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Vereador Rafael Bueno chama três senadores gaúchos de covardes e fujões


Ana Amélia Lemos, Lasier Martins e Paulo Paim não votaram aumento de reajuste no STF que vai gerar efeito cascata de R$ 4 bilhões


O vereador Rafael Bueno/PDT subiu à tribuna do Legislativo caxiense nesta quarta-feira (08/11) e elevou o tom das críticas sobre postura dos três senadores gaúchos que não votaram na sessão do Senado que aprovou na quarta-feira (07/11), por 41 votos a 16, o reajuste de 16,38% nos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal. A não participação dos gaúchos tentou ser justificada de diversas formas. Ana Amélia Lemos/PP, disse que teve um dia envolvida com outras agendas, Lasier Martins/PSD, que estava no Rio Grande do Sul para uma audiência judicial e, Paulo Paim/PT, em meio a um voo para o Estado.

Para Bueno, eles foram covardes e fujões e não honraram os mandatos designados pelos gaúchos. O parlamentar acompanhou por meio do twitter os posicionamentos dos três senadores antes da votação e percebeu que em momento algum avisaram sobre a ausência. Pelo contrário, alegaram que não aprovavam o aumento. Paim escreveu: "votarei contra o aumento do salário dos ministros do STF. Isto é um absurdo neste momento. O efeito cascata vai beneficiar todo o Executivo, Legislativo e Judiciário. Isso é uma provocação ao povo brasileiro". Lasier disse: "sou radicalmente contra o reajuste dos ministros do STF. Nossa situação fiscal não suporta esse devastador efeito cascata sobre as contas públicas". Ana Amélia justificou: "sou conta o projeto que aumento o salários dos ministros do STF porque esses reajustes provocaram um efeito cascata, aumentando os vencimentos dos senadores, deputados e vereadores de todo o país."

"Eu cheguei a parabenizar o Paim pelo twitter. Veja bem o que fizeram depois! São pagos para votar, ter posições, mesmo que contrárias. Mas se esconderam. Uma vergonha em um momento no qual falta saúde, educação e segurança e os gastos públicos estão congelados por 20 anos graças à covardia de deputados e senadores", acusou Bueno.

Para entender

A proposta de reajuste foi encaminhada ao Congresso em 2015 pelo então presidente do STF, Ricardo Lewandowski. Um ano depois, a Câmara aprovou o reajuste, mas o aumento ainda não havia sido analisado pelos senadores. O texto estava parado desde 2016 no Senado. O aumento nos salários dos ministros gera um efeito-cascata nas contas, porque representa o teto do funcionalismo público. Caso o limite seja estendido, aumenta também o número de servidores que poderão receber um valor maior de gratificações e verbas extras que hoje ultrapassam o teto. Cálculos de consultorias da Câmara e do Senado indicam que o reajuste poderá causar um impacto de R$ 4 bilhões nas contas públicas.

08/11/2018 - 15:12
Gabinete do Vereador
Câmara Municipal de Caxias do Sul

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