VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Primeiramente, bom dia a todos. Saudar o nosso colega e amigo Velocino Uez. Obrigado pelo retorno a esta Casa Legislativa. Em segundo lugar, fazer dois votos de pesar, presidente. Um aos familiares de Ilda Soares. É mãe do nosso grande amigo, guarda municipal, subcomandante da guarda, o Cesar Leandro Soares; e um aos familiares de Vasco Enival Carvalho dos Santos, que é pai do nosso grande amigo também, subcomandante do 12º Batalhão de Polícia Militar, o major Carvalho. Então, aqui nós externamos nossos mais profundos sentimentos a esses dois grandes amigos que, enfim, perderam seus entes queridos. Muito obrigado, presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom dia, presidente Bressan, colegas vereadores, vereadoras. Quero fazer dois votos de congratulações aqui e parabenizar. Primeiro, meu amigão vereador Velocino, bom retorno, vereador, nosso amigo. O vereador Velocino estar aqui nas sessões, ficam mais divertidas. Tem um grande coração. Seja bem-vindo e bom trabalho para o senhor neste período. E destacar também, acho que é uma coisa feliz, né? O nosso segundo vereador em mais tempo de legislaturas aqui, o vereador Felipe Gremelmaier, meu amigo. O vereador Felipe lembra uma conversa nossa pelo Instagram uns quatro anos e meio atrás. Aliás, mais, né? Cinco. Sobre a ideia de concorrer ao vereador Felipe disse: “Não, tem concorrer.” Vereador Felipe, que vai ser pré-candidato a prefeito pelo MDB, Partido da Democracia, partido tão importante na história da nossa cidade. Desde a redemocratização, o MDB tem participação ativa em todas as legislaturas, em todas as campanhas a prefeito, com candidato a prefeito e a vice. Certamente, a sua presença na corrida ao paço municipal qualifica e traz uma visão de quem conhece muito o Legislativo, a democracia. Então fico feliz, vereador Felipe, pelo MDB ter tido a lucidez e a responsabilidade da sua indicação. Muito obrigado, presidente Bressan.
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Senhor presidente, queria fazer um voto de pesar em nome de Felisberto Valdemar Leite. Seu Beto foi um dos fundadores do time lá do bairro, do Milionário, um dos fundadores lá do bairro também. Deixou viúva a dona Iracema, as filas, os genros, netos, netas, o filho Adroaldo, que foi muito amigo desta Casa, já concorreu a vereador também. Então é importante dizer que o seu Beto foi uma pessoa muito importante. Agora andou um pouco acamado. A sede do time não queria que fechasse, a sede do Esporte Clube Milionário, um time amador lá do bairro. Então o filho dele cuidava; abria no mínimo à tarde ou final de semana. Então, o seu Beto acabou falecendo no domingo e foi sepultado ontem. Então quero deixar um abraço à família, dizendo que, para nós, foi uma grande perda para a nossa comunidade. Um abraço, presidente.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Obrigado, presidente. Nobres colegas, todos que nos assistem. Quero, aqui, dar as boas-vindas ao meu colega de partido, Velocino Uez, que retorna aos trabalhos. E parabenizá-lo pelo trabalho que fizeste também junto ao Executivo. Cumprimentos por esse trabalho e um bom retorno, profícuo trabalho aqui, na Câmara de Vereadores. Um vereador que é muito atuante e tem agora também muito trabalho para fazer na sua região, lá também na região de Galópolis, que todos nós estamos na torcida por aquele bairro também, que se recupere. E também, da mesma forma, saudar o colega vereador Felipe Gremelmaier pela vitória ontem, na executiva interna do partido do MDB. Cumprimentos, parabéns. Desejar boa sorte a todos. Obrigado.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhor presidente, quero saudar o retorno do meu parente, Velocino Uez, lá da Curva do Tchaca. Obrigado, Velocino Uez. Também saudar o colega Felipe por ontem. Que seus caminhos sejam iluminados. Faço um voto de pesar pelo falecimento de Setembrino Antunes de Almeida, irmão do meu cunhado, casado com Justina Tomiello, minha prima. Um amigão, um contador de causos, sempre feliz. Que deixa os seus filhos, netos e amigos. Setembrino se preparou para a morte. Trabalhou mais de 40 anos no Centro Espírita, ajudou a construir o No Caminho da Luz. Então, que Deus e que os bons espíritos recebam Setembrino Antunes de Almeida, que deixou uma semente de amor, uma semente de acolhimento e muitos amigos que fez aqui, neste planeta Terra. Obrigado.
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VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Senhor presidente, queria também desejar bom retorno ao vereador Velocino. E enaltecer esta legislatura por ter dado muita oportunidade para os suplentes. Foi uma legislatura, tenho certeza que foi a maior, que deu oportunidade. Esteve, há poucos dias, o Cristiano, o tenente Cristiano substituindo o vereador Velocino. E tantos outros passaram por esta Casa. É um reconhecimento àquelas pessoas que contribuíram para que a gente chegasse ao mandato. Porque, se não fosse o suplente, se não fossem todos os candidatos que compõem a nominata, nós não estaríamos aqui. Então parabéns, Velocino, pelo retorno. Bom retorno. Mas também eu queria registrar a importância desse rodízio que os partidos fizeram aqui. E parabenizar o Felipe pela indicação. O Felipe é uma figura... é um vereador que fez um excelente trabalho, que faz um excelente trabalho e, com certeza, vai representar bem o MDB, que é um dos partidos que tem história, talvez uma das maiores histórias de Caxias do Sul e no estado. Então, parabéns ao Felipe por aceitar esse desafio, que demonstra grandeza e nos orgulha como representantes do Legislativo. Era isso. Meu muito obrigado.
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Bom dia, colegas vereadores e vereadoras que não tive oportunidade ainda de cumprimenta-los pessoalmente. Primeiramente, agradecer ao colega Cadore pela acedência do espaço. Eu confesso a vocês, que eu estava ali pensando, talvez, eu precisaria de 2 horas daquilo que eu vivenciei nesses 60 dias. Quando aceitei o desafio e já falei aqui, nesta tribuna, em uma outra oportunidade, que é um trabalho que me atrai por realizações que a gente possa ter dentro da função que a gente exerce, já falei aqui em uma outra oportunidade. E quando me afastei para ser coordenador distrital, o meu objetivo, sim, era ver acontecer. Naquele momento, eu já falei aqui em outras vezes, que todo aquele maquinário que foi adquirido por um financiamento que passou aqui nesta Casa poderia dar a sua contribuição com o tempo e ainda não teria dado. A comunidade caxiense do interior sabe e para aqueles que pensam só no seu umbigo, que esse maquinário chegou no meio do ano passado e que oito meses de chuva, e ali no final do ano, na virada do ano, e dois meses depois, no primeiro momento que eu me tornei coordenador, eu visitei praticamente todas as subprefeituras para ver as mazelas e eu identifiquei, sim, ia levar a conhecimento, agora com o novo concurso, que todas as subprefeituras precisam de reforço humano. Dois, três, quatro, ou talvez, no mínimo dois cada subprefeitura, para compor o grupo de trabalho. Identifiquei sim que 70% das nossas estradas, 4.500 quilômetros temos de estrada em Caxias, estavam em boas condições em dois, dois meses e meio de trabalho porque o tempo teria colaborado. E ao contrário, a roçada, 70% estaria precária e 30% razoável. E os colegas sabem que com a vinda daquelas roçadeiras intensamente elas foram colocadas no trabalho e logo cumprindo uma carga horária de trabalho elas precisam passar pelo processo de revisão, isso tudo no primeiro mês, para que ela pudesse voltar ao trabalho. E a gente fez uma reunião junto à Agrale, com vários membros e teria depois melhorado, isso tudo lá no mês de abril, que quando uma máquina ia para revisão é inadmissível que ela fique lá duas semanas, três, para uma revisão. Eu citei muito lá, eu fui duro e todos se manifestaram, no máximo, três dias. Quando a gente faz uma revisão em um carro sai no dia, três dia e teria melhorado muito isso. Então naquele momento era com esse maquinário, além dessas mazelas, eu gostaria muito de poder fazer vários alargamentos ao longo dos anos no interior, Sandro Fantinel, várias estradas precisam de alargamentos. Então naquele momento, sim, tem a máquina lá, todo mundo conhece do gauchão, no 1° Distrito, um truck, daria para fazer um bom trabalho. Me frustrei, a partir do dia 1° de maio todo mundo viu o que aconteceu, dizem “lá em 41 deu isso.” Eu lembro muito bem o meu pai, quando estava vivo, dizia, Sandro Fantinel, que em 43 foi a maior seca da história, que morreu os matos e pode acontecer de novo. Primeiro deu a enchente e agora pode acontecer de novo. Hoje de manhã estava escutando o Cléo Kuhn, agora se anuncia pouca chuva. Bom, se é para vir chuva desse porte, perdas de vidas como vivenciei, colegas, e a partir desse momento, eu até confesso, hoje de manhã também, quatro e meia da manhã, acordei, a minha cabeça agora acorda esse horário ali… todos os dias antes das sete horas eu estava na Secretaria de Obras. Nós ficávamos ali eu, Soletti e o Ivanor, a equipe de frente para ver o que a gente podia com a reestrutura que a gente tinha. Imaginem vocês, se esse maquinário desse financiamento que passou aqui não estivesse dentro do município... E se tivesse o dobro e mais o dobro... Hoje, colegas, hoje, só em Galópolis eu precisaria... Eu digo “eu” porque foi ali que o meu alicerce... Eu precisaria hoje, em Galópolis, cinco PCs grandes, dois tratores de esteira, no mínimo dois caminhões e algumas retros ainda. Tenho fotos ali de locais. Galópolis teve perda de vidas. Já falei aqui, Vila Cristina, o asfalto que vai para Santa Lúcia do Piauí, 80% dele foi danificado, 80%. Vila Oliva nem se fala. De novo, só em Galópolis tem cinco estradas ainda interditadas. Logo após São Pedro da Terceira Légua, ali a estrada que desce dá lá dos Motter, vereador Bressan. E o senhor vivenciou lá. A ponte dos Pezzi também, que o rio endireitou ela, endireitou ela no sentido quase do rio. Ali a gente trabalhou três dias com uma máquina grande. Tem uma barreira nos fundos, colegas, de cinco hectares. Não existe mais a estrada. Ali foi rasgado com a PC. Precisa de uma retro atrás. Na semana passada, quando chovia, para raspar o barro, a retro nem volta de ré. Ali ainda tem problema. Lá embaixo, na Cátia, do canil, onde ela colocou no Instagram, ali depois vai aparecer, foram necessários, vereador Lucas, 52 trucks de pedras, de ré os motoristas puxando, em torno de 800 metros, para poder recompor a estrada lá, que dá em seis a oito famílias, mais o canil nos fundos, que tem 150 cachorros. Só ali. A ponte lá embaixo, no Piaí, que foi trabalhado quinta, sexta, sábado e domingo, o funcionário Marcos, só em um lado da ponte 800 metros de estrada precisou ser recuperada. Não atingiu um lado. Ainda tem o outro lado, ainda. Ali tem fotos. Ali é lá na Estrada do Vinho. A gente tinha passado ali dias anteriores. O Soletti disse “aqui caiu uma vez”. Caía toda a água na estrada. No dia seguinte, caiu de novo. Teve lugares que a gente levou embora o material que caíam. Hoje, deixava a máquina lá de noite, amanhã voltava lá, tinha tudo de novo. Na Pedro Dambrós, foi feito... Ali é a ponte lá embaixo, na Estrada do Vinho, perto da Vinícola Motter. Então imaginem vocês o drama que eu vivenciei nesse mês de trabalho. No mês de maio, foram três dias de sol só, Juliano Valim. Infelizmente, colegas, a nossa cidade, o nosso município tem muitas pessoas boas; mas tem ainda algumas pessoas que pensam só no seu umbigo. Imaginem, no primeiro dia de sol cobrando um patrolamento, uma melhoria em roda de casa. Eu vivenciei, no celular do prefeito, nove horas da noite, uma pessoa cobrando um asfalto na frente de casa, com tudo que aconteceu. Não que não tenha direito, mas pensar no outro. Vivenciei também, sim, pessoas indo buscar rancho, que não foram atingidas em nada na sua vida. O meu guri já foi umas cinco, seis viagens lá para baixo, Roca Sales e Triunfo. Quando ele começa a me mostrar as imagens lá para baixo, eu digo: “Não, não. Chega, Gabriel.” Então, eu estou fazendo a minha parte onde eu estava e na minha família também. Mas, infelizmente, ainda tem muita gente que pensa só no seu umbigo. Eu vivenciei pré-candidatos tirando proveito de situações para ganhar voto, para chegar aqui dentro. Que caminhada triste essa, colegas. Eu estou no segundo mandato; o Renato tem seis mandatos; o Felipe tem mais. Esse tipo de caminhada não quero para mim. A palavra amigo tem que ser revista. Para que serve, na vida da gente, a palavra amigo? É uma opinião minha, pessoal. Eu digo para vocês, vou citar de novo Galópolis. Se coloquem no lugar dessas pessoas que moram em Galópolis em um dia que chove. Como é que vai dormir? O psicológico dessas pessoas nunca mais vai ser igual. Eu não acompanhei praticamente nada aqui dentro. Até quero agradecer o Felipe pela fala da imigração. Ouvi aqui. Eu não acompanhei, porque eu saía muito cedo de manhã. O que aconteceu aqui dentro. Eu vi uma bela homenagem aquele dia, ouvi o Coral Radize D'Itália aqui. Mas eu trabalhei muito e não me arrependo. Eu comentei hoje amanhã com o vereador Lucas, uma pessoa ainda que te chama de amigo e diz: “Tu abandonou o agricultor, porque tu foi lá na coordenadoria e agora abandonou.” Eu pergunto para essa pessoa: o que tu tem feito para melhorar a vida dessa gente? Ir lá pegar essas pessoas na hora da fraqueza, do medo para poder talvez chegar aqui dentro nesse modelo gente. É uma mágoa que eu carrego dentro de mim. Eu confesso para vocês que eu precisava da Declaração de Líder, senhor presidente. Eu precisava fazer esse desabafo. Eu poderia ficar aqui falando duas horas, olha ali, a ponte lá embaixo que está lá o Marcos que trabalhou todos os dias, um funcionário. Quinta, sexta, sábado e domingo ele conseguiu chegar na ponte, depois precisa fazer aterro, tem que ir material de fora de uma cabeceira. Depois tem todo o outro lado, tem que tombar duas, três vezes o material de dentro do rio para refazer a cabeceira provisória; levou embora tudo. Ali, o rio cresceu em torno de 20 metros, o Piaí.
PRESIDENTE ADRIANO BRESSAN (PP): Em Declaração de Líder, continua então o vereador Velocino Uez, na tribuna.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Então, veja bem, ali é lá embaixo. Agora vai passando, mostra um pouquinho mais, aquele vídeo ali é lá na Cátia do canil, a foto, ali, teve que preencher tudo ali. Então eu me considero muito tranquilo, as redes sociais não me atingem. Eu cheguei aqui nesta Casa, vereador Lucas, trabalhando, e não falando aquilo que a pessoa quer ouvir. Ontem também estava sendo muito cobrado lá naquela estrada que tem cinco hectares.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Declaração de Líder do PL.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Aí eu disse assim para ela: “Tu quer que eu te fale a verdade ou tu quer que eu fale a realidade?” Ontem de noite também, o patrolamento. Gente, precisa de três meses trabalhado para voltar ao patrolamento como era antes. Precisa cinco anos para recuperar aquilo que tínhamos no mês de abril na nossa cidade. Cinco anos, as obras vultuosas de maior porte, não vai consegui, ninguém vai, não importa partido ou quem está ali, quem está lá, quem está lá, mas se não vier dinheiro graúdo de fora sem juros, principalmente aos agricultores que perderam parreirais lá para o lado de São Valentim, Forqueta, olha... E aqui na cidade eu posso dizer, é ruim falar isso, aqui, comparar com o interior, não aconteceu nada se comparar, mas vão sentir no bolso de cada um. Não sobrou nada no interior, é só ir no supermercado. É bonito agora ir lá pagar a alface sete, oito pilha, e não tem? Só sobrou chuchu. Então, quando uma pessoa pensa só no seu umbigo e diz que não está nem aí, eu conversei com pessoas: “Eu não quero ouvir o problema do outro, eu quero que arrume a minha lâmpada na frente da casa.” Uma pessoa ligando todos os dias: “Eu quero a minha lâmpada de volta, eu pago. Eu pago imposto.” Os colegas também devem ouvir muito isso: “Porque eu pago impostos ao Poder Público.” Uma cochada de cascalho na frente da casa atrapalhando e “Ah, não, eu pago imposto.” Então isso é só para algumas pessoas. O nosso povo é muito solidário, muitas doações. Tem também gente doando cesta básica politicamente, que eu vi. Que caminhada infeliz essa, eu posso deixar, eu tenho 62 anos de idade, se é para eu pegar essa caminhada ali para querer tirar proveito ali na frente, não conte comigo, mas eu quero estar ali num futuro próximo para ver. E eu quero agradecer aqueles que conseguirem fazer mágica. É um momento ímpar, é um momento difícil na nossa cidade, mas o bem sempre vencerá o mau. Aí eu lembro, o Felipe falou aqui, os italianos que vieram com nada, e a nossa cidade vai se reerguer. Não é fácil. Aqui tem dois pré-candidatos a prefeito: Scalco e Felipe. A arrecadação caindo, e vai cair muito mais a todos os níveis: município, Estado e país. A mágica, ela não existe, e a vontade de fazer todo mundo tem. Quem é que não quer fazer o melhor? Agora, o que eu vivenciei nesses últimos 30 dias, tanto do bem, como do mal, fica para sempre gravado na minha memória. É uma missão que me atrai, eu já falei aqui, mas não nessas condições. Eu confesso para vocês que eu estou muito cansado, principalmente de ver pessoas... Lá embaixo, o Silvino Coelli, onde a família dele vive, estão ainda sem luz no outro lado. Vivem das batatas, de fazer chimia, de fazer melado e das frutas. E nem está podendo colher ainda. Depois daquela ponte lá, vai ter a outra. Quem pediu primeiro? Cadore
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Vereador Velocino, ontem quando o senhor pediu para mim ceder o espaço eu prontamente abri mão porque sabia que o senhor viria hoje aqui trazer a realidade do desastre que aconteceu e que destruiu Caxias do Sul. E o senhor toca muito bem, eu particularmente tenho encaminhado poucas demandas para os secretários – eu digo demandas pequenas – porque eu penso no maior, ou seja, atender as pessoas que estão mais em dificuldades. E é só para registrar, a extensão territorial de Caxias do Sul comparada só com Bento Gonçalves e Farroupilha. Bento tem 274 km²; Farroupilha tem 361 km²; e Caxias do Sul tem 1.652 km². E nós fomos atingidos em toda a extensão, como foi Farroupilha e como foi Bento. Mas é só um ponto importante que tem que ficar registrado, a nossa extensão territorial nos mata porque nós temos que atender a todo o município. Então parabéns pela sua fala, o senhor está trazendo aqui o que presenciou in loco, o desastre e a destruição que Caxias sofreu e nós vamos sofrer indiretamente porque migrantes, pessoas, cidadãos, famílias de outros municípios vão vir para Caxias e vão dificultar a nossa vida.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Um aparte, vereador.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Então parabéns pela fala, importante, um registro que o senhor presenciou e vivenciou. Era isso, meu muito obrigado.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Colega Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Colega Velocino, não está fácil no interior. Eu estive por diversas localidades até ajudando algumas famílias, levando mantimentos a pé, por cinco, seis quilômetros. São barreiras gigantes que caíram, a estrutura de estradas realmente colapsou e tem muito trabalho pela frente. A gente via as patrolas, os funcionários da prefeitura trabalhando praticamente dia e noite, os turnos estendidos.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Dobrou as horas extras.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Dobrou os horários, horas extras e não conseguiam dar conta de tanto deslizamento, tanta barreira, tanta estrada que simplesmente cedeu. Os rios subiram muito, as pontes... para chegar nessas pontes aí que o senhor mostra as imagens também é difícil chegar até elas porque tem muitas barreiras que caíram antes. Tem pontes que não tem mais cabeceira e os moradores alguns improvisaram passarelas para poder sair...
VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Vir a São Pedro.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (PL): Para sair das suas localidades. Passarelas com duas tábuas de 30, às vezes com alturas de oito, dez metros para poder passar. Mas é sabemos que o trabalho vai ser longo, mas vamos dar a volta e vai dar certo, porque povo trabalhador, o povo do interior, o povo caxiense sabe do seu papel e a gente vai conseguir restabelecer e também melhorar muito a estrutura que existe hoje.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Obrigado, Scalco. Vereador Sandro, depois eu preciso concluir.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Vereador Velocino, obrigado pelo aparte. Em primeiro lugar quero lhe cumprimentar pelo retorno. É muito importante ter uma pessoa com conhecimento que o senhor tem do interior aqui junto com a gente, trazendo essas informações importantes. E eu como vereador de primeiro mandato gostaria de dizer para o senhor que a mesma coisa que lhe choca na questão do rever o amigo eu estou vivenciando hoje. É triste, é muito triste a gente ver o quanto as pessoas na hora “h” dão importância para si mesma e não para os demais. É triste isso aí, mas a gente tem que aprender a conviver com essa triste realidade. Obrigado, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Colegas, independente de quem seja a próxima administração – não é partido que eu estou discutindo – conte com este vereador se é para contribuir e fazer. E aos pré-candidatos que pretendem estar aqui dentro, é um conselho de uma pessoa que tem 62 anos. Se é para ir lá usar da fraqueza das pessoas, é uma caminhada curta, é uma rua sem saída. Não é para isso que fomos colocados. Deus colocou no mundo o ser humano. Deus perdoa. A natureza, o meio ambiente não perdoa, quem provocou isso foi o ser humano. Antes de julgar o outro faça a seguinte pergunta: no que eu estou contribuindo? E não só querendo tirar proveito da fraqueza para poder chegar ao poder, não conte com este vereador, com este ser humano se for nessa caminhada. Era isso, senhora presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom dia, colegas vereadores, vereadoras. Dia frio, mas um sol bonito chegando aí para iluminar esse tempo difícil que a gente vive. Eu quero falar neste meu Grande Expediente de uma situação que se evidenciou muito nesse tempo de chuvas, de intempéries climáticas, e nós aproveitamos a discussão e a análise que nós fazíamos há bastante tempo dessa situação para protocolar um projeto de lei. Antes de falar do tema, eu só quero lembrar e remontar o primeiro ano desta legislatura da Comissão de Agricultura. Eu vou citar dois colegas vereadores, vereador Velocino e vereador Fantinel; compúnhamos, junto com outros vereadores, a Comissão de Agricultura à época e falávamos lá sobre a importância de um censo agrícola. Vocês lembram, colegas vereadores, Fantinel e Velocino? Pois bem, se nós tivéssemos o censo agrícola e dados efetivos da produção, da área, etc., seria muito mais fácil nesse momento para nós buscarmos os recursos frente ao que os colonos e as colonas, que vivem no interior e que produzem estão passando. Mas aquela nossa proposta da Comissão de Agricultura nada andou, nada andou. E falamos de censo agrícola porque o censo é do IBGE para a zona agrícola ele é espaçado, e a produção da colônia é muito dinâmica, não é isso, vereador Velocino? Em uma safra planta batata, na outra planta outra produção, por isso que nós precisaríamos ter esses dados mais frequentemente para em um momento de catástrofe poder buscar informações que subsidiassem recursos para quem está no campo. Mas, gente, eu quero trazer, eu vou começar como professor aqui, com algumas imagens que eu acho que elucidam um pouco da situação de áreas de risco da nossa cidade. Essa primeira foto que eu estou trazendo aqui é lá do Monte Carmelo. Ali é na Rua Vitória, lá no Monte Carmelo. Pode passar. E aqui a gente tem um local nessa área de risco, atrás do Monte Carmelo, quase na divisa com São Mateus. Pode passar. Tem mais uma aí. E aí é o seguinte, vocês sabem por que tem esse esgoto aí? Alguém autorizou a canalização de um novo loteamento do São Mateus, que cai no Monte Carmelo. E aí, quando chove, alaga. O Poder Público, alguém do Poder Público autorizou, ampliando o risco das pessoas que vivem aí no Monte Carmelo. Aqui, gente, é lá na Rua da Felicidade, no Canyon, que foi uma das regiões alagadas. A mesma coisa! Aí o esgoto lá do Vila Ipê... Não é isso, Darci? O esgoto lá do Vila Ipê tem que fazer um baita investimento e que acaba escoando todo aí no Canyon. Aí foi logo depois das chuvas, abriu uma cratera, levantou o asfalto. Esse aqui fica no Reolon, no beco lá do Chamichunga, várias casas aí o Tega subiu, ele ampliou, as margens ficaram muito maior, assoreou o rio. Então várias famílias com risco eminente de alagamento. Quando eu falo dessas famílias, famílias de vulnerabilidade, muitas crianças, idosos. Conversei com o meu amigo Bagé, da Defesa Civil, é para a Habitação ir lá junto com a Defesa Civil hoje ou amanhã para ver essas casas que foram atingidas que vão se inserir no auxílio reconstrução. Essas imagens são de Galópolis, vereador Velocino conhece bem, aqui é na Escola de Ensino Médio de Galópolis, parte dessa escola está interditada porque aqui, oh, bem na parte nova da escola de ensino médio a água subiu colocando em risco aí grande parte inclusive da estrutura do prédio mais antigo da escola. Pode seguir. Ah, isso aqui é o Coesp, a chapa, o rio vem com muita força, o valão ali, um monte de casas em risco também, vai lavando. Ali é onde aguarda, oh, para quem não conhece, está aguardando o guard rail, vereador Zanchin, três anos. Hoje é junho, não é? Três anos e seis meses, vereadora Gladis. Fico pensando, dois “bi” e meio de PIB essa cidade tem, dois “bi” e meio, e para o vereador Lucas, a solicitação de um guard rail não sai. Vejam vocês, se nós... Considerando isso, vereador Bressan, uma ponte vai levar uns 100 anos, mais ou menos, porque o guard rail... me disse o secretários Soletti que estão fazendo e o prefeito também, estão fazendo o guard rail... Que guard rail não é muita tecnologia, guard rail é botar o concreto lá e instalar. Mas, não saiu. Eu estou esperando uma criança cair lá e se machucar porque nós vamos fechar a prefeitura. Eu vou trazer os moradores, eu vou pagar ônibus para trazer os moradores porque o guard rail não saiu. Mais um aparte, só aqui nessa situação. E aqui é o Villa lobos, na Rua dos Brilhantes, então que é isso aí, oh, bota cascalho em um dia e acaba no outro, para quem conhece lá na Rua dos Brilhantes. Bom, eu quis trazer para elucidar. Do que consiste o projeto de lei? O nosso projeto de lei propõe a criação de um dossiê com as áreas de risco no Município de Caxias do Sul. Qual é o objetivo? É reunir, agrupar as informações referentes à localização geográfica, a avaliação de risco dos desastres naturais e principalmente as medidas preventivas. E aqui, vereador Velocino, me permita lhe citar, porque a área de risco em geral a gente pensa nos pobres, e nos pobres se esquece, que não dá nem para botar um guard rail; não é, Darci? Quando é nos pobre, fica esquecido. Mas, área de risco não é só em bairro de pobre, são em todos os bairros, vide Galópolis, vide Vila Cristina e vide outras áreas. Então em uma cidade como Caxias nós precisamos unir essas informações porque dão conta de... Um estudo, não sei se o município tem condições de fazer esse dossiê unindo as informações do município, da Defesa Civil, do governo federal. Mas de toda a sorte, um dossiê como esse permite de forma permanente o município buscar essas informações, dispor nas redes sociais e outras do município de forma a garantir que em próximos eventos climáticos, que infelizmente o que os especialistas indicam não vão demorar... O pai falava isso, o pai tem 88 anos, ele falava de lugares da cidade que nesses 80 anos ele não lembra de ter sofrido com essa situação, mas me parece que nós não vamos ter que esperar outros 88 para viver essa situação, que isso deve vir antes. Então, tem que tirar o povo lá do Beco do Chamichunga; tem que ver quais as famílias do Coesp, do Villa lobos, etc, etc. O que precisa drenar, o que precisa canalizar, vereador Velocino, ali dos Braga, por exemplo, que tem subido e alagado cada vez mais. Então a ideia do dossiê é um projeto que tem constitucionalidade, vide outras, mas que numa situação como essa de catástrofe ajuda o poder público, as pessoas, a sociedade civil, os empresários, as pessoas mais pobres, que são as que mais sofrem, a se organizar frente a essa situação. Ele foi protocolado hoje, a gente espera que, com a devida celeridade, ele corra nas comissões desta Casa e tão logo nós possamos aprovar esse projeto, já que as previsões climáticas apontam que os próximos anos serão de muita chuva também. E aí é melhor que nós choremos pelas perdas materiais do que pelas vidas. Eu estive ontem lá no Beco, no Reolon, e tem casas que estão ao lado do Tega, quando a gente fala de casas com quatro cinco crianças. Vocês pensem em uma nova enxurrada, assoreado como Tega está, o rio sobe e leva a casa e as pessoas. Com um dossiê como esse, com esses dados, isso subsidia, por exemplo, a Secretaria de Habitação a buscar recursos do Minha Casa, Minha Vida e outros para tirar aquela população de lá. E, vereador Fiuza, o senhor foi secretário já, falando do Beco para ser bem pontual, gente sabe que os moradores têm uma resistência em sair porque vivem há 30, 40 anos. Agora, naquela localidade, para citar, vários moradores me diziam ontem: “Lucas, a gente quer sair.” Então, vamos aproveitar com ciência, com estudo e com projetos para dar dignidade para essas pessoas. Então, era isso, eu conto com o apoio dos colegas, no momento oportuno, para a gente aprovar o projeto do dossiê das áreas de risco e que ele subsidie Políticas Públicas na prática. Era isso, presidente Bressan. Muito obrigado.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Senhor presidente, queridos colegas, cidadãos que nos acompanham, aqui, na nossa cidade. Queria dizer que ontem estive em reunião com o prefeito, ontem de manhã, na luta para conseguir fazer com que mais uma empresa não vá embora de Caxias do Sul. Saímos da reunião bastante contentes. Acredito que vai dar tudo certo e que a gente possa manter essa empresa, que gera muitos empregos na localidade de Fazenda Souza, onde eu vivo. Queria entrar em um outro dilema, aqui, bastante polêmico, complicado. Eu sei que muitas pessoas têm vontade de falar, mas não falam, mas a gente vem aqui transmitir o que precisa ser transmitido e como eu disse: medo nunca tive. Isso não faz parte do meu currículo. E eu queria dizer o seguinte: muito bonito, muito nobre, tem que se parabenizar, tem que tirar o chapéu por todos os trabalhos que todas as prefeituras, que o Estado está fazendo para ajudar, para abrir as estradas, para resolver os problemas das pessoas que estão em dificuldade. Maravilhoso! Isso não tem o que a gente comentar, estão fazendo o que é humanamente possível e a gente tem que dizer e parabenizar. Porém, eu vou entrar em um discurso, aqui, que eu falei em novembro do ano passado quando deu a primeira enchente, e vou levantar o assunto de novo, agora vamos esquecer o que está sendo feito para atenuar o acontecido – isso, ótimo o serviço está sendo feito como deve ser feito -, mas a pergunta que eu quero dizer, e que eu quero deixar aqui para as autoridades responsáveis de todos os setores, de todos: eu não vi ninguém, nenhuma autoridade importante, até agora, vir ao ar e dizer qual é o projeto, qual é a ideia, o que está sendo preparado para prevenir esses acontecimentos, para que isso não aconteça mais. “Ah, mas têm uma, duas cidades lá que o pessoal já vai fazer as casas em outro lugar, porque fica um pouquinho mais longe do rio.” Gente, um pouquinho mais longe do rio, teve lugares que o rio subiu 30 metros. Trinta metros de desnível. Trinta metros de desnível em áreas planas, onde a gente já conhece que é a região, ali, mais atingida, significa um quilômetro longe do rio, ou mais. Então, eu gostaria de ouvir das autoridades, que se apresentassem projetos, pelo menos, se não tem o dinheiro para fazer, mas que mostre interesse em apresentar soluções para que isso não aconteça mais. Ou uma solução, ou a outra. As barreiras, que eu trouxe aqui ano passado, que a Itália usou para resolver os seus problemas. Não quer fazer aquilo porque acha que não é bom? Beleza, ótimo. Apresente outra que seja melhor. Mas apresentem projetos que venham resolver o problema, para que isso não aconteça de novo. Adianta investir milhões, bilhões para refazer todas as coisas próximas de onde aconteceu, para daqui, quem sabe lá, sete, oito, nove meses, um ano, acontecer de novo? E nós estarmos aqui na mesma situação. Sem falar nas vidas humanas que se perdem.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Eu gostaria de ver isso. Não estou me queixando. O restante está muito bem. Está sendo feito, dentro da medida do possível, muito bem feito. Mas eu quero saber o que será feito para prevenir. E a prevenção tem que ser feita junto com o trabalho que está sendo feito agora. Você não pode reconstruir agora para, daqui sete, oito meses, um ano, ir lá desmanchar e fazer em outro lugar. Agora tem que ser apresentada a solução. E aí, senhoras e senhores, eu quero entrar em uma questão mais polêmica, mais ainda. E essa eu posso falar com tranquilidade, porque eu tenho conhecimento de causa. Dez anos atrás, mais ou menos, eu tinha uma construtora em Caxias do Sul. E nós ficamos, a minha empresa ficou mais ou menos uns 15 dias parada por falta de areia no mercado. A areia que tinha custava ouro, foi às alturas o valor. Por qual motivo? Porque o Ibama proibiu que as dragas dragassem a areia do Guaíba. Isso eu vivenciei, e quem quiser ter informações é só dar um Google. O que acontece quando tu não retira mais a areia do fundo do rio? Com o passar do tempo, o fundo se eleva, o rio é assoreado. Talvez, se a areia tivesse continuado sendo retirada, junto com a areia teriam sido retirados os detritos, a sujeira que é levada pelas correntes e, talvez, a água não teria nem entrado em Porto Alegre. Então eu peço que o Ibama repense essa ideia de proibir a retirada da areia do fundo do Guaíba, como também repense a proibição de os municípios limparem os rios e aprofundarem a profundidade dos rios. Porque aqui, em Vila Cristina, ontem, falando com o prefeito, ele me disse: “Se tivessem autorizado a gente a tirar o material do rio quando fizemos o asfalto de Sebastopol, o rio não teria invadido Vila Cristina. Porque agora, que nós fomos arrumar as coisas, agora eles permitiram a gente dar uma limpada. Sabe quanto nós afundamos o rio? Três metros; só tirando sujeira.” E se esses três metros tivessem sido tirados antes da enchente? Será que o rio tinha invadido Vila Cristina? Porque, pelo que me resulta, essa foi a altura que entrou no parque de máquinas em Vila Cristina. Se o rio é mais profundo, qualquer sem neurônio sabe que cabe mais água dentro. Então eu acho que a questão da limpeza dos rios tem que ser repensada pelo Ibama. Claro, dentro da regra, com todo o cuidado, mantendo o trabalho correto como deve ser feito. Mas não deve ser proibido. A areia tem que ser tirada do fundo; os detritos têm que ser tirados do fundo; os rios têm que ser limpos do assoreamento. Isso ajuda e ajuda muito. Fiquei muito feliz quando vi o meu nobre presidente estadual, Cherini, deputado federal, também entrando nessa questão e dizendo que um dos grandes problemas é o assoreamento dos rios com o passar do tempo. Então eu peço encarecidamente que o Ibama faça uma reflexão sobre isso. Não estou dizendo liberar à vontade. Mas que sejam analisadas as zonas mais críticas as zonas onde o rio cresce mais, principalmente as zonas mais planas para que haja sim um aprofundamento do fundo do rio para que quando aconteça isso o rio não suba e não cause todas as tragédias que causou. Eu acho que isso é uma coisa fundamental. E volto a dizer, não teria acontecido talvez o alagamento em Porto Alegre, se as dragas tivessem continuado tirar a areia do fundo do Guaíba. Seu aparte, vereadora Tati.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Vereador, sem dúvida, muito importante esse assunto. A gente tem visto a situação e atualmente as máquinas estão ali trabalhando e esse desassoreamento do rio, ele é importante, porque, do contrário, é isso que o senhor falou, o rio acaba indo para os lados, comendo mais terrenos, elevando com mais facilidade. Então tenho certeza de que a partir de agora, é uma pena ter acontecido tudo isso para se mudar, mas que o Ibama vai olhar essa legislação com outros olhos, e que a gente possa realmente pensar em formas, em ações preventivas, porque segundo um meteorologista, esses eventos climáticos serão cada vez mais comuns, e a gente precisa estar atentos e precisa também ensinar a população a ter cuidados, sirenes que alertem principalmente nos locais onde a gente tem esses riscos como é o caso de Galópolis, Vila Oliva, Vila Cristina. Então vai ser uma nova era, e tomara que a gente consiga, enquanto ser humano, se conscientizar mais do nosso papel com relação à natureza.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Então, só para concluir, senhor presidente, eu queria então deixar aqui esse pedido para que o Ibama faça essa reflexão e coloque na mesa a seguinte situação: é mais importante o fundo do rio, a areia do fundo do rio, ou as vidas que se perderam? Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PRD): Colegas vereadores, então, continuando ainda um pouco daquilo que eu pontuei. Eu vi que o vereador Lucas mostrou muito ali também nos bairros, em Monte Carmelo. Então, como eu acompanhava lá de manhã, os únicos patrolamentos que foram feitos naquele terceiro dia de sol do mês passado, e aí o que eles priorizaram lá na [ininteligível] eu acho que... E eu vi lá um debate dizendo: a Rua dos Brilhantes praticamente está acabada lá. Vereador Lucas, então priorizaram alguns pequenos patrolamentos nas linhas de ônibus. Eu acho correto. Só que... Ali em Monte Carmelo, depois estavam lá para Vila Lobos, em alguns lugares da linha de ônibus. Só que, dependendo ali naquilo que o senhor mostrou, vereador Lucas, dependendo da próxima chuva, na próxima fica tudo igual por situações ali que você viu que não tem onde escoar, não dá para embaular a estrada. Então acredito, hoje pela manhã, estava escutando que vamos ter uma semana boa de sol. Eu, se depender da minha opinião também, os prefeitos que pedem a minha opinião, eu quando estava lá, vereadora Gladis, eu, primeiro, onde tem linha de ônibus. “Ah, porque é da Visate.” Não, é que é vidas, muitas vidas dentro do ônibus. Linhas de ônibus e estradas principais, eu priorizava assim. Vans escolares, agricultura para escoamento da produção, e, infelizmente, a chácara fica por último. Então a comunidade caxiense, principalmente no interior, tem que ter muita paciência. Hoje, de 4.500 km da estrada, eu posso dizer que talvez tenha 10 % mas lá para o lado da Criúva que tem menos morro. As outras todas precisam, professor Zanchin, do patrolamento e cascalhamento. A Secretaria de Obras tinha R$ 350 mil para compra de cascalho, que eu já falei que é uma vergonha o município ter que comprar pedra, com todas aquelas que tem, vereador Sando, dentro dos rios; passou a colocar mais 200, 550; e mais 200. Só no mês de maio, vereadora Gladis, foi gasto cinco vezes mais. Como o município vai pagar? Não sei. Eu sei que a arrecadação caiu e vai cair muito mais, em todas as esferas, muito mais. Lá no Fagundes devem estar enchendo os bolsos de dinheiro porque uma hora e meia, às vezes, precisa para um caminhão carregar, com três balanças pesando. Imaginem vocês! O Sandro Fantinel que falou há pouco, hoje de manhã estava ouvindo... eu escuto muito, enfim, do tempo e o Cléo Kuhn estava dizendo que está se anunciando pouca chuva, não que a gente está reclamando, e os rios estão cheios é de pedra. Ali atrás, quando não permitiram mais, vereador Cadore, assorear os rios, o próprio Guaíba, areia, no mínimo 4 metros dava para ter baixado e isso acontece em todos os lugares. Quando eu estava em Galópolis, vereadora Gladis, um metro e meio de vasão foi dado no Arroio Pinhal. Eu tenho dúvidas hoje se aqueles piscinões que vão ser construídos ajudariam, vereador Lucas, uma parte, a outra não. Agora, se não tivéssemos baixado aquele metro e meio o que seria de Galópolis hoje? Nunca mais encontraram, teve perda... aqueles terrenos, lá naquelas famílias, uma era a Cristina, funcionária pública, o Lucas eu acho que eu conhecia, aqueles terrenos nem existem mais, lá próximo do véu de noiva.. Ali a Reinaldo... está interditada ainda. Precisa levar embora em torno de 200 truck de barro. Não se sabe nem aonde colocar ainda. Então tem que ter muita paciência principalmente nos patrolamentos. Agora vai ter uns dias bons. Em torno, vereadora Tati, de 300 olhos da água dentro do nosso município. O olho da água vocês sabem como é que corrige, tem que drenar, fazer um valo, colocar rachão embaixo e depois preencher em cima. Num lá na estrada que liga São Francisco... só num três vezes tivemos que ir lá. Engoliu seis trucks de rachão. Então imaginem todo o município assim? Tem que ter muita compreensão, muita paciência. Como eu já falei antes, muitas pessoas olha só a seu entorno, mas o poder público e nós como representantes precisamos olhar o todo nesse momento difícil, mas eu tenho certeza que juntos nós vamos se rerguer. Eu tenho certeza disso. Conheço os colegas que estão aqui dentro, já vivemos momento... Talvez impar, nunca vivemos um momento como esse, mas os italianos chegaram aqui com nada e eu acredito muito... hoje com todas as etnias junto que nós vamos chegar lá. Era isso.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Bom dia, presidente Renato, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Eu prestei atenção até porque estava hoje presidindo... Poderia fazer um Grande Expediente, mas vou fazer com fotos, vídeos e ainda trazer problemas pontuais, porque vereador Uez, eu acompanhei o senhor, liguei para o senhor diversas vezes e fui acho que bastante compreensível, eu dizia: Olha, vereador, eu sei que é difícil. Por isso que liguei acho que só uma ou duas vezes, porque conheço, entendo e sei das dificuldades. O que eu não posso admitir são questões que quando foi para a prevenção não fizeram. Então quando é para prevenir e tu economizar... porque depois que a chuva começa a cair, o vento... começa a vir o temporário ninguém mais segura. Então vou começar, os diques da Grande Porto Alegre, por exemplo, não foram feitos projetos de bilhões de reais que deveriam ter sido, no mínimo, colocado no PAC, que eu não sei se ia acontecer, pelo Programa de Aceleração e obras, enfim, não sei se iria acontecer, nunca foram colocados, nunca foram pensados, nunca deram importância para a prevenção. Aí estourou os diques, alagou as cidades, morreu gente. Desassoreamento dos rios eu falei aqui na semana passada. Agora é fácil dizer que deveriam ter feito quando fizeram o asfaltamento lá que ligava Vila Cristina até Santa Lúcia. Mas eu quero o documento que foram atrás, que tentaram, que buscaram, porque agora eu também sei que precisa do desassoreamento dos rios, que precisa afundar. E lá em Porto Alegre, por exemplo, no Lago Guaíba se tivesse e dragado três, quatro metros, a água não teria ido para fora. Então são políticas atrasadas que acontecem posterior às tragédias. Infelizmente, nós fomos por diversas reuniões, bueiros, por exemplo, de nós pedirmos para fazer a limpeza, que a limpeza seria prevenção, não aconteceram. Eu tenho, e por isso que eu vou trazer em um Grande Expediente, fotos e relatos de moradores que estão há 12, 14, 20 anos com o problema de alagamentos, na Oscár Serafini, na Luiz Visserini, que não foram feitos. E questionei, é meio de quadra onde passa os tubos estão entupidos, mas não foi de agora. Doze anos, 20. Não tem como pedir paciência, vereadora Tati, por mais que eu entenda, e a senhora sabe que eu sou uma pessoa que cobro, mas cobro com responsabilidade. (Manifestação sem uso do microfone.) Exato! Mas eu cobro com responsabilidade, eu sempre digo, olha, eu trago aqui uma crítica, mas eu quero construir junto. Eu sou uma pessoa que trago infelizmente o que está acontecendo, que não tem como pedir paciência lá para as pessoas. Quem perdeu tudo não pode dizer: “Olha, aguenta mais um pouquinho”. A Oscar Serafini está lá, está aberta desde o dia 01 de maio. Aí em reuniões que eu fui anteriormente me disseram: “Ah, mas deu 26 dias de chuva”. Não! Em 12 anos não deu 26 dias de chuva, ou todos os dias dos 12 anos. Então a gente tem que ter prevenção, prevenir, tem que prevenir. Os rios ontem, eu estive novamente Sebastopol, passei o rio lá, por exemplo, que tinha quatro ou cinco metros de largura, está com 40 metros. Ele dividiu em três. Um está do ladinho da pista, que vai cair, o vereador Uez sabe, vai cair o asfalto se der outra chuva. Um passa no meio e o outro do lado de lá. Tem três ilhas. (Manifestação sem uso do microfone.) Exatamente. Onde tinha 10 metros de fundura, hoje, mais cinco dias sem chuva, tu passares lá e não molha o tornozelo. Então é difícil nós não prevenirmos. Seu aparte, vereador Tati.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Vereador, de fato, essas últimas chuvas, e no volume e no pouco tempo em que elas vieram nunca tinha acontecido aqui no Município de Caxias do Sul. Mas, de fato, eu concordo com o senhor, a gente precisa investir em prevenção. E aqui eu quero dizer que muitas vezes o prefeito Adiló foi apelidado, foi chamado por alguns de prefeito tatu. Olha, vereador, se o prefeito não tivesse feito tantas obras na área central... Vai no Sagrada Família, 30 anos que tinha alagamentos no Sagrada Família, aquela obra foi realizada não teve um alagamento. Então muita gente que criticou, que disse, “ah, o prefeito está abrindo buraco em tudo que é lugar”. Se a região central não tivesse tido esses reparos, além dos inúmeros estragos no interior, o senhor pode ter certeza que a área central ia estar detonada. Mas concordo com o senhor, a gente precisa buscar sempre qualificar, melhorar. A prefeitura de Caxias do Sul assinou um termo, um contrato com a Universidade de Caxias do Sul, para montar um laboratório para prevenir esses desastres e montar protocolos de ações. Então eu tenho certeza que nós estamos no caminho certo.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Eu não tenho dúvida, só para concluir, presidente, que as obras são importantes, e qualquer obra é importante. Eu nunca tive essa relação de chamar o prefeito desta forma. Mas eu não me preocupo só com centro, porque todos têm o direito e ninguém tem o direito de perder os seus bens que tanto conquistaram. Então vamos dar uma atenção especial na prevenção. Gente, nós não estamos falando de agora, são 12, 14, 18 anos que as pessoas estão pedindo e nós não estamos conseguindo fazer uma rede de esgoto de 120, 150 metros. Aí fica difícil de explicar. E pedir paciência não dá não, tem que ter gestão e gestão tu economiza quando tu prevines. Obrigado, senhor presidente. Desculpa passar aqui.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Comentei aqui com o vereador Bressan, meu amigo, que eu mudei de assunto. Eu ia falar de educação, mas un'altra volta, vereador Velocino. Vamos seguir nesse tema da prevenção. Eu acho que o exemplo de Porto Alegre é muito emblemático, o exemplo de Porto Alegre, que é a capital do Estado do Rio Grande do Sul, é emblemático. Quando uma gestão é incompetente, é irresponsável e coloca a cidade no maior caos histórico de uma capital no Brasil, ao menos que nós tenhamos notícia. E quando se fala nos bilhões dos diques, nos milhões da prevenção, dos bilhões que seriam necessários para a prevenção, é infinitamente menor do que reconstruir a cidade, das mortes perdidas, sabe? Então, acho que... Porto Alegre é um exemplo emblemático. Mas aqui na nossa aldeia nós precisamos ter atenção com algumas coisas, perguntas que não foram respondidas. Por exemplo, Samae, vamos falar da represa do Complexo Dal Bó, da Represa São Miguel que fica ao lado do Bairro Fátima. Nós chegamos na eminência do rompimento da represa, eu me arrepio a falar, mas se a represa tivesse rompido ao invés da tragédia de Porto Alegre, a maior tragédia do Brasil seria em Caxias, porque nós teremos milhares de mortes, uma quantia grande da cidade que teria sido arrasada. Bom, aqui eu não quero ser alarmista, mas nós temos algumas perguntas que não foram respondidas. Eu não sou técnico e nem negacionista, então eu me centralizo nos especialistas e na ciência. Mas, perguntas que não querem calar, a represa, as comportas da represa teriam que ser abertas há mais tempo? Há menos tempo? Tem em risco da represa São Miguel romper se nós tivermos uma chuva igual ou maior a que tivemos? Tem risco? Nós precisamos enfrentar essas dúvidas porque a população quer saber. Eu acabei de dizer aqui na minha manifestação, as previsões são de que nós teremos chuvas como essa nos próximos anos. A cidade tem que enfrentar porque nós não podemos deixar um quarto da cidade no risco de uma catástrofe. E o Samae tem dinheiro, precisa investir em uma pesquisa que responda a capacidade que a represa tem de suportar novas chuvas. Digo, não sou técnico, mas aquelas comportas, vereador Renato, e eu lembro do seu vídeo, da sua angústia e das suas lágrimas naquela noite. Precisam ser abertas com qual antecedência? Considerando que a chuva era prevista, não é isso? Não nesse volume, mas o clima já falava disso. Então acho que são questionamentos que precisam ser respondidos e a cidade precisa enfrentar despendendo os recursos que são necessários que vão ser infinitamente mais baratos do que se a catástrofe acontecer. Então eu quero destacar essa questão aqui para que no futuro outros colegas vereadores, prefeitos ou prefeitas não tenham que chorar a morte, a destruição. Ainda, eu sigo sem entender porque nós não temos um escritório em Brasília buscando recurso? Cristo, Jesus! A segunda maior cidade do Rio Grande do Sul, o prefeito de Arroio do Meio, de Muçum, de Teutônia, de Cruzeiro do Sul, de Canoas, de São Leopoldo estão na CNN, dão entrevista internacional buscando recurso com escritório, e Caxias pian pianetto, não se fala em Caxias. É custo ou investimento? Qual é o vereador que ia criticar a contratação de um escritório em Brasília ou de alguém para buscar recurso? É um silêncio, não é? Mas esse silêncio grita bastante. Eu espero que o próximo prefeito ou prefeita sejam prefeitos efetivamente, porque eu vi até a AMOB Caxias indo para Brasília, e eu entendo que o prefeito tenha muita coisa para fazer, se ele não pode ir, que alguém vá, mas que nós não terceirizamos essa função. E por fim, eu sigo dizendo, eu não sei o que acontece, vereador Cadore, nesse governo todo mundo cai e é mexido, tem puxão de orelha, menos a secretaria de Saúde. As pessoas estão morrendo por falta de leito, por falta de consulta, e não se faz nada. 12 dias na UPA. Esse final de semana, vereadora Gladis, não tinha ecografia, porque fechou o setor de ecografia na quinta-feira e a secretária de Saúde não tem alternativa. Aí, se tem a suspeita de uma apendicite supurada, paga, vereador Bressan, a orientação é pagar, de quinta até segunda. Então, assim, oh, é uma excrescência! A secretária de Saúde de Caxias é incompetente e a política promovida pela gestão resulta na morte das pessoas. E não se toma uma atitude, mais um ano. Vai começar o frio e nós vamos ter gente deitada no chão das UPAs porque não se toma iniciativa! Que se compre leito na Unimed! Ou nós vamos esperar as pessoas morrerem? E a resposta da secretária é que não tem leito, é que não tem consulta, é que não tem médico, é que não tem exame. Pelo amor de Deus, colegas! Eu não aguento mais responder isso. Desculpem o desabafo, mas com morte e com dor de criança, de idoso, de gente com câncer, não dá para ter paciência, quando se tem uma secretária que se diz que é o baluarte, a paladina da gestão e as pessoas seguem morrendo “às pencas” na cidade, sem ninguém se indignar.
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VEREADOR CLÓVIS XUXA (UNIÃO): Bom dia, presidente. Bom dia, colegas vereadores. Bom dia especial às pessoas que estão nós assistindo através da TV Câmara, rede social, muito bom dia. Quero cumprimentar, em especial, aí o presidente do União Brasil, que estava aqui há pouco, o Sr. Kiko Girardi, que tem viajado muito a Porto Alegre, buscando decisões para trazer a Caxias do Sul, que vai definir o rumo do nosso povo de Caxias do Sul. Quero cumprimentar o vereador Velocino Uez, que está chegando nesta Casa, hoje, trazendo um resumo do que foi feito no interior de Caxias do Sul. O interior de Caxias do Sul, nós acompanhamos, nós vereadores, diversos vereadores, acompanhamos, sofreu muito com esse alagamento que aconteceu na cidade de Caxias do Sul, no interior os nossos agricultores foram muito prejudicados, mas soubemos que foi feito um trabalho bom, o senhor estava fazendo uma frente, não conseguiu fazer tudo, a gente soube através da rede social, que a gente via o pessoal pedindo. Claro que o senhor não ia conseguir fazer todos os distritos de Caxias do Sul. Esse alagamento foi mais forte, aqui, em Galópolis, por ser um bairro na parte baixa de nossa cidade e próximo a um rio, e também ali, em Vila Cristina e soubemos quantos foi predicado esse lado, por isso queremos cumprimentar o senhor, Velocino Uez, pelo trabalho realizado. Cumprimentar, em especial, o nosso amigo Soletti também, que nem vem muito aqui, na Prefeitura, porque tem muito trabalho. Mas também queremos ressaltar o trabalho dos nossos servidores públicos, que também não pararam. Meu filho, o Edinho, está chegando tarde em casa, saindo cedo e nos finais de semana ele, também, está trabalhando bastante, envolvido pela nossa cidade Caxias do Sul porque foi muito danificado o nosso interior; perdemos muito no interior. Os nossos agricultores ficaram sem ruas; os nossos agricultores ficaram sem a sua plantação com essa quantidade de água que choveu. Mas eu quero, Velocino Uez, falar sobre as nossas empresas particulares, essas pessoas que tem um maquinário, que trabalham com a terraplenagem, onde mais de cinco empresas ajudaram o Poder Público. Quero ilustrar o nome dessas pessoas que colocaram seus funcionários, colocaram suas máquinas, os seus caminhões, essas pessoas também merecem o nosso apoio, merecem, também, falar dessas pessoas, que foi essas empresas particulares que ajudaram muito o interior. Essas empresas particulares, eu fiquei sabendo através dos agricultores, onde eles colocavam os seus caminhões, colocavam suas máquinas, colocavam seus funcionários, muitos colocaram o diesel do seu bolso e muitos, também, foi patrocinado o diesel por outras empresas, patrocinaram e fizeram a diferença além das obras do nosso secretário Soletti, que fez um trabalho fantástico junto com o senhor, vereador Velocino Uez. Nós temos que ressaltar, então, e ilustrar os nossos empresários de Caxias do Sul. Acho que mais de cinco empresas estiveram atuando no interior, onde eu ouvi relato de agricultores. Nossos agricultores relatam dizendo que essas empresas foram fantásticas na participação. Então, em meu nome, em nome até do prefeito municipal quero falar, pedi permissão, porque vale a pena nós ilustrarmos essas pessoas que trabalharam de forma ardente, trabalhavam dia e noite com as suas máquinas, com os seus tratores, com os seus caminhões. E fizeram, sim, a diferença, porque vieram muito a ajudar o poder público. Ajudando o poder público, ajudou o nosso agricultor do interior dos nossos distritos. Obrigado, presidente.
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VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Senhor presidente, caros colegas vereadores. Eu vou falar um assunto importantíssimo, que é a saúde. Eu ouvi a manifestação do vereador Lucas e, na sexta-feira, eu fui chamado pelo próprio vereador Lucas, que lá na UPA Central tinha uma paciente que precisava de uma ecografia e, naquele dia, esse exame não era prestado. O vereador Felipe Gremelmaier também me chamou porque tinha um paciente com um pé diabético lá na UPA Central e precisava internação. Ao me dirigir à UPA Central, falei com o diretor, o Marcel, falei com o Dr. Rafael. Naquele exato momento, os familiares da paciente que precisava de uma ecografia tinham conversado com os diretores e tinha sido acordado que eles iriam fazer a ecografia em um outro local. Em relação ao paciente com pé diabético, também procurei os familiares. E a luta foi no sentido de que nós precisávamos ter leitos. Não temos leitos no Hospital Geral, na cidade. A fila é muito grande. E aí hoje, ouvindo a manifestação do vereador Lucas, eu concordo plenamente com duas situações. Primeiro de que, na sexta-feira, que era facultativo o funcionamento, deveria ter, sim, a ecografia. São exames importantíssimos, importantíssimos, que, no meu ponto de vista, eles deveriam ser prestados todos os dias. E fiquei sabendo, falando com os diretores da UPA, que são autorizados cinco exames por dia de ecografia, o que é um número muito baixo. Diante desse cenário, ouvindo também outros vereadores e sabendo que muitas emendas chegaram para a saúde em Caxias do Sul, emendas parlamentares de vários deputados, e sabendo da situação que a saúde passa, eu já disse há poucos dias e ratifico minha disposição de, hoje mesmo, eu me dirigir à secretária da Saúde Daniele para que ela venha até esta Casa expor essas dúvidas e essas discussões, e explanar para nós em que situação estão sendo aplicados os valores das emendas, para que haja uma redução...
VEREADOR CLOVIS XUXA (UNIÃO): Se possível um aparte.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Nas consultas, nos exames. Nos exames, especialmente, e nas consultas é que nós precisamos saber. E fica a minha reclamação também. Há poucos dias, tivemos o vice-presidente da República aqui, o Geraldo Alckmin, e eu esperava, não esperava outra coisa, que ele batesse o martelo no sentido de que a União destinasse os valores para o custeio. Porque eu não admito que uma cidade que atende Caxias e os 48 esteja com um prédio pronto, o quarto, o apartamento pronto e não ter o custeio, os valores para pôr em funcionamento. Não adianta falar em solidariedade, não adianta falar que o olhar está sendo dado ao Rio Grande se, num momento desses, crucial e necessário, o vice-presidente não vem a Caxias e não nos contempla com aquilo que é obrigação da União: recursos para pôr em funcionamento os leitos do Hospital Geral, que com certeza minimizaria um pouco os problemas de saúde que Caxias tem e a região. Era isso. Meu muito obrigado.
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Já de imediato, vereador Xuxa.
VEREADOR CLOVIS XUXA (UNIÃO): Obrigado, vereador Renato. Só para falar aí para o Cadore, eu pedi aparte e ele sempre não me dá aparte, e já não é a primeira vez, mas ele, como presidente da Comissão de Saúde deve fazer alguma coisa mesmo, porque está feia a saúde, está feia a saúde. A minha assessora está com o pai dela com o pé..., diabético, lá na Upa Zona Norte, faz mais de 12 dias que está lá em cima e nós estamos tentando de várias maneiras. Não sei se já chegou ao seu conhecimento. Também recebi aí com pessoal do bairro Beltrão de Queirós, estão também, vão promover uma manifestação em frente à unidade básica central, que também tem um pai diabético ali também com grandes problemas. E quero agradecer seu aparte, agradecer a sua gentileza por não estar me dando aparte, porque quando se trata de saúde, se trata de pessoas, eu também posso colaborar um pouco. Obrigado, senhor. Obrigado, vereador.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador Xuca. Duas questões que foram colocadas aqui na Casa sobre a questão da represa complexo Dal Bó. Nós sabemos que aquele susto que nós passamos aquela noite, se tivesse a prevenção, teria resolvido. Se as comportas tivesse sido abertas no horário exato... Eu lembro quantas vezes choveu quase como essa vez choveu e as comportas eram abertas. Uma pessoa ficava lá controlando a comporta, ou duas, mais duas seguiam o leito do riacho, e não tinha essa dificuldade. Nunca... Eu não lembro de alagar o São José, como eu disse poucos dias atrás aqui na tribuna. Alagou o São José novamente agora, agora quando abriram, mas foram abrir as comportas lá aos 50 minuto do segundo tempo. Isso... E abrir todas as comportas ainda. Além de abrir para o Fátima resolveu, mas para o São José, para o Reolon alagou. Isso é falta de compreensão das pessoas que estavam lá no comando. Poderia ter resolvido isso aí anteriormente. Com certeza as comportas precisam ser abertas. Que nem o vereador Velocino fala, agora, dentro de dois, três meses, pode ser que venha a seca de novo e vai ter pedras de novo lá na represa, porque quando abre, abre tudo as comportas. Não tem como abrir um pouco. Então acho que se tivesse aberto poucas comportas, as duas comportas e conseguisse descer o leito dos rios pelo São José, pelo Santa Catarina, Reolon, Mattioda, com certeza não teria, as famílias não teriam levado aquilo susto que levaram aquela noite. Agora, quando o vereador Cadore fala isso aqui da questão da falta de leitos, não é, nós temos que lembrar que anteriormente, não muito tempo, talvez um ano atrás, que foi dito mais que uma vez: quando o Hospital Geral ficasse pronto, o governo federal entrava com 50 % dos recursos e o governo estadual completaria. O governo federal entrou com 70 % das verbas, de recurso para abrir os leitos do Hospital Geral, e onde está o governo do estado? Onde está o governo do estado? O governo federal entrou com 50, com 70 % do custeio, da manutenção, e isso imagina se tivesse...
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Hoje, os leitos... Hoje, as duas UPAs, a Upa Central e a Upa Zona Norte, estão superlotadas, e precisamos que o governo do estado também veja para a nossa cidade, porque não dá para continuar dessa forma porque só o governo federal veio fazer a sua parte, a questão das enchentes, e agora cobrar do governo federal, onde 70% dos leitos... onde foram pedir 50%. O governo federal mandou 70% e os outros 30% não será feito? Isso... Seu aparte, vereador Cadore.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Vereador Renato, é importante, o governo federal participou realmente com um valor de 53 milhões, colocamos em atividade 70. O estado também teve a sua participação naquele momento, mas nós temos que continuar lutando, Renato, e o senhor que sempre fez. Nós precisamos pôr em operação esses leitos e a cobrança mais direta é do governo federal, mas nem por isso o governo municipal e estadual está isento dessa cobrança. Nós precisamos que os leitos funcionem. A fila de espera é muito grande. Tem pacientes morrendo nas UPAs e nós precisamos resolver e a forma é o custeio vindo especialmente da União. Era isso, meu muito obrigado.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, presidente. Obrigado, vereador.
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Obrigada. Bom, eu quero aqui usar esse espaço para fazer um aviso de utilidade pública e convidar as pessoas que puderem estar doando sangue. Eu recebi o contato sexta-feira do Banco de Sangue, eles estão com estoques críticos para diversos tipos sanguíneos, em especial O+ e O-. Então se você está saudável, entre 18 e 60 anos, puder fazer essa contribuição. A gente sabe que é muito importante. Muitas cirurgias dependem dos estoques de sangue estáveis para acontecer, é uma série de situações que necessita de fato. E relembrar também um pedido de que as pessoas que tenham disponibilidade para voluntariar duas, três, quatro horas entra em contato com a Parceiros Voluntários ou com a Cruz Vermelha Municipal de Caxias do Sul. O nosso estado continua precisando de muita ajuda e o trabalho voluntário ele é essencial. A gente tem visto uma redução expressiva do número de pessoas em abrigos. Aqui em Caxias do Sul, vereador, o nosso abrigo já foi fechado, mas nós tivemos momentos em que tivemos quase 60 pessoas num abrigo aqui em Caxias do Sul. Então é importante que a gente continue mobilizado porque a reconstrução desse estado não é uma coisa que vai acontecer nos próximos dois, três, seis meses. Estamos falando aí de um projeto de médio e longo prazo que levará anos e a gente precisa sim mobilizar as pessoas para que ajudem, auxiliem. Tenho certeza que o estado vem fazendo a sua parte, os municípios também. Temos representantes do governo federal aqui auxiliando também, mas a gente precisa e toda a ajuda voluntária é sempre muito bem vinda. Então dois convites para que as pessoas doem sangue, já que o nosso banco de sangue e Hemocentro estão precisando também, e para que se voluntariem através da Parceiros Voluntários ou Cruz Vermelha Brasileira de Caxias do Sul. Era isso, senhor presidente. Muito obrigada.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Pois não, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, primeiramente a nossa solidariedade a todas as pessoas, não apenas da nossa cidade de Caxias do Sul, que sofreram e tem sofrido essas intempéries. Mas também ao nosso estado do Rio Grande do Sul, a todos os municípios, prefeitos e cidadãos comuns que perderam as suas casas, que perderam um ente querido. Momentos complexos, difíceis e que a gente poderia aqui ressaltar, falar e discutir e ampliar os assuntos, mas que não seria, com todo respeito, apenas necessário a fala, mas sim uma execução, uma entrega, uma resposta mais adequada possível para esta população. Nós não podemos tratar de assuntos tão complexos, tão difíceis apenas por achismo. Não podemos tratar de assuntos tão complexos, como saúde, como educação, como a situação de todas as nossas estradas do município afetadas por deslizamento, ruínas, enfim. A gente sabe da grande dificuldade que nós vamos enfrentar, por isso é preciso que Caxias do Sul, mais do que nunca, a população de Caxias do Sul faça, de fato, uma grande cobrança. Uma grande cobrança, não apenas do Governo Federal, Estadual e Municipal, mas também dos pós-postulantes em um plano de governo, realmente, adequado para, de fato, governar Caxias do Sul. Algo que demonstre o que fará, como fará, de onde que vai ter recursos para fazer e o tempo que vai levar. Então, são discussões maduras que a gente precisa fazer, algo que vai ser difícil para todos aqueles, de uma forma respeitosa, falo isso para todos aqueles que se colocarem à disposição do pleito, para governar nossa cidade porque não vai ser uma tarefa fácil. É uma tarefa muito complexa, muito difícil, principalmente, para nós aqui, vereadores, que aqueles que terão a oportunidade de estarem aqui novamente e os novos que estarão, da gente poder fazer, de fato, propostas que, realmente, demonstrem à nossa sociedade, mais do que nunca, um compromisso com as pessoas. E a gente tem visto quanto é importante a discussão de termos mais médicos, da estratégia da família nas nossas UBS, especialistas, atendimentos ampliados, algumas adequações, daqui a pouco, em UBS, que a gente pode transformar, daqui a pouco, uma, duas UBS ou três, em uma só, com horário estendido, algo para poder fazer com que a população possa ter o serviço, possa receber, de fato, ali na ponta, os atendimentos prioritários para que não precise ir para uma UPA de urgência/emergência, para algo que na UBS poderia ser tratado. Nós precisamos compreender o quanto é difícil, o quanto é difícil, às vezes, a gente, aqui, nos colocar como pessoas públicas por saber a angústia que a população tem atravessado, não em Caxias do Sul apenas porque não somos uma ilha, mas em todo Brasil, em muitos estados, quando nós não conseguimos, de fato, ter recursos vultosos para Políticas Públicas e, aqui, falaram muito de prevenção, 12 anos, 18 anos, 16 anos, Políticas Públicas de prevenção não foram feitas por conta de que essas políticas de prevenção precisam de muito orçamento. Agora, é claro, nós não podemos apenas dizer que temos problemas e dificuldades, precisamos ampliar essa discussão com projetos macros, e a gente sabe a dificuldade do Poder Público, não apenas em Caxias, mas em todos os municípios, de termos projetos para buscar recursos federais, estaduais, enfim, para programas como esse de recuperação, de poder fazer iniciativas de ampliações de vários serviços e nós precisamos discutir, muito, isso aqui, no parlamento. Então, a gente se coloca à disposição e nós sabemos o quanto as pessoas, hoje, vão cobrar de todos nós, de todos aqueles que quiserem se colocar à disposição a um cargo público, de entrega de resoluções com, realmente, as pessoas tendo atendimento na ponta. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Obrigado, presidente. Nobres colegas. Quero, também, falar dessa questão da prevenção. Já foi tema, aqui, de debate, de Grande Expediente, inclusive do senhor, eu também trouxe o tema em um Grande Expediente relativo às medidas de prevenções que temos que adotar em todo o estado, não somente em Caxias do Sul. Mas, também, nós não podemos olvidar que estas grandes chuvas que aconteceram no Rio Grande do Sul foram, completamente, diferentes de tudo que, até então, havia acontecido no nosso estado. Para se ter uma ideia, na grande enchente de 1941, o volume de chuva foi de 405,5 milímetros e aqui em Caxias do Sul choveu 900 milímetros no mês de maio. Então quer dizer, alterando completamente as médias históricas, uma chuva sem precedentes. Então um volume de água muito grande que veio devastando não só nossa cidade, mas devastou o estado inteiro, são 400 municípios atingidos. Então, eu vejo que essas grandes chuvas vêm nos ensinar bastante, ensinar que, sim, temos que investir em prevenção, sim, em políticas de prevenção e que, realmente, como foi falado, são investimentos muito maiores do que simplesmente de reconstrução, nós temos que adotar essas medidas. Nós temos que também atentar a essas políticas de prevenção, mas também a política de educação das pessoas também. Nós vemos que muito do que aconteceu, e grande parte dos estragos, foi também pelo descarte irregular de lixo da população, então nós temos que ter a nossa parte também, o desmatamento, a poluição, vamos dizer assim, de rios. Então, claro, agora temos que trabalhar no desassoreamento dos rios, temos que trabalhar em tudo mais. A população também, vamos dizer assim, o município, o governo do estado, o Poder Público tem as suas obrigações, mas a população também vai ter que entender que vai ter uma mudança de comportamento, assim como houve uma mudança no clima, uma mudança de conduta das pessoas daqui para frente. Então, fica o recado da natureza, o Poder Público vai ter que se adaptar a uma nova realidade, mas a população também vai ter que mudar a forma de pensar. Mas também, gostaria aqui de falar de um outro tema, comemorar o anúncio da implementação do Centro de Capacitação e Comércio. Ontem então foi anunciada pelo prefeito a busca então de um novo prédio aqui em Caxias para abrigar e capacitar os vendedores ambulantes, algo que já está há muito tempo na mira do governo e também algo que vem em benefício da nossa sociedade, do comércio local. Então, importante projeto. E aqui, cumprimentar todos os envolvidos nesse, porque é um projeto realizado por muitas mãos. Então, exemplo da Secretaria do Urbanismo, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, do Escritório de Parcerias Estratégicas da Procuradoria do Município, a própria prefeitura, todos os servidores envolvidos neste importante projeto que vai alterar o comércio local, o comércio dos ambulantes. Porque não é só a retirada dos ambulantes que estão no passeio público, mas assim, a capacitação desses profissionais, sendo um programa permanente, que visa também os próximos imigrantes que vierem a Caxias, pessoas que vieram se estabelecer aqui, que tenham também essa preparação e essa capacitação para atuar no comércio sem prejudicar o comércio já existente, e sem prejudicar o passeio público, sem alterar os espaços públicos. Então, aqui cumprimentar o Poder Público por essa decisão, por essa implementação, eu sei que segue o projeto, seguem votações, mas importante decisão de governo e essa ação efetiva visando resolver um problema que era crônico aqui na nossa cidade. Então cumprimentos a todos por esse projeto. Era isso, presidente, muito obrigado.
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VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Nobre presidente, seguindo na pauta relacionada à saúde, de fato, está caótica a situação. Praticamente todos os dias o meu gabinete recebe demandas relacionada à Upa Central e Upa Zona Norte, por quê? Porque faltam leitos hospitalares. Um sistema que vem se prolongando, já se passam aí três anos e cinco meses, praticamente, e não se vê avanços nesse quesito. E me chama muita atenção, porque lá na gestão do ex-prefeito Pepe Vargas; ex-prefeito do MDB, Sartori, não tinha a tamanha dificuldade que existe na atual. “Ah, mas Caxias está prosperando, é questão de crescimento, é questão de população”. Sim, está crescendo, mas o âmbito de contexto geral também tem que evoluir e crescer juntos, é um conjunto. Temos que buscar recurso, achar formas e sem desculpas porque já teve algumas audiências públicas, aqui, no plenário, onde veio a secretária, veio equipes da saúde, onde que este vereador, que sempre fui um defensor ferrenho da área da saúde, juntamente com o vereador Cadore, que, inclusive, teve certo momento que foi solicitado que o prefeito tivesse dado uma atenção especial, que tivesse mudanças na Secretaria da Saúde, inclusive, da própria secretária, da parte de membros da direção da Secretaria da Saúde, que tem que haver mudanças, do jeito que está indo a questão da saúde, esse colapso que está acontecendo, isto só acaba prejudicando o Executivo e a gestão do prefeito.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, senhor vereador, quando possível.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Porque hoje existe um gargalo que me faz referência a um prego quando se coloca em um pé, ele acabou pegando infecção, e não se vê sinais de cura, a pessoa vai perder o pé. A mesma coisa é a Secretaria da Saúde, é a pior Secretaria junto com a Secretaria de Obras, que não se vê avanços, não se vê crescimento, não se vê melhorias. São as piores que existem, hoje, em Caxias, onde que existem as mais diversas cobranças. Isso se chama uma crítica extremamente construtivas. Você liga, cobra, “ah, é só daqui quatro meses, sete meses, oito meses”. Quer dizer que vai virar o ano e o básico nós não vamos ver na nossa comunidade caxiense. Semana passada, meu nobre colega, vereador Dambrós, citou aqui que tinham 93 pessoas em lista de espera, nas UPAs, por um leito hospitalar. Mostra-se que a população caxiense tem que rezar para alguém dar alta ou alguém vir a óbito para ver a pessoa que está em uma possibilidade melhor de ser transportada para um hospital. Infelizmente, é grave a situação e pessoas que poderiam ser curadas, continuar vivendo com saúde e qualidade de vida, estão morrendo dentro de uma UPA hospitalar. Seu espaço, vereador Dambrós.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte se possível.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Nobre colega, os cálculos aumentam. Hoje nós temos 108 pacientes aguardando leito, 53 de Caxias, 58 de fora do município. No sábado estivemos na UAB, eu fiz uma cobrança ao prefeito e também a deputada Denise, que está empenhada para que o Governo Federal disponibilize os R$ 36 milhões para que sejam abertos os 40 leitos do Hospital Geral. Bom, eu fiz uma indicação, estou fazendo uma indicação para o município repassar esses R$ 36 milhões, repassar para o Hospital Geral, até que venha do Governo Federal. Eu vi um superávit de R$ 140 milhões. Não vejo nada andando, que os municípios da região possam, através de uma loteria regional, através de um consórcio, não vejo nada na região para que ajudem Caxias. Então, eu concordo com o senhor. Estamos quase ao colapso na saúde! Isso não pode acontecer! O inverno nem começou! Estamos todos empenhados para ajudar a Secretaria da Saúde a resolver esse problema. Obrigado.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Teve uma reunião, que eu participei, junto do Executivo, onde eu cobrei, juntamente, com demais colegas vereadores, do prefeito, que seja elaborado uma forma de um hospital de Campanha para minimizar esses problemas, para resolver o básico, porque já não podemos agora ligar para uma secretaria e tudo a desculpa é: a catástrofe. Quer dizer que nós levamos três anos e meio e até agora a solução é praticamente zero. Desculpas, desculpas e resultado, na prática, pouco se vê. Então, temos que evoluir porque, senão, nós vamos acabar o ano e cada vez pior a situação no nosso município de Caxias do Sul. Há tempo sim de recuperar essa grande demanda? Há sim! Basta pessoas eficientes e competência no lugar certo e atitude, principalmente, de quem administra e coordena uma cidade.
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