo que ela tem que passar, ela teve que ouvir de um trabalhador, de um servidor da UBS, infelizmente, ela teve que ouvir o questionamento dele de por que ela estava buscando o que ela estava buscando, os documentos, os atestados, se ela já sabia que ia morrer. Aí a gente denunciou. Nós pedimos abertura de sindicância, sim. Porque nós tivemos toda uma negligência do serviço de saúde, o que não pode acontecer, porque ninguém está fazendo um favor. Quando a gente está aqui trabalhando para qualificar o serviço público e para melhorar para os trabalhadores, é porque a gente sabe que os servidores fazem um importante trabalho para atender a população. Mas quem está atendendo a população precisa saber que está prestando um serviço que é um direito das pessoas. Ninguém está fazendo favor nenhum. A gente não pode ouvir da boca de nenhum trabalhador, de nenhum servidor esse tipo de absurdo. Por isso que nós cobramos, por isso que nós fomos para cima, por isso que eu levei, ontem, o prefeito Adiló à casa da Greice. E vou cobrar para que o que nós combinamos ontem seja feito.
PRESIDENTE ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Declaração de Líder à bancada do PCdoB. Continua com a palavra a vereadora Andressa Marques.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, presidente Bortola. Então, o segundo tema que eu quero trazer, nobres colegas, aqui, já está no telão, mas eu quero mostrar também, porque nós fizemos um documento, é o Pacto Municipal de Enfrentamento à Violência e pelo Fim dos Feminicídios em Caxias do Sul. No dia da posse da PEM, com a presença dos serviços municipais, e também nós tínhamos representantes dos órgãos estaduais e federais, nós propusemos, junto à Rede de Proteção à Mulher de Caxias, a ideia de um pacto municipal que enfrente a violência e que defina os feminicídios em Caxias do Sul. A ideia é que nós não tenhamos nenhum feminicídio na nossa cidade este ano. É um desafio que está posto para a rede, é um desafio que está posto para nós. Ontem, nós tivemos o 23º feminicídio ocorrido no nosso estado. Mais uma mulher que perdeu a sua vida, em Esteio. E nós não podemos naturalizar essas situações. Por isso, eu queria convidar todos os colegas aqui a já assinarem o pacto. Nós temos aqui é uma espécie de um abaixo-assinado, todos os dados e uma explicação que demonstra. E nós provocamos, então, as pessoas físicas, entidades, todo mundo que estava aqui a assinar esse pacto pelo enfrentamento da violência e fim dos feminicídios na nossa cidade. O objetivo é que a gente possa construir ações, projetos, programas e políticas, em parceria com entidades públicas, privadas e órgãos. Todas as instituições que queiram e que tiverem interesse em fazer ações voltadas para esse tema, nós, da Procuradoria Especial da Mulher, seremos parceiras e estaremos indo dialogar com as pessoas. Estaremos construindo junto com as pessoas. Também, nós queremos construir uma campanha com todas as vereadoras, e tenho certeza que os colegas aqui serão parceiros, para que a gente possa levar essa ideia e para que a gente possa atrair entidades que queiram fazer parte desse pacto com a gente, para que a gente possa fazer ações pela cidade, né? Com esse tema podendo tratar, sim, da violência, da raiz dos problemas, apresentar alternativas e ter medidas concretas para que a gente possa enfrentar esse assunto e implementar políticas públicas que possam dar respostas a isso para a nossa cidade. Então, queria convidar todos os colegas e todas as pessoas que estão nos ouvindo a assinar esse pacto, a participar, a provocar as entidades, seja associação de morador, comércio, empresa, secretarias, órgãos públicos, como eu falei, e também instituições privadas, a proporem ações para homens e mulheres com o objetivo de a gente poder tratar essa questão da violência. Nós também queremos dar visibilidade para as entidades que foram parceiras, que quiserem assinar, que quiserem participar. Por isso que nós estaremos lançando essa campanha nos próximos dias e já apresento essa ideia para os colegas e para as colegas que estão aqui presentes. O nosso objetivo à frente da Procuradoria Especial da Mulher é poder tratar das políticas que já existem, dos programas, dos projetos e tudo que já existe, mas também poder qualificar a nossa rede para que a gente consiga se fortalecer e para que Caxias seja referência nesse tema no estado e a nível de Brasil. Eu não sei se vocês sabem que na nossa cidade faz 14 meses, agora vai fazer 15, que nós não temos feminicídio. Claro que isso não quer dizer...
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereadora?
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Já lhe concedo, vereadora. Isso não quer dizer que nós não temos tentativa de feminicídio, que nós não temos outros tipos de violência. É claro que nós temos medida protetiva. Nós temos várias intercorrências que acontecem, mas nós não temos tido a consumação desses atos. E nós acreditamos que é, sim, pela presença da nossa rede e por a construção de toda a rede. Claro que existe lacuna e que nós precisamos fortalecer a nossa cidade. Antes de lhe passar o aparte, eu queria falar sobre duas coisas. Primeiro: nós temos várias entidades parceiras que participam da rede e que hoje fazem algumas provocações para nossa cidade. Nós vamos ter, aqui, o Instituto Rosa Del Este que, nos próximos dias, vai estar apresentando o seu trabalho. E essa entidade vem demonstrando dificuldades de manter as portas abertas e é uma entidade que trabalha com a questão do fim da violência, atende mulheres vítimas de violência, suas famílias e as crianças também. Por isso nós estamos fazendo todo um esforço. Estive em uma reunião com o vereador Aldonei Machado, inclusive, que estava presente, onde a gente tem buscado alternativas com o município. Tenho conversado com o Mauro, da Secretaria de Assistência e Cidadania, para que a gente possa pensar em um termo de parceria do município para que o município consiga se responsabilizar com a entidade também para que a entidade possa continuar prestando um serviço na nossa cidade. Mas eles estarão aqui nos próximos dias falando sobre a situação e apresentando o Rosa. Mas nós temos, também, dedicado um esforço para isso. E a segunda questão, que a vereadora Rose tem um conhecimento de causa, inclusive maior do que o meu, é sobre a Casa da Mulher Brasileira. Em tese, é para estar andando esses processos, mas nós temos pedida uma reunião com a secretaria estadual para que a gente possa, inclusive, alinhar ações. E até agora nós não tivemos retornos concretos sobre isso. Queria, também, cobrar e pedir ajuda dos colegas para que a gente consiga conversar com a secretaria estadual, fazer o nosso trabalho de diálogo e de construção conjunta, porque eu tenho certeza que todo mundo quer ver as coisas acontecerem. Mas se a gente não consegue nem conversar com a secretaria que foi criada no passado, fica difícil, né? Nós, que somos mulheres eleitas e que estamos no segundo município do estado. Seu aparte, vereadora Rose.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Obrigada, vereadora Andressa. Com certeza, esse trabalho, nós estamos construindo juntas. A senhora, agora, como procuradora da PEM, vamos seguir. Mas eu queria ponderar duas coisas sobre a importância desse pacto. Porque, sim, os feminicídios, oficialmente, faz 14, 15 meses. Mas, como foi colocado, tem muita violência, tem tentativas de feminicídio, tem violências que deixam as pessoas... Bom, enfim, não vou precisar aqui falar que todo mundo conhece as violências contra as mulheres que muito, e tem muitas denúncias na nossa cidade. E também quero questionar uma coisa, eu acho, eu não sei como é que está, mas eu sabia de pelo menos três casos, tido como não feminicídio, mas que agora estão sendo investigados. Eu não sei mais como estão, mas na verdade, talvez essa estatística dos 14 meses mude, porque a gente sabe que no estado é muito subnotificado o próprio caso de violência e também dos feminicídios. A senhora falou antes do Campos da Serra, eu lembro de uma situação que foi dada como suicídio de uma menina, de uma jovem que se atirou, só que antes disso estava com uma discussão horrenda com o namorado, companheiro, que saiu correndo, disse que ela se atirou, e na verdade não tem como o que fazer e eu não estou questionando, mas está sendo investigado, pode não ser suicídio e sim o feminicídio. Então são questões que esse pacto vai fazer com que a gente debata e muito. Só para concluir, da Casa da Mulher Brasileira, ontem casualmente eu fui numa atividade que estava o secretário adjunto da Secretaria da Assistência, agora, e ele me colocou que ainda a questão do terreno está para aglutinação no cartório. Então nós precisamos agilizar isso aí porque não será mais prorrogado e nós não podemos perder esse prazo. Obrigada.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereadora Rose. Sempre as questões burocráticas, elas são empecilhos para que as coisas aconteçam. Eu fico admirada, enfim, tudo o que tem não é, que precisa do trabalho do município, do estado, da União, enfim.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, bem rapidinho.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Tudo que precisa concretamente é complexo que aconteça, a gente não pode mais que essas coisas sejam empecilhos para esses serviços essenciais acontecer. Seu aparte vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Só para contribuir com o que a vereadora Rose falou, o Tenente-Coronel da polícia militar Geraldo Leite Rosa Neto, esse aí que foi preso nessa manhã, e o pessoal ali está desconfiado que realmente não foi um suicídio, não é? E foi talvez uma execução. O que todo mundo estranhou é que ele não estava preocupado com a moça que estava caída e também a perícia mandou ele não entrar mais no banheiro, e ele foi lá, vereadora Rose, tomou banho, não é? E passou produtos químicos no banheiro, ou seja, fez questão de estragar a cena do crime e um fato curioso: na cena do crime, um amigo dele foi até lá que era um desembargador. Então, essas coisas, ele se preocupou em chamar um desembargador na cena do crime, que é muito estranho, mas vamos continuar cobrando, muito obrigado.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada vereador, precisamos ir atrás, vereadores, disso porque nós sabemos que existem subnotificações. A gente precisa cobrar, precisa estar acima, inclusive acompanhar para que os casos de feminicídio não sejam tratados de outra forma e para que a gente não maquie, não maquie os números, porque isso não vai nos levar a lugar nenhum. Nós precisamos enfrentar a realidade como ela é, como ela tem sido e para as mulheres, ela tem sido dura. Por isso que nós, enquanto PEM, vamos atuar, sempre que necessário, e vamos provocar também os órgãos que façam seu papel. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, acabei de fazer o uso de 20 minutos na tribuna, mas sempre que a gente tem a oportunidade de falar acredito que é importante que a gente possa fazer isso. E sigo na questão da pauta das mulheres, vereadora Rose, porque acredito que a gente tem muito que tratar sobre essa questão. Nós tivemos um lançamento nacional de um pacto que foi o que nos inspirou a propor esse pacto municipal. Nós tivemos, na semana passada, a votação de um pacotaço na Assembleia Legislativa que foi unânime entre todos os deputados e deputadas de diferentes partidos que apresentou essa questão de políticas públicas e projetos e dentre esses projetos nós tivemos várias questões ali interessantes em relação às tornozeleiras eletrônicas, em relação a ações em universidades, em escolas. Nós vamos propor uma ideia de um projeto em que a gente trate a questão de gênero e de raça em todos os serviços públicos da nossa cidade. Nós também tivemos, nessa semana, a posse da nova Procuradora Especial da Mulher, Eliana Bayer, a deputada estadual. Queria saudar, então, a deputada por essa posse, por essa nova tarefa, grande responsabilidade que antes era realizada pela deputada estadual, Bruna Rodrigues, agora vai ser realizada pela deputada Eliana. Tenho certeza que com tanta preocupação, compromisso que a deputada Bruna Rodrigues também tinha em relação a esse tema e nós tivemos importantes avanços a partir do trabalho delas no estado. Um deles foi a criação da Secretaria que, querendo ou não, coloca na ordem do dia e apresenta para o estado essa relevância que tem que ter a política para as mulheres. É claro que não adianta a gente falar da boca para fora, vereador Libardi, que nós priorizamos as coisas e não, por exemplo, separamos orçamento para isso. Então, nós precisamos ter orçamento para as políticas para as mulheres que sejam transversais a todas as políticas, mas nós somos mais da metade da população, então quando nós falamos das nossas vidas, nós estamos falando de todas. É importante, eu queria dizer aqui para os colegas que cada vez mais tem sido tratada da importância da presença dos homens, vereador Pedro e vereador Cristiano. Naquele dia da posse da PEM, nós tivemos aqui um juiz falando, nós tivemos o secretário Mauro, da assistência representando o Executivo falando enquanto homem preocupado e que quer também sim construir uma sociedade sem violência. Nós precisamos, cada vez mais, tratar isso. Eu tenho certeza que as pessoas, todas as pessoas querem viver em uma cultura de paz, mas isso depende de todos e todas nós. Então juntos, nós precisamos pensar em ações, sim, e se nós somos vereadores e vereadoras, nós temos grande responsabilidade para isso. Eu também queria falar de outros assuntos que têm sido trazidos, enfim, à tona em nível de Brasil. A gente tem visto até hoje, na capa do jornal, sobre a questão que tem tido problema, o preço do diesel, tem faltado diesel em alguns lugares. A gente vê um alvoroço em relação à imprensa, em relação aos veículos de comunicação e também a gente vê, muitas vezes, o compartilhamento de desinformação em relação aos temas. Eu e o vereador Libardi estaremos trazendo nos próximos dias, isso de forma mais contundente e profunda para poder apresentar. Mas vale dizer que nós não podemos, vereador Libardi, em nome de posicionamentos políticos, instabilidade política e intencionalidades políticas desestabilizar o país. Hoje, nós não temos distribuidoras públicas e, muitas vezes, a gente vê que os interesses do Brasil ficam à mercê de interesses de mercado. Por isso que nós falamos que é importante ter, sim, empresas e entidades públicas para que possam prestar o melhor serviço para nossa população e para que pensem sempre, vereador Jack, nos interesses em primeiro lugar da nossa população. E, para finalizar, eu queria falar sobre a política habitacional. Ontem, no diálogo com o vereador José Abreu, a gente teve algumas reflexões e vou conversar com o vereador José Dambrós, que é presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Habitação, vou propor sim uma subcomissão, dentro da comissão, para a gente tratar, não vou propor frente porque eu acho que, nesse caso, enfraquece a comissão, mas uma subcomissão, dentro da comissão, para a gente tratar sobre a habitação do interesse popular, sobre o Funcap, enfim. Acho que algumas medidas precisam com urgência serem tomadas na nossa cidade. Nós temos visto esse problema das casas no Campos da Serra, onde as pessoas estão esperando, vereador Jack. Nós temos visto no Campos da Serra muita gente sendo despejada dos seus apartamentos e essas pessoas vão virar demanda mais uma vez para o município. Então, não dá para a gente estar tapando sol com a peneira e não enfrentar os nossos problemas, porque tem várias coisas e a habitação precisa ser uma prioridade na nossa cidade. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado, presidente. Eu ia abrir mão, mas acredito que tenho que falar um pouquinho aqui sobre a questão habitacional para o povo entender também, vereador Hiago, essa questão do Campos da Serra. Eu acredito que, vereadora Daiane, é muito importante a gente ter a compreensão e eu sempre falei aqui que a senhora trata as questões com seriedade, com coerência. Então, assim, a gente precisa entender alguma coisa.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Em momento oportuno. Eu quando assumi a Secretaria de Habitação, eu fiquei muito feliz porque eu cheguei, olhei a pasta, uma pasta muito importante pra nossa cidade e eu vi que ali a gente tinha 227 casas para entregar, a gente tinha mais 50 casas na Morada do Vale, 496 apartamentos que a gente ia iniciar e tal. Então, eu fiquei muito. Eu acredito que todo secretário quer entregar. Quer entregar, quer realizar o sonho das famílias. O prefeito Adiló tenho certeza que quer entregar essas moradias o quanto antes. Mas à população, à comunidade, às mães que tantos precisam, que me procuram, a gente está muito preocupado com essa questão do Campos da Serra, sim, com essas moradias. Mas as pessoas precisam compreender o porquê da rescisão. A gente tinha uma empresa que em um ano — eu já falei aqui — não entregou nem a casa modelo, que é uma casa para a gente olhar, ver como que funcionava e tal. Em um ano. Então, eles iniciaram em junho de 2024, 2025 era para entregar, em dezembro de 2025, no dia 12/12, e não... A gente chegou em fevereiro e não tinha nada pronto. Em janeiro a gente cobrou, fevereiro a gente acertou, março também não deu. O que a gente tinha que fazer? Respeitando o dinheiro público e respeitando o interesse público, era rescindir o contrato com a empresa que não cumpriu nada daquilo que falou. A Secretaria de Habitação notificou mais de 20 vezes a empresa. Então, a gente não tinha o que fazer. Ou a gente deixava eles brincando com a gente, não fazendo o trabalho que tinha que fazer, ou rescindir o contrato. O que a gente fez? A gente rescindiu o contrato para convocar uma nova empresa. A gente tinha algumas ideias, inclusive da Codeca, finalizar aquelas casas e entregar para as famílias. As próprias famílias iam fazer o cuidado. Enquanto a gente estava frente à secretaria, nós deixamos dois funcionários da Habitação, do Cachoeirinha, cuidando de dia. À noite a Guarda Municipal fazia a ronda. Quero agradecer o delegado Paulo que sempre atendeu a gente e fez a ronda para nós. E não foi levado um prego no período que a gente estava lá. Seu aparte, vereadora Daiane. A senhora pediu? O Hiago, por gentileza.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Vereador, parabenizar. Eu estive lá ontem. Parabenizar o senhor quando estava na secretaria. Eu estive lá ontem. Já tinha ido um tempo atrás, mas ontem eu fui gravar um vídeo que depois eu vou acabar largando. Eu fui e me deixou triste porque as aberturas, as janelas, as portas, ou as que foram danificadas, as que foram furtadas, a fiação, o forrinho, isso é o dinheiro do contribuinte. E eu confio no senhor. Por que eu confio no senhor? O senhor falou, nessa época, e agradecer o secretário Paulo, que até, salvo engano, o pessoal mandava foto de hora em hora e a Guarda patrulhando. E não teve furto nessa vez. Eu confio no senhor por quê? Eu tive um problema com umas casas no Reolon. Conversei com o senhor quando era secretário e o senhor resolveu. Conseguiu ajudar as duas famílias, tanto a mãe como a filha. Elas encaminharam pela Caixa, tiveram residência e deu tudo certo. Então, desde aquela época, eu aprendi a confiar no senhor. E o senhor, aquela vez, chamou os funcionários da secretaria, me levou lá e me deu explicação. Então, é isso que a gente espera. E eu acredito que vamos continuar cobrando. Mas, se tivesse gente lá, talvez patrulhando ou cuidando na parte da noite, não teria acontecido, infelizmente. Mas obrigado. Vamos continuar cobrando. Obrigado, vereador.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): É, a gente fica muito triste de ver o que está acontecendo hoje. Como eu falei, o prefeito Adiló, com certeza, não gostaria que estivesse acontecendo isso. Acho que nenhum secretário gostaria que estivesse acontecendo isso porque o maior prazer da gente é realizar o sonho das pessoas, entregar a casa e realizar o sonho daquelas mães que tanto sofrem, que tinham contrato, gente, feito até dezembro, porque sabiam que iam receber suas casas. E acabou que a empresa, infelizmente, não cumpriu nada daquilo que tinha acordado, e a gente teve que rescindir o contrato, infelizmente. Então, eu sei que não adianta de nada, mas deixar aqui a minha solidariedade a essas pessoas que estão esperando ali. E que contem com a gente. Juntos, vamos tentar achar uma saída para que essa obra retome o quanto antes e essas famílias tenham as suas casas para poder morar. Então, era isso, presidente. Muito obrigado.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, o Pequeno Expediente fica pequeno para tantas coisas que a gente precisa trazer aqui. Na semana passada, a gente esteve na Maesa para verificar alguns brinquedos que estão lá parados. Uns brinquedos que foram retirados de algumas praças e ainda não tiveram manutenção. Conversamos com o secretário Weber, como eu sempre digo, ele foi muito solícito com as informações e disse que logo, agora, no próximo mês, já serão recolocados esses brinquedos, já vão para manutenção. Mas é um espaço que está guardando alguns brinquedos e que não é esse o foco, né? Os brinquedos tem que estar nos bairros fazendo o que é a sua função, que é para as crianças e para as famílias aproveitarem. Também estivemos, na semana passada, nas obras do Desvio Rizzo, principalmente na entrada do bairro, onde logo que foram começadas as obras, no final do ano. O pessoal pensou que durante as férias seria arrumado e não foi. Está um caos no trânsito na saída da Escola Municipal Desvio Rizzo, que funciona junto com a Anhanguera. A gente fez contato com a Codeca, eles ficaram de nos dar um retorno, porque realmente não tem passeio público, e aquelas crianças e jovens estão desassistidos ao sair da escola e não ter por onde cruzar. Não tem uma faixa de segurança, é sem recuo nenhum, não tem passeio público. Está um caos a parte do trânsito, principalmente nos horários de pico. Mas, principalmente, eu vou voltar com a questão da habitação, que é a questão do Campos da Serra, daquelas moradias. Por quê? Porque a gente esteve lá na sexta-feira, então. A gente tem muitas fotos e vídeos aí para mostrar. Hoje a gente não vai mostrar porque está no Pequeno Expediente, mas amanhã vem um Pedido de Informações para esta Casa de todo o programa Habita Caxias. O programa Habita Caxias foi lançado lá em agosto de 23, dizendo que ia fazer a entrega de mil residências. As pessoas foram lá, se cadastraram e tudo mais. Porém as coisas não aconteceram em um todo, né? Então a gente vai fazer um Pedido de Informações na totalidade, para verificar todos os programas que englobam o Habita Caxias, que é o A Casa é Sua; o Minha Casa, Minha Vida, o Kit Casa e os terrenos urbanizados. A gente quer saber da prefeitura como está cada estágio desse programa aí.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Porque na hora de fazer toda aquela mídia para as pessoas virem se cadastrar, final de semana aberto, casinha de madeira montadinha na frente da prefeitura para esperar as pessoas a se cadastrarem, ok, foi feito. E agora a gente fica muito sem informação. Eu estive lá no Campos da Serra, liguei para o secretário da Habitação. O secretário me atendeu, disse que estava finalizando uma reunião. Quando eu falei do Campos da Serra, ele disse que estava finalizando uma reunião e já me ligava de volta. Não me ligou. Eu fiz o vídeo, sim, porque eu tentei ligar três vezes para ele após um tempo. Ele não me atendeu. Depois ele me mandou uma mensagem com aquela informação básica que está em todos os lugares. Então a gente está fazendo um Pedido de Informações, vai entrar nesta Casa com um Pedido de Urgência. Por quê? Porque a gente precisa de uma definição para essas famílias. Essas famílias estão dizendo que estão sem informações. E como o vereador Jack disse, essas famílias, para fazer o contrato, elas foram atrás de toda uma documentação, elas desembolsaram várias coisas de valores de certidão e tudo mais para comprovar a questão da casa. E agora a prefeitura, por mais que tenha rescindido o contrato... Olha só o tempo que foi rescindido o contrato? Não foi feita nova licitação, não foi cuidado daquela área. Aquela área foi depredada, foi roubada, o mato está alto, não tem mais as portas e janelas. Aquelas visitas que o prefeito fez, que acho que tem nas fotos, com o João Uez e com mais algumas pessoas do município, não tem mais aquelas imagens. Não tem mais aquelas portas, aquelas janelas, aquelas maçanetas. Está tudo depredado, as louças de banheiro quebrada. Onde tem o PVC, tem buraco. Então, é muito complicado o que está acontecendo lá. E a gente não vê, realmente, uma ação da prefeitura. Por mais que tenha um contrato de vigilância 24 horas, que a gente levantou, a gente não vê, realmente, essa ação da prefeitura. Seu aparte, vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereadora Daiane, parabéns pelo tema. Com certeza vamos votar a favor. Nós precisamos de explicação, no mínimo, sobre isso, porque a gente vê muita morosidade para as coisas acontecerem. Foi lançado, foi divulgado. Sempre apresentam empecilhos que tem a ver com os outros. Mas será que o município, será que a secretaria fez o que tinha que fazer? Fica o questionamento. Nós precisamos cobrar, fiscalizar. É inaceitável que tenha tanta gente precisando de casa, e aquelas casas estejam lá se deteriorando, estejam largadas desse jeito. Obrigada pelo aparte.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): É isso mesmo, vereadora Andressa. E nós, como vereadores fiscalizadores, temos o dever de vir aqui, de cobrar, de fazer Pedido de Informações e de cobrar providências do Executivo. Era isso, senhor presidente. Obrigada.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas aqui presentes, eu venho aqui para fazer um alerta para a população caxiense e para o Brasil como um todo. Preparem-se. Amanhã, dia 19 de março, está prevista uma greve geral dos caminhoneiros. Abasteçam os seus veículos. Nós temos uma guerra acontecendo no Oriente Médio e, por conta de uma política ruim, coordenada por Lula desde o ano passado, nós, agora, temos uma falta de diesel, principalmente, no nosso município e no nosso país. Cerca de 30% do diesel é importado e, hoje, já não querem mais importar, porque, com base na política de preços que foi adotada pelo governo federal, as pessoas já não querem importar, porque está mais caro importar e vender aqui dentro do mercado nacional. Então, vai faltar cerca de 30% de diesel. Preparem os seus veículos. Segundo o senhor Wallace Landim, que é líder dos caminhoneiros, amanhã, dia 19 de março, está prevista uma paralisação geral dos caminhoneiros. Aqui em Caxias do Sul, nós tivemos um aumento de até 25,85% dos preços. Você deve ter sentido, 40% dos preços é em relação ao frete. Então, se nós temos um aumento no preço do combustível vai impactar diretamente na gôndola.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte, por gentileza.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Lá onde a senhora pega o seu arroz, lá onde a senhora pega a picanha. Então, nós podemos ver que na época que nós não tínhamos amor, que nós tínhamos ódio, os preços estavam mais baratos. Agora que nós estamos no governo do amor, vejam os preços que estão nos mercados e vai disparar mais ainda por conta de uma má política de preços do governo atual. E na época do Bolsonaro, nós tínhamos uma pandemia, nós tínhamos uma guerra e a esquerda ia no microfone e falava o seguinte: "É culpa do Bolsonaro, tudo". E agora é culpa de quem? Agora, o nove dedos simplesmente fala o seguinte: "Não é minha culpa, não é minha culpa". nove dedos: “não é minha culpa”. Então, assuma sua responsabilidade, senhor presidente. O senhor falou que outrora era responsabilidade do presidente e agora não é mais sua. Então, o que está acontecendo? Mas eu venho aqui falar, aproveitar esses dois minutos finais.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu vou lhe pedir um aparte, 10 segundos.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Eu não vou poder, vereador, porque eu tenho... O senhor aproveita o seu tempo para...
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): E o senhor fala que é um democrata. Eu sempre lhe cedo aparte.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): É que eu tenho muito assunto. A cidade de Caxias do Sul não para. Olha só o assunto que eu tenho aqui, meus amigos. Cadê? Deixa eu achar aqui, até me perdi. Aqui. Estou com a conta de água aqui. Por favor, se puder dar um zoom aqui. Conta de água. E aqui nós estamos, para quem não sabe e está nos acompanhando, nós estamos no mês de março. E aqui está previsto já a fatura do mês de abril. Está aqui, o consumo do mês de abril do contribuinte. Ou seja, o Samae, que é o Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto, eu acho que esse M aqui não é de municipal não, é de Mãe Dináh. Está previsto já, o cara nem passou o mês, já está previsto quanto ele vai gastar em abril. Nós estamos em março. O que aconteceu? No dia 5 de março, na padaria do Chico teve uma falta de água, inclusive a vereadora Daiane Mello também intercedeu, e ele estava há 48 horas sem água. Fez protocolo, fez solicitação e não atendiam ele, não atendiam ele. E aí, agora chega a conta, chegou a conta de água. Ou seja, o vazamento foi antes de chegar no registro dele e agora chegou a conta de água, cerca de R$ 1.000 de conta de água daquele contribuinte. Pode focar aqui R$ 1.000 de gasto que ele não teve. Ou seja, além desse empresário deixar de produzir por diversos dias e agora na frente da sua empresa está uma buraqueira que inclusive até um motoboy caiu no dia de ontem. Ele mandou um áudio: “Oh, o motoqueiro caiu aqui, porque está um buraco, ele caiu”. E aí, além disso, além do prejuízo, ele vai ter que pagar a conta de água. Que essa conta de água tem um vazamento antes do registro dele. E aí, eu pergunto aqui, colegas vereadores, o que está acontecendo? Qual que é a política do Samae? Por que esse cidadão está sendo cobrado se o vazamento foi culpa do serviço? E olha, meus colegas, para concluir, seu presidente, para concluir, no dia 5 de março fizeram uma intervenção. Acredite se quiser, abriram o buraco, fecharam o buraco e no dia 9 tiveram que fazer outra intervenção exatamente no mesmo local. Quem paga esse custo de trabalho, hora/máquina, e o trabalhador. Obrigado.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Se o senhor puder me ceder um aparte, vereador Cláudio Libardi.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Meus cumprimentos, senhor presidente. Hoje, Alexandre Bortoluz, hein? Bom dia. Bom dia a todos e todas, a quem nos acompanha de casa, a quem nos acompanha do plenário e a quem nos acompanha pelas redes sociais da Câmara de Vereadores. Evidentemente, vereador Cristiano Becker, eu vou lhe conceder aparte de imediato.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Muito obrigado, colega Cláudio Libardi. Me preocupa muito, Capitão Ramon, com todo o respeito que eu tenho ao senhor, ao seu posto que o senhor ocupou no Exército Brasileiro como capitão. Eu sou tenente da Brigada Militar, por 32 anos fui um operador de segurança pública. E quando o senhor traz essa informação para as pessoas correrem aos postos, me preocupa bastante, porque o senhor vai fazer um vídeo logo mais, eu tenho certeza, vai usar o que o senhor está falando na tribuna, vai divulgar na nossa cidade e isso é muito perigoso, vereador. Trabalhei com segurança pública e já aconteceu isso em outros momentos, vai causar o caos na cidade. Corrida aos postos, filas, tumulto, brigas por querer um passar à frente do outro, compra por pânico, desabastecimento, inclusive, ainda mais rápido. E nós temos os órgãos operadores de segurança: ambulância, Samu, Corpo de Bombeiros. Então, eu acho que o senhor tem que ter cautela conforme o senhor vai levar isso para nossa cidade. A gente tem que tomar cuidado até porque nós somos um Poder Legislativo que as pessoas vão dar ouvidos. E daqui a pouco, hoje mesmo, já vai estar gente correndo nos postos, causando fila, causando transtorno. Já está um caos a cidade de uma forma normal. Se nós pegarmos horários de pico da nossa Caxias do Sul é um transtorno imenso. E, com todo o respeito que eu tenho pelo senhor como capitão que és, da reserva do Exército Brasileiro. Eu sou tenente da Brigada Militar, por 32 anos operador de segurança pública, eu peço para o senhor que tenha bastante cautela na divulgação desse tema. Então, era isso. Inclusive, vereador, claro que pode. Eu espero que não ocorra, mas nós temos tipificados. Eu acho que eu vou deixar para o senhor falar sobre a tipificação, vereador Cláudio. Eu acho que o senhor sabe, também, que o artigo 41, sobre a provocação de alarme, tem que ser cauteloso. Claro, o senhor é vereador, tem a imunidade com o que o senhor fala, mas a gente tem que tomar muito cuidado com o que a gente leva para a nossa cidade. Com todo o respeito que eu tenho ao senhor, Capitão Ramon. Desculpa ocupar tanto espaço.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Que nada, sem nenhum problema. Eu e o vereador Capitão Ramon temos diversas divergências no cunho ideológico, e eu vou lhe falar hoje, vereador Ramon, o respeito que eu tenho como vereador. Eu acho perigoso, mesmo. Até porque, como bem tratou o vereador Cristiano Becker, tem tipificação penal. A gente tem que evitar. Estava conversando com o vereador Bortola, a gente tem que tentar evitar um caos. A Lei de Contravenções Penais determina que promover alarme, que é o que eu entendi que o senhor fez, é crime. Então a gente tem que tomar esse cuidado. E eu não vou fazer nada contra o senhor, só vou lhe pedir para que o senhor tome cuidado, porque, eu, mais do que corporativista, sou comunista, mas sou corporativista também. O senhor tem que preservar esta Casa Legislativa e acho que é prudente que o senhor preserve porque nesse caso específico, como tem previsão na Lei de Contravenções Penais, a gente tem que tomar muito cuidado. E, obviamente, se tem previsão na Lei de Contravenções Penais, eu lhe aconselho que tome cuidado como vereador, como sou igual ao senhor. Presidente, eu queria apresentar um vídeo da Zona Leste. Por gentileza, se a gente puder colocar no telão ao meu lado, aqui. Vamos à luta. (Pronunciamento com recurso de material visual.) Fiz uma cobrança, aqui, do início da Tronca, para que houvesse um recapeamento pelo Samae. Eles fizeram, e olha como ficou a situação do local. Um grande amigo meu, que é do Juventude, me mandou um vídeo e falou que parecia um time treinado pelo Fábio Matias, que não conseguia organizar o time em campo. Está parecendo o pessoal das obras do Samae. É inadmissível que nós tenhamos uma obra 15 dias depois da abertura do cano, vereadora Daiane. E, depois disso, tem uma equipe para abrir e uma equipe para fechar. E sabe o que eu descobri hoje, Zé Dambrós? Tem uma equipe para recolher a sujeira. Não é admissível. Eu já liguei para o diretor-presidente do Samae. Faço essa cobrança com responsabilidade que me cabe, mas não é possível que um comerciante precise ficar 15 dias com dificuldade no seu trabalho em razão da ineficiência do serviço público. As minhas guias mensais de imposto não posso atrasar 15 dias. O município também não pode atrasar 15 dias para arrumar uma obra porque o salário dos funcionários dele não esperam 15 dias, os funcionários e as suas contas também não esperam 15 dias. Então, nós precisamos de atenção. Se hoje o regramento é que uma empresa abre, outra empresa fecha e outra empresa limpa, nós temos que acabar com isso. A mesma empresa precisa abrir, fechar e limpar. Porque essa obra já faz 15 dias que foi começada, tem um tamanho de uns 3x4 e não consegue acabar isso, Zé Dambrós. Eu sigo cobrando. Tenho respeito pelo presidente João Uez. Agora, que baita bobagem trocar a Codeca por essa empresa que só está promovendo atraso na sociedade. Caro é ficar com a casa aberta, ficar com a rua aberta, ficar com buraco na frente do seu comércio 15 dias. O resto, a população paga imposto para ser rápido. Muito obrigado.
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