Não houve manifestação

VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, quem nos acompanha pelo canal 16, TV Câmara, nas redes sociais. Quero fazer uma saudação ao Saul de Medeiros, presidente da Associação Umbanda de Caxias; a sua esposa Tânia, que está ao lado; aos seus familiares; a todas as autoridades religiosas; aos simpatizantes e, inclusive, também às pessoas que têm preconceito contra a religião, e que busquem conhecer, um bom-dia. Saudar o meu amigo mestre no patrimônio alagoano, Ernani Viana Neto, aqui presente, voluntário nesse projeto; o Carlinhos Santos, grande batalhador da Maesa. Aqui eu te saúdo, Carlinhos, e saúdo a Cecília, presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, dois guerreiros na área da cultura. Não estando presentes, mas quero saudar o Marcos Alves, relator do projeto de tombamento do Ogum, relator pela Secretaria Municipal de Educação. Também a Ana Lia Branchi, a revisora da UCS, que foi a revisora desse projeto de lei. Também gostaria de saudar os que estão nos bastidores: o meu assessor Daniel Corrêa e meu estagiário Gabriel, que muito nos auxiliaram há um ano. Há um ano, onde iniciou exatamente, Saul, num programa de rádio, onde eu estive em sua casa, e nós então demos o pontapé inicial. Mas antes eu gostaria de agradecer também ao meu colega e amigo Elói Frizzo por me ceder esse espaço, vereador Frizzo. Muito do que se tem hoje aqui em Caxias do Sul em diversas áreas, em diversos setores passou pelas suas mãos, desde que o senhor foi secretário do Meio Ambiente, a questão da religião afro, mas principalmente na consolidação do Parque Ecológico, a qual o Saul falou. E que, em 2008, foi destinado como área pública 11 mil metros quadrados e foi batizado por lei por esta Câmara de Vereadores como Parque Ecológico Reino dos Orixás e que era utilizado desde 2001 pelo pessoal da religião afro, da umbanda, poder fazer as suas oferendas naquele local, justamente, Saul, para não destinar na rua para não contaminar a rua, para não contaminar o solo, para não poluir o solo. Infelizmente, de forma intempestiva, o nosso prefeito Daniel Guerra cessou o uso daquele local por parte de toda a comunidade, porque não é a casa do Saul, a cada do João, a casa do Beltrano que utiliza aquele espaço, são todos, é democrático, é do povo. Simplesmente, o prefeito fechou aquela área e hoje está em um local de extrema vulnerabilidade, porque está um local de drogadição, de prostituição, lixo, de muito lixo, e é uma área com mananciais. Aí então iniciou toda luta, uma peregrinação por parte do Saul, vereador Frizzo, para tentar reconquistar aquele espaço que o senhor tanto lutou junto com a comunidade. Hoje eu aproveito, Saul, enquanto passa algumas fotos aqui para a nossa comunidade acompanhar, que está em casa, de uma proposta que eu convidei vocês para estarem presentes hoje para estarem protocolando juntamente conosco, em clima de Festa da Uva, onde nós tivemos a Festa da Uva que era a alegria de estarmos juntos, na alegria da diversidade onde todos participavam, todos comungavam da festa sem preconceito, sem discriminação e hoje a gente não tem mais esse clima de Festa da Uva na nossa cidade. Até porque, Saul, o senhor citou a questão do Jesus Terceiro Milênio, ele está fechado, está em péssimas condições de uso. Os turistas estão pedindo para conhecer o Jesus Terceiro Milênio, o Museu do Zambelli que está embaixo, que representa a religiosidade de Caxias do Sul. E hoje nós protocolaremos um projeto de lei que tornará o monumento ao orixá Ogum como símbolo oficial das religiões da matriz afro-brasileira no município de Caxias do Sul. E nesse momento que nós iremos protocolar, senhor presidente, colegas vereadores, a gente sabe que tem todo um trâmite nas comissões. A gente não quer nenhum jeitinho e a gente não quer pular na frente de nenhum projeto. Mas em nome deles que estão aqui, dos que não puderam vir, nós pedimos agilidade nas comissões para que esse projeto venha o quanto antes porque chega de preconceito em cima de um povo tão sofrido que passou por momentos de escravidão no nosso país, que foram libertos e continuam até hoje sofrendo preconceitos religiosos, seja aquela criança que está lá na escola. Que religião que tu é? Que não pode falar por preconceito dos colegas e até dos professores. Então eu peço que quando vier nas comissões que imediatamente seja – porque não é um projeto polêmico, não precisa baixar para institutos –, por favor, o quanto antes oficializado como monumento ao orixá Ogum. E aqui eu também já faço um apelo a nossa presidente do Conselho Municipal de Cultura, a Cecília Pozza, e a nossa representante aqui do governo Eduardo Leite, na Câmara, a Paula Ioris. Já teve algumas conversas com a secretária estadual de Cultura a qual se interessou e muito. Já que o prefeito não quis tombar como patrimônio municipal nós iremos encaminhar para tombamento estadual. É o primeiro monumento, no país, a um orixá e será aqui na nossa cidade de Caxias do Sul. Eu gostaria de ser o prefeito nessa oportunidade porque o prefeito foi secretário de Turismo. Olha num momento como este Caxias do Sul ter um monumento ao orixá, sendo que ele foi secretário do Turismo. A pessoa pode visitar a catedral, pode visitar o terceiro milênio, mas também pode visitar uma praça a um orixá. A pessoa que vem da Bahia, a pessoa que vem de Minas Gerais... Que bonito seria, vereador Toigo, o senhor que também trabalha a questão do turismo religioso, em vários locais religiosos da nossa cidade. Mas infelizmente nós ainda não temos isso. Por isso eu peço, colegas, que quando vier a debate, o quanto antes, nós aprovemos esse projeto, mas que também nós possamos encaminhar para o governo do estado para tombamento como estadual. Já que o nosso prefeito se negou, não sei por qual motivo, pessoal ou porque ele tem intolerância religiosa, preconceito religioso, ele não quis, mas a comunidade clama. E aqui eu faço a leitura.
 
[...]
A proposta tem como impulso a profunda relação entre a Mitologia Iorubá do Orixá e a dinâmica industrial do município. A especificação desse Orixá e a caracterização da cidade enquanto pujante polo metalmecânico o consagram enquanto Padroeiro da Cidade de Caxias do Sul entre os umbandistas e os adeptos dos mais diversos ramos da religiosidade afro-brasileira da região. Em muitos aspectos, o Orixá contém similaridades com o processo de colonização e o ímpeto cultural presentes no cotidiano caxiense, então solidificado pelo lema: Fé e Trabalho.
O intuito de tornar esse bem símbolo das religiões de Matriz Afro-Brasileira consiste em evidenciar o conjunto de sentimentos, práticas sociais e valores imateriais a partir dele singularizados em Caxias do Sul.
[...]
 
 E por que isso? Esse breve parágrafo? Porque foi escolhido, de forma democrática, através de eleição, o orixá Ogum como patrono de Caxias do Sul pela própria religião. Ele é o orixá... Como nós temos a Santa Teresa que está no São Leopoldo, na entrada de Caxias do Sul, nós temos um monumento, uma praça em homenagem ao orixá Ogum que representa, colegas vereadores e comunidade de Caxias do Sul, a cidade, o símbolo da nossa cidade, o trabalho, a fé. Ele é o orixá do aço, do trabalho, da garra e simboliza o desenvolvimento da nossa cidade. E nada mais justo, Saul, este ano, que é o ano do orixá Ogum, ser aprovado esse projeto. Quase dois anos após a promulgação de lei autorizada a criação de área pública para construção da Praça Lauro de Oxum, fundador da Associação
 
Quase dois anos após a promulgação da lei autorizando a criação de área pública para construção da Praça Lauro de Oxum, fundador da Associação de Umbanda Caxias (AUC), foi inaugurado o Monumento ao Orixá Ogum, na mesma Praça, na Perimetral Sul, no Bairro Kayser, e instituído pela Lei Municipal no 6.592/2006. A inauguração ocorreu no dia 21 de abril de 2006. Onde estiveram presentes religiosos das mais diferentes religiões, Ministério da Cultura, secretarias, a Câmara de Vereadores esteve presente.
O monumento foi custeado pelos membros afiliados da Associação de Umbanda Caxias e conta com seus cuidados para manutenção, reparo e para com as oferendas ali depositadas. Ou seja, é uma praça criada totalmente com dinheiro privado da Associação. Não tem um centavo de dinheiro público a não ser a área. [...]
O Estado do Rio Grande do Sul, e isso é bom como curiosidade a gente saber,  é considerado o detentor de maior diversidade religiosa do país. Se considerarmos apenas o número de praticantes autodeclarados pertencentes às religiosidades de cunho afro-brasileiro... Uma Declaração de Líder para concluir, presidente. Ainda assim o estado figura em primeiro lugar nas estatísticas. Em Caxias do Sul há mais de 350 terreiros afiliados à Associação de Umbanda Caxias [...] São pelo menos 4 mil pessoas  ligadas à Associação de Umbanda Caxias, fora as que estão ligadas a outras associações ou de forma autônoma praticando a religião.
Pois bem, colegas vereadores e comunidade que nos assiste:
No dia 12 de dezembro de 2018, após reunião do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural (COMPAHC), decidiu-se pelo tombamento do Monumento a Ogum como Patrimônio Cultural de Natureza Material de Caxias do Sul. No encontro, ocorrido na Câmara Municipal, também estiveram presentes representantes da Umbanda e integrantes do Conselho de Política Cultural do Município.
 
E aqui eu faço a leitura dos pareceres, porque não é o vereador Rafael. Eu copiei e colei os pareceres do relator, que é da própria prefeitura, da Smed, e da sub-relatora, da revisora, que é da Universidade de Caxias do Sul, representando o curso de Arquitetura e História. Então eu passo a ler para ver que não é nenhuma invenção deste vereador, ou do Saul, ou dos religiosos.
 
Os pareceres do COMPAHC foram favoráveis ao processo de tombamento. Pela relatoria, manifestou-se o Sr. Marcos Roberto da Silva Alves, conselheiro pela Secretaria Municipal da Educação. Algumas de suas considerações:
- Em razão do valor arquitetônico, que possui qualidades formais, pois se trata de uma escultura de 2,93m de altura, 1,40m de largura, pesa 380kg e é revestido em aço com solda mig;
- Em razão de seu valor tradicional e/ou vocativo. Foi inaugurado em 21 de abril de 2006 e possui valor tradicional na memória coletiva do caxiense;
- Em razão de seu valor ambiental, o Monumento atua como um elemento de integração, tornando o local mais atrativo, estimulando a interação e lazer da comunidade;
- Em razão de seu valor de compatibilização com a estrutura urbana, onde se localiza na zona sul de Caxias do Sul e é destinado à área residencial e comercial. Apesar de o Monumento ter menos de 50 anos, desde sua fundação, faz parte do imaginário dos caxienses, carregando sentimentos, práticas sociais e valores materiais, recheados de simbologias, misturando o tempo passado ao presente;
- Em razão de seu valor de acessibilidade com vistas à reciclagem, onde apresenta conexão com o sistema viário principal, integrando-se aos equipamentos de lazer e cultura da cidade e também oferece espaço capaz de acolher e possibilitar funcionamento eficiente às comemorações alusivas ao patrono de Caxias do Sul;
- Em razão de seu valor de conservação, que encontra-se em bom estado, dispensando qualquer tipo de obra ou reparo de caráter urgente;
- Em razão de seu valor de raridade funcional. A escultura de autoria de Valdemar Ferri, cirurgião-dentista e como segundo ramo de atuação, um escultor em metal, cujas obras foram ganhadoras de diversos prêmios, dão a estátua de Ogum um caráter de raridade formal por ser peça única no cenário atual;
- Por seu valor de compatibilização com a estrutura urbana, o monumento encontra-se em local que garante o cumprimento das diretrizes da estrutura urbana, uma vez que não impede passagem ou alargamentos de vias, instalações de equipamentos urbanos etc;
- E também por seu valor de antiguidade que lhe é conferido, pelas obras em metal que já receberam diversos prêmios.
Após o parecer do relator, foi encaminhada a palavra à conselheira representante da Universidade de Caxias do Sul, Ana Lia Dal Pont Branchi, que emitiu parecer de revisão, opinando favoravelmente ao tombamento, do qual extraímos importantes fundamentações: A qual nós tivemos uma aula, e eu quero compartilhar com os colegas vereadores e a comunidade caxiense.
- O tombamento pode ser em instância material, como está sendo solicitado, além de que se defina um entorno pra ele, como a Praça, por exemplo, de modo a garantir o espaço físico para as práticas que ali ocorrem. Em entrevista com Saul de Medeiros, presidente da Associação de Umbanda Caxias, ele informou que entendem o local como um “lugar”, que é diferente de “espaço físico”. Para o presidente da Associação “O lugar é ritualizado, como um ponto de força, já tem seu magnetismo próprio”. Por esta razão, esta vinculação com o lugar, que há a preocupação em assegurá-lo com a proteção legal do tombamento.
- A Praça e o Monumento representam conquista simbólica para a Associação, que representa centenas de praticantes da religião, tanto da cidade quanto da região. O tombamento também pode ser visto como uma reivindicação no campo das apresentações simbólicas, por parte deste grupo social, visto que, na lista de bens não há nenhum vinculado a religiões de matriz africana. - A cidade legitimar o monumento ao Orixá Ogum como patrimônio representa ganhos simbólicos em uma via de mão-dupla: ganham os grupos sociais, por serem atendidos e reconhecido, e ganha a cidade por reconhecer as diferentes práticas culturais: a diversidade cultural;
- Além de ser tombado fisicamente, o bem em questão, o monumento poderia ser registrado como bem material. Entende-se aqui, dentre as categorias, como a de “Lugar”. Porém é necessário aprofundamento dos estudos por equipe especializada.
Foi emitida, após os dois pareceres, resolução referente ao Processo Administrativo 2018/31917, que solicita o tombamento do Monumento ao Orixá Ogum, no sentido favorável, considerando que o Monumento e a Praça são referências culturais para Caxias do Sul, recomendando, ainda, que seja deferida a construção de um entorno de proteção, que deverá incorporar a Praça, mas não necessariamente limitar-se a ela.
[…]
                      (Exposição de Motivos)
 
Como já foi falado, com todas essas justificativas que eu li entre as demais que tem um arrazoado extenso...
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Um aparte, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Já lhe concedo. Tanto da relatora da UCS como da Smed, do Marcos da Smed, o nosso prefeito Daniel Guerra vetou o patrimônio Orixá Ogum, que foi custeado por Valdir, representando a UAB, nosso presidente, custas da própria associação e dos religiosos. Não teve um centavo do poder público. Fechou o Reino dos Orixás, que também tinha a própria manutenção pelos próprios frequentadores. Então só nos resta crer que o nosso prefeito, ele sofre talvez de narcizismo, mas principalmente de intolerância religiosa contra o povo de matriz africana. E aí a gente pode falar contra os negros, contra as pessoas que sofrem discriminações, porque é uma religião que absorve todas as pessoas da sua mais diversidade, seja religiosa, seja sexual, seja de cor, seja de classe social, é uma religião que agrega, que absorve. E aí, como o senhor bem falou, Saul, não adianta andar com uma Bíblia, dizer que cultua Deus, mas, na verdade, faz totalmente o contrário. Uma coisa é ter ética, outra coisa é ter caráter. Seu aparte, vereador Frizzo.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Vereador Rafael, em primeiro lugar, a minha saudação ao Pai Saul e à Mãe Tânia. Nas suas pessoas, eu saúdo todos que nos prestigiam aqui nesta manhã, comunidade umbandista, o pessoal do conselho. É sempre uma alegria vê-los na Casa, como diz o nosso hino da Umbanda, a Umbanda é luz que nos conduz. Que bom! Vereador Rafael, fico feliz ao ver o senhor se somar a uma luta, a uma posição que nesta Casa, eu e outros vereadores já tínhamos. E o vereador Edson eu acho que fala aqui na pessoa, vereadora Denise, na pessoa da querida vereadora Geni Peteffi, que  sempre junto conosco e outros vereadores, ombreavam aqui as causas da luta contra a intolerância religiosa. E se é uma pessoa nesta cidade que tem a marca da luta contra a intolerância religiosa chama-se Saul de Medeiros, nosso presidente da Associação de Umbanda Caxias.  A ele, a  associação, a sua diretoria, a todas as casas que congregam na Associação de Umbanda Caxias se deve muito dessas conquistas do ponto de vista da consolidação e do reconhecimento das religiões e matriz  afro na cidade. E quase que comparando a outros lugares no Brasil, não é, vereador Rafa, até se tornando diferenciais. Eu tive oportunidade de ver na Bahia também como é que funcionava lá, porque nasceu na Bahia lá ainda quando Jorge Amado era deputado federal, na Constituição de 45, 46, o artigo que reconhecia e retirava a questão da discriminação na nossa Constituição. Então esses espaços como o Reino dos Orixás, a Praça Lauro de Oxum são conquistas desta comunidade. Então nesse sentido eu o cumprimento por estar se somando a esta luta e aqui, eu tenho certeza que aqui é uma Casa democrática e aqui a associação sempre vai encontrar espaço para suas as manifestações. Desculpe ter tomado  muito o seu tempo.
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Obrigado, presidente. O senhor me dá tolerância de 30 segundos só para eu ler um parágrafo do Ernani Vieira Neto, o que representa então... Ele é o autor que escreveu grande parte do nosso projeto de lei o qual nós estamos protocolando e foi protocolado como o projeto de tombamento. A fala dele: O prefeito de Caxias do Sul em vias de incrementar o acervo patrimonial, elementos da nossa brasilidade, materializados no monumento de orixá a Ogum sendo em potencialidades nesse caso o primeiro bem patrimonial de origem não italiana do município. Esse argumento pifiamente que é a não aceitação do tombamento justifica-se  pelo fato de ele ser público e que por isso não precisa de medidas de proteção. Para aumentar o capitanismo diz que não irá comprometer a possibilidade de alteração do lugar e do bem em questão para deixá-lo ao gosto das arbitrariedades municipais futuras. Diante de tal resolução o evidente respeito à atribuição de sentimentos e afetos a todos os bens patrimoniais outrora consagrados perguntamos: porque o Monumento ao Imigrante acumula tantos títulos que lhe asseguram proteção e preservação institucional já que também é dotado de natureza pública? Por que há tantos dispositivos engendrados já que a possibilidade de dano a este bem é tão menor se comparado aos que sofrem perseguições diárias por conta da fé em um orixá que guarda tantas similaridades mitológicas com a cidade? O principal objetivo de tombamento ao orixá Ogum almejaria o suporte institucional para esmerar uma digna sociabilidade.
E para isso eu peço, neste momento, nós nos dirigirmos até o protocolo para protocolarmos esse projeto e dizer sim ao monumento do orixá Ogum como nosso patrimônio, colegas vereadores, mas não a qualquer tipo de preconceito na nossa cidade de Caxias do Sul principalmente vindo do prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra. Muito obrigado pela tolerância.  (Palmas)
 

 
 
 
 
Parla Vox Taquigrafia
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores. Cumprimentar aqui a todos que se encontram no plenário, bem-vindos, a todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16 e também este vereador é parceiro sempre para atender as demandas e parceiro ao grupo que aqui se encontra a qualquer ação que venha a beneficiar a nossa cidade. O seu aparte, de imediato, antes de entrar no meu assunto.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (PRB): Bom dia, senhor presidente, senhores e senhoras vereadores, muito obrigado, vereador Bandeira. Quero cumprimentar o Sr. Saul que aqui se encontra e todos os seus irmãos de fé. A Constituição Federal no artigo 5º estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença, assegurando o livre exercício de cultos religiosos e garantindo na forma de lei a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. Eu sou evangélico e não tenho nenhum preconceito cada com os senhores e as senhoras – e estou sendo uma pessoa bem simplista aqui. Se a Constituição Federal rege que existe liberdade de culto, liberdade de expressão, eu respeito a minha fé e a fé de vocês. E não é na forma do braço, não é no grito, não é na irresponsabilidade, não é na grosseria e não é na imposição. Então eu quero deixar aqui a minha manifestação, dizendo aos senhores e as senhoras que aqui estão presentes no plenário, que nos acompanham pela TV Câmara, que o livre exercício de expressão e de culto é livre. Então, independente de posições, eu quero dizer aos senhores e as senhoras que vocês fazem o papel de vocês. Nós, como pessoas públicas, devemos respeitá-lo, cada qual tendo sua opinião e sua liberdade de expressão. Sejam bem-vindos e que Deus abençoe a cada um dos senhores e senhoras. Muito obrigado, vereador. (Palmas)
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Fiuza. Desde já também agradecer o Beltrão pela cedência do espaço, essa troca de espaço aí, esse espaço democrático de nossos colegas. Muito obrigado, vereador Beltrão. Então eu quero trocar, digamos de assunto e levantar um assunto que, neste dia de hoje, é a questão da rotatória. A gente fala tanto dessa rotatória da entrada de Fazenda Souza e não dá para a gente se calar porque, nesse final de semana, mais um acidente ocorreu naquele local. Então eu quero ocupar esse espaço deste Grande Expediente de hoje para novamente relatar os fatos sobre essa obra da rotatória de acesso ao Distrito de Fazenda Souza. Como todos sabem, essa é uma importante demanda sim, mas infelizmente ela ainda não pôde ser concluída. O acesso de Fazenda Souza é uma obra do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, realizada através da Secretaria Estadual dos Transportes e Mobilidade. A pedido dos moradores do distrito de Fazenda Souza e outros distritos da comunidade, estivemos em Porto Alegre no dia 20 de abril de 2016 e solicitamos diretamente ao então secretário Pedro Westphalen, à época, o início das obras. Entregamos um documento com imagens e reportagens que comprovaram a ocorrência de engarrafamentos e acidentes que já ocorriam anteriormente no local. Informamos que a entrada de Fazenda Souza é a mesma usada pelos moradores dos distritos de Vila Oliva e Santa Lúcia do Piaí e que, do outro lado da pista, existe o acesso ao Bairro de Ana Rech, que também é uma via alternativa. Na ocasião, convidamos o secretário para vir à Caxias conhecer os locais, onde visitamos não só a entrada de Fazenda Souza, mas visitamos na Rua Atílio Andreazza na saída aí que está muito engarrafada, que é uma via alternativa essa rua, a Atílio Andreazza, que precisa ser feito algo na saída da Rota do Sol. Como nós cobramos também aí na Codeca, a qual está sendo concluída, a entrada de Forqueta também, o Travessão Leopoldina, a gente já cobrou todas essas demandas.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Um pequeno aparte, vereador?
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Aquela de Forqueta também, vereador Kiko, está ainda parada, que a gente irá acompanhar e cobrar essa questão também. Enfim...
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Peço um aparte, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Na ocasião convidamos o secretário para vir a Caxias conhecer esses locais, encaminhar à sua equipe solicitando que o assunto era de extrema importância.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Um aparte, vereador.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): Um aparte, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Posteriormente, vereador Kiko, no dia 20 de março de 2017 a nosso pedido o então secretário Pedro Westphalen esteve em Caxias do Sul para justamente conhecer o trecho onde seria feita a obra e comprometeu-se, sim, fazer a obra que teve início ainda em 2017. Então parabenizamos essa iniciativa, esse início. Portanto, a obra passou por um processo licitatório onde a empresa vencedora ficou com a parte da execução do acesso. Tem contrato firmado entre o governo do estado e a empresa vencedora, no caso a Construtora Dalfovo. É função deste vereador, sim, de qualquer outro vereador, vistoriar as obras públicas sendo realizadas no nosso município. Por isso fomos várias vezes fiscalizar o andamento da obra nesse local, muitas vezes. Qualquer cidadão tem o direito também de acompanhar a obra se assim desejar e puder. Houve alguns ajustes no projeto e problemas com a tubulação de água do local que atrasaram a obra, entre tantos outros que aconteceram, mas todos já foram solucionados. Assinatura do início das obras ocorreu então no dia 5 de setembro de 2017 com previsão de término em seis meses. Porém, tinha-se a expectativa da rotatória estar concluída ainda em 28 de outubro de 2017. Entretanto, até agora, em 2019, colegas vereadores, o trecho ainda não foi concluído, vereador Frizzo. Diante da grande demora da conclusão dessa obra, em função das inúmeras cobranças que recebemos, depois de vários telefonemas aos órgãos competentes no dia 31 de julho de 2018 protocolamos a Indicação nº 696 que solicitou ao Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem, o Daer, a conclusão da obra com urgência e que questionou os motivos da demora, solicitou o prazo, nesse momento, para conclusão. Mas até o momento o documento não foi respondido. Desde então temos telefonado periodicamente para a empreiteira Dalfovo, que é responsável pela obra, e para o Daer em busca de informações e cobrando a conclusão da obra. No dia 14 de novembro de 2018 ouvimos do engenheiro Maicon Perini, do Daer, que o motivo da obra estar parada, nesse momento, é pela falta de material. Então vocês percebam que cada cobrança é uma desculpa diferente. O que seria um problema não só desta obra, segundo ele, mas de muitas outras obras pelo estado. Conforme a matéria da Rádio Caxias, de acordo com o diretor-geral do Daer, Rogério Uberti, a expectativa era que fosse entregue a reformulação do trevo até o fim de novembro de 2018. Senhor presidente, uma Declaração de Líder da bancada do PP, por gentileza, para eu concluir. Obrigado, senhor presidente. No entanto, até agora não foi feita a entrega, colegas vereadores. Já ocorreram inúmeros acidentes no local inclusive um gravíssimo no dia 7 de fevereiro que resultou na morte trágica de duas pessoas que foram carbonizadas dentro do seu próprio carro. E neste final de semana, colegas vereadores, também, novamente, fomos chamados a comparecer ao local devido a outro acidente. Desta vez, graças a Deus ninguém morreu. Lá estava, então. Podiam ter ocorrido mais mortes novamente. Por pouco. Eu falei com o caminhoneiro, é bom fazer essa ressalva neste ponto, estive falando com a polícia rodoviária, falei com o caminhoneiro também. O caminhoneiro disse “por pouquinho, o carro chegou a levantar assim para capotar”. Se ele capotasse o caminhão ia passar por cima. Uma carreta. E uma carreta todo mundo sabe que não consegue segurar. No momento que está andando numa rodovia, numa velocidade lá de 80, 90 km por hora, carregado, não consegue segurar. Mas, graças a Deus, foram só danos no carro. Ninguém ficou ferido. Então a pergunta aqui: até quando vamos esperar essa obra para ser concluída? A população realmente está em choque com todos esses acontecimentos que vêm acontecendo. E nós somos muito cobrados também, todos. Acredito nós vereadores, aqui na Câmara de Vereadores, somos cobrados. Continuaremos, sim, insistindo com os responsáveis dessa obra para que terminem o quanto antes e concluam o trabalho que já foi feito. É do interesse de todos que a situação seja concluída com a máxima urgência. Repito aqui: com a máxima urgência isso tem que ser concluído para que outras tragédias não venham acontecer. Este vereador continuará, sim, fazendo o seu papel de acompanhar, cobrar o trabalho. Que seja feito, terminado o quanto antes. Mas é preciso que o Poder Público se sensibilize e resolva de uma vez por todas essa grave demanda. Protocolamos também, novamente, hoje, uma nova indicação, desta vez dirigida ao próprio governador Eduardo Leite, solicitando uma atenção especial ao caso. Esperamos que, em breve, possamos vir a este plenário comunicar, assim, a conclusão dessa obra. Colegas vereadores, já concedo aparte para vocês. Isso é inaceitável, isso é um absurdo. Uma obra começar em 2017, que era para estar pronta em três, quatro meses, até hoje essa obra não estar pronta. No começo a gente até levou... Teve muitos elogios. A gente trouxe o seu Pedro Westphalen, foi começada a obra e tal. Mesmo muitas vezes alguém dizendo que essa obra não ia servir para nada, que essa rotatória ia ficar pior. Enfim, já no começo começou assim. Que era bom um viaduto, que era bom isso, aquilo, enfim. Nós cobramos. Nós vereadores, vereador Kiko, nós cobramos o que é preciso ser feito na nossa cidade. Agora os técnicos, os responsáveis, que eles que estão cientes do projeto acabaram, optaram por fazer uma rotatória, vereador Toigo. Só que a gente também levou pau nesse sentido. “Por que a rotatória? Por que não fizeram já um viaduto e tal?” Enfim... Agora não dá para escutar isso. É realmente, vereador Toigo, de uma obra parar porque não tem dinheiro, por causa disso, por falta de material. Então é uma vergonha isso, é um absurdo. E o povo – depois já concedo aparte – irá... Hoje o povo está esperto. Tudo é marcado no papel, vereador Beltrão, tudo que acontece. E o povo não é mais bobo, não. Ele irá refletir lá na frente, nas próximas eleições, porque isso aí tinha que ser concluído; tinha que ser já, há muito tempo. Essa precisa ser concluída. E o povo tinha que já ter avaliado se tinha ficado boa a obra, sim ou não. Mas, infelizmente, essa obra está assim, muito mal sinalizada. Outros acidentes irão ocorrer. A gente não está aqui desejando o mal, mas eu passo lá toda hora e é muito difícil de atravessar aquele trecho, porque a obra está parada e mal sinalizada. Seu aparte, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Vereador Bandeira, eu o parabenizo pela luta. Vários vereadores estão relatando a todo momento... e eu  assim, na minha opinião: Quantas pessoas morreram em Monte Bérico antes de eles colocarem lá uma sinaleira? E essa entrada de Fazenda Souza é idêntica àquela de Monte Bérico. Da maneira que está ali, se viaduto é muito caro, enfim, não dá, a rotatória vai melhorar da maneira que está sendo feito, mas não vai resolver. Só resolveria lá, da maneira que está lá, colocando uma sinaleira, como em Monte Bérico. Monte Bérico morreu mais algum depois que colocaram a sinaleira? Cessou. Lá tem que ser igual, senão vai melhorar, mas não vai resolver. Podem crer que é isso que vai acontecer. Obrigado. Parabéns pela luta!
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Uez. É isso. Algo tem que ser feito. Próximo, vereador Daneluz.
VEREADOR RICARDO DANELUZ (PDT): Vereador Bandeira, se for contar quantas vezes a gente já falou desse assunto aqui, realmente, a gente percebe que a condução dessa obra é, no mínimo, vergonhosa não é. Dois anos que se passaram e projetos... E agora, há poucos dias, eu estava refletindo, porque eu passo ali naquele trecho, no mínimo, duas vezes todos os dias. E as pessoas nos relatam diariamente que está muito confuso ali, que tu não sabes para que lado ir. Aí tem essa questão do problema da falta de asfalto e planejamento, enfim, aí eu me pergunto: não tinham nem cones, então? Nem equipamentos para sinalizar? Agora fizeram uma pinturinha ali, mas continua bastante confuso. Então só fazer o relato que entregamos no Café da Manhã com o governador, na última sexta-feira, documento através da Comissão da Cultura, assinado por mim; pelo senhor, vereador Uez; Meneguzzi, entregamos esse documento então com outras demandas junto e com essa principalmente, porque ali, de fato, as pessoas estão cansadas de cobrar, estão bastante revoltadas. E o governo do Estado começa uma obra sem prazo de terminar, sem planejamento algum, e é como falam, às vezes se planeja em pouco tempo e se executa em muito. Então isso é extremamente lamentável. Parabéns pelo assunto, vereador. E segue-se a luta.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Daneluz. E é isso aí. Resumindo tudo, é isso aí. Essa é a palavra bem certa, é vergonhoso isso aí. Vereador Kiko.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Obrigado, vereador Bandeira. Imagina se nós, vereadores que não moramos lá, somos cobrados, imagina os senhores, Ricardo Daneluz e o senhor, que usam todo dia aquela região. Todos os dias tem reclamação para mim também, para vereadores. Agora de quem é a responsabilidade de comprar o material? É do Daer ou é da empresa contratada? O Daer diz que às vezes falta material. Mas não é a empresa que foi contratada que tem que comprar esse material? Que tipo de licitação foi feita? Cadê a sinalização? Como diz o vereador Ricardo Daneluz. Cadê a sinalização de lá? Todo mundo se perde quando chega ali. Seguido, quando também vou ali, a gente se perde e não sabe o que fazer. Vai continuar, infelizmente, acontecendo mais acidentes, e o governo do Estado é responsável, sim, pelas tragédias que estão acontecendo ali. Se não sabem fazer projetos, não comecem. Deixassem do jeito que estava. Ninguém sabia que tinha ali o gás? Ninguém sabia que tinha a tubulação do Samae? Descobriram agora? Por favor, não é vereador. Por favor, não é.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Kiko. É bem isso aí, é exatamente o que o senhor falou. Vereador Thomé.
VEREADOR ALCEU THOMÉ (PTB): A gente tem observado, até estava olhando aqui, recebi ontem, à noite, algumas reclamações pedindo para a gente se organizar, para fechar a rodovia. Eu não vejo essa situação. Eu vejo que o governo teria que perceber a gravidade das coisas, onde ali mais de dezenas de pessoas faleceram ao longo do tempo. Não são duas ou três; são mais de dezenas que faleceram. E vai continuar em função da obra de engenharia feita muito mal. Então eu acho que qualquer leigo talvez fizesse melhor, onde teria que ter sido feito um viaduto ali. Era o mais plausível. Então foi feita uma obra remendada e que está causando muita polêmica e muitos acidentes aí. Até quando vamos ter mortes e gente machucada ali? Obrigado, vereador.
VEREADOR ARLINDO BANDEIRA (PP): Obrigado, vereador Thomé. Para concluir, senhor presidente, então nós estamos também cobrando dos nossos deputados. Temos cobrado dos nossos deputados, sejam estaduais, federais, inclusive entrei em contato com o nosso deputado Afonso Ramos, que ele irá agendar uma audiência, uma reunião com o Daer, em Porto Alegre, para agilizar rápido, rapidamente para concluir essa obra e ver o que está sendo errado, o que precisa ajeitar e ajustar isso. Obrigado, senhor presidente. Era isso.
 
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VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, a todos que nos assistem pela TV Câmara, canal 16, que nos acompanham pelas redes sociais. Mais uma vez o meu bom dia à comunidade umbandista aqui presente.  Eu saúdo também mais uma vez nas pessoas do Pai Saul, da Mãe Tânia, a todo o pessoal que acompanhou essa discussão, vereador Rafael, do Conselho Municipal de Cultura com relação a que este monumento de Caxias fosse efetivamente reconhecido como patrimônio imaterial de Caxias. E me permita, colegas vereadores, renovar um pouco das minhas falas aqui de vários anos acompanhando esse trabalho fantástico que a Associação de Umbanda Caxias realiza na nossa cidade reconhecendo especialmente as conquistas dessa entidade, das entidades que representa, porque de fato foram conquistas diferenciadas, inclusive em nível do nosso país, não só do nosso Estado. Caxias tem essa peculiaridade de sendo uma região colonial italiana, vereador Gustavo Toigo, com toda essa vinculação, a questão da religião católica apostólica romana, nós tivemos também um crescimento muito forte das religiões evangélicas, pentecostais na nossa cidade, mas também tivemos e temos esse reconhecimento de pessoas que dedicaram e muito do ponto de vista que a sua expressão de fé, vereador Fiuza, perdão, não se encontra no plenário, também fosse reconhecida. E essas pessoas merecem então todo o meu respeito. Eu era secretário municipal do Meio Ambiente, Pai Saul, quando lá atrás discutimos um espaço para a questão das oferendas, das religiões de matriz africana.  E na época se discutia muito o problema da cascata ali na Rota do Sol, no Bairro Santa Fé e se promovia ali mutirões envolvendo várias casas de umbanda na cidade e aí se chegou à conclusão de que o mais correto seria destinar um espaço.  Destinar um espaço específico, na época o prefeito era o Pepe Vargas, destinar um espaço específico para esse tipo de profissão de fé dessa religião. E chegamos no Bairro Cruzeiro onde havia uma bonita área verde que juntava essas questões que para os umbandistas são fundamentais que são os elementos da natureza, água, natureza, essas questões todas e lá através do trabalho deles, especificamente deles, se construiu ali o que a gente chamou de Reino dos Orixás. Posteriormente eu a vereadora Geni Peteffi encaminhamos um projeto de lei a Casa transformando aquela área em um parque ecológico. Portanto, mesmo que o filhotinho de bozo que  senta na cadeira do  outro lado do paço municipal, queira, aquele espaço é um espaço ecológico, é um parque municipal criado por esta Casa, sancionado pelo prefeito de então. Portanto oficialmente aquele é um espaço existente e reconhecido pelo município. E falo desse espaço do Reino dos Orixás para voltar aqui para a Praça Lauro de Ogum, quando lá atrás se fez o traçado da Perimetral Norte, já se fazia o traçado da continuação da que hoje se chama Avenida Bruno Segalla partindo ali da antiga De Boni até a Avenida São Leopoldo e com as desapropriações que aconteceram, sobrou ali um pequeno triângulo e que se fizeram ali três ruas, uma confluência de três ruas, duas ruas com uma avenida. Quando se buscou um espaço para homenagear aquele que foi sem dúvida nenhuma a referência da luta pelas religiões afro na nossa cidade, eu falo de Lauro de Medeiros, que leva o nome dessa praça, se chegou a conclusão que ali era o espaço mais próprio para isso por conta de que era um espaço que visualmente era muito bonito e se transformou efetivamente em um espaço muito bonito. O nosso querido escritor, e ex-servidor desta Casa, ex-vereador, Guiomar Chies, em seu livro Os Poderes Fazem História, já deve ser a 3ª edição, se eu não me engano, a 2ª edição. Ele relata aqui, na página 210: Monumento a Ogum.
 
 
No dia 23 de abril de 2006 foi entregue o monumento ao orixá Ogum. Ele está situado na área pública pela Lei nº 6.592, de 22 de setembro de 2006, recebeu o nome de Praça de Ogum Lauro de Medeiros. Está localizado na Avenida Perimetral Sul com as Ruas Caetano Finco e Luiz Vissirini, no Bairro Kayser. A escultura é de aço inoxidável, tem 2,5 metros de altura e pesa 90 quilos. Na inauguração um placa continha os seguintes dizeres: Entregamos à Comunidade Afro-Umbandista em homenagem ao Grande Orixá Ogum, patrono de Caxias do Sul.
 
Aí ele cita uma frase:
 
“Ogum fechará seu caminho para a morte. Ogum fechará seu caminho para doença. E o abrirá para a sorte e vida longa” Ogunhê!
 
(Texto fornecido pelo orador.)
 
Aí cita as pessoas que estavam presentes, entre eles um representante do Ministro da Cultura, Gilberto Gil; deputado estadual Edson Portilho; este vereador e o escultor Valdemar Ferri, além da presença do babalorixá Saul de Medeiros, presidente da Associação de Umbanda Caxias. Temos até hoje registros fotográficos desse momento maravilhoso que Caxias presenciou. Aí eu me pergunto quem é o dito cujo que está ali do outro lado do paço municipal, após pareceres do Conselho Municipal, de embasados do Conselho Municipal de Cultura, para dizer: “Não, não vou sancionar essa lei, não vou sancionar esse pedido”. É de fato um desrespeito. Então, vereador, meu querido vereador, nosso líder de Governo, vereador Fiuza, cumprimentos pela sua manifestação. Uma manifestação de uma pessoa sensível e que vivência isso no dia a dia na sua condição também, na sua prática religiosa.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Permite um aparte, vereador Elói.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Um aparte, vereador Elói?
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Mas de fato, ali do outro lado, no paço municipal, como eu digo, não existe essa sensibilidade e quero anunciar para vocês meus amigos da Associação de Umbanda, Saul, estamos discutindo na Casa o Plano Diretor Municipal. Ali no Plano Diretor Municipal tem uma lista de próprios municipais, os mais diversos, onde consta aquilo que é Patrimônio Histórico de Caxias do Sul. Quero ser, junto com os meus colegas vereadores da Comissão, vereadora Denise, de Desenvolvimento Urbano, Transporte e Habitação, autor de uma emenda para incluir no Plano Diretor Municipal a Praça Lauro de Ogum e o seu monumento como patrimônio histórico desta cidade. (Palmas) E tenho convicção de que será aprovado por unanimidade nesta Casa, dando uma demonstração clara de que a nossa cidade, o seu povo não é absolutamente preconceituoso. Pois não, vereador.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Meus cumprimentos, vereador Elói. Terás o meu apoio também dentro da comissão para nós levarmos esse assunto e inserir como patrimônio do município esse monumento importante de Ogum, do Reino dos Orixás, porque, se nós formos repisar um pouco da história, a Umbanda é hoje considerada uma religião genuinamente brasileira, nasceu aqui na nossa nação e ela deve ter respeito. Nós vivemos alguns momentos de radicalismos na política, de fundamentalismos religiosos, o que faz muito mal. E nós precisamos viver na pluralidade, respeitar tanto a pluralidade de etnias, de credo cultural e religiosa e não poderia ser diferente também no monumento do reino dos orixás. V. Exa. coloca toda uma trajetória, o encaminhamento que isso foi dado ao longo dos tempos e me parece que foi desconsiderado ou desprestigiado pelo chefe do Poder Executivo após ter todo o encaminhamento processual e com respaldo do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico. Então entendo sim que nós podemos fazer esse reparo através de uma emenda no Plano Diretor para realmente dar o exemplo e considerar mais essa monumentalidade, um grande espaço público e um espaço de referência para a comunidade umbandista da nossa cidade.
VEREADOR ELÓI FRIZZO (PSB): Obrigado, vereador Gustavo Toigo. Concluo dizendo, pai Onofre que... Pai Saul que se o pai Onofre estivesse aqui, que já foi para outro plano, também estaria aplaudindo de pé a sua iniciativa, vereador Rafael, porque de fato esse é um reconhecimento que esta Casa sempre dá. Como nós reconhecemos o monumento a Santa Teresa D’Ávila, padroeira pelos católicos da nossa cidade, como reconhecemos a Marcha de Jesus, como reconhecemos tantas outras manifestações do ponto de vista da fé do nosso povo, essa também é uma manifestação de fé da comunidade umbandista e portanto merece todo o nosso respeito, respeito que lamentavelmente a gente não sentiu no veto oposto ao prefeito a esse reconhecimento público. Nesse sentido meus cumprimentos, mais uma vez. Saudações, contem sempre com este vereador nessa luta. Muito obrigado. (Palmas)
 
 
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VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Senhor presidente, nobres colegas vereadores e vereadoras. A imprensa praticamente já colocou bastante. Mas eu, como convive em Galópolis durante quatro anos e teve, na minha época, na minha gestão, duas... Enfim, lá se costuma, a cada dois anos, a escolha da Rainha da Galópolis. Enfim, só para fazer um comparativo, como aqui a gente tem a Rainha da Festa da Uva. Inclusive tem uma representante de Galópolis, que concorreu lá em Galópolis. Compartilhar um pouco. Estivemos na abertura. Até gostei muito da fala da presidente Sandra Randon. Porém, esqueceu do prato principal, nem citou as candidatas, como a imprensa já disse. Aí eu me coloco no lugar de um pai dessas meninas, que vem trabalhando, enfim. Inclusive, a minha, lá de Galópolis: nunca desistir. Da ansiedade de ver a sua filha, que muito bem o fizeram na divulgação da Festa da Uva. Acho que se existe uma divulgação bem feita é pelo trio. Incontestável! Incontestável! Eu sempre dizia “vocês precisam de mais calor humano, parabéns por aquilo que estão fazendo”. E, na hora de ali estarem presente, eu, sinceramente, para mim, a abertura da Festa da Uva foi mais um evento político do que a própria Festa da Uva. Porque ali, se existe uma presença que não... Devia, enfim, que tinha que estar ali por primeiro era o trio, era o trio. Aquela desculpa “estava na primeira fila”, nem estava, porque tinha lugar sobrando na primeira fila. Até pensei em ir sentar lá. Isso não é desculpa, não. Foi esquecido, eles reconhecem. Agora me coloco no lugar dessas meninas. Se doaram. E diz ainda no regulamento, se estiverem trabalhando tem até que, enfim, se exonerar do emprego para ali estar representando o nosso município. E na hora principal, vereadora Denise, eu vejo assim tipo um casamento que aconteceu sem a noiva. Eu vi isso. Então, se não tem espaço em cima...
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Um aparte.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Primeiro tem que estar ali o prefeito, as candidatas, a Sandra, o governador, vice-presidente. Depois os políticos. Que muitos vêm aqui só para tirar foto. Mas espero que, agora depois de eleito, enfim, venha alguma coisa para Caxias. Eu vi isso. Visitei, no domingo de manhã, um pouco. Gostei muito dos espaços das agroindústrias. Gostei muito. E eu, como trabalhei lá, já falei aqui, nas vendas de uva, para mim muito negativa a logística de venda de uva. É muito negativa. Vocês se coloquem no lugar dos turistas que vêm de ônibus lá embaixo.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Um aparte, vereador.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Chega de ônibus, tem que subir toda aquela escada. E, na hora que quer voltar, se quiser comprar uma uva na saída do Pavilhão ali não tem a banca. Tem uma banca lá no meio. Aqui na entrada dos Pavilhões, na saída de quem vem de carro, até existe. Ele é meio escondidinho. Poderia estar lá na frente, onde tem aquele ponto da Skin. O que mais tem lá é ponto de venda de chope, mas nem pode beber, porque depois tem a… Enfim, o que mais tem. Não foi valorizada, primeiro, a uva. Para mim, ali na Alameda poderia até ter uma espécie de feira de agricultor. Se é valorizar mesmo aquilo que é a uva. Então eu fico muito num ponto negativo, porque de novo o agricultor foi visto num segundo plano. As agroindústrias muito bem valorizadas, mas o que tem ali? Tem a presença do sindicato, de conhecedor. O que falta é o que eu dizia, tem que ouvir – o Fiuza até diz sempre – ouvir bastante e aproveitar aquilo que é bom. Não foi ouvido. Eu falava aqui constantemente. Quem me pediu aparte? Vereadora Paula? Tatiana, a senhora que já foi rainha, nossa rainha sempre, sabe muito bem o que eu estou falando no início da minha fala. Na hora do mais importante, foram deixadas de lado. Seu aparte.
VEREADORA TATIANE FRIZZO (SD): Sim, vereador. Bom dia a todos os colegas da Mesa. Realmente, repercutir essa situação que aconteceu. Acho que foi uma falha grave de protocolo. Só quem passou, quem viveu isso, essa dedicação toda, como você bem falou, a gente para os estudos, para o trabalho, e é uma dedicação intensa pela Festa Nacional da Uva. E o reconhecimento sempre vem, através do carinho das pessoas, através do reconhecimento da comissão social. Então, realmente, eu peço para que se tenha um cuidado para, no fechamento, no encerramento da Festa da Uva, elas estejam no palco, mas não apenas no palco, que elas possam se expressar, que elas tenham direito à fala, porque, de fato, elas nos representam nessa festa tão importante em nosso município.
VEREADOR VELOCINO UEZ (PDT): Obrigado, vereadora. Muito importante a sua contribuição. Sinceramente, esse lado eu saio muito, enfim... (Esgotado o tempo regimental.) como o pai dessas meninas tanto batalharam e na hora de estar ali, de poder dar a sua manifestação não é enxergado. Ouvir mais pessoas que sabem também não é só currículo que faz a história de Caxias.
 
 
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VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Senhor presidente, senhoras vereadoras e senhores vereadores. Eu vejo que, vereador Uez, não foi por esquecimento não. Não foi por esquecimento, porque quem esteve lá nos pavilhões e entrou por cima, olha, eu não sei se... Porque, normalmente, os visitantes, os turistas querem bater foto de quem? Com o trio. Passei três dias lá e não vi o trio. De certo, esconderam elas, porque... Acho que o esforço que elas fizeram a festa, que foi até agora...
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Então, vejo, vereador Uez... Porque, ontem, estive das 14 horas – estive num período lá na UPA de uma hora – às 22h35, a hora que terminou o show, fiquei lá até terminar, porque eu achei que... Mas eu quero dizer que não vi o trio. Vi o trio na cerimônia, lá longe, mas junto, no cheiro da comunidade não estava. E onde estava? O trio, então, não esteve presente na Festa da Uva. Quer dizer, não tinham nem embaixatrizes, não é. Nem embaixatrizes. Então uma festa para outros, porque no palanque sobrou espaço. Para agradecer a presidenta que citou o presidente da Casa, no mínimo, foi citado, senão nem a Câmara não era citada. Seu aparte, vereador Felipe.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Renato, eu acho que isso é muito além de simplesmente um esquecimento. Eu me coloco no lugar, vereador Alberto, de quem é professor ou quem é formado em RP também. Foi criado um novo protocolo aqui em Caxias. A abertura da Festa da Uva criou um novo protocolo de RP, totalmente diferente daquilo que o CONRERP prevê e fiscaliza e trabalha para seus afilhados. Ignorar e isolar a rainha e as princesas da Festa da Uva é, no mínimo, deselegante. No mínimo, deselegante. Isso não tem explicação. A cara, a imagem da festa é representada pela rainha, princesas e suas embaixatrizes. Essa é a cara da Festa da Uva no período da festa. Não é mais ninguém.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Um aparte, vereador?
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): E a rainha e as princesas, sequer terem sido citadas pelo prefeito? E aí vale um elogio ao governador Eduardo Leite, que citou, inclusive, falou o nome delas. Falou o nome delas. Então, vereador Renato, é muito maior do que simplesmente um esquecimento. Se é para trazer uma empresa de Porto Alegre para fazer protocolo do jeito que fez aqui, vereador Alberto, o senhor que é formado em RP também, nós temos empresas muito capacitadas em Caxias. Só que isso vai ao encontro daquilo que o prefeito já falou uma vez no seu gabinete que RP servia para servir chá e café. Está aí. Essa é a visão de quem está comandando a cidade hoje. Infelizmente a imagem da festa que é a rainha e princesas foram totalmente ignoradas e eu me coloco assim no lugar das três. Tento imaginar o que passou pela cabeça dessas três meninas depois de toda a dedicação, de tudo que as famílias viveram nesse período e no momento de consagração delas que era  abrir  a sua festa representando a cidade não estavam lá.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): Obrigado, vereador Felipe. Já, já, lhe concedo, vereador Meneguzzi.
VEREADOR RENATO OLIVEIRA (PCdoB): É importante dizer que foi ressaltado. A festa está sendo dirigida por uma presidente, agora as rainhas que foram eleitas. Primeiro teve a sonegação do automóvel, depois resolveram... Uma empresa que entrou meio que na força não nós vamos dar o automóvel para a rainha e daí  tiveram que aceitar, porque não queriam aceitar. E agora neste momento eu acho que... Deixa as gurias trabalhar pela festa, deixa... Elas só querem trabalhar para a festa. Só deixe elas trabalhar. Só deixe elas trabalhar. Elas querem trabalhar. Fazer o que elas foram eleitas para isso. As embaixatrizes também estão naquela equipe que se candidataram para trabalhar por Caxias. O seu aparte, vereador Meneguzzi.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Só para complementar o que disse  o vereador Felipe Gremelmaier. Existe um protocolo que é lei. Existe lei no protocolo e existe uma hierarquia. A questão não é a rainha e as princesas ou os políticos, ou os políticos ou a rainha e as princesas. Existe uma hierarquia. Alguns políticos devem estar sim em um palanque em um evento oficial, mas existe também aquilo que a gente denomina de bom senso, que sempre teve na Festa da Uva que é citar a rainha e as princesas e quebrar um pouquinho o protocolo, porque não é uma coisa tão rígida. O que mais me chama atenção, vereador Felipe, também é a justificativa em redes sociais da prefeitura jogando no colo da comissão comunitária a responsabilidade do protocolo e a comissão comunitária jogando no colo do cerimonial do vice-presidente. E o vice-presidente dizendo que nem sabia que havia uma proibição de colocarem a rainhas e as princesas ali no protocolo, quer dizer, cada um jogando no colo do outro. Então faltou total bom senso e falta de respeito e essas empresas que fazem o protocolo a prefeitura tem que estar envolvida. A comissão comunitária é uma comissão comunitária. É a prefeitura como um todo, é a cidade como um todo, quer dizer, tem que se unir para isso para fazer um protocolo decente obedecendo à lei e obedecendo o bom senso que foi o que faltou nesse protocolo. Obrigado.
 
 
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VEREADORA GLADIS FRIZZO (PMDB): Senhor presidente, bem o meu assunto era outro, nobres colegas, mas eu também não posso deixar de falar da tristeza que eu senti na abertura da Festa da Uva quando não vi no palco a rainha Maiara as princesas Milena e Viviane. Bem disse, vereador Renato, que começou desde o início. Antes da festa aqui começar, foi no dia da eleição, hoje não teve o prêmio para rainha. A humilhação começou neste momento, no meu entendimento, a falta de valorização. Então essas meninas eu quero dar parabéns, porque elas estão aguentando no osso, levando o nome de Caxias, falando da Festa da Uva com muita alegria no rosto, que eu acredito que no coração não seja toda essa alegria. O seu aparte, vereador.
VEREADOR PAULO PÉRICO (PMDB): Vereadora Gládis, eu quero me somar a palavra de todos os colegas. Tão logo ocorreu esse fato constrangedor, entrei em contato com aquela profissional que fez vários anos o protocolo e ela colocava para mim que no protocolo oficial não para estarem ali a rainha e as princesas no protocolo oficial, no entanto, sempre se fez por uma questão de bom senso e de respeito. E sempre também se colocou elas em um local de mais evidência, não na mesa principal, mas em um local de mais evidência e sempre foram citadas no próprio protocolo entregue às autoridades. Não sei, se por exemplo, o nosso vice-presidente  Mourão sabia o nome da rainha e das princesas, eu não sei se foi entregue isso também. Então é constrangedor. Eu fiquei assim muito constrangido, muito chateado, porque aquelas que trabalham e levam a imagem da Festa da Uva não estavam ali, não foram citadas e, depois, eu não estive, porque não foi permitido a nós vereadores estarmos lá no corte da fita da abertura, depois me disseram que nem a corte também esteve lá na fotografia, que eu ainda não vi a fotografia também no jornal. Se a corte não esteve nem no corte da fita, então, sinceramente, caros colegas, meus colegas aqui confirmam, então sinceramente eu não sei por que nós temos uma rainha e duas princesas. É constrangedor e fico muito chateado com isso, que realmente virou uma vergonha nacional para nós de Caxias do Sul. Mais uma de tantas que entraram lá na lista do nosso colega Adiló. Obrigado, vereadora Gladis.
VEREADORA GLADIS FRIZZO (MDB): É como se fosse uma Festa da Uva. Bem, em meio a tantos problemas, eu queria aqui parabenizar a UAB quanto à campanha Educação Transforma. Nós estamos sem transporte escolar ainda, sem vagas ainda, mas a UAB fez aqui então essa campanha arrecadando material. Eu gostaria de fazer um tipo de uma prestação de contas aqui porque nós encaminhamos também vários pais para a UAB. Então, o resumo da campanha e doações total de arrecadação é: 69 kits de cadernos (lápis, borracha e apontador); 485 cadernos; 1.325 lápis de escrever; 303 caixinhas de lápis de cor; 56 estojos, 20 estojos de canetinhas novas e 40 usados, 23 pinceis, 194 tubos de cola. Enfim, nem vou ler tudo, mas é o mínimo do mínimo que Caxias do Sul poderia doar. E isso favoreceu 172 famílias e 372 crianças de diversos bairros, entre eles: Residencial Rota Nova, Cruzeiro, Desvio Rizzo, Reolon, Campos da Serra, Industrial, Pio X, Serrano, Forqueta, Mariani, Vila Ipê, Fátima e outros. Eu quero então, na pessoa do presidente Valdir Walter, da Gabriela Azevedo, da Greice Franco e do Alexandre Soares, cumprimentar toda a diretoria da UAB. E, para encerrar, senhor presidente, eu gostaria de deixar aqui, de ler aqui uma frase de Paulo Freire: A alegria não chega apenas no encontro do achado, mas faz parte do processo da busca. E ensinar e aprender não pode dar-se fora da procura, fora da boniteza e da alegria. Então, Paulo Freire quem dizia isso. Quero deixar então os parabéns a UAB. Obrigada. Era isso por hoje.
 
 
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VEREADOR ELISANDRO FIUZA (PRB): Obrigado, senhor presidente. Gostaria também de colocar a minha opinião a respeito do acontecimento da nossa Festa Nacional da Uva. Nós precisamos entender que essa festa é algo plural, é algo que move a economia, a cultura e a nossa história. Essa festa não é a festa desta administração, não é dos secretários e não é da comissão; é de nós vereadores, é da sociedade. E nós precisamos entender que por mais que façamos muitas vezes um planejamento de que buscamos conversar com pessoas para tratar do assunto, do evento e assim por diante sempre, como qualquer ser humano, às vezes acabamos pecando. O que eu quero trazer aqui para a consciência e para o entendimento das senhoras e dos senhores vereadores? É o momento de nós vereadores e vereadoras construirmos. Aquilo que vimos de uma forma positiva, de agregar, e de uma forma que infelizmente vimos negativa de ajustar. Porque precisamos entender que a festa é de todos e nós precisamos entender, interpretar, de uma forma correta, e corrigir algo que precisa ser corrigido para que os nossos senhores e senhoras visitantes, quando chegarem aqui em Caxias do Sul e nos prestigiar nessa festa, possam ser acolhidos da melhor forma possível. Então, senhoras e senhores vereadores, eu me coloco à disposição dos senhores e senhoras.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Um aparte, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (PRB): Eu não tenho nenhuma participação com a comissão da Festa da Uva, mas me coloco à disposição para que juntos possamos somar esforços para contribuir com a Comissão da Festa da Uva através da sua presidente, Sandra Randon, para fazer os ajustes necessários para que possamos receber aos nossos visitantes da melhor forma possível. Vereador, seu aparte.
VEREADOR PAULO PÉRICO (MDB): Obrigado, vereador Fiuza. Vereador Fiuza, nós não estamos aqui colocando questões negativas a Festa da Uva. Nós todos, aqui desde o início dessa administração, sempre nos colocamos a favor da Festa da Uva, sempre trouxemos aqui a preocupação de que ela deveria ser uma grande Festa da Uva independente de quem é o prefeito ou não. Agora, o fato que estamos colocando aqui é um fato que já ocorreu e não vai retornar esse fato. O fato ocorreu. Então isso já passou. O que nós estamos levantando aqui é o que já passou e fica de alerta... Eu tenho convicção que na próxima Festa da Uva isso não vai acontecer, mas já aconteceu. E também tenho a convicção que no encerramento da Festa da Uva é óbvio que darão a palavra para a rainha... É óbvio que darão a palavra a partir dessa falha. Agora, todo mundo aqui é a favor da Festa da Uva, quero deixar bem claro, de minha parte. Nós estamos trabalhando aqui pela Festa da Uva e não contra a Festa da Uva. E que nós queremos é que ela dê mais certo possível e eu acredito que toda a Câmara de Vereadores está com esse objetivo ali na frente. Só estamos relatando aqui um dos problemas. Se fôssemos levantar vários problemas que ocorreram eu tenho certeza que a presidente Sandra está tentando consertar esses problemas do primeiro fim de semana. Obrigado, vereador Fiuza.
VEREADOR ELISANDRO FIUZA (PRB): Muito obrigado, vereador Paulo Périco. É exatamente isso, esse é o momento de que aqui somos pessoas de responsabilidade e estamos aqui construindo aquilo que, de uma certa forma, se tornou negativo para que essa pluralidade dessa festa continue. Então meu muito obrigado a todos. Era isso, senhor presidente.
 
 
 
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VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Senhor presidente, colegas vereadores, eu estive na Festa da Uva no sábado à tarde. Esteve lá também o vereador Renato Oliveira, nós ficamos no espaço da Câmara de Vereadores. Vereador Fiuza, o senhor fala que é uma festa da comunidade, da diversidade, que é uma festa dos vereadores. Só que o senhor se contradiz na mesma fala onde o senhor diz que não faz parte da comissão da Festa da Uva. Olha, se o líder do governo da Câmara de Vereadores não faz parte como vai envolver os demais colegas? Como vai envolver o presidente da Câmara que não é convidado para nenhuma reunião? Para participar de nada? Antigamente, vereador presidente, o casal da presidência da Câmara, os demais casais comunitários estariam, nesse exato momento, tentando resolver os conflitos que aconteciam na Festa da Uva, os pequenos conflitos. Já não aconteceu a Festa da Uva ano passado, vereador Fiuza, porque essa seria a melhor das melhores Festa da Uva, até porque é um governo de gestores, não é um governo de amadores e de CCs, de gestores. E demais, colegas vereadores, um governo que terceirizou a Festa da Uva, onde não tem a participação, o protagonismo da população. E onde não tem a população sendo protagonista o resultado é esperado. Solicitaram para a Câmara de Vereadores um empréstimo, uma autorização de cerca de R$ 4 milhões, vereador Toigo, a qual a Câmara de Vereadores autorizou. Mas diziam em época de campanha que a Festa da Uva seria autossustentável, ex-rainha da Festa da Uva, Tatiane Frizzo. Eu estive na Festa da Uva, vereador Uez e vereador Arlindo Bandeira. Antes o que a gente observava Caxias do Sul comendo uma uva, hoje é um único cachinho de uva. Eles não dão mais que um cacho de uva. Então, olha, talvez é o sinônimo da festa: festa contada. Eu já ouvi falar muito de caça-níquel, pessoas perdendo dinheiro em caça-níquel. Mas agora a nova modalidade é caça-fiorin. Caça-fiorin é a nova modalidade de pegar o dinheiro das pessoas. E por que falo isso de caça-fiorin, colegas vereadores? Eu recebi uma ligação de uma senhora lá do Campos da Serra. Eu estou falando em nome dos pobres aqui, não estou falando em nome de quem tem dinheiro, que também está entrando no caça-fiorin. Mas uma senhora... De três pessoas: foi ela, a nora dela e o filho. Só que ela usa uma bolsa de colostomia. Eles tinham R$ 30 para consumir no show que teve no sábado, de funk. Ela tem que tomar água para poder o organismo dela, enfim... Só que eles chegaram e botaram R$ 30 lá no tal de caça-fiorin. Chegou na hora de usar, já se foram R$ 7, ficou R$ 23. Então, o filho tomou uma cerveja e duas águas, se foi o tal do caça-fiorin. Depois do show, uma confusão toda, quilométrica, uma fila para pegar o cartão. O que aconteceu? Não puderam ser ressarcidos, porque não tinha nem gente para estornar o valor, e a fila quilométrica. Colegas vereadores e vereador Tibiriçá, o senhor que foi coordenador de acessibilidade, não tinha acessibilidade para essa senhora. Ela está assistindo à TV Câmara neste momento. A bolsa dela começou... Porque daí o pessoal começou a apertar um e outro. Começou a vazar a bolsa dela de colostomia. Olha o desrespeito. Não adianta dar passe livre para deficiente, mas não dar condições para as pessoas acessarem. Eu tinha pedido, vereador Fiuza, uma semana antes de começar a Festa da Uva, a questão de botar as placas dos aplicativos, que ia dar confusão, e deu a confusão. Os deficientes, tanto os que ocupavam táxis ou aplicativos, 800 metros para caminhar até o portão de acesso na chuva ou no sol escaldante. Eu tenho meus vídeos, estão circulando nas redes sociais. Não peguei depoimento de caxienses, peguei depoimento de turistas que vieram para Caxias do Sul e queriam visitar a Catedral, fechada numa sexta-feira, às sete da noite. Daí foram para a Praça Dante. Um turista me disse que os ratos caminhando na praça, correndo no meio da Praça Dante. Sabe? Então não se teve planejamento de abrir os museus, os espaços até determinada hora da noite, iluminar, receber bem o turista. Se estavam pintando, estavam pintando a Ludovico Cavinato no dia da abertura da Festa da Uva, o meio fio. Cortando o mato um dia antes. Deixaram o mato crescer dois metros de altura para depois cortar. Então é fila para tudo, é fila para tudo na Festa da Uva. Para entrar no parque, para pegar o tal do fiorin, para se estornar o fiorin. É uma falta de respeito ao nosso idoso, ao deficiente e à gestante. Tem que ficar na fila ou no sol. E daí, só para encerrar, presidente. Eu fiz um Pedido de Informações, protocolamos, provavelmente entre na pauta de quinta-feira, justamente porque nós tivemos informações de bastidores que talvez possam comprometer, num futuro breve, se for feita uma auditoria. (Esgotado o tempo regimental.) Eu espero que essas arestas sejam aparadas o quanto antes, porque lá na frente vai gerar custo para a Festa da Uva. Então espero que esse pedido, quando vier à pauta, seja aprovado, porque esse tal de caça-fiorin vai dar muito o que falar. Obrigado, senhor presidente.
 
 
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VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Presidente. Um aparte? Já lhe concedo de imediato. Está ok. Presidente, estamos vivenciando a 32ª Festa Nacional da Uva. Eu também gostaria de tecer alguns comentários, porque realmente sou um apaixonado, sou um entusiasta, sou um apoiador de primeira hora da nossa maior Festa da Uva. Estivemos lá na abertura e nós presenciamos que, sim, precisamos reconhecer a presidente da Festa da Uva, todo o seu esforço, todo o seu esmero. Nós sabemos que, para organizar uma festa existem muitas dificuldades, mas também entendo que, neste momento, a comissão, encabeçada pela presidente Sandra, quando existem essas dificuldades, precisa se recorrer a pessoas que já passaram por aí, ter humildade de agregar, de acolher, de trazer pessoas. Afinal de contas não é, vereador Fiuza, uma festa só da economia, só da tradição, só da história; é uma festa comunitária, é o cartão de visitas da nossa cidade. Então ela precisa ter essa valorização. Dizer, sim, que a fala dela foi interessante, foi respeitosa, a fala da presidente Sandra Randon. E eu não quero debitar a ela justamente essa questão, essa falha que ocorreu no protocolo. Nós não podemos, de maneira nenhuma, no meu entendimento, debitar essa responsabilidade à presidência da Festa da Uva, até porque ela não tem. (Manifestação fora do microfone.) Não, não se falou. Mas ela não tem talvez todo esse traquejo institucional para saber quem deve figurar numa ordem de precedência, vereador Alberto, ordem de precedência, quem deve ser citado. Não se limita, na verdade, quem deve estar lá. Agora, eu entendo, presidente, que o protocolo, o cerimonial errou e errou feio ao não colocar, ao não permitir que as nossas rainha e princesas figurassem junto ao palco principal e não abrissem a fala, como é da tradição, a rainha da Festa da Uva, uma fala de boas-vindas. E eu debito a total responsabilidade ao senhor prefeito municipal por não organizar, não tomar para si a organização do protocolo das autoridades e submetê-lo ao cerimonial da Presidência da República. Quem monta o protocolo é Caxias do Sul, é a sede do evento. Afinal de contas, nós tivemos aqui a representação da Presidência da República, através do vice Hamilton Mourão, que recebeu o convite das mãos das soberanas e da presidente da Festa. Nós tivemos aqui o governador do Estado, que recebeu o convite da rainha e das princesas da Festa da Uva. Então nós precisamos realmente reconhecer isso: a total responsabilidade por essa falha é debitada ao senhor prefeito municipal, que estava recebendo em sua cidade as maiores autoridades do país na abertura da nossa festa. Afinal de contas, no meu entendimento, e sempre foi assim, a rainha e princesas são autoridades da nossa cidade, representam Caxias do Sul na nossa maior festa, na Festa da Uva.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): E deveriam estar lá. Então, no meu entendimento, houve um desprestígio e um desrespeito. Elas não foram respeitadas, a rainha e as princesas da Festa da Uva, por não constarem lá. E ademais, tínhamos representação de mais deputados federais ali, paciência o presidente da Assembleia. E um deputado federal, representante da Câmara Federal e não dois. É um. Outra falta que percebemos de V. Exa., presidente Cassina, V. Exa. é um chefe de poder, chefe do Poder Legislativo, faz parte do conselho consultivo da Festa. Bem como outra falta que sentimos foi do esposo da senhora presidente, Sr. Daniel Randon. O cônjuge, em toda história de Caxias, sempre esteve lá presente. A esposa do prefeito Pepe Vargas, do Mário David Vanin, a esposa do prefeito Sartori, do ex-prefeito Alceu estavam lá. Também falhou nesse sentido. Devia estar acompanhada do seu marido, Sr. Daniel Randon. Então são por essas, presidente, que nós precisamos, em função dessa falha, e que nós realmente eu não sei se vamos conseguir reparar a tempo isso, porque é um fato passado. Entendo que as outras correções de rumo são normais, Fiorin Card, a questão do suco de uva não constar no cardápio, isso são correções que todo início de festa tem e tem tempo de fazer o reparo necessário, para que o bom andamento da festa transcorra com normalidade. O aparte ao vereador Tibiriçá, senhor presidente.
VEREADOR TIBIRIÇÁ MAINERI (PRB): Eu só queria... Novamente, cumprimento a todos. Eu só gostaria então de estar falando para o Rafael, complementando, que tem um espaço da coordenadoria da acessibilidade, para que as pessoas que têm problemas e com deficiência possam estar acessando esse local para fazer alguma troca, por exemplo, a bolsa de colostomia tem condições de fazer nesse espaço e tem um banner indicando atendimento à pessoa com deficiência. E ele está ali ao lado das catracas. É um local específico para fazer os atendimentos e orientações. Tem visita guiada pela Secretaria de Turismo, que o estagiário da Coordenadoria organizou. Então assim, é o primeiro momento com mais acessibilidade do que os outros anos. Então eu entendo que existem muitas reclamações, mas a gente fez a nossa parte enquanto Coordenadoria e a gente ajustou junto com a empresa responsável para ter o espaço, para ter os atendimentos da pessoa com deficiência e outras pessoas que necessitem. Obrigado pela atenção. Tudo bem.
VEREADOR GUSTAVO TOIGO (PDT): Pois não, vereador Tibiriçá. Eu lhe agradeço. Finalizo em um minuto, presidente. Então repercutindo novamente que o desprestígio não foi somente como trio de soberanas, o desprestígio se estende às entidades, às empresas, às localidades pelas quais elas estão representadas lá. Entendo, sim, que a Prefeitura não pode se eximir de algumas falhas. Tipo essa, por exemplo. E precisa realmente se mobilizar, se envolver com bastante afinco na festa, ajudar na divulgação de algumas coisas que estão faltando aí para acolher com carinho, com fervor todos os turistas que visitam a nossa cidade e que possam falar bem da nossa festa e, quem sabe, no futuro retornar. Elogiar a imprensa está fazendo um trabalho também de apuração de muitas situações. E que é um alerta para a festa também fazer, de repente, as correções de rumo. De resto, sucesso total e que realmente as coisas andem para o bem de Caxias do Sul.
 
 
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VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Senhor presidente, caros vereadores. Seguindo um pouquinho na Festa da Uva. Vereador Rafael, esse fiorin ou o pila que seja, tu tens que entrar na fila para comprar e na fila para ser ressarcido. Eu estive, sexta-feira, e não conseguimos comprar água, com o dinheiro na mão. Com o dinheiro na mão não consigo comprar água. Então é complicado. Mas quanto à rainha e às princesas o Thiago Lacerda fez a parte. Foi ele que foi o protagonista ali. Foi ele que... Não, mas ele assumiu aquela parte. Então ficam aí várias reclamações que a gente escuta da Festa da Uva. Quanto ao protocolo, foi na inauguração do Rota Nova, já houve uma falha ali. Colocaram no colo da nacional, onde não foi citado o vice-governador que estava representando o governador. Não foi citado, não deram a palavra para ele. Então tem vários erros. Então, vereador Fiuza, com todo respeito e carinho que tenho pelo senhor, o senhor vai sair daqui um belo de um bombeiro, porque vai ter tanto fogo para o senhor apagar aqui que o senhor vai ver. É muita coisa.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Permite um aparte, vereador?
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): De imediato, vereador.
VEREADOR FELIPE GREMELMAIER (MDB): Vereador Kiko, só para complementar o meu raciocínio de antes. Vamos supor que a segurança do presidente tivesse proibido a rainha e os presidentes de estarem ali. Que isso seria a primeira vez na história que aconteceria, não é? O prefeito sequer citar elas, sequer referendar elas no discurso. Foi lá falar do anúncio de nove ambulâncias, vereador Kiko. Com tudo que estava acontecendo ali, com tudo que estava acontecendo ali, então o foco foram as ambulâncias. Sabe? E outra situação que a gente perde a oportunidade. É como vereador Toigo disse, não voltam mais. Em vez  de o primeiro desfile acontecer no dia da abertura, para levar o vice-presidente, o governador, todo mundo, para ganhar destaque nacional assistindo o primeiro desfile: não! Não, não aconteceu. Então a gente não está aqui contra a festa. Pelo contrário. Muita coisa dá tempo de recuperar ainda. Ainda dá. Mas muita coisa já não dá mais. O espaço que nós ganharíamos nacionalmente com o vice-presidente da república assistindo ao desfile aqui em Caxias, o governador junto, as reivindicações que poderiam ter sido feitas durante o desfile, que isso acontecia naturalmente nas outras edições. Muitas situações eram levadas para esses representantes durante o desfile, porque eles ficavam ali duas horas sentados ao lado do prefeito, sentados ao lado do presidente da Câmara, sentados ao lado das entidades, da entidade judiciária, inclusive, que sequer foram mencionadas lá no dia do protocolo. Então são oportunidades que se perdem, vereador Kiko, que não têm mais como recuperar. Essa de não ter o desfile no dia da abertura e nós não segurarmos o vice-presidente da república aqui por mais duas horas, no centro da cidade, é outra situação que é realmente lamentável.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): É, vereador, sem falar também que eu presenciei o prefeito e o governador, também a imprensa atrás deles para darem uma entrevista, dizendo que tinham outra agenda fora dos Pavilhões. Então uma falta de respeito também. Tinham outra agenda. Também, senhor presidente, vou registrar aqui a presença dos pais de alunos da Escola Aristides Rech, de Criúva, Capela Santa Catarina, que também tem mais o problema dos alunos, pediram uma conversa, uma audiência com a Comissão de Educação e a gente vai... Então tem mais um problema grave em nossa cidade que não tem fim e foi deixado para resolver de última hora e não tem como ser resolvido. Então vamos recebê-los e vamos escutar e vamos ver o que dá para fazer. Pediu aparte, vereador?
VEREADOR RAFAEL BUENO (PDT): Um aparte, vereador Kiko. A respeito, vereador Tibiriçá, essa questão da deficiente que esteve no local foi no horário dos shows e não teve nenhuma orientação para ela. Acho que tinha muita gente e não tinha gente para prestar orientação para essa e para demais deficientes, mas até passo o contato para a sua assessoria se quiser entrar em contato com ela. A questão, vereador, que o senhor falou do fiorin, eu fico pensando... O vereador Felipe agora na sua fala e o Périco. No momento em que o prefeito podia estar saudando as princesas, as rainhas, as embaixatrizes que ficaram nos bastidores, ele ficou compartilhando fake news nas redes sociais dele, falando mal dos jornalistas. Se não fossem os jornalistas, a imprensa o que seria da nossa Festa da Uva? Daí voltaram a mentir descaradamente dizendo que o Mourão, jogaram a culpa para o Mourão, que não quis no palco. Agora a assessoria do Mourão veio e desmentiu dizendo que não é mentira, que o Mourão nem sabia disso daí. Agora, quiseram... “Ah, o cara está muito longe ele nem vai saber que nós estamos mentindo.” Agora, mais uma mentira em cima da outra, gente. Por favor... A respeito da Escola Vitório Rech lá na... Aristides Rech, desculpa! É que a Vitório Rech também tem problema. A essa escola nós estamos atendo, o vereador Kiko, a Comissão de Educação porque tem alunos deficientes que estão sem ir para a escola. Aliás, os que conseguirem escola nas proximidades estão sem transporte porque a secretaria não está dando transporte para essas crianças. Então é de se preocupar, viu? Começou o ano letivo e crianças fora da escola no interior, ao qual nós deveríamos valorizar para elas estarem na escola. Se é um querendo estudar, temos que garantir escola para esse um. Obrigado.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): É isso, vereador. Daí os pais não sabem o que fazer que ali tem o Conselho Tutelar também no calcanhar dos pais. Mas eu só queria deixar, presidente, registrado aqui uma atitude do nosso ex-colega vereador, e hoje deputado, Neri, o Carteiro. A atitude dele de pegar aquele auxílio mudança e destinar a cinco entidades. Inclusive a entidade da cidade dele. Então fica aqui o registro e sirva de exemplo a outros deputados de nossa cidade que estão lá há muito tempo, que precisam bem menos que o vereador e hoje deputado, Neri; que a gente sabe o quanto ele trabalhava aqui, o quanto ele gastava e que ele precisaria mais que esses que estão lá hoje desse auxílio mudança. E ele fez a distribuição para várias entidades destinando em torno de cinco mil para cada entidade aqui de Caxias do Sul e uma de Bom de Jesus. Fica aqui o registro e os parabéns para o nosso ex-colega e hoje deputado, Neri, o Carteiro.
 
 
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VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Senhor presidente, senhoras e senhores vereadores, também ainda sobre a Festa da Uva, eu vejo ainda temos vários problemas a serem ajustados. Um que também chegou bastante até o nosso gabinete que foi a questão dos taxistas e motoristas de aplicativos que não conseguem chegar até a porta dos pavilhões. Poxa, é um evento turístico, o maior da nossa cidade e os turistas tem que atravessar tudo a pé, o estacionamento, com esse tempo de Caxias que é sempre... Se está quente é muito quente; se está frio é muito frio, chove... E a gente recebe mal os turistas. Ontem inclusive tentamos entrar em contato com a Festa da Uva para tentar encaminhar uma sugestão. Bom, no 0800 acaba dando lá na Cultura; nos e-mails, a gente não tinha nenhum e-mail oficial da Festa da Uva. Daí acabamos encaminhando para o diretor-executivo, o Luciano, encaminhamos um ofício indicando, fazendo uma indicação que se fizesse um corredor específico para os carros, para os taxistas, para os carros de aplicativos para poder receber os turistas. Não recebemos nenhuma resposta, mas a gente entende que ainda há tempo de receber melhor os turistas, porque até agora isso tem sido um problema e ele é um problema. Fica ruim para a nossa cidade, fica ruim para a Festa da Uva receber mal os turistas. Sabendo que vai deixar os turistas lá fora nos pavilhões, tendo que atravessar todo o estacionamento, nunca isso aconteceu na cidade. Depois, quando tem saída depois mais tarde dos pavilhões, de shows, tem que pegar lá fora os carros para poder sair. Então não dá. Então a Festa da Uva pode melhorar nisso. Sobre a questão do protocolo, para mim, sinceramente, não me surpreende o protocolo do prefeito porque quem já conhece o governo sabe que os protocolos dele sempre são tão estreitos quanto o governo é. Então citar vereador em qualquer atividade é muito raro, quase não citam os vereadores quando a gente vai em qualquer atividade. Então na abertura da Festa da Uva não seria diferente. Eles só citam quem é simpático ao seu governo. E aí, claro, é uma grosseria enorme, mas é assim, ou são os amigos do prefeito que ele cita ou, senão, não é citado. Então o protocolo é sempre estreito como o governo é, estreito. Isso a gente tem que registrar. E aí me surpreende porque na semana passada, uns dez dias atrás, quem convidou o prefeito para a Festa da Uva foram as rainhas, o que para mim foi uma surpresa porque afinal quem coordena a Festa da Uva é a prefeitura. Mas as rainhas foram lá, a rainha e as princesas, convidar o prefeito para Festa da Uva. Nem essa gentileza o prefeito conseguiu retribuir. Então, é, na verdade... E aqui perder tempo, na manhã de sexta-feira, para compartilhar fake News, que vergonha, prefeito. É o prefake que a gente pode chamar porque é um prefeito fake que fica compartilhando mentira em vez de se preocupar em administrar a sua cidade de forma séria. Então a gente lamenta que o prefeito seja tão estreito e pequeno, que, ao invés de trabalhar pela nossa cidade, fica se preocupando em defender governo corrupto, governo que está envergonhando o Brasil para o mundo e fica ali compartilhando desesperadamente fake para defender um governo desses.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Um aparte, vereadora.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Concede um aparte, vereadora.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Não dá. Invés de se preocupar em defender Caxias do Sul, a Festa da Uva, trabalhar pela nossa cidade fica aí perdendo tempo com notícia falsa. Vereador Kiko, tem o seu aparte.
VEREADOR KIKO GIRARDI (PSD): Vereadora, também, só para ressaltar, na minha opinião, também a degustação de uva na entrada é muito errado. As pessoas não podem escolher horário, momento que pode ir com a família, como existia antes, no local reservado onde suja, é natural. A uva está gelada, molha. Então ali na entrada tu vai chegar e vai começar a sujar os corredores desde o começo, porque nem todo mundo vai pegar e colocar no lixo correto. Mas, de tantas novidades, às vezes eu brinco com as pessoas logo vem o projeto aqui para esta Câmara para nós liberarmos um dinheiro para construir um muro entre a prefeitura e a Câmara de Vereadores, que a distância é tão grande que vai ter uma liberação para construir um muro também... (Manifestação fora do microfone) É um muro, não sei qual vai ser o muro, mas vai ter esse muro construído aqui entre a prefeitura e a Câmara, com certeza. Obrigado, vereadora.
VEREADORA DENISE PESSÔA (PT): Obrigada, vereador. Também dizer que sobre o fiorin, a questão da devolução, para quem paga com cartão de crédito tu nem recebe na hora, tem que ir para o site fazer um cadastro para depois receber o ressarcimento. Então é uma piada, é uma burocracia para a população desistir de pegar o seu dinheiro de volta. Então consumam tudo que tiver que consumir porque para devolver, depois vai ser bem difícil. Não sei para onde vai esse dinheiro. Vereador Edson... Então obrigada, era isso.
 
 
 
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VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Senhor presidente... Seu aparte, vereador Edson.
VEREADOR EDSON DA ROSA (MDB): Obrigado, vereador Alberto. Rapidinho, dois assuntos. Primeiro que protocolarmente a abertura da Festa da Uva infelizmente foi lamentável. Eu comentava com a Janice, da 4ª CRE, adjunta, depois da solenidade, a gente que tem um pouquinho de experiência, disse: Infelizmente a matéria ganha, para o dia seguinte, não vai ser abertura da Festa da Uva, vai ser os erros protocolares que aconteceram. Isso era notório. Eu fiquei triste porque fui lá, vereadora Tatiane, porque a festa é maior do que nós, a festa é maior que todos nós. Quem já participou da comissão comunitária sabe o quanto todo mundo trabalha para esse momento. É! E 96%, vereador Toigo, da Festa da Uva a majoritária é a prefeitura. Então não tem como se isentar, em nenhum momento, da questão do protocolo. Até porque nós sabemos que os protocolos são chatos e enxutos. Se não houve uma ação da instituição prefeitura, da instituição município, quem vem toma conta. Então, até a própria foto do prefeito, se nós formos olhar, está no canto. Então até isso para nós, enquanto munícipes de Caxias do Sul, ele não deveria estar ali. Mas enfim, também conclamar os vereadores da Comissão de Educação, depois nós vamos ter uma reunião com – quem queira participar também – o pessoal da Aristides Rech, lá de Santa Catarina de Criúva, que nós vamos ter uma reunião com eles para... Já sabemos da demanda, já tomamos algumas providências e vamos conversar um pouquinho melhor. Obrigado, vereador Alberto Meneguzzi.
VEREADOR ALBERTO MENEGUZZI (PSB): Obrigado, vereador Edson. Só citar ainda a respeito da Festa da Uva que o que mais sempre me deixa surpreso é que a prefeitura... Parece que são duas coisas completamente diferentes, a Festa da Uva não é da prefeitura, a prefeitura não é da Festa da Uva. E essas correções que precisam ser feitas, que bem falou o vereador Toigo, elas precisam ser feitas em conjunto, precisa ter humildade para fazer essa correção. Não adianta a Prefeitura, através da sua assessoria de imprensa em redes sociais, colocar no colo, se isentar de qualquer culpa e deixar a responsabilidade para os outros. Isso é chato, fazer isso em rede social. Exatamente, tem que ter essa humildade para fazer as correções. Eu torço realmente, vereador Fiuza, que a festa dê certo. Acho que tem tudo para dar certo. Algumas mudanças foram feitas. É normal que, a partir de mudanças, alguns problemas aconteçam. Eu tenho certeza que a Comissão Comunitária vai fazer as devidas correções e a festa vai ser um êxito dentro daquilo que se propôs para esta edição. Depois se faz as correções que precisam ser feitas. Mas lamento, realmente, que em redes sociais nunca é responsabilidade da Prefeitura, a Prefeitura coloque no colo da Comissão Comunitária isso. Lamento também mais uma notícia fake news do prefeito. Não é legal. A gente tem feito, a grande imprensa, todos nós temos feito campanhas contra fake news, contra notícias mentirosas, e não fica nada agradável a gente ver, no Facebook do prefeito, notícias mentirosas, notícias falsas sendo publicadas sem as devidas correções e sem as devidas exclusões. Também aguardo aqui um posicionamento, amanhã parece que estará aqui o Sindicato dos Jornalistas com a sua representação regional, mas um posicionamento da ARI Serra Gaúcha a respeito do que o prefeito escreveu a respeito da imprensa de Caxias do Sul, de maneira ofensiva, de maneira muito ofensiva a respeito da imprensa local. Então eu  aguardo um posicionamento da ARI, da Associação Riograndense de Imprensa, da subsecção aqui de Caxias do Sul. Que se posicione a respeito dessa publicação do prefeito, que foi ofensiva a todos os profissionais de imprensa. Para encerrar, senhor presidente, nós tivemos acesso à última ata da reunião dos cotistas da Farmácia do Ipam e, novamente, está na pauta o fechamento do noturno lá, do plantão 24 horas da farmácia. Está novamente na pauta. Esteve novamente a tentativa clara de fechamento da farmácia. Quem leu os jornais nos últimos dias viu aqui que nós temos, nos últimos anos, nos últimos cinco anos uma nova farmácia a cada 20 dias aqui em Caxias do Sul, 248 pontos de venda. Quer dizer, as grandes redes de farmácia estão tomando conta não apenas de Caxias do Sul, mas de outras grandes cidades do porte de Caxias. E aqui em Caxias a gente quer extinguir a farmácia que é um bem público, que é a Farmácia do Ipam, que presta um serviço relevante a não sei quantas décadas para o cidadão aqui de Caxias do Sul, não apenas para os servidores. Então continua o assédio moral, continua a campanha para fechamento. Aliás, vereador Felipe, na última reunião, o que ficou acertado mesmo foi o aumento de salário da diretora de 6.797 para R$ 8mil o salário dela, a partir do mês de abril. Essa foi uma grande decisão tomada na reunião de cotistas da Farmácia do Ipam. Está sobrando. A única decisão. O restante foi só ilações sobre o fechamento da farmácia. Enquanto isso os servidores, mais de 80, continuam sofrendo assédio moral e o desrespeito dessa administração para com o trabalho deles. Era isso, senhor presidente. Obrigado.
 
 
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