VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom dia, vereadores e vereadoras, quem nos acompanha pelas redes. Mas hoje, o meu bom dia especial é para essa escola maravilhosa, Escola Infantil Risque e Rabisque, que eu não poderia deixar de falar nesse momento, será homenageada pelo vereador Bressan. Uma escola que está comemorando 30 anos, mas que fez grande parte da minha vida... Estava chegando quando as crianças estavam ali chegando e já me emocionei muito. Meu filho com quatro meses começou a estudar nessa escola, ficou até o fim, até os seis anos, na época, recém completado. E eu digo aqui que se pudesse, à época, toda turma que se formou com ele dizia: “Se tivesse faculdade, a gente deixava até lá.” porque foi uma escola maravilhosa. Quando eu fiz a escolha da Risque, que não foi por critério de localização, de preço ou do que fosse, eu visitei muitas escolas e foi por uma opção especialmente pedagógica, pelo o que a Risque fazia e faz até hoje para as crianças. Então aqui em nome da Adri, que é a diretora, sempre esteve presente, quando eu... Estava comentando, nunca vou esquecer que eu não dava doce para o meu filho e um dia eu falei: “Adri, por que dar Plic-Plac com açúcar? Vamos dar só a Plic-Plac.” que eram aqueles com chocolate. E a Adri sempre lá, como dona da escola, mas participando, recebendo os pais, as mães, ouvindo sugestões, acatando. Então eu quero parabenizar tanto ao vereador que fez essa homenagem, a Adri em nome de todas as professoras, de todas as crianças. Tem uma coisa que eu sempre digo: “Se tem uma coisa que eu faço propaganda de graça é a Risque e Rabisque”. Parabéns, sejam bem-vindas à nossa Casa nesse dia.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR GILFREDO DE CAMILLIS (PSB): Obrigado, colega Lucas Caregnato. Senhor presidente, colegas vereadores, quero dar um bom dia a todas essas crianças lindas da Escola de Educação Infantil Risque e Rabisque. Tenho uma netinha de cinco anos, estava falando com a menina aí. Então a gente... Cinco anos, não é? Então assim, gostaria de dar boas-vindas a todas as crianças, seus pais, professores e toda a plateia. Eu gostaria de fazer um voto de congratulações à Associação Caxiense de Esportes Náuticos, a ACEN. Associação Caxiense de Esportes Náuticos – ACEN – conquistou resultados notáveis em duas importantes competições de canoagem neste ano. No Campeonato Brasileiro de Canoagem e Velocidade, a ACEN conquistou sete medalhas de prata e três medalhas de bronze, demonstrando grande habilidade e destreza por parte de seus atletas. Além disso, três de seus membros foram convocados para representar o Brasil no campeonato sul-americano, conquistando duas medalhas de bronze e uma medalha de prata. Parabenizamos a ACEN por seu desempenho exemplar e expressamos nossa admiração pelos feitos extraordinários de seus atletas. Desejamos a todos um contínuo sucesso no esporte. Parabéns, ACEN. Obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, presidente Dambrós, Bom dia. Bom dia, colegas vereadoras, vereadores, pessoas que nos acompanham pela TV Câmara, pelas redes sociais. Mas hoje, de forma especial, essa gurizada bonita que está aqui da Risque e Rabisque – bom dia, gente! (Manifestação na plateia.) Aí, muito bem. Todo mundo com fome ou não? (Manifestação na plateia.) Está com fome? Depois, depois vai ter o lanchinho lá na escola, não é? Coisa boa, isso aí. Parabenizar ao vereador Bressan pela homenagem, à direção da escola. Eu dizia antes, especialmente para as profissionais em educação, os professores e as professoras que cumprem um papel tão importante nessa fase da educação infantil. Mas quero fazer um voto de congratulações aqui ao título de campeão na Superliga Panazzolo, aqui da nossa cidade, pelo time POCs, que é um time que tem participado de forma brilhante de inúmeras competições e que se formam... O time de vôlei POCs se formam pela lógica, se unem pela inclusão e pelo respeito à diversidade. Então queria aqui fazer essa justa homenagem de um time que inspira e que coloca o esporte num patamar tão importante. Então parabéns a todos os jogadores e jogadoras do time POCs pelo título conquistado. Era isso, obrigado presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Muito obrigado, senhor presidente. Fico muito feliz. E quero parabenizar aqui a Escola Risque e Rabisque pelo aniversário, saudar a presença do ex-prefeito, ex-presidente desta Casa, o Cassina, chamo vereador Cassina, que trabalhamos juntos. Mas a todos vocês da escola, minha amiga Ineida também, com a filha Fernanda, que está por aí, o pessoal do esporte também. Mas eu quero fazer um voto de louvor, presidente, à Rádio São Francisco que hoje está completando 55 anos. Hoje é o Dia de São Francisco de Assis, protetor dos animais, hoje, inclusive vai ter uma bênção dos animais lá na Igreja dos Capuchinhos, levarei o meu gato. Meu gato precisa quase de um exorcismo do que uma bênção, porque ele já destruiu tudo lá em casa. Mas, assim, é parabenizar... (Risos)
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Se possível, um aparte, vereador.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Parabenizar a Rádio São Francisco. Eu trabalhei durante muito tempo lá, de 2009 até 2016, fui coordenador de jornalismo. Essa rádio tem uma importância muito grande, é ponta de uma rede de outras emissoras de rádio em todo o estado. Parabenizar lá o gerente Eron Voesh, o Frei Álvaro Morés, que é o superintendente; o coordenador de jornalismo da Rádio São Francisco, Daniel Rodrigues. Hoje, toda uma programação especial, então essa emissora tem uma representatividade muito grande. Lembro, vereador Bressan, que o seu pai participava muitas vezes dos programas de debate lá, e comigo apresentando inclusive. E muitos dos vereadores daqui... Alguns ainda participam, vereador Cadore vai lá falar de time de futebol; vereador Felipe é quase jornalista lá, está é sempre, não é? Então é uma emissora muito representativa para a cidade e para a região. Então quero deixar esse voto de louvor para Rádio São Francisco pelos seus 55 anos hoje. E a rádio, quando a gente fala na rádio São Francisco, a gente lembra de São Francisco de Assis hoje, e nunca foi tão importante, pessoal, professores, crianças a oração de São Francisco de Assis. Vale para a classe política também, que a gente tenha mais paz; De onde houver ódio, que a gente leve o amor; onde houver ofensa, a gente leve o perdão; onde houver discórdia a gente leve a união; e valha para todos nós. Professores alunos, vereadores, classe política. Seu aparte.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Alberto. Me somo ao seu voto de congratulação da rádio São Francisco. O meu pai, já comentei aqui, o meu pai tem 87 anos e ele tem um carinho muito especial... Ele sempre ouviu muito a rádio. E eu lembro da minha infância, o meu quarto ficava em cima da cozinha lá em casa, escutava, ele acordava todo dia às cinco da manhã, eu lembro do frei Jaime todas as manhãs dando a bênção. Ele gosta muito do frei Jaime, a quem eu cumprimento também, por mais que não tenha uma função acho que administrativa na rádio, mas é muito presente. Então parabéns. A primeira vez que eu participei de um debate na rádio foi na São Francisco, então, eu acho que a história da Rádio São Francisco atravessa a história da cidade e a história das pessoas que ouvem rádio. A gurizada mais jovem, às vezes, não tem uma relação tão próxima e presente com a rádio, mas ela é muito importante, os idosos, muitas pessoas, os ônibus, enfim, muitas pessoas ouvem rádio e, certamente, a Rádio São Francisco é uma fonte muito importante de informação, de entretenimento. Obrigado, vereador Alberto.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Muito obrigado. Obrigado, presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Senhor presidente, saudação aos colegas da Mesa, aos demais colegas vereadores, saudar os presentes. Hoje, na Casa, uma boa representação de vários setores da nossa sociedade. Então saudar também, em especial, o nosso presidente da Câmara e ex-prefeito, mas quero fazer uma saudação especial aqui à equipe lá da canoagem, que não é de hoje que eles vêm trazendo medalha para Caxias, para o Brasil; neste momento para Caxias. Então eu quero aqui parabenizar em nome da Luana, em nome da Isadora, das meninas que estão com o pescoço meio inclinado para frente de tanto trazer medalhas. O Michel – não é, Michel? Então em nome deles, quero saudar a todos aí. A Lena, eu sei que são incansáveis, o Ilmo e a esposa que sempre também, o Joacir aí que são incansáveis para que isso venha a representar bem a nossa cidade. Então quero dizer que, quando a gente lembra que lá atrás foi uma emenda para conseguir um local para ter essa área de lazer, a gente sabe que foi, que valeu a pena, porque hoje, como disse, as pessoas estão com o pescoço inclinado de trazer medalhas, o esforço... Ficaram duas semanas fora de Caxias, tiveram em Minas Gerais. Então, assim, parabéns, gurias; parabéns, Michel; parabéns para toda a equipe, porque eu sei que vocês orgulham a nossa cidade.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereador?
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Seu aparte, vereador.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Bom dia a tod0os. Hoje o ambiente está muito alegre. Eu queria dar um beijo em cada criança que está aí, que a criança, sem dúvida alguma, é motivo de alegria, passa muita energia positiva. E saudar a todos os presentes e o pessoal da canoagem. O esporte é importante na vida de todos nós. A canoagem, com dificuldade, a gente está observando que ela está marcando posição. É um esporte que está crescendo em Caxias do Sul e por vida própria, muitas vezes, por esforço individual dos professores e das pessoas envolvidas. Então parabéns a todos.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, presidente; obrigado, vereador Cadore.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, senhor presidente. Eu gostaria de fazer aqui... Primeiro dar um bom dia a todas essas crianças que estão aqui, em nome da Adriana; ao pessoal da canoagem também; ao nosso sempre prefeito Cassina. Mas fazer um voto de pesar ao João Isoton. Foi com muito pesar que recebemos a notícia do falecimento do Sr. João Isoton, amigo da minha assessora Eliude. Neste momento de tanta dor, a gente se solidariza aqui com os familiares e amigos. Muito obrigado, senhor presidente.
Parla Vox Taquigrafia

Não houve manifestação

VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Queria dar um bom dia a todos. E como é bom, nós estamos quase todas as noites aqui com sessão solene, como é bom nós termos as crianças, porque a criança é que nem o sol, traz muita energia. Eu recebi ontem a visita do meu colega Camillis, e também tenho muita admiração pelo seu trabalho, é um dos que mais conhece a cidade na questão da zeladoria, das manutenções e também sei que o Renato também tem muitas indicações. Então eu vou usar o meu Grande Expediente de hoje para falar de algumas questões que o município precisa melhorar. Eu liguei para o prefeito ontem, inclusive, porque nós estamos com problemas sérios na questão da iluminação, iluminação pública. Lembrar que a Enel venceu o consórcio luz em Caxias, em maio. Tinha 60 dias, com a prorrogação de mais 60 dias. Também conversando com o secretário Matheus, que é muito atencioso, agora vence então, dia 21, vence... Dia 16, aliás. Vence. Tem prazo final para essa empresa iniciar os trabalhos na nossa cidade. Precisa apresentar condições para assinar e garantir a execução do contrato, abertura da sociedade de propósito específico, integralização de capital social mínimo. Então eu espero que essa empresa que venceu apresente todas as condições agora. Mas me preocupa muito, porque nós temos, olha, nós temos muitas... Eu não vou precisar aqui quantas, mas eu acho que passa longe de mil solicitações. Eu quero dizer que eu tenho só uma indicação com 10 lâmpadas para substituir no Vila Ipê. Só uma indicação. Então eu falei com prefeito. “Olha, prefeito, o Fala Caxias! é de extrema importância.” Está levando o Executivo, está levando os secretários. Mas não é para ouvir. O prefeito tem que ir às comunidades para anunciar obras, para falar em grandes projetos, e não falar e ouvir reclamações. Então eu tenho tido muita reclamação, mas muita, muita reclamação. Eu quero lembrar que nós aqui, nesta Casa, nós alteramos a Cosip. Então o morador está pagando taxa de iluminação pública que não tem na frente da sua casa. Eu quero dizer também que, a partir da assinatura do contrato, tem mais dois meses para adaptação. Então nós teremos até dezembro. Sim, choveu. Choveu muito. Difícil para os 31 servidores. Mas é um setor que não tenho problema relembrar que eu fui muito contra a PPP da iluminação.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Mas que depois até compreendi, porque ela vai ter um investimento grande e que isso vai dar economia para o município. Até porque o município não tem a condição de substituir mais de 47 mil pontos. Eu sempre lutei para que viesse para esta Casa a PPP da educação infantil. Até estive conversando com o secretário semana passada. Que essa sim nós perdemos muito recurso com o Fundeb. Se hoje nós compramos mais de cinco mil vagas, nós perdemos muito recurso, muito recurso com o Fundeb. Então, a PPP da educação infantil precisaria vir antes, na minha concepção, da iluminação. Porque nós... Eu, quando coordenei o orçamento comunitário, não tinha reclamação de troca de lâmpadas. Sim, compreendo que o município não tem estrutura para trocar por tantas milhares de lâmpadas LED, que isso vai dar... Vem o cercamento eletrônico. Tudo ajuda. Tudo isso eu compreendo. Mas, gente, nós estamos... Nós vamos ter o Natal Luz em Gramado e nós vamos ter Caxias no escuro até final do ano, porque não vai dar tempo. Não vai dar tempo em 60 dias e mais o prazo para...
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Então é um assunto que me preocupa. Sei do esforço, sei do esforço. Choveu. Agora, o vereador receber ligação todos os dias: “Na frente da minha casa continua escuro, eu corto o cabelo até mais tarde aqui no meu cantinho...”
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu preciso... Então eu tenho mais dois assuntos também, que são da zeladoria, antes vou passar os apartes. Eu quero falar de poda de árvores também e da recolocação de paralelepípedos... Há uma preocupação na troca de lâmpadas muito grande. Nós precisamos achar uma saída. Se as lâmpadas que estamos comprando não estão durando, eu não sei... Por que nós vamos ter essa empresa? Sim, ela vai ter que preencher todos os critérios e ela tem que iniciar, ela deve iniciar a partir de janeiro porque ela tem um prazo. Então é muito preocupante, mas preocupante mesmo. Parece simples? Parece simples, mas não é! Então eu trago esse assunto porque se eu numa indicação eu tenho a solicitação de 10 lâmpadas, uma indicação, então imaginem quantas... Então eu vou passar os apartes, porque depois eu quero entrar na poda de árvores, recolocação de paralelepípedos na cidade. Quem foi o primeiro que pediu? Sandro Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Dambrós. Eu quero me somar com a sua fala e quero dizer que aqui ninguém está criticando ninguém, ninguém está querendo culpar esse ou aquele. Mas a questão toda é o seguinte, nós tivemos, sempre tivemos e temos uma secretaria da iluminação, que cuida da parte da iluminação, que sempre cuidou, mas que depois que nós aqui aprovamos a contratação dessa empresa parece que não trabalha mais. E eu não tenho medo dizer, parece que não trabalha mais, está boicotando a cidade na iluminação. Por quê? Só na minha rua são 800m sem uma lâmpada, na minha rua, e não é de hoje, já faz 20 dias. E vou mais longe, a turma que trabalhava na iluminação no interior, que era nota 10, nota 10, porque lá era só chamar, no outro dia eles iam lá e trocavam. Trouxeram a equipe do interior para trabalhar na cidade para tapar os furos que aqui não fazem e agora o interior está sem luz na rua. Então isso aí tem que tomar uma providência e tem que puxar a orelha de quem for preciso. Obrigado.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Próximo que solicitou, Estela Balardin.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Um aparte, vereador.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Então, de fato no último período piorou muito essa questão da iluminação pública. A gente tem diversas reclamações, as reclamações em relação a isso elas são praticamente diárias. A gente faz as indicações e as nossas indicações elas não recebem sequer resposta. Eu não sei se isso é algo que acontece comigo apenas, no meu gabinete, ou se acontece com todos vocês, que as indicações para troca de iluminação pública não recebem respostas...
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Um aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): ... E também não é realizada... antes acontecia, a gente fazia a indicação, dava alguns dias era trocada a lâmpada e estava tudo certo. Agora tem ruas, que é no final da rua, daí logo depois é um mato. Isso é extremamente perigoso, a rua está extremamente escura, às vezes não tem nenhum dos postes funcionando. A gente faz a indicação, a indicação não tem resposta e mesmo assim não tem a troca. Então a gente precisa de uma solução rápida porque isso também é um problema de segurança pública, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Uma Declaração de Líder, meu líder Camillis.
VEREADOR GILFREDO DE CAMILLIS (PSB): Uma Declaração de Líder ao PSB.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): O próximo que solicitou, não sei se foi o Scalco ou o Alberto. O Alberto.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Vereador Dambrós, é importante a sua fala. Conheço também o trabalho do vereador Camillis, um trabalho de formiguinha, de muitas indicações. Conversamos eu e o vereador Camillis, tanto ele quanto eu não estamos sendo atendidos nas nossas indicações que são para melhorar a cidade. Eu não recebo resposta de ninguém. Já fizemos reuniões inclusive com o secretário Dornelles sobre outros assuntos, sobre a questão das Casas Lares, a questão da isenção do IPTU. Conversei com o secretário Dornelles há algumas semanas, ele prometeu me responder e não me respondeu. Estamos esperando um consultório na rua que não vem, foi falado em reuniões com a cúpula, Câmara de Vereadores, o senhor estava presente, prefeito, secretário, todo mundo. Então eu lamento que as respostas não venham e que pelo menos não digam aquilo que é bíblico: “Sim, sim; não, não”. É não ou é sim. Então me somo... Eu também, embora seja um morador do centro, moro em São Peregrino, na região central, também tenho demandas de lâmpadas. Lá, no Diamantino, tem uma rua escura toda, e é uma indicação que eu fiz há muito tempo. Então eu quero também deixar esse registro.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Scalco.
VEREADOR MAURÍCIO SCALCO (NOVO): Vereador Dambrós, que bom que a própria esquerda agora admite que o serviço não funcionava bem. Isso é música para os meus ouvidos, porque nós debatemos demais nesta Casa sobre fazer PPP ou não fazer PPP. E era uma briga ferrenha aqui, dizendo que o serviço era bom, era ótimo, não precisava botar ninguém, que equipe era boa, que funcionava, que tinha lâmpada, que tinha tudo. Agora, ao menos é unânime, dizendo que não está funcionando o serviço. Isso é importante, a gente chegar em uma conclusão dessas. Então que venha a PPP, que resolva o problema e que mostre que às vezes serviços públicos não estão funcionando cem por cento como vendem, não é? Então é muito importante termos esse esclarecimento hoje e que a partir do ano que vem a gente tenha a solução para esse problema. Obrigado, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Perdoe-me, acho que o senhor não compreendeu. Até maio, quando os servidores atendiam, funcionava muito bem. E nós temos, a partir da licitação, nós precisamos saber o que aconteceu, a partir...
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador Dambrós.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): A partir do momento que a empresa vencedora... Garante o meu tempo aí, por favor. Obrigado. A partir da empresa que maio venceu, nós continuamos com os 31 servidores. Eu não sei se é a lâmpada que veio... Vamos compreender que choveu muito também. Eu trago o tema para ajudar melhorar a cidade. Eu não estou aqui para discutir esquerda ou direita, estou aqui para melhorar a cidade e me preocupar com as pessoas. Aqui não... Ninguém aqui está achando que esquerda não gosta de Deus, não gosta de família, não isso, não aqui, não é isso. Nós estamos aqui pensando no melhor da cidade. Então as pessoas têm que compreender isso. Se não conhecem os bairros, têm que conhecer e entender o que está acontecendo. Seu aparte, Renato Oliveira.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Vereador Dambrós, primeiro lhe parabenizar pelo tema, não é? Se a gente sair... Porque aqui, tem reuniões aqui na Casa à noite, essa homenagem, se nós sairmos daqui, não precisa ir longe, dobrou a esquerda, entrou na Alfredo Chaves. A gente parece que... “Pô, deu um apagão aí, deu um apagão.” Então escuridão não é só lá no bairro. Lá no bairro, a gente está acostumado com dificuldade. O Juci é presidente lá do Fátima, eu tenho áudios que as pessoas mandaram para ele, mandaram para mim... As pessoas estão se propondo, vereador Dambrós, a pagar as lâmpadas, a pagar as luminárias. Porque as lâmpadas... Não é que as pessoas não estão indo lá concertar...
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Pelo menos na nossa região, eles estão indo consertar lâmpadas. Mas as lâmpadas, depois da licitação, de uma péssima qualidade, uma qualidade muito ruim mesmo. E depois, assim, nós estamos fazendo, vereador Dambrós, nos disseram: “Bom, se você fizerem indicação demora mais a chegar lá. Faz direto pelo Alô Caxias”. Nós vamos fazer pelo Alô Caxias para andar mais rápido. Os servidores vão lá, vereador Fantinel...
VEREADOR ALEXANDRE BORTOLUZ - BORTOLA (PP): Um aparte, vereador.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Eles estão lá, vão lá, eles arrumam a lâmpada, demora no máximo uma semana, a mesma luminária está com problema, a mesma luminária com problema. Assim ó, eu quero dizer que lá na minha quadra, onde que eu moro, lá é difícil. A gente sabe que a cidade inteira está assim. Vereador Dambrós, parabéns! A gente sabe que não é só específico no interior, na cidade, no Centro de Caxias está assim, esse apagão tomou conta.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado, Renato. Eu tenho mais cinco minutos e tem vários que solicitaram aparte. Então, eu também tenho outros assuntos, por favor, um minuto para cada um. Lucas.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Zé Dambrós. Acho que está faltando luz em muitas ruas da cidade e na compreensão de alguns colegas neoliberais. Eu estou falando no plural, colegas! Nós estamos falando de iluminação pública e nós tivemos sábado lá na Zona Norte e, como disse bem o vereador Renato, nosso decano, não precisa ir na Zona Norte, aqui no centro inclusive. Agora: “Ah, por que agora é público”. Me admira as pessoas falarem isso. Peguem o telefone ou vão lá no setor da iluminação pública e perguntem para os servidores o que está acontecendo, porque, se a gente quer acabar com o setor, isso pode ser feito de forma determinada. Compraram as lâmpadas de péssima qualidade, queimam, para logo aí na frente dar uma ideia de que vem a PPP e vai resolver os problemas. O vereador Sandro Fantinel acabou de dizer que, no interior, tinha um atendimento bom. Por que não tem agora? Por que não tem? Converse com os servidores, porque aí me parece que tem algum gestor que quer que as coisas colapsem, que é o que está acontecendo na cidade. Obrigado, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Bressan, seu aparte.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Dambrós. Acho que aqui eu vou falar a minha opinião e o que eu vejo. Não concordo com o que o vereador Lucas falou neste momento e vou dizer. A empresa que está pra assumir já alocou o pavilhão, já está praticamente assumindo toda essa situação e, infelizmente, a verdade, o que aconteceu é que o pessoal lá de cima, lá da iluminação pública, ninguém quer acabar com o setor, porque o setor vai continuar, ninguém vai perder o seu emprego, vai fazer todo esse trabalho nas UBSs, que são diversos parques, enfim. Tem muita coisa para fazer. Mas a verdade é essa. Ficaram magoados porque passou aqui uma parceria público-privada e estão atendendo neste momento sem chefia e como querem. Essa é a bem da verdade. Ficaram magoados. Mas o trabalho pode ser feito, sim, como era antes, que era muito bom. Porque não estão querendo fazer o serviço como era antes, de qualidade. Mas a empresa está aí, vai assumir logo, logo. E tenho certeza absoluta que o trabalho vai ser feito, e eles vão ter muito trabalho a fazer, porque tem UBS, escola, tem muito prédio público para atender. Obrigado, vereador.
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Obrigado. Não, eu não tenho mais condições de passar os apartes, porque eu tenho mais este assunto aqui. Eu só quero dizer o seguinte, que com certeza os 31 servidores vão estar em escolas, UBSs, vão estar deslocados para ajudar a melhorar a cidade. Eu compreendo, eu entendi, não se preocupem. Eu acho que a PPP vai ter recursos para substituir milhares de lâmpadas LEDs. Com o cercamento eletrônico vai melhorar. Eu quero falar da poda de árvores, que é outro problema sério que o prefeito precisa encontrar uma saída. Não tem outra saída. Três mil e 200 pedidos, entrando 12, 13 por dia. Uma equipe com caminhão quebrado. Uma equipe com seis pessoas e o caminhão quebrado. Não tem como. Então o João, o São João, o São João não vai conseguir resolver. Não tem “ah, mas ele é bom; ele é isso, ele...” Não vai resolver. Então eu solicito que o prefeito pense, reúnam... A poda de árvores precisa... Tudo bem que com a PPP onde tem rede elétrica a própria empresa vai cortar, mas nós precisamos achar uma saída. “Ah, contratar quatro equipes da Codeca vai 5 milhões.” Não sei. Nós precisamos achar uma saída. Eu tenho certeza, conversando com o prefeito ontem, ele vai achar uma saída. Bom, paralelepípedos, eu quero dizer o seguinte. Está vindo um financiamento para esta Casa para que nós autorizemos, perto de 50 milhões para recapeamento. Eu acho de extrema importância. Por quê? Porque hoje o que nós investimos em travamento de paralelepípedo é dinheiro colocado fora. Então acho de extrema importância, sim. Agora eu estive na CIC e o Meletti falou sobre o Samae, faturamento de 330 milhões por ano e que sobra pouco para investir. Mas eu quero deixar mais uma sugestão para o Samae. Até porque, quando eu falava que as valas não dava para ser um contrato direto com a Codeca, depois passou a dar, né? Depois que nós cobramos aqui, passou a acontecer. Eu quero dizer para o Samae que onde abrem para levar adutoras, que eles, ao invés de recolocar o paralelepípedo, que façam o recapeamento asfáltico, que coloque asfalto. Vão a Evaristo de Antoni e deem uma olhada. Então eu acho que o Samae pode, sim, onde ele abre as valas, retire o paralelepípedo e, ao invés de recolocar o paralelepípedo, que faça o recapeamento já de toda a via. E para encerrar, presidente, dizer que também aguardo que venha a compra de pedras para que a gente também pavimente de forma comunitária as ruas que o pessoal está cobrando aí. Obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Bom dia, presidente, nobres colegas da Mesa, colegas vereadores, todos que nos assistem pela TV câmara. Dizer, presidente, que a zeladoria realmente é um tema de interesse coletivo. Todos estamos empenhados nessa questão. E dizer que temos notícias alvissareiras com a vinda da PPP da iluminação pública, onde mais de 50 mil pontos de luz serão trocados, serão melhorados. Então todos nós aguardamos, vamos dizer assim, com muita expectativa e também com muito otimismo a melhoria da iluminação e da segurança da nossa cidade. Também dizer que as licitações que são feitas são feitas por servidores. Então a gente tem que respeitar quando a gente fala a questão da compra dos materiais, enfim. A gente sabe que as licitações sempre são feitas em virtude do menor preço. Então, claro que é da obrigação desta Casa cobrar, mas a gente tem que atentar muito a essa questão, porque sempre foi desempenhada por servidores.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Contudo, gostaria hoje de usar este tempo do Grande Expediente e, desde já, agradecer à vereadora Marisol pela cedência do seu espaço, porque eu acredito que... Hoje vou falar aqui sobre um projeto muito importante desenvolvido pelo Rotary Club, Rotary International. Inicialmente, o Rotary lá do Paraná, que está estendendo um benefício a todo o Brasil. Dizer, presidente, que, quinta-feira passada, estivemos reunidos com o prefeito municipal e também com o senhor presidente aqui da Câmara de Vereadores, o vereador José Dambrós, juntamente com o governador do Rotary Distrito 4.700, o senhor Cesar Zavistanovicz, onde ele trouxe notícias sobre um projeto muito importante. Trata-se do projeto Mãos Solidárias. Esse é um projeto inicialmente desenvolvido nos Estados Unidos, pela ONG The Ellen Meadows Hand Foundation, na Califórnia, onde eles cedem de forma gratuita próteses para pessoas que não têm as mãos. Nós estamos em uma cidade industrial e nós temos muitas pessoas que foram, em virtude de acidentes até no setor metalomecânico, enfim, em outras situações ou até mesmo por questões de doenças, acabaram perdendo as mãos. E esse projeto, que é o Mobilidade para Todos, incluindo o projeto Mãos Solidárias, este, através do Rotary Club, disponibiliza de forma gratuita para toda a população, para todos aqueles que precisam ter suas mãos, essas próteses. A gente sabe que existem muitas próteses que estão por aí, inclusive encaminhadas pelo SUS, que muitas pessoas não se sentem à vontade de usá-las. Elas não são confortáveis na forma do uso. Mas estas próteses são muito bem acopladas e muito bem aceitas, e as pessoas conseguem escrever, conseguem se comunicar. Enfim, trazer de novo essa dignidade de ter o seu membro novamente. Então eu pediria para a assessoria passar um vídeo, para a gente mostrar para todos os colegas vereadores. (Apresentação de vídeo) Obrigado pelo vídeo. Como bem mostrado no vídeo ali, é voltar à plenitude da vida, ter dignidade de poder escrever, poder se alimentar, enfim, ajudar os outros. É uma questão humanitária que eu gostaria, presidente, de passar aqui a todos os colegas vereadores. Presidente, uma Declaração de Líder no momento oportuno.
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Segue em Declaração de Líder da bancada do PDT.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Então é importante dizer que este projeto, ele é para todos, e essas próteses de mãos, elas são entregues de forma gratuita. Então é para todos aqueles que precisam, podem se cadastrar ou podem entrar em contato. Eu vou deixar aqui os e-mails, enfim, os cadastros, os telefones, e, se a gente puder divulgar isso a essas pessoas para que elas possam então... a gente contatá-las também, e elas terem de forma gratuita essas próteses. Então para que a gente possa cadastrar essas pessoas, elas precisam se, vamos dizer assim, cadastrar no link, gostaria de deixar o link aqui a todos, é o: www.mobilidadeparatodos.net/maossolidárias. Se a TV puder colocar para nós ali, dar um destaque de repente ali neste site, então é www.mobilidadeparatodos.net/maossolidárias. Tudo em minúsculo, sem acento. Também gostaria de divulgar telefones que a gente possa... as pessoas queiram mais informações sobre essas próteses, é o telefone: (43) 99993-0022, área 43. Ou da região aqui, da nossa área: (54) 98157-2813. Também deixamos os nossos gabinetes à disposição, o telefone (54) 99242-4743 e o telefone (54) 3066-3931, esses telefones. Assim, podem entrar em contato ou se, qualquer vereador também pode entrar em contato, com os vereadores aqui na Câmara de Vereadores ou membros também do Rotary Clube. Importante a gente cadastrar essas pessoas, a gente sempre conhece uma pessoa que esteja precisando... Dizer que isso é de forma gratuita, não tem nenhum custo para isso, simplesmente se cadastra e depois se entra em contato com a pessoa que está necessitando dessas próteses. Então, presidente, gostaria de deixar então, divulgado esse serviço. Já pedi também, presidente, uma Declaração de Líder, porque o Rotary tem outras, vamos dizer assim, campanhas, e principalmente no que tange ao meio ambiente, à água e, principalmente, à questão de vacinações, mais notadamente na questão da poliomielite, onde pedi que o nosso governador pudesse estar aqui presente também, divulgando essas campanhas agora no mês de outubro e também nos meses seguintes. Seu aparte, vereador Cadore.
VEREADOR OLMIR CADORE (PSDB): Vereador Lucas Diel, eu vou voltar ao tema iluminação pública. Sou favorável à parceria público-privada, são 50 mil pontos em Caxias. E em relação à iluminação pública, ela sempre foi deficiente, ela cumpriu o seu papel? Cumpriu, mas sempre existiram solicitações, demandas em relação às lâmpadas queimadas. Nunca me posicionei contra os servidores, todos nós sabemos que eles continuarão sendo ocupados, que o trabalho deles vai ser necessário, nas UBS e em outros setores, então nunca me posicionei contra. Agora, o que tem acontecido nos últimos tempos, e aí foi dito aqui que a qualidade das lâmpadas piorou, foi dito aqui que os servidores estão magoados, não quero crer que nenhuma das duas coisas esteja acontecendo, mas chama atenção o número de lâmpadas queimadas nos últimos tempos próximo à minha casa e no meu bairro, uma quantidade expressiva e nunca vista. E pior, as lâmpadas são trocadas e logo em seguida elas começam apresentar deficiência e falhas. Então quero pontuar isso. Sou favorável e é o único caminho, afinal, Caxias do Sul é a segunda maior cidade do Estado do Rio Grande do Sul. Nós precisamos colocar ela em um outro patamar, ou seja, iluminação de qualidade, porque aí teremos uma cidade mais bonita, mais segura e com economia, que ficou muito claro isso. Sou cem por cento favorável a esse projeto.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Ok. Obrigado, vereador. Então, presidente, dizer que solicitamos, assim, por um Acordo de Líderes a vinda então do governador para explicar essas campanhas, que são muito importantes, que auxiliam também o poder público e toda a nossa comunidade. Era isso, presidente. Muito obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom dia novamente aos colegas vereadores, vereadoras e a quem está nos acompanhando. Hoje, eu vou falar também, assim como a minha colega falou do Outubro Rosa ontem, não é vereadora Tati, mas nós temos muito o que falar sobre isso e os enfoques também podem ser vários. Então, eu vou falar sobre esse assunto hoje porque o mês de outubro realmente é o mês de conscientização e ao combate ao câncer de mama, que, aliás, a gente fala muito do câncer de mama das mulheres, porque é o câncer, de todos os cânceres, 25% dos cânceres que atingem mulheres, é o câncer de mama. Mas é importante salientar que o câncer de mama também atinge homens, não é um câncer exclusivamente, infelizmente, só das mulheres, não é exclusividade nossa. Então, claro, o índice é bem menor, mas é importante também que se fique atento a isso. Cerca de 2,3 milhões de novos casos foram estimados nos últimos dois anos no mundo. As taxas de incidência variam nas diferentes regiões do planeta, mas aqui no Brasil, por exemplo, acomete-se mais o câncer de mama na região sul e na região sudeste. Mas qual é o problema que existe? Todo esse movimento, hoje, por exemplo, a Prefeitura e todos os prédios públicos do Brasil inteiro, com certeza, estão iluminados de rosa. Ontem à noite, eu fui a uma reunião lá na região norte também, passei na UPA e me chamou atenção: a UPA toda iluminada de rosa. Então é importante. Ontem a vereadora Tatiane já apresentou tudo que a Prefeitura vai fazer neste mês. Mas nós temos que ver que o diagnóstico precoce ainda é, com certeza, a melhor coisa para a cura deste câncer, que o índice de mortalidade também é bastante alto. Só que o diagnóstico precoce, ele tem que vir acompanhado de uma gestão pública da saúde e do SUS de qualidade, porque, eu diria assim, uma das formas de mostrar para qualquer gestor nas cidades, no estado e no país, é que o diagnóstico precoce, além de tudo, além de salvar vidas, ele diminui... Uma estimativa do Instituto de Mama Nacional, é que ele diminui em torno de seis vezes o custo para o SUS, do que se ele for tratado posteriormente. Então é uma questão de vida e é uma questão também de economia para a saúde pública. No Brasil, então, como eu coloquei, foi estimado para 2023, neste ano, cerca de 73 mil novos casos de câncer de mama. Então é necessário mesmo esse diagnóstico precoce. O câncer de mama também ocupa a primeira posição em mortalidade por câncer entre as mulheres, com as maiores taxas de incidência na região sul e sudeste, como eu já coloquei. Os fatores de risco e os comportamentos que sinalizam mais chance de desenvolvimento do câncer de mama, assim como a necessidade de um diagnóstico precoce, são muitas vezes debatidos nessas campanhas. Mas o que eu quero colocar aqui é a demora no atendimento. Tem a lei 60 dias, conhecida, a lei de 22 de novembro de 2012. A Lei 12.732 é conhecida como a lei – nacional, né? – dos 60 dias. Ela prevê que, a partir do diagnóstico, o poder público, SUS, tem 60 dias para iniciar o tratamento. Só que iniciar o tratamento significa ou a primeira realização cirúrgica, a primeira cirurgia, se for necessário, ou o início da radioterapia ou da quimioterapia. E a gente sabe que isso infelizmente não acontece. Instrumentos para fazer cumprir a lei, que é essa lei que prevê inclusive punição aos órgãos públicos que não cumprem, existe. O nosso país, em todas as áreas, é um dos melhores países em lei. Mas o cumprimento da lei deixa muito a desejar. Então eu quero chamar atenção aqui que, mais ou tão importante quanto diagnosticar o câncer de mama, é importante que o tratamento posterior seja efetivo. Porque também só diagnosticar e depois não ter uma consequência fica difícil, né?
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Já lhe concedo. Então, aqui as pacientes passam muitas vezes... A lei diz um mês para a primeira consulta, e depois esses 60 dias. Mas, na verdade, metade das mulheres que recebem o diagnóstico pelo SUS levam muito mais do que 60 dias para fazer o tratamento. Isso são dados do observatório de oncologia do nosso país. O mesmo levantamento indicou que somente 23 % dos diagnósticos são feitos precocemente. Então vejam a importância desta campanha. E metade desse diagnóstico feito, mais do que a metade, 74% são obtidos de maneira tardia. Então nós precisamos fazer muito, muito mais campanhas, muito mais efetividade em relação ao Outubro Rosa. Aqui fala também, no slide seis, da mamografia, que é importante. Mas quem faz um acompanhamento cotidiano sabe que a mamografia ainda é incipiente. É necessário a ecografia, depois a biópsia. E aqui, um mês atrás, eu acho que eu ocupei este espaço também para falar das UBSs aqui de Caxias, que estão sem atendimento de ginecologistas; apenas para mulheres grávidas. Num primeiro momento, então, é um atendimento mais geral. Isso é muito grave. Quando a gente vê que não é só neste mês que precisam ser feitas essas campanhas, né? Eu vou passar aqui, porque eu quero dar aparte e eu não quero ocupar a Declaração de Líder neste momento. Mas eu queria comentar que, em 2008, nós fizemos, as mulheres de Caxias, ali tem uma foto, a vereadora Estela está na foto, tem uma foto que nós fizemos um movimento aqui: A praça é nossa, a praça é rosa. Naquela época, nós tínhamos um prefeito que não permitia o uso da praça. E nós tomamos a praça dizendo que a praça era nossa e que a praça era rosa. Foi um movimento muito grande, que visava conscientizar esses dados, a importância da campanha, mas principalmente as ações necessárias após o diagnóstico. Eu lembro, nesse dia teve o acompanhamento da TV Caxias aqui, do canal 14 também. E nós ouvimos mulheres que passavam pela praça. Uma delas me chamou a atenção, porque ela depôs que ela tinha sido constatada com câncer de mama, mas o primeiro atendimento dela pelo SUS aqui em Caxias, à época, foi mais de um ano depois. Já estava, assim, numa situação bastante avançada. Então eu achei importante a gente pegar esse movimento do Outubro Rosa para também valorizar não só o diagnóstico, mas também o atendimento dessas mulheres. Seu aparte rapidinho, vereadora.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Bem rapidinho. Então só para relembrar as pessoas que nós teremos uma atividade dia 21 com todas as unidades básicas de saúde abertas para atendimento, das 8 horas da manhã até às 5 horas da tarde, um mutirão de saúde, e é importante que as pessoas saibam e levem essa informação para as demais também.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Isso, saiba do diagnóstico e tenha o atendimento adequado no prazo adequado porque saber por saber também não tem muito sentido. Muito obrigada.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Bom dia senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Primeiramente eu gostaria aqui de mais uma vez frisar que depois dessa belíssima homenagem que a gente fez queria agradecer mais uma vez a Adriana Scotti por empreender com tanto amor, responsabilidade. E acredito que foi, presidente, uma das homenagens mais lindas que a gente já viu porque quando a gente trata com as crianças, enfim, quando a gente tem uma homenagem com as crianças fica ainda mais bonita. É o futuro desta cidade, deste país e a educação a gente tem que valorizar a cada dia. Mas eu gostaria de falar hoje mais um pouquinho sobre um tema que ontem veio a público aqui e a imprensa de Caxias a todo momento vem falando e nós não podemos deixar aqui de dentro de dar as respostas. Como a imprensa tem todo o direito e eu respeito, deixar claro aqui, que eu respeito a imprensa, os jornalistas. Bom, no entanto que eu sou amigo de vários, acho que não tenho inimizade com ninguém, mas a gente não pode deixar aqui de falar sobre o que está acontecendo nesse momento da CPI. E também de dizer que hoje, às 17 horas, a gente vai ter uma reunião lá na UBS do Esplanada para nós tratarmos da transferência da UBS para um novo local até a reforma ficar concluída. Mas fico triste, vereador Fantinel, quando o convite não vem para este vereador. Quando não vem, quando eu tenho que ser convidado por outra pessoa e com todo respeito que a outra pessoa que me convidou fez o que deveria fazer, me convidou. Mas aí eu vou atrás de emenda parlamentar, aí eu vou para a secretaria toda hora encher o saco lá, mas encher o saco no bom sentido, porque é para o povo, é para as pessoas, o vereador é para isso. Aí chega no momento importante... Se ontem eu não recebo, ontem eu não recebo assim meio informal o convite hoje eu não ia saber. E aí, as nossas agendas? Como são? Eu não paro e não reclamo porque eu gosto de fazer o que eu faço. Vou para bairro, busco demanda, tento resolver. Muitas que são resolvidas às vezes tem os fofoqueiros, isso aqui é para os fofoqueiros, esse recado também. Tem fofoqueiro que não tem o que fazer naquela prefeitura aí vai lá na chefe de Gabinete ou na porta do prefeito: Mas só tende o Bressan. Não é atende o Bressan, atende a comunidade. Talvez eu nem passe naquela rua lá, vereador Zanchin, mas se me pedem como é que não vou fazer a indicação? Claro que eu vou, está beneficiando alguém. Mas tem uns fofoqueiros lá, que tem uma parte, fica lá no terceiro andar, lá pertinho dos banheiros, eles não têm o que fazer. Eles ficam ociosos, é o vadio ocioso. É aquele o vadio agitado, ele corre para tudo que é lado e aí ele não sabe o que fazer. Sabe o que ele faz? Fofoca, é o vadio agitado. Esse é a pessoa que quando ela não tem o que fazer, está com pouco serviço, fica levando fofoquinha. Aí fica chato, claro, tem 23 vereadores nesta Casa. Eu quero que todos sejam atendidos, eu não tenho ciúmes de ninguém porque ciúmes de homem... Olha, que ciúmes de mulher já é complicado, rapaz, tive, mas agora de homem? Está louco. É meio impressionante o troço, Aí eles levam fofoquinha. Aí, claro, o vereador às vezes fica magoado porque não foi atendido, eu entendo, porque eu também fico magoado quando não sou atendido. A gente quer ser atendido, a gente faz o possível. As pessoas vêm na porta do nosso gabinete, pede, a gente encaminha. Esses dias eu estava fazendo uma contagem, acho que passou das 600 indicações. Talvez fui atendido em 100, 150, eu não sei, não fiz a conta ainda. Talvez umas a gente é atendido e não consegue acompanhar, não consegue ter: “Ó, foi atendido o vereador”. Uma beleza. O importante é a comunidade ser atendida; não é o vereador. Eu se às vezes posso ir lá fazer uma foto, fazer um vídeo, mas, claro, isso faz parte, todo mundo tem esse direito. E está tudo certo, porque, infelizmente, as emendas impositivas nesta Casa, ninguém puxou, elas pararam. Pararam, vereadores. Até Vale Real tem. Recebemos um amigo aqui, não é, vereador Velocino. Também o senhor recebeu o vereador Marcelo do Vale Real. E eu pedi para ele, e tem no Vale Real, tem. Ele disse: “Olha, lá no Vale Real tem um valor lá que a gente consegue destinar para onde mais precisa, e é o correto. Qual é o problema de dar talvez aí R$ 1 milhão para cada vereador aí poder destinar. Porque nós estamos na rua, nós! Nós somos cobrados a todo o momento. Acho que falta um pouquinho de sensibilidade. Aí vem os discursos: “Eu sou contra emenda parlamentar”. De alguns vereadores, que eu já escutei, tá! E leve para o coração se quiser ou não leve. Eu também seria contra, mas existe, é constitucional. (Manifestação sem uso do microfone.) Exatamente, vereador Fiuza. Existe! “Ah, eu sou contra a emenda.” Mas, quando acontece uma emenda que vem para a comunidade, que nem essa do vereador... Do vereador, deputado agora. Mas foi vereador com nós. Do deputado Marcon, por exemplo, que trouxe mais de R$ 6 milhões aí para tirar as pessoas da fila da saúde, olha como é importante. A deputada Denise também está trazendo emendas para Caxias. E eu fico feliz, não é porque ela é do PT que eu vou ficar: “Ah, nossa estou com ciúmes!”. Faz uma grande coisa e eu vou ficar magoado, não. É só as pessoas, a comunidade, o povo entender que Caxias do Sul pode fazer quatro deputado federais, é só querer, dá para fazer quatro. E em vez de nós termos R$ 20 milhões de emenda, nós teríamos R$ 80 milhões de emenda, e que é justo porque Caxias arrecada quanto? Vai lá para Brasília quanto e retorna quanto para cá? Uma miséria. Aí nós dependemos dos deputados que estão eleitos para trazerem mais uma parte que é nossa, é do nosso dinheiro. Então eu concordo que tem que fazer a política mais direcionada a Caxias. A próxima campanha para os deputados federais e estaduais que elejam mais. Eu me concorri a estadual não me elegi. Velocino a federal não se elegeu. Mas tudo certo. Tomara que tivesse oito estaduais e quatro federais, que estaria bem representada Caxias do Sul. Então quero dizer que hoje eu fiquei um pouco chateado por ter sido convidado em cima da hora, por uma emenda que recebi do deputado Marcelo Morais; não é de Caxias, mas é uma pessoa que entende que não é porque ele é de Santa Cruz que todas as emendas têm que ser de Santa Cruz. O dinheiro é de todos os gaúchos e gaúchas e entendeu a necessidade, nos enviou uma emenda de R$ 500 mil, com mais uma ajuda do município, acho que, se eu não me engano, vai estar em torno de 1 milhão e meio de reais, para poder fazer a transferência da UBS agora, nesse momento, para as pessoas poderem não deixar de serem atendidas. Claro que vai dar transtorno, já pedimos de imediato a compreensão. Eu sempre digo que obra não é para o resto da vida e obra é para melhorar a vida das pessoas. Esse momento é difícil. Talvez o deslocamento, a fila, mas é temporário e é necessário. Então esperamos que hoje... Eu vou estar lá às cinco da tarde. A comunicação falha mais uma vez na prefeitura, e eu já venho, desde o início do mandato, dizendo que a prefeitura falha na comunicação. Tem muita obra importante, tem muitos encontros importantes e, às vezes, os vereadores... E talvez o ator principal, porque quem consegue a emenda tem que estar lá, tem que estar lá junto com a comunidade, tem que estar lá. O vereador da comunidade tem que estar atendendo, dizendo: “Olha, pessoal, nesse momento, nós vamos para tal endereço”.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Um aparte, vereador?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): “Na próxima, daqui seis meses, sete meses, 10 meses, nós vamos retornar”. É o papel. Eu vou pedir Declaração de Líder aqui e já vou ceder o aparte. Aqui para o senhor, o aparte, vereador Lucas. Depois eu já peço.
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Obrigado, vereador Bressan. Acho que o senhor traz fatos importantes. Eu achei que os vereadores... Apenas vereador de oposição fosse esquecido, né? Mas se o senhor está dizendo que com o senhor aconteceu também, seja numa emenda, seja em reuniões que são das comunidades ou que eventualmente a gente tem mais atuação. Eu achei que fosse seletivo. Outra coisa que o senhor trouxe que eu acho que é preocupante em relação a... Primeiro que nem cabe, não é, política essa coisa de disque me disque acho que não... E se alguém está, tem tempo sobrando, tem que demitir, vereador. Não sei se é CC, se é servidor, enfim, mas se for cargo de confiança que se presta a não trabalhar e ficar criando problema, acho que tem que encaminhar para o gabinete do prefeito e demitir. Acho que é isso. Obrigado, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Com toda razão, vereador Lucas. Eu aqui sou uma pessoa que eu defendo quem trabalha. Eu defendo quem trabalha, pode ser servidor, pode ser CC, pode ser terceirizado. No entanto que eu fui CC por muitos anos, eu não me lembro mas sete, oito é certo. Fui CC, nunca deixei de atender a uma convocação do prefeito, da primeira dama, do meu secretário, porque entendo que o CC está à disposição. Numa fala, no início do meu mandato aqui falei que os CCs, que teria que aumentar o número de CCs. Acho que naquele momento a gente tinha 150, 170, enfim. Acho que hoje passamos um pouquinho de 200. Pelo amor de Deus, Caxias teria que ter em torno de 3oo CCs, porque serviço tem, é só querer trabalhar, é só querer ajudar. Só que, que nem eu disse, vereador Lucas, tem alguns que estão ociosos e o senhor tem razão: se está ocioso, demite, porque tem muita gente boa querendo trabalhar. Então chega de fofoquinha. Chega de fofoquinha. “Ah, atendeu o vereador Bressan.” Mas claro que tem que atender, eu fiz a indicação. Como tem que atender a vereadora Estela, o vereador Lucas, enfim, todos os vereadores desta Casa. E eu olho as redes sociais também de todo mundo, como a gente tem olhando as minhas, e olho e tudo certo, e quando eu vejo um vereador ser atendido digo que bom. Não é o vereador que vai usufruir, é a comunidade.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Então é ideal o vereador, vereador Uez, já vou lhe ceder aparte, é como eu disse antes, o vereador, ele tem um, infelizmente, essa é minha opinião, ele é muito barrado na questão que ele tem um limite que as pessoas não sabem, e aí as pessoas cobram bastante. Nessa semana passada, vereador Uez, com muita chuva, nós conseguimos de imediato, porque era um caminho da escola, tinha uma lagoa lá formada e a gente conseguiu. Logo de imediato a patrola foi lá e conseguiu abrir o valo pra escoar a água e colocaram cascalho. Aí eu coloquei: muito obrigado, agradecendo. Nossa! Já desceu quatro ou cinco: “mas por que em vez de tu botar o cascalho, não bota o paralelepípedo?”  Como se eu pudesse colocar o paralelepípedo, não é. Então eu não consigo e é difícil explicar. Seu aparte, vereador Uez.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PTB): Vereador Bressan, apoio tudo o que o senhor falou. Ontem de noite, eu participei do Fala Caxias! e uma pessoa esclarecida cobrou até, vereador Lucas, de quando teve o Câmara Vai aos Bairros. Ele teria dito, os vereadores foram lá e prometeram cortar os pinheiros. Desde quando vereador corta pinheiro, gente? Uma pessoa esclarecida. Então é muito importante o vereador estar presente no seu caso lá para transmitir até uma palavra de confiança para aquela comunidade que o senhor conhece. Porque eu vejo por mim, desde ontem uma pessoa está me cobrando lá em Galópolis, e com razão: “É verdade é que vão colocar – vereador Renato – a UBS dentro do prédio que estamos lutando lá para a reforma daquele antigo prédio?” Quando eu expliquei para ela que talvez sim, lembrando que o prédio está interditado, que é uma questão que o senhor vai enfrentar hoje no fim da tarde, e precisamos que os bombeiros entendam que é um paliativo e que se o poder público precisar gastar dinheiro, vereador Sandro, em qualificar aquele espaço que vai ser transferida a UBS, que nem no caso do Esplanada, mostrar para a população que o dinheiro não é do prefeito, não é do público, ele é do povo. Se tiver que gastar dinheiro para fazer algumas melhorias paliativas, ele se faz em cima do patrimônio que é público, eu expliquei para ela, no prédio lá em Galópolis. E a pessoa entendeu e apoiou. Então é importante o vereador da comunidade passar essa confiança: olha, gente, eu fui atrás sabendo da dificuldade, vai ser um paliativo. Senão logo, logo na semana que vem a gente vai ouvir que ficou difícil agora, como a gente ouviu lá na outra UBS lá do Mariani. Mas é paliativo. Não existe fazer reforma, principalmente no caso de saúde, sem deslocamento. Não existe! Então o senhor tem plena razão. Além da sua luta, a importância de o vereador estar lá passando confiança, muitas vezes uma pequena explicação para poder contribuir, para melhorar a vida das pessoas.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): É a comunicação, né, vereador? Vereador Camillis.
VEREADOR GILFREDO DE CAMILLIS (PSB): Obrigado, colega Bressan. Você tocando nesse assunto, eu me lembro das emendas impositivas, que tentamos colocar nesta Casa. Alguns vereadores foram contra. Espero que eles tenham mudado de ideia, porque isso beneficiaria a saúde e a nossa cidade. Espero que a gente consiga, ano que vem, reapresentar esse projeto das emendas impositivas e seja aprovado. Obrigado.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Obrigado, vereador Camillis. E tudo isso é a comunicação. Né, vereador Camillis? Porque eu me lembro muito bem que teve alguma discussão e vieram algumas pessoas da comunidade a este plenário, e diziam: “Ah, mas o vereador agora quer...”
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Peço um aparte.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Acho que eles falavam em 250 mil. Mas parece que é para o nosso bolso. Mas isso não existe. Mas isso não existe! Então assim, tem que explicar, parece que explicar nos mínimos detalhes. Mas tudo bem, nós estamos aqui para explicar. Por isso que eu quero e reclamo quando eu não sou convidado, quando a gente não é valorizado desta forma, para a gente repassar para a comunidade. Porque quem está lá na comunidade somos nós, vereadores. E tudo certo. Se aquele senhor que veio aqui e disse “ah, mas o vereador vai levar 250 mil para ele”, e ele errou, nós temos que explicar. E tudo certo. Se naquele momento ele está equivocado, não é culpa dele às vezes, é por falta de comunicação. Mas nós vereadores estamos aqui para comunicá-lo que não. Essas emendas impositivas viriam, sim, para beneficiar a comunidade. Que é o vereador que tanto sofre lá na ponta e não tem esse poder de destinar nem para uma área verde. Se eu tivesse, eu já faria lá na área verde, em uma delas, a horta comunitária, e na outra as duas quadras esportivas de areia que eu tanto gostaria. Seu aparte, vereador Fantinel.
VEREADOR SANDRO FANTINEL (PL): Obrigado, vereador Bressan. Entrando nesse assunto aí que é muito importante. A ideia foi do vereador Camillis, e eu continuo parabenizando. Eu fui um dos assíduos apoiadores naquela época. Eu acho que todo mundo aqui se lembra que infelizmente... Aqui eu não estou... Eu sempre digo que não quero que entenda como uma crítica, mas um dos maiores problemas do governo Adiló foi o cascalho. Foi e está sendo o cascalho. O motivo não vem ao casto agora. Mas, enfim, é o cascalho. Eu acabei de receber agora mensagens e fotos aqui das estradas do interior, um barral, e não tem cascalho. Naquela época, tinha o problema lá daquela região que eu tanto apoio, do Carapiaí, que o pessoal atolava os caminhões carregados de fruta e verdura, e tinha que chamar a patrola para tirar, por falta de cascalho. E eu apoiei a questão das emendas impositivas do vereador Camillis por quê? Porque, com aquele dinheiro, eu ia poder comprar cascalho para cascalhar aquelas estradas, para os agricultores não quebrarem os caminhões e não ficarem empenhados. Onde que está errado? Onde está o mal? E outra coisa, não vamos esquecer que os verdadeiros liberais querem a descentralização do poder. E dar as emendas para os vereadores significa descentralizar a prefeitura. Hoje está tudo centralizado lá. Então esse seria o primeiro caminho de uma descentralização. Obrigado, vereador.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Exatamente, vereador Fantinel. E deixar claro, com as boas gestões aqui, e parabenizo todos os antecessores aqui, que estiveram presidindo esta Casa, fizeram uma devolução em torno de 12 milhões, 13 milhões, 10 milhões, enfim, que é dinheiro deste Poder Legislativo. E muito desse dinheiro acaba indo para a folha de pagamento. Essa é a verdade. Só que esse dinheiro já é orçamento desta Casa. Qual é o mal de poder distribuir esse orçamento dentro dos vereadores desta Casa para ajudar as comunidades? Porque o dinheiro é deles. É nosso, deles, é de quem paga imposto. Com responsabilidade. Ninguém aqui ia fazer coisas mirabolantes ou ia atirar o dinheiro fora. Mas nós íamos, com certeza, melhorar a vida das pessoas. Então, vereador Camillis, mais uma vez, sempre teve o meu apoio. Terá meu apoio nas emendas impositivas. Acho justas. E se tem em nível nacional e estadual, por que não aqui? É constitucional. E o dinheiro vai ir para quem mais precisa e para quem mais paga, que é o contribuinte ali fora, a comunidade, a população. Então com certeza, se essas emendas impositivas viessem para esta Casa Legislativa, tenho certeza absoluta que o vereador teria mais condições de poder trabalhar com a sua comunidade de forma mais ativa, vamos dizer assim.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Declaração de Líder, presidente.
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): E o vereador seria até mais valorizado, porque às vezes a gente chega lá e é só paulada em cima do vereador, porque o vereador ele é barrado, ele não tem o que fazer. Obrigado, senhor presidente, senhoras e senhores vereadores.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Bom dia senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Eu não pedi aparte ali, vereador Bressan, para não impedir o seu raciocínio, mas é importante salientar o quanto 23 vereadores... a dificuldade que se tem numa cidade, numa metrópole como Caxias do Sul para que a gente possa, de uma forma diária, poder estar junto as nossas comunidades. Por mais que nós façamos e tenho certeza que boa parte, a grande parte, ou todos os vereadores desta Casa tem buscado, na maneira do possível, das suas agendas, poder estar quanto mais próximo da sociedade, nos bairros, buscando as suas demandas e fazendo com que estas cheguem aos órgãos competentes, que são as secretarias do Poder Executivo, para que estas sejam sanadas. Nós, no dia de hoje, viemos falar um pouquinho de um tema que não é novo, que todos os senhores e as senhoras tenho certeza que também acompanham, aqueles que nos acompanham pela TV Câmara e pelas nossas redes sociais, presidente Dambrós, que é o nosso meio ambiente, a reciclagem. Nós sabemos que quando falamos de destinação correta dos resíduos sólidos é importante que seja um entendimento da sociedade, da sociedade ter então o poder de mobilização e conscientização para fazer a destinação correta, a separação correta desses resíduos orgânicos e também os recicláveis para que estes também possam chegar de uma certa forma a essas associações e cooperativas. E nós, no dia de ontem, ficamos felizes acompanhando o Conselho do Meio Ambiente que amplia então os repasses a classe dos recicladores. Aquelas cooperativas, enfim, as associações de recicladores que estiveram então com este convênio com a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, a Semma, terão um repasse de valores adicionais. E a decisão, vereador Dambrós, foi aprovada pela maioria dos integrantes do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente, o Comdema, para fazer com que estas associações e recicladores possam, de fato, poder ampliar os seus trabalhos e acima de tudo também poder cuidar do seu ambiente de trabalho. Então o presidente do conselho hoje e titular da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, secretário João, lembra que existe hoje 12 entidades cadastradas junto ao município e destas sete estão com os convênios atualizados. Pela norma vigente cada entidade hoje pode receber até 500 Valores de Referência Municipal, VRMs, ou seja R$ 21.003,00 neste ano de 2023. Então nós compreendemos o quanto é importante o poder público, vereador Dambrós, incentivar com que estes, tanto essas cooperativas e associações, sejam cada vez mais ampliadas, cada vez mais tenham estes oportunidades de recursos para poder exercer o seu trabalho. De acordo com estatísticas da própria Secretaria Municipal do Meio Ambiente, relatam que Caxias do Sul gera diariamente 450 toneladas de resíduos, entre esses, orgânicos 80% e seletivos 20%. E a cada dia o município produz quase 90 toneladas de resíduo seletivo, que são destinados às associações e às cooperativas conveniadas. E esse valor, ele é oriundo do Fundo Municipal Meio Ambiente, o qual recebe os valores pagos por multas ambientais, e nada mais justo do que destinar a parte do fundo para melhorar as condições de trabalho destes recicladores. Onde esses poderão fazer com que este recurso somatório, que o Comdema aprovou, de ampliar o recurso até R$ 60 mil, senhor presidente, faz com que esses possam fazer muitas reformas e ampliações dos seus galpões para poder ali, de uma certa forma, humanizar a organização, para que eles possam fazer o bom desempenho do seu trabalho. Eu gostaria que colocasse ali, por gentileza, uma imagem ali do galpão de reciclagem, só para que a gente possa ter uma ideia dessas associações e cooperativas, que fazem um trabalho, vereador Zanchin, de excelência, por quê? Porque eles fazem a separação com todo o cuidado desses resíduos recicláveis, protegendo, de uma certa forma, em primeiro lugar o meio ambiente, e, de uma certa forma, fazem com que ali com dignidade tenham a sua renda, tenham o seu recurso. É importante que nós, vereadores e vereadoras, vereador Bressan, sejamos de fato incentivadores dessas cooperativas, incentivadores de trazer, daqui a pouco aquelas associações ou até mesmo os recicladores que trabalham de uma forma separada... Possam daqui a pouco se organizar em cooperativas e fazer crescer, de fato, este trabalho, dando dignidade a famílias que realmente dali tiram seu sustento. Nós não poderíamos deixar de parabenizar e agradecer ao secretário João Uez, mas, acima de tudo, os servidores da Secretaria Municipal do Meio Ambiente, que de uma forma célere e, também, responsável, vereador Zanchin, tem se esforçado para fazer com que esse tema do meio ambiente, de fato, seja bem desenvolvido em nossa cidade. Nós precisamos crescer e avançar no que se refere ao meio ambiente, vereadora Estela. Nós sabemos o quanto nós precisamos, como eu falei anteriormente, não sendo redundante...
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Um aparte, vereador.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): A responsabilização coletiva da sociedade de poder encarar esse tema fazendo a separação correta, não destinando lixos em lixões... Porque olha quanto custo! Muitas vezes esses lixos destinados de uma forma incorreta, leva para o poder público fazer com que ali depois após essa destinação incorreta seja retirado. Suja, infelizmente, a nossa cidade e traz uma cidade que parece que não tem uma zeladoria da forma que deveria de ter. Seu aparte.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Muito obrigada. Parabéns pelo assunto. Essa questão das Associações de Recicladores é um tema que, para mim, é muito importante, é de conhecimento de todos que meus pais, a minha família como um todo sempre trabalhou na Associação de Recicladores do Bairro Serrano. Meu avô foi um dos fundadores daquela associação, eu sei o quanto aquilo é importante, falando na questão econômica para uma família, o quanto aquilo é fundamental. Então é importante a gente conscientizar as pessoas que quando a gente descarta o nosso lixo, ele não simplesmente some, ele vai para algum lugar, e esse lugar normalmente é para as nossas Associações de Recicladores. Então a gente precisa ter cada vez mais trabalhos sobre o descarte correto do nosso lixo, para que a gente tenha cada vez mais... Como ter menos rejeitos nas nossas Associações de Recicladores, para que tenham mais lixos recicláveis e que o dinheiro dividido nas nossas cooperativas seja maior. Eu ainda quero ver serviços que eram realizados dentro das Associações de Recicladores aqui em Caxias do Sul retornando. Os meus avós foram alfabetizados dentro da Associação de Recicladores do Bairro Serrano. Era um trabalho muito importante realizado com os idosos não alfabetizados. É um serviço que poderia retornar aqui pra Caxias do Sul. A gente precisa também pautar a questão de que apenas moradores do próprio bairro trabalhem dentro da associação do bairro onde ela é colocada. Então, se é do Serrano, só trabalhem pessoas do Serrano; se é do Santa Fé, se é do Belo Horizonte, só trabalhem pessoas que são do bairro pra que assim a gente consiga fortalecer a associação e consiga fortalecer a economia do bairro, as pessoas do bairro e fortalecer também assim a sustentabilidade. Parabéns pelo tema, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (REPUBLICANOS): Obrigado, vereador Estela. Então, concluindo, senhor presidente. De fato o senhor mencionou aqui anteriormente da importância da Secretaria Municipal do Meio Ambiente juntamente com seus servidores ampliar a educação ambiental nas escolas já promovendo para aquela gurizada a conscientização desde pequenos dos ensinos infantis ao fundamental, da importância da preservação do nosso meio ambiente, porque, nós guardando o nosso meio ambiente hoje, nós estaremos guardando o nosso futuro amanhã. Era isso, senhor presidente. Muito obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Bom dia a todas e a todos, a Mesa Diretora, colegas vereadores, a quem nos acompanha de casa. Hoje, eu quero iniciar a minha declaração de líder falando sobre a atenção básica, sobre as nossas UBSs. Quero começar falando sobre a questão dos horários. Antes, vamos pegar só as que não são de horário estendido. Antes, elas iam até às 7 horas da tarde, agora elas vão das 7h30 da manhã até às 16h30. Pode parecer pouco, mas essa meia hora fazia muita diferença para os trabalhadores que poderiam fazer vacinas e realizar a coleta de CPs, os citopatológicos. Mas esse está longe de ser um dos principais problemas. Eu vou citar aqui algumas UBSs  e os seus principais problemas para a gente ver a que situação estão chegando as nossas Unidades Básicas de Saúde. A gente tem a Unidade Básica de Saúde do Belo Horizonte, que tem muitas goteiras e infiltrações; a do Centenário que tem a avaliação da Seplan que não deveria mais estar em funcionamento porque ela não tem mais condições de uso, mas ela não tem sequer projeto de reforma. A gente tem a UBS do Bela Vista que tem rachaduras e infiltrações, e há uma construção ao lado que agravou esse problema. A gente tem a UBS do Cruzeiro que tem problemas estruturais, a do Desvio Rizzo que é pequena para a população que atende, a do Fátima Baixo que também, dito pela Seplan, não tem condições de uso. E esses são exemplos que mostram que a procura das pessoas que deveriam ir para a UBS, mas vão para o Pronto Atendimento, na minha visão não é cultural, porque se as nossas UBSs têm tantos problemas assim, problemas assim não são culturais. Infiltração, goteira, laudos da Seplan dizendo que elas não têm mais condições de uso não é cultura, é falta de investimento. O nome disso, o nome de infiltração, de goteira, de rachadura, de laudo da Seplan de não condição de uso não é cultura, é falta de investimento. Então, quando eu digo que há uma lacuna na atenção básica é porque a gente visita as nossas UBSs, é porque a gente vai até os bairros, é porque a gente vai até as nossas UBSs, é porque a gente fala com a população, é porque a população traz até nós que deixa de ir à UBS pelas condições que ela se encontra. Então eu acho que quando a gente sobe até esta tribuna, a gente precisa falar tendo conhecimento da realidade da atenção básica, e não falar baseado apenas em uma resposta que a gente ouviu nesta oitiva. Se nessa oitiva a gente ouviu que pode ser cultural o motivo de até 80% dos atendimentos realizados nos Pronto Atendimentos poderem ser realizados nas nossas UBSs, a gente deve observar também todo o restante. Essa é a nossa responsabilidade enquanto vereadores. A gente não pode se basear apenas em uma questão. A gente tem que se basear no todo, e o todo nos apresenta que a nossa atenção básica tem diversos problemas.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Um aparte, vereadora.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Problemas estruturais, e problemas graves, que colocam em risco a população, já que a gente tem UBSs que têm apresentado que não têm condições de uso. Eu quero aqui dizer sobre o nosso compromisso, meu e da vereadora Rose, falando enquanto bancada do Partido dos Trabalhadores, que compomos a CPI desde o primeiro dia de início dessa CPI, onde a gente já apresentou requerimentos. Tenho certeza que fomos um dos partidos que mais apresentou requerimentos dentro dessa CPI, entendendo a importância da documentação para fundamentar o trabalho que a gente vem realizando, para que a gente obtenha cada vez mais informações e para que a gente tenha a assertividade no relatório que a gente tem para fazer em relação à saúde do nosso município. A gente entende a importância fundamental que as oitivas têm para todo o andamento dessa CPI, mas a CPI não se resume apenas a uma oitiva. A oitiva é degravada. Então, depois de uma oitiva, eu leio a degravação; depois de uma oitiva, eu reassisto a essa oitiva; eu também leio todos os documentos de resposta que a gente recebe. E eu peço se todos os componentes dessa CPI também fazem isso? E quero aqui dizer que, no item 14 do nosso plano de trabalho, quando a relatora se ausenta é nomeado um novo relator para que a gente não perca nada em relação ao relatório. No dia da oitiva da secretária da Saúde Daniele, eu me ausentei, pois eu tinha uma reunião pública, que foram despendidos recursos da Câmara, que valiam o valor igualmente ao do Câmara Vai aos Bairros. Portanto, eu não poderia desperdiçar esse recurso público da Câmara de Vereadores, pois já tinha sido marcado com antecedência, e eu não poderia desperdiçar esse recurso. Uma reunião pública na qual eu, enquanto membra da Comissão de Direitos Humanos, tinha chamado. Então eu tinha que estar presente nessa reunião pública, então por isso eu me ausentei no final da oitiva. O outro relator que foi colocado foi o próprio vereador Bressan. Então, juntamente com o vereador Bressan e com todos os outros membros da comissão, eu quero construir o relatório. Com as releituras das degravações, assistindo novamente às oitivas, lendo todos os documentos, e com muita responsabilidade, porque só estar presente nas oitivas não é o suficiente e não é sinônimo de responsabilidade. Sinônimo de responsabilidade é fazer todos os processos, e todos os processos estão sendo feitos por esta relatora e pela vereadora Rose, que também compõe essa CPI em nome da bancada do Partido dos Trabalhadores. E disso eu tenho certeza, porque o nosso compromisso é visto, porque a gente está aqui toda segunda-feira, às 8h30 da manhã. A gente está aqui toda sexta-feira das 4h30 da tarde às vezes até as 8 horas da noite estudando, lendo, montando as perguntas, lendo os documentos. Reunindo-se com outras pessoas, com um GT que a gente montou para estudar e se debruçar sobre um assunto tão complexo que é o assunto da saúde. Seu aparte, vereador Lucas.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Obrigado, vereadora. Concordamos que a questão da atenção básica ela é fundamental. Aprimorando a questão básica nós diminuiríamos em muito o número de atendimentos nas UPAs e teríamos realmente uma saúde de mais qualidade no nosso município. Contudo, esta fala que foi ontem trazida pelo vereador Bressan, sobre que é uma questão cultural a procura pelas UPAs e não pelas UBSs, ela não é uma fala que apareceu na CPI. Isto já é de amplo conhecimento da comunidade. Inclusive a Comissão da Saúde desta Casa quando em visita a UPA Central e a UPA Zona Norte foi amplamente noticiado e falado que o atendimento lá, em torno de 80 % dos atendimentos que são nas UPAs, poderiam ser atendimentos que eram atendimentos que não eram urgentes. Então este... só  a questão da sua fala que diz que isso foi embasado em um depoimento. Isso não é em um depoimento, isso é de amplo conhecimento de todos e já é uma questão realmente... a pessoa, às vezes, tem um acidente ou um corte no dedo ele vai na UPA. Ele poderia ir na UBS, mas ele vai na UPA. Mas então é só uma questão que é realmente uma procura para o atendimento direcionado na UPA. Era isso. Obrigado.
VEREADORA ESTELA BALARDIN (PT): Eu acredito que então coletivamente unindo esforços e não puxando cada um para um lado a gente pode pensar como que coletivamente a gente pode mudar essa questão cultural, investindo na atenção básica e investindo para as pessoas entenderem qual é a função de um pronto atendimento e qual é a função da atenção básica na saúde do nosso município. Muito obrigada a todos e todas.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Vereador Valim, se me permite um aparte só para continuar neste tema.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Pode ser no final? Que eu acho que você vai ter mais.
VEREADOR LUCAS DIEL (PDT): Era só para complementar que existe um material inclusive que foi amplamente divulgado, da prefeitura, dizendo quais são os atendimentos que são UBS, quais os atendimentos UPA, mas é uma questão que as pessoas realmente procuram. Obrigado.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Muito bom dia, presidente. Seguindo o assunto da saúde pública de Caxias do Sul, pois para este vereador é mais um dia triste quando se fala em questão de saúde. Até vou ler aqui para mim não cometer equívocos. O problema do agendamento via telefone. Não está funcionando. O programa agenda Caxias, Agenda+UBS recebe aproximadamente 800 mensagens por dia, no WhatsApp, fora as ligações. Olha a quantidade expressiva? UBS Jardim Eldorado está caótica, um problema. A central recebe as vagas para consulta nas agendas, segundas-feiras, sendo o único dia para agendamento. Não há vagas para todos que buscam atendimento. Segundo informações, em questão de uma ou duas horas não há mais vagas. Os servidores não têm culpas, eles não têm culpa. Servidor público não tem culpa! A UBS Jardim Eldorado tem um clínico geral e olha que o atendimento é das 7h30 da manhã às 21 horas, um clínico. E se tem algum médico que está doente, está afastado, a população não tem culpa. Tem que ter alguém lá para suprir a demanda.
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Aparte, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Recebo diariamente reclamações de servidores da saúde pública de Caxias do Sul. Os enfermeiros, os técnicos de enfermagem, enfim, quem fica na recepção, são ofendidos, são desacatados, pois as pessoas estão indignadas. Olha o ponto que estamos chegando? A UBS Ana Rech tem um clínico geral; um pediatra três vezes por semana. Está sem ginecologista desde 2019, cinco anos! Atitude zero. A UBS Serrano, um clínico geral! Tem que ter três. Um pediatra duas vezes por semana. O ginecologista do Serrano ele está atendendo demanda lá de Ana Rech, é algo preocupante, é algo de repensarmos, assim não dá para continuar. E ressaltando que na semana que vem, este vereador inclusive, vai ter que às 5 horas da manhã estar lá na fila da UBS Serrano porque eu vou todos os meses pegar uma receita e eu não estou doente, só para renovar. Estou tirando a vaga de várias pessoas que precisam. Isso não dá para admitir, temos que repensar. Nas quartas-feiras...
VEREADORA TATIANE FRIZZO (PSDB): Um aparte, vereador.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): ...As filas são tremendas. Eu convido qualquer vereador, convido qualquer representante do Executivo, vão comigo quarta-feira que vem, vão lá, eu vou estar às 5 horas da manhã, vão lá. Mais de 100 pessoas vão embora porque não têm vagas... Funcionários desacatados, que não têm culpa. Outro problema que está passando despercebido ou estão percebendo e não está vindo a público, médicos adoecendo pela quantidade expressiva de atendimentos, onde um médico tem que fazer milagres para atender, de 20 em 20 minutos, um paciente. No Serrano tem um médico, 40 horas, ele está fazendo milagres. UBSs que precisam ter dois ou três médicos têm um clínico. Não existe milagre. Falta de médico é grotesco, não adianta reclamar. O Executivo, gente, tem que ter atitude, tem que achar soluções. A secretária da Saúde eu já cobrei algumas vezes... Nós temos que valorizar os médicos, salários dignos, técnicos de enfermagem, enfermeiros, assistentes sociais, equipe multidisciplinar, equipes que atuam na área de frente da saúde, agentes de saúde, todos têm que ser valorizados. Outro item que trago à tona, o descaso das UBSs e UPAs continua e cada vez mais, por quê? Algo me causa estranheza, porque onde está o presidente do Conselho Municipal de Saúde? Poucos dias atrás, meses atrás, eram vídeos nas UBSs, eram vídeos nas UPAs de madrugada, durante o dia, criticando o Executivo, cobrando soluções, relatando os problemas... Não, Caxias continua com os problemas, o que está acontecendo? Eu deixo essa pergunta aqui, uma interrogação. Desapareceu... vem a público nos dar uma resposta, traz a verdade da saúde de Caxias do Sul. UBS Jardim Eldorado, por ser centralizada, é uma das que mais tem reclamações na região norte/leste por falta de médicos. E repito que quando os pacientes ligam na central telefônica para agendarem médico, os servidores relatam: “Não têm mais vagas.” vamos repensar. Meu último tema, para você que é do sindicato, que está nos prestigiando pela TV Câmara, Sindicato dos Servidores Públicos, Sindiserv do Município de Caxias do Sul, o Sindicato não está presente, as denúncias são de servidores. Eu questionei várias UBSs, os relatos são vexatórios. O sindicato tem que dar suporte aos servidores ou somente fazer palco político? Quando tem alguma votação aqui polêmica, daí lotam aqui, e a população está aonde? Servidores que contribuem, estão aonde? Sou a favor do sindicato sim, àqueles que são atuantes em prol dos funcionários, servidores públicos, como também do sindicato que defende os trabalhadores das empresas de Caxias do Sul. Este vereador não vem aqui fazer palco político, porque, desde que eu assumi meu primeiro dia de mandato de vereador, eu sou um cobrador ferrenho da saúde, porque eu tenho conhecimento, e vasto nessa área. Como já falei, semana que vem, tenho que renovar a receita e estarei tirando vaga de pessoas que precisam, por falta de comprometimento de setores do executivo. Imagina os idosos, mulheres grávidas, pacientes que estarão lá naquela fila em busca, na esperança de uma consulta. Daí o médico só tem 30. Eu, sinceramente, fico até envergonhado, porque eu moro há duas quadras da UBS, as pessoas vão à minha casa. A minha campainha é um sino de ovelha lá; o pessoal lá batendo a sineta: “Pô, vereador, temos um vereador para bonito aqui no Serrano?”. Então vamos ter atitude, temos que cobrar. Sou eleito para isso, a população me elegeu para isso, eu sou um fiscalizador do Executivo. E volto a repetir, onde está o Sindicato de Servidores Públicos de Caxias do Sul? Peço a gentileza, vão às UBS, levantem, enfim, às cinco horas da manhã, vão lá na UBS Serrano nas quartas-feiras; vão às UBSs do Jardim Eldorado, de preferência lá que é uma central, a UBS Jardim Eldorado. Vão lá e conversem, não com as coordenadoras, porque nem todas têm a coragem de falar porque têm medo de serem retalhadas, falem com as funcionárias lá, as enfermeiras, técnicas de enfermagem, aquelas que ficam na recepção. Vão lá de manhã cedo, vão lá acompanhar, circulem nas UBSs, defendam essa categoria. Este vereador cobra atitude do Executivo, cobra resultado, cobra soluções. E agora eu deixo também uma indagação, será que saúde não é tão valorizada por que de repente não dá voto? Por que todo mundo repassa verbas, emendas, e daí são vários políticos? O que está acontecendo? População paga imposto, gente. Todos têm direito, está na Constituição Federal, lei tem que ser cumprida. Brasília tem dinheiro, vamos elaborar estratégias, melhorias, ações concretas. Como disse na minha fala, sou um defensor da saúde, sou um dos poucos políticos em nível regional, estadual e nacional que utiliza o SUS, e uso com orgulho, me considero como exemplo para saber no dia a dia as dificuldades daquele trabalhador, daquele aposentado que trabalhou a vida toda para ter, depois dos seus 50 anos, a dignidade, um atendimento com qualidade...
PRESIDENTE ZÉ DAMBRÓS (PSB): Concluindo.
VEREADOR JULIANO VALIM (PSD): Que hoje não consegue ter esse direito em mãos. Meu muito obrigado, presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR LUCAS CAREGNATO (PT): Eu vou seguir no tema da saúde, presidente Dambrós, porque eu acho que ele é um dos maiores problemas que a gente tem no município, na medida que o atendimento de saúde, a pessoa que precisa de um atendimento de saúde e não consegue, a pessoa que precisa de um medicamento, a pessoa que precisa de um procedimento, de uma cirurgia, é algo que envolve dor, que envolve risco de morte, muitas vezes, e isso precisa nos desacomodar. Mas eu quero ir ao encontro do que a líder da bancada do meu partido, vereadora Estela, um pouco do que o vereador Juliano também abordou na sua fala, que é a situação das nossas UBSs. Eu vou citar o exemplo de uma UBS próxima à minha região, UBS do Bela Vista, que atende então, o povo do Bela Vista, do Vila Leon, enfim, não tem médico! E não tem médico, que eu acho que é uma coisa que precisa se encontrar uma solução, que é a seguinte, vereador Juliano. Nas nossas escolas, nós temos a função do chamado professor de apoio. Por quê? Nós temos lá 30, 40 professores. Se esse professor ficar doente, falta, tem alguém da família doente, tu tem um profe de apoio que vai substituir. Não é isso? Porque é lógico, a criança não pode ser prejudicada. Agora, por que no sistema de saúde, nas nossas UBSs nós não temos um médico substituto, volante, enfim, o nome que se queira? E eu sei que hoje a gente não consegue sequer suprir a demanda básica. Aí eu falava agora com alguns servidores públicos da área da saúde, da atenção básica, lá do Planalto, e me diziam o seguinte: “Aqui na UBS do Cristo Operário tem um clínico de 20 e tem um pediatra. Mas o problema é que tem toda a demanda reprimida da pandemia.” Então tem médico, mas esses médicos estão, assim, atendendo com todas as horas. Eventualmente, quando os profissionais da saúde, os médicos e médicas, têm um afastamento por saúde ou por qualquer motivo aquela população fica descoberta. Que é o que acontece no Vila Leon. Então, se nós queremos discutir o fato de que as pessoas procuram a UPA como alternativa para problemas que poderiam ser tratados na UBS, primeiro nós temos que resolver a falta de profissionais na atenção básica, gente. Porque aí depois nós podemos discutir cultura de acesso à saúde. Porque eu imagino que se vocês falarem... Eu digo vocês da CPI, que estão mais à frente desse debate. Se conversarem com o diretor da Unimed, com o diretor do Círculo Operário ou da rede privada, talvez muitos deles tragam a informação de que um percentual significativo de quem procura o pronto atendimento da rede privada também poderia ser resolvido na assistência médica, numa consulta. Só que nesse caso, na rede privada, a pessoa vai marcar um cardiologista e ela vai conseguir até o final da semana o seu cardiologista. Ela vai precisar de um ginecologista, de um pediatra ou de qualquer especialidade e ela vai conseguir. Ao contrário desse morador do Bela Vista, que vai lá hoje e não vai encontrar. E aí vocês sabem qual vai ser a alternativa do profissional de saúde que está atendendo esse cidadão ou essa cidadã caxiense? Vai dizer o quê? “Tá, mas eu estou ruim, não tem médico aqui.” “Vai para a UPA.” Porque é a única alternativa. Então os números da UPA precisam ser... Precisam considerar que muitas dessas pessoas não vão conseguir atendimento. Então, para concluir a minha fala, o problema da atenção básica e da falta de médicos é antigo, ele não é deste governo. Mas este governo governa e precisa trazer outras alternativas. Teve contratação. A reclamação é que o salário dos médicos não é atrativo em relação ao mercado. A dona Maria, do Vila Leon, a amiga Iva, do Vila Leon, para ela não interessa a forma de contratação do médico, mas ela precisa que tenha o médico. Se o médico ganha mais no mercado, para o povo isso não importa. É necessário ter médico. Agora, eu só reafirmo. Não dá para fazer discussão de cultura, de procurar a UPA enquanto não tem médico, gente. Isso é muito grave. Isso que eu estou falando só do atendimento desses profissionais. Fora as questões de infraestrutura e todas as outras. Mas eu acho de fundamental relevância. Me parece que a gente fica água mole em pedra dura, mas nesse caso não fura. Porque as pessoas continuam sem atendimento. Por fim, que venha para esta Casa, tem que criar o cargo. Nós precisamos de profissionais médicos volantes para atender as férias, as licenças todas necessárias, as de saúde. Não tem como, gente. Porque vai ser isso daí. Despe um santo para vestir o outro. Então, talvez tenha sido prolixo, e a gente fala das mesmas coisas. Mas algumas delas são relativamente simples, mas precisa ter vontade, criar o cargo, chamar as pessoas para que o povo tenha o mínimo de dignidade no atendimento da saúde. Obrigado, presidente.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADORA ROSELAINE FRIGERI (PT): Bom, eu também quero comentar um pouco dessa questão da saúde, porque parece que é o tema do dia, né? Da vida. Eu não entendo essa lógica agora de dizer ou pelo menos de parecer que as pessoas vão lá à UPA por uma questão de cultura. Daqui a pouco, nós estamos dizendo que o problema de saúde no município é um problema cultural. Por favor, né? Eu acho que nós temos outro tipo de compreensão e nós precisamos resolver o problema da saúde, que é histórico, talvez de outra maneira. As pessoas não vão às UBSs porque não conseguem atendimento lá. E vereador Lucas, não é só na UBS que não tem médico, não é? Vamos aqui fazer um parêntese, que depois eu volto pra saúde. Estão faltando profissionais e servidores em todas as áreas. Eu acabei de receber a questão do trânsito, do transporte. Eu lembro que eu fiz um pedido de informação, já foi respondido no tempo hábil pelo Município, mas a única resposta é: “Não tem o que fazer, não vamos contratar.” A questão das merendeiras, com a solução da Codeca, também não tem... Esta volante está faltando. Professoras eu não vou nem entrar que tem professora de matemática tendo que dar aula de história ou professora de pedagogia dando aula de ciências. Está faltando servidores e servidoras públicas do município. Nas UBS, eu acabei de falar ali no meu Grande Expediente, da questão de médico ginecologista, e aí quando a gente vê: “Ah, o CES, as farmácias” alguém daqui... Eu gostaria que a CPI conseguisse, além das reuniões, além das oitivas, além dos estudos, de todos os documentos que nós temos que fazer, eu gostaria que a CPI fosse oficialmente visitar alguns lugares porque aquela fila na farmácia para pegar a medicação é uma coisa surreal. São acho 500, quase 400 e poucas pessoas que só a farmácia especializada atende por dia, mais 600 e poucas a farmácia básica e tem pouquíssimos atendentes. Então é um problema crônico esse. Agora dizer que as pessoas não vão na UBS... Naquela reunião, eu falei ontem e vou repetir, naquela reunião que a vereadora falou que teve sobre o transporte, que ela foi enquanto membra da Comissão de Direitos Humanos, eu também estive lá, o vereador Valim também esteve, teve gente que comentou: Não tem ônibus para ir! Marca o atendimento na UBS as pessoas muitas vezes não conseguem ir porque não tem transporte, não conseguem ônibus. Então nós precisamos entender porque que estas pessoas vão na UPA em vez de ir na UBS. E isso não são dados que nós estamos trazendo no “achômetro”. Como ontem foi dito aqui não se tem achismo, não se tem, isso são dados trazidos e demonstrados na CPI, esses do 80% em uma UPA e do 65% na outra. Então, gente, acho que é sério, nós precisamos de uma forma bem importante fazer este debate da assistência básica e preventiva no nosso Município. Não é nem a doença ou a saúde básica primária, nós podemos fazer várias ações que evitem que as pessoas cheguem na UBS. Uma das coisas que a CPI mostrou e que isso foi resolvido pela prefeitura, em parte, é que agora a UPA vai fornecer a medicação até o final do tratamento de quem foi atendido lá. Isso ajuda porque senão as pessoas iam para casa, tinham que voltar na farmácia, ficar naquela fila para pegar a medicação restante daqueles dois, três dias. O que foi dito pelos representantes aqui da UPA? Muitas pessoas não terminam o tratamento porque toma aquele antibiótico nos dois primeiros dias, estão um pouquinho melhor, não resolve o tratamento, não termina, porque tem que vir para cá, tem que gastar mais com o ônibus, às vezes não tem onde deixar o filho, a mãe doente, e aí o que acontece? Dali a pouco retornam para uma UBS ou para uma UPA porque ficou doente novamente. Então tudo isso são coisas que precisam ser discutida de forma bem responsável quando se fala de saúde pública no Município.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ADRIANO BRESSAN (PTB): Não poderia deixar aqui de falar já que foi mencionado, meio de tabela aqui, não é? Vereador Rose, mas não posso deixar de falar. Vereadora Rose, eu jamais vou deixar de vir a essa tribuna e as pessoas que estão ali nos acompanhando acreditar em narrativas. A narrativa cada vereador aqui faz a que quer, mas é a responsabilidade de cada um. Quando eu falei na questão cultural, isso não fui eu que disse, isso não fui eu que disse. Eu prestei atenção nas oitivas, eu prestei atenção na secretária de Saúde, o vereador Lucas Diel acabou de falar e é... Realmente me contempla a sua fala, vereador Lucas, porque a gente sabe e conhece. Só que a o que eu quero aqui dizer é que nós temos que construir juntos, e não dá nada de errado as pessoas procurarem a UPA Central ou a UPA de Zona Norte, não dá nada de errado, elas têm o direito. Só não construam narrativas de dizer: “Ah, mas o vereador falou que é cultural, agora, então... Nossa, o problema da saúde é uma cultura de Caxias” não. Ninguém disse que a saúde está boa. Tanto que foi se criado uma CPI, que a CPI tem objetivo de tentar melhorar. Ou querem a CPI para tentar, vereadora Tati, outro palanque político, que foi tentado há poucos dias atrás. E aí o no jornal de hoje está lá o presidente dizendo: “Vou fazer a reconvocação”. E, se não passar, vai ter que aceitar, é soberano, é um plenário, cada um tem direito ao seu voto. Então acho que tem que respeitar, tem que respeitar. Eu respeito o presidente que quer reconvocar, tudo certo, ele tem o direito, faz o requerimento, vai novamente lá para o plenário faz a sua defesa, votem como quiserem. E, se for convocada para vir aqui, a presidente do Sindiserv, tudo certo, beleza, a gente vai respeitar. As diferenças aqui, muitas há, vereador Zanchin, é de não respeitar a ideia das pessoas, não respeitar o discurso das pessoas e não respeitar o que a gente representa, que é a comunidade lá fora. Então vamos respeitar os vereadores, não adianta fazer narrativas aqui para os de fora dizendo que o vereador falou tal coisa. Sim eu falei, mas foi em um contexto, que hoje a gente atende 13 mil pessoas cada UPA e ninguém disse que está bom, está ruim. As UBS estão ruins. E vou dizer mais, vereador Zanchin, se nós conseguíssemos sim, viabilizar mais recurso para as UBSs e na atenção básica, a gente economizaria dinheiro, porque daí não chega lá na UTI que custa R$ 3 mil por dia, um leito lá. Não sou eu que botei o preço, é o que cobram, R$ 1.500, R$ 1.800 é o preço de um leito em um quarto normal lá, vamos dizer, dentro do hospital. E não fui eu que coloquei esse valor, mas eu não quero que as pessoas cheguem até lá, eu não quero. Eu quero que elas sejam bem atendidas lá na unidade básica de saúde, lá na UPA Central, UPA Zona Norte, tanto que eu sou a favor que tivesse mais uma UPA em Caxias, a zona sul precisa. Isso talvez não o momento, não sei, eu não sou especialista na saúde, mas se se pudesse, mais uma lá ajudaria muito. No entanto que hoje à tarde a gente vai ter uma reunião, que é onde consegui uma emenda através do meu trabalho, do meu esforço que vamos ter a reforma da UBS no Explanada, que o prefeito também ajudou com uma contrapartida, vereadora Tati, e entendeu a necessidade. A gente ajudou um pouquinho, mas não é dinheiro meu, é dinheiro nosso! Foi um deputado que nos deu, que nos proporcionou? Sim, mas é dinheiro nosso. Então não vou aqui deixar essa narrativa ser construída, que o vereador falou que o problema é somente cultural, é fácil depois fazer um vídeo e jogar o vereador contra a população. Não pode ser assim, a gente tem que estar na íntegra aqui, é na íntegra, o discurso é na íntegra. Quando cortam os discursos dos vereadores aqui, olha, que é vergonhoso isso, porque quando a gente faz um raciocínio aqui vereadora Tati, a gente vai do início ao fim, ninguém faz... Isso aí, início, meio e fim, ninguém faz um discurso aqui somente com o final, ou com um pedacinho do meio, ou pedacinho do início, a gente faz um discurso aqui que tem coerência. E eu estou dizendo mais uma vez, estou na CPI, a saúde de Caxias é precária, é fundamental que a gente melhore e muito, só que a gente tem que se ajudar, ajudar a construir cada vez melhor para as pessoas poderem usarem. Obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ZÉ DAMBRÓS (PSB): Eu quero aproveitar este espaço, até porque eu sou um apaixonado por rádio e também devoto a São Francisco e também ao papa, e o chefe da Comunicação desta Casa trabalhou 20 anos na Rádio São Francisco. Então nós preparamos aqui uma história, uma história de 55 anos nessa emissora que a gente tem muitos amigos e muito respeito. A São Francisco comemora hoje 55 anos, essa data é lembrada com a programação especial fundada pelos freis capuchinhos, o veículo é a cabeça da Rede Tua Rádio e a grade é gerada com sistema via satélite, no interior Rio Grande do Sul, para as outras emissoras em sete municípios. Apesar de entrar oficialmente no ar em 25 de março de 67, com o nome de Super Rádio São Francisco AM, foi escolhido o 04 de outubro, Dia de São Francisco de Assis, como a data de aniversário da Tua Rádio São Francisco. Pela iniciativa e idealismo de um grupo de frades capuchinhos foi criado, em 17 de dezembro de 1965, em Caxias do Sul, um canal de rádio difusão para informar, formar e recriar com valores humanos e cristãos as comunidades regionais. Com a torre de transmissão instalada em 1966, no Bairro Santa Catarina, dois anos após a outorga da concessão pelo governo, entrava no ar em caráter oficial, em 1967, a Rádio São Francisco, em 05 de fevereiro de 73. Por determinação de seus sócios cotistas recebeu nova razão social, Fundação Cultural Rio Grandense, mas permaneceu com a denominação Rádio São Francisco. Ao completar 20 anos, em 87, a Prefeitura de Caxias do Sul conferiu a Medalha de Caxias do Sul que foi entregue pelo prefeito Victorio Trez.  23 de julho de 2021 começaram as transmissões chamada Faixa Estendida de FM, com a nova frequência 79.9. Enfim, como meu tempo é curto aqui, quero dizer o seguinte, parabéns aos 55 anos da Rádio São Francisco. Quantas entrevistas estivemos lá, o pai da Maytê, que é o Corlatti, trabalha lá, o Tales, nosso chefe, trabalhou 20 anos. Então eu precisava deixar nos Anais desta Casa o registro dessa emissora que leva religiosidade, que leva informação boa para a comunidade. Uma rádio boa de se escutar, uma rádio boa de ter como companhia. Era isso, senhor presidente, muito obrigado.
Parla Vox Taquigrafia
Ir para o topo