VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Obrigada, bom dia. Eu, hoje, quero lembrar que está fazendo dois anos da feira da Maesa Cultural. Foi o primeiro... Eu lembro daquele dia, era um dia bem frio, por acaso, é a mudança climática que a gente fala tanto, mas especialmente também foi a primeira visita guiada ao complexo da Maesa. Uma visita à época muito bem organizada pela Secretaria de Cultura, mas eu quero parabenizar aqui especialmente o movimento comunitário, a todas as pessoas que participaram da fundação e da discussão da Feira da Maesa Cultural, que tem acontecido todos os meses, nos domingos, no terceiro domingo do mês, e hoje está completando dois anos, 22 de maio de 2022. Obrigada.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Bom dia, senhora presidente, senhoras e senhores vereadores. Gostaria de fazer dois votos de pesar, um em nome até da minha colega vereadora Gladis Frizzo, que não pôde estar na presença hoje na sessão, que infelizmente um amigo pessoal dela, João Batista da Silva, uma grande personalidade do meio religioso de Caxias do Sul, pastor da igreja evangélica Assembleia de Deus. Ele era pastor da segunda maior congregação desde 1990. Então veio a falecer. Nossos sentimentos a todas as famílias, aos familiares e amigos do Seu João Batista da Silva. Uma grande pessoa que contribuiu muito por Caxias do Sul.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Peço a palavra, senhora presidente.
VEREADOR CLOVIS XUXA (UNIÃO): Peço a palavra.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Também fazer um voto e pesar à dona Clementina Santini Argenta, mãe de um amigo, colega, o Willi, que a gente sempre está trocando ideias durante os grupos de whatsapp, uma pessoa que trabalha no ramo do transporte e de uma família muito querida.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Peço a palavra.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Infelizmente ontem, aos 95 anos, a dona Clementina nos deixou e vai fazer grande falta, tenho certeza absoluta de que era uma pessoa do bem, uma pessoa que ele adorava muito, mas tenho certeza absoluta de que a família hoje vai se despedir de uma pessoa tão importante como a dona Clementina. Obrigado.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Obrigado, presidente. Colegas da Mesa e nobres colegas vereadores, todos que nos assistem, público aqui presente. Eu quero fazer, na realidade, um voto de congratulações a todos descendentes de origem italiana por essa data que estamos passando agora, foi dia 20, pelos 149 anos da Imigração e da Colonização Italiana no município aqui de Caxias do Sul. É uma data importante, ano que vem já estão planejando 150, o sesquicentenário. Hoje teremos aqui a apresentação do Coral Radize D'Itália, todos eles, obrigado pela presença, parabéns pelo trabalho. O maestro André Arrosi também um grande amigo. Parabéns a todos de origem italiana, pelos 149 anos da imigração e colonização italiana no Rio Grande do Sul e Caxias do Sul principalmente. Era isso. Obrigado.
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VEREADOR TEN. CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Bom dia, senhora presidente, nobres colegas vereadores, a todos que estão aqui no plenário, quem está nos assistindo nas redes sociais. Eu gostaria de desejar um voto de congratulações ao Sr. Sandro Junqueira que aniversaria na data de hoje, diretor do nosso Hospital Geral. Então, Sandro, feliz aniversário, que Deus guie e ilumine todos os dias da tua vida e da tua família. Parabéns. Era isso, senhora presidente.
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VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Bom dia, bom dia colegas, as pessoas que nos acompanham, em especial a nossa plateia, coral, maestro, Magali, nossa secretária de Cultura, Ladir. Eu tenho um carinho especial por essa data em que nós relembramos os 149 anos da imigração, dos ítalo-descendentes para o Brasil, a segunda metade do Século XIX, numa política de estado se promoveu uma reforma agrária. Aqui nós tínhamos terras devolutas e imigrantes vieram para trabalhar como mão de obra livre, em pequenas propriedades, na policultura e isso deu muito certo. Foram apoiados pelo estado brasileiro e isso garantiu a prosperidade. Então coisa boa que Caxias é esse celeiro de nacionalidades, de tantas pessoas. Eu sou... o meu pai é neto de imigrante italiano.  Ladir, gosta muito de ti, sempre quando te ouve cantar, tem 89 anos, os Caregnatos ali de São Marquinhos, da Linha Feijó, e está acompanhando a nossa sessão para ver a apresentação do coral. Então parabéns a todos nós caxienses, descendentes ou não, de imigrantes ítalo-descendentes. Era isso. Obrigado.
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VEREADOR CLÓVIS XUXA (UNIÃO): Bom dia presidente, bom dia nobres pares, você que nos assiste através da TV Câmara, muito bom dia. Eu volto a fazer um voto de congratulação aquelas empresas que ajudaram o Poder Executivo a liberar as vias aí do interior. Eu não digo nomes porque foram muitas empresas, foram mais de oito empresas que se ajuntaram ao Poder Executivo e vestiram a camisa desses fortes temporais, chuvaradas, vestiram a camisa, e foram trabalhar no interior, fizeram um ótimo trabalho. Os agricultores estão comentando que eles fazem um trabalho bom, eles vestem a camisa, eles trabalham com o coração. Então quero agradecer... muito obrigado a vocês que eu sei que hoje vocês já estão retirando as suas máquinas. Hoje eles vão retirar as máquinas e voltar para as suas atividades, mas prestaram um trabalho muito bom à sociedade caxiense. Então muito obrigado a todas essas pessoas que ajudaram aqui nesse grande temporal que deu em Caxias do Sul nas vias do interior. Obrigado, gente.
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VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Senhora presidente, quero saudar o coral e também o nosso colega de partido e cidadão caxiense, Ladir Brandalise, que estão aqui hoje. Mas eu faço um voto de congratulações aos servidores, especialmente do saneamento da Secretaria de Obras, pela dedicação por tudo aquilo que aconteceu na cidade e por a necessidade percebemos ontem de muito mais equipes porque só ontem visitamos 10 tubulações estouradas só na região norte. Então aquele projeto que o Samae precisa encaminhar para esta Casa que seja urgente para que tenhamos mais equipes para ajudar os servidores, especialmente do saneamento da Secretaria de Obras. Então em nome do Ivanor, do Zé, do Weber, do Erivelton, o nosso respeito por todo o trabalho. Foi pandemia, é chuva, sempre na rua trabalhando para melhorar a nossa cidade. Servidores do saneamento da Secretaria de Obras, sabemos que precisam de mais equipes para recuperar a cidade. Obrigado.
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Não houve manifestação

VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom dia a quem nos acompanha nas redes, na TV Câmara, a quem está aqui presente. Depois dessa linda apresentação do coral, dessa homenagem aos 149 anos da colonização italiana, eu vou falar aqui de uma campanha muito importante que nós estamos fazendo. Eu já falei sobre isso acho que semana retrasada, mas sempre é importante lembrar. Nós estamos na situação das enchentes, toda essa situação no nosso estado, e a tendência que se tem é que, daqui um tempo, isso saia das mídias; as pessoas retornem para as suas casas; as doações feitas este ano, nessa situação, como nunca visto antes, de todo o país, de fora do país, de todas as cidades, isso tende a diminuir bastante. Isso é uma preocupação, porque nós sabemos que essas famílias, essas pessoas, essas empresas, grandes e pequenas empresas, toda a economia, a cultura, tudo isso vai precisar de muita ajuda, de muito incentivo. Está tendo incentivo do estado, né? Seja do governo federal, estadual, dos municípios. Mas aquela ajuda voluntária, aquele trabalho das pessoas, aquelas doações deverão continuar, sob pena de as pessoas ficarem ainda pior do que se encontram. Então, esta necessidade deve estar fazendo parte das nossas falas e de todos os espaços por muito tempo ainda, infelizmente. Então a PEM, a Procuradoria Especial da Mulher havia lançado, lançou essa campanha de doação às mulheres de produtos específicos, que são absorventes, sabonetes, pasta, escovas de dente, desodorantes, roupas íntimas e mais o que as pessoas acharem interessante. Esses tempos, conversando, as pessoas sugeriram que poderiam ser doados lenços, mantas; questões até de um ponto de vista de resgate da autoestima. Se alguém quiser doar alguma maquiagem, esmalte, enfim, todos produtos específicos ou não, mas neste momento para as mulheres. Dos mais necessitados é a questão de escova de cabelo também, que muitas vezes a gente não lembra disso, mas que é importante. Esta nossa campanha, nós levamos este debate, e a rede de proteção à mulher do município de Caxias do Sul, que possui inúmeras entidades, desde a OAB, a delegacia da mulher, o Condim, a prefeitura, o Centro de Referência da Mulher, a Casa Viva Rachel. Enfim, várias entidades da nossa cidade abraçaram, e essa é a notícia boa, especialmente para as minhas colegas vereadoras aqui da PEM, que a rede toda está abraçando a nossa campanha. Esses cartazes estão sendo levados para as diversas entidades, mas nós queremos contar com a colaboração, com a ajuda de todo cidadão e de toda cidadã caxiense. Então essa campanha é muito importante para nós. Nós não tivemos ainda a oportunidade de passar na sessão o nosso vídeo, que eu peço que a gente coloque agora, por favor. Que é para quem está em casa e para nós, aqui. Muito bem feito pelo Marcelo. Quero agradecer também a ele. (Exibição de vídeo.) Então, essa é a nossa campanha. Nós queremos de novo reforçar, provavelmente eu acho que nós devemos estender, nós estávamos falando no mês de maio, porque é o mês da mulher caxiense, todos os anos nós fizemos várias atividades, mas neste, em função, foi bem no início ali, nós acabamos cancelando as atividades e lançando essa campanha. Eu acredito, e a gente vai estender por pelo menos todo mês de junho, porque até lá muitas pessoas na nossa cidade, ou mesmo fora dela, estarão precisando desses itens. Também vale lembrar que tem alguns abrigos em função de várias situações que eu coloquei também aqui, outras vereadoras colocaram, a situação que as mulheres estavam passando nos abrigos, inclusive de violência, de abuso e, infelizmente, por familiares, que eu digo assim que esses abrigos só mostraram aquilo que muitas vezes acontecia na própria casa para mulheres, crianças e adolescentes. Então, existem vários abrigos espalhados no nosso Estado específico para mulheres. Nós entregaremos isso depois de tudo arrecadado para a Coordenadoria da Mulher na Prefeitura de Caxias para que isso seja dado, enfim, para todas as mulheres que precisem aqui, ou mesmo no estado dependendo do tamanho das doações. O segundo ponto que eu gostaria de trabalhar agora é a questão dos auxílios do governo federal, do município, do estado, para os desabrigados no Rio Grande do Sul. Acho que não vai ser possível o tempo agora. Daí, vereador Felipe, tu me da um aparte? (Manifestação sem uso do microfone.) Tá. Isso aqui é mais em nível de esclarecimento mesmo, eu não vou aqui divulgar o que tem sido feito como forma de mostrar à população principalmente que nos acompanha, porque isso são várias coisas, já foram conversadas aqui em outros momentos e seguiremos mostrando também. Mas, agora eu queria colocar especialmente esses dois auxílios para que a população caxiense saiba como fazer, como se dirigir, porque desde ontem eu acredito que todos os vereadores e vereadoras talvez tenham vivido isso, nós estamos recebendo muitos pedidos de como fazer esse resgate tanto do auxílio mensal de R$ 5.100,00, como do Fundo de Garantia. Acho que agora...
PRESIDENTE MARISOL SANTOS (PSDB): Muito bem. Então, o tempo da vereadora Rose encerrado. Próximo vereador no Grande Expediente é o vereador Felipe Gremelmaier.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Cedo meu espaço à vereadora Rose Frigeri.
PRESIDENTE MARISOL SANTOS (PSDB): Muito bem. Então, por cedência de espaço, permanece na tribuna, agora entendemos, a vereadora Rose Frigeri.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Obrigada, vereador Felipe. Obrigada pela cedência, essa foi cedência mesmo, porque eu não vou precisar devolver o Grande Expediente. Então mais agradecida ainda. Este apoio, esta parcela de R$ 5.100,00, que o governo federal já anunciou para as famílias que foram desalojadas, desabrigadas, de alguma forma que tiveram a sua casa destruída, ou parte de sua casa danificada, em função das enchentes, ela em um primeiro momento já foi apresentado o valor de cerca de um milhão e duzentos mil reais, que vai circular na economia. Eu acredito que esse valor que será dado para essas famílias, além de ajudar as famílias que perderam algumas coisas, ter um início, um valor, pode ser... Não é tudo que se precisa, a gente sabe disso, mas é o possível de ser dado nesse momento para as pessoas terem o mínimo de condições de reestruturar a sua casa, mobiliar, enfim, algumas coisas na sua casa, colchões, mesa, algum eletrodoméstico, enfim. Mas isso não é só importante para aquelas pessoas que perderam seus imóveis, também é importante para a sociedade como um todo, porque isso movimenta a economia. Aquelas pequenas empresas, ou mesmo as grandes, as grandes empresas normalmente têm seguro e também acho que é uma preocupação que o estado está tendo até com as seguradoras, porque tiveram muitas perdas no estado, mas os pequenos negócios, as pequenas empresas, aquela loja, aquelas coisas nos bairros, tudo isso, se a população recebe o valor, ele movimenta a economia. A gente sabe que não são só as grandes compras que fazem com que a economia seja movimentada. Então isso vai ajudar o desenvolvimento, o início do desenvolvimento das cidades e da economia local especificamente. Então a partir de hoje, dia 22, as prefeituras... Hoje à tarde, nós teremos reunião com prefeito, talvez, ele vá anunciar isso, acredito que sim, as prefeituras já vão começar o mapeamento das ruas, das áreas que foram atingidas nessa enchente. Eu acredito que aqui em Caxias também deva ter um cuidado especial com aquelas casas que não necessariamente estão em uma área de inundação ou de deslizamento, mas que também tiveram a sua casa e as pessoas perderam muitos móveis. Esse momento de agora até o dia 27 é o momento onde a prefeitura fará todo esse cadastramento e vai alimentar o sistema para que depois as famílias se cadastrem. As famílias vão ter a partir do dia 27, portanto, a partir de segunda-feira para entrar no site, ali no govbrasil, e se cadastrar, vai ser muito bem controlado, esperasse, não é. Nós sabemos que na pandemia teve vários problemas de pessoas que realmente não precisavam e acabaram se cadastrando, recebendo, enfim, mas é uma série de documentos que são necessários que comprovem, a própria assistência social da prefeitura acho que nesse momento nós vamos precisar valorizar o trabalho das assistentes, dos assistentes sociais, dos servidores do município, da Habitação, da FAS. Porque vai ser um trabalho árduo, a gente sabe que não tem tanta gente assim, que nós temos falta de muitos servidores, mas, com certeza, o servidor, a servidora pública neste momento vai ter um trabalho ainda mais importante de fazer esse cadastro, de confirmar a própria Defesa Civil para ver se realmente aquela casa foi afetada, porque a gente acredita muito na população, mas a gente sabe que às vezes pode ter algum engano, ou alguma má-fé, que não é a maioria, mas que qualquer coisa já é ruim para o sistema. A gente... Eu acredito que ninguém quer que pessoas que não precisam ou que não foram prejudicadas nessa situação específica recebam isso. Então, com certeza, a gente confia na prefeitura, no trabalho dos servidores da Defesa Civil e eu tenho certeza que será feito um trabalho de excelência aqui em Caxias. O segundo assunto que eu também queria colocar, esse do fundo de garantia, também teve uma mudança. Algumas vezes foi anunciado, no início, que seria só para aquelas pessoas atingidas, que receberiam esse fundo de garantia. Agora isso foi estendido para toda a população das cidades que estão em calamidade pública. E as pessoas que têm direito ao fundo de garantia por tempo de serviço não é para sacar todo o fundo, ele tem um limite de valor. Então, o limite máximo é de R$ 6.220. Quem não tem isso, vai receber o que tem; quem tem mais, vai receber isso. Então isso é importante que a população entenda também. Esse fundo de garantia também, é baixado um aplicativo, as pessoas já podem solicitar para a Caixa. Vai ser feito via uma conta, se a pessoa já tem conta na Caixa; ou uma específica, se não tem. Mas também tem que anexar uma série de documentos, que no próprio site, quando entra, já se colocam os documentos. E aqui eu quero fazer uma ponderação. Há muitas coisas que eu recebi ontem, de certa forma dúvidas, mas talvez também reclamações, que eu acho que a prefeitura está iniciando ainda esse processo. Isso é tudo muito novo. A deputada federal Denise Pessôa fez essa reunião com a Caixa segunda. Foi passado, acho que no fim, para a prefeitura como se daria. Então ainda é cedo. Mas eu recebi algumas pessoas que colocaram que não têm o comprovante de residência no seu nome; também tem algumas situações que as pessoas perderam todos os documentos. A gente está vendo isso. Tem gente que não tem sequer identidade, mas que não tem um comprovante de residência. E pessoas que me disseram que entraram em contato com a prefeitura de Caxias e que foi dito que, se não tem comprovante, infelizmente não é possível receber. Mas eu quero dizer aqui que nós vamos conversar, e eu tenho certeza que talvez isso tenha sido uma informação atravessada, eu não sei por quem. Porque, com certeza, nós vamos pedir para a prefeitura. Porque o próprio governo federal e a Caixa dizem que, se a pessoa não tem comprovante de residência no seu nome, a própria prefeitura tem que montar uma equipe, de novo nós precisaremos dos servidores, das servidoras municipais, para cadastrar e para dar uma declaração de que aquela pessoa mora na cidade. A gente sabe que isso é fácil de comprovar, através do trabalho ou, enfim. Aqui na nossa região, muitas cidades foram afetadas. Mas é importante que seja dito isso para a população. Porque eu, especificamente, de segunda para ontem, recebi quatro pedidos de pessoas que moram de aluguel, mas que não transferiram a luz; ou das pessoas que não têm no seu nome alguma conta, enfim. Então é importante essa ressalva. Nós faremos o possível. Eu acredito que todos os vereadores, todas as vereadoras, o governo federal e o governo estadual, nas suas redes, terão mais informações sobre isso. Está todo mundo dando o passo a passo do que fazer. Mas é importante que, neste momento, a gente acredite que com essas ações, que somadas são muitas, apesar da perda que o nosso estado teve, falta muita coisa ainda, mas nós acreditamos que, a partir disso, com persistência, com determinação, com aquela garra, que é um pouco típica aqui, nossa, mas do povo brasileiro de modo geral, nós vamos reconstruir o nosso estado, continuando, esperançando com dignidade e resgatando a autoestima das pessoas. Muito obrigada.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, senhora presidenta, senhores vereadores. No final do ano, dia 22/12, enquanto eu falo peço que a TV Câmara, se puder, por favor, um dia de calor, véspera de Natal, de regata e chinelo de dedo, nós tivemos uma reunião no gabinete do prefeito. Então peço que mostre para o pessoal que está em casa acompanhar. Foi uma reunião que nós tivemos com os moradores do Cristo Redentor e Vila Ipiranga no dia 22/12/2023. Posteriormente a isso, nós fizemos uma visita com o prefeito Adiló, com o secretário de Obras na Vila Ipiranga atrás da Damarco, no entorno da Rua Padre Antônio Vieira. Panela Velha, Santos Anjos, na escadaria, Os técnicos entraram na galeria, isso foi no dia 27/12, também um dia depois ali, dois dias depois do Natal, dia 27/02/2023. E nós tivemos então essa visita técnica, após essa reunião de dezembro, dia 22, aonde o prefeito então, que foi secretário do ex-prefeito Alceu Barbosa Velho, foi secretário de Obras aonde foram construídos os únicos piscinões que Caxias têm na cidade. E esses piscinões então foram importantes para a cidade de Caxias do Sul evitar alagamentos em alguns bairros nessas chuvaradas aqui que acometeram a nossa cidade, o nosso estado. Pois bem, o prefeito sinalizou então, e conhecedor do tema 10 anos atrás, enquanto secretário de Obras do prefeito Alceu, e visitando esses problemas, um problema histórico, aonde alaga com qualquer chuva. Um pouquinho a mais que o normal aonde 90% de Caxias não está alagada, mas o Bairro Cristo Redentor e Vila Ipiranga ficam submersos algumas ruas com a gravidade da água e demora para baixar também. Foram matérias de diversos veículos de comunicação ao longo do tempo e o prefeito Adiló, então lá em dezembro ele sinalizou que iria fazer dois tanques de contenção ali próximo ao Panela Velha e ali embaixo, no antigo Palermo. Então está sendo construído um mercado e que iria ser exigido então fazer uma bacia de contenção para reter a água para evitar também que São Leopoldo, Galópolis, para baixo, tivesse esse acúmulo de água. Então ontem nós tínhamos uma reunião no centro comunitário da Vila Ipiranga com a presença do Adiló e também do João, que é o engenheiro responsável, aonde que o prefeito teve o momento de explanar. Eu fiquei até... por isso que estou bem calmo, vereador Zanchin, porque me deu até vontade de chorar, pegar as moedinhas que eu ia dar para a igreja e dar para o prefeito Adiló, porque que choradeira que ele fez. Caxias parece que não tem um centavo. Então eu fiquei até com pena da prefeitura e disse: Vamos arrecadar umas moedinhas aí, pessoal, e vamos mudar para o prefeito. Se Caxias não tem dinheiro imagina as outras cidades então que estão 100% devastadas. Então está aí na tela o projeto dos dois piscinões que serão construído, duas bacias de contenção ali no item vermelho, mas eu mostro aqui também o projeto. Em vermelho então nós iremos fazer duas bacias de contenção da água e isso vai evitar então o alagamento na Vila Ipiranga, no Cristo Redentor, Bela Vista e também ali na região do Madre Imilda, porque esses piscinões eles ajudam a reter a água antes dele... Aliás, depois. Antes ele não... a água desce. Então esse projeto aqui é um sonho que se transforma em realidade, mas o principal é que o prefeito Adiló então se comprometeu que até o final do ano essa obra estará pronta. Então está aqui o projeto como é que serão os blocos que serão colocados do tanque de contenção para segurar a água, mostro aqui para os colegas, para quem está nos acompanhando. Então nós teremos muito em breve, na nossa região, mais dois tanques de contenção no Bairro Cristo Redentor que ajudará vários bairros, mas principalmente as moradias no entorno. Então eu fico... aqui essa minha fala eu faço um agradecimento ao prefeito Adiló, a toda equipe da Secretaria de Obras porque eu sei que é triste o alagamento que está acontecendo em vários bairros, em várias cidades de Caxias e cidades aqui do Rio Grande do Sul, mas esse problema crônico que nós vivemos no Cristo Redentor, Vila Ipiranga, Santos Anjos, Bela Vista, ali na região de Lourdes, Madre Imilda, é um problema muito mais antigo do que os alagamentos que estão, agora, surgindo na nossa cidade. Então a gente não pode dizer que o nosso é mais importante que o outro, só que o nosso histórico de alagamentos e de pessoas que vêm perdendo as suas coisas... E o alagamento, a inundação da rua, principalmente, a Padre Antônio Vieira, vinha até um ponto, agora, ela está indo mais para frente. E ali está estrangulando todas as galerias; a água vem do Santos Anjos, a água vem lá do Sagrada Família e desemboca tudo ali atrás do Panela Velha. A água vem toda aqui do Exposição, Panazzolo e vai descendo pela Rua Silveira Martins e desemboca, também, lá na Madarco. Aí faz um “V", canaliza, estoura a galeria e essa água desce para onde, vereador Cadore? Lá embaixo, para Galópolis. Toda essa água vai para Galópolis. Então esses dois tanques de contenção previstos nesse projeto mais que o prefeito exigiu que fosse feito, também, para ser construído Stok Center ali embaixo no Palermo, mas nesse mercado aqui, no Fort Atacadista e grandes, outras, obras para reter a água são importantes para nossa cidade. E eu acho que se precisar, colegas vereadores, e eu lembro, vereador Felipe, que foi uma lei do Deoclécio, depois foi uma lei do Vinícius, depois da Denise, e a população, os empreendedores rechaçavam esse projeto, foi motivo de polêmica a questão da retenção da água. Então as pessoas não queriam naquela época, os empreendedores, porque tinham que gastar, tinham que fazer um piscinão dentro do próprio, do seu estabelecimento, ia gastar dinheiro, mas é sempre o poder econômico se sobrepondo aos interesses coletivos e do meio ambiente. Nós aprovamos, então, foi uma legislação, que nós aprovamos na época, ali nos últimos anos do prefeito Alceu, essa lei, mas que ela ainda pode ser melhorada, não é? Para toda e qualquer construção, a lei exige, com telhado de 500 metros quadrados, sejam construídos, então, tanques de contenção no estabelecimento. Eu acho que nós podemos aprofundar mais essa legislação e exigir, porque, senão, só a prefeitura vai ter que estar investindo, investindo, investindo... As pessoas estão construindo pavilhões, construindo prédios em cima de galerias e depois não tem mais como efetivar a limpeza e aí a gente culpa a prefeitura e, muitas vezes, não é culpa da prefeitura, é culpa de empreendimentos monstruosos que constroem em cima de galerias, de espaços públicos que deveriam ser preservados. Então acho que a gente tem que endurecer mais ainda a legislação. Mas, então, eu trago essa retrospectiva de alguns meses atrás, da noite do dia 22 de dezembro, depois a visita do dia 27 de dezembro de 2023, na qual nós tivemos a visita dos técnicos da Secretaria de Obras e, na noite de ontem, então, quando o prefeito Adiló esteve anunciando esses dois tanques de contenção no Bairro Cristo Redentor e na Vila Ipiranga. É sonho se transformando em realidade, mas esperamos que as palavras do prefeito não fiquem só no sonho, que realmente se transforme em realidade, evitando que as famílias deixem de ser devastadas ali, os seus pertences, seus bens, seus imóveis em virtude dos alagamentos. Quero, também, fazer um apelo, o prefeito Adiló fez uma fala, ontem, paralela a essa, dizendo, e aqui eu cobro da líder do governo, a Tatiane, e o vice-líder, o Fiuza. Na reunião, nós tivemos reunião semana passada com o prefeito, na segunda-feira, e a vereadora Estela Balardin fez uma pergunta que, acho que para mim, a da Estela e a do vereador Felipe foram as duas perguntas principais, o vereador sobre o aeroporto e a Estela: “Prefeito Adiló, quantos projetos foram protocolados no Governo Federal para receber dinheiro?”. Ele disse que foram protocolados vários. Ontem de noite, liguei para Denise, porque o prefeito, como eu digo, fez esse choro que me deu até dó, eu ia pegar as moedinhas e ia dar para ele, e ele disse que o governo federal deu só meio milhão, como deu para aquelas outras cidades, 200 mil, 300 mil, ontem à noite, era dez e meia da noite, eu liguei para deputada federal Denise Pessôa, nenhum projeto ainda foi protocolado no governo federal.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Então nenhum projeto foi protocolado ainda para receber recursos. Então até pedi: “Bah, deputada Denise...” (Esgotado o tempo regimental.) Uma Declaração de Líder só para eu ceder o aparte. Eu disse: “Bah, deputada, então...”
PRESIDENTE MARISOL SANTOS (PSDB): Declaração de Líder da bancada do PDT. Segue da tribuna o vereador Rafael Bueno.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): “Então, de repente este projeto aqui e outros projetos poderão ser beneficiados?” Ela disse que não. Que são só áreas que estão... Que são três escopos de projetos que poderão ser beneficiados, mas que Caxias ainda não foi contemplada em nenhum, porque não teve o protocolo de nenhum projeto solicitando recursos. Então eu espero que hoje, nós fomos convocados para uma reunião pela líder do governo, a uma e meia da tarde, no gabinete do prefeito, eu espero que o prefeito mostre para todos os vereadores todos os projetos que foram protocolados e o custo. Porque ele disse que ele vai ter que sozinho estar pedindo, implorando. Não. Uma coisa é ele sozinho; uma coisa é nós indo cobrar dos nossos deputados, cobrar o Pimenta, que é o ministro, secretário interino agora, que está aqui responsável no estado do Rio Grande do Sul, no estado de calamidade, e também da deputada federal Denise Pessôa, que é a pessoa que liga para o Lula todo dia ali e consegue as coisas.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Então a gente tem que ter esses canais, usar esses canais. Mas nós precisamos de projeto, porque senão a gente fica falando para o vento e não consegue nada. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Obrigado, vereador Rafael. Primeiro parabenizar o trabalho na cobrança desses alagamentos na Vila Ipiranga. Eu tenho 39 anos. No passado, estudei no Abramo Eberle e lembro de passar na Vila Ipiranga em dia de chuva, e o valão levantava, alagava ali na Madarco. É uma reclamação de décadas e que precisa ser resolvida. Então, que coisa boa. Sobre os projetos, vereador Rafael, eu tenho um outro compromisso e não vou conseguir ir à reunião hoje à tarde. Até questionei no grupo dos vereadores a pauta da reunião; porque, se é para nós irmos a uma reunião para falar do cenário que é apresentado em todos os lugares, me parece um pouco prolixo. Nós precisamos de respostas. Ontem eu conversei com o secretário Soletti, vereador Rafael Bueno. Gosto do Soletti, trabalha muito. Está sobrecarregado, como todas as pessoas. E está sobrecarregado, vereador Renato Oliveira, como um morador lá do Villa Lobos e do Monte Carmelo, que não consegue chegar em casa de carro e nem de ônibus. Então, se está ruim para o Soletti, para o morador do Monte Carmelo e do Villa Lobos, para citar dois... E ontem falei com o Soletti, vereador Bressan. Falei: “O povo do Vergueiros não consegue subir de carro a dos Brilhantes, ou lá embaixo, no Monte Carmelo.” O Soletti me respondeu “vou ver o que dá para fazer”. E eu gosto do Soletti, só que não dá para nós respondermos para as pessoas “é isso”. Não dá para responder. Tem que ter a mesma prioridade que se teve para abrir estrada na BR, que é importante a BR, fundamental. Que é importante. Agora, bairro de pobre, não dá para deixar as pessoas... Tem uma senhora, na Rua dos Brilhantes, que tem que fazer fisioterapia. Os filho têm que paletear a senhora idosa no meio da Rua dos Brilhantes. Eu queria que alguém de nós, vereador aqui do ar-condicionado, deste lugarzinho privilegiado, porque é privilegiado, pudesse fazer isso. Então fico surpreso. Não falei com a deputada Denise. Acho que o senhor traz uma informação muito grave, muito grave. Porque, em um momento de calamidade, se é necessário contratar um escritório de projeto, quem... Porque são poucos servidores que fazem um belo trabalho, mas que estão absolutamente sobrecarregados. O que não dá é para nós perdermos recursos. Não dá para perder recursos, gente, na iminência de as pessoas não subirem as ruas, para citar esse. Então assim, eu estou indo para o Villa Lobos agora. Daqui a pouco, o povo vai fechar a BR-116, os moradores, pela indignação. Porque a resposta para um bairro que fica sem acesso não pode ser “eu vou ver o que eu posso fazer”. Obrigado, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador Lucas. Assistindo aos canais de TV, ouvindo rádio, lendo os jornais, tinha municípios que eu nem conhecia do estado, que a gente não tinha nem ouvido falar. Infelizmente, por causa dessa tragédia, a gente acabou conhecendo. E a gente vê todos os prefeitos desses municípios.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Os prefeitos estão dando entrevista para o Fantástico, para o Jornal Nacional, para a CNN, para tudo. E eu não vejo Caxias do Sul. Eu sei que estão em estado talvez pior do que Caxias, mas quem anda em UCS, Centro e Iguatemi talvez não veja a calamidade que está o interior da nossa cidade, que está destruído. Então, acho que nós precisamos também ser o protagonista. Caxias do Sul, a Serra Gaúcha precisa ser a protagonista. Por exemplo, na reunião, eu pedi para a vereadora Estela fazer a pergunta naquela reunião, porque já tinha passado o meu tempo ali com prefeito Adiló, semana passada. A pergunta foi: E a ponte do Caí? Ele: “Essa é a última coisa que nós vamos nos preocupar; primeiro vamos tentar abrir o interior para as pessoas poderem passar.” Mas, paralelo a abrir os acessos, nós temos que pensar na ponte do Caí. Outra coisa, vereadora Marisol, a senhora, líder do governo, tem feito uma boa comunicação entre o comitê de crise conosco aqui. E eu quero agradecer ao prefeito Adiló, inclusive, que tem sido o principal comunicador do seu governo. Tudo que eu tenho ligado querendo informações, ele imediatamente nos fornece informações. O Meletti estava também fornecendo informações sobre o que eu precisava. Só que nós precisamos estar protagonistas dessa luta. O aeroporto, cerca de 10, 15 mil pessoas, vereador Felipe, estão circulando no aeroporto. Sabe quantos sanitários têm funcionando no masculino? Um vaso sanitário só. Eu só não quis mostrar a foto aqui porque a foto que eu recebi tinha um senhor utilizando o banheiro. Porque todos estão com um plástico dizendo: “Inutilizável. Inutilizável.” Um vaso sanitário só para as pessoas na sala de embarque. Então, como que a gente não tem nem banheiro para recepcionar os turistas que vêm pra cá ou as pessoas que precisam? Seu aparte, vereadora Rose.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Não, é bem rapidinho. Ontem também tive a oportunidade de ir ao Parque dos Pinheiros. Caminhei uma hora e meia lá, quase morri, porque era morro, descida. E também essa situação. A gente vai ter que ver uma forma, porque ali é antigo, tem um encanamento que, se não juntar os dois canos, esses alagamentos vão sempre estragar a rua. E o subprefeito vai lá, a Secretaria de Obras vai lá, dá uma ajeitada; mas, na primeira chuva, e não precisa ser dessa, porque ali é questão de encanamento, estraga de novo. Mas eu queria falar mais dos projetos. Em relação aos projetos, eu conversei, acho que segunda de noite, com a deputada Denise e ela...
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): E foi isso que eu falei ontem, na sessão, embora não tenha sido muito noticiado, que a deputada Denise está ajudando o governo municipal, e é função. Não é nenhum... Deveria ser de todos os deputados, né? Estão trabalhando juntos. E uma das coisas que foi colocada é a possibilidade de fazer esses projetos por área. Por exemplo, eu sei que o prefeito estava precisando muito de óleo, de combustível para as máquinas. Então agora pode ser para um setor. Eu acredito, então, e também peço que, hoje de tarde, tudo isso seja apresentado para nós. Porque não precisa ser um projeto da cidade inteira, que demandaria um tempo. Por exemplo, Galópolis, tudo que precisa para Galópolis pode ser por partes. Sei que tem municípios que já ganharam os pedacinhos. Isso não quer dizer que depois não possa fazer outro ou complementar. Então, acho que isso é importante que o governo municipal faça o quanto antes; porque senão, depois, fica essa discussão toda: “Por que o dinheiro não vem? Onde que está o dinheiro?” Obrigada, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereadora Rose, só para completar seu raciocínio. O governo federal está despejando dinheiro no Rio Grande do Sul, mas é despejando. São bilhões. Todos os dias anunciando obras, desde a social, até as grandes infraestruturas. É a hora e o momento. A gente não pode se contentar com migalhas, Caxias do Sul, e com o resto. A gente tem que ser protagonista. É a hora de a gente dizer para o governo federal que coloque dinheiro na nossa cidade para construir esse Aeroporto de Vila Oliva. É a hora. Não tem hora melhor para isso. Por quê? Porque a cidade, a região metropolitana, está ilhada; o Aeroporto de Caxias recebe mais gente, vai receber mais gente que o Aeroporto de Canoas; e nós estamos aqui ilhados. Então é a hora de o governo federal... Mas a gente precisa ser protagonista. Não é o MobiCaxias. Parece que o MobiCaxias, hoje, é uma prefeitura paralela. Parece que, hoje, o MobiCaxias senta na cadeira do prefeito. Não, nós precisamos que o prefeito seja o protagonista da nossa cidade, da nossa região. É o prefeito de Caxias que tem que ditar a regra para a região, não esse MobiCaxias aí, com todo o respeito, que tem feito para a nossa cidade. É o prefeito que tem que ser o protagonista. Seu aparte, vereadora Tatiane.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Vereador Rafael, só para contribuir com o debate. Nós temos pessoas da defesa civil, de Brasília, que estão auxiliando, fazendo levantamentos técnicos junto com os servidores aqui da prefeitura de Caxias do Sul, e já há, sim, projetos protocolados nesse sentido para pedir auxílio, recursos. E é importante lembrar também que, no caso dos quatro piscinões que foram aprovados, ficou um ano em Brasília tramitando sem retorno. Só após as enchentes, infelizmente, é que foi anunciado que foi liberado recurso. Então, se nós tivéssemos tido mais celeridade lá também, em Brasília, talvez tivéssemos tido menos estragos nesse sentido. Mas já tem projeto protocolado, sim.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereadora. Não, porque esse projeto foi aprovado no passado aqui na Câmara. Então não estaria construído, porque nem ali no Planalto estão conseguindo, nem lá no Rizzo estão conseguindo dar celeridade às obras. Então não ia ter construído quatro piscinões, não iam estar construindo quatro piscinões. E, graças a deputada Denise Pessôa, que no outro dia que o prefeito ligou, que no outro dia foi liberado o dinheiro. Então não iam estar prontos quatro piscinões para resolver o problema. Então não vamos tentar... Desculpa, vereadora. Eu quero ver os projetos. Hoje nesta reunião, às 13h30, eu quero ver todos os projetos foram protocolados e eu vou ligar para deputada Denise para conseguir liberar esses projetos, mas eu quero ver esses projetos protocolados para receber dinheiro aqui para a nossa cidade. Obrigado.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Bom dia, senhora presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores, eu já gostaria de aproveitar aqui, eu nem lhe pedi aparte, vereador Rafael, mas já gostaria de aproveitar o que o senhor falou, porque eu fiquei prestando atenção, e a gente tem que mencionar aqui, porque não será a primeira vez se nós perdermos recursos por falta de projeto; tem que deixar claro. Não será a primeira vez. Isso, a gente já sabe que a falta de projeto fez a gente perder recursos importantíssimos para a cidade de Caxias do Sul.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Só me dá um aparte, vereador?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): E aí eu queria, antes de lhe dar aparte de dizer, acredito eu, vereador Rafael, que o projeto, por exemplo, da Galeria Júlio Calegari deve estar pronto; ou há 20 anos nós temos o problema e ainda não fizeram o projeto? Vamos usar o projeto então da Galeria Júlio Calegari. Vamos ajudar pelo menos alguém. Então hoje, se eu puder ir até essa reunião, porque até agora não foram produtivas, eu já falei isso, eu vou exigir que protocolem essa então. Seu aparte, vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereador, só porque terminou meu tempo, a deputada Denise queria dar recursos para reformar nove UBSs, Unidades Básicas de Saúde, em diversos pontos da cidade. Vou só lhe dar um exemplo, se a gente tivesse projetos para reformar as UBSs, como do Vila Cristina e outras UBSs, já pode vir dinheiro automático, só que tem que ter tempo, porque elas foram afetadas. Todas as instituições foram afetadas como, por exemplo, ali essa cobrança que o senhor faz ali na Visate, mas tem que ter projeto. O governo federal não vai mandar um centavo se não tiver projeto. Então não adianta protocolar lá só uma vontade, tem que protocolar o projeto para vir e é isso que está faltando. E não adianta fazer o projeto daqui dois anos. Nós precisamos hoje o projeto. Obrigado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Bom, eu espero que esse esteja pronto, que ele seja protocolado, já que nós vamos ter dinheiro a rodo aí para descer do governo federal, que é justo, é certo. Nós mandamos muito dinheiro lá para cima e aí volta pouca coisa. Então que nós protocolemos os projetos e eu acredito que esse projeto, então, da Júlio Calegari, que eu sempre digo aqui que eu faço a inveja do bem, porque é eu não tive nenhum piscinão, nada, na minha região que tanto precisa e que lá é um corredor de água que todo mundo sabe e que vem de diversos bairros. E aí eu não tive isso, cobrei por diversas vezes, mas a ampliação dessa Galeria Júlio Calegari, que é histórico, de mais de 20 anos, eu preciso que esse projeto esteja pronto e que ele seja protocolado. E eu peço pouca coisa, mais duas coisas, são duas ruas e 150 metros de tubo para poder, as pessoas, vereador Lucas, entrarem dentro de suas casas e amenizar o prejuízo que sofreram, as perdas de todos os móveis. Estou falando, gritando e vou cobrar; são duas vias de 150 metros de tubo, inclusive, falei para a presidente Marisol, disse: “Presidente, vê se não tem tubo aí. Vamos destinar no mínimo uns 200, 300 mil, além do dinheiro para os cascalhos, que é superimportante, principalmente para o interior e para os bairros, que não podemos deixar esquecer aqui que tem diversos bares que não são pavimentados”. Um é o Monte Carmelo, que eu sei a dificuldade, pelo relevo daquele bairro, se não houver pavimentação, qualquer chuvinha tem que repassar a patrola, tem que cascalhar novamente. Aí a gente sabe o transtorno, mas tenho certeza absoluta que eu vou fazer, inclusive já vou deixar claro aqui, porque eu vou escrever um projeto para o nosso deputado Marcon, para que destine no mínimo uns R$ 2 milhões para comprar em PVS e pedra.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP):  Porque, se não tem PVS e não tem pedra, nós podíamos ter amenizado o prejuízo de muitas famílias, se nós tivéssemos comprado isso. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Adriano Bressan, é isso. Os problemas não são resolvidos. A Rua dos Brilhantes, foram botar cascalho, aliás no Monte de Carmelo, lá atrás, botaram cascalho, os moradores me ligaram, até brinquei com o vereador Felipe, e mandaram uma mensagem: “Ah, vendedor, que bom, o senhor veio aqui e cascalharam, que legal.” Ficou pior, porque não tem pavimentação, chove ou tem um rio passando do lado das casas. Então é uma questão que precisa ser tomada e esse é o momento. Se nós não surfarmos na onda dos recursos desse momento, se o município vive uma condição periclitante não vai sair. Por fim, vereador, já que foi falado aqui que as obras poderiam ter sido feitas, projetos, eu fico pensando, o Planalto pelo que eu sei e pelo que eu acompanho, a empresa está desistindo da obra, eles não estão trabalhando. Então eu já estou reavaliando se vou para minha outra reunião, vou para a reunião com o prefeito porque quero questioná-lo sobre isso, porque lá no Desvio Rizzo se fez um se fez um remendo lá que a Codeca ao mínimo deixar a possibilidade de entrar, de acessar em alguns lugares. E no Planalto nós vamos precisar. Está insuportável, as rotas de Uber e de motorista de aplicativo, elas fazem os motoristas pararem na BR e entrarem ou no Pallermo, ou no Vila Verde, ou no Planalto, ou na Vila Ipiranga parando no meio da BR. São vários acidentes que estão correndo risco e nós precisamos de um retorno. A prefeitura precisa multar essa empresa, me parece que já multou ou notificou, só que nós, na entrada do Planalto, estamos desassistidos nesse momento. Obrigado, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Pois é, eu recebi várias cobranças aí, para aproveitar essa oportunidade, parece que faz até 60 dias que ninguém mais mexe lá. Está complicado, parece que foi notificada a empresa. A gente só sabe dessa forma, mas infelizmente eu sempre digo que quando é para aprovar um projeto, vem o governo, é apresentado, os vereadores batalham aqui, fazem reuniões, recebem, e aí quando sanciona algumas leis superimportantes os vereadores não são chamados, que tanto ajudaram aqui nesta Casa. Infelizmente a questão política está ficando acima das pessoas, e isso não é bom. Mas, o meu Grande Expediente de hoje, eu até vou colocar algumas fotos aqui no telão para vocês entenderem o quanto é pertinente, e nós temos que pensar aí de imediato, vereador Camillis, é no desassoreamento e nas drenagens dos rios, e também aproveitar que nós temos diversos valores aqui dentro da cidade e nós precisamos desassoreamento desses rios e valos urgente. É urgente. (Explanação com auxílio de material visual.) O pessoal do Mattioda nos pediu aí, alguns dias atrás, a gente já fez os protocolos, não sei quando vai acontecer, mas para vocês terem uma ideia, essa imagem que está passando agora, ela é lá ao lado do campo de Vila Cristina. São 80 crianças que ocupam aquele campo, é uma escolinha de futebol, é uma área de lazer, é uma área super bem cuidada pelas pessoas que estão lá, mas que infelizmente perderam tudo. Foi bola, camiseta, o jaleco, tênis, chuteira, enfim. A goleira foi embora do campo, acabou com tudo. (Manifestação sem uso do microfone.) Não, é lá embaixo em Vila Cristina, do lado de lá da rodovia. (Manifestação sem uso do microfone.) Isso, vamos supor, tu vai, quando tu passar na rodovia que vai a Feliz, a subprefeitura fica do lado direito e o campo fica do lado esquerdo. Esse campo, ele é ocupado sempre até para os jogos coloniais, e as pessoas lá de baixo são muito unidas e elas querem e já estão promovendo ações para a recuperação deste campo. Mas eles vão fazer as ações, vão ter alguns recursos, mas eles não têm como fazer a limpeza do campo, se o rio virou lá, assim que vocês podem entender, ele abriu, ele tinha, vamos supor, um exemplo, quatro metros de largura, ele passou a ter 10, 12, porque subiu com toda a questão do lodo, dos galhos,muita sujeira que entrou. Imagina que tem veículos ainda dentro do rio. Tem um veículo lá que foi mostrado a foto que ele está embaixo de uns galhos, de umas árvores. Tudo isso tem que ser retirado de dentro do rio, fazer o desassoreamento, que é a drenagem, para poder as pessoas começarem a fazer a recuperação. Aí tem uma foto ali também da Escola 21 de Abril, que a gente foi lá visitar, onde entrou água, e também ela fica ao lado do rio, tem só a estrada que vai a Santa Lúcia e do outro lado já tem o rio. Essa escola também tem que ser recuperada. A gente foi lá, está toda a questão de livros, material didático, está todo do lado de fora. Ontem a gente teve uma reunião aqui na Smed, junto com a secretária, até a gente pediu o recolhimento porque está lá no meio da rua dessa forma. Vocês sabem que vai chover de novo, poderemos ter novamente esse rio saindo fora do leito e aí como é que a gente vai fazer a reforma dessa escola? Gastar um dinheiro se a gente não fizer o desassoreamento desse rio? No momento oportuno já quero uma Declaração de Líder aqui porque vai longe aqui.
PRESIDENTE MARISOL SANTOS (PSDB): Declaração de Líder, bancada do Progressistas. Vereador Adriano Bressan segue na tribuna.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Obrigado, senhora presidente. Então eu gostaria de falar antes a questão aqui como funciona o desassoreamento ou a drenagem dos rios. O desassoreamento é uma remoção de areia, lodo e outros sedimentos do fundo de rios e lagos causados por ações humanas ou pelo desbarrancamento de terra.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Então fica claro uma situação que o desbarrancamento de terra, que já vai para dentro do rio, e ele acaba elevando, levantando o leito do rio, vamos dizer assim, e a água fica mais rasa. Então para ele sair fora do rio é muito mais. Então qual é a importância? Quando um rio ele está assoreado, ou seja, com acúmulo excessivo de sedimentos, é uma série de problemas que pode ocorrer. E os benefícios desse assoreamento é a capacidade de evasão da água da chuva, que dificilmente ocorra a obstrução em pontes e galerias. Então justamente a ponte do rio Caí, a ponte do Arroio Belo, por exemplo, algumas que a gente fala... de Santa Isabel. Tudo isso ocasionou, por quê? Porque o rio infelizmente recebeu todo esse desbarrancamento que caiu dos morros, enfim, e aí passou para dentro do rio, ele acabou acumulando nas pontes e acabou levando a ponte embora. Essa prática do desassoreamento ela é realizada com o objetivo de melhorar o fluxo da água e agora vou frisar bem e de prevenir enchentes e garantir a navegabilidade dos rios. Mas o mais importante, prevenir enchentes. É para isso que nós precisamos fazer um projeto urgente e isso a Secretaria de Obras, acredito eu, que tenha, pelo estado de calamidade e pelo que pode acontecer já sexta-feira, vereador Diel, que vai chover bastante. Nós podemos ter outro problema logo porque não vai ser mais a quantidade excessiva de chuva, como aconteceu ali atrás que foi fora do normal. Isso a gente sabe e entende, mas ela pode ser talvez 1/3 ou a metade do que chover, mas pela questão que os rios estão assoreados e não fizemos o desassoreamento vai novamente vir para fora e aí todo aquele serviço lá na UBS, por exemplo, de Vila Cristina, essa reforma que a gente está tentando na 21 de Abril para os alunos poderem voltar. A questão dos maquinários lá da Vila Cristina que tombou, virou. Imagina toda a situação. Galópolis que passa um rio dentro da cidade, e a gente sabe que nós temos três rios hoje, que é o Pinhal, o Piauí e mais o Arroio Belo, que são rios importantes que acaba entrando dentro do Rio Caí, ele vai ser um afluente do Rio Caí e aí leva todo esse material e que se nós não tivermos agora uma ação imediata... Eu acho que as PCs, que são aquelas retroescavadeira que são as maiores, as grandes, deveriam ser destinadas urgente, posterior, sabe a recuperação dessas vias... eu estava lá em cima da ponte, para vocês verem, foram os galhos lá... Eu estava na parte segura. E aí se nós não destinarmos urgente essas PCs para dentro desses rios e valos que passam dentro do município de Caxias do Sul nós vamos infelizmente ter o acúmulo de toras, de árvores ali e vai dar prejuízo novamente. E quem mais sofre são as pessoas que mais precisam e que mais têm uma condição social mais baixa que estão pertinho desses valos, desses rios. Passar aparte para a vereadora Estela.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada, vereador. Eu acho muito importante o tema que você traz. Falar primeiro em relação ao assoreamento dos rios, falar das sangas. Eu acompanho muito o Loteamento Balardin, já trouxe vários temas relacionados a esse loteamento. É um loteamento que falta muita infraestrutura, saneamento básico, a questão das ruas. Então, as vias estão muito estragadas agora, com as chuvas, muito buraco se criou, o cheiro de esgoto se espalhou em vários locais, porque não tem o saneamento básico. Mas o principal é que a sanga, pelas árvores terem caído para dentro da sanga, ela encheu muito. Ela enchendo, entrou para dentro das casas. Então o alagamento nas casas foi causado devido ao aumento de água severo dentro da sanga. Isso nos mostra a importância de haver essa limpeza da sanga lá no Loteamento Balardin. Esse é um pedido da comunidade, é um pedido que a presidente do bairro e que a vice-presidente do bairro estão fazendo para o subprefeito ali da região Ana Rech. Então é um pedido que eu também reforço aqui, na nossa Câmara de Vereadores. Acho importante a gente tratar dos desbarrancamentos. A gente olha para a questão de Galópolis sempre com um olhar mais atento, porque com certeza comoveu a cidade. Mas a gente, que está andando por vários outros bairros, a gente vê que desbarrancou em muitos pontos de Caxias do Sul. Você trouxe o exemplo do Bairro Mattioda. O Bairro Mattioda desbarrancou todo um lado do bairro, e as pessoas tiveram que sair de dentro das suas casas. Eu falei com uma moradora, que aquela casa é da família dela há mais de 100 anos, ela já tem 65 anos e, então, mora lá há 65 anos. E, agora, teve que sair de casa. Então, a dor de uma pessoa que, há 65 anos, mora no mesmo lugar, e que agora teve que sair de lá, porque a estrutura da sua casa está comprometida e ela não tem resposta de quais serão as ações que serão tomadas pela prefeitura. É algo muito doloroso. Então, a gente entende que a prefeitura está com os esforços voltados para Galópolis, mas eu acho que a prefeitura também precisa olhar para outros pontos da cidade. Então a gente entregou ofícios para a Defesa Civil, para os Bombeiros, para a Semma, pensando nisso, que a prefeitura consiga olhar para os outros pontos da nossa cidade. A gente tem, no Bairro Esplanada, um exemplo de uma área verde da prefeitura que desbarrancou e que está atingindo as casas. Então é isso, que a prefeitura consiga olhar para os outros pontos da nossa cidade também. Muito obrigada.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Obrigado, vereadora Estela. Eu até deixei a senhora falar bastante, porque realmente nós temos diversos pontos. É verdade isso. Então assim, a gente que acompanhou, e eu tenho várias fotos e acompanhamento pessoal... Como eu estava falando ali da Vinte e Um de Abril, que passou a foto ali. Esta aqui é a escola. O rio trocou o trajeto. Passava, vamos supor, a seis, sete metros desta rodovia. Só que ele encheu tanto que acabou trocando. Está lá para quem quiser ver. A gente fez um acompanhamento lá. E está lá. Tu passa por um quilômetro ou mais, assim, da rodovia, daquela via que leva até Santa Lúcia, passa por Sebastopol, Barros Pimentel, enfim, onde caíram diversas barreiras, ele trocou, derruba ali o leito. Ele está passando bem próximo. Se der uma cheia, não precisa ser do tamanho dessa aí, tomara a Deus que nunca mais tenha esse volume de chuvas, mas ele, acredito eu, que vai derrubar toda a estrada.
VEREADOR CLÓVIS XUXA (UNIÃO): Declaração de Líder do União Brasil.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PP): Porque, se nós não tomarmos agora, de imediato... Isso tem que ficar aqui registrado, pessoal. Nós vamos vir para esta tribuna, vereadora Tati, e, infelizmente, nós vamos aqui lamentar, chorar os prejuízos e as perdas das pessoas logo, logo. E a chuva não precisa ser tão grande. Nós temos que tratar essa situação do desassoreamento dos rios urgente, vereadora Tati. A senhora, como líder do governo, eu peço que encaminhe, que reforce, porque eu estou tentando a todo momento. As PC’s, que são as retroescavadeiras maiores, têm que ser destinadas urgente para desassorear esses rios que passam dentro do município de Caxias do Sul. Que eu dou um exemplo, o que passa pelo Mattioda. Tem pedras enormes lá, que a força da água levou. E, principalmente, o Pinhal e o Arroio Belo, que tanto danificaram a nossa cidade. Nós podemos ver, isso tem que ficar registrado também, que lá para o Taquari, Jacuí, quando proibiram a retirada da areia, vocês sabem o que tem dentro das casa lá, né? Areia e lodo. Isso foi a proibição. E o Guaíba não foge disso. No Lago Guaíba também, se eles tivessem feito o desassoreamento do Lago Guaíba nós teríamos uma profundidade muito maior, e esses seis metros quase, que saiu para fora, nós não teríamos na capital Porto Alegre. Então esse tema tem que ser tratado com muita responsabilidade, tem que ser levado a sério. E agora, com essas pontes e casas que levaram... Imaginem que levaram duas, três, cinco mil casas para dentro de um leito de rio. Urgente, pessoal. Isso é muito sério, porque não vai precisar uma chuva tão grande assim para nós termos fortes alagamentos novamente, e vai dar maiores prejuízos ainda. Obrigado, senhora presidente.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Obrigado, senhora presidente, nobres colegas. Realmente, vereador Bressan. Agora acabou se ausentando. Mas o tema que ele traz, hoje, é justamente o que comentávamos no Grande Expediente da semana passada, justamente nas questões das medidas preventivas que vamos ter que tomar daqui para frente. Essa drenagem, o desassoreamento desses pequenos córregos, até mesmo dos grandes rios, o acúmulo de lodo que, vamos dizer assim, tomou conta de todos os rios acaba por prejudicar sobremaneira as cidades que alagaram. Falávamos desses pequenos rios aqui na localidade de Galópolis, nós podemos visitar. Logo quando iniciaram as chuvas, já afetou imediatamente aquela comunidade. Nós visitávamos uma escola que, inclusive, parte do terreno foi levado, acabando... inclusive comprometendo a estrutura da escola. Naquele dia que visitava, o vereador Lucas Caregnato estava saindo da escola. Eu cheguei. No momento que eu saí, a vereadora Rose também chegou. Para ver que era uma situação muito perigosa ali daquela comunidade.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Se possível um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Então, essa limpeza, essa drenagem deve ser feita em todos os córregos, rios. E também, lá em Porto Alegre, já nem se fala em desassoreamento, é dragagem mesmo, a dragagem do Lago Guaíba que, se não fizer, Porto Alegre vai, continuamente, ser afetada pelas chuvas. Seu aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Lucas. O senhor está falando lá de Galópolis, e quero trazer uma questão bem específica. Eu acho que o único bairro da nossa cidade, hoje, que está com as escolas... Por região vamos pegar. Vila Cristina e Galópolis, as escolas todas estão interditadas. A Ismael Chaves, em Galópolis, e a de ensino médio, todas estaduais, e a Renato Del Mese. Já que o senhor esteve lá, eu proponho, até já conversei com algumas pessoas da comunidade, eu acho que, lá em Galópolis, precisa se encontrar uma alternativa, que é o transporte das escolas de ensino médio, dos estudantes.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Porque eles não podem ficar sem aula um longo período, fazendo atividades a distância. Então eu quero... O senhor conhece lá, vários colegas vereadores. Acho que é uma luta que nós temos que ter. O Estado tem o Cristóvão, que tem várias salas disponíveis. Porque nós não sabemos em quanto tempo vai desinterditar a Ismael Chaves, e os problemas do ensino médio em Galópolis. Então, já que o senhor tocou e é sensível a isso também, acho que é uma luta que nós temos que abraçar, sob pena de, naquela comunidade, os estudantes ficarem com aula a distância durante muito tempo. Obrigado.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Seu aparte, vereadora Rose.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Não, eu ia colocar que essa é uma preocupação, mesmo, do transporte nessas áreas. Porque eu vi, em nível estadual vão tentar fazer com blocos algumas escolas. Talvez essa seja uma alternativa. Mas eu queria colocar, por exemplo, essa que eu falei ali do Parque dos Pinhais. Se chover... O ônibus está perigoso. Ontem, tanto das empresas, como das escolas... A Visate não entra lá. Mas, se chover muito, novamente o ônibus não vai entrar no bairro. E aí, o que as diretoras das escolas da região me disseram? Quando chove, não agora, mas, historicamente, metade dos alunos acaba faltando. São os pequenos. Acabam faltando à aula. Isso é um problema também. Nós temos que fazer essa discussão no todo.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Um problema muito, muito sério. Mas, voltando ali à questão do desassoreamento, é imediata essa medida porque todos viram o problema das pontes, vários acessos caindo, porque o volume de terra que adentrou nesses rios acabou derrubando os pilares das pontes; mudando o leito dos rios; acabando, inclusive, com as cidades mais próximas de rios; acabando com diversos bairros, inclusive. Mas, presidente, hoje trago um outro tema também importante aqui, que eu acho que a gente tem que começar a se ocupar, da questão da prevenção, além dessas medidas de prevenção e todos esses recursos que vão vir para a recuperação das cidades, mas é importante a gente falar sobre o pós-enchente. Então, além das mortes, de quase 600 mil pessoas que ficaram desabrigadas, as chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul desde o fim de abril, deve gerar um outro problema para os moradores do estado, que são as doenças em consequência das enchentes. Em uma primeira fase teremos muitos casos de gastroenterite e de hepatite A, doenças cutâneas, infecções virais e respiratórias. E num segundo momento as doenças que têm um período de incubação maior que serão mais preocupantes, por exemplo, a leptospirose e a dengue. No contexto atual a leptospirose tem ganhado um destaque no Rio Grande do Sul, inclusive cidades mais afetadas, como Porto Alegre, ali a região do Taquari também, Estrela, Lajeado e Roca Sales têm ganhado esse destaque devido às grandes enchentes que atingiram a região. As inundações aumentam o risco de contaminação, já que a água das enchentes pode estar repleta de urina de ratos e outros animais, facilitando a disseminação da bactéria. Os moradores das áreas afetadas estão mais vulneráveis, pois muitas vezes são obrigados a entrar em contato com água contaminada durante o resgate de pertences e até mesmo na limpeza das casas, ou deslocamento. Mas, é importante dizer que a leptospirose é uma doença infecciosa causada por bactéria, do gênero Leptospira, é transmitida principalmente pela água contaminada com a urina de animais infectados, como ratos. E a infecção pode ocorrer quando a pele ou mucosas entram em contato com a água, com o solo contaminado, especialmente nas situações de enchentes. Essa doença não é causada por vírus, ela não pode ser confundida como uma gripe, a leptospirose é bactéria e ela leva ao óbito muito rápido. Então os sintomas dessa doença são dores nas articulações, que é muito parecido com uma gripe, por exemplo, mas ela dá também dores nos músculos, diarreia, dá náuseas e vômitos, calafrios, pode sentir também a fadiga. Então às vezes a pessoa está se sentindo cansada: “Ah, vou ficar em casa, eu vou ficar me recuperando, vou tomar um chazinho aqui.” E ela tá com um problema muito sério e ela pode vir a óbito. Dor de cabeça, dor de garganta, mas também a irritação na pele, olhos avermelhados e muita tosse. Então as pessoas que tiverem esses sintomas tem que procurar imediatamente os agentes de saúde, as suas UBS, até mesmo o hospital, para averiguar essa doença, porque ela é muito rápida e ela pode levar à morte, uma doença séria mesmo. Essas cidades que foram afetadas, a nossa cidade também, mas nós temos que ver que muitas mercadorias destas cidades vão ser comercializadas aqui. Então, às vezes nós compramos um fardo de água, um refrigerante, uma latinha... nunca se deve tomar imediatamente a água direto dessas... Tem que fazer a desinfecção dessas... Principalmente nesse momento e agora num momento posterior à enchente, agora que as águas estão baixando e com a essa comercialização. A população tem que estar ciente de jamais tomar diretamente de uma latinha, diretamente de uma garrafa, fazer a desinfecção disso, porque nós podemos ter um surto aqui na cidade de leptospirose. Já bastam todos os problemas que se têm, os surtos que tivemos, as doenças, coronavírus, enfim, mais a dengue, agora mais essa questão da leptospirose que pode afetar sobremaneira as nossas cidades. Então, ações que nós poderemos tomar de conscientização, repassar a informação, os órgãos de saúde já estão informando, mas é importante que as pessoas tenham esse conhecimento e procurem imediatamente a questão da saúde. Também dentro daquilo que era comentado aqui anteriormente, nas medidas de prevenção, de limpeza das áreas, que se tenha o cuidado quanto a essa doença. O controle principalmente dos roedores, de ratos, enfim... (Esgotado o tempo regimental.) Uma Declaração de Líder no momento oportuno.
PRESIDENTE MARISOL SANTOS (PSDB): Segue em Declaração de Líder, da tribuna, vereador Lucas Diel, PRD.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Mas importante também continuar na questão da solidariedade, da ajuda a essas famílias que estão precisando, nós estamos visitando muito os bairros, vendo todas essas famílias que foram atingidas, a gente se solidariza e procura ajudar na medida do possível para mitigar, diminuir a dor dessas famílias e a recuperação, a pronta recuperação. Foram muitas famílias atingidas, na nossa cidade também, mas nas cidades vizinhas. E eu quero dividir aqui uma outra preocupação que a gente tem após essas chuvas e a recuperação, porque agora em um primeiro momento todo mundo sai na questão da sobrevivência, da proteção de salvar vidas. Muitas doações de alimentos, enfim, a sobrevivência. Mas em um segundo momento, presidente, a gente vê o retorno para a casa, o retorno para o lar, e muitas famílias tem o lar, tem o lar lá todo atingido pela enchente, a questão dos móveis, a questão da limpeza da casa, mas muitas pessoas não têm nem a casa para retornar. Eu gostaria que compartilhassem uma imagem aqui de um bairro, ali da região de Lajeado ali... É o Bairro Nova Estrela ali da região; são em torno de 300 a 400 residências que tinham naquele local. Parece que foi largada uma bomba lá, olha, não sobrou nada. Então a saúde, que a gente estava falando antes da saúde, da questão, da saúde do corpo, mas aqui também a gente fala da questão da saúde mental das pessoas agora nesse momento de retomada, que é algo que em um primeiro momento causa angústia ou pavor, mas, agora, nesse segundo momento, a tristeza da retomada e principalmente questões voltadas à depressão, que vamos dizer assim, a saúde pública e os municípios vão ter também que se ocupar porque realmente foi devastador. Nós aqui em Caxias tivemos muitas perdas. Realmente, muitos danos causados, muita... Caída de barreiras, enfim, acessos. O município está todo envolvido na questão dos acessos, da restauração da cidade. Mas as outras cidades, Caxias nem se compara com o que aconteceu em outras regiões, que foram as cidades devastadas. Porto Alegre mesmo, com toda estrutura que tem, teve até... agora que as águas estão baixando. Mas em municípios ali, como a exemplo do Vale do Taquari, foi devastado. Então é uma total reconstrução, eu nem sei como um prefeito vai agir diante dessa maneira ali, que se perdeu... A gente não sabe mais nem o que é terreno. Terrenos inteiros foram levados, onde abrir a rua, onde fazer as residências, não é. Então esse cuidado também e esse olhar sensível às pessoas na questão da saúde mental, que vai afetar logo ali. Neste primeiro momento, nós estamos doando alimentos e roupas, agasalhos, mas, logo em seguida, nós vamos precisar também de material de construção, nós vamos precisar doar geladeira, doar fogão, toda a estrutura, mas também uma atenção à saúde mental da população. Nós temos um grupo de amigos que foram nessa região do Taquari ajudar nesse final de semana, e a gente viu a preocupação das pessoas e foi um grupo de mais ou menos umas 15, 20 pessoas, se dividiram 10 pessoas e não conseguiram chegar em Roca Sales, mas chegaram na região de Estrela. E aquele grupo conseguiu limpar, duas, três residências. O trabalho é lento, o trabalho é gradual, mas eles notaram, nos olhos das pessoas, a tristeza e a decepção, até uma espécie de depressão mesmo de ver aquele cenário. E isso vai afetar a autoestima das pessoas.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): O seu aparte, de imediato.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): É um assunto, sem dúvida, muito importante e que vai desencadear, e a gente já tem contato com voluntários, com pessoas que estão indo até os locais auxiliar na limpeza e, realmente, os relatos que eles trazem, assim, são de famílias que estão devastadas, de uma dor psíquica que vai exigir um fortalecimento das equipes de saúde mental, de atendimento, até casos de suicídio podem aumentar nesse período. Então, a gente tem essa preocupação muito grande e a gente precisa, realmente, fortalecer, ser solidários uns com os outros para que a gente possa se ajudar, porque todo mundo, de alguma forma, ficou afetado por essa situação.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): E essa solidariedade começou agora, mas a gente vai ter que se manter.
VEREADOR TEN. CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Um aparte.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Logo à frente na reconstrução e na ajuda dessas pessoas agora no retorno das suas casas. Seu aparte, vereador.
VEREADOR TEN. CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Obrigado, vereador Lucas. O senhor traz a saúde, ali, a física e a saúde mental. O senhor fala dessa questão da saúde física e mental, o senhor imagina, olha, nós temos tantas pessoas ajudando, se solidarizando e fazendo as doações, indo ajudar as pessoas e muitos, aqui dentro, foram, o senhor está fazendo parte disso, os nossos vereadores, todos têm ido in loco e nós estamos sentindo, mentalmente, essa pressão. O senhor imagina aquelas pessoas, que estão lá, que perderam tudo, que tem alguma coisa, mas tem que buscar, ou que seja a limpeza das suas casas ou a reconstrução das suas casas. Nós, aqui, estamos sentindo psicologicamente, estamos nos abalando em tentar ajudar, em tentar fazer alguma coisa e pesa, não é? Imagina aquelas pessoas que estão lá. Então, parabéns pelo que o senhor traz aí, vereador Lucas, quero que saiba que seremos sempre parceiros. No que eu puder contribuir, estaremos juntos. Era isso. Então, parabéns pelo tema que o senhor traz hoje à tribuna.
VEREADOR LUCAS DIEL (PRD): Obrigado, vereador. Eu queria aproveitar esses três minutinhos finais para passar um vídeo que circulou na internet. É um vídeo sobre Porto Alegre, mas pode ser aplicado, também, a qualquer cidade afetada do nosso estado. Por favor. (Apresentação de vídeo) Vamos superar. Obrigado.
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VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Senhora presidente, nobres pares, colegas, a todos que nos acompanham através das redes oficiais da TV Câmara Caxias e também a plataforma do Youtube e demais. Bom, eu gostaria de apresentar para os colegas vereadores e também para toda a comunidade um projeto de lei complementar que eu protocolei aqui na Casa Legislativa que vai tramitar nas nossas comissões e que eu espero em breve estar votando e aprovando. Este pedido ele foi feito, esta ideia foi trazida pelo Crefito 5, que é o Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Então eu agradeço demais pela confiança e lembro aos colegas que sou fisioterapeuta de formação. Atuei na minha área antes de estar aqui vereadora. Atualmente eu me dedico integralmente ao meu mandato, não conseguiria fazer de outra forma. E ter essa proximidade com o Crefito, trazendo para esta tribuna projetos que são importantes para fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, mas principalmente que impactam a qualidade de vida das pessoas que serão beneficiadas. Então essa Lei Complementar nº 632, de dezembro de 2020, ela vai alterar o Código de Posturas. E qual que é o principal objetivo? Facilitar a locomoção de pacientes com limitações funcionais em clínicas de terapia e terapia ocupacional. Quem de nós nunca precisou parar em frente a uma clínica de fisioterapia e ajudar uma pessoa que quebrou o braço, quebrou a perna, está com uma dificuldade de locomoção ou é cadeirante? Então o objetivo é justamente dar mais acesso a esses pacientes que tenham dificuldade de locomoção a esses consultórios. Hoje o que a gente tem? A gente tem um estacionamento temporário, que ele dá a permissão para veículos... Hoje a gente tem aquele estacionamento que permite que a pessoa pare, mas que não possa, no caso, estacionar por nenhum momento, ela só para embarque e desembarque. Ela não tem permissão para ficar, se necessário, para auxiliar um idoso ou uma pessoa que tem uma dificuldade de locomoção a entrar até a clínica, o local onde ela será atendida. Então a principal alteração é essa, a permissão para que o veículo em frente a esses consultórios, que estarão demarcados, delimitados, por até 15 min. Então você pode auxiliar esse paciente a entrar na clínica e ter essa facilidade que certamente vai impactar na vida e principalmente de quem tem dificuldades de locomoção. Hoje a gente tem esses problemas que acabam sendo corriqueiros, estacionamento impróprio, às vezes fila dupla, a pessoa tem que ficar quase no meio da rua, tem um risco de segurança para os pacientes, mas tem risco para aquele condutor que está parando num local que não é o adequado. Então a regulamentação nesse sentido ela vai trazer mais segurança tanto para aquele paciente que necessita de auxílio quanto para aquele motorista que está ali fazendo esta situação. São diversas as áreas de atuações de consultórios clínicos de fisioterapia: ortopédica, traumatológica, neurológica, reumatológica, cardiorrespiratória. E os benefícios, então, como falei, são realmente focados para esses pacientes, pessoas com deficiências, pessoas que tenham dificuldade com locomoção, vai auxiliar profissionais e também familiares que, muitas vezes, são os responsáveis por fazer essa locomoção das pessoas que estão impossibilitadas momentaneamente ou que tenham alguma dificuldade por tempos e períodos maiores. A gente já tem essa legislação aprovada no município de Porto Alegre e também no município de Capão da Canoa e foi um movimento do Crefito-5 trazer este projeto, me apresentar o projeto, explicando qual era a necessidade. Então, mais uma vez aqui, eu agradeço nosso presidente do Crefito-5, Eduardo. Dizer que o mandato está sempre à disposição e para mim é uma alegria, como fisioterapeuta, poder protocolar, propor um projeto neste sentido. Lembrando, então, que o tempo de permanência para fazer essa locomoção, para auxiliar o seu familiar, a pessoa é de até 15 min e os locais, então, serão feitos embarque/desembarque em frente a esses consultórios. “Ah, mas Tati, meu consultório não tem essa possibilidade”. Bom, aí a pessoa deverá entrar em contato com a Secretaria de Trânsito para fazer essa solicitação e a gente reafirma aqui o compromisso de estar sempre atentos e protocolando esse projeto tenho certeza que a gente vai poder ampliar as discussões também. Essa Casa Legislativa tem dado inúmeras demonstrações do quanto as pessoas com deficiência têm sido importantes, têm visibilidade e protagonismo aqui na Câmara de Vereadores e esse projeto também vem ao encontro dessa pauta que, para mim, é muito importante, especialmente porque também como fisioterapeuta a gente passa por situações e conhece vários casos e colegas que têm inúmeras dificuldades e a gente sabe que a cidade, de fato, cresce muito e que realmente nessas questões ligadas ao trânsito acabam, por vezes, trazendo algumas dificuldades e o nosso objetivo aqui é sempre pensar no bem-estar do nosso contribuinte, no bem-estar da população. Então acredito que esse projeto é bem importante e que a gente vai poder fazer essa discussão. Eu não poderia deixar aqui de falar também e parabenizar a todos os colegas vereadores ao empenho do nosso prefeito Adiló Didomenico, que tem feito tudo que pode, às vezes, a gente até olha e pensa: “Poxa, na idade dele”, mas ele tem pique, ele está atrás, está correndo, entrevista na Gaúcha Serra, tem falado, também, entrou esses dias, ao vivo na Voz do Brasil para falar a respeito da situação da ponte do Rio Caí. Então são inúmeras as dificuldades pelas quais o município vem passando. E às vezes a gente que está aqui numa área mais central talvez não enxergue tanto, mas quando a gente se desloca, quando a gente vai para o interior do município, quando a gente acompanha as obras que estão sendo feitas... Ontem eu tive a oportunidade de estar em Fazenda Souza, na região de Samae, Vila Seca, observando questões pontuais e também preocupada com a situação da Rota do Sol. E eu digo que a gente precisa estar atento, nós temos uma previsão de chuva para os próximos dias, quinta, sexta-feira que pode ser um volume grande de água, para que as pessoas evitem utilizar a rodovia, especialmente, quando houver um volume de chuva alto porque muito embora os nossos servidores estejam lá trabalhando, dia e noite, com muito afinco, ainda há, sim, risco de deslizamento e a gente precisa, então, tomar muito cuidado. Mas agradecer porque o povo gaúcho tem se mostrado muito solidário. Eu cansei de ver nas redes sociais os diversos chamamentos de voluntários, cansei de encontrar a vereadora Marisol e outros colegas vereadores visitando abrigos, pedindo doações, levando informação com qualidade, isso é muito importante porque quando a gente informa às pessoas do que, de fato, está acontecendo, a gente evita situações de pânico. Nós não precisamos causar transtornos. Agora é o momento de todos estarmos unidos buscando o melhor para a nossa cidade. Então, eu quero reforçar... ontem eu conversava com o Diego, da Cruz Vermelha, a gente tem um relacionamento muito bom, a Cruz Vermelha, que tem feito um trabalho sensacional junto ao pessoal da Anhanguera e que tem um espaço muito amplo, e ele me dizia “olha Tati, à medida que os dias estão passando e que as pessoas começam a retomar a certa “normalidade”, a gente começa a ver uma falta de voluntários, de pessoas que possam estar com a gente trabalhando”. E a gente ainda precisa muito desse efetivo, dessas pessoas que doam seu tempo, duas, três horinhas. O que vocês puderem contribuir. Então eu reforço esse apelo. Lembrando que a Cruz Vermelha também está trabalhando sábados, domingos. Quem puder ser voluntário, basta se apresentar ali na própria Anhanguera. Tem um curso rápido. Na verdade, não é bem um curso, são algumas orientações, um bate-papo bem tranquilo, de uns 20 minutinhos, só para que os voluntários compreendam tudo que vem sendo feito ali, quais são os objetivos, entendam um pouquinho da logística. Caxias do Sul se tornou uma cidade essencial para distribuir também esses mantimentos, essas ajudas a outros municípios. Então eu quero aqui também aproveitar este espaço para reforçar o pedido. Quem puder voluntariar, que esteja lá na Anhanguera, junto com o pessoal da Cruz Vermelha. É um ambiente muito bom, muito importante. E a gente precisa, sim, continuar colaborando. E agradecer novamente todo mundo que está, de alguma forma, contribuindo. Acho que a gente se mostra um povo forte, aguerrido, muito solidário e, certamente, vai superar todas essas dificuldades. Muito obrigada.
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VEREADOR CLOVIS XUXA (UNIÃO): Bom dia, presidente. Bom dia, nobres pares, colegas vereadores e vereadoras, a você que está nos assistindo através da TV Câmara, a você que está na rede social. Hoje venho à tribuna com muito orgulho, porque a gente vê os movimentos comunitários dando certo. E este vereador veio dos movimentos comunitários. Temos aqui na plateia o Jesus também, que veio dos movimentos comunitários; vários vereadores que foram presidente de bairro, que vieram dos movimentos comunitários. Hoje a feira de artesanato cultural da Maesa está de aniversário, completando dois anos de existência. Dois anos. A feira comunitária da Maesa, hoje pela manhã, quando abri minha rede social, eu vi uma postagem falando “dois anos de sucesso”. Que bom que as lideranças comunitárias estão avançando, estão enxergando, estão levando Caxias do Sul a um rumo diferente, a um rumo que precisava ir, ter acesso às praças. A feira comunitária cultural, Feira Cultural da Maesa completa dois anos. Eu fico feliz que essa ideia surgiu na UAB. A UAB tem diversos departamentos, diversos departamentos a UAB têm.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Questão de Ordem, senhora presidente.
VEREADOR CLOVIS XUXA (UNIÃO): Tem um departamento da UAB que está se destacando muito na cidade de Caxias do Sul.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Contagem de presenças.
VEREADOR CLOVIS XUXA (UNIÃO): A UAB tem uma visão em conduzir essas lideranças comunitárias, socializar essas lideranças comunitárias. A UAB tem essa visão de ocupar as praças, ocupar esses espaços públicos com as pessoas de bem. Então surgiu aí a feira de artesanato cultural da Maesa. Feira Cultural da Maesa. A UAB também tem um departamento que cuida dos casamentos comunitários. Também muito bonito esse trabalho feito pela UAB. Também tem aqueles jogos comunitários, que eles vão aos bairros e fazem os torneios comunitários. Também fazem um trabalho muito bom. Também um trabalho bom que a gente ilustra muito aí, o departamento comunitário da UAB faz a mais bela comunitária. Olha que coisa linda, né? Escolhe-se a mais bela comunitária da UAB. É muito bonito trazer essas lideranças comunitárias, esses bairros a ocuparem as praças, ocuparem seus espaços. Dois anos, então, de feira de artesanato, Cultural da Maesa. Tem um departamento, tem uma diretoria fixada, para que possam ser realizadas essas feiras de artesanato. Tem o presidente, o Paulo Sausen. Quero cumprimentar o presidente Paulo Sausen. Dois anos de sucesso da feira de artesanato da Maesa. A vice-presidente, que é a Sara Scarsi. Também parabéns, Sara, pelo teu trabalho. Também temos aqui o tesoureiro, uma pessoa bondosa, uma pessoa querida, uma pessoa calma, o Valdir Walter. Também temos a secretário geral, que é o Sílvio. Também temos aí a diretora de organização, que organiza, é a Carla Pacheco. Também temos o Conselho Fiscal, que é o Elói Frizzo. Parabéns para vocês desse departamento que estão realizando as Feiras Culturais, as Feiras de Artesanato nos bairros e nas áreas centrais de Caxias do Sul. É um trabalho que vem desenvolvendo, já faz dois anos que está a Feira de Artesanato aí da Maesa. Muitas, muitas pessoas foram ocupar, vieram trazer os seus produtos, vieram expor os seus produtos. Ficou muito legal, a Feira de Artesanato, essa ideia que traz aí dessa diretoria da UAB, esse departamento que vem organizando as Feiras de Artesanato aí nas praças de Caxias do Sul. Uma que ocupar as praças de Caxias do Sul é muito importante, levar essas pessoas de bem. E o outra também, o público, a Feira Cultural da Maesa leva um grande público, muitas e muitas pessoas vão à Feira Cultural da Maesa, muitas pessoas vão. E também falando aí das pessoas que vão levando seus produtos para expor lá. E, nesse final de semana, nós temos a Feira de Artesanato da Maesa; era para ser o final de semana passado, choveu, mas nesse final de semana nós estaremos ali juntos com o departamento aí a diretoria da Feira Cultural da Maesa, realizando mais uma edição da Feira de Artesanato Cultural aí da Maesa. É nesse domingo agora, vamos convidar todo público caxiense, vai dar um domingo de sol, um domingo bonito, tragam as suas crianças vir junto com a gente fazer essa edição da Feira de Artesanato Cultural da Maesa. Mais uma vez, quero cumprimentar então a diretoria, o departamento aí da UAB, esse departamento que está incumbido a fazer as Feiras de Artesanato. Cumprimento a todos vocês e parabéns, dois anos de sucesso e tem muita coisa que vai vir pela frente. Estou sabendo aí de um projeto que a UAB também está fazendo, está aprontando um projeto que vai trazer para o conhecimento da Casa para que nós possamos arrumar emendas e para que nós possamos ajudar, que também é a rua coberta. Parabéns a todos e estamos juntos para realizar o sonho dos nossos caxienses. Obrigado, presidente.
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VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Senhora presidente e caros colegas, a situação que estamos vivendo tem feito com que a gente comece a aprender algumas situações novas e, principalmente, aprender a agilidade com o setor público. Eu estou me referindo especificamente ao aeroporto de Caxias do Sul. Imagine que, se você pegar um voo de São Paulo para Caxias e não tivermos teto aqui em Caxias, você vai descer em Florianópolis; se você pegar um voo em São Paulo para Caxias e não tiver teto hoje, hoje você vai descer em Floripa. Então a situação está complicada, porque nós tínhamos um gargalo com o aeroporto de Porto Alegre, que era o nosso aeroporto mãe, e agora Caxias do Sul está nessa situação. Eu tenho algumas imagens, nós estivemos no aeroporto segunda-feira de manhã com o deputado federal Marcel Van Hattem, em uma agenda improvisada, senhora presidente, foi em cima da hora e o senhor prefeito teve a cortesia e o esforço de comparecer nessa reunião. O secretário Alfonso também, que estava em Flores da Cunha tratando justamente também de um assunto de pista de aeroporto para podermos receber ajuda. Foram para lá. Então nos reunimos com outras autoridades que estavam lá porque, eu sempre digo todo problema tem que ter uma proposta, pode não ter a solução: problema, proposta e solução. Senão, você só fala problema e não é útil para ninguém, e nessa situação o deputado Marcel Van Hattem apresentou a possibilidade. Agora, em junho, de uma emenda de um milhão e trezentos mil reais para um equipamento chamado PAPI, que é para, não é a solução, não é a solução, mas é algo necessário para que melhore o pouso dos aviões aqui em Caxias do Sul. O orçamento total para melhorias seria em torno de R$ 10 milhões e eu acho importante prestar essa conta ao público do que está acontecendo, porque o nosso aeroporto precisa de renovação. As coisas em Caxias do Sul, me permitam uma crítica, elas são muito lentas, seja do mercado público, seja do aeroporto, seja de uma série de coisas, mas agora há uma necessidade premente desse. Pode ir passando as imagens, deixa rodando. Também estava presente o deputado Marcon e o Scalco estava lá. E também serão efetuadas reformas na pista, essas reformas serão feitas à noite para poderem ser aproveitadas. Então foi liberada essa verba que não é, repito, a solução, mas necessária, nesse momento, alguns pilotos da Gol, enfim, outros entraram em contato com a gente dizendo, “olha, professor, isso não é a solução. A solução é um outro aparelho”, que agora não me lembro a sigla... (Manifestação sem uso do microfone.) Obrigado, presidente. O ILS[1], só que esse demanda uma outra estrutura, também, com a Polícia Federal, para voo internacional, para outras melhorias. Então, aqui eu faço coro ao discurso de ontem do vereador Felipe Gremelmaier, hoje também, de certa forma, o Rafael Bueno abordou sobre isso. E, gente, logística é vida. Logística é vida. Então hoje o que a gente tem de novidades? É o aeroporto de Canoas também que vai começar a operar com venda comercial. Se eu não me engano hoje, presidente. Então eu estou... Esse foi o nosso encontro lá. Então, para quem está criticando e reclamando, porque rede social é algo interessante, sempre tem alguém, de qualquer forma, que vai criticar. E recebemos algumas críticas que o valor é pequeno, que não resolve, que não ajuda, mas é o que temos para o momento, é melhor feito do que imperfeito e estamos trabalhando em cima disso. Eu fiquei muito feliz porque o Marcel Van Hattem desceu no Rio Grande do Sul e foi em tudo quanto foi localidade, botava o capacete, foi ver, conversou – Bento, Santa Tereza, Arroio do Meio. E, nesse embarque para São Paulo, ele convocou essa reunião, um encontro, bem dizer assim, pontual e conseguiu, então, essa liberação dessa emenda, que vai ajudar muito o nosso aeroporto. Espero que seja breve a questão de Porto Alegre. Está se falando em setembro, mas fica ruim, também, para empresários, para todos nós, que estamos precisando, também, tocar a vida, de repente, pegar um voo em São Paulo e ter que descer em Florianópolis, não é? Estão falando também no aeroporto perto de Criciúma por que nós temos neblina em Caixas do Sul, agora chega o inverno, temos neblina e quantas vezes o nosso voo era desviado a Porto Alegre, o que era um pequeno transtorno, agora a gente vê que era um grande alívio, esse desvio para Porto Alegre. Pessoal, eu estou muito confiante, muito confiante, quero deixar aqui uma mensagem de otimismo, o seu vídeo, que o senhor passou, vereador Lucas, agora no seu espaço, me tocou, tem outro vídeo, de uma fábrica de calçados, no Vale do Paranhana, presidente, eu acho que é Igrejinha ou Três Coroas, eu chego a me emocionar porque é impressionante, eu não sei de onde o gaúcho tira tanta garra, de um estado destruído, um estado em cenário de guerra, as notícias que se veem agora da água baixando em Porto Alegre, em outros locais e ao mesmo tempo a região sul, lá do governador, Pelotas, enfim, ao contrário, continua alagada e subindo. Mas, mesmo assim, o gaúcho não se entrega, não se entrega. Então eu peço total apoio dos senhores parlamentares aqui desta Casa, mantenham contato. Eu acho que essa briga, se a deputada tal está mandando tanto, deputado “X” está mandando tanto, não importa. Se vier da esquerda ou da direita, eu vou aplaudir e que venha. Vamos... Eu acho que não dá para “grenalizar”, isso tem que ser uma coisa para a comunidade, para a sociedade. Temos tido contato com várias organizações empresariais, entidades. Recentemente, agora com a nova eleição do presidente da Fiergs, o novo presidente foi eleito ontem, assumiu ontem, em uma disputa, 54, 53 votos, mas enfim, assumiu; e associações de laticínios também, pessoal de laticínios está sofrendo bastante. Mas, estão todos bem preparados para começar a retomar. E fica meu pedido aqui, claro, de que vamos consumir produtos gaúchos, apoiem a indústria gaúcha, o calçado gaúcho, o leite gaúcho, enfim, todos nossos produtos, porque a gente vai recolher impostos, o gaúcho fatura muito, trabalha muito e tem uma contribuição imensa na arrecadação de impostos na federação. Então, deixamos à disposição o nosso gabinete, deixamos à disposição as nossas redes sociais para maiores informações sobre o aeroporto. Então, aeroporto vai ser assim enquanto não Sai o de Vila Oliva, e aí temos que colocar esperanças em cima disso para que saia nos próximos tempos, mas isso é longo prazo; no médio prazo, esse novo equipamento que possa nos tornar um aeroporto internacional; e no curto prazo, é isso que temos, é o PAPI e eu quero deixar aqui um agradecimento explícito ao deputado Marcel van Hattem, por de uma maneira ágil e rápida fazer uma emenda Pix, semana que vem tem dinheiro. A prefeitura vai investir mais 4 milhões, anunciado pelo prefeito lá nessa reunião, a menos foi o que ele falou. O investimento total será de R$ 10 milhões e o nosso aeroporto em breve vai poder receber mais voos e retomar a nossa economia. Era isso, senhora presidente, muito obrigado.
 

[1] Instrument Landing System
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom, eu queria, aqui nesse momento, noticiar um projeto de lei, que foi uma lei sancionada ontem pelo governo federal um pouco dentro dessa discussão que nós estávamos fazendo da questão das mulheres. Esse projeto de lei estava tramitando desde 2019, é o Projeto 1.822 de 2019, onde o movimento de mulheres do Brasil inteiro lutava para incluir na lei Maria da Penha a questão da obrigatoriedade do sigilo judicial, sigilo desse processo. Isso pode parecer uma coisa menor, mas se nós pensarmos o número de mulheres que são agredidas diariamente, infelizmente, nessa situação de catástrofe, seja a pandemia, seja tragédia, isso se acentua, isso é uma verdade. Antes, o sigilo deveria ser solicitado na hora de pedir a lei Maria da Penha, e eventualmente as mulheres eram comunicadas sobre isso ou não. E isso acabava vitimizando mais uma vez as mulheres, porque, infelizmente, eu conheço muitas mulheres nessa área que sofreram agressões, todo mundo conhece, é muito comum, infelizmente, e as mulheres têm vergonha, elas dizem: “Eu tenho vergonha de dizer que eu sou agredida.” E quem é que deveria ter vergonha? Na verdade deveria ter vergonha a quem agride, não é? O agressor. Então, o crime a agressão e o agressor continuam podendo ser publicitados, mas o nome da mulher agredida vai ser preservado, porque a sociedade cobra mais uma vez, principalmente as mulheres sobre agressão ou também a questão de crime sexuais. E quem conhece um pouco disso também sabe que as próprias meninas muitas vezes que são abusadas, adolescentes e mesmo mulheres, não contam porque às vezes a própria família acha que alguma coisa ela fez para provocar, ou alguma coisa ela fez para levar e estão sempre justificando esse tipo de crime, a sociedade de modo geral. Então, a obrigatoriedade agora de manter em sigilo o nome da vítima nos crimes da lei Maria da Penha é uma conquista importante para todas as mulheres, para todas as pessoas que têm a sensibilidade com essa questão que as mulheres são atingidas. Mas, eu tenho certeza que essa violência não faz bem para ninguém na sociedade, porque tem, não é? Violência gera violência, assim como gentileza gera gentileza. E o clima de violência no país, ou na nossa cidade, onde for, é ruim para todas as pessoas. Então, eu quero noticiar isso e também dizer que foi muito importante essa aprovação e a sanção pelo presidente da República no dia de ontem. Obrigada.
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VEREADOR TEN. CRISTIANO BECKER DA SILVA (PRD): Senhora presidente, nobres colegas vereadores, não podia deixar então de parabenizar hoje, na nossa primeira hora da manhã, o grupo Radize D'Italia que veio e fez a sua apresentação, bela apresentação aqui. É bom começar o dia com música, música faz bem para os ouvidos, faz bem para a alma; quem canta, seus males espanta, como diz o velho ditado. Então, com orgulho e gratidão, prestar a minha homenagem aos nossos valorosos imigrantes italianos, que com coragem e determinação enfrentaram os desafios de uma nova terra e contribuíram para o desenvolvimento econômico social e cultural da nossa cidade, senhora presidente. Parabéns, então, a todos os descendentes de italianos e a todos que, de alguma forma, preservam e promovem essa rica herança cultural. Viva a imigração italiana pelos seus 149 anos, viva Caxias do Sul. Era isso, senhora presidente.
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