VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Presidente, bom dia. Eu quero fazer um voto de louvor a um grupo chamado Jornalistas Reunidos. Nós temos, em Caxias do Sul, vários colegas jornalistas que saíram de grandes veículos de imprensa, nem todos conseguem colocação no mercado de trabalho, mas que se arriscaram a empreender na comunicação. Então criaram seus blogs, suas rádios, webs, enfim. E eles têm uma representatividade muito grande, mas não conseguem concorrer com a mídia maior na questão comercial. Então se criou, aqui em Caxias do Sul, um grupo de jornalistas, pequenos empreendedores, chamado Jornalistas Reunidos. Esses jornalistas farão hoje, esse grupo, um evento que acontece no Sebrae com a jornalista Daniela Risson. A jornalista Daniela Risson é cria aqui da Universidade de Caxias do Sul, jornalista de São Marcos, que hoje trabalha em Santa Catarina. Ela estará falando sobre... um workshop sobre textos, qualidade de textos, enfim, o trabalho de empreendedorismo. Vai ser um evento que começa às 19 horas, no espaço de negócios do Sebrae, que fica ali na Rua Sinimbu. Então tem o apoio desse grupo Jornalistas Reunidos e também do Sebrae. É uma oportunidade de quem tem trabalho e quem atua. Eu acho que a maioria dos vereadores hoje, aqui, tem assessor de imprensa, jornalista, tem gente da comunicação. Isso era raro antigamente, né? O jornalista que trabalhava na política ficava tachado como de um partido ou de outro. Hoje isso é perfeitamente normal. Então quero destacar isso. E quero parabenizar, aproveitar e parabenizar o vereador Lucas pela homenagem de ontem ao time feminino do Juventude. Eu assisti, me deliciei com o jogo do Inter, me deliciei, e depois assisti à homenagem no YouTube, que o senhor fez para o...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Peço um aparte, vereador Alberto.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): ...ao time feminino do Juventude. Foi muito importante o seu pronunciamento. A Fifa está criando a Copa do Mundo de Futebol Feminino. O seu pronunciamento foi muito importante. Eu sei que não foi somente para o Juventude, mas para o futebol feminino. Então parabéns pela homenagem. Estava aqui o presidente, a capitã do time, a coordenadora do time de futebol feminino do Juventude. Enfim, foi muito importante, e eu lhe parabenizo. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Alberto Meneguzzi. Eu quero só reiterar aqui, mais uma vez, o prêmio Caxias para o time feminino de futebol do Esporte Clube Juventude, o qual nós homenageamos ontem em nome da capitã do time, a Roberta, essa deferência a todas as jogadoras. Dizer para os colegas que o time feminino do Esporte Clube Juventude tem um aproveitamento de 100% no Gauchão até agora. Ontem combinamos, inclusive, né, presidente? Que o próximo título ao time feminino do Esporte Clube Juventude, concedido por esta Casa, vai ser pelo Gauchão, que a gente espera que as gurias ganhem, dado o ótimo aproveitamento que o time tem. Então, mais uma vez agradecer a todos que se fizeram presentes, ao presidente do time, à diretoria, em especial às gurias, que fazem um belíssimo trabalho. Obrigado, vereador Alberto.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Parabéns, vereador Lucas. Era isso. E quando eu falei “me deliciei com o jogo do Inter” foi por causa da qualidade dos dois times e do jogo, que foi muito bom. Obrigado.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Presidente, nobres colegas, todos que nos assistem. Queria fazer um voto de congratulações ao querido amigo senegalês Cheikh Mbacke Gueye, o querido amigo Cher, que está inaugurando um empreendimento aqui, um restaurante com comida senegalesa. Ele que é um... Ele já tem outro empreendimento também.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Inaugura o Teranga, que, na tradução do senegalês, significa arte da boa convivência. Então a gente quer expressar os parabéns a esse querido amigo, um amigo aqui correligionário do PDT também. Seu aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Lucas Diel. Eu estava saindo da Feira do Livro no domingo, logo depois do almoço, na Marquês do Herval, encontrei o Cher de carro, o restaurante, ali na Marquês do Herval. Nós temos uma comunidade expressiva de senegaleses em Caxias e ele que é uma pessoa muito querida, já muitas pessoas conhecem o Cher pela atuação, pelas lutas dele lá no início quando os primeiros senegaleses chegaram e acho superimportante uma cidade cosmopolita como a nossa... eu fico pensando na próxima Festa da Uva os turistas que vierem a Caxias e pessoas de outros estados tem mais uma opção. Até, vereador, seria oportuno talvez fazer um... convida-lo para vir aqui numa Declaração de Líder, enfim, e nós logicamente seremos signatário para, enfim, mostrar aos colegas e vamos almoçar lá. Faça o convite já que ele é pedetista também e vamos lá almoçar a convite do vereador Lucas Diel no restaurante senegalês do amigo Cher. Parabéns, vereador.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Obrigado. Na realidade estender. Isso é uma... Caxias tem o espaço para todos, é uma luta e a luta dos imigrantes aqui que estão vencendo também aqui na nossa cidade. Então queria cumprimentar, cumprimentando o Cher, toda a comunidade senegalesa que está em Caxias do Sul, pela vitória desse empreendimento. E convido a comunidade também a conhecer o Teranga, restaurante de comida senegalesa. Obrigado, presidente.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Bom dia, senhor presidente; senhoras e senhores vereadores. Primeiramente, gostaria de agradecer ao vereador Scalco por me ceder esse espaço. E a gente aqui vem muito preocupado, hoje, não só com Caxias do Sul, mas afeta Caxias do Sul, toda Serra Gaúcha, todo o Estado do Rio Grande do Sul, que, infelizmente, após 30 dias das enchentes que aconteceram, da tragédia principalmente na região de Roca Sales, Muçum, Vale do Taquari. A gente vem sofrendo com essas pontes que foram destruídas, com essas rodovias que hoje estão bloqueadas. Infelizmente, vereador Fantinel, quanto atrasa um dia de imposto, tu és penalizado. Mas, quando o estado, tanto em nível estadual quanto federal não te dão nem a condição de tu produzir e escoar tua produção, tu tem que arrumar alternativas e as alternativas que tu arruma vai acontecer o quê? Vai sair do teu bolso. Então a Serra Gaúcha, principalmente, que é rica, mas não rica em dinheiro, os pobres dos colonos lá, rica em produção, rica em trabalho, rica em quem quer desenvolver. Hoje, na região de Nova Roma do Sul, por exemplo, tem um prejuízo estimado em R$ 150 mil por dia, onde a ponte está interditada. Então nós temos algumas imagens, pessoal, que vocês vão vendo. Ali é a de Nova Roma, por exemplo, acho que ela vai passar. Tem a de Nova Roma, tem umas que já não existe mais. Essa é da BR 116. E aí o que me indigna com tudo isso? Eu vou nominar aqui as rodovias e depois a gente vai falar. Então tem rodovias federais: BR 116, BR 153, BR 290 na região central, todas elas, dessas que eu falei, no mínimo, duas interdições cada. A BR 293, na Campanha, também está interditada; a BR 116 entre Caxias e Nova Petrópolis, que já é uma novela, um filme, há quanto tempo que a gente não consegue desenrolar esse problema? E uma das mais graves, a BR 116 que atravessa todo o nosso país. Vocês imaginam a situação entre São Marcos e Campestre da Serra, que é onde, coloca a imagem ali, que eles tiveram só a capacidade de ir lá colocar umas pedras. Ali é a imagem da ponte, olha lá como é que está a situação. E aí tu colocas a imagem, aquela que eles tiveram só o trabalho de pegar uma retroescavadeira, aquela que tem as pedras na frente, a outra, mais uma... Aquela que tem... Bom, daqui a pouco tu acha ali... Não, não é essa aí... mas é... É essa aí do jornal, que saiu no Jornal Pioneiro de hoje. Vocês imaginam que tiveram só a capacidade de colocar lá o material, interrompendo toda a estrada, vereador Rafael, o senhor que esteve Brasília. E o município fica como? E o estado faz o quê? Ficou só no discurso. Veio para cá a Janja, até a Janja conseguiram trazer, mas as estradas não conseguiram de forma nenhuma aí. Pelo menos ter uma empresa... Como é que uma empresa não está trabalhando nessa ponte? Vão esperar até quando? O estado... Já entrou em estado de calamidade, poderia fazer as obras até sem licitação. Aí existem as rodovias estaduais antes de passar o aparte. A RS 130, no Vale do Taquari e Rio Pardo; em Nova Roma do Sul, a 448; a RS 400 em Candelária; a RS 342 em Cruz Alta; a  814 em Nova Pádua, todas elas contêm problemas. Aí pontes... Vou nominar aqui. Na RS 448, em Nova Roma, entre Farroupilha e Nova Roma, ponte caída; RS 129, entre Muçum e Roca Sales, ponte caída; RS 431, entre Bento Gonçalves e São Valentim, caída; BR 116 entre São Marcos e Campestre da Serra, não caiu, mas ninguém pode passar, acho que nem a pé. A RS 851, entre Serafina Correia e Nova Bassano, ponte caiu; RS 129, entre Cotiporã e dois Lajeados, ponte caiu. E até agora nada. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Vereador Fiuza, parabéns aí pela... Ah, vereador Fiuza...
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB):  Não tem problema.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado pelo aparte. Parabéns pelo que o senhor está trazendo aí.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Um aparte.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Mas talvez seria interessante lembrar ao senhor que a classe política que usa como profissão a política diz e sempre disse que o povo tem memória curta. Então o senhor pode ficar tranquilo aí, porque, a partir de janeiro, vai ter até helicóptero transportando ponte para deixar tudo pronto. É isso que eu penso. E essa é a tristeza do nosso país, é não se preocupar quando acontece o problema e tentar resolver o problema pensando no povo e não em si mesmo. Então assim, eu duvido muito que isso vai ficar do jeito que está de janeiro para frente. Duvido muito. Mas, até lá, o povo vai continuar sofrendo. Obrigado, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Mais três meses, infelizmente. Seu aparte, vereador Fiuza. Sim, depois mais um tempo, né?
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Bressan. Essa crítica construtiva que o senhor está fazendo, agradecendo desde já o seu aparte, não é crítica de governo “a”, “b”, “c” ou “d”. Mas, falando especificamente do que está acontecendo atualmente, é mais fácil fazer um turismo de oportunismo e de viagem internacional do que fazer turismo em uma cidade que está atravessando dificuldades, como o estado, com essa dificuldade das enchentes. Lá em Alvorada, mais precisamente ali no Bairro Americana, também alagou tudo agora, nessas últimas semanas. Então é mais fácil fazer uma viagem de oportunismo e internacional do que vir à Serra Gaúcha ver o que é possível ser feito para que essas pessoas que se encontram ilhadas, que empresas voltem ao normal para poder fazer com que a sua produção e a economia comecem a girar novamente. São situações às vezes fora da curva, que a gente não consegue entender e compreender por que às vezes existem mais esforços para umas coisas e menos para outras. Muito obrigado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Fiuza. E a gente, aqui, não pode deixar de lembrar que toda a comunidade caxiense, que são mais de 600 mil habitantes, também ocupa essas rodovias, também estão sofrendo. Então não é “ah, mas o Bressan está falando de um problema estadual”. Não, não é. Atinge Caxias essa situação. E aí a gente vê a demagogia, vereador Scalco. Porque quando estava chovendo pedra, pedra, não estava chovendo uma chuvinha que nem uma garoa, quando estava chovendo pedra, vereador Alberto Meneguzzi, o free flow, ali entre Flores da Cunha e Antônio Prado, tinham dois guinchos lá fazendo o trabalho. Então a desculpa do mau tempo parece que só existe quando é no poder público, porque quando é no privado eles fazem, trabalham. E que bom que trabalham. Mas por que não é assim também na hora que a gente mais precisa? “Ah, mas temos mau tempo.” Mas o mau tempo é para todos. E ali entre Flores da Cunha e Antônio Prado, o free flow estava sendo instalado. Por quê? Porque é privado, porque vai ter cobrança.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Um aparte, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): E aí, onde as pontes estão caindo, nada a gente vê. Seu aparte, vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Parabéns pelo tema, vereador Bressan. Esse impacto que dá não é só no trânsito. Muitas empresas, até de São Marcos, dependem dessa estrada aí. Com o fluxo deslocando por outras estradas, essas empresas aí não vão conseguir manter empregos, não vão gerar impostos. E acaba o município como um todo perdendo empregos, perdendo arrecadação. Atinge toda a população. E a gente nota, nas notícias brasileiras, o governo federal tentando botar 1 bilhão na Argentina para tirar o candidato principal da concorrência, tentar barrar. Esse 1 bilhão nós poderíamos resolver todas essas pontes aí e ajudar muito o estado do Rio Grande do Sul. Então às vezes são prioridades. Às vezes talvez não pense exatamente em resolver de forma rápida o problema, mas em uma ideologia na América do Sul inteira. Obrigado, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Seu aparte, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Parabéns pela sua exposição. É importante, sim, trazer todas essas citações e mostrar a realidade.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Declaração de Líder do PTB.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Agora, essa fala do vereador Scalco é fake.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Um aparte.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Essa fala do vereador Scalco é fake. Nós temos que assistir à entrevista da Simone Tebet a respeito dessa questão dos valores do Brasil para a Argentina. Não vamos trazer informações erradas, né? Um banco de fomento em que a Simone Tebet é uma das... O Brasil é um dos países que está nesse banco de fomento. E todos os países do banco de fomento aprovaram, menos o Peru, esse empréstimo para a Argentina. Então, por favor, não é? Vamos colocar as informações corretas.
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Segue em Declaração de Líder.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Para não seguir, não politizar isso aqui, eu só quero trazer essa informação porque eu assisti uma entrevista da segunda intérprete Simone Tebet explicando essa situação. Mas parabenizar o senhor, que sempre é um fiscal dessas questões, e é importante trazer essas questões. Independente de esfera federal, municipal, estadual, nós temos que cobrar mesmo. Obrigado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): É, vereador Alberto, o que eu quero, realmente, é o que o senhor falou por último, eu quero realmente a cobrança, sabe, independente da questão partidária, porque o que afeta é toda a comunidade, tanto de Caxias porque... “Ah, mas em Caxias não tem ponte, não somos cercados aqui por grandes rios, enfim.” Mas a gente tem que escoar a nossa produção e nós dependemos de todos esses municípios também, como os municípios dependem de nós. Vocês imaginam que nós estamos, praticamente, ilhados, tem que procurar outras alternativas, e essas outras alternativas geram valores que a gente não estava aguardando, nos surpreende.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Porque se tu tiver que fazer 100 km a mais, 50 km a mais, vai sair do bolso de quem produz, alguém vai ter que pagar. E nós estamos vendo que em Nova Roma, por exemplo, pela ausência dos governos, tanto estaduais quanto federais, eles estão se reunindo já... parece que conseguiram em torno de R$ 6 milhões para tentar viabilizar a ponte, que vai praticamente a quase R$ 20 milhões. Então é muito dinheiro. E aí o próprio contribuinte, quem paga esse imposto deveria receber de volta o quanto antes uma ponte que pelo menos fosse um quebra galho, alguma coisa, não é? Não recebe. E aí tem que se reunir, se unir e tentar do próprio bolso ser pago. Isso é lamentável. Seu aparte, vereador... O senhor pediu? Vereador Uez primeiro, depois, o vereador Rafael.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Vereador Bressan, concordo plenamente, eu faço só um comparativo, talvez, parece até um dos menores... Nova Roma do Sul, o orçamento do município é 80% oriundo da agricultura. Eu estava ouvindo esses dias, os agricultores, para poder comercializar os seus produtos têm que fazer 100 km a mais.
VEREADOR GILFREDO DE CAMILLIS (PSB): Uma Declaração de Líder à bancada do PSB.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): E parece que os governos não estão preocupados se o governo vai entregar a uva lá a R$ 1,50...
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Se vai ter que fazer mais de 100 km. Então se colocar um pouco no lugar dessas pessoas. E concordo plenamente, aquilo que tem interesse, o tempo não é o problema, aquilo que a gente precisa, talvez, encontrar, que precisa demorar bastante para justificar valores, eu vejo nessa questão ali de Nova Petrópolis, em torno de R$ 22 milhões vai custar aquela obra. Então o pior ali ainda nem começou. E me lembro aquela outra obra, que custou R$ 14 milhões, e que a empresa que executou o serviço depois de terceirizado disse: “Eu fiz a obra por R$ 3,5 milhões”. E aí precisa demorar muito para justificar o porquê, vereador Sandro, que vai custar tanto. Infelizmente o nosso país é assim as obras públicas infelizmente.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Vereador Rafael.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, vereador, o senhor está falando em construção de pontes, o muro do colégio Imigrante ainda está lá para ser construído e ainda não foi, viu? Eu passo lá quase todos os dias, só desmancharam e agora está sem muro de vez, então se a gente for falar de obras... Mas eu quero só também restabelecer a questão da verdade, vereador, o governo federal está repassando R$ 741 milhões para os municípios afetados, e aí serão distribuídos os valores, já estão sendo para vários municípios para questões humanitárias. Mas só para questão de pontes, vereador, para dar um número exato, desses R$ 741 milhões, ele está sendo distribuído, valores para a questão humanitária, enfim, são R$ 72 milhões só para a construção de pontes de acesso, esse dinheiro já chegou.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): E por que não faz?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Mas daí não é com o governo federal. Cadê os prefeitos? Cadê os...
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Mas eu estou falando...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Entendeu? O prefeito de encantado... O prefeito Adiló está mandando a cada dois dias está mandando um caminhão pipa para eles de água, sabia disso?  O Samae está indo levar água até hoje lá para Muçum. Agora o prefeito de Encantado, isso aí foi o vídeo que viralizou, pegando uma patrola, uma caçamba lá e jogando as roupas, amassando tudo as roupas. Então tem que cobrar dos prefeitos também a questão da transparência, que é muito dinheiro que está indo para os municípios, e que bom, mas tem que ter transparência. Então se fazerem essas coisas no afogadilho, quem sabe esse dinheiro não seja aplicado para a devida finalidade, mas o governo federal enviou quase R$ 800 milhões.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Vereador Bueno, eu concordo que todos somos responsáveis e por isso que a gente está aqui na tribuna cobrando. Então é responsabilidade de todo o agente público e político. Mas não dá para uma BR-116, entre São Marcos e Campestre da Serra, que é federal, até agora, depois de 30 dias, nada aconteceu. A única coisa que aconteceu é colocar aquelas pedras ali, só foi essa a atitude do governo federal. E estou cobrando do governo federal, estou cobrando do governo estadual e estou cobrando então dos prefeitos dessas regiões que foram atingidas e nada fazem. Mas quem sofre não é o prefeito, não é o governador, não é o... É a economia, exatamente, são as pessoas que produzem para pagar principalmente os impostos que é os nossos salários. Seu aparte, vereador Cadore.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Vereador Bressan, é um tema que nós temos que realmente debater e chamar atenção. O governo federal esteve aí, o governo estadual também, mas o governo estadual mais presente, desde o primeiro momento, e o governo federal, enquanto o Lula viajava em outros países, o Alckmin veio, deu uma benzida, na linguagem popular, mas nada efetivo. E como sempre, no Brasil, a gente manda impostos para Brasília e de lá para cá vem pouco. Esse, digamos, recurso teria que chegar aí para resolver rapidamente o problema. O Exército poderia ser chamado nesse momento. Ele já participou de algumas obras que eu acompanhei e deu resultado positivo.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Então o nosso presidente deveria se preocupar mais com o nosso país e dar atenção para essas catástrofes que estão acontecendo e resolver acolher o povo e não está fazendo da forma que deveria.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador. Seu aparte, vereadora Rose.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom, primeiro eu acho que as verdades novamente tem que serem ditas. Não é verdade, vereador Cadore, que não veio nada, só veio pessoas aqui para o Rio Grande do Sul. Já foi dito inúmeras vezes os valores e quanto o governo federal contribuiu aqui. Se tem que ser cobrado? Tem. Vamos ser coerentes, eu falei ontem da coerência, vamos cobrar de todos os governos, estadual, municipal, federal, inclusive em todas as épocas, não só neste ano. Segundo, essa discussão do banco recomendo também, vereador Meneguzzi, assistir a entrevista da Simone Tebet, onde ela deixa bem claro que não é dinheiro brasileiro, que ela não consultou o presidente Lula porque é um banco, a CAF, que ela tomou a decisão como governante deste banco e não saiu dinheiro do Brasil para ajudar a população brasileira, a Argentina. Então, por favor, eu acho que sim, cobranças tem que serem feitas, eu vou cobrar sempre, do governo que for. Agora, vamos cobrar de todos e de forma igualmente.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado. Vereador Zanchin, para dar tempo aqui.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Rapidinho, vereador Bressan. Vamos colocar as ordens aí. Esse dinheiro da CAF – CAF é o banco de desenvolvimento da América Latina. O Brasil é o principal participante desse fundo, com 37,3% de participação. Todos os órgãos de imprensa e acredito nos jornalistas, todos, informaram que o Lula falou com a Tebet para que liberasse um valor de 1 bilhão para servir de aval junto ao FMI porque a Argentina não tem mais crédito junto ao FMI. E a Argentina precisa de 7,5 bilhões, vereador Bressan. Com esse aval... o dinheiro é para servir de aval para pegar mais dinheiro no FMI e esse dinheiro da CAF vem de onde, vereador Bressan?
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Declaração de Líder para a bancada do PT.
VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): De onde vem o dinheiro da CAF? BNDES. Então a gente tem que cuidar. E de onde vem o dinheiro do BNDES? Qual é o destino do dinheiro do BNDES? Para onde tem que ir a grana do BNDES? É essa questão, só para ficar claro. Não é fake news, talvez incompleta a informação. Mas se nós pegarmos a linha toda é sim, é uma intervenção séria lá. Parabéns pelo tema, é isso que a gente precisa mesmo. Estrada é progresso e não dá para ficar assim, dessa forma, seja qual partido, qual governo, quem for, nós temos que resolver esse problema. Obrigado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Pois é, vereador Zanchin, infelizmente a gente sabe aqui que a gente tem muita dificuldade do aeroporto. Então para escoar por aeroporto é difícil, não temos... praticamente só temos o internacional. Por águas a gente sabe como é que está a situação, não tem porto, falam do porto. Então nós temos as estradas e agora caíram as pontes. Está difícil! E são seis pontes aqui que eu nominei, seis. E vou cobrar então que o governo estadual, já que recebeu, pelo que estão dizendo aqui... Só para concluir aqui, senhor presidente. Pelo que foi falado, o dinheiro já deve estar em caixa. Eu não sei. Foi o que foi falado aqui, que o dinheiro já está em caixa. Então que o governo estadual faça urgente a contratação das empresas para poder consertar ou construir essas novas pontes aí. Muito obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, presidente, confesso que esse não era meu tema, mas já que o vereador Bressan veio à tribuna aqui e falou sobre a questão dos valores, vereador Bressan, o que a gente tem que entender, e eu não faço essa fala provocativa, mas se o presidente, vereador Zanchin, estava viajando quando deu esse problema das enchentes, ele estava viajando justamente para tratar dos problemas ambientais, os problemas do clima. Ele estava indo para a Índia...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Se possível um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Nós colocamos o Brasil na vanguarda novamente. O Brasil é vitrine mundial. Hoje os países estão estendendo o tapete novamente para o nosso Brasil. O Brasil está liderando o G20, as 20 maiores economias do mundo. Nós estamos comandando o BRICS, nós estamos comandando diversas frentes no Brasil. E outra, quando deu a enchente aqui no Rio Grande do Sul, já estava programada essa visita do governo federal lá para a Índia. O governo disponibilizou toda a equipe, o vice-presidente. O governador recebeu uma ligação, veredora Marisol, pode pedir para o Leite isso, recebeu uma ligação do presidente colocando todo o governo à disposição. Veio o vice-presidente, ministros. Vieram aqui. Agora vai ficar sobrevoando o desastre? Se colocou... O que importava é que colocasse dinheiro, colocasse a equipe. Agora ficar vendo desastre? Mas assim, olha, toda a equipe veio para cá; diferente do antecessor, que quando deu as enchentes... O senhor se lembra, vereador Zanchin, lá na Bahia, que deu aquela enchente e tudo? O nosso presidente estava andando de jet ski, acenando para as pessoas. Isso sim é triste. A gente tem que recordar. E que bom, vereador Velocino Uez, que o Brasil pode assumir esse protagonismo geopolítico. Porque assim, olha, o que a gente tem... E eu não estou defendendo o governo, eu só quero dizer, porque eu vivo em um país, eu sou nacionalista. E que bom que a gente pode ser protagonista de uma política regional e internacional. Porque a gente era excluído de tudo, de tudo e de todos os momentos. A gente passava chacota. E a gente tem que entender a importância, vereador Zanchin, o senhor como economista, até o estranho em algumas falas. Porque a gente tem que entender, vereador Zanchin, a importância da geopolítica, a questão estratégica do Brasil, a questão das fronteiras que nós vivemos. E a gente, enquanto parlamentar, a gente tem que ter responsabilidade nos nossos discursos, porque senão a gente está alimentando cada vez mais o “emburrecimento” da população. Então a importância geopolítica estratégica do Brasil de estar participando de G20, das maiores economias do Brasil. E outra, vou só falar aqui, vereador... Vereador, olha aqui, vou só recapitular o senhor, o governo federal vai destinar R$ 741 milhões aos municípios da região sul afetados pelas fortes chuvas. Noventa e cinco milhões. Eu falei 72, 72 era para outra área. Noventa e cinco milhões para a reconstrução de pontes, estradas e outras infraestruturas públicas danificadas...
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): O senhor permite um aparte, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): De acordo com os planos de trabalho apresentados pelos municípios. Então os municípios têm que apresentar um plano de trabalho. O governo federal não tem que esbanjar dinheiro, jogar dinheiro para os municípios que não apresentarem plano de trabalho. Então cadê esses municípios? “Ah, não tem estrutura.” Bom, peça para os municípios que têm experiência. Caxias do Sul disponibilizou todos os servidores da FAS para ajudar no recadastramento. Então que peçam para os grandes municípios, façam um apelo para o governador ajudar. Então assim, olha, o que nós não podemos fazer é jogar palavras ao vento, porque senão isso daqui acaba que ninguém está fazendo nada. Os recursos destinados, já destinados, já foram, já entraram. Nos primeiros dias foram 6,4 milhões para Estrela, Cruzeiro do Sul, Nova Bassano, Cachoeira, enfim, todos os municípios. Nesse valor de 741 milhões, vereador Bressan, eu já lhe dou aparte, o Ministério da Família e Combate à Fome vai destinar 239 milhões às cidades afetadas. Desses, 56,6 milhões serão destinados à compra de 20 mil cestas básicas e kit alimentação ao fomento rural, à rede da assistência social e ao auxílio abrigamento. O auxílio está sendo pago às prefeituras no valor corresponde a R$ 800,00 por pessoa desabrigada e em duas parcelas de 400. A primeira já foi lá no dia 11 do mês passado. O Ministério Desenvolvimento Social disponibilizou 125 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos, através do Ministério de Desenvolvimento Agrário. Para o Bolsa Família, 57,4 milhões de valores extras; para a saúde 80 milhões aos municípios afetados pelo ciclone; 16 milhões para a reconstrução de uma ponte na rodovia na BR 116 e 26 milhões o Ministério da Defesa aportou para compra de equipamentos, barcos e aeronaves para resgatar as pessoas. Além disso serão, um novo PAC, 14,9 bilhões para a prevenção de desastres em todo país até 2026. O que eu quero falar disso? Não é minha pauta aqui agora, mas a gente tem que restabelecer a verdade, porque parece que não está sendo feito nada e está sendo feito. Ontem, não deu... Anteontem e ontem ali um tornado ali no Paraná e em Santa Catarian? São mais recursos que vão ser aportados. Agora a presença física de uma pessoa sobrevoando, tirando fotos, dizendo que está sobrevoando, isso é o que menos importa. O que importa é se o governo vai estar presente resolvendo a vida da população, é a mesma coisa não importa tirar uma foto que a pessoa tirando uma fotinho lá se vacinando... O que importa é que se tivesse vacina para toda a população e milhares de pessoas não viessem a óbito. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Vereador Rafael Bueno, acho que o senhor trata com muita maturidade esse tema. Quero dizer, vereador Bressan, que bom que a gente construiu aqui uma relação no parlamento e hoje a gente diverge e diverge de forma respeitosa, com posições diferentes. O senhor traz uma preocupação, que eu acho que é oportuna no que se refere às pontes, e eu espero que o governo federal dê a mesma agilidade como ele deu para os 54 milhões do Hospital Geral. E eu tenho certeza que vai dar. Quero lhe dizer que, por exemplo, eu não conheço, não me aprofundei sobre a questão burocrática, e eu acho que esbarra, provavelmente, na licitação no projeto, em todos esses problemas. Mas acho que temos que cobrar e vamos cobrar essa agilidade como foi a agilidade para os recursos que o vereador Rafael também já exemplificou aqui, no Vale do Taquari em outras regiões do estado. E a gente precisa ter muita responsabilidade quando a gente é liderança política e fala porque nesse debate, por exemplo, da presença... Eu não me manifestei. Tenho uma opinião sobre a presença do presidente e acho que o que é necessário são recursos. Se o presidente tivesse vindo, muitas pessoas teriam a opinião crítica de que veio para fazer lobby. Eu tenho muita vênia com isso. Como por exemplo, eu vi agora... Um vereador acho que vereadores que me antecederam aqui até acho que o vereador era do PSDB que me antecedeu, bom eu vi um vídeo do governador Eduardo Leite e não fui buscar a veracidade. Talvez até seja fake news, mas um vídeo que o governador estava com seu companheiro numa festa em São Paulo, num show da Ivete Sangalo. Olha, não ouvi ninguém se manifestar sobre isso, porque era um momento de dor, o governador estava numa festa, eu não me manifestei sobre isso. Tenho a minha opinião, mas tenho muito respeito e vênia sobre essa questão.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Porque pau que bate em Chico bate em Francisco. E, se nós formos pela coerência, porque eu ouvi aqui gente fazendo: “Bah... O presidente não sei o que... Que isso e aquilo”. Pois é, mas daí o governador... É oportuno, é adequado o governador estar num show da Ivete Sangalo enquanto as famílias choravam? Eu não sei, porque eu não busquei a veracidade do vídeo. Eu quero dizer que hoje nós temos recursos para o Hospital Geral. Hoje o governo federal despendeu pencas de dinheiro e tem que trazer mais, não faz mais que obrigação que a obrigação, e que bom que o Brasil hoje tem protagonismo internacional e o Brasil é respeitado. Só falta vocês dizerem que o Biden é comunista. Espero que eu não tenha que ouvir isso, porque não é. Mas hoje o presidente do Brasil se reúne com presidente da principal potência mundial sem bater continência e colocando o Brasil no seu devido lugar. Obrigado, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Olha, eu volto a falar, a presença física do presidente, ela é importante simbolicamente? Ela é. Mas o mais importante é a presença da estrutura do governo federal. Eu, por exemplo, vereador Felipe. “Ah, por que os políticos não vão lá?” Eu não limpo nem a minha casa, como é que eu vou ajudar a limpar? Só para tirar foto, tirar selfie, dizer que eu estou lá limpando, que eu estou fazendo as coisas? Só para ganhar curtida, para ganhar like? “Ai, estou aqui, olha, limpando.” Eu limpo 10 minutos lá, varro a minha casa e já fico cansado. Vou fazer isso? Agora assim, que bom que a gente tem contatos. Tem um amigo meu que é pai de santo, vereador Lucas, e ele tem um filho de santo que é dono de uma transportadora. Três carretas, três caminhões ele botou à disposição da FAS, da Prefeitura, e levou os materiais para lá. Vereador Felipe, o dono da Rodofort me ligou um dia. Ele disse assim: “Nós temos uma carreta aqui disponibilizada, aqui na empresa. Para onde tu quer que a gente leve, Rafael?” Eu passei o telefone do prefeito de Muçum. O guri, aquele novo prefeito. Declaração de Líder. Então são pequenos gestos que a gente faz. Não precisa ficar parecendo, tirando foto, dizer que está ou que não está.
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Segue em Declaração de Líder.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): O importante é que nós façamos alguma coisa de útil para melhorar a vida da população, seja de Caxias, seja... Agora tem gente que está lá entregando uma cadeira de rodas e está tirando foto; está lá no incêndio e está tirando foto. Tinha até deputado de bombacha lá no meio da enchente para tirar foto para aparecer no Jornal Nacional. Mas que isso? A gente tem que o quê? É ajudar a população. Seu aparte, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Rafael. Eu até trouxe o tema muito preocupado com as pessoas, vereador Alberto, que ficam à beira da estrada, têm a banquinha e não estão conseguindo sobreviver. Estou preocupado com as seis pontes que caíram e, infelizmente, não estão sendo reconstruídas o quanto antes. Eu acho que tem que ser urgente. Estou preocupado com o free flow que está sendo instalado na RS-122. A alternativa seria a BR-116, e não vai haver essa alternativa. Vai ser pela RS-122, onde vão ter que se deslocar. Estou preocupado com aquelas pessoas que vendem uva lá em Nova Pádua, ao lado da ponte, e não vai ter o que comer, vamos supor, porque não vai ter comércio. São essas pessoas. Eu nem trouxe esse debate aqui – sabe? – para fazer essa cobrança, vereador Rafael. E parabenizo o jornal por fazer essa matéria hoje, porque a gente parece que esquece e só vê a água entrando dentro das casas das pessoas, mas também não vê aquelas pessoas que, graças a Deus, não foram atingidas com a enchente, mas foram atingidas de outra forma. E essa é a minha preocupação. Então assim, vereador Lucas, se o dinheiro federal veio, é uma cobrança que eu faço para tentar melhorar a vida das pessoas. Eu nem quero politizar, porque até fica chato. Porque nós temos que tentar ajudar essas pessoas, temos que tentar ajudar quem está escoando, tentando escoar sua produção. Porque dependem, sim, de Caxias para sobreviver; e Caxias depende desses municípios para sobreviver. Somos todos aqui irmãos, e todas as cidades aqui têm que se unir. Então a minha maior preocupação é que faz 30 dias, vereador Rafael, e nada foi feito até agora. Eu não vi um concreto num pilar de uma ponte. Isso me preocupa. Se o dinheiro está aí, vamos fazer o quanto antes. Obrigado, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereador. Mas eu acho que é nessa corrente de esforços. Eu volto a dizer. Fiquei sabendo... Caxias podia estar anunciando. A cada dois dias está indo um caminhão pipa. Ajudamos com os servidores da FAS. A gente podia... Eu quero parabenizar o prefeito Adiló. Eu ouvi um debate aqui na Câmara. A gente podia surrupiar o dinheiro. Ainda bem que o prefeito Adiló o que fez? Tirou um decreto que tinha do governo... “Não, mas a nossa cidade não foi afetada. Nós não queremos pegar esse dinheiro aí.”
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Nós podíamos ter pegado o dinheiro. E que bom que o prefeito... Eu não estava entendendo o tema, eu fui lá e perguntei para o prefeito: “Me explica direito isso daqui.” Então, tem muitos também querem ser oportunistas neste momento. E nós não podemos, através da dor das pessoas, ser oportunista e tirar proveito. Seu aparte, vereadora Tati. Eu tenho o meu assunto para falar, mas... Não sei nem por que eu entrei nesse... Me perdi aqui na minha fala.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Obrigada, vereador Rafael. Acho que é importante a gente falar que, em primeiro lugar, o governador Eduardo Leite esteve presente em todos os momentos durante a tragédia, cumpriu o seu papel como governador de forma exemplar. E nos orgulha muito a forma como tudo foi conduzido. Porque ele esteve em Brasília em diversos momentos buscando auxílio do governo federal, conversou com as pessoas, abraçou as pessoas. Fez uma série de ações que eram necessárias. Agora a gente também não pode ficar criticando e esquecer que, por trás do governador, do cargo público que ele exerce, existe uma pessoa. Ele cumpriu com o seu papel. O que ele tinha que fazer com relação às enchentes ele fez, de forma exemplar. Agora, ele não poder curtir a vida, ir para um show, sair? Gente, isso também já é um absurdo, já é uma perseguição. Cada um de nós tem uma vida pessoal. Desde que ele cumpra com o seu papel, o que ele faz na vida pessoal dele não importa. E usar ele, usar desta ação para atingi-lo de forma política, olha, é muito eleitoreiro e é de uma má índole, assim, extrema. Então, sim, o vídeo é verdadeiro, ele esteve saindo, esteve em uma festa, cumpriu com todo o seu papel aqui de forma exemplar. E quem utiliza isso para destruir uma imagem política, olha, é muito baixo mesmo. Eu gostaria que essas pessoas estivessem aqui, nos nossos cargos, porque não é fácil a gente dar o nosso melhor e, ao contrário de uma empresa, em que a gente tem um horário para iniciar e um horário para terminar, aqui não tem. A gente é vereador 24 horas, e o governador é governador 24 horas também. Agora, ele tem uma vida pessoal. E, desde que ele não fale como liderança, a gente não tem por que fazer esse tipo de crítica. Obrigada.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereadora Tatiane. Eu acho preconceituoso esse cenário que criaram para o governador. E outra, ele tem vida, ele tem direito a fazer o que ele bem entender. Agora, porque eu vou no domingo ali ao Panela Velha, não posso ir agora? Eu saio da missa e vou para o Panela Velha. Agora não posso ir? Então assim, cada um faz o que quer da sua vida, gente. O importante é que tu faça as coisas corretamente. Seu aparte, vereador Fantinel. Ligeirinho, porque eu tenho que...
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Vereador, eu só queria fazer um complemento aqui da fala que o senhor... que estão discutindo, a fala do Bressan também, a questão das pontes, tá? Isso é a prova para o nosso povo ali fora que a máquina pública não funciona, que o sistema público não funciona, está quebrado, está acabado, está superado. Porque se esses 700 milhões, que o governo federal enviou para resolver o problema, tivessem caído na mão de privados, as pontes, mês que vem, estariam todas construídas. Era isso, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Bom, obrigado, vereador. Eu quero falar, nos meus últimos quatro minutos, da agenda que eu estive em Brasília. Nós saímos na madrugada de anteontem, às 2h30, chegamos às 10 horas. A Tere Mandelli e o seu esposo, que são coordenadores, a Tere Mandelli que é coordenadora da pastoral das pessoas em situação de rua aqui em Caxias do Sul, uma pessoa que faz esse acolhimento, vereador Alberto, desde 2018 para as pessoas em situação de rua. E esse trabalho vem se ampliando cada vez mais. Eu trago aqui alguns dados, de forma rápida, para mostrar a importância desse projeto para Caxias do Sul, que é um braço da comunidade, vereadora Rose, que auxilia o município. O meu tio é o vice-presidente também, então ele me colocou nessa empreitada. Como nós estamos no período de liberação de emendas, eu aproveitei. Que bom que nós temos um aceno de cerca de R$1,5 milhões dos nossos deputados e um senador, para também a ampliação das obras do Lar da Velhice São Francisco de Assis. Acho que a vereadora Marisol esteve lá, o vereador... Eu sei que o vereador Cadore e o vereador Dambrós estiveram lá, viram a importância daquela obra, do Pró-Social, um governo de abatimento de impostos do governo do estado. E agora nós estamos, então, na peleia, pleiteando recursos para a ampliação do Lar da Velhice. Então, paralelo à nossa agenda no Ministério dos Direitos Humanos, nós conseguimos, então, esticar também em alguns gabinetes de deputados e senadores a nossa agenda. Eu trago aqui esses dados porque, desde 2017, toda quinta-feira a pastoral das pessoas em situação de rua... eles vão todas as quintas-feiras, faça chuva, faça sol, feriado, eles vão à rua entregar uma sopa, um pão, um suco para as pessoas. Desde 2017 até o presente momento, 30.557 sopas foram servidas. Nós temos o Médicos no Mundo, que é uma ação que veio de Curitiba, e a cidade referência no Rio Grande do Sul é Caxias do Sul, é uma cidade piloto. Em 2021, 2022 e 2023, 987 pessoas foram atendidas, presidente. E é bom ressaltar que entre as pessoas em situação de rua, aqui na cidade, está um surto de tuberculose, aqui na nossa cidade. E esses Médicos do Mundo, que é um grupo de voluntários, eles têm atendido e se focado muito nisso. A Hospedagem Solidária, nos meses de inverno, de 2018 a 2023, 20.916 jantares e cafés da manhã, uma média de pessoas acolhidas de 62 pessoas acolhidas pela Hospedagem Solidária. Só que nesse projeto eles são que nem nômades, eles são que nem moradores de rua, porque cada vez eles têm que ficar disputando um espaço em um salão de igreja, em outro lugar. E tem um preconceito da própria comunidade. Então o objetivo é transformar esse projeto permanente e com o apoio do governo federal. E aqui eu quero agradecer a deputada federal Denise Pessôa em especial. Ela não pôde participar da reunião porque ela estava indo no ministério, a nossa agenda era programada para as 3 horas e transferiram para 6h30 e nós fomos atendido às 8 horas e saímos de lá do ministério quase 10 horas da noite. Então eu quero agradecer à deputada por ter feito essa agenda porque ela ficou paralela a uma reunião da bancada gaúcha, mas eu trago boas notícias para Caxias do Sul. Tem dois projetos do governo federal: um que é o Inverno Acolhedor, e o outro que é o Moradia Primeiro. O Inverno Acolhedor ele é um projeto piloto do governo anterior, agora o governo federal, paras as grandes cidades. Mas como eu sou amigo do diretor Nacional das Pessoas em Situação de Rua e eu tenho cobrado dele... eu disse: Inclui as grandes cidades também. Como Caxias do Sul tem cerca de 500 mil habitantes conseguimos colocar Caxias do Sul, presidente, nesse projeto a ser estabelecido a partir do ano que vem com recursos federais. E também tem o Projeto Moradia Primeiro, só para concluir, presidente que ele é um projeto tipo um albergue, mas as pessoas são aquelas que têm que ter todo um critério já na rede proteção social e que queira entrar para o mercado de trabalho e sair das pessoas em situação de rua e nós precisamos da ajuda do governo municipal. E eu fico feliz porque nós fomos parabenizados lá em Brasília porque Caxias do Sul tem o Conselho Intersetorial. Nós temos a questão do Pop Rua, dos CRASs muito bem elaborado, que nem as grandes cidades têm isso, as capitais, Caxias do Sul têm. Então quem sabe nós seremos contemplados nesse segundo projeto também. No momento oportuno eu trago mais detalhes da viagem, mas quero agradecer a deputada Denise e a Secretaria Nacional das Pessoas em Situação de Rua. Obrigado, presidente.
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VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhor presidente, primeiro parabenizar as falas de hoje, vereador Bressan, vereador Rafael, o senhor, senhor presidente. A Câmara de Vereadores é quem vai. Quando um vereador vai a Brasília é a Câmara de Vereadores que está sendo representada pelo vereador. E todos que estão indo para Brasília estão buscando as suas verbas, estão buscando as suas emendas, estão buscando melhorar a situação do município, enfim, isso é importante. E o senhor tem dado, como presidente, essa possibilidade. Alguém pode dizer: Nossa, quantas viagens para Brasília, quantas diárias, quantas não sei o quê. Mas isso é importante, independentemente de qual vereador for. Eu quero falar sobre saúde, sobre a CPI da Saúde. Ontem eu acabei tendo uma reunião no meu gabinete no momento da sessão e acabei não voltando, mas eu costumo assistir a sessão, quando não acompanho aqui, que eu costumo assistir no Youtube toda a sessão que não acompanhei ou que estive em alguma agenda, e acompanhei a fala da vereadora Estela Balardin, relatora da CPI. Eu quero falar um pouquinho sobre a CPI porque esses dias eu não quis entrar aqui numa polêmica sobre uma questão única, mas eu quero falar aqui... A CPI ela é muito importante, vereador Cadore, ela é importante. Talvez a nossa estrutura da Câmara, nesse momento, a questão estrutural, não estivéssemos preparados para ter uma CPI que há tempo não acontecia aqui nesta Casa, há tempo. Eu me lembro da questão dos hidrômetros. Então há muito tempo não se tinha uma CPI. Então até ajustar tudo, um Plano de Trabalho que está sendo ajustado no meio da CPI, teve confusão no início, a gente discutiu. Não foi fácil abrir essa CPI, mas ela está andando, ela está andando. Nós estamos fazendo os requerimentos, eu inclusive fiz alguns requerimentos. Estudo os requerimentos porque a vereadora Estela até disse ontem, ela falou a respeito dos componentes da CPI, de que se todos eles... estudam ou leem os requerimentos. Eu tenho a mania de às 7 horas da manhã estar em algum boteco, em algum lugar com o meu notebook tomando o meu café e estudando tudo que o que a gente faz aqui, os projetos, os requerimentos e tudo aquilo que eu atuo. Eu faço isso por 1 hora. Tomo o meu café e estudo. Então todos os requerimentos que vieram para esta Casa, na CPI da Saúde, eu li, estudei e concordo com a vereadora Rose Frigeri, porque a CPI da Saúde não é só os requerimentos. Nós temos o poder de fazer as nossas investigações por fora. Conversar com as pessoas, conversar com os servidores, conversar com os gerentes de UBSs, conversar com diretores dos hospitais, para ouvir o outro lado. Não precisa ser somente os requerimentos que a gente faz e chegam aqui. E ontem, aqui também, entrevistado aqui no programa De Frente com a Lei, eu falei da CPI da Saúde, falei que, se existe algum problema na CPI, as discussões são normais, políticas, enfim, são políticas, porque a gente está em uma Casa política. As pessoas têm direito de votar contra ou a favor de um requerimento, e é justo, legítimo que se faça uma discussão sobre isso também, sem problema nenhum. Mas eu elogiei, vereador Scalco, os dez vereadores. Se há algum problema, às vezes, na condução da CPI, é uma questão estrutural que nós estamos aprendendo. Mas eu disse nessa entrevista que os dez vereadores estão muito preparados, muito preparados, cada um com o seu estilo, cada um com a sua consciência, cada um com a sua maneira de atuar para fazer um bom trabalho nessa CPI que está em andamento. Foi isso que eu disse. Eu tenho certeza que todos nós que estamos lá estamos preparados dentro do estilo de cada um. Alguns fazem mais perguntas, alguns fazem menos, alguns discutem mais. Enfim, a gente tem ajustado, e essa CPI é importante. A vereadora Estela também falou ontem, importante, veadora Estela, quero dizer para a senhora o seguinte, eu acredito piamente no seu trabalho. Eu sei que o seu relatório vai ser um relatório muito bem feito. Mas nós também vamos analisar o seu relatório. Se tiver alguma falha, alguma coisa, nós vamos fazer isso democraticamente, apontando as falhas. Mas eu acredito no seu trabalho, acredito piamente no seu trabalho, conheço a sua história, a sua trajetória, sei do seu estilo e estou na CPI tranquilo com o seu trabalho como relatora. Quero lhe dizer isso. E quero dizer também que a senhora trouxe aqui algumas UBSs que têm problemas, como a do Belo Horizonte, Centenário, Bela Vista, Cruzeiro, Desvio Rizzo, Fátima Baixo. Eu assisti também pelo Youtube ao seu pronunciamento, de madrugada fiz isso. Eu acrescentaria outras UBSs: UBS do Tijuca; UBS do Rio Branco, que está esgotada, mas já não tem possibilidade de fazer ou comprar um outro local ou colocar a UBS do Rio Branco em outro local. Já foi dito isso para mim. Mesmo a UBS do Cinquentenário, que tem o horário estendido, tem problemas, tem problemas. Então nós temos essa situação também em outras UBSs, e a gente precisa fazer o apontamento. Então trazer também isso na questão da saúde. Porque nós tivemos recentemente, vereador Bortola, uma denúncia da imprensa de Porto Alegre a respeito do Samu estadual, que está em andamento essa denúncia, que está na polícia civil, está no Ministério Público. Onde médicos faziam escalas fakes, escalas fakes. Incluíam laranjas nas suas escalas. Então, essa foi uma investigação da imprensa; não foi uma CPI. A imprensa trouxe essa investigação, a imprensa denunciou isso, e isso está sendo investigado pela polícia civil e pelo Ministério Público. Por isso que eu digo que qualquer investigação, qualquer apontamento que a gente achar, a gente pode achar problemas, mas a gente quer ajudar. E essa CPI, mesmo com as discussões às vezes, ela está ajudando a saúde, ela vai ajudar a saúde. Nós vamos sair melhores na saúde. O prefeito Adiló está se empenhando muito para fazer as coisas melhores, mas sem orçamento. Ou o próximo prefeito, ou na discussão das eleições do ano que vem se fale muito sobre saúde e alternativas para melhorar também. Isso é importante. Então eu quero deixar bem claro isso, eu não vou estar em discussão de voto, eu tenho meu estilo de trabalho dentro da CPI, represento um partido e estou ali. É o meu estilo, e vou respeitar o estilo de trabalho de cada um que está na CPI. Para encerrar, vereador-presidente Cadore, essa questão de verbas federais, estaduais e municipais em relação às tragédias, eu quero fazer um comentário que eu já fiz. Eu quero elogiar o governador Eduardo Leite. Porque é uma tragédia, gente, não é uma coisa planejada, ninguém planejou que os rios subissem e fossem destruir as cidades. O governador Eduardo Leite, no primeiro momento, botou o colete da Defesa Civil e já estava em todas as cidades; e o governo federal, no primeiro momento, já mandou que viessem os ministros aqui. O trabalho dos ministros, e estavam aqui. E o presidente Lula estava indo para a Índia, estava indo para a índia. Mandou aqui os ministros, mandou aqui seu vice-presidente depois que, não concordo, não veio aqui dar tchauzinho, não. Ele veio numa questão institucional. Agora, o governador Eduardo Leite fez o seu trabalho, sim, desde o início. Colocou o colete da Defesa Civil, acionou seu secretariado, foi para os locais. Mas ele não pode fazer milagre em uma semana. Mas ele trabalhou, sim, trabalhou e muito, e junto, e de forma decente, de forma ética com o governo federal.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador Alberto.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): De forma ética. Como é o estilo do governador Eduardo Leite. É o estilo dele. E é essa política que a gente precisa, é essa política que a gente precisa. O trabalho conjunto que ele fez com o governo federal, e o governo federal fez aqui, mandando seus ministros imediatamente para cá, se alojarem nessas cidades para poderem ajudar.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Não sei quem pediu aparte. Vereadora Marisol, por favor.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Só quero fazer referência. Eu acho que o senhor já disse tudo em relação a essa questão do governador. Não é uma novidade para ninguém o quanto eu acho que ele é um excelente líder, e tive a oportunidade de dizer isso a ele, inclusive, sobre a postura que ele tem em um momento tão difícil. Mais um, né? Nós estamos vivendo momentos muito difíceis, o Rio Grande do Sul, de seca à enchente, e a problemas gravíssimos como tem se enfrentado. Mas ele, e todo o governo sob liderança dele, trazer o gabinete do vice-governador para aquele lugar, para que permanecesse ali. Eu acho que todas essas atitudes, né? E acho que a gente precisa reforçar aqui, e aí também reforço as palavras da vereadora Tatiane, que esse tipo de questões a gente não deveria nem trazer a esta Casa, como estar ou não em um show. Eu não sei se os colegas vereadores receberam, eu recebi, no dia da tragédia, uma foto de um colega nosso, vereador, tomando vinho. E aí as pessoas dizendo: “Olha aí, está tomando vinho nesse dia.” Qual é o problema de ele tomar um vinho nesse dia? Então é uma falta de referência que a gente não pode repetir aqui, a gente não tem que trazer esse tipo de assunto, na minha modesta opinião, porque não tem sentido, a gente não contribui para isso. Porque a gente precisa, sim, reforçar que é um trabalho árduo, dificílimo e que vem sendo feito da melhor maneira possível, no meu entendimento.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Parabéns, vereadora Marisol. Eu também não entro nessas discussões, assunto pequeno, assunto que não tem um cabimento, raso. E a gente não resolve nada se o governador foi para lá ou para cá. Mas eu tenho certeza, eu acompanhei, ele trabalhou desde o início. Desde o início ele trabalhou muito com os seus secretários, com o vice-governador, que é do MDB, com o governo federal para que... E vai continuar trabalhando.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço Declaração de Líder do PL.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Esse trabalho é um trabalho conjunto e que vai continuar acontecendo. E nós vamos poder cobrar, vereador Fantinel, fazer a cobrança se as coisas não andarem como tem que andar. Se liberou recurso, é isso que o vereador Rafael falou, em cima também dos prefeitos, das lideranças, e investigar, porque já tem gente desviando dinheiro, já tem gente desviando cesta básica. Tem um monte de coisas acontecendo nesses municípios. Obrigado, presidente, pela tolerância.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu quero dar bom dia aqui aos colegas. Vai ser um... Vou falar de uma questão bem importante, mas bem tranquila também. Embora, antes de entrar no tema, eu quero colocar aqui, vereador Rafael, ontem teve a reunião do Comitê Pop Rua, e uma das coisas que nós estamos fazendo nesse comitê, que eu faço parte pela Casa, e a vereadora Estela é a suplente, mas também participa, é a importância de criar uma política pública municipal para as pessoas em situação de rua. Esse projeto, tanto da Tere como outros que tem aqui na nossa cidade são fundamentais e importantes. Mas nós precisamos também reforçar que existe uma política pública, que exista uma política pública nesse sentido. E esse é o debate. Nós temos até o final do ano para entregar essa proposta, e o comitê está se empenhando para isso. Então é bem importante essa ida a Brasília, com toda essa discussão que foi feita aqui. E isso vem ao encontro do que nós estamos debatendo aqui, mas enquanto política pública, porque é o município que precisa atender essas pessoas. Enquanto nós tivermos iniciativas privadas, particulares, de um ou de outra cidadã, apenas isso, nós não vamos resolver o problema da cidade, dessa população. Então, essas propostas vêm somar, mas não substituir uma política pública municipal. O tema que eu queria falar aqui, hoje, é a respeito de uma homenagem aos 35 anos da nossa Constituição Federal. Hoje, no dia 05 de outubro de 88, foi promulgada a Constituição Federal, que tem o nome de Constituição Cidadã. Eu lembro bem daqueles debates, porque envolveu... Foi a sexta Constituição da curta vida da nossa República, né? Uma República com um pouco mais de 100 anos ter seis constituições é relevante. Nós precisamos ter constituições mais afirmadas. A nossa Constituição Federal tem 35 anos, é a segunda Constituição. A mais longa foi a primeira, de 1891. Mas é um marco importante, que ela é considerada a Constituição Cidadã porque, naquele momento, envolveu a participação da população, com mais de 12 milhões de assinaturas, emendas. Como se debateu. Quem tem um pouquinho mais de décadas vai lembrar que em Caxias, em todas as cidades o quanto se debatia a proposta para a Constituição. No dia da promulgação, o então deputado federal Ulisses Guimarães disse uma frase muito importante, que era assim: “A Constituição pretende ser a voz, a letra, a vontade política da sociedade rumo à mudança. Que a promulgação seja nosso grito. Mudar para vencer. Muda, Brasil.” Lembrando que essa Constituição foi promulgada no fim daquele período que a gente estava vivendo, de uma ditadura. Que as duas constituições anteriores tinham sido impostas, outorgadas, e não debatidas. Eu trago esse tema aqui porque eu queria... Ontem foi discutido a questão das emendas aqui na Câmara, e eu queria resgatar um pouco essa história do debate, do envolvimento da comunidade, do envolvimento das pessoas na elaboração da lei, e trazer dois artigos. Um da própria Constituição, que é o 29, no inciso 12, que fala que na elaboração das leis é importante a cooperação das associações, de tudo que é representativo no planejamento municipal. E o artigo 44, do Estatuto da Cidade, que é 2021, ele diz assim: “A gestão orçamentária participativa é condição obrigatória para que a Câmara Municipal aprove o plano plurianual, a lei de diretrizes orçamentárias e a lei orçamentária anual.” O Estatuto da Cidade ainda especifica que a gestão orçamentária participativa deve incluir a realização de debates, audiências e consultas públicas. Por que isso é importante? Nós vivemos, há uma semana, a discussão da LDO aqui sem um mínimo de debate sequer nesta Casa Imagina na sociedade, na população, na cidade de Caxias? Então isso é um descumprimento do Estatuto da Cidade. Por outro lado, eu quero trazer aqui novamente uma discussão que se fez, ano passado eu lembro de ter sido feito esse debate quando se falou das emendas impositivas, o quanto é importante o resgate, pelo município, do orçamento participativo ou do orçamento comunitário. O presidente José Dambrós sempre comenta a sua participação no orçamento comunitário e o quanto isso é importante para envolver a população no debate das prioridades daquela região, daquele setor, daquele bairro. O quanto aquela população tem capacidade, tem condições de fazer esse debate. E ela precisa dizer qual a prioridade para a sua região ou a qual a sua demanda mais importante. No orçamento participativo, e mesmo no comunitário, foram milhares de pessoas da cidade envolvidas. Grandes debates feitos. A gente sabe, não tem verba para tudo. Acabamos de fazer um debate aqui sobre governo federal, estadual. As enchentes não aconteceram só no Rio Grande do Sul. Está acontecendo no Brasil inteiro. Então nós sabemos que não tem verba para tudo. Qual é a prioridade para investir? Aquela comunidade é que deve dizer. Ela vai participar, ela vai entender como se dá um orçamento municipal. Aquele resgate do pertencimento: “Eu sou pertencente a esta cidade, eu faço parte, eu entendi que não pode ter uma UBS porque a prioridade é a creche, eu entendi que a prioridade é o parque infantil e não o asfalto daquela rua.” Então isso faz com que a comunidade, pode até não ser atendida em todas as suas necessidades, mas ela vai entender porque isso é o importante. Muito mais do que ter uma emenda de um vereador, de uma vereadora, que vai lá dizer “olha, eu estou querendo isso, eu estou querendo aquilo”, a participação das pessoas é fundamental na nossa cidade. O que é diferente, né? Não esse o debate, mas é importante, antes que alguém comente, é diferente do que uma emenda em nível estadual e federal quando o deputado não está aqui fazendo esse debate, conseguindo fazer esse debate. Então eu acho que a Prefeitura Municipal está indo às comunidades ouvir, receber as demandas, que isso, depois de três anos, já deve saber quais são as principais, mas eu acho que está na hora de botar em prática este debate. O quanto do orçamento a comunidade pode decidir a prioridade. Eu acho que esse é o dia propício, 35 anos de uma Constituição, a única do Brasil em toda a história da república que teve tanto debate assim, a gente desejar uma vida longa para a Constituição, em que pese várias emendas já terem sido feitas neste momento, de lá para cá, nesses 35 anos. Algumas boas, outras nem tanto. Mas o quanto é importante resgatar a participação da população no debate do Legislativo, seja em nível federal, estadual ou, no nosso caso aqui, no nosso município. Muito obrigada pelo espaço.
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VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Senhor presidente, queridos colegas, população que nos acompanha. Muitas vezes, a gente permanece em silêncio e escuta, porque escutando se aprende. Mas, muitas vezes, não é possível permanecer em silêncio, e não devemos nunca nos acovardar de trazer aqui a luz para aqueles que muitas vezes não a enxergam. E o que eu quero trazer aqui é algo que nós, quando digo nós, eu e os demais que são liberais, sempre defendem a questão do trabalho privado, a questão das PPPs no mundo público de hoje, a questão... E aqui agradeço à vereadora Marisol pela parceria das concessões que nós trouxemos. Sei da luta do vereador, hoje secretário da Daneluz, vereador Valim, vereador Xuxa, que quantos anos lutaram, batalharam e pediram para que fosse construído um posto de saúde, porque estava caindo em Ana Rech. Mas foi o projeto das concessões, com a parceria da Marisol, que o posto está quase pronto. O que é isso? Parceria público-privada, concessão para os privados ajudarem o público, porque o privado não funciona mais. Eu não sei mais... O público não funciona mais. Eu não sei mais qual a explicação dar para o povo, porque o povo não entende. E não tem como entender pagar uma fortuna de imposto para sustentar uma máquina inchada que não produz nada, com todo o respeito da palavra. E quando produz, muitas vezes, uma coisa que poderia produzir em 30 dias, demora um ano e meio. Nós temos um exemplo, senhoras e senhores, dessas tristes tragédias que aconteceram, das enchentes, onde uma cidadezinha tão pequenininha como Nova Roma, os empresários se uniram e disseram: Não, nós vamos construir a ponte em dois meses. Levantavam o dinheiro e construíam a ponte. Mas daí não pode, não pode, tem que ser o estado que constrói a ponte, tem que ser o estado. E aí aqui, por incrível que pareça, nobres pares, eu sou obrigado a dizer o que é a verdade e é por isso que muitas vezes sou criticado. A culpa não é do governador, a culpa não é dos prefeitos, isso é mentira, não é culpa deles. Por quê? Porque eles têm que respeitar o sistema e o sistema é fazer a dita cuja da licitação, tem que ter a liberação do Meio Ambiente, tem que ter a liberação de não sei quem, tem que ter a participação daquele outro, tem que ter autorização da procuradoria, tem que ter isso, tem que ter aquilo, e enquanto isso o povo fica a ver navios. É aí que eu tento dizer, muita gente bate, bate, bate na tecla: Não, porque o público... o público não funciona mais. O público não funciona mais e a gente vê que não funciona. Ora, não estávamos aqui falando essa semana a respeito da iluminação? Que para comprar seis lâmpadas tem que fazer 200 licitação, meu Deus do céu? Tem que passar por todas as secretarias, tem que passar por um monte de... Bem, enquanto isso, pô... Aí é onde eu entendo que muitos professores e muitos enfermeiros fazem um sacrifício tremendo, tiram o dinheiro do bolso, vão lá compram as lâmpadas e trocam para não ficar no escuro, porque se depender do dinheiro público, que as pessoas pagam para essa finalidade aqui, eles vão ficar no escuro um ano, dois, esperando as dita cujas das lâmpadas. Sem falar, vereador Velocino, sem falar e sem medo de falar, na questão de “ah eu estou magoado porque agora contrataram não sei quem, não sei que lá. Então não vou trabalhar”. Ou senão vou trabalhar, mas se antes eu fazia dez agora eu faço três. Então gente, eu só quero dizer aqui que se esses 700 milhões de reais, que o governo federal mandou para cá – ótimo, não fez mais do que a obrigação, mas o importante o que fez - para resolver esse problema...
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Um aparte, vereador.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Tivesse caído na mão de administradores privados até o final do ano, vereadora Marisol, todas as pontes estavam prontas. Todos os problemas pelo qual o dinheiro veio para resolver estariam prontos, mas por causa do engessamento do sistema, do inchaço da máquina e o custo dela e da má vontade de muitas pessoas, que graças a Deus não são todas, mas tem bastante, o povo fica a ver navios. E se dentro desta Casa ou em qualquer Casa Legislativa do Rio Grande do Sul, os nobres pares estão realmente preocupados com o povo e não com si mesmo ou com seu partido, não vão dizer que o que eu estou dizendo é mentira, porque aqui dentro, independente de partido, eu duvido o colega que já não está lutando há muito, muito tempo para conseguir alguma coisa para a sua comunidade. E muitas vezes aqui não é defender esse, aquele ou aquele outro. muitas vezes não é culpa do prefeito, do secretário... Não, é o sistema. Enquanto esse sistema, que estamos usando no nosso país, não mudar vai só piorar, só vai piorar. Eu vejo uma saída para a nossa cidade, que tem inúmeros problemas, mas que está no caminho. Eu acredito que a questão ali da aprovação das PPPs, da aprovação das concessões, além peço encarecidamente ao nosso querido prefeito Adiló que nos envie para esta Casa aqui o projeto das concessões porque ainda não veio, ainda não veio. Não adianta nós trazer o projeto, resolver, aprovar aqui dentro, mas tem que vir o regramento, porque se o regramento já tivesse sido votado nós agora já teríamos praças e parques sendo renovados pela iniciativa privada. Vários locais que estão hoje abandonados estariam sendo resolvidos já pela iniciativa privada, e o povo teria uma qualidade de vida maior. Então aqui não é puxar o saco desse ou daquele, falar bem desse ou daquele. Nós temos que buscar soluções. Se a solução não é aquela que o nosso partido prega, se tu é homem público, troca de partido, porque tu está no partido errado. O partido da gente é o povo, e é ele que nós temos que respeitar. Seu aparte, vereador Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Vereador Fantinel, nós precisamos fazer o dever de casa. Nós temos que buscar soluções. Para isso, nós temos que otimizar o uso do dinheiro público. Ou seja, gastar de forma correta. Nós temos que desburocratizar processos, porque às vezes tem muitos processos que têm que ser revistos. Talvez os modelos que são adotados hoje, talvez com a evolução da tecnologia, dos procedimentos, a gente tenha que reavaliá-los, para poder soltar o sistema público e fazer que rode essa máquina, né? Eu também... Outra coisa, a gente tem que gastar o dinheiro público de forma correta. Me causa muita preocupação quando a gente tenta e insiste muito em botar dinheiro público em empresa falimentar. Isso é outro problema que tem que ser bem discutido. A gente vai desperdiçando dinheiro público. O dinheiro público é escasso. Para quem paga é muito caro. Então nós temos que fazer o dever de casa, temos que rever processos, temos que aplicar em tecnologia, inovação e rever o que está sendo feito, para melhorar a vida do cidadão. O que interessa é lá na ponta. Não interessa ter uma máquina gigante aqui. Nós temos que dar resultado lá para o cidadão. Então por isso que a gente tem que rever processos, rever o que a gente faz e fazer o dever de casa. Obrigado.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Scalco. Só para concluir, senhor presidente. Eu deixo aqui, então, a minha forma de indignação ao ver que, como foi dito aqui, hoje de manhã também, que, se a gente atrasar um dia os impostos, o problema fica complicado. Bem complicado.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Declaração de Líder do Republicanos.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Agora, quando a gente precisa de uma mínima coisa por parte da máquina pública, a gente tem que ter muita paciência ou muitas vezes esquecer que ela vai vir. Acredito, sim, e deixo aqui claramente que é a única saída hoje do sistema são as parcerias público-privadas e as concessões. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Bom dia mais uma vez a todos aqueles que nos acompanham pela TV Câmara, pelas nossas redes sociais. É importante a discussão desse tema, por isso fiz o pedido da Declaração de Líder, para que a gente desse continuidade a essa discussão, até para que outros pares que quisessem também participar pudessem também opinar. O que nós precisamos entender, neste meio difícil da situação jurídica do setor público, é a gente poder fazer uma compilação, vereador Scalco. Em primeiro ponto, compilar as leis, de tantas leis que nós temos, viabilizando e atualizando as mesmas. Porque se imagina... Hoje nós temos aqui, vamos dar o exemplo de Caxias, nove mil leis, vereador Felipe. Mas, se dessas nove mil leis que já estão estabelecidas, já tivessem a funcionalidade, muitas coisas com certeza já estariam avançando no nosso município. E quando nós falamos de obras públicas, de reformas de escolas, de reformas de UBSs ou até mesmo de construção das mesmas, nós precisamos compreender, vereador Fantinel, a dificuldade burocrática para a execução de uma obra.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Um aparte, senhor vereador.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Vamos dar o exemplo da ponte, ali em São Marcos, Caxias e São Marcos, que precisa ser reformada. Primeiro, precisamos ter o projeto arquitetônico da mesma. Segundo, temos que ter todas as licenças ambientais para poder dar continuidade ao projeto. Depois disso, ser feita a licitação. Se tudo ocorrer bem nessa licitação, se nenhuma empresa que estiver concorrendo para também disputar esse serviço possa emperrar o processo na discussão, de que venha apontar de uma empresa a outra alguma falta de alguma documentação ou coisa parecida... Então você veja que as coisas, infelizmente, se tornam burocráticas por um sentido de conjunto de situações que realmente impede com que muitas coisas sejam feitas. Aí a população, precisamos aqui salientar e pontuar que tem toda legitimidade, tem sim o apontamento de apontar tanto a Câmara de Vereadores ou até mesmo as Assembleias Legislativas, ou até mesmo a própria Câmara Federal em circunstâncias como essa de que, às vezes, pedem assim: “Mas por que o vereador não cobra ou por que o deputado não cobra?”. Justamente porque foge da alçada do Poder Legislativo situações como essa, que dependem muito mais do que a organização e o amparo jurídico pelo poder executivo possa ser feito de fato a execução adequada. Eu não sei quem pediu aparte?
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu passo os trabalhos ao segundo vice.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Pois não, então, senhor presidente Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Agora sim eu peço um aparte então.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Com a palavra.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Olha, como o senhor seguiu no mesmo tema, eu queria, mas não deu tempo de ter solicitado um aparte ao nobre colega Fantinel. Não pode generalizar que servidores não fazem nada. Até... Nós precisamos lembrar, a pandemia, principalmente, os servidores na praça trabalhando, salvando vidas. Nós precisamos respeitar o trabalho... O trabalho dos professores. Enquanto nós estamos aqui, tem 11 equipes da Secretaria de Obras abrindo valas.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB):  Um aparte, vereador Fiuza?
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Os servidores da Codeca estão fazendo, lá no Cerro da Glória, onde o privado não teve competência para fazer nos mesmos valores. Então assim me perdoe. Não podemos generalizar, que servidores não fazem nada. Eu tenho muito respeito pelos servidores, muito respeito, que eles fazem a cidade andar. Se não fosse os servidores, a cidade não andava, e, independente de partido, independente de qualquer ideologia, precisamos respeitar o trabalho dos servidores. Obrigado.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador-presidente Dambrós. E é importante também ressaltar que essa lei das licitações também, veador Bressan, emperram muitas vezes esse trabalho, o desenvolvimento desses trabalhos de reforma e ampliações, de projetos e construções porque sempre ela dá então ali a origem de que o valor seja mais baixo. Mas, às vezes, ou na maioria das vezes, o valor mais baixo não significa dizer que é a melhor obra, que é a melhor empresa. Seu aparte.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB):  Obrigado, vereador Fuiza. Bem certo esse exemplo. Acho que o valor mais baixo é o pior serviço. É o pior serviço, vereador Alberto Meneguzzi, porque eles abandonam. Eles abandonam. Eles vão lá para ganhar por 1 milhão, sabem que vai custar três e depois pede para aditivar a obra lá. Foi o que aconteceu com a Atiliano Pinguelo que está lá. Agora foi novamente assinado um outro contrato para ver se se terminam. E aí a gente foi a Florianópolis buscar uma inovação que em 37 dias... A gente trouxe aqui as fotos, os vídeos. Uma escola foi construída para 1.200 alunos, que aonde só na região do Explanada, nós temos 1.400 vagas faltando, 1.400 vagas naquela região, que temos que tirar os alunos de lá e colocar para outras regiões. E aí em 37 dias nós poderíamos resolver, porque nós economizaríamos no transporte que é pago e é uma fortuna. Mas o que acontece? A cada dia que eu estou tentando de alguma forma, que pelo menos quatro ou cinco salas sejam colocadas em cada escola. Poderia, porque é modular, é muito fácil. Isso já foi comprovado não sou eu que estou dizendo. Isso aí a gente trouxe, todo mundo conhece, e aí não acontece por causa dessas burocracias. Obrigado, vereador.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Bressan. Parabéns. É bom sempre ressaltar que, para que isso seja feito, é preciso, daqui a pouco, que o município tenha, por uma situação jurídica, uma adequação de repente a um consórcio. Para que, daqui a pouco, possa ser feito esse trabalho, essa construção nesses módulos. Para que depois, amanhã, o Tribunal de Contas, que a gente sabe, sempre tem um apontamento nesses quesitos com as prefeituras. Seu aparte, vereador Velocino.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Vereador Fiuza, eu já falei aqui por várias vezes que, enquanto não mudar o critério de licitações... Eu fiquei feliz que eu vi que estão discutindo lá em cima, no Senado, os critérios. Olha o que que aconteceu lá com a ponte que vai para Santa Lúcia. Por quê? Porque não tem critério nenhum. É o menor preço. Não olha... A licitação tem que ter um quesito que diga a estrutura da empresa que ganhar se tem capacidade de executar determinada obra. Senão não adianta. Senão qualquer um vai ali, pega, coloca o menor preço, desabilita aquele que tem uma qualidade melhor, que é o caso da Codeca, e fica se esperando as obras. Eu sou a favor que tem que estar junto. O público tem que ser fiscalizador de determinada obra, no meu entendimento. Tem que estar envolvido junto, tem que ter o domínio. Mas que talvez tenha essa parceria. Então, infelizmente, enquanto não mudar, que qualquer um pode adentrar nas obras, independente de qualidade, não vai mudar. A população paga caro o dinheiro público com isso. Porque está ali, oh. Três licitações lá embaixo, da ponte agora, e não apareceu ninguém. E aí como é que fica? O dinheiro público se vai para o ralo. Já foi pago. Já está caindo parte da estrada ali de Sebastopol até lá, por uma obra de má qualidade. Que talvez ao poder público faltou fiscalizar ali a pessoa responsável, vereador Bressan. Porque a base não foi feita de acordo com o contrato. Então tem que estar junto. Público-privado junto funciona, mas que o público não perca a rédia das obras. É esse o meu... Enfim, com o que eu concordo.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Velocino. Peço escusas, vereador, por não ter cedido aparte, não ter escutado ali que o senhor tinha me pedido. Mas só concluindo, senhor presidente. É importante essa discussão, até porque a nossa sociedade precisa saber da importância a participação das discussões que esta Casa Legislativa tem feito e também entender que, às vezes, se sobrepõem muitas situações, porque não compete a nós para tais demandas, principalmente no quesito dessas execuções e reformas de obras. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
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VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vereador Dambrós, eu vou continuar nesse assunto da burocracia, até porque a sugestão que o partido, eu sou PSB, deu para o prefeito Adiló em relação à UBS do Rio Branco foi justamente uma PPP. A exemplo do que foi feito em Ana Rechh. Se funcionou, se funciona, se é ágil, vamos sugerir.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Esse modelo foi muito interessante em Ana Rech. Aquela UBS eu acompanhei na legislatura passada. Não tinha condição nem de entrar uma maca lá. Eu acompanhei isso de perto. Então funcionou? Bom, vamos sugerir para outra, então, para a UBS do Rio Branco, que está esgotada, e vamos pelo mesmo sistema, vamos pelo menos sistema. Não tem problema nenhum. Isso o nosso partido defende também. E a gente defende a investigação, inclusive. Ficar ali, de olho, se está funcionando ou se não está funcionando isso aí. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Meneguzzi. Eu só gostaria de deixar aqui esclarecido, nobre vereador e presidente Dambrós, que a sua fala não condiz com a minha. Gostaria que o público que lhe escutou que escute o vídeo que eu falei, porque eu não generalizei em momento nenhum. Eu disse que o sistema não funciona mais, e não que o funcionalismo não trabalha. Inclusive, eu elogiei professores e enfermeiros que puxam dinheiro do próprio bolso para comprar as lâmpada e botar nos postos de saúde e nas escolas. Porque o sistema não funciona. Foi isso que eu quis dizer. A burocracia não deixa as coisas acontecerem. E como o vereador Meneguzzi está dizendo, as concessões privadas dos prédios públicos, a prova está no posto de saúde de Ana Rech. Obrigado, senhor.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vereador Fantinel, eu só, continuando nesse tema, que bom ouvir aqui nesta Casa que o menor preço, vereador Rafael, nem sempre é o que vai ser melhor. E eu trago isso para a saúde. Eu trago isso para a saúde, porque, na CPI da Saúde, a gente tem discutido muito isso, se o privado é melhor do que o público. Então que bom que eu ouço aqui, vereadora Rose, de que o menor preço em licitação não é a melhor coisa. Vale para tudo, inclusive para a saúde, e a gente tem visto o que está acontecendo na UPA Central. A gente está vendo o que aconteceu na UPA Zona Norte com o IGH. Antes tinha os servidores públicos, tinha problema? Sim, tinha problema, aconteciam problemas também. Mas a gente tem que questionar e tem que investigar isso, porque nesse caso da saúde, que eu sou completamente contra a terceirização de saúde, não está funcionando. Eu vou pegar outros exemplos menores, eu vou pegar aqui terceirizadas das servidoras que atendem ali na Prefeitura, quem recebe as pessoas, as terceirizadas. Essas entram em licitação, quebram, não pagam seus servidores; entra uma segunda, quebra, não pagam seus servidores, isso é terceirização... e um salário baixo, com condições assim... E elas atendem bem, são empresas terceirizadas que atendem muito bem, os servidores atendem bem, mas esse menor preço tem um custo, que às vezes vai ali na ponta no servidor que está fazendo seu trabalho. Se fosse um... não defendo que tudo seja público, mas a gente tem que apontar também que o privado nem sempre funciona, e que bom que a gente está falando aqui sobre o menor preço. Eu quero discutir isso na área da saúde. É muito bom de discutir isso na área da saúde também porque a gente tem visto o exemplo de terceirização na saúde nos últimos seis, sete anos não funcionando, com exceção do que está acontecendo na UPA Zona Norte, que é uma instituição que foi uma coisa emergencial, que foi feita no final do governo Cassina e Frizzo, mas que também vai ter edital, vai ter que ter o edital. Agora, não sei se... vai ter que ter edital, e aí nós corremos o risco de ter uma empresa como o InSaúde, como o IGH, botando o menor preço e assumindo uma UPA aqui por causa dessa burocracia, vereador Fantinel, e que vocês todos aqui, que é unânime aqui que não funciona, o sistema não funciona. E aí isso deixa o prefeito, deixa o governador, deixa o presidente, deixa o secretário às vezes empenhado, porque ele quer fazer as coisas e não consegue por causa da tal burocracia. Então é bom trazer esses assuntos à tona, é bom fazer essas cobranças, é bom a gente aprender um com o outro, discutir isso, porque eu acho que todos nós queremos uma máquina pública mais ágil, e para isso, nós precisamos também mudar as leis. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. É importante a discussão, mas também a gente precisa colocar que existe uma diferença grande entre terceirização e gestão compartilhada. E quando existe uma empresa, à qual quero aqui fazer os meus agradecimentos, e dizer que quando existe uma empresa que realmente tem um espírito humanitário, que tem uma participação com a sociedade, ela consegue entregar um serviço de excelência, que é a universidade aqui de Caxias do Sul, a qual tem a gestão da UPA Zona Norte. Essa é a prova que essa gestão compartilhada ajuda a desburocratizar o serviço público, mencionando e organizando no sentido de que, às vezes, nas relações interpessoais e a relação de uma falta de um profissional, quando esse é servidor público, ela condiciona, vereador-presidente, de que a contratação de uma forma mais ágil, mais rápida, seja garantida a esse profissional, tanto na área da pediatria, ou seja qual for a área, para colocar lá, logo, in loco, para dar resposta para a sociedade. E funciona. Mas, é claro, quando existe este comprometimento. E nós sabemos que a saúde precisa avançar, muitas coisas precisam melhorar, mas é importante que realmente nós precisamos pontuar isso. Muito obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR RICARDO ZANCHIN (NOVO): Senhor presidente, caros colegas. Eu quero só aproveitar este espaço para deixar o meu convite a todos para a realização da sessão solene hoje, a entrega do Prêmio Caxias ao senhor Diego Monteiro, presidente da Cruz Vermelha de Caxias do Sul. Uma iniciativa do nosso gabinete. Muito merecida. Será uma sessão solene muito bacana. Eu quero convidar a todos que possam se fazer presente, ainda mais neste momento tão difícil que o nosso estado está passando com enchentes, destruições. O vereador Bressan mostrou muito bem aí a situação que está, todos nós acompanhamos. Mas muitas vez a gente acompanha pela TV, pelo rádio, pelas mídias. E a Cruz Vermelha não, a Cruz Vermelha estava lá, e está sempre ao nosso lado. Então, por iniciativa do nosso gabinete, teremos hoje uma Sessão Solene da entrega do Prêmio Caxias. Ssó queria deixar registrado e reforçar o convite a todos os colegas que puderem se fazer presente hoje, às 19 horas. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Bom dia, colegas vereadores. Fiz questão de usar a tribuna hoje. Não é nada mais que a minha obrigação, como representante da minha comunidade de Galópolis. Colegas, para quem não conhece ainda, Galópolis tem o costume de, a cada dois anos, fazer a Semana de Galópolis. Hoje, oficialmente, acontece a abertura no Salão Paroquial, que eu estarei presente, com filó. Já teve na programação também, enfim, encontro de carros antigos, mas a abertura oficial é hoje. Eu vou pontuar. Está aqui, enfim, aparecendo ali a programação, porque talvez eu não consiga divulgar ela como um todo. Primeiramente, quero parabenizar os organizadores, começando pelo tema: Viver e manter viva a nossa história. Eu fui subprefeito lá e, por duas edições, a gente fez a Semana de Galópolis juntos. Eu sei que são muitas mãos envolvidas para que esse evento aconteça na nossa comunidade. Então, hoje acontece a abertura oficial com filó, várias apresentações, como está ali exposto. No final de semana, teremos a missa, a festa de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia, colegas, onde todas as capelinhas das comunidades e mais as do bairro se farão presentes ali, no evento de domingo. Pelo que eu estou sabendo, os ingressos já estão esgotados. Temos, lá na frente, vou pontuar, alguns. Temos a churrasqueira coletiva lá no dia 29, na qual todas as comunidades do entorno se envolvem, colegas. Numa das edições que eu estive lá, num domingo, envolveu na churrasqueira coletiva em torno de 1.500 pessoas. Temos uma programação extensa, estava vendo aqui, Jornada de Conscientização no dia 14/10, sábado, de doação de órgãos; temos aqui também palestra sobre o câncer de mama, que estamos vivendo o Outubro Rosa; e também com o Ivanes Tomazzoni, do câncer de próstata, no dia 28/10; temos aqui visita guiada ao Museu Território de Galópolis; temos aqui a volta do Kanto Kente, na comunidade de São João da 4° Légua, na minha comunidade, dia 07/10, no sábado; temos aqui também um evento muito importante para as nossas crianças. Que tivemos aqui, ontem de manhã, vereador Rafael, o senhor não estava. Foi um evento muito bom. No dia 12 de outubro, no campo de futebol. Ano passado foi casa cheia, estava meio úmido, não estava chovendo. A gente espera que o clima colabore. Então, no dia das crianças, na quinta-feira, a partir das 13h30, no campo de futebol, com uma programação extensa ali no campo. Então para os colegas que podem se fazer presentes. Hoje também eu sei que tem o Fala Caxias!, o professor recém convidou, mas temos praticamente todos os dias, de hoje até dia 29 na programação da Semana Galópolis que acontece de dois em dois anos. Também temos lá, enfim, a corte da rainha de Galópolis com o seu trio que não foi escolhido por causa da pandemia, mas que vem alongando seu mandato. Então quem puder se fazer presente de hoje a 29 de outubro, na Semana de Galópolis, tenho certeza de que vai ter belos espetáculos junto à praça, enfim, junto ao salão paroquial. Então não é nada mais que a minha obrigação fazer este convite para a Semana de Galópolis, novamente que tem como seu tema Viver e manter viva a nossa história. Novamente parabenizar e agradecer aquela comissão, que eu sei que é de muitas mãos, da sua forma, talvez não como gostaria, porque, vereadores, precisaria em torno de dez tendas lá para poder atender os eventos, feira do livro, e o município com dificuldade está apenas disponibilizando uma. Então fica difícil e precisamos de patrocinadores, está cada vez mais difícil, cada um dando a sua contribuição. Então hoje de noite estarei lá representando a Câmara, eu sei que ali do município também vai haver representação dando a sua contribuição para esse belo evento que é a Semana de Galópolis. De hoje, a abertura oficial, até dia 29, enfim, dentro da comunidade de Galópolis no entorno da praça, como já divulguei aqui, está ali para ver a programação como um todo. Parabéns à comissão que se envolveu e organizou mais essa edição da Semana de Galópolis.
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VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Obrigado, presidente. Cumprimentar o vereador o Uez pela Semana, que na realidade é um mês, do dia 1° ao dia 29 é mês de Galópolis, não é? Parabéns pela comunidade de Galópolis aí por toda essa extensa programação, muito importante a comunidade de Caxias. Mas, presidente, gostaria de reforçar o convite, hoje, dia 5, às 19 horas, para o Fala Caxias! na região de São Ciro, que vai englobar ali São Ciro, Século XX, Jardim das Hortências, Mariland e De Lazzer. Hoje, o encontro será no salão da Igreja Santa Clara, na Rua Senador Alberto Pasqualini, 758, no Mariland, então o Fala Caxias! da região de São Ciro. E também, presidente, gostaria de reiterar o convite que o senhor fez no início da sessão para todos os vereadores e a toda comunidade caxiense participarem para o lançamento do livro “Inspiração popular: Legislativo e Movimento Comunitário em Caxias do Sul (1963-2023)”. Então amanhã, sexta-feira, dia 6 às 17 horas, no palco da Feira do Livro de Caxias, na Praça Dante. E avisar que em seguida haverá a sessão de autógrafos. Então convidar todos os colegas vereadores e a comunidade a esses importantes eventos. Muito obrigado, presidente.
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VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, senhor presidente. Não poderia deixar de falar aqui que com as falas dos vereadores e nós tocando na questão de obras e onde eu puxei a minha preocupação com as seis pontes que ainda não vi um caminhão de concreto, um caminhão de ferro lá para poder no mínimo iniciar, eu me preocupo muito, vereador Lucas, na questão da ampliação das escolas. Eu estava até pensando bastante positivo, estava bastante feliz, quando me disponibilizei a ir até Florianópolis. Estivemos lá a ex-secretária da Educação... Estiveram junto conosco os arquitetos que trabalham na Secretaria da Educação, estiveram junto o pessoal que trabalha na Senlic, o vereador, o assessor, a imprensa. Nós fomos todos lá, e a gente viu o que podia ser feito, o que dava para ser feito e o que seria uma obra modelo para Caxias do Sul. Porque quando é para Caxias, vereador Zanchin, eu tenho certeza que os outros municípios também se espelham em Caxias, e, infelizmente, a escola que eu mais defendo nesse momento a ter a ampliação pela questão física, é a Padre Leonardo Murialdo, porque conheço o espaço, porque conheço o que vai abrir ao redor, que são vários loteamentos. E a minha preocupação agora começa a ficar maior ainda, porque, em todas as conversas que eu tive posterior à viagem a Florianópolis com a ex-secretária Sandra Negrini, eram positivas, eram de entusiasmo...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Se possível um aparte, vereador?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Era de que ia sair, que dependia de uma ata, que a gente sabe que, infelizmente, essas porcarias dessas licitações aí, que um pouco não dá para direcionar, um pouco não dá para isso, um pouco não dá para aquilo. Mas se faz bem para a comunidade, se faz bem para o poder público-privado e para as pessoas, infelizmente a gente se entristece que acaba barrando na licitação, na Cenlic, enfim, mas trabalharam dentro de uma ata pelo que eu sei. Só que me preocupa porque já estamos chegando em dezembro. Claro, é rápido, 37 dias uma escola para 1.200 alunos. Eu não quero lá na Padre Leonardo Murialdo, por enquanto uma escola para 1.200 alunos, mas pelo menos mais quatro, cinco salas de aula, que elas são modulares, já resolve um problemão de falta de vaga na nossa região do zoneamento, mas eu começo a me preocupar. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Olha, vereador Bressan, o senhor está falando, me atentei, o tema da educação é caro para nós. Pelo que eu entendi, então, não há um aceno de que vai ser ampliado o Leonardo Murialdo, e na sua preocupação da falta de posicionamento, eu quero colocar nesse bolo a Escola de Educação Infantil Belo Horizonte. Eu tenho uma informação que a ex-secretária, inclusive, disse que a escola sairia para as lideranças comunitárias, nessa perspectiva, desse modular, para ser mais rápida, e eu teria total acordo, desde que saia. Então, talvez, vereador Bressan, falei várias vezes, nós vamos no início do ano letivo do ano que vem, ter problema novamente da falta de vaga, e entre construir uma escola e ampliar, e ampliar ela modulada é a única alternativa. Então talvez é um tema para a nossa Comissão de Educação pegar esses pontos mais complicados, Serrano, Cruzeiro, Rizzo, essa região...
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Esplanada.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Esplanada... Para nós tratarmos, eu fiz um pedido de informação ainda no ano passado, as respostas foram lacônicas e não deram conta disso, porque do contrário a gente vai ter problema novamente, o município ainda quem sabe vai ter que alugar espaços, ou, eu acho que é uma outra alternativa, tem escola do estado que está sobrando sala, que é uma outra coisa que nós temos que apontar. Tem região talvez que não seja necessário ampliar o município e seja necessário usar as escolas estaduais que, desde que elas não estejam caindo. Mas muito oportuno a sua fala. Obrigado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): A princípio, vereador, no dia 17, nós vamos fazer uma reunião que é das frentes das PPPs, que é uma comissão temporária, a gente vai fazer uma reunião aqui com o secretário Matheus para nós entendermos a questão das 35 novas escolas, porque a gente já tem que começar a debater. Mas oportuno, já de imediato, eu vou pedir mais uma outra data para que nós possamos entender onde está o andamento, que a gente foi até Florianópolis trouxe – só para concluir, senhor presidente – toda essa alternativa positiva e hoje a ampliação ela é positiva porque não precisa de nova direção, tu amplia, tu já resolve uma boa parte e, infelizmente, eu não sei agora se vai dar continuidade ou se nós vamos ter uma resposta positiva. Obrigado, senhor presidente.
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VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Muito rapidamente aqui, eu quero só colocar a questão de que hoje, nós participaremos, eu, enquanto presidenta da...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Se possível um aparte, vereadora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Frente Parlamentar em defesa da universidade federal na região Nordeste da Serra, junto com o presidente José Dambrós da reunião em Nova Prata do parlamento regional, cujo ponto de pauta é a questão da universidade federal na região. Estarão presentes também vários deputados estaduais e federais. Um momento importante para o debate e para o início ou a continuidade desses trabalhos da Frente Parlamentar. Infelizmente, outros vereadores não poderão se fazer presentes, mas acho um espaço importante para a gente ocupar na defesa da nossa universidade aqui na região. Seu aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Vereadora, parabéns por essa pauta, encabeçada agora pela deputada federal Denise Pessôa. Estive presidindo há sete anos essa frente parlamentar. Agora estou de secretário da senhora, enquanto presidenta dessa frente. Mas, vereadora, eu quero aproveitar, vereador Bressan, eu não estava na sessão ontem. Sobre o que foi falado, sobre a situação da não convocação da presidente do Sindiserv, a Silvana Piroli. Eu quero dizer o seguinte. Enquanto presidente da CPI da Saúde, que nós temos essa CPI, ela já se tornou histórica por ser um tema tão abrangente da nossa cidade de Caxias do Sul, que tem causado pânico em muitos setores da cidade. Vereador Bressan, a Silvana Piroli, e eu não sou do PT, eu não estou pensando em convocar porque é do PT, PCdoB, PDT, PSOL, PL, PSDB. Independente de partido. O processo de escuta de uma CPI da Saúde ou de qualquer CPI é importante, vereadora. Por quê? Porque quanto mais gente a gente escutar, de diferentes pensamentos e diferentes setores, mais completo a gente pode ter um entendimento. Principalmente o vereador Scalco, por exemplo, que ele é um prefeitável, ele está tendo aula de saúde. É importante para, de repente, pôr no plano de governo dele. Nós, vereadores, Bressan, o senhor está aqui na Câmara hoje, estava na legislatura passada, inclusive, o senhor veio até a Câmara porque o Conselho de Saúde, junto com o Sindiserv, o item principal foi a cassação do prefeito, na época, foi a terceirização da UPA, da forma afoita que foi feita. Aí o Périco foi ser secretário da Cultura, e o senhor veio aqui para Câmara.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Só para concluir. Então olha a importância de a gente chamar um sindicato que foi protagonista na luta pelo impeachment do prefeito. Caxias do Sul, o prefeito Adiló e o próximo que vier, se não for resolvida essa situação, desde a abertura da UPA está gastando meio milhão de reais. Estou concluindo. Meio milhão de reais. Então, por isso nós temos que ouvir as pessoas. E eu fiquei assim... Eu sei, vereador, eu não estava presente no momento. Justifiquei minha ausência. A vereadora Rose, que talvez foi autora e não estava presente. Mas que nós podemos refazer esse pedido e convocar essa e demais pessoas. Obrigado.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Eu já justifico aqui, já justifiquei de segunda-feira. Hoje foi muito difícil para mim também fazer essa discussão, de estar no parlamento ou estar na CPI, que tem uma oitiva. Mas eu já coloquei mais de uma vez que a CPI vai muito além do que as oitivas. A minha responsabilidade com a CPI é enorme. Mas nós temos preparado o debate. A minha colega de bancada irá representar muito bem. Porque eu ponderei e acho muito importante também para a população caxiense e da região a luta pela universidade federal. Um apartezinho, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereadora, Obrigado pelo aparte, que eu preciso aqui restabelecer a verdade ou me explicar. Primeiro lugar que eu não estava na legislatura passada por causa da cassação do governo. Eu assumi no lugar do vereador Felipe, que teve uma licença saúde. Eu assumi no lugar do vereador Edson da Rosa, no lugar do vereador Périco e também da vereadora Gladis Frizzo. Então a gente tem que deixar claro. Aconteceu isso, mas não foi por causa... A população votou em mim e me proporcionou que eu ficasse de suplente. Então eu não concordo. Mas tudo bem. A gente aqui pode discordar. E outra situação que eu falei, vereador, quando o senhor não estava, é que a plenária da CPI é soberana. Pode reconvocar ou pode convocar, fazer requerimento de quem for. Só que é soberana. Se perdeu, aceita; se ganhou, beleza. É só isso que eu coloquei. Como o plenário aqui é soberano. Obrigado.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Obrigada, vereador.
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VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Obrigada, presidente. Muito rápido. Os colegas vereadores já estão todos superdispostos aí para fazer a nossa foto do Outubro Rosa. É bem rapidinho, que eu quero falar sobre ela, inclusive. Quero agradecer em nome da presidente da PEM, Procuradoria Especial da Mulher, da procuradora. Afinal, vereadora Tatiane, que ontem fez essa convocação para que os vereadores, assessores e servidores viessem de rosa. Tem bastante gente de rosa. Para lembrar deste mês de conscientização. Mas eu preciso aproveitar este espaço para falar sobre, já falei em algum momento, sobre este broche. Tem aqui. O broche, este, que é o laço do Outubro Rosa. Custa R$ 30, e todo o recurso é para o atendimento às pacientes que são tratadas com câncer no Hospital Geral. A gente tem aqui, a Câmara tem ajudado muito. Quero agradecer, inclusive, aos vereadores ontem, vereador Felipe Gremelmaier, vereador Scalco que também compraram os broches com o intuito de ajudar, e a todas as assessorias aí também que estão envolvidas, aos servidores... Lembrando que a gente ainda tem, ontem eu inclusive tive que buscar mais unidades, porque a gente já tinha vendido as que a gente trouxe aqui para a Câmara...
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Só um apartezinho, vereadora.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Mas que não eram muitas e pode ajudar. E quero falar de uma outra ação importante, que o prazo está encerrando, que é da Escola do Legislativo, que é o Varal Literário. A gente quer aproveitar esse momento de clima de Feira do Livro e convidamos todos os servidores, assessores e vereadores aí por e-mail, para que nos enviassem o seu livro preferido, o nome do seu livro preferido ou algum trecho, ainda melhor se for algum trecho do seu livro preferido, para que a gente possa montar um varal literário aqui na Casa, que é uma ação da Escola do Legislativo. Agradeço aqui a nossa estagiária Gabriela, que está super envolvida com esse trabalho. E sei que a Escola do Legislativo já recebeu o retorno da vereadora Estela e do vereador Felipe Gremelmaier. Então quero agradecer aos dois também e todos os servidores, assessores e vereadores fiquem à vontade. Só que, é só até amanhã, quem puder mandar ainda hoje, melhor, para a gente já poder organizar o nosso varal literário, certo? Obrigada, viu? Ah, o seu aparte, vereador.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, vereadora. Só, agora dando a resposta ao vereador Bressan, vereador, nesse um minuto. A questão do requerimento, vereador, é que eu nunca imaginei que um requerimento fosse rejeitado na CPI, achei que seria só para forma mesmo, fazer o requerimento ser aprovado, mas faz parte da democracia. E eu volto a dizer que não é nenhuma questão de a gente convocar algum servidor, alguma coisa por questão política, é a questão técnica, e não é perseguição ao prefeito... A UPA, que é o maior gargalo hoje da saúde em Caxias do Sul, nós temos que achar soluções, e é de forma coletiva. Só para deixar registrado, e hoje nós temos a oitiva de uma ex-servidora da UPA, que promete e muito essa oitiva hoje à tarde. Obrigado.
VEREADORA MARISOL SANTOS (PSDB): Obrigada. Obrigada, presidente.
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