VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente, queria começar exclusivamente esclarecendo que fui contatado pelo vereador Daniel Santos e me informou que a Secretaria de Trânsito não efetivou o contrato dos R$ 400,00 a hora da mão de obra...
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Então, já é grande coisa. Vamos aguardar uma definição definitiva e algo que eu entendo como positivo não ter feito contrato. Vereador Daniel.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Exatamente, vereador Libardi. Agradeço até por o senhor trazer a esclarecimento. Quando o senhor me passou falou aqui, a gente buscou informação e eu vi que era uma demanda da Secretaria de Trânsito e realmente nós não tínhamos entrado no detalhe que naquele documento que o senhor apresentou ali é proposta de preço e não uma nota fiscal de execução de serviço. E aí, o secretário de trânsito, Elisandro Fiuza, garantiu que esse serviço não foi feito. Então, deixar claro aqui que esse é um valor exorbitante e que não foi gasto esse valor como foi apresentado antes.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): E nem será!
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Com certeza, nem será! Não precisa nem entrar nesse detalhe. Obrigado.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Nossa esperança é essa. Vamos à luta! Presidente, eu tive a oportunidade de subir aqui para falar sobre os cartões corporativos e não tenho nenhum problema em falar sobre eles. Mas mais do que isso, vereador Fantinel, eu gostaria de falar sobre a hipocrisia, em algumas oportunidades, no exercício da vida civil das pessoas, vereadora Marisol. Eu, quando voto aqui, tento me alinhar mais do que ao que parece ao que realmente é. E tento levar a vida sempre, vereadora Daiane, a exemplo da senhora, votando o que eu vou fazer depois. Votei não a criação de cargo e não quis nomear, nem pretendi nomear. Em fevereiro, abril, sei lá, do ano passado, vereador Fantinel, passou uma lista e eu abri mão do celular, vereador Hiago, simplesmente porque eu não quero o celular. E não fiquei fazendo discurso nem contra o cargo nem contra o celular. Simplesmente uma concepção minha, vereadora Marisol. Mas me ofende muito que tem gente nesta Casa Legislativa que vota não e no outro dia vai nomear. Isso não pode acontecer. Que faz discurso contra o celular, vereador Ramon... Vê como é que é o destino... Vereador Petrini, e no outro dia vai pegar o celular. Então que nós sejamos minimamente lineares nas nossas posições, senão na sociedade ninguém mais entende nada de política. E um vereador nesta Casa teve um problema na internet no dia da votação, chegou aqui, vereadora Marisol, e a primeira coisa que fez foi nomear um assessor. Esperou abaixar a poeira da população e foi nomear um assessor. E isso, para mim, é de uma hipocrisia sem tamanho. O que nós falamos de gastos públicos aqui. E eu, trabalho em outros locais, orgulhosamente e, mais do que isso, meu salário é muito transparente, ganho 11 mil e pouco, igual a todos os vereadores aqui. O que me incomoda é da hipocrisia das pessoas de falarem que o Estado é inchado, enquanto deitam a leitoa, vão lá e mamam. Isso me incomoda muito, vereadora Marisol. E eu gostaria de relatar um tema que para mim é muito caro, que são os penduricalhos no Brasil e a aposentadoria dos militares. Os gastos no cartão corporativo são de R$ 1 bilhão. Sabe quanto custa a aposentadoria de militares? Eu sei a posição de vossa excelência, vereador Hiago, R$ 30 bilhões de reais por ano, aos cofres públicos, porque os militares se aposentam com dez anos de serviço, vereador Sandro Fantinel. Enquanto um trabalhador comum se aposenta com 47 anos de serviço, para ter a sua aposentadoria na integralidade. Se o vereador Capitão Ramon quer falar de gasto público, de excesso de estado, ele comece abrindo mão da sua gorda aposentadoria junto ao Exército Brasileiro, que recebeu somente no mês de novembro R$ 7.046,00, que recebeu no mês de dezembro R$ 5.969,00, que recebeu ainda de 13º, de média, R$ 4.652,00. Ele se aposentou aos 33 anos e vem falar todos nós como se não pensássemos que o dinheiro público tem desperdício significativo. Vereadora Estela Balardin, sabe o que é que dá para fazer com R$ 30 bilhões, 30 bilhões? Mil e duzentos campi núcleos de universidades pelo Brasil. Então, o vereador Ramon, que tem tamanha preocupação com o serviço público, que abra mão da sua aposentadoria, que faça igual um trabalhador metalúrgico que se aposenta com 65 anos, que seja feito o que se fala. Porque a partir desse momento, eu não tenho mais nenhuma tolerância com a hipocrisia. É muito fácil fazer discurso e não abrir mão de uma regalia em nenhum momento. Eu, tudo que entendo que não é necessário, eu abro mão e não faço discurso. Porque se tem alguém que acha que é necessário, que pregue, é simples a equação. É muito fácil vir nesta tribuna fazer discurso, vereador Jack, e no outro dia estar mamando na teta do governo federal recebendo 5, 6, 7 mil reais por mês, sendo aposentado aos 33 anos, como vereador capitão Ramon. É muito fácil falar de R$ 1 bilhão, R$ 1 bilhão, dos gastos do governo federal, e vir aqui participar da maior farra com dinheiro público da história, R$ 30 bilhões aos pensionistas do exército brasileiro. Nós precisamos, a exemplo do ministro Flávio Dino, promover o bom combate, contra os privilégios. E isso aqui não é de esquerda ou de direita, é de hipócritas contra não hipócritas. E eu estarei sempre ao lado dos não hipócritas.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vereador Ramon, o senhor que está do lado dos hipócritas, por gentileza.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador. Vereador, eu gostaria que o senhor falasse para a população brasileira. (Manifestação sem uso do microfone.) Ah, obrigado. Eu gostaria que o senhor falasse para a população brasileira qual é o preço do colchão que você tem na sua casa, vereador. Eu na minha casa, você que está assistindo, eu tenho um colchão de R$ 1.800,00. Eu gostaria que o senhor só falasse o preço do colchão que o senhor tem na sua casa. Outro ponto, eu gostaria também, essa camisa que eu estou carregando aqui, sabe quanto é que eu paguei, vereador? Cento e vinte reais. Eu gostaria que o senhor falasse o preço da sua camisa. Um comunista, ele é sempre dessa monta. Ele sempre diz que prega para os outros liberdade, que ele prega para os outros direitos iguais, mas, na verdade, não. Quando mexe no bolso deles, aí não. O que eles querem, é fazer comunismo com o dinheiro dos outros. Essa é a política pública da esquerda. Obrigado.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado. Vou lhe responder com o maior prazer. Sabe o que é o mais estranho, vereadora Estela? Eu sou comunista. E eu e o senhor, competimos no capitalismo que o senhor defende. E sabe quem venceu? Eu. Isso que é o mais inacreditável. Se pegar a minha Declaração de Imposto de Renda e a do senhor, a minha tem quatro vezes mais bens. Isso é inacreditável, vereador Capitão Ramon. Porque nem no sistema que o senhor defende o senhor consegue. Eu quero lhe libertar das amarras do sistema, já que o senhor é uma vítima desse sistema ganhando R$ 7.000 de aposentadoria, mais R$ 11.000 de salário nesta Casa. Vamos lhe libertar desse sistema, vereador! E eu sigo, vereador Muleke, combatendo a hipocrisia. O meu colchão, sabe como eu paguei, vereadora Marisol? Trabalhando 12 horas por dia, mais ou menos. Sabe que eu... Como é que eu paguei essa camisa? Trabalhando 12 horas por dia, vereador Jack, o senhor é a minha maior testemunha de quantas horas eu trabalho. Devo ter pago uns R$ 100, é da Hering, vereador. Eu não esbanjo, não faço igual o Bolsonaro que ganha cavalo de ouro. Eu estou aqui para viver a vida de quem trabalha...
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador. Um aparte.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): E defendo todos os dias, que quem produz a riqueza tenha acesso a esse trabalho. De imediato, vereador Hiago Morandi.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Eu vou confessar que eu estava gostando do debate, eu vou ter que esfriar com a nota aqui que o meu presidente, digo, o secretário de Trânsito, Fiuza, mandou aqui, R$ 37, é isso, não é, vereador Daniel? Trinta e sete reais, ali reiterando, então, a nota ali, a ordem de serviço que vai ser escolhida ou foi. (Manifestação sem uso do microfone.) É o que foi pago na verdade, não é? Isso, então ali reiterando que está tudo tranquilo ali por parte da Secretaria de Trânsito, aqui vai um abraço especial ao Fiuza, que faz um excelente trabalho lá e que permaneça assim, Republicanos sempre fazendo um bom trabalho. Muito obrigado. (Palmas)
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): De nada. Obrigado ao senhor. Então vamos lá, presidente. Eu sigo desta tribuna trabalhando com a carteira assinada, sendo vereador, tendo meu escritório de advocacia e cada vez mais defendendo o combate à hipocrisia, presidente. O que eu faço na minha vida privada, compete exclusivamente à minha vida privada, vereador Jack. E mais do que isso, é totalmente declarada à Receita Federal do Brasil, a qual eu orgulhosamente recolho todos os meus impostos mês a mês, diferente de alguns que insistem, exclusivamente, quando veem um leitão deitado, em mamá-lo para se usurpar, e quando chegam aqui fazer um discurso totalmente diferente a exemplo do maior hipócrita desta Casa, o vereador Capitão Ramon. Muito obrigado.