Não houve manifestação

VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Bom-dia, senhor presidente. Bom dia, senhores e senhoras vereadoras. Sobre esse assunto recentemente relatado aqui pelo vice-prefeito e pelo nosso presidente, eu vou falar mais tarde. Hoje, eu quero me ater a uma pesquisa que fiz sobre essa empresa chamada Instituto de Gestação e Humanização – IGH –, que foi a empresa que ganhou a licitação para a administração da UPA da zona norte. Eu tive oportunidade de trabalhar seis anos na Bahia como professor na UNIFACS no curso de Comunicação e Marketing, onde os meus alunos tinham que apresentar planos de comunicação e marketing para determinadas empresas. E tive a oportunidade, lá na Bahia, de conhecer três hospitais, não só como professor, também como cliente. E um desses... É, como cliente, paciente. Então: o Hospital Salvador, o Hospital Português e o Hospital Espanhol. Eu analisei esses trabalhos, que foram três trabalhos que os meus alunos também me trouxeram. Então conheço um pouco lá da Bahia. E o que eu fiz então, senhoras e senhores? Eu pedi para alguns alunos meus que me fizessem algum levantamento sobre essa empresa IGH, na qual também, como eu tinha alguns contatos com o pessoal da imprensa, eu também fiz essa pesquisa. Eu gostaria de mostrar aqui para os senhores... Eu quero deixar bem claro, absolutamente não é nenhuma denúncia, não é nada. Eu só quero deixar bem claro aos nossos colegas o que é essa empresa, ou melhor, o que ela faz em outros municípios, fez e faz. Porque em licitação, nós sabemos que licitação é o quê? São todas aquelas normas jurídicas que as empresas têm que comprovar que estão como a sua CND, com todos os seus documentos, e o preço. Nós, eu e o colega Cassina, já falamos várias vezes sobre tem que se mudar a Lei das Licitações. Por quê? Eu, quando coordenador, mais tive que administrar empresas que foram licitadas falidas e que não terminavam as obras das escolas. E qual é a minha preocupação? Eu quero trazer isso para os senhores. Aqui, nós temos alguns problemas da empresa IGH em administração de entidades de saúde. Essa aqui é uma UPA na cidade de Camaçari, onde tem o Polo de Camaçari. Aquela imagem lá. E isso começou um problema em outubro de 2016. E aqui nós temos... São... Isso aqui é do site deste vereador, vereador da Câmara de Vereadores de Camaçari. Este vereador aqui, colega nosso, ele faz esta denúncia: Médicos e funcionários de UPA não recebem salários há mais de dois meses. E aqui tem então o Dr. Artur, que coloca que a UPA é gerida por uma organização social chamada Instituto de Gestão e Humanização e os médicos são contratados via pessoa jurídica. Importante. Então, não são contratados por essa empresa e não tem absolutamente nenhuma responsabilidade jurídica, trabalhista com esses profissionais. Então, isso aqui é uma denúncia feita... Isso é uma denúncia feita lá por esses médicos, por esse vereador do Democrata e continua essa questão. E tem outro detalhe, essa empresa nunca marcou a data do pagamento do salário para os funcionários. Então, todo mês os funcionários não sabiam quando é que seria pago o seu salário. Médicos, enfermeiros. Isso nos preocupa. Nos preocupa sobremaneira. Uma outra reportagem que eu peguei do blog do Bocão News, que um jornalista muito conhecido na Bahia, tive uma oportunidade um dia de conversar rapidamente com ele, fui pesquisar na página dele e aqui ele coloca: Hospital Espanhol (Salvador) na mira: IGH é alvo de denúncias que envolvem milhões em Goiás e Piauí. Onde eles operam. Esse Hospital Espanhol era referência até 2014. Por falta de gestão, de administração. Pessoal, eu estive nesse hospital referência, fica em frente ao mar, ali na Barra –, foi à falência. Foi à falência com uma dívida de 500 milhões. E a dívida trabalhista de 135 milhões. Então, o Tribunal Regional está tentando ver alguém que assuma para pagar essa dívida. E quem apareceu? A IGH para assumir. Então, o que esse, o Bocão, fez? O Bocão foi pesquisar, então, sobre essa empresa. Foi pesquisar problemas em Goiás, Piauí, onde ela operava. Eu gostaria de ler aqui para os senhores.
 
Após o BNews divulgar, com exclusividade, que o Instituto de Gestão e Humanização da Bahia (IGH) ofereceu proposta para comprar o Espanhol, o advogado que representa o hospital, Washington Pimentel, confirmou que uma equipe do IGH, bem como, juízes do Tribunal Regional do Trabalho (TRT), visitaram a sede do Hospital Espanhol, na Barra. "Não conhecemos o IGH, não sabemos qual o trabalho deles", afirmou em entrevista concedida ao apresentador José Eduardo, na Rádio Metrópole.
 
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Se um advogado, na Bahia, não conhece, senhoras e senhores, eu não sei se nós vamos conhecer aqui. Na Bahia essa empresa... Desculpa, vereador Adiló, só gostaria de terminar o raciocínio. Desculpa. Essa empresa, em Salvador, opera sete unidades de urgência e emergência e o SAMU. E mantém ainda contratos com administrações da UPA do Cabula, que é um bairro da periferia de Salvador, e a locação também de profissionais, a colocação. O Sindicato dos Médicos, o que eles colocam? Os médicos terceirizados do SAMU estão sendo coagidos pela empresa IGH a assinar um contrato de pessoa jurídica com cláusulas abusivas. O Serviço de Emergência também sofre com precariedade de condições de trabalho. A reportagem não conseguiu falar com os representantes da empresa. Em Goiás, 2013: O Ministério Público de Goiás propôs ação civil pública contra o secretário e quatro empresas terceirizadas. Quatro empresas terceirizadas. Então, nós temos o quê aqui? A investigação começou após denúncias de servidores dos hospitais que reclamaram da forma como foram tratados depois que essas organizações, que são chamadas Organizações de Segurança e Saúde (OSS), assumiram as unidades. Os Funcionários foram proibidos de entrar dentro das unidades. Sentiram-se coagidos, foram ao Ministério Público e hoje essas empresas já estão devendo R$ 500 mil para esses funcionários por processos de coação. E aqui entra, então, quais são essas empresas: Idtech – responsável pela administração de um hospital; Iges; ISG e a IGH, que administra o Hospital Materno Infantil.
 
Na época foram apresentados documentos, posteriormente encaminhados ao Ministério Público em que há indícios de favorecimento na celebração de contratos e de superfaturamento. Parlamentares da oposição protocolaram, no Ministério Público e no Ministério Público Federal, pedidos para investigar as denúncias de irregularidades com as organizações acima citadas.
 
(Texto fornecido pelo orador.)
 
E aqui nós temos o quê? O problema também com administradores dessa empresa na qual um ex-administrador dessa empresa está sendo processo por um desvio em outra organização em Minas Gerais de apenas R$ 70 milhões. Piauí: no ano passado, o Tribunal de Contas enviou oficialmente ao Governo Estadual o resultado de uma auditoria que constatou no contrato firmando entre Governo e a IGH, atual gestora do Hospital Regional Justino Luz, de Picos, no Piauí. O que o Tribunal de Contas percebeu? Que pede a suspensão imediata do contrato por causa dos prejuízos ao erário público, como falta de economicidade. Agora, vem um detalhe muito importante. O Governo do Estado sempre argumentou que com a gestão da OSS o custeio mensal de R$ 3,4 milhões do Hospital Justino e baixaria para R$ 3,1 milhões, uma economia de R$ 300 mil. Mas, o que os técnicos da auditoria constataram foi justamente o contrário disso. De acordo com o assessor jurídico não teve R$ 3,1 milhões, teve R$ 3,4 milhões e mais R$ 9 milhões que foi exigido do município posteriormente. Então, presidente, só para que eu possa terminar, aqui têm algumas imagens desta UPA. Não. Eu só gostaria de mostrar essa imagem. Essas são algumas imagens desta UPA, no Piauí, em Picos, administradas pela IGH. Então eu gostaria só de, senhor presidente, fazer algumas observações. Eu gostaria que alertar a todos os colegas vereadores que nós devemos ficar atentos quanto a essa administração terceirizada. Também gostaria de alertar o prefeito Daniel Guerra e a Secretaria da Saúde para que analisem as relações trabalhistas e as condições estruturais da nossa UPA da Zona Norte. Não deixem chegar a isso. E não podemos permitir que tais fatos ocorridos em outros municípios venham a ocorrer em Caxias do Sul. Então eu trago esta preocupação. Não é denúncia. Não é denúncia. Quero deixar bem claro. Não é denúncia. Mas que a gente fique muito atento, nós, vereadores, e o Município de Caxias do Sul também. É isso, senhor presidente; é isso, senhoras e senhores vereadores. Obrigado.
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Em primeiro lugar, minha saudação a todos, vereadores e vereadoras. Quero agradecer, mais uma vez, ao nosso presidente em exercício, Meneguzzi, pela cedência do espaço e dizer que nada é tão pior que não possa piorar mais. Isso... Depois, que o Périco traz tudo isso... Algumas informações nós já tínhamos né, vereador? Vereador Rafael. Agora, nada pior é tão pior que não possa piorar mais. Isso... Cada vez mais, dias nebulosos para a nossa saúde em Caxias. A questão do valor do contrato... Se fecha um contrato com uma empresa que, no mínimo, no mínimo... Hoje, Caxias é em torno de R$ 4 milhões a mais do que a outra, segundo a concorrência. A diferença... Então, vereador Périco, nada é tão pior para a saúde pública que não possa piorar mais. A nossa saúde está de arrasto. E o importante... Eu quero dizer que tive boas referências do novo diretor do PA e esse negócio... Se tu marca para conversar com alguém, é difícil. Então, eu tirei um tempinho que... Eu vou ver o tempo que ele pode. Fui, à tarde, não estava; fui, domingo à tarde, às 19 horas lá, fiquei até 21 horas e nada do diretor. Ontem fui de novo conhecer o diretor, não estava presente. É mais um que não conheço pessoalmente talvez... Ouvi falar boas referências, mas talvez ele consiga falar, trabalhar bastante através de computador, alguma coisa... Não se trabalhe fisicamente porque fisicamente não tive oportunidade... Porque foi difícil ontem de localizar o rapaz que levou o cabo de machado na cabeça ali na prefeitura. Ontem foi difícil de localizar dentro do Postão. Eu disse: Bom, se não está aqui está em algum hospital ou ele está em alguma funerária, algum necrotério, algum local. Depois de uma hora e pouco lá dentro consegui localizar o rapaz porque dizia que não estava aqui, não estava ali. Então é importante a gente dizer isso. E a secretária ainda de férias, um mês de trabalho, um mês de férias, na Suíça. E a atual secretária nós estamos tentando conversar com ela... Já tinha pré-agendado para conversar. Então está terminando o mês e talvez vai ter agenda para nós, para a comissão, na virada do mês com a nova secretária, que estava tratando só da UPA, mas essa costura da UPA parece que não está sendo muito bem, porque assim, além do... Porque ontem, quem esteve no fim de semana, na semana passada nos sites, nos jornais, mesmo da prefeitura, a questão da UPA... Os médicos não foram, não precisava ir para a lista do... Não foram para a fila do Sine. Por quê? Se contrata cada um... Se diz assim: Vou sentar com a médica Gladis, diferenciada, sentei com ela individual. Ela vai fazer o mesmo trabalho do que o dr. Kiko. Essa eu pago 10, aqui eu pago 15. É um leilão da saúde de Caxias. Quando se senta individual se mostra a sacanagem que querem fazer. Quando veio essa coação que está sendo feita lá de cima mostra que aqui vai ser feito igual. Quando não se faz. Por que não foi sentado? Por que não foi para o Sine? É ser tratado... Aqui é médico, aqui não é médico. Questão aqui do próprio Sindiserv, aqui são todos iguais. Lá não, lá são diferentes. Então por que um tratamento aqui e outro tratamento ali? Então os médicos serão tratados, serão sublocados, subtratados... Ficou uma coisa muito estranha, muito difícil que vai ser feito... Ou o contrato... Hoje tu tem contrato para umas horas, no dia de hoje, amanhã já é outro médico. Então, assim, esses 70 médicos quando serão contratados mesmo, de fato, para a UPA? Então a tendência dessa UPA construída com muito carinho, com toda... Para tentar suprir uma parcela da cidade que vem necessitando de saúde, agora se vê esse governo... A tendência, não vamos dizer que de fato ocorra, como o vereador Périco falou, a tendência é que seja o pior possível, a tendência é que seja isso, porque imaginou um médico chegar, contratado, sabendo que faz a mesma função com um valor diferenciado de 30, 40, 50% da diferença de um, porque já foi oferecido para alguns... Porque no PA, nos contratos emergenciais, o médico de carreira ganha 3.500, todos, a população de Caxias sabe disso, é público. Os médicos que eles contrataram é R$ 8 mil, aqueles contratos emergenciais...
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Permite um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Que é uma forma de rasgar dinheiro público... Aqueles contratos de três meses, que são só três meses. Então a gente sabe que o governo... Veio um governo para rasgar dinheiro público mesmo e não tratar da saúde pública de Caxias. Seu aparte, vereador Adiló.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Renato. Rapidamente, só contribuir dizendo que Canoas, uma empresa de São Paulo, que administra o hospital universitário, está há um ano sem pagar o fundo de garantia. Vai deixar um enorme passivo para a Prefeitura de Canoas.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Concede um aparte, vereador?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): E o que me estranha em tudo isso é o silêncio do Sindiserv, que está muito alinhado com esta administração. Obrigado pelo aparte.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador Adiló. Eu tive muitas boas referências do diretor lá do PA – já lhe concedo o aparte –, que foi do Sindiserv. Que, para mim, ele trabalha virtualmente, que às vezes que fui lá não consegui falar com ele. Um trabalho virtual, então... Pode ser que... O Sindicato nos deu essas informações, então pode ser que seja... Então é um bom... Agora, o senhor fala e confirma isso, a greve dos médicos, tratando com (ininteligível) a greve, não tratando com a comissão, o Sindicato, mesmo o Sindicato dos Servidores Municipais, que sempre tem para mim uma credibilidade, um respeito, uma consideração, está manchando o nome dos sindicalistas do nosso município neste momento. Eles estão esperando para fechar o contrato da UPA com esparadrapo na boca e não se fala dessa terceirização de fato. Então, fala-se de outros assuntos. Hoje, os médicos também tem a comissão para negociar. Foi isso que foi acordado. E não é a comissão que vai negociar, aquela comissão formada, é outra comissão. Seu aparte, vereador.
VEREADORA ANA CORSO (PT): Permite um aparte?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador Renato?
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Vereador Renato Oliveira, a fala preventiva do vereador Périco, pela Lei de Licitações, as empresas que participam conseguem as certidões fáceis. Isso não tem o que fazer, concorrem e ganham. E vou citar um exemplo que aconteceu aqui na Câmara de Vereadores, e até estava correndo aqui para ter pontualidade dos fatos da indicação, no concurso que nós fizemos aqui, ganhou uma empresa, vereador. Mas, quando essa empresa ganhou, nós já começamos a desconfiar dela, por todas as coisas que também a gente vai tentando pesquisar. E tenho certeza que isso vai ser feito também. Só que não tem como desabilitar se, durante o período, ela não fizer nenhuma coisa que decorra contra aquilo que ela foi contratada. Pois bem, tudo o que nós fizemos, vereador Renato Oliveira, eles fizeram a primeira prova e apontamos vários erros, nós tínhamos a prova material da incapacidade deles de fazer. Então, isso que o vereador Périco traz aqui é exatamente isso, pelo o que ele trouxe, é incapaz essa empresa. E eu tenho certeza que, se forem feitos todos os processos para desabilitá-la, tem a possibilidade de fazer isso. Então essa fala do vereador Périco, a Prefeitura tem que ficar, sim, muito atenta, porque eu não tenho dúvida de que vai dar problema, e na primeira hora que eles deixarem, eles podem desabilitar. Eles têm que ter prova. A prova preventiva, dada pelo vereador Périco, de números, dizendo o que está acontecendo no Brasil com essa empresa, vereador Renato Oliveira, é uma prova contundente de que essa empresa não vai ter condições, e a Prefeitura vai ter na frente problemas sérios com essa empresa. Então, parabenizar pela sua fala. Parabenizar o vereador Périco também, porque mecanismos nós não temos como combater a Lei nº 8.666, porque ela está aí, tem que ter mudança, agora, se já há indícios fortes que não tem condições de fazer uma administração competente, que o serviço público comece já a juntar provas para desabilitá-la na primeira deixa que ela não conseguir cumprir. Era isso, vereador. Muito obrigado.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador. Solicito uma Declaração de Líder, senhor presidente, para conceder os apartes.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Declaração de Líder à bancada do PCdoB. Segue com a palavra o vereador Renato Oliveira.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Vereadora Ana, se não me engano, a senhora solicitou um aparte? Já de imediato.
VEREADORA ANA CORSO (PT): Vereador Renato, eu vou me ater em relação a essa negociação dos médicos, que o Sindiserv está intermediando. Vamos lembrar que quem entrou na Justiça para dizer que o Sindicato dos Servidores era o legítimo representante dos médicos foi a gestão passada, foi, de fato, o Dorlan. Esta administração não quis reconhecer nem a comissão de negociação dos médicos nem o Sindicato dos Médicos como legítimos defensores da categoria. E entrou pedindo exatamente quem é que representava os médicos. E teve, no dia 24 de abril, então, a confirmação do Tribunal de Justiça, enfim, dizendo que era o Sindiserv. Então o que está acontecendo agora? Essa proposta ela é uma proposta que o governo Daniel Guerra fez indecorosa com os médicos que fizeram greve, porque ela só reconhece, só vai garantir a falta, a recuperação dos dias parados, para os médicos do dia 24 de abril para cá, o restante que são praticamente mais da metade, em torno de mais de 150 médicos, ficariam de fora dessa proposta indecorosa que o governo Guerra está fazendo. Então obviamente que o Sindiserv, quero aqui fazer a defesa da Silvana. Eu acho que ela só pecou em não chamar uma assembleia e está chamando agora, vai ser amanhã, hoje, não, dia 30. Dia 30 será a assembleia geral da categoria dos médicos para, enfim, referendar ou não esta proposta que é do Executivo. Eles entregaram a carta e o Executivo tem dito: oh, não vou reconhecer os grevistas e as faltas injustificadas para trás... O que é lamentável e tem que dizer não. E o sindicato dos servidores tem que apoiar sim os médicos que fizeram greve e não foi à toa que fizeram greve e estão fazendo greve. Eu acho que qualquer sindicato que se preze tem que reconhecer o direito de greve e, portanto, nós esperamos que essa proposta seja recusada e que seja tratamento igual para todos os médicos.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Com certeza. Obrigado, vereadora Ana. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Olha, vereadora Ana. Talvez esse seja mais um dos episódios articulado, inteligente, de forma inteligente, pelo sindicato e pela prefeitura para oprimir os trabalhadores da nossa cidade, principalmente o que diz a questão médica. Nós estávamos conversando, eu e vereador Frizzo, aqui nós podemos listar uma série de coisas sobre esse silêncio da prole sindical que está quietinha, vereadora Ana. Nós podemos citar, por exemplo, 98 servidores denunciando perseguição política e assédio até hoje e o sindicato não faz nada. O dissídio ainda não foi fechado e nenhuma proposta de reajuste e nós já estamos no final do ano. Fechamento das escolas do EJA. A Silvana é professora não vi a manifestação dela. Monitoria de alunos que somente conseguem as monitorias quando os pais entram na justiça. Mais de 80 crianças estão sem as monitorias. A terceirização da saúde em cargos que têm concurso válido e aprovados esperando. Não precisaria ter aquela fila lá na UPA, porque têm pessoas aprovadas que foi feito justamente para isso, para a UPA e para a abertura das demais UBS. E cadê o sindicato? Está lá sentado? Agora um grupo... Não sei se os senhores já estão sabendo, colegas vereadores, mas um grupo de aprovados já entrou na justiça e vão ganhar essa questão. Eu quero ver como é que vai ficar a questão lá da UPA. Não foi um grupo de cinco, seis, mais de 20 já entraram na justiça requerendo a vaga garantida por lei. Como é que vão abrir uma coisa, se já tem gente aguardando para ser chamada?  E aí?  Eu nem gosto de ouvir o vereador Paulo Périco falando da tribuna, porque ele é um guru, ele fala e as coisas acontecem. Então, assim, me preocupo quando ele sobe na tribuna. Obrigado, vereador Renato.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador Rafael. O importante também nós... Ontem nós tivemos... Só para... Importante a gente fazer essa... O nosso presidente já fez aqui que nós estivemos lá no.... Ver se nós seríamos recebidos pelo chefe de Gabinete, pelo prefeito, pelo ex-estagiário aqui da Casa, hoje secretário, Luiz Caetano, ex-assessor, ex-estagiário. Podia ser um estagiário que nos recebesse, a Câmara de Vereadores, porque eu tenho consideração aos estagiários que estão aqui na Casa. Não fomos recebidos. E o que disse para nós, lá na secretaria, que se nós quisermos falar com a secretária tem que passar primeiro quando o secretário de Governo puder nos receber, falar o assunto, ele vai fazer uma triagem se pode nos receber ou não. Para nós ontem nós estávamos dispostos, 8, 9, 10, 11, 12 vereadores, acho que mais da metade aqui da Casa, estávamos lá para alguém desse essa resposta para nós. Então esse encaminhamento. Então infelizmente... Talvez seja essa cortina de fumaça. O prefeito Daniel Guerra se lá no CES hoje e não vou dizer que seja metade, mas talvez uns 70% dos medicamentos, é só ir lá... Falta de medicamentos. Isso é mais fácil de fazer isso. Então assim, se bate num tico-tico porque quer derrubar um avião. Não é, é o contrário, se bate lá, tenta jogar. Não, não, é aqui mesmo. O problema é que a saúde está um caos. Não é só falta de médicos, medicamentos estão faltando no CES. Quero convidar os vereadores se quiserem ir lá ver, estão faltando medicamentos, aqueles mais simples, mais simples, que as pessoas não têm. Não tem na UBS, não tem lá no CES. Então talvez seja isso que o governo... É uma forma de desvirtuar as coisas, então se trata tudo com uma dificuldade imensa. A partir desse momento que a secretária não atende ninguém, não atende os vereadores, são super-heróis, porque parece que estão eternizados no governo, que hoje só tem que vir massacrar as pessoas que mais precisam. A saúde pública nunca teve... E a tendência é isso mesmo, é piorar. Quanto ao acordo, de novo, do Sindiserv, os engenheiros, os arquitetos – era oito ou nove categorias – também estão procurando falar com o prefeito, estão entregando... Eles querem também a parcela, a incorporação da parcela que eles vêm reivindicando há anos, não só nesta Administração. Se vai ser incorporado para as outras categorias... Porque eles só estão pedindo o que for feito para os outros. Se é uma igualdade, já tem aí o documento de umas trinta, quarenta folhas, também estão pedindo. O que vai ocorrer mesmo de fato? E quando o vice-prefeito fala ontem, ali na UAB, entre os assuntos que ele falou, e já ouviram falar ali nos corredores, mas lá na UAB ele falou para casa cheia, se depender dele, ele sai, desde que o prefeito saia junto, e chame uma nova eleição para a cidade, se for dessa forma. Porque dizer que não tem condições de administrar... Não é tão difícil, não prejudique tanto os outros. Vai voltar para o banco, vai trabalhar como bancário, desista. Diz que foi incompetente, assuma que foi incompetente. Não é difícil a gente dizer: não tenho capacidade. Quando eu estive, a convite do prefeito Alceu e Toninho, na Secretaria, muitas vezes eu fiquei com o pé atrás: vou assumir ou não? Será que eu vou conseguir acompanhar o ritmo desse secretariado que está aí? E se eu ver que não tenho condições, eu vou recuar e pronto. Eu achei que dentro do grupo, com o apoio do grupo conseguiria terminar a gestão, desde que fosse um mês, dois meses ou três meses. O Uez estava na subprefeitura, a gente sabia que... Vários secretários, a gente sabia que... A subprefeita também, a Gladis. Então assim, eu sabia que o grupo era muito seleto. Eu disse: será que eu vou conseguir acompanhar? Se não conseguir acompanhar, não vou, vou recuar, vou dizer que não tenho condições. Mas como o grupo era bom, do governo, a equipe da Secretaria, nós dissemos: nós temos condições de acompanhar esse grupo tranquilamente, desde que o nosso horário de trabalho não tenha horário. O horário de trabalho é atender as pessoas, o horário que as pessoas precisarem. Então isso que a gente fez, juntamente com toda aquela equipe. Então, eu não vejo demérito nenhum ao prefeito Daniel Guerra chegar, fazer uma carta, chamar uma coletiva e dizer que não tem condições de tocar essa Prefeitura de Caxias. Pegar os vídeos que ele mandou aqui na Casa, que ele trouxe várias vezes, e dizer que não tem condições. Chamar, juntamente com o seu vice, fizeram as pazes, sai daqui com aquelas suas amizades, vão pedir para sair do governo. (Esgotado o tempo regimental.) Essa é a minha expectativa ainda que vejo. Talvez não espere até o final do ano. Não podemos esperar tanto, principalmente para a nossa saúde, e a pancadaria que vem acontecendo no nosso Município. Obrigado, presidente.
 
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VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Bom dia, nobres pares. Primeiramente, agradecer à colega Paulo Ioris. Oportunamente, quero retribuir o espaço. Quero seguir aqui no debate. Obviamente, quero pontuar as questões que ocorreram ontem, mas quero iniciar seguindo no debate proposto aqui, ontem, pelo vereador Elói Frizzo sobre as condições de governabilidade ou não do atual prefeito. Lembro-me que, em 2013, foi um momento de muita tensão. O vereador Edson da Rosa era presidente desta Casa. Quem estava aqui nessa legislatura, neste plenário, sabe o que foram as mobilizações de 2013, onde havia uma grande, mas uma grande efervescência da massa que ia para a rua protestar contra tudo. Na verdade
era contra a PEC 37, ou era contra os políticos, contra os partidos, contra os sindicatos. A Câmara de Vereadores, se não fosse a habilidade do presidente, teria até que, por um período, ter suspenso os trabalhos. Porque em todas as sessões as mobilizações desaguavam aqui. Democraticamente. Sem problema nenhum. Mas a gente via que era uma efervescência, uma energia que não sabia muito onde ia dar. Participei de uma mobilização. Havia algumas pessoas lá com uma faixa escrito pequeninho no canto ‘PSOL’, as pessoas quase foram linchadas. Foram retiradas da mobilização. Não podia ter nada de partido ou sindicato. Porto Alegre foi a mesma coisa; São Paulo foi a mesma coisa. Até que aquilo se dissolveu. Mas eu faço esse raciocínio para dizer que esta onda, que se formou em 2013, desaguou em 2016, personificada em Doria, em São Paulo; Marchezan, em Porto Alegre, e Daniel Guerra, em Caxias do Sul. Lembro-me que, inclusive, em novembro ainda, eu cheguei a falar uma frase dizendo: “É Trump lá e Guerra aqui”. Porque nós víamos que era a personificação da antipolítica, do discurso do salvador da pátria. E Por que não dizer um discurso messiânico? E tudo isso gerou uma expectativa. “Olha, elegemos agora o salvador da pátria, vai ser o céu na terra. Todos os problemas serão resolvidos.” E, para fazer esse raciocínio, eu quero aqui dividir com os pares que, mais na intimidade política, com a nossa assessoria, eu, lá em janeiro, tentava mais ou menos projetar o que seria a nossa atuação aqui e eu dizia o seguinte: “Olha, eu não sei se nós não vamos ser taxados quase como vereadores, ou vereador, de situação, porque nós vamos ter uma linha que, o que for correto, nós vamos apoiar”. Votamos a primeira a favor para retirar a representação dos cargos em comissão. Lembro que fiz uma defesa aqui sobre a redução de um ponto percentual no reajuste da água. O vereador Frizzo já começou a dizer o seguinte: “É, a base de situação está aumentando”. E, de fato, nós viemos com a missão de aprovar e defender o que era correto. Só que, depois que o prefeito passou os primeiros dias de janeiro, assumiu, é uma hecatombe, é uma catástrofe o que está acontecendo. Hoje, eu não tenho a menor dúvida de que o prefeito Daniel Guerra não reúne mais nenhuma condição de continuar sendo prefeito. Não há mais condições. Em todas as áreas, todas, pega a saúde, educação... Não é nem um problema de inércia, é um problema de iniciativa destrutiva que vai acabando com aquilo que funcionava. Por que o prefeito... Aonde que o ex-prefeito Sartori se reelegeu em 2008? Aonde que ele assentou a plataforma dele? Ele dizia o seguinte: “Fica o que está bom. Muda o que não está”. E eu tenho que reconhecer, como adversário, que ali foi o segredo da eleição. “Olha, nós vamos manter o que está bom e vamos mudar aquilo que não está.” E, agora, o atual prefeito, ele está assentado sobre a seguinte égide: “Destrói tudo o que os outros fizeram e só vai estar bom o que eu faço”. Só que isso não dá para a gente fazer de Caxias do Sul, uma cidade com 500 mil pessoas, no seu momento mais difícil da sua história, numa crise econômica com milhares e milhares de desempregados, se fazer laboratório numa cidade como essa. Qual a pauta positiva que este governo induziu? Tenho que reconhecer que é a UPA. Porque, mesmo com toda a controvérsia – eu mesmo sou um dos maiores críticos, me associo à fala do vereador Périco –, mas deu iniciativa. Em tese vai abrir. Mas, tirando esse fato da UPA, qual é a pauta positiva induzida na cidade? Não tem capacidade de ocupar a Maesa ou o prédio do antigo CES, ali no final da Pinheiro, e quer retirar centro comunitário de uma população que construiu com sangue, com suor, com luta comunitária. E, para mim, a síntese deste governo... E eu não tenho nem aqui na tribuna como pedir a saída do secretário Mallmann, porque eu sei que aquilo que ocorreu ontem na prefeitura também é a síntese do governo, é a síntese do pensamento do prefeito municipal, onde classificam aquelas pessoas como baderneiros, enquanto estavam dando uma aula de democracia.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Um aparte, vereador Rodrigo.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Que bom, se a nossa sociedade convivesse com manifestações cotidianas, porque, afinal, a Constituição diz que o poder emana do povo. O problema não é atividade. O problema é a passividade que nos levou a isso. Então nós temos que reverenciar as pessoas que se organizam para lutar pelo que é seu. Essa história da humanidade é uma história milenar. Cada povo, cada grupo social, em cada momento histórico, sempre lutou para ter melhorias, para ter avanços e assim tem que ser a nossa sociedade. Como é que pode uma ação truculenta da Guarda daquela forma ontem? Um despreparo técnico total e uma ofensividade contra os seus munícipes. Se a gente fizer uma leitura do cenário, o poder daquela Guarda, do prefeito que estava lá em cima, emanou daquelas pessoas. Então, ao mesmo tempo que eu entendo que o prefeito não tem mais condições de governabilidade, também entendo que é o ônus da democracia. Como que se aprende a fazer boas escolhas? Fazendo más escolhas, como essa. Não tem o que fazer. Não tem como a gente aqui tentar fazer o que foi feito no Brasil e fazer um processo de impeachment aqui. Eu não serei cúmplice disso a não ser que tenha um fato do ponto de vista jurídico, concreto, inquestionável. Do contrário, quem emanou o poder ao prefeito foi o povo. Então, nós precisamos acender este povo que cobre do prefeito. Têm 148 mil eleitores e agora parece que tem mil, dois, três, aonde é está o resto?
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Tem que mobilizar a sociedade e cobrar do prefeito e esse prefeito repactuar, porque, do contrário, esse estrago de 40 anos, fazendo uma analogia com o Jocelino que dizia que ia fazer 50 anos em cinco. Este prefeito, em quatro, vai destruir 40 anos. Infelizmente, essa é a realidade. Então o que nós precisamos fazer é, ou este prefeito ter humildade e repactuar, corrigir o rumo – e sempre é tempo. Porque da forma que está não dá! Quando um presidente de um Poder Legislativo, sequer, consegue um retorno do primeiro-ministro hoje, chamado secretário de Governo, imagine o povo mais pobre, imagine uma liderança de bairro. Não tem mais tentáculos esse prefeito. Qual é a entidade? Qual é a força viva que apoia este desgoverno? Ninguém. Mas nós temos que, diante do pacto democrático, ter uma saída para isso. Vereador Gustavo Toigo.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Obrigado, vereador Rodrigo. Essa repactuação é o ponto fundamental, chave, do seu discurso. Concordo em gênero e número que a população vai precisar reavaliar, neste momento, a situação do Governo Municipal. São 142 mil eleitores que levaram o prefeito até o passo municipal e, agora, diante de todos esses fatos, culminando ontem com este fato lamentável de uma truculência, na minha opinião, exacerbada por parte da Guarda Municipal com em relação à população, muitos moradores que vão deixar as suas casas, o mínimo que um governo tinha que ter feito é ter escalado alguém do primeiro escalão para reunir em comissão vereadores – que estivemos lá em bom número ontem, representantes do Poder Legislativo num ato de uma presença nossa de harmonia entre os poderes –, os moradores e o Governo Municipal, tentar diluir e não exacerbar mais os ânimos. Ontem, tivemos um episódio que não confere com a democracia que vem sendo exercida em nossa cidade. Uso de capacetes, de escudos, de cassetetes para diluir uma manifestação, que é legítima, no meu entendimento, foi um pouco forte demais. Não combina com Caxias do Sul. Então entendo, sim, que, neste momento, este ato vai precisar ser apurado, através de uma sindicância, através de um processo administrativo disciplinar. Nós tivemos empurrões, nós poderíamos ter lesões muito mais graves. Nós tivemos pessoas que tiveram que ter sido socorridas, através do Samu, aqui dentro desta Casa. Então chegou o momento chave de a população reavaliar justamente este momento. Acho que ela é a legítima detentora de ter colocado o prefeito lá e ela precisa se mobilizar junto com este poder, neste momento, para o governo tomar rumo de vez. Parabéns!
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Obrigado, vereador Toigo. Eu vou Declaração de Líder só para continuar o raciocínio aqui.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Uma Declaração de Líder à bancada do PT. Segue com a palavra o vereador Rodrigo Beltrão.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Quero chegar aqui na questão do encaminhamento da Guarda.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Vereador, permite só um...
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Por gentileza, de imediato, vereador.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Só 30 segundinhos para o senhor não começar...
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Por favor.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): A pauta positiva que eu entendi, que eu até quero parabenizar o governo, foi ontem lá... Eles tiraram lá em frente ao INSS, fizeram um foguetório, tiraram o estacionamento do lado esquerdo da Visconde e colocaram do lado direito. Então foi um ato de governo que botaram... Vai ter agora estacionamento, três lugares para estacionamento. Então foi um ato de governo que vai ter agora estacionamento, três lugares para estacionamento. Então foi um ato bom do governo, eu quero reconhecer. Eles tiraram de um lado da rua e fizeram do outro, trancaram a rua, fizeram foguetório, discurso, foi uma coisa boa. Nestes oito meses, foi uma coisa boa do governo, quero parabenizar o governo. Nestes oito meses posso dizer que quero parabenizar o governo por esse ato ontem bonito.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Um aparte, vereador Rodrigo.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Tinha aqueles cavaletes, aqueles cones... Eu não estava entendendo muito por que estava... Fazia alguns dias aqueles cones lá. Então foi aquele foguetório lá para aquela região. Então, parabéns ao governo por ter feito esse trabalho. Obrigado, vereador.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): De fato, três vagas de estacionamento não é pouca coisa. Vereador Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Rodrigo, em que pese... A brincadeira é saudável. O assunto efetivamente é sério, lhe cumprimento pela sua manifestação. Eu acho que esta Casa aqui, especialmente nós, vereadores, vereador Gustavo Toigo, nós estamos vivendo um momento, eu diria, preocupante, muito preocupante, porque nós ouvimos de parte de quem está à frente do Poder Executivo um total despreparo do ponto de vista da condução das questões da cidade, das demandas da cidade. Percebe-se uma postura autoritária. Essa postura autoritária empodera servidores, lamentavelmente, que passam a reproduzir o próprio ato e isso é meio que psicológico, vereadora Paula. Eu acho que é meio psicológico porque o chefe do Governo tem um tipo de postura e aquilo vai descendo como se fosse uma cadeia, de onde a gente começa a ver ações prepotentes de parte de fiscais, de policiais e guarda municipal, de servidores, na relação com a sociedade, com a prestação de serviços. Então isso está acontecendo em cadeia dentro da prefeitura. Ao mesmo tempo, nós aqui, enquanto Poder Legislativo, vivenciamos um momento de preocupação da sociedade, de descrença da sociedade com os políticos, de uma maneira geral, de negação da política enquanto possibilidade real e concreta de solução para os problemas da cidade. Então a gente percebe uma desmobilização da população. E pior ainda quando ela chega à conclusão de que errou no seu voto. Errou no bom sentido, porque normalmente as pessoas votam corretamente, votam na ideia de mudar, de melhorar. Eu sempre dizia aqui que o pessoal errou quando votou no Collor. Não, o pessoal não errou, votou na certeza de que era uma proposta de mudança, depois viu que não era. Parece-me que é o que estão acontecendo com o atual prefeito. O pessoal apostou numa ideia de mudança, de um novo tipo de relacionamento com a sociedade e está percebendo que é aquilo que tem de pior na política que está acontecendo ali. Essa sim é a velha política que está acontecendo ali, a velha política de resolver as coisas na base da cacetada. São coisas que a gente passa a se preocupar. E aí este Poder Legislativo tem a responsabilidade de começar a vislumbrar saídas para o nosso município. Então, nesse sentido, que eu chamo atenção dos colegas vereadores, da responsabilidade que temos, cada um de nós aqui, como representantes da comunidade, de encontrar saídas para esse problema que nós estamos vivenciando. Lamentavelmente, nós temos que buscar uma saída.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Verdade, vereador Frizzo, e V. Exa. coloca algo importante que o prefeito tem uma capacidade de controlar a administração de ponta a ponta com o seu pensamento, é um pensamento que permeia e que consegue ir lá na ponta da administração e ter o controle total. Por isso que eu falei na tribuna que não tem como pedir a saída do secretário Mallmann porque pode vir o João, o Pedro, o José que vai ter a mesma postura porque a postura vem da cabeça. E ontem, inclusive, nesse sentido... Obviamente, não querendo aqui fazer uma defesa da Guarda, mas houve um comando vindo de cima para que atuassem daquela forma. Porque, eu insisto, o secretário Mallmann vê muito filme estadunidense e ele tem aquela visão da Swat, porque parecia aquilo, aqueles guardas municipais... Pegou bem o jornalista Fernando, da Folha de Caxias, quando ele diz: “Pareciam que iam enfrentar delinquentes perigosos”. Parecia que iam para o confronto de uma guerra, o início de um tumulto de uma guerra civil, enquanto, na verdade, olha, eu não sei se um terço não eram idosos. Uma das idosas que foi empurrada das escadas tinha mais de 70 anos. Então, esse era o cenário: crianças, idosos, mulheres e homens lutando sem armas, lutando com a sua voz, querendo ser ouvidos pelo prefeito. O que é normal numa democracia. Não é normal numa tirania, mas numa democracia tem que ser inclusive uma ação cotidiana. Então, o que dá mais para nós fazermos? Nós temos que fazer com que tenha uma investigação fora do âmbito administrativo. Nós estamos dispostos, enquanto comissão, de ouvir esses moradores, instruir essas provas, sejam vídeos, fotos, relatos e pedir para que o Ministério Público abra uma representação isenta, faça uma investigação isenta para responsabilizar as condutas. Porque generalizar também a Guarda Municipal também não dá. Porque eu ouvi de um guarda, obviamente que eu não vou poder dizer o nome, onde ele diz o seguinte: “Eu fiz um curso para a guarda municipal. Eu não fiz um curso para a polícia”. E eu digo, enquanto a Guarda Municipal não cuidar de todas as escolas, todas as Unidades Básicas de Saúde e todas as áreas, não tem que ir para o passo seguinte, que é o combate à criminalidade, que tem que ficar a cargo da Brigada. Então, se a Guarda fizer a sua parte bem feita, vai ter o seu trabalho reconhecido, e a população vai ver na Guarda, sim, uma Guarda comunitária. Porque o que foi feito ontem, assim, olha, é filme de terror, realmente.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Um aparte, vereador?
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): E eu insisto: idosos, crianças, mulheres e homens desarmados querendo conversar com o prefeito. Eu até entendo que o prefeito não vai ter como, a qualquer momento, para quem quiser falar com ele, receber. O prefeito tem a sua agenda, tem a sua dinâmica, e nós entendemos isso. Mas um conjunto de vereadores, ontem, ficar num brete. Nós ficamos num brete, esperando alguma resposta... Sequer, o chefe de gabinete pôde conversar ou receber os vereadores, convidar para entrar, olhar no olho, conversar. Então, realmente, é uma situação que chegou no insustentável. Talvez fosse... Foi falado aqui pelo vereador Renato Oliveira, talvez fosse a questão de o prefeito mesmo dizer que não tem condições e sair. Talvez ele e o Temer conversarem, se entenderem e terem a mesma postura para que as coisas tomem rumo. Quem pediu um aparte? Vereador Périco.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Só para aproveitar a sua citação sobre a questão da Brigada Militar. A Brigada Militar foi chamada ontem pelo Município. Chamaram a Brigada Militar. E a Brigada Militar colocou: “Mas tem alguma arma, alguém, algum delinquente ali?”. Não. “Então faz o seguinte: vocês estão defendendo um prédio público.” Então vejam a Brigada Militar foi chamada. Gozado, né? Agora, para isso a Brigada Militar serve, mas para o policiamento comunitário não serve. Muito estranho. Muito estranho. Então, é bom que se diga isso aqui hoje. O que, realmente, comprova mais ainda a vergonha de ter uma Guarda Municipal querendo transformá-la numa polícia, e na hora, num momento desses, chamar a Brigada Militar, que é efetivamente a polícia. Obrigado.
VEREADOR RODRIGO BELTRÃO (PT): Obrigado. O vereador Renato me chama atenção aqui para a capa do Pioneiro, da Folha, onde aparece a foto de entrada da Prefeitura, do Centro Administrativo, onde tem uma faixa Seja bem-vindo! Neste momento, tem que tirar aquela faixa, até que o prefeito não ajuste o rumo. Ninguém está sendo bem-vindo ali. Aí tem a faixa atrás: Seja bem-vindo! E a tropa de choque aqui na frente pronta para o combate. Então, senhor presidente, reitero, dia 4 de setembro... Pedimos permissão para o secretário Mallmann, ele autorizou, então, dia 4 de setembro, às dezenove horas, fazemos audiência pública para tratar sobre a questão da Guarda. E serão muito bem-vindos todos que aqui estiverem, porque é um debate necessário e improrrogável. Tem que debater qual é o papel da Guarda. Polícia é para quem precisa, não é para indígena e para povo pobre que vem reclamar seus direitos na Prefeitura. Era isso, senhor presidente. (Esgotado o tempo regimental.) Novamente... (Fala sem microfone.)
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Senhor presidente, o fato que está me causando um pouco de estranheza é a questão dessa reunião dos agricultores, que foi formada essa comissão. Eu, como sendo voltado para a questão da agricultura, me deu a impressão assim que tem boi na linha querendo escolher só os que interessa, me dá uma leve impressão pelo que se tem percebido, mas vamos aguardar e vamos ficar de olho nessa questão, Seu Uez. Eu acho que o momento é de se pensar, porque, praticamente, foram assim meio selecionados a dedo algumas pessoas para que formem essa comissão. Aqui, então, a nossa preocupação e a gente vai estar de olho atento aí. A questão de ontem também a gente lamenta profundamente. Eu, assim, até nem gostaria de me manifestar, mas, em função da questão de violência, como eu sou uma pessoa de antiviolência, não posso admitir e lamento muito o ocorrido. Então, para nós, assim, foi um dia assim que não foi de bom agrado para mim, porque eu sou uma pessoa da paz e da tranquilidade e veio assim um dia inútil para mim, vergonhoso até para Caxias do Sul. Mas trocando de assunto, eu estou propondo um projeto aí.
 
No dia de hoje, venho expor aos Nobres Colegas, um projeto de Lei, que já foi protocolado pelo meu gabinete, já alguns dias atrás, o qual institui o mês denominado “Dezembro Laranja” no Município de Caxias do Sul, cujo objetivo tem como suporte fático a prevenção ao câncer de pele, no sentido de alertar e reforçar a tal prevenção em escolas, entidades públicas e privadas, considerando que é um dos tipos de cânceres mais comum no Brasil.
Apesar das campanhas de saúde já divulgadas pelos meios de comunicação, alertarem a população sobre as consequências das graves doenças que a exposição solar causar nas pessoas, torna-se cada vez mais necessário ampliar a conscientização no intuito de alcançar todos os seguimentos da comunidade.
O câncer de pele é um dos tipos de tumores mais comuns atingidos na população brasileira. A doença é diagnosticada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele.
Qualquer célula que compõe a pele pode originar num câncer, logo existem diversos tipos de câncer de pele, podendo ser separados como: Carcinoma Basocelular que é o tipo mais comum e menos agressivo; o Carcinoma Espinocelular é o câncer que cresce nas áreas mais expostas ao Sol do corpo humano e o Melanoma que é um tumor maligno que ocorre nas áreas como a pele, olhos, orelhas, tendo a capacidade de invadir qualquer órgão criando metástases, inclusive no cérebro e no coração.
Sabe-se que o câncer de pele é uma das patologias mais comuns ocasionadas a idosos pelo simples fato da longa exposição ao Sol no decorrer de suas vidas, e que na maioria das vezes, ficavam com a pele desprotegida.
Ao mesmo tempo, pessoas com cabelos, olhos e de pele claras, possuindo sardas e também albinas, têm uma facilidade maior de atrair a doença, onde alerta-se que é comum as pessoas que tiverem antecedentes na família terem a tendência genética de contrair tal doença também..
[...]
Além disso tudo, é necessário tomar cuidados com a exposição Solar no dia a dia, usando protetor solar e evitar grande exposição entre os horários das 10hs as 16hs.
 Senhores Colegas Vereadores, a presente proposição tem a finalidade de alertar a população sobre o câncer de pele.
Senhores Colegas Vereadores, a presente proposição tem a finalidade de alertar a população sobre o câncer de pele. A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) instituiu a data após 15 anos de existência do Programa Nacional de Combate ao Câncer de Pele. Com isso, a população tem um mês inteiro para aprimorar na forma como evitar tal patologia que mais afeta os brasileiros. Apesar do câncer de pele estar entre os mais comuns, porém ser o único que pode ser evitado.
Nenhum outro tipo de câncer oferece tal possibilidade de prevenção como o de pele. É possível impedir que a doença se manifeste, tomando cuidados simples de proteção.
Certo da importância do presente projeto de Lei e seus benefícios que dele poderão advir, conto com o apoio dos Nobres pares para sua aprovação.
 
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Eu vejo assim que o câncer de pele é uma questão que... Nós costumamos trabalhar muito expostos ao sol. Então é grande a quantidade de pessoas que não se previnem com a proteção, tendo proteção solar. Então, nesse momento, a gente vem pedir aos nobres pares que, no momento oportuno, seja aprovado este projeto, que eu acho que é de muita importância para essas pessoas. Principalmente começar a alertar as crianças da escola, que praticamente, às vezes, não têm nenhum cuidado. Então, a partir deste projeto, vai incentivar essas crianças e outras pessoas que, às vezes, não têm a proteção possam advir a ter essa proteção. Conscientização dessas pessoas. Muito obrigado.
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VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Bom dia, senhor presidente; nobres pares; telespectadores do canal 16. Ocupo o meu Grande Expediente do mês de agosto para falar de um tema que julgo de extrema importância, que é o tema do saneamento ambiental. Um tema apaixonante. Nos últimos anos, basicamente na última década, o município tem feito robustos investimentos nessa área, face um esforço dos governos que foram se sucedendo em nosso município. Acompanho mais de perto isso, nos últimos 12 anos, e a gente percebe as melhorias que foram dadas nessa questão do saneamento ambiental, tornando Caxias, inclusive, uma referência nacional nesse quesito. Dados, nobres pares, de 2015, dão conta de que nós ocupamos a primeira colocação no Rio Grande do Sul no ranking nacional de saneamento, de acordo com o Instituto Trata Brasil. Vamos ter uma nova medição agora no mês 17, mas ele é fruto de escolhas certas pela nossa Administração. Cito, como exemplo, a ampliação da oferta de água no Município com a construção do nosso Sistema Marrecas. Temos água pujante ali, todo um lago ainda a ser explorado, já distribuindo água. Adquirimos faixas de terra, áreas importantes para proteger os nossos mananciais. E cito, como exemplo, a aquisição do Parque dos Pinhais lá em Vila Seca pelo Samae, uma reserva natural de quase quinhentos hectares. À época, nós sabemos do esforço do diretor-presidente, Edio Elói Frizzo, nas tratativas de escolher essa área. Uma visão de futuro muito importante. Enquanto nós temos lá a Região Sudeste com falta de água, nós adquirindo faixas de terra para a preservação dos nossos mananciais. Nós contamos em Caxias do Sul, hoje, com 10 estações de tratamento de esgoto, portanto um belo investimento no tratamento do nosso esgoto. Milhares de metros de cano, hoje, possibilitando redes de coletora para nós despoluirmos os nossos arroios, para ter um desempenho importante com reflexos, inclusive, positivos para a saúde da população. A implantação, vereador Adiló, modelar do sistema de coleta mecanizada foi um destaque importante, completando 10 anos agora pela Companhia de Desenvolvimento de Caxias, a Codeca. E essa conteinerização foi muito importante, visando à separação do lixo orgânico, do seletivo, que permitiu essa mecânica muito avançada. E também instituir em outros municípios tendo Caxias como referência, pois fomos notícia nacional, inclusive, no incentivo. O que possibilitou que nós ampliássemos a coleta seletiva no município e o que também ajudou que nós destinássemos mais materiais às cooperativas, às associações de recicladores. O que gerou emprego, renda, gerou mais recursos para aquelas famílias menos abastados do município que tanto precisam, que fazem um trabalho fundamental juntamente com a comunidade de catadores do município. Automaticamente, fortalecemos a cadeia produtiva da reciclagem. Então, foram escolhas certas, escolhas de governo que nós precisamos elogiar sobremaneira. São exemplos positivos da correta gestão dos recursos públicos, cujo destinatário é a nossa população. Lembro-me, à época, não estava aqui, mas, quando comandava o Executivo, o ex-prefeito Pepe Vargas encaminhou aqui um projeto de lei para que nós pudéssemos acessar os financiamentos junto ao Governo Federal, para nós despoluirmos os arroios. À época, a Casa teve essa sensibilidade, aprovou isso. E nós, nesta política do Governo Sartori e Alceu, depois Alceu e Toninho, de enterrar canos, nós fizemos a escolha certa. Porque, hoje, temos aí um grande percentual. Pretendemos, se este governo atual der continuidade e buscar os financiamentos, chegar à universalização do tratamento de esgoto em nosso município. Neste sentido, vereadores e presidente, apresento, hoje, aos nobres pares, pois dei entrada nesta Casa, protocolei, hoje de manhã, um projeto de lei que vai ao encontro dessa política de saneamento no município, projeto: ‘Reciclagem na escola tem valor’. Eu tenho a plena convicção e fui buscar isso, vereadora Paula, lá na Escola Machado de Assis, no Bairro Reolon. Teve um professor que estava realizando isso em sala de aula. Foi premiado, inclusive, na Mostra de Tecnologia do IFTec por ter feito, inclusive, um trabalho com a comunidade de recicladores lá do Bairro Reolon. Está ensinando isso de forma pedagógica para as nossas crianças lá em sala de aula. Como ele deve fazer a correta separação do plástico, do papel, das latinhas. E nós pensamos: “Isso não pode ficar somente no âmbito de uma escola. Nós temos que reverberar para toda a comunidade escolar, para as 85 escolas do município”. E aí nasceu esse projeto ‘Reciclagem na escola tem valor’. Tem valor educacional, tem valor social, tem valor ambiental, tem valor monetário – inclusive. Porque nós pretendemos com esse projeto que, tudo aquilo que os alunos separarem, fizerem a separação dos resíduos em sala de aula, através da Codeca, como mediadora, ela possa entregar isso às recicladoras para fazer a triagem final, para fazer a prensagem. Enfim, vender isso. E um bom percentual desses valores serem aplicados nos educandários, nas escolas. Na infraestrutura, na compra de material, enfim, nos equipamentos que são precisos, na merenda escolar. Fora a questão da educação propriamente dita, dos trabalhos, das atividades didático-pedagógicas que a comunidade escolar, os professores, a direção pode exercer junto aos seus alunos. Então, não é preciso dizer, eu venho tratando desse assunto há mais de ano. É um tema apaixonante o tema da reciclagem. Nós temos quatro frentes que estamos trabalhando nesse sentido. A primeira delas foi em virtude da morte do papeleiro Carlos Miguel, onde nós instituímos e hoje é lei o ‘Dia Municipal do Catador de Material Reciclável’. Quando aportou, nesta Casa, o Plano Municipal de Resíduos, nós acostamos uma emenda, e ela tem respaldo para funcionar, que é o PAGAR, que é o Programa Ambiental de Pagamento por Ações de Reciclagem. Tramita nesta Casa o Marco Legal da Cadeia. E também nós fizemos, por indicação, o Fundo Municipal à Secretaria do Desenvolvimento, que entendemos que ele tem que existir. Então, este projeto, queridos vereadores, imprensa, comunidade, é um projeto educacional extremamente simples, mas também ousado porque ele tem uma destinação muito bonita, que é a educação ambiental, que é fazer com que a consciência comece lá na escola e se repercuta dentro dos lares, nas famílias, nos bairros, nas comunidades. Caxias é modelar, mas ela precisa avançar e ser referência ainda mais no campo da reciclagem, no campo da separação dos resíduos, no campo da coleta seletiva. Hoje, não é mais lixo, é resíduo. E o resíduo tem um valor comercial muito grande desde que separado, desde que feita toda a logística para sua venda. E também na questão do fortalecimento das associações de reciclagem que este trabalho também, que este projeto tem essa finalidade. Porque o catador, o reciclador é a ponta mais frágil da equação. O atravessador, aquele que compra o fardo pronto e leva lá para a indústria de transformação, esses é que faturam. Então, nós precisamos reverter isso. Aquele que trabalha no início da produção, no inicio da cadeia produtiva é que tem que ter o reconhecimento. Nós pretendemos trabalhar junto com a comunidade escolar, com as direções, com os professores, com os alunos, com as famílias para que tenham essa consciência. Então, é um processo de seleção dos resíduos recicláveis, que vão ser papelão, papel, plástico, alumínio, vidro. Justamente com o seu acondicionamento, num primeiro momento dentro da sala de aula, mas também vai ter, dentro do espaço físico da escola, aquelas bolsas grandes, os chamados bags que aí, quando estiver já com ele lotado, vem a Codeca apanha isso, leva até a recicladora mais próxima. No caso, o próprio, a Escola Machado de Assis se prontificou juntamente com o Simplás de engendrar um projeto-piloto e ali iniciar isso. Fomos muito bem recebidos, tivemos lá com o presidente Jaime Lorandi explicando a sistemática e ele foi um parceiro, quer ser parceiro do município. Então, é um projeto importante que, ao lado do recolhimento também de sala de aula, a comunidade pode aportar ali também com alguns resíduos, mas as atividades didáticas, com o propósito também de difundir a educação ambiental dentro e fora da escola, também ela tem um valor muito grande. Então salientar... (Esgotado o tempo regimental.) E finalizo. Eu finalizo, presidente, que, ao fim e ao cabo, de toda essa sistemática deste programa, os recursos financeiros obtidos também pela comercialização desses resíduos vão ser revertidos em benefício da escola que vai participar deste projeto. O projeto deu entrada hoje. Nós gostaríamos que os nobres pares o consultassem, fizessem as considerações necessárias, as emendas possíveis, as considerações e, até mesmo, as críticas. Nada aqui está pronto e acabado. Nós queremos construir, em comunhão de esforços, porque é um programa que dialoga com a educação, com o meio ambiente e com o bem-estar da classe dos nossos catadores e recicladores. Agradeço a tolerância, presidente. Muito obrigado aos nobres pares.
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VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Bom dia a todos. Eu vou falar sobre segurança pública. Hoje o jornal traz duas páginas sobre o tema. E Brigada Militar e Guarda Municipal, nós não podemos cair na armadilha de escolher uma ou outra, são coisas diferentes. Eu me somo ao parecer do que foi dito, há pouco, pelo colega Rodrigo Beltrão. Ontem, eu percebi integrantes da Guarda muito chateados com o que estava acontecendo, inclusive com verbalização... É muito ruim estar, neste momento, neste papel. Esclarecendo... Então nós vamos ter audiência pública onde esclarece qual é o papel da Guarda, vamos ter este debate. Em relação à Brigada Militar, a Brigada tem três atuações: o 190; a atuação ostensiva, truculenta, de combate ao crime e o policiamento comunitário. O policiamento comunitário é aquela ideia, que já vimos aqui, de prevenção, de estar próximo da população, de estar lá no bairro. E fixando, então, ao policiamento comunitário e a matéria do jornal, onde traz a entrevista do secretário Malmann e do comandante Andreis Dal'Lago, que esteve em Caxias, inclusive nesta Casa nessa semana. Aí eu destaco três aspectos: primeiro, a parceria que existe entre o município e a Brigada Militar, em relação ao policiamento comunitário, integra uma lei municipal, que é o Promsep, a 7.975. Se houver a decisão do município em não continuar com o convênio... Primeiro, terá que enviar essa decisão através de projeto a esta Casa ou estará descumprindo a lei. Certo? Esse é um ponto. O segundo ponto, se houver essa decisão, além do rompimento, além de descumprir a lei, eles não vão estar respeitando uma situação que nós vimos aqui na audiência pública de unanimidade, onde houve o posicionamento da população caxiense optando e querendo o policiamento comunitário. Então, todos que aqui se colocaram identificam que tem necessidade de melhorias e que gostariam da expansão e eu acho que aí que nós tínhamos que estar conversando. Diante da situação que nós vivemos de segurança, em Caxias do Sul, nós teríamos que estar conversando de forma integrada, juntos, como a gente aumenta, como a gente amplia o policiamento comunitário, e não discutindo em acabar com ele. Então o segundo, o que eu quis dizer, é que não estamos escutando o que a população trouxe aqui na audiência pública, com Casa cheia.  O terceiro aspecto é que lendo o paralelo parece que o município tem o comando sobre o policiamento comunitário e nós temos que desfazer isso. A participação do município é muito pequena em relação ao policiamento comunitário porque quem paga a folha... O policiamento comunitário é uma estratégia da Brigada, é uma filosofia de trabalho da Brigada, que é estadual. O Estado paga a folha de pagamento, as viaturas, todo o aparato de colete, de arma, de bala. A contribuição, a parceria do município é em relação ao auxílio-moradia que representa... O policiamento comunitário, vereador, que está lá na Promsep, é o auxílio-moradia. O combustível é outra parceria que eu já falo a seguir. Então, essa parceria significa R$ 30 mil/mês num município que arrecada R$ 2 bilhões/ano. Gente! Então o que mais importa aí não é o valor, é a parceria, é a integração e é isso que estaríamos ferindo se houver a decisão do município de acabar. A palavra de ordem tem sido integração em diversos assuntos, em especial na segurança. Integração de todas as forças. Na conversa com o coronel Andreis, ele me perguntou: “Como está o GGI-M?”. Boa pergunta. Eu tive oportunidade de participar de uma reunião e de mais nenhuma e na verdade a Câmara de Vereadores tem uma cadeira no GGI-M. Em cidades, nós estivemos visitando a comarca de Nova Petrópolis, dentro daquele nosso projeto que estamos trabalhando para a gente fazer adequação na casa prisional, é uma cidade pequena. Nova Petrópolis, vocês precisam ver a atuação daquela comunidade para prevenir o crime. Nós estamos convidados a participar da reunião deles no dia 6 de setembro...
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Concede um aparte, vereadora?
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Já lhe concedo, para apresentar para a associação comercial e todo o GGI-M deles sobre esse projeto de adequação do Apanhador e trabalho, que estamos indo junto
com o conselho da comunidade, que foi o grupo de trabalho que a gente estabeleceu a partir da vistoria, junto com a Comissão de Direitos Humanos e a de Enfrentamento da Violência. Então, pior do que parar com... Porque o auxílio moradia é um incentivo ao brigadiano e... Pior, acho que para mim o que fica... É preocupante essa quebra da integração. Falando a respeito do combustível, é comemorada a desoneração do Município de 550 mil anuais. Isso, dividindo por mês, arredondando, dá 46 mil. Eu espero que isso não custe caro para nós, porque os números que a Brigada tem no nosso município são muito bons, apesar de todas as dificuldades. A gente só vê evolução. Os únicos dois resultados que não estavam bons era o crescimento, no transporte público, de assaltos e roubo de carro. No restante, todos os indicadores eram a menores. Que esses 46 mil mensais não nos custem caro. Essa é a posição desta vereadora, e acredito que dos meus colegas, que estamos lutando todos nesta Casa por segurança pública. Seu aparte, vereador Edson da Rosa.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Vereadora Paula, certamente, todos os vereadores estão bem atentos à sua fala. Mas, mais ainda evidenciar o que a senhora está falando, nós tivemos aqui a visita do comandante geral da Brigada Militar, do coronel Andreis Dal'Lago. Ontem, na reunião que V. Exa. promoveu também junto à Comissão de Enfrentamento, Comissão de Educação, também o vereador Beltrão conseguiu dar uma passada por lá, estava lá o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, evidenciando as estratégias da Brigada Militar  e, principalmente, falando do policiamento comunitário, ou seja, a importância que a Brigada dá, nessa ação que ela desempenha, que é uma das três que a senhora falou em Caxias do Sul. Nós não estamos tendo a real noção, enquanto município, da importância disso para a Brigada e para Caxias do Sul. Porque eles estão sentindo que, da forma que está sendo colocado, se não vier a ser dada continuidade, nós teremos um prejuízo muito grande na segurança em Caxias do Sul. Então, nós precisamos... A Brigada, enquanto instituição, está fazendo a sua parte. Nós, Câmara de Vereadores, através de todas as comissões, estamos fazendo a nossa parte. Espero que o Município faça a sua parte. Obrigado, vereadora.
VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Obrigada, vereador Edson. A grande preocupação do comandante Andreis é que essa questão não seja política. A Brigada é uma estrutura técnica e tem o papel de defender a sociedade. Eu não vou entrar em jogo nenhum político. Não, e também não é meu, a causa é segurança pública, e nós temos que reconhecer a importância do papel da Brigada. E nós... Não tem questão, nós quebrarmos essa integração, gente. Esses ânimos não podem caminhar para esse rumo de quebrar parcerias. Então, é muito... De fato, a audiência ficou confusa, não é, porque lá pelas tantas o secretário afirmou que não ia acabar parceria, porque era uma lei, ele até trouxe aqui a lei, no entanto, aqui no jornal, fala que é papel do Estado. Ok, mas a parceria, a integração que foi muito necessária até então, até por momentos, por questões financeiras do Estado, pelo valor que ela representa, é muito menor do que a importância de trabalhar unidos, integrados. É energia que isso traz, e é esse o caminho, eu não tenho dúvidas. Muito obrigada.
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Pessoal que nos acompanha aqui do plenário e também através da TV Câmara. Antes de mais nada, eu não quis interromper a fala do vereador Thomé, cumprimentá-lo por essa proposta. Acho que sempre é muito importante essa preocupação, especialmente nós, aqui, que temos uma parcela importante da sociedade que milita na área rural, e isso, são os mais expostos. Então, cumprimentos. Também dizer ao vereador Toigo boa proposta. Nós começamos, em 2008, o Reciclar na Escola com apenas dois recipientes, para dar o início. Não foi dada continuidade, e o seu projeto vem a preencher essa lacuna. Como sugestão, eu deixaria que se inclua ali também a boa prática da lavagem, da limpeza dos recipientes que é muito importante, as crianças já aprenderem isso em casa. Ensinar aos familiares e a coleta do óleo de fritura, mas cumprimento, vereador Toigo. Proposta muito importante, tenho certeza que é uma sementinha que vai dar bons frutos. Eu pedi a palavra para tratar de dois assuntos. O primeiro, eu quero colocar aqui outro e-mail recebido de volta pelo Samae. Eu quero dizer que eu vou continuar fazendo o meu papel como cidadão, não só como vereador, como cidadão. Quando me deparar com um buraco ou receber a comunicação de algum contribuinte de questões que estão lá há 30, 40, 60, 90 dias têm reparos a serem feitos na cidade, infelizmente o setor de manutenção do Samae está falhando. Alguma coisa... Trocaram alguém que cuidava disso, porque está demorando muito, não era normal.  O Samae sempre tinha uma média de 15, 20 dias, isso é normal,  Secretaria de Obras, Samae, porque se faz os reparos por região. A equipe que faz manutenção não pode estar pulando de um canto e outro da cidade, então isso é compreensível. Agora 90 dias, 120 dias um buraco expondo o risco, o motoqueiro, o veículo é demais. E nós não vamos, este vereador não vai se submeter à humilhação de mandar para o Caetano uma informação. Eu não estou pedindo uma obra. Não estou pedindo nada, nem um favor para esse vereador, é informar. Agora, se o presidente do Samae quer que eu mande para algum encarregado com toda a tranquilidade, não precisa ser para ele. A gente está mandando para ele para que ele diga a quem mandar. Agora, não para o secretário de governo, por favor. E aí eu tenho dois e mails, os dois respondidos iguais, a mesma coisa. Tchê,  mais rápido ele passar para o encarregado e dar uma olhada do que devolver o e-mail para este vereador. Eu acho que essa é a obrigação dele. Até não ter o conhecimento tudo bem. Agora receber o e-mail repica para o encarregado. Oh, vocês estão deixando demorar demais para fazer a manutenção. Não, tem o capricho de devolver para este vereador dizendo que por ordem do chefe, senhor prefeito, eu sou obrigado a concordar com o vereador Rodrigo. Não adianta boa vontade do secretário, se a cabeça maior pensa do avesso. Essa nova política é o contrário daquilo que deve ser feito. É o contrário daquilo que o cidadão espera. Então não é culpa do Panarotto. Provavelmente ele recebeu essa  ordem, agora acho muito estranho  ele se sujeitar a essa humilhação de ter que responder para um  vereador que não pode encaminhar uma... Não é um pedido, não é uma solicitação de nada. É uma comunicação de que tem um problema lá, tem um buraco. Então feito esse registro, eu quero me ater nessa questão aí que está indo longe demais esse desgoverno. Eu já dizia isso lá atrás e volto a frisar. Fui muito criticado no começo quando comecei a anotar as polêmicas. Eu quero dizer para os senhores que ela já está no número 61 com a pancadaria de ontem. Se não acharem que isso é polêmica, retiro, mas para mim eu incluo ela na lista que o que a Guarda Municipal fez ontem é realmente uma situação atípica, atípica. Não faz jus com a tradição do povo caxiense que é da boa paz e este governo parece que está querendo plantar a divisão de classes, a disputa, o ódio. Era tão fácil ontem ter pedido para uma comissão de  três ou quatro moradores ser recebida pelo chefe de gabinete, estava acabado o protesto. Até estranhei que não estava ali o caminhão do Samae, vereador Elói. Faria o mesmo estrago do que os cassetetes da Brigada. Esses dias eles haviam preparado o caminhão da Samae, ontem  prepararam o pessoal armado de cassetete, coisa que quer dizer... Na próxima, vamos ver o que que vem. Começamos com o caminhão do Samae. No segundo episódio veio a Guarda, terceiro vai ter aí um front, mas eu espero que o alerta feito hoje pelos vereadores especialmente pelo vereador Rodrigo foi muito brilhante, que sirva para que este governo, vereador Périco, também, retome, acerte o rumo. É isso que nós queremos. Eu duvido que alguém queira que o governo vá mal, eu duvido. Alguém de sã consciência, porque nós estamos sofrendo na pele esse desgoverno de tu mandar um aviso que tem um buraco e receber de volta um e mail dizendo que  não pode ser comunicado direto ao Samae. Também dizer que eu estranho muito a atitude desse governo de mandar fazer toda essa força-tarefa no município de São Francisco de Paula, que está ocorrendo desde quinta-feira, tem máquina sendo deslocada para São Francisco de Paula. Pararam de prestar serviço aos distritos. Têm seis moto-niveladoras, duas retro, uma carregadeira e uma imensidão de caminhões e carretas transportando brita e coisa. Existe um convênio, não tem nada de ilegal. Esse convênio já existe desde o governo Sartori na época do secretário Mauro. Nós o renovamos, portanto nós entendemos que é possível, sim, essa parceria, prestar auxílio ao município. Principalmente a questão do Juá, que a maioria dos cidadãos que moram ali têm envolvimento e têm os seus negócios em Caxias do Sul. Mas o que a gente fez em 2013 e em 2014? Primeiro vamos atender as nossas comunidades, depois encaminhamos duas moto-niveladoras lá para dar uma ajuda, fazer um trabalho básico e ficou por aí. E o prefeito da época, eu quero deixar registrado, era o meu companheiro de partido Juarez Hampel, me ligou várias vezes, pedindo para nós ajudarmos. Eu dizia para ele: prefeito, primeiro, eu tenho que atender a comunidade de Caxias. Chove muito, nós estamos com as estradas em dificuldade. E assim passamos 2013. No final de 2014, a gente fez uma manutenção de 15 ou 17 km. Agora está lá uma força-tarefa levando brita, uma carreta e os trucks transportando desde a semana passada. E nós estamos com escassez de cascalho.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, uma Declaração de Líder.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Estão levando para lá. Ontem, o prefeito foi lá fazer o seu mea-culpa, porque deve estar com remorso de não ter atendido quando do tornado. Então agora está fazendo esse esforço grande para atender São Francisco. Mas eu quero dizer: a que preço todo esse maquinário, toda essa brita? E o que se sabe, a informação que chegou ontem, são 70 km de estrada feita com cascalhamento, patrolamento, seis moto-niveladoras. Não há nada de errado, tem convênio, não tem nada ilegal. Agora, não quero, amanhã ou depois, ver que vai faltar brita para os nossos colonos ou negar o atendimento para algum bairro sob o pretexto de dizer que é um loteamento irregular ou alguma coisa.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Porque são cidadãos de Caxias e têm que ser atendidos dentro do possível, onde não houver embargo do Ministério Público.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Já lhe concede. E dizer... Não vai dar tempo ler, vou lhe dar o aparte, vereadora Gladis, mas recomendo que leiam a sentença da doutora Aline, que fecha com essa charge do Iotti. E se os nobres pares um dia quiserem, eu tenho a coleção de todas elas, que é muito interessante. Fala mais uma charge do Iotti do que nós em meia hora, uma hora de discurso. Eu tenho guardadas todas elas para mostrar a trajetória desse governo. Não é a fala deste vereador, é a expressão de um chargista muito inteligente. O seu aparte, vereadora Gladis.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Obrigada, vereador. Eu gostaria aqui também de fazer um pronunciamento a respeito do Samae. No dia 13 de junho, nós solicitamos informações sobre as redes de esgoto que estavam implantadas e quais estavam em funcionamento. (Esgotado o tempo regimental.) Já encerro. E a resposta que nós tivemos do Samae é que está disponível no GEO Caxias para os servidores autorizados. Nós não temos como acessar isso, porque nós não temos autorização. Então uma resposta dizendo que está no GEO Caxias e que pode acessar quem é autorizado é a mesma coisa que dizer: tu vai ficar sem saber. Mas embaixo, eles colocam que é de uso estritamente interno, que serve de parâmetro para a emissão de viabilidade, certidões e diretrizes pelo Samae. Nós pedimos essas informações, porque nós precisamos saber se a rede que passa na rua está sendo utilizada pelo morador, porque senão não tem necessidade de a rede estar passando. E a informação é essa. Nós não temos informações, não podemos saber o que fazer. Então está muito complicado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Peça para o Caetano.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): O Caetano... É, vou ter que pedir para o Caetano. Obrigada, vereador.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): (Risos) Lamentavelmente. Obrigado, senhor presidente. É isso, senhoras e senhores vereadores.
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VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Presidente Alberto Meneguzzi, primeiro queria saudar V. Exa. na condução dos trabalhos de ontem. Para deixar aqui para os nobres pares que não acompanharam, nós fomos, ontem, provocados pela pelas pessoas que vieram aqui. A primeira pessoa que trouxe o assunto foi o vereador Rafael Bueno. Aí depois vieram pessoas e nós, juntamente com o presidente, pedimos para que os vereadores saíssem, retirássemos o quórum para a sessão acabar e para nós tentarmos intermediar essa situação que aconteceu aqui em Caxias do Sul, na manhã de ontem. Eu fiquei... Até o vereador Beltrão falou. Em 2013, quando nós tivemos as manifestações no Brasil, julho de 2013, esta Câmara de Vereadores aqui, nobres pares, ali fora acho que tinha umas 3.500 pessoas e este plenário literalmente lotado. Nós não tivemos uma força ostensiva, vereadora Paula Ioris, que impedisse as pessoas de entrarem aqui no nosso plenário, vereador Toigo. E a Câmara de Caxias do Sul foi a única câmara do tamanho de Caxias que não foi invadida, porque nós demos voz e vez para aquela população. O vereador Renato Nunes lembra. Ontem, inclusive, o vereador Renato Nunes também disse: “Vamos sair e vamos lá na prefeitura.” Bom, aí nós enxergamos um pouco da população que estava ali, cerca de 50, 60 pessoas, que nos cobravam alguma atitude. O que nós fizemos? Eu, o vereador Toigo e o vereador Périco viemos falar com o presidente. “Presidente, acho que essa nossa ação, enquanto Câmara, tem que ser institucional.” O vereador Alberto Meneguzzi rapidamente entrou em contato por telefone, seguindo todos os trâmites para falar com o chefe de gabinete. Não obteve resposta. E nós dissemos: “Então, ficamos esperando o senhor chegar ali. Qualquer coisa nós vamos.” Foi o que fizemos. Esta foto do jornal corrente de hoje penso que relata bem. Eu, o vereador Toigo, o vereador Renato Oliveira e o presidente. Três ex-presidentes com o atual presidente da Câmara tentando dialogar. Primeiro que nós fomos recebidos pelo secretário, da secretária, do secretário. Foi o que aconteceu. Numa atitude que, em qualquer outra situação, tenha certeza, que o chefe de gabinete nos receberia. Nós fomos lá, e foi dito pelo presidente que nós só queríamos tentar intermediar uma situação que estava desconfortável. Pois bem, o presidente colocou a real situação, a pessoa foi até lá. Não vou citar o nome para não expor aqui, porque não é o caso. Ela também estava cumprindo as determinações. Mas, antes disso, quando nós estávamos indo, senhores vereadores, só para ter noção, alguns guardas disseram: “Vamos deixar os vereadores passar?” Vamos deixar os vereadores passar? Em horário de expediente, em horário de expediente. E aí foi feito isso. Ela retornou dizendo que ele não poderia nos atender, porque estava falando com uma agenda. Meio-dia e 10. Estava numa agenda telefônica com a secretária da Saúde e que não poderia interromper. Aí eu disse... Já tinha sido falado com o secretário de governo, o Caetano, que estava lá quando o senhor ligou, ele estava na prefeitura. Aí eu peguei e interferi. Eu disse: “Gente...” Também não vi a filmagem. “Nós não estamos aqui para causar confusão. Nós queremos é apaziguar, nós queremos criar pontes. Nós não queremos criar muros, abrir mais essa fenda que já está. Então, por favor, peça para o chefe de gabinete nos atender cinco minutinhos. Se não esta comissão de vereadores, ou a Mesa Diretora, ou o presidente somente. Não tem problema nenhum para nós. Só queremos dar uma resposta para a população que está nos aguardando ali fora.” Pois ela retornou e disse que a resposta inicial estava mantida, que o Caetano já estava aqui na Câmara. Aí eu disse para o vereador Alberto: “Vamos embora. Aí não tem mais diálogo. Vamos embora.” Foi exatamente o que aconteceu. Daí nós dissemos ao presidente Alberto: “Vamos lá para a Câmara e o senhor dá a resposta à comunidade que está ali.” E foi o que foi feito. Falo isso porque, invariavelmente, em qualquer local que nós vamos, todos os vereadores, a população nos questiona e diz o seguinte: “Ajudem o governo. Não façam confrontos.” Mas nós não estamos fazendo confronto. Nós queremos conversar, nós queremos dialogar, nós queremos tentar harmonizar a situação que está em Caxias do Sul, que o vereador Adiló Didomenico falou tão bem. Está uma situação de conflito. Nós queremos fazer a nossa função. Hoje, eu não sei que horas nós vamos sair vamos hoje. Ontem, eu saí da Câmara de Vereadores por volta das 7h30, porque tinha uma outra situação, que nós vamos trazer mais adiante, com o Conselho. Nós fomos convidados, todos os vereadores ontem aqui, foi entregue pessoalmente, para uma reunião com o Conselho Municipal da Cultura. Mais uma mediação de conflito, que aí está acontecendo. Então, nobres pares, eu trago isso para dar uma resposta à comunidade que nós estamos tentando fazer a nossa parte. Ontem, nós tentamos fazer um diálogo para aproximar, para tentar corroborar e o que foi nos dito é que nós... Não tinham visto as imagens. Nós não fomos fazer um processo investigativo. Nós fomos é tentar aproximar para que nós pudéssemos ter uma condição de diálogo e, depois, quando eu saí , quando nós, vereadores, saímos daqui, imediatamente, a Guarda Municipal, antes de nós chegarmos, já estava posta lá na antessala do gabinete. Então tudo o que eu estou falando aqui, os vereadores que estavam lá enxergaram e viram. Como se, daqui a pouco, nós fossemos entrar lá e fazer uma manifestação, os vereadores, absurda, que fuja da conduta e do decoro de um parlamentar. Então são essas ações que nos deixam um  pouquinho aflitos. Porque eu, particularmente, sou uma pessoa apaziguadora. Eu não gosto de confronto, eu não gosto de conflito, eu prefiro a mediação do que qualquer outra coisa. Então essa foto que foi trazida do nosso jornal ontem retrata exatamente o que aconteceu. Nós tentando conversar e sendo impedidos de fazer qualquer ação para dar o retorno.
Vereador Paulo Périco, o seu aparte.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Vereador Edson, obrigado pelo seu aparte. Eu acho que é pertinente. Todos os nossos colegas aqui falaram referente a esse assunto que o senhor coloca. Eu me considero constrangido mais uma vez – e já usei essa palavra tantas vezes aqui –, de constrangimento como representante de Caxias do Sul. Eu nunca vi, na história da nossa cidade, um desrespeito com esta Casa. Quando nós fomos ao gabinete do prefeito e ainda essa secretária do secretário, do secretário, do secretário disse que o prefeito só poderia nos receber a partir das vinte e duas horas porque ele tinha uma agenda. Até eu questionei: “Mas, então, se existe alguma excepcionalidade no município neste momento, tem que se manter a agenda”. Eu nunca vi isso. Sinceramente, eu nunca vi isso. O meu pai foi vereador aqui muitos anos, e oposição também e situação e nunca aconteceu. Então, para a história da Câmara de Vereadores, fica uma mancha; para a história do município, fica uma mancha em que uma comissão, para tentar conversar, não foi recebida pela prefeitura, pelo Poder Executivo. Isso é uma mancha. E, mais uma vez, eu lhe cumprimento porque ninguém aqui está tentando fazer conflito. Nós estamos tentando contribuir, contribuir. Tudo que veio do governo, até o momento aqui nesta Câmara de Vereadores, absolutamente, todos os projetos foram aprovados. Essa coisa de oposição... Nós estamos sendo extremamente o quê? Legalistas. Sim, aprovando os projetos positivos para a cidade. Só para finalizar, colega Edson, eu queria retomar uma palavra do secretário Malmann hoje, que eu levantei essa questão, das exigências que ele aqui leu naquela audiência referente à Brigada Militar. Aquilo foi, simplesmente, uma palhaçada em que somente 5% município contribui com a Brigada Militar e secretário Municipal se dá o direito de colocar exigências ao governo do Estado do Rio Grande do Sul. Mais uma vergonha na qual a nossa cidade passa por termos um secretário despreparado. E chamo a atenção, como ontem fui chamar a atenção do colega Beltrão, que é da nossa Comissão de Direitos Humanos, se vocês olharem as imagens, vocês verão um guarda municipal com uma arma em punho vindo pela parte de baixo da escada, onde estavam os cidadãos de Caxias do Sul, e ele colocando a arma na sua cartucheira, digamos assim. Para que estar com uma arma em punho num movimento com 30, 40 cidadãos? Gostaria que vocês olhassem este detalhe na filmagem. Obrigado, vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (PMDB): Obrigado, vereador Paulo Périco. E dizer que ontem nós não procuramos fazer uma agenda com o prefeito, nós tentamos falar com o chefe de Gabinete e lembrar que, há época, o vereador Daniel Guerra, nunca lhe foi negado uma audiência com qualquer secretário que ele solicitou, nenhuma, nenhuma. Portanto, nós não conseguimos entender ontem os secretários não quererem receber uma comitiva dos vereadores para tentar ajustar. Bom, então, penso que este passo de aproximação, presidente, se o senhor me permite, já foi dado várias vezes pela Câmara de Vereadores. Para concluir, nós aqui ontem ficamos constrangidos porque nós não conseguimos dizer para a população que os vereadores não foram recebidos pelo chefe de gabinete e pelo secretário de governo. Muito obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Cumprimentar a todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16, todos aqui presentes. Realmente muitas vezes o povo me pergunta... Aqui já houve, aqui neste momento: “Vereador Bandeira, você vai na tribuna sem papel?” Realmente é umas das primeiras vezes, poucas vezes... Já era difícil falar com papel, calcula sem. Mas hoje, graças a Deus, a gente já conhece alguns assuntos então já grava na mente e automaticamente, senhor presidente, a gente já fala sem papel. Primeira questão. Quero deixar a minha também, sobre o que aconteceu ontem, sobre as manifestações, dizer aqui que não é o fim do mundo, porque manifestações vão continuar tendo, seja em Caxias, seja no nosso Brasil inteiro, por causa desse descrédito que nós temos na nossa política. Nós somos mal vistos, muitas vezes onde a gente anda. Seguidamente, muitas vezes, a gente tem que se impor lá no distrito, lá no bairro, muitas vezes, porque... Muitas vezes até evitar brigas, porque o pessoal pega pesado, muitas vezes, querem brigar. Então, eu vejo que tem que ter controle de ambas as partes, porque se um não quer, dois não brigam, vereador Toigo e senhor presidente. Então, eu acho que é isso aí e com certeza a população também vai rever, a Guarda se errou ou não. Eu acho que... E repito, manifestações elas vão continuar existindo, seja aqui, seja no Brasil inteiro, e a população, por sua vez, ela está certa de ir atrás de suas reivindicações. Feito esse registro, o segundo registro, vereador Adiló, quando V. Exa. fala da estrada do Juá, este vereador aqui... Eu posso dizer que sou culpado dessa questão, podemos dizer assim, porque nos primeiros dias que estive aqui eu já levei esse assunto cobrando essa questão. Cobrando inclusive o líder do governo, como fazer para aquele povo daquela região que não podiam sair com os seus caminhões carregados de maçã, de batata, de hortifrutigranjeiros. E a maioria daquele povo que nos cobraram, vereadora Gladis, são aqui de Caxias do Sul, da região que pertence para Caxias. A grande maioria que nos  cobra, vereador Adiló, mora aqui na região, por incrível que pareça. Então, vejo assim um pouco interessante sim. Claro que, que nem o vereador Adiló, tem muitas coisas para fazer na nossa cidade, mas também é viável e positivo por causa das cobranças. Muitas cobranças vieram, inclusive pedi apoio político, repito aqui, como nós podia fazer, explicando que tinha o convênio tal já na eleição passada e que o pessoal não conseguia mais rodar, seja o caminhão de batata, de maçã, chegava a cair as caixas para baixo, da estrada tão ruim que era naquela região. E junto nesse contexto eu acho que daqui a pouco, em breve, vamos ter Cazuza e Juá, a gente está trabalhando para participar da nossa cidade de Caxias do Sul. Então, vamos esperar que logo, logo pertença a Caxias e ela seja atendida da melhor forma possível.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Se permitir um aparte, depois vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): E o terceiro registro, registrar aqui, senhor presidente, que nós tivemos uma segunda reunião da telefonia, vereador Adiló, de imediato, depois já concedo aparte. Faz parte dessa Comissão Especial em Defesa dos Consumidores da Telefonia a vereadora Gladis Frizzo e o vereador Thomé, que fazem parte dessa Comissão Especial em Defesa dos Consumidores da Telefonia. Então, obrigado, vereadores. Sempre também atentos, participam juntos das nossas reuniões e, a cada dia, a gente consegue levantar assuntos. Temos assuntos sempre, quando se fala em telefonia. A gente agradece – sempre é bom deixar claro – aquelas antenas que foram instaladas lá em Criúva, porque foi batalhado para nós termos aquela antena de Criúva. E estou sendo julgado, por que lá não tem antena em Santa Lúcia, vereadora Gladis e vereador Thomé? Por que não tem antena lá em Fazenda Souza? Lá em Terceira Légua, senhor presidente? Aí eles perguntam: “Como é que tu foste instalar antena em Criúva?” Não, não é o vereador. Nós cobramos, fizemos a nossa parte que é cobrar. E cabe à operadora, Anatel, outras operadoras, Oi, Vivo, Tim... E, graças a Deus, essa antena foi instalada naquela região. E nessa reunião, então, foram levantadas várias questões, sejam os orelhões que temos na nossa cidade que não funcionam. De dez orelhões, um funciona, Chico Guerra. Que fomos ver essas questões. Que tirem fora esses orelhões que estão aí só estorvando, que cabe só para outdoor, como o jornal Pioneiro colocou, fez um levantamento sobre a questão, servem só para outdoor de propagandas. Então, que tirem fora e coloquem nos lugares certos, seja na frente da farmácia, seja na frente da UBS, da escola – não é, vereadora Gladis, que me ajuda aí – enfim, tantas outras entidades que nós fizemos do telefone, sim, até porque nós temos que aproveitar essa gratuidade que eles nos concedem. E outra questão dos fios caídos que temos na região, muito aqui se batalhou, muito se conseguiu também através de filmagens, através dos assuntos que trouxemos nesta Casa, e que não dá mais para aceitar isso. Telefonia, desde a telefonia fixa da nossa região, começando por nossos distritos. Nossos distritos ficam lá seis meses, um ano sem telefonia. Até hoje, hoje, o pessoal está cortando. Telefonia, vereador Renato, eles estão cortando a telefonia fixa, por quê? Porque demora muito. É uma burocracia maluca. Não se sabe o que está acontecendo muitas vezes. E a telefonia móvel, por sua vez, então, nós precisamos de antenas e mais antenas. E quando se fala em Anatel, uma empresa poderosa, é difícil lidar com essa empresa. Parece que tem um Muro de Berlim, ninguém consegue. Através do vereador, meus colegas, tu não consegues um contato com eles, para eles virem aqui numa audiência, por exemplo, tem que ser por intermédio do presidente da Câmara,  o senhores não dão atenção. Então, é lamentável isso que ocorre, mas nós vamos agora, com essa comissão, desde já, agradecer aqui os colegas, cumprimentar, até o presidente também que nos ajudou a formar essa comissão, os colegas, e nós vamos debater e levar os assuntos, sim, que cabe a nós. Vereadora Gladis, seu aparte. Opa, desculpa, então, vereador Adiló.  
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Vereador Bandeira, obrigado pelo aparte. Só dizer que nós não somos contra a manutenção daquela região de Juá, só que a gente sempre, primeiro, atendia os nossos. E o cascalho, a gente fazia parceria, o prefeito de São Francisco botava brita. Isso, sendo meu companheiro de partido, meu amigo pessoal, mas, primeiro, Caxias. E agora, a gente viu que foi tudo, largaram a corda, mundaréu de máquinas, todo o cascalho, mutirão. A que custo? E se fala tanto em falta de dinheiro. Então, que não falte cascalho, amanhã ou depois, para os nossos colonos, para os nossos bairros. Só essa preocupação. Obrigado pelo aparte.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, Adiló. Não, eu sei que V. Exa. está sempre atento, e também eu penso nisso, claro. Como já falei anteriormente, que a gente tem muito a fazer ainda, muitas entradas, alargamentos e muitos cascalhos e patrolamento a gente precisa ainda. Mas que também não faz mal para aquela região. Vereadora Gladis, com todo...
VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Só para contribuir, então, vereador. Quanto às concessionárias de telefonia, nós tivemos a reunião, e o que a gente debateu foi que, muitas vezes, senhor presidente, os fios estão muito baixos. E passa um caminhão, arranca o fio, fica o fio lá pendurado. As pessoas ligam para uma empresa, ligam para outra, e cada empresa diz: não, a Oi diz que é da GVT. A GVT diz que é da Oi e o morador não sabe como fazer. Então nós estamos tentando uma ação de como fazer com que essas empresas agilizem o atendimento ao consumidor. Obrigada, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereadora, pelo aparte. Para concluir,  senhor presidente, então essa parte é muito interessante, porque muitas vezes os caminhões que carregam máquinas que... Enfim, a cargas maiores muitas vezes eles levam embora. Eles  têm... Esses caminhões eles estão na medida, que eles ficam poda, mas automaticamente o fio está baixo e levam embora e aí depois vem aquele transtorno todo, mas vamos ficar acompanhando com a nossa comissão aí. Obrigado, senhor presidente, era isso.
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VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu lhe concedo aparte, de imediato, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Adiló, hoje de manhã estava escutando a rádio Caxias e o diretor da Guarda Municipal que sofre de algum transtorno talvez psicológico e é inapto para estar no cargo onde está profissionalmente e mentalmente falou que este vereador teria ocasionado a manifestação de ontem em frente à prefeitura, por que as pessoas partiram para o confronto, porque este vereador incitou a agressão. Olha, nós estávamos aqui na sessão e todos estavam aqui, presentes na sessão, chegou uma senhora aqui do Conselho Municipal de Cultura chorando, desesperada, e me chamou assim. Vereador, estão surrando todo mundo lá fora. Faça alguma coisa, vocês. Por favor. Eu pedi aqui então Questão de Ordem para nós, vereadores, poder ir lá, terminar a sessão, ir lá e isso que eu fui lá pedir para não baterem no povo, mas o cara já estava com a testa para dentro, aqui, em coma, já, o cara estava aqui, nós tivemos que trazer ele para deitar aqui no sofá aqui da Câmara. Pediu, vocês não surrar o povo. Vocês não vão surrar o povo. O que que aconteceu?  Aquele despreparado que parecia que ele estava
mexendo, chacoalhando o desodorante dele em casa, acho que ele estava treinando para acertar embaixo da axila e atirava em todo mundo aquele spray de pimenta. Até que acertou nos meus olhos também. Ele pegou e acertava. Quando eu fui conversar com ele, mas conversando, pedindo para não surrar o povo, não surrar o povo, vem aquele spray de pimenta para o meu rosto. Está nos vídeos, está tudo. Então o seguinte, vereador, tem gente já que registrou o Boletim de Ocorrência contra ele. Sei que hoje à tarde outras séries de pessoas. Espero que a Comissão Direitos Humanos apure esse caso, esse fato. Inclusive com esse vereador, que os vídeos estão ali, tinha a sua assessoria. A imprensa toda repudiou a ação que fizeram com este vereador e com toda a comunidade, então... E não eram todos os Guardas Municipais como bem falou o vice-prefeito. Eram três, quatro pelegos, pelegos que estavam nas suas funções em horários de expediente, na campanha eleitoral abraçando o prefeito e eu tenho fotos disso, em frente ao Postão fazendo campanha para o prefeito. E hoje esse despreparado Ivo Rauber está lá de diretor da Guarda. Ganhou uma boquinha. Claro, né? Pelego. Obrigado.
VEREADOR ADILÓ DIDOMENICO (PTB): Obrigado, vereador Rafael. Apenas dizer que tomara que não fique com sequelas esse cidadão, porque se não vai ser mais um processo para cima do contribuinte que vai ter que pagar a conta. É muito provável que reste sequelas tal a gravidade do ferimento, mas vamos torcer que não. Quanto ao policiamento comunitário, voltar, vereadora Paula Ioris, a senhora abordou muito bem, a presidente da Comissão está fazendo um trabalho excelente nesse sentido, vereadora Paula. E dizer que o nosso posicionamento continua o mesmo do governo Alceu, que sempre foi favorável ao policiamento comunitário, apenas aperfeiçoando alguns controles, um controle, que é um relatório através de GPS que a própria viatura... Mas isso se constrói a várias mãos e não da forma como se está fazendo agora colocando uma lista de exigências que é a mesma coisa que dizer: Nós não queremos mais o policiamento comunitário. Do jeito que o secretário Mallmann está colocando a lista de exigências para renovar, ele está de uma forma diferente dizendo: nós não vamos mais apoiar esse tipo de iniciativa. Então, deixar esse registro e também registrar que essa questão do estacionamento na Visconde de Pelotas foi uma sugestão... É mas foi uma sugestão do servidor lá de dentro do INSS, o Cagliari, ainda em 2016. Nós levamos até o secretário Marrachinho que na época prometeu que assim que fosse capeada a Visconde, seria providenciada a mudança do estacionamento. Infelizmente não deu tempo por algum motivo. Então cumprimentos ao secretário Cristiano por ter feito essa mudança. (Manifestação sem uso do microfone) É, só que não é para foguetório, não é para inauguração. Talvez seja porque a gente pediu que não tinha nenhuma obra sendo inaugurada e tal. Mas, enfim, não tira o mérito do secretário Cristiano de fazer uma coisa que era solicitada pelos próprios servidores do INSS já algum tempo. Então deixo este registro para que a gente seja justo nessas horas. É uma mudança muito interessante para quem precisa acessar o INSS, especialmente os idosos e as pessoas com deficiência. É isso, senhor presidente. Muito obrigado.
 
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PMDB): Bom dia, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Rafael, quanto à manifestação de ontem, eu queria deixar aqui claro que eu também fui lá dar uma olhadinha e vi o senhor lá. E não teve nenhuma agressão por parte da população. Eu estava presente, e tem os vídeos comprovando isso. Além de tudo lá, o que me preocupa mais, vereador, é que a questão quem estava ali eram senhoras, mulheres. Diz que tinha até uma mulher grávida no meio, fiquei sabendo. E ali empurrando todo mundo, batendo em todo mundo. Baixaram o cacete. E todo mundo ali, não tinha... Quem viesse pela frente, os caras davam-lhe pau. E aí, numa nota de esclarecimento da Guarda Municipal, que foi dito pela Prefeitura, diz que a Guarda está ali para proteger os servidores, o patrimônio e o direito à população caxiense. Mas que direito que tiveram ontem? Precisava de toda aquela força? Precisava todo aquele aparato de armas que eles estavam usando – cassetete, spray de pimenta e tudo mais? Era só ter pedido para o pessoal se afastar. E teve ali uma situação que está gravada: só começou toda aquela violência na hora em que uma das pessoas – inclusive está no áudio – disse: “O prefeito é demagogo”. Ofenderam o prefeito, aí baixaram o pau. E uma declaração do secretário Mallmann, ele disse que reagiram por causa das ofensas. Precisa reagir com força física, se chamar o prefeito de demagogo? Ou chamaram os guardas de bonitos? Então não precisa, nada justifica a violência. Eu sou contra aquilo que aconteceu. A primeira vez na história, acho, que eu vejo um ato de violência da Guarda Municipal em cima de umas pessoas ali, inclusive, que eram a maioria das pessoas mulheres. Não precisava de tudo aquilo. Eu estou revoltado com essa situação. Acho que o prefeito tem que rever essas posições, o secretário. E se o secretário não está conseguindo, de alguma forma, segurar a Guarda nessa questão da violência, que peça para sair. Ontem inclusive, presidente, quando nós estivemos lá em cima, que subi lá... Pela primeira vez na vida subi na antessala do rei, tinha guardas nas portas. Eu vi aquilo lá como se eu estivesse na Inglaterra, que eu só vejo pela televisão. Quem vai a Paris é o secretário. Eu nunca tinha visto troço igual. E lá dentro, olhando pelas frestas – tem que contar isso para a população que está nos ouvindo –, tinha oito guardas municipais lá dentro esperando com escudo. Como se nós fôssemos invadir e bater no prefeito. Então que alguém nos recebesse, recebesse os vereadores. Isso aí ficou uma vergonha para o Legislativo não receber os vereadores. Mas que mal tem? Será que não tinha ninguém lá para: “Bah, vereadores, o que está acontecendo? Vamos descer lá embaixo”. Nós íamos descer junto. Pois é. Que interrompesse aquela ligação. Nós ficamos por mais de meia hora. Eu até quero ver quanto gastaram de telefone, porque eu não acredito que ficaram quarenta, cinquenta minutos ao telefone com uma secretária. E mais uma coisa, agora para falar também das vagas de estacionamento lá embaixo. Parabéns. Tem que parabenizar, em oito meses foi uma das únicas obras que eu vejo, com foguete, com a Comunicação toda da Prefeitura lá embaixo. Eu até achei que era um viaduto que estavam inaugurando. Mas tem que parabenizar, uma das únicas coisas que foram feitas até agora. E queria dizer que, se um dia eu trabalhar no Executivo e tiver a honra de inaugurar três vagas de estacionamento, eu pego o meu chapéu e vou embora. Isso aí não tem explicação.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Bressan, um aparte, por favor?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PMDB): O seu aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Ontem, na nota que a Prefeitura divulgou – eu estava assistindo a TV Caxias, no canal 14, beira o ridículo, porque ali diz o seguinte: que a Guarda Municipal foi acionada para garantir às pessoas acessarem o estacionamento da prefeitura, poder ir e vir do pátio da prefeitura. Aí eu disse bem assim: “Olha a contradição”. Essa manifestação ninguém sabia que ia ter. Eu nem sabia. Ouvi os gritos aqui do plenário da Câmara. Mas semana passada, como a comunidade já tinha divulgado, os protetores dos animais, enfim, a UAB, eles trancaram, na madrugada ainda, o estacionamento, os portões. Não deixavam ninguém passar. Daí deram a desculpa do quê? Que estavam irrigando o jardim. Mas não. Tinha um caminhão lá, porque disseram que o pessoal ia botar fogo. Não foi irrigado nada. E que estava sendo pintado o estacionamento aqui da prefeitura. Até agora não foi pintada uma faixa de pedestre. Nada. Então, que desculpa mais esfarrapada. Obrigado, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PMDB): Só para concluir, senhor presidente. E a próxima inauguração nós já sabemos qual vai ser. Vai ser a retirada do painel, (Esgotado o tempo regimental.) da vidraça do nosso vice-prefeito, e colocado em algum lugar lá dentro da prefeitura ou fora da prefeitura. Então, temos mais uma inauguração aí que vai ter foguete, vai ter comunicação, vai ter jornal. Pode ficar tranquilo, vice. O próximo agora, que a juíza já determinou, vai ser a inauguração do novo local daquele painel das fotos de Caxias. Vamos esperar aí, aguardar onde vai ser esse local. Eu quero estar presente nessa aí. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhor presidente, na mesma linha do policiamento comunitário. Não é nenhuma novidade o que eu vou falar aqui, porque dias atrás eu falava, vereador Neri, que nós estamos com os dias contados para perder o Correio lá em Galópolis, quando a gente batalhou tanto. Porque ele vinha sendo assaltado uma, duas vezes por ano. Mensal. Agora é semanal. Sexta-feira foi assaltado de novo o Correio lá em Galópolis. Não é nenhuma novidade. Então, o Banrisul lá em Galópolis, 3 horas da tarde acabou. Na frente tinha o Correio, que junto tinha um terminal para os idosos, principalmente, pagarem suas contas – que o Banrisul não aceita se não é correntista –, também acredito que está com os dias contados. E quando se fala em policiamento comunitário, que eu acredito que vai ter que voltar atrás se tinha esse pensamento de não colaborar mais. É muito preocupante. Porque nós, a comunidade lá, temos que buscar mais. Vocês viram como está. Nós temos lá só aqueles três policiais. Dois, três na Vila Cristina dando aquele suporte. Toda aquela região, doze, treze capelas. Então veja, se já está assim, vocês viram ontem na imprensa. Estão decepando corpos, jogando lá no Rio Caí. Então, nós precisamos buscar mais e não tirar o que temos. Então é muito preocupante. Abigeato, famílias sendo presas, carros sendo largados por lá. Nós precisamos buscar mais e não tirar o que temos. Mas isso, se for ali na frente, vamos... Na mesma linha que eu estava conversando, ontem, também aqui fui interrompido por aquela situação ali que é muito preocupante. É uma situação vergonhosa para o Município de Caxias do Sul. Estamos sendo conhecidos praticamente em todo o país com essa situação aí. Nunca vi uma situação igual a essa de ontem. Mas não são todos os guardas, porque eu vi muito bem no vídeo, um guarda até que eu conheço, jogava futebol conosco lá. Ele procurava só conversar, porque não tinha motivo para pancadaria ali. Faltou só diálogo, eu acredito. Mas o que me deixa muito preocupado é na linha que eu vinha conversando ontem, daquela comissão que se formou para discutir os problemas da feira. Porque, ontem à tarde, estive na feira novamente e a preocupação lá de um: “Eu fui convidado para abrir uma agroindústria.” “Mas qual é a tua produção?” “Trinta quilos de chimia, por ano, de framboesa. Aquela que eu não consigo, que amadurece demais e vira chimia. E aí, agora vou ter que botar fora?” Aquilo que eu falava dias atrás. Quem tem lá meia dúzia de potes de mel vai ter que botar fora? Ou talvez, se é possível, vejam, se é possível isso, de abrir de repente uma agroindústria coletiva, talvez nesse caminho. Mas não sei se tem amparo legal. O Thomé que foi muito tempo lá fiscal. Inclusive, ontem eu vi que tinha um fiscal só lá. Informações que obtive.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Não tenho nenhuma prova. Que um deles, por ter se manifestado um pouco a favor dos agricultores, foi deslocado lá para o Horto.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): “Oh, tu vai lá plantar muda lá porque tu te meteu demais.”
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Dá um aparte, vereador?
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): É o que eu ouvi falar. Não tenho prova nenhuma. Mas a minha apreensão quanto a este grupo que, talvez, eu gostaria muito de ter feito parte para contribuir.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Seu aparte.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, não tem prova, mas eu lhe afirmo, vereador. O fiscal Jackson, que fiscaliza as feiras, amigo de todos os fiscais. Inclusive, eu já vi ele orientando alguns feirantes: “Olha, isso daqui não está correto, enfim...”. Mas, na segunda-feira, teve audiência pública aqui na Câmara de Vereadores. Na quarta-feira ele foi transferido de função. Ou seja, porque ele é amigo dos feirantes, é outro que está sofrendo assédio moral. Ontem ele esteve aqui na prefeitura. Possivelmente, ele vai abrir também uma sindicância por assédio moral na prefeitura, o Jackson, servidor competente e responsável. Obrigado.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Thomé, então. Teria pouco tempo, mas...
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): De fato é preocupante porque essa comissão dá a impressão que é formada não por quem tem interesse, mas, assim, é formada por pessoas praticamente da fiscalização. Então, para nós, nos preocupa que eu acho que vão vir com tudo aí. Quem não se adequar totalmente a legislação está fora, está riscado da participação aí de ser feirante, porque não vai ter condições de... Uma agroindústria não custa tão barata, né? E até a dificuldade em conseguir os registros de algumas coisas aí, né? Então, praticamente, se torna impossível de se fazer essa legalização.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Só para concluir, então. Por enquanto é só uma expectativa. Vamos aguardar. E, é que nem eu digo sempre, os próximos capítulos prometem se continuar nessa linha. Muito obrigado.
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VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, eu gostaria, de antemão, fazer uma pergunta ao senhor presidente: se o senhor, na citação inicial, se o senhor já recebeu alguma ligação por parte do secretário sobre o fato de ontem, da nossa visita? O senhor ainda não recebeu e está já completando 24 horas quase, quando nós estivemos lá na prefeitura. E ainda nós não recebemos oficialmente um telefonema. Então isso é uma questão, mais uma vez, constrangedora entre os poderes instituídos aqui no Município de Caxias do Sul. Uma outra questão que eu gostaria, de novo, de salientar, são as palavras do secretário Mallmann, que eu acho que ele está num momento, assim, muito fora do prumo, porque ele continuou batendo na questão do policiamento comunitário. E o que a colega Paula aqui levantou com todos os dados, a legislação, nós temos que deixar isso bem claro – e a vereadora Paula aqui deixou bem claro –, da responsabilidade de cada ente federativo e nenhum pode se sobrepor ao outro. E aquelas exigências que o secretário Mallmann aqui apresentou e deixou lá na reunião, lá com o Governo do Estado. Ele entregou uma pasta para o subsecretário de Segurança, o subsecretário Oltramari. E naquela pasta, não foi aberta, mas entendi, depois lido aqui na audiência, que lá tinham as exigências, que lá estavam, com certeza, as exigências, o que não cabe. Senhoras e senhores, não cabe. Isso é fora de propósito, o que foi apresentado aqui pelo secretário Mallmann. Se tivéssemos no parlamentarismo... Em alguns momentos infelizmente não estamos. Se tivéssemos no parlamentarismo, ontem, esta administração caia. Se tivéssemos no parlamentarismo, ontem, esta administração caía. Isso era certo. Então, eu gostaria aqui de deixar que, muitas vezes, a grandeza de um homem é... Como ontem foi colocado pelo vereador Rafael sobre a carta-testamento de Getúlio Vargas. Muitas vezes, a grandeza de um homem é, sim, tirar sua vida. E foi o que Getúlio Vargas fez. E muitas vezes também a grandeza de um homem é também saber sair e renunciar. Nós tivemos o primeiro presidente do Brasil, Marechal Deodoro da Fonseca, renunciou ao cargo de presidente da República. Ele disse: “Não. Eu não quero mais atrapalhar. Não quero mais atrapalhar”. Ele renunciou ao cargo de presidente da República e deixou o seu vice-presidente, o Marechal Floriano Peixoto, continuar o seu governo. Isso é grandeza também. Isso é grandeza. Então, nós temos que pensar nisso. O presidente Nixon também abriu mão do seu cargo, nos Estados Unidos. Não é feio, isso é grandeza, isso é hombridade. E nós estamos chegando a um momento que, infelizmente, nós teremos que ver a grandeza dos entes públicos e das pessoas que aqui administram o nosso município. E pegando como gancho as palavras do vice-prefeito Ricardo Fabris, lendo agora aqui no jornal Pioneiro, ontem lá no encontro da UAB, que infelizmente eu não pude estar presente lá no encontro, em que a grandeza... O que disse o vice-prefeito? “Prefeito Daniel Guerra, se o senhor sai, sem problema nenhum, eu saio junto.” IsSo é grandeza. Isso não é golpista, isso não é dar golpe. Isso é grandeza, porque poderia dizer: “Sai que vou assumir.” Não! “Sai!” Vamos nós dois sair. Isso também é um ato de grandeza. É bom que a gente deixe isso muito claro aqui e que fique registrado. E aí o presidente da Casa, junto com o Tribunal Eleitoral, pegaríamos a nossa Lei Orgânica e a Constituição e se faria uma outra eleição, alguma outra coisa. E traga o povo para votar de novo. Isso é grandeza. Isso é grandeza. Então, essas seriam as minhas palavras. Eu gostaria, hoje, de cumprimentar todos os colegas desta Casa pela clareza, pela tranquilidade que todos vocês hoje trataram com aquele evento tão agressivo que nós tivemos ontem. Eu gostaria de cumprimentar todos vocês, porque hoje nós aqui demos um exemplo do que é ser vereador e da importância desta Casa Legislativa junto à população. E de uma forma muito crítica, mas muito respeitável e muito moderada. Nós, hoje, aqui, apresentamos fatos, e ninguém aqui precisou passar vídeos. Ninguém. Porque os vídeos estão nas redes e todo mundo recebeu os vídeos de ontem. E ainda mais uma alegação muito vergonhosa de que só foram para cima da população quando foram atacados com um cone, e os vídeos mostram que esse cone foi uma defesa, porque já tinham sido agredidos anteriormente. Mas eu cumprimento todos os meus colegas por esta sessão de hoje de uma forma, assim, muito bonita, muito bonita. (Esgotado o tempo regimental.) Obrigado, senhor presidente. Obrigado, senhoras e senhores vereadores.
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VEREADORA PAULA IORIS (PSDB): Eu vou falar, hoje, parte do que eu iria falar ontem, porque nós fomos interrompidos. Eu queria cumprimentar a Polícia Civil do Estado pela ação que ontem teve. Se não me engano é Anjos da Lei, não é? Foi o nome da operação, que foi a investigação nos arredores de 129 escolas do Estado na questão de drogas. Escolas que estavam sendo observadas pela Polícia Civil já há algum tempo e eles foram, então, em busca disso, investigar. É isso aí, nós temos que começar lá na escola, gente, para defender, para cuidar dos nossos jovens. Então, ontem eu queria fazer esse cumprimento. Ontem eu iria divulgar a nossa ação da tarde, que aí agora então digo que, dentro do eixo da prevenção, o terceiro eixo, nós tivemos ontem o segundo encontro com ação da violência na escola. Estavam juntos lá o vereador Edson da Rosa e Paulo Périco. Foi um evento novamente com um grande número de presentes, além de diretores de escola, a Smed, a 4ª CRE, o Ministério Público aqui representado também, que é quem cuida da evasão escolar, a promotora Simone. Nós temos alguns encaminhamentos que antes eu quero conversar com os vereadores, depois a gente pode compartilhar aqui. Mas, assim, destacar o que a gente está fazendo de integrar as questões do Estado, da 4ª CRE e da Smed. Então, isso acho que é o que tem de mais significativo, porque a violência, na escola, ela é da cidade. Inclusive, uma ação que nós combinamos ontem é de chamar as escolas particulares junto. Então, é olhar a educação, a violência na escola como um todo. E por fim, então, lembrar os colegas da Comissão de Enfrentamento que, hoje, no início da tarde, teremos a nossa reunião, que ocorre a cada 20 dias, onde nós vamos fazer, então, avaliação dos trabalhos, combinar próximas etapas. E também informar a todos que, da nossa pauta, quando tivemos reunião com o secretário Schirmer, acho que uns dez dias atrás, ficou combinado com a Susepe a vinda do engenheiro da engenharia prisional, para visita no Apanhador, para finalmente termos o orçamento daquele projeto de adequação ao Apanhador, onde possibilitará o estudo e o trabalho ao apenado. Então, mais um passo conseguimos agora, que vai ser... Hoje de manhã, a Ane, que é a secretária da Susepe, confirmou a vinda da engenharia então. Mais um passo, porque, só para lembrar, gente, o Apanhador não foi interditado com a condição de haver essa reforma. Então, nós estamos trabalhando para isso e, agora, essa vinda do engenheiro da Susepe é bem importante. Era isso, então. Obrigada, presidente.
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VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Cumprimentar novamente todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16, todos os presentes. A recém recebi uma ligação de um amigo nosso, que mora na Perimetral, pedindo uns calçamentos, do Sasset. Não é, vereador Adiló, conhece o Sasset. Nós já estivemos reunidos naquele lugar, que tem umas empresas lá, e sobre um calçamento. E é isso que a população tem que falar. E logo em seguida, antes de eu entrar para cá, veio uma ligação lá de São Braz também de um colégio. Que eles têm problema de um colégio, tem que aumentar uma sala, porque vai vir mais alunos. Então, o que a gente vai fazer? Agendar uma reunião com a secretária da Educação, para ver se tem possibilidade. É isso que a gente faz, vereadora Gladis. E reunir junto com esse povo, dar a atenção especial que eles merecem e esperar que as coisas, lá no futuro, aconteçam. Mas eu sempre deixo bem claro para a população que, no final, quem passa o chamegão, quem passa a caneta é o prefeito, para ser concluída a tal obra. Então, mandar um grande abraço ao seu Sasset, que acho que faz parte. Acho que não é muito legal também mandar abraço para uma pessoa, porque nós temos 600 mil pessoas. Então mandar um abraço para todo mundo, para todo esse povo caxiense. Então é isso que a gente está acompanhando de perto, as nossas coisas. O meu telefone é 91986968, o nosso gabinete está à disposição. Sempre que precisarem, venham aí. Falo para a população, e tem que repetir isso, sim, seja lá na comunidade, seja aqui na cidade, o pessoal tem que participar, tem que nos cobrar para levar os assuntos. E temos muitos: alargamento; abertura de estrada, como temos no São Victor Cohab, Travessão... Me fugiu até. O Travessão ali. São Victor Cohab, quem vai para o Vila Leão, Bairro Bela Vista ali. Travessão Bortolini, me lembrei. Então essa rua, uma rua também que o secretário Pavan está atento, que vai iniciar as obras, que vai ser aberta essa rua, vereadora Gladis. Outra é a Travessão Solferino também, que também ele está dando uma atenção especial. Que, possivelmente, será dada uma atenção sobre essa abertura dessa rua. Muitas ruas precisam ser analisadas e abertas, porque quanto mais a nossa cidade... Nós temos que avançar na nossa cidade, a cada dia nós temos que pensar mais e descentralizar, porque a nossa cidade está inchando, crescendo, senhor presidente, em todos os sentidos, que nem a gente fala aqui. Então, a cada dia, nós precisamos mais desafogar o nosso trânsito, sim, e, com certeza, é de fundamental importância, se for os moradores dos nossos bairros quem acessa essas avenidas, e vai desafogar o nosso trânsito, porque, realmente, a cada dia que a gente percebe, vereador Rafael Bueno, cada sinaleira que tu aguardas é um tempão. Cada acesso que tem que tomar é um tempão que o cara perde, é assim... Veículos aumentando a cada dia em nossa cidade. Então a gente tem que estar atento às demandas e essa questão como já falei da telefonia, como nós tivemos também a falta do nosso... Batalhando o nosso autódromo. Já temos críticas através desse nosso autódromo também, meus colegas, vereador Thomé, meus colegas que fazem parte dessa comissão: vereador Renato Nunes, Daneluz, tantos outros vereadores. Tem cinco vereadores que fazem parte. Nós temos que batalhar nisso aí também. Temos crítica, sim, mas nós precisamos de esporte também. Esporte é lazer, é muito bom para a nossa cidade de Caxias, ela cresce em todos os sentidos, sejam empresários, seja na hotelaria, seja no turismo. E nós precisamos de esportes. Esporte e saúde sim, é cultura, cultura sim. Então temos que...  Em seguida também a gente está... Outras reuniões a gente vai fazer sobre essa questão. E acompanhar de perto junto com o prefeito, secretário, para que um dia nós tenhamos uma obra dessa.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador Bandeira, semana passada eu fiz uma fala aqui na Câmara, que até nós tivemos uma confusão aqui. Mas só para fazer uma correção. Eu citei o nome do deputado Marcelo Van Hattem, que ele estaria sendo investigado na questão da Petrobras. Só para fazer uma correção. Na verdade quem está sendo investigado pelo PP é o José Otávio Germano e outros cinco deputados do PP do Rio Grande do Sul, mas que ele não faz parte. Só gostaria de fazer essa correção para não manchar a imagem do deputado. (Esgotado o tempo regimental.) Então só gostaria de falar por questão da Petrobras também. Esses seis deputados do Rio Grande do Sul.  Obrigado, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Rafael Bueno, pela correção.
PRESIDENTE ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Obrigado, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): É isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): Obrigado, presidente. Bom, só para passar então... Até então a gente ouviu um lado só, o lado da oposição em geral, mas nós vamos passar um pouco o lado da situação também. O fato, o ocorrido de ontem. Não estou protegendo ninguém, muito menos a Guarda, mas só para deixar bem claro que esse pessoal que ontem esteve aqui, que diz o Rafael Bueno que ontem não sabia. Nós já estávamos sabendo que, pelas informações, era para descer quatro ônibus aí dos bairros. E gozado que dessa vez ele não estava sabendo, mas tudo bem. Esse pessoal foi o mesmo que invadiu o gabinete do prefeito que, em minha opinião, totalmente ilegal invadir um órgão público sem ser convidado, mas mesmo assim eles foram atendidos pelo prefeito. O prefeito falou com eles. Tem vídeo, foi na mídia, tem tudo. É o mesmo pessoal. Esse pessoal aí, naquele dia, além de ser atendido pelo prefeito, o prefeito conversou com eles, foram convidados a ir para o salão onde tiveram cinco, seis secretários que fizeram lá uma reunião, foram atendidos lá também. Aí, mais adiante, passados alguns dias, foram recebidos de novo. Não me lembro quais foram os secretários, dois, três, talvez, que receberam eles. Sugeriram, colocaram tudo que era possível e o que não era possível. Foi sugerido para que procurassem a FAS para algum benefício. Incrivelmente não apareceu uma pessoa. O presidente da FAS reclamou dizendo que não apareceu uma pessoa. E aí ontem deu isso aí. Eles chegaram 7h. Eles tiveram acesso à prefeitura toda. Só não entraram nas repartições, porque ali não pode, mas passaram por todos os corredores, todos os andares, ficaram lá dentro. E a minha leitura foi que eles ficaram lá dentro e viram que não deu resultado. Aí o que aconteceu? Foram para a frente da porta. Vamos tumultuar, vamos trancar, vamos fechar a porta. Então ninguém sai e ninguém entra. Toda ação tem uma reação. Toda ação tem uma reação. Não precisava ter acontecido isso aí. Sem contar que tinha mais assessor e ex-CCs tomando a palavra lá do que os próprios moradores. O que deu de assessor lá, pelo amor de Deus! O assessor do Renato Oliveira era o presidente da comissão, possivelmente. Tomou a palavra direto lá de uma maneira que parecia o guardião. Parecia o guardião que levou no peito tudo.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): O senhor me permite um aparte?
VEREADOR CHICO GUERRA (PRB): No momento oportuno, se der tempo, eu lhe permito sim. Aí o que aconteceu? Gritou lá que nem louco. Gritou que nem louco. E o gozado é que aí o vereador Bueno, quando estava lá, depois do ocorrido, disse que não, que só pediu para que não acontecesse, não batessem, que não fizessem isso. Nossa, como é bonitinha a fala dele. Só que não é verdade. Os guardas lá disseram que o que teve de assédio moral por sua parte, vereador... Foi nome de tudo quanto foi escalão. Eu nunca vi coisa igual. Agora, é fácil a gente apontar os erros dos outros e não ver os nossos erros. É muito fácil, não é? Ainda mais tentar fazer o movimento. Pessoal, eu só vou comentar uma coisa para vocês. Não testem a inteligência da comunidade. Não testem a inteligência do povo. O povo não é burro, pessoal. Não é burro. Eu paro, vereador Nunes, eu fico atento em todas as falas, em todos os detalhes, em todas as ações que acontecem aqui dentro e lá fora. Tudo. Mas olha, eu digo, tem muita gente que tem que crescer de novo, infelizmente. Olha, tem que amadurecer, porque... Bom, mais do que o resultado da eleição, que eu estava acompanhando muito de perto, porque eu era um dos coordenadores... Já na eleição, quando estava naquela etapa, eu dizia: “Bom, não tem como perder para essa turma aí.” É impossível perder. (Esgotado o tempo regimental.) É muito fraca. É muito fraca. Perderam eles mesmos. Para finalizar, presidente. Então, pessoal, não testem a inteligência da comunidade com o que a oposição está fazendo aqui dentro. A comunidade, felizmente, é mais do que inteligente para a capacidade de vocês. Obrigado, presidente. Era só isso.
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