VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Senhor presidente, nobres colegas. Hoje eu tenho a alegria de fazer uma homenagem a uma pessoa muito especial de Fazenda Sousa, um dos que construíram a comunidade. Um mito do nosso interior que se chama José Benito Copetti. Uma pessoa que se sacrificou durante toda a vida para que Fazenda Sousa fosse o que é. Um homem que no passado hipotecou a própria casa para que a comunidade pudesse ter um clube que hoje se chama Minuano. Um homem que se empenhou sempre na ajuda comunitária, um homem que construiu e criou também a Ferragem Copetti que já tem 27 anos, que sempre colaborou com toda a nossa comunidade, com todo o nosso povo. Foi servidor público do Samae durante mais de 40 anos. Então, uma pessoa que merece a nossa estima, a nossa gratidão e os nossos parabéns, senhor José Benito Copetti, pelos seus 90 anos de idade completados ontem. Os parabéns ao senhor e de todos os meus colegas vereadores. Um grande abraço. Era isso, presidente.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Bom dia, senhor presidente e nobres pares. Hoje, eu quero deixar registrado, aqui, um voto de pesar aos familiares do senhor Érico Ferreira, que acabou falecendo no dia de ontem, com 68 anos de idade. O senhor Érico Ferreira, mais conhecido como Chupim, era natural de Barracão, Santa Catarina, migrou para Caxias do Sul, onde construiu a sua família e também a trajetória profissional marcada por um trabalho árduo na nossa cidade. Presidente, eu destaco aqui aos nobres pares também, que entre as suas contribuições, está aqui frisada a participação dele na construção do monumento Jesus Terceiro Milênio, junto ao Parque da Festa da Uva. Nós sabemos que foi um projeto do arquiteto Bruno Segalla, mas foi construído, dentre muitas mãos estava lá o senhor Érico Ferreira. Como também, grande importância, com a construção da Caixa d'água do Samae; Memorial Os Bertussi; o Hospital Pompéia; o Hospital Del Mese, hoje o Centro Clínico; o Instituto de Previdência e Assistência Municipal, o IPAM, e trechos da estrada entre Caxias e Nova Petrópolis. Também atuou em diversas empresas aqui da nossa cidade, deixando sua marca em locais como o caso do Vantajão, que era o antigo mercado Barracão. Mesmo tendo realizado feitos grandiosos, Érico Ferreira viveu de maneira simples, sempre dedicado a ajudar aqueles ao seu redor. Seu legado de trabalho, generosidade e amor ao próximo será lembrado por todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Também quero deixar manifesto aqui, nossas condolências ao seu neto, Lucas Abreu, que é o administrador da página Caxias Mil Grau, uma página de muita relevância na nossa cidade, que fala sobre Caxias do Sul, para o Brasil e para o mundo. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, nobres colegas. Anteriormente, eu tinha vindo aqui e feito um voto de pesar para o senhor Vitor Medrado, que foi assassinado no dia 13 de fevereiro, no Parque do Povo, em São Paulo, no Itaim Bibi. Agora eu venho aqui para fazer um voto de congratulações para a Polícia Militar do Estado de São Paulo, que prendeu os dois criminosos envolvidos na morte do ciclista e, hoje, prendemos o piloto também. Então, a Polícia Militar do Estado de São Paulo está fazendo um cerco contra os bandidos daquele local que executaram o Sr. Vitor Medrado e, hoje, a sua família já não tem mais a sua presença. Então, aqui fica o meu voto de congratulações à Polícia Militar do Estado de São Paulo. Obrigado.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom dia. Bom dia a todos, a todas. Eu, hoje, quero fazer um voto de congratulações a um jovem estudante aqui de Caxias do Sul. Ele é autor do cartaz. Eu queria... Não sei se a TV Câmara consegue mostrar, ou a gente consegue aqui, em algum momento. Ele é o que venceu o concurso do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs com esta imagem. Aqui no Brasil o concurso. Ele é estudante, morador de Caxias do Sul. Ano passado era do programa Jovem Aprendiz do Murialdo, o Gabriel Zinani. Então, esse trabalho vai ser usado na Semana de Oração pela Unidade Cristã, em todo o território brasileiro, que reúne as igrejas católicas, luteranas, anglicanas, presbiteranas, igrejas ortodoxas e outras igrejas cristãs do Brasil. Então, parabéns a esse jovem. Nossa cidade também está de parabéns e o programa Jovem Aprendiz mais ainda. Obrigada.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente. Nobres colegas, vereadores e vereadoras; o pessoal que nos acompanha também de casa. Eu gostaria de fazer um voto de congratulações à deputada estadual Bruna Rodrigues, do PCdoB. Ontem eu acompanhei, na Assembleia Legislativa do nosso estado, a posse da Procuradoria Especial da Mulher. Ela estava lotada de deputados, deputadas, pessoas dos movimentos sociais. A Bruna é a primeira deputada estadual negra a ocupar esse espaço, foi a primeira mulher negra eleita na Assembleia, junto com Laura Sito, e agora a primeira mulher negra eleita para a Procuradoria Especial da Mulher do nosso estado, que vem com muita vontade de trabalhar pelas nossas mulheres com a pauta do Femicídio Zero. O estado do Rio Grande do Sul é um dos estados em que mais mulheres morrem pelo fato de serem mulheres. Então, ontem pude ter a honra de representar esta Casa naquela oportunidade, naquele momento tão importante para as nossas mulheres do estado. Então, gostaria de fazer um voto de congratulações e desejar um ótimo trabalho para as nossas deputadas que estão à frente, neste momento, da Procuradoria Especial da Mulher, em especial à Bruna, com que eu tive a oportunidade de trabalhar, inclusive, ano passado. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Colegas vereadores, bom dia. Queria fazer um voto de congratulações à Drops de Menta pelos 29 anos de história, fazendo a história da nossa moda, da nossa sociedade aqui de Caxias do Sul. Então, em nome da Márcia Costa, minha amiga, líder, empreendedora, empresária que há anos tem atuado em Caxias, desenvolvendo Caxias e levando a Drops de Menta para outros municípios aqui do nosso estado, enfim, levando a marca Drops para tantos lugares e, com ela, o nome de Caxias do Sul, quero fazer esse voto de congratulações. São 29 anos, essa data que vem sendo celebrada nos últimos dias, nas várias lojas da Drops em Caxias. Então, à Márcia e a toda a equipe, com quem eu tenho uma relação muito próxima, os nossos parabéns. A gente sabe que é muito mais do que vestir, é espalhar felicidade, espalhar autoestima, enfim, alegria para cada uma das clientes, assim como eu. Então, parabéns a toda essa equipe da Drops de Menta, a toda essa família Drops de Menta pelos 29 anos.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia, senhor presidente, colegas vereadores, colegas vereadoras. Hoje eu gostaria de fazer três votos de congratulações que eu entendo como muito importantes para este momento. O primeiro deles vai para algo que ocorreu nesta segunda-feira, mas que com toda certeza vai ao encontro de uma luta de mais de 10 anos, que foi a assinatura para a construção da Escola Leonel Brizola, no Campos da Serra, que terá o aporte de mais de 4 milhões do governo federal, para que essa necessidade de tanto tempo e de tantas crianças e adolescentes saia do papel e contemple a comunidade. Então, faço um voto de congratulação e um voto de estima para que, de fato, essa obra seja concluída o quanto antes. Gostaria de fazer também, em nome da Paralela, o voto de congratulações pela exibição do documentário, ontem, que estreou “Boa Noite, Paralela” contando a história desta Casa que marca tantos momentos nessa cidade. Hoje teremos a presença deles aqui nos convidando. Já digo de antemão que vale a pena, vale a pena a gente ver uma parte tão bonita da nossa cidade nas telinhas. E gostaria, para finalizar, fazer um voto de congratulação a deputada estadual Bruna Rodrigues, por estar assumindo a presidência da Procuradoria Especial da Mulher na Assembleia Legislativa. Obrigada.
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VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Boa noite, bom dia, presidente! Bom dia aos demais vereadores. Bom dia quem nos acompanha de casa, quem nos acompanha do plenário. Gostaria de reiterar meu voto de congratulação de ontem da Casa Paralela, reiterar meus cumprimentos aos dois representantes. Eu fui muito feliz lá, tenho certeza que eles foram mais felizes ainda. E, presidente, ontem eu informei e requeiro ao senhor que, em havendo disponibilidade da TV Câmara e também de a gente contratar via da Assembleia Legislativa, de transmitir o documentário da Paralela e que a gente possa levar a toda a cidade, em havendo disponibilidade da Casa, aproveitar a nossa TV aqui, ainda mais que teve um financiamento público federal. Mas eu queria fazer um voto de congratulação muito especial a dois amigos meus, a Gabriela e o Juan, que foram pais nessa semana e deram o maior presente que alguém pode receber para o meu grande amigo Cláudio Manica da Silva, para a esposa dele, dona Zilmar, e para o meu amigo e colega de trabalho, Diego Manica. Então, parabéns, com muita saúde e muita felicidade nesse próximo período. Obrigado, presidente.
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Não houve manifestação

VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Bom dia a todos que nos acompanham pela TV Câmara, canal 16, pelas redes sociais e presencialmente. Aqui eu trago um tema bastante relevante para o nosso município. Eu sempre gosto de ressaltar a seguinte situação. Na última legislatura, referente ao Colégio Tiradentes, nós subimos, por inúmeras vezes, nesta tribuna para cobrar a instalação do Colégio Tiradentes aqui. E graças a Deus saiu. Estivemos nesta tribuna, também, cobrando o aumento significativo de efetivo na Brigada Militar. E aconteceu. Agora, vocês vão cansar de me ouvir, nesta tribuna, para cobrar efetivo para os Bombeiros. Vocês vão cansar, vai até todo mundo sair do plenário! Porque é inadmissível – inadmissível! - a segunda maior cidade do Estado, e a segunda maior cidade do Estado em número de ocorrências do Corpo de Bombeiro Militar, ter uma média entre as cinco ou seis maiores cidades do Estado com menor número. Ou seja, é a sexta cidade em número de bombeiros, sendo a segunda maior cidade do Estado, com praticamente 600 mil habitantes. Com cinco quartéis. E eu me lembro aqui, da última Legislatura, a luta incessante do ex-vereador Dambrós para a reabertura do quartel da Zona Norte. E que é uma pauta digna. Só que não adianta a gente batalhar por estrutura se não tem efetivo! Não adianta a gente brigar por viatura, estrutura, vamos abrir dez quartéis, se não tem efetivo. Se o Governo do Estado não atenta e não olha para Caxias do Sul, que é a segunda maior cidade do Estado! Não adianta! Aí, um cálculo básico para vocês entenderem o sofrimento, quem esteve no Corpo de Bombeiro Militar, no 5º Batalhão de Bombeiro Militar, ali com o Tenente Coronel Fortes, ele explicou todo o funcionamento do 5º Batalhão. Aqui em Caxias do Sul tem em torno de 50, 50 e poucos, militares para cinco quartéis. Vamos fazer o cálculo. Em média de dez militares por quartel, bota a parte administrativa, bota os turnos de serviço, que são 24 horas, sete dias por semana, sobram quantos? Três para uma guarnição. E se dá dois, três, quatro incêndios e um acidente com gravidade, preso nas ferragens as pessoas. O que os bombeiros fazem? Não tem condições! Aí agora estão se formando 100 bombeiros militares. Adivinhem quantos vêm para Caxias do Sul? Zero. Por quê? Porque o Comando Geral quis. Mas nem tudo, não podemos fazer terra arrasada, nem tudo é ruim. Porque dois dias atrás o Comando Geral caiu, não é? Então, agora assumiu o Coronel Fortes, cidadão caxiense, aprovado por esta Câmara de Vereadores, e foi condecorado na Legislatura passada, tem um carinho e um olhar especial para a população caxiense e eu tenho certeza que ele vai aportar efetivo. Nem que seja, em um primeiro momento, dez militares. Mas hoje o déficit do Corpo de Bombeiro Militar em Caxias do Sul é mais de 50%. Nós temos 50 bombeiros. Cinquenta. Nós precisaríamos, no mínimo, assim, para conseguirmos dar conta, o dobro. Cem, cento e poucos. Porque não temos condições, a segunda, vou repetir, a segunda maior cidade do Estado não se ter efetivo para atender a população. E não se tem! Aí quando a gente entra na questão de viatura, graças ao bom Deus, na época do Comando Geral, o Coronel Luiz, hoje secretário de Segurança Pública do nosso município, comprou helicóptero para o Bombeiro Militar, ele comprou caminhão ABT, que destinou um para Caxias, ele comprou escada Magirus, que veio para Caxias, comprou coisas que já deveriam ter há muito tempo em Caxias do Sul, por ser a segunda maior cidade do Estado, há muito tempo, e só veio três, quatro anos atrás. Três, quatro anos atrás! Aí, a escada Magirus, e o Tenente Cristiano sabe, vereador.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Que ela é uma que chega até o ponto, digamos assim, o máximo que chega, acho que são nove, dez, onze andares. Gente, a gente tem prédio de 23, 36 andares, 25 andares em Caxias do Sul. E aí, como que tu faz? Em prédios antigos, que para aprovar o plano de prevenção, para se ter um alvará, tu tem que fazer medida compensatória. E aí como é que fica? Então tem essas coisas que o governo do estado, em especial o comando-geral, que agora graças ao bom Deus mudou e graças a Deus é o coronel Fortes, tem que se atentar. E eu tenho certeza de que o coronel Fortes sabe da nossa situação, porque ele comandou o 5º Batalhão de Bombeiro Militar por anos. Não é, Tenente Cristiano? Por anos. Então ele sabe, ele tem um olhar e um carinho especial por Caxias do Sul. Então nós vamos continuar dando suporte à segurança pública, nós vamos continuar pleiteando como fizemos com o efetivo da Brigada Militar, em prol do Bombeiro Militar de Caxias do Sul, porque é inadmissível a segunda maior cidade do estado estar nessa vergonha que está, em termos de bombeiro militar, com o efetivo a nada reduzido. Estão se desdobrando em “trocentas” pessoas, para tentar atender tudo que é tipo de ocorrência. Seu aparte, vereador Pedro.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado pela gentileza, vereador Bortola. Parabéns pelo assunto trazido aqui. Eu tive a oportunidade de estar ali também, juntamente com os demais colegas, o presidente da Casa, ali na Visita Legislativa aos bombeiros. E é bom que se diga, né, vereador Bortola, que eles não atendem só ocorrência de acidente e incêndio, porque eles fazem todos PPCIs, as vistorias, os programas sociais, Bombeiro Mirim, entre tantas outras funções importantes que eles têm na sociedade, inclusive orientações, até sobre um simples, que é muito importante, que é preventivo, sobre a mangueira lá do botijão de gás, que eu achei muito importante, que eles mesmos, em alguns casos que eles entram nos bairros mais humildes, eles chegam lá e chegam até a fazer a troca, a substituição já da mangueira, para deixar aquele assunto resolvido. Se eles tivessem braço, tivesse efetivo, como o vereador bem expôs aí, eles fariam muito melhor esse trabalho. Obrigado, vereador.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Obrigado. Tenente Cristiano, vereador.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Parabéns pela pauta, vereador Bortola, visto que o senhor é um lutador pelas questões de segurança pública e tem trazido muitos recursos para a nossa Caxias do Sul, como foi junto ao policiamento, agora pela luta incessante junto ao Corpo de Bombeiros. E aqui, muito rapidamente, uma pesquisa da The National Fire Protection Association, da NFPA, que o ideal de efetivo para uma cidade de 600 mil habitantes, que é o que nós temos hoje, seriam 600 bombeiros militares. Então a gente está muito aquém.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Seis vezes mais.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Exatamente. Seis vezes mais. Eu, enquanto bombeiro que fui, vereador Bortola, teve ocorrências, inclusive na Zona Norte, combatemos incêndio com dois bombeiros. Com dois bombeiros num prédio do tamanho dessa nossa sala aqui, desse nosso plenário. É sub-humano o bombeiro atuar, a insegurança que é. E o senhor traz essa pauta aí com muita propriedade. Parabéns. Eu vou ser sempre um apoiador das suas questões de segurança pública, visto que hoje temos, graças a Deus, na verdade toda casa, toda casa. Mas nós temos alguns que são mais defensores, visto que são oriundos de segurança pública, que são defensores da segurança pública, como o senhor é. Então temos que fazer essa busca de efetivo. Parabenizar também o Coronel Fortes, que graças a Deus hoje é o nosso comandante geral do Corpo de Bombeiros, e foi. Conhece a realidade da nossa cidade, da nossa região. Então certamente vai ser um apoiador também da nossa busca, e da sua busca pelo aumento de efetivo da nossa cidade.
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ – BORTOLA (PP): Obrigado, vereador. A gente fala aqui em Operação Rota do Sol, Bombeiro Mirim, a questão de fiscalização das mangueiras de gás de cozinha, entre APPCI, diversas questões que os bombeiros atuam, só que não se tem mais perna para isso. Ou se resolve esse problema, ou não sei o que nós vamos fazer. Infelizmente é essa a realidade. Obrigado, presidente.
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Muito bom dia. Muito bom dia, presidente e demais colegas vereadores. Hoje, é com imensa alegria que este vereador vem falar de um tema de tamanha grandeza. Como é de conhecimento de boa parte da população caxiense, de alguns municípios da nossa região, este vereador é idealizador do projeto Confortando Vidas, é um projeto de empréstimo de camas hospitalares, cadeiras de rodas, encaminhamentos assistenciais, entre outros. Porque eu também sou assistente social. Semana passada, eu tive o privilégio de receber o convite para visitar o Corpo de Bombeiros Voluntários de Caxias do Sul. Após, eu recebi a visita, onde foram conhecer o meu projeto e também a doação de 12 camas hospitalares. Algo nobre, que eu tenho que enaltecer o comandante Joel Troni de Oliveira, o subcomandante Bruno Amaral, porque são atividades nobres. Inclusive, a minha assessoria vai mostrar uns slides, depois uns vídeos. Eu quero que a TV Câmara dê prioridade. Onde o slogan do Corpo de Bombeiros frisa a importância que é servir, salvar e proteger. Seja lá no meu projeto, onde eu tenho toda uma estrutura, com escritório, sala de atendimento, todo um espaço amplo, em que cabe mais de 40 camas hospitalares, mais de 100 cadeiras de rodas, bancada para manutenções, entre outros utensílios que podem ser utilizados. (Manifestação com auxílio de material visual.) Aí foi na visita, onde inclusive tiveram alguns vizinhos, como viram o movimento de viaturas, enfim. Esta aí é a minha cachorra Negrinha, também ajudando na recepção. Aí o comandante Joel Troni, o Bruno. Sempre é grandioso esse trabalho que a gente presta à sociedade. Mas também algo nobre que eu gosto de ressaltar é que esse projeto começou lá em 2004, um trabalho silencioso, que aos poucos foi se expandindo e que, hoje, já abrange diversos municípios. Frisando que esse projeto é privado, sem fins lucrativos. Hoje eu tenho um grande investimento. Como vocês sabem, sou vereador, tenho um salário excelente, mas 60% é dedicado a esse projeto, onde tem notas de todos os meus investimentos, desde uma lata de tinta para fazer manutenção, desde um conserto, para os quais tenho parceria com três serralharias lá no Serrano. Todas são pagas, ou a mão de obra, ou a manutenção. O projeto também recebe doações. Como muitas pessoas às vezes acabam descartando uma muleta, uma cama hospitalar, uma cadeira de rodas, esse projeto também recebe. Hoje o projeto tem todo um cadastro que ultrapassa 1.200 famílias atendidas. Mas também quero mostrar agora um vídeo dessa entrega. (Apresentação de vídeo.) Aí são algumas fotos no momento da entrega. Teve a vizinhança, familiares. Sempre muito importante. Aí também foi uma visita que eu e minha assessoria, junto com Beto Boff, a gente fez também lá ao espaço onde é o Corpo de Bombeiros Rota do Sol, trabalho extremamente voluntário no nosso município de Caxias do Sul. (Apresentação de vídeo.) Ressaltando que, hoje, existe uma lei que rege o trabalho do Corpo de Bombeiro Voluntários no estado do Rio Grande do Sul. Inclusive, este mês o Corpo de Bombeiros Voluntários de Caxias do Sul estará recebendo a entrega da medalha Heróis do Rio Grande do Sul na Câmara Legislativa do nosso estado, em Porto Alegre. Mostra que esse trabalho é grandioso e que faz a diferença, sim, não só em Caxias, mas em diversas cidades do nosso estado. Inclusive, eles fizeram um grande trabalho na época das intempéries, na questão dos resgastes na cidade de Muçum. Um trabalho memorável. Falando mais um pouco do trabalho do Projeto Confortando Vidas, hoje já tem camas emprestadas, por exemplo, às cidades de Tapejara; Sananduva; Bom Jesus; Vacaria; Espigão Alto; Jaquirana; Nova Petrópolis; Torres; Tubarão, Santa Catarina; Gravataí; São Marcos; Flores da Cunha; Bento; Novo Hamburgo. E hoje, durante a tarde, tem uma cama elétrica e um guincho hospitalar, que custam quase R$ 10 mil, indo para a cidade de Glorinha, próxima a Porto Alegre. Então, mostra que o Projeto Confortando Vidas está ultrapassando horizontes. Eu nem imaginava e sonhava em ser vereador de Caxias do Sul; e o projeto já passa de 20 anos. Então, aquele Juliano catequista, líder comunitário, da pastoral da criança, fiz parte da Associação de Moradores lá da comunidade, membro do Conselho Municipal e Local de Saúde. Hoje me sinto orgulhoso. Geralmente, faço atendimentos à noite. E poder as pessoas descobrirem, através das redes sociais, como Tubarão, Santa Catarina, e vir lá dessa distância buscar uma cama hospitalar aqui em Caxias. E claro, citando diversos bairros de Caxias do Sul, que quase diariamente é feito empréstimo desses itens para a nossa população. E frisando, hoje existe um cadastro que ultrapassa 1.200 famílias atendidas. Meu presidente Lucas, agradeço pela oportunidade. Um forte abraço. Reforçando ao Corpo de Bombeiros, ao comandante Joel Troni de Oliveira e o subcomandante Bruno Amaral pela doação das camas hospitalares. Sucesso e êxito a todos. Meu muito obrigado.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Senhor presidente, bom dia. Também aos nobres pares nessa oportunidade, nesse segundo Grande Expediente que eu tenho aqui na Câmara de Vereadores. Eu quero aproveitar, não combinei com o colega Bortola, mas nós vamos acabar falando de um assunto que tange também aquilo que já foi levantado aqui com relação ao Batalhão de Bombeiros Militar aqui da nossa cidade, Caxias do Sul. Ontem eu estive lá no batalhão, depois de algumas visitas que já viemos fazendo lá com eles, junto ao coronel Batista e também a todo o corpo ali do batalhão, para apoiar o projeto do Bombeiro Mirim. Como os senhores sabem, existe esse projeto já em outros batalhões aqui do nosso estado, e em Caxias do Sul, salvo o melhor juiz, desde o ano passado o coronel começou a implementar isso, e aí o projeto vem se aperfeiçoando, vem melhorando a cada ano que passa. Aí chegou até mim uma necessidade, uma demanda de nós apoiarmos eles de alguma forma com atividades no contraturno das crianças que participam do projeto. São 24 crianças, 12 meninos e 12 meninas, e aí mais seis alunos que vêm do ano anterior, seis alunos destaques e aí eles, dos 24 com os seis, completam uma turma de 30 alunos que vão estar do mês de abril até o mês de outubro, novembro, participando então do projeto. E ontem nós conseguimos consolidar essa parceria junto com o Projeto Jiu-Jitsu for Jesus, que é um projeto que nasceu no ano de 2004. (Manifestação com auxílio de recurso visual) Pode avançar ali, por gentileza. Esse projeto atua desde 2004, já tem 21 anos, agora no dia 5 de março que foi completado, e está sob a liderança do pastor e mestre Roberto dos Reis. Avançando. Pode avançar. Então, como todos os senhores e senhoras sabem, a arte marcial sempre busca trabalhar valores, princípios, e aqui eu elenquei alguns: A disciplina, o respeito, a autoconfiança, a superação e a restauração também de valores e princípios. Isso está muito ligado, vereador-tenente Cristiano Becker, com relação ao próprio militarismo, seja pela brigada militar, seja o bombeiro militar, as próprias forças armadas trabalham muito em cima desses princípios. Hierarquia e disciplina são os dois princípios basilares principais das forças armadas. Então, quando o coronel nos apresentou essa demanda, essa necessidade, nós prontamente solicitamos a eles este apoio. É importante se dizer, juntamente com o projeto que está sendo feito lá...
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Em tempo oportuno. A ideia deles é justamente tirar as crianças da vulnerabilidade social. E o bacana, presidente e colegas vereadores, é que este projeto não contempla uma classe social apenas. Justamente 12 vagas são para crianças em vulnerabilidade, de uma condição de baixa renda, e as outras, é ampla concorrência, justamente para permitir o acesso à isonomia e a facilitação do acesso a todas as crianças que queiram participar do trabalho dos bombeiros, lá do Bombeiro Mirim, junto ao corpo de bombeiro militar. Avançando desde a fundação, centenas de pessoas fizeram parte desse projeto Jiu-Jitsu e hoje eles atendem cerca de 180 alunos, dentre os quais, boa parte deles está ali no Projeto Fome de Amor, que fica próximo a rodoviária. Alguns aqui, inclusive, já até visitaram, conhecem já este projeto também, que trabalha com pessoas em situação de rua. Avançando, então. Pode avançar. Também são realizadas ações comunitárias como distribuição de alimentos, apoio a famílias carentes e outros tipos de assistência social, reforçando a missão de ajudar ao próximo. As aulas são gratuitas, administradas nas terças, sextas-feiras e sábados, então, como eu disse, lá na Igreja Fome de Amor, em Caxias do Sul. E aqui nós temos uma foto do último evento realizado no ano passado, no Ordovás. Aqui foi uma graduação que eles realizaram, tinha aproximadamente 400 pessoas ali, dentre alunos que participam do projeto, como também familiares, amigos, enfim, pessoas que foram prestigiar esse trabalho, que é totalmente voluntário e é um benefício muito grande para a comunidade. Inclusive, porque lá, junto à Igreja Fome de Amor, muitos dos que participam são adolescentes, crianças que moram ali na região do 1º de maio, então, naquele entorno ali da nossa cidade, estão em uma condição de vulnerabilidade, como todos nós sabemos, e esse projeto oportuniza elas, então, a participar de uma imersão no esporte, uma identidade esportiva, valores, tudo aquilo que é cultuado dentro das modalidades esportivas. Aqui nós temos mais algumas fotos do projeto. Esse é dentro do próprio projeto Fome de Amor, e o Jiu-Jitsu acontece lá semanalmente. Aí nós temos a foto de mais algumas crianças, o Mestre Everton, que está lá mais no canto superior direito. E aqui, então, ontem a foto que nós registramos esse momento dessa parceria, junto ao Mestre Cristiano, que está do lado esquerdo do Coronel Batista, do lado direito o Mestre Natan, e também ao lado o Antony, que é, salvo melhor juiz, do Chile, imigrante de Caxias do Sul. Em Caxias do Sul também está trabalhando e vai atuar junto com eles no projeto. Eu quero aproveitar o tempo aqui também, senhor presidente, para comentar a importância dos colegas que desejarem visitar e auxiliarem nas parcerias, o Coronel Batista até frisou isso ontem, foi a primeira parceria que eles conseguiram firmar para essa próxima turma, ela se inicia no dia 30, melhor dizendo, na terceira semana de abril, com 30 crianças vão acontecer nas sextas-feiras, das duas até às quatro horas. Então, duas horas por semana, as crianças vão ter essa oportunidade de praticar o jiu-jitsu dentro das dependências do batalhão. E existe toda a grade curricular do contraturno, no período da tarde, que as crianças também podem ter outros projetos como inglês, culinária, enfim, diversas iniciativas voltadas também para a cultura, natação, inclusive, nós temos o caso de Bento Gonçalves, que já acontece. Então, a ideia do Coronel Batista é firmar essa parceria, este compromisso e poder auxiliar. Então, aqueles que tiverem parceiros que querem auxiliar com relação ao projeto, são muito bem-vindos para conversar com o Coronel, estão abertos a fazer parte deste grande projeto. Vereador Hiago, seu aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Só parabenizar, vereador Calebe, por estar indo atrás de uma coisa que é muito legal, que é o esporte. Sou praticante do jiu-jitsu, sou fã também, minha família inteira faz, meu pai, meus irmãos, a gente treina junto, faz 10 anos. E gostaria de dizer que conheci, já ouvi falar desse projeto, é um baita projeto. O jiu-jitsu surge na Índia, depois ele é aperfeiçoado nas escolas dos samurais, no Japão. Então, é legal porque é muito mais do que uma arte marcial, a gente acaba aprendendo a disciplina, a respeitar o mestre dentro do tatame. A gente aprende também que, mesmo estando no chão, no pior momento, tem como dar a volta por cima e se erguer. Então, o jiu-jitsu ajuda a gente a formar homens disciplinados e uma sociedade forte. Que hoje, a pessoa está muito, às vezes, direto no celular ou coisa assim, está deixando a população muito ansiosa com problemas graves, na questão até da nossa mentalidade. Então, eu acho que o esporte tem esse papel fundamental. E se trabalhar nas bases ou nas comunidades, seria muito melhor e quantos a gente pode tirar do crime com um projeto desses, por exemplo. Se a gente conseguir uma pessoa, a gente já está mudando a sociedade. Parabéns.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Exato. Obrigado. Vereador Tenente Cristiano Becker, seu aparte.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Muito obrigado, vereador Calebe. Parabéns pela pauta. E conheço a Fome de Amor também, participei de alguns eventos com eles, inclusive estendo um abraço ao pastor Roberto, que também é professor de jiu-jitsu.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): É o mestre, não é?
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): É o mestre da Fome de Amor. Então, parabenizar pela pauta. E juntando agora com o Corpo de Bombeiros, com o Projeto Bombeiro Mirim, que é uma pauta a qual eu vou falar na próxima semana, que o jiu-jitsu, aliado ao Corpo de Bombeiros, disciplina, hierarquia, os pais sentem a diferença na primeira semana dessas crianças quando estão participando desse tipo de projeto. Então, parabéns pela pauta, vereador. Seremos sempre parceiros quando for preciso. E a Fome de Amor também precisa de parceiros.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Exatamente.
VEREADOR TENENTE CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Ela vive de recursos provenientes de pessoas que doam e ajudam a tirar crianças da rua. Então, parabéns a Fome de Amor. Parabéns ao senhor que traz essa pauta. Parabéns ao comando do Corpo de Bombeiros. Seremos sempre parceiros do senhor.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Com certeza! Aproveitando o tempo, ainda, que nós temos. Fazendo só uma ressalva, vereador Tenente Cristiano Becker, é o pastor Júnior Pedroso, é o responsável pelo Fome de Amor. E o jiu-jitsu é o pastor Roberto. São projetos distintos, mas que estão juntos, parceiros e, de fato, inclusive tem uma emenda, eu não sei se já foi creditado o projeto, mas pelo deputado Maurício Marcon, onde nós ajudamos, inclusive, a ajudar nas votações, auxiliar para que fosse divulgado e votado esse projeto E eu deixo aqui, novamente, o convite aos colegas vereadores, que tiverem parceiros, inclusive agora a nossa luta é pelos kimonos das crianças que vão participar. Então, aqueles que desejarem, podem ser patrocinadores também deste projeto, que vai reverter em benefício dessas crianças, certamente, vai ser a primeira turma de muitas que o jiu-jitsu vai poder estar junto com o Batalhão de Bombeiro Militar, aqui, da nossa cidade. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado a todos.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente, pelas referências. Então, hoje nós temos um orçamento de Caxias do Sul de mais de R$ 3 bilhões. Se nós dedicássemos pelo menos uma parte desse valor para o Funcap, para o Funcap poder girar e fazer novas moradias, nós poderíamos, por exemplo, pensar em uma proposta, que já foi levantada no município, de nós termos uma espécie de Funcap também para o financiamento de materiais de construção. Hoje, a Secretaria da Habitação atende basicamente famílias em vulnerabilidade social. Mas se chegam lá famílias com um pouco mais de condição, famílias que não são ricas, mas recebem dois, três, até quatro salários mínimos, por exemplo, já não conseguem acesso à política habitacional, porque a política habitacional da nossa cidade é apenas para famílias em situação de vulnerabilidade. E eu vou dar outro exemplo que atinge, por exemplo, famílias na situação da calamidade. Nós temos famílias que foram atingidas na calamidade passada, por exemplo, que acabaram recebendo o Renda Emergencial da FAS, porque se pressupõe que uma emergência não atinge somente famílias em vulnerabilidade, então nós conseguimos que o Renda Emergencial da FAS, que é temporário para essas famílias que foram atingidas, fossem concedidas independente do critério de renda. O que eu concordo totalmente porque quando uma família perde uma casa, ela não pode não ser atendida porque ela recebe mais que um salário mínimo, por exemplo. Então, esse critério de renda permanecia até então, e nós conseguimos derrubar ele por conta de outra situação que aconteceu no Bairro Rio Branco, que as famílias foram atingidas por conta de uma obra da prefeitura e elas acabaram não conseguindo, elas não iam conseguir ser atendidas pelo Renda Emergencial, porque elas tinham uma renda um pouco maior do que o benefício do que esse programa trazia. Nós temos hoje o Auxílio Moradia da Habitação, que as pessoas não conseguem, as famílias não conseguem atendimento porque elas recebem um pouco mais do que o critério de renda diz no programa. E isso, do nosso ponto de vista, é um problema. Porque se nós pegarmos, por exemplo, as famílias atingidas na calamidade, as famílias receberam até quatro meses do benefício do Renda Emergencial, mas continuam fora de casa e não receberam mais nenhum acesso a direito, nenhum benefício, mas elas continuam fora de casa e elas ainda não tiveram acesso a uma nova moradia. Ou seja, no momento elas estão tendo que dispor da sua renda para poder garantir...
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): No momento oportuno, vereadora Estela. Para poder garantir...
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): No momento oportuno. Então, nós precisamos repensar, vereadores e vereadoras, essa questão do critério de renda, porque nós temos que ter políticas para todos, e não políticas que atendam somente um critério de renda, que elas acabam se reduzindo. Se nós formos pegar hoje o Auxílio Moradia em Caxias, nós temos poucas cotas para a nossa cidade. Então, 12, 13, 14 famílias, no máximo 20, são atendidas. Quando nós temos uma situação de calamidade, as pessoas conseguem atendimento por um tempo e depois elas não têm mais essa manutenção. Eu poderia citar famílias de Galópolis, famílias do Bairro Cruzeiro, as famílias do Rio Branco, diversas famílias que estão penando porque ainda não conseguiram uma nova moradia, porque estão no aguardo do que tem disposto na Secretaria Municipal de Habitação, mas muitas vezes com o apoio do Governo Federal e do Governo Estadual. E aí, para já passar os apartes, eu gostaria de citar o exemplo do Campos da Serra. Então, lá nós temos mais 227 moradias que estão sendo construídas com dinheiro do Governo Estadual, e nós tivemos a notícia ontem, a partir da nossa participação no Conselho de Habitação, porque eu já fiz, faço parte do Conselho de Habitação, inclusive fui estagiária desta Secretaria na nossa cidade, quando era estudante de serviço social. Nós tivemos agora a rescisão do contrato com essa empresa, porque a empresa não estava atendendo ao que a prefeitura considerava suficiente e efetivo para poder construir essas casas. Então, nós estamos com as casas paradas no Campos da Serra, com uma demanda enorme, ao mesmo tempo em que no Campos da Serra nós temos um exemplo de que só fazer apartamentos e ceder para as pessoas não é o suficiente. Hoje foi criado um problema social gigantesco no Campos da Serra, porque nós fizemos apartamentos e entregamos as moradias para as famílias, mas não garantimos infraestrutura. E famílias que já estavam acostumadas a ter a sua convivência comunitária a partir de uma casa, e hoje têm acesso a um apartamento pequeno, que muitas vezes nem dá condição para aquela família poder viver com dignidade, e isso gera outros problemas sociais. Então, o Campos da Serra é uma situação que eu quero trazer com mais tempo também para esta Casa, mas que é uma questão que a gente precisa olhar, que não é só apartamento, não é só construir novas moradias que a gente vai conseguir resolver o problema habitacional da nossa cidade. Nós precisamos pensar em um todo. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, vereadora Andressa, na verdade nós tivemos, aqui, em Caxias, um dos melhores secretários da Habitação na época do prefeito Alceu Barbosa Velho. As maiores moradias foram construídas pela gestão do Renato Oliveira, do seu partido.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Com certeza.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Agora, programas têm, é o que mais tem! O vereador Wagner Petrini foi secretário, um ótimo secretário da Habitação, conseguiu diversas casas através do Governo do Estado. Recentemente, semana passada, eu e o secretário da Habitação, José de Abreu, nós estivemos em Brasília, em diversos ministérios, inclusive com projetos para moradia Minha Casa, Minha Vida, cerca de 300 moradias. Tem terreno, tem tudo. Só que o governo federal não tem projetos, programas para Caxias do Sul. Então, se a senhora conseguir ajudar também lá no Ministério, com Lula, enfim, para liberar moradias, porque nós não temos, vereador Estela, mais moradias para Caxias do Sul no Minha Casa Minha Vida. A outra coisa, tem emendas da deputada Denise Pessôa, que é para construção de novos banheiros, essa emenda já está quase pronta. A outra questão, hoje, na Prefeitura, tem o Idair Moschen, que foi vereador dessa Casa, e ele estava responsável pelo Funcap. O maior dos devedores era o Funcap. O Wagner Petrini, quando ele foi secretário, ele disse: “Não, pessoal, vamos reativar esse funcap aqui, vamos nas casas das pessoas, porque elas têm casa, elas têm que subsidiar outras moradias.” Então, o Wagner deu início a esse programa, agora eles estão avançando, estão reformando a equipe. Então, eu quero dizer que programas tem na Secretaria de Habitação...
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Um aparte, vereadora.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): ...Agora, o que falta é o governo federal também ajudar Caxias, porque hoje tem cerca de 11, 12 mil pessoas inscritas no Programa Minha Casa Minha Vida, só que não tem linhas para construção do programa, a não ser essas que o Estado está oferecendo. Obrigado.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereador. Seu parte, vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Então, vereadora Andressa, é muito importante, esse tema. Só na questão das dívidas ativas, ontem a gente recebeu o secretário da Receita, um terço das dívidas são de 25 grandes empresários de Caxias do Sul. Então, quem deve não é pessoas contempladas em programas sociais, quem deve é quem tem. Essas pessoas devem cerca de 2 mil reais, que no orçamento delas é uma coisa que faz muita diferença, que faz muita falta, enquanto a gente tem 25 empresas, grandes empresas em Caxias, que devem mais de 600 mil reais. Então, é importante a gente observar para tomar esse cuidado de não culpabilizar a população, como é o exemplo do Campos da Serra, que você bem trouxe, que é uma política habitacional desgrudada de todas as outras políticas sociais que precisariam ter naquela região. A gente vê também, em relação às enchentes, muitas casas tiveram desmoronamento próximo, tiveram algo ruim ocasionado na casa e muitas famílias, ainda nos dias atuais, ainda agora, já em 2025, não tiveram a limpeza dos seus terrenos, não tiveram o auxílio adequado para conseguir passar por esse momento difícil. Então, a gente precisa, de fato, ser uma cidade mais atenta à questão da habitação. Muito obrigada.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereadora. Vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Vou tentar ser bem em breve. Parabéns, sigo na mesma linha. Acredito que, igual o Campos da Serra, tem que desenvolver uma estrutura, quando é colocado lá as pessoas. E aqui eu queria só fazer um adendo, que faz dias que era para eu ter feito e acabei não fazendo. Vou aproveitar a oportunidade para elogiar o secretário José de Abreu, o Jack, nos recebeu lá na secretaria, foi muito bem. Está presente aqui, mas não é porque ele está aqui que eu vou elogiar, já estava programado isso. Queria elogiar ele, a Bruna e a Daiane, que são duas assistentes sociais, que, quando eu cheguei lá com a dona Eva, lá do Bairro Reolon, que está com problema na casa dela, mesmo sem eu falar qual seria a pauta da reunião elas já tinham toda a história ali, já estavam a par. A gente consegue identificar bem quando a gente chega em uma secretaria, tem gente que finge que se importa, ou tem gente que realmente se importa, e o que a secretaria passou a impressão para nós naquele dia, e através da compra assistida, conseguiram uma casa para a dona Eva no valor de R$ 200 mil, é que eles se empenham e estão procurando trabalhar e fazer o trabalho deles lá, que fica o meu elogio para a secretaria.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereador.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Um aparte, se possível.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Seu aparte, Wagner.
VEREADOR WAGNER PETRINI (PSB): Vereadora Andressa, parabéns pelo tema, cumprimentar o secretário Jack, que está aqui presente. Primeiro, cumprimentar e parabenizar os servidores da Secretaria da Habitação, que fazem um esforço enorme, principalmente no período do ano passado, por ali onde teve diversos eventos climáticos, o pessoal se desdobrou, tanto os servidores da parte social, como a parte da engenharia, financeiro, e principalmente o pessoal de Cachoeirinha. A habitação avança muito, mas a procura, eu estive lá, então sei o quanto é demandada a Secretaria da Habitação na questão dos materiais, vereador Andressa. Por exemplo, os banheiros de madeira são revestidos de PVC, que é para poder atender mais famílias de forma mais rápida. O Funcap, eu estive falando com o secretário, ele já vem trabalhando isso também, a gente fez uma campanha, porque o pessoal tem costume de dizer quando é da prefeitura, terreno, apartamento, o pessoal não paga, não paga porque um falou que não paga, o outro também não paga. Nós tínhamos um índice de 70% de inadimplência naquela época, a gente conseguiu baixar um pouco, e eu sei que o pessoal tem feito esse trabalho. O secretário me informou na semana passada, que em maio inicia, então, as obras dos 440 apartamentos Minha Casa, Minha Vida no San Gennaro, que é uma conquista para a Habitação de Caxias do Sul, e isso vai ajudar muito. Obrigado.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, vereadores, pelos apartes. Só para finalizar, nós... Então, iniciei a minha fala aqui, vereador Rafael Bueno e demais vereadores que fizeram aparte, dizendo que nós fizemos um pedido de informações e retiramos a partir das construções que a gente vem fazendo com a Secretaria. Então, todas as questões que eu trouxe aqui são propostas e elementos que nós estamos buscando participar ativamente. Está aqui o meu assessor Maurício Rossini, que é arquiteto e urbanista, vem contribuindo com os debates e com as construções da Secretaria. Então, o nosso objetivo é fortalecer a Habitação em Caxias para que ela atenda de forma qualificada à nossa população. Reconhecemos o trabalho que vem sendo feito, que foi feito até aqui...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Para concluir... Mas nós estamos nos colocando como propositores de alternativas e de problemas que existem e de soluções que nós podemos buscar. Então, sim, vereadores, esta vereadora está comprometida com a habitação, e estamos buscando desde já, desde o início, alternativas para a gente fortalecer essa política tão importante na nossa cidade, fazendo referência ao secretário que está presente aqui, José de Abreu, que sabe do nosso compromisso e do nosso diálogo. Era isso, senhor presidente. Obrigada.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Bom dia a todos, demais colegas, parceiros, meus amigos, queridos, aqui da Câmara de Vereadores, o pessoal que nos assiste. Só começando, antes de bater, vamos elogiar, vereadora Dani. Começando a elogiar aqui a Secretaria de Urbanismo, a pessoa do secretário, Adriano Bressan, que fez um excelente serviço esse final de semana. A gente esteve acompanhando aí uma operação com os órgãos de segurança, a BM, a GM, o Corpo de Bombeiros, a fiscalização, todo mundo junto, unidos pela mesma pauta, que é, vereador Capitão Ramon, a questão da perturbação do sossego, que é uma das pautas que eu venho falando bastante aqui, e o povo vem sofrendo bastante com essa questão, tanto em bairros como na região central. Até o pessoal no meu Instagram pede bastante por que a gente atua mais ali no centro, na Estação Ferreira, mas é que ali tem um entorno onde junta mais pessoas e acaba tendo uma circulação maior. Mas a gente vai estar cobrando a Secretaria de Segurança que faça também essas operações, através da Comissão de Segurança, vereador Bortola, a gente vai estar cobrando para que junto a gente consiga fazer operações também nos bairros, ou loteamentos, lugares isolados. A operação foi muito legal, parece que teve dois estabelecimentos fechados, mas sempre lembrando que quem tiver tudo certinho, prezando pelo local, pela frente do seu local, pelo entorno, pela quadra, não vai ter o estabelecimento fechado. Então aqui vai o meu elogio ao Adriano Bressan, que sempre foi transparente com o nosso mandato, sempre manda as informações quando a gente pede, nos inclui no governo, na secretaria dele, a princípio, que é o que ele consegue. Então, se mais secretários fossem assim, atuantes, e também nos incluíssem, a gente se sente bem. Então, aqui fica o meu elogio. Segundo assunto, que não deu tempo de falar ontem, foi o vídeo que a gente fez, eu e a vereadora Daiane, na questão do Castramóvel, que é um assunto que a gente vinha falando há bastante tempo, Dai. A gente vem sendo cobrado, e todo mundo aqui sabe que as ONGs divergem de várias maneiras de fazer suas políticas, ou de ver questões como maus tratos e outras questões. Mas se tem uma única questão que junta todas, que engloba todas e que todas convergem, é a questão das castrações. Então, a gente teve muita visualização nesse vídeo principal, mas todas as ONGs postaram também nas suas páginas, isso nos ajudou muito. Então, agradeço o engajamento, a força. A gente não seria nada sem a população, sem a sociedade pressionar. Aqui fica o meu elogio ao a Tamires Piccoli, do Pioneiro, que destacou hoje, que é uma baita matéria, para quem está em casa, pode acompanhar depois no Pioneiro. E o título da matéria condiz com a nossa realidade. Castramóvel está há dois anos parado. Há pouco, conversei com o deputado Scherini, que também era muito cobrado para mandar emenda sobre a questão do Castramóvel, e acabou mandando. Então, a gente precisa cobrar para onde vai a emenda, se está funcionando, se não está. A gente é cobrada, a gente sabe os anseios da população aqui, a gente é vereador. Então, vamos continuar cobrando. Aqui estão as desculpas da prefeitura. Aqui fala que o automóvel foi comprado com investimento de R$ 168 mil, oriundo de uma emenda parlamentar do deputado Scherini, e mais o aporte da Prefeitura de R$ 28 mil. E a gente lembra que foi usado até em campanha do Adiló, isso aí, para ele se eleger. Então, como foi usado em campanha, a gente quer ver também funcionando na prática...
VEREADORA DAIANE MELLO (PMDB): Um aparte, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Na sequência já, vereadora. Contudo, dois meses depois do anúncio, a Prefeitura alegou impedimentos burocráticos para o início do serviço. Na época, a administração estava em tratativas com a empresa. No ano seguinte, em 2024, a administração alegou que o período eleitoral impactou no planejamento do uso, além da falta de serviços para atuar no serviço. O que não impactou foi para levar o Castramóvel até a Festa da Uva e usar para a campanha eleitoral e fazer vídeo. Isso não impactou, mas as eleições impactaram para ele ser colocado e ser usado na prática. Então, aqui, nessa parte, vai a minha crítica. Eu não vou ficar, aqui, falando mais sobre isso aqui, que está todo mundo careca de saber. Agora eu só espero a solução do secretário. Reiterar aqui que o Ramon, que é o adjunto, nos recebeu muito bem, nos tratou muito bem na Semma, nos deu as explicações, foi muito bem. Quem não foi bem foi a Raquel, que está batendo boca com nós, ou escrevendo para mim, ela é servidora da Semma. A Raquel é chefe de equipe da frota e logística, ao invés da Raquel, que quer mídia, eu acho, porque ela está bastante no meu Instagram atuante. Ao invés dela ficar escrevendo no Instagram, ela podia ir procurar a solução junto com o secretário. A Dani Fernandes também, Daniela Fernandes, servidora da Semma: “Engraçado”, ela escreveu, “que o vídeo é bom, caça likes, não responde em momento nenhum porque está parado. Claro, porque a resposta correta não ia conseguir fazer esse sensacionalismo todo. Querem passar informações, pois então passem as informações. Certamente, foi informado o motivo por qual esse veículo está parado, mas com certeza não ia ter repercussão.” Quem tem que botar o serviço para andar, e eu não furei o pneu do Castramóvel...
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou lhe pedir um aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Na sequência. Eu não furei o pneu, eu não deixei com teia de aranha, quem tem que dar explicação é o prefeito, é o secretário, e é quem tem que botar o Castramóvel a funcionar. Não é nós darmos explicação. Eu tenho que mostrar o problema. Se ela não sabe, ela vai estudar o que diz o Artigo nº 31 da Constituição, que nós estamos aí para fiscalizar o Executivo. E também se o pessoal da Semma, e já vai o aviso para as outras Secretarias que a gente está fiscalizando, está tendo muita gente querendo impedir. Próximo impedimento, nós vamos chamar a Brigada Militar, a Guarda Municipal, a gente vai conduzir para a delegacia, porque a gente está no nosso papel e ninguém tem o poder de impedir fiscalização aqui. E também a gente não tem que marcar horário para fazer fiscalização. Então, se não estão gostando, saiam, se licenciem da Semma, Dani e Fran, e venham para a vida pública. Coloquem o nome à disposição, concorram, e aí vocês vão fazer, aqui dentro da Casa, que é para debate, vocês vão fazer o contraponto. A palavra para a vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Hiago, nós estivemos na Semma, como o senhor disse, fazendo uma fiscalização. E acredito que a resposta que elas dizem que para funcionar, ou por que não está funcionando, que elas perguntam na rede social, é a ineficiência. Ineficiência do Poder Público, que há dois anos recebeu o Castramóvel e não conseguiu colocá-lo em funcionamento. É essa a realidade. São R$ 200 mil parados na Maesa, dentro de uma garagem. Diga-se de passagem, graças à nossa fiscalização, eu acredito que a gente deu um livramento para o Poder Público porque ontem ele saiu da garagem e inclusive foi lavado. Ontem aconteceu uma lavagem. Agora a RBS, inclusive, está fazendo uma reportagem sobre o Castramóvel, tive informação, mas ele está limpinho. Por quê? Porque ontem tiraram e fizeram uma lavagem por dentro e por fora do Castramóvel. Ele estava, sim, abandonado. E a gente tinha inúmeras reclamações das ONGs, porque queriam saber onde estava o Castramóvel. E a gente pediu com toda a educação do mundo para nos mostrarem, disseram que não tinham como. Então, a gente foi lá e foi verificar, realmente, a fundo. Eu até conversei com a vereadora Andressa sobre isso e agora parece que até vai ter uma reunião para verificar o que pode ser feito com o Castramóvel. Se a Administração não consegue fazer ele funcionar, que faça se valer a lei de abril do ano passado e que seja cedido para as ONGs.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Elas já fazem muito do serviço público, aqui, em Caxias do Sul. Então que seja cedido para eles e deixem eles fazerem.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Um aparte, vereador.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vamos deixar o povo trabalhar. Era isso, vereador Hiago. Obrigada pelo aparte.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Vereador Claudio.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Eu li a reportagem do Pioneiro, acho que é preocupante a situação do Castramóvel. Obviamente, teve um investimento público significativo, acho que ele deveria funcionar. Acho que tem que ter um terceiro que possa fazer ele funcionar. Acho que tem coisas positivas na exposição do senhor, acho que alguma parcela do serviço funciona, porque eu verifiquei que a FUCS promoveu um número significativo de castrações. Não sou um expert em castrações de animais, também. O senhor sabe, a relação que eu tenho com os animais é, exclusivamente, de amor pelos meus, então não é algo que eu vou opinar acerca de saúde pública. A única coisa que eu queria tratar é que ontem... O senhor tem uma mania muito parecida com uma que eu tenho, que é de apontar o nome das pessoas. E eu sempre tento apontar alguém que é responsável pelo fato. E nessa, especificamente, eu discordo do senhor. Eu acho que o servidor público tem liberdade de discordar da minha conduta, e uma parcela discorda, eu verifiquei diversos guardas municipais discordaram da minha conduta, quando eu falei na tribuna, e eles têm liberdade para isso. Eu jamais vou expor ele; porque, bom, ele é concursado, ele está ali porque merece estar ali. Eu acho que as duas servidoras que o senhor citou têm divergências do senhor, mas acho que não tem uma relação entre ineficiência do serviço público e da conduta próxima... ou a crítica ao senhor. Acho que isso que eu gostaria de deixar claro. Se elas discordam do senhor, simplesmente discordam. Eu acho que se o castramóvel não funciona, a gente tem que chamar o secretário do Meio Ambiente para verificar porque o castramóvel não funciona. Porque não é possível que ele esteja há 24 meses aguardando a utilização e não foi feita uma chamada pública para que um terceiro faça a utilização.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Concordo com o senhor em uma parcela e discordo em outra parcela. Acho que a servidora simplesmente discorda do senhor pela postura que o senhor adota ou pelas posições que o senhor tem, e elas são livres para isso, como são livres para discordar das minhas posturas e das posições que eu adoto. Obrigado, vereador Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Não, só falando sobre essa questão dos servidores...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): No momento oportuno, segue em Declaração de Líder o vereador Hiago Morandi, bancada do Partido Liberal.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Vereador Claudio, não fui eu que dei responsabilidade para elas; elas se dão responsabilidade no momento em que elas comentam e vêm para a briga. Até ocorreu, lá no dia, e vem ocorrendo nas fiscalizações. Quem nos trata mal, quem vem debater na fiscalização não é o secretário, não é o adjunto, são os servidores. Então, eu não estou entendendo até como é permitido isso. Até tinha um veterinário lá na fiscalização e, no início, ele disse que não podia nos ajudar, que ele não tinha autonomia para nos mostrar o castramóvel. Mas na sequência, quando uma pessoa, uma baita servidora veio nos ajudar e disse “não, vou ajudar vocês aqui, até o secretário adjunto chegar”, nesse momento, aí o veterinário se meteu na nossa fiscalização e começou a falar de números. Então assim, ou eles querem a responsabilidade quando convêm, eu não entendo, ou não. Entendeu? Então, quando a corda aperta, quando são expostos, eu não gosto de ter responsabilidade; mas, quando eu trabalho lá, eu quero me meter na fiscalização. Então, eu acho que eles devem se decidir. E tem duas coisas que eu gosto na vida, vereador Claudio, uma é a lasanha da minha mãe, a outra é uma confusão. Então, essa galera aqui me dá muito engajamento. Para mim é bom esses servidores estarem lá comentando meu post; porque, para nós, vai gerar mais engajamento. Agora o Rafael Bueno, o vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, vereador, desse assunto eu posso falar. Até porque, se tem um castramóvel aqui na cidade, é por minha causa e da Tatiane Furlan, a presidente da ONG Vida. E tudo começou quando nós conversamos com a Cíntia Berton, uma protetora, amiga também do Cherini, nos comunicou que tinha um castramóvel que ele deu uma emenda em Esteio. Na época, nós levamos o secretário Osório Rocha. Fomos eu, ele, a Tatiane Furlan, protetora. Nós fomos conhecer o castramóvel que tem em Esteio, similar, igual ao que tem aqui em Caxias, para ver se realmente poderia. Lá está operando igual, o mesmo castramóvel, em um Esteio está operando, e aqui não. Bom, com o mesmo valor de emenda. Foi uma série de emendas que o Cherini distribuiu para o estado, de castramóvel. Então nós conseguimos. Eu garanti essa emenda junto com a ONG Vida e a Tatiane Furlan. Desde o início, o que a gente tinha proposto para o Executivo era que o castramóvel, já que foi indicado pela ONG Vida... O que é a ONG Vida? Ela cuida mais de gatos. Quando teve a pandemia, nós fizemos uma campanha de doação de animais, porque daí o pessoal não saía de casa, e os cachorros e gatos do canil municipal estavam superlotados. Nós conseguimos através da Grégora e da Fabiana de Lucena, chefe de gabinete na época e a da Comunicação, nós doamos mais de 200 animais lá do canil municipal na época da pandemia. Mas precisava castrar. Então chegou o castramóvel, e a gente queria canalizar em uma ONG. Disseram que não era possível, que era a Prefeitura que tinha que fazer a operação dos serviços. Bom, a Prefeitura faz a operação dos serviços. Mas tem veterinário para isso? Não tem. Não tem concursados suficientes. Tem que fazer licitação para comprar os utensílios para fazer a castração, anestesia, fios, enfim. Tem que ter uma caminhonete, um carro específico. A Prefeitura não tem. Tem que ter um motorista. Então, tinha que ter uma equipe. Nós voltamos a sugerir que voltasse para a ONG, fizesse um consórcio entre ONGs. Olha, bota lá no Reolon, fica uma semana parado em frente à escola. Vai o agente de saúde, passa casa por casa meio que obrigando as pessoas a terem que castrar seus animais, para não ter superpopulação e não transmitir doenças. Porque os animais são transmissores e receptores de doenças. Então, nós precisamos cuidar da saúde pública num todo, e a questão da castração é importante para isso. Aí, vereador, nada foi feito também nessa oportunidade. Agora nós estamos nesse novo impasse, porque o carro está parado. Então, eu volto a sugerir ao Executivo, porque parece que agora tem uma determinação nacional, uma lei nacional, enfim, que pode fazer uma parceria com as ONGs. Mas eu vou mais além. Hoje, a Universidade de Caxias do Sul faz um serviço de castração junto com uma terceirizada. É insuficiente o número para a cidade de Caxias. Na época do Sartori e do Alceu, a gente tinha 800 castrações mensais. Hoje, a gente tem 300, e têm mais de 11 mil animais na lista de espera. Cada gato, cada cachorro, se dá uma cria de 6, 7, em 6 meses, já estão mais 6, 7. Então, não consegue girar a fila. Então, nós precisamos fazer essa movimentação desse Castramóvel junto às ONGs. Então, essa é a minha sugestão que eu faço. Eu sei que, realmente, hoje, a prefeitura não tem condições para isso. Nós temos um servidor na prefeitura, que ele é cargo de confiança, o Paulo, veterinário, que ele é um cara que cuida de todas as castrações do município. Tudo está nas mãos dele. Mas, de repente, a gente pode dividir com as ONGs esse trabalho para dar maior fluidez nas castrações do município. Obrigado.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Quem que era o próximo? Capitão Ramon, eu acho. O Daniel antes? Vereador Daniel, desculpe.
VEREADOR DANIEL SANTOS (REPUBLICANOS): Vereador Hiago, colegas. Primeiro, parabéns pelo seu trabalho, porque é esse o papel do vereador, de fazer a fiscalização. Acho que cada um tem o seu método de como fazer isso, isso não se questiona. Só um levantamento, uma informação que é muito importante: nada justifica, também, o equipamento estar naquelas condições que vocês apresentaram. Acho que são duas outras coisas que têm que ser ponderadas. Fiz reunião com o secretário do Meio Ambiente para ter explicações e até ter informações sobre o porquê estava naquela situação, e foi nos passados da questão do licenciamento e regularização dele, que se alastrou por um bom período. Desde o ano passado, está se tentando fazer um meio para que fosse doado, justamente, para as ONGs fazerem uso dela, já que o município tem o convênio com a Universidade de Caxias do Sul, inclusive os vereadores tiveram informação. Mas só para vocês terem uma ideia: só o ano passado foram dois milhões e seiscentos mil reais que o município passou para a Universidade no convênio por questão de atendimento aos animais. Foi um milhão e duzentos somente para castrações, em 2024. Foram 5.500 animais castrados pela Universidade só o ano passado. Claro, isso também não se justifica o descaso, o estado daquilo, da situação. Mas, por questão de legislação, não era permitido que se fizesse a doação desse equipamento para uma ONG. Ainda, na verdade, não é permitido. Então, a reunião, vereadora Daiane, com as ONGs não foi marcada após o vídeo de vocês. Só um minutinho, pessoal. Ela estava pré-agendada já com as ONGs e se tratando disso desde o início do ano, para se achar o meio para que elas pudessem fazer uso dessa ferramenta e não ficar naquela situação que estava lá. Enfim, como eu falei, uma coisa não justifica a outra. Até porque eu digo: não é porque tem o convênio com a UCS que tem que ficar também naquela situação. Mas nunca foi de interesse do município deixar o equipamento abandonado. Sempre se foi tratado o meio para que ele tivesse sido um uso, seja pelo município ou seja pelas ONGs, como está sendo tratado agora, através da legislação que mudou e pode ser concedido, não doado, para as ONGs.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Perfeito. Obrigado pelo esclarecimento, Daniel. O vereador Capitão Ramon.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Vereador Hiago Morandi, parabéns. Vereadora Daiane Melo, meus parabéns. É um orgulho tê-los no nosso Partido Liberal. E a respeito dessa aquisição, a todos que falaram, eu, antes de adquirir qualquer coisa, verifico se isso vai funcionar. Eu não vou ao mercado e compro algo sem saber se vai funcionar. Esse é o primeiro passo. Então, aqui, na matéria do Pioneiro, está dizendo o seguinte: um total de zero castrações. Então, nunca foi feito. Comprou, não analisou antes de comprar, só seguiu. E aí, outro fato que me deixa muito entristecido, para não falar outro adjetivo, é o seguinte, que, em 2024, não conseguiu colocar em funcionamento devido ao período eleitoral, impactou no funcionamento. No entanto, o senhor Adiló Didomenico utilizou na campanha eleitoral. Então, para funcionar, não deu certo. Mas para usar, para fazer vídeo, para ganhar os votos, deu certo. Então, nós temos certo problema. E agora, parabéns pela humildade. Nós temos humildade quando reconhecemos o nosso erro. E, nesse caso, está errado. É a própria Semma que autoriza ou não a utilização do equipamento. Então, se está lá, é ineficiência. Então, eu acredito que nós temos que ter humildade de assumir o nosso erro. No caso, o Governo Municipal assume o erro. E, a partir de agora, coloca em funcionamento. E vai funcionar graças ao empenho dos vereadores, Daiane Mello e Hiago Morandi. Eles que têm que receber o crédito. E assim tem que ser. Não tem demérito se a gente está errado. Está errado, assume o erro, bola para frente e coloca em funcionamento. Muito obrigado.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Obrigado. Vereador Pedro.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado pela gentileza, vereador Hiago. Eu não poderia deixar de expressar também aqui o meu sentimento devido a tantas demandas que a gente recebe do pessoal pedindo no dia a dia. Como todos os colegas vereadores aí, não é diferente, é muito demandado com a situação. Eu, que na época da entrega do castramóvel, era presidente aqui municipal do PL, pude participar da entrega ali junto com o deputado Giovani Cherini, ali nos Pavilhões da Festa da Uva, na entrega para o município. E daí ver o estado que está o equipamento e a situação de modo geral, isso realmente muito me entristece. Obrigado, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Só para finalizar, a gente vai continuar cobrando, na verdade, e fazendo as fiscalizações. Cada um tem um perfil aqui. Nem todo vereador tem papel fiscalizador. Tem vereadores que passaram por esta Casa e que deixaram um legado, fizeram muita coisa e não tinham o papel de fiscalizar. Mas eu espero que os servidores, o pessoal, quando a gente estiver indo, façam, tenham bom senso. Cada um tem o seu perfil aqui na Casa. São 23 lideranças; o povo nos colocou aqui porque, sim, cada um representa um nicho e faz o melhor naquele nicho. Ninguém cai de paraquedas aqui. Quem cai aqui, eu sempre costumo dizer, que trabalhou muito, incansável, e foi eleito. Então, só contem comigo. E dizer para o meu público que a gente está fazendo o que prometeu em campanha. O preço da liberdade é a eterna vigilância. Contem comigo.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Por nossa mudança nesta Casa, hoje o meu bairro, que era o Cinquentenário, é o Cidade Nova, mas de vida é o São Pelegrino. Então, da cidade. Bora! Muito bem, colegas vereadores e quem nos acompanha, no plenário ou de casa. Seja sempre muito bem-vindo, nosso cidadão caxiense. Quem está conosco aqui, acompanhando, eu venho hoje, aqui, nesta Declaração de Líder do PSDB, mais por solicitação do nosso secretário de Turismo e Desenvolvimento Econômico, nosso ex-colega aqui, vereador Felipe Gremelmaier, que gostaria de estar aqui, conosco na sessão, para fazer um convite especial, mas não conseguiu esta semana. Então ele me disse: “De repente tu me ajuda e apresenta o convite lá por nós.” Então, por isso estou aqui. A gente quer, obviamente, convidar em nome da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, em nome do Executivo, para algo muito importante que acontece neste fim de semana, que é o Feirão de Empregos. Acontece no próximo sábado, dia 22, das oito da manhã às quatro da tarde, a segunda edição do Feirão de Empregos, na Prefeitura de Caxias. Então, a gente vai passando rapidinho estes slides, só para dar algumas orientações, as principais, as especiais para vocês. Lembrando que o Feirão faz parte do Plano de Trabalho, do exercício 2025, e ele foi elaborado pelo Conselho Municipal do Trabalho, Emprego e Renda. Ele é uma parceria importante, uma realização do Conselho do Trabalho, Emprego e Renda; da FGTAS, da Fundação Gaúcha de Trabalho e Assistência Social, FGTAS/Sine; e também da Prefeitura de Caxias do Sul. A gente teve a primeira edição dois anos atrás, foi um sucesso. Algumas coisas foram ajustadas, alguns detalhes foram ajustados para a edição que acontece no próximo sábado. Lembrando, então, o segundo Feirão de Empregos é destinado para pessoas acima dos 18 anos ou, então, também há vagas já específicas para jovens aprendizes, então a partir dos 14, obviamente, conforme disponibilidade de vagas. As empresas que participam do Feirão já foram cadastradas, já encaminharam as solicitações e as suas vagas para os inúmeros sindicatos que estão participando, porque é uma grande parceria. Tem vários sindicatos que participam deste momento: Simplás; Sindigêneros; Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria, o Segh; Simecs; o próprio sindicato, obviamente, dos Trabalhadores Metalúrgicos; o Centro de Atendimento ao Migrante; tem Sinpré; tem Samae; tem todo o sistema Fiergs; Senac; Sindilojas. Enfim, muita gente participando efetivamente. Sinduscon, enfim, participando efetivamente do feirão. Então, essas empresas já foram cadastradas e trarão as suas vagas. E é importante que a gente diga que o fluxo de entrada está na tela, agora, mostrando, vai ser a fila, como foi da outra vez, na parte da frente da prefeitura. E na outra vez teve, obviamente, muita procura e uma formação grande de fila, porque é preciso fazer primeiro o cadastro do Sine. Então, o que está se sugerindo dessa vez, que quem vem para participar do feirão, se puder antecipar esse processo, vai agilizar e vai facilitar para ele. Então, vão ter prioridade de atendimento essas pessoas que já tiverem passado pelo Sine. Esse processo começou ontem, mas já pode ir ao Sine, já vai lá, diz qual é a vaga que interessa, então já vai vir cadastrado e com essa cartinha, e vai passar, obviamente, para outra fila, para outro momento, para diretamente passar para a sua entrevista, para a contratação, em outro espaço. Então, quem puder passar antes, vá já ao Sine nesses dias anteriores ao feirão. Mas não significa que só vai poder participar do feirão quem tiver essa cartinha. Não. Pode vir de qualquer forma, só vai atrasar um pouquinho o processo. Vai lá, isso está falando do Sine, da participação dos dez servidores que vão atender os candidatos, mas tem muita gente envolvida, várias pastas, além da Secretaria de Turismo e Desenvolvimento Econômico, muita gente que vai estar envolvida também. Lembrando que esse espaço, como está explicadinho aí, ele vai ser setorizado, então, dividido: indústria, comércio e serviços, os sindicatos do Conselho Municipal de Trabalho, Emprego e Renda vão dar suporte para as empresas. A Prefeitura vai disponibilizar esse espaço do mezanino do centro administrativo, vão ser montados os estandes anteriormente e a desmontagem posterior ao evento. A gente convida todo mundo. A gente sabe, quando nós falamos da dificuldade, muita gente em busca de emprego e, por outro lado, muitas vagas disponíveis. Então, esse é um bom momento. Eu solicito, inclusive, se possível, a atenção dos colegas vereadores que encaminhem, que compartilhem, que convidem nas suas redes sociais, com os seus amigos, familiares, eleitores, enfim, para que participem do Feirão. Obrigada, Presidente.
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VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Senhor Presidente, novamente quero ocupar o espaço desta sessão ordinária para hoje fazer menção de um dia muito importante, que é comemorado no mundo todo, talvez não seja de conhecimento de muitas pessoas, mas, para nós que integramos esta associação, é muito importante. Hoje é o Dia Internacional do Adhonepiano. O Adhonepiano nada mais é do que o participante da Adhonep. Adhonep é a Associação de Homens de Negócio do Evangelho Pleno. Essa associação nasceu em 1951, nos Estados Unidos, foi fundada por um senhor chamado Demos Shakarian, que era um fazendeiro. E, em 82, ela foi trazida para o Brasil pelo empresário Custódio Rangel Pires, e desde 2012 ela é presidida, então, pelo Altomir Régis Cunha, que é o nosso presidente internacional. Nobres pares, colegas que estão aqui, a comunidade que nos assiste, a Adhonep se estende Brasil e mundo afora, sendo que só no Brasil nós temos mais de 1.500 capítulos registrados de pessoas que, por meio de jantares, palestras, convenções, encontros, se organizam e falam sobre família, sobre princípios e valores, sobre finanças, negócios, e, principalmente, sobre o Evangelho. E a Adhonep tem esse propósito, desdobrando-se em três braços principais, que é o apoio feminino, o apoio jovem, do qual eu tenho o prazer de ser o coordenador aqui em Caxias do Sul, e também o Ministério de Prisões, que é um trabalho voltado, justamente, para as pessoas que estão encarceradas, pessoas que estão, infelizmente, por uma situação da vida, algum delito que praticaram, um crime que praticaram, estão atrás das grades, então a Adhonep também procura levar o Evangelho neste lugar e nestes ambientes. Aproveitando a oportunidade também, eu quero destacar aqui, que além de toda essa promoção de eventos, nesse dia 19 de março, o Dia Internacional do Adhonepiano, nós também comemoramos a revista “A Voz”, que é um instrumento de informação que tem a voz mulher, a voz jovem, e a revista “A Voz”, da própria Adhonep, também por meio de uma editora, sediada na sua sede internacional, que é na cidade do Rio de Janeiro, em São Gonçalo, mais precisamente. E para finalizar, Adhonep se estende nas três Américas, na Europa, na Ásia, no Oriente Médio, tem uma base internacional em Dubai, e também no continente africano. E recentemente nós também chegamos à Rússia, fazendo este trabalho missionário evangelístico, através de antares para empresários. Geralmente, pessoas que não vão adentrar a um templo religioso, não vão buscar de maneira formal a fé, uma religião, mas através de um convite para um jantar passam a integrar essa associação e fazem parte. Inclusive, salvo melhor juiz, já esteve presente, o vereador Sandro Fantinel esteve conosco, também nosso assessor da bancada Progressista, o Michel Sonda, também já esteve participando. Então, eu deixo aqui o convite e deixo a parabenização a todos os irmãos adhonepianos do Brasil e mundo afora que comemoram, nesse dia 19 de março, Dia Internacional do Adhonepiano. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado. Bom dia a todos os colegas, vereadores e vereadoras. E eu quero utilizar esse tempo do Pequeno Expediente para tratar de um assunto que, em minha opinião, é um dos mais importantes da cidade, que é tratar de serviço público, que é tratar dos servidores públicos e da valorização dos servidores públicos. Na Legislatura passada, esta Casa viveu momentos muito tensos e infelizes, em minha opinião, que foi a aprovação de uma reforma da previdência que tirou o poder aquisitivo dos servidores aposentados, dos pensionistas que passaram a contribuir depois de aposentados. Nesse momento, o Sindicato dos Servidores está em negociação da campanha salarial. E ontem eu participei da Assembleia dos Sindicatos dos Servidores, da qual sou sócio, porque também sou servidor público municipal, professor concursado. E a informação que o Sindicato repassou aos colegas servidores é de que a gestão do Poder Executivo Municipal apresentou que não tem possibilidade de dar ganho real aos servidores municipais. E aqui eu faço uma reflexão: eu escuto todos os dias os colegas vereadores trazendo suas demandas que serão atendidas pelo atual prefeito, naquilo que lhe compete, o que ele representa, mas através do trabalho dos servidores, na educação, na segurança pública, na FAS, no Samae, nas obras, na habitação, enfim, em todos os setores da nossa prefeitura. Essa prefeitura que é a segunda maior do estado do Rio Grande do Sul, com um PIB, aliás, com uma receita de mais de dois bilhões de reais. E aí eu escutei na campanha eleitoral, e destaco, a minha opção no segundo turno, ao encontro do que o meu partido definiu, foi no prefeito Adiló Didomenico, que se comprometeu a não fazer reforma administrativa, que se comprometeu, vereadora Rose, em mandar para esta Casa 409 e que falou em valorizar os servidores. Se eu não estou enganado, o candidato Scalco tinha um discurso semelhante a esse tema. Eis que, no primeiro ano do governo reeleito do prefeito Adiló, a justificativa é que não tem recurso. E eu quero dizer ao prefeito Adiló e à sua gestão: que essa justificativa não é plausível. Esses servidores que trabalharam ano passado nas enchentes, que estão nas escolas abarrotadas passando calor, que estão nos órgãos da FAS atendendo as Políticas de Assistência Social, que estão na Guarda Municipal sem efetivo, que estão na Secretaria de Obras abrindo bueiro, que estão na nova Secretaria de Limpeza Urbana fazendo todos os serviços que dão conta das políticas públicas do nosso município. Valorização não se faz com discurso. Valorização não se faz com promessa de campanha. Valorização não se faz com narrativa. Valorização se faz com ação e com prática. Bento Gonçalves aprovou uma reforma administrativa e nós não iremos para esse mesmo caminho, eu espero. Porque, ontem à noite, conversei com o secretário Dornelles, ele me disse que a negociação continua. Eu assim espero. Neste momento, com a função que me compete de presidente do Poder Legislativo, e na medida em que nós temos servidores públicos nesta Casa que tocam os serviços, porque nós passamos, os nossos assessores passam, mas os servidores ficam aqui. Eu não fui procurado pelo sindicato e nem pelos servidores. Mas com o orçamento que temos e com a responsabilidade de valorização que temos, eu quero dizer que nós vamos trabalhar para que os servidores do Poder Legislativo sejam valorizados, abrindo mais concurso, nomeando mais servidores e, se for possível, eu quero anunciar aqui, se for possível, nós vamos trabalhar para que os nossos servidores tenham um ganho real. Porque eu defendo isso, que os metalúrgicos, que a categoria de serviços e todos os trabalhadores e trabalhadoras sejam valorizados. É uma pena que o Poder Executivo dá um mau sinal dizendo, já de antemão, que não tem recurso para valorizar os servidores, enquanto os colegas estão trabalhando de forma sobrecarregada. Voltaremos com esse assunto. E o Poder Legislativo fará sua parte e trará esse tema sempre, da valorização do serviço público através da mão de obra dos servidores desta Casa. Muito obrigado.
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VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Senhor presidente, demais nobres colegas aqui presentes, você que nos acompanha da sua residência. Hoje eu venho trazer, aqui, um caso de um cidadão bento-gonçalvense, um garotinho de dois anos, Theo Damian. Então, o Theo nasceu prematuramente, nasceu enxergando e, aos quatro meses de idade, ele perdeu a visão. A mãe percebeu que ele havia perdido a visão quando o amamentava e percebia que ele não estava acompanhando com o olhar. Então, desde então, a família iniciou uma luta, uma luta para que esse jovem cidadão brasileiro, rio-grandense e bento gonçalvense voltasse a enxergar. Foram realizados diversos exames com os mais variados oftalmologistas e descobriram uma doença chamada retinopatia da prematuridade, ela atinge bebês nascidos antes das 32 semanas. Então, ocorre um descolamento da retina se não tratada precocemente. Isso pode acontecer com qualquer um. Então, aqui nós temos que ter empatia e compaixão com essa família que está precisando da nossa ajuda no momento. Da minha, da nossa e de você, que está nos assistindo na sua residência. A família encontrou um tratamento na Tailândia. Agora, aos dois anos de idade, Theo Damian tem uma esperança de voltar a enxergar, voltar a ver as cores, não somente ouvir. Ele poderá voltar à sua vida normal, como já era antes dos quatro meses de idade. Para isso ele necessita de dinheiro, para fazer esse tratamento. A família está em busca de conseguir R$ 500 mil para fazer essa ida à Tailândia e conseguir que seu filho volte a enxergar. Então aqui, para você que está nos assistindo, a Record já fez uma entrevista com essa família. Essa família tem uma vaquinha ativa. Quem estiver nos acompanhando, está aqui na televisão da TV Câmara. Tem uma vaquinha ativa, tem a rifa do GreNal, tem uma vaquinha ativa. Então, quem puder clicar, eu vou clicar neste momento, aqui, para vocês saberem quanto está o valor atualizado. Então, no momento, a família arrecadou R$ 27.936,00. Se esta mensagem tocar o seu coração e você também puder fazer um Pix, não é muito. Quinhentos mil reais de uma pessoa só é muito, e a família não tem condições. Mas quando nós todos... E já esgotaram os valores lá de Bento Gonçalves, por isso que nós estamos aqui em Caxias do Sul, a segunda maior cidade do estado. E nós, como já fizemos nas enchentes e como já fizemos na pandemia, nós, gaúchos, não abandonamos os nossos gaúchos. Então, eu conto com você que está nos assistindo para fazer uma doação. É um valor, qualquer valor necessário, que não vai fazer falta no seu dia a dia, mas para essa família pode ser a luz no fim do túnel. Então, eu conto com o seu apoio, conto com a sua ajuda, faça a doação. Está aqui a vaquinha. Depois, nas minhas redes sociais, eu vou divulgar o link. Mas quem estiver nos assistindo está ali, www.vakinha.com.br/5331649. Repetindo, www.vakinha.com.br/5331649. Essa é uma doença. Não é partidário. Então, aqui não estou falando de partido político ou de uma ideologia, aqui são de ações, o que a gente pode fazer enquanto cidadão. Não podemos verificar uma situação como essa e passar despercebido. O que nós podemos fazer? Nós podemos ajudar. Por vezes a gente aponta o que os outros podem fazer. Eu costumo dizer que eu faço. A gente tem que parar de falar e fazer. É assim que eu vejo um político, e eu entendo que nem todos são assim, mas essa é a minha visão. Nós temos que fazer mais do que estamos falando. Muito obrigado, presidente. Obrigado a todos que estão nos assistindo.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu não combinei, mas eu também, o meu tema era sobre essa questão dessa medida que finalmente foi para o Congresso, foi anunciada ontem pelo presidente e eu acho, vou aqui fazer um apelo, além dos nossos deputados, além dos colegas vereadores, também para a imprensa, porque eu vejo muitas notícias que agora quem ganha acima de 50 milhões será taxado... 50 mil, desculpa. 50 mil ao mês, 600 mil ao ano. Quando o foco central não é isso, o foco é que quase 90% da população, cerca de 90% de alguma maneira, porque não é só quem ganha abaixo de 5 mil que vai ser beneficiado, vai ter um desconto progressivo aos trabalhadores, especialmente esses de classe média, se podemos dizer assim, mas uma grande gama de população que não entra naquela questão mais carente dos 2 mil, abaixo dos 2.800 reais hoje, para 5 mil. Então, é a população, mas é toda a sociedade brasileira que vai lucrar com isso, porque na medida em que aquelas pessoas, até mais carentes ou classe média baixa têm o poder de compra, é todo mundo que se beneficia. Isso é uma das coisas que eu acho que os grandes, algumas pessoas que são contra esse projeto não se dão conta, porque quanto mais dinheiro circulando na sociedade, é melhor para todo mundo. É melhor para a cidade, é melhor para a economia, é melhor, inclusive, para os grandes empresários. Então, eu acho que, está de parabéns, gostaria que a imprensa noticiasse quantas pessoas serão beneficiadas com isso. E não aquele mínimo que talvez vá contribuir um pouquinho mais, porque ganha acima de 50 mil por mês declarado, porque a gente sabe também, tem muita gente que não precisa declarar. Os assalariados, quem ganha contracheque, quem ganha serviço público, os servidores públicos, tem tudo ali, não tem como burlar, não estou dizendo que alguém burlaria, mas está ali. Agora, a gente sabe que tem muitas coisas que não são declaradas. Então, quero assinar, vereador Elói, quando for feita essa moção, acho que nós podemos fazer duas, uma de apoio a isso no Congresso, mas uma de repúdio, se tiver, que eu espero que não tenha nenhum deputado estadual contra, mas eu sei que tem, infelizmente. Esse dia eu estava passando, saindo da farmácia do IPAM e uma pessoa me atacou, eu estava no carro e me chamou uma mulher: “Olha, tu tem que fazer toda a força para passar aquilo que o presidente Lula falou dos 5 mil reais.” Me disse. Tá, eu falei: “Olha, no que depender dos deputados, das deputadas do PT, tu pode ficar tranquilo, vão fazer o maior esforço para passar isso aí. Mas não somos nós que não estamos querendo.”, “Sim, são, porque isso e aquilo.” Outro dia eu vi também o ex-presidente falando que ele tem que votar em 2026, e se não for ele, ele vai votar através do Congresso. Então, ele pede para as pessoas votarem nos deputados da base dele. Então é isso, muitas vezes a gente faz muito debate do governo, do presidente, do Executivo, e o Legislativo é um Legislativo conservador, muito pior do que conservador que temos lá, e que muitas vezes nada do que é proposto passa. Então, eu acho que isso também tem que ser feito um grande debate, a população precisa saber quem realmente está do lado da maioria da população. Eu nem vou dizer dos menos, porque aqui é 90%... Ou quem está do lado daquela minoria mais rica do Brasil, e isso nós vamos saber loguinho quando entrar esse debate mais na pauta...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Peço uma parte, vereadora Rose, se possível?
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Só... Quem pediu?
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Aqui, o capitão Ramon.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Rapidinho então, porque...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Só uma consideração sobre essa medida. Eu vi, a respeito disso, eu vi ontem na mídia, que o vereador Elói Frizzo falou também. Nós temos o FGTS, que é um dinheiro do trabalhador, que poderia ser utilizado pelos trabalhadores. Agora o governo federal abriu uma linha de crédito utilizando o FGTS como garantia, só que isso é ruim, porque aí você deixa os juros com os banqueiros. O interessante seria o quê? O FGTS direto para o trabalhador. Só essa consideração. Obrigado.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom, isso depois a gente debate, não vai dar tempo. Mas eu quero dizer que essa isenção, e mais, a compensação que é necessária, porque ninguém quer tirar dinheiro do poder público, não vai gerar um centavo para o governo, é tudo que vai circular na sociedade.
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VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Meu caro presidente, senhoras e senhores vereadores, senhoras vereadoras, a todos que nos assistem pela TV Câmara ou através das redes sociais. Nessa segunda-feira, o leão foi solto. O leão que eu falo é o leão do imposto de renda. E essa é sempre uma preocupação dos trabalhadores, especialmente da classe média. É a tal da declaração do imposto de renda e quanto ele vai ter que pagar de imposto de renda, especialmente aqueles trabalhadores que ganham um pouco mais que o salário mínimo, ganham até essa faixa dos R$ 5 mil. Em várias oportunidades, nesta Casa, nós aprovamos moções, nos anos que passaram, onde denunciávamos uma ação muito ruim de parte do governo federal, que era a não atualização da tabela do imposto de renda. E, cada vez mais, o leão avançava sobre a renda dos trabalhadores, especialmente da classe média de um modo geral. E nós não tínhamos uma ação efetiva de parte do governo federal no sentido de corrigir a tabela do imposto de renda. Durante a campanha à presidência, ambos candidatos prometeram que fariam a correção da tabela. Para minha grata surpresa, saindo da letargia que estava o governo federal, da postura defensiva que estava se encontrando, prisioneiro de um Congresso conservador, defensor dos interesses da minoria rica deste país, finalmente o governo Lula, no qual estamos presentes através do vice-presidente Geraldo Alckmin, do meu partido, o PSB, encaminha ao Congresso a correção da tabela, então, prometida para R$ 5 mil. Sei que isso é só para o ano que vem; não tem problema nenhum. Mas pelo menos temos a expectativa de que essa correção há de acontecer e, portanto, o Congresso há de cumprir, aprovando essa medida, corrigindo a tabela. E por incrível que pareça, deputados federais, inclusive do Rio Grande do Sul, se colocam contra a proposta dizendo o seguinte: Que não tem que tabelar os mais ricos, vereador Cristiano, aquelas 142 mil pessoas no Brasil que puxam para si 50% da renda nacional. Essa turma que não paga um centavo do imposto de renda, porque joga todas as suas despesas nas suas holdings, nas suas empresas e assim por diante, e não paga um centavo. Se há uma coisa que eu aprendi aqui na Câmara Municipal de Vereadores, que é a única coisa que a gente não pode reclamar aqui, meus colegas vereadores, é do desconto do imposto de renda, não tem como. Desde que eu estou aqui, sempre lá, 27,5, direto, na fonte, recolhido, e depois tu vai ter que justificar lá para não pagar mais ainda, na declaração do imposto de renda. Portanto, eu quero saudar, saudar a iniciativa do Governo Federal de encaminhar esse projeto ao Congresso Nacional, porque, de fato, finalmente, uma medida efetiva de interesse do povo trabalhador, de interesse da classe média, que é corrigir a tabela do imposto de renda. E quero, com mais tempo, poder denunciar, aqui sim denunciar, deputados federais do Rio Grande do Sul que dizem que estão ao lado do povo, estão defendendo os interesses do povo, mas estão lá para votar e para bloquear, bloquear iniciativas como essa, porque efetivamente, eles estão lá para defender os interesses dessa “catrefa” que comanda esse país há 500 anos e que acumula toda a riqueza produzida nesse país. Então, vamos dar nome aos bois. Prometo aos senhores que vou acompanhar de cima essa participação dos deputados federais do Rio Grande do Sul e aí vamos apresentar a moção aqui também de repúdio à posição desses deputados e eu quero ver qual vai ser a posição dos colegas vereadores aqui nesta Casa, porque a questão mais fácil que tem, e concluo, senhor presidente, é simplesmente dizer o “governo tem que gastar menos.” Mas gastar menos aonde? Na saúde? Na educação? Na habitação? O governo tem que gastar menos do ponto de vista de pagar juros para a agiota, para banqueiro internacional, para rentista. Aí sim que o governo tem que ter coragem e bancar uma postura. Por exemplo, da Reunião do Copom lá, não sei o quê, juros a 14%. É isso que nós queremos? Fica aqui então a minha saudação ao governo federal, ao presidente Lula, vice-presidente Geraldo Alckmin...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Ministros que encaminharam esse projeto ao Congresso Nacional, e vamos aguardar a tramitação desse projeto. Era isso, senhor presidente, muito obrigado.
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VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia, novamente. Peço desculpa aqui pela confusão, mas eu quero aproveitar que o vereador Hiago falou sobre os comentários e trazer uma coisa que me chateou muito ontem. Nós discutimos o pedido de informação em relação aos valores das emendas que não estão sendo executados. Foi um debate superimportante aqui dentro da Casa, onde todos nós botamos o nosso pensar. Acredito que o vereador Daniel, como líder de governo também, está pensando em como solucionar essa questão. Mas um meio de comunicação aqui da nossa cidade, a Rádio Caxias, fez a publicação falando como é que tinha sido a discussão, o que nós tínhamos discutido. Tem mais de 20 comentários nessa publicação, e se a gente for ler, nenhum deles está elogiando a nossa ação enquanto vereadores, todos estão me criticando enquanto pessoa. A minha incapacidade de estar aqui, a minha incapacidade de ocupar o cargo que eu ocupo, a minha falta de saber o que é uma emenda. Esses questionamentos vieram.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Vou pedir um aparte para senhora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): E eu acho importante trazer isso aqui para dentro, assim, porque logo que eu entrei...
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): ...essas eram coisas que me machucavam muito, assim, que me faziam, de fato, duvidar da nossa capacidade de trabalho. Mas agora, vendo na realidade, como é que foi o nosso debate, a importância do nosso debate, como isso ainda vai gerar muitas coisas positivas para a cidade, eu só fico com pena de quem perde o seu tempo para destilar tanto ódio nas redes sociais.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Aparte, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Pessoas que te xingam, xingam a tua vida pessoal e perdem a noção do que é a política, do que é aceitável, enquanto o nosso valor e a nossa ética de ser humano. Então, aos que acham que eu não sei o que é emenda, eu digo que eles não sabem o que faz um vereador, então, que eles também procurem as respostas. Seu aparte, vereador Claudio.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Minha solidariedade à senhora. Eu tenho feito uma defesa intrínseca, desde que eu cheguei a esta Casa, da nossa solidariedade um ao outro aqui, do nosso respeito necessário e da divulgação do nosso trabalho. E eu estou aqui para estar ao lado da senhora nesse momento e vou lhe falar que se qualquer atentado à sua honra, e mais do que isso, qualquer atentado ao modelo que a senhora trabalha por ser quem a senhora é, eu acredito que a gente tem que ingressar judicialmente. Se a Casa, vereador Lucas, tem departamento jurídico específico para isso, eu acho que ele tem que estar à disposição da vereadora Estela para promover notificações extrajudiciais. Tem coisas que passam da liberdade de discordar. E quando passam a ofender, nós no exercício, o senhor sabe que nós temos gabinetes enxutos, que nós temos um salário inferior às outras cidades da nossa média, que eu acho que é um salário bom, mas é inferior na média global. Nós temos um custo inferior aos demais e isso, não ter um assessor jurídico por bancada, eu sei que a bancada do PT não tem, prejudica uma parcela significativa essa defesa que nós fazemos à nossa própria honra. Eu sou vereador, mas mais do que eu ser vereador, eu tenho família e tenho certeza que a senhora tem família. Eu ler a mensagem não me causa nenhum prejuízo, até porque o senhor sabe da minha boa prática, que eu ligo para o meu sócio e ingresso judicialmente imediatamente. Agora, o que me ofende, e tenho certeza que ofende a senhora, é sua mãe ler a mensagem. É a minha mãe ler a mensagem. É a minha companheira ler a mensagem. Eu acho que a gente tem que ter um retorno pronto disso, vereador Lucas, e convoco o senhor, a Mesa Diretora desta Câmara, para que coloque à disposição quem trabalha no departamento jurídico aqui. Nós não estamos aqui, exclusivamente, para apresentar parecer. Nós estamos aqui para mostrar que a política é uma forma de mudar a vida das pessoas. E se as pessoas não têm a concepção disso e cometem um crime com a senhora, como eu creio que cometeram, elas que respondam pelo crime e respondam pelo ataque civil que lhe promoveram. Obrigado pela gentileza.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigado, vereador Claudio. Vereador Andressa, seu aparte.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Estela, toda a minha solidariedade, nossa solidariedade.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Um aparte, vereadora Estela.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): E acredito que nós, que somos pessoas públicas, a gente sempre vai receber críticas, e não é esse o problema. Mas a questão é como essas críticas são feitas e o porquê essas críticas são feitas e como as coisas acontecem na nossa sociedade. Eu não poderia deixar de falar da questão de gênero. Eu percebo que nós, mulheres, somos criticadas, eu até analiso as redes sociais de outros colegas para ver algumas coisas, mas vejo que a crítica em relação a nós, quando vem, ela é sempre diferente. É sempre nos fazendo, falando como se nós não soubéssemos de nada, como se a gente não fosse capaz de nada, nos descredibilizando totalmente, e isso é um desrespeito total com a senhora. Então, conte comigo, e tenho certeza, com todas as mulheres. Outro dia eu estava conversando com a vereadora Andressa Mallmann, que nós vamos trazer também o debate para esta Casa, porque a gente percebe algumas coisas que são estruturais, mas nós precisamos combater, porque nós precisamos ser respeitadas nos espaços que nós estamos. E a senhora tem toda a legitimidade, foi eleita para isso, e tem toda a capacidade. Então, conte com a gente, e conte comigo, particularmente, para enfrentar essas questões.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereadora Andressa. Vereador Hiago, vereador Calebe, infelizmente, eu não vou poder conceber aparte. Mas eu acho oportuno, acho importante a gente ver, só para concluir, que, independente do caráter político de cada um de nós, a gente tem a mesma percepção. Estamos aqui fazendo o nosso trabalho, merecemos respeito, nossas famílias merecem respeito, nós mulheres merecemos respeito à nossa intelectualidade, aos nossos corpos, e isso não pode ser colocado em dúvida, toda vez que a gente traz uma proposição para esta Casa. Muito obrigada.
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VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado, presidente. Em primeiro lugar, sou solidário, vereadora Estela, naquilo que atinge a sua honra.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Aparte, vereador.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Sim. No momento oportuno, eu já lhe passo. Mas eu confesso que, para mim, eu achei bem diferente. São muitas coisas que eu tenho aprendizado aqui, tem sido de grande aprendizado para mim aqui nesta Casa. Uma das coisas, assim, que eu nunca tinha percebido até hoje é que a Casa, o jurídico, segundo o Dr. Claudio, o presidente Lucas, pode se posicionar contra, então, os comentários das redes sociais e tudo mais. Com certeza eu sei que há aí justiça para tudo. Se alguém lá ofender alguém, eu acho que essa pessoa já sabe que a rede social, a internet não é uma terra sem dono; a gente sabe disso. O que eu não tinha conhecimento é que se eu vir comentários abaixo lá, sobre o trabalho dos parlamentares, a Casa poderia se posicionar, defender o parlamentar, inclusive, com ofensas de redes sociais. Para mim é novo o fato. Estou aprendendo aqui muito. Mas é bom que se saiba disso, porque a gente pode se valer também desse benefício. Obrigado, presidente. Seu aparte. Desculpa, vereador Hiago.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Um aparte, vereador Pedro.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Sim.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Obrigado, vereador Pedro. Também reitero as palavras do presidente da Casa. Contem comigo. Sou contra qualquer tipo de violência. Se fizerem aqui, para alguém do PT, do PCdoB, de qualquer partido que seja, eu vou ser contra. Podem contar comigo nessa luta, tá? Mas eu também sofro, ninguém é diferente aqui, somos pessoas públicas. Eu também sofro muito. Por exemplo, com a declaração da vereadora Andressa, quando ela falou sobre a questão, o vereador Claudio também queria levar para o MP a questão dos moradores de rua, a gente teve vários comentários dizendo que eu surro moradores em situação de rua. A gente fez ato notarial de todos os comentários e a gente vai entrar, nas próximas semanas, também com ação contra essas pessoas aí. Também queria dizer que recebo... Eu tenho uma regra lá no meu Instagram, que a gente só bloqueia, vereador Capitão...
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Peço um aparte, vereador Pedro.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Eu só bloqueio quem me ameaça de morte. Eu tenho um grupo que chama Lista dos que ameaçam, com várias ameaças ali, até para a minha família. Aqui eu reitero ao pessoal que me assiste, principalmente aos haters que, se forem fazer alguma coisa algum dia, façam e façam bem feito. Porque de ameaça, eu não nasci de susto. Quando entrei para a vida pública fiz uma aliança com pessoas comprometidas a mudar esta cidade, pessoas que não aparecem, ficam nos bastidores, mas que, se um dia cometerem alguma injustiça para mim, podem ter certeza que não irão escapar ou deixar a injustiça imperar. Eu estou aqui, gosto sempre de lutar contra injustiças. Então, qualquer violência psicológica que seja, ou principalmente quando entra na questão da nossa família. O vereador Claudio fala muito sobre a honra da família, eu admiro isso no senhor, já notei isso. Então, a família é nossa base. Eles não são políticos, a gente é. Então, contem comigo nisso. Obrigado, vereador Pedro, pela declaração.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Disponha, vereador Hiago. É bom saber, é bom que se diga, então, que há esse suporte jurídico. Eu não sabia, não tinha conhecimento. Eu peço que, em momento oportuno, o nosso presidente possa explicar melhor sobre isso. Inclusive um benefício, né, vereador Hiago? Que você vai poder se beneficiar. Eu sou solidário a você, assim como à vereadora Estela também.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador Pedro.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Sim, em momento oportuno, presidente. Seu aparte, vereador Calebe.
VEREADOR CALEBE GARBIN (PP): Rapidamente. Vereadora Estela, minha solidariedade à senhora. Eu fiz questão de procurar a matéria, à época, quando fiz a propositura da Frente Parlamentar Evangélica, que depois se fundiu com a do vereador Pedro Rodrigues. E falamos, foi consolidada nesta Casa. Inclusive, hoje temos reunião de instalação da Frente Parlamentar Cristã. Só no Portal Leouve 357 comentários. No Facebook e no Instagram foram 219. Dentre os quais, os senhores podem visitar ali, vão observar de tudo, de todo o espectro político. O que eu levo para mim? Algumas lições. O vereador Hiago falou sobre a lista daqueles que ameaçam de morte, né? Eu respondo a quem votou em mim. Eu tenho bem mapeado quem me elegeu. Geralmente, a crítica de quem te elegeu não é pública. Vem uma crítica no privado, uma chamada de atenção, e é construtiva, exatamente. Então, minha recomendação, um pequeno conselho à senhora é isto: filtre isso e não se deixe abater. Se perder tempo lendo comentário, vereadora Estela, a senhora não vai fazer nada dentro desta Casa. A senhora sabe bem disso. Geralmente, quem fala muito, sabe pouco; quem sabe bastante, fala pouco; quem tem bastante conhecimento, fala pouco e quem sabe pouco, acaba falando muito, falando demais e peca pelo excesso. Então, minha solidariedade. Obrigado, vereador Pedro.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Disponha, vereador Calebe. E é bom que se diga. Parabéns pela sua fala. É bom que se diga. O vereador Claudio é uma pessoa que eu me balizo muito na fala dele, muito técnico. Ótimo profissional, parabéns. Mas se nós levar tudo aqui que acontece de crítico e fala em rede social, já teve parlamentar aqui que usou adjetivos que eu não vou repetir aqui para os comentaristas de rede social. E a gente tem que respeitar. Mas vira uma bagunça se nós dermos importância para tudo isso. Vereador Ramon.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Só para reiterar aqui, vereadora Estela, eu estendo ao senhor também, vereador Hiago. E aquilo que eu falo: ninguém, não vou usar o termo que eu ia dizer aqui, mas ninguém ataca quem não tem relevância. Esse é o termo que eu vou dizer. Ninguém ataca quem não tem relevância. Então, se estão sendo atacados, é porque tem relevância. E um ponto que eu falo a respeito é o seguinte: todos os comentários, as críticas, eu aceito, mas teve um cidadão em especial que ele atacou a honra da minha mãe, não foi nem a minha. Então, para esse cidadão, inclusive dia 16 de abril, nós temos um encontro, eu e o senhor, na Justiça. Por quê? Porque quando ataca a honra da minha mãe, e não foi qualquer ataque, eu convido as vereadoras aqui, as sete vereadoras mulheres, a lerem os comentários que esse cidadão auferiu a minha santa mãezinha. Então, eu não fiz nada com ele, não vou fazer, eu vou deixar a justiça. E eu sei que a justiça tarda, mas não falha. Nos vemos dia 16 de abril, meu amigo.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Muito obrigado e desculpa, presidente, por não ter conseguido lhe passar aparte.
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VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): A assessoria já mandou aqui, teria 30, mas vou ler só dois relatos, vereador Calebe. O primeiro: “A verdade é que, enquanto tiver um parlamento onde o vereador mais votado simplesmente é eleito por agredir moradores de rua, nada vai mudar.” O segundo: “Tranquilamente, trago a vocês mais de 50 relatos de moradores de rua que já sofreram coação e agressão do Hiago e de outros cidadãos de bem, que não fizeram nada além de serem vítimas de um sistema injusto.”
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Na verdade, esse comentário aqui, eu dou risada, na verdade. Primeiro, também, até a vereadora Andressa já trouxe. Eu não queria voltar nesse tema, porque já está batido, já passou isso aqui, mas a vereadora Andressa trouxe a questão dos moradores de rua, que a gente teria dado choque neles, alguma coisa assim. Eu trabalhei em uma loja de armas dois anos e pouco. Todas as mulheres que eu atendia que me pediam uma “arminha” de choque, eu sempre mandava não levar. Eu mandava levar spray de pimenta, que era melhor na dispersão. Sempre fui contra o choque, então, eu nunca liguei uma arma de choque. O que resolve sempre o empoderamento feminino mais do que uma medida protetiva, é um 38 carregado, é uma Glock na cintura, que é isso que eu defendo para a mulher. E a questão desse tipo de relato aqui é relato que vai crescendo, vai crescendo a mentira e, sendo contada mil vezes, se torna verdade. E aí, quando a minha mulher ou o meu filho são atacados por esse tipo de coisa, parece que é menos que as outras lutas lá fora.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Então, parece que a gente vale menos. De imediato para a vereadora Daiane.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Vereador Hiago, também não tive tempo de me solidarizar com a vereadora Estela. Me solidarizo, assim como ontem, vários vereadores se solidarizaram comigo, com a situação. E eu digo que muitas coisas o pessoal nem lê porque se eles tivessem realmente lido a reportagem, eles saberiam, ou assistido à sessão da Câmara, eles sabem do que a gente está falando. No Facebook da Câmara também foi colocado o que eu falei ontem na tribuna. E o pessoal começou como se eu estivesse reclamando de uma abordagem da polícia ou alguma coisa assim. A gente responde o que é viável a gente responder, mas o básico é para eles lerem as reportagens e se informar do que é falado. Ontem o debate, como a vereadora Estela falou, foi muito propositivo a questão das emendas. E a senhora tem muita propriedade para falar, afinal a deputada Denise Pessôa trouxe muitos recursos para cá e muitos estão parados, assim como outros deputados. Vereador Hiago eu sei que sofre muito isso nas redes sociais. A minha sugestão da Câmara, para o presidente Lucas até mesmo, daqui a pouco se não conseguir atuar nas nossas redes sociais por serem mais volumosas, enfim, mas que em sites de notícia, nos sites da Câmara, no Facebook da Câmara, daqui a pouco essa atuação é bem viável. Era isso. Obrigada, Hiago.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Beleza. Só para complementar, Capitão Ramon, muita gente fala que eu gravei os vagabundos lá que a gente pegou incendiando o contêiner, Gravei com a Guarda Municipal para ganhar voto. Não. A prova que não é porque ontem eu fui numa audiência, no meio da tarde, quatro horas eu fui numa audiência para testemunhar contra vagabundos que roubaram a loja que eu trabalhava em 2016. E no dia nem o gerente ou os vendedores quiseram pegar, mas eu peguei. Reagi ao roubo lá, peguei os dois vagabundos. Eram uma facção, um grupo que roubava todas as lojas no Estado inteiro, a última loja que eles roubaram foi a nossa e se deram mal. Eu peguei porque eu sempre fui contra a injustiça. Naquela época eu não era candidato a nada, nem conhecia a política. Meu pai também reagiu e encheu de tiro vagabundos lá na Praia Paraíso, há um ano atrás, e não se arrepende, com arma legalizada, tudo certinho, legítima defesa, que aqui o CPP ou todos os artigos aí nos amparam, o Artigo 25, que lá está escrito “repelir injusta agressão atual ou eminente.” Então, pode ser com uma panela, com um carro, ou com munição se tu tiver, que foi o caso, que meu pai foi muito bem naquela ação contra vagabundos que também haviam roubado 20 casas na praia, mas a última que roubaram foi a nossa, que foram recebidas com bala. Então, não é feio falar isso, não é feio defender essa cultura. Capitão Ramon, palavra contigo.
VEREADOR CAPITÃO RAMON (PL): Vereador Hiago Morandi, a minha total solidariedade com o senhor. Então, eu sei que o senhor é vítima de diversos ataques pelas suas ações de fiscalização, e nós temos que tomar o devido cuidado, eu sempre tenho esse cuidado de quando fazer uma crítica eu não ataco a honra da pessoa. E aqui as diversas críticas que eu faço é contra as ações tomadas, não contra a honra da pessoa. Porque foi aquilo que os vereadores todos falaram, imagina o seu filho lendo isso, imagina o seu pai, a sua mãe, o quão abaladas que elas ficam. Está aqui o nosso vereador Fantinel, na situação que ocorreu na última legislatura. Então, o que a família dele sofreu por uma fala que ele fez, talvez foi um pouco infeliz na fala, mas não merece ser atacado a honra da pessoa. E parabéns pela sua conduta, continue assim. Se o senhor está incomodando, sinal que está indo bem.
VEREADOR HIAGO MORANDI (PL): Muito obrigado. Seria isso, presidente.
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VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Presidente, meus cumprimentos ao senhor, meus cumprimentos a quem nos acompanha de casa, meus cumprimentos também àqueles que nos acompanham pelas redes sociais. Primeiro eu queria falar do Castramóvel, falei um pouquinho antes, e queria tratar da servidora Daniela Ferrari, que é advogada, servidora do departamento jurídico da Semma. Primeiro eu queria reiterar o que eu me manifestei anteriormente para o vereador Hiago e para a vereadora Daiane. Eu achei inadmissível ele estar parado há dois anos.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Peço um aparte.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): E nesse caso específico eu pedi para que ela me informasse quais são os fatos que nos trouxeram há 24 meses sem movimentação. Primeiro que ela me passou, presidente, que os processos da Semma, processos administrativos, multa de árvore, requerimento de liberação de alvará, essas coisas que são de competência da secretaria, elas estavam com cinco anos de atraso quando ela assumiu. Então, bom, se nós tínhamos cinco anos de atraso, nós tínhamos cinco anos para resolver. E, obviamente, para te colocar em um ano cinco anos, precisa trabalhar 400%. E ela me informou que depois que ela assumiu essa função, colocaram em um dia. Mas eu pedi para ela: “E por que o Castramóvel não está funcionando?” Que é isso que o senhor quer saber, o que eu quero saber, e que não tem nenhuma relação com ela. E ela me falou que quando houve a licitação do Castramóvel, havia previsão da licitação que, mais do que a entrega do Castramóvel, houvesse um seguro nesse Castramóvel. O secretário de Meio Ambiente à época determinou, e esse um cargo indicado pelo prefeito, que esse Castramóvel não deveria sair sem o seguro. Se eu fosse o prefeito, ou se eu fosse o secretário de Meio Ambiente, imediatamente oficiaria a procuradoria do município e a Celic, pedindo autorização para utilizar o Castramóvel ou para contratar um novo seguro, o que não foi feito. Agora, o que eu queria deixar claro aqui é que responsabilidade por gestão pública é de gestor público eleito e indicado. Essa servidora me mandou os dados da secretaria e ela entrega mais do que qualquer outro servidor entregou na diretoria jurídica. Pode ter comentado a postagem do senhor, discordado do senhor, e até ter sido ofensivo com o senhor e se foi eu discordo. Agora, que há trabalho, há. E que há uma responsabilidade da secretária do Meio Ambiente em oficiar. Não é possível que se demore 24 meses para resolver o problema de um seguro. Eu compro carro, antes de entrar no carro, eu faço o seguro. Eu sei que no serviço público é um pouco mais devagar, mas poderia ter sido feito. Vereador Pedro.
VEREADOR PEDRO RODRIGUES (PL): Obrigado pela gentileza, vereador Claudio. Queria de antemão só agradecer ao presidente pelo posicionamento imediato, já dando para a gente uma explicação. E reiterar a minha fala sobre o senhor, vereador Claudio, sobre a forma que o senhor trabalha, que eu acho bonito. O que eu não acho legal é parecer, às vezes, que está usando os recursos jurídicos e tal para amedrontar os outros parlamentares. E que às vezes parece isso, como pareceu para mim antes. Isso eu sou franco e lhe digo para o senhor que eu não acho bacana essa parte. Mas você é um ótimo exemplo a ser seguido em muitas questões aqui na Casa. Obrigado.
VEREADOR CLAUDIO LIBARDI (PCdoB): Obrigado pela gentileza. E o senhor sabe que eu gostaria de usar... Se pareceu, não era para parecer. Lhe peço desculpa. O que precisa ficar claro é que eu acho que deve... Parece, mas não é. O que eu gostaria mesmo é que os recursos jurídicos não ficassem, exclusivamente, à minha disposição. Eu tenho condições, a vereadora Daiane tem disposição. Gostaria que ficasse à disposição do senhor. Foi isso que eu me manifestei aqui. Se pareceu outra coisa, que fique claro isso, vereador Pedro. Mas eu queria tratar, presidente, da principal luta que eu tenho na minha vida, que é aumentar o salário de quem trabalha no Brasil. E quando a gente tem uma redução do imposto de renda em 27,5% para aquele que recebe até 5 mil reais e altera até mais do que a promessa de campanha do presidente Lula, com uma redução gradual para quem recebe até 7 mil reais, a gente coloca dinheiro no bolso do trabalhador. A gente vai colocar mais ou menos 800 reais no bolso de cada trabalhador que ganha 5 mil reais. E o que me espantou no último período, presidente, é que quando a gente trata em uma relação entre capital e trabalho, seguindo na linha do vereador Elói Frizzo, até o ano de 2016, o trabalho era remunerado com 35% do que produzia. E no ano de 2021, o trabalho passou a receber 31% do que produzia. Enquanto o capital recebia 33% e passou a receber 37,5%. Sabe quem fica com o roto percentual, vereador Ramon? Os banqueiros deste país. É inadmissível que nós tenhamos que disputar entre um trabalhador soldador e um banqueiro quem vai pagar mais imposto. Quem tem que pagar imposto nesse país é o banqueiro, quem tem que pagar o imposto do Brasil é o bilionário. E não tributar tamanhamente o trabalhador, que muitas vezes ganha dois, três salários mínimos e entre desconto de imposto de renda e desconto de INSS vai ter um desconto superior a mil reais. Injetar dinheiro na economia é garantir que o pequeno mercadinho dê certo, garantir que a pequena mecânica dê certo e garantir que a vida de quem trabalha dê certo. Muito obrigado, presidente.
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VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Obrigada, senhor presidente. Eu tinha várias temáticas para abordar aqui, nesse momento, mas eu não poderia deixar de falar sobre o que o vereador Hiago abordou. Primeiramente, vereador Hiago, se o senhor diz que a sua principal função é fiscalizar o Executivo, e eu acredito que está correto, também procuro fazer isso nas minhas abordagens, quando chegam denúncias a nós, e se chegar denúncia ao senhor sobre condutas de vereadores, eu não vou dizer ou acusar que o vereador fez, mas é meu dever repassar essa denúncia para os órgãos competentes para que investiguem se realmente aquilo aconteceu e o que está acontecendo. E foi isso que a minha bancada fez, fizemos, o senhor sabe, nós falamos aqui, mas em nenhum momento defendi ou defendo que ofensas pessoais sejam feitas aos vereadores. Ao senhor, ao vereador Pedro, à vereadora Daiane, nós estávamos falando sobre a vereadora Estela, e aí algo que me incomodou é que ela trouxe algo sobre ela e vocês começaram a levantar algo sobre vocês. Então, no meu ponto de vista, essa solidariedade é seletiva, porque nós estávamos falando sobre uma situação específica da vereadora. Então, inverteram, distorceram a situação para dizer que vocês também sofrem. Todos nós sofremos. Poderia trazer a reportagem que fala sobre a nossa proposição de indicação ao Executivo sobre o livro “Ainda Estou Aqui”, e ver os comentários que fizeram sobre mim. Mas o que eu penso em relação à política é que, e o mundo ideal para mim, e as redes sociais precisam passar por uma regulamentação, porque as críticas às pessoas devem ser feitas ao nosso trabalho, e não à nossa honra, não à nossa pessoa, não à nossa família. Isso eu acho absurdo, e se acontecer com qualquer vereador, serei solidária e serei contra. Então gostaria de colocar essa posição, e de que não, de forma nenhuma, trouxemos para lhe atacar, vereador Hiago apenas para fazer o nosso trabalho.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Me permite um aparte, vereadora?
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): E quando chegar uma denúncia em relação à minha postura a qualquer vereador, espero que os senhores vereadores tomem as providências necessárias. Faço questão que isso seja feito. Pode agora, vereadora Estela, depois eu vou entrar em outro assunto.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Vereadora Andressa, quero prestar a minha solidariedade e dizer que uma coisa que você disse antes, sobre ser mulher, torna os comentários muito mais pessoalizados.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Diferentes.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Que atacam muito mais a nossa honra. Então, ser mulher jovem na política traz um caráter ainda mais pesado. Com toda certeza, nosso trabalho vai para muito além desses comentários. Mas, de qualquer forma é importante pontuar que a internet não pode ser terra de ninguém. Muito obrigada.
VEREADORA ANDRESSA MARQUES (PCdoB): Exatamente. Inclusive, se estivesse aqui ontem, teria prestado minha solidariedade à vereadora Daiane. A gente conversa sobre isso na Procuradoria Especial da Mulher. Tenho conversado muito com a vereadora Andressa, e quando se trata do nosso trabalho, quando vão fazer uma crítica, nos descredibilizam totalmente. Se nós trazemos isso aqui, não é porque é mi-mi-mi, não é, vereadora Andressa, é porque isso de fato acontece e nós gostaríamos da solidariedade dos colegas vereadores, e tenho certeza que teremos nos momentos oportunos se caso isso acontecer de forma mais forte. O que eu queria falar mesmo também, senhor presidente e nobres colegas, é sobre o tema trazido pelo vereador Elói, pelo vereador Claudio, pela vereadora Rose também, que tem a ver com a questão do imposto no Brasil. Nós temos... Todo mundo diz que no Brasil nós temos uma carga tributária gigantesca que atinge a população. É nos produtos, é no salário. Então, nós pagamos impostos de tudo que é tipo e de tudo que é jeito. Isso é verdade, mas nós temos que fazer uma correção histórica no Brasil, que é a justiça tributária. No nosso país, quem ganhar menos paga mais e quem ganhar mais paga menos. Isso não sou eu quem estou dizendo, isso são os dados. Então, a proposta apresentada pelo governo federal ontem para o Congresso Nacional é para que haja o início dessa correção. Então, trabalhadores que recebem até R$ 5 mil serão isentos do imposto de renda e vai ter uma correção gradual. O governo federal está propondo até R$ 7 mil, mas a ideia é que hajam outras proposições e que as pessoas que recebem acima de R$ 50 mil e que não pagam imposto, passem a pagar também. Porque é muito injusto, né gente? Nós vamos no mercado, um milionário paga o mesmo imposto que uma pessoa que recebe um salário mínimo. Então, o preço do feijão para essa pessoa é diferente do preço do feijão para um bilionário. Só que me causa... Eu, de fato, fico sem entender, quando eu vejo pessoas que não são bilionárias, que no Brasil tem 204 bilionários, defendendo a proposta como se fossem ser atingidas. E pelo que eu sei, nessa Casa e a maioria da população são trabalhadores assalariados que recebem dois, três, quatro salários mínimos, e a maioria da população a gente sabe que recebe isso, e uma parcela recebe um pouco mais. Então, faça um apelo para que os vereadores dessa Casa falem com seus deputados para votarem a favor. O Congresso Nacional vai ter o poder de votar essa medida que vai beneficiar os trabalhadores. Não é beneficiar o governo Lula, ser contra ou a favor do Lula, é ser contra ou a favor da população. Nós também temos, para finalizar, senhor presidente, uma proposta que tira o imposto das questões dos itens básicos da cesta básica. Não tem como ser contra essas propostas, gente! Se a gente diz que o preço do alimento está caro, que as pessoas pagam imposto, nós temos que ser a favor dessas medidas e nós precisamos cobrar dos deputados para que apoiem essas medidas que são urgentes para todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. Obrigada, senhor presidente.
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VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Senhor presidente, não tem como eu não falar novamente da questão do Castramóvel, né. Eu gostaria de passar um videozinho. Da prefeitura, tá? (Apresentação de vídeo) Seria perfeito se a gente estivesse falando da Páscoa de 2025, né?
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Mas nós estamos falando da Páscoa de 2023, gente. Esse recebimento aconteceu dia 16 de março de 2023. Isso é indignação, sim. O jornal Pioneiro, que hoje estampou ali uma página inteira, é pouco para a ineficiência do governo municipal. Recebido em 16 de março de 2023. E daí passou por algumas situações, daí teve a questão do seguro também, vereador Libardi. Mas dizem que foi resolvido lá em 07/02/24. Então, já estamos falando de mais um ano. Dois anos de R$ 200 mil guardados dentro da Maesa, no estacionamento da Secretaria do Meio Ambiente. Isso não pode acontecer. E não pode só depender do vereador Hiago, da vereadora Daiane. A gente precisa, sim, que as coisas aconteçam nesta administração. Gente, agora o castramóvel saiu da garagem, ontem. Eu ia falar para o vereador Daniel Santos, se ele estivesse aqui, a lavagem também foi programada. Dizem que a reunião das ONGs já estava programada. A lavagem estava programada para o dia 18 de março de 2025? Aconteceu ontem a lavagem do castramóvel. Para quê? Para, hoje, a RBS estar lá filmando e fazendo a reportagem. Cinquenta castrações/dia. Cinquenta castrações/dia.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Se possível, um aparte, vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Isso não é falado da boca para fora. Foi visitado Esteio, junto com a Tati Furlan e a Vanessa, que foram atrás do recurso do deputado Cherini na época. Então, 50 castrações/dia. Falando em dias úteis, sabe quantas castrações poderiam ter acontecido em Caxias do Sul? Vinte uma mil e 800 castrações. Vinte uma mil e 800 castrações poderiam ter acontecido. E não aconteceram por ineficiência do serviço público. A gente não pode aceitar isso. Gente, são dois anos, são dois anos. E a lei que permite, então, que seja concedido às ONGs é do ano passado, de abril do ano passado, de 2024. Então, também não é uma desculpa que estavam aguardando a lei. Se não conseguem utilizar, não tem recursos, não tem pessoal, não tem... Então faça cedência para a ONG, porque foi recurso vindo também através das ONGs. As ONGs e as protetoras de animais estão clamando por isso há muito tempo. Elas se solidarizaram com o nosso vídeo, compartilharam e disseram assim: “Até que enfim a gente descobriu onde estava o castramóvel, porque ninguém falava onde estava o castramóvel, gente.” Seu aparte rapidinho, vereadora, para eu...
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Vereadora Daiane, minha colega, vereador Hiago e caros colegas, gostaria de agradecer e parabenizar vocês, meus colegas, pelo vídeo, pela visita. Eu acho que o nosso trabalho é muito claro. Independente de ser oposição, base ou não, a causa animal não tem partido. Né, vereadora? Então, o nosso trabalho, enquanto vereadores, é fiscalizar, é fiscalizar a Semma e outros departamentos. Nós, e eu, mais do que ninguém – desculpa, já vou concluir, presidente –, posso falar aqui, enquanto presidente de uma ONG há mais de 15 anos, das suas dificuldades. Nós sonhamos com esse castramóvel. Sou muito grata pelo trabalho também dos deputados e da minha colega e amiga Tatiana Furlan. Nós sabemos de todas essas questões que aconteciam. Eu sou muito grata, colega, por estar aqui, hoje, nesta Casa, com os votos...
PRESIDENTE LUCAS CAREGNATO (PT): Para concluir, colegas.
VEREADORA ANDRESSA MALLMANN (PDT): Sim, senhor presidente. Com os votos dessas pessoas para que eu possa também presenciar essa situação desse momento e fazer um apelo ao prefeito Adiló, que é: entregue o castramóvel para as ONGs. Seria isso, obrigada vereadora.
VEREADORA DAIANE MELLO (PL): Obrigada, vereadora. Muito obrigada. Para concluir, então, eu quero dizer que, de repente, o presente de Páscoa chegue agora, em 2025, com esse castramóvel na rua. Agora já está noticiado, saiu de lá de dentro, e eu acho que o nosso papel, vereadora Hiago, a gente fez, e fez bem feito, inclusive podendo responder a muitos comentários. E agora, o que vocês vão fazer? A gente trabalha mostrando, e agora a prefeitura que se mexa, porque ele precisa ir para a rua. Duzentos mil reais, gente, lembrando. Obrigada, senhor presidente.
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