VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Bom dia. Bom dia, senhor presidente e todos que nos assistem pelas redes sociais. Bom dia, gurizada. (Manifestação nas galerias) Estamos mudando o sistema aqui. Para vocês, o que é extremamente fácil, para nós é extremamente difícil. Mas, senhor presidente, fazer uma saudação muito especial hoje. O nosso plenário, quando vem essa juventude, os alunos, professores, tem pais aqui, mães, é muito legal. É a presença do Centro Tecnológico da Universidade de Caxias do Sul, CETEC/UCS, que obteve seu melhor desempenho histórico na 40ª Mostra Técnica, conquistando sete premiações, no ensino médio e uma no ensino fundamental. Os estudantes foram acompanhados pelo professor Gustavo Rubbo Siqueira, coordenador das mostras do CETEC. E o colégio La Salle representou muito bem, também, a nossa cidade em uma das categorias. Os estudantes foram acompanhados pela professora orientadora Daniela Boff. Muito obrigado pela presença de vocês. Depois terão um espaço de Acordo de Lideranças. Sejam bem-vindos a esta Câmara. Muito obrigado pela presença de vocês.
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VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Bom dia a todos que nos acompanham pelas redes sociais; TV Câmara, Canal 16; bem como presencialmente. Aqui quero saudar e me somar os votos de congratulações do vereador Edson da Rosa. Saudar os alunos do Cetec, saudar também os alunos do La Salle Carmo. Mas, do Cetec, em especial os meus amigos Rafael Becker e Yuri Sirtoli, que estão aqui presentes também e que muito se dedicam nessas mostras, enfim, nessas feiras, que trazem todo um conhecimento e todo um destaque especial para as escolas que aqui estão presentes. Num segundo momento, quero fazer um voto de pesar. Com muita tristeza faço esse voto de pesar aos familiares pelo falecimento do amigo irmão Maicon Alexandre Candeia, ocorrido ontem, aos 42 anos de idade. Ele deixa esposa e filho. É muito triste, porque sábado eu fui palestrar para um grupo de jovens, e ele ia prestigiar essa palestra, mas passou muito mal, foi para o hospital e de lá, infelizmente, não retornou mais. Então, aqui, meus maiores e mais sinceros sentimentos aos familiares e amigos, em especial à sua tia Elizabeth Candeia. Que Deus abençoe a todos. Seria isso, presidente. Obrigado.
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VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom dia. Bom dia, colegas vereadoras, vereadores; a quem nos acompanha em casa, pelas redes e também aqui na plateia. Também quero me somar à saudação do vereador Edson da Rosa às duas escolas aqui presentes. Depois do meu Pequeno Expediente, também quero fazer um comentário de estudantes das escolas municipais, que também estão de parabéns. Mas quero, hoje, fazer também uma saudação especial ao PIM[1], ao grupo, à equipe que trabalha no PIM, que vai ocupar a tribuna aqui. Infelizmente, a gente não tem espaço de conversar, mas o PIM está fazendo 20 anos este ano, tem a exposição aqui e presta um trabalho à comunidade exemplar. Então, sejam bem-vindos e bem-vindas à nossa Casa. Obrigada, presidente.
 

[1] Primeira Infância Melhor
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhor presidente, nobres colegas vereadores, quem está aqui no nosso plenário, muito bom dia. A quem está nos assistindo pelas redes sociais. Senhor presidente, apesar de ser não tão longe, por óbvio, o estado de Santa Catarina, eu quero me solidarizar à família da jovem Catarina Kasten, que foi assassinada, violentada na Praia da Armação. Então, me solidarizo à família da jovem, de 31 anos, por esse crime bárbaro que ocorreu na Praia da Armação. E crime bárbaro como esse não pode passar impune. E que seja punido com toda a força da lei. Violência contra a mulher é crime. Crime covarde. E covarde deve ser punido com rigor. Que a lei seja feita. Era isso, senhor presidente.
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Bom dia, presidente. Meus cumprimentos aos senhores, aos demais vereadores, a que nos acompanham de casa, também a quem nos acompanha pelas redes sociais. Hoje eu estou especialmente feliz, presidente, porque eu cheguei aqui e vi uma grande amiga minha. Queria cumprimentar a professora Giulia. A gente pensa muito parecido sobre a vida. Para mim, estar contigo aqui é um grande prazer. Parabenizar por tudo. Tu tem se dedicado à pesquisa, à inovação, aos seus alunos. E também queria aproveitar esta oportunidade para cumprimentar o Flávio Barazzetti, que é primo irmão, se criou com a minha mãe, um exemplo dentro da minha família. Meus cumprimentos a ti. E falar que com certeza a Flávia Fernanda deve estar deixando muito contente a avó dela, que é uma grande amiga e madrinha da minha mãe. Frequenta a minha casa, passa o Natal com a gente, passa o Ano Novo com a gente. A gente é muito próximo. Então, fico muito feliz, tanto de ver a Giulia aqui, como ver o Flávio e ver a Flávia também. Tenho certeza que a madrinha está muito orgulhosa de vocês estarem aqui, hoje. Muito obrigado, presidente. Boa sessão a todos.
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Não houve manifestação

VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Bom dia, colegas vereadoras, vereadores, segunda vice-presidente da Casa, vereadora Andressa Marques e pessoal que nos acompanha de casa e pelas redes sociais. Bom, estamos chegando ao final de mais um ano. Esse ano, tive uma participação muito forte no governo como vice-líder de governo. E, apesar das dificuldades, a cidade é muito grande, sempre uma cidade acolhedora, trazendo e recebendo muitas pessoas de fora. E todos os serviços essenciais públicos acabam sendo muito demandados e, consequentemente, recebem algumas críticas. Mas estou aqui, novamente, para defender o trabalho do prefeito Adiló, desse governo, que apesar de tudo que eu falei e das dificuldades em diversos setores, aqui, na segunda maior cidade do estado, o Município tem avançado nos serviços, na questão econômica. E quero mostrar para o pessoal de casa, na última segunda-feira, anteontem, o governo deu mais um passo. E parabenizo o prefeito Adiló, porque é uma demanda antiga do Bairro Planalto Rio Branco, na região Desvio Rizzo, que é a Escola de Educação Infantil Planalto Rio Branco. Foi assinada, então, a ordem de início, junto com o subprefeito de Forqueta, que é ali do Planalto Rio Branco, meu amigo Lindomar, foi presidente do bairro e é uma liderança.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, vereador Petrini?
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): E, há muito tempo, nos cobra o que era uma demanda da comunidade do Planalto Rio Branco, essa escola de educação infantil. Estava lá o coordenador das relações comunitárias, ex-vereador desta Casa, Elói Frizzo, prefeito, diversas lideranças e o presidente da UAB, para comemorarem o início dessa ordem que é a maior escolinha infantil que nós teremos, com 150 vagas, para crianças de zero a três anos do berçário e maternal. O que significa isso? Nós estávamos, agora, falando do tema da questão infantil e o quanto nós temos de dificuldade, as mães, principalmente as chefes de famílias, quando tem seus filhos, e principalmente esses que exigem um cuidado especial, de zero a três anos. Então, o governo vai sanar essa demanda, que é de muito tempo, no Planalto Rio Branco. Pode passar as fotos para o pessoal de casa. (Pronunciamento com recurso de material visual.) Para mostrar, então, eu fui representando a Câmara de Vereadores neste ato, na segunda-feira. Será um investimento de em torno de oito milhões, e levará um ano e meio para estar pronta essa escola. Esse é o centro comunitário de lá, para quem não conhece, que será demolido. Vou passar de imediato seu aparte, vereador Juliano Valim.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Nobre colega vereador Petrini, parabéns pelo teu trabalho. Eu sei que você também fez parte dessa conquista, lutando, reuniões, fazendo documentos. A região ali do... Enfim, envolve o Charqueadas ali, né? Planalto Rio Branco. É uma região muito grande, uma população imensa, grandiosa. E é muito importante quando tem uma representatividade valiosa, e que, de fato, quando tem esse ato junto com o prefeito Adiló, juntamente com a secretária Marta, enfim, as lideranças que de fato se envolveram, que estiveram ativas, que de fato foram atrás, e agora ver essas conquistas, essas realizações, são méritos que jamais pode se deixar no esquecimento. Porque, muitas vezes, é só no ato da entrega, ou no ato de assinatura, mas esquecem quem de fato correu atrás. E o senhor, sou testemunha que sempre lutou, e agora está aí essa realização. Parabéns, vereador Petrini, e a todos os envolvidos nessa conquista. E parabéns, prefeito Adiló. Quem ganha é a população caxiense. Educação, enfim, saúde, são pilares de extrema importância para a nossa sociedade caxiense.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Juliano Valim. Fiz questão de trazer aqui a questão da educação infantil, porque é histórico o déficit de vagas. E a gente sabe, os parlamentares, todo mundo recebe demanda de escolinha, e é difícil. É difícil a gente conseguir contemplar toda a comunidade. E além da assinatura, então, de início da construção dessa escola, para 150 vagas, na sexta-feira – nessa sexta-feira agora – os nobres colegas já foram convidados para o ato de assinatura do contrato de 31 novas escolas de educação infantil, que é a PPP da educação infantil. E isso é avançar na questão. E vai ser mais um ato histórico. E quando falo ato histórico, eu me lembro das máquinas, que o prefeito teve coragem de investir 70 milhões e inovar na legislatura passada. O parque de máquinas da prefeitura. E, vereador Juliano Valim, por que que eu falo prefeito Adiló? Poderia citar a secretária Marta, outras pessoas envolvidas, como em outras áreas. Eu falo prefeito Adiló porque eu canso de vir aqui, a esta tribuna, e dizer: “Quando é o ônus, quando é o abacaxi, é o prefeito. Quando são as coisas boas, aí é o secretário, é o diretor, é o fulano. Ninguém fala o nome do prefeito.” Então eu vou seguir falando o nome do prefeito Adiló. É como na praça, na Estação Férrea, na Júlio de Castilhos, tem muitas pessoas envolvidas, porque é a parte boa. Quando é o abacaxi, é o prefeito. Quando são as coisas boas, é todo mundo. Então, eu parabenizo o prefeito Adiló. E trouxe as imagens aqui, lá na praça. Pode mostrar ao pessoal de casa a Júlio. Fiz um vídeo brincando que parecia a praia, Arroio do Sal, as famílias visitando. O cara lá da praça, da máquina de sorvete, eu conheço o empresário que atende ele com a matéria-prima, não vence. Teve que contratar novas pessoas para trabalhar, para fazer a matéria-prima, para preparar, porque não está vencendo vender sorvete lá na praça, porque as famílias andam ali. Aqui eu estou com o secretário adjunto da Habitação, o Volmir. Esteve lá comigo visitando a Júlio de Castilho. Muito lindo. A gente sabe que tem muitas pessoas envolvidas. A secretária da Cultura Tatiana Frizzo. O meu colega de partido, o Weber, faz um trabalho essencial. O Néspolo, o Dornelles. Tem diversas pessoas. Mas eu quero, aqui, deixar frisado o nome e a coragem do prefeito Adiló. Eu, com a minha família lá na roda gigante, não pude ter a oportunidade de andar ainda, mas vou andar. A fila é grande, a expectativa é grande. Então vou estar lá. Assim que eu puder, eu quero caminhar ali na praça, na Júlio, caminhar para baixo, caminhar para cima, cumprimentar as pessoas. O cara economiza de estar na praia, tu estás ali na praça, vendo as pessoas, vendo teus eleitores, conversando. É uma demanda aqui, um paga um sorvete lá. Encontrei a secretária da Cultura lá na Estação Férrea, no dia também da abertura. Estava feliz, estava faceira, porque, muitas vezes, recebe muitas críticas. E estava lá aproveitando o momento. Pode seguir passando as fotos da Júlio de Castilho. Por mais que tenham críticas, e podem ter mesmo, as pessoas que me conhecem, crítica construtiva sempre é bem-vinda. Mas a gente tem que saber valorizar os momentos bons para a família e tudo o que acontece aqui em Caxias. Alguém me pediu algum aparte? Vereador líder do governo, Daniel Santos.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Vereador Petrini, é muito importante e bom o senhor trazer essas informações e salientar a participação do prefeito. Tem os secretários que, muitas vezes, tomam iniciativa, executam, tem as suas equipes. Mas como falou o vice-prefeito Néspolo lá na abertura do Natal, lá na Estação Ferroviária, ao prefeito Adiló, que teve a coragem e abraçou a ideia, não só do Natal, mas de muitas outras iniciativas. Mas este Natal é uma virada de chave para Caxias. E foi, sim, abraçado pelo prefeito. Se não fosse ele, isso não estava acontecendo.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Daniel Santos. Seu aparte, vereador Cristiano Tenente Becker.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Wagner Petrini, eu quero te elogiar primeiro pela tua lealdade de sempre, viu? Eu fui chefe de gabinete e lembro, desde sempre, o senhor batendo de ponta firme, apoiando o prefeito Adiló. Seja na dificuldade ou na glória. Então, meus parabéns primeiro pela tua lealdade. Como sempre foste junto ao governo municipal. E, de fato, também parabenizar o prefeito Adiló pela coragem, o vice-prefeito Néspolo. O prefeito Adiló sempre aguentando nas paletas, às vezes, as pancadarias que recebia quando eram as coisas ruins.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Quando eram as coisas boas, os méritos eram sempre dos outros. Parabéns pela tua lealdade, Muleke. Parabéns ao prefeito Adiló. Caxias do Sul nunca teve um Natal como nós estamos tendo este ano. Então parabéns. Caxias está feliz e Caxias está em festa. Parabéns, Muleke.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Perfeito. Muito bem, vereador Tenente Cristiano Becker, pelas suas palavras. A gente até tem um jeito meio parecido de atuar, né, Cristiano? Bigode, palavra, lealdade, faz parte das pessoas que querem seguir trabalhando em frente e ter respeito. Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Desculpa roubar o tempo do senhor. Tem um outro evento, acho que o senhor ia falar ali, vereador. Me desculpa, mas...
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Não, mas eu vou usar uma Declaração de Líder. Pode ficar tranquilo.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Agradecer e parabenizar. A gente, como oposição, eu elogiei a questão do Natal. Eu acho que, quando tem um diferencial, tem que ser elogiado, com certeza. Movimentou o comércio. Eu estou no grupo do comércio ali, o vereador Daniel Santos também está ali. O pessoal gostou, movimentou o comércio, as lojas ficaram mais enfeitadas.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): E quando a gente fala bem e vai visitar Gramado e Canela, a gente não pode não querer aqui igual, né? Então seria uma hipocrisia. Eu, como viajo, gosto de ir para esses lugares, às vezes, a gente vai lá, leva a família, Caxias deve ter, sim, essas atrações. E parabéns. Como o vereador Cristiano falou, mesmo que a gente seja de oposição, mesmo que às vezes eu vá divergir do senhor, o senhor se mantém firme, em uma régua, o senhor tem convicção. Muitas pessoas, às vezes, o barco dá uma balançada, nem chega a afundar, elas pulam fora e não são mais leais. Na política é difícil a gente ter lealdade, respeito, olhar no olho das pessoas e ter palavra. Então é isso que nos faz diferente nos lados.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Parabéns pelo trabalho.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Hiago. Importante até a participação e o comentário, seja a favor ou crítica, da oposição. Muito obrigado. Eu solicito uma Declaração de Líder, minha presidenta.
PRESIDENTA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Em Declaração de Líder, vereador Wagner Petrini, da tribuna.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Antes de passar os apartes para vocês, eu só quero entrar em um outro assunto. O vereador Fantinel, como ele faz parte da Frente, talvez possa contribuir. Em seguida já passo os apartes. Pode agora... É sobre um evento do fim de semana, que a gente vai ter do meu segmento.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Aparte, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Por mais que a gente defenda todos os assuntos, questão da habitação, questão do desenvolvimento social e econômico da cidade, o comunitarismo, as demandas essenciais, mas vocês sabem, quem mais... meus colegas antigos, as pessoas que me acompanham mais na política, sabem que eu tenho uma bandeira, aqui em Caxias do Sul, que é o automobilismo. Essa é a bandeira que me trouxe aqui, através do som, do carro baixo, da arrancada, dos encontros. Então, eu sou leal a essas pessoas. Recebi muita crítica, mas a gente tem avançado muito, muito. E com o apoio, claro, dos parlamentares aqui. E digo aqui, no caso, da Frente Parlamentar do Automobilismo, na qual o meu colega presidente, Pedro Rodrigues, vem fazendo um trabalho, dando visibilidade à Frente, tentando buscar alternativas para que a gente consiga viabilizar o nosso parque automotivo, a nossa pista, os nossos arrancadões, o que movimenta muito o setor econômico automotivo: autopeça, mecânica, os profissionais. Agora a gente tem, aqui em Caxias do Sul, a Escola do Mecânico, que vai estar presente neste evento domingo, lá nos Pavilhões da Festa da Uva, que envolve o drift, o Hotlap, o carro baixo, o som, o feirão. Depois de cinco anos, nós teremos um feirão para quem quiser trocar de carro, comprar um carro novo. Envolve famílias, envolve pessoas do ramo. E eu quero convidar aqui a Frente Parlamentar para estar presente lá nos Pavilhões, para usar a palavra, para conhecer os segmentos, alguns segmentos que alguns vereadores não conhecem. O que é o drift? O que é o Hotlap? O que é um campeonato de carro baixo? O que é o som? Então, vai ter um evento lá domingo, e eu passo o card. Além de ter o evento, que vai reunir bastantes pessoas, a gente sempre dá uma contrapartida. Eu quero convidar aqui os nobres pares que puderem divulgar. Junto com a UAB, a União das Associações de Bairros aqui de Caxias, a gente vai fazer uma campanha nesse evento que é para arrecadar escova de dente e pasta de dente infantil. Porque a gente vai passar todo esse material, que vai ser adquirido no evento, para a UAB passar para as Associações de Bairro. Muitas vezes as crianças não têm uma escova de dente, não sei como é que se diz, quando tem o desenhinho ali, ou uma própria pasta de dente apta. Então, para o final do ano, vamos distribuir, através da União das Associações de Bairros. Convido todo mundo que puder doar. Não custa nada uma pasta de dente infantil e uma escova de dente infantil. Então, quero voltar aos apartes, depois seguir. Vereadora Rose, seu aparte.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Não, também eu lhe parabenizo, porque eu acho que esse é o papel do secretário mesmo, né? Tem que sempre defender e levar as coisas do governo. Eu já atuei no governo, em outras épocas, eu lembro que tinha secretário que botava tudo a culpa no prefeito quando não queria assumir. Quando não é essa função. Mas assim, vereador Petrini, eu, hoje, lendo o jornal...
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Eu fiquei bem satisfeita quando o Néspolo, o vice-prefeito, fala que pode ser que seja removido para outros espaços e tal. Porque assim, o que eu acho? Ficou muito legal, achei muito bonito o túnel, a participação das pessoas, que eu só vi pelo jornal, mas também quero ter a oportunidade de ir, enfim. Mas a situação que eu acho é que... Tem uma foto no próprio jornal. Eu acho que o que tem que ser revisto é essa questão de permanecer ali o ano inteiro. Esse é só o meu porém em relação a isso aí. E também, domingo, a minha irmã estava aí, nós fomos passear, o meu filho quis mostrar a nova... a parte ali da Estação Férrea. Eu queria fazer um pedido. Eu moro perto da Estação do Trem. Ali tem uns bancos, uma situação que está bem feinha. O prefeito poderia, vocês aí, o governo, enfim, ajeitar todo esse largo, porque está muito bonito, mas tem umas coisas que fica muito ruim no meio disso. E uma sugestão é que talvez um desses bancos possa ser pintado como Banco Vermelho. Obrigada.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Está bom. Obrigado pela contribuição, vereadora Rose. Levarei o recado para o governo. Vereador Sandro Fantinel, seu aparte.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Vereador Wagner, a gente teve a oportunidade de se conhecer na outra legislação e fazer trabalhos juntos. Ainda estou sonhando com o lago do Rizzo, que eu e o senhor demos o primeiro chute. Espero que, antes de a gente sair daqui, a gente consiga transformar em realidade. E queria parabenizar também o trabalho do senhor, sempre empenhado, sempre seguiu firme no caminho, sempre seguiu firme naquilo que o senhor acredita. E é que nem o nosso líder Hiago aqui falou, o senhor é uma pessoa que tem palavra. E eu admiro pessoas que têm palavra, que quando assumem uma frente vão até o final, independente do que acontece, e não simplesmente pular fora no primeiro momento que tem a possibilidade de pular. Então, parabenizo o evento também. Parabenizo também o prefeito e toda a equipe do prefeito pelo Natal que foi construído ali na praça. Recebi muitos elogios, e isso é bom, isso é bom. Porque criticar é fácil, fazer é difícil, a gente sabe disso. Então, mostramos, a Prefeitura mostrou que teve o interesse de fazer, fez, ficou bonito, está de parabéns. Espero que, a cada ano, melhore ainda mais. A gente sabe que tem muitas coisas importantes a serem realizadas, mas é como eu digo sempre, a maior parte das reclamações, dentro desta Casa aqui, é a questão da saúde, mas vamos imaginar o seguinte: Se se investisse só na saúde, o que seria do resto? O que seria do resto? Então, eu acho que é importante que todos os setores tenham o seu investimento. Então, parabenizo, parabenizo o evento. E fico sentindo, vereador, só para concluir, fico sentindo que aquela ideia que eu passei para o grupo da corrida de montanha, já nos roubaram a ideia no Rio do Rastro. Fizeram a mesma corrida lá. Então, passaram na nossa frente, infelizmente. Mas vamos tocando o barco e vamos acreditando no nosso trabalho. Obrigado. Um abraço.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Fantinel. Pena, né? Era uma ideia boa. Não é fácil, tem que se dedicar, a gente acabou não conseguindo. Mas logo a frente o parlamentar visitando o lago, pegando o teu gancho, porque tu lembrou da lagoa do Rizzo, eu tenho conversado com o Meio Ambiente, com o Samae. E a gente vai, junto com a frente parlamentar, fazer um evento inédito. É o primeiro passo para a gente conseguir trazer turismo para a lagoa do Rizzo. E muitas pessoas, aqui de Caxias, nos pedem há muito tempo, que é um encontro de jet-ski. O pessoal acha brincadeira, mas o pessoal que tem, e tem muitos que têm aqui em Caxias Sul, saem daqui e têm que ir a Torres, tem que ir ao Guaíba, e acabam não tendo como usufruir aqui em Caxias Sul. Então, a gente está nessa tratativa junto com a frente parlamentar. Eu não sei se, Edson, foi tu ou o Claudinho que me pediu primeiro? Vereador Edson, seu aparte.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): É acessibilidade.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Um aparte, vereador, por gentileza.
VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): É fila preferencial. Vereador Wagner Petrini, parabéns pela sua postura. Inclusive, o senhor nos convidou para domingo estar nesse evento de automobilismo. Eu não manjo muito, quero lhe dizer, mas só de o senhor ter convidado já demonstra a sua forma de pensar. Inclusive, nós temos muitas conversas, e tudo que nós tratamos, até hoje, nós cumprimos. Inclusive dizendo as coisas que concordamos e as que podem ser melhores. Porque lealdade também é isso, né? A lealdade é uma coisa que tem que falar nos olhos para a pessoa entender que todos nós aqui somos lideranças, né? E, como tal, também temos que ser tratados. Mas Caxias do Sul é uma cidade que fazia tempo que nós não tínhamos essa alegria de estar na praça. Eu lembro o tempo de Ana Rech, poucos que estão aqui lembram, mas era lindo de ir, era lindo de ir à praça. E, hoje, está se retomando essa alegria. Esses dias eu passei por ali com a minha esposa, porque a repercussão foi tão grande, e nós não tínhamos ainda conseguido ir. Eram umas 23 horas, mais ou menos, aí já é liberada a Júlio nesse interim. E ainda estava ligado. Ela ficou fascinada. Aí ela disse: "Temos que trazer a nossa netinha aqui." Olha, para uma avó dizer isso, é porque está muito bonito. Então, parabenizar o prefeito Adiló por essa ousadia e por essa coragem. Assim como o senhor falou, tantas outras pessoas, mas parabenizar ele por ter essa coragem de fazer um investimento que vai trazer para Caxias essa situação do turismo, inclusive em função da Reforma Tributária, que mais adiante nós teremos que conversar sobre isso. Parabéns pela sua fala da tribuna. Obrigado.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador Edson. Seu aparte, Claudinho.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza, Wagner. Eu queria falar, em meu nome e em nome da vereadora Andressa, que todos os compromissos que o senhor assumiu conosco o senhor cumpriu. E muito nos honra poder fazer esses acordos com V. Exa., porque o senhor é um homem de palavra. Agora, infelizmente, o único compromisso que o prefeito Adiló assumiu comigo, não conseguiu cumprir, que foi mandar a legislação que impede a abertura de vias antes da verificação da instalação dos túneis de água. Então, se o senhor puder cobrar dele, seria bem importante. Muito obrigado.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado, vereador. Para encerrar, então. Desculpa, vereador Jack, não vou conseguir passar o seu aparte. Só coloca a foto, a última foto que eu tinha trazido para deixar marcado o meu Grande Expediente. A da roda gigante. Não. A última do prefeito. Esta aqui. Então, eu quero encerrar o meu Grande Expediente com a foto do prefeito na roda gigante, que eu tirei um print do vídeo dele, que eu acompanho muito. Muito lindo. Obrigado. Era isso por hoje.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia, senhor presidente, colegas vereadoras, colegas vereadores. Eu quero dizer que é uma pena estar subindo nessa tribuna, para ter que falar sobre um assunto que nós já trouxemos tantas vezes, e tantas vezes, trouxemos ele de forma propositiva nesta Casa, mas que, dessa vez, a gente se vê na posição de ter que mostrar a realidade, que parece que é desconhecida ainda, por alguns colegas. Eu não consigo entender como que no mesmo dia, onde a gente aprova uma moção de entendimento da importância da Delegacia Especializada da Mulher, a gente dá coro dentro desta Casa, para uma fala que ataca diretamente os nossos direitos, que ataca diretamente as nossas vidas, que ataca diretamente aquilo que é mais caro para nós, que é a nossa segurança de nos manter vivas, quando estamos indo para casa, quando estamos em casa. E é sobre isso que eu quero falar hoje, sobre algo que não é a nossa opinião, e eu vou basear a minha fala inteira em dados. Para que a gente saiba que quando a gente está falando da violência contra a mulher, a gente não está falando de achismo, de partido A ou de partido B. A gente não está falando de direita ou esquerda, a gente está falando de uma realidade dura, cruel, enfrentada por muitas mulheres. Eu quero começar passando um pequeno vídeo, que eu peço atenção de todos. (Exibição de vídeo). Eu acho que esse vídeo, ele nos mostra que a violência ela termina no feminicídio, mas ela começa muito antes, e de várias formas, não é, vereadora Rose? A violência ela é psicológica, quando ela coloca a mulher, quando ela coloca nós mulheres, a entender que a gente cabe e que a gente tem que caber dentro de onde nos limitam, que a gente tem que caber dentro de um relacionamento que nos chama de feia, de incapazes, de burras, que diz que a gente não vai conseguir uma coisa melhor, isso também é violência. A violência ela começa a ser aceita, e aumentar gradativamente, porque ela está com várias coisas acumuladas. E, segundo o Laboratório de Estudos do Feminicídio, os dados mais recentes de agosto de 2025, 39,9% dos casos, eles ocorrem dentro de casa; 82% cometidos por companheiros ou ex-companheiros. Então quando a gente está falando aqui, que a mulher não é santa, entre aspas, a gente está ignorando o peso que tem ainda a palavra de um homem dentro da nossa sociedade, ainda mais dentro de um relacionamento. Dentro de um relacionamento amoroso, onde muitas vezes essa mulher de fato vai ser colocada em um papel secundário, e vai sentir que o homem tem legitimidade para fazer aquelas violências. Vai sentir que errado está ela. Que ela errou em algo para receber aquela violência. E 28,7% dos casos de feminicídio acontecidos em agosto desse ano foram em espaços públicos! A violência contra a mulher, diferente de outras falácias e coisas que mentes mirabolantes e doentias inventam nesta tribuna, acontece não só de forma velada dentro de casa, mas acontece na rua, no shopping, no Centro, na praça, onde todo mundo pode ver, dentro do transporte público. E 13,9% na casa do agressor. Então a gente consegue ver que principalmente é dentro de casa e nos espaços públicos onde as agressões acontecem.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Questão de Ordem, presidente.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Sim, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Artigo 209, ali no número dois – Inciso II. A vereadora disse, alegou que aqui nesta Casa tem mentes doentias, eu queria que ela explicasse se tem alguém com a mente doentia, ou que ela alegasse aqui quem é, ou se ela retirasse a fala se ficou errado.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Não retiro, senhor presidente.
PRESIDENTE WAGNER PETRINI (PSB): Então, segue a sessão.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Só em agosto foram 435 casos. Me incomoda muito, que não é os mais de 400 casos de feminicídio que incomodam aqui dentro desta Casa! Sabe o que incomoda? Uma mulher falando sobre isso! Sabe o que incomoda os vereadores? Uma mulher demonstrando que violência, que feminicídio acontece! Que não é eu que acho! Que não é eu que penso! Que são os dados que comprovam. Isso irrita! Não são os mais de 400 feminicídios que irritam. O que me incomoda, o que me indigna, o que me faz pedir uma Questão de Ordem para a sociedade, é dizer que a gente quer o fim da violência, de uma violência que não é ideológica, de uma violência que é real, que acontece todos os dias, que atinge mulheres da periferia, mulheres da área nobre da cidade, que atinge mães, filhas, avós, que atinge a todas, sem distinção de raça, classe... Então a gente precisa olhar com muita centralidade para essa questão, porque é muito grave o que vem acontecendo nesta Casa, que é uma avalanche de falas que atacam uma lei que é importantíssima para o nosso direito, que é a Lei Maria da Penha. Quando a gente fala da Lei Maria da Penha, a gente está falando que esses casos, que casos como esse, começaram a ser punidos, antes disso não eram. Praticamente todos eram arquivados. Após a Lei Maria da Penha que as punições começaram a acontecer. E que bom! Que bom que a gente agora tem punições. É claro que eu reforço, a gente não só precisa de punições, não só precisa cada vez mais aumentar prisões, aumentar as leis, tornar as leis mais severas. A gente precisa também de política pública, a gente também precisa de educação, a gente também precisa discutir o gênero, para saber que todos somos iguais. Mas se a gente ainda tem que falar sobre o direito das mulheres é porque na prática a igualdade não está acontecendo. É porque na prática a gente ainda morre mais. É porque na prática a gente ainda trabalha mais e ganha menos. É porque na prática a sobrecarga social ainda está sobre as nossas costas. Tem uma questão que é importante nós olharmos quando a gente fala da Lei Maria da Penha, que é a importância de uma resposta imediata. A gente entende e eu tenho certeza que compartilho dessa ideia com a vereadora Rose, que é do direito, com o vereador Libardi, que é da área do direito, que é que todo mundo precisa de um julgamento com ampla defesa. Isso está estabelecido, todos nós concordamos. E precisa acontecer. Mas isso demora, a gente sabe que infelizmente demora. E a violência não demora. Ela escalona rápido. Todos nós já participamos de uma briga, infelizmente. E a gente sabe que quanto... Segundos que vão passando a gente vai ficando mais nervoso. Por isso que é tão necessário, que é tão importante que a resposta da Lei Maria da Penha seja imediata. Não imediata porque “nossa, claro, 100% das vezes a mulher está certa”. Imediata porque 100% das vezes a gente não pode ter um Estado negligente quando se trata de violência doméstica. Porque daí a gente precisa de uma resposta que seja para aquele momento, que seja para salvar aquela vida e para que depois, com o julgamento, as coisas sejam estabelecidas e as punições sejam dadas para quem merecer. Seu aparte... Não vai dar tempo, desculpa. Finalizo. Muito obrigada.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Seu aparte, vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereadora Rose. Eu acredito que a vereadora Estela foi bastante oportuna na sua fala. Ontem, ouvindo, novamente, o vereador Fantinel, que pela décima vez ou mais, trouxe o assunto para esta Casa, insistindo em defender os homens e criar uma falsa contradição entre homens e mulheres. Não nos cabe, nós não estamos aqui demonizando os homens e santificando as mulheres. Nós estamos falando de um problema social que existe, que todo mundo sabe que existe que é a violência histórica e que nós precisamos combater. O que ocorre é que o vereador Fantinel deve ter encontrado um monte de homem imbecil que concorda com essas opiniões e que dessa forma ele acha que vai conseguir encontrar vazão com mais eleitores e vai ter vazão no seu discurso. Mas nós precisamos dizer que nós não vamos aceitar que nós estamos aqui para debater um projeto de sociedade onde as mulheres, sim, busquem e lutem pela igualdade e que não vai ser um vereador e qualquer outro homem que fica batendo palma para esses discursos idiotas que a gente vai escalar. Obrigada, vereadora Rose.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Obrigada, vereadora. Obrigada, vereadora Sandra, pela cedência do Grande Expediente. Bom dia, novamente, a quem nos acompanha. Eu depois vou passar, também, um vídeo, mas antes de qualquer coisa eu quero dizer que foi... Está sendo difícil esse debate aqui, nesta Casa, e eu imagino que seja porque nós, bem ou mal, sete mulheres fazendo esse debate desde o início e tendo vários companheiros vereadores nessa luta junto conosco, porque isso não é uma luta da esquerda, da direita, de homem ou de mulheres, é uma luta da sociedade. Eu falei mais de uma vez aqui que quando não tem violência contra a mulher, não é só as mulheres que são beneficiadas, é sua família, é seu pai, sua mãe, são seus filhos, são a sociedade de modo geral, porque isto é... Uma sociedade sem violência é melhor para todo mundo. Eu também acredito que nós estamos, nos 21 dias, de combate à violência sobre a mulher e é muito triste ouvir falas que não tem compromisso com a verdade. Quando eu fiz o meu debate aqui, cara a cara, frente a frente, não me lembro do nome, que foi com o vereador Fantinel, foi muito difícil para mim, porque eram 15 minutos cada um e eu tinha muito compromisso com a verdade. Aí tu pega chavões que todo mundo concorda, inclusive eu: “a lei tem que ser igual para todos”. Sim, a lei é igual para todos, mas tem especificidade. Nós não estamos... Não temos o ECA? Então, eu vou dizer que o ECA protege ou dá direitos e deveres para criança, para adolescente e não resguarda o adulto? Tem leis específicas de acordo com o que acontece na sociedade. Porque daí tu ouve e lê as pessoas reproduzirem o básico e esse tipo de coisa que não leva a absolutamente nada. Eu vou pedir para que a Rafaela ou alguém passe esse vídeo. E depois eu quero falar para os companheiros vereadores, que eu gostaria que ficassem aqui na sessão. (Manifestação sem uso do microfone.) Não, os meus colegas vereadores, então. Senão vão sair todos, quase. Vai ficar ninguém hoje. Os camaradas, então. Para todos. (Apresentação de vídeo.) Bom, então eu quero dizer isso, né? Na verdade, as mesmas pessoas que querem prender, prender, que acham que a solução de prender e aumentar a pena é a solução para a sociedade, muitas vezes tratam de forma leve e ficam defendendo o cara que mata uma mulher. Então, esse não precisa ser preso? Esse não precisa? Porque isso não existe. Eu desafio qualquer pessoa que esteja nas redes falando que tem que ter leis iguais e que a Maria da Penha só protege as mulheres, que faça um vídeo mostrando quantos homens, diariamente, são mortos, ou por facadas, ou por companheiras, por namoradas, igual a esse. Eu desafio. Porque, se pegar, talvez os últimos 20 anos o Brasil, não consiga uma estatística dessas, de tão raro que é. Mas eu queria, aqui, aproveitar este momento para dizer que, dentro desses 21 dias de combate à violência, nós temos duas iniciativas. Uma é uma iniciativa minha, mas com a colaboração de várias vereadoras, em especial também do vereador Libardi, do vereador Dambrós e do vereador Jack, que estão apresentando um projeto de lei, que eu pedi também ao vereador Daniel para que pudesse agilizar, para que nós votássemos até o dia 6 de dezembro, que fala sobre o Laço Branco. O Laço Branco é uma campanha que começou nos Estados Unidos, Canadá, na América do Norte, com a discussão de homens que querem se organizar para combater a violência sobre as mulheres. Não é um movimento de mulheres, é um movimento de homens. Porque chegou um homem em um local, separou todos os homens, falou para os homens irem para um lado, e matou 14 mulheres que estavam naquele local. A partir disso, teve essa campanha, que já se espalhou no mundo inteiro. Então, é um projeto de lei para a gente trabalhar aqui na nossa cidade também. E o outro, eu gostaria de fazer um convite a todos os homens, todas as mulheres, que é um debate que nós teremos em Caxias, que é aquele Grandes Debates, que foi promovido e colocado pela Mesa Diretora, não sei se as outras Comissões, ou alguém, fizeram, mas a PEM estará fazendo o Caxias em Debate – Construindo o Amanhã, uma Cidade também para as Mulheres. Teremos um painel chamado Desigualdades urbanas, políticas públicas e o direito das mulheres à cidade, a sociologia urbana e as políticas públicas se encontram para repensar o papel feminino na construção e vivência dos espaços urbanos. Quem virá falar sobre isso, é a Vanessa Marx, que é professora da UFRGS, e coordenadora do projeto de extensão Mulheres e Cidade, e que ela pensa um ambiente integrativo, também para as mulheres. É um tema raro e difícil de ter discutido. E o outro painel, nesse mesmo debate, é: Planejar a Cidade Para Todas – espaços urbanos e inclusão feminina, como o urbanismo pode ser ferramenta de inclusão, segurança e bem-estar das mulheres. Será debatido pela arquiteta Heloísa Adami Giazzon, aqui de Caxias, mestre em engenharia civil da UFRGS. Eu convido todos a participarem, é dia 8 de dezembro, segunda-feira, às 14 horas. Para concluir, eu quero dizer que as mulheres não são santas e nem querem ser, mas nós queremos é ser protegidas e não violentadas na nossa sociedade. Quero agradecer, também, a fala de hoje de manhã do vereador Cristiano Becker, um homem que comentou um feminicídio acontecido em Santa Catarina. Isso é importante para a nossa luta, que os homens se unam a isso. Porque como dito no início, não é uma luta de esquerda de direita de meio ou de fim, é uma luta de toda a sociedade, incluindo homens e mulheres. Obrigada.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Obrigado. Bom dia, senhora presidente. Bom dia, senhora presidente e nobres colegas, que estão aqui presentes. Inicialmente, gostaria de fazer um convite a todos os meus colegas. No próximo, por favor, coloca... No próximo domingo, nós iremos realizar um jogo solidário, um jogo beneficente. Vejam a importância que é as pessoas virem aqui na Câmara de Vereadores e falarem sobre o seu trabalho. A Apae esteve aqui na Câmara de Vereadores, falou sobre a sua atuação em Caxias do Sul. Eu conheci um pouquinho da Apae, então fui lá visitar, conheci um pouco mais da Apae, vi a importância que ela tinha. Conversamos com eles e resolvemos fazer um jogo beneficente. Como consiste esse jogo beneficente? São alguns amigos meus, versus o SER Caxias Master. Nós iremos realizar no próximo domingo, dia 30 de novembro, às 9h30, lá no campo de Santa Lúcia, lá perto do Ceasa. Então cada atleta vai levar uma cesta básica, essa cesta básica depois será doada para as pessoas da Apae, que muitos usuários têm, além de necessidades especiais, eles têm também necessidades financeiras, então, nós iremos doar essa cesta básica. E após o jogo, vai ter um almoço de confraternização, o qual nós iremos entregar um bóton da Apae para cada atleta, que foi no jogo, de modo a valorizar essa ação social. Então aqui eu aproveito esse meu tempo, que a gente tem para falar, para nós, como população, fazermos um pouquinho mais pelos outros. Tudo o que a gente vai fazer aqui, a gente, talvez, não vai receber uma coisa palpável em troca; nada palpável, a não ser o bóton da Apae, que vai estar ali: “Eu apoio a Apae”. Mas nós estaremos com o nosso coração tranquilo, nós estaremos felizes por poder ajudar. Eu acho que é isso que a gente tem que fazer. Nós, como sociedade, nós temos que fazer o nosso algo a mais. Obrigado.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte rápido, sobre esse tema.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Pois não, pois não.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe parabenizar e agradecer o convite. Infelizmente, nesse final de semana não posso, mas de toda forma, vou lhe entregar uma cesta básica para que o senhor possa destinar a Apae. E queria lembrar a importância dos times Master, em especial daqueles que foram atletas profissionais. Tem um grande amigo meu, Claudionor Tavares Machado, que é zagueiro do S.E.R. Caxias Master, e viaja graças aos patrocínios do S.E.R. Caxias Master por todo o sul do estado fazendo grandes apresentações e levando o nome da nossa cidade. Então, fica bom para o atleta e fica excelente para Caxias. Posteriormente, eu vou pedir para comprar a cesta básica e eu vou lhe entregar, Ramon, para que vocês possam destinar à Apae. Parabéns pela iniciativa. Parabéns para o senhor e para todo o seu time, que eu vejo que o senhor, todo final de semana, está com eles.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Obrigado, vereador. O time apoiou muito, né? Todos os atletas da Equipe Maville, o Rafa, o Léo, o Wesley, entre tantos outros que apoiaram muito essa ação. Também a equipe do S.E.R. Caxias Master. Veja, eu sou juventudista, mas nesse ano nós iremos fazer contra o S.E.R. Caxias Master. E a ideia é que, nos próximos anos, a gente consiga fazer um futebol beneficente com um maior vulto para a cidade como um todo, para nós arrecadarmos cada vez mais e para nós nos doarmos para nossa comunidade. Eu acho que nós temos que fazer isso, nós temos que nos doar para nossa comunidade, porque não adianta a gente reclamar de tudo que está acontecendo na cidade, no estado, no Brasil e no mundo e a gente não faz mais como cidadão. E o que a gente tem que fazer como cidadão? É fazer o certo, mesmo quando não está sendo olhado. É isso que a gente tem que fazer. Obrigado. Bom, agora eu trago outro tema, a respeito das obras que vêm sendo realizadas na cidade. Cada intervenção que é realizada na cidade, não tem qualquer planejamento do impacto da obra. Simplesmente, as equipes do Samae, as equipes da Secretaria Municipal de Obras, as equipes da Codeca, qualquer equipe que faça uma intervenção nas vias da cidade, não fazem qualquer estudo de impacto de trânsito, inclusive a própria Prefeitura Municipal. Vide o dia que chegaram os novos computadores aqui, interromperam a Dom José Baréa. Então, o que eu peço? E eu peço, eu não exijo, que haja um cuidado com o motorista, que haja um cuidado com o trânsito. Antes de realizar qualquer intervenção, verifique se não tem uma rota de desvio daquela obra. Porque, obviamente, o secretário não vai passar naquele momento, o prefeito também não vai passar, mas a população passa. Diariamente eles passam, e eles sofrem. E veja, os senhores foram eleitos com os votos deles, inclusive. Então, tem muito político que esquece que ele é eleito pelo voto. E aí, a partir do momento que ele está no posto, ele faz tudo como ele bem entende e esquece de consultar a população. Mesma coisa no acesso ao Bela Vista. Eu já pedi... Eu não sei quantas mil vezes eu já pedi. Já mandei um projeto para o secretário de Trânsito, mas ele não quer implementar. E agora, na última segunda-feira, eu vi um vídeo do secretário de Trânsito, fiquei muito feliz quando eu vi o vídeo. Só que aí, eu fui ver o conteúdo e não era bem o que eu queria. O secretário na Júlio falando, e eu já pensei: bom, ele vai desviar a Júlio, vai fazer um novo desvio, vai mudar a rota da cidade e vai melhorar o fluxo. Está lá para comemorar que pintou três quilômetros de via. Três quilômetros amarelos, três quilômetros brancos, ou, juntando tudo, dão três quilômetros. Secretário, foi muito bom esse trabalho, mas não é exatamente isso que a gente espera. Não é exatamente isso que a gente espera. O senhor, como secretário, tem que pensar em âmbito do município: obras de engenharia, viadutos, não somente pensar em pintar meio-fio. Isso é importante, também, claro, mas não é a sua missão precípua. E aqui, agora, aproveitar os três minutos, para comentar os acontecimentos do nosso país. Então, nós tivemos, na semana passada, a prisão definitiva de Jair Bolsonaro, nosso grande líder da direita, aquele que criou a direita no país. A direita não existia, para aqueles que estão nos assistindo. Todos achavam que existia uma direita, mas não existia. Fernando Henrique Cardoso, que parecia que era direita, que lutava e concorria contra o Lula, na verdade, não é direita. Ele era mais progressista que o próprio Lula, na época.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Então, depois, nós tivemos outros políticos, e também Aécio Neves.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Eu lembro quando as pessoas se uniram para votar no Aécio Neves, não é? Aécio Neves era muito pior, talvez. Então, o Bolsonaro, em 2018, lançou a direita, a direita nasceu, a direita ainda está engatinhando, não é? A esquerda está bem consolidada no país. Então, existe cerca de 30 anos de partido já, do maior partido da esquerda. A direita ainda não, está pequena. No entanto, a maioria da população é de direita. A maioria da população só ainda não deu o start, mas ela é de direita. É uma pessoa... É uma população que defende a família, que é a favor de bandido preso, quando você comete um crime você tem que ser preso, tem que cumprir a sua pena. Depende de quem executa a pena, não é? Depende de quem comete o crime. Eu vi vereadores vindo falar aqui que a justiça é lenta. Depende o caso, não é? Tem caso que a... Presidente, se eu puder garantir meu tempo que eu estou como orador aqui e tem gente interrompendo.
PRESIDENTA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Seu tempo está garantido, vereador Ramon. Por favor, nobres colegas.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Então, a direita é a maioria. E aqui eu falo para vocês: não desistam, continuem fazendo o seu trabalho, falem com mais pessoas, convençam mais pessoas, porque nós somos a maioria. O Bolsonaro foi preso. O Bolsonaro é uma pessoa, é o nosso líder. No entanto, ele irá morrer um dia, assim como o Lula vai morrer um dia. E eu digo uma coisa para vocês: quando o Lula morrer, a esquerda acaba. Mas quando o Bolsonaro morrer, a direita não vai acabar. Porque ele fez diversos líderes políticos. O Lula não. O Lula acabou com todos os líderes que estavam crescendo. Ele não deixava crescer porque ele queria só ele o poder. Então a esquerda não entendeu como funciona. Então, é isso que... O Hiago diz muito isso. Eu vou usar até uma frase dele, inclusive foi até do próprio Olavo: “O presente pode ser deles, mas o futuro será nosso”. Então, se mantenham firmes, cuidem das suas famílias, principalmente das famílias, não adianta a gente querer resolver os problemas do Brasil e a gente não cuidar dos problemas da nossa própria família. Cuidem das suas famílias, sejam pessoas melhores e façam o seu melhor. Só para concluir, senhora presidente. Façam o seu melhor sem olhar a quem. Muito obrigado.
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VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Senhora presidente, senhores e senhores vereadores, bom dia a todos, novamente. E quero trazer um assunto muito importante e de imediato já parabenizar toda a prestatividade e agilidade do coronel Luiz, secretário adjunto de Segurança Pública, bem como do tenente Armando, coordenador de Defesa Civil e toda a sua equipe, mas também todos os órgãos de segurança, em especial o Corpo de Bombeiros Militar, Defesa Civil do Estado e  acima disso a nossa Frente Parlamentar de Proteção e Defesa Civil, que ao longo desse ano nós nos reunimos, por diversas vezes, inclusive para tratar sobre uma pauta muito importante que é a cartilha sobre desastres naturais. E aqui eu quero, oficialmente, fazer o lançamento dela, porque no dia de... Anteontem, na realidade...
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Um aparte, vereador, por gentileza.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte, por gentileza.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Já concedo os apartes, vereadores. Anteontem, nós recebemos a cartilha. Nós recebemos a cartilha sobre os desastres naturais, onde consta uma apresentação breve e aqui eu quero agradecer, em especial, ao Dener; ao Pires, meu assessor; ao Mateus Argenta também, que desenvolveram a cartilha junto com esses órgãos de segurança e toda a diagramação em especial. E aqui trata sobre alagamentos e fortes chuvas, então: o que é o alagamento; as medidas preventivas; como agir antes, durante e depois e as recomendações gerais. A mesma coisa dos deslizamentos, das chuvas de granizo, dos vendavais. Aqui também trata sobre todos esses desastres naturais, o que se deve fazer e para quem se deve ligar. Deixa eu ver o que mais, é tanta informação. Aqui, como proceder o cadastramento, tanto por mensagem de celular, SMS, bem como WhatsApp, Telegram, dentre outros aplicativos. Aqui as informações específicas dos alertas, todas as cores, né? Laranja, vermelho, roxo, amarelo, enfim, e toda a questão de prevenção. Então, estamos fazendo esse lançamento oficial. Faço questão, aqui, vou pedir para a minha assessora Patricia entregar para os vereadores que estão presentes na sessão. E também dizer que na quinta-feira à noite terá um evento muito importante de lançamento da primeira Nupdec, que é um Núcleo de Proteção e Defesa Civil, que envolve a participação — na quinta-feira, vereador — da comunidade. Como a comunidade deve agir, como a comunidade deve atuar. Essa primeira Nupdec vai ser implementada no Bairro Galópolis. E pasmem, senhores, positivamente, aqui, mais uma vez, parabenizar o nosso governo municipal, é a primeira Nupdec do estado do Rio Grande do Sul que envolve a comunidade. A gente sabe que o nosso efetivo da Defesa Civil ainda é pequeno, mas ele está estruturado para poder, justamente, fazer com que essas Nupdecs consigam receber esse conhecimento. E não vai ter uma vez só, vereador Cristiano, esse repasse de conhecimento. Na verdade, vai ser dada continuidade permanente nesse repasse de conhecimento, para, justamente, as pessoas ficarem atentas em um possível desastre natural, como ocorreu essa semana, no início dessa semana, vereador Cláudio, em Erechim. Terrível o que ocorreu em Erechim. Então, agradecer, em especial a todos da Frente Parlamentar de Proteção e Defesa Civil. Esse trabalho não é o fim; muito pelo contrário, só começou. Essa cartilha vem, e ela vai ser distribuída nesse lançamento da primeira Nupdec na quinta-feira, em Galópolis. Eu já repassei às mãos do tenente Armando, coordenador municipal de Proteção e Defesa Civil. Eles ficaram muito felizes que ficou pronta a tempo essa cartilha, então, eles vão poder replicar já para a primeira Nupdec do Rio Grande do Sul e de Caxias do Sul. Seu aparte, vereador Jack.
VEREADOR JOSÉ ABREU - JACK (PDT): Obrigado pela gentileza, vereador Bortola. Quero, primeiro, parabenizar o senhor pelo trabalho excelente que tem feito frente aos desastres que tem acontecido na nossa cidade. Infelizmente, penso eu, que, daqui para frente, as coisas tendem a piorar. Então, parabéns pelo teu trabalho. E parabenizar a Defesa Civil, a gente sabe o quanto é difícil para eles, só três pessoas. Quero aqui parabenizar o tenente Armando, o Bagé e a Dione pelo excelente trabalho que fazem. Mas, infelizmente, só três pessoas para uma cidade do tamanho da nossa. Então, a gente precisa melhorar muito e buscar novas saídas, porque a gente sabe que se acontecesse hoje na nossa cidade, a gente não estaria preparado para o enfrentamento de um desastre grave. Então, parabéns pelo excelente trabalho e parabéns à Defesa Civil. Acredito que logo em breve a gente tem que aumentar esse quadro da Defesa Civil. Obrigado.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Obrigado, vereador Jack. Eu sou um ardo defensor, inclusive debatemos isso na nossa frente parlamentar e oficiamos ao Executivo, na pessoa do Dornelles, que nós precisamos profissionalizar, ou seja, fazer um concurso público para agentes de defesa civil. Especificamente para atuar tão somente nessa área. Porque a gente sabe que, nos próximos anos, o que nos aguarda, segundo as previsões, é complexo. O Tenente Cristiano já trabalhou na Coordenadoria Regional de Defesa Civil, a 9ª CREPDEC, e ele sabe do que eu estou falando. Também teve todo um envolvimento nos gabinetes de crise, que nós também estivemos juntos. Então, sabe do que nós estamos falando. Nós precisamos trabalhar com a prevenção e nos preparar. Então, a nossa equipe, obrigatoriamente, tem que ser reestruturada e aumentada, o efetivo que nós temos na nossa Defesa Civil, com certeza. Isso, contem comigo, e nós vamos continuar cobrando para que seja dado esse aumento de efetivo para a nossa Defesa Civil. Seu aparte, vereador Cláudio.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza, vereador Bortola. Parabenizar o senhor pelo trabalho nessa área. E queria também relembrar que, hoje, a gente tem um tema que a Prefeitura tem se atentado, em especial através da Procuradoria Geral do Município, que é a questão da responsabilidade civil do ente público na prevenção do desastre. Que é uma situação nova ao direito e que vai, obviamente, criar passivos municipais. Porque, bom, se nós temos ciência da possibilidade de um desastre e não agimos, nós vamos ter uma responsabilidade minimamente subsidiária nisso. E o senhor imagina se nós, com o déficit orçamentário que nós possivelmente vamos ter, ou com a falta de superávit que se apresenta para o próximo quadrimestre, o senhor imagina se nós tivermos que ainda fazer a reparação de danos resultantes de desastres naturais pela falta de atenção do serviço público. E esse é um tema que vem sendo enfrentado por alguns pesquisadores, como o seu amigo e meu amigo Fábio Vanin, e também pela procuradora do município Barbara Arruda. Então é importante que a procuradoria do município fique atenta a essa situação, porque nós temos aqui a possibilidade da criação de um novo passivo em razão da falta de fiscalização. O ente público hoje pode ser responsabilizado. E essa atuação do senhor, mais do que proteger as famílias, também protege todo o nosso município. Parabéns.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Exatamente, vereador Cláudio. Até ontem, em reunião com o Coronel Luiz e com o Tenente Armando, justamente eu fiz questão de reforçar que se oficie e cobre também o governo do Estado, porque ainda temos recursos do Funrigs, e que esses recursos sejam aplicados tão somente para a reconstrução do estado e dos municípios atingidos, mas também para o reaparelhamento da Defesa Civil; ou, melhor dizendo, para um melhor aparelhamento da própria Defesa Civil, não só estadual, as municipais. Porque o primeiro atendimento, querendo ou não querendo, acaba sendo o município que dá.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Um aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Claro, junto com os órgãos de segurança, Brigada Militar, Polícia Civil. Todos os órgãos. Bombeiro militar, em especial. Todos os órgãos acabam se envolvendo. Mas isso tem que deixar claro, e nós temos que, incessantemente, cobrar o governo do estado. Seu aparte, Tenente Cristiano.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Vereador Alexandre Bortoluz, eu só quero lhe parabenizar por estar, hoje, à frente da Frente Parlamentar de Proteção e Defesa Civil. O senhor sempre muito atuante junto aos órgãos de segurança pública, trabalhando pela busca incessante de efetivo, de viaturas, do bem-estar do trabalhador da segurança pública. Sempre muito atuante junto ao governo municipal também, nas questões de segurança pública. E é muito importante essa questão de defesa civil. Parabéns por essa cartilha, que é um divulgador de como se comportar nessas ações de desastre. Então só lhe parabenizar por trazer esse tema de novo à baila aqui. Estamos juntos com o senhor no que for preciso também.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Obrigado. Vereador Hiago, seu aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bem rapidinho. Parabenizar. Isso aí é muito importante. Está rolando em... Diversas pessoas estão tentando implementar em cidades do estado, mas aqui a gente tem um avanço. E ver em uma área que é preocupante, né? Eu tenho o meu sogro, que mora ali em Galópolis, e passou um perrengue naquelas épocas. Então parabéns pela localização e por todo o empenho e trabalho que o senhor vem fazendo, e não é de hoje.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Obrigado, vereador Hiago. Então, seria isso. Deixar esse convite a todos, na quinta à noite, em Galópolis, a instalação da primeira NUPDEC em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Mais uma vez, agradecer e parabenizar os órgãos de segurança e a Frente Parlamentar de Proteção e Defesa Civil por todo o trabalho. Obrigado. Seria isso, presidente.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Não iria me manifestar, mas não tem como. Né, vereador Fantinel? Uma pena que a vereadora Estela não está aqui. Espero que ela retorne, porque a gente gosta de ampla defesa e contraditório. A gente não gosta de jogar palavras ao vento. Aqui eu queria colocar a primeira imagem. Pode colocar a primeira imagem no telão. Um crime bárbaro que ocorreu. Vou mostrar para vocês. Achei agora, ali. (Manifestação com auxilio de mídia visual) Bem complexo.
 
Feminicídio de Catarina Kasten: linha do tempo revela passos da vítima e o caminho até a prisão do suspeito
Mulher de 31 anos saiu de casa para aula de natação e foi morta e violentada sexualmente numa área de mata, em Florianópolis. Autor foi preso em flagrante e confessou crime.
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(Fonte: https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2025/11/26/feminicidio-catarina-kasten-linha-tempo-revela-passos-vitima-caminho-prisao-suspeito.ghtml)
 
Sabe por que ele confessou o crime, Fantinel? Que não dá nada. Ele não está nem aí. Logo ele está na rua de novo. Eu não quero imaginar o que essa mulher passou dentro dessa mata com esse lixo desse cara. Eu não quero imaginar. Mas aqui não tem como fazer um meio discurso, um meio termo. Ou é ou não é. Sabe do que o vagabundo, o marginal e esse assassino não têm medo, vereador Fantinel? Do Banco Vermelho teu, Rose, que está ali fora. Sabe do que ele não tem medo também? Do lacinho branco, que a Rose veio aqui e falou, da tribuna, de colocar. Nenhum cara lá dentro do Apanhador, da PICS ou qualquer presídio que seja, vai ter medo de lacinho, de Banco Vermelho, de feminista, de protesto, de não sei o quê. Sabe que o vagabundo teme? Cadeia, ou bala quando é necessário, não é? Quando o vagabundo atenta contra o Estado, ele merece levar munição de volta. É o que eu acho, não só o que eu acho, eu acredito, não é achar, é ter certeza na verdade, a lei já garante isso, mas aqui, a gente vive uma utopia, e eu gosto de ir direto para prática, direto. Porque se querem trazer à baila o assunto, a gente vai trazer o nosso ponto de vista também. Pode passar a próxima imagem. O PT, eu repito, o PT, é o partido que diz que te representa trabalhador, mas quando o vagabundo bota um oitão na tua cara, para tomar o teu celular, aí tu não é mais trabalhador, daí ele não te representa mais. O PT e o PSOL majoritariamente mostraram, mais uma vez, de que lado estão. Não é do lado das vítimas, não é do lado do cidadão de bem, mas do lado do criminoso, do criminoso. Não defendem só o Lula, tem outros criminosos que eles defendem. A esquerda brasileira continua a proteger quem mata e despreza a vida, afirmou o líder da oposição, deputado federal, e se Deus permitir, nosso futuro governador, para dar uma resposta contra o crime de verdade, o deputado Zucco falou. Pode passar para a próxima imagem. E aí está o projeto que a esquerda votou. Mas o que é que a esquerda votou contra, vereador Fantinel? Sabe o que é que eles votaram contra, Capitão Ramon? Pode passar para a próxima imagem. Aqui está o nome: alguns deputados que votaram contra o aumento de penas para crimes hediondos. Que crimes hediondos são esses, vereador Capitão? É tropeçar numa pedra? É pichar um muro? É riscar? É um dano ao patrimônio, Fantinel? Não! São crimes graves como aquele que eu mostrei lá no início. Aqui está a lista: o Bohn Gass do PT, Carlos Zarattini, Denise Pessôa do PT, aqui da nossa cidade, que nós pagamos o salário dela, para votar contra o aumento de penas. Erika Kokay, Dimas Gadelha, Fernando Mineiro, Flávio Nogueira, Juliana Cardoso, Lindbergh Farias, o Marcon do PP, e a Maria do Rosário, que lá atrás, a gente já sabe que não é de hoje, vai esperar o quê, Capitão Ramon, de uma pessoa que estava defendendo o Champinha, o qual encontrou numa mata um casal, porque estava chovendo, o casal foi até uma área de mata lá, ficaram dentro de uma cabana. Aí, cerca de sete dias, mais ou menos, eles estupraram a namorada do Felipe Caffé, estupraram ela durante sete dias, na frente dele, e depois deram um tiro de 12 na cabeça deles. Foi assim esse crime. E aí ela estava lá, fazendo discursinho que “Ah, porque a cadeia é isso, a cadeia é aquilo.” Vagabundo só tem medo de cadeia. O homem só respeita o que ele teme, vereador Capitão. Não vai respeitar o banco da Rose, infelizmente. Eu queria viver nesse mundo que a Rose e a Estela defendem aqui. Quando a Estela diz que aqui tem louco, chamou nós de louco aqui, não é? A senhora até não retirou as palavras. Eu queria viver... O louco é defender esse mundo que vocês vivem, que onde é o paraíso, onde o vagabundo vai ter medo de um banco vermelho, ou de um lacinho...
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Questão de Ordem, senhora presidente. Artigo 209.
PRESIDENTA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um segundo, vereador Hiago. O seu tempo está resguardado.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Qual que é o inciso vereadora?
PRESIDENTA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Pois não, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Artigo 209.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): O inciso? A senhora falou artigo.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Segundo!
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Ah tá, obrigado.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Eu quero dizer que louco é um termo muito pejorativo, principalmente, quando a gente trata do debate da saúde mental. É um tema que eu jamais utilizaria. Louco é um termo que... Não uso esse termo. Então eu peço que seja retirado dos Anais, porque eu não concordo com esse termo e eu não quero que ele seja imposto a mim. Porque não foi o termo que eu usei.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Perdão, eu vou restabelecer a verdade. Desculpa, Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Obrigada!
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): É pior. Ela chamou nós vereadores de mentes doentias, tá? Desculpa. É pior, o termo é pior, aqui para mim. Mas, beleza. Eu gosto de deixar registrado porque vocês vão abrindo frente aí, assim como a Andressa usou a palavra “os idiotas” aqui hoje. Eu, para mim, eu sou a favor da liberdade de expressão. “Imbecis”, desculpa, vereadora Andressa. Então eu sou a favor da liberdade de expressão. A gente não é igual a vocês, que quer prender o pessoal que fala o que pensa, do governo de vocês, não é? Ou da esquerda, que nos combate através do Judiciário para não deixar a gente ter a tribuna aqui livre e falar o que pensa. Então, restabelecendo a verdade, vereador Fantinel, o que o que o crime teme? É cadeia! É melhorar as penas. Não adianta vir aqui fazer discursinho, mas a gente sabe o que que eles querem, vereador Fantinel. O que é? É segregar, é dividir em castas a população, é dividir em grupos, é jogar as mulheres contra os homens, é jogar os negros contra os brancos, é jogar o professor contra o aluno, muitas vezes, não é, é jogar o patrão versus o funcionário, e por aí vai. A gente cansa de falar, mas tem que repetir isso aqui de novo. Mas assim é mais fácil, não é, Fantinel? Porque eu crio um grupo para mim, eu crio um grupinho e depois eu digo: vou representar esse grupinho. É mais fácil do que debater saneamento básico, que o descondenado está aí há 20 anos, só botou a Dilma que era um fantoche dele. Estão aí há 20 anos, e as pessoas não têm esgoto, não tem saneamento, neste país. Não, aí tem que vir e fazer discursinho, que aí sim eu chamo de imbecil. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Vereador Hiago, a gente sabe já como é que funciona, a gente já está acostumado com o sistema, não é? A hipocrisia reina absoluta, porque eles vêm aqui gritar, mostrar vídeo da mulher que foi assassinada; “que a mulher não sei o quê”; “que a mulher é isso”; “que a mulher é aquilo”. E depois sabe o que eles fazem? Eles fazem caravanazinha e vão lá ao presídio, onde está preso o cara que matou a mulher, levar docinho para eles! Ir lá dizer que os coitadinhos não têm colchão! Que os coitadinhos não estão comendo direito! Que eles não estão sendo bem cuidados! Hipócritas eles são! Hipócrita, esse é o nome correto! Ou tu defende um lado, ou tu não defende. Como é que tu pode defender uma coisa se tu vai lá deferir aquela coisa depois? Então, assim, é o fim da picada o que a gente vê aqui dentro, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Concordo. Eu acho incrível, Fantinel, cada vez mais mortes, 60 mil mortes ao ano. Sessenta mil mortes. É o país violento, mais que qualquer guerra, mas eles continuam fazendo as mesmas coisas esperando resultados diferentes. Não consigo entender. Estão aí há tanto tempo. Concordo que Bolsonaro deveria ser muito... É que ele ficava com medo das narrativas que eles iam colocando. Mas ele foi muito leve, mas muito leve mesmo. Eu acho que deveria ser como é El Salvador, onde eles comem só arroz, dormem em uma cama de alumínio, onde a luz nunca apaga, Fantinel, e eles não podem conversar. A luz não apaga nem de noite. Não tem celular lá, não tem nada. O Cecot, maior presídio das Américas. É para qualquer um? Não, é para aqueles que cometeram os crimes mais graves, onde não tem outro termo, não tem outra conduta, a não ser tirar aquele vagabundo, aquele marginal, que não consegue conviver em sociedade, tirar e restringir a liberdade dele. Não tem outra forma. Com certeza fazer, pintar o banco de vermelho ou colocar uma camiseta... Aqui eu comprei a camiseta também, Andressa. Já vão querer devolver meu dinheiro, meus 50. Não, mas olha aqui. Falando sério, vereador Rose, eu queria que usar a camiseta melhorasse e baixasse os índices, mas não adianta. Os vagabundos não vão... Não adianta, eles não vão se intimidar pela camiseta. O que eles se intimidam é pela cadeia ou, já falei aqui, ou pagar com a própria vida, que muitos deles pagam, e eu não fico nem um pouco triste quando isso ocorre, porque só quem teve um familiar violentado, assaltado, roubado ou aqueles crimes que eu coloquei aqui, sabe o peso que isso tem. Então, seria isso. Muito obrigado. E Fantinel, continua com essa sua pauta, eu estou quase adotando ela, porque eu vi que irritou bastante a esquerda e se continuar assim, eu vou ter que roubar ela de ti. Muito obrigado. Estamos juntos.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, vereador Alexandre. Vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Libardi, eu acho engraçado que tem vereadores aqui e agora eu estou falando especificamente do vereador Hiago e do vereador Fantinel, que dizem que não defendem bandido. Mas quando o homem comete violência e tem sim, por mim que apodreça na cadeia, por mim que passe anos na prisão. Engraçado que dizem que não defendem bandido, mas defendem os homens que cometem crime contra as mulheres. E outra coisa, vereador Libardi, fiquei esperando aqui, desde ontem, os vereadores defenderam o bandido de estimação deles, que é o Bolsonaro, que foi preso e agora estão pianinhos aqui. Cadê os bolsonaristas, que historicamente defenderam o Bolsonaro? Queria ouvir, porque quem defende o bandido são vocês e nós estamos aqui para defender a população e a vida. Obrigada, vereador Libardi.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): É sempre um prazer. Vereadora Estela Balardin.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada. Eu quero iniciar pegando um detalhe sobre o...
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Questão de Ordem, presidente.
PRESIDENTA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Pois não, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): O Artigo 209, Inciso II. Queria que a senhora falasse aqui, para ficar mais claro para todo mundo que está nos assistindo: qual é o vereador aqui que defendeu quem mata, assassina ou violenta qualquer tipo de crime contra a mulher. Senão ficou complexo, depois vai para as redes sociais, vai parecer que tem algum vereador aqui que defende vagabundo, não é? Então, com certeza, aqui não. Seria só para restabelecer a verdade.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Fantinel vem reiteradamente defender os homens aqui que cometem crimes; e os senhores defendem o Bolsonaro, que é o maior bandido deste país. Então, não retiro nada do que eu falei. Obrigada, vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu posso voltar a falar? (Manifestação sem uso do microfone) Perfeito. Estela, tenha a bondade.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Então, quero começar estabelecendo qual é a composição atual do Senado que a gente tem, passa dos 40% dos deputados que são de direita, não chega a 30% dos deputados que são de esquerda. Então, se as leis, enfim, não estão sendo aprovadas no Congresso, isso vale para o bem ou para o mal, não é culpa dos deputados de esquerda. Uma falácia, mais uma mentira de quem gosta de mentir várias vezes, dizendo que é culpa dos deputados do PT, sendo que a maioria são de direita. E quando a gente trata da questão da violência contra a mulher, irrita. Irrita porque fala das nossas vidas. Irrita porque fala diretamente daquilo que nos atinge, e não porque a gente é de esquerda. E muito, muito, muito longe de nos irritar por causa de nossa ideologia, mas sim nos incomoda porque nos amedronta. Quanto mais a gente legitima violência contra a mulher dentro de espaços públicos, como desta Casa, a gente está colocando em risco a vida de todas nós. Muito obrigada.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Rose, tu quer um aparte? De imediato.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu quero dizer que o crime do feminicídio, que agora é um crime autônomo e que as pessoas são contra, alguns, ele aumentou a pena de quem mata a sua companheira, sua esposa, sua ex-namorada, enfim. Então, aumentou a pena, sim, vereador Hiago, e foi uma luta das mulheres também, essa questão do feminicídio. E eu acho o seguinte: que todo mundo que comete qualquer crime, qualquer, tem, sim, que cumprir pena, e tem que cumprir pena. Ele foi privado de sua liberdade, mas isso não significa que os direitos humanos dessas pessoas não devem ser preservados. Por exemplo, se ele estiver esvaindo em sangue, como já aconteceu, se ele estiver com um braço, perna quebrada, como já aconteceu, precisa de atendimento médico, sim. E, inclusive, eu acho que o senhor pegou essa pauta da PAC, que é muito importante, e a PAC faz com que as pessoas cumpram a pena e se ressocializem, sim. (Manifestação sem uso do microfone.)
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Não é conversa aí, né?
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Só um pouquinho. Eu sei que têm nos presídios, eles têm que oferecer trabalhos ao preso, porque é uma disputa para trabalhar lá dentro, até porque isso dá remissão de pena. Então, vamos conhecer o sistema antes de falar, e não bota na nossa boca. Eu acho que todo mundo que comete crime, inclusive o ex-presidente de vocês, tem que estar preso, e aquele que tenta cortar ou fugir nas suas medidas quando está em prisão domiciliar, tem que estar preso. Todo vagabundo tem que estar preso. Obrigada.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, vereadora Rose Frigeri. Ia tratar de bandido. Vamos lá, né? Sempre que a gente conversava, começar tratando sabe de quem, vereador Hiago? Ernane Aleixo, vereador do PL, foi preso por uma relação intrínseca com o Terceiro Comando Puro, nessa semana. E também vou tratar do TH Joias, da base do Cláudio Castro, que foi visto até fazendo relações sexuais com um membro do Comando Vermelho. Vou tratar, também, do general Heleno, que foi preso ontem. Tratar do Paulo Sérgio, que também foi preso ontem, e tratar do Jair Bolsonaro, que foi preso ontem. Mas eu queria tratar não só da prisão, vereador Ramon, mas queria tratar da incompetência. Que prender é, bom, o fim de uma linha. Mas a grande questão é que, quando se paga por um ato que é seu, perfeito. Não tem nenhum problema. Cometeu um crime, que cumpra. E a bancada do PCdoB é muito clara, sempre, ao se manifestar nesse sentido. Agora, o que me deixa mais triste, é quando a incompetência e o crime tem como vítima e tem como responsável por pagar a pena de outra pessoa. Então, nesse dia, vereadora Andressa, queria falar que a incompetência do Jair Bolsonaro vitimou 700.000 pessoas na Covid-19, e quem pagou por essa incompetência foram as famílias do Brasil. Queria falar que a pior gestão das reservas de alimento, vereador Jack, foi paga pelos meus amigos e pelos seus amigos, que tinham que pagar 40 reais em cinco quilos de arroz e tinham que pagar oito reais em um quilo de feijão. Queria tratar da maior gestão a favor dos empresários feita em Commodities, com o maior preço de gasolina, para dividir dinheiro para os acionistas da Petrobrás. E quem pagou foi todo mundo da Zona Norte, Zé Dambrós. Queria falar sobre a pior gestão no investimento na indústria nacional, que causou o maior desemprego da nossa série histórica, que fez os meus amigos e minhas amigas metalúrgicas, receberem um salário de fome, durante um governo de tragédia. Mas queria falar que todas essas incompetências foram pagas pela população brasileira. E chegou a hora de uma parcela dessa incompetência ser paga por Jair Bolsonaro, que não é competente nem para usar uma máquina de solda de plástico. A incompetência tamanha, Capitão Ramon, que nem usar uma solda de plástico, o capitão Jair Bolsonaro, consegue. Então chegou a hora de ele pagar pelos seus crimes e pelas suas incompetências na cadeia, e é assim que funciona o Estado Democrático de Direito. Mas vou tratar de outro tema, que também é de suma importância, vereador Zé Dambrós. (Explanação com auxílio de material visual.) Nós vivemos uma crise significativa com a quarteirização do Ideas, vereador Andressa, e é sobre isso que eu queria tratar. O município de Caxias do Sul tem uma crescente assunção de passivos trabalhistas, vereador Zé Dambrós, e hoje, no presente momento, nós temos 878 ações na Justiça do Trabalho que o nosso Município é réu. E sabe o que acontece nessas 878 ações? São organizações que ganharam contratos, vereador Andressa, e o município acaba por pagar algo que já pagou, duas vezes. Porque aqueles que recebem – eu não posso processar o Município – aqueles que recebem, acabam tomando esse dinheiro, não repassando aos trabalhadores. E nós servimos como seguradora de contratos terceirizados, pela falta de fiscalização do nosso Município. Próximo, por gentileza. Vamos lá, os fatos relevantes. As maiores ações que o Município responde tratam de ações com contratos de longa duração. Não é alguém que está aqui há três meses criando passivo, é alguém que está aqui, vereador Bortola, há cinco anos criando passivo, e nós não rescindimos o contrato. Dos 171 contratos ativos de terceirização, apenas quatro desses contratos não tem ações vinculadas. E a atuação do Tribunal de Contas aponta, por gentileza, o próximo, que nós precisamos ampliar a fiscalização, reter o pagamento e limitar os contratos com essa retenção de pagamento. Que nós criamos um passivo significativo, e infelizmente, o Município por não fiscalizar, acaba se tornando refém. Eu vou pedir para apresentar o PDF agora, para você de casa ter noção das ações que o Município responde, Zé Dambrós. Olha isso! Essa aqui é a certidão eletrônica de ações do Município. Dá um control + aí, para aumentar um pouco. Vamos para a primeira página. Isso aqui é a certidão dos processos que o Município responde. Lá para cima, Tiago, vira ao contrário, por gentileza. Vamos lá. O senhor que está acompanhando de casa, certidão eletrônica das ações do município de Caxias do Sul, vereador Edson da Rosa, isso aqui nós somos réus em relações de trabalho. Desce, vai descendo. Olha isso. Ação que não acaba mais. Quase 900 demandas trabalhistas que nós somos réus, por falta de fiscalização dos contratos. Levando em consideração que 171 contratos Zé Dambrós, só quatro não tem ações. Será que não tem um problema a terceirização no Município? Será que não vai ter problema a quarteirização do Município? E é um assunto que o PCdoB quer discutir no próximo período. Porque esse passivo quem paga é a gente. E a gente paga esse passivo, muitas vezes, pela falta de competência do gestor público, como do então secretário Milton que optou por receber uma ação trabalhista do Sindicato dos Médicos. Nós fomos condenados já a pagar 1 milhão, e vamos ser condenados a pagar mais 150.000 de honorários, por falta de fiscalização e zelo com o dinheiro público. Está perpassando a incompetência, está flertando com o crime. Muito obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Velha Arena, vereador Ramon. Que a direita existia sim no passado, Velha Arena e PDS. Nós do PDS, vereador Zé Dambrós. Eu acho muito engraçado, não é? Quando a pauta é de âmbito nacional, para a esquerda convém. Quando é a direita que fala: "Ah, mas o que que isso tem a ver de Caxias? O que tem a ver com Caxias do Sul?" Cara, é fantástico. Mas tudo bem, vamos lá. A gente está aqui para o debate e nós vamos debater seja o que for. Que aqui é debate ideológico, é debate da comunidade caxiense, é debate do Estado do Rio Grande do Sul, é debate do Brasil, a tribuna é para parlar e estamos aqui para isso.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Um pequeno aparte, vereador?
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Bortola. Se o senhor me permite, eu vou só fazer um pequeno poema aqui, que eu recebi.
 
A Globo? 24 horas de Bolsonaro.
A CNN? 24 Horas de Bolsonaro.
Lula? Não vive sem falar do Bolsonaro.
Supremo? Só pauta Bolsonaro.
Polícia Federal? Agenda: Bolsonaro.
Esquerdista? Obcecado pelo Bolsonaro.
Bolsonarista? Respira Bolsonaro.
 
No fim das contas, o cara virou a única
programação nacional.
Não é mito, é onipresença.
Somos todos Bolsonaro.
 
(Texto fornecido pelo orador.)
 
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Seu aparte, vereador Daniel.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Vereador Bortola, eu quero concordar em uma coisa com o vereador Libardi, que ele fala da incompetência do presidente Bolsonaro, que não conseguiu quebrar a tornozeleira com a máquina de solda. Realmente, ele foi muito incompetente, porque ele não teve um juiz de última instância para anular suas condenações e poder voltar a concorrer à presidência. Ele não teve essa articulação para conseguir fazer isso. Competente é o Lula, que a notícia de ontem, de toda a imprensa, que surgiu também: “Prejuízo de 2025 supera a pandemia e coloca a economia em alerta.” Para a economia, Lula é pior do que uma pandemia. Esse é competente. Essa é a competência. Outra informação: este ano, o Brasil igualou o número, 50% de pessoas usam o Bolsa Família e 50% da população com carteira assinada.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Por isso, grande parte do mercado não consegue empregar mão de obra para serviço, indústria e comércio. Essa é a competência. O Bolsonaro que é o incompetente, né? Imagina se fosse o L durante a pandemia, o caos que nós íamos virar. Obrigado.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Vereador Daniel, todos sabem que a tornozeleira e a prisão do Bolsonaro é uma retaliação e perseguição para eliminar a direita em 2026. Isso aqui é muito claro. Até porque, prova disso, em maio o Fernando Collor ficou, vamos dizer assim, foragido, né? Estava em prisão domiciliar, ficou sem sinal da tornozeleira 36 horas, 36 horas. Dois pesos e duas medidas, né? Moraes mandou prender? Não, não mandou prender. Mas vamos lá, é contra o Bolsonaro. Fazer o quê? Com o Bolsonaro, com o Bolsonaro nunca vi ministro do STF trabalhar de madrugada. O Bolsonaro, meia-noite e oito estava despachando a prisão do homem. Mas é assim, né? O nível de perseguição, de obsessão e de psicopatia com o Bolsonaro eu acho que é um amor retraído, alguma coisa assim com o homem, porque, olha, pelo amor de Deus! O procedimento correto é acionar a defesa e pedir explicação. É simples. Mas não. Volto a dizer, com o Bolsonaro o Judiciário volta as armas contra ele e funciona diferente. Manda prender e que se dane a lei, né? Se dane a Constituição. Mas isso, esse que se dane a Constituição já não é de agora. Já faz muito tempo que está sendo feito isso. Prisões. Fernando Collor: lavagem de dinheiro. Temer: corrupção passiva, ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Lula: corrupção e lavagem de dinheiro. Bolsonaro: vigília, oração, golpe da Disney com pipoqueiro e vendedor de algodão doce. É isso aí. Vai dizer o quê? Olha o grave risco de fuga que ele tinha. Convocam uma vigília, chamando toda a atenção, todos os holofotes da imprensa para onde vai ser a vigília, e da justiça, no local onde ele está. Olha o risco de fuga. Todo mundo com os olhos voltados para ele. Nossa! Forçação de barra, aqui, não preciso nem falar que é, né? E em uma situação normal, faria sentido violar a tornozeleira para fugir? Faria? O sinal desaparece e o meliante foge. E aqui eu trago um exemplo local. Vocês se lembram que eu trouxe aqui, nesta tribuna, do cigano, para tratamento de saúde por causa da hérnia de disco? O mesmo que matou o Sargento Fabiano do 12º Batalhão de Polícia Militar. Saiu para fazer tratamento de saúde. Para tratar a saúde. Eu subi à tribuna e disse “esse louco vai fugir, esse vagabundo vai fugir”. O que aconteceu dois dias depois? Fugiu. Foragido. Mas volto a dizer: violou a tornozeleira, fugiu. Dois pesos, duas medidas. Mas para ele faz sentido. Não tem psicopata de plantão para verificar, na madrugada, se tem sinal na tornozeleira ou não, né?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Já com o Bolsonaro, minutos depois de o sinal falhar, a Polícia Federal em peso, do Lula, acionada. Eu não sei, olha, a que ponto nós estamos chegando, mas está feia a bronca. Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bem rapidinho, vereador Bortola. Só para falar que a gente já suportou aqui. A Rose depois vai assistir ao vídeo ou vai ver a sessão depois, ela não está aqui agora, mas ela, a gente já suportou eles chamarem ele de fascista, taxista, surfista, machista, tudo isso aí. Tudo isso aí a gente já suportou. Agora a gente vai suportar também eles chamarem ele de soldador, Rose, não tem problema. A gente vai levando isso aí. Mas é como foi falado mais cedo aqui, na tribuna, a gente tem uma base, não é vereador Capitão Ramon? E vai continuar com certeza. Acredito que sim, o verdadeiro fascista era o Lula que não deixou ter nenhuma liderança. Ele pegou a mais burra de todas, que era a Dilma, que foi uma péssima presidente, e colocou ela lá porque era um fantoche dele. Então, ele não criou lideranças e isso a gente tem de bom. Com certeza, eu acredito que sim, a esquerda vai morrer depois que ele morrer também. Obrigado pelo aparte, vereador Bortola.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Vereador Hiago, eu sou formado em Relações Internacionais e Direito, não sou formado em Medicina. Mas quando vem um laudo médico dizendo tal coisa...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): É porque o médico estudou para dar aquele laudo médico e dizer atestando a situação mental do presidente Bolsonaro. Quem somos nós, que não somos os médicos, para discutir? Agora, muito acho estranho, neste plenário, que algumas pessoas defendem com unhas e dentes a saúde mental e fazem seminário e fazem isso e fazem aquilo, mas contra o Bolsonaro: “ah, está se fazendo”. Desdenhando a condição mental de um ex-presidente da República. Então, tem coisas, assim, que me entristece muito, porque, mais uma vez, dois pesos e duas medidas. Quem é que tinha me pedido um aparte? Capitão Ramon, por gentileza.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Vereador Bortola, parabéns por ter trazido esse tema. Eu vi a vereadora Rose Frigeri falar o seguinte: "Que todo preso tem que ter o direito, ele é um humano preso". E quando é Bolsonaro, o Bolsonaro não se trata de um humano? É um idoso com sérios problemas de saúde, mas para ele, por conta de se tratar de Bolsonaro, tudo que ele tem de saúde é irrelevante. É isso que ela acabou de dizer. Porque se um bandido que comete crime, assassinato, qualquer tipo de crime, merece ter cuidados médicos, como que ele não merece ter? Está morrendo, praticamente, na prisão, mas eles acham que a direita vai morrer junto com ele. Não vai morrer. Ela vai ficar cada vez mais forte e nós estaremos juntos na trincheira, obrigado.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Mais uma vez, dois pesos e duas medidas. Olha só a cortina de fumaça.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Uma Questão de Ordem, presidente.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Garante meu tempo por gentileza.
PRESIDENTA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Pois não? Sim, seu tempo está garantido.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Obrigado.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Acho que é o Artigo 108 para prorrogar a sessão. (Manifestação sem uso do microfone) 109? Até o fim da sessão, até o fim do Grande Expediente. (Manifestação sem uso do microfone) 104.
PRESIDENTA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Artigo 104. Colegas vereadores, por favor. Em votação a solicitação de prorrogação da sessão. Solicito às vereadoras e vereadores que registrem seus votos. (Pausa) Um instante, colegas, que a gente vai ter que refazer a votação. Suspendo a sessão, por favor. (Sessão suspensa.) Vereador Bortola, segue... (Manifestação sem uso do microfone.) Verdade. Para verificar o quórum, gente, por favor. (Pausa) Para prorrogar a sessão, por favor, gente. Desculpa. Em votação. Solicito às vereadoras e aos vereadores que registrem seus votos. (Pausa) Vamos verificar o quórum, então, colegas. Solicito às vereadoras e aos vereadores que registrem as suas presenças. Por favor, colegas, para a gente poder continuar a sessão ou não. (Pausa) Vereador Bortola. Vereador Edson, o senhor registrou sua presença? Vereadores presentes: Vereadora Estela Balardin, Vereadora Rose Frigeri, Vereador Hiago Morandi, Vereador Cláudio Libardi, Vereadora Andressa Marques, Vereador Bortola, Vereador Edson da Rosa, vereador José Abreu e vereadora Sandra Bonetto. Em representação: vereadora Daiane Mello, vereador Lucas Caregnato, vereador Aldonei Machado, vereador Calebe Garbin. Ausentes, vereadores Wagner Petrini, Ramon Telles, Andressa Mallmann, Juliano Valim, Daniel Santos, Marisol Santos, Cristiano Becker, Pedro Rodrigues, Zé Dambrós e Sandro Fantinel. Segue em Declaração de Líder da bancada do PP, vereador Bortola, da tribuna.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Obrigado. Continuando com a cortina de fumaça, Moraes expede um Mandado de Prisão Preventiva, totalmente forçado, justamente quando estoura o escândalo do Banco Master, vereador Hiago. Justamente nesse escândalo. Mas sabe por quê? Sabe qual escritório trabalha para o Banco Master? A da esposa do Alexandre de Moraes e seus filhos. Impressionante, né? Inclusive com sigilos nos processos! Inclusive isso. Mas é complexo, é muito complicado, porque se for pegar mais um tempinho atrás, na decisão que foi dada para a prisão domiciliar do Roberto Jefferson eu trago aqui, entre aspas, né? “Conforme pacificado nesta suprema corte em relação a situações excepcionais de concessão de prisão domiciliar humanitária.” Mesma idade do Bolsonaro, bem dizer. E aí dois pesos, duas medidas novamente. É complexo, mas quando se trata do inimigo político de Alexandre de Moraes, STF e Lula, a lei ela não existe. Prendem, perseguem e querem calar não só ele, mas a direita brasileira. Seria isso, presidenta.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom, é complicado quando a gente tem compromisso com a verdade, mas eu quero parabenizar a coragem de alguns vereadores aqui que vieram falar desse fato, desse fato lamentável que aconteceu.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Peço um aparte.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Alguns dias, mas hoje nós estamos aqui comemorando a vitória da democracia e da justiça. Primeiro, que qualquer bandido ou vagabundo, como os vereadores aqui gostam de chamar, que rompem a tornozeleira, são recolhidos - rompem ou danificam. Isso é crime, está previsto como crime. Eles são conduzidos imediatamente para uma casa prisional. Segundo que, além disso, é dano ao patrimônio público. Já não chega todos os danos que esse ex-presidente cometeu enquanto era presidente, ainda comete um dano, mais um dano ao patrimônio público. Segundo, ele pediu para ser preso, né? Vamos ser bem sincero. Quem... Não, para aí. Quem - Olha, eu admiro mesmo as pessoas que tem coragem de defender o Bolsonaro nesse momento. Sério, eu achei que não teria ninguém com essa coragem, eu teria vergonha! Porque o... Quando o presidente Lula foi preso, ele tinha condições de sair do Brasil, foi feito toda uma mídia e ele ficou quase dois anos preso com dignidade e disse: "Eu não quero sair daqui. Eu só vou sair daqui inocentado". Ele ficou quase dois anos preso. Isso é coragem, é dignidade. O presidente Bolsonaro, o ex-presidente, que eu não gosto nem de falar o nome, ele estava em prisão domiciliar, vereadores que estão aqui dizendo que ele não recebeu prisão domiciliar.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Ele estava! Já lhe dou. Mas ele pediu para voltar para uma...  Para voltar não, para ir para uma prisão na PF, né? No caso ele está e será e ficará. Primeiro, não venham dizer que foi por causa do ato ecumênico. Esse ato ecumênico foi uma soma de coisas. O ato ecumênico, vamos rezar, depois a gente luta. Já foi um indício ali, mas com certeza a prisão não se deu só pelo ato ecumênico. Se deu pelo rompimento da tornozeleira. Gente, sabe por que eu teria vergonha? Porque primeiro ele falou que ele estava desde o finalzinho da tarde, tentando olhar por curiosidade. Daí depois viu que isso seria um absurdo. Ele disse que teve um surto por causa de remédio que tomou de forma errada, remédio para o soluço. E aí, tu com surto, tu fica 6 horas tentando, sem ter uma queimadinha, que seja. Gente, que surto é esse? Terceiro: depois como isso não colou, ele falou que o surto começou um pouquinho antes da meia-noite e terminou depois. Então, vamos ser sinceros, ou ele tentou romper a tornozeleira e, cá entre nós, curiosidade ou a tornozeleira ia falar, estava ouvindo, estava falando, não sei o que lá, que ele inventou, e aí, ou ele queria fugir, e isso é crime, ou se ele teve um surto em casa, durante seis horas, por causa de um remédio de soluço, ele está com a sua integridade, sua saúde sendo ameaçada, então vamos coloca-lo na PF, onde ele vai ter 24 horas assistência e atendimento, inclusive, à sua saúde. Então, a coisa é complicada, porque realmente eu também não vou chamar ninguém de louco nem de nada. Agora, se o Bolsonaro está com problema de saúde mental, ele tem que ser atendido em um lugar onde a sua saúde seja acompanhada. Então, realmente, olha, tem que fazer um rebolado aqui para defender essa situação, eu não preciso nem falar do resto, porque só essa é um absurdo que aconteceu no nosso país. Olha, é vergonhoso. Depois eu sigo, mas quero dar aparte a quem me pediu. A Estela, depois o vereador Cláudio.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte também, vereadora Rose, no momento oportuno.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Obrigada, vereadora Rose. É isso. É oportuno, quando a gente fala de temas tão sérios como esse, a gente falar sempre se baseando na verdade. É muito clara a nossa lei quando trata da violação da tornozeleira eletrônica. Aqui a gente falou na discussão anterior sobre o aumento de penas, mas agora eu ouço que é injusta uma prisão de quem tenta violar, daquela forma ridícula, a tornozeleira eletrônica. Então, eu acho que a gente não pode ter dois pesos e duas medidas. Se a gente acha que todas as pessoas que cometem um crime, e violar a tornozeleira eletrônica é um crime que aumenta a pena, precisam ser punidas, então, com o Bolsonaro não poderia ser diferente, e é pura e simplesmente isso, que nós estamos falando. Então, essa falácia de perseguição não pode colar, porque senão todas as pessoas que violam as tornozeleiras eletrônicas também estariam sendo perseguidas. E outra coisa que é importante nós dizermos, é que é sim, um motivo de comemoração para o Brasil. Porque o Bolsonaro foi o principal golpista do 8 de janeiro, porque durante quatro anos atacou, veementemente, as urnas, a democracia e a soberania nacional. E quando a gente vê, não só no banco dos réus, mas a gente vê esses golpistas sendo julgados e condenados, a gente vê a justiça sendo feita, a democracia sendo restabelecida. E isso, com toda certeza, é motivo de avanço e é motivo de comemoração. Deixo aqui pautado: não é perseguição, é apenas uma lei muito clara, que a gente já tem. Violou a tornozeleira eletrônica, vai para a cadeia.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Seu aparte, vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereadora Rose, a justiça pode tardar, mas ela não falha. Esse recado do que aconteceu com Bolsonaro e seus aliados é uma prova de que ninguém está acima da lei. É uma demonstração para os bolsonaristas de que eles não podem fazer aquilo que eles acham que podem, enfim, e que nada vai acontecer. Então, foi um recado, sim, da democracia. E vereador Libardi, tem gente que iguala isso e diz que é perseguição, que é ditadura. Eles não têm a mínima ideia do que é ditadura. Nosso partido foi o partido que mais sofreu com isso. Nós temos mais de 100 anos, então, obviamente, a esquerda não vai acabar porque nós existimos desde muito antes, inclusive, da ditadura militar. E quem está tentando igualar esse episódio com a ditadura não aguentaria dois dias, vereador Jack. Foi de 1964 até 1985, que não eram só pessoas de esquerda e comunistas. Todo mundo que falava a sua opinião era perseguido. A gente tem que ouvir aqui bobagem, dia e noite, dos vereadores e nada acontece. É a prova que a gente vive em uma democracia, só que essa democracia, tu não pode fazer o que tu quiser, então, foi uma demonstração de que ninguém está acima da lei. Obrigada, vereadora Rose.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Então, nós estamos, realmente, em um momento histórico. Sem dúvida, isso mostra para a sociedade que existe Poder Executivo, Legislativo e Judiciário, coisa que em ditadura não existia. Isso demonstra que a democracia vence, sim, e demonstra que não só o ex-presidente Bolsonaro, mas toda a cúpula que tentou fazer o retorno de uma Ditadura para o país está, sim, cometendo crime. Eu vejo vereadores aqui... Vereador, parabenizo por ficar também na sessão e ouvir, vereador Hiago. Vejo vereadores comemorando e parabenizando quando um policial prende vagabundo, prende isso, prende aquilo. Então eu acho que tem que comemorar as prisões de quem cometeu crime. Não pode ser uma prisão e uma comemoração seletiva. Quem comete crime tem que cumprir, tem que estar na cadeia. Seja classe A, B, C ou D. Não é só bandido pobre que tem que estar preso. Também, mas não só. Tem que ser isento nessa discussão. Então eu quero terminar dizendo que esta fala é realmente de um país que precisa comemorar. Isso é uma página que vai estar nos livros de história logo, logo. E reforçar a democracia de qualquer um de nós. Nenhum de nós estaríamos aqui, nem eu, nem a extrema-direita, nem ninguém estaria aqui defendendo suas ideias se nós tivéssemos o retorno de uma democracia. Então isso é exemplar do nosso povo. Obrigada. (Pausa)
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VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Muito obrigado, presidente. Obrigado mesmo. Queria agradecer publicamente aos vereadores que permanecem aqui. Vou nominá-los: a senhora, presidente, vereadora Andressa; vereadora Rose Frigeri; vereadora Estela Balardin; vereadora Sandra Bonetto; vereador José de Abreu; vereador Hiago Morandi; em especial o vereador Alexandre Bortoluz, que atendeu um requerimento meu e retornou a esta sessão. Muito obrigado, Alexandre. Presidente, eu queria te tratar de dois projetos de lei que eu apresentei nesta semana. O primeiro trata do regramento e alteração do plano desenvolvimento integrado no nosso município, no que se relaciona a São Pelegrino. Nós fizemos um investimento significativo na área de São Pelegrino, em especial, na nova Estação Férrea, vereador Rose Frigeri. Mas eu recebi diversas reclamações, e algo que infelizmente é contínuo, não é, vereadora Andressa, relacionado a eventos públicos no Largo da Estação Férrea que acabavam depois das 22 horas, promovendo muito barulho e aglomeração. Eu propus a alteração do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, com a inclusão do Art. 33, visto a existência do Art. 33, para determinar que os espaços culturais ali utilizados, vão ser uma zona especial dentro do nosso município, e vão ter um regramento estabelecido por decreto. Porque qual foi o grande problema? Quando nós tivemos o show da Família Lima, que muita gente gostou, muitos moradores ali, acabaram por se incomodar em razão da hora que foi colocada o som. Então a gente poderia ter feito anteriormente, tenho certeza que a senhora vereadora Rose, verificou também a reclamação de um grande amigo meu, Vanius Corte. Então, em razão desse pedido dos moradores ali, em especial do Olavo Bilac, eu apresentei essa alteração no Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado, para que haja um regramento em acordo com a NBR 10151 de 2019, que determinará um limite máximo para decibéis posteriormente às 22 horas, vereadora Rose. Assim, a gente garante que as pessoas tenham acesso à cultura, que é algo muito importante, mas que nós possamos também garantir nessa região de São Pelegrino, que as pessoas possam continuar dormindo, não é? Embora a gente fique muito feliz com o investimento público no local, nós temos que nos preocupar também com os moradores da região. E eu propus essa alteração que regulamenta através de decreto o modelo limite de colocação de som no local. Por fim, senhora presidente, hoje é um dia histórico para todos aqueles que acreditam em um Brasil diferente e que entendem que devem ser cumpridas as promessas de campanha. O presidente Lula, José de Abreu, sancionará a isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil, na presente data. Isso é muito importante para todos os trabalhadores que eu represento dos metalúrgicos, mas para todos os trabalhadores celetistas no Brasil. Porque nós entendemos que no próximo período teremos o maior aumento real da história, graças a essa vitória. O Sindicato dos Metalúrgicos mandou uma representante à Brasília para acompanhar esse importante ato, mas queria falar que esse é um retorno específico ao povo trabalhador.
VEREADOR JOSÉ ABREU – JACK (PDT): Um aparte vereador.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Que nós temos compromisso com quem trabalha, e mais compromisso ainda, com quem trabalha de carteira assinada nesse país. De imediato, vereador José de Abreu.
VEREADOR JOSÉ ABREU – JACK (PDT): Obrigado, vereador Libardi. Quero primeiro parabenizar o senhor pelo trabalho que tem feito nesta Casa. Parabenizar o Sindicato dos Metalúrgicos, ao qual eu faço parte, sou diretor do Sindicato dos Metalúrgicos, com muito orgulho. Parabenizar pelo trabalho que foi feito para que isso acontecesse, para que o trabalhador que ganha até R$ 5 mil, não pagasse imposto. Porque não tem como a gente pagar para trabalhar, não é, vereador? Muito obrigado.
VEREADOR CLÁUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu quem agradeço. Sabe, José de Abreu, que eu fiquei pensando agora que eu lhe dava a parte, o que fizeram com o Sindicatos dos Metalúrgicos nessa tribuna em outra oportunidade, agora estamos eu e o senhor aqui, não é? O mundo dá voltas significativas, e nos trouxe até aqui para falar o nosso lado da história, o lado de que de quem atende 4.000 pessoas, entre médico e dentista; de quem tira a gente da fila do SUS; de quem garante auxílio-creche para não sobrecarregar o município; em quem garante que as pessoas tenham acesso a lazer, muitas vezes, quando não teriam; quem garante que o metalúrgico tenha acesso a uma piscina, tenha acesso a uma área de camping; quem garante, vereador Andressa, direitos quando tem FGTS surrupiado; quando tem insalubridade que não é paga? Então é com grande prazer que eu e o senhor representamos essa categoria tão importante aqui nessa tribuna. Então ficam meus parabéns a todos os sindicatos e centrais sindicais que se mobilizaram, mas fica o meu profundo parabéns ao governo Lula, que nesse período, faz um aceno àqueles que eu gosto tanto de representar, vereadora Andressa, que é aqueles que saem todos os dias com uma máscara de solda na mão, vão até as empresas, promovem uma solda de qualidade e entregam à indústria mais capaz do Brasil, que está aqui. Sabe por que que as indústrias se instalam aqui, vereador Jack, mesmo sendo longe, logisticamente impossível? Porque a melhor mão-de-obra do Brasil está nessa cidade, vereadora Sandra. Quem é mais qualificada, quem mais gosta de trabalhar, mora aqui. E eu sou um orgulhoso caxiense. Da Caxias, da pujança, do desenvolvimento e de quem trabalha. Então vamos à luta que hoje ganham todos os trabalhadores. Parabéns.
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