VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia a todos e todas. Quero fazer uma saudação muito especial para vocês, estudantes do Arnaldo Ballvê que estão aqui hoje para prestigiar a nossa sessão. Mas o meu voto de congratulações vai para todos os profissionais, psicólogos e psicólogas que atendem a nossa cidade, que atendem essa questão que é cada vez mais presente, que é o cuidado com a saúde mental. Então, hoje, no Dia dos Psicólogos, é importante nós lembrarmos que a psicologia vai muito além do consultório. Ela está nas escolas, ela está nos hospitais, ela está na construção de todas as políticas públicas. Então, falar de um mundo aonde a ansiedade e a depressão se tornam cada vez mais presentes na sociedade é importante a gente reforçar a necessidade da ampliação de políticas públicas e do fortalecimento da rede de atenção psicossocial para que a gente tenha cada vez uma sociedade mais saudável e mais humana. Muito obrigada.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente e nobres colegas, primeiramente, eu gostaria de agradecer pela vinda de todos os professores e alunos da Escola Arnaldo Ballvê. São 95 anos de história. Parabéns por estarem aqui. Em outro ponto, eu gostaria de fazer um voto de congratulações a todos os servidores do Hemocentro. No dia de ontem, eu fui realizar uma doação de sangue e fui muito bem atendido pela nossa equipe de servidores, em especial pela técnica de enfermagem, a Sra. Maria Aparecida Kum, que realizou a coleta do sangue. Ela me atendeu com maestria e aqui eu também aproveito, eu estou inclusive hoje com a etiqueta aqui de doador de sangue, inclusive eu aproveito para fazer um chamamento público a todos aqueles que podem realizar a doação de sangue, façam essa doação. É melhor ajudar do que ser ajudado. E aqueles que por ventura não possam realizar por questão de saúde, incentive outras pessoas para realizar a doação de sangue. A gente nunca sabe quando a gente irá precisar. Muito obrigado, presidente.
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VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Bom dia, colegas; a quem nos acompanha em casa; nas redes, mas, principalmente, essa gurizada, não é? Eu como professora sempre sinto saudades do clima, que quero fazer uma saudação, então, especial a toda a comunidade escolar do Arnaldo Ballvê, a escola que hoje será homenageada, 95 anos, não é pouca coisa. A diretora Letiane, a minha amiga; o vice, Alceu; a todas as professoras também; aos estudantes que estão aqui. A Escola Arnaldo Ballvê foi uma escola que eu sempre tentei ir trabalhar, vereador, nunca consegui. Mas, enfim, é uma escola tradicional da nossa cidade, a secretária Marta também. E quero fazer um voto de congratulações, também, ao Dia das Psicólogas e dos Psicólogos, especialmente à psicóloga Fernanda Fioravanzo e à Maria Marlene, que, casualmente, também estão de aniversário neste dia. Então, um dia especial para elas. E sejam bem-vindos, aqui, a comunidade do Arnaldo Ballvê. Obrigada.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhor presidente, nobres colegas vereadores. Imensa alegria, hoje, ter esse plenário cheio dessa gurizada aqui, não é? Sejam muito bem-vindos. Quero saudar, então, a presença da secretária de educação, a Marta Fattori; a “dire” Elizabeth (Manifestação sem uso do microfone) a Letícia! (Manifestação sem uso do microfone) Letiane? Obrigado. A Letiane, então, não é? Então, prestigiar esses 95 anos da Arnaldo Ballvê. Quero saudar também o Volmir Moschen, da Secretaria da Habitação. Seja muito bem-vindo, Volmir. E saudando a Sabrina, que é uma atleta da Escola Arnaldo Ballvê, filha do meu amigo Volmir Moschen, que é bicampeã brasileira de tênis de mesa. Eu saúdo todos os colegas da Escola Arnaldo Ballvê. Então, sejam muito bem-vindos e felicidades e vida longa à Escola Arnaldo Ballvê. Era isso, senhor presidente e nobres colegas vereadores.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, nobres colegas, vereadores e vereadoras. Saudação especial para as crianças, para os estudantes, professores, toda a comunidade que nos acompanha daqui e de casa. Eu gostaria de me somar ao voto das vereadoras, Estela e Rose, em relação aos profissionais da psicologia no dia de hoje e dizer, inclusive, que é uma pauta nossa que tenhamos profissionais na educação, mais profissionais, psicólogos, assistentes sociais, que inclusive é a minha profissão, na educação, aproveitar a presença de vocês para dizer o quão seria importante que nós tivéssemos mais psicólogos, psicólogas, assistentes sociais na rede da educação para poder dar um suporte para as nossas escolas. E outra questão que eu gostaria de fazer um voto é a Assembleia Legislativa. Ontem, eu e a vereadora Rose estivemos representando a PEM na oportunidade que nós tivemos a recreação, então, da Secretaria Estadual da Mulher, vereadora Rose. Um momento importante. A votação foi por unanimidade porque se entendeu que seria uma pauta relevante para o nosso estado, portanto a partir de agora teremos a criação novamente da Secretaria de Mulheres, depois de 10 anos do fechamento dela e agora a nossa luta para que tenhamos orçamento para poder investir em políticas públicas para as mulheres. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Presidente, Mesa, colegas vereadores. Hoje, com essa plateia linda, sejam muito bem-vindos essa turma do Arnaldo Ballvê, a “dire”, os profes. Gente, eu preciso fazer um agradecimento especial e uma saudação especial, que a minha profe. da terceira série. (Risos) A minha profe. da quarta foi. Da quarta série, porque era minha profe. de matemática, Inês Frighetto está aqui. Inês, todo o meu amor por ti. É uma representante, sem dúvida nenhuma, da educação. (Palmas) Uma profe. querida e uma amiga querida ao longo de tantos anos, então, em teu nome, saúdo a todos, a nossa secretária de Educação. Quero saudar também o pessoal da Orca, dos Orquidófilos Reunidos aqui de Caxias, que estão conosco hoje e vão falar de um evento lindo que vai acontecer aqui na cidade. Mas, quero também trazer hoje um voto de congratulações. Eu estive ontem com a Gislaine Perottoni, lá da Very Happy Balões. E aí quero dizer para Gis, parabéns pelos 10 anos dessa loja especializada, da tua coragem, da tua ousadia e da tua resiliência todos os dias. Continua trazendo o colorido, continua trazendo alegria para as nossas festas. Vida longa à Very Happy.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, nobres colegas. Primeiro, quero saudar a equipe diretiva, os alunos e também a secretária da nossa querida escola Arnaldo Ballvê. Bom, hoje é um dia muito importante, Dia do Psicólogo, aproveitando quero parabenizar uma querida que faz um trabalho social incrível, que é a Maria Marlene Faria. Que, inclusive, esses dias estivemos tocando lá na festa do seu pai. É uma pessoa magnífica que, com certeza, ajuda a cuidar da saúde mental, do bem-estar, do desenvolvimento humano de tantas pessoas. E, nos tempos difíceis que vivemos, com certeza vamos precisar muito da psicologia. Então, parabéns Marlene Maria e toda a família Faria por seu trabalho social, visitando hospitais, enfim. Parabéns. Era isso.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (REPUBLICANOS): Bom dia. Bom dia, vereadores. Bom dia a todos que nos assistem pela TV Câmara. Bom dia, gurizada! (Manifestação nas galerias.) Que legal. Vocês trazem alegria e vida para esse plenário aqui. Muito obrigado pela vinda de vocês. Uma saudação à ex-diretora Inês e à atual diretora, a Letiane e à secretária Marta Fattori. Citando vocês, cito todos os professores que estão aí. Obrigado pelo trabalho que vocês emprestam. Parece que vocês não têm noção, mas, quando o nosso plenário está lotado dessa juventude, nos faz mais felizes, né? Ver essa gurizada. Vocês não tem noção a energia que vocês trazem para nós. Saudar, então, pelos 95 anos da Escola Arnaldo Ballvê. Uma história que eu lembro... Que ano tu foi “diri” lá Inês? Em 2018 tinha algumas coisas lá, reforma da escola e tal, né? E hoje está ali. É isso aí. Então, que seja uma bela homenagem. Parabéns novamente à secretária Marta Fattori que está aqui para homenagear. Nós ficamos felizes com a vinda de vocês aqui. Parabéns.
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Não houve manifestação

VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom dia, colegas vereadores e vereadoras. Começamos hoje com uma sessão muito participativa, uma gurizada bonita aqui, nessa homenagem à Escola Municipal Arnaldo Ballvê. Mas eu quero me manifestar, hoje, sobre um tema importante da sociedade brasileira, está em discussão no Congresso Nacional, e eu acho que precisa ser conhecido e lembrado por todos os colegas vereadores, já que ele impacta na vida de todos e todas. Primeiro dizer que eu tenho muito orgulho, minhas colegas de bancada, vereadora Rose Frigeri e vereadora Estela Balardin, de nós, aqui na Casa do Povo, termos votado contra a Reforma da Previdência. A Reforma da Previdência chegou na legislatura passada aqui, alijando colegas servidores que deram a sua vida, os melhores anos de vida para trabalhar pelo serviço público. E aos colegas que não sabem ou que são mais novos da legislatura, hoje, professoras, médicos, guardas municipais, servidores públicos municipais de Caxias do Sul aposentados têm um desconto na sua aposentadoria em razão de uma Reforma da Previdência aprovada pelo governo Adiló e votada nesta Casa. A nossa bancada votou contra, se manifestou. Tratamos sobre esse assunto. Eu estava na jubilação dos servidores terça-feira, vendo vários colegas servidores que deram os melhores anos da sua vida, estão conseguindo se aposentar e terão uma faca no pescoço, que é seguir contribuindo com o Faps, mesmo depois de ter pagado a vida toda pelo fundo de aposentadoria. Bom, além disso, cabe nós lembrarmos que, à época da pandemia, os servidores públicos municipais, estaduais e federais tiveram o congelamento de todos os seus direitos. Licença-prêmio, triênios e tantos outros direitos atribuídos aos servidores públicos municipais. Está correndo no Congresso Nacional o PLC 173/2020, que descongela os direitos dos servidores públicos que tiveram mais de 530 dias de congelamento. E cabe nós lembrarmos que, durante a pandemia, os professores e professoras, os profissionais da saúde, da segurança pública e de todas as áreas seguiram dando conta do serviço público. Porém, tiveram os seus direitos congelados. E é exatamente neste momento, no Brasil, que se discute, através desse projeto de lei, o descongelamento. E aqui eu quero saudar o servidor público que está recém se aposentando, o Vagner Elias, servidor público da saúde de Caxias do Sul. Estava lá na jubilação do Vagner, que agora compõe aqui o corpo de assessores da Câmara de Vereadores. E o Vagner, como tantos outros profissionais da saúde, da educação, da segurança pública, tiveram esses direitos congelados. Então, a resposta que a sociedade brasileira precisa dar neste momento é bradar pelo descongelamento, pressionar os deputados e os senadores para que se reconheçam os direitos dos servidores públicos de todas as esferas. Então, eu quero fazer voz aqui e destacar a importância. Esse projeto, esse PLC nº 173/2020 está tramitando no Congresso Nacional. E vem uma voz, não tão oculta, falando do passivo, de como vai onerar os cofres públicos. Mas, em geral, quando se trata dos servidores, há essa preocupação dos recursos.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Mas quando nós temos uma série de outros temas de “interesses” ou de interesses, que advêm do investimento de recursos, em geral, os gestores não se preocupam. Então, eu quero dizer que é uma luta também deste vereador. Tenho muito orgulho de ser servidor público municipal. Em 2020, estava no Conselho Municipal de Educação, com colegas professores e professoras, que deram as suas vidas. Aqui, estava a Inês Frighetto, ex-diretora do Arnaldo, que, em 2020, estava levando à frente essa escola. Porque, por mais que muita gente ache que os professores estavam em casa na pandemia, buscando material, levando material, dando aula, se esmerando de várias formas para alfabetizar e garantir a educação pública de qualidade com as mais adversidades. E já lhe passo, lhe concedo aparte, vereador. Cabe nós lembrarmos que, enquanto na rede privada, as escolas da rede privada, em uma semana, colocaram a rodar sistemas maravilhosos de conectividade, nós, na rede municipal, por problemas de aquisição, a gente trabalhou muito, mas fizemos aquilo que era possível diante da adversidade. Agora, se nós pensarmos na segurança pública, na assistência social, no Samae e em tantas áreas, os colegas seguiram trabalhando e colocando as suas vidas em risco. Por isso que o PLC nº 173/2020 é um direito. A garantia do descongelamento dos direitos dos servidores e servidoras. Seu aparte, vereadora Rose Frigeri.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Obrigada, vereador. Ontem foi um dia histórico por duas vitórias, né? Uma aqui no estado, que a vereadora Andressa já falou, da criação da Secretaria das Mulheres, por unanimidade; e pela aprovação do Descongela na Câmara dos Deputados. Agora essa luta que todos os servidores e servidoras deverão ter, como disse o vereador Lucas, é no Senado. E a gente não vai desistir da luta. Mas eu só queria comentar, vereador, eu estava na escola em 2021, e foi um dos piores anos da minha vida profissional. Porque, para quem não sabe, é importante dizer, nós tivemos de tudo naquele ano. Nós tivemos alunos que iam uma semana à aula; depois, na outra semana, outros alunos, quando eram os nove dias. Nos outros nove dias, tínhamos que repetir. Tínhamos que dar tarefa para o que ficava em casa, tínhamos aulas para preparar online. Aqueles que não tinham como ir à escola e nem receber aula online, tinham que receber material com todo o conteúdo em casa. Nós trabalhávamos triplamente. Eu vou confessar, eu quase me exonerei naquele ano, e olha que eu não sou uma pessoa de desistir. Eu quase me exonerei. Foi um ano que nós corremos risco. Em 2020, então, nem comento. Mas 2021 acho que foi ainda pior. Então, quero dizer que ter sido considerado, aqui eu estou falando de professoras, mas foram todos os servidores, foi um ano como se nós não tivéssemos trabalhado. E aqueles dois anos só contaram para a aposentadoria; para o resto, mais nada: para triênio, para os 19 anos, para licença. Foi, assim, talvez uma das maiores injustiças que aconteceu naquele período. Então, é uma justiça que precisa ser reparada. Obrigada, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereadora Rose. E mais uma notícia preocupante. Atenção, colegas servidores públicos, no nosso caso servidores públicos municipais. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, chama uma comissão sem participação social, com um prazo apertado, uma comissão para tratar da análise da reforma administrativa. Então, eu quero aqui anunciar a preocupação a todos os colegas servidores públicos municipais, dizer que, no Congresso Nacional, há um lobby do mercado, há um lobby de setores que são contra os servidores, que são contra o serviço público de qualidade e que querem colocar a faca no pescoço dos servidores públicos. Hoje, no Brasil, nós já presenciamos vários governadores candidatos à presidência da República que sobem no palanque para falar mal do servidor público. E a comissão proposta pelo presidente Hugo Motta é um sinal amarelo da tentativa de pressionar o governo federal, de pressionar o Congresso Nacional a aprovar uma reforma administrativa que acabe com o serviço público. Aqui o compromisso da minha bancada, dos nossos deputados, dos nossos senadores e do governo Lula em valorizar o serviço público e investir. Mas nós vamos ter que cobrar isso de todos os deputados, de todos os vereadores, porque muitos se elegem e se reelegem as costas dos trabalhos dos servidores e, na hora de votar, votam a favor da reforma da previdência e querem uma reforma administrativa acintosa. Então, todo o nosso apreço e valorização aos servidores e servidoras públicas pela Lei do Descongelamento e contra uma possível reforma administrativa. Muito obrigado.
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VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Bom dia, presidente; bom dia, nobres colegas; bom dia a quem está aqui na Câmara de Vereadores e quem nos acompanha de casa. Primeiramente, eu vou pedir para que passe um vídeo. Esse vídeo foi feito em março deste ano, para vocês entenderem o que a gente está cobrando na nossa comunidade. (Apresentação de vídeo.)
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereadora?
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Isso é na região de Forqueta. Forqueta, hoje, tem 10 mil habitantes com o interior. A gente tem lá quatro espaços de lazer na comunidade, quatro parques, e a gente tem uma praça com academia da melhor idade. Porém, os locais estão abandonados, né? A gente fez uma vistoria com a Smel, no dia 13 de março, com o secretário adjunto Michel, aonde eles reportariam todos os problemas da nossa comunidade, dos nossos espaços de lazer, à nova Secretaria de Gestão Urbana. A gente sabe que a Secretaria de Gestão Urbana iniciou os seus trabalhos praticamente agora, porque ela teve que ser constituída, teve que ser organizada e tudo mais. Mas, a gente já fez novos pedidos e vistorias com o secretário Weber, né? No dia 26 de agosto, se não me engano, 26 de agosto. E o que a gente precisa? A gente precisa organizar os espaços de lazer. Porque, do jeito que está lá, não adianta. Por exemplo, no campinho de areia que a gente tem, lá a gente tem uma rampa de skate, que quando ela foi construída já foi construída errada. Porque ela não tem a inclinação necessária para se praticar esse esporte. E hoje ela está toda deteriorada. Então, na verdade, ela não serve para nada, a não ser o pessoal, no final de semana, brincar com a tobata em cima desta rampa. Isso acontece direto. E se acontecer algum acidente lá, a gente sabe que quem vai ter que responder é a prefeitura. Então a gente precisa que esse espaço seja revitalizado, que a rampa de skate seja demolida, porque não tem outro jeito a não ser demolir ela. Se vocês olharem as fotos, ela está até sem apoio. Muito perigoso. Imagina, no final de semana, o pessoal brincar de tobata lá em cima, né? Então, é algo assim que... Bom, porque há abandono. Está abandonado, então dá chance para as pessoas fazerem o que elas querem. Então, a gente precisa fazer isso. E também a gente já pediu que, no lugar dessa rampa, venha uma academia da melhor idade. Porque a gente percebeu que os idosos, as pessoas de mais idade utilizam esses espaços para se exercitarem. E nem todos possuem recursos para utilizar uma academia. Então eu acredito que seria bem importante trocar isso. A gente tem problemas com bancos, a gente tem problemas com a cerca, a gente tem problemas também com a questão de mobilidade. Tem locais que as crianças não conseguem acessar. É barranco. Então, a gente precisa também dar um jeito. E eu fiquei feliz com a vistoria do Weber, porque ele me colocou que, até final do ano, ele vai conseguir fazer um repaginamento. Ele vai conseguir organizar isso. Então esse foi o compromisso do secretário Weber, de reorganizar aqueles quatro espaços de lazer da nossa comunidade. E também a gente passou na Praça de Forqueta. A Praça de Forqueta, para muitos que conhecem, ela tem uma pontezinha e, no lado de baixo, passava o trem. Então, ela é o cartão postal da nossa comunidade. Porém, esse cartão postal está abandonado. A gente conseguiu fazer uma parceria com o Vale Trentino, que adotou aquela praça, e o Weber prontamente também vai ajudar a comunidade de Forqueta, e o Vale Trentino, ajudando com poda nas árvores, com pintura. Tudo que a secretaria puder viabilizar. E nós, Vale Trentino, vamos dar o material que ele não tem. Então, às vezes, as parcerias fazem as coisas acontecerem. E a gente pretende que, em outubro, a Praça de Forqueta esteja revitalizada e que a gente possa vir aqui, à Câmara de Vereadores, novamente convidar a todos os moradores de Caxias para que venham visitar a nossa comunidade. Mas uma pergunta fica no ar: Se nós, lá da comunidade Forqueta, temos quatro parques e mais uma praça, e estão abandonados não de hoje, há muito tempo, porque eu venho pedindo a organização desses espaços há muito tempo, imagina a cidade de Caxias? Então, a criação dessa Secretaria de Gestão Urbana é muito pertinente.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): E ela é pertinente porque ela vai sanar todos os problemas que temos na nossa cidade. Porque se em um local tão pequeno, de 10 mil habitantes, Forqueta, a gente tem todos esses problemas, acredito que em outros locais também deve ter. Porque não é possível que Forqueta não tenha sido olhada pela questão do lazer. Então significa que em outros lugares também temos. Seu aparte, vereador Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Nobre colega, eu quero primeiro parabenizar o seu trabalho, porque nossa função é, de fato, fiscalizar. A senhora, como vereadora daquela região, tem feito muitos encaminhamentos. Eu fico muito feliz de que o nosso prefeito Adiló, é uma sugestão do PSB, nas 40 propostas, a criação de uma secretaria de zeladoria e que hoje é a Gestão Urbana. E fico mais feliz ainda, mais feliz ainda de saber que nós temos um Weber lá, que pensou inclusive, teve toda a estruturação de uma secretaria para ser formada, o fez. e que pensou na LDO do ano que vem para que tenhamos mais recursos para manutenções, para melhoria dos nossos parques. Agora, eu lembro no tempo de 2013 a 2016 quando essa cidade... mais de 30 academias da melhor idade e mais de 30 APIs, Academia da Primeira Infância. Eu sugiro a SMEL que faça uma revisão dessas academias, da utilização delas. As que estão abandonadas, que a comunidade não está cuidando, tem que levar para outro lugar, por que não? Então, se aquela região precisa de uma academia da melhor idade, com certeza deve ter na cidade algumas que não estão sendo utilizadas, que poderão ser removidas. Meus parabéns pelo seu trabalho.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Concordo com o senhor, mas a pergunta que fica, os moradores é que tem que cuidar? Ou isso é equipamento do município, o município tem que dar assistência. Eu acredito que o município tem que dar assistência para depois os moradores poderem se apropriar. Seu aparte, Juliano.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereadora Sandra, parabéns pelo tema abordado. Eu diria que isso aí são políticas públicas, é bem-estar, é agregar valores no final de semana ou finais de tarde. Agora logo em breve aí está chegando primavera, verão, final de tarde com os filhos aproveitar ou até mesmo o casal ali tomar um chimarrão. É algo que só agrega valores para nossa sociedade. Mas acredito que o Weber vai fazer um bom trabalho e já começou a surtir resultados e bom quando você estipula um prazo, não é? Porque pelo menos dá para se cobrar depois. Então, acredito que em breve vai estar tudo revitalizado esse espaço. Porque eu cito, por exemplo, o Bairro Serrano. Se eu não me engano o Desvio Rizzo, acho que é o maior bairro de Caxias e o segundo é o Serrano. Em torno aí de 25 mil habitantes. Então, lá hoje quem administra, boa parte, são os pontos de droga. Porque a comunidade, o passou das 6 horas, não consegue usufruir desse espaço, e final da tarde também não consegue. Então, por quê? Porque um poder público não faz a sua parte. Para começar, nem a Guarda Municipal muitas vezes consegue ter efetivo para fiscalizar. E daí é onde que as hoje pessoas de bem poucos conseguem usufruir. Até recentemente, eu não sei como é que pode, acho que deve ter forrado com um caminhão guincho, levaram um brinquedo embora lá, ou quando não destroem tudo. Então, parabéns pelo seu tema e que a sua obra lá da sua comunidade possa ser concluída e restaurada o mais breve possível.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Muito obrigada, vereador. A gente pensa que precisamos ocupar espaços, Para que a drogadição e a falta de segurança não ocupe esses espaços públicos. Se o cidadão de bem estiver ocupando o local, eu tenho certeza que o cidadão que não é tão de bem, porque não vamos dizer que é um cidadão do mal, ele não ficará lá. Ou ele pensará duas vezes antes de fazer alguma coisa. Mas, para a gente ocupar esses espaços, esses espaços têm que estar bons. Eles não podem estar abandonados, sem iluminação pública, sem as benfeitorias necessárias. Eu estou acreditando que o Weber vai fazer milagre. Eu acredito nisso. E eu virei aqui cobrar se até dezembro não forem feitas as benfeitorias que ele falou em reunião. Muito obrigada e era isso.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores, pessoal que nos assiste através da TV Câmara e das redes sociais. Primeiro eu vou falar da questão... Continuar um pouquinho no tema da Sandra, da questão das praças e parques, ontem eu tive, com um morador, o senhor Antônio, lá do Parque Oásis, da questão da lagoa e a situação persiste, mas temos bom desenrolares aí. A partir da nossa denúncia no Ministério Público, junto com o vereador Hiago, vereador Capitão Ramon, ah, a gente teve uma conversa então com as secretarias, tanto do Meio Ambiente quanto Gestão Urbana, eles haviam prometido para maio, não se conseguiu. Iniciou-se no início desse mês uma limpeza lá, mas não terminou. Mas o secretário Ramon, secretário adjunto do Meio Ambiente, ontem, nos deu um retorno muito positivo de que eles conseguiram a questão do maquinário e, provavelmente, na próxima semana, estarão indo lá para a questão do Parque Oásis, que é a limpeza da lagoa e após a gente vai, a gente solicitou já junto a isso a revitalização. Conversei, agora de manhã, com o Weber, também sinalizou isso, eles precisavam de uma concha vazada, já conseguiram isso, então, nos próximos dias a gente vai ter uma limpeza lá realmente e depois a gente tem que entrar com toda essa parte das placas e da questão da revitalização. Estivemos também, em alguns lugares, na outra semana, de locais, vereadora Sandra, que infelizmente não tem local de lazer, não é? A questão do Bairro Canyon, uma questão... O Bairro Canyon muito populoso, com muitas crianças e adolescentes. Infelizmente, a gente não tem nenhum parquinho infantil no Canyon. A gente fez indicação. O Bairro Diamantino, visitamos uma área verde, que o pessoal acaba colocando o lixo, mas a gente está pedindo, então, a limpeza daquele espaço e também a colocação...
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): De um parquinho que seja para as crianças, crianças e adolescentes, que acabam não tendo lugar para conviver. Seu aparte, vereadora Sandra.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Vereadora Daiane, isso é muito importante porque os lugares, as áreas verdes que não são ocupadas, certamente, enchem de lixo, enchem de problemas como drogadição, e a gente precisa que as crianças tenham um local para elas fazerem alguma atividade e nada melhor do que um parque. Mas esse parque tem que estar bem cuidado porque, se ele não tiver bem cuidado, também, é a mesma coisa de não ter. Eu não sei o que é melhor, ter mal cuidado ou não ter. Então, essa é a questão. E a gente precisa sim que o pessoal, que a prefeitura, olhe para isso. Olhe para as nossas praças, olhe para os nossos parques, porque ali a gente pode circular com cultura. A senhora também é da cultura, né? A gente pode exibir filmes, a gente pode fazer feirinhas, a gente pode fazer um monte de coisas para movimentar a comunidade. Mas como a comunidade vai utilizar esse espaço se vive com insegurança.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): É verdade.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): É verdade, vereadora.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Não tem como ela utilizar esse espaço sendo que ele não esteja em manutenção correta, que ele não esteja de boa utilização. Então, parabenizo pelo tema e estamos juntas.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigado, vereadora Sandra. Um abraço para o Bernardo que está nos visitando aí, lá da Escola Adventista, o Bê, tudo certo? Criança precisa de espaço de lazer para brincar, parquinho. Então, a gente imagina vários bairros da nossa cidade, infelizmente, sem nenhuma praça, nenhum equipamento. E ao invés, daqui a pouco, de uma fiscalização para verificar se a comunidade está cuidando, a gente teria que verificar como é que estão esses nossos espaços, muitas vezes abandonados pelo Poder Público, sem o passeio público adequado, virando a questão da de lixão, sem um parque infantil, sem uma academia. Por exemplo, lá no Fátima a gente teve a praça revitalizada. E a gente agradece a Secretaria de Gestão Urbana que fez esse trabalho lá no Fátima, revitalizou toda a praça. Mas não tinha, infelizmente, como a comunidade se apropriar da academia da melhor idade, e utilizá-la, porque precisava soldar aqueles equipamentos que foram instalados lá no ano de 2015. Então, faltava a questão de manutenções periódicas nessas praças e parques. Seu aparte rapidamente, que eu quero entrar num outro assunto.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Vereadora Daiane Mello, também, reforço as considerações, porque o município teria que ter de repente, pensar para o futuro, um cronograma a cada seis meses ou anualmente fazer a manutenção, já levar uma equipe serralheiros para arrumar esses brinquedos. Não adianta ir até lá, instalar, e depois não voltar mais. É desde a questão da roçada, ter um cronograma. Porque senão o mato toma conta, os vândalos se acabam se apropriando. Ter um efetivo da Guarda Municipal mais presente, principalmente nos horários que dá mais aglomeração de pessoas, nos finais de semana. Até para mostrar uma eficácia mais eficiente nesse quesito. Parabéns.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada vereador Juliano Valim. E eu quero colocar, antes de dar o aparte para o vereador Hiago, um Projeto de Lei que a gente protocolou na semana passada aqui na Câmara, que é o 198/2025, que é as câmeras de monitoramento nas escolas. A gente já tinha um projeto esboçado, com a nossa equipe, principalmente, pensando na questão das crianças com deficiências, monitorias e toda essa questão dos espaços que prestam serviços à questão da inclusão. A partir da situação que aconteceu aqui na nossa cidade, daquela agressão na última segunda-feira, a gente remodelou o nosso Projeto, e então colocou a questão da obrigatoriedade das câmeras de monitoramento, tanto nas escolas de educação infantil particulares e públicas e também nos espaços de AEE, de atendimento especializado na área da educação.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Declaração de Líder para a bancada do PT.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Esses projetos já tramitaram aqui na Câmara em outros momentos, e a gente tem conhecimento disso. Através do então vereador Rodrigo Beltrão lá em 2013, ele protocolou uma situação, ela ampliava para a questão do ensino fundamental e não que não seja importante, mas a gente quer dar um passo inicial nisso, então, focar na questão da educação infantil. E também protocolado aí pelo vereador Adriano Bressan, na última legislatura também um projeto parecido, mas esse tinha alguma situação de inconstitucionalidade, falava da questão do acesso remoto dos pais, algumas coisas que a gente sabe que por causa da Legislação, enfim, é inviável. Então, a gente protocolou esse projeto, conversamos com diversas pessoas para montar ele e colocamos alguns objetivos ampliando a questão. A gente sabe que muitas escolas de educação infantil particular já tem a questão das câmeras de monitoramento, mas a gente gostaria então que o armazenamento fosse de um tempo maior. A gente propôs a questão de um ano, da questão do armazenamento. Não sabemos ainda a viabilidade disso, mas agora ele passando nas comissões a gente vai ajustando. Inclusive, conversando com escolas de educação infantil para entender a realidade e administrar isso. Inclusive, daqui a pouco, se tiver que modificar alguma coisa, a gente faz. E também a gente teve algumas resoluções do STF no ano passado, que também dão constitucionalidade a projetos como esse. Então, modificou a visão do STF e já decidiu por leis municipais, então, que determinam isso. Então, a gente fez esse protocolo na semana passada, principalmente na questão tanto da proteção das nossas crianças, mas também proteger a questão dos profissionais quanto a falsas acusações, daqui a pouco, que possam ocorrer. Então, é um projeto que as câmeras de monitoramento garantem tanto a transparência para os pais, que eles ficam seguros no local onde a criança está indo, e também para os profissionais que atendam nessas escolas, né? Ficarem protegidos também. Então, pensando na questão da transparência e a segurança no ambiente escolar a gente protocolou essa legislação. Ela já é realidade no Rio de Janeiro, em Guarulhos e em Suzano. Elas já têm um texto bem similar e que já está funcionando. Então, ela é aceitável em diversas cidades. Como a gente falou, em 2013 já foi levantada essa ideia aqui na Câmara de Vereadores, depois em 2023 e agora, com os últimos fatos que aconteceram na nossa cidade, a gente traz também essa legislação para tramitar nas comissões aí e, de repente, a gente conseguir avançar nessa situação, que é muito importante, que é a proteção das nossas crianças, das nossas famílias e também dos profissionais que atendam nas escolinhas. Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Desculpa, Dai. Não queria roubar teu tempo. Eu vi que era pouco tempo. Não, só repetir lá o que foi dito no início, das praças e parques. A vereadora Sandra também falou. Basicamente aquilo da teoria das janelas quebradas. Então, se a cidade vai ficando suja, vai ficando largada, cada vez vai piorando mais. Eu trabalhava, morava ali próximo daquela do Diamantino. Na época, era muito escuro, e ocorreu um crime ali que chamou bastante atenção, na época ali, por não ter iluminação. Às vezes, então, o pessoal se apropria ali, daqui a pouco, para comercializar droga ou cometer crimes. Então, a importância de estar bem iluminado, de ter um monitoramento, ter uma guarda municipal atuante e a segurança antes do parque, como a Sandra falou. Seria isso.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereador Hiago. Exatamente. A gente precisa dessa questão das manutenções, sinalização e iluminação, que trazem segurança para a comunidade. E daí, sim, a apropriação da comunidade para esses espaços. Era isso, senhor presidente. Muito obrigada.
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Bom dia, nosso presidente. Mais uma vez, venho falar sobre a saúde pública de Caxias do Sul e novamente sobre a UBS lá do Bairro Jardim Eldorado. E aqui, se possível, um auxílio dos nobres colegas vereadores, porque tem coisas que a gente tem um pouquinho de dificuldade para compreender e entender. Pois em relação à reforma lá da UBS, a qual, ontem, eu pude mostrar, na sessão aqui, o descaso da goteira na sala do dentista. Inclusive, na sala do ginecologista, que é extremamente pequena, onde não tem uma divisória, não tem uma cortina, onde o profissional médico acaba tendo acesso e visualizando todo o processo ali, onde não tem a privacidade do paciente, do usuário da UBS. Além de todo aquele aspecto de mofo, goteiras, onde qualquer inseto, rato consegue ter acesso à UBS, independente do horário, por causa do descaso. Mas também me chama atenção porque assim, está aqui o Ofício 064/2024, onde a deputada Denise Pessôa destinou R$ 100 mil para a manutenção da UBS. Até o presente momento, a verba não foi destinada, não foi executada lá para fazer aquelas manutenções, aquelas reformas. O meu partido, o PSD, é um partido de centro-direita, mas eu peço auxílio para todos os deputados do nosso estado. A deputada Denise foi generosa e conseguiu essa verba, não só para a UBS lá do Bairro Jardim Eldorado, para o qual fiz ofício, mas para várias UBSs da nossa cidade. Inclusive, eu estava observando, aqui, uma atitude muito nobre da nossa deputada, que representa Caxias do Sul, que destinou dois milhões e setecentos mil, aproximadamente, só em 2024. Até tem a data: 01/04/2024. Inclusive, eu fiz parte dessa entrega aqui, para o prefeito Adiló, no centro administrativo, para vários segmentos. E por que é a UBS lá não foi contemplada, que atende mais de 70 mil habitantes naquela região? E isso é lamentável, não é? Eu volto a frisar, eu participo de todas as reuniões do Conselho Local de Saúde. Todas!
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): É só olhar a ata. Todas, eu participo. Estou cansado de ser criticado, de ser cobrado, além de que sou usuário do SUS também, da UBS do Bairro Serrano, mas também participo como usuário e como vereador, porque vinculo os dois. E eu como um fiscalizador do município, como vereador, isso não pode acontecer. Porque essa reforma dessa UBS, eu cobro desde que eu assumi meu mandato de vereador, eu estou indo para o quinto ano aqui dentro. Já mudou três, quatro vezes a coordenadora da UBS. Elas também cobram. O Conselho Local de Saúde tem vários ofícios encaminhados. Este vereador fez indicações e nada! Mas está aqui o documento! Está aqui a prova, que veio de Brasília o dinheiro, está aqui, foi destinado, tem os ofícios aqui, várias! Está aqui, todos tenho a prova, tenho o tudo. E agora ouvi boatos, inclusive, que independente que o dinheiro venha, é a secretaria que vai determinar para onde vai, onde que eles vão fazer a reforma. Mas está aqui, está para a UBS. Agora, vamos ter que saber informações porque vai ser usado lá ou não? Olha quem passa na avenida principal, olha para o UBS: “Tá, mas qualquer um tem acesso porque a porta está caindo”. Onde está a vigilância sanitária? Como eu frisei ontem, 30 dias, eu vou aguardar se vai ter alguma reforma, alguma coisa lá, principalmente no básico do básico, caso contrário, infelizmente, vou ter que ingressar via Ministério Público, entrar com alguma ação porque isso é questão de Saúde Pública. Então, nós temos que estar envolvidos. Seu aparte, por gentileza, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Juliano, ontem não deu tempo, que eu queria falar da questão das UBSs. A gente tem a questão da UBS do Sagrada Família com muitas reclamações também, a questão do Fátima Baixo com rachaduras gigantescas, a questão da UBS do Centenário que foi arrumada e está aberta por causa do Amarildo e de alguns comerciantes da região, inclusive do Parque Oásis, o pastor Fabiano que tem a Constru North, que se juntaram e fizeram a manutenção para que ela estivesse funcionando hoje. Infelizmente, é o básico do básico, uma manutenção, porque senão depois a gente precisa daquelas obras grandes, que não se faz com recurso pequeno infelizmente. E tem uma verba, o que eu fico indignada é porque existe uma verba. O senhor foi atrás de cem mil reais para a questão da manutenção. Então, ela precisa acontecer porque, senão, daqui a pouco, ela começa a esbarrar e daqui a pouco não consegue mais atendimento, igual foi a questão no Mariani. E a administração, infelizmente, vem a público e nos diz que entregou em sete meses, não é a propaganda deles? Sete meses, duas UBS. Não, né? As duas UBSs faziam dois anos que elas estavam em reformas, uns dois anos, a outra um ano e meio. Então, ela tinha um histórico, não foi entregue assim, a gente não pode fazer essa narrativa, não é? Foi entregue, inclusive teve desistência de empresa e tudo mais, e a gente sabe disso, mas a gente não pode passar um atestado de burrice para a população. E a questão é importante o senhor levantar porque existe recurso. Acho que quando a gente vai atrás do recurso, a gente imagina que ele precisa ser colocado naquele local, porque a gente foi em busca, porque a gente verificou a demanda daquele local. E o nosso trabalho é esse: fiscalizar, verificar, fazer indicação e a gente ainda dá um passo a mais...
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vai atrás da questão do recurso. Inclusive, parabenizei a deputada Denise Pessôa, no sábado, que encontrei ela na Escolha da Rainha, dizendo que muitas coisas estão feitas pela questão de trazer recursos para Caxias do Sul. Parabéns pelo tema, mais uma vez, a questão da saúde é prioridade sim.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Obrigada, vereadora Daiane Mello, e parabéns pela sua postura porque a gente tem que elogiar quando está fazendo bom trabalho e criticar ou fiscalizar quando o trabalho não está sendo bem feito. Seu aparte, vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereador Juliano, a reflexão que fica, antes a vereadora Sandra trouxe a questão da manutenção dos parques e praças, a vereadora Daiane também comentou sobre isso.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): O senhor agora está falando da questão das UBSs. O que a gente está tratando aqui, em síntese, é a questão do papel do poder público. Qual é o papel do poder público em tudo isso? E aí a gente questiona a Prefeitura, o Executivo, em relação a obras maiores. Mas se a gente não consegue fazer nem obras menores, nem reparos menores, a manutenção da nossa cidade, imaginem quando a gente precisa finalizar e fazer uma obra de grande porte. Então, o que está acontecendo com o nosso município é que a gente não tem conseguido dar a manutenção devida àquilo que precisa. Precisamos olhar para isso com atenção, porque senão, daqui a pouco, de fato, vereadora Daiane, as coisas precisam de grandes reformas, né? Não dá para reformar o parquinho, não dá para reformar a UBS. Bom, então a gente está fazendo o quê? Fica o questionamento. Obrigada, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Obrigado, vereadora. É que nem, por exemplo, tu tem lá uma rachadura em uma parede. Tu tem o custeio de manutenção da secretaria. Vai lá, já resolve. Vai lá, em uma manhã um dia, passa uma textura, pinta. Resolveu aquele pedaço. Agora, vai deixar deteriorar toda a UBS para depois fazer uma reforma? Seu aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Pois é, vereador. Daí depois ocorre o que ocorreu com o meu colega aqui. Que até eu discordo, eu acredito que o vereador não é pago para estar arrumando UBS, né? Mas o vereador Capitão foi ao extremo de dizer que iria trocar um todo, fazer algumas manutenções na UBS. E aí o secretário, eu vejo no jornal aqui, de hoje, dá resposta que vai continuar mantendo o diálogo com o Capitão Ramon. Isso me lembra aquele antigo 138, que a pessoa ligava e ficava conversando durante a noite. É da tua época, vereador Cristiano? A gente não quer conversar com ninguém, a gente não quer diálogo. O Capitão aqui, eu acredito que ele deve até ter o Tinder, se ele quiser falar com alguém. E não vai ser com o secretário, ele não vai escolher falar com o secretário. Então assim, de conversa o mundo está cheio; de diálogo Caxias está cheia. A gente não quer diálogo, a gente quer que faça manutenção lá na UBS, que vá lá, que coloque o toldo, que construa, que faça. Porque, se o vereador faz, aí o pessoal diz que o vereador é louco. Eu até digo que parece louco, porque a gente chega ao extremo de nós termos que, daqui a pouco, estar construindo uma parede ou pintando uma parede de UBS. Vai chegar ao extremo. Então, para que não seja isso, que invistam R$ 100 mil, conforme o senhor falou da deputada Denise Pessôa. Que façam o que tem que fazer. Muito obrigado.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Obrigado, vereador Hiago, pela sua contribuição. Vereador Dambrós, por gentileza.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu quero valorizar o trabalho desse governo na entrega da UBS do Esplanada. Muito dinheiro ali. Aquela comunidade aguardava há anos. O Bressan cobrava muito aqui a UBS do Mariani. Logo vem a de Galópolis. Será construída na nossa região, no caminho do meio, a policlínica. Então, eu acho que tem vários projetos prontos, e esse, com certeza, vai ser contemplado. Então, também quero valorizar que o Executivo precisa criar mais frentes de trabalho de manutenção, sim. Cada secretaria precisa ter mais equipes de manutenção. Quando for algo menor, pode ser feito por essa equipe. Mas com certeza, essa UBS logo, logo vai ter sua reforma, nobre colega.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Agradeço suas considerações, vereador Dambrós. Fui um vereador que estive aqui e elogiei a Secretaria da Saúde, o próprio Executivo, porque eu não faço hipocrisia. O que é certo é certo. Estive nesses eventos, tanto na UBS do Mariani, junto com o vereador-presidente Lucas, lá no Esplanada; entre outras obras do Executivo, do qual eu faço parte. Sempre estou presente, elogiei, mostrei aqui no telão. Agora, tem coisas que a gente não pode admitir, né? Isso aqui são coisas que já vem há anos se arrastando, se arrastando, e a gente tem que ter um olhar crítico.
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): E caso não ocorra nada, a gente vai ser obrigado a entrar aqui com pedido de informações, porque tem coisas que não dá para esperar. A gente tem que estar junto, tem que estar junto da comunidade, porque quem é desacatado e cobrado depois, nas redes sociais ou lá na própria comunidade, é o vereador. Muito obrigado.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Na verdade, queria comentar essa questão das áreas de lazer, dos espaços, mas, principalmente, vereador Valim, essa questão da saúde. Eu reconheço as duas novas UBSs que ficaram muito tempo para serem construídas, protelado e aumentado o prazo, que é a do Mariani e a do Esplanada. Mas eu volto a uma questão. Mesmo essas que estão lindas, maravilhosas, novas, elas precisam de profissionais. Eu fui a uma reunião há pouco, lá do conselho do Mariani, e não adianta ter todo aquele espaço e não ter profissionais. Continua faltando médicos, continua aquela mesma situação das agentes comunitárias de saúde e de endemias, que nós fizemos um pedido de informações aqui, há bastante tempo, que veio tudo: “Estamos providenciando. Isso será resolvido em breve.” Passa o tempo, esquece; parece que a gente esquece. Se não relembra de falar, continua tudo do mesmo. Então, eu acho que essa pauta é muito importante. Nós precisamos relembrar não só essa emenda da deputada Denise, mas várias outras na área da saúde. Não só que não foram até hoje, e de outros deputados talvez, que não foram até hoje usadas e que estão lá no Poder Municipal, no Poder Executivo, e a gente não sabe o que que vai acontecer. E aqui eu cito, vereador Valim, a dos parquinhos, que eu me lembro que, à época, nós, os três vereadores aqui – eu, o vereador Lucas e a vereadora Estela – fomos demandados pela deputada Denise para ver quais as escolas que tinham maior necessidade, possibilidade dos parques infantis, que seriam 30. Também de educação infantil, mas as municipais. Nós fizemos uma lista. Já era para ter entrado há muito tempo, e não foi feito. Agora, segunda-feira, foi dada a ordem de início. E parece que foram 12 do município, mais seis infantis. Por quê? Aquelas 30, hoje viraram 18, porque o preço aumenta, os valores. Então, são coisas que as escolas foram contatadas, nós somos cobrados, nós somos cobradas, a deputada Denise corre para as coisas acontecerem, e parece que tudo fica, assim, de uma forma irresponsável. Da mesma forma a Policlínica, ótimo. Mas é verba do governo federal, do governo Lula. Vamos ser sinceros. Essa verba foi colocada lá no PAC e não veio... Veio por uma articulação, aqui, também da deputada Denise, mas é verba do governo federal. Ótimo! O governo federal precisa mandar verba, não só por emendas, porque essas emendas são uma coisa complicada. Mas, me parece, assim, que as emendas, que deveriam ser um plus, um extra, viraram a forma de se governar aqui. Eu vou falar com vários secretários, coloco as demandas, sugiro coisas, e daí o secretário me diz: “Beleza, nós vamos atrás disso. Mas, vereadora, eu preciso da sua ajuda para conseguir uma emenda lá em Brasília.” Gente, não é assim que um governo municipal, que um governo, que um Executivo tem que governar. Tem que investir na cidade. Então, isso é muito preocupante; é muito, muito preocupante. Também quero colocar aqui, nós estávamos falando antes da reforma de administrativa. Eu não sei se foi no jornal ou em algum lugar que eu vi que o Executivo precisa mandar vários projetos para a Câmara, fruto ainda do acordo do fim da paralisação lá na metade de maio. Junho, julho e agosto. Já passaram três meses e meio e não veio ainda esses projetos. Relembro a questão, por exemplo, da 409. Nós já falamos mais de uma vez aqui, essa 409, as distorções.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Era para ter sido mandado ano passado. Aí foi a promessa de que seria mandado em janeiro, em uma Extraordinária. Nós estamos entrando em fevereiro, e nada de os projetos... Desculpa. Em setembro. Estava pensando em fevereiro, porque era a promessa. Nós estamos entrando em setembro, e nada de os projetos virem. Seu aparte, vereador.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Vereadora, é muito bom até a senhora tocar nesse assunto, porque ontem, inclusive, fui chamado para uma reunião, junto com a secretária Grégora, o secretário de finanças e o secretária da Receita, justamente para tratar sobre esse assunto. Porque o prazo é agora, este mês, que foi dado. E ela se comprometeu, ela não quer deixar passar. E vai vir ainda esta semana para a Casa a 409, como foi prometido. Então, até é bom a senhora tocar nesse assunto, já para deixar bem claro que, até o final da semana, já vai estar aqui na Casa a 409.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Não, muito obrigada. Acho que esse é o papel da liderança de governo; esse é o papel nosso, de vereadores e vereadoras: cobrar, fiscalizar, acompanhar. Então, se tem esse compromisso, ótimo. Está no prazo. Mas sabe o que é, vereador Daniel? A gente, às vezes, fica preocupada porque está no prazo, aí vai vir, vai vir. Quando a gente vê, passou o prazo. Aí a gente dá mais um tempo, porque não vamos cobrar. Ficou de vir esta semana; vamos deixar mais 15 dias. Daqui a pouco, surge outro problema. Quando a gente vê, as coisas não acontecem. Então é isso. Nós precisamos fazer com que o Executivo também agilize, cobre e faça a sua parte em todas essas discussões que estão sendo feitas aqui. Eu iria falar da questão da educação, que é uma coisa que também... Foi dia primeiro de abril aquela violência contra as professoras. Foi agora uma violência contra um estudante, uma criança. O fato é que a violência está nas escolas. E por que a violência está nas escolas? Porque a violência está na sociedade. E mais uma vez eu vou usar meu Grande Expediente amanhã para falar desse assunto, porque é muita coisa. Mas nós precisamos, de alguma maneira, fazer com que aquelas coisas que aconteceram lá em primeiro de abril sigam também sendo discutidas, porque é isso, nós entramos na lógica das redes, na lógica da grande imprensa. Porque agora é assim, amanhã a notícia de ontem vira uma notícia velha, porque daí já acontece outra tragédia, daí a gente esquece daquela. Mas é um conjunto de coisas que vem no mesmo escopo, essa da violência nas escolas, que ela não pode ser esquecida. Obrigada.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Vou ser obrigada a falar para mudar de assunto. A vereadora Andressa já falou rapidamente, mas agora eu vou falar de uma coisa boa. Então, é bom esse corte. Ontem nós estivemos... A gente saiu aqui, depois da sessão, fomos à sessão da Assembleia Legislativa pela PEM, representando Caxias. Estavam vereadoras, movimentos de todas as regiões de várias cidades do estado. Estava lotado o plenário da Assembleia. Ouvimos várias falas a respeito da proposta de criação da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres. Foi encabeçada essa luta pela deputada do PCdoB, a Bruna Rodrigues, mas foi levada por todas as deputadas, inclusive por deputados da assembleia. O governador mandou, fruto dessa pressão, para a assembleia. E ontem, em que pese algumas falas, a gente achou um pouquinho contraditórias, mas, na hora da votação, foram 45 votos favoráveis contra zero, porque eram 45 parlamentares presentes. Então foi uma vitória muito grande do movimento das mulheres, uma pressão que foi feita, mas foi da sociedade gaúcha. Nós, aqui, estamos com essa luta também, porque não adianta nós não termos... E também assim, precisam verbas para as políticas públicas das mulheres. Também não adianta ter uma secretaria que não vai ter verba para fazer um programa. Porque, para combater toda a violência que a gente tem falado muitas vezes, precisam ter programas. Então, a nossa luta, enquanto mulheres do estado, gaúchas, continua; que são verbas e programas para a questão das mulheres. Mas especificamente, aqui no município, nós entregamos também, algumas vereadoras assinaram, um pedido de que se crie aqui uma secretaria. Porque nós temos uma Coordenadoria das Mulheres aqui, mas vou fazer aqui um apelo público ao prefeito, porque o prefeito se diz comprometido e ele defende que não sejam só 30% de cota para as mulheres. O que ele defende? Que as mulheres sejam 50% eleitas em uma câmara. Isso é a proposta do prefeito.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereadora Rose.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): E eu disse para ele: “Ótimo, prefeito. Já começa assim no secretariado. Coloca lá mais mulheres”. Porque nós temos só três, se eu não me engano hoje. Então, essa é uma luta nossa. E nós temos 40 mulheres que são delegadas para a Conferência Estadual, agora, no próximo dia 12, 13, 14 e nós estamos peleando para conseguir verbas para alojamento e mesmo para transporte para Porto Alegre. Então, pense uma política pública central dessas que não tem sequer a garantia de que as delegadas, tirada aqui em um dia inteiro de debate, poderão ir porque não vão ter apoio. Acredito que terá, mas só fazendo isso reforçando esse pedido para o prefeito, aqui, publicamente. Seu aparte, vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereadora Rose, eu estava na reunião e eu já tinha conversado com a vereadora Andressa sobre essa situação. É fácil a gente dizer, do outro lado, como é que tem que ser. Eu quero ver fazer... Exatamente, se a gente defende a questão, o secretariado também precisaria de mais mulheres. A gente tem secretários e tem secretários adjuntos. E cada vez, em todas as oportunidades, o prefeito Adiló fala que a Câmara deveria ser resguardada por metade, 50% homens e 50% mulheres, em todos os legislativos, enfim. E a gente falava: "Começa-se com o seu secretariado". A gente falou, eu e a vereadora Andressa, e gostei muito que a senhora falou pessoalmente para o prefeito, na nossa reunião. E eu acredito. E ele falou que foi a questão dos partidos. Então, um “alô” para os partidos que fazem parte da base, essas remodelações que a gente ouve vários burburinhos de acontecer, que tal colocar as mulheres, também, para estarem à frente das secretarias? Obrigada, vereadora.
VEREADORA ROSE FRIGERI (PT): Muito obrigada, vereadora Daiane.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, senhores vereadores. Então, falar um pouquinho do nosso trabalho, também, na região Fátima. Agradecer ao secretário Lucas Suzin e o secretário Weber, que fizeram um auxílio para nós. A questão do gradil da escolinha infantil Nossa Senhora de Fátima estava caindo e a empresa já tinha sido contratada para refazer, colocar os palanques novamente, porém as raízes das árvores entre a escolinha de educação infantil e a UBS do Fátima tinham tomado conta. E a gente conseguiu fazer uma parceria entre as duas secretarias. A Secretaria de Obras foi lá com o maquinário, tirou todas as raízes e eu, ontem, passei por lá e a empresa estava finalizando a questão da cerca. Então, agradecer tanto ao secretário Lucas Suzin e o secretário Weber que nos auxiliaram nessa demanda, junto à comunidade que são importantes porque lá envolve crianças. A questão das crianças no pátio e aquilo ficava muito perigoso, aquela cerca caindo e a gente conseguiu resolver. A escolinha através do Jardelino Ramos, que é da gestão compartilhada, então, fez a contratação da empresa para tirar a cerca e recolocá-la, mas nós conseguimos fazer uma ponte com as secretarias para ser retirada toda, principalmente, aquela questão das raízes que é o que vai estragando as cercas em diversos espaços. Então, agradecer. E também falar um pouquinho da questão do lixo, que como a gente está indo nos bairros, como a gente está vendo o crescimento de lixões clandestinos, de locais impróprios, a comunidade colocando lixo. Um alerta para a comunidade não colocar o lixo de maneira errada, colocar em lugares que não são apropriados. A gente tem coleta seletiva e urbana na cidade, a gente tem a questão dos Ecopontos, mas principalmente queremos uma ação do Poder Público através da prefeitura, da Codeca, do Meio Ambiente. O que será feito? Afinal temos mais de 1.500 lixões clandestinos espalhados nos bairros das nossas cidades, causando vários problemas de alagamentos, entupimento de boca de lobo e a questão da Saúde e do Meio Ambiente. Então, automaticamente, fizemos o pedido para a comunidade, para a comunidade cuidar dos locais ao redor, mas também o Poder Público tomar atitudes para que isso não se torne a questão da nossa cidade mais suja. Uma cidade que já foi considerada a cidade mais limpa do país. Era isso. Muito obrigada, presidente.
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VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Muito rapidamente, senhor presidente, nobres colegas vereadores. Tem um programa, não sei se o senhor lembra, eu acho que o senhor não tem idade para isso, eu acho... Eu tenho, acho que não até. Programa do Raul Gil, senhor presidente. Acho que todo mundo lembra, então, o Hiago lembra. Todo mundo lembra. “Para quem você tira o chapéu?” Hoje eu tiro o chapéu, senhor presidente, para nossa equipe de Comunicação, aqui, desta Casa Legislativa. Marcelo, parabéns pela sua narrativa e parabéns à equipe de comunicação pela matéria que fizeram da Escola Arnaldo Ballvê. Então, tenho que parabenizar os colegas que trabalham aqui nesta Casa, de fato, muito profissionais, de uma sensibilidade imensa, e eu não poderia deixar de citar. Eu tiro o chapéu para esses colegas hoje, aqui desta Casa Legislativa. Se puder mostrar aqui o Marcelo que está como representante. (Palmas) Parabéns, então. Senhor presidente, como diria o Raul Gil: para quem que eu tiro o chapéu? Eu tiro o chapéu para a equipe do Legislativo desse Legislativo municipal.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Senhor presidente, eu vou pegar o gancho da fala do vereador Cristiano Becker porque, ontem, quando nós estávamos, vereadora Rose, lá na Assembleia Legislativa, nós ouvimos de deputados questionando a criação da Secretaria de Mulheres por conta da criação de mais cargos, porventura. E aí a reflexão que nós precisamos fazer, e aí eu falei antes sobre o poder público, sobre o papel do Estado, que quando nós contratamos pessoas, equipes e quando a gente cria uma secretaria, é porque nós queremos que as políticas públicas funcionem e que os serviços públicos sejam de qualidade para a população. Uma coisa é fazer as coisas funcionarem, querer que políticas públicas para as mulheres, por exemplo, deem certo, que a comunicação da Câmara dê certo, outra coisa é ter cargos para acomodar as suas relações políticas. Portanto, quando a gente fala de poder público, nós aqui, acredito que todos os colegas, mas falando da nossa bancada, nós estamos defendendo que o Estado funciona a serviço da população, e não a serviço nosso de que estamos hoje ocupando cargos, né? Tanto no Legislativo, quanto no Executivo. Digo isso porque muitas vezes a gente ouve o discurso que não tem dinheiro para nada, não tem dinheiro para fazer manutenção, não tem dinheiro para abrir serviço, não tem dinheiro para contratar mais profissionais, mas a gente vê muita agilidade quando é de interesse que as coisas aconteçam. Pois bem, as vereadoras que aqui comentaram sobre a nossa conversa com o prefeito Adiló, em relação a uma possível secretaria de mulheres, indicação do Banco Vermelho e o prefeito disse isso, que na outra gestão foi ele e a Paula Ioris, a vice-prefeita, que indicaram a maior parte do secretariado e que, dessa vez, quem indicou o secretariado foram os partidos. E aí a gente precisa começar a se questionar. Essa semana tem tido a discussão sobre o novo Código Eleitoral no nosso país, onde prevê que 20% dos assentos de todo o Poder Legislativo do Brasil seja ocupado por mulheres. Portanto, é um avanço que nós teremos que, obrigatoriamente, aqui ou em qualquer outra câmara do Brasil, tenhamos 20% de mulheres eleitas, não apenas candidatos. E continua a cota de 30% das candidatas. Mas nós precisamos refletir o que acontece que, daqui a pouco, os partidos não têm mulheres para indicar. Será que não tem mulher? Ou será que as mulheres não são prioridade? Nós precisamos começar a fazer esse debate, porque é inaceitável que, em uma cidade como Caxias, a gente olhe para o nosso Executivo e não se enxergue lá. Nós precisamos ter mulheres. Tenho certeza que tem muita mulher competente para ocupar as secretarias, os espaços de direção, os espaços de gerência. Porque daí a gente vai olhar e a maior parte das servidoras são mulheres, mas aí nos cargos de poder são homens, né? Então, são reflexões que a gente precisa fazer e nós, como vereadoras, não podemos deixar de cobrar. Mas o que eu queria falar, senhor presidente, é sobre um debate que está acontecendo na nossa cidade. Queria agradecer o vereador Aldonei da Comissão da nossa Casa de Legislação Participativa e Comunitária, e a assessora muito competente, muito prestativa, a Joice, por terem aberto a possibilidade de nós realizarmos a audiência pública sobre assistência social na semana que vem, na terça-feira. Nós iriamos realizar nessa terça, mas tinha uma atividade do Cadastro Único aqui na nossa cidade, então adiamos para a próxima terça, com o objetivo de discutir sobre assistência social na nossa cidade. Hoje tem um debate, não sei se os vereadores estão por dentro, de uma reorganização das secretarias do nosso município. Inclusive, tem uma discussão para que a FAS se torne uma secretaria. Houve um debate, também, para que a proteção social, que hoje está junto com a segurança, vá para junto da assistência. Esse debate me preocupa, mas eu acho que é uma discussão que nós precisamos fazer, e faremos essa discussão aqui, na terça-feira de tarde, a partir da uma e meia. Já deixo o convite para os colegas e para a população caxiense que nos acompanha para estarem presentes para a gente poder debater sobre o funcionamento da FAS, sobre o orçamento para a FAS e sobre as perspectivas que nós temos para essa política tão importante, mas tão desconhecida ainda na nossa cidade. Inclusive, senhor presidente, recebi uma demanda do Conselho, onde eles referem que, na nossa Casa, nós não temos uma comissão que trata da assistência social. E nós precisamos debater sobre isso, vereadora Estela, para que a gente possa dar visibilidade. Afinal de contas, a assistência é uma política que está no tripé, junto com a previdência e a saúde, que faz parte da seguridade social. Para finalizar, um debate que tem a ver com isso, que tenho certeza que vai surgir na audiência pública, vereador Daniel, gostaria de fazer um pedido para a base do governo. Temos sido cobrados em relação à lei que vai corrigir as distorções da 409. Ficou o compromisso do governo Adiló de mandar para esta Casa ainda no mês de agosto. Nós estamos no mês de setembro, e ainda não foi enviado. Servidores públicos... (Manifestação sem uso de microfone) Perfeito, perfeito. Quando chegar nesta Casa, nós vamos parabenizar o governo Adiló, mas até agora temos sido cobrados pelos servidores e pelas pessoas da nossa cidade que, assim como nós, se preocupam com o serviço público. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado. Quero tratar de dois, três temas rapidamente. Primeiro, parabenizar as colegas vereadoras mulheres, que têm feito vários debates aqui na Casa. Tenho falado isso. Seja a questão do Banco Vermelho. Acho que precisamos falar mais sobre esse tema. E na questão da representatividade, o tema da representatividade, eu quero dizer que uma pauta para mim que é muito cara, que é o tema do antirracismo, eu acho que, na história da Câmara de Vereadores, nós nunca tivemos tantos assessores e assessoras negras. Negros e negras. O que também é um problema. De todos os partidos. Que eu acho que é um ponto importante para a gente valorizar. Então, quero deixar isso. Acho que os colegas vereadores e vereadoras têm cumprido um papel importante de oportunizar e de representar nas suas assessorias, inclusive, a diversidade e todos os grupos identitários e de representação que precisam estar aqui. Primeiro ponto é esse. Segundo, eu quero falar da saúde. Colegas vereadores e vereadoras, eu estava aqui pensando, até não ia me manifestar, mas vamos lá. Eu ouvi aqui, e neste momento, como presidente, tenho estado em muitas oportunidades com o prefeito Adiló, tenho cumprido o meu papel, a liturgia do cargo, converso com o prefeito, dou sugestões. Agora, gente, eu escutei aqui antes, o vereador Dambrós disse, destacou a reforma na UBS do Mariani e do Esplanada. Bom, minha líder, vereadora Estela, se o prefeito, em quatro anos, não tivesse conseguido reformar duas UBSs, eu ia ficar preocupado. Né? Então, só para pautar isso, assim. A prefeitura, Caxias, corpo técnico, secretaria. Uma das secretarias que tem o maior orçamento, dada toda a situação e toda a complexidade dos problemas que nós entendemos também. Mas tem que reforma mais UBSs. O que que nós vamos fazer? Que nem lá na nossa casa, vereadora Daiane Mello. Fez a casa. Se nunca mais reformar, vai ter goteira, deu um problema, vai ter uma infiltração. Tem que reformar. Assim é na nossa casa, aqui na Câmara de Vereadores e especialmente em uma UBS. O vereador Juliano não está mais aqui, mas eu vi as cenas, as fotos que ele trouxe lá da UBS do Jardim Eldorado. É isso. É como estava a do Mariani. Eu lembro, chegava na UBS do Mariani, era deprimente. E foi reformada. Justo e necessário. Mas tem que ter uma equipe da secretaria. E eu não consigo conceber, em uma secretaria desse tamanho, nós temos que ter várias frentes. Tem que ter a turma pensando como é que vai botar os médicos. Né, vereadora Rose? O que a senhora citou. A referência de UBS para mim é do Mariani. É do Mariani. E eu escuto os meus vizinhos lá do Cidade Nova reclamando que falta médico naquela UBS, que ficou linda. Vários de nós estávamos lá. A comunidade merece que todas as UBSs tivessem aquela reforma.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): Um aparte se possível.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Mas daí não adianta termos uma UBS super-reformada e bonita sem médico. Aí o que eu acho do ponto de vista da gestão? Uns tem que pensar em como ter profissional, uns em reformar, uns em buscar recurso, um em aplicar dinheiro de emenda. Agora só não dá para justificar que nada dá para fazer.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Para finalizar, antes de dar os apartes, rapidinho, nós temos 60 pessoas aguardando leito nas UPAs, que é um outro problema da média e da alta. A ambulancioterapia continua, mas os problemas seguem. E vocês, vereadores, nós, temos que responder diariamente dezenas de mensagens, porque a pessoa não conseguiu o leito, recebeu uma foto de uma senhora que tem um câncer no seio, purgando, OK? Por isso, quando a gente é menosprezado e desrespeitado, muitas vezes, eu entendo, porque aquela pessoa não quer saber por que o vereador vai dizer que não tem nada o que fazer. Ela está sofrendo e precisa ter resposta. Seu aparte, vereadora Sandra Bonetto.
VEREADORA SANDRA BONETTO (NOVO): É isso mesmo, vereador. A gente tem a UBS de Forqueta que também precisa de reformas. Chove dentro, piso todo arrebentado, as paredes também estão com problema. Então, eu não acredito que seja problema de uma ou duas UBSs. Pelo que eu vejo, é meio que geral. Então, a gente precisa sim fazer reformas. E a gente, nós vereadores, moradores, a gente foi em busca dessas desse dinheiro para a reforma. A gente foi em busca de uma emenda parlamentar. Então, eu acredito que não dá para dizer que não dá para fazer, porque nós estamos buscando o recurso sim.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigada, vereadora Sandra. Seu aparte, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): A questão da reforma das UBSs é muito importante em ser tocada, mas eu acho que, quando a gente fala de saúde, é importante trazer um exemplo que não gera nem custos ao município, que é a questão do atendimento, da marcação de consulta pelo telefone e funcionar. A gente tem telefone nas nossas UBSs, a gente tem as servidoras preparadas para o atendimento nas nossas UBSs, mas a gente não tem essa realidade acontecendo. Uma das principais reclamações é das pessoas que passam a manhã inteira ligando para marcar para idosos e mesmo assim não conseguem. Então, há muito tempo, há mais de quatro anos, a gente vem trazendo essa questão, precisa bater nessa tecla porque o telefone das UBSs precisa funcionar.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Concluo minha fala dizendo, pegando esse gancho da vereadora Estela, exemplo da UBS do Bela Vista, o nosso companheiro que faleceu essa semana de câncer, o Ricardinho. A esposa nos dizia: "Tinha que sair às 4 horas da manhã”. Às 4 horas da manhã, uma pessoa com câncer, para conseguir uma consulta na UBS Bela Vista, que não é exceção à regra. Então, precisamos respostas urgentes para melhorar a saúde pública do nosso município, sob pena das pessoas seguirem doentes e morrendo em razão disso. Obrigado.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Só reforçar os elogios e o tenente Cristiano tirou o chapéu para o pessoal da comunicação. Eu já havia comunicado aqui ontem, na data de ontem também, salvo engano ali, eu agradeci o pessoal até pela por cobrir ali a Festa da Uva de forma muito ágil e muito legal. Então, mais um reforço, concordo com ele. E também dizer que eu tiro meu chapéu aqui para dois secretários que me auxiliam bastante, aliás, três: o Lucas Suzin, o Weber, o João Uez, estão sempre nos auxiliando, respondem de imediato, procuram sempre nos ajudar. O Suzin foi comigo até lá no Bairro Diamantino, vereadora Dai, olhar uma demanda lá, numa rua, então de imediato foi ele, um assessor dele e tal. E eles sempre estão dando resposta. Às vezes eu peço, eu não entendo nada de obra, eu questiono uma obra para o João Uez, ele diz: "Não, essa obra é do Suzin". Às vezes eu questiono o Suzin, ele diz: "Não, é do João Uez". Eu não nunca sei, né? Mas eles sempre respondem de imediato e sempre estão nos auxiliando e fazendo um ótimo trabalho ali no Executivo. Então, seria mais isso aí e também dizer que a gente cobra às vezes, a gente procura sempre ser justo aqui nas cobranças, às vezes o pessoal não entende, mas a gente procura ser justo nas cobranças. Aqui ontem eu reforcei o convite que cancelado o evento do executivo (Falha no áudio) Vai ter hoje daí? (Manifestação sem uso do microfone.) Foi transferido para hoje, mas reforçar o convite. Nosso papel aqui é sempre procurar ajustar os erros, mas a gente está aqui também se o executivo nos comunicar. Confesso que fui pego de surpresa, até estava conversando com a vereadora Dai aqui pela questão ali da troca da...
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): me ajuda, Dai? Das secretarias ali que teve da fase e tal. Então às vezes a gente é pego de surpresa, mas seria bom ter mais comunicação com nós aqui, é uma coisa que a gente pede de imediato, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Hiago, isso mesmo, como o vereador Cristiano Becker disse “Tira o meu chapéu”, né? E a gente tira o chapéu para vários secretários. Uns deles, também os mesmos que respondem, os senhores são os que me respondem. João Uez, o Lucas Suzin, o Weber, o adjunto lá do Meio Ambiente, o Ramon, e tem outros secretários aí que a gente tem que fazer também aquela situação do Raul Gil também, “Pegue o seu banquinho e saia de mansinho”, porque, infelizmente, eles não atendem, não retornam, não fazem... Dizem que vão fazer e não fazem. Então, infelizmente, é assim para uns a gente tira o chapéu e outros a gente indica a questão do banquinho e sair de mansinho. Obrigada, vereador Hiago, pela parte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Seria isso, presidente. Muito obrigado. Um bom dia a todos.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Eu vou aproveitar para seguir na questão do tema da Saúde que, para mim, é um tema muito central e que a gente precisa, de fato, observar que várias reivindicações que a gente tem não, necessariamente, falam de um grande aporte financeiro para acontecer. Reforço a fala que na maioria das nossas UBSs, mesmo aquelas que o atendimento é só pelo telefone, elas não funcionam. As pessoas não conseguem ser atendidas, as pessoas não conseguem marcar suas consultas. E outro exemplo é a UBS, por exemplo, do Serrano, que não tem toldo e que obriga as pessoas a irem 4h30 da manhã para a fila e as pessoas ficam abaixo de chuva, abaixo de sol, idosos, crianças. Então, a gente precisa olhar muito atento para essas questões da estrutura das nossas UBSs. Há pouco tempo em uma reunião com o prefeito Adiló e com o secretário da Saúde, foi dito que a gente não terá como fazer grandes investimentos na área da Saúde, porque a gente já aporta muito mais do que o que está estabelecido na lei. Mas daí eu me pergunto: qual que é a eficácia desses 10% a mais que está sendo aplicado, se a gente continua tendo, historicamente, tantos problemas? Porque parece que mesmo sendo aportado a mais as soluções não chegam. Só chegam mais problemas, mais dificuldades, menos prevenção, menos promoção de saúde. Então, a gente fala aqui dos agentes sanitários, eles não funcionam, eles não atuam no nosso bairro porque cada vez estão em um número mais reduzido, com mais pressão para trabalhar. Quando a gente fala de lugares que não têm UBS, que provavelmente demorará muito tempo para ter, já que a justificativa de não ter dinheiro é uma justificativa sempre presente, a gente fala em relação aos outros serviços.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): O transporte, nesses bairros, não funciona para a pessoa conseguir sair do bairro e ir na UBS 4,5 horas da manhã para marcar uma consulta. Então, como que a gente vai querer debater uma saúde pública de qualidade quando a gente não garante o mínimo para as pessoas conseguirem ter acesso à saúde? Não garante o mínimo na marcação de consultas, não garante o mínimo no transporte público para que as pessoas possam se locomover até a UBS de referência. Então, é importante nós olharmos para uma questão que envolve o todo quando a gente fala da questão da saúde e da importância de ela estar interligada com diversas outras pautas, Habitação, Assistência. Então, é essa vontade que a gente tem em ver essa melhoria na saúde, com a secretaria trabalhando de forma mais intersetorial para que a gente tenha, de fato, uma efetiva das políticas públicas relacionadas a esse tema que é tão importante. Seu aparte, vereadora Andressa.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Vereadora Estela, ontem eu ouvi uma frase de uma líder que estava na Assembleia Legislativa, que ela comentou sobre o Governo do Estado, que eu acho que cabe bem também, aqui, para o nosso Governo Municipal. Aliás, são governos do mesmo partido, não é? Ela comentou o seguinte: que eles falam tanto em Estado Mínimo, Estado Mínimo, não tem dinheiro, não tem dinheiro, mas é o Estado Mínimo para o povo e Estado Amigo para quem está no governo, porque quando o interesse é do governo, as coisas acontecem em um instalar de dedos. Quando vê, é no outro dia vem um projeto para cá, a gente precisa de dinheiro, daí não sei o que, é uma pressão porque senão as coisas não vão acontecer. Agora, quando é para as pessoas, a gestão não funciona. Claro que tem secretarias que a gente percebe que a gestão é mais ágil, porque é muito papel de quem está ali, vereador Lucas, nós estávamos conversando sobre isso antes. Agora, quando não tem interesse em fazerem as coisas acontecer, a gente vê o que acontece na nossa cidade, um serviço público parado no tempo e as coisas não acontecem para a população. A gente não pode mais aceitar isso.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Exatamente, vereadora. Eu acho que um exemplo que a gente pode pegar é a 409, que já deveria ter vindo para a Câmara, com promessa que ela viria até o fim de agosto, e agora a gente vai entrar em setembro e ela não veio. Há vários outros projetos (Falha no áudio) porque senão a gente não votaria... A gente não votaria de uma hora para outra, sem tempo de projeto, sem tempo de diálogo. Vereador Hiago, você citou que a gente não quer diálogo com a prefeitura. Eu acho que a gente quer, a gente precisa. Só que quando esse diálogo não acontece, de fato, a gente tem que vir aqui utilizar do nosso papel de fiscalizador para apontar os tamanhos problemas que a gente tem na nossa cidade e que transformar a prefeitura em cabide de emprego não vai ajudar em nada. Muito obrigada.
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