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Inauguração da UPA Zona Norte marca as manifestações dos líderes, nesta quinta-feira


A abertura da unidade foi elogiada, mas alguns vereadores criticaram a falta de reconhecimento do trabalho do governo anterior


A inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Norte marcou as manifestações dos líderes, durante a plenária desta quinta-feira (21/09). A abertura da unidade foi elogiada, mas alguns vereadores criticaram a falta de reconhecimento do trabalho feito anteriormente. Entre os parlamentares que se manifestaram nesse sentido: Renato Oliveira/PCdoB e Paula Ioris/PSDB.

Na opinião do vereador Rafael Bueno/PDT, é fácil para a atual administração abrir a UPA após a estrutura e a mobília prontas. “O que nos preocupa é ver papagaios de pirata que vão lá e dizem que estão inaugurando”, criticou. Ele lamentou que deputados federais da cidade não tenham sido convidados para a solenidade e questionou a prefeitura, novamente, por causa da demora no funcionamento da Unidade Básica de Saúde (UBS) do Cristo Redentor.

Dirigindo-se ao líder de governo na Casa, parlamentar Chico Guerra/PRB, Bueno cobrou que a UBS Cristo Redentor era para ser aberta em junho, mas já é quase outubro e nada ainda. “Caso o problema seja a falta de móveis, a comunidade se propõe a ajudar”, afirma Bueno.

Ainda sobre a UPA Zona Norte, os vereadores Arlindo Bandeira/PP e Neri, O Carteiro/SD elogiaram o início do funcionamento. Na ótica deles, o que importa é ver a população atendida. Os parlamentares também destacaram a possibilidade de o povo efetuar a avaliação do atendimento, em um painel, e a geração de empregos na unidade.

O legislador Renato Nunes/PR questionou os vereadores de oposição por que o governo passado demorou tanto e não colocou a UPA em funcionamento. “Se estava tudo pronto, por que deixaram o povo sofrer? A inveja mata”, afirmou.

Em contrapartida, o socialista Edio Elói Frizzo disse que não é a inveja que mata, mas a falta de atendimento. De acordo com o socialista, o ex-prefeito Alceu Barbosa Velho/PDT foi muito responsável e que os recursos foram designados para atender aos doentes de câncer. “Esta gestão optou pela terceirização e a gente respeita, mas não façam terra arrasada. Antes de vocês, Caxias existia e obras foram feitas. Está na hora de Guerra governar porque até agora só inaugurou obras da administração anterior. Portanto, peço mais respeito aos que vieram antes. O que vemos é um desgoverno. Vocês são a velha política e não se diferenciam em nada do que condenavam”, afirmou Frizzo.

O socialista também trouxe ao plenário o relato de uma médica, que se queixou da falta de agendamentos de consultas: “Essa médica disse que a atual administração optou por deixar pessoas morrerem em casa porque não estão marcando consultas”. Na mesma linha, o parlamentar e professor Paulo Périco/PMDB leu uma carta de uma aluna, discorrendo sobre a dificuldade de conseguir consulta. Além de reivindicar mais ação da prefeitura na área da saúde, Périco cobrou iniciativas de geração de desenvolvimento e renda.

O vereador Alberto Meneguzzi/PSB aproveitou para solicitar a Chico Guerra como está o andamento de uma sindicância sobre a morte de uma senhora que passou por atendimento no Postão 24H.

Também direcionando-se a Chico Guerra, o petebista Adiló Didomenico considerou que o republicano age com arrogância e insensatez. Adiló, juntamente com Bueno, emendou outra cobrança: a de que a Companhia de Desenvolvimento de Caxias do Sul (Codeca) não teria agilizado a apuração sobre denúncias de assédio sexual e moral atingindo uma funcionária da empresa, a qual acabou demitida. 

Segundo o petebista, diante da falta de agilidade da prefeitura, encaminhou o caso também ao presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Segurança, Rodrigo Beltrão/PT, e às mulheres vereadoras da Casa. Parlamentar Chico Guerra/PRB ressaltou que costuma ouvir as duas partes em situações como essas. Em tom de esclarecimento, a vereadora Gladis Frizzo/PMDB explicou que foram ouvidas todas as partes e que também houve uma conversa com a presidente da Codeca, Amarilda Bortolotto. Porém, a funcionária, que seria a vítima e que evitou fazer a denúncia por medo de perder o emprego, acabou demitida, lamentou Gladis.

21/09/2017 - 12:16
Assessoria de Imprensa
Câmara Municipal de Caxias do Sul

Editor(a) e Redator(a): Vania Espeiorin - MTE 9.861

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