VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bom dia a todos. Obrigado, vereador Sandro Fantinel, pelo espaço. Aqui só... Eu vou falar sobre saúde. Só, um pouquinho antes, eu vou dizer a parte que eu vou divergir ali do Rafael Bueno. Ele diz que não vê as pessoas indo para a rua lutar por saúde, essas coisas, outras, digamos, prioridades por que a gente luta aqui. E eu também, vereador Rafael, vou dizer para o senhor que eu não fico feliz de ver as pessoas com a bandeira dos Estados Unidos, como estavam, mas eu espero que o senhor entenda que é um... Eu entendo essas pessoas. Eu não fui com bandeira americana. Estava vestindo uma verde e amarela, a do Brasil. Aquela que nos ensinaram a história errada lá. Lá da independência, quando eles dizem que o amarelo significa ouro, o verde são as florestas. Essas aulas de história que a gente teve errada, na minha humilde opinião. E aí eu fui com a bandeira do Brasil. Eu entendo que as pessoas que foram com a americana é um pedido de socorro. Por que é um pedido de socorro? Por que elas estavam desesperadas com a bandeira americana? Porque a gente está vendo só, por exemplo, uma grande liderança no mundo, que é o presidente da maior nação, da maior potência mundial, que é o Trump, que ainda é a maior nação. A China ainda não ultrapassou isso, vereador Fantinel. Então, o Trump falou que seu governo vai responsabilizar estrangeiros responsáveis pela censura. E, infelizmente, vereador Rafael, a gente vê muito essa censura avançando, nos entristece. Começou com a revista Oeste, vereador Calebe, quando o STF não deixou botar documentário, não deixou publicar tal coisa, Brasil paralelo. O vereador Cláudio hoje falou da editorial. Daqui a pouco, a gente não tem mais editorial porque o STF vai dizer o que é publicado ou não. Então, em minha humilde opinião, quando eu comecei a faculdade de Direito, eu lembro que o STF era para dizer se as coisas eram constitucionais ou não. Mas o Libardi também falou que não está tendo votação no Congresso e está tendo um custo alto. Para que votação, Calebe? Para que a gente decidir as coisas, vereador Capitão? Se quando é decidido o STF vai lá, um exemplo, o último exemplo agora, IOF. Congresso queria uma coisa, o STF vai lá e faz outra. Então, não me adianta essa falsa democracia ou a gente ir lá votar, ter essa harmonia entre os poderes como tinha antigamente, que era o famoso teatro das tesouras, não é? Onde o Alckmin revezava ali o poder... Estou dando duas pessoas, mas vem antes deles. Revezava o poder com o PT e fingia que tinha uma oposição. Não, a gente prefere essa guerra, a gente prefere estar indo preso, a gente prefere... Se for para o Bolsonaro ir preso, que vá preso. Se for para nos prender, que nos prendam. Se for para censurar, que nos censurem. Mas a gente prefere mil vezes essa guerra do que a falsa democracia que eles vinham falando. Então, é um pedido de socorro, a bandeira americana ali, vereador Rafael. Só que os americanos estão há muito tempo, anos luz na nossa frente e concordo com o senhor que a gente não é independente em nada. Já dizia o Enéas, que ele tinha umas opiniões bem polêmicas quanto a essas questões nacionalistas e tal, e o Enéas tinha ideias revolucionárias. Mas na época, vereador capitão, Casseta & Planeta, a Globo transformou ele num louco e a gente tachou ele como louco. Um cara que tinha sete faculdades, formado em Medicina, várias pós, doutorado, um cientista e ele já via tudo que ia ocorrer muito tempo lá atrás, mas a gente não soube valorizar. E está aqui... Eu até separei aqui: “Decisão do STF sobre o IOF é vitória da Constituição Federal, afirma advogado geral da União. Jorge Messias elogiou espaço de diálogo promovido pelo Supremo Tribunal Federal e ressaltou que separação dos poderes foi respeitada”. Que coisa boa. É um puxadinho do Executivo, entendeu? Então, para que Congresso? Para que a gente fazer votação? Mas eu entendo que com o tempo a gente vai mudar. Como diz o Nikolas: “o presente pode até ser deles, mas o futuro vai ser nosso”, Capitão Ramon. E se eles aguentaram toda a pressão que eles aguentaram todos esses anos, a gente deve fazer como eles fizeram e aguentar. Agora, o segundo assunto, até me alonguei demais. Eu iria falar ontem, não deu tempo e tal. O seu aparte para finalizar isso aí. Pode ir, vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Rapidinho, me ajuda.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Obrigado, vereador Hiago. Depois eu tenho uma declaração também, se precisar de um aparte dele.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Ah, está beleza.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Mas, respondendo o que o senhor, complementando o que o senhor falou, de fato, e inclusive chega a ser desanimador às vezes. O vereador Rafael Bueno falou sobre a questão que às vezes as pessoas não estão interessadas, não é vereador Rafael? E eu recebi, esses dias, um rapaz, no meu gabinete, me perguntou: "Por que que vocês não se mobilizam para ir para a rua por Saúde, Segurança, Educação etc.? Por que não vê?" E eu disse para ele: "Começa pelas redes sociais. Se qualquer um de nós aqui usar a palavra “Lula” ou “Bolsonaro”, fizer um recorde e colocar na rede social, viraliza. Agora se falar em Saúde, Segurança, Educação, se falar de Saneamento Básico, se falar de resolvemos um buraco no bairro, resolvemos tal coisa, as pessoas, infelizmente, as pessoas não estão interessadas em levar isso adiante, compartilhar”. Todo mundo aqui sabe o que eu estou dizendo, experimenta isso. É só ver pelas nossas sessões, os comentários só surgem nas nossas sessões, aqui, na Câmara, quando o tema é polêmico, quando fala em Lula ou Bolsonaro. Então, infelizmente, e eu lhe entendo, vereador Rafael, a gente está em um clima, hoje, que tu falar de uma garantia, conseguir uma emenda, etc, as pessoas não celebram. Então, tem muita coisa que hoje falta, justamente, a participação comunitária, as pessoas estarem envolvidas. Obrigado, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Obrigado, vereador Calebe. Aqui, eu gostaria de prestar minha solidariedade para o vereador Muleke, que ontem acabou ficando sem celular, sem tênis. Estava desolado na rua ali. O despertador não tocou porque ele não tinha o celular hoje, mas gostaria de dizer que a gente está aí para lhe ajudar e auxiliar em no que for preciso. A Comissão de Segurança está à disposição do senhor.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Obrigado. Um aparte, se possível.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): De imediato.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Então, cheguei agora. Primeiro bom dia. (Manifestação sem uso do microfone) Não, primeiro bom dia a todos colegas vereadores. Desculpa o atraso, mas acontece, não é? Tive esse imprevisto ontem. Primeiro quero te agradecer, vereador Hiago, por estar presente lá, tive que... Hoje em dia sem celular é pior que andar a pé antigamente. Tu vai ligar para um, cadê o celular? Não lembrava nem o número da mulher, porque a gente é acostumado a chamar pelo nome não é? (Risos) Daí e o número, como é que eu ligo? Tive que, resumindo, tive que ir em casa e ligava para dois, três não sendo a pessoa é difícil ter aquela relação de atender. Mas te agradeço, vereador, pelo suporte. Fiz o básico, porque eu quero deixar essa mensagem. É, tanto descaso, a gente tem que aproveitar quando a gente tem um pouco de influência para não deixar acontecer com outras pessoas. É tão simples, algumas empresas grandes, tão nem aí para nós (gesticulação) como se fosse só mais um. Então, eu fiz questão de chamar a Brigada Militar para registrar o boletim de ocorrência. Fiz questão de ligar para o Procon. Liguei para o vereador, porque num piscar de olhos que aconteceu comigo, quatro, cinco pessoas já vieram ali dizendo que tinha acontecido exatamente igual com as pessoas. Então, eu vou buscar meus direitos, eu vou fazer o possível para alertar as pessoas. Se é um lugar que tu tens que entrar com o olho aberto, então que as pessoas avisem: “Oh, aqui tu cuida que não é bem assim que nem tu está pensando”. Daí o cara é que nem andar em São Paulo, que tu tem que saber que tu tem que guardar o celular no bolso ou tu vai para algum lugar que outro, mas tu tem que saber onde que está andando. Mas agora o desleixo, não, liga lá no, vai no site, no SAC lá de atendimento da empresa que eles vão te dar uma atenção. Mas por favor, né? Então, mas, de imediato, te agradecer, vereador Hiago, pela presteza de ir lá com a sua equipe, e ajudar no que for preciso. Era isso, e estou aí, sigo trabalhando já com o número logo em seguida a gente está apto de novo. Obrigado. (Risos)
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Não, conte com nós sempre ali, o que precisar, qualquer um desta Casa pode estar contando com nós. O assunto que eu trago agora, é da questão da saúde, né? Parabenizar o vereador Rafael Bueno, que fizemos a reunião ontem, foi bem produtivo ali, a gente pode esclarecer um monte de coisa vereadora Andressa, e ali também o secretário Geraldo veio nos dar as explicações, o Gustavo, do instituto, também, a gente acabou tirando um monte de dúvidas ali. O que a gente não concordou e a gente falou para ele ali, Dai, a gente falou na reunião e vou repetir aqui, foi com aquela nota da Secretaria de Saúde. O que que pareceu para nós? Pareceu que estava tudo certo lá e não estava, tanto que o próprio Gustavo falou que não estava, e do tempo ali de espera, de demora e tal. Então, a nota da Secretaria, eu acho que eles erram sempre na comunicação. A gente bate nesse ponto de novo, vereador Daniel, que é líder do governo, sabe como é que é. Então, a gente bate bastante nessa questão de comunicação da Prefeitura, antes deles emitirem uma nota, Dai, como é que era na escola? Quando a gente reclamava de um coleguinha, dava um problema, a dire chamava os dois coleguinhas para ver a versão de cada um. E na minha casa era a mesma coisa, porque a gente era em quatro irmão, então, a minha mãe botava os quatro juntos para ver a versão de cada um. E aqui não, a Secretaria de Saúde lançou uma nota, mas como é que tu vai lançar uma nota sem pedir para os vereadores? Eu até fui mais otimista que a vereadora Daiane, abrindo bem o coração, falando bem a real. Eu achei que o prefeito ia nos chamar lá e pedir o que que a gente viu lá, e como poderia resolver e pedir para ver o nosso material, que vocês viram lá e tal? Fui otimista, confesso. Fui inocente na política, na verdade. Mas o pessoal não quis saber o que a gente viu lá, o que que a gente deixou de ver, ou o que que estava errado. Então, eles lançam uma nota dizendo que não, estava tudo certo. E na nota dizia, abre aspas: "A escala estava completa com cinco médicos, o tempo de espera para atendimento estava de acordo, o serviço é permanente e fiscalizado”, vereadora Dai. “Onde são verificadas escalas, atendimentos, horários, tempo de espera e não se verificou nenhuma irregularidade. ” Essa é a nota da prefeitura, da Secretaria de Saúde, que o pessoal escreveu aqui. Então, parabéns à Secretaria. Eu queria dizer aqui que está ótima, está tudo nos conformes, está tudo dando certo, não precisa mudar, o time que está ganhando não se mexe, está tudo perfeito. Aquelas pessoas, vereadora Dai, eu vou colocar aqui no vídeo. Aquelas pessoas são figurantes, são atores, são mentirosos, não. A mãe da Luísa lá, que nos chamou, a neném estava com 40º de febre, ela está mentindo. O relato dela depois do vídeo... (Esgotado o tempo regimental.) Declaração de Líder, presidente.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Segue em Declaração de Líder, vereador Hiago Morandi, bancada do PL.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): O relato dela é um relato de mentira, aqui eu estou sendo irônico, mas é complexo. Mas todas aquelas pessoas, eu vou pedir que coloque o vídeo, tem um vídeo aí, daquele que está nublado. (Exibição de vídeo) Ali a gente tem um vídeo, e mais um monte de imagem para comprovar que sim, como está no sistema também, que as pessoas estavam há cinco horas ali aguardando. E esse é um problema, e não é um problema só da questão do Ideas, não é um problema do secretário Geraldo, não é um problema do Adiló. É um problema que vem se arrastando, se alastrando por muito tempo. A gente foi lá para procurar resolver, para entender esse problema, porque não tem como entender sem ir até lá, né? O vereador Rafael já falou aqui nessa tribuna que o Geraldo foi descobrir a UPA Central depois de seis meses. Então, se tu não for lá, não acompanhar as pessoas, os relatos, não tem como tu entender a atmosfera do negócio. Tem como ser um policial militar sem ter patrulhado algum dia? Tem como ser advogado sem ter feito um estágio? Não, não tem. Então, a gente precisa estar nos locais para entender os problemas que são complexos, por mais que muita gente não goste. E até o sistema fica aflito de nos ver fiscalizando. Seu aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Hiago, eu, primeiramente, queria parabenizar o vereador Rafael Bueno pela reunião de ontem, tanto com o Instituto Ideas, quanto a questão da Secretaria da Saúde, onde a gente pode, também, além de ouvir sobre várias demandas, pudemos falar também, né? E a questão da atenção básica da nossa cidade que não funciona. Na verdade, quando a gente vê os números do Ideas, das UPAs, a gente verifica que o nosso sistema de saúde não funciona. E eu sou uma defensora de não, daqui a pouco, criarmos mais estruturas para a área da saúde, mas fortalecermos as que já existem.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): As UBSs tendo médico até às 17 horas e as UBSs de horário estendido tendo médico até o final da noite, não precisa a gente criar outras UPAs, outras, daqui a pouco, unidades básicas ou daqui a pouco colocar tenda.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador?
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): A gente precisa fortalecer as nossas estruturas, e foi isso que a gente defendeu ontem. Depois da nossa fala, eu coloquei na internet, e vários relatos de Unidades Básicas sem médicos. E aí o Gustavo tem uma perguntinha lá, que ele pergunta se a pessoa foi na UBS. E elas foram. Normalmente, no horário de atendimento, elas foram na UBS. Não tinha mais ficha para atendimento. É essa resposta conforme o Gustavo. Quanto à nossa fiscalização, a gente falou ontem, e o Gustavo, mais uma vez, confirmou, porque ele nos mostrou o sistema. O Rodolfo, na UPA Central, nos mostrou o sistema, onde tinha pessoas aguardando a mais de 4 horas, inteirando 5 horas de atendimento. Então, aquela nota é o que eu acho, sabe, vereador? E falei para vereadores, inclusive da base, com o qual conversamos. A Prefeitura poderia ter feito o seguinte: vamos verificar a situação, vamos apurar os fatos. Mas não, ela foi lá e ela disse que estava tudo certo, através da Secretaria da Saúde, dizendo que os atendimentos estavam certos, que a escala estava certa. E são coisas que a gente tem a documentação e o sistema para provar que não estavam de acordo, né?
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, nobre vereador?
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Então, isso o Gustavo confirmou ontem, no caso, né? Mas a nota da Secretaria da Saúde veio diferente. Então, a gente precisa de uma Secretaria da Saúde mais atuante, mais fiscalizadora, mas, também, tentando resolver os problemas que são históricos na nossa cidade, porque mais do mesmo a gente tem há muito tempo. Obrigada e desculpa por ter ocupado muito tempo.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Com certeza, eu já vou passar para o Rafael, mas a gente vê, a gente vai até lá e vê que, ali no contrato, a previsão é cerca de 350 atendimentos. É isso, Dai? E aí o Gustavo falou que o pico deles já chegou a 809. Então, a gente vê que eles fazem o possível e o impossível. É complicado, né? Acaba estourando sempre lá. E aí as pessoas ficam revoltadas, sobrecarrega o profissional que está lá. Aí o enfermeiro acha ruim, o técnico acha ruim porque tem que levar desaforo, os médicos são xingados. Por mais que agora eles estão bravos comigo, está um clima ruim entre nós, não tem muita harmonia no momento, mas a gente já lutou até para que eles recebessem o salário em dia, né? Então, os médicos ficam sobrecarregados e aí o sistema todo acaba colapsando. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, vereador Hiago, eu volto a dizer o seguinte: a fala dos vereadores ontem, a preocupação com a terceirização... Mas, eu acabo concordando com o Gustavo. Porque, vereadora Rose, o que ele falou ontem foi porque ele não pode deixar descoberto, né? Porque as pessoas estão faltando, estão botando atestado, que estão no seu direito, mas, como tem filas ali, as pessoas ficam descobertas. E o que o vereador Dambrós disse, “então vamos estender os horários das UBSs”. Aí disse: “não, mas nós temos retenção orçamentária”. Bom, tem retenção orçamentária. Só que tu estás jogando, tu estás, parece, fazendo questão de jogar as pessoas para as UPAs. Nós não podemos fazer isso, nós temos que inverter o quadro, nós temos que desafogar as UPAs. Nós temos que levar lá para a UBS...
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): O governo está pagando em dia, o prefeito Adiló está pagando em dia o Ideas, como o Ideas está pagando em dia os funcionários que foram colocados. Isso é inegável. Só que nós estamos pagando. E esses atendimentos, que é feito 100% a mais, não é de graça...
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): O Ideas está cobrando. E muito mais do que se fosse talvez nas UBSs. Então, nós temos que fazer o inverso. As UPAs são de média complexidade e a atenção básica lá na ponta. Porque se o indivíduo, se o João, o Pedro e a Maria vão lá na UPA, tu não tens um atendimento individualizado onde tu vais evitar o aumento da doença lá na frente. Nós precisamos tratar a pessoa lá na ponta, na sua individualidade. Obrigado, vereador. Não vou tirar mais o tempo para deixar os vereadores.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Não, tranquilo. Rapidinho, Capitão Ramon, rapidão.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Parabéns, vereador Hiago, por trazer esse tema. Nós temos aqui, por exemplo, na UPA Central, o que é contratado são 450 pacientes por dia e eles chegaram a atender 809 pacientes por dia. Então, nós temos os profissionais sobrecarregados. Exatamente esse ponto. A OMS, Organização Mundial da Saúde, ela orienta que são quatro atendimentos por hora. No entanto, devido a ter muita gente procurando a UPA, os médicos tem que atender muito mais do que isso. E cada paciente é um caso. E aqui o vereador Rafael falou, ontem eu cobrei o Gustavo, a respeito dos pagamentos. Os profissionais devem receber seus pagamentos em dia, por quê? Como a pessoa vai trabalhar, vai dar o seu melhor se não está recebendo a sua remuneração. E o outro ponto, para concluir, é a respeito das UBSs. Precisamos fortalecer as UBSs para que não fiquem as UPAs sobrecarregadas. Muito obrigado.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Eu queria dizer aqui que ontem, na verdade, para levar transparência, depois eu vou até mostrar o vídeo, vou colocar ali o que eu falei ontem na reunião, para os seguidores ver, mas para dar transparência e mostrar que mais uma vez, o Geraldo veio aqui ontem. Eu já fiz uma analogia que eu comentei ontem que “é mais antiga do que caminhar para frente”. Ele falou que infelizmente a cidade cresceu muito, veio muita gente para cá, veio imigrantes, migrantes, veio o pessoal das enchentes. Aí ele falou que a que a que a cidade cresceu demais, não tem o que fazer. Aí eu falei que eu enxergo o copo meio cheio, vereador Lucas. Porque, se tem mais gente, é mais gente para pagar IPTU, se tem mais gente, é mais gente pagando imposto. Então, eu analiso se a cidade cresceu ainda bem e que continue crescendo, não é? Que a gente ganhe mais dinheiro, que a economia movimente. Então, nós não vamos trancar as portas da cidade, agora a culpa não é de quem está vindo para cá. A gente tem que se adequar e fazer a gestão e se mexer como outras cidades vão se atualizando, como Sorocaba e tantas outras cidades...
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Pedir um aparte, por gentileza.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Infelizmente o tempo está curto aqui, tem vários apartes para dar. Mas só para dizer que a gente saiu de ontem aqui, mais uma vez sem solução; não trouxeram solução. Ele falou que já fazem muito por botar 20 e poucos por cento na área da saúde. Então, eu vou voltar a repetir que colocou que coloque em 40, que coloque em 50, que coloque em 70, não me interessa, que resolva o problema. A pessoa para ter cultura, para ter lazer, para ter as outras coisas, primeiro precisa estar viva, Então, eu acho que a saúde deve ser prioridade sim no Governo Adiló, que se imponha, que faça uma coletiva de imprensa, já trouxe solução, que se imponha, que diga que não tem mais como a gente atender tantos municípios que a gente atende, mais de 30, 40 municípios a gente atendendo aí, que não vai ter como, vai colapsar e quem vai morrer por falta de atendimento dessas 60, 70 pessoas que aguardam o leito muitas vezes no ápice ali do inverno, quem vai morrer são os caxienses. Então, isso me dói muito, eu espero que coloquem a mão na consciência e tragam soluções efetivas. Ver na fila quem que estava? (Manifestação sem uso do microfone.) Acho que era a Rose, vereadora Rose, rapidinho.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Não, eu ia dizer exatamente isso que tu falaste agora no fim. Eu acho que assim como a questão do autista, todos esses debates da saúde não é que não seja importante, mas eu não sei, parece que é sempre a mesma coisa, o mesmo churumelo, o mesmo discurso. A gente já sabe que na UPA não tem medicação, que na outra UPA faltou médico, aliás, UBS, por isso que eles vão para a UPA. Qual é a solução? É investir mais na atenção não só básica, mas a própria prevenção que é agente comunitário de saúde, agente comunitário de endemia, as vacinas para as doenças. Então, parece que a gente já sabe. A gente vai ali para ouvir sempre as mesmas justificativas. Eu acho que tem que ter encaminhamento mesmo, senão acaba sendo repetitivo, cansativo e a gente desiste dessa forma de reunião.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Verdade. Obrigado, vereadora Rose. Ali na sequência, o vereador Calebe diz que vai emprestar o tempo para o Valim, o Dambrós e o Cláudio que ficam faltando. Já se comprometeu.