VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, bom dia a todos. Quero somente, neste dia, parabenizar. Felicitações ao nosso assessor de bancada do Progressistas, o Michel Sonda, pelos 40 anos de idade, que está completando hoje. Então, ficam aqui os nossos parabéns. Dar uma de Tenente Cristiano Becker aqui e parabenizar as pessoas pelo aniversário. Então, merece. Uma pessoa trabalhadora, dedicada, que sempre está à disposição de todos os assessores, bem como de todos os vereadores. Seria isso, presidente. Obrigado.
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VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente Edson, meus cumprimentos ao senhor, aos demais vereadores desta Casa Legislativa, àqueles que nos acompanham do Plenário e àqueles que nos acompanham de casa. Eu sou um advogado muito orgulhoso e cito seguidamente aqui a Constituição, presidente. Mas tem um ramo da advocacia que tem crescido significativamente, que é o ramo da advocacia pública. E, no último dia 7 de março, o Brasil comemorou o Dia Nacional da Advocacia Pública. E, por isso, nossa bancada fez um convite à Associação dos Procuradores do Município de Caxias do Sul e, hoje, recebemos a presidente, Dra. Karin Comandulli Garcia, que falará no nosso espaço dedicado ao Acordo de Lideranças. Então queria, nesta oportunidade, agradecer aos demais líderes que assinaram esse acordo e queria parabenizar todos os advogados públicos que tanto lutam pelo nosso município, tanto lutam pelo nosso estado e tanto lutam pelo Brasil, em especial a minha grande amiga, Barbara Arruda. Seria isso, presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhor presidente, muito bom dia. Nobres colegas vereadores, muito bom dia. A quem está aqui no nosso plenário, muito bom dia. A quem está nos assistindo pelas redes sociais também, muito bom dia. Senhor presidente, por mais que o nosso colega vereador Alexandre Bortoluz já tenha mencionado sobre o Michel, mas também não posso deixar de lembrar a passagem do seu dia de aniversário. Não está aqui agora. Certamente deve estar trabalhando em alguma função desta Casa Legislativa. Porque, independente de partido político, o Michel ajuda e atua em todas as esferas desta Casa Legislativa. Então, temos que parabenizá-lo pela passagem do seu aniversário. Que seja sempre muito feliz. Inclusive, nesta Casa Legislativa e lá no Executivo, está o Michel Sonda sempre correndo atrás. Independente do vereador que precise de ajuda, o Michel vai estar sempre disponível. Um camarada muito inteligente e muito querido pela nossa bancada e pelos demais vereadores. Isso eu tenho certeza. Então felicidades, Michel. Toda a felicidade do mundo a ti. Estamos também sempre de braços abertos. Toda a felicidade do mundo a ti. Um grande abraço.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Pois não. Obrigado. Desculpa. Meu grande amigo Edson Paulo Theodoro da Rosa. (Risos) Eu quero valorizar muito a reunião que tivemos ontem com o secretário Suzin; com a Greice, engenheira; com o Frizzo; com o prefeito Adiló. Mas especialmente os quatro empreiteiros que se dedicam, que se doam para esta cidade. Então, o Arcaro, o Manfro, o Adão e o Hoffman, que são importantíssimos para a nossa cidade, porque eles têm a responsabilidade de fazer as pavimentações comunitárias e fazer as cobranças dos moradores. Então, temos mais ruas que logo, logo iniciarão, porque tem o Canaliza Caxias que, na próxima semana, deve ir para licitação. Então, aos quatro empreiteiros, ao Arcaro, ao Manfro, ao Adão e ao Hoffman, o nosso reconhecimento pelo trabalho que fazem para desenvolver a nossa cidade. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas, eu gostaria de fazer um Voto de Congratulações a toda a Brigada Militar por ter prendido esses dois vagabundos que, hoje pela manhã, assaltaram duas lojas, uma lá no Bela Vista, na José Tovazzi, e outra lá no Bairro Santa Lúcia, na Jacob Luchezi. Dois empresários que hoje terão que dormir nos seus negócios por conta desses dois, que têm 31 anos de idade. Meus amigos, a polícia já prendeu ele diversas vezes. Depois eu vou contar um pouco mais do curriculum vitae de cada um, que tem diversas passagens pela polícia. Senhor presidente, gostaria de agradecer a presença da Apadev, Associação dos Pais e Amigos dos Deficientes Visuais, aqui na pessoa do senhor Tiago Peres, presidente. Muito obrigado pela sua presença. Priscila Tecchio, assistente social; e também a Alexia Valmini. Muito obrigado pela presença de vocês. Logo mais, o Partido Liberal cedeu um espaço para falar um pouco mais sobre a Apadev. Obrigado, presidente.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Bom dia, colegas vereadores, a quem nos acompanha, já citados aqui, a quem está conosco no plenário hoje, amigos queridos da Apadev também. A quem nos acompanha de casa, eu quero hoje fazer um Voto de Congratulações pelos quatro anos da Bosco 53. E quero dizer que, para quem gosta de doce e não conhece a Bosco, por favor, faça questão de conhecer. Eu acompanho desde a inauguração. Esse é um espaço que se transformou em uma referência aqui para quem gosta daquele cafezinho, do encontro na hora do café, de comer um docinho de Pelotas. Doces que são trazidos de lá. Então eu quero agradecer demais, aqui, por esse investimento feito em Caxias, que já está celebrando quatro anos nesse espaço, que também se tornou, inclusive, em um espaço de leitura, de encontros, de coworking, enfim. Então, à Juliana, para ti, Ju, e para toda a equipe, parabéns. Que venham muitos anos pela frente. Como uma cliente que adora, eu tenho certeza que, cada vez mais, esse espaço vai se transformar em referência na nossa cidade. Parabéns pelos quatro anos.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Senhor presidente, nobres pares, povo que nos acompanha. Agradeço a oportunidade e já inicio, de imediato, a minha fala de hoje apresentando para vocês alguns detalhes, no telão, do que, infelizmente, continua acontecendo, os problemas que os nossos agricultores continuam enfrentando. Então, parece que por mais que a gente fale; parece que por mais que a gente grite; parece que por mais que a gente suplique; parece que por mais que a gente venha aqui e fale, fale e fale, as coisas não mudam, as coisas não mudam. Elas continuam sempre da mesma forma. Ou seja, a culpa é sempre do agro. O agricultor é sempre o culpado. O Meio Ambiente continua a sua eterna guerra contra o agricultor. O Meio Ambiente que eu me refiro são os órgãos do meio ambiente, não a natureza. Continuam a sua guerra ferrenha contra os nossos agricultores. Tem momentos que a gente fica tão perplexo que a gente não tem palavras, a gente fica sem palavras. E tem muita gente que, nos comentários do que a gente fala em prol do agricultor, tem a ousadia e a cara de pau, para não dizer a sem vergonhice, que dizem: "Ah, eles falam que vão parar, eles falam que vão parar, mas eles não param. Nunca vai faltar nada, nunca vai faltar comida." Então, para você que diz isso o tempo todo, eu vou te dar um recado. No passado, e não muito distante, vereador Becker, o agricultor não plantava para vender. Ele plantava para o sustento próprio, para a família dele. E nós iremos retornar a esse período se não terminar essa perseguição em cima do agronegócio, esse abandono, esse descaso por parte dos governos que, ao invés de apoiar o maior PIB deste país, a maior arrecadação deste país, que é a do agronegócio, não, além de não ajudar o ofende. Porque são fascistas, racistas, não sei o quê, aquele povo isso, aquele povo aquilo, aquele povo aquele outro. Arrumam 500 mil adjetivos para depreciar uma categoria que, graças a ela, todos nós temos a comida na mesa. “Ah, mas quem traz a comida à mesa é só o pequeno agricultor.” Mentira. Ou será que aqui ninguém usa óleo de soja para fazer comida? Ou será que aqui ninguém usa milho? Ninguém come milho? Ninguém come polenta? Ninguém come pão? Porque é o grande agronegócio que planta o trigo, que planta o milho, que planta a soja. Parece que ninguém come isso, né? Ninguém mais come pão, ninguém mais usa óleo de soja, ninguém mais come polenta, milho, biscoito de milho. Ninguém come isso aí. Então, gente, a hipocrisia chega a um ponto que chega a assustar, ela chega a assustar. O abandono por parte das autoridades ao homem do campo. “Ah, mas nós estamos ajudando.” Sim, ajuda com uma mão e tira com três. Isso não é ajudar, isso é prejudicar. Volto a repetir: realmente uma grande parte do que a gente tem na mesa, uma grande parte, vem do pequeno agricultor. Isso a gente compreende, isso é verdade. E quem está sofrendo muito é o pequeno agricultor. O grande sofre, o pequeno sofre. E o pequeno está chegando a um ponto que ele não tem mais condições de fazer financiamentos, por causa das intempéries, por causa do custo, dos insumos. Existe algo que não é discutido. Eu não vejo ninguém, e digo, assim, a questão principalmente de deputados federais e senadores. Eu não vejo ninguém discutir. "Ah, mas é o livre comércio." Beleza, o livre comércio. Nada contra o livre comércio. Mas o que acontece, Vereador Dambrós? O agricultor vende ameixa a R$ 1,50. Se o senhor for ao mercado comprar está R$ 9. E o povo que vai comprar diz: "Olha aqui, os agricultores se queixam e estão enchendo o bolso de dinheiro. Onde é que já se viu R$ 9 um quilo de ameixa?" Mas o agricultor, com toda a despesa que tem, com todo o risco que corre, com os fenômenos naturais e o custo dos insumos, ganha 1,50. Que desse 1,50, de lucro vai lá 30 centavos; 20, 30 centavos de lucro. Não mais que isso. Então, as pessoas que falam mal dos agricultores, quando vão ao mercado, vão estudar um pouquinho, porque faz bem. Eu sempre digo aqui, desta tribuna, que estudar faz bem, pesquisar faz bem. Aquele preço que você está pagando na gôndola não é o preço que o produtor está ganhando, é o preço que o atravessador está ganhando. É ele que está enriquecendo, e não aquele que produz. Se nós não valorizarmos um pouco mais esses pequenos agricultores vão começar a plantar para consumo próprio. E aí vocês vão ver a carreta chegar ao mercado. Ao invés de ter 200 sacos de feijão em cima, ela vai ter 30. Porque não tem mais produção. E aí, se você acha que hoje está caro, triplica esse valor aí. Vai custar três, quatro vezes mais caro do que custa hoje. Então nós temos que incentivar, gente. Temos que incentivar a indústria. Claro que temos. Temos que incentivar tantas outras coisas necessárias na nossa cidade. Mas nós temos que incentivar, primeiro de tudo, aqueles que põem a comida na nossa mesa. Eu, como presidente da Comissão de Agricultura nesta Casa, tenho o dever de vir aqui. Preciso vir aqui. Preciso pedir: Não esqueçam aquele que está lá no tempo, trabalhando para que tu tenha comida no prato. É bonito a gente dizer: "Oh, pessoal, vamos fazer uma jantinha hoje de noite? Vamos fazer uma festinha hoje de noite?” Vão comer o quê? Pedra? Não, vocês vão comer aquilo que aquele que está lá na roça trabalhando está plantando. E, muitas vezes, plantando sem saber se vai colher. Porque, diferente daquele que compra uma máquina que produz alguma coisa para ele ter lucro, o agricultor tem que comprar a terra, ele tem que arar a terra, ele tem que colocar os insumos, para depois plantar a semente, para depois esperar ela crescer, para depois torcer que o tempo não a destrua, para quem sabe, lá na frente, colher sem saber o quanto. Se vai ser pouco, mais ou menos ou bastante. Ninguém fala isso, ninguém bate nessa tecla. Será que não enxergam? E aqui, quase que finalizando, eu quero dizer o seguinte. Os órgãos do meio ambiente são os principais culpados de os agricultores estarem analisando a questão de abandonar a lavoura. Cortou uma árvore? Trinta mil de multa. Cortou um capim? Não sei quanto de multa. Passou com o trator em cima de um córrego? Não sei quanto de multa. Aqui ninguém é contra a preservação, gente. Ninguém é contra a preservação. Mas passou dos limites. E vou dizer mais, se preparem, caros colegas. Porque eu estou preparando um material, eu estou preparando um material com fatos e base técnica, que eu vou trazer aqui, a esta tribuna, para mostrar para vocês o que era Caxias do Sul, o que era Caxias do Sul vista de cima, vista de cima, foto de satélite. O que era Caxias do Sul 40 anos atrás e o que ela é hoje. E eu estou falando em matéria, presidente, de vegetação, tá? Eu estou falando em matéria de florestas, de mata. O que era Caxias do Sul 40 ano atrás e o que é hoje. E vou já adiantar para vocês o assunto. Dados da Semmas, dados da Semmas: 40 anos atrás, tinha 90% menos floresta em Caxias do Sul do que tem hoje. Noventa por cento menos árvores do que tem hoje. Era tudo lavoura de trigo, de milho, de feijão e de tantas outras coisas. Foi passando o tempo, os agricultores mudaram os seus hábitos, a mata cresceu, as árvores cresceram e, hoje, nós temos 90% a mais de árvores, do que nós tínhamos 40 anos atrás. Então, vir prejudicar o agricultor porque cortou uma árvore? “Ah, porque tem que preservar.” Como era o mundo 40 anos atrás? Peço uma Declaração de Líder para o PL.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Segue em Declaração de Líder a bancada do Projeto de Lei. Vereador Fantinel, da tribuna.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): O que era 40 anos atrás? Nós tínhamos estações normais, vereadora Andressa. Nós tínhamos o inverno, o verão, a primavera. Tudo direitinho. A gente pode pedir para os nossos mais velhos, que eles vão confirmar o que eu estou dizendo. Nós não tínhamos as enchentes que nós temos agora. Nós não tínhamos os tornados que nós temos agora. E nós tínhamos 90% a menos de árvores, presidente. Dados da Semmas, dados do satélite, foto aérea. E eu aqui estou pregando que tem que cortar? Não, não. Vamos proteger o máximo que a gente pode, para deixar uma boa herança para os que virão depois. Mas não ao ponto do que estão fazendo agora. Não ao ponto que estão praticamente obstruindo a possibilidade das pessoas. Como é que eu, se eu sou um agricultor e eu tenho dois filhos, eu não tenho condições de fazer grandes investimentos, como é que eu vou convencer os meus dois filhos a ficarem na lavoura? Eles estudam, eles entendem, eles querem ganhar dinheiro. E é justo que quem trabalha ganhe dinheiro. Para isso, tem que investir. Para investir tem que aumentar a produção; para aumentar a produção tu precisa usar o teu espaço. A lei federal diz o seguinte: que o agricultor tem que ter 30% da propriedade coberta de mata nativa, protegida, sem tocar. Não pode botar a mão. Trinta por cento. Gente, tem gente aqui que tem 70% da sua propriedade protegida. Eu cansei nesta tribuna, e vou continuar enquanto aqui eu estiver, citando a mesma pessoa. Claro que não vou fazer o nome por respeito. Aquele agricultor, ali em Santa Lúcia do Piaí, que tem 30 hectares e que usa só oito. Isso quanto é, por cento, de preservação? Está muito longe dos 30% que a lei federal exige. Muito longe. E o cara não pode tirar mais uma árvore para aumentar um pouquinho a lavoura. Inclusive, ele se colocou à disposição de as árvores que ele tirasse de um lugar ele plantaria num outro, porque é numa área que não dá para cultivar. Mas as árvores seriam replantadas. Não pode. Não pode, não pode, não pode, não pode e não pode. E se tentar? Multa, multa, multa e multa. Gente, eu só estou aqui pedindo para os nobres pares, independente de partido, de ideologia, de esse gosta daquele, não gosta daquele outro. Não. Mas vamos nos unir, para a gente tentar discutir aqui, vamos fazer uma reunião pública, vamos tentar discutir com os órgãos do meio ambiente. Vamos ver o que que pode ser feito. Vamos cobrar dos nossos candidatos a deputado, dos nossos candidatos a senador, para que olhem com olhos diferentes. O Brasil é um continente, não é um paizinho. É um continente. A minha pátria, a mãe Itália, cabe 32 vezes dentro do Brasil. Olha o que eles têm? Olha o que eles são? E olha o que nós temos e o que nós somos? Não quero aqui citar outros países. Está na hora de mudar, está na hora de abrir os olhos, está na hora de fazer as coisas funcionarem, pensar menos no próprio umbigo e a gente conseguir resolver. Se o país cresce, se desenvolve, todo mundo vai bem. Então deixo aqui, senhor presidente, esse clamor, para que os nobres pares possam nos ajudar nessa caminhada tão difícil. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Bom dia, colegas vereadoras, vereadores, pessoal que nos acompanha de casa, pela TV Câmara e pelas redes sociais. Bom, passado o início de ano, férias, carnaval e a nossa grande Festa da Uva, que foi um sucesso. Antes de começar meu assunto, quero parabenizar todos os servidores da Casa, principalmente quem é ligado à comunicação e à TV Câmara, pela cobertura que fizeram durante toda a nossa Festa da Uva, colocando os vereadores da nossa cidade em destaque. Então, parabéns a vocês. Bom, eu, desde que concorri a vereador pela primeira vez, sempre defendi uma bandeira, que é o automobilismo. E hoje eu preparei, inclusive, um discurso mais técnico, com toda uma retrospectiva, para ficar fresquinho, circular nas redes sociais, na imprensa. E relembrar, também, os novos colegas que fazem parte da Frente Parlamentar do Automobilismo. Que a gente consiga, agora, iniciar, de novo, um trabalho junto com o Executivo, junto com o prefeito Adiló, com o vice Néspolo e com as pessoas envolvidas, para que a gente consiga, de fato, seguir nessa bandeira do automobilismo. Conforme eu vou falando, eu quero que o pessoal da TV mostre o material para as pessoas que estão em casa. Então, hoje eu subo a esta tribuna para falar dessa pauta, que não começou ontem, não começou nesta legislatura, não começou depois que eu me tornei presidente. Começou lá atrás. Essa é uma pauta que faz parte da minha trajetória, da minha história e da minha identidade política: o esporte automotivo em Caxias do Sul. Desde antes de assumir o mandato, eu já acompanhava de perto a realidade de quem vive o automotivo. Jovens, trabalhadores, famílias inteiras que encontram nesse meio não apenas lazer, mas pertencimento, profissão, sustento e oportunidade. Eu quero chamar a atenção para esta imagem que está na tela, para o pessoal de casa. Olhem ali embaixo a data: 2014. Eu lembro como se fosse hoje, 12 anos atrás, quando teve uma mobilização na Câmara de Vereadores em relação a um projeto de lei. Na época, a gente teve que fazer uma mobilização, aqui no plenário. A turma que está aí estava conosco. E muitos ainda brigam por esse espaço até o dia de hoje.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, nobre vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Quando cheguei à Câmara de Vereadores, essa pauta não ficou esquecida. Pelo contrário, eu a trouxe para dentro do debate institucional. Organizamos reuniões, ouvimos lideranças, dialogamos com representantes do setor, com entidades ligadas ao automobilismo, com técnicos e, principalmente, com o Poder Executivo. Criamos a Frente Parlamentar do Automobilismo e Esporte a Motor porque entendíamos que essa não era uma demanda individual e, sim, uma demanda coletiva, como a gente faz até hoje, chamando os vereadores para participar, para dialogar, puxando o Poder Executivo, as pessoas que não entendem da pauta do automobilismo. Ao longo desses anos, participamos de encontros, defendemos publicamente a necessidade de um espaço adequado, buscamos áreas possíveis, discutimos viabilidade técnica, segurança e impacto urbano. Levamos o tema para reuniões formais, para a imprensa e para a sociedade. Não foi falta de esforço, falta de articulação ou falta de compromisso. Porque esporte automotivo não é apenas competição ou som automotivo. Ele representa uma cadeia econômica importante, que envolve oficinas, mecânicos, autopeças, preparadores, organizadores de eventos, profissionais, locutores, fotógrafos, segurança, alimentação e pequenos empreendedores. Estamos falando de emprego, renda e oportunidade. Caxias do Sul é uma cidade que se orgulha de sua história, da força do trabalho e da capacidade de inovar. E o setor automotivo sempre fez parte dessa identidade. Ignorar o potencial desse segmento também significa deixar de olhar para uma parte real da economia da nossa cidade. E faço um parênteses aqui. Ainda mais agora, neste ano, que entra uma nova forma de tributação em nosso município. Em nosso município não, em nível federal. Mas onde tu vai tributar, onde acontece o consumo. Por exemplo, aqui em Caxias do Sul, precisamos atrair o turismo para ter o consumo aqui em nossa cidade. Além disso, um espaço estruturado para o esporte automotor também pode se tornar um atrativo turístico, que é o que eu falei agora. Eventos automotivos movimentam cidades, trazem visitantes, geram ocupação em hotéis, consumos em restaurantes e visibilidade para o município. Ou seja, não estamos falando apenas de lazer, estamos falando de economia, turismo, emprego e desenvolvimento. Eu sempre disse algo que continuo acreditando: é melhor organizar do que marginalizar. Quantas vezes a gente trouxe o debate a esta Casa, na legislatura passada e antes ainda, em relação aos postos de gasolina? Quantas vezes jogamos a juventude de um posto para outro? Hoje em dia, não são nem tanto os postos de gasolina, hoje são os loteamentos irregulares. E acontece muito. A gente continua recebendo ligações e a gente acompanha no dia a dia. Mas quero lhe passar o aparte de imediato, vereador Juliano Valim.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereador Petrini, eu, desde que iniciei aqui na Câmara de Vereadores, na condição de vereador, sou testemunha viva deste trabalho fantástico e extraordinário que você desenvolve nessa questão do automobilismo. Até tenho certa preocupação. Por que ainda já não foi implantado esse autódromo, enfim, esse parque de automobilismo? Eu vejo que o Executivo sempre, nas reuniões, comenta, relata que está analisando o terreno, o espaço. Mas eu percebo que existe um excesso exagerado de burocracia nesse processo. Porque já era para estar pronto, já era para ter anunciado, já era para ter feito o ato de assinatura desse espaço. Passa o ano, e a gente não vê grandes avanços. Mas eu tenho esperança que, ainda este ano, o senhor, como um grande lutador, um grande engajador, possa estar comemorando o início dessas obras ou, pelo menos, que seja oficializado de fato esse espaço, aí concretizado. Porque quem ganha é a sociedade caxiense, é a Serra Gaúcha. Porque gera economia local, rede hoteleira. Eu tive o privilégio de participar de dois ou três encontros, com arquibancadas lotadas, as pessoas, as famílias, faceiras, alegres. E é isso que a gente tem que trabalhar junto, o Executivo e, principalmente, o senhor, que não se promove em cima de nenhum outro político. Esse é um trabalho seu, com toda a equipe, que são parceiros. Então, tenho orgulho de ver um vereador diferenciado e que faz a diferença nessa categoria. Parabéns.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, senhor vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Juliano Valim. Em diferentes momentos, tivemos avanços; tivemos sinalizações positivas, vereador Valim; tivemos estudos iniciados; tivemos conversas que apontavam caminhos. Mas também enfrentamos entraves, burocracias, como V. Exa. mencionou, mudanças administrativas e prioridades que acabaram atrasando esse processo. E é importante dizer com transparência: sim, essa é uma pauta que ainda não se concretizou. Está demorando, vereador Valim, mas a gente vai continuar trabalhando. E tenho certeza, o prefeito Adiló está dedicado a isso, já colocou sua equipe à disposição. Tem um processo avançando. Mas que a gente precisa junto, a Casa Legislativa, que é uma pauta da cidade, nós trabalharmos junto para poder superar a tal burocracia. Seu aparte, vereador Zé Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): O tema eu confesso que até não acreditava muito. Mas quando estive na Perimetral, quando V. Exa. organizou lá um grande encontro, eu fiquei impressionado. E é a demonstração de que nós precisamos respeitar os gostos. Tem o Theodoro, que gosta de bailão; tem os que gostam do laço. Tem os que... Então, é importante que o jovem tenha um espaço. E aí é a prova do quanto traz desenvolvimento. Eu lembro que o senhor apresentou para nós, em uma das suas viagens, de quanto estavam os hotéis lotados. Foi em São Paulo, se eu não me engano. Então, vem muita gente. É importante para a cidade o jovem ter espaço, e aí não discrimina, não discrimina. Ou seja, valoriza quem gosta do esporte automotivo. Obrigado.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Se possível, líder, uma Declaração?
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Sim, até o meio-dia pode ser. Declaração de Líder.
PRESIDENTE EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Em Declaração de Líder, segue da tribuna o vereador Wagner Petrini.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, meu líder, vereador Zé Dambrós, pela contribuição. Sim, eu sempre falo do automobilismo. Eu acompanho, não só no Rio Grande do Sul, Brasil afora, diversas competições. A gente vê agora uma empresa grande, a FuelTech, que comprou o autódromo do Velopark da família Gerdau. Estão lá bombando. Cada evento que tem ali, podem pesquisar nas cidades da região, não tem hotel disponível. Mas falo mais aqui, da nossa cidade. É sempre um comboio. Famílias, mecânicas se deslocando para Nova Santa Rita, no Velopark. Maior evento de turismo do Brasil? Fórmula 1. Quantos bilhões entram na economia na semana da Fórmula 1? Já tive a oportunidade de, nas últimas quatro edições, estar lá. É a economia que gira em torno do automobilismo. Caxias do Sul tem tradição automotiva, tem indústria, tem conhecimento técnico, tem público. É incoerente que uma cidade com essa vocação ainda não tenha espaço estruturado para o esporte automotor. Por isso hoje, desta tribuna, eu faço novamente um compromisso público. A pauta não foi arquivada, ela não foi esquecida. Continua viva, e muito viva. Logo estarei marcando uma audiência pública aqui nesta Casa. E logo convidarei os nobres pares para uma reunião com o nosso Executivo, na pessoa do prefeito municipal Adiló Didomenico. E continuará sendo defendida por mim com responsabilidade, diálogo e seriedade. Porque políticas públicas também precisam olhar para o lazer, para a cultura urbana, para o empreendedorismo e para as novas expressões da juventude. O caminho pode ser longo, mas desistir nunca foi uma opção. Eu sigo acreditando que Caxias do Sul pode, sim, ter um espaço organizado, seguro e regulamentado para o esporte automotivo. Um espaço que gere oportunidades, fortaleça o turismo e valorize quem faz dessa paixão também um trabalho. E sigo disposto a construir junto com esta Casa, com o Executivo e com a comunidade as alternativas necessárias para que isso aconteça. Porque quem assume uma bandeira não pode largá-la no meio do caminho. Muito obrigado.
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Não houve manifestação

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